Prévia do material em texto
Livro do Professor Química Volume 6 Presidente: Ruben Formighieri Diretor-Geral: Emerson Walter dos Santos Diretor Editorial: Joseph Razouk Junior Gerente Editorial: Júlio Röcker Neto Gerente de Arte e Iconografia: Cláudio Espósito Godoy Autoria: Fábio Roberto Batista Supervisão Editorial: Jeferson Freitas Coordenação de Área: Milena dos Passos Lima Edição de Conteúdo: Gabriela Ido Sabino Edição de Texto: Juliana Milani Revisão: Chisato Watanabe, Willian Marques e Fabrízia Carvalho Ribeiro Supervisão de Arte: Elvira Fogaça Cilka Edição de Arte: Angela Giseli de Souza Projeto Gráfico: YAN Comunicação Ícones: ©Shutterstock/ericlefrancais, ©Shutterstock/Goritza, ©Shutterstock/Lightspring, ©Shutterstock/Chalermpol, ©Shutterstock/Macrovector e ©Shutterstock/Blinka Imagens de Abertura: ©Shutterstock/Texelart e ©Shutterstock/Blend Images Editoração: Studio Layout Ltda. Ilustrações: Divo, Jack Art e Marcos Gomes Pesquisa Iconográfica: Janine Perucci (Supervisão) e Marina Gonçalves Grosso Engenharia de Produto: Solange Szabelski Druszcz Produção Editora Positivo Ltda. Rua Major Heitor Guimarães, 174 – Seminário 80440-120 – Curitiba – PR Tel.: (0xx41) 3312-3500 Site: www.editorapositivo.com.br Impressão e acabamento Gráfica e Editora Posigraf Ltda. Rua Senador Accioly Filho, 431/500 – CIC 81310-000 – Curitiba – PR Tel.: (0xx41) 3212-5451 E-mail: posigraf@positivo.com.br 2018 Contato editora.spe@positivo.com.br Todos os direitos reservados à Editora Positivo Ltda. ©Editora Positivo Ltda., 2015 Dados Internacionais para Catalogação na Publicação (CIP) (Maria Teresa A. Gonzati / CRB 9-1584 / Curitiba, PR, Brasil) B333 Batista, Fábio Roberto. Química : ensino médio / Fábio Roberto Batista ; ilustrações Divo, Jack Art, Marcos Gomes. – Curitiba : Positivo, 2015. v. 6 : il. Sistema Positivo de Ensino ISBN 978-85-467-0230-5 (Livro do aluno) ISBN 978-85-467-0231-2 (Livro do professor) 1. Química. 2. Ensino médio – Currículos. I. Divo. II. Art, Jack. III. Gomes, Marcos. IV. Título. CDD 373.33 O projeto gráfico atende aos objetivos da coleção de diversas formas. As ilustrações, diagramas e figuras contribuem para a construção correta dos conceitos e estimulam um envolvimento ativo com temas de estudo. Sendo assim, fique atento aos seguintes ícones: Fora de escala numéricaFormas em proporçãoColoração artificial Imagem ampliadaImagem microscópicaColoração semelhante ao natural Representação artísticaEscala numéricaFora de proporção Termoquímica .............................................4 Trocas de energia em uma transformação .............................................................5 Reação química exotérmica e endotérmica ....................................................................................................... 6 Equação termoquímica ..................................................................................................................................... 9 Fatores que alteram a variação de entalpia da reação .................................................................................... 11 Casos especiais de entalpia ............................................................................................................................ 15 Métodos teóricos para determinar a variação de entalpia da reação....................18 Entalpia de formação ...................................................................................................................................... 18 Lei de Hess ...................................................................................................................................................... 18 Energia de ligação ........................................................................................................................................... 20 Cinética Química ........................................37 Velocidade de uma reação química ....................................................................38 Teoria das colisões ........................................................................................................................................... 39 Fatores que influenciam a velocidade de uma reação ..........................................43 Superfície de contato ...................................................................................................................................... 43 Temperatura ................................................................................................................................................... 44 Pressão ........................................................................................................................................................... 45 Catalisador ...................................................................................................................................................... 45 Concentração .................................................................................................................................................. 47 11 12 Sumário Acesse o livro digital e conheça os objetos digitais e slides deste volume. 4 Termoquímica Ponto de partida Uma das grandes descobertas do ser humano foi o fogo, uma manifestação de combustão rápida com emissão de luz e calor. 1. Você sabe o que é combustão? 2. De onde vem a energia envolvida nas reações de combustão? 3. O triângulo de fogo é a representação dos três elementos necessários para iniciar a combustão – COMBUSTÍ- VEL (sólidos, líquidos e gasosos), COMBURENTE (oxigênio acima de 13%) e CALOR (energia inicial). Explique o significado de cada um desses elementos. 11 1 ©Shutterstock/Toa55 5555555 ConexõesConexões Por que o fogo queima? 1. O fogo é resultado de uma reação química provocada por três ingredientes: oxigênio, combustível e calor. Quando eles se juntam, o oxigênio reage com o combustível, numa violenta oxidação*, chama- da de combustão. 2. O combustível é a substância que “queima” e pode ser sólido, líquido ou gasoso. Para reagir com o oxigênio, ele deve ser aquecido até uma temperatura mínima – cada material tem a sua. [...] 3. A combustão libera energia em forma de calor e de luz – provocando a chama. [...] Combustíveis orgânicos como a madeira – com carbono na composição – geram fumaça ao queimar. 4. [...] À medida que o combustível é consumido, a chama e o calor diminuem até o fogo sumir. Para apagar qualquer fogo, é só afastar o oxigênio – abafando o fogo, por exemplo – eliminar o combustível ou diminuir a temperatura da reação. [...] * Na oxidação, os átomos do gás oxigênio (O2) se separam para se combinar com outros elementos químicos. JOKURA, Tiago. Por que o fogo queima? Disponível em: <http://mundoestranho.abril.com.br/ciencia/fogo-queima-495841.shtml>. Acesso em: 26 abr. 2015. entender a energia envolvida nas reações químicas; conceituar as reações em endotérmicas e exotérmicas; analisar os fatores que influenciam os valores da variação de entalpia de uma equação termo- química; calcular a variação de entalpia de uma reação, por meio dos diferentes métodos teóricos. uímicas; xotérmicas; Objetivos da unidade: Trocas de energia em uma transformação O avanço conquistado no controle das diferentes formas de energia advém de transformações, geral- mente, acompanhadas de liberação ou absorção de energia na forma de eletricidade, luz ou calor. Desde a Pré-História, é constante o interesse do ser humano em conseguir controlar a energia. Inicialmente, ele aprendeu a manipular o fogo, fato que permitiu a ele cozinhar os alimentos e deixar de temer o frio. Mais tarde, o fogo foi utilizado para moldar metais e construir armas, mudando a história das batalhas. Atualmente, a dependência das várias formas existentes de energia é cada vez maior. Seja para uso industrial, seja em ambiente doméstico, percebe-se que não seria uma tarefa fácil se hojefosse necessário abdicar das facilidades que o uso da energia traz para o dia a dia. O estudo da energia e suas transformaç ões é realizado pela Termodinâ- mica. Já as relações entre as reações quí micas e as variações de energia envolvendo o calor são estudadas pela Te rmoquímica. Volume 66 O conteúdo energético envolvido em uma transformação química é chamado de entalpia; porém, não se conhece nenhuma maneira de determinar a entalpia de uma substância. Na prática, é possível apenas medir, experimentalmente, a va- riação da entalpia ( H) de uma transformação, com auxílio de um calorímetro. O funcionamento desse aparelho consiste no seguinte princípio: se a transformação libera calor para o meio, a água é aquecida; ao contrário, se absorve calor do meio, a água é resfriada. Ou seja, o aumento ou a diminuição da temperatura do sistema depende, respectivamente, da quantidade de calor liberado ou absorvido pela água e da sua quantidade presente no calorímetro. Matematicamente, essa quantidade de calor liberada ou absorvida pode ser calculada por meio da expressão: Q = m ⋅ c ⋅ ΔT Q = quantidade de calor liberada ou absorvida em um sistema fechado, sob pressão constante. m = massa de água presente no sistema. c = calor específico da água (4,18 J/g ⋅ ºC). T = variação de temperatura do sistema. Sob pressão constante, a quantidade de calor (Q) do sistema é igual ao valor da variação de entalpia ( H) do processo. Assim, pode-se definir a variação de entalpia como a diferença entre os estados final e inicial, conforme a equação matemática: H = HFinal – HInicial Com essa equação, é possível calcular os valores de energia sob a forma de calor liberado ou absorvido. Em função dessa energia, os processos físicos ou químicos podem ser classificados em exotérmicos e endotérmicos. Reação química exotérmica e endotérmica Para as reações químicas, a quantidade de calor liberada ou absorvida, medida pelo calorímetro, também é conhe- cida como calor de reação. O calorímetro é um dispositivo no qual o fluxo de calor é mo- nitorado pelas mudanças de temperatura do sistema. Além da água, o termômetro e o reci- piente sofrem trocas de calor. Porém, neste material serão discutidos so- mente cálculos em que a água libera ou absorve calor da reação. O calor específico é a quan- tidade de calor fornecido a 1 g de material para elevar sua temperatura em 1 oC. M ar co s G om es . 2 01 1. D ig ita l. Química 7 As reações que liberam calor são chamadas de exotérmicas e as reações que absorvem calor, endotérmicas. Para determinar se uma reação é exotérmica ou endotérmica, é necessário considerar que há ruptura de ligações entre os átomos no(s) reagente(s) e formação de novas ligações químicas no(s) produto(s). O saldo energético é que indica se a reação libera ou absorve energia. Com base na Lei da Conservação da Energia, em uma reação química: A energia total do(s) reagente(s) é igual à energia total do(s) produto(s). Portanto, em uma reação exotérmica, em que a energia é liberada na forma de calor, esse saldo é proveniente do conteúdo energético do(s) reagente(s). Isto é, a entalpia do(s) reagente(s) é maior que a entalpia do(s) produto(s) – HReagente(s) > HProduto(s). A reação exotérmica pode ser representada por várias equações, são elas: Reagente(s) Produto(s) + calor Reagente(s) – calor Produto(s) Reagente(s) Produto(s) H = –x calor Por meio de um gráfico, é possível representar um diagrama geral que relaciona a entalpia em função do desen- volvimento da reação. Entalpia (H) Reagente(s) Produto(s) Caminho da reação (tempo) ΔH = HP – HR HP < HR HP HR ΔH < 0 Um sistema composto de H2(g) e O2(g), por exemplo, tem mais energia interna que um sistema composto de H2O(ℓ). Isso ocorre porque o sistema perde energia ( H < 0) quando H2 e O2 são convertidos em H2O. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H (kJ) H2O(ℓ) 0 –285,83 ΔH < 0 H2(g) + 1/2 O2(g) HReagentes = 0 HProduto = –285,83 kJ H = HFinal – HInicial H = HProduto – HReagentes H = –285,83 – (0) H = –285,83 kJ há liberação de 285,83 kJ Assim, H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) + 285,83 kJ H2(g) + 1/2 O2(g) – 285,83 kJ H2O(ℓ) H2(g) + 1/2 O2 (g) H2O(ℓ) H = –285,83 kJ A análise do gráfico demonstra que, nesse processo, a entalpia do(s) reagente(s) – HR – é maior que a entalpia do(s) produto(s) – HP –, e por isso há liberação de energia. Nos diagramas de entalpia, a seta indica o sentido da reação. Quando está para baixo, a energia é liberada (ΔH é negativo). Volume 68 Em uma reação endotérmica, em que a energia é absorvida na forma de calor, o saldo energético provém do(s) produto(s). Ou seja, a entalpia do(s) produto(s) é maior que a entalpia do(s) reagente(s) – HReagente(s) < HProduto(s). A seguir, as possíveis equações para representar uma reação endotérmica: Reagente(s) + calor Produto(s) Reagente(s) Produto(s) – calor Reagente(s) Produto(s) H = +x calor O diagrama geral, para essa reação, indica que a entalpia do(s) produto(s) – HP – é maior que a entalpia do(s) reagente(s) – HR –, e por isso há absorção de energia. Quando a seta, em um diagrama de entalpia, está para cima, a energia é absorvida ( H é positivo). Ao contrário da reação de formação da água, apresentada anteriormente como exemplo de reação exotérmica, a decomposição dessa substância é um processo endotérmico. HReagente = –285,83 kJ HProdutos = 0 H = HFinal – HInicial H = HProdutos – HReagente H = 0 – (–285,83) H = +285,83 kJ há absorção de 285,83 kJ Assim, H2O(ℓ) + 285,83 kJ H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H2(g) + 1/2 O2(g) – 285,83 kJ H2O(ℓ) H2(g) + 1/2 O2(g) H = +285,83 kJ H (kJ) H2O(ℓ) 0 –285,83 ΔH > 0 H2(g) + 1/2 O2(g) Os calores, liberados ou absorvidos, são expressos, de acordo com o Sistema Internacional de Unidades (SI), em joule (J) ou seus submúlti- plos. Em algumas situações, como em rótulos de alimentos, é também expresso em caloria (cal). A equivalência entre caloria e joule é dada pela relação: 1 cal = 4,18 J Em uma reação química, a quantidade de calor é comumente expressa em quilojoule (kJ) ou em quiloca- loria (kcal). Faça os alunos perceberem, com os exemplos – formação e decomposi- ção da água –, que se em um sen- tido a reação é exotérmica, ou seja, libera calor, no sentido oposto, a reação absorve calor (é endotérmi- ca) e vice-versa. Isso será abordado com mais detalhes na sequência desta unidade. O joule é a unidade de trabalho e energia no SI. Sua definição é abordada pela disciplina de Física. Entalpia (H) Reagente(s) Produto(s) ΔH = HP – HR HP HR Caminho da reação (tempo) HP > HR ΔH > 0 Quando nos alimentamos, as molécu las presentes nos alimentos são metabolizad as (queimadas) pelo nosso organismo para li- berar (fornecer) energia que é utilizada p ara a manutenção dos nossos processos vitais . Ao final da unidade, na seção Química em foco, há um texto para leitura cujo tema é a quantidade de calorias na alimen- tação. Química 9 Organize as ideias Equação termoquímica A informação sobre a quantidade de energia liberada ou absorvida em reações químicas é de extrema importância. Porém, as condições em que as reações ocorrem – temperatura, pressão, estado de agregação e quantidade de matéria das substâncias envolvidas – influenciam no calor das reações. Por isso, essa grandeza é representada junto da equação a que se refere. Essa representação da reação química, conhecida como equação termoquímica, é fundamental, pois descreve as condições do sistema reacional e a variação de entalpia ( H). A equação termoquímica é a representação da reação química na qual devem constar as quantidades de matéria do(s) reagente(s) e do(s) produto(s), os estados físico e alotrópico (caso existam) das substâncias, a temperatura e a pressão na qual se encontra o sistema e a quantidade de calor liberada ou absorvida da reação ( H). Classifique as transformaçõesapresentadas em endotérmicas ou exotérmicas. a) C12H22O11(s) + calor 12 C(s) + 11 H2O(g) Endotérmica b) C6H12O6(aq) + 6 O2(g) 6 CO2(g) + 6 H2O(g) + calor Exotérmica c) H2O(ℓ) H2(g) + 1/2 O2(g) H > 0 Endotérmica d) HCℓ(aq) + NaOH(aq) – 13,8 kcal NaCℓ(aq) + H2O(ℓ) Exotérmica e) C2H6O(ℓ) + 3 O2(g) 2 CO2(g) + 3 H2O(ℓ) H = –1 366,1 kJ Exotérmica f) H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(g) + 241,82 kJ Exotérmica g) H2O(g) H2(g) + 1/2 O2(g) H = +241,82 kJ Endotérmica h) Entalpia (H) HR HP Caminho da reação (tempo) Fe(s) + 1/2 O2(g) FeO(s) Exotérmica i) Entalpia (H) CO2(g) C(grafite) + O2(g) HP HR Caminho da reação (tempo) Endotérmica Volume 610 1 H2(g) + 1/2 O2(g) 1 H2O(g) H = –241,82 kJ 1 H2(g) + 1/2 O2(g) 1 H2O(ℓ) H = –285,83 kJ 2 H2(g) + 1 O2(g) 2 H2O(ℓ) H = –571,66 kJ 1 C(grafite) + O2(g) CO2(g) H = –393,51 kJ 1 C(diamante) + O2(g) CO2(g) H = –395,40 kJ Quando não for indicada a temperatura e a pressão em que a reação foi realizada, admite-se que ocorreu nas condições-padrão. Com os exemplos apresentados, é possível verificar que o estado de agregação (estado físico ou alotrópico) e a quantidade de matéria das substâncias envolvidas são fato- res que influenciam o calor da reação. Por isso, uma mesma reação química pode apresentar valores diferentes de H. Essa informação deve ser considerada para todas as equações termoquímicas que es- tão apresentadas neste material. Experimento Papel que não queima O experimento proposto envolve queima, por isso tome cuidado com a chama, pois po- dem ocorrer acidentes com a manipulação incorreta do fogo. Em Química, este símbolo é utilizado quando uma atividade envolve fogo e risco de incêndio. Materiais 1 béquer de 250 mL; pinça metálica grande; 50 mL de álcool isopropílico; 50 mL de água; bico de Bunsen; uma cédula de papel (dinheiro). Como fazer 1. No béquer, misture 50 mL de álcool isopropílico com 50 mL de água. 2. Molhe, completamente, a cédula de papel na solução. 3. Com o auxílio de uma pinça metálica, segure a cédula e coloque fogo. 4. Observe o ocorrido. Resultados e conclusão a) O experimento representa a reação de combustão total do álcool isopropílico (C3H7OH(ℓ)) em presença de oxigênio (O2(g)), em que são produzidos gás carbônico (CO2(g)), água (H2O(g)) e 1 987 kJ de energia. Com essas informações, indique a equação termoquímica balanceada e a variação de entalpia do sistema. b) Considerando a informação de que toda queima é classificada como um processo exotérmico, nesse experi- mento, a energia dos reagentes é maior ou menor que a energia dos produtos? c) Se a reação envolvida libera calor para o meio, por que o papel não queima? Caso prefira, podem ser usadas outras quantidades de água e álcool. Porém, é importante manter a mesma proporção em volume entre esses materiais. Nesse experimento a cédula de papel não é queimada, pois, ao mesmo tempo que ocorre a combustão do álcool isopropílico, o calor liberado dessa queima é absorvi- do pela água. Assim, não há calor suficiente para queimar o dinheiro. A pressão de 1 atm e a temperatura d e 25 oC são condições-padrão de um sistema. 2 Gabaritos. Química 11 Fatores que alteram a variação de entalpia da reação Em uma equação termoquímica, é necessário especificar informações como quantidade de matéria (mol), estado físico das substâncias ou estado alotrópico, pois esses fatores influenciam no valor do H da reação. Quantidade de matéria Por ser uma propriedade extensiva, a variação de entalpia é diretamente proporcional aos coeficientes estequiomé- tricos das substâncias que participam da reação. Ou seja, o valor do H, representado em uma equação termoquímica, está relacionado à quantidade de matéria (mol) do(s) reagente(s) e do(s) produto(s). Para a reação de formação da água no estado líquido, a partir do hidrogênio e oxigênio gasosos, por exemplo, há liberação de 285,83 kJ. 1 H2(g) + 1/2 O2(g) 1 H2O(ℓ) H = –285,83 kJ Entretanto, quando a reação é controlada para que 2 mols de H2(g) reajam com o oxigênio e formem 2 mols de H2O(ℓ), sob pressão constante, o sistema libera 571,66 kJ de calor. 2 H2(g) + 1 O2(g) 2 H2O(ℓ) H = –571,66 kJ Para cada caso, pode-se dizer que o H da equação termoquímica balanceada está associado explicitamente às quantidades de reagentes e de produto. Estado físico A variação de entalpia para uma reação também depende do estado físico do(s) reagente(s) e do(s) produto(s). Se o produto da reação entre hidrogênio e oxigênio gasosos correspondesse à água no estado gasoso em vez de água no estado líquido, o H seria –241,82 kJ e não –285,83 kJ. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(g) H = –241,82 kJ H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H = –285,83 kJ A mudança no valor do H também ocorreria para a formação da água no estado sólido. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(s) H = –292,72 kJ Os valores do H relacionados aos diferentes estados físicos da água também podem ser representados pelo dia- grama: propriedade extensiva: propriedade que depende da quantidade da amostra. 3 Coeficientes estequiométricos e valor do H. Entalpia (kJ) HReagentes H(g) H(ℓ) H(s) Caminho da reação ΔH1 = –241,82 kJ ΔH2 = –285,83 kJ ΔH3 = –292,72 kJ H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H2O(g) H2O(s) ΔHcondensação = –44,01 kJ ΔHsolidificação = –6,89 kJ ΔHvaporização = +44,01 kJ ΔHfusão = +6,89 kJ Verifica-se, dessa forma, que a entalpia da água: • no estado gasoso (H(g)) é a maior; • no estado líquido (H(ℓ)), intermediária; e, • no estado sólido (H(s)), a menor. Ja ck A rt . 2 01 1. D ig ita l. Volume 612 Como o líquido e o vapor são estados mais energéticos que o sólido, a energia liberada para a formação da água no estado sólido é maior que nos estados líquido e gasoso. Essa diferença energética pode ser explicada pelo grau de agitação das moléculas, que aumenta do estado sólido para o estado de vapor. No diagrama, também se observa que as mudanças de estado físico de uma substância envolvem trocas de ener- gia, isto é, ocorrem com absorção ou liberação de calor. Assim, a variação de entalpia para uma reação inversa é igual em valores absolutos, mas oposta em sinal. Ou seja, se em um sentido há absorção de energia na forma de calor, no sentido oposto, ocorre liberação da mesma quantidade de calor. Veja os exemplos: H2O(ℓ) H2O(g) Hvaporização = +44,01 kJ H2O(g) H2O(ℓ) Hcondensação = –44,01 kJ Estado alotrópico A mudança no estado alotrópico dos participantes de uma reação química também é um fator que altera a variação de entalpia ( H) do sistema. Observe. C(grafite) + O2(g) CO2(g) H = –393,51 kJ C(diamante) + O2(g) CO2(g) H = –395,40 kJ Apesar de serem semelhantes, as equações termoquímicas diferem quanto à forma alotrópica do elemento químico. Por esse motivo, apre- sentam valores de H diferentes. As variedades alotrópicas mais comuns ocorrem com os elementos carbono e oxigênio. • Alótropos do carbono As formas alotrópicas mais conhecidas desse elemento químico são: a grafite e o diamante. A grafite, forma alotrópica mais estável do carbono, é um sóli- do macio, preto e escorregadio que tem brilho metálico e conduz corrente elétrica. Sua estrutura é formada por um rearranjo em folhas paralelas de átomos de carbono mantidas por interações de Van der Waals. Detalhes sobre a entalpia de formação de uma substância serão apresentados no decorrer desta unidade. O estado alotrópico mais comum é considerado o mais estável, o que justifica seu valor de entalpia mais baixo. Quando um mesmo elemento quím ico origina substâncias simples diferent es, tem-se uma variedade alotrópica. E sse fenômeno conhecido como alotropia – do grego allos (outro) e tropos (maneira) – pode ocorrer em razão das diferen tes estruturas das substâncias no estado só- lido ou da diferença quanto ao número de átomos que compõem a molécula. Reforce que a alotropia é um fenômeno exclusivopara as subs- tâncias simples. G et ty Im ag es /D or lin g K in d er sl ey As ligações entre os planos na grafite são fra- cas e permitem a movimentação dos elétrons, o que justifica a sua condutividade. D iv o. 2 01 5. D ig ita l. Em pressões e temperaturas muito altas, da ordem de 100 mil atm e 3 000 ºC, a grafite pode ser convertida em diamante. Disposição espacial dos átomos de carbono na grafite Química 13 O diamante, substância natural de maior dureza, é um sólido duro e transparente no qual os átomos de carbono formam uma rede cristalina. Disposição espacial dos átomos de carbono no diamante Outra forma alotrópica do carbono são os fulerenos. Porém, até hoje, esses compostos não tiveram suas propriedades totalmente elucidadas. Ao contrário da grafite e do diamante, em que há uma infinidade de áto- mos de carbono unidos constituindo um retículo cristalino, o fulereno é uma variedade formada por moléculas contendo no mínimo 60 átomos de carbono (C60). Os fulerenos foram descobertos, em 19 85, por Harold Walter Kroto (1939-), Rich ard Errett Smalley (1943-2005) e Robert Flo yd Curl (1933-). As estruturas contendo 60 átomos de carbono, conhecidas co mo buckminsterfulereno (em homenagem ao arquiteto Richard Buckminster Fuller), ap re- sentam a forma de uma bola de futebol c om 32 faces, sendo 20 hexagonais e 12 pen ta- gonais. Atualmente, é chamada simpl es- mente de fulereno ou C60. O prefixo nano- tem sido utilizado p ara materiais que têm pelo menos uma d as suas dimensões com tamanho inferio r a 100 nanômetros (1 nanômetro = 10 –9 m). A diferença de dureza entre a grafite e os nano- tubos de carbono deve-se ao tipo de estrutura, uma vez que os tubos são mais resistentes que as cama- das finas. Ilu st ra çõ es : D iv o. 2 01 5. D ig ita l. Disposição espacial dos átomos de carbono em nanotubo O C60 impulsionou a descoberta de outras estruturas de fulerenos, principalmente materiais nanoestruturados, sendo o maior destaque os nanotubos de carbono – estruturas formadas por átomos de carbono com ligações semelhantes às da grafite. Disposição espacial do fulereno contendo 60 átomos de carbono Volume 614 Molécula em forma de bola de futebol é encontrada no espaço Astrônomos detectaram as maiores moléculas já encontra- das no espaço em uma nuvem de poeira cósmica ao redor de uma estrela. As moléculas têm a forma de bola de futebol e são formadas por átomos de carbono. Descobertas [...] em experimentos de laboratório, essas mo- léculas, chamadas de fulerenos, consistem de [...] átomos de carbono [...]. Os fulerenos são uma terceira forma de carbono. As duas primeiras são grafite e diamante. Devido a sua estabilidade, esperava-se encontrar a molécula em estrelas bem desenvolvidas, ricas em carbono. O elemento forneceria a matéria-prima para a molécula, e sua estabilidade impediria sua quebra pela radiação interestelar. [...] um grupo de pesquisas liderado por Jan Cami, da Uni- versidade de Western Ontario, no Canadá, detectou as molécu- las usando o telescópio de infravermelho Spitzer da Nasa (agên- cia espacial americana). Em artigo publicado na revista “Science”, Cami e sua equipe descrevem ter identificado a assinatura em infravermelho da molécula. “[As moléculas] oscilam e vibram de várias maneiras e, ao fa- zerem isso, interagem com a luz infravermelha em comprimen- tos de onda bem específicos”, disse Cami [...]. Quando o teles- cópio detectou emissões nesses comprimentos de onda, Cami sabia que o sinal vinha de fulerenos. Harry Kroto, professor da Universidade Estadual da Flórida e Nobel de Física em 1996 pela des- coberta dos fulerenos, comemorou a descoberta. “Esse avanço entusiasmante fornece provas convin- centes de que os fulerenos, como sempre suspeitei, existiram desde tempos imemoriais nos recantos escuros da nossa galáxia.” O sinal originou-se em uma estrela de Ara, no hemisfério celestial sul, a 6 500 anos-luz de distância. ConexõesConexões Harold Kroto sentado em meio aos modelos de moléculas de fulerenos MOLÉCULA em forma de bola de futebol é encontrada no espaço. Folha de S.Paulo, São Paulo, Ciência. Disponível em: <http://www1.folha. uol.com.br/ciencia/771152-molecula-em-forma-de-bola-de-futebol-e-encontrada-no-espaco.shtml>. Acesso em: 8 abr. 2015. La tin St oc k/ Sc ie n ce P h ot o Li b ra ry /G eo ff T om p ki n so n • Alótropos do oxigênio O elemento oxigênio é encontrado em duas formas moleculares: O2 (gás oxigênio) e O3 (ozônio). A diferença entre esses alótropos é a atomicidade da molécula, ou seja, o número de átomos que a constituem. O gás oxigênio, presente em aproximadamente 21% do ar seco, é um gás indispensável à nossa respiração. O ozô- nio, gás presente em quantidades muito pequenas na parte mais alta da atmosfera e no ar poluído, protege a Terra dos efeitos da radiação ultravioleta. Química 15 Casos especiais de entalpia Há várias situações em que é importante conhecer a variação de entalpia associada a dado processo químico. No entanto, para isso, é necessário ter o valor da entalpia das substâncias que participam da reação. Diante da impossibilidade de se determinar experimentalmente o valor absoluto da entalpia de uma substância, foi adotado um referencial chamado de estado-padrão. O estado-padrão de uma substância corresponde a sua forma pura sob pressão atmosférica de 1 atm e temperatura de interesse, a qual normalmente é 298 K (25 ºC). Assim, a entalpia-padrão ( Hº) de uma reação é definida como a variação de entalpia quando todos os reagentes e produtos estão em seus estados-padrão. Arbitrariamente, é atribuído o valor zero para a entalpia dos elementos no estado-padrão, que são, em geral, subs- tâncias simples no seu estado físico mais comum ou na sua variedade alotrópica mais estável (menos energética). Observe alguns exemplos na tabela. Elemento Hidrogênio Oxigênio Carbono Enxofre Nitrogênio Flúor Cloro Bromo Iodo Substância simples com Hº = 0 H2(g) O2(g) C(grafite) S(rômbico) N2(g) F2(g) Cℓ2(g) Br2(ℓ) I2(s) Portanto, a variação de entalpia de uma reação pode ser determinada diretamente por algum experimento ou calculada usando as entalpias-padrão das substâncias. Entalpia-padrão de formação ( Hºf) Um importante processo utilizado para organizar dados termoquímicos em tabelas é a formação de uma subs- tância com base em seus elementos constituintes. A variação de entalpia associada a esse processo é chamada de entalpia-padrão de formação ou calor de formação. A entalpia-padrão de formação corresponde à variação de entalpia para a reação que forma 1 mol de uma substância com base em seus elementos, com todas as substâncias no estado-padrão. Se um elemento existir em mais de uma forma sob condições-padrão, a forma mais estável do elemento é utilizada na reação de formação. Observe as entalpias-padrão de formação para algumas substâncias. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) Hºf = –285,83 kJ C(grafite) + O2(g) CO2(g) Hºf = –393,51 kJ 1/2 N2(g) + 1/2 O2(g) NO(g) Hºf = +90,25 kJ A estequiometria das reações que foram exemplificadas indica que há sempre 1 mol da substância produzida. Por isso, os valores das entalpias de formação também podem ser representados em kJ/mol da substância. Como, por definição, a entalpia dos elementos no estado-padrão é zero, até mesmo porque não existe reação de formação apropriada quando o elemento já está em seu estado-padrão, a entalpia-padrão da reação de formação é numericamente igual à entalpia de 1 mol da substância produzida. O grau sobrescrito (º) na entalpia-padrão indica que o dado se refere às condições-padrão (1 atm e 25 ºC). Não há sistemas reais com energia nula. Ou seja, o valor zero para as entalpias das substâncias simples no estado-padrão é apenas um valor de referência. Volume 616 Assim, os valores das entalpias de várias substâncias são registradosem tabelas que podem ser utilizadas para determinar teoricamente as variações de entalpias para diferentes reações. Substância kJ/mol Substância kJ/mol CH4(g) –74,81 NaCℓ(s) –411,15 C2H2(g) +226,73 NaOH(s) –425,61 C2H4(g) +52,26 NaOH(aq) –470,11 CO(g) –110,53 Ca(OH)2(s) –986,09 CO2(g) –393,51 Ca(OH)2(aq) –1 002,82 SO2(g) –296,83 Aℓ(OH)3(s) –1 276 H2S(g) –20,63 O3(g) +142,7 HF(g) –271,1 AgI(s) –61,84 HBr(g) –36,40 AgI(aq) +50,38 HCℓ(g) –92,31 CH3OH(ℓ) –238,86 H2O(g) –241,82 CH3CH2OH(ℓ) –277,69 H2O(ℓ) –285,83 CaO(s) –635,09 H2O(s) –292,72 CaCO3(s) –1 206,9 NH3(g) –46,11 HCN(g) +135,1 NO(g) +90,25 H2SO4(ℓ) –813,99 NO2(g) +33,18 C6H12O6(s) –1 268 Fonte: ATKINS, Peter; JONES, Loretta. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 831-836. Entalpia-padrão de combustão ( Hºc) A energia associada às reações de combustão é denomina- da entalpia-padrão de combustão. A entalpia-padrão de combustão de uma substância corresponde à energia liberada na queima completa de 1 mol de uma subs- tância (combustível) pelo gás oxigênio (comburente), todos no estado-padrão. Por serem sempre reações exotérmicas, as variações de entalpia associadas às reações de combustão correspon- dem a valores negativos ( H < 0). CH4(g) + 2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) Hºc = –890 kJ C3H8(g) + 5 O2(g) 3 CO2(g) + 4 H2O(ℓ) Hºc = –2 220 kJ Os produtos formados dependem da composição do combustível. Para compostos que apresentam carbono e hidrogênio, a queima completa produz gás carbônico e água. 4 Temperatura e valores das entalpias de combustão. Coincidência entre os valores de entalpia de combustão e de formação. 5 Em virtude do crescimento da popula ção mundial e do consequente avanço na demanda de e nergia, surgiu uma nova profissão com um campo promi ssor: a Engenharia de Energias Renováveis. O objetivo p rincipal do enge- nheiro é pesquisar matrizes energética s mais eficazes e de baixo impacto ambiental. Química 17 O conhecimento dos produtos da queima e o valor da energia-padrão de combustão auxiliam, por exemplo, na decisão sobre qual combustível é mais adequado para determinada aplicação. Entalpia-padrão de neutralização ( Hºn) A entalpia-padrão de neutralização corresponde à energia liberada na formação de 1 mol de água, a partir da neutralização de 1 mol de íons H+ por 1 mol de íons OH–, em soluções aquosas diluídas. Para ácidos e bases fortes (100% ionizados ou dissociados nos respectivos íons), a variação de entalpia de neutrali- zação é constante e corresponde a –58,0 kJ por mol de água formada. HCℓ(aq) + NaOH(aq) NaCℓ(aq) + H2O(ℓ) Hºn = –58,0 kJ HNO3(aq) + KOH(aq) KNO3(aq) + H2O(ℓ) Hºn = –58,0 kJ Lembre os alunos de que 1 kcal = 4,18 kJ. Portanto, –58 kJ corresponde a, aproximadamente, –13,8 kcal. Atividades A tabela apresenta as entalpias de combustão para di- ferentes substâncias, frequentemente utilizadas como combustíveis. Substância Entalpia de combustão (kJ/mol) (valores aproximados) CH4(g) –890 C3H8(g) –2 220 C4H10(g) –2 878 C8H18(ℓ) –5 471 CH3OH(ℓ) –726 C2H5OH(ℓ) –1 368 Fonte: ATKINS, Peter; JONES, Loretta. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2006. p. 836. Com base nessas informações, resolva as seguintes questões: a) Represente as equações termoquímicas das rea- ções de combustão para cada combustível. b) Além de produzir o mínimo possível de poluição, a escolha de um combustível depende da quantidade de calor fornecida. Entre os combustíveis citados na tabela, qual libera a maior quantidade de calor por mol consumido? E por grama? c) Determine a quantidade de matéria de etanol (C2H5OH) a ser queimada para liberar 342 kJ. 1 mol de C2H5OH — 1 368 kJ x — 342 kJ x = 0,25 mol de etanol d) Determine a quantidade de energia liberada na queima de 32,4 kg de gasolina, cujo componente principal é o octano (C8H18). 114 g — 5 471 kJ 32,4 103 g — x x 1,555 106 kJ e) Calcule a massa de etanol (C2H5OH) necessária para gerar a mesma quantidade de calor liberada na queima de 1 mol de octano (C8H18). 1 mol de C8H18 — 5 471 kJ 46 g de etanol — 1 368 kJ x — 5 471 kJ x 183,9 g de etanol Sugestão de atividades: questões 1 a 24 da seção Hora de estudo. 6 Gabaritos. Volume 618 Métodos teóricos para determinar a variação de entalpia da reação Na prática, com auxílio de um calorímetro, pode-se determinar, sob pressão constante, a variação de entalpia de algumas reações químicas, como as que ocorrem em solução, por meio do ganho ou da perda de calor da solução para o conteúdo do calorímetro. Entretanto, isso nem sempre é possível, pois, além de serem muitas as reações, algumas, por exemplo, não ocorrem em condições experimentais normais. Por isso, existem vários métodos para determinar, teoricamente, a variação de entalpia de uma reação. Entalpia de formação As entalpias-padrão de formação de substâncias ( Hºf), predeterminadas e registradas em tabelas, podem ser uti- lizadas para calcular o H teórico de outras reações químicas. Assim, com os valores das entalpias de cada participante da reação, o cálculo pode ser realizado pela expressão: HºReação = [Σ Hºf Produto(s)] – [Σ Hºf Reagente(s)] Como a entalpia-padrão de formação de uma substância refere-se à en- talpia de 1 mol dessa substância, quando necessário, os valores tabelados devem ser multiplicados pelos coeficientes estequiométricos da referida substância, de acordo com a reação na qual participa. Para exemplificar, considere a reação de combustão da glicose. C6H12O6(s) + 6 O2(g) 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) Dadas as entalpias-padrão de formação: C6H12O6 = –1 268 kJ; CO2 = –393,51 kJ; H2O = –285,83 kJ, é possível determinar o valor da energia liberada para essa reação. Comente com os alunos que, embora os métodos envolvam processos dife- rentes para a determinação do H de uma reação, o resultado final deve ser sempre o mesmo. A maior parte da energia de que n os- so corpo necessita vem de carboidra tos e gorduras. A glicose, um carboidr ato simples, é o principal açúcar no sang ue. Transportada pelo sangue para as célu las, esse carboidrato reage com o O2 em u ma série de etapas, produzindo CO2(g), H2O(ℓ) e energia. O valor do H da reação pode ser expresso em função da quantidade de matéria para qualquer participante da reação. Lei de Hess Estabelecida com base em resultados experimentais, a Lei de Hess foi enunciada, em 1840, pelo cientista suíço Germain Henri Hess (1802-1850), considerado um dos pioneiros da Físico-Química. Resolução: C6H12O6(s) + 6 O2(g) 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) Hº = ? (–1 268) + 6 ⋅ zero 6 ⋅ (–393,51) + 6 (–285,83) –1 268 kJ (–2 361,06) + (–1 714,98) –1 268 kJ –4 076,04 kJ HºReação = [Σ Hºf Produto(s)] – [Σ Hºf Reagente(s)] Hº = [–4 076,04 kJ] – [–1 268 kJ] Hº = –4 076,04 + 1 268 Hº = –2 808,04 kJ 2 808,04 kJ liberados Recorde com os alunos que substâncias simples no seu estado físico mais comum ou na sua varie- dade alotrópica mais es- tável (menos energética) têm entalpia igual a zero. Química 19 CHAGAS, A. P.; AIROLDI, Claudio. Lavoisier, Hess e os primórdios da termoquímica. Química Nova, v. 4, n. 3, p. 95-96, jul. 1981. A variação de entalpia de uma reação química depende apenas do estado inicial do(s) reagente(s) e final do(s) produto(s). Em outras palavras, partindo-se de um estado inicial e chegando-se a um estado final, o H será sempre o mesmo, independentemente do caminho percorrido, seja uma reação direta, seja em etapas. A Lei de Hess pode ser conside- rada uma simples consequência do Princípio da Conservação da Energia, que estabelece que esta não pode ser criada nem destruída, apenas convertida em outra forma de energia. Mede o que é mensurável e torna mensurável o que não é. Galileu Galilei A grande utilidade desse método teórico é determinar a variação de entalpia das reaçõesque não se realizam na prática ou de reações que se realizam, porém são difíceis de serem medidas diretamente. Ou seja, é possível fazer uma previsão do H de uma reação sem realizá-la, por meio de outras reações cujos valores de entalpias estão disponíveis. As equações termoquímicas podem ser operadas como se fossem equações algébricas, em que a variação de entalpia da equação global será igual à soma das variações de entalpia das etapas individuais. HReação = HI + HII + HIII + ... + Hn Como exemplo, veja a utilização desse método para determinar a combustão incompleta do carbono. C(grafite) + 1/2 O2(g) CO(g) H = ? Na prática, é impossível medir diretamente a entalpia dessa reação. Para isso, utilizam-se as variações de entalpia das etapas que participam dessa queima. Observe as equações: I. C(grafite) + O2(g) CO2(g) H = –393,51 kJ II. CO(g) + 1/2 O2(g) CO2(g) H = –282,98 kJ [...] Em 1838 Hess começou suas investigações termoquímicas. Não havia tido anteriormente ne- nhum preparo em calorimetria, como todos os químicos de seu tempo, mas seu trabalho é pautado pela simplicidade, engenhosidade e precisão. Verificou ele que o calor de neutralização entre um ácido e uma base, ambos em solução aquosa, era o mesmo, quer se adiciona a ácido concentrado à água e depois à base, ou se fizesse o contrário, primeiro a base em água e depois o ácido. A soma dos calores obtidos à várias concentrações do ácido ou da base (fixando-se um deles) era constante dentro de um erro de 1% (!). Estes estudos levaram-no, em 1840, a enunciar a lei hoje conhecida como “Lei de Hess”, ou seja: “a quantidade de calor envolvida durante a formação de um dado composto é constante, indepen- dente se o composto é formado direta ou indiretamente em uma série de etapas”. Volume 620 Resolução: Com os valores das entalpias de combustão fornecidas, as equações devem ser combinadas a fim de que a soma resulte na equação de combustão desejada. Para isso, as equações I e II são ordenadas de tal modo que o C(grafite) esteja no lado do reagente e o CO(g) no lado do produto, conforme a equação principal. Ou seja, • A equação I é mantida e o C(grafite) continua como reagente. C(grafite) + O2(g) CO2(g) HI = –393,51 kJ • A equação II é invertida para que o CO(g) seja o produto. CO2(g) CO(g) + 1/2 O2(g) HII = +282,98 kJ A soma algébrica das 2 equações, nesse caso, possibilita o cancelamento do CO2(g), que aparece em ambos os lados das setas. I. C(grafite) + O2(g) CO2(g) HI = –393,51 kJ II. CO2(g) CO(g) + 1/2 O2(g) HII = +282,98 kJ Portanto, C(grafite) + 1/2 O2(g) CO(g) H = –110,53 kJ 7 Dica de como ordenar as equações secundárias para calcular a variação de entalpia da equação principal. 8 Relação entre os valores da variação de entalpia para a reação direta e inversa. Às vezes, é necessário multiplicar ou dividir determinada equação por certo número e, consequentemente, seu valor de H, para que a quantidade de matéria das substâncias envolvidas fique de acordo com a equação que se deseja calcular a variação de entalpia. Isso ocorre, pois, conforme já apresentado, a entalpia é uma propriedade extensiva, isto é, seu valor depende da quantidade de matéria de cada participante da reação. Também é possível determinar a variação de entalpia de uma reação, pela Lei de Hess, por meio da represen- tação gráfica. Observe a determinação do H para o exemplo apresentado anteriormente. C(grafite) + O2(g) ∆H = –393,51 kJ CO2(g) ∆H = –110,53 kJ CO(g) + 1/2 O2(g) ∆H = +282,98 kJ O diagrama de entalpia permite uma melhor visualização das diversas etapas do processo e a determinação do H da equação global. Energia de ligação Em uma reação química, as substâncias iniciais são consumidas para que novas substâncias sejam formadas. A nível microscópico, há um rearranjo entre os átomos presentes no(s) reagente(s) para que novas ligações entre esses átomos sejam obtidas no(s) produto(s). Em outras palavras, algumas ligações são quebradas e outras, formadas. Química 21 A tabela apresenta valores de entalpia de ligação média para algumas ligações. Para que ocorra a quebra de ligações no(s) reagente(s), é necessário o fornecimento de energia, pois se trata de um processo endotérmico. Ao contrário, para a formação de ligações no(s) produto(s), há liberação de energia, ou seja, é um processo exotérmico. A análise dessas energias permite determinar a variação de entalpia de uma reação química. Porém, como a energia absorvida no rompimento de uma ligação é numericamente igual à energia liberada para a sua formação, a entalpia de ligação é definida em termos de quebra de ligação. A entalpia de ligação é a energia necessária para romper 1 mol de ligações entre átomos no estado gasoso, em condições-padrão. Para romper, por exemplo, 1 mol de ligações do gás hidrogênio e formar átomos de H(g), é necessário fornecer 436 kJ de energia. Por isso, diz-se que a energia de ligação H – H equivale a 436 kJ. As entalpias de ligação sempre apresentam valores positivos, pois medem o calor necessário para a quebra de determinada ligação. A indústria automobilística busca cada vez mais o de- senvolvimento de motores que utiliza m combustíveis alternativos, como o H2. Apesar de se r considerado o combustível que não causa poluição, sua capacidade energética (mássica e volumétrica) é b aixa. H2(g) 2 H(g) ou H – H 2 H(g) H = 436 kJ/mol de ligação Fonte: ATKINS, Peter; JONES, Loretta. Princípios de Química: questionando a vida moderna e o meio ambiente. Porto Alegre: Bookman, 2001. O saldo energético resultante entre a energia absorvida na ruptura de ligações e a energia liberada na formação de novas ligações determina a variação de entalpia da reação e indica se o processo que prevalece é endotérmico ou exotérmico. Ligação Entalpias de ligação (kJ/mol) Ligação Entalpias de ligação (kJ/mol) H – H 436 N N 944 C – H 412 N = N 409 C – C 348 N – O 210 C = C 612 N = O 630 C C 837 O = O 496 C – O 360 O – H 463 C = O 743 F – F 158 C – N 305 Cℓ – Cℓ 242 C – F 484 Br – Br 193 C – Cℓ 338 H – F 565 N – N 163 H – Cℓ 431 N – H 388 H – Br 366 H = 436 kJ/mol de ligação Volume 622 Observe o cálculo, que utiliza valores da entalpia de ligação, para o seguinte processo: H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(g). Ligação Energia (kJ/mol) H – H 436 O = O 496 H – O 463 Atividades 1. Os valores das entalpias-padrão de formação de al- gumas substâncias foram registrados em uma tabela no decorrer desta unidade. Utilize esses dados para determinar teoricamente a variação de entalpia dos seguintes processos, indicando se é exotérmico ou en- dotérmico. a) Combustão do etanol: CH3CH2OH(ℓ) + 3 O2(g) 2 CO2(g) + 3 H2O(ℓ) b) Processo da fotossíntese: 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) C6H12O6(s) + 6 O2(g) 6 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) C6H12O6(s) + 6 O2(g) 6 (–393,51) + 6 (–285,83) –1 268 + zero –4 076,04 –1 268 HºReação = [Σ Hºf Produtos] – [Σ Hºf Reagentes] H = –1 268 – (–4 076,04) H = +2 808,04 kJ (endotérmico) c) Oxidação da amônia: 2 NH3(g) + 5/2 O2(g) 2 NO(g) + 3 H2O(ℓ) 2 NH3(g) + 5/2 O2(g) 2 NO(g) + 3 H2O(ℓ) 2 (–46,11) + zero 2 (+90,25) + 3 (–285,83) –92,22 –676,99 HºReação = [Σ Hºf Produtos] – [Σ Hºf Reagentes] H = –676,99 – (–92,22) H = –584,77 kJ (exotérmico) Porém, é importante notar que o valor obtido por esse método é aproximado, pois as entalpias de ligação, em geral, correspondem a valores médios das energias de ligação para diferentes compostos. Resolução: As ligações são substituídas pelos valores de energia que correspondem à quebra de 1 mol de ligação. Para isso, são representadas as ligações de todas as substâncias envolvidas na reação. H – H + 1/2 O = O H – O – H Ligações rompidas Ligações formadas 436 + 1/2 ⋅ (496) (2 ⋅ 463) 684 kJ < 926 kJ Energia absorvida < Energia liberada Saldo energético = 242 kJ H = –242 kJ Faça os alunos perceberem que,além do coeficiente estequiomé- trico, o valor da energia de ligação também deve ser ajustado conforme a quantidade de cada ligação. No exemplo apresentado, o saldo energético indica um processo exotérmico, pois a reação libera mais energia na forma de calor do que absorve. CH3CH2OH(ℓ) + 3 O2(g) 2 CO2(g) + 3 H2O(ℓ) –277,69 + zero 2 ⋅ (–393,51) + 3 (–285,83) –277,69 –1 644,51 HºReação = [Σ Hºf Produtos] – [Σ Hºf Reagentes] H = –1 644,51– (–277,69) H = –1 366,82 kJ (exotérmico) Química 23 2. O gás metano (CH4), principal componente do gás natural, tem sido a escolha de muitas indústrias e pro- prietários de veículos, pois, quando comparado com outros combustíveis derivados do petróleo, produz maior quantidade de calor, por quilograma queimado, resultando em menor impacto ambiental. Dadas as entalpias de formação do CH4 = –74,81 kJ/mol, do CO2 = –393,51 kJ/mol e do H2O = –285,83 kJ/mol, calcule a variação de entalpia, em kJ, para a reação a se- guir, a 25 ºC e 1 atm. CH4(g) + 2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) CH4(g) + 2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) –74,81 + 2 (zero) –393,51 + 2 (–285,83) –74,81 –965,17 HºReação = [Σ Hºf Produtos] – [Σ Hºf Reagentes] HºReação = –965,17 – (–74,81) HºReação = –890,36 kJ 3. (UEM – PR) É possível preparar gás oxigênio em laboratório pelo aquecimento cuidadoso de clorato de potássio, de acordo com a reação: 2 KCℓO3(s) 2 KCℓ(s) + 3 O2(g) H = +812 kJ Supondo-se que a entalpia do KCℓ(s) vale +486 kJ/mol e considerando o sistema a 25 ºC e 1 atm, qual é o valor da entalpia-padrão do KCℓO3(s) em kJ/mol? 2 KCℓO3(s) 2 KCℓ(s) + 3 O2(g) H = +812 kJ x 2 (+486) + 3 (zero) H = +812 kJ x +972 H = +812 kJ HºReação = [Σ Hºf Produtos] – [Σ Hºf Reagentes] +812 = +972 – x x = +160 kJ/2 mols de KCℓO3 +80 kJ/mol de KCℓO3 4. O valor de H de uma reação química pode ser previs- to, teoricamente, por diferentes métodos. Determine a variação de entalpia dos processos a seguir, pela Lei de Hess. a) SO2(g) + 1/2 O2(g) SO3(g) I. S(s) + O2(g) SO2(g) HI = –284,0 kJ II. S(s) + 3/2 O2(g) SO3(g) HII = –378,0 kJ I. SO2(g) S(s) + O2(g) HI = +284,0 kJ II. S(s) + 3/2 O2(g) SO3(g) HII = –378,0 kJ SO2(g) + 1/2 02(g) SO3(g) H = –94,0 kJ b) C(s, grafite) + 2 H2(g) + 1/2 O2(g) CH3OH(ℓ) I. C(s, grafite) + O2(g) CO2(g) HI = –393 kJ II. 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(ℓ) HII = –572 kJ III. CH3OH(ℓ) + 3/2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) HIII = –726 kJ (inverte a equação) I. C(s, grafite) + O2(g) CO2(g) HI = –393 kJ II. 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(ℓ) HII = –572 kJ III. CO2(g) + 2 H2O(ℓ) CH3OH(ℓ) + 3/2 O2(g) HIII = +726 kJ C(s, grafite) + 2 H2(g) + 1/2 O2(g) CH3OH(ℓ) H = –239 kJ (inverte a equação) (repete a equação) (repete a equação) (repete a equação) Volume 624 c) C(s) + 2 H2(g) CH4(g) I. C(s) + O2(g) CO2(g) HI = –393,5 kJ II. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) HII = –285,8 kJ III. CH4(g) + 2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) HIII = –890,3 kJ (inverte a equação) I. C(s) + O2(g) CO2(g) HI = –393,5 kJ II. 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(ℓ) HII = –571,6 kJ III. CO2(g) + 2 H2O(ℓ) CH4(g) + 2 O2(g) HIII = +890,3 kJ C(s) + 2 H2(g) CH4(g) H = –74,8 kJ 5. (UTFPR) O metanol é um excelente combustível alter- nativo para motores de alta compressão, bem como um dos combustíveis usados em aviões a jato e foguetes. Ele pode ser produzido através da reação controlada do oxigênio do ar com metano do gás natural. CH4(g) + 1/2 O2(g) CH3OH(ℓ) Dadas as equações abaixo, CO(g) + 3 H2(g) CH4(g) + H2O(g) H = –206,1 kJ (inverte a equação) 2 H2(g) + CO(g) CH3OH(ℓ) H = –128,3 kJ (repete a equação) 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(g) H = –483,6 kJ (divide por 2 a equação) podemos afirmar que a entalpia-padrão de reação para a formação de 1 mol de metanol a partir de metano e oxigênio é igual a: X a) –164,0 kJ b) –818,0 kJ c) –405,8 kJ d) –576,2 kJ e) –92,6 kJ 6. Considere a seguinte reação: HCℓ(g) H(g) + Cℓ(g) H = +431 kJ Determine o valor da energia de ligação. (repete a equação) (multiplica por 2 a equação) I. CH4(g) + H2O(g) CO(g) + 3 H2(g) HI = +206,1 kJ II. 2 H2(g) + CO(g) CH3OH(ℓ) HII = –128,3 kJ III. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(g) HIII = –241,8 kJ CH4(g) + 1/2 O2(g) CH3OH(ℓ) H = –164,0 kJ Para formar o hidrogênio e o cloro isolados, é necessário romper a ligação H – Cℓ. Como nenhuma nova ligação é formada, a entalpia da reação é igual à energia absorvida no rompimento da ligação da molécula de HCℓ, ou seja, a energia de ligação do HCℓ é igual a 431 kJ. 7. Os valores das energias de ligação de algumas subs- tâncias foram apresentados no decorrer desta unidade. Utilize esses dados para determinar teoricamente a va- riação de entalpia das seguintes reações. a) 2 HF H2 + F2 2 H – F H – H + F – F Ligações rompidas Ligações formadas 2 (565) 436 + 158 1 130 kJ > 594 kJ Energia absorvida > Energia liberada Saldo energético = 536 kJ H = +536 kJ b) 3 Cℓ2 + 2 NH3 6 HCℓ + N2 3 Cℓ – Cℓ + 2 H – N – H 6 H – Cℓ + N ≡ N H Ligações rompidas Ligações formadas 3 (242) + 2 (3 388) 6 (431) + 944 3 054 kJ < 3 530 kJ Energia absorvida < Energia liberada Saldo energético = 476 kJ H = –476 kJ c) CH4 + Cℓ2 CH3Cℓ + HCℓ H H H — C — H + Cℓ — Cℓ H — C — Cℓ + H — Cℓ H H Ligações rompidas Ligações formadas 4 (412) + 242 3 (412) + 338 + 431 1 890 kJ < 2 005 kJ Energia absorvida < Energia liberada Saldo energético = 115 kJ H = –115 kJ Sugestão de atividades: questões 25 a 50 da seção Hora de estudo. Química 25 Cuidado: as calorias enganam O método de calcular a energia dos alimentos caducou. E os pneuzinhos provam que podemos estar consumindo mais do que os rótulos dizem No final do século 19, um químico americano descobriu que era possível contar a quantidade de energia dos alimentos. E é por causa dele que, até hoje, somos tentados a dar uma olhada, mesmo que discreta, nas calorias indicadas nos rótulos dos alimentos. Uma colher de Nutella engorda tanto quanto duas de requeijão light. [...] Feliz com a confirmação de que o mais gostoso vale a pena, você come o doce de avelã [...] e ainda acredita que está mantendo o peso. Ledo engano. O que os rótulos não dizem (ou preferem não mostrar) é que seu corpo pode digerir cada um desses alimentos de forma muito diferente. Por isso, modo de preparo, textura, composição ou mesmo dúvidas sobre o método de contagem de calorias são capazes de diminuir ou aumentar a energia extraída da comida em até 50%. Quando aquele químico, Wilbur Olin Atwater (1844-1907), fez suas contas e descobriu que carboidratos e proteínas geravam 4 quilocalorias (kcal) por grama e gorduras 9 kcal por grama, ele esqueceu de considerar que o corpo humano absorve cada tipo de alimento de forma diferente. E que isso pode simplesmente virar de cabeça para baixo esses números que aparecem nas embalagens – e nos quais muita gente baseia cegamente suas dietas. Um exemplo são as fibras, presentes em cereais e alimentos integrais. Mais resistentes à digestão que outros elementos, as fibras diminuem o tempo que a comida leva para passar pelo intestino. Com menos tempo de trânsito intestinal, os ingredientes também têm menos tempo para ser absorvidos e isso significa que menos calorias são aproveitadas. É aí que aparece Geoffrey Livesey, médico e nutricionista na cidade de Norfolk, Inglaterra. Ele considera, com razão, ultrapassada a metodologia de Atwater, o cara que queimava os alimentos no século 19 enquanto a maioria da população nem sequer sonhava em fazer dieta. Os estudos de Live- sey estimam que as fibras são capazes de diminuir em até 25% a energia fornecidapelos alimentos. Ele diz, por exemplo, que numa dieta com esses ingredientes, as proteínas não geram 4 kcal, mas 3,2 kcal. “Uma pessoa vegetariana, que come mais fibras que a média, absorve as calorias de forma diferente”, afirma a nutricionista Helena Simonard Loureiro, da PUCPR. “Parte dos nutrientes pode passar muito rápido pelo intestino e, se não houver absorção, também não há calorias.” [...] “No balanço calórico total do dia é importante somar não só os números das etiquetas, mas também esses outros elementos e até mesmo o estado físico do dia, se a pessoa está com intestino preso ou solto, por exemplo.” Química em foco LOIOLA, Rita. Cuidado: as calorias enganam. Disponível em: <http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,ERT111996-17579,00. html>. Acesso em: 11 maio 2015. Hora de estudo 26 Volume 6 1. (UFRGS – RS) Em nosso cotidiano ocorrem processos que podem ser endotérmicos (absorvem energia) ou exotérmicos (liberam energia). Assinale a alternativa que contém apenas fenômenos exotérmicos ou apenas fenômenos endotérmicos: X a) explosão de fogos de artifício; combustão em moto- res de automóveis; formação de geada. b) secagem de roupa; formação de nuvens; queima do carvão. c) combustão em motores de automóveis; formação de geada; evaporação de lagos. d) evaporação de água de lagos; secagem de roupas; explosão de fogos de artifício. e) queima de carvão; formação de geada; derretimen- to de gelo. 2. (UNIR – RO) Considere os seguintes fenômenos: I. combustão da madeira; II. vaporização do álcool; III. solidificação da água; IV. dissolução de ácido sulfúrico concentrado em água. São exotérmicos os fenômenos: a) II e III, apenas. b) I, II e IV, apenas. X c) I, III e IV, apenas. d) I, II, III e IV. e) II e IV, apenas. 3. (UEM – PR) Admitindo-se que a reação C8H18 + 25 2 O2 → 8 CO2 + 9 H2O + calor se complete no sentido indicado, assinale a alternativa correta: X a) Há menos energia armazenada nos produtos do que nos reagentes. b) A quantidade de calor liberada independe do estado físico dos produtos. c) Trata-se de uma reação endotérmica. d) A quantidade de energia liberada independe da massa de reagentes. e) A combustão de 228 g de C8H18 produz 352 g de CO2. 9 Gabaritos. A resolução das questões desta seção deve ser feita no caderno. 4. (UEA – AM) Um dos princípios que serviram de alicerce no estudo e na evolução da Termoquímica foi o Princípio de Berthelot, que pode ser enunciado da seguinte maneira: “Quando num sistema químico se processam diversas reações, sem intervenção de energia externa, realiza- -se primeiramente aquela que desprender maior quan- tidade de calor”. Baseando-se nesse princípio e nos dados da tabela a seguir, pode-se afirmar que, quando o gás hidrogênio (H2) se encontra em presença de F2, Cℓ2, Br2, I2 e N2, forma-se primeiramente o hidreto de: Reação Hº H2(g) + F2(g) → 2 HF(g) –64 kcal H2(g) + Cℓ2(g) → 2 HCℓ(g) –44 kcal H2(g) + Br2(g) → 2 HBr(g) –27 kcal H2(g) + I2(g) → 2 HI(g) –13 kcal 3 H2(g) + N2(g) → 2 NH3(g) –22 kcal X a) flúor b) cloro c) bromo d) iodo e) nitrogênio 5. (UEL – PR) As bolsas térmicas consistem, geralmente, de dois invólucros selados e separados, onde são ar- mazenadas diferentes substâncias químicas. Quando a camada que separa os dois invólucros é rompida, as substâncias neles contidas misturam-se e ocorre o aquecimento ou resfriamento. A seguir estão represen- tadas algumas reações químicas que ocorrem após o rompimento da camada que separa os invólucros com seus respectivos H. Analise as reações e os valores correspondentes de H° e assinale a alternativa que correlaciona, adequadamente, as reações com as bol- sas térmicas quentes ou frias. I. CaO(s) + SiO2(s) CaSiO3(s) H = –89,5 kJ/mol 27QuímicaQuímica 27 II. NH4NO3(s) + H2O(ℓ) NH4 + (aq) + NO3 – (aq) H = +25,69 kJ/mol III. CaCℓ2(s) + H2O(ℓ) Ca 2+ (aq) + 2 Cℓ – (aq) H = –82,80 kJ/mol a) I. fria, II. quente, III. fria. X b) I. quente, II. fria, III. quente. c) I. fria, II. fria, III. fria. d) I. quente, II. quente, III. fria. e) I. quente, II. quente, III. quente. 6. (UECE) O sal de cozinha, em contato com a água, mesmo na forma de gelo, tende a se dissolver. Essa dissolução é um processo endotérmico, isto é, exi- ge uma quantidade de energia para se concretizar. A temperatura da mistura pode chegar a –18 oC e, em 5 minutos, seu isopor será capaz de fazer por uma latinha de cerveja o que o freezer faria em 15 minutos. Assinale a opção que contém o gráfico que representa um processo endotérmico, em uma reação química: a) b) c) X d) 7. (UFSM – RS) A queima do dirigível Hindenburg, em Nova Jersey, no ano de 1937, marcou o fim do uso de hidro- gênio em dirigíveis, potencializando o uso de aviões. O hidrogênio reage ao ar de acordo com a equação: 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(g) H = –483,6 kJ Considerando a equação, analise as afirmações: I. Como o valor de H é negativo, o sistema libera calor para a vizinhança. II. O valor da variação da entalpia permanece o mes- mo, independente da quantidade de reagentes con- sumida no processo. III. A entalpia dos reagentes é maior que a entalpia dos produtos. IV. A reação é endotérmica. Estão corretas: a) apenas I e II. X b) apenas I e III. c) apenas II e III. d) apenas II e IV. e) apenas I, III e IV. 8. (UERN) O conceito de entalpia-padrão de formação constitui uma das ideias mais brilhantes da termoquímica. A partir desse conceito, é possível se determinar o valor da variação de entalpia de uma reação química. O dia- grama apresenta as entalpias-padrão de formação de algumas substâncias químicas. De acordo com essas informações e com esses dados, é correto afirmar: 01) A formação de CO(g) a partir das substâncias sim- ples C(graf.) e oxigênio é endotérmica. 02) A entalpia-padrão de formação de CO2(g) é +394,0 kJ. 03) A variação de entalpia da reação CO2(g) C(graf.) + O2(g) é igual a zero. X 04) A transformação de CO2(g) em CO(g) apresenta va- riação de entalpia igual a +284,0 kJ. 2828 Volume 6 9. (UFAM) “...Amazônia está queimando ai, ai que dor, ai, ai que horror...” (Lamento de raça – Emerson Maia) O efeito estufa é um fenômeno de graves consequên- cias climáticas ocasionado por altas concentrações de dióxido de carbono no ar. O CO2 é produto da respira- ção dos seres vivos (animais e vegetais) e da queima de combustíveis (carvão, gasolina, querosene, óleo diesel, etc.) e árvores da floresta. Quando se queima o carbono em excesso de oxigênio à pressão constante, forma-se dióxido de carbono. Dados: C = 12 u, O = 16 u. C(s) + O2(g) CO2 H = –393,5 kJ/mol É correto afirmar que: a) um mol de carbono sólido reage com 32 g de oxigê- nio gasoso, liberando 196,75 kJ de energia na for- mação de dois mols de dióxido de carbono gasoso. b) a entalpia do produto dióxido de carbono gasoso é maior que a entalpia dos reagentes carbono sólido e oxigênio gasoso. c) trata-se de uma reação endotérmica, pois a variação de entalpia é negativa. d) dois mols de carbono sólido reagem com 32 g de oxigênio gasoso, absorvendo 787,0 kJ de energia na formação de dois mols de dióxido de carbono gasoso. X e) 12 g de carbono sólido reagem com 32 g de oxigê- nio gasoso, liberando 393,5 kJ de energia na forma- ção de 44 g de dióxido de carbono gasoso. 10. (UFES) O hidrogênio, H2(g), é usado como combustível de foguetes. O hidrogênio queima na presença de oxigênio, O2(g), produzindo vapor-d’água, segundo a equação: 2 H2(g) + O2(g) 2 H2O(g) H = –484 kJ A energia liberada na queima de um grama de hidro- gênio, H2(g), é: a) –242 kJ b) 242 kJ c) –121 kJ X d) 121 kJ e) 60,5 kJ 11. (UFMG) O gás natural (metano) é um combustível utili- zado, em usinas termelétricas, na geração de eletricida- de, a partir da energia térmica liberada na combustão: CH4(g) + 2 O2(g)CO2(g) + 2 H2O(g) H = –800 kJ/mol Em Ibirité, região metropolitana de Belo Horizonte, está em fase de instalação uma termelétrica que deverá ter, aproximadamente, uma produção de 2,4 . 109 kJ/hora de energia elétrica. Considere que a energia térmica liberada na combus- tão do metano é completamente convertida em ener- gia elétrica. Nesse caso, a massa de CO2 lançada na atmosfera será, aproximadamente, igual a: a) 3 toneladas/hora b) 18 toneladas/hora c) 48 toneladas/hora X d) 132 toneladas/hora 12. (FATEC – SP) Os carboidratos são uma importante fon- te de energia em nossa dieta alimentar. Nas células, as moléculas de monossacarídeos são metabolizadas pelo organismo, num processo que libera energia, re- presentado pela equação: C6H12O6 + 6 O2 6 CO2 + 6 H2O + energia Essa equação química corresponde ao processo global popularmente denominado “queima da glicose”. Cada gra- ma desse açúcar metabolizado libera cerca de 4 kcal de energia, usada para movimentar músculos, fazer reparos nas células, manter constante a temperatura corporal, etc. A massa de oxigênio consumida, em gramas, quando a “queima” desse açúcar metabolizado li- berar 1 200 kcal é: (Dados: massas molares (g/mol): H = 1; C = 12; O = 16) a) 300 X b) 320 c) 400 d) 800 e) 1 800 13. (UEA – AM) Um grupo de estudantes realiza pesquisa de campo em uma área próxima ao Rio Unini, afluente do Rio Negro. Eles deverão pernoitar no local e utiliza- rão etanol em gel, combustível utilizado em acampa- mentos. Que massa de etanol precisa ser queimada para fornecer 300 kJ de calor? 29QuímicaQuímica 29 Equação termoquímica: C2H5OH(ℓ) + 3 O2(g) 2 CO2(g) + 3 H2O(ℓ) Hº = –1380 kJ Dados: C = 12 u; H = 1 u; O = 16 u X a) m = 10,0 g b) m = 8,0 g c) m = 5,0 g d) m = 7,5 g e) m = 8,5 g 14. (UFMS) A reação de combustão completa do hidrocar- boneto etino (comercialmente conhecido como acetile- no) é representada pela equação: C2H2(g) + 5/2 O2(g) 2 CO2(g) + H2O(g) H° = –1 255 kJ/mol Numa oficina onde são substituídos escapamentos em automóveis, consumiram-se 650 g de acetileno, qual foi a energia liberada? (Dados: Massas atômicas em g/mol: C = 12; H = 1). X a) –31 375 kJ b) –26 275 kJ c) –15 020 kJ d) –12 410 kJ e) –25 525 kJ 15. (UERJ) Explosivos, em geral, são formados por subs- tâncias que, ao reagirem, liberam grande quantidade de energia. O nitrato de amônio, um explosivo muito empregado em atividades de mineração, se decompõe segundo a equação química: 2 NH4NO3(s) 2 N2(g) + O2(g) + 4 H2O(g) Em um teste, essa decomposição liberou 592,5 kJ de energia e produziu uma mistura de nitrogênio e oxigê- nio com volume de 168 L, medido nas CNTP. Nas mesmas condições, o teste com 1 mol de nitrato de amônio libera, em quilojoules, a seguinte quantidade de energia: a) 39,5 b) 59,3 X c) 118,5 d) 158,0 16. (UFAC) O aumento da concentração de CO2 na atmosfera, resultante da queima de combustíveis orgânicos, contribui para a intensificação do efeito estufa e o consequente au- mento no aquecimento global do planeta. A 25 ºC, a queima do etanol e do metano libera 1 400 kJ/mol e 900 kJ/mol de energia, respectivamente. A razão entre a quantidade de energia liberada por mol de CO2 emitido pela combus- tão do etanol e do metano são, respectivamente: a) 1 400 e 900 kJ/mol X b) 700 e 900 kJ/mol c) 700 e 450 kJ/mol d) 200 e 900 kJ/mol e) 1 400 e 1 800 kJ/mol 17. (UPE) Uma mistura gasosa de massa total 132,0 g é formada por igual número de mols de etano (C2H6) e butano (C4H10). A combustão total dos gases consti- tuintes dessa mistura libera para o ambiente (Dados: os calores de combustão dos gases eta- no e butano, são, respectivamente, –1 428 kJ/mol e –2 658 kJ/mol; ma (C) = 12 u, ma (H) = 1 u) a) 4 897 kJ b) 8 172 kJ c) 3 372 kJ d) 4 086 kJ X e) 6 129 kJ 18. (UNIR – RO) O Brasil é o maior exportador de etanol do mundo e a primeira economia em ter atingido um uso sustentável dos biocombustíveis. A reação de combus- tão do etanol pode, graficamente, ser representada por: Sobre essa reação, analise as afirmativas: I. A 25 ºC e 1 atm, 1 mol de etanol líquido reage com 3 mols de oxigênio, formando 2 mols de gás carbô- nico e 3 mols de água, liberando 1 368 kJ de calor. II. A combustão de 5 mols de etanol produz 170 g de água. III. O volume de gás carbônico, medido nas CNTP, pro- duzido quando se queima 23 g de etanol, é 2,24 L. IV. Considerando detanol = 0,8 g cm –3, na queima de 1,25 L de etanol, são liberados 29 740 kJ de calor, aproximadamente. Estão corretas as afirmativas: X a) I e IV, apenas. b) I, II e III, apenas. c) II e III, apenas. d) II e IV, apenas. e) II, III e IV, apenas. 3030 Volume 6 19. (UPE) Há muito que se conhece que o metanol e o eta- nol podem ser usados como combustíveis de veículos automotores, pois queimam facilmente, no ar, liberan- do energia. Há previsões de que os álcoois vão crescer em importância como combustíveis automotivos, já que, na atualidade, têm nichos de mercado, em escala internacional, muito promissores. Utilize a tabela como subsídio à sua resposta: Combustíveis Densidade (g/mL) ΔHcombustão (kJ/g) Metanol 0,80 23 Etanol 0,80 30 Gasolina 0,75 43 (Dados: ma (C) = 12 u, ma (H) = 1 u, ma (O) = 16 u) Em relação aos combustíveis metanol, etanol e gasoli- na, é correto afirmar que: a) o metanol libera mais energia por mL do que o eta- nol e a gasolina pura. b) 1,0 mL de etanol libera mais energia que 1,0 mL de gasolina pura. X c) a diferença entre a energia liberada na combustão de 1,0 mL de gasolina pura e 1,0 mL de metanol é 13,85 kJ. d) 1,0 mL de etanol, quando queimado, libera aproxi- madamente 50% a mais de energia que 1,0 mL de metanol. e) a energia liberada, quando se queima 1,0 mL de gasolina, é maior de que quando se queima 1,0 mL de etanol + 1,0 mL de metanol juntos. 20. (UNESP) A tabela apresenta informações sobre as composições químicas e as entalpias de combustão para três diferentes combustíveis que podem ser utilizados em motores de combustão interna, como o dos automóveis: Combustível ΔHcombustão kcal mol–1 Massas molares g mol–1 Gasolina (C8H18) –1 222,5 114,00 Etanol (C2H5OH) –326,7 46,0 Hidrogênio (H2) –68,3 2,0 Com base nas informações apresentadas e comparan- do esses três combustíveis, é correto afirmar que: a) a gasolina é o que apresenta menor impacto am- biental e vantagem energética. b) o álcool é o que apresenta maior impacto ambiental e vantagem energética. X c) o hidrogênio é o que apresenta menor impacto am- biental e maior vantagem energética. d) a gasolina é o que apresenta menor impacto am- biental e maior vantagem energética. e) o álcool é o que apresenta menor impacto ambiental e maior vantagem energética. 21. (UFAL) O consumo de um automóvel movido a álcool etílico é de 12 km/kg de álcool. Sabendo que a energia de combustão desse álcool é da ordem de 103 kJ/mol, quantos kilojoules são necessários para o automóvel ir de Maceió para o Recife (ou seja, percorrer 245 km)? (Dado: álcool etílico: C2H6O) a) 2 103 kJ b) 3 104 kJ X c) 4 105 kJ d) 1 106 kJ e) 4 106 kJ 22. (UFSJ – MG) Alguns alimentos, como, por exemplo, o chocolate, que tem 5,18 kcal/g, são proibidos em caso de dietas alimentares para emagrecimento. A corrida, como atividade física, consome cerca de 2 600 kJ/h. Assim sendo, quanto tempo uma pessoa que comeu uma barra de 200 g de chocolate deve correr para gas- tar a energia adquirida? (Dado: 1 cal = 4,18 J) a) 45 minutos b) 60 minutos X c) 100 minutos d) 120 minutos e) 160 minutos 23. (UCS – RS) A energia que um ciclista gasta ao pedalar uma bicicleta é de aproximadamente 1 800 kJ por hora acima de suas necessidades metabólicas normais. A sacarose, C12H22O11, fornece cerca de 5 400 kJ/mol de energia. A massa de sacarose que o ciclista deverá ingerir, afim de obter energia extra para pedalar uma hora, é igual a: a) 121 g X b) 114 g c) 107 g d) 135 g e) 128 g 31QuímicaQuímica 31 24. (UNIMONTES – MG) A nutrição parenteral é usada em pacientes incapazes de ingerir uma nutrição adequada, oralmente. Os lipídeos podem ser utilizados para for- necer energia quando o corpo não pode obter toda a necessidade energética dos carboidratos. A proporção de calorias providas por lipídeos é normalmente 30% das calorias diárias totais. Os lipídeos provêm 9 cal de energia por grama, e o limite máximo de gordura para uma dieta saudável deve ser inferior a 65 g. Foi preparada para um paciente uma dieta de 3 000 calorias diárias. Considerando os padrões de limi- tes aceitáveis, pode-se afirmar que a quantidade de lipídeos na dieta é: a) aceitável, inferior a 50 g. X b) indesejável, igual a 100 g. c) indesejável, superior a 100 g. d) aceitável, igual a 64 g. 25. (UDESC) Determine o calor de combustão ( Ho) para o metanol (CH3OH) quando ele é queimado, sabendo- -se que ele libera dióxido de carbono e vapor-d’água, conforme reação descrita abaixo: Substância ΔHºf, kJ ⋅ mol –1 CH3OH –239,0 CO2 –393,5 H2O –241,8 CH3OH + 3/2 O2 CO2 + 2 H2O a) Ho = +638,1 kJ mol–1 b) Ho = –396,3 kJ mol–1 X c) Ho = –638,1 kJ mol–1 d) Ho = +396,3 kJ mol–1 e) Ho = –874,3 kJ mol–1 26. (UFMA) De acordo com a equação abaixo e os dados fornecidos, C2H2(g) + 5/2 O2(g) 2 CO2(g) + H2O(ℓ) Dados: Hºf do C2H2(g) = +226,5 kJ/mol Hºf do CO2(g) = –393,5 kJ/mol Hºf da H2O(ℓ) = –285,8 kJ/mol indique qual o valor da entalpia-padrão de combustão do acetileno (C2H2(g)): a) +1 299,3 kJ/mol X b) –1 299,3 kJ/mol c) –905,3 kJ/mol d) +905,3 kJ/mol e) –625,8 kJ/mol 27. (UNIMONTES – MG) É comum o cozinheiro utilizar-se do bicarbonato de sódio (NaHCO3) para apagar chamas causadas pela combustão da gordura. Quando lançado sobre as chamas, o sal decompõe-se, originando gás carbônico, que abafa ainda mais a chama. A equação de decomposição do bicarbonato de sódio e as entalpias-padrão de formação ( Hºf) das substân- cias envolvidas estão representadas a seguir: 2 NaHCO3(s) Na2CO3(s) + H2O(ℓ) + CO2(g) Hºf (CO2, g) = –393,5 kJ Hºf (H2O, ℓ) = –285,9 kJ Hºf (NaHCO3, s) = –947,7 kJ Hºf (Na2CO3, s) = –1 131,0 kJ Sob condição-padrão, a decomposição do bicarbonato de sódio: a) libera 85 kJ X b) absorve 85 kJ c) absorve 1 185 kJ d) libera 1 185 kJ 28. (CESUPA) Estalactites e estalagmites são formações rochosas sedimentares que se originam, respectiva- mente, no teto e no chão de grutas ou cavernas, pela deposição de carbonato de cálcio (CaCO3), arrastado pela água que goteja do teto. Nessas formações, o car- bonato de cálcio reage com uma solução diluída de ácido carbônico (CO2 dissolvido em água), de acordo com a equação química, não balanceada, a seguir: CaCO3(s) + H2CO3(aq) Ca 2+ (aq) + HCO3 – (aq) A partir dos valores dos calores de formação medidos a 25 ºC apresentados abaixo, encontra-se que o Hº para a reação em questão, expresso em kJ/mol, é aproximadamente igual a: 32 Volume 632 Volume 6 Espécie química CaCO3 H2CO3 Ca 2+ HCO3 – ΔHof (kJ/mol) –1 207,10 –699,65 –542,83 –692 a) –4,6 X b) –20,0 c) –160,5 d) –294,0 29. (UESPI) Sulfetos metálicos têm importante papel na química analítica para a identificação de metais. Uma das primeiras etapas na refinação desses sulfetos é o processo de ustulação, na qual o minério é aquecido com oxigênio para formar o óxido metálico e SO2(g). Em um processo de ustulação da esfalerita (ZnS), qual será, em kJ, o H298? Dados de calor de formação em kcal ⋅ mol–1 (25 ºC): ZnS = –49,23; ZnO(s) = –83,24; SO2(g) = –70,994 (1 kcal equivale a 4,184 kJ). a) –105,00 kJ b) –205,97 kJ c) –296,83 kJ d) –348,27 kJ X e) –439,32 kJ 30. (UFRN) A civilização moderna consome muita energia. Uma grande quantidade dessa energia é produzida pela queima de derivados do petróleo, como a gasoli- na, da qual um dos compostos fundamentais é o octa- no (C8H18). A seguir, representa-se a equação ajustada da combustão completa do octano, a 298 K e 1 atm: C8H18(ℓ) + 25/2 O2(g) 8 CO2(g) + 9 H2O(ℓ) a) Se HoReação = Σ HfoP – Σ HfoR, calcule a variação de entalpia para a combustão de um mol de octano, de acordo com os dados da tabela abaixo: (Dados: a 298 K e 1 atm) Substância ΔHof kJ/mol C8H18(ℓ) –5 110,0 CO2(g) –394,0 H2O(ℓ) –286,0 b) Uma alternativa para se diminuir o impacto poluente do CO2(g) produzido pela combustão da gasolina é o uso de etanol (C2H5OH). Escreva a equação da combustão completa do etanol e explique, considerando o impacto do CO2(g), por que ele é menos poluente que a gasolina. 31. (UFC – CE) Considerando a reação de combustão com- pleta da sacarose (C12H22O11) e de acordo com os va- lores de entalpia-padrão de formação abaixo, assinale a alternativa que expressa corretamente o valor da entalpia-padrão de formação (em kJ/mol) de um mol de sacarose. Dados: Hof (H2O, ℓ) = –286 kJ/mol; Hof (CO2, g) = –394 kJ/mol; Hof (O2, g) = 0; Hocombustão (C12H22O11, s) = –5 654 kJ/mol. a) 220 b) 110 c) –1 110 X d) –2 220 e) –4 440 32. (UFRN) Considere a tabela seguinte: Entalpias de formação a 25 ºC e 1 atm Substância ΔHof, kJ ⋅ mol –1 NO2(g) +33,0 H2O(ℓ) –286 HNO3(aq) –207 Usando-se a equação 4 NO2(g) + 2 H2O(ℓ) + O2(g) 4 HNO3(aq) e os dados contidos na tabela, é correto afirmar que a variação de entalpia-padrão ( Hº) para a produção de 2 mols de HNO3(aq) é: a) –388 kJ X b) –194 kJ c) +228 kJ d) +200 kJ 33. (PUC-Rio) Dada reação a seguir a 300 ºC: 1 Fe2O3(s) + 2 Aℓ(s) 2 Fe(s)+1 Aℓ2O3(s) a) Calcule a entalpia dessa reação, sabendo que as entalpias de formação do Fe2O3(s) e do Aℓ2O3(s) a 300 ºC são, respectivamente, 830 e 1 500 kJ/mol. b) Calcule o número de mols de Fe(s) obtidos, quando 8,0 g do óxido de ferro (III) reagem completamente com excesso de Aℓ(s). 33QuímicaQuímica 33 34. (UFRN) Alex, jogando futebol, sofreu uma luxação no tornozelo, sendo obrigado a imobilizá-lo com bota de gesso. Durante a aplicação da bandagem ortopédica devidamente molhada, o estudante observou que, à medida que enxugava, o gesso se aquecia. Na con- valescença, aproveitando o tempo livre, Alex resolveu consultar seus livros de Química. Daí descobriu que a cristalização do gesso ocorre com aumento da água de hidratação e diminuição do conteúdo de energia, conforme a equação abaixo: [CaSO4⋅1/2 H2O](amorfo) + 3/2 H2O(ℓ) [CaSO4⋅2H2O](cristal) Hº < 0 Continuando sua pesquisa bibliográfica, numa tabela termoquímica, abaixo reproduzida, Alex encontrou os valores para os calores de formação-padrão ( Hºf) do gesso cristalizado (endurecido), do gesso amorfo (em pó) e da água líquida: Calores de formação-padrão (25 ºC e 1 atm) [CaSO4⋅2H2O](cristal) [CaSO4⋅1/2H2O](amorfo) H2O(ℓ) ΔHºf (kJ/mol) –2 020 –1 573 –286 Então, Alex calculou corretamente a quantidade de calor liberada pelo processo de hidratação do gesso como sendo igual a: a) 733 kJ/mol b) 161 kJ/mol X c) 18 kJ/mol d) 876 kJ/mol 35. (UFPB) O consumo de carboidratos é essencial à die- ta humana, pois eles têm a função de suprir as ne- cessidades energéticas do organismo. A sacarose (C12H22O11) é um exemplo dessa classe de compostos, cujo suprimento de energia ocorre pela sua queima re- presentada pela equação abaixo: C12H22O11(s) + 12 O2(g) 12 CO2(g) + 11 H2O(ℓ) Sabendo-se que a variação de entalpia-padrão des- sa reação ( Hor) é igual a –5 653 kJ mol –1 e que as entalpias-padrão de formação ( Hof) de CO2(g) e H2O(ℓ) são, respectivamente, –395 kJ mol–1 e –285 kJ mol–1, identifique as afirmativas corretas: a) A ingestão de 100 g de sacarose consome 1 653 kJ de energia do organismo. X b) A queima da sacarose é uma reação exotérmica. c) A queima de um mol de sacarose fornece 1 653 kJ de energia ao organismo. X d) A entalpia-padrão de formação( Hof) do O2(g) é igual a zero. X e) A entalpia-padrão de formação ( Hof) da sacarose é –2 222 kJ mol–1. 36. (UNICAMP – SP) O nadador Michael Phelps surgiu na Olimpíada de Beijing como um verdadeiro fenô- meno, tanto pelo seu desempenho quanto pelo seu consumo alimentar. Divulgou-se que ele ingere uma quantidade diária de alimentos capaz de lhe oferecer uma energia de 50 MJ. Quanto disto é assimilado, ou não, é uma incógnita. Só no almoço, ele ingere um pacote de macarrão de 500 gramas, além de acom- panhamentos. Dados de entalpia de formação em kJ mol–1: glicose = –1 274, água = –242, dióxido de carbono = –394. a) Suponha que o macarrão seja constituído essencial- mente de glicose (C6H12O6) e que, no metabolismo, toda essa glicose seja transformada em dióxido de carbono e água. Considerando-se apenas o meta- bolismo do macarrão diário, qual é a contribuição do nadador para o efeito estufa, em gramas de dióxido de carbono? b) Qual é a quantidade de energia, em kJ, associada à combustão completa e total do macarrão (glicose) ingerido diariamente pelo nadador? 37. (UEMG) Considere os dados apresentados na tabela a seguir: Substância Entalpia-padrão de formação (kJ/mol) Dióxido de carbono –394 Vapor-d’água –242 Metanol –320 Etanol –296 Levando-se em conta o aspecto energético, entre os álcoois constantes nessa tabela, o melhor combustível apresenta entalpia de combustão igual a: a) –956 kJ/mol b) –1 198 kJ/mol X c) –1 218 kJ/mol d) –1 810 kJ/mol 34 Volume 634 Volume 6 38. (UFAC) O dióxido de enxofre é um subproduto da queima de combustíveis fósseis, podendo combinar- -se com a água para formar ácido sulfuroso. Alter- nativamente, o dióxido de enxofre pode reagir com o oxigênio da atmosfera para formar trióxido de enxofre, que, por sua vez, forma em água, o ácido sulfúrico. As reações de formação do dióxido de enxofre e do trió- xido de enxofre e as respectivas variações de entalpia, H, são: S(s) + O2(g) SO2(g) H = –297 kJ/mol S(s) + 3/2 O2(g) SO3(g) H = –396 kJ/mol A formação de trióxido de enxofre a partir do dióxido de enxofre é dada pela reação: x SO2(g) + y O2(g) z SO3(g) H = w A alternativa que representa os valores indicados por x, y, z e w é: a) x = 1, y = 1, z = 1 e w = −99 kJ/mol. X b) x = 1, y = 1/2, z = 1 e w = −99 kJ/mol. c) x = 1, y = 1/2, z = 1 e w = 99 kJ/mol. d) x = 1, y = 1/2, z = 1 e w = 693 kJ/mol. e) x = 1, y = 1, z = 1 e w = −693 kJ/mol. 39. (UNIFOR – CE) A partir das equações termoquímicas: I. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ); H = –285 kJ/mol de H2(g) II. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(g); H = –242 kJ/mol de H2O(g) conclui-se que a condensação de 36,0 g de água: a) libera 43 kJ de energia. b) absorve 86 kJ de energia. X c) libera 86 kJ de energia. d) absorve 527 kJ de energia. e) libera 527 kJ de energia. 40. (UFCG – PB) O benzeno pode ser obtido a partir da trimerização do acetileno (3 C2H2(g) C6H6(ℓ)). A partir dos seguintes dados termoquímicos, a 1 atm e 25 ºC, 2 C6H6(ℓ) + 15 O2(g) 12 CO2(g) + 6 H2O(ℓ) H = –800 kcal 4 CO2(g) + 2 H2O(ℓ) 2 C2H2(g) + 5 O2(g) H = +310 kcal é correto afirmar que o calor de trimerização do aceti- leno, em kcal/mol, na formação do benzeno é: a) +1 110 kcal/mol b) –130 kcal/mol c) –245 kcal/mol d) –490 kcal/mol X e) –65 kcal/mol 41. (UEG – GO) A variação de entalpia envolvida numa rea- ção química, em determinadas condições, depende ex- clusivamente da etapa inicial dos reagentes e da etapa final dos produtos, seja a reação executada em uma única etapa ou em várias etapas sucessivas. Sabendo que C2H5OH(ℓ) + 3 O2(g) 2 CO2(g) + 3 H2O(ℓ) H = –326,71 kcal C(s) + O2(g) CO2(g) H = –94,05 kcal H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H = –68,32 kcal faça o que se pede: a) Calcule o H para: 2 C(s) + 3 H2(g) + 1/2 O2(g) C2H5OH(ℓ) H = ? b) Responda: a reação de formação do etanol é endo- térmica ou exotérmica? 42. (UFRGS – RS) Considere as seguintes equações termo- químicas: CH3OH(ℓ) + 3/2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) Hº298 = –726 kJ H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) Hº298 = –286 kJ C(s, grafite) + O2(g) CO2(g) Hº298 = –393 kJ Combinando essas equações, é possível obter o valor da entalpia-padrão de formação do metanol a 25 ºC. Esse valor, em kJ, é aproximadamente igual a: a) –726 X b) –239 c) –47 d) +239 e) +726 43. (UFPI) Para se defender de seus predadores, o besouro bombardeiro lança um spray aquecido quando se sente 35QuímicaQuímica 35 ameaçado. A solução quente é resultante de uma sé- rie de reações químicas, que acontecem no abdômen do besouro, as quais podem ser resumidas na reação global: C6H4(OH)2(aq) + H2O2(aq) C6H4O2(aq) + 2 H2O(ℓ) H = ? (I) Dadas as reações: C6H4(OH)2(aq) C6H4O2(aq) + H2(g) H = +177,4 kJ H2(g) + O2(g) H2O2(aq) H = –191,2 kJ H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(g) H = –241,8 kJ H2O(ℓ) H2O(g) H = 43,8 kJ O H para a reação (I) será: X a) –202,6 kJ b) –405,2 kJ c) –101,3 kJ d) +202,6 kJ e) +405,2 kJ 44. (EMESCAM – ES) Em nosso estado, uma atividade econômica de grande importância é a mineração de rochas. Nessa atividade utilizam-se brocas e máqui- nas de corte e perfuração fabricadas com o carbeto de tungstênio (WC). Esse composto é obtido, a partir de seus elementos, pela reação: W(s) + C(grafita) WC(s) A variação de entalpia ( H) dessa reação não é fa- cilmente medida, já que ela se processa a mais de 1 000 oC. Desse modo, obtém-se o valor de H da reação a partir do cálculo dos calores de combustão abaixo: (I) 2 W(s) + 3 O2(g) 2 WO3(s) H = –1 681 kJ/mol (II) C(grafita) + O2(g) CO2(g) H = –394 kJ/mol (III) 2 WC(s) + 5 O2(g) 2 WO3(s) + 2 CO2(g) H = –2 392 kJ/mol A partir da Lei de Hess, pode-se determinar que o calor de formação do carbeto de tungstênio (em kJ/mol) é igual a: X a) –38,5 b) –77,0 c) +38,5 d) +77,0 e) –4 467 45. (UEG – GO) Nos processos industriais, a Termoquímica tem sido muito empregada para o aproveitamento do calor do sistema em trocas térmicas, as quais geram benefícios econômicos para as indústrias. Muitas rea- ções químicas liberam calor, e esse calor pode ser esti- mado a partir da variação de entalpia de outras reações químicas. Considerando esse assunto e a reação de formação do benzeno (C6H6), responda ao que se pede: 6 C(grafite) + 3 H2(g) C6H6(ℓ) I. C(grafite) + O2(g) CO2(g) H = –94,1 kcal mol–1 II. H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H = –68,4 kcal mol–1 III. C6H6(l) + 15/2 O2(g) 6 CO2(g) + 3 H2O(ℓ) H = –781,0 kcal mol–1 a) Calcule a variação de entalpia para a reação de for- mação do benzeno (C6H6), a partir das demais rea- ções, cuja variação de entalpia é conhecida. b) Classifique a reação de formação do benzeno em exotérmica ou endotérmica. 46. (UFSCAR – SP) O cultivo da cana-de-açúcar faz parte da nossa história, desde o Brasil Colônia. O açúcar e o álcool são seus principais produtos. Com a crise mun- dial do petróleo, o incentivo à fabricação de carros a ál- cool surgiu, na década de 1970, com o Proálcool. Esse Programa Nacional acabou sendo extinto no final da década de 1990. Um dos pontos altos nas discussões em Joanesburgo sobre desenvolvimento sustentável foi o pacto entre Brasil e Alemanha para investimento na produção de carros a álcool. a) Escreva a equação de combustão do etanol, devida- mente balanceada. Calcule o calor de combustão de 1 mol de etanol, a partir das seguintes equações: H°f (kJ/mol) C(s) + O2(g) CO2(g) –394 H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) –286 2 C(s) + 3 H2(g) + 1/2 O2(g) C2H5OH(ℓ) –278 b) A reação de combustão do etanol é endotérmica ou exotérmica? Justifique: 36 Volume 6l 47. (UFRN) É possível sintetizar o metano (CH4) gasoso a partir da reação do carbono (C) sólido com hidrogênio (H2) gasoso. Considere os valores de variação de ental- pia, nas condições normais de temperatura e pressão expressos nasseguintes equações: C(s) + O2(g) CO2(g) H = –393,5 kJ/mol H2(g) + 1/2 O2(g) H2O(ℓ) H = –285,8 kJ/mol CH4(g) + 2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ) H = –890,3 kJ/mol A partir dos dados acima, o tipo de reação e a variação de entalpia para a síntese do metano podem ser repre- sentados pelo gráfico: X a) b) c) d) 48. (FCC – BA) A dissociação de 1 mol de fosfina (PH3) é representada por: 9,6 102 kJ + PH3(g) 1 P(g) + 3 H(g) Sendo assim, a energia da ligação P – H é: a) 1,2 102 kJ/mol b) 2,4 102 kJ/mol X c) 3,2 102 kJ/mol d) 4,8 102 kJ/mol e) 8,6 102 kJ/mol 49. (UFC – CE) Dadas as reações: I. H2(g) + Cℓ2(g) 2 HCℓ(g) II. N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) e as energias de ligação: Ligação Entalpia de ligação (kJ/mol) H – H 432 N ≡ N 942 H – Cℓ 428 Cℓ – Cℓ 240 N – H 386 a) Determine o H para as reações I e II: b) Baseado apenas nos valores de H, qual das rea- ções é mais favorável? 50. (UESPI) Os clorofluorcarbono (CFCs) são usados exten- sivamente em aerosóis, ar-condicionado, refrigerado- res e solventes de limpeza. Os dois principais tipos de CFCs são o triclorofluorcarbono (CFCℓ3) ou CFC-11 e diclorodifluormetano (CF2Cℓ2) ou CFC-12. O tricloro- fluorcarbono é usado em aerosóis, enquanto o dicloro- difluormetano é tipicamente usado em refrigeradores. Determine o H para a reação de formação do CF2Cℓ2: CH4(g) + 2 Cℓ2(g) + 2 F2(g) CF2Cℓ2(g) + 2 HF(g) + 2 HCℓ(g) Dados de energia de ligação em kJ/mol: C–H (413); Cℓ–Cℓ (239); F–F (154); C–F (485); C–Cℓ (339); H–F (565); H–Cℓ (427). a) –234 kJ b) –597 kJ X c) –1 194 kJ d) –2 388 kJ e) –3 582 kJ 3733333377777737 12 Cinética Química Ponto de partida Utilizada há séculos pelo exército, os primeiros modelos de granadas, por conta da sua alta sensibilidade, re- presentavam mais risco ao lançador que ao seu alvo, pois muitas vezes explodia antes de ser disparada. Com o tempo, foram desenvolvidos mecanismos para controlar melhor a detonação e viabilizar seu uso em batalhas. 1. De que maneira o conhecimento da Química contribuiu para o aperfeiçoamento desse artefato? 2. Outro artefato bastante utilizado por militares são as bombas de gás lacrimogênio. Por que esse tipo de arma- mento costuma ser utilizado para dispersar multidões? 3. Cite pelo menos duas situações em que a interferência na rapidez de uma reação química é vantajosa. 1 LatinStock/Album/Akg-images Volume 638 O conhecimento e o estudo da rapidez das reações fazem com que seja possível controlar o tempo em que ocorre determinada trans- formação, tornando o processo mais lento ou mais rápido. Dependendo do objetivo, reações lentas podem ser aceleradas e reações rápidas, retardadas. Velocidade de uma reação química A velocidade, em geral, é definida como a variação que ocorre em determinado intervalo de tempo. Em uma reação química, corresponde à grandeza que mede a quantidade de reagente(s) consumido(s) e/ou a de produto(s) formado(s) no decorrer do processo, por unidade de tempo. Reagente(s) → Produto(s) A quantidade de reagente(s) e de produto(s), determinada experimentalmente, pode ser expressa em massa, mol, número de moléculas, volume (para gases) ou em concentração (mol/L), enquanto o tempo em horas, minutos ou segundos. Como a velocidade pode variar no decorrer de uma reação, usualmente é determinada a velocidade média da reação. D iv o. 2 01 1. D ig ita l. compreender e utilizar a teoria das colisões para explicar a cinética das reações químicas; determinar a velocidade média de uma reação; interpretar diagramas de energia; reconhecer e analisar os principais fatores que influenciam na rapidez de uma reação; analisar a influência da concentração inicial do(s) reagente(s) na rapidez de uma reação, com base na Lei da Velocidade. para explicar a cinética das reações químicas; ão; Objetivos da unidade: Na Química, é comum utilizar tanto o termo rapidez como velocidade, pois ambos signi ficam o quanto uma reação química se desenvolve de forma mais rápida ou mais lenta. Em Física, o te rmo velocidade é definido como o espaço percorrido em função do tempo. A área de estudo da Química que investiga a rapidez das reações e os fatores que a influenciam é a Cinética Química. Química 39 A velocidade média de uma reação, em relação a um componente, é o módulo da razão entre a variação da quanti- dade do reagente ou do produto e o intervalo de tempo necessário para que ocorra a reação. Velocidade média (em relação a um componente) = =− | | | |Δ Δ Δ Δ Q t Q t Reagente Produto As espécies envolvidas na equação apresentam relação estequiométrica e a velocidade de um dos componentes (reagente ou produto) permite deduzir a velocidade do outro componente. Também é possível determinar a velocidade média de uma reação química sem informar a espécie. Nesse caso, a velocidade média em relação a um componente é dividida pelo seu coeficiente estequiométrico. = =− | | | |Δ Δ Δ Δ Q t coeficiente Q t coeficiente Reagente Produto Velocidade média da reação Teoria das colisões As reações químicas não ocorrem apenas pelo simples contato e afinidade entre os reagentes, também é neces- sário o rompimento das ligações entre os átomos no(s) reagente(s) para que novas ligações químicas sejam formadas no(s) produto(s). Para que isso ocorra, as moléculas iniciais têm que apresentar colisões efetivas entre elas. Em uma colisão efetiva, as moléculas têm orientação favorável e energia suficiente para romper as ligações entre os átomos no(s) reagente(s). H2 + I2 2 HI Colisão com orientação favorável Caso a orientação não seja adequada e/ou não apresente energia suficiente, tem-se uma colisão não efetiva e a reação não ocorre. H2 + I2 H2 + I2 Colisão com orientação desfavorável A teoria que determina a ocorrência de uma reação química é conhecida como teoria das colisões, e a quantidade mínima de energia necessária para que a colisão entre as partículas do(s) reagente(s) seja efetiva é chamada de ener- gia de ativação. Energia de ativação (Ea) é a quantidade mínima de energia necessária para romper as ligações entre os átomos no(s) reagente(s) e formar novas ligações entre os átomos no(s) produto(s). Utiliza-se o módulo da varia- ção da quantidade para evi- tar números negativos. Isso ocorre com a velocidade do reagente, já que a quantida- de final é menor que a inicial, em razão de seu consumo. O sinal de menos indica que os reagentes são con- sumidos em uma reação química. Volume 640 O fato de uma reação ser exo- térmica ou endotérmica não interfere na rapidez de um pro- cesso químico, pois a velocida- de de uma reação está relacio- nada à sua energia de ativação. Esse caminho energético da reação pode ser demonstrado por meio de diagramas. Reação exotérmica Reação endotérmica Independentemente de a reação ser exotérmica ou endotérmica, as moléculas do(s) reagente(s) necessitam absor- ver uma quantidade de energia no mínimo igual à energia de ativação. Quanto menor for a energia de ativação, mais rapidamente ocorre a reação. Ao contrário, quanto maior for a energia de ativação, mais lenta é a reação. De modo geral, a velocidade de uma reação está relacionada à frequência das colisões entre as partículas do(s) reagente(s). Quanto maior essa frequência, maior a probabilidade de colisões efetivas e, consequentemente, menor a energia de ativação, isto é, maior a velocidade da reação. O choque entre as moléculas do(s) reagente(s) com orientação adequada e energia igual ou superior à energia de ativação resulta em uma estrutura intermediária instável entre o(s) reagente(s) e o(s) produto(s) denominada comple- xo ativado. Química 41 Organize as ideias Sobre a teoria das colisões, complete o esquema: Atividades 2 Gabaritos. 1. Identifique, em seu cotidiano, duas situações que re- presentam reações químicas lentas. Pessoal. Oxidação de talheres de prata, digestãodos alimentos, azedamento do vinho, enferrujamento de uma peça de ferro, entre outras. 2. Identifique, em seu cotidiano, duas situações que re- presentam reações químicas rápidas. Pessoal. Explosão de fogos de artifício, acionamento do air bag após uma colisão, entre outras. 3. Quais são as condições necessárias para a ocorrência de uma reação química? Além do contato e da afinidade química entre as partículas do(s) reagente(s), as colisões devem ser efetivas. Ou seja, devem ocorrer com orientação favorável e energia suficiente. 4. (PUC Minas) A quantidade mínima de energia necessá- ria para o início de uma reação espontânea é chamada: X a) energia de ativação. b) entalpia da reação. c) entropia da reação. d) energia da reação. 5. Os dados a seguir correspondem à variação da con- centração do produto em função do tempo, para a rea- ção: X + Y W. Concentração de W (mol ⋅ L–1) 0,0 0,6 1,0 1,4 1,7 Tempo (min) 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 Determine a velocidade média, no intervalo entre 1 e 3 minutos, para a formação de W. vm = 1,4 3 1 0,4 mol L min − − = ⋅ ⋅− − 0 6 1 1 , orientação favorável energia suficiente orientação desfavorável energia insuficiente Teoria das colisões em que as colisões podem ser que ocorre quando há não efetivas onde as moléculas devem apresentar efetivas Volume 642 6. (PUCRS) A penicilina, antibiótico natural derivado de um fungo e descoberto por Alexander Fleming, está dispo- nível como fármaco desde a década de 40, quando foi desenvolvida técnica de congelamento e preparação industrial. Esse antibiótico sofre uma deterioração com o tempo, conforme o gráfico apresentado abaixo: Com base nas informações acima, conclui-se que a velocidade de deterioração da penicilina nas primeiras dez semanas é, em mol L–1/semana, aproximada- mente: a) 0,0025 X b) 0,01 c) 0,025 d) 0,125 e) 0,166 7. (UFMG) Analise este gráfico, em que está representada a variação da concentração de um reagente em função do tempo em uma reação química: Considerando-se as informações desse gráfico, é cor- reto afirmar que, no intervalo entre 1 e 5 minutos, a velocidade média de consumo desse reagente é de X a) 0,200 (mol/L)/min b) 0,167 (mol/L)/min c) 0,225 (mol/L)/min d) 0,180 (mol/L)/min 8. (UNIFEI – MG) Considere o perfil da reação descrita na figura abaixo, onde R = reagentes e P = produtos. A energia de ativação é maior quando a reação ocorre na direção: Energia Coordenada de reação R P a) direta (R P). X b) inversa (P R). c) direta ou inversa, tanto faz: a energia é igual. d) do pico máximo de energia. 9. (UEMS) Considerando a reação de combustão: CH4 + 2 O2 CO2 + 2 H2O tem-se o gráfico de energia abaixo: Kcal 242,1 53,4 –110,8 CH + O 4 2 CO + H O 2 2 Caminho da reação Assinale a alternativa correta. a) É uma reação endotérmica. b) O H da reação é de –242,1 kcal. c) A energia de ativação da reação é 352,9 kcal. X d) A reação libera 164,2 kcal. e) A reação absorve 188,7 kcal. Sugestão de atividades: questões 1 a 13 da seção Hora de estudo. Química 43 Experimento A influência da superfície de contato em uma reação Materiais 2 béqueres de 100 mL; almofariz e pistilo; água na temperatura ambiente; 2 comprimidos efervescentes. Como fazer 1. Coloque 50 mL de água em cada béquer. 2. Triture um dos comprimidos com auxílio do almofariz e pistilo. 3. Adicione, simultaneamente, o comprimido efervescente não triturado ao primeiro béquer e o triturado ao segundo béquer. 4. Observe. Descarte Os resíduos podem ser descartados diretamente na pia. Resultados e conclusão a) Em qual dos dois béqueres ocorreu uma efervescência mais rápida? Ocorreu uma efervescência mais rápida no béquer com comprimido triturado. b) Que fator foi determinante para verificar a rapidez desse processo? A superfície de contato. c) Como o fator verificado com o experimento influencia na velocidade de uma reação? O aumento na superfície de contato provoca um maior número de colisões efetivas, o que garante a intensidade na rapidez da reação. Fatores que influenciam a velocidade de uma reação A rapidez em que uma reação química ocorre está diretamente relacionada ao número de colisões efetivas entre as moléculas iniciais. Por isso, para melhor controle da sua velocidade, é importante conhecer os fatores que podem acelerar reações lentas ou retardar reações rápidas. Superfície de contato O contato das moléculas do(s) reagente(s) é uma condição fundamental para que a reação aconteça. Por isso, a super- fície de contato – área exposta de determinado reagente – é um dos fatores que influenciam a velocidade de uma reação. Esse grau de dispersão (subdivisão) do reagente pode realizar-se em diferentes fases, sendo o estado sólido o mais comum. Assim, quanto mais fragmentado está o sólido, maior é a superfície de contato entre os participantes da rea- ção. Consequentemente, a probabilidade de colisões efetivas aumenta, intensificando a rapidez. Porém, não altera a quantidade de produto formada. Quanto maior a superfície de contato entre as espécies participantes, maior a velocidade da reação. Volume 644 Experimento A influência da temperatura em uma reação Materiais 3 béqueres de 100 mL; 3 comprimidos efervescentes; água na temperatura ambiente; água quente; água fria. Como fazer 1. Coloque, em cada béquer, separadamente, 50 mL de água em diferentes temperaturas. 2. Adicione, simultaneamente, um comprimido efervescente em cada béquer. 3. Observe e registre, na tabela, a ordem em que se finaliza a transformação para as diferentes tempe- raturas da água. Temperatura da água Ordem de término Ambiente 2 Quente 1 Fria 3 Alguns fenômenos que ocorrem no dia a dia são exemplos práticos de como a superfície de contato está relacionada à rapidez de uma reação química. Quando um combustível, como a gasolina ou o etanol, queima, o fogo se concentra na superfície do líquido, em razão do contato com o oxigênio do ar. Assim, se o combustível for pulverizado no ar, a combustão é praticamente instantânea. Ou seja, por conta da maior área de contato com o comburente, os vapores do combustível se inflamam com mais facilidade. Por esse motivo, não se deve fumar em postos de gasolina. O mesmo cuidado deve-se ter em locais com suspeita de vazamento de gás de cozinha, pois qualquer atividade elétrica, como acender a luz, ligar um equipamento eletrônico ou o ventilador, pode provocar uma pequena faísca, suficiente para cau- sar explosão de gás acumulado. A pintura de objetos metálicos com tinta adequada reduz a superfície de contato do metal com o oxigênio, dificultando o processo de oxidação. Quanto maior a temperatura do sistema, maior a velocidade da reação. Descarte Os resíduos podem ser descartados diretamente na pia. Resultados e conclusão a) Em qual dos béqueres a transformação ocor- reu em menor tempo? b) Que fator foi determinante para verificar a ra- pidez desse processo? c) Como o fator verificado com o experimento influencia na velocidade de uma reação? © Sh u tt er st oc k/ D ev ia n t Temperatura A elevação da temperatura faz com que a energia cinética média das moléculas aumente, promovendo um maior número de colisões efetivas. Independentemente se a reação é exotérmica ou endotérmica, o aumento na quantidade de moléculas com energia suficiente para reagir – com energia igual ou superior à de ativação –, em geral, intensifica a rapidez da reação. 3 Regra de Van’t Hoff. A elevação da temperatura favorece mais as reações endotérmicas, pois essas reações ocorrem com absorção de calor. Gabaritos.4 Química 45 Pressão A pressão só influencia, de maneira significativa, a velocidade das reações quando pelo menos um dos reagentes se encontra no estado gasoso. Isso ocorre porque o volume de um gás sofre grandes alterações quando há variação da pressão. Ao aumentar a pressão sobre umsistema que apresenta pelo menos uma substância gasosa, há uma diminuição do volume ocupado pelas moléculas possibilitando um maior número de colisões efetivas entre as partículas e, con- sequentemente, intensificando a rapidez da reação. O aumento da pressão aproxima as moléculas, aumentando a probabilidade de colisões efetivas. Quanto maior a pressão exercida sobre um sistema gasoso, maior a velocidade da reação. Catalisador A substância capaz de aumentar a velocidade de uma reação sem alterá-la, seja qualitativamente, seja quantitativamente, é conhecida como catalisador. As transformações químicas que ocorrem em sua presença são chamadas de catálise. O aumento na velocidade da reação pela presença de um catalisador é explicado pelo abaixamento na ener- gia de ativação. Ao interagir com as partículas do(s) reagente(s), o catalisador fornece um caminho alternativo mais simples para que a reação se efetive. Nesse novo mecanismo, a energia de ativação diminui e a velocidade aumenta. A ausência e a presença de catalisador podem ser representadas por meio do diagrama ao lado. É possível observar no diagrama que ambas as reações (não catalisada e catalisada) se processam por caminhos diferentes; porém, nas duas situações, a variação de entalpia da reação ( H) tem o mesmo valor. Isto é, o catalisador não interfere na formação do(s) produto(s), apenas na rapidez da reação. Ao adicionar um catalisador à reação, sua velocidade aumenta. Além de ser utilizado frequentemente para diminuir a velocidade das reações responsáveis pela decomposição dos alimentos, conservando suas características por mais tempo, o efeito da temperatura tem essencial importância na Medicina. O corpo humano apresenta temperatura média de 37 ºC. Entretanto, com o objetivo de diminuir a velocidade de reações metabólicas e retardar as chances de ocorrerem lesões cerebrais provocadas por deficiência no fornecimento de oxigênio, algumas cirurgias, como as do coração, devem ser realizadas em torno de 15 ºC. Os alimentos, quando armazenados na geladeira, são conservados por mais tempo. Luzes e faíscas elétricas podem aumentar a velocidade de algumas reações, mas não são catalisadores. São considerados simplesmente agentes fornecedores de energia. En er gi a Reagente(s) ΔH Produto(s) Caminho da reação Ea2 Ea1 Ea1 = energia de ativação com catalisador Ea2 = energia de ativação sem catalisador ΔH = variação de entalpia © Sh u tt er st oc k/ To oc an im ag es Ja ck A rt . 2 01 1. D ig ita l. A refrigeração dos alimentos é um dos métodos de pre- servação mais conhecidos. Volume 646 Enzimas são catalisadores biológic os, formados por longas cadeias de amino á- cidos. Essas proteínas especiais, encont ra- das nos seres vivos, são responsáveis p elo aumento da velocidade de diversas re a- ções químicas que ocorrem no organism o. Com o experimento proposto, é possível observar que a água oxigenada se decompõe com mais intensidade na presença de um pedaço de batata. Esse fato se deve à enzima catalase, presente no tubérculo. Essa proteína tem a função de acelerar as reações químicas, sem ser efetivamente consu- mida durante a transformação. O mesmo pode ser observado com a utiliza- ção dessa solução ao ser adicionada em um ferimento exposto. A catalase, nesse caso, proveniente das células vermelhas do sangue favorece a decom- posição da solução de peróxido de hidrogênio (H2O2(aq)). 6 A utilização da água oxigenada em ferimentos. Experimento Materiais 1 pipeta graduada; 2 tubos de ensaio; água oxigenada (H2O2(aq)) 10 volumes; batata crua. Como fazer 1. Coloque 2 mL de água oxigenada em dois tubos de ensaio. 2. Corte uma fina fatia de batata e coloque-a em um dos tubos. 3. Observe, atentamente, as duas situações. Descarte Os resíduos podem ser descartados no lixo comum. Resultados e conclusão a) A solução de peróxido de hidrogênio, utilizada no experimento, ao ser exposta à luz, sofre uma reação de decomposição conhecida como fotólise. Escreva a equação que representa esse fenômeno. 2 H2O2(aq) 2 H2O(ℓ) + O2(g) λ Esse assunto foi trabalhado em Reações químicas. b) De que forma foi evidenciada a ocorrência dessa reação? A decomposição foi evidenciada pela liberação de gás com a formação de bolhas. c) Em qual dos tubos de ensaio a reação foi mais intensa? A reação foi mais intensa no tubo com pedaço de batata. d) O pedaço de batata poderia ser reutilizado para realizar novamente o experimento? Justifique sua resposta. Sim. A batata não foi consumida no processo e por isso pode ser reutilizada. A unidade de concentração “volume” se refere à quantidade de gás oxigênio que é liberada na decomposição de 1 litro de água oxigenada. Por exemplo, 1 L de água oxigenada 10 volumes libera 10 L de oxigênio. 5 Sugestão de experimento. A influência do catalisador em uma reação Nenhum dos reagentes deve ter contato com pele, boca e olhos. Se houver o contato, lavar a área abundantemente com água. Química 47 Algumas das reações que ocorrem nesse pro- cesso podem ser representadas pelas equações: 2 CO(g) + O2(g) Pt/Pd 2 CO2(g) 2 CO(g) + 2 NO(g) Pt/Pd 2 CO 2(g) + N2(g) 2 NO2(g) Pt/Pd N2(g) + 2 O2(g) Em um automóvel, os conversores catalíticos, como são conhecidos esses tipos de catalisadores, transformam alguns gases tóxicos (entre eles CO, NO e NO2), emitidos durante a queima dos combustíveis, em gases menos pre- judiciais ao meio ambiente. Concentração Experimento A influência da concentração em uma reação Materiais 3 béqueres de 50 mL; solução de sulfato de co- bre II (CuSO4) – 1 mol/L; solução de sulfato de cobre II (CuSO4) – 0,1 mol/L; solução de sulfato de cobre II (CuSO4) – 0,01 mol/L; linha; 3 pre- gos de aço sem ferrugem (pequenos); água na temperatura ambiente. Como fazer 1. Coloque 20 mL de solução de sulfato de cobre II, separadamente, em cada um dos béqueres, conforme a sequência: Béquer mol/L 1º. 1,0 2º. 0,1 3º. 0,01 2. Coloque, em cada um dos béqueres, um prego amarrado a um pedaço de linha e deixe-os mergulhados por alguns minutos. 3. Puxe a linha, com cuidado, para retirar os pregos. 4. Observe. Descarte Por conter cobre, as soluções residuais não podem ser descartadas na pia. Ao final da prática, é ideal o armazenamento dos resíduos em um frasco para que o professor defina seu destino. Resultados e conclusão a) Qual a diferença observada entre os pregos colo- cados nas diferentes soluções de sulfato de cobre? b) Que fator foi determinante para verificar a diferença na rapidez da reação? c) Que conclusão pode ser obtida após a realização desse experimento? Após a realização do experimento, limpe os pregos com auxílio de uma esponja de aço para retirar a camada de cobre que foi formada. Os resíduos podem ser misturados e deixados evaporar. O sólido obtido pode ser reutilizado em outras práticas. É ideal numerar os béqueres. 9 Gabaritos. 7 O uso de catalisadores e o Prêmio Nobel de Química 2010. 8 Inibidor catalítico. Apesar de o CO2 em excesso contribuir para o efeito estufa, o uso de conversores catalíticos diminui, consideravelmente, a poluição atmosférica. Esquema de um conversor catalítico usado em automóveis Ja ck A rt . 2 01 1. D ig ita l. As descobertas das reações química s, ocorridas nos conversores catalíticos, possibilitarão que sejam fabri- cados catalisadores melhores e mais ef icientes. velocidade instantânea: velocidade em cada instante de tempo. Volume 648 v = k [Reagente(s)]x v = velocidade instantânea da reação k = constante de velocidade [Reagente(s)] = concentração em quantidade de matéria do(s) reagente(s)* *em solução aquosa ou no estado gasoso x = ordem da reação Pela teoria das colisões, é fácil perceber que quanto maior o número de partículas do(s) reagente(s) por unidade de volume, isto é, quanto maior a concentração desoluto presente na solução, maior a probabilidade de colisões efetivas e, consequentemente, maior a velocidade da reação. O aumento na concentração das moléculas (representadas por bolinhas de cores diferentes) aumenta a frequência de colisões em um mesmo intervalo de tempo. Quanto maior a concentração do(s) reagente(s), maior a velocidade da reação. Lei da Velocidade A concentração do(s) reagente(s) é um fator que influencia a rapidez da reação. Mas essa influência só pode ser determinada experimentalmente, pois é necessário que a pressão e a temperatura sejam mantidas constantes, para que a variação ocorra apenas na concentração do(s) reagente(s) em análise. © W ik im ed ia C om m on s/ H . R iff ar t, Be rli n Houve um intervalo de 15 anos entre a publicação, em norueguês, do trabalho de Guldberg e Waage e o conhecimento de tal lei pelos químicos alemães e franceses. 10 A Lei da Velocidade e o estado físico do(s) reagente(s). A ordem corresponde ao número de moléculas do(s) reagente(s) que sofrem colisões efetivas para que ocorra a reação. A ordem da reação é indicada pela so ma dos expoentes das concentrações do (s) reagente(s) descritos na expressão da Lei da Velocidade da reação. A relação entre a concentração do(s) reagente(s) e a rapidez de uma reação é dada pela expressão matemática chamada Lei da Velocidade. Proposta no ano de 1864, pelo químico e matemático norueguês Cato Maximilian Guldberg (1836-1902) e Peter Waage (1833-1900), é também conhecida como Lei de Guldberg-Waage. Segundo essa lei, a velocidade instantânea de uma reação química, em determinada temperatura, é proporcional ao produto das concentrações em quantidade de matéria do(s) reagente(s) que influencia(m) diretamente sua rapidez. Genericamente, a expressão matemática que representa a Lei da Veloci- dade é dada por: O efeito causado pela alteração na concentração de cada reagente específico é diferente. Por isso, o cálculo da velocidade, em determinado instante, é realizado com o auxílio de experimentos. Química 49 Por meio de experimentos, foi verificado que, quando uma reação ocorre em uma única etapa – reação elementar –, a Lei da Velocidade apresenta expoente(s) igual(is) ao(s) coeficiente(s) do(s) reagente(s) da equação balanceada. Ob- serve a expressão da lei para reação de produção da amônia. N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) v = k [N2] [H2] 3 Com a ordem em relação a determinado reagente, pode-se estimar o que ocorre com a velocidade da reação ao alterar a concentração desse componente. Na equação de produção da amônia, a ordem para o N2 indica que ao duplicar a sua concentração, por exemplo, a velocidade duplica. Já se a mesma alteração fosse realizada para o H2, a velocidade ficaria 8 vezes maior. Na prática, a maioria das reações químicas ocorre em mais de uma etapa – reações não elementares, e cada uma apresenta sua própria velocidade. Assim, as etapas de uma reação não elementar correspondem a um mecanismo no qual a etapa lenta é a determinante da expressão da Lei da Velocidade para aquela reação. A etapa determinante da Lei da Velocidade da reação é a que apresenta a maior energia de ativação. Observe o mecanismo de reação a seguir. Etapa 1: NO2(g) + O3(g) NO3(g) + O2(g) (lenta) Etapa 2: NO3(g) + NO2(g) N2O5(g) (rápida) Reação: 2 NO2(g) + O3(g) N2O5(g) + O2(g) De acordo com a reação não elementar apresentada, a Lei da Velocidade é dada pela expressão: v = k [NO2] [O3] Quando forem fornecidos dados experimentais da(s) concentração(ões) do(s) reagente(s) e da velocidade para cada experimento, a expressão da Lei da Velocidade é determinada pela concentração de cada reagente, mantendo a concentração dos demais, se existirem, constantes. Para exemplificar, observe os dados da tabela para a reação genérica: A + B PRODUTOS. [A] [B] Velocidade inicial (mol L–1 min–1) Experimento 1 0,25 0,3 0,1 Experimento 2 0,25 0,6 0,2 Experimento 3 0,50 0,6 0,8 Para determinar a ordem da reação em relação ao reagente A, é necessário analisar, pelo menos, dois experimentos em que a concentração de B não influencia diretamente a velocidade da reação, isto é, a concentração desse reagente permanece constante. Faça os alunos observarem que, como a etapa lenta determina a velocidade da reação, a Lei da Velocidade apresenta os reagentes envolvidos nessa etapa. Volume 650 A análise dos experimentos 2 e 3 permite concluir que, ao dobrar a concentração de A, a velocidade da reação aumenta em 4 vezes, ou seja, 22. Portanto, a velocidade é proporcional ao quadrado da concentração de A. Ou seja, a reação é de segunda ordem ou de ordem 2 em relação a esse reagente. Pelo mesmo procedimento, determina-se a ordem em relação ao reagente B. Para essa análise, são utilizados os experimentos 1 e 2, em que a concentração de A é constante. [A] [B] Velocidade inicial (mol L–1 min–1) Experimento 1 0,25 0,3 0,1 Experimento 2 0,25 0,6 0,2 Experimento 3 0,50 0,6 0,8 É possível comprovar que ao dobrar a concentração de B, mantendo a concentração de A constante, a velocidade da reação duplica. Isso indica que a velocidade é proporcional à concentração de B, ou seja, a reação é de primeira ordem ou de ordem 1 em relação a esse reagente. A expressão da Lei da Velocidade para a reação indicada é: v = k [A]2 [B]. De acordo com a reação genérica apre- sentada, trata-se de uma reação não elementar. Há situações em que determinado reagente não influencia na velocidade da reação. Nesse caso, a ordem é zero e, por isso, não é representado na expressão da lei. Em outras palavras, a velocidade da reação não depende da concen- tração daquele reagente em específico. Mostre aos alunos que a ordem encontrada para cada reagente não corresponde aos coeficientes indicados na reação genérica. Por isso, é uma reação que ocorre em mais de uma etapa. Reagentes de ordem zero, geralmente, são substâncias puras que se encontram no estado sólido ou líquido. Organize as ideias Sobre os conteúdos estudados nesta unidade, complete o esquema: [A] [B] Velocidade inicial (mol L–1 min–1) Experimento 1 0,25 0,3 0,1 Experimento 2 0,25 0,6 0,2 Experimento 3 0,50 0,6 0,8 ramo da Química responsável por os principais fatores são Cinética Química superfície de contato pressão catalisador temperatura concentração compreender os fatores que influenciam a rapidez de uma reação química Química 51 Atividades 11 Gabaritos. 1. A velocidade de uma reação química pode ser alterada por alguns fatores que aceleram ou retardam esse pro- cesso. Em cada um dos itens apresentados a seguir, há situações do cotidiano que estão relacionadas direta- mente com um desses fatores. Indique o fator determi- nante para a análise da rapidez e explique como esse fator contribuiu para aumentar ou diminuir a velocidade da reação. a) O cozimento dos alimentos em uma panela de pres- são é mais rápido do que em uma panela comum. Fator: Temperatura Justificativa: Na panela de pressão, a água atinge uma temperatura mais elevada do que em uma panela comum, por isso o cozimento dos alimentos é mais rápido. b) O carvão em brasa quando abanado, em uma chur- rasqueira, fica mais incandescente. P. Im ag en s/ Pi th Fator: Concentração Justificativa: Ao abanar o carvão, há um aumento na con- centração de gás oxigênio (comburente), com isso a queima fica mais intensa. P. Im ag en s/ Pi th c) Um pedaço de palha de aço em cima da pia enferru- ja mais rapidamente do que um prego, nas mesmas condições e com a mesma massa. P. Im ag en s/ Pi th Fator: Superfície de contato Justificativa: A superfície de contato da palha de aço é maior quando comparada ao prego, o que explica o fato de enferrujar mais rapidamente. 2. (UFMG) Duas reações químicas foram realizadas em condições diferentes de temperatura e de estado de agregação das substâncias, conforme descrito a se-guir. Reação I: CO(g) + NO2(g) CO2(g) + NO(g) Experimento 1 – Temperatura igual a 25 °C. Experimento 2 – Temperatura igual a 250 °C. (As demais condições são idênticas nos dois experi- mentos.) Reação II: Pb(NO3)2 + 2 KI PbI2 + 2 KNO3 Experimento 3 – Os dois reagentes foram utilizados na forma de pó. Experimento 4 – Os dois reagentes foram utilizados em solução aquosa. (As demais condições são idênticas nos dois experi- mentos.) Comparando-se as velocidades de reação em cada par de experimentos (v1 com v2; v3 com v4), é correto afir- mar que: a) v2 > v1 e v3 = v4 b) v1 > v2 e v3 > v4 X c) v2 > v1 e v4 > v3 d) v1 > v2 e v3 = v4 Volume 652 3. (UFRR) Em relação à influência da temperatura sobre a velocidade de reação, pode-se afirmar que, com o aumento da temperatura, é: X a) maior a velocidade da reação, independentemente de ser a reação exotérmica ou endotérmica. b) menor a velocidade da reação, independentemente de ser a reação exotérmica ou endotérmica. c) maior a velocidade da reação, se a reação é exotér- mica. d) maior a velocidade da reação, se a reação é endo- térmica. e) menor a velocidade da reação, se a reação é exotér- mica. 4. O gráfico representa a reação genérica: A + B C + D Com os conhecimentos adquiridos sobre a Cinética Química, responda às questões. a) Qual das duas curvas se refere à reação não catali- sada? Justifique sua resposta. A curva II refere-se à reação não catalisada, pois apresenta maior energia de ativação. b) Qual é a função do catalisador nesse processo? O catalisador tem como função aumentar a velocidade da reação por meio da diminuição da energia de ativação. c) Determine a energia de ativação para a reação cata- lisada e não catalisada. Energia de ativação com catalisador: Energia de ativação sem catalisador: Eativação = 240 – 20 Eativação = 220 kJ Eativação = 120 – 20 Eativação = 100 kJ d) Determine a energia do complexo ativado com e sem catalisador. Graficamente, é possível concluir que: e) A variação de entalpia da reação catalisada é a mesma que para a reação não catalisada? Justifi- que sua resposta. A variação de entalpia não sofre alteração. A presença do catalisador diminui apenas a energia de ativação, aumentando a velocidade de ocorrência da reação. f) Calcule a variação de entalpia para essa reação. H = HProdutos – HReagentes H = 80 – 20 H = 60 kJ g) Classifique a reação em exotérmica ou endotérmica. Justifique sua resposta. A reação é endotérmica, pois a entalpia dos produtos (HP) é maior que a entalpia dos reagentes (HR). 5. (UFG – GO) Uma das formas de representar mecanis- mos de reações químicas é apresentada no gráfico a seguir, que representa as várias etapas de uma reação. H En er gi a po te nc ia l Reagentes Progresso da reação Produtos E a,1 E a,2 E a,3 De acordo com esse gráfico: a) o uso de um catalisador aumentará a energia libera- da pela reação. b) o uso de um catalisador diminuirá a energia liberada pela reação. X c) o uso do catalisador, para aumentar a velocidade da reação, é mais efetivo na segunda etapa. d) a primeira etapa é a que determina a velocidade da reação. e) a terceira etapa é a que determina a velocidade da reação. • Energia do complexo ativado sem catalisador = 240 kJ • Energia do complexo ativado com catalisador = 120 kJ Química 53 6. (UFTM – MG) A água oxigenada pode ser decomposta em condições ambiente por ação de catalisadores, como, por exemplo, o óxido de cobre (II), um sólido preto de elevado ponto de fusão. Em um tubo de ensaio, que contém água oxigenada e CuO, ao final da reação de decomposição, observa-se um sólido: a) marrom avermelhado e uma solução incolor. b) preto e uma solução azul. c) azul claro e uma solução incolor. X d) preto e uma solução incolor. e) marrom avermelhado e uma solução preta. 7. (UFCG – PB) A velocidade de uma reação pode ser influenciada por alguns fatores, como a frequência de colisões entre as moléculas e a energia necessária para que essas colisões sejam efetivas. Na tentativa de estudar a influência desses fatores sobre a velocidade da reação do mármore (rico em CaCO3) com o ácido clorídrico (HCℓ), um químico realizou cinco experimentos, relacionando a massa e a forma do CaCO3, a concentração do HCℓ e a temperatura do experimento. O quadro abaixo mostra um resumo das condições experimentais estabelecidas para cada um dos experimentos: Experimento Massa de CaCO3 Forma do CaCO3 Concentração do HCℓ Temperatura do experimento A 5 g um pedaço 0,1 mol/L 25 ºC B 5 g um pedaço 0,1 mol/L 50 ºC C 5 g pó 0,1 mol/L 25 ºC D 5 g um pedaço 0,2 mol/L 25 ºC E 5 g pó 0,1 mol/L 50 ºC Indique em qual dos experimentos teremos o maior aumento de velocidade, justificando a sua resposta. A velocidade será maior no experimento E. Além de maior temperatura, há maior superfície de contato entre os reagentes. 8. (UNIR – RO) A cinética química estuda a velocidade de uma reação química. Quanto aos fatores que alteram essa velocidade, assinale a afirmativa correta: a) Quanto mais pulverizados estão os reagentes sólidos, menor é a velocidade das reações. b) A diminuição da concentração dos reagentes provoca aumento da velocidade de reação, por possibilitar maior superfície de contato entre os mesmos. c) No caso de reações com pelo menos um reagente gasoso, a diminuição de pressão acarreta aumento na velocidade. d) A presença de um catalisador aumenta a velocidade, pois eleva a energia de ativação. X e) A elevação da temperatura aumenta a velocidade de uma reação química, porque aumenta a agitação das molé- culas reagentes. 9. (PUC Minas) A água oxigenada ou solução aquosa de peróxido de hidrogênio (H2O2) é uma espécie oxidante bastante utilizada no dia a dia: descoloração dos cabelos, desinfecção de lentes de contato, de ferimentos, etc. A sua decom- posição produz liberação de oxigênio e é acelerada por alguns fatores, como a exposição à luz ou a catalisadores Fe2+(aq), Fe 3+ (aq) e Pt(s). Um estudo da cinética da reação foi realizado seguindo as condições experimentais descritas na tabela a seguir: Volume 654 Tempo experimento Temperatura °C Catalisador t1 20 sem t2 25 sem t3 35 com t4 35 sem Assinale a opção que classifica, de forma crescente, os tempos de duração dos experimentos: a) t1, t2, t4, t3. X b) t3, t4, t2, t1. c) t2, t1, t3, t4. d) t4, t3, t1, t2. 10. (UFSM – RS) A pólvora, uma invenção revolucionária, descoberta em 1044, teve grande impacto nas civiliza- ções. Uma reação que pode representar a explosão da pólvora provocada por ignição é: 2 NaNO3(s) + S(s) + 3 C(s) Na2S(s) + N2(g) + 3 CO2(g) Assinale verdadeira (V) ou falsa (F) em cada afirmativa: ( V ) O fornecimento de calor acelera a reação. ( F ) Os reagentes NaNO3 e S são consumidos com a mesma velocidade. ( V ) Quanto mais pulverizados estiverem os reagentes, mais rápida será a reação. ( F ) A presença de um catalisador não influencia a ve- locidade dessa reação. 11. (ITA – SP) Considere o seguinte mecanismo de reação genérica: A4+ + B2+ A3+ + B3+ (etapa lenta) A4+ + B3+ A3+ + B4+ (etapa rápida) C+ + B4+ C3+ + B2+ (etapa rápida) Com relação a esse mecanismo, assinale a opção errada: a) A reação global é representada pela equação C++ 2 A4+ C3++ 2 A3+. b) B2+ é catalisador. c) B3+ e B4+ são intermediários da reação. X d) A Lei de Velocidade é descrita pela equação v = k [C+] [A4+]. e) A reação é de segunda ordem. 12. (UNIMONTES – MG) Em temperaturas inferiores a 500 K, a reação entre o monóxido de carbono e o dióxido de nitrogênio, cuja equação de velocidade (v) é dada por v = k [NO2] 2, é representada pela equação: NO2(g) + CO(g) CO2(g) + NO(g) Dados os mecanismos I, II, III e IV: I – Uma etapa. Elementar: NO2(g) + CO(g) CO2(g) + NO(g) II – Duas etapas. Lenta: NO2(g) + NO2(g) NO3(g) + NO(g) Rápida: NO3(g) + CO(g) NO2(g) + CO2(g) III – Duasetapas. Lenta: NO2(g) NO(g) + O(g) Rápida: CO(g) + O(g) CO2(g) IV – Duas etapas. Lenta: NO(g) + NO(g) N2O2(g) Rápida: N2O2(g) + Br2(g) 2 BrNO(g) O mecanismo que está de acordo com a equação de velocidade obtida no experimento é: a) IV b) III X c) II d) I 13. (UFPE) Na tentativa de se estudar o mecanismo da reação de formação de dióxido de nitrogênio, a partir de NO e oxigênio: 2 NO(g) + O2(g) 2 NO2(g), dois expe- rimentos foram feitos. Quando a concentração de NO foi duplicada, a velocidade da reação tornou-se quatro vezes maior. Quando as concentrações de NO e O2 fo- ram duplicadas, a velocidade aumentou oito vezes. De acordo com esses resultados, é correto afirmar que a Lei de Velocidade obtida experimentalmente e a ordem total da reação são, respectivamente: X a) v = k [NO]2 [O2] e ordem total = 3. b) v = k [NO]2 [O2] e ordem total = 2. c) v = k [NO]2 [O2] 2 e ordem total = 4. d) v = k [NO]4 [O2] 8 e ordem total = 12. e) v = k [NO] [O2] e ordem total = 2. Sugestão de atividades: questões 14 a 32 da seção Hora de estudo. Química 55 Componente evita a formação de ozônio por meio da conversão dos gases HC, CO, NOx Segundo registro da Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), [...], a qualidade do ar na Grande São Paulo piorou devido ao excesso de ozô- nio. Embora seja formado por moléculas de oxigênio, a quantidade elevada desse gás pode ser extremamente prejudicial à saúde. Para mudar este cenário, a Umi- core, fabricante mundial de catalisadores automotivos, alerta para a importância da manutenção e riscos do uso do componente falsificado. O catalisador converte até 98% dos gases poluentes emitidos pelo motor, evi- tando a formação de ozônio pelas reações fotoquímicas da luz solar com os gases HC, CO e NOx. “A função do catalisador é extremamente importante para a qualidade do ar e saúde da população, prin- cipalmente em grandes centros urbanos, onde a concentração de veículos é alta”, reforça Alexandre Achcar, gerente comercial da Umicore Brasil. “Ao converter em quase sua totalidade os gases nocivos em inofen- sivos, evita a formação do ozônio, que se dá pela combinação destes com o oxigênio do ar. Esta reação é potencializada pelos altos índices de poluição e elevada incidência de raios ultravioleta. Ambas as condições ocorrem com maior frequência em dias ensolarados”. A exposição direta ao poluente pode agravar doenças respiratórias preexistentes, como a asma, prejudica o bom funcionamento dos pulmões e aumenta o risco de problemas circulatórios e do coração. Também causa irritação nos olhos, garganta e infecções generalizadas. Revisão e manutenção Montado dentro de uma cápsula de aço inox, o catalisador é composto por uma colmeia cerâmica que, por meio de uma reação química, transforma os gases tóxicos provenientes da queima do combustível em gases inofensivos. Segundo a Umicore, a peça pode ter a mesma durabilidade do veículo, desde que seja realizada a correta manutenção deste, conforme descrito no manual do fabricante. No caso de catalisadores posicionados no assoalho do veículo, o impacto, comum em estradas de terra ou mal conservadas, pode prejudicar o seu funcionamento. O abastecimento com combustível adulterado e substâncias presentes em óleos lubrificantes de má procedência também podem comprometer a sua efi- ciência e durabilidade. A empresa alerta para os riscos do uso de catalisadores falsos. Além de ser uma infração de trânsito pas- sível de multa, prejudica seriamente a qualidade do ar e a saúde da população. [...] Catalisador automotivo contribui para a redução dos níveis de ozônio na atmosfera Química em foco UMICORE. Catalisador automotivo contribui para a redução dos níveis de ozônio na atmosfera. Disponível em: <http://www.printerpress.com.br/v2/ saladeimprensa_details.asp?id=3875>. Acesso em: 26 abr. 2015. © Sh u tt er st oc k/ O le g u sk Hora de estudo 56 Volume 6 1. (UDESC) Um bico de Bunsen está consumindo 2,24 litros/minuto de butano, C4H10 (medido nas CNTP). A combustão é completa, de modo a produzir dióxido de carbono e água. Pode-se afirmar que a velocidade de formação do dióxido de carbono é de: a) 0,50 mols/min b) 0,20 mols/min c) 0,30 mols/min X d) 0,40 mols/min e) 0,10 mols/min 2. (ITA – SP) Considere a reação química representada pela seguinte equação: 4 NO2(g) + O2(g) 2 N2O5(g) Num determinado instante de tempo t da reação, ve- rifica-se que o oxigênio está sendo consumido a uma velocidade de 2,4 ⋅ 10–2 mol L–1 s–1. Nesse tempo t, a velocidade de consumo de NO2 será de: a) 6 ⋅ 10–3 mol L–1 s–1. b) 1,2 ⋅ 10–2 mol L–1 s–1. c) 2,4 ⋅ 10–2 mol L–1 s–1. d) 4,8 ⋅ 10–2 mol L–1 s–1. X e) 9,6 ⋅ 10–2 mol L–1 s–1. 3. (UFC – CE) Metano (CH4) é o gás produzido a partir da biomassa, e a sua queima na indústria, para obtenção de energia térmica, corresponde à seguinte reação: CH4(g) + 2 O2(g) CO2(g) + 2 H2O(ℓ). Se a velocidade de consumo do metano é 0,01 moI min–1, assinale a alternativa que corretamente expressa o número de mols de CO2 produzido durante uma hora de reação. a) 0,3 b) 0,4 c) 0,5 X d) 0,6 e) 0,7 4. (UNIR – RO) Um químico, medindo a quantidade de matéria de C em função do tempo e nas condições em que se processa, obteve, para a reação A + 2 B C, os resultados mostrados na tabela: Tempo (min) Quantidade de matéria (em mols) de C formada 0 0 4 12 6 15 10 20 12 Gabaritos. A partir da análise da tabela, assinale a afirmativa correta: a) O gráfico “quantidade de matéria (em mols) de C formada” x tempo (min) apresenta uma curva de- crescente. X b) A maior velocidade média dessa reação ocorre no intervalo de tempo de 0 a 4 minutos. c) No total, a cada minuto formam-se, em média, 3 mols de moléculas de C. d) A quantidade de C é a mesma no início e no final da reação. e) A velocidade da reação é constante em todos os intervalos mostrados. 5. (CEFET – PI) O nome “nitroglicerina” vem de sua es- trutura: ela é derivada da molécula glicerina (uma molécula biológica comum que serve de base para os triglicerídeos) onde os grupos –OH são substituídos por –NO2. O poder dos explosivos deve-se ao fato de que o volume ocupado por um gás é muito maior do que o ocupado por um sólido ou por um líquido. Com base na reação de decomposição da nitroglicerina sólida, mar- que a alternativa correta: Dados: Massas Molares: C3H5N3O9 = 227 g/mol; Vmolar = 22,4 L/mol. 4 C3H5N3O9(s) 6 N2(g) + 12 CO2(g) + 10 H2O(g) + 7 O2(g) Nitroglicerina a) Uma vantagem da nitroglicerina em relação aos ou- tros explosivos, como o TNT (trinitrotolueno), é que, ao contrário deste, uma forma sólida de carbono é produzida. X b) Pela estequiometria da reação acima, 4 mols de ni- troglicerina são capazes de gerar quase 784 litros de gases, nas CNTP. c) 227 gramas de nitroglicerina produzem 35 mols de gases nas CNTP. d) A velocidade de formação de N2(g) é duas vezes maior que a velocidade formação de CO2(g). e) Quando a nitroglicerina explode libera novas mo- léculas, menos estáveis, e com baixa energia ci- nética. A resolução das questões desta seção deve ser feita no caderno. 57QuímicaQuímica 5757 6. (ACAFE – SC) O composto pentóxido de nitrogênio decompõe-se segundo a equação devidamente balan- ceada a seguir: 2 N2O5(g) 4 NO2(g) + O2(g). O gráfico a seguir representa a variação da concentra- ção em mol L–1 do N2O5 em determinado intervalo de tempo em mim: Dados: Vm = – [reagentes]/ t Vm = [produtos]/ t De acordo com essas informações, assinale a alterna- tiva correta: a) A velocidade média de formação do NO2 no intervalo de tempo indicado é 0,6 mol L–1. X b) O valor da velocidade média do N2O5 no intervalo de tempo indicado é 0,01 mol L–1 min–1. c) O valor da velocidade média da reação é 0,04 mol L–1 min–1. d) O valor da concentração do O2 após 40 minutos de reação é 0,4 mol L–1. 7. (UEPB) Paracalcular a velocidade de uma reação, po- demos medir a quantidade de reagentes consumidos ou a quantidade de produtos formados por unidade de tempo. A figura abaixo representa um experimento no qual misturaram-se 50 mL de uma solução de ácido clorídrico 0,1 mol L–1 com um grama de magnésio metálico. Observe o gráfico do volume do gás hidrogê- nio formado versus tempo: A equação química não balanceada que representa o sistema é a seguinte: HCℓ(aq) + Mg(s) MgCℓ2 + H2 Julgue os itens que seguem: I. No instante t = 60 s, a velocidade da produção do gás hidrogênio é maior que a velocidade de consu- mo de Mg (em mols/s). II. Em qualquer instante após o início da reação, a quantidade de matéria (mol) produzida de gás hidro- gênio é o dobro da consumida de ácido clorídrico. III. A massa de gás hidrogênio produzida é sempre menor que a massa de ácido consumida, em qualquer instante. Está(ão) correto(s): a) I e II. b) apenas II. c) apenas I. d) II e III. X e) apenas III. 8. (UERJ) A água oxigenada consiste em uma solução aquosa de peróxido de hidrogênio, que se decompõe, sob a ação da luz e do calor, segundo a equação quími- ca: 2 H2O2(aq) 2 H2O (ℓ) + O2(g). Em um experimento, foi monitorada a quantidade de peróxido de hidrogênio em três frascos idênticos – A, B e C – de 1 L de água oxigenada, mantidos em diferen- tes condições de luminosidade e temperatura. Observe os resultados no gráfico: Na condição em que ocorreu a menor taxa de decom- posição do peróxido de hidrogênio, a velocidade média de formação de O2, em mol ano –1, foi igual a: X a) 1 b) 2 c) 6 d) 12 58 Volume 658 Volume 6 9. (UESPI) Observe o gráfico abaixo: H (kJ) 560 226 0 H + 2 C2(g) (grafite) C H2 2(g) Caminho da reação Energia de ativação (1) O gráfico corresponde a um processo endotérmico. (2) A entalpia da reação é igual a +226 kcal. (3) A energia de ativação da reação é igual a 560 kcal. Está(ão) correta(s): a) 1 apenas. b) 2 apenas. c) 2 e 3 apenas. d) 1 e 3 apenas. X e) 1, 2 e 3. 10. (UERN) Existe uma barreira a ser vencida para que as molé- culas de reagente se transformem em moléculas de produto. A energia para vencer essa barreira é denomi- nada de energia de ativação. Assim, apenas as molé- culas dotadas de energia suficiente conseguem, ao se aproximar com geometria favorável, produzir colisões eficazes. O diagrama representa a variação de energia em função do caminho de reação de N2O(g) com NO(g). Uma análise dessas informações e do diagrama permi- te concluir: 01) A reação química que ocorre entre os dois ga- ses é representada pela equação química N2O(g) + NO(g) N3O2(g). 02) A reação química representada é endotérmica. X 03) O complexo ativado é formado a partir da colisão efetiva entre uma molécula de N2O com uma molé- cula de NO. 04) A variação de entalpia da reação química e a energia de ativação estão representadas no dia- grama, respectivamente, por x e y. 11. (UFAC) Considerando o diagrama abaixo, qual das al- ternativas representa respectivamente o valor da ener- gia de ativação e da energia do complexo ativado? Como essa reação pode ser classificada considerando as trocas de calor com o ambiente? A reação hipotética está indicada a seguir: a) 150 J, 120 J, reação exotérmica. b) 60 J, 180 J, reação endotérmica. c) 60 J, 120 J, reação endotérmica. X d) 60 J, 180 J, reação exotérmica. e) 150 J, 120 J, reação endotérmica. 12. (UFPR) Sobre o diagrama abaixo, referente à reação A + B C + D, considere as afirmativas a seguir: I. O processo é exotérmico. II. Na reação, H = –250 kJ. III. A energia de ativação vale +120 kJ. Assinale a alternativa correta: X a) Somente as afirmativas I e III são verdadeiras. b) Somente a afirmativa I é verdadeira. c) Somente as afirmativas I e II são verdadeiras. d) Somente as afirmativas II e III são verdadeiras. e) Todas as afirmativas são verdadeiras. 59QuímicaQuímica 59 13. (UEPG – PR) Utilizados pela indústria em sínteses de compostos orgânicos e inorgânicos, os catalisadores são espécies químicas que têm a propriedade de aumentar a velocidade de uma reação, na maioria das vezes, por diminuir a energia de ativação. O gráfico abaixo mostra o decurso de uma reação reversível e as energias alcan- çadas na ausência e na presença de catalisador. Analise os valores apresentados e assinale o que for correto: Decurso da reação A + B Energia (kcal/mol) 36 30 15 8 AB (01) A energia de ativação com catalisador da reação A + B AB é igual a 22 kcal. (02) A energia de ativação com catalisador da reação AB A + B é igual a 28 kcal. X (04) A energia de ativação sem catalisador da reação A + B AB é igual a 21 kcal. X (08) A energia absorvida ( E) pela reação AB A + B é igual a +7 kcal. (16) A energia liberada ( E) pela reação A + B AB é igual a –8 kcal. 14. (ENEM) Alguns fatores podem alterar a rapidez das rea- ções químicas. A seguir destacam-se três exemplos no contexto da preparação e da conservação de alimentos: 1. A maioria dos produtos alimentícios se conserva por muito mais tempo quando submetidos à refrigeração. Esse procedimento diminui a rapidez das reações que contribuem para a degradação de certos alimentos. 2. Um procedimento muito comum utilizado em práti- cas de culinária é o corte dos alimentos para acele- rar o seu cozimento, caso não se tenha uma panela de pressão. 3. Na preparação de iogurtes, adicionam-se ao leite bactérias produtoras de enzimas que aceleram as reações envolvendo açúcares e proteínas lácteas. Com base no texto, quais são os fatores que influen- ciam a rapidez das transformações químicas relaciona- das aos exemplos 1, 2 e 3, respectivamente? a) Temperatura, superfície de contato e concentração. b) Concentração, superfície de contato e catalisadores. X c) Temperatura, superfície de contado e catalisadores. d) Superfície de contato, temperatura e concentração. e) Temperatura, concentração e catalisadores. 15. (UEMG) Um experimento foi realizado com o objetivo de compreender quais fatores podem alterar a velocidade de uma reação química. Colocou-se ferro em uma so- lução aquosa de sulfato de cobre (II). A equação iônica que representa a reação é Fe(s) + Cu 2+ (aq) Cu(s) + Fe 2+ (aq) Foram montados dois sistemas para realizar esse experimento, conforme a tabela a seguir: Amostra de ferro Solução de CuSO4 (0,5 mol/L) Montagem 1 5,6 g de palha de aço 100 mL Montagem 2 5,6 g de pregos 100 mL Com base nessas informações, são corretas todas as afirmativas, exceto: a) A reação que ocorreu na montagem 1 foi mais rá- pida. b) Nas duas montagens, o ferro é o reagente em ex- cesso. c) A massa de cobre formada nas duas montagens foi a mesma. X d) A superfície de contato entre o ferro e a solução foi maior na montagem 2. 16. (UFAM) O quadro abaixo mostra situações experimen- tais realizadas por um estudante sobre a reação: Mg(s) + 2 HCℓ(aq) MgCℓ2(aq) + H2(g) Reação Massa de Mg(g) Forma do Mg(s) Concentração do ácido em mol L–1 Temperatura (ºC) 1 2,0 barra 0,2 20 2 2,0 pó 0,2 20 3 2,0 barra 0,4 60 4 2,0 pó 0,4 60 Considere as seguintes afirmativas: I. A velocidade da reação 4 é maior que a da reação 2. 6060 Volume 6 II. A velocidade da reação 3 é igual a da reação 4. III. A velocidade da reação 1 é igual a da reação 2. IV. A velocidade da reação 2 é menor que a da reação 1. V. A velocidade da reação 3 é maior que a da reação 1. A opção que apresenta as afirmativas corretas é: a) I, III e V. b) II e IV. c) I, II e IV. X d) I e V. e) III e V. 17. (PUCSP) As substâncias nitrato de chumbo (II) e iode- to de potássio reagem entre si tanto no estado sóli- do quanto em solução aquosa, formando o iodeto de chumbo (II), sólido amarelo insolúvel em água a tempe- ratura ambiente. Reação 1: Pb(NO3)2(s) + 2 KI(s) PbI2(s) + 2 KNO3(s) Reação 2: Pb(NO3)2(aq) +2 KI(aq) PbI2(s) + 2 KNO3(aq) Sob determinadas condições, o carvão reage em con- tato com o oxigênio. Nas churrasqueiras, pedaços de carvão são queimados, fornecendo calor suficiente para assar a carne. Em minas de carvão, muitas vezes, o pó de carvão disperso no ar entra em combustão, causando acidentes. Reação 3: C(pedaços) + O2(g) CO2(g) Reação 4: C(em pó) + O2(g) CO2(g) A síntese da amônia é um processo exotérmico, rea- lizado a partir da reação do gás nitrogênio e do gás hidrogênio. Em um reator foram realizadas duas sínteses, a primeira a 300 °C e a segunda a 500 °C. A pressão no sistema reacional foi a mesma nos dois experi- mentos. Reação 5: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) t = 300 °C Reação 6: N2(g) + 3 H2(g) 2 NH3(g) t = 500 °C Analisando os fatores envolvidos nos processos acima que influenciam na rapidez das reações descritas, pode-se afirmar sobre a velocidade (v) de cada reação que: a) v1 > v2, v3 > v4, v5 > v6. b) v1 < v2, v3 > v4, v5 > v6. X c) v1 < v2, v3 < v4, v5 < v6. d) v1 < v2, v3 > v4, v5 < v6. e) v1 > v2, v3 < v4, v5 < v6. 18. (PUC-Rio) Os antiácidos efervescentes contêm em sua formulação o ácido cítrico (H3C6H5O7) e o bicarbonato de sódio (NaHCO3), os quais, à medida que o comprimido se dissolve em água, reagem entre si segundo a equação: H3C6H5O7(aq) + 3 NaHCO3(aq) Na3C6H5O7(aq) + 3 H2O(ℓ) + 3 CO2(g). A liberação de gás carbônico explica a efervescência (evolução de CO2) observada quando se dissolve um desses antiácidos. Com base nessas informações, é correto afirmar que: a) a efervescência será mais intensa se houver pedras de gelo na água. b) um comprimido triturado de antiácido se dissolverá mais lentamente do que um comprimido inteiro. c) a efervescência será menos intensa se a água esti- ver quente. X d) a temperatura tem papel essencial na velocidade de dissolução do comprimido. e) os componentes do antiácido no estado sólido reagem mais rapidamente do que em solução aquosa. 19. (UTFPR) Com a finalidade de abordar os assuntos cor- rosão e Cinética Química, alguns experimentos foram realizados por um professor de Ensino Médio no laboratório de sua escola: I. Dois pedaços de papel alumínio foram colocados em dois copos diferentes, sendo um pedaço em cada copo. Um copo continha solu- ção limpa-piso (HCℓ 6 mol/L) pura e o outro a mesma solução diluída 1:10. II. O processo foi repetido, agora com as concentrações iguais nos dois copos, porém um deles estava em banho de gelo e o outro não. III. O processo foi novamente repetido, usan- do-se somente a solução diluída em banho de gelo. Em um dos copos o alumínio estava amassa- do e no outro não. (Adaptado de COSTA, T. S. et al. A corrosão na abordagem da cinética química. Química Nova na Escola, n. 22, 2005. p. 31-34.) Dos resultados apresentados acima, é de se esperar que a reação mais rápida ocorra, se usarmos simulta- neamente: a) solução 6 mol/L, banho de gelo, alumínio amassado. b) solução diluída, banho de gelo, alumínio amassado. X c) solução 6 mol/L, temperatura ambiente, alumínio liso. 61QuímicaQuímica 61 Que modificação deveria ser feita no procedimento para obter resultados experimentais mais adequados ao objetivo proposto? a) Manter as amostras à mesma temperatura em to- dos os experimentos. b) Manter iguais os tempos necessários para comple- tar as transformações. X c) Usar a mesma massa de catalisador em todos os experimentos. d) Aumentar a concentração dos reagentes A e B. e) Diminuir a concentração do reagente B. 22. (UFC – CE) As reações químicas metabólicas são for- temente dependentes da temperatura do meio. Como consequência, os animais de sangue frio possuem me- tabolismo retardado, fazendo com que os mesmos se movimentem muito mais lentamente em climas frios. Isso os torna mais expostos aos predadores em regiões temperadas do que em regiões tropicais. Assinale a alternativa que justifica corretamente esse fenômeno: a) Um aumento na temperatura aumenta a energia de ativação das reações metabólicas, aumentando suas velocidades. X b) Um aumento na temperatura aumenta a energia ci- nética média das moléculas reagentes, aumentando as velocidades das reações metabólicas. c) Em temperaturas elevadas, as moléculas se movem mais lentamente, aumentando a frequência dos choques e a velocidade das reações metabólicas. d) Em baixas temperaturas, ocorre o aumento da ener- gia de ativação das reações metabólicas, aumen- tando suas velocidades. e) A frequência de choques entre as moléculas rea- gentes independe da temperatura do meio, e a velo- cidade da reação independe da energia de ativação. 23. (UNESP) Nas embalagens dos alimentos perecíveis, é comum encontrar a recomendação: “manter sob refri- geração”. A carne vermelha, por exemplo, mantém-se própria para o consumo por poucas horas sob tem- peratura ambiente (temperatura próxima de 25 ºC), por poucos dias quando armazenada numa geladeira doméstica (temperatura próxima de 5 ºC) e por cer- ca de doze meses quando armazenada num freezer (temperatura abaixo de –15 ºC). Dos gráficos apresen- tados a seguir, o que melhor representa a variação da d) solução diluída, temperatura ambiente, alumínio amassado. e) solução 6 mol/L, banho de gelo, alumínio liso. 20. (IFTO) O ramo da ciência que estuda a velocidade das reações químicas e os fatores que a influenciam é denominado Cinética Química. Podem-se definir reações químicas como sendo um conjunto de fenô- menos nos quais duas ou mais substâncias reagem entre si, dando origem a diferentes compostos. De acordo com a Cinética Química, analise as afirmati- vas abaixo: I. A energia de ativação das reações endotérmicas au- menta com o aumento da temperatura. II. Quando a energia potencial do estado de transição é alta, é necessária uma grande quantidade de energia durante a colisão para formar o complexo ativado. III. Todas as colisões que ocorrem entre as moléculas das substâncias reagentes no estado gasoso são efetivas, razão pela qual os gases são bastantes reativos. IV. Ação catalítica em última análise proporciona à reação química um mecanismo alternativo de mais baixa energia, para a formação dos produtos. São verdadeiras: a) I, II e IV. b) I, II, III e IV. X c) II e IV. d) I, III e IV. e) I e IV. 21. (FUVEST – SP) Um estudante desejava estudar, experi- mentalmente, o efeito da temperatura sobre a velocidade de uma transformação química. Essa transformação pode ser representada por: A + B catalisador P. Após uma série de quatro experimentos, o estudante representou os dados obtidos em uma tabela: Número do experimento 1 2 3 4 temperatura (ºC) 15 20 30 10 massa de catalisador (mg) 1 2 3 4 concentração inicial de A (mol/L) 0,1 0,1 0,1 0,1 concentração inicial de B (mol/L) 0,2 0,2 0,2 0,2 tempo decorrido até que a transformação se completasse (em segundos) 47 15 4 18 Volume 6Volume 662 velocidade das reações químicas responsáveis pela decomposição da carne, em função da temperatura de armazenamento, no intervalo entre –15 ºC e 25 ºC, é: X a) b) c) d) e) 24. (UESC – BA) Os catalisadores são usados em pequenas quan- tidades e podem acelerar reações químicas, o que torna econômico um determinado processo industrial. Essas substâncias químicas têm larga aplicação na indústria petroquímica, nos conversores catalíticos de veículos automotivos e nas células de combustível. O desenvolvimento de catalisadores cada vez mais efi- cientes constitui um dos trabalhos de pesquisa mais importantes da atualidade. A partir dessas informações e da análise do gráfico que representa o rendimento de uma reação química com e sem catalisador, é correto afirmar que os cata- lisadores: X a) permitem obter os produtos de uma reação química mais rapidamente, em razão de diminuir a energia de ativação dessa reação. b) causam alterações na variaçãode entalpia de uma reação química. c) agem nos processos reversíveis apenas em um dos sentidos das reações químicas. d) aumentam a concentração de substâncias poluen- tes nos gases de escapamento dos veículos movi- dos à gasolina. e) alteram o rendimento de uma reação química. 25. (UFRN) O desenvolvimento sustentável pode ser con- siderado como a busca por alternativas para melho- rar as condições de vida sem que se degrade o meio ambiente. A Química pode colaborar nessa busca, controlando as reações das substâncias lançadas no ambiente. Um exemplo típico dessa colaboração é o uso, nos conversores catalíticos dos automóveis, de catali- sadores, cuja função, nessa situação, é aumentar a velocidade da reação de poluentes produzidos pela combustão, transformando-os em substâncias menos poluentes, uma vez que: X a) a energia de ativação do complexo ativado, na etapa lenta do mecanismo da reação, diminui. b) a energia de ativação do complexo ativado, na etapa lenta do mecanismo da reação, aumenta. c) a frequência dos choques entre as partículas au- menta, sem que a energia de ativação varie. d) a frequência dos choques entre as partículas dimi- nui, sem que a energia de ativação varie. 63QuímicaQuímica 63 A contextualização no ensino de Cinética Química. Química Nova na Escola, n. 11, maio 2000. Sobre Cinética Química, julgue as afirmativas: I. Estão entre as condições para que uma reação ocorra, o contato entre os reagentes e a afinidade química. II. Considerando a reação elementar H3O + + OH– 2 H2O, a velocidade dessa reação pode ser calcula- da pela expressão: v = k [H3O +] [OH-] [H2O]. III. A elevação da temperatura aumenta a velocidade de reações químicas exotérmicas e endotérmicas, favorecendo mais as reações endotérmicas, pois essas reações ocorrem com absorção de calor. IV. Os catalisadores são substâncias que aumentam a energia de ativação e, consequentemente, a veloci- dade das reações químicas. Assinale a alternativa correta: a) Apenas a afirmativa I é verdadeira. X b) Apenas as afirmativas I e III são verdadeiras. c) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras. d) Apenas a afirmativa IV é verdadeira. 27. (UFRN) A camada de ozônio é considerada a camada protetora do planeta Terra, pois controla a passagem de raios ultravioletas, que, em excesso, são considerados prejudiciais aos seres vivos. Ambientalistas, pesquisa- dores e outros grupos da sociedade vêm observando o aumento da incidência desses raios sobre a Terra. A decomposição do ozônio constitui um processo natural que pode ser acelerado pela presença de poluentes at- mosféricos. A equação a seguir representa o equilíbrio da transformação espontânea do ozônio em oxigênio: 2 O3(g) 3 O2(g). Supõe-se que o processo dessa reação de decomposi- ção ocorra em duas etapas, segundo o mecanismo: 1.ª etapa: rápida, reversível O3(g) O2(g) + O(g) 2.ª etapa: lenta O3(g) + O(g) 2 O2(g) A lei que expressa a velocidade da decomposição do ozônio é: a) v = k [O2] 2 b) v = k [O3] X c) v = k [O3] [O] d) v = k [O2] [O] 28. (UNIT – SE) Ao estudar a reação A(g) + B(g) C(g), verifica- -se que a velocidade de formação de C quadruplica quando as concentrações de A e de B são dobradas. A expressão matemática da Lei de Velocidade para essa reação é: a) v = 2 k [A]2 [B]2 b) v = k [A]2 [B] c) v = k 2 [A]2 [B] X d) v = k [A] [B] e) v = k [A]1/ 2 [B]1/ 2 29. (UEL – PR) Os dados experimentais para a velocidade de reação, v, indicados no quadro a seguir, foram ob- tidos a partir dos resultados em diferentes concen- trações de reagentes iniciais para a combustão do monóxido de carbono, em temperatura constante: Experimento CO (mol/L) O2 (mol/L) v (mol/Ls) 1 1,0 2,0 4 ⋅ 10–6 2 2,0 2,0 8 ⋅ 10–6 3 1,0 1,0 1 ⋅ 10–6 A equação de velocidade para essa reação pode ser escrita como v = k [CO]m [O2] n, onde m e n são, res- pectivamente, as ordens de reação em relação aos componentes CO e O2. De acordo com os dados ex- perimentais, é correto afirmar que respectivamente os valores de m e n são: X a) 1 e 2. b) 2 e 1. c) 3 e 2. d) 0 e 1. e) 1 e 1. 30. (UNESP) O gás cloreto de carbonila, COCℓ2 (fosgênio), extremamente tóxico, é usado na síntese de muitos compostos orgânicos. Conhecendo os seguintes dados coletados a uma dada temperatura: 26. (UEG – GO) “Colocar o alimento no freezer retarda a ação dos micro-organismos; usar conservantes dimi- nui a velocidade da reação, ou seja, o alimento irá se conservar mais tempo.” “Os aditivos atuam protegendo os alimentos dos micro-organismos e deixando inalterados a cor, o aroma, a consistência, a umidade, etc.” 64 Volume 6l Experimento Concentração inicial (mol ⋅ L–1) Velocidade inicial (mol COCℓ2 ⋅ L –1 ⋅ s –1)CO(g) Cℓ2(g) 1 0,12 0,20 0,09 2 0,24 0,20 0,18 3 0,24 0,40 0,72 a expressão da Lei de Velocidade e o valor da constante k de velocidade para a reação que produz o cloreto de car- bonila, CO(g) + Cℓ2(g) COCℓ2(g), são, respectivamente: a) v = k [CO(g)] 1 + [Cℓ2(g)] 2; k = 0,56 L2 mol–2 s–1 b) v = k [CO(g)] 2 [Cℓ2(g)] 1; k = 31,3 L2 mol–2 s–1 c) v = k [Cℓ2(g)] 2; k = 2,25 L2 mol–2 s–1 X d) v = k [CO(g)] 1 [Cℓ2(g)] 2; k = 18,8 L2 mol–2 s–1 e) v = k [CO(g)] 1 [Cℓ2(g)] 1; k = 0,28 L2 mol–2 s–1 31. (UFCG – PB) A oxidação da amônia, conhecida como nitrificação, é um processo que produz energia através de duas reações: – a nitrosação: a oxidação da amônia dando nitrito (NO2 –) através da seguinte equação química: 2 NH3 + 3 O2 2 NO2 – + 2 H+ + 2 H2O – e a nitratação: oxidação do nitrito, formando nitrato (NO2 –), segundo a equação química: 2 NO2 – + O2 2 NO3 – Considerando as informações dadas na tabela seguinte, 2 NH3 + 3 O2 2 NO2 – + 2 H+ + 2 H2O 2 NO2 – + O2 2 NO3 – [NH3] (mol/L) [O2] (mol/L) Velocidade (mol/L ⋅ s) [NO2 –] (mol/L) [O2] (mol/L) Velocidade (mol/L ⋅ s) 0,1 0,05 1,4 10–3 0,25 0,1 2,3 10–3 0,2 0,05 5,6 10–3 0,5 0,1 9,2 10–3 0,1 0,1 5,6 10–3 0,5 0,2 1,84 10–2 é possível afirmar que: a) quando a concentração da amônia duplica, a velocidade da reação triplica. b) as duas reações de oxidação são reações complexas. c) a ordem de reação em relação ao oxigênio é a mesma nas duas reações. X d) na reação de oxidação do nitrito, a ordem global da reação é 3. e) na reação de oxidação da amônia, a ordem global da reação é 3. 32. (UFC – CE) A tabela abaixo apresenta os resultados obtidos para o estudo cinético de uma reação química elementar genérica na forma a A + b B + c C D + E: Experimento [A] [B] [C] Velocidade da reação / mol L–1s–1 1 0,10 0,10 0,10 8,0 10–4 2 0,20 0,10 0,10 1,6 10–3 3 0,10 0,20 0,10 1,6 10–3 4 0,10 0,10 0,20 3,2 10–3 A partir desses resultados, determine, a) a Lei de Velocidade da reação: b) o valor da velocidade da reação quando [A] = [B] = [C] = 0,20 mol L–1: