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Síndromes Psicóticas
Psicoses
 O que são psicoses? As psicoses são transtornos mentais que afetam a capacidade da pessoa de discernir entre o que é e o que não é real. Tendo principalmente um quadro delirante ou psicótico. 
 Seus sintomas mais comuns: delírios (irreal, logico e irremovível), alucinações (alteração da senso percepção – de forma irreal, como alterações dos órgãos dos sentidos. Ex: vendo algo que não existe, ouvindo algo que não existe, sentindo cheiro que não existe), desorganização do pensamento e da comunicação, e isolamento social. 
A dimensão central da psicose é a perda de contato com a realidade e nessa perspectiva, passaria a viver fora da realidade, sem ser regido pelo principio de realidade.
A principal forma de psicose, por sua frequência e sua importância clinica é certamente a ESQUIZOFRENIA.
 Esquizofrenia: cisão entre a realidade e a fantasia. 
Diagnostico em psiquiatria
O diagnostico geralmente é baseado em dados clínicos – exame psíquico e historia. A partir da avaliação clinica, poderia ser solicitados outros tipos de exames. 
O diagnostico psiquiátrico, em muitos casos, só é possível com a evolução do curso da doença e inclui aspectos biopsicossociais. 
Considerações 
 As pessoas com transtornos mentais como a esquizofrenia geralmente não são violentas ou perigosas.
 os transtornos mentais podem afetar a capacidade de desempenhar tarefas e atividades, tomar decisões e assumir compromissos ou responsabilidades, mas não tornam as pessoas “preguiçosas” ou irresponsáveis. 
 A doença mental NÃO é o resultado de uma fraquza de caráter ou falta de vontade.
 pessoas com transtornos mentais podem tomar decisões sobre suas próprias vidas, como onde morar, com quem se relacionar ou como manejar suas economias. 
 as doenças mentais não são causadas por problemas familiares, maus tratos ou má educação.
 Psicose não é psicopatia (alteração de conduta).
 Existem tratamento para os transtornos mentais, e as pessoas com transtornos mentais se recuperam.
Tipos de transtornos psicóticos
1- Transtornos esquizofrenico
2- Transtorno esquizofreniforme
3- Transtorno esquizoafetivo
4- Transtorno delirante persistente
5- Transtorno psicótico breve
6- Transtornos psicótico compartilhado
7- Transtorno psicótico devido a uma condição medica geral
8- Transtorno psicótico induzido por substancia.
Transtornos esquizofrenico
 O que é esquizofrenia?
O termo “esquizofrenia” foi criado em 1911 pelo psiquiatra suíço Eugem com significado de mente dividida. Ao propor esse termo, quis ressaltar a dissociação que as vezes o paciente percebia entre si mesmo. 
Culturalmente o esquizofrênico representa o estereotipo do “louco”, um individuo que produz grande estranheza social devido ao seu desprezo para com a realidade reconhecida. Agindo como alguém que rompeu as amarras da concordância cultural, o esquizofrênico menospreza a razão e perde a liberdade de escapar as suas fantasias. 
 Segundo Kaplan, aproximadamente 1% da população é acometida pela doença, geralmente iniciada antes dos 25 anos e sem predileção por qualquer camada sociocultural + fatores biopsicossociais. 
Logo, quadros manifestados seria entre os 18 a 25 anos. Raramente manifestara após essa idade. 
 Relação Esquizofrenia -> dopamina: Seria uma disfunção dopaminérgica, tanto que o antipsicoticos ele age bloqueando a dopamina no cérebro, pois os sintomas psicóticos + se deve a disfunção natural devido a um aumento dopamina na via mesolimbica. Podendo ter problemas colaterais devido a esse mecanismo neurocerebral. 
- Vias dopaminérgicas no cérebro:
Via mesolimbica – hiperativa (sintomas psicóticos +)
Via mesocortical – hipoativa (sintomas -), provocando cisão com a realidade.
Via tubero infundibular – aumento da prolactina.
Via nigro estriatal – via inibitória dos movimentos (sintomas extrapiramidais – efeitos colaterais dos antipsicoticos)
- Sintomas esquizofrenias:
Sintomas +: aumento da dopamina na via mesolimbica. Os sintomas serão – manifestações novas, floridas e produtivas do processo esquizofrênico.
1- Alucinações: basicamente as alucinações são vivencias bastante reais para a pessoa que esta alucinando, mas o objeto ou acontecimento vivenciado é inexistente. Ou seja, a pessoa acredita e tem a experiência real de estar vendo, ouvindo ou sentindo algo que na realidade não esta la ou nem existe. Os tipos de alucinações incluem – auditiva, gustativa (alteração no paladar), olfativa, somática, tátil e visual.
2- Ideias delirantes: a palavra delírio significa “sair do trilho”. Delírio é uma ideia ou um pensamento que não corresponde a realidade. A pessoa por exemplo começa a acreditar que esta sendo perseguida ou vigiada, ou que existem câmeras que espionam seus atos. Os tipos de delírio bizarro – ciúme delirante, de referencia, de ser controlado, grandioso, inserção de pensamentos e irradiação do pensamento. 
3- Comportamento bizarro com atos impulsivos
4- Agitação psicomotora
5- Ideias bizarras, não necessariamente delirantes 
6- Produções linguísticas novas com neologismos 
Obs: pessoa mais exaltada e os sintomas estaram bem claros. 
Sintomas -: caracterizados pela perda de certas funções psíquicas (na esfera da vontade, do pensamento, da linguagem, etc) e pelo empobrecimento global da vida afetiva, cognitiva e social do individuo. Devido a hipoatividade da via mesocortical, sendo a retração social, pessoa isolada e quieta. 
1- Distanciamento afetivo: em graus variáveis ate o completo embotamento afetivo; perda da capacidade de sintonizar afetivamente com as pessoas, de demonstrar ressonância afetiva no contato interpessoal.
2- Retração social: o paciente vai se isolando progressivamente do convívio social.
3- Empobrecimento da linguagem e do pensamento
4- Diminuição da fluência verbal
5- Diminuição da vontade (avolição) e hipopragmatismo: ou seja, dificuldade ou incapacidade de realizar ações, tarefas, trabalhos, minimamente organizados, que exijam o mínimo de iniciativa, organização e monitorização comportamental e persistência, etc. 
6- Negligencia quanto a si mesmo: que se revela pelo descuido consigo mesmo, pela falta de higiene, por desinteresse em relação a própria aparência, própria saúde e vestimentas.
7- Lentificação e empobrecimento psicomotor.
Concluindo: os sintomas negativos se resumem em avolição (perda do querer), alogia (perda da logica) e embotamento afetivo.
- Sintomas desorganizados:
Dois (ou mais sintomas) por 1 mês ( ou menos, se tratados com sucesso) já caracterizam a esquizofrenia:
1- Delírios
2- Alucinações
3- Discurso desorganizado
4- Comportamento desorganizado ou catatônico
5- Sintomas negativos, isto é, embotamento afetivo.
Apenas um sintoma é necessário se os delírios são bizarros ou as alucinações consistem de vozes que comentam o comportamento ou os pensamentos da pessoa, ou duas ou mais vezes conversando entre si. 
Todo quadro esquizofrênico causará uma disfunção social/ocupacional, duração de 6 meses com 1 mês ativo dos sintomas, onde o ultimo mês que vai comprometer mais o paciente.
Sempre avaliar um diagnostico diferencial de outros transtornos e diagnostico diferencial de substancia e condição medica. Para assim, conseguir fechar bem o diagnostico
- Tipos de esquizofrenia:
· Paranoide: é um aspecto que identifica-se facilmente com a doença, predominando os sintomas positivos. O quadro clinico é dominado por um delirio paranoide (delírio mais organizado). Por sua vez, os doentes com esquizofrenia paranoide são desconfiados, reservados, podendo ter comportamentos agressivos. 
· Hebefrênica: apresenta características no decorrer da adolescência (precoce) ate a fase adulta, com o pior dos prognósticos em relação as demais variações da doença, e com grandes probabilidade de prejuízos cognitivos e sociocomportamentais.
- os sintomas afetivos e as alterações de pensamento são predominantes. Onde as ideias delirantes, embora presente, não são organizadas. Em algun.....
· Catatônica: é caracterizada pelo predomínio de sintomas motores e por alterações das atividades, que podem ir desde um estado de cansaçoe acinético até à excitação. *AUTOMATISMO. 
· Residual: nesta característica existe um predomínio de sintomas negativos, os doentes apresentam um isolamento social marcado por um embotamento afetivo e uma pobreza ao nível do conteúdo de pensamento. 
- Tratamento psicofarmacológico da esquizofrenia:
Antipsicoticos: agem basicamente bloqueando a transmissão da dopamina no cérebro, com efeitos motores (uma espécie de “contenção química”), hormonais ( aumento da prolactina) e sobre o pensamento (melhora de sintomas psicóticos ou pensamento mais lento ou embotado).

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