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Professor João Paulo Ladeira 
Coordenador do Portal Carreira Militar 
 
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Sócio Fundador, coordenador e professor do 
Portal Carreira Militar. 
Delegado de Polícia (PCMG) 
Oficial da Reserva Não-remunerada da Força 
Aérea Brasileira 
Ex- Oficial de Justiça (TJMG) 
Professor de Direito Penal Militar e Processo 
Penal Militar 
Pós-graduado em Inteligência de Estado e 
Inteligência de Segurança Pública pela 
International Association for Security and Intelligence Studies (INASIS). 
Pós-graduado em Ciências Penais, Justiça Criminal e Criminologia pela Fundação Escola 
Superior do Ministério Público de Minas Gerais (FESMPMG) 
 
Aprovado nos seguintes concursos públicos de provas e títulos: 
●Delegado de Polícia Civil (PCMG): 25° colocado 
●Oficial da Aeronáutica (QCOA): 4° lugar 
●Oficial do Ministério Público (MPMG): 3° lugar 
 
 
 
 
PROFESSOR 
JOÃO PAULO LADEIRA 
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Professor João Paulo Ladeira 
Coordenador do Portal Carreira Militar 
 
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Futuro Cadete da Polícia Militar de Minas Gerais! 
 
Primeiramente, gostaria de dizer que é um grande prazer conversar contigo! A ideia desse e-
Book é trazer é a de comentar questões de processo penal militar – 60 ao todo – para que você 
possa chegar na sua prova completamente afiado para gabaritar a matéria, sempre, é claro, em 
complementação à sua preparação no curso RETA FINAL CFO PMMG 2020 do Portal Carreira 
Militar (PCM). Hoje eu e o PCM trazemos esse e-Book, com todas essas questões com comentários 
detalhados, como um presente para você! Aproveite ao máximo! 
 
INTRODUÇÃO 
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QUESTÕES......................................................................................05 
GABARITO......................................................................................24 
QUESTÕES COMENTADAS...............................................................25 
 
 
 
 
SUMÁRIO 
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01. (CESPE/Defensor Público Federal/2010) Considere a situação hipotética em que um grupo de 
20 militares integrantes das forças armadas brasileiras, em missão junto às forças de paz da ONU, 
no Haiti, em concurso de pessoas com diversos outros militares pertencentes às forças armadas 
da Itália e da França, tenha cometido diversos crimes militares no Haiti. 
Nessa situação, a competência para conhecer, processar e julgar os militares brasileiros pelas 
infrações penais militares é da Justiça Militar da União, cujo exercício jurisdicional é o da auditoria 
da capital da União. 
 
02. (CESPE/Defensor Público Federal/2007) Falece competência à justiça militar da união para 
processar e julgar civis. 
 
03. Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes 
militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a 
competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a 
perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. 
 
04. (CESPE/ Polícia Civil do ES – Perito Papiloscópico/2011) A respeito dos juizados especiais 
cíveis e criminais (Lei n.º 9.099/1995), julgue o item que se segue. 
“As disposições da Lei n° 9.099/1995 aplicam-se no âmbito da justiça militar para o processo e 
julgamento das infrações penais militares de menor potencial ofensivo.” 
 
05. (CESPE/ Juiz-Auditor substituto/2012) – Adaptada. Analise o item abaixo: 
“ A perpetuatio fori, uma das consequências da conexão ou da continência, ocorre com a reunião 
dos processos, o juiz ou tribunal da sua competência original, venha a proferir sentença 
absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na esfera de sua 
competência, continuando o juiz ou tribunal competente em relação às demais infrações.” 
 
 
 
 
 
QUESTÕES 
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06. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) De acordo com o CPPM, os casos nele omissos 
poderão ser supridos: 
a) Pelas normas do Código de Processo Penal comum, sem adoção de leis extravagantes, 
em face do princípio da especialidade; 
b) Pelos princípios gerais de direito e pela analogia; 
c) Pela analogia e pelos usos e costumes militares estabelecidos pelos respectivos 
regulamentos; 
d) Em tempo de guerra ou de conflito armado pelas normas do Estatuto de Roma e pelas 
Convenções de Genebra. 
 
07. (CESPE/Juiz-Auditor/2013). Acerca da lei de processo penal, da polícia judiciária, do inquérito 
policial e da ação penal no âmbito militar, assinale a opção correta. 
a) Os inquéritos policiais militares regularmente arquivados podem ser desarquivados, 
conforme as hipóteses expressamente previstas no CPPM, a pedido do MPM. 
b) A lei processual penal militar pode ser interpretada extensiva ou restritivamente, e, 
ainda, ser suprida pela legislação de processo penal comum, sem prejuízo da índole do 
processo penal militar, mesmo que resulte em situação mais gravosa ao acusado. 
c) Admite-se a delegação do exercício da atividade da polícia judiciária militar a oficiais da 
ativa, para fins especificados e por tempo limitado, atendidos hierarquia e comando, 
entre outras normas; em se tratando de delegação para instauração de inquérito 
policial militar, deverá a referida delegação recair em oficial de posto superior ao do 
indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. 
d) É atribuição da polícia judiciária militar a investigação de crimes comuns ocorridos no 
interior das vilas militares. 
e) O CPPM prevê a possibilidade de afastamento do encarregado do IPM sob o 
fundamento de suspeição, de modo que se preservem a hierarquia e a disciplina. 
 
 
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08. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) Na hipótese de divergência entre as normas do 
CPPM – Código de Processo Penal Militar e de convenção ou tratado de que o Brasil seja 
signatário: 
a) Prevalece sempre o CPPM em razão da especialidade. 
b) Prevalecerão as convenções e os tratados que abranjam o direito processual penal 
militar ou as de caráter constitucional. 
c) NÃO Prevalecerão as convenções e os tratados em qualquer hipótese. 
d) Qualquer das normas, uma vez aplicadas, excluem as demais. 
 
09. (CESPE/Defensor Público Federal/2010). Analise o item abaixo: 
Considere que, diante de crime impropriamente militar, cuja ação é pública e incondicionada, o 
MinistérioPúblico, mesmo dispondo de todos os elementos necessários à propositura da ação, 
tenha deixado, por inércia, de oferecer a denúncia no prazo legal. Nessa situação, não obstante 
se tratar de delito previsto em legislação especial castrense, o ofendido ou quem o represente 
legalmente encontra-se legitimado para intentar ação penal de iniciativa privada subsidiária. 
 
10. (STM/Juiz-Auditor/2005). A regra do art. 24 do CPPM, proibindo a autoridade militar de 
mandar arquivar o inquérito, assim como a do art. 32, dispondo que o MPM não pode desistir da 
ação penal, devem-se ao: 
a) princípio da disponibilidade; 
b) princípio do impulso oficial; 
c) princípio da indisponibilidade; 
d) princípio da igualdade. 
 
11. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). O IPM não pode ser dispensado na seguinte 
hipótese: 
a) Desacato a autoridade judiciária militar; 
b) Falso testemunho ou falsa perícia; 
c) Desobediência à decisão judicial; 
d) Calúnia, difamação ou injúria decorrentes de publicação com autoria 
determinada. 
 
 
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12. (STM/Juiz-Auditor/2005). O denominado princípio “tempus regit actum” significa que: 
a) As normas processuais não têm aplicação imediata. 
b) uma nova lei processual, que venha a modificar a composição do tribunal, não possa 
ser aplicada aos processos em curso. 
c) Os atos processuais realizados sob a égide da lei anterior são considerados válidos. 
d) Os atos processuais realizados sob a égide da lei anterior terão que ser renovados. 
 
13. (CESPE/Defensor Público Federal/2007). Analise o item abaixo: 
O magistrado da justiça militar da União, com lastro no CPPM, poderá requerer diretamente à 
autoridade policial judiciária militar a instauração de inquérito policial militar, em analogia à 
requisição prevista no CPP. 
 
14. (CESPE/Promotor de Justiça do Espírito Santo/2010) Com base no direito processual penal 
militar, assinale a opção correta. 
a) Segundo a lei processual penal militar, o princípio da imediatidade é aplicado aos 
processos cuja tramitação esteja em curso, ressalvados os atos praticados na forma da 
lei processual anterior. Caso a norma processual penal militar posterior seja, de 
qualquer forma, mais favorável ao réu, deverá retroagir, ainda que a sentença penal 
condenatória tenha transitado em julgado. 
b) O CPPM dispõe expressamente a aplicação de suas normas, em casos específicos, fora 
do território nacional ou em lugar de extraterritorialidade brasileira. Nesse ponto, o 
CPPM difere do CPP. 
c) O sistema processual penal castrense veda, em qualquer hipótese, o emprego da 
interpretação extensiva e da interpretação não literal. 
d) Se, na aplicação da lei processual penal militar a caso concreto, houver divergência 
entre essa norma e os dispositivos constantes em convenção ou tratado de que o Brasil 
seja signatário, prevalecerá a regra especial da primeira, salvo em matéria de direitos 
humanos. 
e) Os casos omissos na lei processual penal militar serão supridos pelo direito processual 
penal comum, sem prejuízo da peculiaridade do processo penal castrense. Nesses 
casos, o CPPM impõe que haja a declaração expressa de omissão pela corte militar 
competente, com quórum qualificado. 
 
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15. (STM/Juiz-Auditor/2005) O processo efetiva-se com: 
a) a citação do acusado; 
b) o recebimento da denúncia; 
c) a decretação da prisão preventiva do indiciado, após manifestação do MPM. 
d) o oferecimento da denúncia. 
 
16. (CESPE/Defensor Público Federal/2010). Analise o item abaixo: 
Considere a situação hipotética em que um grupo de 20 militares integrantes das forças armadas 
brasileiras, em missão junto às forças de paz da ONU, no Haiti, em concurso de pessoas com 
diversos outros militares pertencentes às forças armadas da Itália e da França, tenha cometido 
diversos crimes militares no Haiti. 
Nessa situação, a competência para conhecer, processar e julgar os militares brasileiros pelas 
infrações penais militares é da Justiça Militar da União, cujo exercício jurisdicional é o da auditoria 
da capital da União. 
 
17. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A denúncia será rejeitada, observadas as seguintes 
condições: 
a) Quando extinta a punibilidade por morte do agente, declarada mediante juntada do 
laudo de exame cadavérico ou outro documento hábil. 
b) Prescrita a pretensão punitiva pela pena em abstrato, cujo reconhecimento depende 
de arguição das partes. 
c) Quando oferecida fora do prazo legal, situação em que ocorrerá a decadência do direito 
de ação. 
d) Por ilegitimidade do acusador, o que não impedirá a ação quando satisfeita esta 
condição. 
 
 
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18. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Sobre o Inquérito Policial Militar, pode-se afirmar 
que: 
a) Poderá ser iniciado por Portaria do Promotor Natural, em face do poder investigativo 
do Ministério Público. 
b) Poderá ser instaurado mediante Portaria, em face de requisição do Juiz Auditor ou do 
Conselho de Justiça, quando surgirem novas provas. 
c) Deverá ser instaurado tão logo tenha a autoridade de polícia judiciária ciência da prática 
da infração e ser designado o seu Encarregado, sem o que não terá validade a 
apreensão dos instrumentos e objetos que tenham relação com o fato. 
d) O seu arquivamento apenas se aperfeiçoa com o despacho do Juiz Corregedor nesse 
sentido, com a decisão indeferitória de representação pelo STM ou a por decisão do 
Procurador-Geral. 
 
19. (STM/Juiz-Auditor/2005) Caso a denúncia não preencha dos expressos requisitos legais (art. 
77 do CPPM), o Ministério Público, atendendo o mandamento do Juiz, deverá preencher os 
requisitos no prazo de: 
a) três dias; 
b) cinco dias; 
c) quinze dias; 
d) dez dias. 
 
20. (CESPE/Promotor de Justiça do Espírito Santo/2010) Acerca do processo penal militar, 
assinale a opção correta. 
a) A norma processual penal castrense autoriza o encarregado a deter o 
investigado durante as investigações policiais militares, por um prazo máximo de trinta 
dias, tanto no caso de crimes militares próprios quanto nos de crimes impróprios 
b) No sistema processual penal militar, todas as ações penais são públicas 
incondicionadas. 
c) A ação penal privada subsidiária poderá ser intentada, ainda que não prevista no 
sistema processual castrense, desde que preenchidas as condições de admissibilidade, 
entre elas a inércia do titular da persecução penal em juízo. 
d) Os vícios ocorridos na fase de IPM, como peculiaridade da persecução penal castrense, 
tais como a escolha do encarregado, o respectivo grau hierárquico em relação ao 
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investigado e a designação do escrivão do inquérito, repercutem na futura ação penal, 
por se tratar de medidas que visam tutelar a hierarquia e a disciplina. 
e) A propositura de ações penais, no âmbito do processo penal militar, deve lastrear-se 
em IPM, cuja investigação deve encontrar-se encerrada, por força de imperativo legal. 
 
21. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005).O exercício da polícia judiciária militar: 
a) Compete aos Comandantes de forças, unidades ou navios, exclusiva e pessoalmente, 
quando o agente for oficial superior, ao mesmo subordinado. 
b) Poderá ser delegado a oficial de qualquer posto, quando o agente for soldado, cabo ou 
sargento ou civil. 
c) Não admite delegação a oficial da reserva, quando o indiciado for oficial da ativa. 
d) Não exige que o oficial delegado seja de igual ou superior posto ou mais antigo, quando 
o agente é oficial da reserva. 
 
22. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) Quanto à aplicação da lei processual penal militar: 
a) Tem aplicação intertemporal apenas nos crimes militares em tempo de guerra; 
b) Não tem aplicação a militares estaduais no que tange aos recursos e à execução de 
sentença; 
c) Tem aplicação em tempo de paz exclusivamente no território nacional; 
d) A bordo de aeronaves ou navios estrangeiros em qualquer lugar se a infração atenta 
contra as instituições militares ou a segurança nacional. 
 
23. (CESPE/Defensor Público Federal/2001). 
No dia 28/9/1999, no interior de uma unidade militar, um primeiro-tenente da Marinha, em 
situação de atividade, agrediu, com socos e pontapés, um cabo, na mesma situação, causando-
lhe lesões corporais de natureza leve. Ao tomar conhecimento da infração penal, o comandante 
da unidade delegou a um capitão-tenente a instauração do inquérito policial militar (IPM). Após 
instaurar o procedimento inquisitório, ouvir testemunhas, determinar a realização do exame de 
corpo de delito e elaborar relatório, a autoridade delegada encaminhou os autos ao juiz-auditor 
da Circunscrição Judiciária Militar, que abriu vista ao Ministério Público Militar (MPM). O órgão 
do MPM apresentou denúncia contra o oficial, que foi aceita. Instalado o Conselho Especial de 
Justiça, o MPM apresentou um aditamento à denúncia, que foi rejeitado. Diante dessa situação 
hipotética, julgue os itens a seguir. 
 
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a) O comandante da unidade, por exercer a polícia judiciária militar, poderia ter delegado 
a instauração do IPM a um oficial, desde que de posto superior ou igual ao do autor da 
infração penal. 
b) Concluído o IPM, a autoridade militar delegada pode encaminhar diretamente os autos 
à justiça militar, independentemente da apreciação do relatório pela autoridade 
delegante, que não pode avocá-lo para dar solução diferente. 
c) A ação penal é pública incondicionada, tendo o MPM legitimidade ativa ad causam. 
d) Caso o órgão do MPM não oferecesse denúncia no prazo legal nem pedisse a sua 
prorrogação ao juiz federal, bem como não requeresse diligências ou o arquivamento 
dos autos, ficando inerte, caberia ao ofendido ou ao seu representante legal intentar 
a ação penal privada subsidiária. 
e) Caberá o recurso de apelação contra a decisão que não recebeu o aditamento à 
denúncia. 
 
24. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A ação penal militar: 
a) É sempre pública e incondicionada. 
b) Exige a qualidade de militar do acusado como condição de procedibilidade, nos crimes 
contra o dever militar. 
c) Dela não pode desistir o Ministério Público, a contar da apresentação da denúncia. 
d) Mesmo havendo prova de crime, em tese, e indícios de autoria, pode o Promotor deixar 
de propô-la em face da prescrição em perspectiva. 
 
25. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). A polícia judiciária militar: 
a) É exercida pelo Ministro da Defesa e pelos Comandantes das Forças, em todo território 
nacional; 
b) Não será exercida por Comandantes ou Diretores de estabelecimento de ensino militar, 
institutos, academias ou cursos de aperfeiçoamento, Estado-Maior e altos estudos; 
c) Deverá solicitar, através da autoridade judiciária militar, das autoridades civis as 
informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais militares que 
esteja a seu cargo; 
d) Compete prestar aos membros do Ministério Público as informações necessárias à 
instrução e julgamento dos processos, bem como realizar as diligências que por eles 
lhe forem requisitadas. 
 
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26. (CESPE/Defensor Público Federal/ 2001). Analise o item abaixo: 
Um indivíduo foi selecionado para prestar serviço militar no 2.º Batalhão de Suprimento, não 
tendo se apresentado para a incorporação na data aprazada. O comandante da unidade para a 
qual o conscrito fora designado lavrou termo de insubmissão de forma circunstanciada, 
encaminhando-o ao juiz-auditor, juntamente com outros documentos relativos à insubmissão. 
Nesse caso, por tratar-se de uma simples instrução provisória de insubmissão e não de IPM, pode 
ser arquivada pelo juiz-auditor sem requerimento do MPM. 
 
27. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). No tocante à aplicação da norma processual penal, 
podemos afirmar que: 
a) A interpretação literal importa na conformidade com o significado das palavras 
segundo a intenção do legislador; 
b) A interpretação extensiva ocorre quando manifesto que a expressão da lei é mais ampla 
que sua intenção: vg. ao dizer acusado abrange homens e mulheres; 
c) Os termos técnicos são entendidos exclusivamente em sua acepção especial, não se 
admitindo sejam empregados com outra significação, salvo disposto em lei; 
d) Não se admite as interpretações extensiva ou restritiva quando desfigurar de plano os 
fundamentos da acusação que deram origem ao processo. 
 
28. (CESPE/Analista Judiciário – Execução de Mandado – STM/2011). Analise o item abaixo: 
O inquérito policial militar (IPM) caracteriza-se por exigir sigilo absoluto, previsto de forma 
expressa no CPPM, de modo que, veda-se ao advogado e ao investigado o acesso aos autos do 
procedimento investigatório. 
 
29. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). Quanto ao impedimento e à suspeição de juiz 
podemos afirmar que o seu parentesco com a autoridade policial que tiver funcionado no 
processo: 
a) Se for consanguíneo pode caracterizar suspeição ou impedimento; 
b) Se for consanguíneo caracteriza sempre condição de impedimento; 
c) Se for por afinidade é condição de suspeição, salvo quanto aos parentes de adotados; 
d) Caracterizará impedimento quando o parentesco por afinidade for do cônjuge. 
 
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30. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) Considere a seguinte situação hipotética: O Cap. 
Bicão, membro do Conselho Permanente de Justiça, descobriu que o acusado é primo de sua ex-
esposa, com quem teve dois filhos. Nesse caso, o oficial em questão: 
a) Deverá afastar-se do Conselho em razão de impedimento por parentesco por afinidade. 
b) Deverá afastar-se obrigatoriamente em razão de suspeição, pois mesmo dissolvido o 
casamento, houve descendentes. 
c) Não é suspeito ou impedido e pode permanecer no Conselho, ressalvada questão de 
foro íntimo a seu exclusivo critério. 
d) É impedido em razão do parentesco, na linha colateral, em terceiro grau, por afinidade, 
pois mesmo dissolvido o casamento, houve descendentes. 
 
31. (STM/Juiz-Auditor/2005). Um Major, que servia em Porto Alegre, foi 
sequestrado em Bagé, sendo levado para Santa Maria e, por fim, para Canoas. A competência será 
firmada: 
a) pela prevenção; 
b) pelo lugar da infração; 
c) pela sede do lugar de serviço; 
d) pelo local da residência oudomicílio dos acusados. 
 
32. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) Quanto aos peritos e intérpretes, auxiliares do juiz: 
a) Não poderão ser peritos os menores de 21 anos; 
b) Aos intérpretes não se aplica os critérios de suspeição dos juízes; 
c) Poderão ser penalizados com multa correspondente a até dez dias de vencimento se 
não comparecerem no dia e local designados para o exame; 
d) Devem ser obrigatoriamente nomeados dentre oficiais da ativa. 
 
33. (STM/Juiz-Auditor/2005). O Juiz dar-se-á por suspeito no processo em que: 
a) tiver funcionado o seu cônjuge como perito. 
b) tiver dado parte oficial do crime. 
c) tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, 
sobre a questão. 
d) tiver funcionado como testemunha. 
 
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34. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A competência será determinada: 
a) Nos crimes cometidos a bordo de aeronaves, no espaço aéreo brasileiro, pelo local de 
que a mesma houver partido, ou pelo domicílio do agente, se a distância tornar difícil 
a realização de diligências. 
b) Pela especialização, se houver mais de uma Auditoria na circunscrição do local do 
crime. 
c) Em geral pelo local da infração ou, quando não conhecido, pelo local de residência ou 
domicílio do acusado, quando militar em situação de atividade. 
d) Se iniciado no Brasil e consumado no exterior, pelo local onde praticado o último ato 
de execução. 
 
35. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A conexão teleológica resulta de: 
a) Duas ou mais pessoas serem acusadas da mesma infração. 
b) Várias pessoas praticarem crimes umas contra as outras. 
c) Ser uma infração praticada por várias pessoas para ocultar outra infração que 
praticaram. 
d) Várias pessoas se ajustarem para a prática de mais de uma infração, no 
mesmo tempo e lugar. 
 
36. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Quanto ao assistente de acusação, no Processo 
Penal Militar: 
a) Poderá o ofendido ou testemunha com interesse no deslinde da causa habilitar-se para 
intervir no processo na qualidade de assistente. 
b) Considera-se representante legal da vítima apenas o advogado constituído, com 
poderes especiais para tanto. 
c) Só será admitido até o julgamento. 
d) Entre outras intervenções, poderá arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério 
Público e, inclusive, participar do debate oral. 
 
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37. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) No tocante às partes, podemos afirmar: 
a) Promotor não pode desistir da ação penal, salvo se não tiver formulado a denúncia; 
b) Assistente de acusação não pode, em regra, arrolar testemunhas, exceto requerer a 
oitiva das referidas; 
c) Juiz deverá nomear tutor ao acusado incapaz; 
d) Acusado bacharel em direito poderá exercitar sua própria defesa, devendo 
expressamente recusar a nomeação de defensor. 
 
38. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Nos incidentes processuais: 
a) O Juiz poderá não aceitar a arguição de sua suspeição mas, em se tratando de 
impedimento, a arguição, por se tratar de condição objetiva, é irrecusável. 
b) O incidente de insanidade mental do acusado apenas poderá ser determinado na fase 
judicial, frente à ampla defesa e o contraditório. 
c) A exceção de incompetência do juízo deverá ser arguida no curso da instrução criminal, 
até as alegações finais das partes. 
d) Em se tratando de coisa julgada, uma vez reconhecida, o juiz determinará o 
arquivamento da denúncia. 
 
39. (MPM/Promotor de Justiça Militar/1999). Em processo por crime de falsa identidade, arguida 
controvérsia prejudicial, devolutiva e absoluta, de natureza heterogênea e convicção ponderável 
e fundamentada, a respeito da nacionalidade do acusado, compete ao juiz: 
a) Determinar ex-officio ou a requerimento das partes, a remessa da controvérsia ao juízo 
não-penal, suspendendo o feito até o trânsito em julgado da questão levantada; 
b) Solucionar a controvérsia aplicando regras de cognição incidental – o juiz da ação 
também é o juiz da exceção; 
c) Instaurar incidente de falsidade em autos apartados, suspendendo o seguimento da 
ação penal, até dirimir a questão incidental; 
d) Suscitar questão incidental ao Juízo federal ordinário, competente para conhecer de 
matéria sobre estrangeiros, não suspendendo o processo. 
 
 
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40. (STM/ Juiz-Auditor/2005) É vedada a concessão de menagem: 
a) nos crimes cujo máximo da pena privativa de liberdade não exceda a dois anos. 
b) aos insubmissos. 
c) nos crimes cujo máximo da pena privativa de liberdade não exceda a quatro anos. 
d) aos reincidentes 
 
41. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Na hipótese de prisão provisória: 
a) dependerá de novo mandado judicial a reacaptura dos indiciados ou acusados 
evadidos. 
b) a indicação dos direitos do preso e a autorização de contato com advogado e pessoa 
da família são dispensáveis na deserção e na insubmissão. 
c) a menagem concedida cessa com a sentença condenatória, ainda que não transitada 
em julgado. 
d) caracteriza o flagrante presumido quando o agente é perseguido logo após o fato 
delituoso, em situação que faça acreditar ser ele o seu autor. 
 
42. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). É certo afirmar, quanto às medidas preventivas e 
assecuratórias que: 
a) A busca domiciliar deve ser precedida, obrigatoriamente, da expedição de mandado, e 
realizada de dia, salvo na presença da autoridade judiciária; 
b) Alojamento em quartel se insere no conceito de domicílio, quando o soldado o utiliza 
como residência permanente; 
c) Armas e munições pertencentes às Forças Armadas poderão ser apreendidos ainda que 
não digam respeito à diligência; 
d) Os bens apreendidos não poderão ser restituídos, enquanto não julgado o processo. 
 
 
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43. (FUMARC/Oficial da Polícia Militar de Minas Gerais/2013). Quanto à prisão preventiva, 
marque a alternativa INCORRETA. 
a) São requisitos da prisão preventiva a prova do fato delituoso e indícios suficientes de 
autoria; 
b) Ao se evitar a vingança, por exemplo, por partes dos membros de associação criminosa, 
de quadrilha ou bando, é perfeitamente possível decretar a prisão preventiva visando 
à proteção de policial militar que praticou o fato amparado por excludente de ilicitude. 
c) Desaparecendo os motivos ensejadores da prisão preventiva anteriormente decretada, 
deverá o Juiz revogar a medida, bem como, se for o caso, de novo decretá-la, se 
sobrevierem razões que a justifiquem. 
d) o Juiz de Direito do Juízo Militar pode, de ofício, decretar a prisão preventiva. 
 
44. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) A prisão provisória: 
a) A prisão em flagrante, no caso de perseguição não interrompida, poderá ser realizada 
em qualquer lugar onde o perseguidor alcance o capturando; 
b) Em qualquer fase do inquérito ou processo, estando o capturando militar em jurisdição 
diversa do juiz que determinar a prisão, o mandado será encaminhado à autoridade 
militar da localidade onde estiver, observadaa antiguidade de posto ou graduação; 
c) A recaptura independe de mandado e pode ser realizada por qualquer pessoa; 
d) Em face da ordem constitucional e da interpretação jurisprudencial, a prisão em crime 
militar próprio dispensa o controle da autoridade judiciária 
 
45. (CESPE/Defensor Público Federal/2015). Julgue o item a seguir, a respeito das prisões e da 
liberdade provisória no direito processual penal militar. 
A liberdade provisória mediante o pagamento de fiança é concedida somente aos civis, pois, para 
os militares, há outros instrumentos jurídicos que obstam a custódia desnecessária, como a 
menagem, por exemplo. 
 
 
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46. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). Quanto à menagem, indique a expressão correta. 
a) A menagem a militar deverá ser sempre em quartel, navio ou estabelecimento de órgão 
militar; 
b) A menagem a insubmisso depende de decisão judicial; 
c) A menagem cessará com a sentença condenatória transitada em julgado; 
d) Juiz, para conceder a menagem em lugar sujeito à administração militar, pedirá 
informações à autoridade responsável pelo respectivo comando ou direção a respeito 
de sua conveniência 
 
47. (Vunesp/Juiz de Direito da Justiça Militar de São Paulo/2016) Em relação à menagem, é 
correto afirmar que: 
a) somente poderá ser aplicada ao militar, ativo ou inativo, sendo vedada a sua aplicação 
aos civis. 
b) a sua concessão deve observar como requisito subjetivo, que o crime seja apenado com 
pena privativa de liberdade de reclusão ou detenção. 
c) a sua concessão deve observar como requisito objetivo, que o acusado não seja 
reincidente. 
d) haverá detração na pena do período, salvo se concedida em residência ou cidade. 
e) poderá ser concedida pela autoridade de polícia judiciária militar 
 
48. (CESPE/Defensor Público Federal/2015) Julgue o item a seguir, a respeito das prisões e da 
liberdade provisória no direito processual penal militar. 
O comparecimento espontâneo do indiciado ou acusado, ao juízo ou perante o encarregado ou 
mesmo diante da autoridade policial, no intuito de promover esclarecimentos acerca dos fatos, 
colaborando efetivamente com a investigação, identificando eventuais coautores ou partícipes da 
ação criminosa e a recuperação total ou parcial do crime, terá, como efeito imediato, a suspensão 
da ordem de prisão preventiva ou a imposição de caráter cautelar diversa da custódia contra o 
indiciado ou acusado. 
 
49. (CESPE/Analista Judiciário - STM/2004). Acerca do processo penal militar, julgue o seguinte 
item. 
A busca pessoal consiste na procura material realizada em vestes, malas e outros objetos que 
estejam com uma pessoa sobre a qual recaia fundada suspeita de que oculte consigo instrumento 
ou produto do crime, ou elementos de prova. 
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50. (CIAAR/ Oficial Temporário – Serviços Jurídicos/2012) Marque a alternativa que apresenta 
uma hipótese de medida preventiva e assecuratória não prevista no Código de Processo Penal 
Militar. 
a) Menagem. 
b) Prisão preventiva. 
c) Prisão temporária. 
d) Prisão em flagrante. 
 
51. (Marinha do Brasil/ Oficial-Direito/2013) Assinale a opção que NÃO corresponde a um dos 
fundamentos da prisão preventiva previstos no art. 255 do Código de Processo Penal Militar. 
a) garantia da ordem econômica. 
b) conveniência da instrução criminal. 
c) periculosidade do indiciado. 
d) segurança da aplicação da lei penal militar. 
e) exigência da manutenção das normas ou princípios da hierarquia e da disciplina 
militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou 
acusado. 
 
52. (PMMG/ Oficial da Polícia Militar de MG/2014) Um militar foi preso, em flagrante delito, pelo 
cometimento, em tese, de ilícito penal militar. Dada a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante é 
CORRETO afirmar que: 
a) Apresentado o preso ao oficial de dia, de serviço ou de quarto, serão, por ele, ouvidos 
o acusado, o condutor e as testemunhas que o acompanharem, nesta ordem, sob pena 
de nulidade. 
b) Quando a prisão em flagrante for efetuada em lugar não sujeito à administração militar, 
o auto poderá ser lavrado por autoridade civil, ou pela autoridade militar do lugar mais 
próximo daquele em que ocorrer a prisão. 
c) A falta de testemunhas não impedirá o auto de prisão em flagrante, que será assinado 
por três pessoas, pelo menos, que hajam testemunhado a apresentação do preso. 
d) Dentro em vinte e quatro horas após a prisão, se a autoridade militar ou judiciária 
verificar a manifesta inexistência de infração penal militar ou a não participação da 
pessoa conduzida, revogará a prisão. 
 
 
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53. (PMMG/ Oficial da Polícia Militar de MG/2014) A prisão em flagrante delito por crime militar 
está tipificada no artigo 243 e seguintes do CPM. Sobre tal instituto, é importante salientar: 
a) Em regra, qualquer um do povo pode prender o militar que esteja na prática de crime 
militar, exceto no que condiz ao crime de Deserção, que é propriamente militar, 
situação em que apenas um militar pode prender outro militar. 
b) Qualquer um do povo pode prender um militar que esteja na prática de crime militar e 
o superior hierárquico deve prender seu subordinado, nessa condição. No caso do 
autor do crime ser o superior hierárquico, o subordinado deve comunicar 
imediatamente a autoridade superior a ambos para que as providências legais sejam 
adotadas imediatamente. 
c) O estado de flagrância é prorrogado, no caso de crimes propriamente militares, que por 
definição sempre são permanentes. 
d) O preso em flagrante delito por crime militar deverá ser apresentado perante o 
Comandante ou Oficial de Dia/de Serviço para autuação, respeitando os preceitos 
hierárquicos para a elaboração do feito. 
 
54. (VUNESP/ Juiz de Direito da Justiça Militar de São Paulo/2016). Nos termos do Código de 
Processo Penal Militar, o instituto da liberdade provisória: 
a) não poderá ser aplicado aos crimes culposos contra a segurança externa do país; 
b) poderá ser aplicado a todos os crimes culposos previstos no Código Penal Militar. 
c) poderá ser aplicado ao crime militar de desrespeito a superior quando a infração for 
punida com pena de detenção não superior a dois anos. 
d) poderá ser aplicado ao crime militar de publicação ou crítica indevida quando a infração 
for punida com pena de detenção não superior a dois anos. 
e) tem sua aplicação vedada em razão dos valores, hierarquia e disciplina, prestigiados 
pelo Direito Penal Militar. 
 
55. (EsFCEX/ Oficial do Exército Brasileiro/2009) Para a concessão da menagem é necessário que 
o acusado tenha bons antecedentes, que seja levado em consideração a natureza do crime e que 
a pena em abstrato (em seu grau máximo) não ultrapasse: 
a) 1 ano. 
b) 2 anos. 
c) 3 anos. 
d) 4 anos. 
e) 5 anos. 
 
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56. (IOBV/ Oficial da Polícia Militar de MG/2015) A prisão preventiva pode ser decretada pelo 
auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimentodo Ministério Público ou mediante 
representação da autoridade encarregada do inquérito policial-militar, em qualquer fase deste ou 
do processo, concorrendo os requisitos de prova do fato delituoso; indícios suficientes de autoria. 
Além destes requisitos, a prisão preventiva, de acordo com o artigo 255 do Código de Processo 
Penal Militar, deverá fundar-se, dentre outros, em um dos seguintes casos, exceto: 
a) Garantia da ordem pública. 
b) Segurança da aplicação da lei penal militar. 
c) Exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, 
quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado. 
d) Quando necessária e imprescindível para apaziguar o clamor público. 
 
57. (PMMG/ Oficial da Polícia Militar de MG/2011) Analisando o instituto da MENAGEM, é 
importante saber que: 
a) é um instituto aplicado ao policial militar que tenha mais de 20 anos de serviço e que 
praticou delito sem violência, mas incompatível com a função, e que, por seus bons 
antecedentes, merece ser reformado proporcionalmente ao tempo de serviço. 
b) é aplicável para policiais militares que possuem bons antecedentes, para crimes cuja 
pena aplicável não seja privativa de liberdade, permitindo que possam manter a 
função pública, ainda que condenados judicialmente. 
c) é um instituto que permite ao juiz a concessão do cumprimento da pena 
privativa de liberdade que não exceda quatro anos, para acusados que tenham bons 
antecedentes, no lugar de sua residência. 
d) é um instituto privativo do militar da ativa que permite a permuta do tempo de 
cumprimento da pena privativa de liberdade por serviço público regular, além das 
atividades ordinárias da rotina do profissional. 
 
 
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58. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) Na produção da prova testemunhal: 
a) A testemunha ouvida por precatória será inquirida perante o Juiz Auditor, 
singularmente, presentes o Promotor e a Defesa. 
b) A testemunha poderá se eximir de depor, alegando questão de foro íntimo ou ser 
inimiga ou amiga íntima do acusado. 
c) A testemunha poderá limitar a sua declaração confirmando a que prestou no inquérito. 
d) Testemunhas suplementares são aquelas arroladas pelas Partes, além das numerárias 
e das referidas. 
 
59. (CESPE/ Juiz-Auditor/2013-Adaptada) Analise o item a seguir. 
Uma vez determinado o exame pericial, admite-se, em qualquer fase da persecução, a formulação 
de quesitos e a indicação de assistente técnico pelo MP, pelo assistente de acusação, pelo 
ofendido e pelo acusado. 
 
60. (STM/Juiz-Auditor/2005) Assinale a opção correta: 
a) tem valor de prova a confissão, mesmo que incompatível com as demais provas do 
processo; 
b) o silêncio do acusado não implicará em confissão; 
c) a confissão é irretratável; 
d) a confissão do acusado somente será válida se ocorrer na oportunidade do seu 
interrogatório. 
 
 
 
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01. C 02. E 03. C 04. E 05. C 06. B 07. C 08. B 09. C 10. C 
11. B 12. C 13. E 14. B 15. A 16. C 17. D 18. D 19. A 20. C 
21. B 22. B 23. A 24. C 25. D 26. E 27. D 28. E 29. A 30. C 
31. A 32. A 33. B 34. D 35. C 36. D 37. B 38. D 39. A 40. D 
41. C 42. C 43. B 44. C 45. E 46. D 47. D 48. E 49. C 50. C 
51. A 52. B 53. D 54. A 55. D 56. D 57. C 58. A 59. E 60. B 
 
 
 
GABARITO 
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01. (CESPE/Defensor Público Federal/2010) Considere a situação hipotética em que um grupo de 
20 militares integrantes das forças armadas brasileiras, em missão junto às forças de paz da ONU, 
no Haiti, em concurso de pessoas com diversos outros militares pertencentes às forças armadas 
da Itália e da França, tenha cometido diversos crimes militares no Haiti. 
Nessa situação, a competência para conhecer, processar e julgar os militares brasileiros pelas 
infrações penais militares é da Justiça Militar da União, cujo exercício jurisdicional é o da auditoria 
da capital da União. 
 
Comentário: O item está correto. Verifica-se que a assertiva em comento decorre de expressa 
previsão legal (art. 91 do CPPM) 
 
02. (CESPE/Defensor Público Federal/2007) Falece competência à justiça militar da união para 
processar e julgar civis. 
 
Comentário: O item está errado. A JMU tem competência para processar e julgar civis, nos exatos 
termos do art. 9º, inciso III, do Código Penal Militar. Por outro, é a Justiça Militar Estadual que tem 
competência apenas para julgar militares (policial militar e bombeiros). Esta Justiça não poderá 
julgar civis, nem mesmo quando praticarem crimes em concurso de agentes com os militares 
estaduais. Neste caso, haverá cisão processual, sendo o civil julgado perante à Justiça Comum 
Estadual. 
 
03. Compete à Justiça Militar estadual processar e julgar os militares dos Estados, nos crimes 
militares definidos em lei e as ações judiciais contra atos disciplinares militares, ressalvada a 
competência do júri quando a vítima for civil, cabendo ao tribunal competente decidir sobre a 
perda do posto e da patente dos oficiais e da graduação das praças. 
 
Comentário: O item está correto. Como se vê, é a reprodução do art. 125, §4º, da Constituição 
Federal, com redação dada pela EC nº 45/04 (Reforma do Poder Judiciário). 
 
04. (CESPE/ Polícia Civil do ES – Perito Papiloscópico/2011) A respeito dos juizados especiais 
cíveis e criminais (Lei n.º 9.099/1995), julgue o item que se segue. 
“As disposições da Lei n° 9.099/1995 aplicam-se no âmbito da justiça militar para o processo e 
julgamento das infrações penais militares de menor potencial ofensivo.” 
QUESTÕES COMENTADAS 
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Comentário: O item está errado. Tanto a Súmula 9 do STM como o art. 90-A da Lei nº 9.099/95 
vedam a aplicação dos institutos despenalizadores aos crimes militares. Entretanto, vale lembrar. 
O artigo 90-A entrou em vigor 27.9.99. Como se trata de lex gravior, é irretroativa. Isso significa 
dizer que aos crimes militares praticados antes do advento do dispositivo citado, é perfeitamente 
possível a aplicação dos institutos despenalizadores da Lei. 
Art. 90-A. As disposições desta Lei não se aplicam no âmbito da 
Justiça Militar. (Artigo incluído pela Lei nº 9.839, de 27.9.1999) 
SÚMULA Nº 9 STM 
"A Lei n° 9.099, de 26.09.95, que dispõe sobre os Juízos Especiais Cíveis 
e Criminais e dá outras providências, não se aplica à Justiça Militar da 
União." 
 
05. (CESPE/ Juiz-Auditor substituto/2012) – Adaptada. Analise o item abaixo: 
“ A perpetuatio fori, uma das consequências da conexão ou da continência, ocorre com a reunião 
dos processos, o juiz ou tribunal da sua competência original, venha a proferir sentença 
absolutória ou que desclassifique a infração para outra que não se inclua na esfera de sua 
competência, continuando o juiz ou tribunal competente em relação às demais infrações.” 
 
Comentário: O item está correto. Se a acusação abranger oficial e praça, responderão todos 
perante o Conselho Especial de Justiça, ainda que excluído do processoo oficial ou que esse oficial 
venha a ser absolvido. 
Obs: Lembre-se de que o civil, no âmbito da Justiça Militar da União, será julgado pelo Juiz togado 
monocraticamente. Não poderá ser julgado pelo Conselho de Justiça. 
 
06. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) De acordo com o CPPM, os casos nele omissos 
poderão ser supridos: 
a) Pelas normas do Código de Processo Penal comum, sem adoção de leis extravagantes, 
em face do princípio da especialidade; 
b) Pelos princípios gerais de direito e pela analogia; 
c) Pela analogia e pelos usos e costumes militares estabelecidos pelos respectivos 
regulamentos; 
d) Em tempo de guerra ou de conflito armado pelas normas do Estatuto de Roma e pelas 
Convenções de Genebra. 
 
 
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L9839.htm
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Comentários: A alternativa correta é a letra B. Esse exercício decorre do próprio texto legal em 
que aponta tanto os princípios gerais de direito como a analogia como meios de integração (art. 
3º, alíneas “d” e “e”, do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O art. 3º. “a”, do CPPM não cita apenas as normas do CPP 
comum como meio de integração, mas sim emprega a expressão “legislação processual penal 
comum” que abrange não só o CPP como também as leis extravagantes. Lembre-se que esse meio 
integrativo somente será utilizado nos feitos castrenses quando for aplicável ao caso concreto e 
não gerar prejuízo a índole do processo penal militar. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O emprego do meio integrativo dos usos e costumes militares 
(art. 3º, “c”, do CPPM) não se restringe àqueles positivados em regulamentos da Marinha, Exército 
e Aeronáutica. 
 
Alternativa D está errada. Motivo: O art. 3º do CPPM não previu a hipótese descrita na alternativa 
D. 
 
07. (CESPE/Juiz-Auditor/2013). Acerca da lei de processo penal, da polícia judiciária, do inquérito 
policial e da ação penal no âmbito militar, assinale a opção correta. 
a) Os inquéritos policiais militares regularmente arquivados podem ser desarquivados, 
conforme as hipóteses expressamente previstas no CPPM, a pedido do MPM. 
b) A lei processual penal militar pode ser interpretada extensiva ou restritivamente, e, 
ainda, ser suprida pela legislação de processo penal comum, sem prejuízo da índole do 
processo penal militar, mesmo que resulte em situação mais gravosa ao acusado. 
c) Admite-se a delegação do exercício da atividade da polícia judiciária militar a oficiais da 
ativa, para fins especificados e por tempo limitado, atendidos hierarquia e comando, 
entre outras normas; em se tratando de delegação para instauração de inquérito 
policial militar, deverá a referida delegação recair em oficial de posto superior ao do 
indiciado, seja este oficial da ativa, da reserva, remunerada ou não, ou reformado. 
d) É atribuição da polícia judiciária militar a investigação de crimes comuns ocorridos no 
interior das vilas militares. 
e) O CPPM prevê a possibilidade de afastamento do encarregado do IPM sob o 
fundamento de suspeição, de modo que se preservem a hierarquia e a disciplina. 
 
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Comentários: A alternativa correta é a letra C. Motivo: Essa alternativa encontra-se devidamente 
regulada no art. 7º, §2º, do CPPM. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O CPPM não prevê hipóteses de desarquivamento de 
inquéritos policiais militares. O que tal Codex prevê é justamente a possibilidade de instauração 
de novo IPM se novas provas aparecerem em relação ao fato, ao indiciado ou a terceira pessoa, 
ressalvados o caso julgado e os casos de extinção da punibilidade (art. 25, caput, do CPPM) Muita 
atenção! Porque aqui temos mais uma diferença para o CPP Comum. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: A interpretação restritiva ou extensiva não será empregada 
se cercear a defesa pessoal do acusado (art. 2º, §2º, “a”, do CPPM). 
 
A alternativa D está errada. Motivo: É atribuição da Polícia Judiciária Comum (Polícia Civil ou da 
Policial Federal) a investigação de crimes comuns ocorridos no interior das Vilas Militares. 
 
A alternativa E está errada. Motivo: Não há a previsão de oposição de exceção de suspeição em 
face do encarregado do inquérito policial, mas deverá este declarar-se suspeito quando ocorrer 
motivo legal, que lhe seja aplicável (art. 142 do CPPM). 
 
08. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) Na hipótese de divergência entre as normas do 
CPPM – Código de Processo Penal Militar e de convenção ou tratado de que o Brasil seja 
signatário: 
a) Prevalece sempre o CPPM em razão da especialidade. 
b) Prevalecerão as convenções e os tratados que abranjam o direito processual penal 
militar ou as de caráter constitucional. 
c) NÃO Prevalecerão as convenções e os tratados em qualquer hipótese. 
d) Qualquer das normas, uma vez aplicadas, excluem as demais. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. Motivo: Se houver divergência entre o CPPM e as 
normas descritas em convenção ou tratado de que o Brasil seja signatário, prevalecerão as últimas 
(art. 1º, § 1º, do CPPM). Vale a pena relembrar o que disse o professor e Defensor Público Federal 
Esdras dos Santos Carvalho: 
 
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“O CPPM declara expressamente que, na aplicação da lei processual 
castrense em divergência com diplomas internacionais firmados pelo 
Brasil, prevalecerão esses. Assim, instrumentos internacionais 
subscritos pelo país, tais como a Convenção Americana sobre Direitos 
Humanos e a Convenção Interamericana para Prevenir e Punir a 
Tortura, terão prevalência na aplicação do Código de Processo Penal 
Militar. 
 
09. (CESPE/Defensor Público Federal/2010). Analise o item abaixo: 
Considere que, diante de crime impropriamente militar, cuja ação é pública e incondicionada, o 
Ministério Público, mesmo dispondo de todos os elementos necessários à propositura da ação, 
tenha deixado, por inércia, de oferecer a denúncia no prazo legal. Nessa situação, não obstante 
se tratar de delito previsto em legislação especial castrense, o ofendido ou quem o represente 
legalmente encontra-se legitimado para intentar ação penal de iniciativa privada subsidiária. 
 
Comentários: O item está correto. Esse exercício é muito bom para fixarmos que a ação penal de 
iniciativa privada subsidiária da pública não está prevista no CPPM, mas a sua propositura no 
processo penal militar tem amparo no art. 5º, LIX, da Constituição Federal (Art. 5º, LIX, da CF: 
“será admitida ação privada nos crimes de ação pública, se esta não for intentada no prazo legal.). 
Vale dizer, ante a inércia do MPM em promover a ação no prazo legal, o ofendido pode valer-se 
da ação penal privada subsidiária da pública. 
 
10. (STM/Juiz-Auditor/2005). A regra do art. 24 do CPPM, proibindo a autoridade militar de 
mandar arquivar o inquérito, assim como a do art. 32, dispondo que o MPM não pode desistir da 
ação penal, devem-se ao: 
a) princípio da disponibilidade; 
b) princípio do impulso oficial; 
c) princípio da indisponibilidade; 
d) princípio da igualdade. 
 
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Comentários: A alternativa correta é a letra C. Pelo princípio da indisponibilidade, o encarregado 
do inquérito policial militar não pode mandar arquivar peças de investigação, assim como o 
promotor de justiça militar não pode desistir de ações penais militares ou de recursos interpostos 
pelo MPM. Também em razão desse princípio, o Conselho de Justiça pode condenar o réu, ainda 
que o MPM tenha pleiteado a absolvição (art. 437, b, do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O princípio da disponibilidade tem aplicação às ações penais 
privadas propriamente ditas e as ações penais privadas personalíssimas. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: O princípio do impulso oficial significa que uma vez iniciado, 
o processo se desenvolve por impulso oficial. 
 
A Alternativa D está errada. Motivo: De acordo com o princípio da igualdade, as partes do 
processo devem ser tratadas igualmente, ou seja, devem ter as mesmas oportunidades de fazer 
valer as suas razões. 
 
11. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). O IPM não pode ser dispensado na seguinte 
hipótese: 
a) Desacato a autoridade judiciária militar; 
b) Falso testemunho ou falsa perícia; 
c) Desobediência à decisão judicial; 
d) Calúnia, difamação ou injúria decorrentes de publicação com autoria 
determinada. 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. Reparem que o único delito da questão acima não 
citado no art. 28 do CPPM é o falso testemunho ou falsa perícia. Vejamos o art. 28 do CPPM: 
“O inquérito poderá ser dispensado, sem prejuízo de diligência requisitada pelo Ministério 
Público: 
 
a) Quando o fato e sua autoria já estiverem esclarecidos por documentos 
ou outras provas materiais; 
b) nos crimes contra a honra (calúnia, difamação e injúria), quando e 
correrem de escrito ou publicação, cujo autor esteja identificado; 
c) nos crimes previstos nos arts. 341 (desacato a autoridade judiciária) e 
349 (desobediência à decisão judicial) do Código Penal Militar.” 
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As alternativas A, C e D. Motivo: Esses delitos citados nas alternativas constam expressamente no 
art. 28 do CPPM. 
 
12. (STM/Juiz-Auditor/2005). O denominado princípio “tempus regit actum” significa que: 
a) As normas processuais não têm aplicação imediata. 
b) uma nova lei processual, que venha a modificar a composição do tribunal, não possa 
ser aplicada aos processos em curso. 
c) Os atos processuais realizados sob a égide da lei anterior são considerados válidos. 
d) Os atos processuais realizados sob a égide da lei anterior terão que ser renovados. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Vamos fixar esse assunto: O CPPM, assim como o 
Código de Processo Penal Comum, adotou o princípio tempus regit actum, que determina a 
aplicação da lei processual que está vigente ao tempo em que o ato processual deve ser 
praticado. Esse princípio também é conhecido como princípio da aplicação imediata da lei 
processual. Ao entrar em vigor, a lei processual penal militar tem aplicação imediata a todos os 
processos em andamento, independentemente de ser ou não prejudicial ao acusado. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O CPPM adotou o princípio da aplicação imediata da lei 
processual penal militar (art. 5º do CPPM). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Lei processual penal militar tem aplicação imediata, 
aplicando-se a todos os processos em curso. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: Os atos processuais realizados sob a égide da lei anterior são 
válidos, não necessitando de qualquer renovação. (Art. 5º, do CPPM: As normas deste Código 
aplicar-se-ão a partir da sua vigência, inclusive nos processos pendentes, ressalvados os casos 
previstos no art. 711, e sem prejuízo da validade dos atos realizados sob a vigência da lei 
anterior). 
 
13. (CESPE/Defensor Público Federal/2007). Analise o item abaixo: 
O magistrado da justiça militar da União, com lastro no CPPM, poderá requerer diretamente à 
autoridade policial judiciária militar a instauração de inquérito policial militar, em analogia à 
requisição prevista no CPP. 
 
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Comentários: O item está errado. Motivo: De modo diverso do que ocorre no Processo Penal 
Comum, no processo penal militar, o Juiz Federal da Justiça Militar não possui competência para 
determinar a instauração de IPM. A única exceção quanto a isso está no artigo 364 do CPPM: 
 
 “Se o Conselho de Justiça ou o Superior Tribunal Militar, ao pronunciar 
sentença final, reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, 
calou ou negou a verdade, remeterá cópia do depoimento à autoridade 
policial competente, para a instauração de inquérito.” 
 
14. (CESPE/Promotor de Justiça do Espírito Santo/2010) Com base no direito processual penal 
militar, assinale a opção correta. 
a) Segundo a lei processual penal militar, o princípio da imediatidade é aplicado aos 
processos cuja tramitação esteja em curso, ressalvados os atos praticados na forma da 
lei processual anterior. Caso a norma processual penal militar posterior seja, de 
qualquer forma, mais favorável ao réu, deverá retroagir, ainda que a sentença penal 
condenatória tenha transitado em julgado. 
b) O CPPM dispõe expressamente a aplicação de suas normas, em casos específicos, fora 
do território nacional ou em lugar de extraterritorialidade brasileira. Nesse ponto, o 
CPPM difere do CPP. 
c) O sistema processual penal castrense veda, em qualquer hipótese, o emprego da 
interpretação extensiva e da interpretação não literal. 
d) Se, na aplicação da lei processual penal militar a caso concreto, houver divergência 
entre essa norma e os dispositivos constantes em convenção ou tratado de que o Brasil 
seja signatário, prevalecerá a regra especial da primeira, salvo em matéria de direitos 
humanos. 
e) Os casos omissos na lei processual penal militar serão supridos pelo direito processual 
penal comum, sem prejuízo da peculiaridade do processo penal castrense. Nesses 
casos, o CPPM impõe que haja a declaração expressa de omissão pela corte militar 
competente, com quórum qualificado. 
 
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Comentários: A alternativa correta é a letra B. Motivo: O CPPM prevê 
expressamente as hipóteses de aplicação das regras processuais fora do território nacional (art. 
4º, I, “a”, “b” e “c”, do CPPM). Tal fato não ocorre no processo penal comum. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Não há que se falar em retroatividade de lei processual mais 
benéfica ao acusado. Como vimos, na espécie foi adotado princípio do tempus regit actum (aplica-
se a lei vigente ao tempo da prática do ato processual). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O CPPM autoriza o emprego das interpretações extensivas e 
restritivas, salvo nas hipóteses de: 1) cercear a defesa pessoal do acusado; 2) Prejudicar ou alterar 
o curso normal do processo, ou lhe desvirtuar a natureza; 3) Desfigurar de plano os fundamentos 
da acusação que deram origem ao processo. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: No confronto entre CPPM e tratado 
internacional, prevalecerá as regras trazidas por esse último (art. 1º, §1º, do CPPM). 
 
A alternativa E está errada. Motivo: Para se valer dos meiosintegrativos 
delineados no art. 3º do CPPM não há necessidade de declaração expressa do STM. Essa 
condicionante não existe em nosso ordenamento jurídico. 
 
15. (STM/Juiz-Auditor/2005) O processo efetiva-se com: 
a) a citação do acusado; 
b) o recebimento da denúncia; 
c) a decretação da prisão preventiva do indiciado, após manifestação do MPM. 
d) o oferecimento da denúncia. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Essa questão é mera cópia do texto legal, mais 
precisamente do art. 35 do CPPM: 
 
 “O processo inicia-se com o recebimento da denúncia pelo juiz, efetiva-se 
com a citação do acusado e extingue-se no momento em que a sentença 
definitiva se torna irrecorrível, quer resolva o mérito, quer não.” 
 
 
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16. (CESPE/Defensor Público Federal/2010). Analise o item abaixo: 
Considere a situação hipotética em que um grupo de 20 militares integrantes das forças armadas 
brasileiras, em missão junto às forças de paz da ONU, no Haiti, em concurso de pessoas com 
diversos outros militares pertencentes às forças armadas da Itália e da França, tenha cometido 
diversos crimes militares no Haiti. 
Nessa situação, a competência para conhecer, processar e julgar os militares brasileiros pelas 
infrações penais militares é da Justiça Militar da União, cujo exercício jurisdicional é o da auditoria 
da capital da União. 
 
Comentários: O item está correto. Motivo: Os crimes cometidos fora do território nacional serão 
processados e julgados na 11ª Auditoria (auditoria da capital da União, com sede em Brasília), 
conforme aponta o art. 91 do CPPM. 
Crimes fora do território nacional 
Art. 91. Os crimes militares cometidos fora do território nacional serão, de 
regra, processados em Auditoria da Capital da União, observado, entretanto, 
o disposto no artigo seguinte. 
 
 
17. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A denúncia será rejeitada, observadas as seguintes 
condições: 
a) Quando extinta a punibilidade por morte do agente, declarada mediante juntada do 
laudo de exame cadavérico ou outro documento hábil. 
b) Prescrita a pretensão punitiva pela pena em abstrato, cujo reconhecimento depende 
de arguição das partes. 
c) Quando oferecida fora do prazo legal, situação em que ocorrerá a decadência do direito 
de ação. 
d) Por ilegitimidade do acusador, o que não impedirá a ação quando satisfeita esta 
condição. 
 
 
 
 
 
 
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Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: Quando a denúncia for rejeitada em razão 
da ilegitimidade ativa, isso não impedirá a propositura de nova ação penal militar, desde que 
intentada pelo acusador legítimo (art. 78, §2º, do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Será declarada extinta a punibilidade quando verificada a 
morte do agente (art. 123, I, do Código Penal Militar), porém a prova da aludida situação será 
feita necessariamente pela certidão de óbito (art. 81, parágrafo único, do CPPM). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: A prescrição, que é causa extintiva da punibilidade descrita 
no art. 123, IV, do CPM, é matéria de ordem pública, que pode ser reconhecida a qualquer tempo 
pelo magistrado e em qualquer grau de jurisdição (art. 81, caput, do CPPM). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: Se o MPM não oferece a denúncia no prazo legal não há que 
se falar em decadência. Nesse caso, o ofendido poderá se valer da ação penal privada subsidiária 
da pública (art. 5º, LIX). Vamos recordar: a) réu preso – o MPM tem o prazo legal de 5 dias para 
ajuizar a ação penal militar; b) réu solto – o MPM tem o prazo legal de 15 dias para ajuizar a ação 
penal militar. 
 
18. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Sobre o Inquérito Policial Militar, pode-se afirmar 
que: 
a) Poderá ser iniciado por Portaria do Promotor Natural, em face do poder investigativo 
do Ministério Público. 
b) Poderá ser instaurado mediante Portaria, em face de requisição do Juiz Auditor ou do 
Conselho de Justiça, quando surgirem novas provas. 
c) Deverá ser instaurado tão logo tenha a autoridade de polícia judiciária ciência da prática 
da infração e ser designado o seu Encarregado, sem o que não terá validade a 
apreensão dos instrumentos e objetos que tenham relação com o fato. 
d) O seu arquivamento apenas se aperfeiçoa com o despacho do Juiz Corregedor nesse 
sentido, com a decisão indeferitória de representação pelo STM ou a por decisão do 
Procurador-Geral. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: Vimos que ainda que o Juiz-Federal da 
Justiça Militar arquive o IPM a pedido do MPM, os autos serão enviados ao Juiz- Federal 
Corregedor, que pode concordar ou não com o arquivamento. Se ele não concorda com o 
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arquivamento, o Juiz-Federal Corregedor pode, mediante representação, interpor correição 
parcial ao STM (art. 14, I, “c”, da Lei 8457/92 e art. 498, “b”, do CPPM). O STM se der provimento 
à correição parcial, os autos serão encaminhados ao PGJM que deliberará, de maneira definitiva, 
se será ou não oferecida a denúncia. Anotem isso: Quem dá a palavra final sobre o oferecimento 
da denúncia é o PGJM. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O MPM pode requisitar a instauração de IPM, ocasião em a 
autoridade policial militar deverá expedir a Portaria para deflagrar a persecução penal. Lembre-
se requisição é ordem. (art. 10, caput e “c”, do CPPM.) 
 
A alternativa B está errada. Motivo: o Juiz-Federal da Justiça Militar não possui competência 
para determinar a instauração de IPM. A única exceção quanto a isso está no artigo 364 do 
CPPM: “Se o Conselho de Justiça ou o Superior Tribunal Militar, ao pronunciar sentença final, 
reconhecer que alguma testemunha fez afirmação falsa, calou ou negou a verdade, remeterá 
cópia do depoimento à autoridade policial competente, para a instauração de inquérito.” 
 
A alternativa C está errada. Motivo: Essa alternativa contraria o previsto no art. 12 do CPPM 
(medidas urgentes que a autoridade policial deve tomar, independentemente de ter sido ou não 
designado o encarregado do IPM). 
 
19. (STM/Juiz-Auditor/2005) Caso a denúncia não preencha dos expressos requisitos legais (art. 
77 do CPPM), o Ministério Público, atendendo o mandamento do Juiz, deverá preencher os 
requisitos no prazo de: 
a) três dias; 
b) cinco dias; 
c) quinze dias; 
d) dez dias. 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Motivo: O juiz antes de rejeitar a denúncia, 
mandará, em despacho fundamentado, remeter o processo ao órgão do Ministério Público para 
que, dentro do prazo de três dias, contados da data do recebimento dos autos, sejam preenchidos 
os requisitos que não o tenham sido. 
 
As alternativas B, C e D estão erradas. Motivos: Tais alternativas contrariam o disposto no art. 78, 
§1º, do CPPM. 
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20. (CESPE/Promotor de Justiça do Espírito Santo/2010) Acerca do processo penal militar, 
assinale a opção correta. 
a) A norma processual penal castrense autoriza o encarregado adeter o 
investigado durante as investigações policiais militares, por um prazo máximo de trinta 
dias, tanto no caso de crimes militares próprios quanto nos de crimes impróprios 
b) No sistema processual penal militar, todas as ações penais são públicas 
incondicionadas. 
c) A ação penal privada subsidiária poderá ser intentada, ainda que não prevista no 
sistema processual castrense, desde que preenchidas as condições de admissibilidade, 
entre elas a inércia do titular da persecução penal em juízo. 
d) Os vícios ocorridos na fase de IPM, como peculiaridade da persecução penal castrense, 
tais como a escolha do encarregado, o respectivo grau hierárquico em relação ao 
investigado e a designação do escrivão do inquérito, repercutem na futura ação penal, 
por se tratar de medidas que visam tutelar a hierarquia e a disciplina. 
e) A propositura de ações penais, no âmbito do processo penal militar, deve lastrear-se 
em IPM, cuja investigação deve encontrar-se encerrada, por força de imperativo legal. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Como se vê do art. 5º, LIX, da CF, a inércia 
ministerial é o principal pressuposto para o ajuizamento da ação penal privada subsidiária da 
pública. Ainda que o CPPM não contemple expressamente esta modalidade de ação penal, é 
consenso na doutrina e jurisprudência a aplicação direta de um direito fundamental haurido da 
constituição federal, qual seja, o direito do particular inaugurar a persecução penal na omissão 
do órgão ministerial. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: A detenção do indiciado mencionada no artigo 18 do CPPM 
(detenção sem ordem judicial e sem estar configurada a situação de flagrância), segundo a 
doutrina majoritária, somente tem cabimento nos crimes propriamente militares, em razão da 
autorização constitucional descrita no art. 5º, LXI, da CF. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Em regra, as ações penais no processo penal militar são 
públicas incondicionadas. Todavia, existem ações penais públicas condicionadas à requisição (art. 
95, §único, da Lei nº 8457/92 – “Parágrafo único. O comandante do teatro de operações 
responderá a processo perante o Superior Tribunal Militar, condicionada a instauração da ação 
penal à requisição do Presidente da República”) ou dos Ministros da Defesa e da Justiça (art. 31 
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do CPPM). Existe ainda a possibilidade de se valer de ações penais privadas subsidiárias da pública 
(art. 5º, LIX, da CF) 
 
A alternativa D está errada. Motivo: Não há que se falar em nulidade em sede de IPM. O que há 
em sede de persecução penal extrajudicial é a possibilidade de existir uma regularidade que não 
contamina e nem impede a propositura da ação penal militar. 
 
A alternativa E está errada. Motivo: O art. 20, §2º, do CPPM preconiza a 
possibilidade de realização de diligências não concluídas durante o IPM. Vale dizer, os laudos de 
perícias ou exames não concluídos na prorrogação do IPM, bem como os documentos colhidos 
depois dela, serão posteriormente remetidos ao juiz, para a juntada ao processo 
 
21. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). O exercício da polícia judiciária militar: 
a) Compete aos Comandantes de forças, unidades ou navios, exclusiva e pessoalmente, 
quando o agente for oficial superior, ao mesmo subordinado. 
b) Poderá ser delegado a oficial de qualquer posto, quando o agente for soldado, cabo ou 
sargento ou civil. 
c) Não admite delegação a oficial da reserva, quando o indiciado for oficial da ativa. 
d) Não exige que o oficial delegado seja de igual ou superior posto ou mais antigo, quando 
o agente é oficial da reserva. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. Motivo: O exercício do poder de polícia judiciária 
militar pode ser delegado a outro oficial da ativa, por tempo certo e para fim específico (art. 7º, 
§1º, do CPPM). Assim, pode ser delegado a oficial de qualquer posto quando estivermos diante 
de praças (soldado, cabo e sargento) ou de civil. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O exercício do poder de polícia não é exercido 
exclusivamente pelos Comandantes de forças, unidade e navios. O art. 7º elenca outras 
autoridades. Ex: Comandante da Região Militar. Além do mais, o artigo 7º, §1º, do CPPM admite 
delegação do exercício do poder de polícia a oficiais da ativa. O encarregado do IPM deve ser de 
posto superior ou, se do mesmo posto, mais antigo. Por fim, é possível observar essa delegação 
ainda que o investigado seja um oficial superior. 
 
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A alternativa C está errada. Motivo: A delegação desse exercício de polícia judiciária militar pode 
recair em oficiais da inatividade (reserva ou reformado), segundo preconiza o art. 7º, §2º, do 
CPPM. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: o artigo 7º, §1º, do CPPM admite delegação do exercício de 
polícia judiciária militar a oficiais da ativa, por tempo determinado e para fim específico. O 
encarregado do IPM deve ser de posto superior ou, se do mesmo posto, mais antigo (art. 7º, §§2º 
e 3º, do CPPM). 
 
22. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) Quanto à aplicação da lei processual penal militar: 
a) Tem aplicação intertemporal apenas nos crimes militares em tempo de guerra; 
b) Não tem aplicação a militares estaduais no que tange aos recursos e à execução de 
sentença; 
c) Tem aplicação em tempo de paz exclusivamente no território nacional; 
d) A bordo de aeronaves ou navios estrangeiros em qualquer lugar se a infração atenta 
contra as instituições militares ou a segurança nacional. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. Motivo: Em regra, a Justiça Militar Estadual segue 
o CPPM, salvo quanto à organização da JME, aos recursos e a execuções de sentença (art. 6º do 
CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O direito intertemporal visa regular a sucessão de leis no 
tempo. No processo penal, quer seja em tempo de paz, quer seja em tempo de guerra, aplica-se 
a máxima tempus regit actum (aplica-se a lei vigente ao tempo da prática do ato processual, sem 
prejuízo de validade dos atos praticados sob a égide da lei anterior). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O art. 4º, I, “b”, “c” e “d”, do CPPM enuncia hipóteses de 
aplicação da lei processual penal militar fora do território nacional e em tempo de guerra. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: A aplicação da lei processual penal militar ocorre a bordo de 
aeronaves e navios estrangeiros desde que em lugar sujeito à administração militar, e a infração 
atente contra as instituições militares ou a segurança nacional (art. 4º, I, “e”, do CPPM); 
 
 
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23. (CESPE/Defensor Público Federal/2001). 
No dia 28/9/1999, no interior de uma unidade militar, um primeiro-tenente da Marinha, em 
situação de atividade, agrediu, com socos e pontapés, um cabo, na mesma situação, causando-
lhe lesões corporais de natureza leve. Ao tomar conhecimento da infração penal, o comandante 
da unidade delegou a um capitão-tenente a instauração do inquérito policial militar (IPM). Após 
instaurar o procedimento inquisitório, ouvir testemunhas, determinar a realização do exame de 
corpo de delito e elaborar relatório, a autoridade delegada encaminhou os autos ao juiz-auditor 
da CircunscriçãoJudiciária Militar, que abriu vista ao Ministério Público Militar (MPM). O órgão 
do MPM apresentou denúncia contra o oficial, que foi aceita. Instalado o Conselho Especial de 
Justiça, o MPM apresentou um aditamento à denúncia, que foi rejeitado. Diante dessa situação 
hipotética, julgue os itens a seguir. 
 
a) O comandante da unidade, por exercer a polícia judiciária militar, poderia ter delegado 
a instauração do IPM a um oficial, desde que de posto superior ou igual ao do autor da 
infração penal. 
b) Concluído o IPM, a autoridade militar delegada pode encaminhar diretamente os autos 
à justiça militar, independentemente da apreciação do relatório pela autoridade 
delegante, que não pode avocá-lo para dar solução diferente. 
c) A ação penal é pública incondicionada, tendo o MPM legitimidade ativa ad causam. 
d) Caso o órgão do MPM não oferecesse denúncia no prazo legal nem pedisse a sua 
prorrogação ao juiz federal, bem como não requeresse diligências ou o arquivamento 
dos autos, ficando inerte, caberia ao ofendido ou ao seu representante legal intentar 
a ação penal privada subsidiária. 
e) Caberá o recurso de apelação contra a decisão que não recebeu o aditamento à 
denúncia. 
 
Comentários: O item A está correto. Motivo: O comandante da OM realizou a delegação em 
conformidade com o art. 7º, §2º, do CPPM. Na espécie, recaiu sobre oficial da ativa de posto 
superior ao indiciado. 
 
O item B está errado. Motivo: A autoridade delegante deve receber os autos antes do 
encaminhamento à JMU a fim de que apresente a solução do IPM para homologar ou apresentar 
conclusão diversa da que chegou o 1º tenente. 
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O Item C está correto. Motivo: Na espécie, a ação penal militar é pública e incondicionada, 
aplicando-se a regra geral do 29 do CPPM. 
 
O item D está correto. Motivo: Na espécie, estão presentes todos os pressupostos fáticos para a 
propositura da ação penal privada subsidiária da pública. 
 
O item E está errado. Motivo: O recurso cabível contra a decisão que não recebeu o aditamento 
à denúncia é o RESE (art. 516, “d”, do CPPM). 
 
24. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A ação penal militar: 
a) É sempre pública e incondicionada. 
b) Exige a qualidade de militar do acusado como condição de procedibilidade, nos crimes 
contra o dever militar. 
c) Dela não pode desistir o Ministério Público, a contar da apresentação da denúncia. 
d) Mesmo havendo prova de crime, em tese, e indícios de autoria, pode o Promotor deixar 
de propô-la em face da prescrição em perspectiva. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Vamos relembrar que em decorrência do princípio 
da indisponibilidade da ação penal o MPM não pode desistir da ação penal intentada e nem 
recurso ministerial interposto. 
A alternativa A está errada. Motivo: Embora a regra seja a ação penal pública incondicionada. 
Vimos que há também ações penais públicas condicionadas a requisição (art. 31 do CPPM). Sem 
falar ainda da possibilidade da ação penal privada subsidiária da pública (art. 5º, LIX, da CF). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: O único crime contra o dever militar que exige o status de 
militar como condição de procedibilidade para a ação penal militar é o delito de deserção (súmula 
12 do STM). Lembre-se que a insubmissão é crime contra o serviço militar. 
SÚMULA Nº 12 
"A praça sem estabilidade não pode ser denunciada por deserção sem ter 
readquirido o status de militar, condição de procedibilidade para 
a persecutio criminis, através da reinclusão. Para a praça estável, a 
condição de procedibilidade é a reversão ao serviço ativo." 
 
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A alternativa D está errada. Motivo: A aplicação da adoção da prescrição virtual (também 
denominada antecipada ou em perspectiva) contraria entendimento sumular de nº 438 do STJ (É 
inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com fundamento 
em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo penal) 
 
25. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). A polícia judiciária militar: 
a) É exercida pelo Ministro da Defesa e pelos Comandantes das Forças, em todo território 
nacional; 
b) Não será exercida por Comandantes ou Diretores de estabelecimento de ensino militar, 
institutos, academias ou cursos de aperfeiçoamento, Estado-Maior e altos estudos; 
c) Deverá solicitar, através da autoridade judiciária militar, das autoridades civis as 
informações e medidas que julgar úteis à elucidação das infrações penais militares que 
esteja a seu cargo; 
d) Compete prestar aos membros do Ministério Público as informações necessárias à 
instrução e julgamento dos processos, bem como realizar as diligências que por eles 
lhe forem requisitadas. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: A Polícia Judiciária Militar deve prestar 
ao destinatário imediato do IPM (MPM) as informações necessárias requisitadas para a formação 
da opinio delicti (art. 8º, “b”, do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O Ministro da Defesa não exerce atividade de polícia 
judiciária militar. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Os diretores de estabelecimento de ensino militar não 
constam do rol do art. 8º do CPPM. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A Polícia Judiciária Militar pode solicitar as informações 
necessárias à elucidação das infrações penais militares, sem ser necessária a prévia autorização 
judicial. (art. 8º,”f”, do CPPM). 
 
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26. (CESPE/Defensor Público Federal/ 2001). Analise o item abaixo: 
Um indivíduo foi selecionado para prestar serviço militar no 2.º Batalhão de Suprimento, não 
tendo se apresentado para a incorporação na data aprazada. O comandante da unidade para a 
qual o conscrito fora designado lavrou termo de insubmissão de forma circunstanciada, 
encaminhando-o ao juiz-auditor, juntamente com outros documentos relativos à insubmissão. 
Nesse caso, por tratar-se de uma simples instrução provisória de insubmissão e não de IPM, pode 
ser arquivada pelo juiz-auditor sem requerimento do MPM. 
 
Comentários: O item está errado. Motivo: O juiz-federal da JMU não pode arquivar peças 
informativas sem prévia manifestação do MPM. Se isso não for obedecido, o MPM pode se valer 
de correição parcial. 
 
27. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). No tocante à aplicação da norma processual penal, 
podemos afirmar que: 
a) A interpretação literal importa na conformidade com o significado das palavras 
segundo a intenção do legislador; 
b) A interpretação extensiva ocorre quando manifesto que a expressão da lei é mais ampla 
que sua intenção: vg. ao dizer acusado abrange homens e mulheres; 
c) Os termos técnicos são entendidos exclusivamente em sua acepção especial, não se 
admitindo sejam empregados com outra significação, salvo disposto em lei; 
d) Não se admite as interpretações extensiva ou restritiva quando desfigurar de plano os 
fundamentos da acusação que deram origem ao processo. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: Não se admite as interpretações extensiva 
ou restritiva quando: desfigurar de plano os fundamentos da acusação, cercear a defesa pessoal 
do acusado ou prejudicar/alterar o curso normaldo processo ou lhe desvirtuar a natureza. (art. 
2º, §2º, do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Interpretação literal é aquela que busca o sentido 
morfológico das palavras e não a vontade do legislador. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Interpretação extensiva é aquela em que se amplia o alcance 
do texto para se chegar a real vontade da lei. É representada pela máxima minus dixit quam voluit 
(a lei disse menos do que queria). 
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A alternativa C está errada. Motivo: Os termos técnicos são entendidos 
exclusivamente em sua acepção especial, salvo se evidentemente empregados com outra 
significação. 
 
28. (CESPE/Analista Judiciário – Execução de Mandado – STM/2011). Analise o item abaixo: 
O inquérito policial militar (IPM) caracteriza-se por exigir sigilo absoluto, previsto de forma 
expressa no CPPM, de modo que, veda-se ao advogado e ao investigado o acesso aos autos do 
procedimento investigatório. 
 
Comentários: O item está errado. Motivo: O art. 16 do CPPM prevê que o inquérito é sigiloso, 
mas seu encarregado pode permitir que dele tome conhecimento o advogado do indiciado. Além 
do mais, existe a súmula vinculante de nº 14 que veda o sigilo ao defensor. Vejamos: 
 
“É direito do defensor, no interesse do representado, ter acesso amplo aos 
elementos de prova que, já documentados em procedimento investigatório 
realizado por órgão com competência de polícia judiciária, digam respeito 
ao exercício do direito de defesa.” 
 
29. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). Quanto ao impedimento e à suspeição de juiz 
podemos afirmar que o seu parentesco com a autoridade policial que tiver funcionado no 
processo: 
a) Se for consanguíneo pode caracterizar suspeição ou impedimento; 
b) Se for consanguíneo caracteriza sempre condição de impedimento; 
c) Se for por afinidade é condição de suspeição, salvo quanto aos parentes de adotados; 
d) Caracterizará impedimento quando o parentesco por afinidade for do cônjuge. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Motivo: Tanto as regras de impedimento e de 
suspeição abarcam o parentesco consanguíneo. 
 
As alternativas B, C e D estão erradas. Motivo: As alternativas destoam das regras descritas nos 
artigos 37/41 do CPPM. 
 
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30. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) Considere a seguinte situação hipotética: O Cap. 
Bicão, membro do Conselho Permanente de Justiça, descobriu que o acusado é primo de sua ex-
esposa, com quem teve dois filhos. Nesse caso, o oficial em questão: 
a) Deverá afastar-se do Conselho em razão de impedimento por parentesco por afinidade. 
b) Deverá afastar-se obrigatoriamente em razão de suspeição, pois mesmo dissolvido o 
casamento, houve descendentes. 
c) Não é suspeito ou impedido e pode permanecer no Conselho, ressalvada questão de 
foro íntimo a seu exclusivo critério. 
d) É impedido em razão do parentesco, na linha colateral, em terceiro grau, por afinidade, 
pois mesmo dissolvido o casamento, houve descendentes. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Motivo: As regras de impedimento e de suspeição 
devem ser observadas quando, apesar da dissolução do casamento, exista descendente dessa 
relação. Contudo, devemos lembrar que primo é parente de 4º grau, portanto fora do alcance das 
regras previstas nos arts. 37/41 do CPPM. Já as questões de foro íntimo podem ser apresentadas 
pelo juiz ao Juiz-Federal Corregedor, o que autoriza englobar a hipótese descrita na alternativa 
(art. 130, § único, do CPPM). 
 
As alternativas A, B, D e E estão erradas. Motivo: Essas alternativas não encontram amparo nos 
arts. 37/41 do CPPM. 
 
31. (STM/Juiz-Auditor/2005). Um Major, que servia em Porto Alegre, foi 
sequestrado em Bagé, sendo levado para Santa Maria e, por fim, para Canoas. A competência será 
firmada: 
a) pela prevenção; 
b) pelo lugar da infração; 
c) pela sede do lugar de serviço; 
d) pelo local da residência ou domicílio dos acusados. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Como se vê, o delito de sequestro (art. 225 do 
CPM) é um crime permanente (a consumação se prolonga no tempo por vontade do agente). 
Dessa forma, a competência será firmada pela prevenção (aquele juiz que tiver antecedido na 
prática de qualquer ato pré- processual ou processual se tornará prevento para apreciar a 
demanda), nos termos do arts. 94 e 95, “c”, ambos do CPPM. 
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A alternativa B, C e D estão erradas. Motivo: O caso narrado acima, sem dúvida, é um exemplo 
de crime permanente e plurilocal (aquele em se desenvolve em duas ou mais Circunscrições 
Judiciárias Militares). Para resolver essa situação, o CPPM elegeu a prevenção para a fixação de 
competência. 
 
32. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) Quanto aos peritos e intérpretes, auxiliares do juiz: 
a) Não poderão ser peritos os menores de 21 anos; 
b) Aos intérpretes não se aplica os critérios de suspeição dos juízes; 
c) Poderão ser penalizados com multa correspondente a até dez dias de vencimento se 
não comparecerem no dia e local designados para o exame; 
d) Devem ser obrigatoriamente nomeados dentre oficiais da ativa. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. A alternativa é mera 
reprodução do texto legal (art. 52, “d”, do CPPM) 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Aos intérpretes são aplicáveis as regras referentes à 
suspeição dos juízes (art. 53 do CPPM). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: Embora seja possível a aplicação de multa aos peritos e 
intérpretes, o montante fixado na alternativa difere do preconizado no art. 50, caput, do CPPM. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: os peritos ou intérpretes serão nomeados, de preferência, 
dentre oficiais da ativa, atendida a especialidade (art. 48, caput, do CPPM) 
 
33. (STM/Juiz-Auditor/2005). O Juiz dar-se-á por suspeito no processo em que: 
a) tiver funcionado o seu cônjuge como perito. 
b) tiver dado parte oficial do crime. 
c) tiver funcionado como juiz de outra instância, pronunciando-se, de fato ou de direito, 
sobre a questão. 
d) tiver funcionado como testemunha. 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. É a única hipótese de 
suspeição de juiz (art. 38, “e”, do CPPM) 
A alternativas A, C e D estão erradas. Motivo: As alternativas referem-se a impedimento do juiz 
(art. 37, a, b e c, do CPPM); 
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34. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A competência será determinada: 
a) Nos crimes cometidos a bordo de aeronaves, no espaço aéreo brasileiro, pelo local de 
que a mesma houver partido, ou pelo domicílio do agente, se a distância tornar difícil 
a realização de diligências. 
b) Pela especialização, se houver mais de uma Auditoria na circunscrição do local do 
crime. 
c) Em geral pelo local da infração ou, quando não conhecido, pelo local de residência ou 
domicílio do acusado, quando militar em situação de atividade. 
d) Se iniciado no Brasil e consumado no exterior, pelo local onde praticado o último ato 
deexecução. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: A alternativa diz respeito aos crimes à 
distância, ou seja, quando a conduta é pratica no país e o resultado ocorre em outro. Na espécie, 
será competente a Auditoria da CJM em que se houver praticado o último ato ou execução. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Aos crimes cometidos a bordo de aeronave militar, dentro 
do espaço aéreo correspondente ao território nacional, serão processados no local do pouso 
depois do crime. Se o local do pouso se der em lugar que criará obstáculos para as diligências, a 
competência será do local de partida da aeronave. Se no local de partida do avião também existir 
essa dificuldade para as diligências, a competência será de auditoria da 2ª CJM (São Paulo – 
auditoria mais próxima da 1ª, se na CJM houver mais de 1). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Desde a entrada em vigor da Lei nº 8457/92 não existe mais 
Auditoria Especializada para a Marinha, Exército e Aeronáutica. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: Em regra, a competência territorial seria determinada pelo 
lugar da infração. Todavia, não sendo apurado o local da infração, o foro subsidiário para o militar 
da ativa será o local onde serve (local de serviço), nos termos do art. 96 do CPPM. O foro 
subsidiário será o local do domicílio ou da residência do acusado quando o agente for civil ou 
militar em situação de inatividade (art. 93 do CPPM). 
 
 
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35. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) A conexão teleológica resulta de: 
a) Duas ou mais pessoas serem acusadas da mesma infração. 
b) Várias pessoas praticarem crimes umas contra as outras. 
c) Ser uma infração praticada por várias pessoas para ocultar outra infração que 
praticaram. 
d) Várias pessoas se ajustarem para a prática de mais de uma infração, no 
mesmo tempo e lugar. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Motivo: Estamos diante de 
uma conexão objetiva consequencial – quando um crime for cometido para assegurar a ocultação, 
a impunidade ou vantagem de outro. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Notem que a alternativa diz respeito à continência por 
cumulação subjetiva (art. 100, “a”, do CPPM) 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Essa alternativa diz respeito à conexão intersubjetiva por 
reciprocidade. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: Estamos diante de uma conexão intersubjetiva por concurso 
 
36. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Quanto ao assistente de acusação, no Processo 
Penal Militar: 
a) Poderá o ofendido ou testemunha com interesse no deslinde da causa habilitar-se para 
intervir no processo na qualidade de assistente. 
b) Considera-se representante legal da vítima apenas o advogado constituído, com 
poderes especiais para tanto. 
c) Só será admitido até o julgamento. 
d) Entre outras intervenções, poderá arrazoar os recursos interpostos pelo Ministério 
Público e, inclusive, participar do debate oral. 
 
 
 
 
 
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Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: a atuação do assistente de acusação é 
mais limitada (contida) no processo penal militar quando comparada com o processo penal 
comum. O assistente de acusação no processo penal militar poderá: propor meios de prova, 
requerer perguntas às testemunhas, apresentar quesitos em perícia determinada pelo juiz ou 
requerida pelo Ministério Público, juntar documentos e arrazoar os recursos interpostos pelo 
Ministério Público. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Para alguém se habilitar como assistente de acusação 
necessariamente tem que ser enquadrar nas hipóteses do art. 60 do CPPM 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Considera-se representante legal o ascendente ou 
descendente, tutor ou curador do ofendido, se menor de 18 
(dezoito) anos ou incapaz. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O assistente será admitido enquanto não passar em julgado 
a sentença. Lembre-se o assistente recebe os autos no estado em que se encontrar, ou seja, não 
poderá solicitar a repetição de atos processuais. 
 
37. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) No tocante às partes, podemos afirmar: 
a) Promotor não pode desistir da ação penal, salvo se não tiver formulado a denúncia; 
b) Assistente de acusação não pode, em regra, arrolar testemunhas, exceto requerer a 
oitiva das referidas; 
c) Juiz deverá nomear tutor ao acusado incapaz; 
d) Acusado bacharel em direito poderá exercitar sua própria defesa, devendo 
expressamente recusar a nomeação de defensor. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. A atuação do assistente de acusação no processo 
penal militar é ainda mais limitada quando comparada com o processo penal comum. O assistente 
de acusação não pode arrolar testemunha (isso é feito pelo MPM, de modo exclusivo, no 
momento do oferecimento da denúncia), porém pode requerer a oitiva das referidas. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Promotor não pode desistir da ação penal militar, ainda que 
não tenha sido ele o autor da denúncia. Afinal de contas, o Ministério Público é regido pelo 
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princípio da indivisibilidade. A atuação ministerial é impessoal, ou seja, a ação penal ajuizada não 
representa um desejo pessoal daquele promotor de justiça, mas sim o desiderato da Instituição. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O juiz nomeia curador ao acusado incapaz (art. 72 do CPPM). 
 
A alternativa D está errada. Motivo: A alternativa destoa do previsto no art. 71, §3º, do CPPM (a 
nomeação de defensor não obsta ao acusado o direito de a si mesmo defender-se, caso tenha 
habilitação; mas o juiz manterá a nomeação, salvo recusa expressa do acusado, a qual constará 
dos autos.) 
 
38. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Nos incidentes processuais: 
a) O Juiz poderá não aceitar a arguição de sua suspeição mas, em se tratando de 
impedimento, a arguição, por se tratar de condição objetiva, é irrecusável. 
b) O incidente de insanidade mental do acusado apenas poderá ser determinado na fase 
judicial, frente à ampla defesa e o contraditório. 
c) A exceção de incompetência do juízo deverá ser arguida no curso da instrução criminal, 
até as alegações finais das partes. 
d) Em se tratando de coisa julgada, uma vez reconhecida, o juiz determinará o 
arquivamento da denúncia. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: Se o juiz reconhecer que o feito sob seu 
julgamento já foi, quanto ao fato principal, definitivamente julgado por sentença irrecorrível, 
mandará arquivar a nova denúncia, declarando a razão por que o faz (art. 153 do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: O juiz pode aceitar tanto a exceção de 
impedimento quanto a de suspeição, ocasião em que sustará a marcha do 
processo e remeterá o feito ao seu substituto. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: O incidente de insanidade mental pode também ser 
determinado em sede de inquérito policial militar. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: A exceção de incompetência do juízo deve ser oposta no 
prazo de 48 horas a contar do interrogatório (arts. 407/408 do CPPM). Lembre-se também que, 
em qualquer fase do processo, o juiz pode se declarar absolutamente incompetente. 
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39. (MPM/Promotor de Justiça Militar/1999). Em processo por crime de falsa identidade, arguida 
controvérsia prejudicial, devolutiva e absoluta, de natureza heterogênea e convicção ponderável 
e fundamentada, a respeito da nacionalidade do acusado, compete ao juiz: 
a) Determinar ex-officio ou a requerimento das partes, a remessa da controvérsia ao juízo 
não-penal, suspendendo o feito até o trânsito em julgado da questão levantada; 
b) Solucionar a controvérsia aplicando regras de cognição incidental – o juiz da ação 
também é o juiz da exceção; 
c) Instaurar incidente de falsidade em autos apartados, suspendendo o seguimento da 
ação penal, até dirimir a questão incidental; 
d) Suscitar questão incidental ao Juízo federal ordinário, competente para conhecer de 
matéria sobre estrangeiros, não suspendendo o processo. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Motivo: Em razão de questão prejudicial ser 
absoluta, por versar sobre o estado civil das pessoas, a suspensão do processo é obrigatória, 
devendo aguardar o desfecho final (trânsito em julgado) da solução dado no juízo cível. 
 
A alterativa B está errada. Motivo: Nos casos de questão prejudicial absoluta o juiz penal deve 
obrigatoriamente suspender o processo criminal até que a questão seja definitivamente 
solucionada no juízo competente. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O Juiz somente suspenderá o feito até a apuração da 
falsidade, se imprescindível para a condenação ou absolvição do acusado, sem prejuízo, 
entretanto, de outras diligências que não dependam daquela apuração. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: O caso em tela envolve estado civil da 
pessoa. Portanto, a suspensão do processo é obrigatória, conforme determina o art. 123 do 
CPPM. 
 
 
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40. (STM/ Juiz-Auditor/2005) É vedada a concessão de menagem: 
a) nos crimes cujo máximo da pena privativa de liberdade não exceda a dois anos. 
b) aos insubmissos. 
c) nos crimes cujo máximo da pena privativa de liberdade não exceda a quatro anos. 
d) aos reincidentes 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: A menagem não será deferida aos 
reincidentes em razão de expressa vedação legal (art. 269 do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: A menagem poderá ser concedida pelo juiz, nos crimes cujo 
máximo da pena privativa de liberdade não exceda a 4 anos. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: O insubmisso que se apresentar ou for capturado terá direito 
ao quartel por menagem e será submetido a inspeção de saúde. Se incapaz, ficará isento do 
processo e da inclusão (art. 464 o CPPM). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A menagem poderá ser concedida pelo juiz, nos crimes cujo 
máximo da pena privativa de liberdade não exceda a 4 anos (art. 263 do CPPM). 
 
41. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005). Na hipótese de prisão provisória: 
a) dependerá de novo mandado judicial a reacaptura dos indiciados ou acusados 
evadidos. 
b) a indicação dos direitos do preso e a autorização de contato com advogado e pessoa 
da família são dispensáveis na deserção e na insubmissão. 
c) a menagem concedida cessa com a sentença condenatória, ainda que não transitada 
em julgado. 
d) caracteriza o flagrante presumido quando o agente é perseguido logo após o fato 
delituoso, em situação que faça acreditar ser ele o seu autor. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Motivo: Com a confecção da sentença 
condenatória, ainda que não transitada em julgado, a menagem obrigatoriamente cessa (art. 265 
do CPPM). 
 
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A alternativa A está errada. Motivo: Para realizar a recaptura, que pode ser feita por qualquer 
pessoa, não é necessário mandado judicial (art. 230, parágrafo único, do CPPM). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Os direitos constitucionais de assistência ao preso (ex: de ser 
informado de seus direitos, entre os quais de permanecer em silêncio, sendo-lhe assegurada a 
assistência da família e do advogado; o direito de identificação dos responsáveis por sua prisão 
ou por seu interrogatório policial; o de entrar em contato com sua família ou pessoa por ele 
indicada) não dispensáveis na deserção e na insubmissão. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: Denomina-se de quase-flagrante (flagrante imperfeito) 
aquele em que o agente é perseguido logo após o fato delituoso em situação que faça acreditar 
ser ele o autor (art. 244, “c”, do CPPM) 
 
42. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). É certo afirmar, quanto às medidas preventivas e 
assecuratórias que: 
a) A busca domiciliar deve ser precedida, obrigatoriamente, da expedição de mandado, e 
realizada de dia, salvo na presença da autoridade judiciária; 
b) Alojamento em quartel se insere no conceito de domicílio, quando o soldado o utiliza 
como residência permanente; 
c) Armas e munições pertencentes às Forças Armadas poderão ser apreendidos ainda que 
não digam respeito à diligência; 
d) Os bens apreendidos não poderão ser restituídos, enquanto não julgado o processo. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Motivo: Se o executor da 
busca encontrar armas ou objetos pertencentes às Forças Armadas ou de uso exclusivo de 
militares quando estejam em posse indevida, ou seja incerta a propriedade, deverá apreendê-los 
(art. 185, caput, do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: A busca domiciliar deve ser precedida de ordem judicial e 
realizada de dia, salvo para acudir vítimas de crime, desastre ou em caso de flagrante delito. 
Quando a busca for realizada na presença da autoridade judiciária não haverá necessidade de 
prévia ordem judicial, porém essa somente será realizada durante o dia. 
 
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A alternativa B está errada. Motivo: O alojamento em quartel, por ser aberto aos militares da 
OM, encaixa-se nos termos do art. 174, “a”, do CPPM (Não se compreende no termo casa: hotel, 
hospedaria ou qualquer outra habitação coletiva, enquanto abertas, salvo a restrição da alínea b 
do artigo anterior). 
 
A alternativa D está errada. Motivo: Os bens apreendidos podem ser restituídos antes do trânsito 
em julgado, bastando, para tanto, que não interessem mais ao processo. 
 
43. (FUMARC/Oficial da Polícia Militar de Minas Gerais/2013). Quanto à prisão preventiva, 
marque a alternativa INCORRETA. 
a) São requisitos da prisão preventiva a prova do fato delituoso e indícios suficientes de 
autoria; 
b) Ao se evitar a vingança, por exemplo, por partes dos membros de associação criminosa, 
de quadrilha ou bando, é perfeitamente possível decretar a prisão preventiva visando 
à proteção de policial militar que praticou o fato amparado por excludente de ilicitude. 
c) Desaparecendo os motivos ensejadores da prisão preventiva anteriormente decretada, 
deverá o Juiz revogar a medida, bem como, se for o caso, de novo decretá-la, se 
sobrevierem razões que a justifiquem. 
d) o Juiz de Direito do Juízo Militar pode, de ofício, decretar a prisão preventiva. 
 
Comentários:A alternativa correta é a letra B. Motivo: Não é possível 
decretar a prisão preventiva apenas visando à proteção de policial militar que praticou o fato 
amparado por excludente de ilicitude em face de uma organização criminosa. Todavia, se existir 
algum dado concreto que indique que determinado grupo criminoso irá cometer delitos pode ser 
decretada a prisão preventiva para preservar a ordem pública. 
 
As alternativas A, C e D estão corretas, de acordo com a Banca Examinadora. Sucede que, diante 
da existência do princípio acusatório, emoldurado na CRFB/88, tem-se o juiz não poderia decretar 
prisão preventiva de ofício, sob pena de subversão do aludido princípio e usurpação das 
atribuições do MP e ato de abuso de autoridade. Portanto, questionável o gabarito da Banca 
Examinadora. 
 
 
 
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44. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013) A prisão provisória: 
a) A prisão em flagrante, no caso de perseguição não interrompida, poderá ser realizada 
em qualquer lugar onde o perseguidor alcance o capturando; 
b) Em qualquer fase do inquérito ou processo, estando o capturando militar em jurisdição 
diversa do juiz que determinar a prisão, o mandado será encaminhado à autoridade 
militar da localidade onde estiver, observada a antiguidade de posto ou graduação; 
c) A recaptura independe de mandado e pode ser realizada por qualquer pessoa; 
d) Em face da ordem constitucional e da interpretação jurisprudencial, a prisão em crime 
militar próprio dispensa o controle da autoridade judiciária 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. De acordo com o art. 230, parágrafo único, do 
CPPM, a recaptura do indiciado ou acusado evadido, independe de prévia ordem da autoridade, 
e poderá ser feita por qualquer pessoa. 
 
A alternativa A está errada. A prisão em flagrante delito, no caso de perseguição não 
interrompida, não pode ser realizada em outro país, sob pena de violar a soberania do outro país. 
Por esse motivo, o art. 229 do CPPM prevê que se o capturando estiver no estrangeiro, a 
autoridade judiciária se dirigirá ao Ministro da Justiça para que, por via diplomática, sejam 
tomadas as providências que no caso couberem. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: Se o capturando estiver em lugar estranho à jurisdição do 
juiz que ordenar a prisão, mas em território nacional, a captura será pedida por precatória, da 
qual constará o mesmo que se contém nos mandados de prisão; no curso do inquérito policial 
militar a providência será solicitada pelo seu encarregado, com os mesmos requisitos, mas por 
meio de ofício, ao comandante da Região Militar, Distrito Naval ou Comando Aéreo, 
respectivamente (art. 228 do CPPM). 
 
A alternativa D está errada. Motivo: Toda prisão está sujeita ao controle do Poder Judiciário, quer 
seja de crime militar impróprio, quer seja de crime militar próprio. 
 
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45. (CESPE/Defensor Público Federal/2015). Julgue o item a seguir, a respeito das prisões e da 
liberdade provisória no direito processual penal militar. 
A liberdade provisória mediante o pagamento de fiança é concedida somente aos civis, pois, para 
os militares, há outros instrumentos jurídicos que obstam a custódia desnecessária, como a 
menagem, por exemplo. 
 
Comentários: Esse item está errado. Esse exercício é ótimo para relembramos algumas diferenças 
entre CPP comum e o CPPM. Motivo: O Código de Processo Penal Militar não estabeleceu a 
liberdade provisória com fiança, nem mesmo para os civis. Existe apenas a liberdade provisória 
sem fiança, com vinculação (art. 253 do CPPM) e a sem vinculação (art. 270 do CPPM). 
 
46. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2013). Quanto à menagem, indique a expressão correta. 
a) A menagem a militar deverá ser sempre em quartel, navio ou estabelecimento de órgão 
militar; 
b) A menagem a insubmisso depende de decisão judicial; 
c) A menagem cessará com a sentença condenatória transitada em julgado; 
d) Juiz, para conceder a menagem em lugar sujeito à administração militar, pedirá 
informações à autoridade responsável pelo respectivo comando ou direção a respeito 
de sua conveniência 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: Essa é a exigência prevista no 264, §2º, 
do CPPM: 
“Para a menagem em lugar sujeito à Administração Militar, será 
pedida informação, a respeito da sua conveniência, a autoridade 
responsável pelo respectivo comando ou direção”. 
 
O MPM será ouvido também antes da deliberação pelo Estado-Juiz, devendo emitir parecer no 
prazo de 3 dias. (art. 264, §1º, do CPPM). 
 
A alterativa A está errada. Motivo: A menagem a militar poderá ser deferida não só no quartel, 
navio ou estabelecimento de órgão militar, mas também em residência ou em estabelecimento 
ou sede de órgão militar. 
 
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A alternativa B está errada. Motivo: A imposição de menagem em quartel previsto para o 
insubmisso decorre de previsão legal (arts. 266 e 464, ambos do CPPM), ou seja, não depende de 
decisão judicial. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A menagem cessará com a sentença condenatória, ainda que 
não tenha passado em julgado (art.267, caput, do 
CPPM). 
 
47. (Vunesp/Juiz de Direito da Justiça Militar de São Paulo/2016) Em relação à menagem, é 
correto afirmar que: 
a) somente poderá ser aplicada ao militar, ativo ou inativo, sendo vedada a sua aplicação 
aos civis. 
b) a sua concessão deve observar como requisito subjetivo, que o crime seja apenado com 
pena privativa de liberdade de reclusão ou detenção. 
c) a sua concessão deve observar como requisito objetivo, que o acusado não seja 
reincidente. 
d) haverá detração na pena do período, salvo se concedida em residência ou cidade. 
e) poderá ser concedida pela autoridade de polícia judiciária militar 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. A menagem concedida em residência ou cidade 
não será levada em conta no cumprimento da pena (art. 268 do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: A menagem aplica-se tanto aos militares como aos civis (art. 
264 do CPPM). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: A sua concessão deve observar como 
requisito objetivo, que o crime apenado com pena privativa de liberdade não exceda a 4 (quatro) 
anos. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A reincidência é requisito subjetivo para a concessão da 
menagem. 
 
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A alternativa E está errada. Motivo: A menagem em nenhuma hipótese pode ser concedida pela 
autoridade de polícia judiciária. Vale dizer, a menagem necessariamente deve decorrer de 
imposição legal (art. 266 do CPPM) ou de decisão judicial. 
 
48. (CESPE/Defensor Público Federal/2015) Julgue o item a seguir, a respeito das prisões e da 
liberdade provisória no direito processual penal militar. 
O comparecimento espontâneo do indiciado ou acusado, ao juízo ou perante o encarregado ou 
mesmo diante da autoridade policial, no intuito de promover esclarecimentos acerca dos fatos, 
colaborando efetivamente com a investigação,identificando eventuais coautores ou partícipes da 
ação criminosa e a recuperação total ou parcial do crime, terá, como efeito imediato, a suspensão 
da ordem de prisão preventiva ou a imposição de caráter cautelar diversa da custódia contra o 
indiciado ou acusado. 
Comentários: O item está errado. Motivo: O comparecimento espontâneo não inibe a decretação 
da prisão preventiva. Veja a lição do jurista Julio Fabbrini Mirabete: 
“A fim de impedir que o criminoso astuto fruste a execução da pena, 
prevê a lei que a apresentação espontânea do criminoso à autoridade 
policial ou judiciária não impede que seja decretada sua prisão 
preventiva, caso estejam presentes seus pressupostos e fundamento. 
Deve-se considerar, entretanto, que a apresentação espontânea do 
acusado, para ser preso, se aliada à sua primariedade e outras 
condições pessoais, é indício de que não há necessidade ou 
conveniência da custódia, ainda que já decretada. Com maior razão, 
também se tem entendido que a apresentação do autor do fato de 
autoria ignorada ou imputada a outrem pode indicar a 
desnecessidade da medida.” 
Vale destacar também que o CPPM não previu medidas cautelares diversas da prisão como as 
previstas no CPP comum (art. 319). 
 
49. (CESPE/Analista Judiciário - STM/2004). Acerca do processo penal militar, julgue o seguinte 
item. 
A busca pessoal consiste na procura material realizada em vestes, malas e outros objetos que 
estejam com uma pessoa sobre a qual recaia fundada suspeita de que oculte consigo instrumento 
ou produto do crime, ou elementos de prova. 
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Comentários: O item está correto. Motivo: A busca pessoal consistirá na procura material feita 
nas vestes, pastas, malas e outros objetos que estejam com a pessoa revistada e, quando 
necessário, no próprio corpo (exemplos: sacola ou caixa) ou até mesmo automóveis. Será 
realizada quando houver fundada suspeita de que alguém oculte consigo: a) instrumento ou 
produto do crime e b) elementos de prova. 
 
50. (CIAAR/ Oficial Temporário – Serviços Jurídicos/2012) Marque a alternativa que apresenta 
uma hipótese de medida preventiva e assecuratória não prevista no Código de Processo Penal 
Militar. 
a) Menagem. 
b) Prisão preventiva. 
c) Prisão temporária. 
d) Prisão em flagrante. 
 
Comentários: A alternativa a ser assinalada é a letra C. Motivo: A prisão temporária prevista na 
Lei nº 7960/89 não tem previsão no CPPM. 
 
As alternativas A, B e D estão previstas no Código de Processo Penal Militar. Vale dizer, a 
menagem, a prisão preventiva e a prisão em flagrante delito estão previstas no Código de 
Processo Penal Militar. A menagem é prevista tão somente no CPPM. 
 
51. (Marinha do Brasil/ Oficial-Direito/2013) Assinale a opção que NÃO corresponde a um dos 
fundamentos da prisão preventiva previstos no art. 255 do Código de Processo Penal Militar. 
a) garantia da ordem econômica. 
b) conveniência da instrução criminal. 
c) periculosidade do indiciado. 
d) segurança da aplicação da lei penal militar. 
e) exigência da manutenção das normas ou princípios da hierarquia e da disciplina 
militares, quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou 
acusado. 
Comentários: A alternativa a ser assinalada é a letra A. Motivo: O Código de Processo Penal 
Militar não elencou a garantia da ordem econômica como motivo do periculum libertatis, 
conforme se vê no art. 255 do CPPM. Tal requisito tem previsão apenas no CPP comum. 
 
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As alternativas B, C e D estão previstas no Código de Processo Penal Militar. Vale dizer, são 
requisitos do periculum libertatis descritos no CPPM: a conveniência da instrução criminal, a 
periculosidade do indiciado, a segurança da aplicação da lei penal militar e a exigência da 
manutenção das normas ou princípios da hierarquia e da disciplina militares, quando ficarem 
ameaçados ou atingidos com a liberdade ou acusado. 
 
52. (PMMG/ Oficial da Polícia Militar de MG/2014) Um militar foi preso, em flagrante delito, pelo 
cometimento, em tese, de ilícito penal militar. Dada a lavratura do Auto de Prisão em Flagrante é 
CORRETO afirmar que: 
a) Apresentado o preso ao oficial de dia, de serviço ou de quarto, serão, por ele, ouvidos 
o acusado, o condutor e as testemunhas que o acompanharem, nesta ordem, sob pena 
de nulidade. 
b) Quando a prisão em flagrante for efetuada em lugar não sujeito à administração militar, 
o auto poderá ser lavrado por autoridade civil, ou pela autoridade militar do lugar mais 
próximo daquele em que ocorrer a prisão. 
c) A falta de testemunhas não impedirá o auto de prisão em flagrante, que será assinado 
por três pessoas, pelo menos, que hajam testemunhado a apresentação do preso. 
d) Dentro em vinte e quatro horas após a prisão, se a autoridade militar ou judiciária 
verificar a manifesta inexistência de infração penal militar ou a não participação da 
pessoa conduzida, revogará a prisão. 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. Estamos diante de mera reprodução do artigo 250 
do CPPM. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Apresentado o preso ao comandante ou ao oficial de dia, de 
serviço ou de quarto, ou autoridade correspondente, ou autoridade judiciária, será, por qualquer 
deles, ouvido o condutor e as testemunhas que o acompanharem, bem como inquirido o indiciado 
sobre a imputação que lhe é feita, e especialmente sobre o lugar e hora em que o fato aconteceu, 
lavrando-se de tudo auto, que será por todos assinado (art. 245, caput, do CPPM) 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A falta de testemunhas não impedirá o auto de prisão em 
flagrante, que será assinado por duas testemunhas, pelo menos, que hajam testemunhado a 
apresentação do preso (art. 245, §2º, do CPPM). 
A alternativa D está errada. Motivo: A alternativa está em confronto com o previsto no artigo 246, 
§2º, do CPPM 
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53. (PMMG/ Oficial da Polícia Militar de MG/2014) A prisão em flagrante delito por crime 
militar está tipificada no artigo 243 e seguintes do CPM. Sobre tal instituto, é importante 
salientar: 
a) Em regra, qualquer um do povo pode prender o militar que esteja na prática de crime 
militar, exceto no que condiz ao crime de Deserção, que é propriamente militar, 
situação em que apenas um militar pode prender outro militar. 
b) Qualquer um do povo pode prender um militar que esteja na prática de crime militar e 
o superior hierárquico deve prender seu subordinado, nessa condição. No caso do 
autor do crime ser o superior hierárquico, o subordinado deve comunicar 
imediatamente a autoridade superior a ambos para que as providências legais sejam 
adotadas imediatamente. 
c) O estado de flagrância é prorrogado, no caso de crimes propriamente militares, que por 
definição sempre são permanentes. 
d) O preso em flagrante delito por crime militar deverá ser apresentado perante o 
Comandante ou Oficial de Dia/de Serviço para autuação, respeitando os preceitos 
hierárquicos para a elaboração do feito. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: O preso em flagrante delito por crime 
militar deve ser apresentado ao Comandante ou ao oficial de dia, de serviço ou de quarto, ou 
autoridade correspondente (ex: Diretorde Hospital de Guarnição) para atuação. Para lavratura 
do APF será observada a hierarquia. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Qualquer pessoa pode prender alguém em flagrante delito 
(flagrante facultativo), podendo também prender o insubmisso e o desertor (art. 243 do CPPM). 
 
A alternativa B está errada. Motivo: O preceito da hierarquia não necessita ser observado quando 
estivermos diante de um flagrante delito, ou seja, qualquer militar pode prender outro em caso 
de flagrante delito, independente do posto ou da gradação. Vale dizer, apenas a prisão decorrente 
de mandado judicial deve necessariamente observar a regra descrita no art. 223 do CPPM (A 
prisão deverá ser feita por outro militar de posto ou graduação superior, ou se igual, mais antigo). 
Este é o entendimento que predomina na doutrina especializada. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: Os crimes propriamente militares não são necessariamente 
permanentes. 
 
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54. (VUNESP/ Juiz de Direito da Justiça Militar de São Paulo/2016). Nos termos do Código de 
Processo Penal Militar, o instituto da liberdade provisória: 
a) não poderá ser aplicado aos crimes culposos contra a segurança externa do país; 
b) poderá ser aplicado a todos os crimes culposos previstos no Código Penal Militar. 
c) poderá ser aplicado ao crime militar de desrespeito a superior quando a infração for 
punida com pena de detenção não superior a dois anos. 
d) poderá ser aplicado ao crime militar de publicação ou crítica indevida quando a infração 
for punida com pena de detenção não superior a dois anos. 
e) tem sua aplicação vedada em razão dos valores, hierarquia e disciplina, prestigiados 
pelo Direito Penal Militar. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Motivo: De acordo com o artigo 270, parágrafo 
único, “a”, do CPPM, não poderá livrar-se solto no caso dos crimes culposos contra a segurança 
externa do país. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: A alternativa está errada em razão do previsto no art. 270, 
parágrafo único, “a”, do CPPM, ou seja, não poderá livrar-se solto no caso dos crimes culposos 
contra a segurança externa do país. 
 
A alternativa C está errada. Motivo: O crime de desrespeito a superior (art. 160 do CPM) está 
previsto no art. 270, parágrafo único, do CPPM, como um dos delitos com pena de detenção não 
superior a dois anos em que não pode livrar-se solto. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: O crime de publicação ou crítica indevida (art. 166 do CPM) 
está previsto no art. 270, parágrafo único, do CPPM, como um dos delitos com pena de detenção 
não superior a dois anos em que não pode livrar-se solto. 
 
A alternativa E está errada. Motivo: A liberdade provisória é perfeitamente 
aplicável nos processos penais militares (arts. 253 e 270, ambos do CPPM). Lembre-se, porém, 
que não há a liberdade provisória com fiança na Justiça Militar. 
 
 
 
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55. (EsFCEX/ Oficial do Exército Brasileiro/2009) Para a concessão da menagem é necessário que 
o acusado tenha bons antecedentes, que seja levado em consideração a natureza do crime e que 
a pena em abstrato (em seu grau máximo) não ultrapasse: 
a) 1 ano. 
b) 2 anos. 
c) 3 anos. 
d) 4 anos. 
e) 5 anos. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra D. Motivo: A menagem poderá ser concedida pelo 
juiz, nos crimes cujo máximo da pena privativa de liberdade não exceda a 4 (quatro) anos, tendo-
se, porém, em atenção a natureza do crime e os antecedentes do acusado (art. 263 do CPPM). 
 
56. (IOBV/ Oficial da Polícia Militar de MG/2015) A prisão preventiva pode ser decretada pelo 
auditor ou pelo Conselho de Justiça, de ofício, a requerimento do Ministério Público ou mediante 
representação da autoridade encarregada do inquérito policial-militar, em qualquer fase deste ou 
do processo, concorrendo os requisitos de prova do fato delituoso; indícios suficientes de autoria. 
Além destes requisitos, a prisão preventiva, de acordo com o artigo 255 do Código de Processo 
Penal Militar, deverá fundar-se, dentre outros, em um dos seguintes casos, exceto: 
a) Garantia da ordem pública. 
b) Segurança da aplicação da lei penal militar. 
c) Exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares, 
quando ficarem ameaçados ou atingidos com a liberdade do indiciado ou acusado. 
d) Quando necessária e imprescindível para apaziguar o clamor público. 
 
Comentários: A alternativa a ser assinalada é a letra D. Motivo: Não consta 
do rol taxativo do art. 255 do CPPM o clamor público como um dos requisitos do periculum 
libertatis. 
 
As alternativas A, B e C não devem assinaladas. Motivo: As hipóteses por elas enunciadas constam 
do rol do art. 255 do CPPM 
 
 
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57. (PMMG/ Oficial da Polícia Militar de MG/2011) Analisando o instituto da MENAGEM, é 
importante saber que: 
a) é um instituto aplicado ao policial militar que tenha mais de 20 anos de serviço e que 
praticou delito sem violência, mas incompatível com a função, e que, por seus bons 
antecedentes, merece ser reformado proporcionalmente ao tempo de serviço. 
b) é aplicável para policiais militares que possuem bons antecedentes, para crimes cuja 
pena aplicável não seja privativa de liberdade, permitindo que possam manter a 
função pública, ainda que condenados judicialmente. 
c) é um instituto que permite ao juiz a concessão do cumprimento da pena 
privativa de liberdade que não exceda quatro anos, para acusados que tenham bons 
antecedentes, no lugar de sua residência. 
d) é um instituto privativo do militar da ativa que permite a permuta do tempo de 
cumprimento da pena privativa de liberdade por serviço público regular, além das 
atividades ordinárias da rotina do profissional. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra C. Motivo: São requisitos para a concessão da 
menagem que a pena privativa de liberdade não ultrapasse a 4 anos e que o agente tenha bons 
antecedentes. A menagem pode ser concedida em residência, porém nesse caso não haverá 
detração penal (art. 268 do CPPM). 
 
A alternativa A está errada. Motivo: Essa alternativa mistura reforma com menagem, criando 
uma confusão enorme. Vamos lá. A menagem não exaure a sua aplicação aos militares da ativa, 
ou seja, os civis também podem ser agraciados com ela. A aplicação da menagem não autoriza a 
reforma proporcional ao tempo de serviço. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: A menagem tem incidência aos crimes com pena privativa 
de liberdade não superior a 4 anos. Vale dizer, não é um instituto incidente aos crimes que com 
sanção diversa da pena privativa de liberdade (ex: reforma, suspensão do exercício do posto, 
graduação, cargo e função). 
 
A alternativa D está errada. Motivo: A menagem pode ser aplicada tanto para militares como 
para civis. Além disso, a menagem não está relacionada à permuta do tempo de pena por serviço 
público. 
 
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58. (MPM/Promotor de Justiça Militar/2005) Na produção daprova testemunhal: 
a) A testemunha ouvida por precatória será inquirida perante o Juiz Auditor, 
singularmente, presentes o Promotor e a Defesa. 
b) A testemunha poderá se eximir de depor, alegando questão de foro íntimo ou ser 
inimiga ou amiga íntima do acusado. 
c) A testemunha poderá limitar a sua declaração confirmando a que prestou no inquérito. 
d) Testemunhas suplementares são aquelas arroladas pelas Partes, além das numerárias 
e das referidas. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra A. Em caso de precatória, o juízo deprecado ao ouvir 
a testemunha o fará de modo singular, ou seja, não haverá a participação do Conselho 
Permanente de Justiça no momento do testemunho. 
 
A alternativa B está errada. Motivo: A testemunha tem o dever de depor, conforme determina o 
art. 354 do CPPM. Além do mais, caso a presença do acusado causa algum constrangimento a 
testemunha, o juiz determinará a retirada do acusado do recinto (art. 358 do CPPM). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A testemunha não poderá se limitar a 
declarar que confirma o depoimento prestado em juízo, sob pena de violar os princípios do 
contraditório e da ampla defesa. Aliás, essa vedação consta expressamente no art. 352 do CPPM. 
 
A alternativa D está errada. Motivo: As testemunhas suplementares são ouvidas por iniciativa do 
juiz. 
 
59. (CESPE/ Juiz-Auditor/2013-Adaptada) Analise o item a seguir. 
Uma vez determinado o exame pericial, admite-se, em qualquer fase da persecução, a formulação 
de quesitos e a indicação de assistente técnico pelo MP, pelo assistente de acusação, pelo 
ofendido e pelo acusado. 
Comentários: O item está errado. Motivos: Os quesitos não podem ser apresentados em 
qualquer fase do processo, mas sim quando determinado pela autoridade competente. Vejamos 
o que diz o art. 316 do CPPM: A autoridade que determinar a perícia formulará os quesitos que 
entender necessários. Poderão, igualmente, fazê-lo: no inquérito, o indiciado; e, durante a 
instrução criminal, o Ministério Público e o acusado, em prazo que lhes for marcado para aquele 
fim, pelo auditor. 
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60. (STM/Juiz-Auditor/2005) Assinale a opção correta: 
a) tem valor de prova a confissão, mesmo que incompatível com as demais provas do 
processo; 
b) o silêncio do acusado não implicará em confissão; 
c) a confissão é irretratável; 
d) a confissão do acusado somente será válida se ocorrer na oportunidade do seu 
interrogatório. 
 
Comentários: A alternativa correta é a letra B. Motivo: Não existe no processo penal militar a 
figura da confissão ficta (ou presumida), de modo que o silêncio ou inexistência de impugnação 
específica da situação fática não autoriza a presunção de veracidade dos fatos narrados na 
denúncia. Acrescente-se ainda que o direito de permanecer em silêncio foi previsto no art. 5º, 
LXIII, da CF, não podendo, assim, implicar em confissão. 
 
A alternativa A está errada. Motivo: A confissão somente será considerada válida quando 
apresentar compatibilidade e concordância com as demais provas do processo (art.307, “e”, do 
CPPM). 
 
A alternativa C está errada. Motivo: A confissão é retratável (art. 309 do CPPM). 
 
A alternativa D está errada. Motivo: É certo que, em regra, a confissão ocorre durante o 
interrogatório, mas é perfeitamente possível ela se dar fora do interrogatório, ocasião em que 
será tomada por termo nos autos (art. 309 do CPPM).

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