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Oncologia 2 Técnico de enfermagem tema: PROSTATECTOMIA TRANSVESICAL Nome: Paola Oliveira Colégio Tableau 2020 Introdução Prostatectomia é o nome que se dá a cirurgia realizada para retirar a próstata ou parte dela. Existem vários tipos de prostatectomia, sendo a mais conhecida a prostatectomia radical que é utilizada no tratamento do câncer de próstata. Existem ainda diferentes formas de se realizar a retirada da próstata incluindo, modalidades aberta, laparoscópica e por cirurgia robótica. A próstata é uma glândula localizada entre a bexiga e a uretra. A principal função da próstata é reprodutiva através da produção de liquido prostático que compõe o sêmen. No entanto devido a sua posição a próstata participa da dinâmica relacionada a micção, ajudando com a continência urinária. Com o envelhecimento masculina ocorre um aumento progressivo da próstata, ao que chamamos hiperplasia prostática benigna. Com isso o órgão pode passar a constituir um obstáculo a micção, causando sintomas como: · redução do jato urinário · esforço miccional · jato urinário entrecortado · gotejamento após micção · elevação da frequência urinário · urgência urinária · elevação da frequência urinária noturna Outro aspecto que torna a saúde prostática tão relevante está relacionado ao risco de câncer. Sabemos que o câncer de próstata é segundo tipo mais comum no sexo masculino. No Brasil afeta cerca de 60.000 homens por ano segundo estatísticas do Instituto Nacional de Câncer. Causas A hiperplasia prostática benigna (HPB) torna-se muito mais frequente à medida que os homens envelhecem, especialmente depois dos 50 anos de idade. A causa exata não é conhecida, mas provavelmente envolve alterações causadas por hormônios, incluindo a testosterona e, especialmente, di-hidrotestosterona (um hormônio relacionado à testosterona). Medicamentos, tais como anti-histamínicos e descongestionantes nasais de venda livre, podem aumentar a resistência ao fluxo de urina ou reduzir a capacidade de contração da bexiga, causando o bloqueio temporário do fluxo de urina para fora da bexiga em homens com HPB. Sintomas A hiperplasia prostática benigna (HPB) inicialmente causa sintomas quando a próstata aumentada começa a bloquear o fluxo de urina. Às vezes, os profissionais de saúde usam o termo sintomas do trato urinário inferior para descrever a combinação dos sintomas que a HPB pode causar. Primeiro, os homens podem ter dificuldade para iniciar a micção. A micção também pode dar a sensação de ter sido incompleta. Como a bexiga não esvazia completamente, os homens têm de urinar com mais frequência, geralmente durante a noite (noctúria). Além disso, a necessidade de urinar pode tornar-se mais urgente. O volume e a força do fluxo urinário podem diminuir notavelmente e a urina pode gotejar no final da micção. Complicações Outros problemas podem se desenvolver devido a uma próstata aumentada, mas esses problemas afetam apenas um pequeno número de homens com HPB. A obstrução do fluxo da urina com a retenção de um pouco de urina na bexiga pode aumentar a pressão na bexiga e limitar o fluxo de urina a partir dos rins, intensificando o esforço dos rins. Esta pressão aumentada pode impedir a função renal, embora o efeito normalmente seja temporário se a obstrução for aliviada logo. Se a obstrução for prolongada, a bexiga pode esticar demais, causando incontinência por transbordamento. À medida que a bexiga se estica, as pequenas veias da bexiga e da uretra também se esticam. Às vezes, estas veias se rompem quando os homens fazem força para urinar, fazendo com que sangue entre na urina. O fluxo de urina para fora da bexiga pode ser obstruído (retenção urinária) completamente, tornando impossível a micção e, geralmente, levando a uma sensação de inchaço e dores intensas no abdômen inferior. No entanto, ocasionalmente, é possível ocorrer retenção urinária com poucos ou até mesmo nenhum sintoma até que a retenção fique muito grave. A retenção urinária pode ser desencadeada pelas seguintes condições: · Imobilidade (por exemplo, quando colocado em repouso na cama) · Estar exposto ao frio · Adiar a micção por muito tempo · Uso de determinados anestésicos, álcool, anfetaminas, cocaína, opioides ou medicamentos com efeitos anticolinérgicos (veja a barra lateral Anticolinérgicos: o que isso significa?) como anti-histamínicos, descongestionantes e alguns antidepressivos Diagnostico · Exame retal · Às vezes urofluxometria · Às vezes, biópsia ou ressonância magnética (RM) Ao sentir a próstata durante um exame retal, os médicos geralmente podem determinar se ela está aumentada. Os médicos inserem um dedo com luva e lubrificado no reto. A próstata pode ser sentida logo à frente do reto. A próstata com hipertrofia prostática benigna (HPB) é percebida como aumentada, simétrica e lisa, mas não é dolorosa ao toque. A presença de áreas duras pode indicar câncer da próstata. Uma amostra de urina deve ser examinada (urinálise) para confirmar que não há infecção ou hemorragia. Quando um exame revelar que a próstata está aumentada ou o homem tiver sintomas de obstrução urinária, os médicos geralmente também realizam um exame para medir o nível de antígeno específico da próstata (PSA) no sangue. O nível de PSA pode ser elevado em homens com HPB e também em homens com câncer da próstata. Se o nível de PSA estiver elevado ou a próstata estiver dura ou nodulosa ao toque, outros exames podem ser necessários para determinar se existe câncer. Homens que têm sintomas de obstrução urinária podem ser solicitados a urinar em um aparelho que mede o volume e a frequência do fluxo de urina (teste chamado urofluxometria). Imediatamente após a urofluxometria, os médicos realizam um exame de ultrassom da bexiga para determinar o quanto a bexiga foi esvaziada. Ambos os testes ajudam a diagnosticar a presença e gravidade da obstrução urinária. Se o médico suspeitar da presença de câncer da próstata, ele pode realizar uma ultrassonografia transretal (USTR) para ajudar a identificar uma amostra de tecido da próstata que pode ser utilizada para biópsia. Uma tecnologia mais recente denominada RM multiparamétrica pode ser utilizada para melhorar o diagnóstico e o tratamento da HPB em homens com níveis de PSA elevados ou ascendentes. Tratamento · Medicamentos · Algumas vezes, cirurgia · Tratar a infecção ou retenção urinária antes de tratar a hiperplasia prostática benigna (HPB) O tratamento não é necessário, a menos que a HPB cause sintomas ou complicações especialmente incômodos (como infecções do trato urinário, comprometimento da função renal, sangue na urina, cálculos ou retenção urinária). Os medicamentos que podem piorar os sintomas, como opioides com efeitos anticolinérgicos (por exemplo, muitos anti-histamínicos e alguns antidepressivos), além de medicamentos denominados simpatomiméticos (incluindo alguns medicamentos para o resfriado comum) devem ser suspensos, quando possível. Medicamentos Os medicamentos geralmente são tentados primeiro. Bloqueadores alfa-adrenérgicos (tais como terazosina, doxazosina, tansulosina, alfuzosina ou silodosina) relaxam certos músculos da próstata e da saída da bexiga e podem melhorar o fluxo de urina. Alguns medicamentos (como finasterida e dutasterida) podem bloquear os efeitos dos hormônios masculinos responsáveis pelo crescimento da próstata, reduzindo-a e prevenindo ou retardando a necessidade de cirurgia ou outros tratamentos. No entanto, talvez seja necessário tomar finasterida e dutasterida por três meses ou mais, antes que os sintomas sejam aliviados. Além disso, alguns homens que tomam finasterida ou dutasterida nunca sentem alívio de seus sintomas. Alguns homens são tratados com um bloqueador alfa-adrenérgico mais finasterida ou dutasterida. Há muitos produtos de medicina complementar e alternativa de venda livre que alegadamente ajudam o tratamento da HPB, mas nenhum deles, nem mesmo oSerenoa repens, demonstrou ser eficaz. Os homens que também têm disfunção erétil (impotência) podem ser tratados diariamente com tadalafila, porque esse medicamento pode ajudar tanto com a disfunção erétil como com a HPB. Cirurgia Se os medicamentos forem ineficazes, poderá ser feita uma cirurgia. A cirurgia oferece o maior alívio dos sintomas, mas pode causar complicações. O procedimento cirúrgico mais comum é a ressecção transuretral da próstata (RTUP), em que um médico passa um endoscópio (um tubo de visualização) através da uretra. Ligado ao endoscópio, há um instrumento cirúrgico que é usado para remover parte da próstata. Às vezes, um laser é usado durante a RTUP. A RTUP não envolve uma incisão da pele. A RTUP pode levar a complicações como infecção e hemorragia. Além disso, a incontinência urinária permanente se desenvolve em aproximadamente 1 a 3% dos homens. O procedimento também pode causar disfunção erétil permanente. A frequência com que ocorre disfunção erétil não é conhecida. Alguns especialistas estimam que até 35% dos homens que se submetem à RTUP desenvolvem disfunção erétil, mas a maioria das estimativas são mais baixas (5 a 10%). Depois da RTUP, alguns homens ejaculam o sêmen na bexiga em vez de sair pela uretra (chamada de ejaculação retrógrada). Contudo, os avanços técnicos melhoraram em muito a segurança da RTUP. Cerca de 10% dos homens submetidos à RTUP precisam repetir o procedimento dentro de 10 anos, porque a próstata continua a crescer. Se a próstata estiver muito grande, pode não ser possível realizar a RTUP e os médicos talvez precisem realizar um procedimento cirúrgico mais invasivo através de uma incisão no abdômen. Vários tratamentos cirúrgicos alternativos oferecem alívio dos sintomas com menos rapidez que a RTUP. No entanto, o risco de complicações é mais baixo com esses tratamentos. A maioria desses procedimentos é feita com instrumentos introduzidos através da uretra. Estes tratamentos destroem o tecido da próstata por meio de · Calor das micro-ondas (termoterapia transuretral de micro-ondas ou hipertermia) · Agulha (ablação transuretral com agulha) · Ondas de radiofrequência (vaporização por radiofrequência) · Ultrassom (ultrassom focalizado de alta intensidade; não aprovado nos EUA para o tratamento da HPB) · Vaporização elétrica (eletrovaporização transuretral) · Com laser (terapia com laser) · Tratamentos mais recentes, como injeção de água quente sob pressão na próstata ou inserção de dispositivos através do pênis para ajudar a sustentar a parte interna da uretra Complicações Os problemas decorrentes da obstrução urinária podem necessitar de tratamento antes que a HPB seja tratada definitivamente. A retenção urinária pode ser tratada através da drenagem da bexiga por meio de um cateter inserido através da uretra. As infecções podem ser tratadas com antibióticos. referencias https://www.drjappedrosa.com/prostatectomia/ file:///C:/Users/aa/Downloads/Roberto%20Albuquerque%20Bandeira.pdf https://repositorio.ufrn.br/jspui/handle/123456789/14731 Prodtrctomia radical retropublica Prostatectomia radical retropúbica. Nessa técnica, o cirurgião faz uma incisão na parte inferior do abdome, do umbigo até o osso púbico. Esse procedimento é feito com anestesia geral, anestesia raquidiana ou peridural com sedação. Se, existe uma chance razoável da doença ter se disseminado para os linfonodos próximos, baseado nos resultados do PSA, da biópsia e outros fatores, o cirurgião removerá alguns desses linfonodos. Após a cirurgia, é mantido uma sonda vesical, durante 1 a 2 semanas, para drenar a bexiga. Quando o cateter é retirado, o paciente volta a urinar normalmente. PROSTATECTOMIA PERINEAL A prostatectomia perineal é realizada através de uma incisão na região do períneo (espaço entre o escroto e o ânus), diferente das outras técnicas em que o acesso é feito pelo abdome. A vantagem desse acesso é a maior visibilidade da transição entre próstata e uretra e melhor tempo de recuperação quando comparado a cirurgia aberta convencional. Como desvantagem na prostatectomia perineal o feixe vásculo-nervoso, responsável pela ereção, é menos visível ao cirurgião dificultando sua preservação. Outra importante desvantagem é que pelo acesso perineal não é possível a remoção dos linfonodos (linfadenectomia) – indicada em casos de câncer de próstata de intermediário/alto risco. Nesses casos uma incisão abdominal é necessária para realização da linfadenectomia. As principais indicações da prostatectomia perineal são pacientes muito obesos (acesso melhor que cirurgia aberta convencional) e pacientes com antecedente de transplante de rim ou reconstruções da parede abdominal complexa que dificultam o acesso abdominal. Atualmente a prostatectomia perineal é pouco realizada pelos Urologistas, por isso se for de desejo do paciente este tipo de acesso é fundamental procurar um médico Urologista familiarizado com esse procedimento. Cuidados de enfermagem ] Os cuidados de enfermagem no pós operatório da prostatectomia radical são vários, como descritos por Santos et al. (2012): Acompanhamento psicológico · Identificar e discutir as necessidades de suporte psicológico. · Fornecer apoio emocional, aconselhamento ou encaminhamento para outros recursos. Incentivar a participação em grupos de apoio. · Disponibilizar-se a ouvir o paciente. Orientações sobre o período pós-operatório · Dar explicações quanto ao tempo de recuperação, a evolução desse período e orientar exercícios que acelerem esse processo. · Alertar para as possíveis complicações da cirurgia (infecções, bloqueios do tecido cicatricial, espasmos de bexiga, dor, incontinência urinária e disfunção sexual). · Orientar cuidados com o cateter (banhos quentes, lavar a ponta do pênis com frequência, usar pomada e vestir roupas largas). · Orientação dos parceiros/cuidadores sobre cuidados pós-operatórios. · Fornecer orientações impressas específicas para o cuidado após a alta baseadas nas necessidades identificadas, com linguagem simples, sobre o que comumente pode ocorrer, sobre mudanças das atividades da vida diária, complicações, efeitos colaterais e o que se deve fazer quando surgirem problemas. · Acompanhar a realização do autocuidado pelo paciente durante a hospitalização. · Ensinar ao paciente as medidas de redução do risco de infecção urinária, bem como seus sinais e sintomas. · Informar o paciente sobre a necessidade de aumento da ingestão de líquidos (no mínimo oito copos), particularmente água, especialmente no primeiro mês após a cirurgia e enquanto a urina estiver sanguinolenta. Tratamento da disfunção erétil · Mostrar-se disponível para esclarecimento de possíveis dúvidas. · Explicar a natureza da disfunção erétil. · Orientar quanto a possíveis tratamentos para o problema (uso de inibidores da fosfodiesterase, supositório intrauretral, injeção peniana, dispositivo a vácuo e prótese peniana). · Incentivar outras formas de satisfação, como o aumento na expressão do afeto sem exigir o contato sexual. · Fornecer, dentro do possível, apoio psicológico, e quando necessário encaminhar para um psicólogo. · Estimular a retomada da atividade sexual de forma gradual, especialmente quando se sentirem dispostos. · Incentivar a comunicação aberta entre o casal Tratamento da incontinência · Ensinar a realização de exercícios que fortaleçam a musculatura do assoalho pélvico. · Ensinar a elaborar e interpretar um gráfico de controle urinário. · Fornecer instruções sobre higiene regular. · Fornecer informações sobre terapias alternativas (estimulação elétrica e opções farmacológicas). · Orientar intervenções que proporcionem proteção e conforto. Tratamento da dor · Disponibilizar informações sobre as opções de terapia de controle da dor. · Intervenções comportamentais tais como relaxamento, distração e imaginação. · Administrar opióides, anti-inflamatórios não esteroides, ou ambos. · Orientar a realização de analgesia controlada pelo paciente. · Orientar para a atenção do paciente com fatores que precipitam e aliviam a dor, para que este setorne ativo no tratamento. Tratamento da hiponatremia · Manter controle hidroeletrolítico. · Identificar, confirmar e tratar a hiponatremia pós-operatória. · Substituir a solução de irrigação do cateter por solução salina normal, assim que possível. referencias AMERICAN CANCER SOCIETY. Prostate cancer, 2018 . Atlanta, Ga: American Cancer Society; 2018. Disponível em: https://www.cancer.org/cancer/prostate-cancer.htm. SANTOS et al. Cuidados de enfermagem ao paciente em pós-operatório de prostatectomia: revisão integrativa. Rev. Eletr. Enf. [Internet]. 2012 jul/sep;14(3): 690-701. Disponível em: http://www.fen.ufg.br/revista/v14/n3/v14n3a27.htm.