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Aula 06
Direito Tributário p/ PC-MA (Delegado) Com videoaulas - Pós-Edital
Professor: Fábio Dutra
 
 
Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 1 de 94 
DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
Curso de Teoria e Questões Comentadas 
Aula 06 - Prof. Fábio Dutra 
 
AULA 06: Legislação Tributária; Obrigação 
Tributária; Fato Gerador; Sujeitos da Obrigação 
Tributária; Solidariedade; Domicílio Tributário 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
Observações sobre a aula 01 
Legislação Tributária 02 
Obrigação Tributária 25 
Fato Gerador da Obrigação Tributária 28 
Elisão, Evasão e Elusão Fiscal 37 
Sujeitos da Obrigação Tributária 46 
Solidariedade em Direito Tributário 58 
Domicílio Tributário 66 
Lista das Questões Comentadas em Aula 75 
Gabarito das Questões Comentadas em Aula 90 
Resumo da Aula 91 
 
Observações sobre a Aula 
 Olá amigo(a)! Tudo tranquilo? 
 Como está o andamento da leitura do CTN e da CF/88? Novamente eu 
ressalto a importância de se fazer a leitura para alcançar bom desempenho nas 
provas! 
 Nesta aula, estudaremos diversos temas, a saber: Legislação Tributária, 
Obrigação Tributária, Fato Gerador da Obrigação Tributária, Sujeitos da 
Obrigação Tributária, Solidariedade em Direito Tributário e Domicílio Tributário. 
 Vale ressaltar que, embora alguns assuntos não estejam expressos no 
edital, a sua inclusão no curso se deve ao fato de estarem ligados a outros 
temas que podem justificar a cobrança na prova! Portanto, precisamos estar 
prevenidos!  
 Para enfrentar a banca CESPE, conhecer a literalidade da CF e do CTN 
são requisitos básicos. Você deve estar com tudo na “ponta da língua” no dia 
da prova. 
Bom, vamos começar nossa aula? 
 
 
 
 
Prof. Fábio Dutra www.estrategiaconcursos.com.br Página 2 de 94 
DIREITO TRIBUTÁRIO – PC-MA - DELEGADO 
Curso de Teoria e Questões Comentadas 
Aula 06 - Prof. Fábio Dutra 
 
1 – LEGISLAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 O Código Tributário Nacional inicia o seu Livro Segundo a partir do art. 
96, tratando do tema “Legislação Tributária”. Mas o que vem a ser 
Legislação Tributária? 
 Muitos candidatos desconhecem quais são as fontes do Direito Tributário. 
Tais fontes são divididas pelo ilustre Vittorio Cassone1 em materiais e formais. 
 As fontes materiais (ou reais) representam os fatos que justificam a 
tributação, como, por exemplo, o patrimônio, os serviços, a importação, a 
exportação a transmissão de propriedade etc. 
 Contudo, as fontes materiais por si só não são capazes de fazer surgir a 
obrigação tributária, pois é necessário que elas (as fontes materiais) tomem 
uma forma. Tal forma diz respeito ao processo de elaboração de atos 
normativos, como as leis ou medidas provisórias, capazes de estabelecer uma 
relação jurídico-tributária entre o sujeito ativo (União, por exemplo) e o 
contribuinte. 
 Como consequência desse processo legislativo, por assim dizer, temos as 
denominadas fontes formais, que foram rotuladas no art. 96 do CTN como 
legislação tributária, nos seguintes termos: 
Art. 96. A expressão "legislação tributária" compreende as leis, os 
tratados e as convenções internacionais, os decretos e as normas 
complementares que versem, no todo ou em parte, sobre tributos e 
relações jurídicas a eles pertinentes. 
 “Professor, então quer dizer que as fontes formais do Direito Tributário 
são as leis, tratados internacionais, decretos e as normas complementares? 
Exatamente! 
 
Guarde isso: todas as normas que versem sobre 
tributos e relações jurídicas a eles pertinentes (matéria 
tributária de um modo geral) integram a legislação 
tributária! 
Até mesmo a CF/88 integra a legislação tributária 
(sendo fonte do Direito Tributário), sendo esta a 
base de todas as outras! 
 Nesse contexto, é importante ter em mente o conceito de ato 
normativo. Trata-se de hipóteses normativas que são aplicadas às pessoas de 
 
1
 CASSONE, Vittorio. Direito tributário. 15ª Edição. 2003. Pág. 45. 
 
 
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Aula 06 - Prof. Fábio Dutra 
 
um modo geral e às diversas situações fáticas. Em síntese, são dotados de 
generalidade e abstração. 
 Imaginemos, a título de exemplo, uma lei municipal que institui o IPTU 
em um determinado Município. Essa lei é dotada de generalidade, pois não 
possui um destinatário específico, incidindo sobre a todas as pessoas que 
praticarem o fato gerador do IPTU (possuir imóvel em território urbano). Além 
disso, o fato de a lei apenas estabelecer hipóteses de incidências abstratas 
(que podem vir ou não a ocorrer no mundo concreto), faz com que a doutrina 
caracterize tais atos normativos como dotados de abstração. 
 Diferentemente do que foi visto acima, os atos concretos são de caráter 
individual, incidindo sobre pessoa determinada, bem como relativo a situações 
ocorridas no mundo concreto. Assim, por exemplo, quando um Auditor-Fiscal 
da Receita Federal, durante procedimento de fiscalização, detecta que o 
contribuinte auferiu rendimentos e deixou de pagar o IR devido, faz-se um 
lançamento de ofício, que é, por essência, um ato concreto. 
Observação: A generalidade e a abstração são características comuns a 
todos os atos normativos. 
 No entanto, nem todos os atos normativos possuem a mesma “força” 
jurídica. Assim, podemos definir os atos normativos como primários e 
secundários. 
 Os atos normativos primários, assim denominados por buscarem seus 
fundamentos diretamente da Constituição Federal, são capazes de inovar no 
ordenamento jurídico, criando novos direitos e obrigações. 
 Por outro lado, os atos normativos secundários, quais sejam aqueles 
cujo fundamento de validade é uma norma infraconstitucional (leis, por 
exemplo), não têm o condão de inovar no ordenamento jurídico. 
 
Atos normativos primários em desacordo com o seu 
fundamento de validade são inconstitucionais. 
Atos normativos secundários em desacordo com o seu 
fundamento de validade são ilegais. 
 Retornando nossos olhares ao art. 96 do CTN, podemos dizer que a são 
fontes formais principais do Direito Tributário: Constituição Federal e 
Emendas à Constituição, Leis Complementares e Ordinárias, Leis 
Delegadas, Medidas Provisórias, Decretos Legislativos e Resoluções. 
 Quanto às fontes formais secundárias, são elas: os decretos e as 
normas complementares. Não se preocupe, pois tudo isso será visto a 
seguir. 
 
 
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Aula 06 - Prof. Fábio Dutra 
 
Observação: A doutrina e a jurisprudência não são consideradas fontes 
formais do Direito Tributário. 
 Em suma, o que eu quero que você entenda até o momento é quais são 
as fontes do Direito Tributário, bem como a diferença entre o grau hierárquico 
dos atos normativos primários e secundários, lembrando-se que ambos são 
abstratos. 
1.1 - Constituição Federal e Emendas à Constituição 
 A Constituição Federal é a base de todo o Sistema Tributário Nacional. 
Afinal de contas, é dela que os entes recebem a competência tributária para 
instituir tributos. 
 Além disso, como Lei Maior, traz os princípios norteadores do Direito 
Tributário que, juntamente com as imunidades tributárias, constituem as 
limitações ao poder de tributar. 
 A CF também é responsável por disciplinar o processo legislativo, isto é, 
o processo de criação das principais normas tributárias (leis complementares, 
leis ordinárias etc.). 
 No que se refere à modificação da CF/88, há que se destacar que isso 
somente se faz possível, por meio das denominadas emendas à 
Constituição. Tal processo pode resultarna alteração das regras do jogo, ou 
melhor, das regras norteadoras do todo o sistema tributário, já que, após 
aprovadas, as normas das emendas à Constituição passam a ter a mesma 
hierarquia desta. 
No entanto, cabe relembrar o que foi dito na aula inicial a respeito das 
cláusulas pétreas. Tais normas são previstas como uma espécie de 
blindagem, para que a Constituição não sofra sucessivas emendas que a 
desvirtue dos princípios que foram nela consolidados quando houve sua 
promulgação. 
 Portanto, a título de exemplo, uma emenda à Constituição que traga em 
seu texto regra que reduza a eficácia do princípio da anterioridade (já 
reconhecido pelo STF como cláusula pétrea), estará, na realidade, abolindo os 
direitos e garantias individuais, conforme art. 60, § 4º, IV, da CF/88. 
 
1.2 – Leis Complementares 
 A lei complementar é ato normativo cujo processo de aprovação é 
mais dificultoso do que o rito comum das leis ordinárias. Sendo assim, o 
legislador constituinte delegou a esse instrumento normativo importantes 
funções, tendo em vista seu maior grau de estabilidade (é mais difícil de 
 
 
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alterar uma lei complementar, pois exige “maioria absoluta” para aprovação de 
uma LC). 
 Em matéria tributária, vários aspectos foram submetidos à lei 
complementar, inclusive a instituição de alguns tributos. Os alunos sempre 
sentem necessidade de saber quais são os assuntos sujeitos à lei 
complementar. Eu diria que o contato com a disciplina (leitura do nosso 
curso + leitura da CF/88 + resolução de questões) fará com que você 
memorize naturalmente. 
 
De acordo com a jurisprudência do STF, não há 
hierarquia entre lei complementar e lei ordinária! O 
que ocorre é a definição de temas específicos, reservados 
a lei complementar. 
 Contudo, vamos citar abaixo os casos de lei complementar! 
 Em relação à instituição de tributos, estão submetidos à lei 
complementar: 
 Empréstimo Compulsório (EC); 
 Imposto sobre Grandes Fortunas (IGF); 
 Impostos Residuais (I.Res.); 
 Contribuições Sociais Residuais (CSR). 
 Em regulação à regulamentação específica de alguns tributos, fica a 
lei complementar responsável pelas seguintes funções: 
 ITCMD: em casos relacionados ao exterior (ler art. 155, § 1º, III, “a” e 
“b”); 
 ICMS: como dito na aula anterior (se necessário, retorne e leia), temas que 
possam gerar conflitos entre os Estados, situações peculiares ao ICMS e 
base de cálculo e contribuintes (ler art. 155, § 2º, XII, “a” a “i”); 
 ISS: define serviços tributáveis pelo ISS, fixa alíquotas mínimas e 
máximas, exclui sua incidência sobre as exportações de serviços e regula a 
forma como os benefícios fiscais são concedidos (ler art. 156, III, c/c art. 
156, § 3º, I, II, e III); 
 Contribuições Sociais: fixa limites para a concessão de isenção ou anistia 
de algumas contribuições sociais (art. 195, § 11). 
 Além do que já foi visto, a CF/88 também concedeu três importantes 
funções para a lei complementar, quais sejam: 
 Dispor sobre conflitos de competência em matéria tributária; 
 Regular as limitações constitucionais ao poder de tributar; 
 Estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária. 
 
 
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Observação: As limitações ao poder de tributar, embora sejam reguladas por 
lei complementar, somente podem ser criadas pelo texto constitucional. 
No que se refere especificamente às normas gerais em Direito 
Tributário (ou legislação tributária, não faz diferença nesse momento), a 
CF/88 discriminou o que deve ser disciplinado nas leis complementares. Você 
vai perceber que alguns casos já foram estudados no nosso curso, outros, não: 
Art. 146. Cabe à lei complementar: 
III - estabelecer normas gerais em matéria de legislação tributária, 
especialmente sobre: 
a) definição de tributos e de suas espécies, bem como, em relação 
aos impostos discriminados nesta Constituição, a dos respectivos fatos 
geradores, bases de cálculo e contribuintes; 
b) obrigação, lançamento, crédito, prescrição e decadência 
tributários; 
c) adequado tratamento tributário ao ato cooperativo praticado pelas 
sociedades cooperativas. 
d) definição de tratamento diferenciado e favorecido para as 
microempresas e para as empresas de pequeno porte, inclusive 
regimes especiais ou simplificados no caso do imposto previsto no art. 
155, II, das contribuições previstas no art. 195, I e §§ 12 e 13, e da 
contribuição a que se refere o art. 239. 
 
A alínea “d” refere-se ao Simples Nacional. Sobre tal 
regime, é importante consideramos o seguinte (CF/88, 
art. 146, par. único): 
I - será opcional para o contribuinte; 
II - poderão ser estabelecidas condições de 
enquadramento diferenciadas por Estado; 
III - o recolhimento será unificado e centralizado e a 
distribuição da parcela de recursos pertencentes aos 
respectivos entes federados será imediata, vedada 
qualquer retenção ou condicionamento; 
IV - a arrecadação, a fiscalização e a cobrança poderão 
ser compartilhadas pelos entes federados, adotado 
cadastro nacional único de contribuintes. 
 
 
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Dando continuidade ao estudo das funções da lei complementar, 
vejamos ainda a importante função deste diploma normativo, definida no art. 
146-A, da CF/88: 
Art. 146-A. Lei complementar poderá estabelecer critérios especiais 
de tributação, com o objetivo de prevenir desequilíbrios da 
concorrência, sem prejuízo da competência de a União, por lei, 
estabelecer normas de igual objetivo. 
Observação: Trata-se de previsão para a edição de lei complementar 
estabelecer critérios especiais de tributação (o que não se confunde com 
instituição de novos tributos), podendo a lei ordinária federal estabelecer 
outros critérios adicionais, além dos que tiverem sido definidos em lei 
complementar. 
 Não se preocupe, por não conhecer alguns conceitos acima descritos. 
Como eu disse, é estudando que se vai consolidando o conhecimento e, ao 
final, tudo vai se encaixar! 
 Então, a grosso modo, podemos resumir as atribuições da lei 
complementar em matéria tributária da seguinte forma: 
 
 
 
 
 
 
1.3 – Leis Ordinárias 
 Em nosso sistema tributário, as leis ordinárias são a regra, quando o 
assunto é instituição de tributos. Vimos no tópico anterior que há alguns 
tributos cuja instituição fica a cargo da lei complementar. Contudo, trata-se de 
exceções pontuais. 
 Assim, é a lei ordinária municipal, estadual ou federal que institui, por 
exemplo, as taxas e as contribuições de melhoria. 
Observação: O fato de os entes federados gozarem de autonomia faz com 
que não haja hierarquia entre as leis federais, estaduais e municipais. 
Lei 
Complementar 
Instituição alguns tributos 
Regulamentação de alguns tributos 
Conflitos de Competência 
Limitações ao Poder de Tributar 
Normas Gerais em Matéria Tributária 
EC/IGF/I.Resid./CSR 
ITCMD/ICMS/ISS/CS 
Critérios especiais de tributação 
Prevenir desequilíbrios 
da concorrência 
 
 
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 O art. 97 enumera situações que estão restritas ao princípio da 
legalidade (ou reserva legal). Senão, vejamos: 
Art. 97. Somente alei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução, ressalvado o disposto 
nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal, 
ressalvado o disposto no inciso I do § 3º do artigo 52, e do seu sujeito 
passivo; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo, 
ressalvado o disposto nos artigos 21, 26, 39, 57 e 65; 
V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias 
a seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; 
 Seguindo a linha de raciocínio desse dispositivo, somente a lei pode 
instituir os tributos, como também somente a lei pode extingui-los. Do mesmo 
modo, embora haja algumas exceções (exceções ao princípio da legalidade), 
somente as leis podem majorar ou reduzir os tributos. 
 No que se refere à definição do fato gerador, da fixação da alíquota e da 
base de cálculo dos tributos, você deve saber que isso se refere ao momento 
de instituição dos tributos. Ou seja, quando se está instituindo um 
determinado tributo, a lei deve prever tais elementos! 
 Essa regra não se confunde com a exigência de que a lei complementar 
defina os fatos geradores, base de cálculo e contribuintes dos impostos 
previstos na CF/88 (art. 146, III, a), já que, neste caso, a lei se refere 
apenas às normas gerais. 
 Como exemplo, temos o fato gerador do IPI. No CTN, foi definido que o 
IPI poderia incidir sobre a arrematação de produtos apreendidos ou 
abandonados e levados em leilão. Correto? No entanto, no momento da 
instituição do IPI, o legislador optou por não incluir a referida situação como 
hipótese de incidência do tributo. 
 Portanto, de um lado temos a lei complementar que disciplina os fatos 
que podem ser tributados pelos impostos; de outro, os fatos geradores 
definidos na lei instituidora. 
Lembre-se também que a restrição do art. 146, III, a, é aplicável 
apenas aos impostos. Logo, não é necessário que haja definição de fatos 
 
 
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geradores, bases de cálculo e contribuintes de outras espécies tributárias em 
lei complementar. 
Observação: Por ora, guarde apenas que obrigação tributária principal tem 
por objeto o pagamento de tributos e multas. 
 Por último, destacamos ainda a necessidade de que as multas 
(cominação de penalidades) sejam estabelecidas apenas mediante lei. 
Nesse sentido, atos infralegais (como os decretos, por exemplo) não possuem 
competência para criar penalidades. 
1.4 – Medidas Provisórias 
 Como esse assunto já foi estudado em aula anterior, cabe-nos apenas 
relembrar que as medidas provisórias são atos normativos temporários 
com força de lei, expedidos pelo Chefe do Poder Executivo, que podem vir ou 
não a ser convertidos em lei. 
 Deve-se saber que as MPs podem tratar sim de matéria tributária 
bem como instituir tributos, inclusive isso consta na Magna Carta (art. 62, § 
2°), quando esta dispõe sobre a instituição e majoração de impostos por meio 
de MP, e que, além disso, esse tem sido o entendimento do STF. 
1.5 – Leis Delegadas 
 Semelhantemente às medidas provisórias, as leis delegadas são 
elaboradas pelo Presidente da República e possuem a mesma força de uma 
lei ordinária. 
 Contudo, como o próprio nome do instrumento normativo se apresenta, 
faz-se necessária uma delegação do Poder Legislativo, por meio de uma 
resolução do Congresso Nacional (e não do Senado!). 
Destaque-se que não há nada que impeça o Poder Executivo de 
introduzir normas tributárias por meio de leis delegadas, desde que não sejam 
temas reservados à lei complementar. 
Observação: As leis delegadas não são temporárias como as medidas 
provisórias. 
 
 
Tanto as medidas provisórias como as leis delegadas não 
podem tratar de assuntos reservados à lei 
complementar! 
 
 
 
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1.6 – Resoluções 
As resoluções são atos normativos com força de lei, emanados pelo 
Poder Legislativo sem qualquer participação do Executivo, o que faz com que a 
doutrina as denomine “leis sem sanção”. 
 Podem ser editadas pelo Congresso Nacional ou por suas casas, Câmara 
dos Deputados e Senado Federal. 
São as resoluções do Congresso Nacional que são utilizadas para 
aprovar a delegação ao Presidente de República para editar as leis delegadas. 
Em matéria especificamente tributária, toma relevância as resoluções 
do Senado Federal, Casa de representação dos Estados-Membros no 
Congresso Nacional, ao tratar de vários aspectos atinentes aos impostos de 
competência estadual. 
Como já vimos todos eles de forma detalhada na aula anterior, nesse 
momento julgo necessário apenas esquematizarmos o assunto: 
RESOLUÇÕES DO SENADO FEDERAL 
TRIBUTO ALÍQUOTA FACUL/OBRIG INICIATIVA APROVAÇÃO 
ITCMD Alíquota Máx. OBRIGATÓRIO - - 
IPVA Alíquota Mín. OBRIGATÓRIO - - 
ICMS 
Alíq. Máx. 
Oper. 
Internas 
FACULTATIVO 
MAIORIA 
ABSOLUTA 2/3 Senado 
ICMS 
Alíq. Mín. 
Oper. 
Internas 
FACULTATIVO 
 
1/3 Senado MAIORIA 
ABSOLUTA 
ICMS 
Alíq. Interest. 
ou 
exportação 
OBRIGATÓRIO 
Pres. Rep. 
ou 
1/3 Senado 
MAIORIA 
ABSOLUTA 
 
 
Observe as setas, pois elas indicam um “esquema” para 
memorizar. As alíquotas mínimas exigem quórum 
menor para iniciativa, aumentando para aprovação, 
elevando ainda mais na aprovação das alíquotas 
máximas, cujo quórum é o maior. 
Obs.: Os quóruns das alíquotas Interestaduais ou 
Exportação são iguais aos das mínimas, com o acréscimo 
do Presid. Rep. 
 Amigo(a), decorando essa tabelinha que eu preparei, tenha certeza de 
que você vai acertar questões que a esmagadora maioria dos candidatos 
 
 
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erra na hora da prova. Afinal de contas, não é nada fácil de decorar isso sem 
um esquema! 
1.7 – Decretos Legislativos 
 De forma análoga às resoluções, os decretos legislativos são atos 
normativos de competência exclusiva do Poder Legislativo, não estando 
sujeitos à sanção presidencial. 
 Em matéria tributária, os decretos legislativos entram em cena em dois 
momentos, que consiste na aprovação de tratados internacionais firmados 
pelo Presidente da República, cujo procedimento será detalhado em tópico 
específico, bem como no disciplinamento das relações jurídicas 
decorrentes de medida provisória não convertida em lei (vimos isso na 
aula sobre o princípios constitucionais). 
1.8 – Decretos-leis 
 Durante os seus estudos, certamente você vai se deparar com a figura 
dos decretos-leis. São atos normativos com força de lei, editados pelo 
Presidente da República, e que foram substituídos pelas medidas provisórias na 
CF/88. 
 Uma pergunta que se faz é: se foram substituídos pelas MPs, porque 
ainda existem decretos-leis em vigor? Foram recepcionados pela atual CF por 
conterem conteúdos com ela compatíveis. 
 
 
Não confunda decretos-leis com decretos! 
Decretos-leis possuem força de lei. 
Decretos, em matéria tributária, não possuem força de 
lei. 
1.9 – Tratados e Convenções Internacionais 
 Inicialmente, cabe destacar que “tratados” e “convenções” são 
expressões sinônimas e dizem respeito a acordos bilaterais (entre duas 
partes) ou multilaterais (entre diversas partes). 
 De acordo com as lições de Bernardo Ribeiro de Moraes2: 
“Tratado (ou convenção) internacional vem a ser o ato jurídico firmado 
entre dois ou mais Estados, mediante seus respectivosórgãos 
 
2
 MORAES, Bernardo Ribeiro de. Compêndio de direito tributário. 3ª Edição. Pág. 26 
 
 
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competentes, com o objetivo de estabelecer normas comuns de direito 
internacional.” 
 A fim de compreendermos melhor o assunto, vejamos as etapas do 
procedimento de celebração dos tratados internacionais: 
1. Negociação e Assinatura: realizadas pelo Poder Executivo. 
2. Aprovação ou Referendo: aprovação (ou homologação) do 
Legislativo, por meio de decreto legislativo. Este instrumento autoriza 
o Presidente da República a ratificar o tratado. 
3. Ratificação: realizada pelo Chefe do Executivo, mediante depósito do 
respectivo instrumento (é nessa etapa que o Estado se compromete a 
cumprir o tratado a nível internacional). 
4. Promulgação: edição de decreto do Presidente da República a fim de 
que o conteúdo do tratado internacional passe a ter vigência interna. 
5. Publicação: essencial para que o tratado produza efeitos internamente. 
Observação: De acordo com o STF, os tratados e convenções internacionais 
só produzem efeitos internamente depois de percorrer TODAS as etapas 
acima previstas. É de se destacar que, para a Suprema Corte, não há 
exceções para os tratados realizados no âmbito do Mercosul. 
 
 
Como consequência dessa obrigatoriedade, o STF decidiu 
que a CF/88 não consagra o princípio do efeito 
direto nem o postulado da aplicação imediata dos 
tratados e convenções internacionais. 
Não obstante o fato de os internacionalistas entenderem que a 
incorporação dos tratados internacionais ao direito brasileiro se dá apenas 
decreto presidencial, isto é, após a ratificação do tratado no âmbito 
internacional, há doutrinadores, a exemplo do eminente jurista Paulo de Barros 
Carvalho3, que defendem a introdução ao sistema normativo brasileiro pelo 
decreto legislativo. 
Por conta disso, reiteradas vezes encontramos questões de provas 
afirmando que os tratados internacionais em matéria tributária ingressam ou 
se incorporam ao sistema tributário nacional por decreto legislativo. Caso você 
se depare com uma questão versando sobre tal assunto, tome cuidado! Se 
for o caso, analise as demais alternativas antes de definir a resposta. 
De posse dos conceitos básicos de tratados e convenções internacionais, 
podemos verificar como o CTN abordou o assunto: 
 
3
 CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito Tributário. 25ª Ed. Saraiva, 2013, p. 88 
 
 
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Art. 98. Os tratados e as convenções internacionais revogam ou 
modificam a legislação tributária interna, e serão observados pela 
que lhes sobrevenha. 
 De acordo com a literalidade do dispositivo, os tratados internacionais 
revogam ou modificam a legislação tributária, devendo ser observados pela 
legislação superveniente. A expressão “revogam ou modificam” gerou forte 
discussão doutrinária e jurisprudencial, as quais veremos resumidamente a 
seguir. 
Na visão da doutrina, especialmente do professor Luciano Amaro4 o 
conflito entre a lei interna e o tratado deve ser resolvido em favor da norma 
especial, que é o tratado: 
“O conflito entre a lei interna e o tratado resolve-se, pois, a favor 
da norma especial (do tratado), que excepciona a norma geral (da lei 
interna), tornando-se indiferente que a norma interna seja anterior 
ou posterior ao tratado. Este prepondera em ambos os casos 
(abstraída a discussão sobre se ele é ou não superior à lei interna) 
porque traduz preceito especial, harmonizável com a norma geral.” 
Nesse sentido, diante desse conflito, resolvido em favor da norma 
especial, ocorreria, então, a revogação da lei interna? Não! Na verdade, 
segundo a doutrina, haveria suspensão da eficácia da norma nacional: 
“... não se trata, a rigor, de revogação da legislação interna, mas de 
suspensão da eficácia da norma tributária nacional, que readquirirá 
a sua aptidão para produzir efeitos se e quando o tratado for 
denunciado.” (TORRES, Ricardo Lobo. Curso de Direito Financeiro e 
Tributário. 16ª Ed. Renovar, 2009, p.49) 
 Portanto, se o tratado algum dia vier a ser denunciado, deixando de 
produzir efeitos internos, a lei interna readquire sua eficácia, isto é, volta 
a produzir efeitos normalmente. E o STF, qual o posicionamento da 
Suprema Corte sobre esse tema controverso? Vamos verificar! 
O STF já se posicionou no sentido da paridade normativa entre os 
tratados internacionais e as leis ordinárias: 
"(...) PARIDADE NORMATIVA ENTRE ATOS INTERNACIONAIS E NORMAS 
INFRACONSTITUCIONAIS DE DIREITO INTERNO. - Os tratados ou 
convenções internacionais, uma vez regularmente incorporados ao direito 
interno, situam-se, no sistema jurídico brasileiro, nos mesmos planos 
de validade, de eficácia e de autoridade em que se posicionam as leis 
 
4
 AMARO, Luciano. Direito Tributário Brasileiro. 14ª Ed. Saraiva, 2008, p.181 
 
 
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ordinárias, havendo, em conseqüência, entre estas e os atos de direito 
internacional público, mera relação de paridade normativa. (...)" 
(STF, ADI 1.480-MC/DF, Plenário, Rel. Min. Celso de Mello, Julgamento em 
04/09/1997) 
 
 
Para o STF (ADI 1.480-MC/DF), tratados internacionais 
não podem tratar de matéria reservada a lei 
complementar. 
Nesse contexto, podemos admitir que os tratados internacionais 
possuem o mesmo status das leis ordinárias. Com efeito, se uma lei 
ordinária for editada posteriormente à internalização de um tratado 
internacional, e for com este incompatível, prevalece a lei interna, deixando de 
ser aplicado o tratado internacional. 
Essa é a visão atual do STF, que diverge do conceito de especialidade 
trazido pela doutrina. 
Observação: Existe a possibilidade de esse entendimento do STF 
mudar, quando do julgamento do RE 460.320. O Min. Gilmar Mendes já 
demonstrou o entendimento a respeito da prevalência dos tratados 
internacionais, em seu voto. 
 
 Ainda sobre os tratados internacionais, cabe destacar que, muito embora 
o art. 111, II, do CTN, afirme que a outorga de isenção deve ser interpretada 
literalmente, o GATT (acordo internacional já citado em outra aula) prevê o 
princípio do tratamento nacional, que foi explicado pelo ilustre professor 
Ricardo Vale nos seguintes termos: 
“Em linhas gerais, o princípio do tratamento nacional (também 
chamado de princípio da paridade) proíbe os membros da OMC de 
conceder tratamento mais favorável aos produtos domésticos do que aos 
produtos de outros membros da OMC, uma vez que estes últimos 
tenham adentrado o território aduaneiro.” (Curso de Comércio 
Internacional, Prof. Ricardo Vale) 
Súmula STF 575 - À mercadoria importada de país signatário do (GATT), ou 
membro da (ALALC), estende-se a isenção do imposto de circulação de 
mercadorias concedida a similar nacional. 
 Conforme a súmula acima citada, percebemos que este é o 
posicionamento da Suprema Corte (e do STJ também) no sentido da extensão 
do benefício fiscal. 
 
 
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 Ressalte-se que o art. 152 da CF/88 também preceitua queé 
vedado aos Estados, Distrito Federal e Municípios estabelecer 
diferença tributária entre bens e serviços, de qualquer natureza, em 
razão de sua procedência ou destino. 
 Por fim, não se pode esquecer do que aprendemos acerca das exceções 
ao princípio da vedação às isenções heterônomas. Na ocasião, vimos que, de 
acordo com o STF, agindo o Presidente da República como Chefe de Estado, 
seria possível conceder isenções de tributos estaduais e municipais, 
sem que se caracteriza isenção heterônoma. 
1.10 - Decretos 
 Os decretos são atos normativos de competência privativa do Chefe do 
Poder Executivo. Em Direito Constitucional, certamente você irá aprender que 
há o decreto autônomo e o decreto regulamentar– ou de execução. 
 O decreto regulamentar se restringe – como o próprio nome diz – a 
regulamentar o conteúdo das leis. Trata-se, pois, de ato normativo secundário 
ou infralegal, já que retira seu fundamento das próprias leis. 
Observação: O decreto regulamentar não inova no ordenamento jurídico, 
criando deveres e obrigações. Apenas regulamenta assuntos já previstos em 
lei. 
 Nesse ínterim, é relevante citarmos as palavras de Hely Lopes Meirelles5: 
"Como ato administrativo, o decreto está sempre em situação inferior à 
da lei e, por isso mesmo, não a pode contrariar. O decreto geral tem, 
entretanto, a mesma normatividade da lei, desde que não 
ultrapasse a alçada regulamentar de que dispõe o Executivo" 
 O decreto é um instrumento normativo amplamente utilizado pelo 
Presidente da República para regulamentar leis em matéria tributária. 
Cite-se, por exemplo, o Regulamento do IPI (Decreto 7.212/2010), que 
regulamenta a cobrança, fiscalização, arrecadação e administração do IPI. 
 No mesmo sentido, tem-se o Regulamento Aduaneiro (Decreto 
6.759/2009), o qual regulamenta a administração das atividades aduaneiras, e 
a fiscalização, o controle e a tributação das operações de comércio exterior. 
 Diferentemente do decreto regulamentar, o decreto autônomo é editado 
na ausência de previsão legal, o que faz com que inovem no ordenamento 
 
5
 MEIRELLES, Hely Lopes. Direito Administrativo Brasileiro. São Paulo: Malheiros, 2001, p. 171. 
 
 
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jurídico. Seu uso é muito restrito, não sendo possível disciplinar assuntos 
pertinentes à legislação tributária. 
 Com efeito, sempre que você ler “decreto” em Direito Tributário, lembre-
se apenas do decreto regulamentar. 
 Na esteira desse raciocínio, vejamos o que diz o art. 99 do CTN: 
Art. 99. O conteúdo e o alcance dos decretos restringem-se aos das 
leis em função das quais sejam expedidos, determinados com 
observância das regras de interpretação estabelecidas nesta Lei. 
 Por fim, cabe observar que, embora os decretos sejam normas 
secundárias, o CTN não as considera como normas complementares, pois 
no caput do art. 100 são apresentadas, na dicção do legislador, as normas 
complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos 
decretos. 
 
 
Os decretos não foram considerados pelo CTN como 
normas complementares. 
 Por falar em normas complementares, vamos estudá-las?! 
1.11 – Normas Complementares 
 Continuando nosso estudo, pergunta-se: se os decretos, atos normativos 
secundários, não são normas complementares, o que viriam a ser tais normas? 
 O art. 100 do CTN estabelece o seguinte: 
Art. 100. São normas complementares das leis, dos tratados e das 
convenções internacionais e dos decretos: 
I - os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas; 
II - as decisões dos órgãos singulares ou coletivos de jurisdição 
administrativa, a que a lei atribua eficácia normativa; 
III - as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades 
administrativas; 
IV - os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios. 
 
 
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 Vamos estudar a seguir cada um dos quatro tipos de normas 
complementares. 
1.11.1 – Atos Normativos Expedidos pelas Autoridades Administrativas 
 Os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas são 
normas secundárias, de caráter geral e abstrato, com objetivo de orientar 
contribuintes ou instruir servidores públicos, na realização de atos e 
procedimentos administrativos relativos a tributos. 
 Dessa forma, tais atos normativos são normas complementares das leis, 
dos tratados e das convenções internacionais e dos decretos. 
 Destaque-se que pode haver hierarquia entre os atos normativos, a 
depender do grau hierárquico da autoridade que os expediu. Assim, por 
exemplo, no âmbito do Ministério da Fazenda, as portarias ministeriais são 
superiores às instruções normativas, pois o Ministro da Fazenda (edita 
portarias ministeriais) ocupa posição hierárquica superior ao Secretário da 
Receita Federal (edita instruções normativas). 
 São exemplos desses atos normativos as portarias ministeriais e as 
instruções normativas (como acabamos de ver), as ordens de serviço, os 
pareceres normativos, atos declaratórios normativos etc. 
 
Os atos normativos não vinculam o Poder Judiciário. 
1.11.2 – As Decisões dos Órgãos Singulares ou Coletivos de Jurisdição 
Administrativa, a que a Lei Atribua Eficácia Normativa 
 Com base nos princípios do contraditório e da ampla defesa, na 
administração tributária existem órgãos administrativos, cuja função é julgar 
as impugnações dos contribuintes frente às imposições tributárias. 
 As decisões desses órgãos produzem efeitos concretos (não são 
abstratas) em relação a contribuintes determinados (não são gerais). Essa é a 
regra. 
Contudo, o que se permite no art. 100, II, do CTN, é que a lei atribua 
eficácia normativa (caráter geral e abstrato) às decisões dos órgãos 
administrativos responsáveis pelo julgamento dos recursos apresentados pelos 
contribuintes. 
 
 
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A regra é que as decisões dos órgãos de jurisdição 
administrativa não possuem eficácia normativa, salvo 
por expressa disposição legal! Guarde isso! 
 Citemos, como exemplo, a atribuição do Conselho Administrativo de 
Recursos Fiscais (CARF), órgão julgador de segunda instância no Processo 
Administrativo Fiscal no âmbito federal, para editar súmulas com efeitos 
vinculantes para os demais órgãos da administração tributária federal. 
 As referidas súmulas são editadas após reiteradas decisões no mesmo 
sentido, e, como se pode ver, possuem evidente eficácia normativa. 
1.11.3 – As Práticas Reiteradamente Observadas pelas Autoridades 
Administrativas 
 As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas 
nada mais são do que os usos e costumes por ela adotados. Trata-se, 
então, da praxe administrativa. 
 Diante do princípio da legalidade, somente lei pode instituir tributos. 
Podemos dizer também que as leis permanecem em vigor até que outra a 
modifique ou revogue (art. 2º da Lei de Introdução às Normas do Direito 
Brasileiro). 
 Como consequência das restrições acima ditas, os usos e costumes 
somente podem ter finalidade interpretativa, não podendo introduzir novas 
normas nem revogar aquelas já existentes. 
 Nesse sentido, os usos e costumes em matéria tributária ocorrem, por 
exemplo, quando determinada norma é interpretada pela autoridade 
administrativa num sentido, e os contribuintes seguem talentendimento como 
correto. 
1.11.4 – Os Convênios que Entre si Celebrem a União, os Estados, o 
Distrito Federal e os Municípios 
 Os convênios (também denominados ajustes de cooperação ou de 
colaboração) são firmados pelas pessoas políticas, quais sejam a União, os 
Estados, o DF e os Municípios, na busca do aprimoramento das atividades 
de fiscalização e arrecadação tributária. 
 São atos infralegais celebrados pelo Poder Executivo, não inovando, 
portanto, a ordem jurídica. Ademais, de acordo com a jurisprudência do STF 
(ADI 1.857/SC), não é exigida a aprovação do Poder Legislativo, 
diferentemente do que ocorre com os tratados internacionais. 
 
 
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 Os convênios fiscais podem ser celebrados com os seguintes objetivos 
específicos: 
 Permuta de informações entre os entes federados (ler art. 199 do 
CTN); 
 Reconhecimento de extraterritorialidade da legislação tributária (ler 
art. 102 do CTN); 
 Uniformização de procedimentos (obrigações acessórias). 
Não se preocupe em entender, apenas faça uma leitura atenta aos 
dispositivos acima mencionados. Todos os conceitos serão devidamente 
explicados em momento oportuno. 
 “Professor, esses convênios são os mesmos que os Estados celebram no 
âmbito do CONFAZ, relativamente ao ICMS?” Não, não são os mesmos. 
 Os convênios do ICMS, realizados no âmbito do CONFAZ são atos 
normativos primários, inovando a ordem jurídica. Essa é a típica 
diferença entre eles. 
 Nesse ponto, cumpre-nos ressaltar que, embora os convênios do ICMS 
sejam atos normativos primários, não se confundem com as leis, pois não são 
editados pelo Poder Legislativo. 
 Sendo assim, continua valendo aquela exceção ao princípio da 
legalidade em relação à fixação das alíquotas do ICMS-Combustíveis, 
estudada na aula sobre os princípios constitucionais. 
1.11.5 – Observância das Normas Complementares 
A observância de qualquer das 4 normas complementares previstas no 
art. 100, do CTN, gera as seguintes “proteções” ao contribuinte, previstas no 
parágrafo único do mesmo artigo: 
Parágrafo único. A observância das normas referidas neste artigo exclui 
a imposição de penalidades, a cobrança de juros de mora e a 
atualização do valor monetário da base de cálculo do tributo. 
 Desse modo, se o contribuinte observar as normas complementares 
aplicáveis à sua situação, não é possível aplicar-lhe penalidades, nem cobrar 
juros de mora e nem mesmo atualizar o valor monetário da base de cálculo do 
tributo. 
 A fim de ilustrar o que foi visto, segue abaixo uma decisão do STJ: 
Tributário. Práticas Administrativas. Se o contribuinte recolheu o tributo à 
base de prática administrativa adotada pelo fisco, eventuais diferenças 
devidas só podem ser exigidas sem juros de mora e sem atualização 
d
 
 
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do valor monetário da respectiva base de cálculo (CTN, art. 100, III c/c 
par. único). Recurso Especial conhecido e provido, em parte. 
(STJ, Segunda Turma, REsp 98.703/SP, Rel. Min. Ari Pargendler, Julgamento 
em 18/06/1998) 
 
Observação: Observe que o tributo continua sendo devido. 
 
 
Questão 01 – CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
 
As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas são 
normas complementares consuetudinárias de direito tributário. Assim, na 
hipótese de a norma ser considerada ilegal, não é possível caracterizar como 
infracional a conduta do contribuinte que observa tal norma, em razão do 
princípio da proteção da confiança e da boa-fé objetiva. 
 
Comentário: De fato, as práticas reiteradamente observadas pelas 
autoridades administrativas são normas complementares de direito tributário, 
nos termos do art. 100, III, do CTN. Além disso, define o par. único desse 
artigo que a observância das normas complementares exclui a imposição de 
penalidades, a cobrança de juros de mora e a atualização do valor monetário 
da base de cálculo do tributo, caso a norma venha ser considerada ilegal. Em 
resumo, trata-se do princípio da proteção da confiança e da boa-fé objetiva. 
Questão correta. 
 
Questão 02 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
Lei complementar que estabelece normas gerais em matéria tributária não 
pode instituir um regime único de arrecadação dos impostos e das 
contribuições da União, dos estados, do DF e dos municípios. 
 
Comentário: Com o advento da EC 42/03, foi previsto na CF/88 a 
possibilidade de uma lei complementar estabelecer normas gerais em matéria 
tributária, especialmente sobre a definição de tratamento diferenciado e 
favorecido para as microempresas e para as empresas de pequeno porte, 
podendo também instituir um regime único de arrecadação dos impostos e 
7
 
 
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contribuições da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios. 
Questão errada. 
 
Questão 03 – CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 
 
Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: os 
costumes, como as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades 
administrativas, não são expressamente citados entre as fontes destinadas a 
colmatar lacunas na legislação tributária; eles são, sim, considerados normas 
complementares das leis, dos tratados e convenções internacionais e dos 
decretos. 
 
Comentário: De acordo com o art. 100, III, do CTN, as práticas 
reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas são reconhecidas 
como normas complementares das leis, dos tratados e convenções 
internacionais e dos decretos. Não são métodos de integração da legislação 
tributária, cuja função é colmatar lacunas na legislação tributária, mas 
integram a própria legislação tributária, já que as normas complementares, 
nos termos do art. 96, do CTN, estão compreendidas na legislação tributária. 
Questão correta. 
 
Questão 04 – CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014 
 
Os convênios celebrados entre as unidades federativas são considerados 
normas complementares. 
Comentário: De acordo com o art. 100, IV, do CTN, São normas 
complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos 
decretos os convênios que entre si celebrem a União, os Estados, o Distrito 
Federal e os Municípios. Questão correta. 
Questão 05 – CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014 
 
É possível que lei delegada discipline matéria reservada a lei complementar, de 
acordo com a CF, como, por exemplo, para tratar de prescrição tributária como 
norma geral. 
 
Comentário: De acordo com o art. 68, § 1º, da CF/88, a lei delegada não 
pode dispor sobre matéria reservada á lei complementar. Questão errada. 
 
Questão 06 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
Os tratados e as convenções internacionais não são aptos a revogar ou 
modificar a legislação tributária interna, pois não fazem parte da chamada 
legislação tributária. 
6
 
 
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Comentário: O candidato poderia até ficar na dúvida se a questão deseja a 
resposta com base no CTN (revogação da lei interna) ou na doutrina 
(suspensão da lei interna). De qualquer modo, os tratados internacionais 
fazem parte da legislação tributária (CTN, art. 96), o que torna a questão 
claramente incorreta. Questãoerrada. 
 
Questão 07 – CESPE/PGM-RR/2010 
 
Em matéria de legislação tributária, a casa legislativa do município pode 
estabelecer norma dispondo sobre crédito, diferentemente do disposto em lei 
complementar. 
 
Comentário: Conforme estudamos, cabe à lei complementar estabelecer 
normas gerais em matéria tributária, especialmente sobre crédito. Nesse 
sentido, não é possível aos Municípios contrariar as normas gerais. Questão 
errada. 
 
Questão 08 – CESPE/DPE-ES/2009 
 
Cabe a lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários. 
 
Comentário: A questão está em perfeita sintonia com o art. 146, III, b, da 
CF/88. Portanto, questão correta. 
 
Questão 09 – CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
A legislação tributária estabelece hierarquia entre as leis instituidoras de 
tributos federais, estaduais e municipais. 
 
Comentário: Os entes federados são autônomos, logo não há hierarquia entre 
as leis instituidoras de tributos federais, estaduais e municipais. Questão 
errada. 
 
Questão 10 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada 
 
Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha 
assinado tratado com três países da América do Sul, no qual ficou deliberado 
que os produtos originários de um gozarão, nos outros países, do mesmo 
tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue a afirmação a 
seguir. O tratado incorporado ao sistema tributário nacional por decreto 
legislativo tem prevalência sobre a lei ordinária. 
 
a
 
 
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Comentário: De fato, como vimos, o entendimento da doutrina e do CTN é no 
sentido de que o tratado internacional tem prevalência sobre a lei ordinária. 
Questão correta. 
 
Questão 11 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada 
 
Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha 
assinado tratado com três países da América do Sul, no qual ficou deliberado 
que os produtos originários de um gozarão, nos outros países, do mesmo 
tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue a afirmação a 
seguir. Caso o Congresso Nacional venha a homologar o tratado mediante 
decreto legislativo, este gerará efeitos para a União, os estados e os 
municípios, inclusive no que diz respeito à matéria reservada à lei 
complementar. 
 
Comentário: Conforme entendimento do STF (ADI 1.480-MC/DF), os tratados 
internacionais não podem tratar de matéria reservada a lei complementar. 
Questão errada. 
 
Questão 12 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada 
 
Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha 
assinado tratado com três países da América do Sul, no qual ficou deliberado 
que os produtos originários de um gozarão, nos outros países, do mesmo 
tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue a afirmação a 
seguir. Por se tratar de convenção internacional de integração regulando 
matéria tributária, o tratado gerará para os impostos de competência da União 
efeitos imediatos, por aplicação dos princípios do efeito direto e da 
aplicabilidade imediata. 
 
Comentário: A questão afirma que o tratado foi assinado pelo Presidente da 
República. Não se pode dizer que gerará efeitos imediatos, tendo em vista que 
há um rito a ser seguido, cujas etapas são as seguintes: assinatura, aprovação 
pelo Poder Legislativo, ratificação, promulgação e publicação. A questão está 
errada. 
 
Questão 13 – CESPE/Juiz-TJ-AL/2008 
 
Para um tratado internacional ser incorporado ao direito iterno, deve ser 
submetido ao crivo do Congresso Nacional, ao qual compete aprová-lo por 
meio de resolução. 
 
Comentário: O erro da questão está em dizer que a aprovação do Congresso 
Nacional ocorre por meio de resolução, quando, na realidade, é por intermédio 
de decreto legislativo. Questão errada. 
 
d
 
 
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Questão 14 – FCC/ISS-Teresina-Auditor-Fiscal/2016 
 
O Código Tributário Nacional traz disciplina a respeito das normas da legislação 
tributária em geral, normas essas que incluem os tratados internacionais. De 
acordo com esse Código, os tratados internacionais 
a) modificam, mas não revogam, a legislação tributária interna. 
b) estabelecem a forma por meio da qual, mediante anuência do Senado 
Federal, as Fazendas Públicas da União, dos Estados e dos Municípios poderão 
disciplinar isenções de tributos federais, estaduais e municipais com Estados 
estrangeiros. 
c) podem versar sobre obrigações acessórias, mas, no tocante às obrigações 
principais, não podem versar sobre matérias atinentes a taxas e contribuições 
em geral, inclusive sobre contribuição de melhoria. 
d) admitem, como normas complementares a eles, os atos normativos 
expedidos pelas autoridades administrativas. 
e) estão compreendidos na expressão “legislação tributária”, definida no 
referido Código, enquanto as convenções internacionais não estão. 
 
Comentário: A questão deseja a resposta conforme o CTN. Portanto, muita 
atenção! 
 
Alternativa A: De acordo com o art. 98, do CTN, os tratados e as convenções 
internacionais revogam ou modificam a legislação tributária interna, e serão 
observados pela que lhes sobrevenha. Portanto, a alternativa está errada. 
 
Alternativa B: O CTN não previu qualquer regra nesse sentido. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa C: O CTN não faz qualquer advertência quanto à aplicação dos 
tratados internacionais a obrigações acessórias, nem mesmo sobre matérias 
atinentes a taxas e contribuições em geral, inclusive sobre contribuição de 
melhoria. Alternativa errada. 
 
Alternativa D: Deveras, o art. 100, I, do CTN, previu que são normas 
complementares das leis, dos tratados e das convenções internacionais e dos 
decretos os atos normativos expedidos pelas autoridades administrativas. 
Alternativa correta. 
 
Alternativa E: Tanto os tratados internacionais quanto as convenções 
internacionais estão compreendidos na expressão “legislação tributária”, 
definida no art. 96, do CTN. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra D 
 
 
 
 
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2 – OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 Muitos conceitos se entrelaçarão a partir desse momento. Embora 
tenhamos visto apenas superficialmente alguns aspectos relativos à obrigação 
tributária, você será capaz de perceber que “a coisa” está começando a fazer 
sentido. 
 De início, é importante saber que a obrigação caracteriza-se por uma 
relação jurídica estabelecida entre dois indivíduos, credor e devedor, 
cujo objeto consiste em uma prestação de dar, fazer ou deixar de fazer 
algo. 
 Assim, faz-se necessário conhecer os elementos subjetivos (sujeitos) e 
objetivos (prestações) da obrigação. 
No que concerne aos sujeitos envolvidos na relação obrigacional, cabe 
destacar que o devedor é denominado sujeito passivo, e o credor, sujeito 
ativo. 
Em direito tributário, o sujeito ativo é o ente instituidor do tributo 
(União, Estados, DF ou Municípios) ou a pessoa jurídica de direito público 
titular da capacidade tributária ativa, que, como já vimos, é responsável pela 
arrecadação e fiscalização do tributo. 
Em relação ao outro sujeito da obrigação tributária, isto é, o sujeito 
passivo, pode-se afirmar que este é o particular (pessoa física ou jurídica), 
que fica sujeito ao cumprimento das obrigações tributárias. 
No tocante aos elementos objetivos daobrigação, cabe observar que as 
prestações de dar e de fazer exigem uma ação do devedor, sendo, portanto, 
consideradas prestações positivas. Já a obrigação de deixar de fazer, 
caracteriza-se por uma abstenção do devedor, sendo considerada prestação 
negativa. 
 Assim, retornando nossos olhares para o Direito Tributário, podemos ter 
a obrigação de dar representada pelo dever de entregar dinheiro ao Fisco, 
pagando tributos ou multas. É denominada de obrigação principal. 
 No que se refere às obrigações de fazer ou deixar de fazer algo, 
pode-se definir como prestações acessórias, com o objetivo de auxiliar a 
arrecadação e fiscalização tributária. Assim, por exemplo, o particular pode ser 
obrigado a escriturar livros fiscais (obrigação de fazer algo) como também não 
impedir o acesso da fiscalização à sua empresa (obrigação de deixar de fazer 
algo). São as denominadas obrigações acessórias. 
 Nesse contexto, estabelece o caput do art. 113 CTN que a obrigação 
tributária é principal ou acessória. 
 
 
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Estudaremos cada um delas a seguir. No entanto, antes disso, é bom 
que você guardar que, independentemente de a obrigação ser principal ou 
acessória, ela surge com a ocorrência do fato gerador. Ou seja, há uma 
hipótese de incidência prevista abstratamente que, ocorrida no mundo 
concreto, faz gerar o liame entre o sujeito ativo e o sujeito passivo, isto é, a 
relação jurídico-tribtária. 
Observação: Vamos começar a adotar o conceito de sujeito ativo e sujeito 
passivo nesse momento. No que se refere ao sujeito passivo, veremos, nesta 
aula, que nem todo devedor é contribuinte. 
 Nessa linha de raciocínio, só existe obrigação tributária se houver 
um fato gerador, já que é com a ocorrência deste que surge a obrigação 
tributária. Esse assunto será estudado ainda nesta aula. 
 Portanto, na aula de hoje, nós também vamos estudar a hipótese de 
incidência e o fato gerador, as diferenças conceituais entre eles, mas antes é 
necessário entender melhor o que é uma obrigação tributária principal e 
acessória. 
 Vamos lá! 
2.1 – Obrigação Tributária Principal 
 Vamos começar já dizendo o básico: para uma obrigação ser 
caracterizada como principal ela deve ter conteúdo pecuniário, isto é, deve 
haver “dinheiro” envolvido na obrigação. O sujeito passivo fica compelido a 
entregar dinheiro ao Fisco. 
 Nós já vimos no nosso curso, que os tributos, pelo próprio conceito, 
distinguem-se das multas, pois aqueles não podem constituir sanção por ato 
ilícito, correto? 
 Embora não se confundam, ambos têm algo em comum: possuem 
conteúdo pecuniário. Sendo assim, os tributos, os juros e as multas 
constituem obrigação tributária principal. 
 
A multa não se confunde com tributo, mas a obrigação 
de pagá-la é de natureza tributária, ou seja, uma 
obrigação tributária pode ter como conteúdo o 
pagamento de uma multa tributária. 
 Repare que no § 1º do art. 113, do CTN, o legislador define que a 
obrigação tributária tem por objeto o pagamento de tributo ou 
penalidade pecuniária (multas). Ou seja, exatamente o que acabamos de 
estudar! 
 
 
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2.2 – Obrigação Tributária Acessória 
 Como decorrência do próprio nome, as obrigações acessórias possuem 
como finalidade auxiliar a arrecadação e fiscalização dos tributos. Isso significa 
que o objetivo é facilitar o cumprimento da obrigação tributária 
principal. São obrigações meramente instrumentais. 
 No § 2º do art. 113, do CTN, foi previsto que o objeto das obrigações 
acessórias são as prestações positivas ou negativas. As primeiras dizem 
respeito ao “fazer algo”, as segundas, ao “deixar de fazer algo”. Não, há, 
portanto, qualquer movimentação no “bolso” do sujeito passivo. Guarde isso! 
 Um detalhe que pode gerar dúvidas em muitas é se as obrigações 
acessórias dependem ou não da existência da obrigação principal. 
 No Direito Civil, aprende-se a regra de que “o acessório segue o 
principal”. Portanto, se, por exemplo, um fazendeiro se compromete a entregar 
uma égua prenha ao vizinho, o futuro potro está inserido na obrigação. 
 No Direito Tributário, por outro lado, as obrigações tributárias 
acessórias independem da existência de uma obrigação principal. 
Vamos ver um exemplo já estudado? 
 As entidades de assistência social são imunes aos impostos incidentes 
sobre o seu patrimônio, por exemplo, conforme previsão no art. 150, VI, c, da 
CF/88. No entanto, nós vimos que tais entidades ficam sujeitas a algumas 
obrigações previstas no art. 14 do CTN (requisitos para fruição da imunidade). 
Elas devem, por exemplo, manter a escrituração de suas receitas e despesas 
em livros revestidos de formalidades capazes de assegurar sua exatidão. 
 
O gozo de imunidade ou de benefício fiscal não 
dispensa o seu titular de cumprir as obrigações 
tributárias acessórias a que estão obrigados quaisquer 
contribuintes. 
 Com a ilustração acima, fica fácil perceber a autonomia da obrigação 
acessória. Veja que a entidade é imune aos impostos (não há obrigação 
principal), mas ainda assim fica obrigada a cumprir os deveres burocráticos, 
para auxiliar o controle da atividade de fiscalização. 
 Embora não haja uma relação de dependência entre a obrigação principal 
e a acessória, a inobservância desta pode ensejar a surgimento daquela, ou 
seja, o descumprimento da obrigação acessória gera uma obrigação 
principal, que são as multas. Observe a redação do § 2º do art. 113, do 
CTN: 
 
 
 
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Art. 113: 
(...) 
§ 3º A obrigação acessória, pelo simples fato da sua inobservância, 
converte-se em obrigação principal relativamente à penalidade 
pecuniária. 
 Embora o CTN tenha mencionado que a obrigação acessória, se não 
cumprida, “converte-se” em obrigação principal, deve-se entender que a 
obrigação acessória não deixa de existir. Nesse caso, o sujeito passivo fica 
obrigado a cumprir a obrigação acessória e ainda assim pagar a multa 
(obrigação principal). 
Observação: Nas questões de prova em que for cobrada a literalidade do 
dispositivo, marque CORRETO! 
 Em síntese, no Direito Tributário o entendimento que você deve gravar é 
o de que a obrigação acessória não segue o principal (é independente e 
autônomo), mas a sua inobservância pode fazer surgir uma obrigação 
principal. 
 
Nunca se esqueça que a dispensa do cumprimento das 
obrigações acessórias deve ser interpretada 
literalmente! 
 
 
3 – FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 Para entendermos melhor o que será explicado a seguir, é necessário 
relembrar a linha do tempo até que o tributo seja exigível do sujeito passivo: 
 
 
 
 
 
 
Instituição do 
Tributo por lei 
Ocorrência da 
situação prevista 
em lei 
Lançamento 
Hipótese de 
Incidência 
Fato Gerador 
(Surge Obrigação Tribut.) 
Crédito 
Tributário 
 
 
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 Não podemos confundir de forma alguma os conceitos de hipótese de 
incidência e fato gerador! A hipótese de incidência foi conceituada por Geraldo 
Ataliba da seguinte forma: 
“A hipótese de incidência é a descrição hipotética e abstrata de um fato. 
É parte da norma tributária. É o meio pelo qualo legislador institui um 
tributo. Está criado um tributo, desde que a lei descreva sua h.i., a ela 
associando o mandamento “pague”.” (ATALIBA, Geraldo. Hipótese de 
Incidência Tributária. 2012. 13ª Edição. Pág. 66) 
 Nessa esteira, quando o legislador institui o tributo, surge a hipótese de 
incidência, sendo esta a previsão abstrata do fato que dará causa à 
obrigação tributária. 
 Quando o fato se concretizar, surge, então, o fato gerador, dando 
nascimento à obrigação tributária. É nesse momento que se cria a 
obrigação de pagar o tributo, sendo que a exigibilidade só poderá ser feita, em 
regra, após o lançamento, quando fica constituído o crédito tributário. 
Observação: É possível que o tributo seja pago antes de se concretizar o 
fato gerador. Trata-se do mecanismo da substituição tributária, que será 
estudado em momento oportuno. 
 Frise-se: quando a hipótese de incidência se concretiza, dizemos que 
houve subsunção do fato à hipótese de incidência, ocorrendo, então o 
fato gerador. 
 
Quando um fato coincide com a hipótese de incidência 
descrita na norma, falamos em subsunção do fato à 
hipótese de incidência. 
É muito importante memorizar esses termos, pois quando o examinador 
quer surpreender o candidato ele normalmente traz esses termos inusitados. 
Isso a partir de agora não é mais novidade para você! 
 Por falar em termos, vejamos os sinônimos de hipótese de incidência e 
fato gerador: 
Hipótese de incidência  Fato gerador in abstrato, Hipótese Tributária, 
Pressuposto Legal do Tributo 
Fato Gerador  Fato Imponível, Fato Gerador in concreto, Fato Jurígeno, Fato 
Jurídico Tributário 
 
 
 
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Observação: Não é difícil de memorizar os termos. Como o fato gerador está 
relacionado, por óbvio, a um fato, todos os seus termos são iniciados por 
FATO. A única exceção é o fato in abstrato, que obviamente se refere à 
previsão abstrata da norma, sendo esta a hipótese de incidência. 
 Para que tudo fique mais claro, vamos exemplificar: sabemos que a 
CF/88 conferiu aos Estados a competência tributária para instituir imposto 
sobre a propriedade de veículos automotores. 
Logo, quando o Estado do Acre institui o IPVA, na lei instituidora há a 
previsão de uma hipótese de incidência, que é possuir veículo automotor. No 
momento em que o sujeito passivo adquire um veículo automotor, o fato 
(possuir o veículo) subsume-se à hipótese de incidência, ocorrendo o fato 
gerador e surgindo a obrigação tributária. 
Aí eu te pergunto: qual é o momento exato da ocorrência desse fato 
gerador? Qual será o valor exato da obrigação tributária? Enfim, é de se 
destacar que a lei instituidora precisa definir, além do elemento material 
(possuir o veículo automotor, no exemplo fornecido), outros aspectos que 
vão definir com precisão a obrigação tributária. 
3.1 – Aspectos da Hipótese de Incidência 
 A doutrina majoritária conclui que, ao instituir determinado tributo, a lei 
deve prever vários aspectos, a fim de que a obrigação tributária seja 
exata, e que os seus elementos objetivos e subjetivos sejam precisos. 
 Memorizar os aspectos do fato gerador é de extrema relevância para 
enfrentar as provas de concurso público. Por esse motivo, vou trazê-los em 
forma de tópico para facilitar a leitura e posterior revisão: 
1. Aspecto Material (“o quê”)  Trata-se do aspecto substancial da 
hipótese de incidência, caracterizando-se sobre “o quê” irá incidir o 
tributo. É a descrição do fato ensejador da obrigação tributária. Por 
exemplo: propriedade imobiliária (IPTU ou ITR) ou de veículo automotor 
(IPVA), atuação pública (taxas ou contribuições de melhoria) etc. 
 
2. Aspecto Espacial (“onde”)  Diz respeito aos limites territoriais da 
incidência do tributo ou ao local específico em que se considera 
ocorrido o fato gerador. É muito importante para se definir, no caso do 
IPTU, por exemplo, a qual Município cabe o referido imposto, quando ambos 
são limítrofes. 
 
 
3. Aspecto Temporal (“quando”)  É o aspecto que define o momento 
em que o fato gerador considera-se ocorrido, sendo este o marco para 
 
 
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se definir a lei vigente e as alíquotas aplicáveis. Serve de base para analisar 
a obediência ao princípio da irretroatividade tributária. 
 
4. Aspecto Pessoal (“quem”)  Define quem é o credor (sujeito ativo) da 
obrigação tributária, bem com os respectivos devedores (sujeito passivo). 
 
5. Aspecto Quantitativo (“quanto”)  Esse aspecto define o quantum 
debeatur, isto é, o quanto o devedor deve pagar de tributo. Resulta da 
multiplicação da base de cálculo pela alíquota vigente no momento da 
ocorrência do fato gerador. 
 
Observação: Na hora da prova, o examinador pode cobrar o tema como 
“aspectos ou elementos do fato gerador, hipótese de incidência ou 
norma tributária”, o que, para fins de prova, significa o mesmo! 
3.2 – Fato Gerador da Obrigação Principal 
 Nos arts. 114 e 115 do CTN, o legislador disciplina os fatos geradores da 
obrigação principal e da obrigação acessória. 
 No que concerne à obrigação principal, o CTN dispôs da seguinte 
maneira: 
Art. 114. Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em 
lei como necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 A doutrina critica a redação desse dispositivo, pois o legislador disse que 
o “fato gerador” é a “situação definida em lei”, sendo que esta, na verdade, é a 
hipótese de incidência, como estudamos. Logo, pode-se dizer que o CTN 
considerou os institutos como sinônimos. 
Ignorando a crítica feita, devemos saber que para se concretizar o fato 
gerador, deve ocorrer a situação que foi definida em lei como necessária e 
suficiente à sua ocorrência. Isto é, devem estar presentes todos os 
requisitos previstos em lei para que ocorra o fato gerador da obrigação 
principal. 
 
Muito cuidado com questões que afirmam que o fato 
gerador é a situação definida em lei como suficiente (ou 
necessária à sua ocorrência. Isso está errado! 
Para que a assertiva seja considerada correta, deve-se 
conter as palavras “necessária” e “suficiente”! 
 
 
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 Quando uma lei institui certo tributo (obrigação principal), é necessário 
prever os contribuintes, a base de cálculo, as alíquotas e, necessariamente, 
o fato gerador! 
 Como não há exceções ao princípio da legalidade, no que se refere à 
instituição de tributos, o fato gerador da obrigação principal deve ser 
definido em lei ou medida provisória. 
 Vale relembrar que, em relação aos impostos, cabe à lei 
complementar nacional definir os fatos geradores, bases de cálculo e 
contribuintes (CF/88, art. 146, III, a). 
Observação: A definição dos fatos geradores, bases de cálculo e 
contribuintes dos impostos por lei complementar não se confunde com a 
instituição, tendo em vista que se trata do estabelecimento de normas 
gerais. 
3.3 – Fato Gerador da Obrigação Acessória 
 Vejamos como foi conceituado o fato gerador da obrigação acessória no 
CTN: 
Art. 115. Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, 
na forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de 
ato que não configure obrigação principal. 
 O legislador estabelece que o fato gerador da obrigação acessória é a 
situação definida na legislação aplicável, diferentemente do que foi previsto no 
fato gerador da obrigação principal, emque foi mencionada apenas “lei”. 
 Como vimos, legislação tributária compreende tanto os atos normativos 
primários como os secundários (infralegais). É nessa linha que muito se 
discute acerca da permissão conferida pelo CTN para que a obrigação 
acessória seja instituída por normas infralegais. 
 Os que argumentam em sentido contrário, alegam que, de acordo com o 
art. 5º, II,da CF/88, ninguém será obrigado a fazer ou deixar de fazer alguma 
coisa senão em virtude de lei. Logo, somente lei poderia criar obrigações 
tributárias, sejam elas principais ou acessórias. 
 Para o STJ (REsp 724.779/RJ), a regulação das obrigações acessórias “foi 
legada à "legislação tributária" em sentido lato, podendo ser disciplinados 
por meio de decretos e de normas complementares, sempre vinculados 
à lei da qual dependem”. 
 
 
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O CESPE já se posicionou no sentido de que as 
obrigações acessórias podem ser instituídas por atos 
infralegais. 
 Cabe destacar também que o art. 115 do CTN deixou claro que o fato 
gerador da obrigação acessória é aquela situação que impõe a prática 
ou abstenção de ato que não configure obrigação principal. 
 Por conseguinte, como já estudamos, a legislação pode prever como 
obrigação acessória a entrega de declarações ao Fisco (prática de ato) bem 
como a obrigação de o contribuinte não impedir o acesso da fiscalização à sua 
empresa (abstenção de ato). 
3.4 – O momento da Ocorrência do Fato Gerador 
 Nós estudamos que o aspecto temporal da hipótese de incidência define 
o momento em que o fato gerador considera-se ocorrido. Correto? 
 O CTN, como você deve se lembrar, foi recepcionado como lei de normas 
gerais em matéria tributária. Nesse sentido, o Código estabeleceu um 
“padrão” para definir o momento em que os fatos geradores serão 
tidos por ocorridos. 
Observação: A regra que veremos abaixo comporta exceções, ou seja, é 
aplicável “salvo disposição de lei em contrário”. Isso significa que os 
entes federados podem estipular outro momento como o de ocorrência 
do fato gerador. 
 De acordo com esse “padrão” criado pelo CTN no art. 116 (faça uma 
leitura no dispositivo), os fatos geradores divididos em duas categorias, quais 
sejam: aqueles que tomam por base uma situação de fato e os que levam 
em consideração uma situação jurídica. 
 “Mas o que vem a ser situação de fato e situação jurídica, professor?” Eu 
explico. Vamos lá! 
 Em alguns casos, a situação definida em lei como o fato gerador do 
tributo já foi prevista em lei em outro ramo do direito (Civil ou Empresarial, 
por exemplo), havendo consequências jurídicas predeterminadas. Por exemplo, 
o ITCMD incide sobre uma situação jurídica, haja vista que a transmissão de 
propriedade já foi regulamentada no âmbito do Direito Civil. 
 Nesse caso, como o fato gerador é baseado em uma situação jurídica, o 
art. 116, II, do CTN, dispõe que, salvo disposição de lei em contrário, 
considera-se ocorrido no momento em que a situação esteja 
definitivamente constituída (no caso, transferida a propriedade) nos 
 
 
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termos de direito aplicável. Segue-se, portanto, o que já havia sido 
definido. 
 Por outro lado, quando a situação definida em lei como o fato gerador do 
tributo não tenha sido definida em outro ramo do direito como capaz de gerar 
efeitos jurídicos, ou seja, somente produza efeitos econômicos, temos a 
situação de fato. Citemos, como exemplo, a entrada de mercadorias 
estrangeiras no território nacional não era, antes de ser instituído o II, 
situação jurídica, pois não produzia efeitos jurídicos em nenhum outro ramo do 
direito. 
Observação: É óbvio que depois que o II foi instituído, a entrada de 
mercadorias estrangeiras no território nacional passou a produzir efeitos, pois 
praticado esse ato, ocorre o fato gerador do II, acarretando o nascimento de 
uma obrigação tributária. 
 Para os fatos geradores definidos com base em situação de fato, o CTN, 
no art. 116, I, estabeleceu que, salvo disposição de lei em contrário, o fato 
gerador ocorre desde o momento em que o se verifiquem as 
circunstâncias materiais necessárias a que produza os efeitos que 
normalmente lhe são próprios, ou seja, com a entrada das mercadorias. 
 Na prática, isso não é possível, pois é muito difícil precisar o momento 
em que as mercadorias entram no território nacional. Nesse caso, o legislador, 
no art. 23 do Decreto-lei 37/1966, valeu-se da exceção permitida pelo CTN 
para definir que, para fins de cálculo, o fato gerador do II considera-se 
ocorrido na data do registro da declaração de importação de mercadoria 
submetida a despacho para consumo. 
3.4.1 – As Situações Jurídicas Condicionadas 
 Vamos iniciar esse tópico transcrevendo o que foi disposto no art. 117 do 
CTN: 
Art. 117. Para os efeitos do inciso II do artigo anterior (referente às 
situações jurídicas estudadas no tópico anterior) e salvo 
disposição de lei em contrário, os atos ou negócios jurídicos 
condicionais reputam-se perfeitos e acabados: 
I - sendo suspensiva a condição, desde o momento de seu 
implemento; 
II - sendo resolutória a condição, desde o momento da prática do 
ato ou da celebração do negócio. 
 Vamos entender tudo isso aí. Fique tranquilo(a)! Parece complicado, mas 
não é! 
 
 
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 O alvo do nosso estudo nesse momento é a condição, figura disciplinada 
no art. 121 do Código Civil, sendo aplicável, no Direito Tributário, aos 
negócios jurídicos, que podem ser exemplificados pelos contratos em 
geral. 
 Consoante o Código Civil, a condição é uma cláusula que pode ser 
incluída em um contrato, subordinando o negócio jurídico a um evento futuro 
e incerto, ou seja, pode ou não vir a ocorrer. Ademais, destaque-se que a 
condição pode ser suspensiva ou resolutória (ou resolutiva). 
 Como exemplo de condição suspensiva, imaginemos que o teu pai doa-
lhe um apartamento caso você seja aprovado(a) em algum concurso da área 
fiscal. O negócio jurídico (a doação) está condicionado a um evento futuro e 
incerto, podendo vir ou não a ocorrer (eu torço para que você seja aprovado e 
ganhe o apartamento, ok?). Perceba que enquanto não se cumprir a condição 
(aprovação), os efeitos da doação permanecem suspensos. Aliás, com a 
celebração do negócio jurídico, os efeitos já estão suspensos (não há 
produção de efeitos). 
 Por conseguinte, de acordo com o art. 117, I, do CTN, o fato gerador do 
ITCMD (imposto incidente sobre a doação), salvo disposição de lei em 
contrário, só ocorrerá quando (futuro) e se (incerto) você for 
aprovado(a) no concurso público. 
 Imagine agora que você logrou a aprovação e tomou posse no cargo, 
mas ficou insatisfeito por ter que morar em uma cidade de fronteira, longe de 
casa. Decidiu que deveria pedir exoneração do cargo e voltar para a sua 
cidade. 
 Sabendo da sua insatisfação, o teu pai doa-lhe um carro novo, com a 
condição de que, se você pedir exoneração do cargo, perderá o veículo. 
 Note a diferença entre os dois exemplos: no primeiro, a doação irá 
ocorrer quando você passar no concurso; no segundo, você já recebe a doação 
com a condição de não pedir exoneração. Em ambos os casos, há um evento 
futuro e incerto, mas no segundo a doação já ocorreu. Em termos jurídicos, o 
negócio jurídico já produz efeitos. 
 Caso você venha a pedir exoneração (implemento da condição 
resolutória),cessarão os efeitos do negócio jurídico, fazendo com que você 
perca o veículo. Ou seja, a ocorrência da condição resolve (desfaz) o negócio 
jurídico, sendo por isso denominada condição resolutória. 
 Portanto, se o negócio estiver sujeito a uma condição resolutória, o art. 
117, II, do CTN prevê que, salvo disposição de lei em contrário, o fato 
gerador do ITCMD ocorre desde a celebração do negócio jurídico, sendo 
irrelevante, para fins de incidência tributária, o cumprimento ou não da 
condição. 
 
 
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Se houver o cumprimento da condição resolutória, o 
veículo voltará a pertencer ao seu pai, mas o ITCMD 
pago não será devolvido, pois o implemento da condição 
resolutória é irrelevante ao Direito Tributário. 
Lembre-se de que o implemento da condição 
suspensiva é relevante, e é justamente o momento da 
ocorrência do fato gerador. 
3.5 – O Fato Gerador e o Princípio do Pecunia non Olet 
 Nós estudamos no início do nosso curso que incide imposto de renda 
sobre os rendimentos decorrentes de atividades ilícitas, com base no princípio 
do pecunia non olet (dinheiro não cheira). 
 Logo, para o Fisco pouco importa se o negócio jurídico celebrado é 
válido sob a ótica do direito. Se a pessoa auferiu rendimentos, torna-se 
sujeito passivo da relação jurídico-tributária, devendo arcar com o imposto de 
renda. 
 Nessa linha, veja o que diz o art. 118 do CTN: 
Art. 118. A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-
se: 
I - da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos 
contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do 
seu objeto ou dos seus efeitos; 
II - dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 
 Assim, a situação definida em lei como fato gerador do tributo (a 
hipótese de incidência tributária) deve ser interpretada 
desconsiderando-se a validade jurídica dos atos praticados, bem como 
os efeitos dos fatos ocorridos. 
Com efeito, a capacidade tributária independe da capacidade civil das 
pessoas naturais (físicas), ou seja, até mesmo o incapaz, como o menor de 16 
anos, pode vir a ser sujeito passivo da obrigação tributária. Estudaremos a 
capacidade passiva mais adiante. 
 
Nesse momento, o que importa é entender e memorizar 
o art. 118 do CTN, e saber que ele ampara o princípio do 
pecúnia non olet. 
 
 
 
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 Nessa linha, o STJ já decidiu: 
TRIBUTÁRIO – ICMS – SERVIÇO DE TELEFONIA MÓVEL – INADIMPLÊNCIA 
DOS USUÁRIOS – FURTO DE SINAL (CLONAGEM) – INCIDÊNCIA DO 
TRIBUTO. 
1. O fato gerador do ICMS na telefonia é a disponibilização da linha 
em favor do usuário que contrata, onerosamente, os serviços de 
comunicação da operadora. A inadimplência e o furto por "clonagem" 
fazem parte dos riscos da atividade econômica, que não podem ser 
transferidos ao Estado. 
2. Nos termos do art. 118 do Código Tributário Nacional, o 
descumprimento da operação de compra e venda mercantil não tem o 
condão de malferir a ocorrência do fato gerador do ICMS. 
(STJ, REsp 1.189.924/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Humberto Martins, 
Julgamento em 25/05/2010) 
 
 
4 - ELISÃO, EVASÃO e ELUSÃO FISCAL 
 Esse tópico tem por objetivo estudar as formas de que os contribuintes 
podem se valer para escapar da tributação, que podem vir a ser lícitas ou 
ilícitas, a depender, em regra, da forma e do momento em que são praticadas. 
São elas: a elisão, a evasão e a elusão fiscal 
 A elisão fiscal é a prática que visa reduzir ou eliminar o valor do tributo 
devido. São os atos praticados pelo sujeito passivo, em regra, antes da 
ocorrência do fato gerador, isto é, antes do nascimento da obrigação 
tributária. É, portanto, uma conduta lícita, sendo denominada 
planejamento tributário. 
 Ora, ninguém é obrigado a fazer acontecer o fato gerador. Na 
elisão fiscal, o sujeito passivo se vale de meios lícitos para que a carga 
tributária a ele imposta seja minorada ou, a depender da situação, eliminada. 
A título de exemplo, uma empresa de pequeno porte, como ainda 
estudaremos no nosso curso, pode optar pela tributação pelo Simples Nacional, 
pelo Lucro Presumido ou pelo Lucro Real. É por esse motivo que existem 
consultores especializados em planejamento tributário, que é a busca pela 
menor incidência tributária possível. 
 
 
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 De outra banda, temos a evasão fiscal, sendo caracterizada por 
condutas ilícitas, praticadas com o intento de ludibriar a fiscalização, 
ocultando parcial ou totalmente a ocorrência do fato gerador. 
 Uma forma simples de entender as práticas evasivas é saber que, 
ocorrendo o fato gerador, surge a obrigação tributária. Sendo assim, já existe 
um montante de tributo a ser recolhido. Contudo, o sujeito passivo utiliza 
artifícios para aparentemente reduzir o valor da obrigação tributária. 
Dessa forma, percebe-se que a regra é que a evasão seja praticada após a 
ocorrência do fato gerador. 
 Como exemplo de evasão fiscal, pode-se citar o preenchimento a maior 
das despesas médicas, na declaração anual de Imposto de Renda. Isso faz com 
que o montante do imposto seja aparentemente reduzido, na tentativa de 
iludir o Fisco. 
 Por último, tem-se ainda a elusão fiscal, também denominada elisão 
ineficaz. Nessa situação, o contribuinte simula o negócio jurídico, 
dissimulando o fato gerador do tributo. O que se quer ocultar é a essência 
do negócio, alterando a sua forma. Os autores costumam denominá-la 
“abuso de forma jurídica”. 
Observação: Dissimular é o mesmo que ocultar, esconder. 
 Vejamos um exemplo típico: João deseja vender um terreno, cujo valor é 
muito elevado, a Maria. Sabendo-se que o ITBI incidente sobre a operação de 
transmissão da propriedade (o negócio jurídico) seria muito alto, decidem 
simular outra situação, alterando a forma do negócio. 
 Como o ITBI não incide sobre a transmissão dos bens incorporados ao 
patrimônio de pessoa jurídica, nem sobre a extinção desta, a saída seria 
constituir uma empresa, em que João entraria com o seu terreno, e Maria, com 
o capital. Pouco tempo depois, ambos decidem extinguem a pessoa jurídica, 
sendo que João recebe suas quotas em dinheiro, e Maria recebe o terreno. 
 Note que foi simulada a constituição e a extinção de uma pessoa jurídica, 
dissimulando a ocorrência do fato gerador, que a transmissão de propriedade 
de uma pessoa física para outra. 
 Como forma de tentar combater tais práticas, o legislador, por meio da 
LC 104/2001, acrescentou o parágrafo único ao art. 116 do CTN, cuja redação 
é a seguinte: 
 Art. 116. (...): 
Parágrafo único. A autoridade administrativa poderá desconsiderar atos 
ou negócios jurídicos praticados com a finalidade de dissimular a 
ocorrência do fato gerador do tributo ou a natureza dos elementos 
 
 
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constitutivos da obrigação tributária, observados os procedimentos a 
serem estabelecidos em lei ordinária. 
Observação: O texto legal incluído pela LC 104/01 foi denominado “norma 
geral antielisão”, muito embora o objetivo seja evitar a elusão fiscal. Na 
realidade, se a elisão é uma conduta lícita, não seria necessário evitá-la. 
A inclusão do dispositivo se deveà influência da doutrina alemã, 
segundo a qual permite-se a interpretação econômica do fato gerador. 
Busca-se, assim, a essência do negócio jurídico e não a sua simples forma. 
 Destaque-se que, para fins de prova, é necessário guardar que a 
autoridade desconsidera os negócios para fins tributários, mas não o 
desconstitui, ou seja, o que foi celebrado entre as partes continuam valendo 
para elas. 
 Além disso, também é necessário lembrar que uma lei ordinária precisa 
regulamentar os procedimentos a serem observados pela autoridade 
administrativa, para que a “norma geral antielisão venha” ser aplicada na 
prática. 
 
 
Questão 15 – CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
 
O CTN qualifica como obrigação tributária principal aquela que tem por objeto 
uma prestação pecuniária, distinguindo-a da obrigação tributária acessória, 
cujo objeto abrange as condutas positivas e negativas exigidas do sujeito 
passivo em prol dos interesses da administração tributária e as penalidades 
decorrentes do descumprimento desses deveres instrumentais. 
 
Comentário: A obrigação tributária principal possui caráter pecuniário, tendo 
por objeto não só o pagamento de tributo mas também as penalidades (multas 
tributárias). Assim, não se pode classificar as penalidades decorrentes do 
descumprimento de deveres instrumentais como obrigações acessórias. 
Questão errada. 
 
Questão 16 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle/2016 
 
Os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados se 
suspensiva a condição desde o momento da prática do ato. 
 
 
 
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Comentário: Os negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e 
acabados se suspensiva a condição desde o momento do seu implemento. 
Questão errada. 
 
Questão 17 – CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 
 
O descumprimento de obrigação de emissão de nota fiscal dá ensejo à 
realização, pelo poder público, do lançamento de ofício, para fins de aplicação 
da penalidade cabível. Nesse caso, a multa aplicada equipara-se ao crédito 
decorrente da obrigação principal, em virtude da sua natureza jurídica de 
obrigação de dar. 
 
Comentário: De acordo com o art. 113, § 3º, do CTN, a obrigação acessória, 
pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal 
relativamente à penalidade pecuniária. 
 
Dessa forma, ao descumprir a obrigação de emitir notas fiscais (obrigação 
acessória), a empresa fica sujeita ao lançamento de ofício de multa, 
constituindo o crédito tributário, já que a penalidade pecuniária também é uma 
obrigação tributária principal. Questão correta. 
 
Questão 18 – CESPE/PGE-AM-Procurador/2016 
 
Para fins de cobrança, as penalidades pecuniárias impostas ao contribuinte em 
virtude do descumprimento de obrigações acessórias são equiparadas à 
obrigação tributária principal, visto que ambas constituem obrigação de dar. 
 
Comentário: De fato, as multas impostas ao contribuinte em virtude do 
descumprimento de obrigações acessórias são obrigações principais, pois 
possuem caráter pecuniário. Questão correta. 
 
Questão 19 – CESPE/FUB-Contador/2015 
 
Constitui exemplo de obrigação tributária acessória a prestação pecuniária 
decorrente do imposto de renda. 
 
Comentário: Como se trata de prestação pecuniária, tal obrigação é 
necessariamente principal, uma vez que a obrigação tributária acessória não 
possui caráter pecuniário. Questão errada. 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 20 – CESPE/MPU-Analista/2015 
 
Se uma imobiliária deixar de informar ao fisco os aluguéis pagos aos seus 
clientes, tal obrigação não desaparecerá e a consequente infração tributária 
fará surgir a obrigação principal referente à multa. 
 
Comentário: A obrigação da imobiliária de informar ao fisco os aluguéis pagos 
aos seus clientes é uma obrigação acessória. O descumprimento dessa 
obrigação implica o surgimento de obrigação principal referente à multa, mas a 
obrigação acessória não deixa de existir. Questão correta. 
 
Questão 21 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle/2016 
 
Fato gerador da obrigação acessória é a situação definida em lei como 
necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 
Comentário: O art. 115, do CTN, estabelece que o fato gerador da obrigação 
acessória é qualquer situação que, na forma da legislação aplicável, impõe a 
prática ou a abstenção de ato que não configure obrigação principal. Questão 
errada. 
 
Questão 22 – CESPE/AGU/2015 
 
O princípio da isonomia tributária impõe que o tributo incida sobre as 
atividades lícitas e, igualmente, sobre as atividades ilícitas, de modo a se 
consagrar a regra da interpretação objetiva do fato gerador. Dessa forma, é 
legítima a cobrança de IPTU sobre imóvel construído irregularmente, em área 
non aedificandi, não significando tal cobrança de tributo concordância do poder 
público com a ocupação irregular. 
 
Comentário: O art. 118, do CTN, estabelece a interpretação objetiva do fato 
gerador, ao dizer que a definição legal do fato gerador é interpretada 
abstraindo-se da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos 
contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto 
ou dos seus efeitos e dos efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. Em 
decorrência do exposto, pouca importa se o imóvel foi construído 
irregularmente, se o fato gerador (propriedade imobiliária) ocorreu, o IPTU é 
devido, não significando tal cobrança de tributo concordância do poder público 
com a ocupação irregular. Questão correta. 
 
Questão 23 – CESPE/TRF 1ª Região-Juiz Federal Substituto/2015 
 
A União celebrou negócio jurídico com uma sociedade empresarial. Tal 
operação configurou-se como um fato gerador, uma vez que era uma situação 
descrita, na norma tributária, como hipótese de incidência de um tributo. No 
 
 
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entanto, identificou-se, posteriormente, a irregularidade da constituição da 
sociedade empresarial, de modo que o negócio jurídico celebrado com a União 
foi declarado nulo, não tendo sido, portanto, adimplida a obrigação tributária, 
cujo termo ainda não havia transcorrido. 
Nessa situação hipotética, 
a) o negócio jurídico configurou fato gerador do tributo, dado o princípio da 
interpretação objetiva do fato gerador. 
b) a celebração do negócio jurídico não configurou fato gerador do tributo, por 
ser esse negócio inepto à produção de efeitos tributários. 
c) o negócio jurídico constituiu fato gerador do tributo. No entanto, admite-se 
aos contratantes o pedido de repetição do indébito após a declaração de 
nulidade. 
d) a obrigação tributária foi extinta porque a declaração de nulidade do 
negócio jurídico ocorreu antes do fim do prazo para o pagamento. 
e) a sociedade empresária não tem capacidade tributária passiva, haja vista 
ter sido constituída de forma irregular. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: De acordo com o que dispõe o art. 118, do CTN, a 
interpretação da definição legal do fato gerador deve ser objetiva. Portanto, 
ficou configurado o fato gerador. Alternativa correta. 
 
Alternativa B: Como foi dito, a interpretação da definição legal do fato 
gerador deve ser objetiva. Portanto, ficou configurado o fato gerador. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa C: Não há que se falar no pedido de repetição do indébito, ou 
seja, não é possível solicitar restituição do que foi pago porque a obrigaçãotributária existe em virtude da configuração do fato gerador. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa D: Não houve extinção da obrigação tributária, por conta do que 
se depreende do art. 118, do CTN. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Ainda que tenha sido constatada a irregularidade da 
constituição da sociedade empresarial, não se pode dizer que não há 
capacidade tributária passiva, haja vista que isso independe de estar a pessoa 
jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma unidade 
econômica ou profissional. Alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 24 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
De acordo com o Código Civil, será válido o ato jurídico dissimulado que não 
apresentar vício de substância nem de forma, o que significa que a autoridade 
==d76ad==
 
 
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administrativa fiscal não poderá desconsiderar tal ato, ainda que praticado com 
a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo. 
 
Comentário: Realmente, consta no art. 167, do Código Civil, que é nulo o 
negócio jurídico simulado, mas subsistirá o que se dissimulou, se válido for na 
substância e na forma. Contudo, o par. único do art. 116, do CTN, prevê que a 
autoridade administrativa poderá desconsiderar atos ou negócios jurídicos 
praticados com a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do 
tributo ou a natureza dos elementos constitutivos da obrigação tributária, 
observados os procedimentos a serem estabelecidos em lei ordinária. Logo, a 
questão está errada. 
 
Questão 25 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se um negócio for considerado juridicamente inválido, e se tal negócio 
configurar a ocorrência do fato gerador de um tributo, tal invalidez não afetará 
a validade tributária do negócio, devendo-se considerar, assim, ocorrido o fato 
gerador. 
 
Comentário: De acordo com as definições do art. 118, I, do CTN, ainda que o 
negócio jurídico tenha sido considerado inválido, se restou configurada a 
ocorrência do fato gerador de determinado tributo, permanecem os efeitos 
tributários daí decorrentes. Vamos relembrar do que consta no referido 
dispositivo: a definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se da 
validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, 
responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos seus 
efeitos. Questão correta. 
 
Questão 26 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Considere que determinado médico tenha sido contratado particularmente e de 
forma incondicional para realizar uma cirurgia de alto risco em um paciente e 
que o paciente tenha falecido na cirurgia. Nessa situação, apesar do 
falecimento, ocorreu o fato gerador do imposto sobre serviços de qualquer 
natureza, já que, para a definição do fato gerador, não se devem levar em 
conta os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 
 
Comentário: É exatamente o que consta no art. 118, II, do CTN. Se o serviço 
foi prestado pelo médico, o fato gerador ocorreu, independentemente dos 
efeitos dos fatos ocorridos (falecimento do paciente). Questão correta. 
 
Questão 27 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Diante da ocorrência de um fato gerador previsto na legislação tributária em 
qualquer de suas formas, surge a obrigação principal, ou seja, a obrigação de 
pagar. 
 
 
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Comentário: O fato gerador pode se referir não só a uma obrigação principal, 
mas também a uma obrigação acessória. Nessa linha, estabelece o art. 115, 
do CTN, que fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na 
forma da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não 
configure obrigação principal. Questão errada. 
 
Questão 28 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se um indivíduo tiver a obrigação tributária de pagar uma multa, então essa 
obrigação será considerada principal. 
 
Comentário: De acordo com o art. 113, § 1°, do CTN, a obrigação principal 
surge com a ocorrência do fato gerador, tem por objeto o pagamento de 
tributo ou penalidade pecuniária e extingue-se juntamente com o crédito dela 
decorrente. Questão correta. 
 
Questão 29 – CESPE/TJ-SE- Titular de Serviços de Notas e de 
Registros/2014 
 
No que se refere a fato gerador e obrigação tributária, assinale a opção 
correta. 
a) O fato gerador da obrigação acessória deve estar previsto em lei específica. 
b) Fato gerador é a situação prevista em lei e cuja ocorrência faça surgir o 
crédito tributário. 
c) A transmissão de bem imóvel, por ato oneroso, configura fato gerador do 
ITBI, iniciando-se nesse momento a contagem do prazo prescricional da 
obrigação. 
d) A obrigação tributária origina-se com o lançamento. 
e) A obtenção de renda decorrente de negócio, ainda que ilícito, constitui fato 
gerador do imposto sobre a renda. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Diferentemente do que ocorre com o fato gerador da obrigação 
principal, o fato gerador da obrigação acessória não precisa estar previsto em 
lei, podendo ser previsto em atos normativos infralegais. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: O fato gerador faz surgir a obrigação tributária, e não o crédito 
tributário, o que ocorre, no caso da obrigação principal, apenas com o 
lançamento. Alternativa errada. 
 
Alternativa C: Realmente, a transmissão onerosa de bem imóvel configura 
fato gerador do ITBI, mas o prazo prescricional, isto é, o prazo para que a 
Fazenda Pública proponha a ação de execução fiscal para cobrar judicialmente 
o crédito tributário, conta-se a partir da constituição definitiva do crédito 
tributário, e não a partir do fato gerador, conforme art. 174, do CTN. Embora 
não tenhamos estudado este assunto, esta alternativa está errada. 
 
 
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Alternativa D: A obrigação tributária surge com a ocorrência do fato gerador, 
e não com o lançamento. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: Pouco importa se o negócio que gerou a renda é ilícito, já que 
a definição legal do fato gerador (no caso, do imposto de renda) é interpretada 
abstraindo-se da validade jurídica dos atos efetivamente praticados pelos 
contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto 
ou dos seus efeitos. Alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra E 
 
Questão 30 – CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014 
 
A definição do fato gerador da obrigação principal e da obrigação acessória 
submete-se à reserva de lei em sentido formal: na primeira espécie 
obrigacional, a sua ocorrência dá ensejo a uma obrigação de dar; na segunda, 
há o surgimento de uma obrigação de fazer e não fazer. 
 
Comentário: O erro desta assertiva foi dizer que a definição do fato gerador 
tanto da obrigação principal como da obrigação acessória submete-se à 
reserva de lei em sentido formal, algo que só ocorre com aquela. Em relação 
ao objeto das obrigações, não há erros. Questão errada. 
 
Questão 31 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. Não é possível 
que uma obrigação acessória se converta em principal, pois esta é vinculada à 
ocorrência do fato gerador. 
 
Comentário: Conforme o § 3º do art. 113, do CTN, a obrigação acessória, 
pelo simples fato da sua inobservância, converte-se em obrigação principal 
relativamente à penalidade pecuniária (multas tributárias). Questãoerrada. 
 
Questão 32 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. A autoridade 
administrativa pode desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a 
finalidade de dissimular a ocorrência de fato gerador de tributo; o 
procedimento a ser adotado deve ser estabelecido por lei ordinária. 
 
Comentário: É isso mesmo! A autoridade administrativa pode desconsiderar 
tais negócios jurídicas. Contudo, o procedimento a ser adotado deve ser 
estabelecido em lei ordinária, conforme par. único do art. 116, do CTN. 
Questão correta. 
 
 
 
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Questão 33 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
De acordo com o CTN, são apenas duas as espécies de obrigação tributária: a 
principal e a acessória. 
 
Comentário: Questão sem mistérios. Há duas espécies de obrigação 
tributária, quais sejam: principal e acessória. Questão correta. 
 
Questão 34 - CESPE/PROCURADOR-PE/2009-Adaptada 
 
A respeito do ICMS e das obrigações tributárias a ele relativas, julgue a 
assertiva a seguir. Ao emitir nota fiscal, o responsável pelo recolhimento do 
ICMS pratica obrigação tributária principal. 
 
Comentário: A emissão de nota fiscal constitui exemplo de obrigação principal 
acessória. A obrigação principal tem por objeto o pagamento de tributos ou 
multas. Questão errada. 
 
Questão 35 - CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
Reputa-se acessória a obrigação tributária imposta ao contribuinte, no sentido 
de tolerar atividades de fiscalização do recolhimento do ICMS. 
 
Comentário: O objeto da obrigação acessória consiste em uma prestação de 
fazer ou deixar de fazer, sendo exemplo desta o fato de o contribuinte ter de 
tolerar atividades de fiscalização do recolhimento do ICMS. Questão correta. 
 
Questão 36 - CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
A obrigação tributária consistente no dever de manter escrita contábil 
referente ao ICMS decorre sempre da lei stricto sensu. 
 
Comentário: Tal assertiva revela o posicionamento do CESPE, no sentido de 
que as obrigações acessórias não decorrem da lei em sentido estrito, podendo 
vir a ser estabelecida por atos normativos infralegais. Questão errada. 
 
 
 
5 - SUJEITOS DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 Nós vimos que a relação jurídico-tributária é constituída por dois 
sujeitos: ativo (credor) e passivo (devedor). 
 Vamos estudar, a partir de agora, cada um separadamente. 
 
 
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5.1 – Sujeito Ativo da Obrigação Tributária e Capacidade Ativa 
 Nós já estudamos alguns aspectos atinentes ao sujeito ativo da 
obrigação tributária no decorrer do curso. Nesse momento, vamos aproveitar 
apenas para sintetizar o conteúdo já visto e acrescentar alguns detalhes. 
 Certamente, você já está “afiado” em relação a quem pode ocupar o pólo 
ativo da relação jurídico-tributária. Trata-se da pessoa política titular da 
competência tributária para instituir o tributo (União, Estados, DF e 
Municípios) ou a pessoa jurídica de direito público titular da capacidade 
ativa, que, como já vimos, é responsável pela arrecadação e fiscalização do 
tributo. Nesse sentido, prescreve o art. 119 do CTN: 
Art. 119. Sujeito ativo da obrigação é a pessoa jurídica de direito público, 
titular da competência para exigir o seu cumprimento. 
 O professor Eduardo Sabbag (2013), em sua obra, ainda prevê a 
seguinte denominação: 
Sujeito ativo direto  Pessoa política titular da competência tributária; 
Sujeito ativo indireto  São aqueles que detêm apenas a capacidade 
tributária ativa. 
 
Lembre-se de que os territórios federais não 
possuem competência tributária, ou seja, não podem 
instituir tributos. São considerados apenas 
descentralizações administrativo-territoriais pertencentes 
à União. 
 Quando estudamos a competência tributária, vimos também que o STJ 
(Súmula 396) já entendeu que a CNA – Confederação Nacional da Agricultura 
– possui legitimidade ativa para cobrança da contribuição sindical rural, que é 
considerada tributo. Contudo, vimos que, por ser exceção, devemos adotar a 
Súmula 396 somente se a questão mencionar expressamente. 
 Ainda na sequência do nosso estudo sobre o sujeito ativo da obrigação 
tributária, você se lembra quando vimos que o CTN (art. 120) prevê uma 
hipótese de extraterritorialidade da legislação tributária em caso de 
desmembramento territorial? 
 Naquela ocasião, nós aprendemos que o “ente novo” pode aplicar a 
legislação do município desmembrado até que a sua entre em vigor. Contudo, 
o que acontece com as obrigações tributárias surgidas até o momento naquele 
território que agora pertence ao novo ente federado? Ocorre a denominada 
sucessão ativa. 
 
 
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 Nas palavras do CTN, a pessoa jurídica que se constituir (o novo ente) 
pelo desmembramento territorial de outra, sub-roga-se nos direitos desta (a 
antiga), isto é, há mudança do sujeito ativo, ou melhor, há inovação 
subjetiva. 
Observação: Sub-rogar significa transferir os direitos e funções de uma 
pessoa para outra. 
 Assim, resta claro que há dois efeitos previstos no art. 120 do CTN: 
 Mudança do sujeito ativo em relação às obrigações tributárias já 
constituídas; 
 Recepção da legislação tributária até que a sua (do novo ente) entre em 
vigor. 
 Até poderia surgir a seguinte dúvida: e as relações tributárias que 
vierem a ser constituída após o desmembramento? A resposta é simples: já 
pertencem ao novo ente, ou seja, não há transferência. 
5.2 – Sujeito Passivo da Obrigação Tributária 
 O sujeito passivo da obrigação tributária é a pessoa que integra a relação 
jurídico-tributária, estando obrigada a arcar com o pagamento do tributo 
devido (obrigação principal) ou com as prestações de fazer ou deixar de fazer 
algo (obrigações acessórias). 
 Relativamente à obrigação principal, surgem as figuras do contribuinte 
e do responsável. 
 Nesse contexto, o CTN assevera o seguinte: 
Art. 121. Sujeito passivo da obrigação principal é a pessoa obrigada 
ao pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. 
Parágrafo único. O sujeito passivo da obrigação principal diz-se: 
I - contribuinte, quando tenha relação pessoal e direta com a 
situação que constitua o respectivo fato gerador; 
II - responsável, quando, sem revestir a condição de contribuinte, 
sua obrigação decorra de disposição expressa de lei. 
 
O Sujeito passivo da obrigação tributária deve 
sempre ser estabelecido por lei. Afinal, é a própria lei 
instituidora do tributo que define quem é o sujeito 
passivo. 
 
 
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 Percebe-se que para ser contribuinte, é necessário que o sujeito passivo 
tenha relação pessoa e direta com a situação que constitua o respectivo fato 
gerador. Do contrário, o sujeito passivo será considerado responsável. 
 Sendo assim, o contribuinte é denominado pela doutrina de sujeito 
passivo direto, enquanto o responsável, sujeito passivo indireto. 
 O responsável, então, não possui relação direta com o fato gerador, mas 
está obrigado a adimplir a obrigação tributária principal, por expressa 
disposição legal. 
Observação: Lembre-se de que o responsável não faz acontecer o fato 
gerador. Por esse motivo, somentea lei pode obrigá-lo a cumprir com a 
obrigação tributária. Afinal de contas, ninguém é obrigado a fazer ou deixar 
de fazer algo senão em virtude de lei (CF/88, art. 5º, II). 
 Destaque-se que o responsável deve possuir certa relação ou 
vínculo (embora não seja pessoal e direta) com a situação que deu origem 
ao fato gerador. Isso ocorre, como veremos ao estudar a responsabilidade 
tributária, por conta do disposto no art. 128 do CTN: 
Art. 128. Sem prejuízo do disposto neste capítulo, a lei pode atribuir 
de modo expresso a responsabilidade pelo crédito tributário a 
terceira pessoa, vinculada ao fato gerador da respectiva 
obrigação, excluindo a responsabilidade do contribuinte ou atribuindo-a 
a este em caráter supletivo do cumprimento total ou parcial da referida 
obrigação. 
Vamos a um exemplo prático! 
O art. 45 do CTN estabelece que são contribuintes do IR o titular da 
disponibilidade econômica ou jurídica de renda e de proventos de 
qualquer natureza, sem prejuízo de atribuir a lei essa condição ao 
possuidor, a qualquer título, dos bens produtores de renda ou dos 
proventos tributáveis. 
 No caso específico do imposto de renda das pessoas físicas, o 
contribuinte é aquele que recebe a renda e os proventos, mas o CTN permite 
que as fontes pagadoras sejam eleitas pela lei como responsáveis pela 
retenção e recolhimento do imposto. 
 O conceito de contribuinte que vimos até o momento é o contribuinte de 
direito. Existe também o denominado contribuinte de fato. Lembra-se do 
que vimos na aula sobre imunidades? 
 O contribuinte de fato é aquele que, embora chamado de “contribuinte”, 
não integra a relação jurídica, suportando apenas a incidência econômica 
do tributo. 
 
 
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Integra a relação 
jurídico-tributária 
Não integra a relação 
jurídico-tributária 
 Essa figura surge nos denominados tributos indiretos, em que o ônus 
do tributo e repassado ao consumidor final. Assim, embora o consumidor não 
recolha os tributos, acaba arcando com esse encargo que foi embutido 
no valor das mercadorias. Vamos repetir o exemplo anteriormente 
fornecido: 
Imaginemos que determinado cidadão compra uma TV de LED em uma 
loja de eletrodomésticos. Sobre a incidência do ICMS nesta operação, a loja é 
eleita pela lei como contribuinte, e é ela quem vai recolher tal imposto, 
correto? No entanto, quem sofre o ônus do tributo não é a loja, mas sim a 
pessoa física que adquiriu a TV. Isso ocorre, porque a loja simplesmente 
acrescenta o custo daquele tributo no valor da TV. 
 Esquematizando o que foi visto até o momento: 
 
 
 
 
 
 Por fim, perceba que tanto o contribuinte como o responsável por 
determinada obrigação tributária devem ser estipulados em lei. No que se 
refere ao contribuinte, a previsão é feita na própria lei instituidora do tributo, 
por ser elemento subjetivo, essencial para que o tributo seja criado. Em 
relação ao responsável, como vimos, a sua obrigação deve decorrer de 
disposição expressa em lei. 
 Sendo assim, o art. 123 do CTN assevera que, salvo disposições de lei 
em contrário, as convenções particulares, relativas à responsabilidade 
pelo pagamento de tributos, não podem ser opostas à Fazenda Pública, 
para modificar a definição legal do sujeito passivo das obrigações 
tributárias correspondente. 
 Isso é bastante óbvio! Se a lei determina quem deve pagar o tributo, não 
pode um contrato particular definir algo em contrário, somente outra lei! 
 Como exemplo, cite-se o caso do IPTU. Nós vimos que o locatário não 
pode ser considerado contribuinte do IPTU, por não exercer a posse do imóvel 
com animus definitivo. 
 Logo, se você aluga um apartamento, assinando um contrato com o 
proprietário de que se compromete em pagar o IPTU relativo ao imóvel, isso 
não o torna contribuinte do IPTU. Se você deixar de pagar, quem será 
Sujeito Passivo Direto Contribuinte de Direito 
Responsável Sujeito Passivo Indireto 
Contribuinte de Fato 
 
 
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cobrado, a princípio, é o dono do imóvel, pois ele é o contribuinte. É 
claro que ele pode pagar e depois vir cobrar de você, mas isso não importa ao 
Direito Tributário. 
 
Um contrato particular não é capaz de alterar o sujeito 
passivo da obrigação tributária. Guarde isso! 
Nesse contexto, a alienação fiduciária não afasta a pena de perdimento 
de veículo, quando houver previsão legal para aplicação de tal pena: 
CONVENÇÃO PARTICULAR NÃO OPONÍVEL À FAZENDA PÚBLICA. APLICAÇÃO 
DO ART. 123, DO CTN. PRINCÍPIOS DA ETICIDADE E DA FUNÇÃO SOCIAL 
DO CONTRATO. ARTS. 421 E 2035, DO CC/2002. JURISPRUDÊNCIA DO 
EXTINTO TRIBUNAL FEDERAL DE RECURSOS. COMPATIBILIDADE COM A 
SÚMULA N. 138/TFR. 
É admitida a aplicação da pena de perdimento de veículo objeto de 
alienação fiduciária. 
(STJ, REsp 1.387.990/PR, Segunda Turma, Rel. Min. Mauro Campbell 
Marques, Julgamento em 17/09/2013) 
5.2.1 – Capacidade Tributária Passiva 
 Sabemos que a capacidade tributária ativa é a capacidade de 
figurar no pólo ativo da obrigação tributária. Por consequência lógica, a 
capacidade tributária passiva é a aptidão para se tornar sujeito 
passivo da obrigação tributária. 
Vamos ver o que o CTN diz acerca da capacidade tributária passiva: 
Art. 126. A capacidade tributária passiva independe: 
I - da capacidade civil das pessoas naturais; 
II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem 
privação ou limitação do exercício de atividades civis, comerciais 
ou profissionais, ou da administração direta de seus bens ou 
negócios; 
III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que 
configure uma unidade econômica ou profissional. 
 
 
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 Em termos mais simples, a capacidade tributária passiva existe, ainda 
que a pessoa seja incapaz ou esteja privada do exercício de atividades civis, ou 
mesmo a pessoa jurídica que ainda não tenha sido regularmente constituída. 
Desse modo, se uma criança for proprietária de uma fazenda, deverá 
pagar ITR. No mesmo sentido, um interditado (incapaz de praticar os atos da 
vida civil) pode vir a contribuir com o IPTU, caso possua um imóvel localizado 
na zona urbana do Município. 
No que se refere às pessoas jurídicas, são consideradas pessoas jurídicas 
mesmo que não tenha CNPJ ou registro estadual. Logo, se o seu vizinho 
fabrica solas de sapato em larga escala, mas não se formaliza para não 
contribuir com o IPI, por exemplo, saiba que ele não deixa de ser considerado 
sujeito passivo dos tributos incidentes sobre a produção e circulação de 
mercadorias. 
Em termos jurídicos, é importante sabermos que uma sociedade só 
possui personalidade jurídica quando os seus atos constitutivos são inscritos 
no registro próprio. Esse é o momento do início da existência legal da pessoa 
jurídica. Antes do registro, a sociedade que assim operar é conhecida 
como sociedade em comum. 
 
Em questões de prova, se você vir o termo 
“capacidade passiva”, lembre-se de que todos podem vir 
a ser sujeito passivo, com exceção, é claro, dos mortos. 
 
 
 
Questão 37 – CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
 
O sujeito passivo da obrigação principal denomina-se contribuinte quando, 
dada sua vinculação ao fato gerador, sua sujeição decorre expressamente de 
determinação legal, ainda que não tenha relação pessoal e direta com a 
ocorrência de tal fato. 
 
Comentário:A definição de contribuinte disposta no art. 121, par. único, I, do 
CTN, prevê que este deve ter relação pessoal e direta com a situação que 
constitua o respectivo fato gerador. Caso contrário, será classificado como 
responsável, e não contribuinte. Questão errada. 
 
 
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Questão 38 – CESPE/PC-GO-Delegado/2017 
 
Ricardo, com quinze anos de idade, traficou entorpecentes por três meses, 
obtendo uma renda de R$ 20.000. Informado pela autoridade competente, um 
auditor da Receita Federal do Brasil efetuou lançamento contra o menor. Tendo 
como referência essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
a) O tráfico de entorpecente é ato ilícito, sendo responsáveis pelos prejuízos 
dele decorrentes, nos termos da lei civil, os pais de Ricardo, que deverão 
recolher o tributo a título de sanção cível. 
b) A capacidade tributária independe da capacidade civil, de modo que é 
correto o lançamento contra o menor que, no caso, percebeu remuneração que 
pode ser considerada renda. 
c) O tráfico de entorpecente é atividade que gera proveito econômico, o que 
justifica torná-lo fato gerador de tributo, não podendo, no entanto, Ricardo, 
por ser incapaz, sofrer lançamento, devendo a renda percebida ser imputada 
aos seus pais. 
d) O tráfico de entorpecente, por ser crime, não pode ser objeto de tributação, 
pois o pagamento de imposto em tal hipótese significaria que o Estado estaria 
chancelando uma atividade ilícita, sendo, portanto, insubsistente o 
lançamento. 
e) Ricardo, por ser incapaz, não pode sofrer lançamento, não constituindo 
renda eventuais ganhos econômicos que ele venha a ter. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Para os efeitos tributários, pouco importa se Ricardo é menor 
de idade, civilmente incapaz. Assim sendo, Ricardo é contribuinte do Imposto 
de Renda, podendo o Auditor-Fiscal da Receita Federal lançar o imposto tendo-
o como sujeito passivo. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: De acordo com o art. 126, do CTN, a capacidade tributária 
passiva independe da capacidade civil das pessoas naturais. Assim sendo, é 
correto o lançamento contra o menor. Alternativa correta. 
 
Alternativa C: O tráfico de entorpecente não pode ser propriamente o fato 
gerador do tributo, mas sim a renda dele proveniente. Ademais, Ricardo, 
mesmo incapaz, pode sofrer o lançamento, com base no art. 126, do CTN. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa D: De acordo com o art. 118, I, do CTN, a definição legal do fato 
gerador é interpretada abstraindo-se a validade jurídica dos atos efetivamente 
praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem como da 
natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Portanto, se Ricardo auferiu renda, 
está sujeito ao imposto de renda, já que o fato gerador desse imposto ocorreu 
e deve ser abstraído da validade jurídica dos atos práticos pelo contribuinte. 
Alternativa errada. 
 
 
 
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Alternativa E: De acordo com o art. 126, do CTN, a capacidade tributária 
passiva independe da capacidade civil das pessoas naturais. Assim sendo, é 
correto o lançamento contra o menor. Alternativa correta. 
 
Gabarito: Letra B 
 
Questão 39 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle/2016 
 
 
O sujeito ativo da obrigação tributária pode ser a pessoa jurídica de direito 
privado titular da competência para exigir o seu cumprimento. 
 
Comentário: O art. 119, do CTN, dispõe que sujeito ativo da obrigação é a 
pessoa jurídica de direito público, titular da competência para exigir o seu 
cumprimento. Assim, não pode ser pessoa jurídica de direito privado. Questão 
errada. 
 
Questão 40 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
Tendo como referência o disposto no CTN, assinale a opção correta. 
a) A capacidade tributária passiva é plena e independe da capacidade civil. 
b) Não haverá incidência tributária sobre atividades ilícitas. 
c) A obrigação tributária principal nasce com o lançamento do fato gerador. 
d) Fato gerador corresponde ao momento abstrato previsto em lei que habilita 
o início da relação jurídico-tributária. 
e) A denominação do tributo e a destinação legal do produto de sua 
arrecadação são essenciais para qualificá-lo. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: De acordo com o art. 126, I, do CTN, a capacidade tributária 
passiva independe da capacidade civil. Assim sendo, o civilmente incapaz 
possui capacidade tributária passiva plena. Alternativa correta. 
 
Alternativa B: De acordo com o art. 118, I, do CTN, a definição legal do fato 
gerador é interpretada abstraindo-se da validade jurídica dos atos 
efetivamente praticados pelos contribuintes, responsáveis, ou terceiros, bem 
como da natureza do seu objeto ou dos seus efeitos. Portanto, é possível que 
haja incidência tributária sobre atividades ilícitas, se na prática destas 
atividades restar caracterizado o fato gerador da obrigação tributária. 
Alternativa errada. 
 
Alternativa C: A obrigação tributária principal nasce com a ocorrência do fato 
gerador. Não há que se falar em “lançamento” do fato gerador. Alternativa 
errada. 
 
 
 
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Alternativa D: Na realidade, é a hipótese de incidência que corresponde ao 
momento abstrato previsto em lei que habilita o início da relação jurídico-
tributária. O fato gerador é aquele ocorrido no mundo dos fatos que se amolda 
à hipótese de incidência. Alternativa errada. 
 
Alternativa E: De acordo com o art. 4º, a natureza jurídica específica do 
tributo é determinada pelo seu fato gerador, sendo irrelevantes para qualificá-
la tanto a denominação e demais características formais adotadas pela lei 
como a destinação legal do produto da sua arrecadação. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 41 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Será denominado responsável o município que, como sujeito ativo da 
obrigação tributária, passar a ter obrigações em razão de disposição expressa 
em lei. 
 
Comentário: É importante entender que tanto o contribuinte como o 
responsável são sujeitos passivos da obrigação tributária. É considerado 
contribuinte quando tiver relação pessoal e direta com a situação que constitua 
o respectivo fato gerador, e responsável, quando, sem revestir a condição de 
contribuinte, sua obrigação decorrer de disposição expressa de lei. Questão 
errada. 
 
Questão 42 – CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014 
 
A sociedade em comum detém capacidade tributária passiva, pois essa 
condição independe de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, 
tornando-se sujeito passivo da obrigação tributária principal, ainda que, por 
convenção particular, seja prevista a responsabilidade pessoal dos sócios pelo 
pagamento de tributos. 
 
Comentário: A sociedade em comum é um tipo de sociedade cujos atos 
constitutivos ainda não foram objetos de inscrição no registro próprio. Isso 
significa que ainda não há personalidade jurídica. Contudo, nada disso importa 
ao direito tributário para definição da capacidade tributária passiva. De acordo 
com o art. 126, III, do CTN, a capacidade tributária passiva independe de estar 
a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que configure uma 
unidade econômica ou profissional. Questão correta. 
 
Questão 43 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. É possível que 
sujeito passivo de obrigação principal figure como responsável,ainda que a 
obrigação não decorra de disposição expressa em lei. 
 
 
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Comentário: O responsável é o sujeito passivo que não possui relação pessoa 
e direta com a situação que dá origem ao fato gerador. Portanto, para que 
possa vir a ser responsabilizado, é necessário que haja disposição expressa em 
lei. Questão errada. 
 
Questão 44 - CESPE/Procurador Federal/2004 
 
Pessoas jurídicas de direito privado não podem ser sujeitos ativos da obrigação 
tributária, mas podem ser destinatárias do produto da arrecadação. 
 
Comentário: De fato, as pessoas jurídicas de direito privado não podem ser 
sujeitos ativos da obrigação tributária. As bancas normalmente costumam 
cobrar dessa forma o assunto. Questão correta. 
 
Questão 45 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. Na hipótese 
de constituição de pessoa jurídica de direito público pelo desmembramento 
territorial de outra, não haverá sub-rogação em direitos. 
 
Comentário: Como vimos, o desmembramento territorial gera dois efeitos: 
mudança do sujeito ativo das obrigações tributárias já constituídas (sub-
rogação em direitos) e recepção da legislação tributária até que a sua (a 
legislação do ente novo) entre em vigor. Portanto, a questão está errada. 
 
Questão 46 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
A capacidade tributária passiva depende da regular constituição da pessoa 
jurídica, a fim de se localizar o seu domicílio tributário. 
 
Comentário: Conforme o disposto no art. 126, III, a capacidade tributária 
passiva independe de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, 
bastando que configure uma unidade econômica ou profissional. Questão 
errada. 
 
Questão 47 - FCC/Pref. Teresina – Auditor-Fiscal/2016 
 
Joãozinho, com seis anos de idade, recebeu doação de seus avós, a qual foi 
devidamente aceita pelos seus pais, em seu nome. 
Marcelo, empresário, perdeu o direito de administrar diretamente os seus 
bens, desde a decretação da falência de sua empresa, consoante o que 
determina o art. 103 da Lei Federal no 11.101/05. 
A empresa Serviços Gerais Ltda., prestadora de serviços previstos na Lista de 
Serviços anexa à Lei Complementar Federal no 116/03, funciona sem a devida 
 
 
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inscrição no Cadastro de Contribuintes do ISS do Município em que se localiza, 
mas atua comercialmente como se regular fosse. 
Por determinação judicial, Maria Luísa encontra-se internada em hospital para 
doentes mentais, por sofrer de moléstia que a impede de praticar os atos do 
dia-a-dia, em razão de profunda alienação mental. 
De acordo com as regras do Código Tributário Nacional, atinentes à capacidade 
tributária das pessoas para serem sujeitos passivos de obrigação tributária 
principal, 
a) a empresa Serviços Gerais Ltda. reveste a condição de sujeito passivo do 
IPTU relativo ao terreno que a referida sociedade adquiriu e no qual se localiza 
a sede da referida empresa. 
b) Maria Luisa, que perdeu suas faculdades mentais, não reveste, por causa 
disso, a condição de sujeito passivo do Imposto de Renda, embora aufira 
rendimentos tributáveis por esse imposto. 
c) Marcelo não pode ser identificado como sujeito passivo do IPVA de veículo 
de sua propriedade, em relação aos fatos geradores ocorridos após a perda do 
direito de administrar seus bens, justamente por causa dessa perda. 
d) a empresa Serviços Gerais Ltda. não reveste a condição de sujeito passivo 
do ISS em relação aos serviços que presta, porque não está regularmente 
constituída, ainda que configure, indubitavelmente, uma unidade econômica. 
e) Joãozinho, por ser menor de idade, não pode ser identificado como sujeito 
passivo do ITCMD incidente sobre a doação recebida, ainda que a lei ordinária 
competente preveja que o donatário é o contribuinte desse imposto. 
 
Comentário: De acordo com o art. 126, do CTN, a capacidade tributária 
passiva independe: 
 
I - da capacidade civil das pessoas naturais; 
II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privação ou 
limitação do exercício de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da 
administração direta de seus bens ou negócios; 
III - de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, bastando que 
configure uma unidade econômica ou profissional. 
 
Diante do exposto, podemos concluir o seguinte: 
 
- Joãozinho pode ser sujeito passivo do ITCMD; 
- Marcelo pode ser sujeito passivo do IPVA; 
- A empresa Serviços Gerais Ltda. pode ser sujeito passivo tanto do IPTU 
quanto do ISS; 
- Maria Luísa pode ser sujeito passivo do IR. 
 
Gabarito: Letra A 
 
 
 
 
 
 
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Questão 48 – FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015 
 
De acordo com as normas gerais de Direito Tributário, uma criança de sete 
anos: 
a) possui capacidade tributária passiva parcial até completar dezoito anos de 
idade; 
b) não possui qualquer capacidade tributária passiva, porque é incapaz de 
discernir sobre a prática dos fatos geradores; 
c) possui total capacidade tributária passiva; 
d) possui capacidade tributária parcial até completar dez anos de idade; 
e) não possui capacidade tributária passiva, porque é menor de idade. 
 
Comentário: A criança de sete anos possui total capacidade tributária passiva, 
já que para o art. 126, I, do CTN, a capacidade tributária passiva independe da 
capacidade civil das pessoas naturais. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 49 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
 
De acordo com as normas gerais de Direito Tributário, é correto afirmar que o 
fato gerador de obrigação tributária principal, praticado por juridicamente 
incapaz ou em que ele tenha provocado a sua ocorrência, não torna o tributo 
correspondente indevido; 
 
Comentário: Aquele que pratica o fato gerador da obrigação tributária é 
denominado contribuinte, que nada mais é do que o sujeito passivo da 
obrigação tributária. Quanto a este aspecto, o art. 126, I, do CTN, definiu que 
a capacidade tributária passiva independe da capacidade civil das pessoas 
naturais. Questão correta. 
 
 
6 – SOLIDARIEDADE EM DIREITO TRIBUTÁRIO 
 O instituto da solidariedade foi definido no art. 264 do Código Civil da 
seguinte forma: 
Art. 264. Há solidariedade, quando na mesma obrigação concorre mais 
de um credor, ou mais de um devedor, cada um com direito, ou 
obrigado, à dívida toda. 
 Você não precisa memorizar nada do que foi acima transcrito, pois o 
objetivo é apenas demonstrar que a solidariedade ocorre quando há mais 
de um credor ou mais de um devedor em uma mesma obrigação. 
 
 
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 No Direito Tributário, o credor da obrigação tributária é o sujeito ativo, 
titular da competência para instituir o tributo ou a pessoa jurídica de direito 
público a quem tenha sido delegada a capacidade tributária ativa. 
 Assim, ou o ente competente para instituir o tributo cobra ou delega a 
outra (e somente uma) pessoa jurídica de direito público para realizar a 
arrecadação. Diante disso, temos que, em matéria tributária, não há que 
se falar em solidariedade ativa. 
 Vejamos, então, o que estabelece o art. 124 do CTN, ao tratar do tema: 
Art.124. São solidariamente obrigadas: 
I - as pessoas que tenham interesse comum na situação que 
constitua o fato gerador da obrigação principal; 
II - as pessoas expressamente designadas por lei. 
Parágrafo único. A solidariedade referida neste artigo não 
comporta benefício de ordem. 
 O dispositivo legal apresenta duas situações em que ocorre a 
solidariedade. O primeiro caso de solidariedade, em que há interesse comum, 
denomina-se solidariedade de fato ou natural. O segundo caso, em que as 
pessoas se tornam solidariamente obrigadas por meio de previsão legal, 
denomina-se solidariedade de direito ou legal. 
 Há que se destacar que, mesmo quando a solidariedade decorra do 
interesse comum das pessoas na situação que constitua o fato 
gerador, a solidariedade decorre de lei, tendo em vista que o CTN (norma 
geral que previu a solidariedade) não deixa de ser uma lei. Sendo assim, pode-
se dizer que a solidariedade sempre decorre de lei. 
 
Não existe solidariedade ativa no Direito Tributário. 
A solidariedade sempre decorre de lei. 
 Na solidariedade de fato, duas ou mais pessoas se tornam obrigadas ao 
cumprimento de uma mesma obrigação tributária, por terem interesse 
comum na situação. 
 O interesse comum pode se dar, por exemplo, quando uma propriedade 
pertence a mais de uma pessoa. Nesse caso, a obrigação de pagar IPTU é 
solidária entre eles. 
 
 
 
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Observação: o mesmo raciocínio não se aplica ao IPTU devido por uma 
sociedade empresarial, que possua no contrato social dois sócios (A e B). O 
contribuinte é somente a sociedade, e não os seus sócios! Não confunda!!! 
Isso ocorre em função do princípio da entidade, segundo o qual as 
obrigações e o patrimônio dos sócios não se confundem com as obrigações e 
o patrimônio da sociedade. 
No que se refere a esse assunto, a jurisprudência do STJ tem entendido 
que o simples fato de as empresas pertencerem ao mesmo conglomerado 
financeiro não caracteriza por si só o interesse comum capaz de gerar 
solidariedade tributária: 
"PROCESSUAL CIVIL. EMBARGOS DE DIVERGÊNCIA NO RECURSO ESPECIAL. 
TRIBUTÁRIO. ISS. EXECUÇÃO FISCAL. PESSOAS JURÍDICAS QUE 
PERTENCEM AO MESMO GRUPO ECONÔMICO. CIRCUNSTÂNCIA QUE, POR SI 
SÓ, NÃO ENSEJA SOLIDARIEDADE PASSIVA. 
1. O entendimento prevalente no âmbito das Turmas que integram a 
Primeira Seção desta Corte é no sentido de que o fato de haver pessoas 
jurídicas que pertençam ao mesmo grupo econômico, por si só, não 
enseja a responsabilidade solidária, na forma prevista no art. 124 do 
CTN. Ressalte-se que a solidariedade não se presume (art. 265 do 
CC/2002), sobretudo em sede de direito tributário.(...)" 
(STJ, REsp 834.044/RS, Primeira Seção, Rel. Min. Mauro Campbell Marques, 
Julgamento em 08/09/2010) 
Em relação à solidariedade de direito, como o próprio nome diz, decorre 
de lei que estabeleça a obrigação solidária. Nesse sentido, o legislador, 
por exemplo, encontra respaldo no art. 124, II, do CTN, se quiser obrigar 
diversas pessoas ao cumprimento de determinada obrigação tributária para dar 
maior garantia ao recebimento do crédito tributário. 
 Uma característica comum tanto à solidariedade de fato como a de 
direito é que não há benefício de ordem (CTN, art. 124, par. único). Isso 
significa que o fisco pode exigir a dívida integralmente de qualquer um 
dos devedores solidários, sem seguir qualquer ordem. 
 Vamos exemplificar para facilitar a compreensão: Carlos, José e Bruno 
são proprietários de um imóvel urbano, localizado no Município de São Paulo. 
Carlos detém 5% do imóvel, José, 70% e Bruno, 25%. Vamos supor, ainda, 
que o valor do IPTU no ano de 2013 foi de R$ 1.000,00. 
 Pela lógica da solidariedade, o credor (Município) pode exigir o valor de 
R$ 1.000, integralmente, de Carlos, mesmo que este tenha a menor 
participação na propriedade. Após o pagamento, obviamente, Carlos poderá 
 
 
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ajuizar uma ação regressiva contra os demais devedores solidários, com o 
objetivo de recuperar 95% (70% de José e 25% de Bruno) do valor pago que 
não cabia a ele. 
 Vamos ver agora os efeitos que a solidariedade produz, que foram 
previstos no art. 125 do CTN: 
Art. 125. Salvo disposição de lei em contrário, são os seguintes os 
efeitos da solidariedade: 
I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos 
demais; 
II - a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, 
salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse 
caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo; 
III - a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos 
obrigados, favorece ou prejudica aos demais. 
 O primeiro efeito é que o pagamento efetuado por qualquer dos 
obrigados aproveita os demais. O que isso quer dizer? No nosso exemplo, se 
Carlos pagou o valor de R$ 1.000,00, não cabe ao fisco exigir o valor em 
duplicidade dos demais devedores, pois a obrigação tributária já foi 
satisfeita em sua totalidade. 
 Também há que se ressaltar que a isenção ou remissão exonera todos os 
obrigados, salvo se for outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo 
quanto aos demais pelo saldo restante. 
Observação: Nesse momento, importa apenas saber que tanto a isenção 
como a remissão são consideradas benefícios fiscais. Estudaremos isso em 
outra aula. 
 Deve-se diferenciar o benefício fiscal objetivo e o subjetivo. Quando a 
isenção, por exemplo, é objetiva, isto é, relativa ao objeto, ela reduz a 
dívida como um todo. Logo, todos os obrigados deixam de ser devedores. 
 Por outro lado, se a isenção é subjetiva, beneficiando apenas um 
dos obrigados, os demais continuam devedores do valor restante da 
dívida tributária. 
 Mais uma vez vamos utilizar o exemplo dado. Se uma lei isenta 
determinados imóveis do pagamento do IPTU, e o imóvel de Carlos, José e 
Bruno se enquadra nas características legais, todos são beneficiados pela 
isenção. 
 
 
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 Por outro lado, se José é portador de necessidades especiais, e a lei 
isenta tais pessoas do pagamento do IPTU, podemos dizer que a isenção foi 
outorgada pessoalmente a José. Nesse caso, ele deixa de pertencer à relação 
jurídico-tributária, juntamente com o valor do imposto que correspondia à sua 
quota (R$ 700,00). Destaque-se que a solidariedade continua a existir em 
relação a Carlos e Bruno, sendo que o valor total da dívida passa a ser de R$ 
300,00. 
 O terceiro e último efeito da solidariedade é um pouco mais complexo, e 
eu não vejo lógica em explicá-lo nesse momento. Por hora, é melhor que 
você decore. 
 Para facilitar, lembre-se que prescrição se refere a dois tipos de prazos: 
1. Prazo para o Estado promover a ação de execução fiscal, com o 
objetivo de receber o valor do crédito tributário não pago pelo 
contribuinte; 
2. Refere-se ao contribuinte que pagou tributo a maior e deseja 
restituição da diferença, sendo que é o prazo para ajuizar a ação 
anulatória contra decisão administrativa que denegar a restituição. 
 
Em relação ao prazo prescricional, a sua interrupção a 
favor ou contra um dos obrigados, favorece ou 
prejudica todos os demais! 
 
 
Questão 50 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se dois contribuintes forem solidariamente responsáveis por uma obrigação 
tributária, o advento de uma remissão geral objetiva do crédito afetará 
igualmente aos dois devedores.Comentário: Conforme preceitua o art. 125, II, do CTN, salvo disposição de 
lei em contrário, a solidariedade tem como efeito o fato de a isenção ou 
remissão do crédito exonerar todos os obrigados, salvo se outorgada 
pessoalmente a um deles, hipótese em que subsiste a solidariedade quanto 
aos demais pelo saldo. Questão correta. 
 
 
 
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Questão 51 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se duas pessoas tiverem interesse comum em situação que constitua o fato 
gerador de uma obrigação tributária principal, essas pessoas serão 
solidariamente responsáveis, na exata ordem da dimensão do interesse 
econômico de cada uma delas. 
 
Comentário: Ao se falar em solidariedade, o candidato já deve estar com a 
seguinte afirmação memorizada: não há benefício de ordem! É o que foi 
estabelecido no par. único, do art. 124, do CTN. Questão errada. 
 
Questão 52 – CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014 
 
A responsabilidade solidária em direito tributário pode ser classificada em 
natural — quando determinadas pessoas têm interesse comum na situação 
retratada no fato gerador da obrigação tributária — ou legal — quando 
expressamente determinada por lei —, sendo o benefício de ordem admitido 
para ambas as hipóteses. 
 
Comentário: Realmente, a duas formas de solidariedade em direito tributário: 
natural e legal. Contudo, em nenhuma delas há o denominado benefício de 
ordem, conforme prevê o art. 124, par. único. Questão errada. 
 
Questão 53 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. A 
solidariedade mencionada no CTN importa benefício de ordem quando as 
pessoas solidárias são expressamente designadas por lei. 
 
Comentário: Em qualquer caso, a solidariedade não comporta benefício de 
ordem. Grave isso! Questão errada. 
 
Questão 54- CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
 
Estabelece-se, como um dos efeitos da solidariedade, que a isenção ou 
remissão de crédito outorgada pessoalmente a qualquer dos coobrigados 
exonera todos os demais. 
 
Comentário: Se a isenção ou remissão tiver sido outorgada pessoalmente a 
um dos obrigados, subsiste a solidariedade quanto aos demais pelo saldo 
restante. Questão errada. 
 
 
 
 
 
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Questão 55 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
São solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na 
situação que constitua o fato gerador da obrigação, podendo, entretanto, 
qualquer dos devedores alegar o benefício de ordem, conforme o grau de seu 
interesse. 
 
Comentário: Realmente, as pessoas que tenham interesse comum na 
situação que constitua o fato gerador da obrigação tributária são 
solidariamente obrigadas. No entanto, a solidariedade não comporta benefício 
de ordem. Questão errada. 
 
Questão 56 – FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013 
 
Salvo disposição de lei em contrário, estão previstos os seguintes efeitos da 
solidariedade: a) o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos 
demais; b) a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo 
se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a 
solidariedade quanto aos demais pelo saldo; c) a interrupção da prescrição, em 
favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais. 
 
Comentário: O dispositivo cita os incisos do art. 125, do CTN, que estabelece, 
salvo disposição de lei em contrário, os efeitos da solidariedade: I) o 
pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais; II) a isenção 
ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo se outorgada 
pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos 
demais pelo saldo; III) a interrupção da prescrição, em favor ou contra um dos 
obrigados, favorece ou prejudica aos demais. Questão correta. 
 
Questão 57 – FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013 
 
Na solidariedade tributária é permitida a observância de uma sequência 
preestabelecida para a execução, operando-se esta primeiramente contra um, 
e só depois contra o outro. 
 
Comentário: De acordo com o art. 124, par. único, do CTN, a solidariedade 
não comporta benefício de ordem. Questão errada. 
 
Questão 58 – FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013 
 
As pessoas expressamente designadas por lei e as pessoas que tenham 
interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação 
principal são solidariamente obrigadas. 
 
Comentário: Realmente, o art. 124, do CTN, estabelece como solidariamente 
 
 
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obrigadas: as pessoas que tenham interesse comum na situação que constitua 
o fato gerador da obrigação principal e as pessoas expressamente designadas 
por lei. Questão correta. 
 
Questão 59 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 
 
Havendo solidariedade tributária, e salvo disposição de lei em contrário, a 
isenção do crédito exonera a todos os obrigados, salvo se outorgada 
pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos 
demais pelo saldo do tributo. 
 
Comentário: Realmente, de acordo com o art. 125, II, do CTN, havendo 
solidariedade tributária, e salvo disposição de lei em contrário, a isenção do 
crédito exonera a todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um 
deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo 
do tributo. Questão correta. 
 
Questão 60 – FGV/AFRE- RJ/2011 
 
Flávia, Telma e beatriz constituíram a sociedade trio maravilha Ltda. Para 
operar no ramo de prestação de serviços de beleza, mas se abstiveram de 
inscrever o contrato social no registro competente. Mesmo assim, começaram 
a vender seus produtos na praça, sem o recolhimento do ISS. Diante dessa 
situação fática, é possível afirmar que 
a) Em matéria tributária, assim como em matéria cível, a solidariedade passiva 
pode ocorrer em virtude de lei ou de acordo de vontades. 
b) Caso o fisco exigisse o pagamento integral da dívida somente de beatriz, a 
sócia com menor patrimônio, esta poderia invocar o benefício de ordem para 
redirecionar a cobrança para Flávia, detentora da maioria das quotas da 
sociedade. 
c) Caso Telma fosse beneficiada com isenção pessoal concedida pelo fisco, esta 
seria extensível às demais sócias, por força da solidariedade tributária legal. 
d) Se Flávia fosse citada em execução fiscal, a interrupção da prescrição 
atingiria todas as sócias da empresa. 
e) O eventual pagamento total do tributo devido por Telma não aproveitaria 
nem a Flávia nem a beatriz, caso o contrato social assim determinasse. 
 
Comentário: Trata-se de questão que aborda o tema “solidariedade 
tributária”. Analisemos, pois, cada uma das assertivas. 
 
Alternativa A: Em matéria tributária, a solidariedade passiva pode ocorrer em 
virtude de acordo de vontades. Alternativa errada. 
 
Alternativa B: Por se tratar de solidariedade, não há que se falar em benefício 
de ordem. A exigência do fisco é legítima. Alternativa errada. 
 
 
 
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Alternativa C: A isenção concedida pessoalmente a uma das devedoras 
solidárias beneficia apenas esta pessoa, subsistindo, nesse caso, a 
solidariedade quanto aos demais pelo saldo. Alternativaerrada. 
 
Alternativa D: De acordo com o art. 125, III, do CTN, a interrupção da 
prescrição, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos 
demais. Alternativa correta. 
 
Alternativa E: O art. 125, I, do CTN, prevê que o pagamento efetuado por um 
dos devedores solidários aproveita aos demais. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 61 – FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2010 
 
A solidariedade tributária instaura-se entre os sujeitos que tenham interesse 
comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e, 
nesta hipótese, não comporta benefício de ordem. 
 
Comentário: De fato, o art. 124, I, do CTN, prevê a instauração de 
solidariedade tributária entre os sujeitos que tenham interesse comum na 
situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e, nesta hipótese, 
não comporta benefício de ordem. Questão correta. 
 
Questão 62- ESAF/ATRFB/2012 
 
Os condôminos de um imóvel são solidariamente obrigados pelo imposto que 
tenha por fato gerador a respectiva propriedade. 
 
Comentário: Os condôminos de um imóvel possuem interesse comum no fato 
gerador do imposto incidente sobre a respectiva propriedade, sendo, por 
conseguinte, solidariamente responsáveis pelo imposto. Questão correta. 
 
 
7 – DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO 
 O domicílio tributário é o local que o sujeito passivo (contribuinte 
ou responsável) elege para fins de cadastro e comunicação com o 
fisco, é o local onde ele é encontrado para que dele se exija o cumprimento 
das obrigações tributárias. 
 É importante ressaltar as palavras do ilustre autor e professor Paulo de 
Barros Carvalho (grifamos): 
 
 
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“Vige a regra geral da eleição do domicílio que o sujeito passivo pode 
fazer a qualquer tempo, decidindo, espontaneamente, sobre o local 
de sua preferência. Todas as comunicações fiscais, de avisos e 
esclarecimentos, bem como os atos, propriamente, de intercâmbio 
procedimental – intimações e notificações – serão dirigidas àquele lugar 
escolhido, que consta dos cadastros das repartições tributárias, e onde o 
fisco espera encontrar a pessoa, para a satisfação dos mútuos 
interesses.” (CARVALHO, Paulo de Barros. Curso de Direito 
Tributário. 25ª Edição. 2013. Pág. 300) 
 Diante do exposto, percebe-se que o domicílio é eleito pelo próprio 
sujeito passivo. É o local onde ele escolhe para que receba as comunicações 
fiscais, como intimações e notificações. 
 Caso o sujeito passivo seja omisso quanto à escolha do domicílio, entre 
em cena o art. 127 do CTN, cuja redação é a seguinte: 
Art. 127. Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de 
domicílio tributário, na forma da legislação aplicável, considera-se como 
tal: 
I - quanto às pessoas naturais, a sua residência habitual, ou, 
sendo esta incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua 
atividade; 
II - quanto às pessoas jurídicas de direito privado ou às firmas 
individuais, o lugar da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos 
que derem origem à obrigação, o de cada estabelecimento; 
III - quanto às pessoas jurídicas de direito público, qualquer de 
suas repartições no território da entidade tributante. 
§ 1º Quando não couber a aplicação das regras fixadas em 
qualquer dos incisos deste artigo, considerar-se-á como domicílio 
tributário do contribuinte ou responsável o lugar da situação dos 
bens ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à 
obrigação. 
§ 2º A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito, 
quando impossibilite ou dificulte a arrecadação ou a fiscalização 
do tributo, aplicando-se então a regra do parágrafo anterior. 
 Sendo assim, as pessoas naturais que não elejam o seu domicílio fiscal, 
será este o local da sua residência habitual. Caso o fisco não conheça este 
local, ou se o contribuinte não viver habitualmente em lugar nenhum, o 
domicílio tributário será o centro habitual de sua atividade. 
 
 
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Domicílio não se confunde com residência. Esta é o 
local de moradia da pessoa. 
Contudo, se a pessoa natural não elege o domicílio, pode 
ser que este seja o local da sua residência. Veja que 
nem sempre isso ocorre! 
 Quanto às pessoas jurídicas de direito privado, o domicílio pode ser o 
lugar da sua sede ou o de cada estabelecimento, para os fatos geradores neles 
ocorridos. Acrescente-se que o STJ (REsp 23.371/SP) tem entendido como 
juridicamente possível as pessoas jurídicas ou firmas individuais 
possuírem mais de um domicílio tributário. 
 Tratando-se de pessoa jurídica de direito público, o domicílio tributário 
pode ser o local de qualquer uma de suas repartições, estando, obviamente, 
dentro do território da entidade tributante. 
 Se as regras acima explicitadas não puderem ser aplicadas (CTN, art. 
127, § 1º), será considerado como domicílio tributário do contribuinte ou 
responsável o lugar da situação dos bens ou da ocorrência dos atos ou 
fatos que deram origem à obrigação. 
Observação: Embora as bancas cobrem a literalidade do CTN, em resumo, o 
que acaba de ser dito é: será o lugar dos bens ou da ocorrência do fato 
gerador. 
 Outro ponto a ser ressaltado sobre a eleição pelo sujeito passivo do seu 
domicílio fiscal é: a autoridade administrativa pode recusá-lo? Sim! 
Conclui-se, portanto, que o direito de escolha do contribuinte não é absoluto. 
 Destaque-se que a recusa por parte da autoridade administrativa só 
pode ser feita se for demonstrado que o domicílio eleito pelo sujeito passivo 
impossibilita ou, pelo menos, dificulta a arrecadação ou a fiscalização 
tributária. Logo, a recusa deve ser motivada. 
 
 O direito de escolha do domicílio pelo sujeito passivo 
não é absoluto; 
 A recusa por parte da autoridade deve ser motivada. 
 Vale ressaltar que se o domicílio eleito for recusado pelo fisco, aplica-se 
a mesma regra do § 1º, que é o lugar da situação dos bens ou da 
ocorrência dos atos ou fatos que deram origem à obrigação. 
 
 
 
 
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Caso seja 
omisso 
Se for impossível 
 Vamos esquematizar mais uma vez o conteúdo visto: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Por fim, ainda no que se refere ao domicílio tributário do sujeito passivo, 
destaque-se que o STJ tem entendido que caracteriza cerceamento de 
defesa do sujeito passivo notificação fiscal enviada para endereço 
diferente do domicílio tributário, quando este é do conhecimento do fisco: 
TRIBUTARIO. DOMICILIO TRIBUTARIO. FIRMA INDIVIDUAL. C.T.N., ART.127, 
II. APLICAÇÃO. 
I - O acórdão recorrido, ao admitir como válida notificação fiscal 
enviada para local diverso do domicílio tributário do contribuinte, 
que era do conhecimento do fisco, ofendeu o art. 127, II, do C.T.N. II 
- Recurso Especial conhecido e provido. 
(STJ, 33.837/MG, Segunda Turma, Rel. Min. Antônio de Pádua Ribeiro, 
Julgamento em 04/03/1996) 
 
 
 
 
 
Regra: O sujeito 
passivo escolhe seu 
domicílio tributário 
Pessoa natural: residência habitual, ou, sendo esta 
incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua 
atividade. 
PJ de direito privado: local da sede ou de cada 
estabelecimento, para FG nele ocorrido. 
PJ de direito público: qualquer de suas repartições no 
território da entidade tributante. 
O domicílio será o local dos bens ou da ocorrência dos 
FG 
Autoridade 
administrativa recusa 
o domicílio eleito 
O domicílio impediu ou 
dificultoua fiscalização e 
arrecadação 
 
 
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Questão 63 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Em regra, é juridicamente válido o domicílio tributário eleito pelos 
contribuintes. 
 
Comentário: De fato, pelo que se extrai da redação do caput do art. 127, do 
CTN, a regra é que o domicílio tributário seja eleito pelo próprio sujeito 
passivo. Questão correta. 
 
Questão 64 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
A autoridade administrativa não pode recusar o domicílio eleito pelo 
contribuinte ou responsável, pois ambos possuem autonomia para elegê-lo. 
 
Comentário: A autoridade administrativa pode recusar o domicílio eleito pelo 
contribuinte ou responsável, quando impossibilite ou dificulte a arrecadação ou 
a fiscalização do tributo. Questão errada. 
 
Questão 65 - CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011-Adaptada 
 
No que concerne a obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. Na falta de 
eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, considera-se, 
na forma da legislação aplicável, como domicílio tributário, preferencialmente, 
o lugar da situação do bem ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram 
origem à obrigação. 
 
Comentário: Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de 
domicílio tributário, considera-se, na forma da legislação aplicável, como 
domicílio tributário as regras fixadas nos incisos do art. 127 do CTN, que 
variam de acordo com o sujeito passivo. 
 
A regra prevista na questão somente é utilizada quando não couber as regras 
mencionadas ou quando o domicílio eleito tiver sido recusado pela autoridade 
administrativa. Questão errada. 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 66 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
Em regra, é direito do contribuinte eleger o lugar do domicílio fiscal, o que não 
pode ser recusado pelo fisco, ainda que a eleição resulte em dificuldades para 
a arrecadação e fiscalização tributária. 
 
Comentário: Embora o contribuinte tenha direito de eleger o lugar do seu 
domicílio fiscal, a autoridade administrativa pode recusá-lo quando a eleição 
resulte em dificuldades para a arrecadação e fiscalização tributária. Questão 
errada. 
 
Questão 67 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
O domicílio tributário do proprietário de terreno não edificado, para fins de 
IPTU, deve estar situado na mesma cidade onde o terreno esteja localizado, o 
que constitui exceção à regra do domicílio de eleição. 
 
Comentário: A regra do domicílio fiscal não possui tal exceção. Em regra, 
cabe ao contribuinte eleger o seu domicílio fiscal, podendo a autoridade 
administrativa recusá-lo quando impossibilite ou dificulte a arrecadação ou a 
fiscalização do tributo. Questão errada. 
 
Questão 68 – FGV/Fiscal de Rendas-MS/2006 
 
Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na 
forma da legislação aplicável, não se considera como tal: 
a) a residência habitual, em se tratando de pessoa natural. 
b) o lugar da sede, em se tratando de pessoa jurídica. 
c) a residência do indivíduo, em se tratando de firma individual. 
d) o lugar de cada estabelecimento, em relação aos atos que deram origem à 
obrigação. 
e) local da repartição no território da entidade tributante, em se tratando de 
pessoa jurídica de direito público. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Na falta de eleição, o domicílio tributário do sujeito passivo é o 
local de sua residência habitual, em se tratando de pessoa natural. Alternativa 
errada. 
 
Alternativa B: Na falta de eleição, o domicílio tributário do sujeito passivo é o 
local da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à 
obrigação, o de cada estabelecimento, em se tratando de pessoa jurídica. 
Alternativa errada. 
 
 
 
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Alternativa C: Na falta de eleição, o domicílio tributário do sujeito passivo é o 
local da sua sede, ou, em relação aos atos ou fatos que derem origem à 
obrigação, o de cada estabelecimento, em se tratando de firma individual. 
Alternativa correta. 
 
Alternativa D: De fato, Na falta de eleição, o domicílio tributário do sujeito 
passivo é o local de cada estabelecimento em relação aos atos ou fatos que 
derem origem à obrigação. Alternativa errada 
 
Alternativa E: Na falta de eleição, o domicílio tributário do sujeito passivo é o 
local da repartição no território da entidade tributante, em se tratando de 
pessoa jurídica de direito público. Alternativa errada. 
 
Gabarito: Letra C 
 
Questão 69 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 
 
Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na 
forma da legislação aplicável, considera-se como tal o local em que tenha 
ocorrido o fato gerador do tributo. 
 
Comentário: Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de 
domicílio tributário, deve-se seguir as regras previstas no art. 127, do CTN, 
não sendo possível afirmar de imediato que este será o local em que tenha 
ocorrido o fato gerador do tributo. Questão errada. 
 
Questão 70 - ESAF/AFRFB/2009 
 
Sobre a disciplina conferida ao domicílio tributário, pelo Código Tributário 
Nacional, assinale a opção correta. 
a) O domicílio do contribuinte ou responsável, em regra, será estabelecido por 
eleição. 
b) O domicílio da pessoa jurídica de direito privado será o lugar em que estiver 
localizada sua sede. 
c) O domicílio da pessoa jurídica de direito público será o lugar em que estiver 
localizada sua sede. 
d) O lugar eleito pelo contribuinte como domicílio tributário não poderá ser 
recusado pela autoridade tributária, sob a alegação de prejuízo à atividade 
fiscalizatória. 
e) Caso a autoridade fiscal não consiga notificar a pessoa jurídica de direito 
privado em sua sede, poderá fazê-lo em qualquer de suas unidades. 
 
Comentário: 
 
Alternativa A: Deveras, em regra, é o sujeito passivo quem elege o seu 
domicílio tributário. Item correto. 
 
 
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Alternativa B: Fique atento, pois, em relação aos atos ou fatos que derem 
origem à obrigação, o domicílio das pessoas jurídicas de direito privado será o 
de cada estabelecimento. Portanto, nem sempre será o lugar em que estiver 
localizada a sua sede. Item errado. 
 
Alternativa C: O domicílio tributário das pessoas jurídicas de direito público 
será qualquer de suas repartições no território da entidade tributante. Item 
errado. 
 
Alternativa D: O art. 127, § 2º, do CTN, preceitua que a autoridade 
administrativa pode recusar o domicílio eleito, quando impossibilite ou dificulte 
a arrecadação ou a fiscalização do tributo. Item errado. 
 
Alternativa E: A autoridade fiscal só pode notificar a pessoa jurídica de direito 
privado em outra unidade diferente da sede, se nesta unidade ocorrerem atos 
ou fatos que deram origem à obrigação. Item errado. 
 
Gabarito: Letra A 
 
Questão 71 - FCC/ISS-SP/2012 
 
Em uma situação hipotética, quatro irmãos adquiriram, em conjunto, no 
exercício de 2005, por meio de compra e venda, um imóvel localizado em 
município do Estado de São Paulo. 
 
Esses irmãos, todavia, deixaram de pagar o IPTU incidente sobre esse imóvel, 
nos exercícios de 2006 a 2011. 
 
No final do ano de 2011, o referido município editoulei ordinária, concedendo 
remissão do crédito tributário desse IPTU exclusivamente aos proprietários ou 
coproprietários, pessoas naturais, que comprovassem ter auferido rendimentos 
anuais em montante inferior a R$ 12.000,00, nos exercícios de 2006 a 2011. 
 
Considerando que o mais velho dos irmãos se encontra na situação prevista 
nessa lei, a remissão 
a) beneficiou a todos os quatro irmãos, pois, por força da solidariedade, ou 
todos se beneficiam, ou nenhum deles se beneficia. 
b) não beneficiou nenhum dos quatro irmãos, pois, por força da solidariedade, 
ou todos se beneficiam, ou nenhum deles se beneficia. 
c) só beneficiou o irmão mais velho, pois, tendo sido concedida em caráter 
pessoal, não se estende aos demais. 
d) só beneficiou o irmão mais velho, extinguindo, por outro lado, a 
solidariedade entre os demais irmãos não beneficiados pela isenção. 
e) não beneficiou os quatro irmãos porque não existe solidariedade entre os 
quatro irmãos em relação ao IPTU devido pelo bem imóvel adquirido. 
 
 
 
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Comentário: Trata-se de uma excelente questão da FCC sobre a solidariedade 
tributária. Parece ser uma questão complicada, mas é muito fácil! 
 
A questão conta vários detalhes em seu início, mas o que importa de verdade 
é saber que há solidariedade entre os irmãos em relação aos tributos 
incidentes sobre o imóvel. 
 
Como a questão informa que a lei ordinária que concede remissão 
exclusivamente aos proprietários que se enquadrem naquelas características, 
pode-se dizer que a remissão foi outorgada em considerando as características 
de cada pessoa. Ou seja, não é uma remissão geral. A questão também 
informa que apenas o irmão mais velho se enquadrou na situação. 
 
Sendo assim, conforme art. 125, II, do CTN, como a isenção foi outorgada 
pessoalmente a um deles apenas, deve subsistir quanto aos demais pelo saldo 
restante. Assim, do total de IPTU devido, subtrai-se a parcela relativa ao irmão 
mais velho. 
 
Portanto, a única alternativa que está correta é a Letra C. 
 
Finalizamos mais uma aula do nosso curso! 
Um abraço, bons estudos e até a próxima! 
 
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8 – LISTA DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
Questão 01 – CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
 
As práticas reiteradamente observadas pelas autoridades administrativas são 
normas complementares consuetudinárias de direito tributário. Assim, na 
hipótese de a norma ser considerada ilegal, não é possível caracterizar como 
infracional a conduta do contribuinte que observa tal norma, em razão do 
princípio da proteção da confiança e da boa-fé objetiva. 
 
Questão 02 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
Lei complementar que estabelece normas gerais em matéria tributária não 
pode instituir um regime único de arrecadação dos impostos e das 
contribuições da União, dos estados, do DF e dos municípios. 
 
Questão 03 – CESPE/DPU-Defensor Público Federal/2015 
 
Julgue o seguinte item com base nas normas gerais de direito tributário: os 
costumes, como as práticas reiteradamente observadas pelas autoridades 
administrativas, não são expressamente citados entre as fontes destinadas a 
colmatar lacunas na legislação tributária; eles são, sim, considerados normas 
complementares das leis, dos tratados e convenções internacionais e dos 
decretos. 
 
Questão 04 – CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014 
 
Os convênios celebrados entre as unidades federativas são considerados 
normas complementares. 
 
Questão 05 – CESPE/ANATEL/Especialista em Regulação/2014 
 
É possível que lei delegada discipline matéria reservada a lei complementar, de 
acordo com a CF, como, por exemplo, para tratar de prescrição tributária como 
norma geral. 
 
Questão 06 – CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
Os tratados e as convenções internacionais não são aptos a revogar ou 
modificar a legislação tributária interna, pois não fazem parte da chamada 
legislação tributária. 
 
 
 
 
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Questão 07 – CESPE/PGM-RR/2010 
 
Em matéria de legislação tributária, a casa legislativa do município pode 
estabelecer norma dispondo sobre crédito, diferentemente do disposto em lei 
complementar. 
 
Questão 08 – CESPE/DPE-ES/2009 
 
Cabe a lei complementar estabelecer normas gerais em matéria de legislação 
tributária, especialmente sobre obrigação, lançamento, crédito, prescrição e 
decadência tributários. 
 
Questão 09 – CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
A legislação tributária estabelece hierarquia entre as leis instituidoras de 
tributos federais, estaduais e municipais. 
 
Questão 10 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada 
 
Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha 
assinado tratado com três países da América do Sul, no qual ficou deliberado 
que os produtos originários de um gozarão, nos outros países, do mesmo 
tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue a afirmação a 
seguir. O tratado incorporado ao sistema tributário nacional por decreto 
legislativo tem prevalência sobre a lei ordinária. 
 
Questão 11 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada 
 
Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha 
assinado tratado com três países da América do Sul, no qual ficou deliberado 
que os produtos originários de um gozarão, nos outros países, do mesmo 
tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue a afirmação a 
seguir. Caso o Congresso Nacional venha a homologar o tratado mediante 
decreto legislativo, este gerará efeitos para a União, os estados e os 
municípios, inclusive no que diz respeito à matéria reservada à lei 
complementar. 
 
Questão 12 – CESPE/JUIZ FEDERAL-2ª REGIÃO/2009-Adaptada 
 
Considerando que o presidente da República Federativa do Brasil tenha 
assinado tratado com três países da América do Sul, no qual ficou deliberado 
que os produtos originários de um gozarão, nos outros países, do mesmo 
tratamento tributário aplicado ao produto nacional, julgue a afirmação a 
seguir. Por se tratar de convenção internacional de integração regulando 
 
 
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matéria tributária, o tratado gerará para os impostos de competência da União 
efeitos imediatos, por aplicação dos princípios do efeito direto e da 
aplicabilidade imediata. 
 
Questão 13 – CESPE/Juiz-TJ-AL/2008 
 
Para um tratado internacional ser incorporado ao direito iterno, deve ser 
submetido ao crivo do Congresso Nacional, ao qual compete aprová-lo por 
meio de resolução. 
 
Questão 14 – FCC/ISS-Teresina-Auditor-Fiscal/2016 
 
O Código Tributário Nacional traz disciplina a respeito das normas da legislação 
tributária em geral, normas essas que incluem os tratados internacionais. De 
acordo com esse Código, os tratados internacionais 
a) modificam, mas não revogam, a legislação tributária interna. 
b) estabelecem a forma por meio da qual, mediante anuência do Senado 
Federal, as Fazendas Públicas da União, dos Estados e dos Municípios poderão 
disciplinar isenções de tributos federais, estaduais e municipaiscom Estados 
estrangeiros. 
c) podem versar sobre obrigações acessórias, mas, no tocante às obrigações 
principais, não podem versar sobre matérias atinentes a taxas e contribuições 
em geral, inclusive sobre contribuição de melhoria. 
d) admitem, como normas complementares a eles, os atos normativos 
expedidos pelas autoridades administrativas. 
e) estão compreendidos na expressão “legislação tributária”, definida no 
referido Código, enquanto as convenções internacionais não estão. 
 
Questão 15 – CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
 
O CTN qualifica como obrigação tributária principal aquela que tem por objeto 
uma prestação pecuniária, distinguindo-a da obrigação tributária acessória, 
cujo objeto abrange as condutas positivas e negativas exigidas do sujeito 
passivo em prol dos interesses da administração tributária e as penalidades 
decorrentes do descumprimento desses deveres instrumentais. 
 
Questão 16 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle/2016 
 
Os atos ou negócios jurídicos condicionais reputam-se perfeitos e acabados se 
suspensiva a condição desde o momento da prática do ato. 
 
 
 
 
 
 
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Questão 17 – CESPE/TCE-PA-Auditor de Controle Externo/2016 
 
O descumprimento de obrigação de emissão de nota fiscal dá ensejo à 
realização, pelo poder público, do lançamento de ofício, para fins de aplicação 
da penalidade cabível. Nesse caso, a multa aplicada equipara-se ao crédito 
decorrente da obrigação principal, em virtude da sua natureza jurídica de 
obrigação de dar. 
 
Questão 18 – CESPE/PGE-AM-Procurador/2016 
 
Para fins de cobrança, as penalidades pecuniárias impostas ao contribuinte em 
virtude do descumprimento de obrigações acessórias são equiparadas à 
obrigação tributária principal, visto que ambas constituem obrigação de dar. 
 
Questão 19 – CESPE/FUB-Contador/2015 
 
Constitui exemplo de obrigação tributária acessória a prestação pecuniária 
decorrente do imposto de renda. 
 
Questão 20 – CESPE/MPU-Analista/2015 
 
Se uma imobiliária deixar de informar ao fisco os aluguéis pagos aos seus 
clientes, tal obrigação não desaparecerá e a consequente infração tributária 
fará surgir a obrigação principal referente à multa. 
 
Questão 21 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle/2016 
 
Fato gerador da obrigação acessória é a situação definida em lei como 
necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 
Questão 22 – CESPE/AGU/2015 
 
O princípio da isonomia tributária impõe que o tributo incida sobre as 
atividades lícitas e, igualmente, sobre as atividades ilícitas, de modo a se 
consagrar a regra da interpretação objetiva do fato gerador. Dessa forma, é 
legítima a cobrança de IPTU sobre imóvel construído irregularmente, em área 
non aedificandi, não significando tal cobrança de tributo concordância do poder 
público com a ocupação irregular. 
 
 
 
 
 
 
 
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Questão 23 – CESPE/TRF 1ª Região-Juiz Federal Substituto/2015 
 
A União celebrou negócio jurídico com uma sociedade empresarial. Tal 
operação configurou-se como um fato gerador, uma vez que era uma situação 
descrita, na norma tributária, como hipótese de incidência de um tributo. No 
entanto, identificou-se, posteriormente, a irregularidade da constituição da 
sociedade empresarial, de modo que o negócio jurídico celebrado com a União 
foi declarado nulo, não tendo sido, portanto, adimplida a obrigação tributária, 
cujo termo ainda não havia transcorrido. 
Nessa situação hipotética, 
a) o negócio jurídico configurou fato gerador do tributo, dado o princípio da 
interpretação objetiva do fato gerador. 
b) a celebração do negócio jurídico não configurou fato gerador do tributo, por 
ser esse negócio inepto à produção de efeitos tributários. 
c) o negócio jurídico constituiu fato gerador do tributo. No entanto, admite-se 
aos contratantes o pedido de repetição do indébito após a declaração de 
nulidade. 
d) a obrigação tributária foi extinta porque a declaração de nulidade do 
negócio jurídico ocorreu antes do fim do prazo para o pagamento. 
e) a sociedade empresária não tem capacidade tributária passiva, haja vista 
ter sido constituída de forma irregular. 
 
Questão 24 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
De acordo com o Código Civil, será válido o ato jurídico dissimulado que não 
apresentar vício de substância nem de forma, o que significa que a autoridade 
administrativa fiscal não poderá desconsiderar tal ato, ainda que praticado com 
a finalidade de dissimular a ocorrência do fato gerador do tributo. 
 
Questão 25 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se um negócio for considerado juridicamente inválido, e se tal negócio 
configurar a ocorrência do fato gerador de um tributo, tal invalidez não afetará 
a validade tributária do negócio, devendo-se considerar, assim, ocorrido o fato 
gerador. 
 
Questão 26 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Considere que determinado médico tenha sido contratado particularmente e de 
forma incondicional para realizar uma cirurgia de alto risco em um paciente e 
que o paciente tenha falecido na cirurgia. Nessa situação, apesar do 
falecimento, ocorreu o fato gerador do imposto sobre serviços de qualquer 
natureza, já que, para a definição do fato gerador, não se devem levar em 
conta os efeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 
 
 
 
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Questão 27 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Diante da ocorrência de um fato gerador previsto na legislação tributária em 
qualquer de suas formas, surge a obrigação principal, ou seja, a obrigação de 
pagar. 
 
Questão 28 - CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se um indivíduo tiver a obrigação tributária de pagar uma multa, então essa 
obrigação será considerada principal. 
 
Questão 29 – CESPE/TJ-SE- Titular de Serviços de Notas e de 
Registros/2014 
 
No que se refere a fato gerador e obrigação tributária, assinale a opção 
correta. 
a) O fato gerador da obrigação acessória deve estar previsto em lei específica. 
b) Fato gerador é a situação prevista em lei e cuja ocorrência faça surgir o 
crédito tributário. 
c) A transmissão de bem imóvel, por ato oneroso, configura fato gerador do 
ITBI, iniciando-se nesse momento a contagem do prazo prescricional da 
obrigação. 
d) A obrigação tributária origina-se com o lançamento. 
e) A obtenção de renda decorrente de negócio, ainda que ilícito, constitui fato 
gerador do imposto sobre a renda. 
 
Questão 30 – CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014 
 
A definição do fato gerador da obrigação principal e da obrigação acessória 
submete-se à reserva de lei em sentido formal: na primeira espécie 
obrigacional, a sua ocorrência dá ensejo a uma obrigação de dar; na segunda, 
há o surgimento de uma obrigação de fazer e não fazer. 
 
Questão 31 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. Não é possível 
que uma obrigação acessória se converta em principal, pois esta é vinculada à 
ocorrência do fato gerador. 
 
Questão 32 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. A autoridade 
administrativa pode desconsiderar atos ou negócios jurídicos praticados com a 
 
 
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finalidade de dissimular a ocorrência de fato gerador de tributo; o 
procedimento a ser adotado deve ser estabelecido por lei ordinária. 
 
Questão 33 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
De acordo com o CTN, são apenas duas as espécies de obrigação tributária: a 
principal e a acessória. 
 
Questão 34 - CESPE/PROCURADOR-PE/2009-Adaptada 
 
A respeito do ICMS e das obrigações tributárias a ele relativas, julgue a 
assertiva a seguir. Ao emitir nota fiscal, o responsável pelo recolhimento do 
ICMS pratica obrigação tributária principal. 
 
Questão 35 - CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
Reputa-se acessória a obrigação tributária imposta ao contribuinte, no sentido 
de tolerar atividades de fiscalização do recolhimento do ICMS. 
 
Questão 36 - CESPE/PROCURADOR-PE/2009 
 
A obrigação tributária consistente no dever de manter escrita contábil 
referente ao ICMS decorre sempre da lei stricto sensu. 
 
Questão 37 – CESPE/PGM-Fortaleza-Procurador/2017 
 
O sujeito passivo da obrigação principal denomina-se contribuinte quando, 
dada sua vinculação ao fato gerador, sua sujeição decorre expressamente de 
determinação legal, ainda que não tenha relação pessoal e direta com a 
ocorrência de tal fato. 
 
Questão 38 – CESPE/PC-GO-Delegado/2017 
 
Ricardo, com quinze anos de idade, traficou entorpecentes por três meses, 
obtendo uma renda de R$ 20.000. Informado pela autoridade competente, um 
auditor da Receita Federal do Brasil efetuou lançamento contra o menor. Tendo 
como referência essa situação hipotética, assinale a opção correta. 
a) O tráfico de entorpecente é ato ilícito, sendo responsáveis pelos prejuízos 
dele decorrentes, nos termos da lei civil, os pais de Ricardo, que deverão 
recolher o tributo a título de sanção cível. 
b) A capacidade tributária independe da capacidade civil, de modo que é 
correto o lançamento contra o menor que, no caso, percebeu remuneração que 
pode ser considerada renda. 
 
 
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c) O tráfico de entorpecente é atividade que gera proveito econômico, o que 
justifica torná-lo fato gerador de tributo, não podendo, no entanto, Ricardo, 
por ser incapaz, sofrer lançamento, devendo a renda percebida ser imputada 
aos seus pais. 
d) O tráfico de entorpecente, por ser crime, não pode ser objeto de tributação, 
pois o pagamento de imposto em tal hipótese significaria que o Estado estaria 
chancelando uma atividade ilícita, sendo, portanto, insubsistente o 
lançamento. 
e) Ricardo, por ser incapaz, não pode sofrer lançamento, não constituindo 
renda eventuais ganhos econômicos que ele venha a ter. 
 
Questão 39 – CESPE/TCE-PR-Analista de Controle/2016 
 
O sujeito ativo da obrigação tributária pode ser a pessoa jurídica de direito 
privado titular da competência para exigir o seu cumprimento. 
 
Questão 40 – CESPE/PC-PE-Delegado/2016 
 
Tendo como referência o disposto no CTN, assinale a opção correta. 
a) A capacidade tributária passiva é plena e independe da capacidade civil. 
b) Não haverá incidência tributária sobre atividades ilícitas. 
c) A obrigação tributária principal nasce com o lançamento do fato gerador. 
d) Fato gerador corresponde ao momento abstrato previsto em lei que habilita 
o início da relação jurídico-tributária. 
e) A denominação do tributo e a destinação legal do produto de sua 
arrecadação são essenciais para qualificá-lo. 
 
Questão 41 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Será denominado responsável o município que, como sujeito ativo da 
obrigação tributária, passar a ter obrigações em razão de disposição expressa 
em lei. 
 
Questão 42 – CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014 
 
A sociedade em comum detém capacidade tributária passiva, pois essa 
condição independe de estar a pessoa jurídica regularmente constituída, 
tornando-se sujeito passivo da obrigação tributária principal, ainda que, por 
convenção particular, seja prevista a responsabilidade pessoal dos sócios pelo 
pagamento de tributos. 
 
 
 
 
 
 
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Questão 43 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. É possível que 
sujeito passivo de obrigação principal figure como responsável, ainda que a 
obrigação não decorra de disposição expressa em lei. 
 
Questão 44 - CESPE/Procurador Federal/2004 
 
Pessoas jurídicas de direito privado não podem ser sujeitos ativos da obrigação 
tributária, mas podem ser destinatárias do produto da arrecadação. 
 
Questão 45 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. Na hipótese 
de constituição de pessoa jurídica de direito público pelo desmembramento 
territorial de outra, não haverá sub-rogação em direitos. 
 
Questão 46 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
A capacidade tributária passiva depende da regular constituição da pessoa 
jurídica, a fim de se localizar o seu domicílio tributário. 
 
Questão 47 - FCC/Pref. Teresina – Auditor-Fiscal/2016 
 
Joãozinho, com seis anos de idade, recebeu doação de seus avós, a qual foi 
devidamente aceita pelos seus pais, em seu nome. 
Marcelo, empresário, perdeu o direito de administrar diretamente os seus 
bens, desde a decretação da falência de sua empresa, consoante o que 
determina o art. 103 da Lei Federal no 11.101/05. 
A empresa Serviços Gerais Ltda., prestadora de serviços previstos na Lista de 
Serviços anexa à Lei Complementar Federal no 116/03, funciona sem a devida 
inscrição no Cadastro de Contribuintes do ISS do Município em que se localiza, 
mas atua comercialmente como se regular fosse. 
Por determinação judicial, Maria Luisa encontra-se internada em hospital para 
doentes mentais, por sofrer de moléstia que a impede de praticar os atos do 
dia-a-dia, em razão de profunda alienação mental. 
De acordo com as regras do Código Tributário Nacional, atinentes à capacidade 
tributária das pessoas para serem sujeitos passivos de obrigação tributária 
principal, 
a) a empresa Serviços Gerais Ltda. reveste a condição de sujeito passivo do 
IPTU relativo ao terreno que a referida sociedade adquiriu e no qual se localiza 
a sede da referida empresa. 
 
 
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b) Maria Luisa, que perdeu suas faculdades mentais, não reveste, por causa 
disso, a condição de sujeito passivo do Imposto de Renda, embora aufira 
rendimentos tributáveis por esse imposto. 
c) Marcelo não pode ser identificado como sujeito passivo do IPVA de veículo 
de sua propriedade, em relação aos fatos geradores ocorridos após a perda do 
direito de administrar seus bens, justamente por causa dessa perda. 
d) a empresa Serviços Gerais Ltda. não reveste a condição de sujeito passivo 
do ISS em relação aos serviços que presta, porque não está regularmente 
constituída, ainda que configure, indubitavelmente, uma unidade econômica. 
e) Joãozinho, por ser menor de idade, não pode ser identificado como sujeito 
passivo do ITCMD incidente sobre a doação recebida, ainda que a lei ordinária 
competente preveja que o donatário é o contribuinte desse imposto. 
 
Questão 48 – FGV/Agente Fazendário-Niterói/2015 
 
De acordo com as normas gerais de Direito Tributário, uma criança de sete 
anos: 
a) possui capacidade tributária passiva parcial até completar dezoito anos de 
idade; 
b) não possui qualquercapacidade tributária passiva, porque é incapaz de 
discernir sobre a prática dos fatos geradores; 
c) possui total capacidade tributária passiva; 
d) possui capacidade tributária parcial até completar dez anos de idade; 
e) não possui capacidade tributária passiva, porque é menor de idade. 
 
Questão 49 – FGV/Fiscal de Tributos-Niterói/2015 
 
De acordo com as normas gerais de Direito Tributário, é correto afirmar que o 
fato gerador de obrigação tributária principal, praticado por juridicamente 
incapaz ou em que ele tenha provocado a sua ocorrência, não torna o tributo 
correspondente indevido; 
 
Questão 50 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se dois contribuintes forem solidariamente responsáveis por uma obrigação 
tributária, o advento de uma remissão geral objetiva do crédito afetará 
igualmente aos dois devedores. 
 
Questão 51 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Se duas pessoas tiverem interesse comum em situação que constitua o fato 
gerador de uma obrigação tributária principal, essas pessoas serão 
solidariamente responsáveis, na exata ordem da dimensão do interesse 
econômico de cada uma delas. 
 
 
 
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Questão 52 – CESPE/PGE-PI-Procurador do Estado Substituto/2014 
 
A responsabilidade solidária em direito tributário pode ser classificada em 
natural — quando determinadas pessoas têm interesse comum na situação 
retratada no fato gerador da obrigação tributária — ou legal — quando 
expressamente determinada por lei —, sendo o benefício de ordem admitido 
para ambas as hipóteses. 
 
Questão 53 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012-Adaptada 
 
No que tange à obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. A 
solidariedade mencionada no CTN importa benefício de ordem quando as 
pessoas solidárias são expressamente designadas por lei. 
 
Questão 54- CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011 
 
Estabelece-se, como um dos efeitos da solidariedade, que a isenção ou 
remissão de crédito outorgada pessoalmente a qualquer dos coobrigados 
exonera todos os demais. 
 
Questão 55 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
São solidariamente obrigadas as pessoas que tenham interesse comum na 
situação que constitua o fato gerador da obrigação, podendo, entretanto, 
qualquer dos devedores alegar o benefício de ordem, conforme o grau de seu 
interesse. 
 
Questão 56 – FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013 
 
Salvo disposição de lei em contrário, estão previstos os seguintes efeitos da 
solidariedade: a) o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos 
demais; b) a isenção ou remissão de crédito exonera todos os obrigados, salvo 
se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a 
solidariedade quanto aos demais pelo saldo; c) a interrupção da prescrição, em 
favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica aos demais. 
 
Questão 57 – FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013 
 
Na solidariedade tributária é permitida a observância de uma sequência 
preestabelecida para a execução, operando-se esta primeiramente contra um, 
e só depois contra o outro. 
 
 
 
 
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Questão 58 – FCC/SEFAZ-SP-Agente Fiscal de Rendas/2013 
 
As pessoas expressamente designadas por lei e as pessoas que tenham 
interesse comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação 
principal são solidariamente obrigadas. 
 
Questão 59 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 
 
Havendo solidariedade tributária, e salvo disposição de lei em contrário, a 
isenção do crédito exonera a todos os obrigados, salvo se outorgada 
pessoalmente a um deles, subsistindo, nesse caso, a solidariedade quanto aos 
demais pelo saldo do tributo. 
 
Questão 60 – FGV/AFRE- RJ/2011 
 
Flávia, Telma e beatriz constituíram a sociedade trio maravilha Ltda. Para 
operar no ramo de prestação de serviços de beleza, mas se abstiveram de 
inscrever o contrato social no registro competente. Mesmo assim, começaram 
a vender seus produtos na praça, sem o recolhimento do ISS. Diante dessa 
situação fática, é possível afirmar que 
a) Em matéria tributária, assim como em matéria cível, a solidariedade passiva 
pode ocorrer em virtude de lei ou de acordo de vontades. 
b) Caso o fisco exigisse o pagamento integral da dívida somente de beatriz, a 
sócia com menor patrimônio, esta poderia invocar o benefício de ordem para 
redirecionar a cobrança para Flávia, detentora da maioria das quotas da 
sociedade. 
c) Caso Telma fosse beneficiada com isenção pessoal concedida pelo fisco, esta 
seria extensível às demais sócias, por força da solidariedade tributária legal. 
d) Se Flávia fosse citada em execução fiscal, a interrupção da prescrição 
atingiria todas as sócias da empresa. 
e) O eventual pagamento total do tributo devido por Telma não aproveitaria 
nem a Flávia nem a beatriz, caso o contrato social assim determinasse. 
 
Questão 61 – FGV/Fiscal de Rendas-RJ/2010 
 
A solidariedade tributária instaura-se entre os sujeitos que tenham interesse 
comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal e, 
nesta hipótese, não comporta benefício de ordem. 
 
Questão 62- ESAF/ATRFB/2012 
 
Os condôminos de um imóvel são solidariamente obrigados pelo imposto que 
tenha por fato gerador a respectiva propriedade. 
 
 
 
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Questão 63 – CESPE/ANATEL-Especialista em Regulação/2014 
 
Em regra, é juridicamente válido o domicílio tributário eleito pelos 
contribuintes. 
 
Questão 64 - CESPE/JUIZ-TJ-PI/2012 
 
A autoridade administrativa não pode recusar o domicílio eleito pelo 
contribuinte ou responsável, pois ambos possuem autonomia para elegê-lo. 
 
Questão 65 - CESPE/JUIZ FEDERAL-5ª REGIÃO/2011-Adaptada 
 
No que concerne a obrigação tributária, julgue a assertiva a seguir. Na falta de 
eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, considera-se, 
na forma da legislação aplicável, como domicílio tributário, preferencialmente, 
o lugar da situação do bem ou da ocorrência dos atos ou fatos que deram 
origem à obrigação. 
 
Questão 66 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
Em regra, é direito do contribuinte eleger o lugar do domicílio fiscal, o que não 
pode ser recusado pelo fisco, ainda que a eleição resulte em dificuldades para 
a arrecadação e fiscalização tributária. 
 
Questão 67 - CESPE/JUIZ-TJ-PB/2011 
 
O domicílio tributário do proprietário de terreno não edificado, para fins de 
IPTU, deve estar situado na mesma cidade onde o terreno esteja localizado, o 
que constitui exceção à regra do domicílio de eleição. 
 
Questão 68 – FGV/Fiscal de Rendas-MS/2006 
 
Na falta de eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na 
forma da legislação aplicável, não se considera como tal: 
a) a residência habitual, em se tratando de pessoa natural. 
b) o lugar da sede, em se tratando de pessoa jurídica. 
c) a residência do indivíduo, em se tratando de firma individual. 
d) o lugar de cada estabelecimento, em relação aos atos que deram origem à 
obrigação. 
e) local da repartição no território da entidade tributante, em se tratando de 
pessoa jurídica de direito público. 
 
 
 
 
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Questão 69 – FGV/Sead-Fiscal-AP /2010 
 
Na faltade eleição, pelo contribuinte ou responsável, de domicílio tributário, na 
forma da legislação aplicável, considera-se como tal o local em que tenha 
ocorrido o fato gerador do tributo. 
 
Questão 70 - ESAF/AFRFB/2009 
 
Sobre a disciplina conferida ao domicílio tributário, pelo Código Tributário 
Nacional, assinale a opção correta. 
a) O domicílio do contribuinte ou responsável, em regra, será estabelecido por 
eleição. 
b) O domicílio da pessoa jurídica de direito privado será o lugar em que estiver 
localizada sua sede. 
c) O domicílio da pessoa jurídica de direito público será o lugar em que estiver 
localizada sua sede. 
d) O lugar eleito pelo contribuinte como domicílio tributário não poderá ser 
recusado pela autoridade tributária, sob a alegação de prejuízo à atividade 
fiscalizatória. 
e) Caso a autoridade fiscal não consiga notificar a pessoa jurídica de direito 
privado em sua sede, poderá fazê-lo em qualquer de suas unidades. 
 
Questão 71 - FCC/ISS-SP/2012 
 
Em uma situação hipotética, quatro irmãos adquiriram, em conjunto, no 
exercício de 2005, por meio de compra e venda, um imóvel localizado em 
município do Estado de São Paulo. 
 
Esses irmãos, todavia, deixaram de pagar o IPTU incidente sobre esse imóvel, 
nos exercícios de 2006 a 2011. 
 
No final do ano de 2011, o referido município editou lei ordinária, concedendo 
remissão do crédito tributário desse IPTU exclusivamente aos proprietários ou 
coproprietários, pessoas naturais, que comprovassem ter auferido rendimentos 
anuais em montante inferior a R$ 12.000,00, nos exercícios de 2006 a 2011. 
 
Considerando que o mais velho dos irmãos se encontra na situação prevista 
nessa lei, a remissão 
a) beneficiou a todos os quatro irmãos, pois, por força da solidariedade, ou 
todos se beneficiam, ou nenhum deles se beneficia. 
b) não beneficiou nenhum dos quatro irmãos, pois, por força da solidariedade, 
ou todos se beneficiam, ou nenhum deles se beneficia. 
c) só beneficiou o irmão mais velho, pois, tendo sido concedida em caráter 
pessoal, não se estende aos demais. 
d) só beneficiou o irmão mais velho, extinguindo, por outro lado, a 
solidariedade entre os demais irmãos não beneficiados pela isenção. 
 
 
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e) não beneficiou os quatro irmãos porque não existe solidariedade entre os 
quatro irmãos em relação ao IPTU devido pelo bem imóvel adquirido. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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9 – GABARITO DAS QUESTÕES COMENTADAS EM AULA 
 
1 Correta 25 Correta 49 Correta 
2 Errada 26 Correta 50 Correta 
3 Correta 27 Errada 51 Errada 
4 Correta 28 Correta 52 Errada 
5 Errada 29 Letra E 53 Errada 
6 Errada 30 Errada 54 Errada 
7 Errada 31 Errada 55 Errada 
8 Correta 32 Correta 56 Correta 
9 Errada 33 Correta 57 Errada 
10 Correta 34 Errada 58 Correta 
11 Errada 35 Correta 59 Correta 
12 Errada 36 Errada 60 Letra C 
13 Errada 37 Errada 61 Correta 
14 Letra D 38 Letra B 62 Correta 
15 Errada 39 Errada 63 Correta 
16 Errada 40 Letra A 64 Errada 
17 Correta 41 Errada 65 Errada 
18 Correta 42 Correta 66 Errada 
19 Errada 43 Errada 67 Errada 
20 Correta 44 Correta 68 Letra C 
21 Errada 45 Errada 69 Errada 
22 Correta 46 Errada 70 Letra A 
23 Letra A 47 Letra A 71 Letra C 
24 Errada 48 Letra C - - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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10 – RESUMO DA AULA 
10.1 – Legislação Tributária 
 A expressão legislação compreende não apenas atos normativos 
primários, mas também atos normativos secundários, infralegais, que 
dispõem sobre tributos e relações jurídicas a eles pertinentes. 
 Estão compreendidas na legislação tributária as seguintes normas: 
 Constituição Federal; 
 Leis Complementares; 
 Leis Ordinárias; 
 Medidas Provisórias; 
 Leis Delegadas; 
 Resoluções; 
 Decretos Legislativos; 
 Decretos-Leis; 
 Tratados e Convenções Internacionais; 
 Decretos; 
 Normas Complementares; 
 São funções da lei complementar: 
 
 
 
 
 
 
 
 Somente a lei pode estabelecer: 
I - a instituição de tributos, ou a sua extinção; 
II - a majoração de tributos, ou sua redução; 
III - a definição do fato gerador da obrigação tributária principal e do 
seu sujeito passivo; 
IV - a fixação de alíquota do tributo e da sua base de cálculo; 
Lei 
Complementar 
Instituição alguns tributos 
Regulamentação de alguns tributos 
Conflitos de Competência 
Limitações ao Poder de Tributar 
Normas Gerais em Matéria Tributária 
EC/IGF/I.Resid./CSR 
ITCMD/ICMS/ISS/CS 
Critérios especiais de tributação 
Prevenir desequilíbrios 
da concorrência 
 
 
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V - a cominação de penalidades para as ações ou omissões contrárias a 
seus dispositivos, ou para outras infrações nela definidas; 
VI - as hipóteses de exclusão, suspensão e extinção de créditos 
tributários, ou de dispensa ou redução de penalidades. 
 Deve ser lembrado que a modificação da base de cálculo do tributo, que 
importe em torná-lo mais oneroso equipara-se à sua majoração. Por 
outro lado, não constitui majoração de tributo, a atualização do valor 
monetário da respectiva base de cálculo. 
 
10.2 – OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 A obrigação tributária caracteriza-se por uma relação jurídica estabelecida 
entre dois indivíduos, credor e devedor, cujo objeto consiste em 
uma prestação de dar, fazer ou deixar de fazer algo. 
 O devedor é denominado sujeito passivo, e o credor, sujeito ativo. 
 O sujeito ativo é o ente instituidor do tributo (União, Estados, DF ou 
Municípios) ou a pessoa jurídica de direito público titular da capacidade 
tributária ativa 
 O sujeito passivo é o particular (pessoa física ou jurídica), que fica 
sujeito ao cumprimento das obrigações tributárias. 
 A obrigação tributária pode ser principal ou acessória. 
 A obrigação principal possui caráter pecuniário e se refere ao 
pagamento de tributo ou penalidade pecuniária. 
 A obrigação acessória não possui caráter pecuniário, tendo por objeto as 
prestações, positivas ou negativas, nela previstas no interesse da 
arrecadação ou da fiscalização dos tributos. 
10.3 – FATO GERADOR DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 Hipótese de incidência  Previsão abstrata do fato que fará surgir a 
obrigação tributária. 
 Fato Gerador  Ocorre quando um fato se enquadra na definição prevista 
em lei. 
 Fato gerador da obrigação principal é a situação definida em lei como 
necessária e suficiente à sua ocorrência. 
 
 
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 Fato gerador da obrigação acessória é qualquer situação que, na forma 
da legislação aplicável, impõe a prática ou a abstenção de ato que não 
configure obrigação principal. 
 A definição legal do fato gerador é interpretada abstraindo-se da validade 
jurídica dos atos efetivamente praticados pelos contribuintes, 
responsáveis, ou terceiros, bem como da natureza do seu objeto ou dos 
seus efeitos, e dosefeitos dos fatos efetivamente ocorridos. 
10.4 - SUJEITOS DA OBRIGAÇÃO TRIBUTÁRIA 
 O sujeito passivo da obrigação principal é aquele que está obrigado a 
pagar tributo ou penalidade pecuniária. O sujeito passivo da obrigação 
acessória é o que está obrigado a fazer ou deixar de fazer algo. 
 O sujeito passivo da obrigação principal pode ser contribuinte ou 
responsável. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Em relação aos tributos indiretos, surge a necessidade de se diferenciar 
contribuinte de fato (quem arca com o ônus do tributo, sem integrar a 
relação jurídico-tributária) de contribuinte de direito (eleito pela norma 
como contribuinte, obrigado ao pagamento do tributo). 
10.5 – SOLIDARIEDADE EM DIREITO TRIBUTÁRIO 
 A solidariedade ocorre quando duas ou mais pessoas possuem interesse 
comum na situação que constitua o fato gerador da obrigação principal ou 
quando a lei assim o estabelece. 
 A solidariedade não comporta benefício de ordem. 
 A solidariedade possui diversos efeitos, os quais podem ser sintetizados no 
esquema abaixo: 
 
 
 
Sujeito 
Passivo 
Obrigação 
Principal 
Obrigação 
Acessória Obrigado a fazer/deixar de fazer algo 
Contribuinte 
Responsável 
Relação pessoal e direta com F.G. 
Obrigação decorrente da lei 
 
 
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Caso seja 
omisso 
Se for impossível 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
10.6 – DOMICÍLIO TRIBUTÁRIO 
O CTN definiu como regra o domicílio por eleição. 
As regras previstas relativas ao domicílio tributário constam no art. 127, do 
CTN, e podem ser esquematizadas do seguinte modo: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Efeitos da Solidariedade 
Pagamento 
Isenção/Remissão 
Interrupção da 
Prescrição 
Aproveita aos demais 
Exonera todos os demais devedores 
Contribuinte 
Exceto se pessoal a um deles Subsiste saldo p/demais 
Salvo disposição de lei em contrário... 
Regra: O sujeito 
passivo escolhe seu 
domicílio tributário Pessoa natural: residência habitual, ou, sendo esta 
incerta ou desconhecida, o centro habitual de sua 
atividade. 
PJ de direito privado: local da sede ou de cada 
estabelecimento, para FG nele ocorrido. 
PJ de direito público: qualquer de suas repartições no 
território da entidade tributante. 
O domicílio será o local dos bens ou da ocorrência dos 
atos ou fatos que deram origem à obrigação 
Autoridade 
administrativa recusa 
o domicílio eleito 
O domicílio impediu ou 
dificultou a fiscalização e 
arrecadação 
Domicílio Tributário

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