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15/04/2020 1 Avaliação de TROCA GASOSA Fonte imagem: Google Imagens DIFUSÃO DOS GASES PaO2 = PAO2 Minha Biblioteca. Fisiologia, Margarida Aires. Transporte de Gases. 15/04/2020 2 DIFUSÃO DOS GASES PcCO2 = PaCO2 PvCO2 Minha Biblioteca. Fisiologia, Margarida Aires. Transporte de Gases. Troca Gasosa Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. 15/04/2020 3 http://www.bio.ufpr.br/portal/fisiologia/wp- content/uploads/sites/37/2019/04/BF090-Transporte-de-gases-.pdf Difusão dos Gases na Membrana Respiratória Diferença de Pressão Área da membrana alveolar (70-100 m2) Espessura da Membrana (0,5 μm) Solubilidade do Gás na Membrana Guyton, Fisiologia Humana. 15/04/2020 4 Solubilidade do Gás? Oxigênio = 1 Gás Carbônico = 20 Nitrogênio = 0,5 Guyton, Fisiologia Humana. Lei de Fick: difusão dos gases A quantidade de gás que se move através de uma lâmina de tecido é proporcional à área da lâmina e à diferença de concentração do gas, mas inversamente proporcional à sua espessura. A barreira sangue-gás é extremamente fina, possuindo uma área de 50 a 100m2 (West), favorecendo a troca gasosa. Fonte imagem: Google Imagens 15/04/2020 5 ESPAÇO MORTO Volume de ar que passa pelos pulmões, mas não realiza troca gasosa. Espaço morto anatômico: ar contido nas vias respiratórias de condução e transição (do nariz aos bronquíolos respiratórios) - não há trocas gasosas significativas nesse segmento das vias respiratórias. Espaço morto fisiológico: Espaço Morto Anatômico + Espaço Morto Alveolar (alvéolos ventilados, mas não perfundidos). Espaço Morto Anatômico Minha Biblioteca. Fisiologia, Margarida Aires. Organização Morfofuncional do SR. 15/04/2020 6 Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. ESPAÇO MORTO alveolar: cuidado em VM com Pressão Positiva! 15/04/2020 7 Efeito espaço morto - Aumenta espaço morto fisiológico. - Hipoxemia com hipercapnia. Fonte imagem: Google Imagens Efeito Espaço Morto “A outra alteração V/Q ocorre no sentido inverso, com áreas alveolares ventiladas adequadamente, porém mal perfundidas (ou não perfundidas). Quando isso ocorre em grandes extensões, funciona como hipoventilação, pois a ventilação alveolar está sendo “perdida” para áreas onde não há trocas gasosas, com consequente hipoxemia e hipercapnia. Convencionalmente, chamamos de espaço-morto as situações em que a ventilação ocorre em alvéolos não perfundidos e de efeito espaço-morto aquelas em que a ventilação ocorre em alvéolos mal perfundidos (V/Q alta).” Pulmão RJ 2015;24(3):3-8 15/04/2020 8 Cuidado: considerações • Volume Minuto • Ventilação Alveolar Qual a ventilação ALVEOLAR, VC 500ml e FR 15irpm? Como a taquipneia pode afetar a Ventilação Alveolar? Explique: Exercício: qual o volume minuto e ventilação alveolar? Avalie a situação: 1. VC 250ml e FR 32 irpm 2. VC 500 e FR 16 irpm 3. VC 1.000 e FR 8 irpm 15/04/2020 9 CUIDADO EM VMI SHUNT Mistura arterio-venosa sanguínea: o sangue venoso que entra no sistema arterial. No pulmão, o shunt é caracterizado pelo sangue que passa pelos capilares sem que haja troca gasosa (obstrução das vias aéreas). 15/04/2020 10 Unidade Alveolar SHUNT Efeito Shunt: baixa V/Q - Hipoxemia grave, refrataria à oxigenoterapia: elevadas frações inspiradas de oxigênio (FIO2 >50-60%) para se atingir valores de PaO2 ao redor de 60 a 70mmHg (Xlung). Ex. SDRA. - Haverá vasoconstrição pulmonar hipóxica – razão? Consequência? Fonte imagem: Google Imagens 15/04/2020 11 Efeito SHUNT “As causas mais comuns de IRpA são as que cursam com alteração na V/Q, sobretudo baixa V/Q. Na baixa V/Q, parte do sangue que chega aos pulmões passa por alvéolos pouco ventilados (ou não ventilados), portanto com níveis baixos de O2 , o que ocasiona oxigenação insuficiente. A depender da fração do sangue que passa por estas regiões, o resultado final será a hipoxemia. Aqui também, a hiperventilação decorrente da hipoxemia e a maior capacidade de difusão do CO2 farão com que não haja hipercapnia, exceto em formas mais avançadas e/ ou graves. Outro mecanismo compensatório é a vasoconstrição hipóxica, caracterizada pela vasoconstrição na circulação para os alvéolos com baixa tensão de oxigênio, na tentativa de desviar o sangue para capilares cujos alvéolos estão ventilados, melhorando a V/Q. Este mecanismo, entretanto, pode vir a ser deletério quando as áreas de baixa V/Q são extensas, pois a vasoconstrição será intensa na circulação pulmonar, gerando hipertensão pulmonar, comprometendo a ejeção do ventrículo direito, caracterizando o ‘cor pulmonale agudo’(11). Convencionalmente, chamamos de shunt as situações em que o sangue passa por alvéolos não ventilados (V/Q = 0) e de efeito shunt aquelas em que o sangue passa por alvéolos mal ventilados (V/Q baixa).” Pulmão RJ 2015;24(3):3-8 Variáveis de Troca Gasosa 1. Relação PaO2/FiO2 2. D(A-a)O2 3. SHUNT 4. Gasometria: PaCO2, PaO2 e Sat O2 5. Capnografia: PECO2 6. Espaço morto 15/04/2020 12 Índices de Oxigenação Relação entre Pressão parcial de O2 no sangue arterial (PaO2) e fração inspirada de Oxigênio (FiO2): (P/F) • PaO2/FiO2 ≥ acima de 400: Condições normais • Limite inferior aceito > 300 – 399: déficit de oxigenação, mas aceitável • PaO2/FiO2 ≤ 300 – 201: Insuficiência Respiratória Leve • PaO2/FiO2 ≤ 200 – 101: Insuficiência Respiratória Moderada • PaO2/FiO2 ≤ 100: Insuficiência Respiratória Grave PRÁTICA PNEUMOLÓGICA, SBPT 2017. Cap. 14 gasometria arterial e equilíbrio acidobásico. PaO2/FiO2 ≥ acima de 400: Condições normais. Limite inferior aceito > 300 – 399: déficit de oxigenação, mas aceitável. • PaO2/FiO2 ≤ 300 – 201: Insuficiência Respiratória Leve • PaO2/FiO2 ≤ 200 – 101: Insuficiência Respiratória Moderada • PaO2/FiO2 ≤ 100: Insuficiência Respiratória Grave PaO2=90 mmHg com FiO2 AR AMBIENTE (21%=0,21), qual a P/F? Como você avalia? PaO2=90 mmHg com FiO2 de 50%, qual a P/F? Como você avalia? PaO2=90 mmHg com FiO2 de100%, qual a P/F? Como você avalia? PRÁTICA PNEUMOLÓGICA, SBPT 2017. Cap. 14 gasometria arterial e equilíbrio acidobásico. 15/04/2020 13 SDRA: Síndrome Desconforto Respiratório Agudo Pressão Parcial de Oxigênio no sangue arterial (PaO2): obtido pela amostra de sangue arterial (gasometria). Sofre interferência da idade. 109 – (0,43 x idade em anos) SUPINO Ideal seria uma PaO2 maior que 80mmHg e saturação de O2 acima de 95%. É válido lembrar que a oximetria de pulso fornece o valor da saturação de O2, de forma não invasiva! Índices de Oxigenação 15/04/2020 14 Gradiente ou DIFERENÇA Alvéolo- arterial de O2 Forma de avaliar a relação V/Q. Permite avaliar a eficiência de troca gasosa e detectar efeito shunt (perfusão de alvéolos não ventilados). D(A-a) O2 aumenta quando há dificuldade da transferência de O2 do alvéolo para o sangue por algum mecanismo fisiopatológico! Gradiente ou DIFERENÇA Alvéolo- arterial de O2 PAO2: [(PB-PH2O) x FiO2 – PaCO2/R] D (A-a)O2=PAO2 – PaO2 PB: pressão barométrica local: 760mmHg (nível do mar) PAO2: Pressão alveolar de Oxigênio PH2O: Pressão de vapor da água : 47mmHg a 37⁰ FiO2: fração inspirada de O2. R: Relação entre produção de CO2 e consumo de O2 (vale 0,8), também chamado quociente respiratório. Valores normal abaixo de 10mmHg. Aumenta com aumento da FiO2 e com a idade (até 20mmHg)! 15/04/2020 15 Variáveis de Oxigenação Gradiente Alvéolo-arterial de Oxigênio: varia com a idade. G (A-a)O2 = 2,5 + (0,43 x idade em anos) - Ideal realizar com FiO2:0,21 0u de 1,0 - Não se altera com hipoventilação (valores normais podem ser verificados com troca gasosa inadequada) - Valor normal 10 mmHg (FiO2: 0,21) e 100 (FiO2: 1). Maria da Glória, Bases da Fisioterapia Respiratória: Terapia Intensiva e Reabilitação. SHUNT PULMONAR (Qs/Qt) Representa a mistura de sangue venoso e arterial. Indica perfusão com ausência de ventilação alveolar; quantidade de sangue que não é oxigenada durante sua passagem pela circulação pulmonar. Valor normal será de3 a 5%. O valor aumenta nas patologias pulmonares, na SDRA será superior à 15-20%. Valores acima de 30% indicam ameaçadora redução de oxigenação e gravidade! 15/04/2020 16 SDRA: P/F Normal > 400 a 500mmHg - nível do mar Pode refletir "efeito shunt" nos pulmões: Entre 200 a 300: 10 a 20% de shunt, Entre 100 a 199: 20 a 40% de shunt, Menor que 100: > 40% de shunt. SHUNT PULMONAR (Qs/Qt) 15/04/2020 17 SHUNT PULMONAR (Qs/Qt) O cálculo da CvO2 requer sangue proveniente da artéria pulmonar (cateter Swan Ganz): SHUNT PULMONAR (Qs/Qt) Fonte imagem: Google Imagens 15/04/2020 18 Causas de Piora da Oxigenação de Pacientes em Ventilação Mecânica: Ventilador Mecânico Ventilação Seletiva (TOT): barotrauma e redução do RV, atelectasia pulmão esquerdo Parâmetros inadequados do Ventilador Mecânico (assincronia com ventilador) Problemas com ventilador e circuito: obstrução, dobras ou acúmulo de fluido no interior do circuito, vazamentos. Maria da Glória, Bases da Fisioterapia Respiratória: Terapia Intensiva e Reabilitação. Causas de Piora da Oxigenação de Pacientes em Ventilação Mecânica: Progressão ou Piora da Doença de Base DPOC, Pneumonia, disfunção cardíaca Maria da Glória, Bases da Fisioterapia Respiratória: Terapia Intensiva e Reabilitação. 15/04/2020 19 Causas de Piora da Oxigenação de Pacientes em Ventilação Mecânica: Início de Novo Problema Atelectasia Aspiração orofaríngea ou gástrica Pneumonia nosocomial TEP Edema Pulmonar Broncoespasmo, secreção e edema de Via aérea Choque Maria da Glória, Bases da Fisioterapia Respiratória: Terapia Intensiva e Reabilitação. Tem relação com a ventilação alveolar. A hipoventilação causa retenção de CO2 nos alvéolos (PACO2) com aumento da pressão parcial de CO2 alveolar e arterial. A hipoventilação (baixo volume e/ou baixa freqüência) causa retenção de CO2. A estratégia de ventilação mecânica protetora da SDRA preconiza baixos volumes, podendo ter como efeito colateral “hipercapnia permissiva”: limites! Pressão Parcial de CO2 no sangue arterial 15/04/2020 20 Pressão Parcial de CO2 no sangue arterial Pressão Parcial de CO2 no sangue arterial 15/04/2020 21 A hipercarbia resulta em maior estímulo para o centro respiratório e dificulta a adaptação do paciente ao ventilador! Na gasometria, a PaCO2 reflete a ventilação alveolar! A PETCO2 da capnografia também permite avaliar a ventilação alveolar (vantagem: método não invasivo). Pressão Parcial de CO2 no sangue arterial Capnografia _ Indicador indireto da PaCO2 Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. NORMAIS PaCO2 – EtCO2 = REDUZIDA! 15/04/2020 22 Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. Capnografia _ Indicador indireto da PaCO2 Troca Gasosa Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. 15/04/2020 23 Capnografia: Respiração Espontânea e VMI Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. Capnografia: VMI Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. 15/04/2020 24 Fonte imagem: Google Imagens Capnografia: lógica? A avaliação da ETCO2 representa de forma indireta a Pressão Parcial Alveolar de CO2 (PACO2) que (em condições normais) tem valor próximo à PaCO2! Precisa estar ATENTO ao resultado da GASOMETRIA. Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. 15/04/2020 25 A ETCO2 expressa o gás alveolar. Considerando que PaCO2 e PACO2 são iguais, a PETCO2 mede a PACO2 e a PaCO2, podendo haver uma diferença entre a PaCO2 de 0 a 5mmHg. CAPNOGRAFIA 15/04/2020 26 Curva Normal Monitorização Respiratória em UTI. Calderon, Beraldo e Terzi, 2016. 15/04/2020 27 Curva Normal Fisioterapia na UTI. Presto & Damazio, 2009. CAPNOGRAFIA Fonte imagem: Google Imagens 15/04/2020 28 Indicações da monitorização da ETCO2: 1. Certificação da intubação correta e ventilação pulmonar adequada; CAPNOGRAFIA 2. Estimar a PaCO2 Valores baixos de ETCO2 podem indicar baixa PaCO2. Aumento da ETCO2 indicam PaCO2 aumentada. Importante no controle da PaCO2 (controle da hipertensão craniana). CAPNOGRAFIA 15/04/2020 29 CUIDADO: Alteração da relação V/Q - aumento da ventilação do espaço morto (circuitos do ventilador), altos VC, altas PEEPs com distensão alveolar e compressão capilar, alteração da circulação pulmonar e perfusão alveolar (embolia) produzem redução da PETCO2 e aumentam a diferença entre (PaCO2 – PETCO2). ATENÇÃO AO RESULTADO DA GASOMETRIA! (PaCO2 – PETCO2)=AUMENTO CAPNOGRAFIA Espaço Morto (Vd/Vt): Áreas de condução do pulmão, não realizam troca gasosa. Inclusive TOT e circuito do ventilador. O efeito espaço morto será a região que possui ventilação, mas não é perfundida. Valor fisiológico menor ou igual à 40% ou 0,4, ou seja, 40% do VC não realizam troca gasosa! 15/04/2020 30 Espaço Morto (Vd/Vt): Vd/Vt=(PaCO2 – PETCO2)/PaCO2 PaCO2: Pressão parcial de CO2 PEtCO2: pressão expirada de CO2(capnografia) 15/04/2020 31 Referências - Egan, Fundamentos da Terapia Respiratória. - Bases da Fisioterapia Respiratória - Terapia Intensiva e Reabilitação, Maria da Glória - MATERIAL DIDÁTICO: Rocco, Patrícia Rieken Macêdo; Zin, Walter Araujo, Fisioterapia: Teoria e Prática Clínica - Fisiologia Respiratória Aplicada, editora: Guanabara Koogan, edição: 1, ano:2009. Capítulo: Regulação Respiratória do Equilíbrio Ácido-Base, nº de páginas: 14 - CID DAVID, Livro Ventilação Mecânica – Da fisioologia à prática clínica.