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Testes de joelho e tornozelo Professora: Daniele Gouvêa Alunas: Alcilane Nunes Aline Duarte Grace Kelly Jocilene Carvalho Samantha Simião Verônica Vieira 2019 http://www.joelho.com/blog/tag/cirurgia-de-joelho http://clinicaorthop.com.br/blog/?/post/2/lesoes-e-patologias-nos-pes-e-tornozelos-panorama-geral O joelho é uma articulação sinovial complexa. Na verdade ele possui duas articulações separadas: • articulação fêmoro-patelar • articulação fêmoro-tibial Três estruturas ósseas: •Tíbia; •Fêmur; •Patela; Seus 4 ligamentos possuem um importante papel na estabilização. São eles: •Ligamento colateral medial; •Ligamento colateral lateral; •Ligamento cruzado anterior; •Ligamento cruzado posterior. Movimentos: O joelho permite os seguintes movimentos: flexão, extensão, assim como uma leve rotação lateral e medial. (ASTON,1998) Procedimento Com o paciente em supino, segurar a perna do paciente, flexionar e rodar medialmente a perna. Com a mão oposta, mover a patela medialmente com o calcanhar em sua mão, e palpar o côndilo femoral medial com os dedos da mesma mão. Flexionar e estender o joelho, buscando algum estalido na banda da prega sob seus dedos. (CIPRIANO, 2012) Explicação O estalido sob seus dedos pode indicar que a prega está inserida na patela e que pode estar inflamada. (CIPRIANO, 2012) Procedimento Com o paciente em supino, colocar o pé do paciente na mesa de exames em 30° de rotação interna. Estabilizar o pé do paciente com o seu joelho, segurar a tíbia com a sua mão e puxar a tíbia em sua direção. (CIPRIANO, 2012) Explicação Se translação tibial e sensação de final de movimento mole ocorrerem quando a tíbia é levada para a frente, suspeitar de instabilidade ou de ruptura de qualquer dos seguintes ligamentos: Cruzado anterior Cápsula posterolateral Ligamento colateral fibular Trato iliotibial (CIPRIANO, 2012) Procedimento Com o paciente em supino, estabilizar a coxa medial. Segurar a perna e empurrá-la medialmente. Após, executar esse teste com o joelho em 20 a 30° de flexão. (CIPRIANO, 2012) Explicação Se a tíbia mover-se em uma quantidade medial excessiva para longe do fêmur quando o joelho estiver em extensão completa, pode haver ruptura de quaisquer dos seguintes ligamentos: Ligamento colateral tibial Ligamento meniscofemoral posterior Cápsula medial posterior Ligamento cruzado anterior Ligamento cruzado posterior (CIPRIANO, 2012) Se o anteriormente mencionado for positivo quando o joelho for flexionado em 20 a 30°, quaisquer dos seguintes ligamentos podem estar instáveis: Ligamento colateral tibial Ligamento meniscofemoral posterior Ligamento cruzado posterior (CIPRIANO, 2012) Procedimento Com o paciente em supino, estabilizar a coxa lateral. Segurar a perna e empurrá-la lateralmente. Após, executar esse teste com o joelho em 20 a 30° de flexão. (CIPRIANO, 2012) Explicação Se a tíbia mover-se em uma quantidade excessiva para longe do fêmur quando o joelho estiver em extensão completa, pode haver ruptura de quaisquer dos seguintes ligamentos: Ligamento colateral fibular Cápsula posterolateral Ligamento cruzado anterior Ligamento cruzado posterior (CIPRIANO, 2012) Se o anteriormente mencionado for positivo quando o joelho for flexionado em 20 a 30°, quaisquer dos seguintes ligamentos podem estra instáveis: Ligamento colateral fibular Cápsula posterolateral Trato iliotibial (CIPRIANO, 2012) Procedimento Com o paciente na posição de supino, pressionar o joelho afetado com uma mão e flexionar passivamente o joelho com a outra mão. A seguir, instruindo o paciente a ficar em pé, aplicar compressão na patela enquanto o paciente executa um agachamento. (CIPRIANO, 2012) Explicação A reprodução da dor e/ou crepitação no joelho pode indicar uma patologia da articulação patelofemoral, como luxação patelofemoral, condromalacia patelar, artrite retropatelar ou fratura condral. (CIPRIANO, 2012) Procedimento Com uma mão, circundar e apertar para baixo o aspecto superior da patela. Com a outra mão, empurrar a patela contra o fêmur com seu dedo. (CIPRIANO, 2012) Explicação Se houver fluido presente no joelho, a patela se elevará quando a pressão for aplicada. Quando a patela é empurrada para baixo, atingirá o fêmur com o golpe palpável. (CIPRIANO, 2012) Procedimento Com o paciente em supino, flexionar o quadril e o joelho em 90°. Colocar o dedo polegar e o indicador sobre as linhas articulares medial e lateral do joelho, respectivamente. Com a mão oposta, segurar o tornozelo do paciente, alternadamente, flexionar e estender o joelho, enquanto toda a linha articular é palpada. (CIPRIANO, 2012) Explicação Quando o joelho é estendido, o menisco move-se anteriormente; e quando o joelho é flexionado, o menisco move-se posteriormente. Se a dor parecer movimentar-se anteriormente quando o joelho é estendido, ou posteriormente quando o joelho é flexionado, suspeitar de ruptura ou lesão do menisco. (CIPRIANO, 2012) O tornozelo é uma estrutura formada pela união de três estruturas ósseas: • tíbia • fíbula • tálus Ele possui inúmeras articulações porém as mais importantes são: • talocrural • subtalar • tibiofibular Seus ligamentos possuem um importante papel na estabilização. São eles: Ligamento transverso inferior Ligamento deltoide Ligamento talofibular anterior/posterior Ligamento calcaneofibular Movimentos: Dorsiflexão e flexão plantar do pé, bem como algum grau de pronação e supinação. (Gould,1993) Procedimento Com o paciente em supino, estabilizar o tornozelo com uma mão. Com a mão oposta, segurar e pressionar posteriormente a tíbia. A seguir, pegar o aspecto anterior do pé com uma mão e o aspecto posterior da tíbia com o outro, e puxar para a frente. (CIPRIANO, 2012) Explicação O deslocamento secundário ao trauma, quando a tíbia é empurrada, indica ruptura do ligamento talofibular anterior. O deslocamento quando a tíbia é puxada indica ruptura do ligamento talofibular posterior. (CIPRIANO, 2012) Procedimento Instruir o paciente em prono a flexionar o joelho. Apertar os músculos da panturrilha contra a tíbia e a fíbula. (CIPRIANO, 2012) Explicação Quando os músculos da panturrilha são apertados, os músculos gastrocnêmios e sóleo contraem mecanicamente. Esses músculos estão inseridos no tendão do calcâneo, que, por sua vez, faz a flexão plantar do pé. Se o tendão do calcâneo estiver rompido, a contração dos músculos gastrocnêmio e sóleo não fará a flexão plantar do pé. (CIPRIANO, 2012) Procedimento Percutir o tendão do calcâneo com um martelo de reflexos neurológicos. (CIPRIANO, 2012) Explicação A exacerbação da dor e perda da flexão plantar indicam ruptura do tendão do calcâneo. (CIPRIANO, 2012) Bibliografia TESTES – Livro: CIPRIANO, Joseph J. MANUAL FOTOGRÁFICO DE TESTES ORTOPÉDICOS E NEUROLÓGICOS; 5°Edição. Editora Artmed, 2012. ANATOMIA - Google acadêmico: ARTGO-Joelho: Revisão de aspectos pertinentes a Fisioterapia, 2012. TEIXEIRA, L, F., OLNEY, S.J. Anatomia funcional e biomecânica das articulações do tornozelo, subtalar e médio-társica. Rev. Fisioter. Univ. São Paulo., v. 4, n 2, p 50-65, jul./dez., 1997.