Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Crie sua conta grátis para liberar esse material. 🤩

Já tem uma conta?

Ao continuar, você aceita os Termos de Uso e Política de Privacidade

Prévia do material em texto

1EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
SUMÁRIO
Conteúdo
CINESIOLOGIA DO QUADRIL .........................................................................................5
ESTRUTURA .................................................................................................................5
REFERÊNCIAS: ..............................................................................................................8
CINESIOLOGIA – JOELHO .............................................................................................10
1. JOELHO – GENERALIDADES .....................................................................................10
3. ARTICULAÇÃO TIBIOFEMORAL .................................................................................19
4. ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL ..............................................................................21
REFERÊNCIAS ...............................................................................................................23
CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ ............................................................................25
1. COMPLEXO ARTICULAR DO TORNOZELO E PÉ ..........................................................25
2. ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO...............................................................................27
3. ARCOS PLANTARES ..................................................................................................27
4. MOVIMENTOS DO TORNOZELO .................................................................................28
SUMÁRIO
5. ARTROCINEMÁTICA DO TÁLUS .................................................................................29
6. PINÇA BIMALEOLAR .................................................................................................30
7. ESTABILIDADE DO TORNOZELO ................................................................................30
8. MUSCULATURA DO TORNOZELO E PÉ .......................................................................31
REFERÊNCIAS ...............................................................................................................32
CAPÍTULO 1
CINESIOLOGIA 
DO QUADRIL
5EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
CINESIOLOGIA DO QUADRIL
ESTRUTURA
Também denominada de articulação coxofemural, o quadril (cíngulo do membro infe-
rior) é uma articulação forte, estável, com grande capacidade de sustentação e grandes 
amplitudes de movimento
Ossos
 y Articulação do tipo bola (cabeça do fêmur) soquete (acetábulo)
 y Componente: quadril (ílio, ísquio e púbis), fêmur e sacro.
 y Importantes pontos de referência ósseos: crista ilíaca, espinha ilíaca, anterosuperior 
e posteroinferior, sacro, cóccix, túbe isquiático, púbis, trocanter maior e menor do 
fêmur, linha áspera do fêmur, patela, porção próxima da fíbula e tíbia.
Articulações
 y Sínfise púbica: união dos ossos pélvicos no plano anterior
 y Sacroilíaca: união entre saceo e o íleo de ambos os lados
 y Articulação multiaxial - enartrodial
 y Sinovial, tipo esferoide, multiaxial 
 y Uma das mais móveis do corpo 
 y Maior estabilidade (comparada a do ombro) 
 y Possui lábio glenoidal (estabilidade) 
 y Possui cartilagem articular que recobre a superfície do acetábulo
Ligamentos
 y Cápsula ligamentar densa e forte reforça a articulação, principalmente na porção 
anterior
 y Ligamento iliofemoral: impede a hiperextensão do quadril
6EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
 y Ligamento redondo: estende-se do fundo do acetábulo e depressão na cabeça do 
fêmur; limita ligeiramente a adução
 y Ligamento pubofemoral: situados nas porções anteromedial e inferior; limita 
extensão a abdução excessivas
 y Ligamento isquiofemoral: situado no plano posterior; estende-se do ísquio até a 
fossa trocantérica do fêmur; limita rotação medial
https://www.anatomiaonline.com/articulacoes-membro-inferior/
https://www.anatomiaonline.com/articulacoes-membro-inferior/
7EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
https://www.anatomiaonline.com/articulacoes-membro-inferior/
Função
 y Apoio do peso
 y Locomoção
 y Capacidade de executar variados movimentos (correr, saltar, mudanças de 
direção...)
Amplitude de movimento
 y Flexão: 0 a 130°
 y Extensão: 0 a 30°
 y Abdução: 0 a 35°
 y Adução: 0 a 30°
 y Rotação medial: 0 a 45°
 y Rotação lateral: 0 a 50°
 y Adução horizontal: 40°
 y Abdução horizontal: 60°
8EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Músculos
 y Primariamente flexão do quadril
 y Iliopsoas
 y Pectíneo
 y Reto femoral
 y Sartório
Primariamente abdução de quadril
 y Glúteo médio
 y Glúteo mínimo
 y Roteadores laterais
 y Tensor da fáscia lata
 Primariamente extensão do quadril
 y Glúteo máximo
 y Bíceps femoral
 y Semitendíneo
 y Semimenbranáceo
 y Rodores laterais (seis profundos)
 y Pectíneo
 y Adutor longo
 y Adutor curto
 y Adutor magno 
 y Grácil
REFERÊNCIAS:
1. FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015.
2. HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 ed., 
2015
CAPÍTULO 2
CINESIOLOGIA 
DO JOELHO
10EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
CINESIOLOGIA – JOELHO
A articulação do joelho é uma das articulações mais lesionadas em nosso organis-
mo, perdendo apenas para a articulação do ombro. Para que possamos entender melhor 
sobre como essa articulação se comporta, é necessário nos aprofundarmos mais em sua 
anatomia e cinesiologia desta importante articulação.
1. JOELHO – GENERALIDADES
O joelho é um complexo articular formado por três ossos e duas articulações distin-
tas dentro de uma cápsula única.
 y Ossos: Fêmur, tíbia e patela;
 y Articulações: tibiofemoral e patelofemoral.
Figura: Anatomia do Joelho
Fonte: http://www.cirurgianojoelho.com.br/Joelho/o-joelho.html (acessado em 25/05/19).
11EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Dentre as funções do joelho, podemos mencionar:
 y • Suporte de peso na posição estática ereta (cadeia fechada);
 y • Mobilidade para o pé o no espaço (cadeia aberta).
2. ANATOMIA DO JOELHO
Conforme mencionamos anteriormente, o joelho é composto pelo fêmur, tíbia e pela 
patela. As superfícies articulares do joelho são:
Superfícies 
articulares do 
joelho
Côndilos femoral Convexos
Platôs tibiais Côncavos
Meniscos
12EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Figura: Superfícies articulares que compõem o joelho
Fonte: Netter, 2015.
Ainda sobre as superfícies articulares, não podemos esquecer de alguns pontos impor-
tantes:
1) 1. O côndilo femoral medial é maior, representando uma maior superfície de 
contato com o menisco medial;
2) 2. O platô tibial medial apresenta uma superfície articular 50% maior que a 
superfície do platô lateral.
2.1. LIGAMENTOS E CÁPSULA ARTICULAR
Além das superfícies de contato articular – que promovem a congruência da arti-
culação -, o joelho também é estabilizado pela cápsula articular, uma membrana fibrosa, 
delgada e resistente, reforçada pela presença de músculos e ligamentos.
13EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
No esquema a seguir, veremos a estabilização dessa articulação, bem como as es-
truturas envolvidas:
Estabilidade articular 
do joelho
POSTERIOR Lig Poplíteo oblíquo 
Lig Poplíteo arqueado
MEDIAL / LATERAL Lig Colaterais
ANTERIOR Tendão do quadríceps 
Lig Patelar
MEDIAL / ANTERIOR Expansão dos vastos medial 
 e lateral (retináculos)
Vamos detalhar um pouco cada um desses principais ligamentos e tendões mencio-
nados:
 y Ligamento poplíteo oblíquo: feixe largo e achatado, forma parte do assoalho da 
fossa poplítea;
 y Ligamento poplíteo arqueado: forma um arco do côndilo lateral do fêmur à face 
posterior da cápsula articular. Está unido ao processo estiloide da cabeça da fíbula 
por seis feixes convergentes.
 y Ligamento colateral tibial (ou ligamento colateral medial – LCM): liga o côndilo 
medial do fêmur ao côndilo medial da tíbia. Adere intimamente ao menisco medial. 
Impede o movimento de afastamento dos côndilos mediais do fêmur e da tíbia (força 
em valgo), bem como a rotação lateral da tíbia. O LCM fica tenso durante a extensão 
do joelho;
 y Ligamento colateralfibular (ou ligamento colateral lateral – LCL): une o côndilo 
lateral do fêmur à cabeça da fíbula. Não se insere no menisco lateral. Impede o 
movimento de afastamento dos côndilos laterais do fêmur e da tíbia (estresse em 
varo) e mantém-se tenso na extensão;
 y Ligamento patelar: porção central do tendão do quadríceps femoral que se 
continua da patela até a tuberosidade da tíbia;
14EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Figura: Cápsula articular do joelho – Vista anterior
Fonte: Netter, 2015.
Figura: Cápsula articular do joelho – Vista posterior
Fonte: Netter, 2015.
15EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Daremos, agora, especial enfoque a dois ligamentos internos ao joelho (também cha-
mados de ligamentos intrínsecos), os quais são comumente cobrados em provas de con-
curso: o ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento cruzado posterior (LCP).
LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: ligamento intracapsular e extrasinovial, originado 
no côndilo lateral do fêmur e com inserção ântero-medial na superfície intercondilar da 
tíbia. O LCA é constituído por dois feixes distintos: ântero-medial e póstero-lateral.
 y Feixe ântero-medial: fica mais tenso em flexão (tensão máxima: 70º de flexão);
 y Feixe póstero-lateral: fica mais tenso em extensão (pode ser lesionado com 
hiperextensão excessiva).
O LCA resiste, ainda, ao deslocamento anterior da tíbia, sendo testado no Teste de 
Gaveta Anterior, bem como no Teste de Lachman.
LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR: Assim como o LCA, é um ligamento intracapsu-
lar, mas que se origina no côndilo femoral medial e se insere na área intercondilar posterior.
Esse ligamento é mais curto e menos oblíquo que o LCA, tendo uma taxa de lesão 
menor em relação àquele.
O LCP, ainda, resiste ao deslocamento posterior da tíbia, bem como aos estresses em 
varo/valgo e em rotação.
Dentre os testes clínicos utilizados para a avaliação do LCP, mencionamos o Teste da 
Gaveta Posterior e o Teste de Godfrey.
Figura: LCA e LCP
Figura: Ligamento Cruzado Anterior
Fonte: https://ensinandomusculacao.blogspot.com/2017/06/ligamento-
-cruzadoanterior-posterior-e.html (acesso em 25/05/19).
16EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
2.2. MENISCOS
Além dos ligamentos, o joelho também conta com outras estruturas importantes para 
a sua estabilização, biomecânica e absorção de impactos: o menisco lateral e o medial.
Os meniscos são duas lâminas fibrocartilaginosas que servem para tornar mais pro-
fundas as superfícies das faces articulares da cabeça da tíbia que recebem os côndilos do 
fêmur. Além disso, são estruturas importantes para a distribuição de forças na articulação 
do joelho.
Outro importante fato acerca dos meniscos é em relação à sua vascularização: eles 
são vascularizados apenas na periferia, através da cápsula e da membrana sinovial.
Função dos 
meniscos
Congruência 
articular
Absorção de 
choques
Trasminssão 
de forças
MENISCO MEDIAL:
 y Menos móvel – e, por isto, mais propício a lesões;
 y Conecta-se com o LCM;
 y Conecta-se com o semimembranáceo;
 y Mais largo posteriormente.
MENISCO LATERAL:
 y Mais móvel;
 y Formato circular;
 y Conecta-se com o LCP.
17EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Figura: Meniscos
Fonte: https://www.anatomiadocorpo.com/esqueleto-humano/meniscos/ (acesso em 25/05/19).
2.3. MÚSCULOS E INERVAÇÃO
O joelho é, essencialmente, uma articulação biaxial em gínglimo, de modo que sua 
movimentação seja restrita à flexão e extensão no plano sagital. É importante lembrar, to-
davia, que existem movimentos acessórios de rotação da tíbia durante a flexo-extensão do 
joelho. Sendo assim, focaremos na musculatura que atua nesses movimentos articulares.
MÚSCULOS EXTENSORES DO JOELHO
A musculatura extensora do joelho é, essencialmente, o músculo quadríceps femoral, 
cuja inervação se dá pelo nervo femoral (segmentos L2, L3 e L4). O quadríceps femoral é 
formado por 4 músculos distintos, sendo eles:
Quadríceps femoral
Vasto medial
Reto femoral
Vasto medial 
longitudinal
Vasto lateral
Vasto medial 
oblíquo
Vasto intermediário
18EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Esses músculos se inserem no tendão patelar, na porção anterior da patela. Outro 
importante fato sobre essa musculatura é que os músculos vasto lateral e vasto medial 
promovem equilíbrio nas forças de deslizamento da articulação femoropatelar.
Figura: Quadríceps femoral
Fonte: https://pt.myprotein.com/thezone/treino/mitos-treino-quadriceps/ (acessado em 25/05/19).
MÚSCULOS FLEXORES DO JOELHO
A musculatura flexora do joelho compreende alguns grupos musculares que aborda-
remos a seguir:
 y Grupo Isquiotibial ou Músculos do Jarrete: bíceps femoral, semimembranoso e 
semitendinoso. Vale lembrar que o músculo bíceps femoral promove rotação externa 
da tíbia (quando o joelho se encontra em flexão de 90º), enquanto que os músculos 
semitendinoso e semimembranoso realizam a rotação interna da tíbia. Inervação: 
nervo isquiático, segmentos L5, S1 e S2;
 y Gastrocnêmio: músculo biarticular (atua no joelho e no tornozelo), tendo pequena 
contribuição para a flexão de joelho, além de evitar a hiperextensão dessa articulação 
(inervado pelo nervo tibial – segmentos S1 e S2);
 y Sartório: músculo biarticular (quadril e joelho). Embora participe da flexão do 
joelho, é um músculo mais efetivo no quadril. Inervação: nervo femoral (L2-L3);
 y Pata de ganso: inserção dos músculos sartório, grácil e semitendinoso. Atua na 
flexão e rotação interna do joelho;
 y Poplíteo: atua no destravamento do joelho no início da flexão do mesmo. Em 
cadeia aberta, realiza rotação medial da tíbia. Em cadeia fechada, rotação lateral do 
fêmur. É inervado pelo nervo tibial (segmentos L4, L5 e S1).
19EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
3. ARTICULAÇÃO TIBIOFEMORAL
A articulação tibiofemoral é classificada como biaxial, em gínglimo, tendo os seguin-
tes graus de amplitude de movimento:
 y Flexão: 0-130º;
 y Extensão: -5º ou -10º;
 y Em 90º de flexão: 40º-50º de rotação total;
 y A rotação lateral é maior que a rotação medial (proporção de 2:1);
 y Em extensão, a rotação tibial é de 0º.
Outro importante aspecto dessa articulação é o alinhamento tibiofemoral. Esse ân-
gulo é mensurado a partir de dois eixos traçados no membro inferior:
 y Eixo mecânico: linha traçada entre o centro da articulação coxofemoral até o centro 
do tálus;
 y Eixo anatômico: eixo traçado entre o centro da patela e o trocânter maior.
Quando traçados, esses eixos formam uma angulação de 185º de alinhamento tibio-
femoral, considerada fisiológica. Além disso, esse traçado também nos permite identificar 
um valgo fisiológico de 5º a 10º entre quadril e joelho, permitindo maior mobilidade.
Figura: Alinhamento tibiofemoral.
Fonte: Guía de Medicioines para Cirugía Protésica de Rodilla, 2017.
20EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Alterações nesse alinhamento podem predispor a desordens biomecânicas conheci-
das como geno valgo e geno varo.
GENO VALGO:
 y Ângulo > 8º;
 y Promove aumento das forças compressivas no côndilo lateral;
 y Promove aumento das forças de tração das estruturas mediais.
GENO VARO:
 y Ânguloaberta e fechada, de forma automáti-
ca, permitindo maior estabilidade à articulação do joelho.
21EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
4. ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL
A articulação patelofemoral é uma articulação plana.
Figura: Joelho.
Fonte: https://adrianoleonardi.com.br/joelho/cartilagem/condromalacia-patelar/ 
oque-e-condromalacia-patelar/ (acesso em 25/05/19).
A patela aumenta o braço mecânico do quadríceps, uma vez que aumenta a distância 
do quadríceps e ligamento patelar em relação ao eixo da articulação do joelho.
Biomecanicamente, durante a flexão do joelho em cadeia cinética aberta, a patela 
desliza contra o fêmur. Já na cadeia cinética fechada, o fêmur desliza sobre a patela.
4.1. ÂNGULO Q
O ângulo Q é uma importante medida de alinhamento patelar, formado entre a linha que 
representa a resultante da força de tração do quadríceps, feita pela união entre EIAS e o ponto 
médio da patela. É uma linha unindo a tuberosidade da tíbia com o ponto médio da patela.
Figura: Ângulo Q.
Fonte: http://picdeer.com/tag/anguloq (acesso em 25/05/19).
22EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Existe uma diferença das medidas normais do ângulo Q para homens e mulheres, 
uma vez que a pelve feminina é usualmente mais larga que a masculina.
 y ÂNGULO Q (MULHERES) = 16º a 18º
 y ÂNGULO Q (HOMENS) = 12º a 14º
Importante destacarmos que ângulo Q > 15º frequentemente contribui para limita-
ções funcionais e lesões do tipo: condromalácea, dor femoropatelar e luxação patelar.
4.2. CINEMÁTICA PATELAR
Dependendo do posicionamento do joelho, o contato da patela com as estruturas do 
joelho pode ser alterado.
 y 135º de flexão: a porção lateral da faceta lateral da patela está em contato com o 
fêmur próximo ao pólo superior;
 y 90º de flexão: a região de contato da patela migra inferiormente;
 y 60º-90º - ocorre o contato entre patela e fêmur (=30% da superfície articular da 
patela), com isso a pressão articular pode aumentar significativamente dentro da 
articulação;
 y 20º de flexão: o contato ocorre no pólo inferior;
 y Total extensão: a patela repousa completamente na superfície interocndilar contra 
o coxim de gordura suprapatelar (gordura de Hoffa).
23EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
REFERÊNCIAS
1. DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007.
2. LIPPERT, Lynn. Cinesiologia Clínica E Anatomia. Grupo Gen-Guanabara Koogan, 2000.
3. MOORE, K.L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
4. NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
5. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. 
Guanabara Koogan, RJ, 2011.
CAPÍTULO 3
CINESIOLOGIA 
DO TORNOZELO 
E PÉ
25EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ
1. COMPLEXO ARTICULAR 
DO TORNOZELO E PÉ
O complexo articular do tornozelo e pé exerce importantes funções de:
Funções do complexo 
Tornozelo-Pé
Ajuste à superfície 
de contato
Controle e estabili-
zação dos MMMII
Suporte de peso
Propulsão-locomoção
Amortecimento de choques
Manipulação de objetos
Esse complexo é formado pela tíbia, fíbula, pelos ossos do tarso (calcâneo, cuboide, 
navicular e cuneiformes), bem como pelos metatarsos e falanges.
26EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Figura: Complexo tornozelo-pé.
NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011.
Na tabela abaixo, podemos visualizar as estruturas osteoarticulares que compõem o 
complexo articular do tornozelo e do pé.
Tabela: Estruturas osteoarticulares que compõem o tornozelo e o pé.
NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011.
27EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
2. ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO
 y Retropé: caracterizado pela articulação transversa do tarso (talonavicular 
e calcâneocuboide) e pela articulação intertársica distal (cuneonavicular, 
cuboidenavicular e complexo articular intercuneiforme e cuneocuboide);
 y Antepé: articulações tarsometatársicas, intermetatársicas, metatarsofalangeanas 
e interfalangeanas.
As articulações tarsometatarsais e intermetatarsais são planas, permitindo movi-
mentos de deslizamento.
As articulações metatarsofalângicas e interfalângicas, por sua vez, são elipsoideas 
e glínglimo, que permitem a transferência do peso para o pé oposto durante a marcha e 
ajudam a manter a estabilidade durante a sustentação de peso.
3. ARCOS PLANTARES
O pé é formado por três arcos plantares:
 y Arcos longitudinais medial e lateral (do calcâneo até os metatarsos e os ossos do 
tarso);
 y Arco transverso (formado pela base dos ossos metatarsos).
Figura: Arcos plantares.
Fonte: http://www.vidalsaude.com.br/tudo-sobre-fascite-plantar/ (acesso em 03/06/19).
28EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
A manutenção dos arcos plantares é favorecida pela fáscia plantar, que promove sus-
tentação mecânica, força elástica e mobilidade do pé, sendo comumente acometida pela 
fasceíte plantar.
Figura: Fáscia plantar. 
Fonte: https://medium.com/@marcuspai/fascite-plantar-pode-causar-dores-nocalca 
nhar-entre-mulheres-de-meia-idade-8471e9bfccf3 (acesso em 03/06/19).
4. MOVIMENTOS DO TORNOZELO
O tornozelo (articulação talocrural) é uma articulação do tipo gínglimo, só permitindo 
um grau de liberdade de movimentação.
Os movimentos do tornozelo ocorrem no plano sagital, no eixo látero-lateral.
 y Flexão plantar (0-50º)
 y Dorsiflexão (0-20º)
Figura: Movimentação do tornozelo.
Fonte: https://blogdescalada.com/lesoes-no-tornozelo-o-que-sao-e-como-tratar/(acessado em 03/06/19).
29EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
Alguns autores abordam que o eixo de movimentação do tornozelo é oblíquo, de modo 
que os dois movimentos principais da articulação passam a ser a pronação e a supinação.
Figura: Pronação e supinação do tornozelo.
Fonte: http://aprumoequilibriocorporal.com.br/site/os-pes-tambem-en-
fraquecemvoce-ja-treinou-hoje/ (acesso em 03/06/19).
5. ARTROCINEMÁTICA DO TÁLUS
No movimento de dorsiflexão, ocorre deslizamento posterior e rolamento anterior do 
tálus. Nesse movimento, as estruturas anteriores mantêm-se relaxadas, a exemplo da cápsula 
articular anterior e do ligamento talofibular anterior. As estruturas posteriores, por sua vez, são 
tensionadas – a exemplo da cápsula articular posterior e do ligamento talocalcâneo.
Na flexão plantar, ocorre o inverso: ocorre deslizamento anterior e rolamento posterior 
do tálus. Além disso, as estruturas anteriores são tensionadas, enquanto as posteriores man-
têm-se relaxadas.
Figura: Artrocinemática do tornozelo.
NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011.
30EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
6. PINÇA BIMALEOLAR
A pinça bimaleolar é um componente de estabilização da articulação do tornozelo, 
formado pelo arco da tíbia e fíbula com o tálus, sendo que os maléolos lateral e medial 
conferem os limites a essa estrutura.
Durante o movimento de dorsiflexão, a parte anterior da tróclea entra na pinça, de 
modo que a pinça se abre e a fíbula se eleva e roda medialmente.
Na extensão, a parte anterior da tróclea sai da pinça, de modo que a pinça se fecha, 
enquanto a fíbula se abaixa e roda lateralmente.
7. ESTABILIDADE DO TORNOZELO
Os ligamentos conferem estabilidade ao tornozelo, sendo divididos nos comparti-
mentos medial e lateral.
No compartimento medial, temos o ligamento deltoide, sendo composto pelos liga-
mentos tibiotalar anterior, tibiotalar posterior (ou tibiocalcâneo) e o tibionavicular.
Esses ligamentos costumam sofrer por lesão em eversão do tornozelo.
No compartimento lateral, mencionam-se os ligamentos talofibular anterior (o mais 
lesionado nas entorses por inversão), talofibular posterior, tibiofibular posterior e calcane-
ofibular.
Figura: Ligamentos do tornozelo
Fonte: https://clinicaecirurgiadope.com.br/artigos/11 (acesso em 03/06/19).
31EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
8. MUSCULATURA DO TORNOZELO E PÉ
A musculatura do complexo tornozelo-pé encontra-se descritano quadro abaixo:
Quadro: Musculatura do complexo tornozelo-pé.
Fonte: Editora Sanar, 2019.
32EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
REFERÊNCIAS
1. DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 
2007.
2. LIPPERT, Lynn. Cinesiologia Clínica E Anatomia. Grupo Gen-Guanabara Koogan, 2000.
3. MOORE, K.L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014.
4. NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000.
5. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara 
Koogan, RJ, 2011.
33EDITAL DE SELEÇÃO SANAR
	CINESIOLOGIA DO QUADRIL
	ESTRUTURA
	REFERÊNCIAS:
	CINESIOLOGIA – JOELHO
	1. JOELHO – GENERALIDADES
	3. ARTICULAÇÃO TIBIOFEMORAL
	4. ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL
	REFERÊNCIAS
	CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ
	1. COMPLEXO ARTICULAR DO TORNOZELO E PÉ
	2. ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO
	3. ARCOS PLANTARES
	4. MOVIMENTOS DO TORNOZELO
	5. ARTROCINEMÁTICA DO TÁLUS
	6. PINÇA BIMALEOLAR
	7. ESTABILIDADE DO TORNOZELO
	8. MUSCULATURA DO TORNOZELO E PÉ
	REFERÊNCIAS

Mais conteúdos dessa disciplina