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1EDITAL DE SELEÇÃO SANAR SUMÁRIO Conteúdo CINESIOLOGIA DO QUADRIL .........................................................................................5 ESTRUTURA .................................................................................................................5 REFERÊNCIAS: ..............................................................................................................8 CINESIOLOGIA – JOELHO .............................................................................................10 1. JOELHO – GENERALIDADES .....................................................................................10 3. ARTICULAÇÃO TIBIOFEMORAL .................................................................................19 4. ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL ..............................................................................21 REFERÊNCIAS ...............................................................................................................23 CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ ............................................................................25 1. COMPLEXO ARTICULAR DO TORNOZELO E PÉ ..........................................................25 2. ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO...............................................................................27 3. ARCOS PLANTARES ..................................................................................................27 4. MOVIMENTOS DO TORNOZELO .................................................................................28 SUMÁRIO 5. ARTROCINEMÁTICA DO TÁLUS .................................................................................29 6. PINÇA BIMALEOLAR .................................................................................................30 7. ESTABILIDADE DO TORNOZELO ................................................................................30 8. MUSCULATURA DO TORNOZELO E PÉ .......................................................................31 REFERÊNCIAS ...............................................................................................................32 CAPÍTULO 1 CINESIOLOGIA DO QUADRIL 5EDITAL DE SELEÇÃO SANAR CINESIOLOGIA DO QUADRIL ESTRUTURA Também denominada de articulação coxofemural, o quadril (cíngulo do membro infe- rior) é uma articulação forte, estável, com grande capacidade de sustentação e grandes amplitudes de movimento Ossos y Articulação do tipo bola (cabeça do fêmur) soquete (acetábulo) y Componente: quadril (ílio, ísquio e púbis), fêmur e sacro. y Importantes pontos de referência ósseos: crista ilíaca, espinha ilíaca, anterosuperior e posteroinferior, sacro, cóccix, túbe isquiático, púbis, trocanter maior e menor do fêmur, linha áspera do fêmur, patela, porção próxima da fíbula e tíbia. Articulações y Sínfise púbica: união dos ossos pélvicos no plano anterior y Sacroilíaca: união entre saceo e o íleo de ambos os lados y Articulação multiaxial - enartrodial y Sinovial, tipo esferoide, multiaxial y Uma das mais móveis do corpo y Maior estabilidade (comparada a do ombro) y Possui lábio glenoidal (estabilidade) y Possui cartilagem articular que recobre a superfície do acetábulo Ligamentos y Cápsula ligamentar densa e forte reforça a articulação, principalmente na porção anterior y Ligamento iliofemoral: impede a hiperextensão do quadril 6EDITAL DE SELEÇÃO SANAR y Ligamento redondo: estende-se do fundo do acetábulo e depressão na cabeça do fêmur; limita ligeiramente a adução y Ligamento pubofemoral: situados nas porções anteromedial e inferior; limita extensão a abdução excessivas y Ligamento isquiofemoral: situado no plano posterior; estende-se do ísquio até a fossa trocantérica do fêmur; limita rotação medial https://www.anatomiaonline.com/articulacoes-membro-inferior/ https://www.anatomiaonline.com/articulacoes-membro-inferior/ 7EDITAL DE SELEÇÃO SANAR https://www.anatomiaonline.com/articulacoes-membro-inferior/ Função y Apoio do peso y Locomoção y Capacidade de executar variados movimentos (correr, saltar, mudanças de direção...) Amplitude de movimento y Flexão: 0 a 130° y Extensão: 0 a 30° y Abdução: 0 a 35° y Adução: 0 a 30° y Rotação medial: 0 a 45° y Rotação lateral: 0 a 50° y Adução horizontal: 40° y Abdução horizontal: 60° 8EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Músculos y Primariamente flexão do quadril y Iliopsoas y Pectíneo y Reto femoral y Sartório Primariamente abdução de quadril y Glúteo médio y Glúteo mínimo y Roteadores laterais y Tensor da fáscia lata Primariamente extensão do quadril y Glúteo máximo y Bíceps femoral y Semitendíneo y Semimenbranáceo y Rodores laterais (seis profundos) y Pectíneo y Adutor longo y Adutor curto y Adutor magno y Grácil REFERÊNCIAS: 1. FLOYD, R.T. Manual de Cinesiologia Estrutural, Manole , 19ª ed., 2015. 2. HAMILL, J. & KNUDZEN, K. Bases biomecânicas do movimento humano, Manole, 4 ed., 2015 CAPÍTULO 2 CINESIOLOGIA DO JOELHO 10EDITAL DE SELEÇÃO SANAR CINESIOLOGIA – JOELHO A articulação do joelho é uma das articulações mais lesionadas em nosso organis- mo, perdendo apenas para a articulação do ombro. Para que possamos entender melhor sobre como essa articulação se comporta, é necessário nos aprofundarmos mais em sua anatomia e cinesiologia desta importante articulação. 1. JOELHO – GENERALIDADES O joelho é um complexo articular formado por três ossos e duas articulações distin- tas dentro de uma cápsula única. y Ossos: Fêmur, tíbia e patela; y Articulações: tibiofemoral e patelofemoral. Figura: Anatomia do Joelho Fonte: http://www.cirurgianojoelho.com.br/Joelho/o-joelho.html (acessado em 25/05/19). 11EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Dentre as funções do joelho, podemos mencionar: y • Suporte de peso na posição estática ereta (cadeia fechada); y • Mobilidade para o pé o no espaço (cadeia aberta). 2. ANATOMIA DO JOELHO Conforme mencionamos anteriormente, o joelho é composto pelo fêmur, tíbia e pela patela. As superfícies articulares do joelho são: Superfícies articulares do joelho Côndilos femoral Convexos Platôs tibiais Côncavos Meniscos 12EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Figura: Superfícies articulares que compõem o joelho Fonte: Netter, 2015. Ainda sobre as superfícies articulares, não podemos esquecer de alguns pontos impor- tantes: 1) 1. O côndilo femoral medial é maior, representando uma maior superfície de contato com o menisco medial; 2) 2. O platô tibial medial apresenta uma superfície articular 50% maior que a superfície do platô lateral. 2.1. LIGAMENTOS E CÁPSULA ARTICULAR Além das superfícies de contato articular – que promovem a congruência da arti- culação -, o joelho também é estabilizado pela cápsula articular, uma membrana fibrosa, delgada e resistente, reforçada pela presença de músculos e ligamentos. 13EDITAL DE SELEÇÃO SANAR No esquema a seguir, veremos a estabilização dessa articulação, bem como as es- truturas envolvidas: Estabilidade articular do joelho POSTERIOR Lig Poplíteo oblíquo Lig Poplíteo arqueado MEDIAL / LATERAL Lig Colaterais ANTERIOR Tendão do quadríceps Lig Patelar MEDIAL / ANTERIOR Expansão dos vastos medial e lateral (retináculos) Vamos detalhar um pouco cada um desses principais ligamentos e tendões mencio- nados: y Ligamento poplíteo oblíquo: feixe largo e achatado, forma parte do assoalho da fossa poplítea; y Ligamento poplíteo arqueado: forma um arco do côndilo lateral do fêmur à face posterior da cápsula articular. Está unido ao processo estiloide da cabeça da fíbula por seis feixes convergentes. y Ligamento colateral tibial (ou ligamento colateral medial – LCM): liga o côndilo medial do fêmur ao côndilo medial da tíbia. Adere intimamente ao menisco medial. Impede o movimento de afastamento dos côndilos mediais do fêmur e da tíbia (força em valgo), bem como a rotação lateral da tíbia. O LCM fica tenso durante a extensão do joelho; y Ligamento colateralfibular (ou ligamento colateral lateral – LCL): une o côndilo lateral do fêmur à cabeça da fíbula. Não se insere no menisco lateral. Impede o movimento de afastamento dos côndilos laterais do fêmur e da tíbia (estresse em varo) e mantém-se tenso na extensão; y Ligamento patelar: porção central do tendão do quadríceps femoral que se continua da patela até a tuberosidade da tíbia; 14EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Figura: Cápsula articular do joelho – Vista anterior Fonte: Netter, 2015. Figura: Cápsula articular do joelho – Vista posterior Fonte: Netter, 2015. 15EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Daremos, agora, especial enfoque a dois ligamentos internos ao joelho (também cha- mados de ligamentos intrínsecos), os quais são comumente cobrados em provas de con- curso: o ligamento cruzado anterior (LCA) e o ligamento cruzado posterior (LCP). LIGAMENTO CRUZADO ANTERIOR: ligamento intracapsular e extrasinovial, originado no côndilo lateral do fêmur e com inserção ântero-medial na superfície intercondilar da tíbia. O LCA é constituído por dois feixes distintos: ântero-medial e póstero-lateral. y Feixe ântero-medial: fica mais tenso em flexão (tensão máxima: 70º de flexão); y Feixe póstero-lateral: fica mais tenso em extensão (pode ser lesionado com hiperextensão excessiva). O LCA resiste, ainda, ao deslocamento anterior da tíbia, sendo testado no Teste de Gaveta Anterior, bem como no Teste de Lachman. LIGAMENTO CRUZADO POSTERIOR: Assim como o LCA, é um ligamento intracapsu- lar, mas que se origina no côndilo femoral medial e se insere na área intercondilar posterior. Esse ligamento é mais curto e menos oblíquo que o LCA, tendo uma taxa de lesão menor em relação àquele. O LCP, ainda, resiste ao deslocamento posterior da tíbia, bem como aos estresses em varo/valgo e em rotação. Dentre os testes clínicos utilizados para a avaliação do LCP, mencionamos o Teste da Gaveta Posterior e o Teste de Godfrey. Figura: LCA e LCP Figura: Ligamento Cruzado Anterior Fonte: https://ensinandomusculacao.blogspot.com/2017/06/ligamento- -cruzadoanterior-posterior-e.html (acesso em 25/05/19). 16EDITAL DE SELEÇÃO SANAR 2.2. MENISCOS Além dos ligamentos, o joelho também conta com outras estruturas importantes para a sua estabilização, biomecânica e absorção de impactos: o menisco lateral e o medial. Os meniscos são duas lâminas fibrocartilaginosas que servem para tornar mais pro- fundas as superfícies das faces articulares da cabeça da tíbia que recebem os côndilos do fêmur. Além disso, são estruturas importantes para a distribuição de forças na articulação do joelho. Outro importante fato acerca dos meniscos é em relação à sua vascularização: eles são vascularizados apenas na periferia, através da cápsula e da membrana sinovial. Função dos meniscos Congruência articular Absorção de choques Trasminssão de forças MENISCO MEDIAL: y Menos móvel – e, por isto, mais propício a lesões; y Conecta-se com o LCM; y Conecta-se com o semimembranáceo; y Mais largo posteriormente. MENISCO LATERAL: y Mais móvel; y Formato circular; y Conecta-se com o LCP. 17EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Figura: Meniscos Fonte: https://www.anatomiadocorpo.com/esqueleto-humano/meniscos/ (acesso em 25/05/19). 2.3. MÚSCULOS E INERVAÇÃO O joelho é, essencialmente, uma articulação biaxial em gínglimo, de modo que sua movimentação seja restrita à flexão e extensão no plano sagital. É importante lembrar, to- davia, que existem movimentos acessórios de rotação da tíbia durante a flexo-extensão do joelho. Sendo assim, focaremos na musculatura que atua nesses movimentos articulares. MÚSCULOS EXTENSORES DO JOELHO A musculatura extensora do joelho é, essencialmente, o músculo quadríceps femoral, cuja inervação se dá pelo nervo femoral (segmentos L2, L3 e L4). O quadríceps femoral é formado por 4 músculos distintos, sendo eles: Quadríceps femoral Vasto medial Reto femoral Vasto medial longitudinal Vasto lateral Vasto medial oblíquo Vasto intermediário 18EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Esses músculos se inserem no tendão patelar, na porção anterior da patela. Outro importante fato sobre essa musculatura é que os músculos vasto lateral e vasto medial promovem equilíbrio nas forças de deslizamento da articulação femoropatelar. Figura: Quadríceps femoral Fonte: https://pt.myprotein.com/thezone/treino/mitos-treino-quadriceps/ (acessado em 25/05/19). MÚSCULOS FLEXORES DO JOELHO A musculatura flexora do joelho compreende alguns grupos musculares que aborda- remos a seguir: y Grupo Isquiotibial ou Músculos do Jarrete: bíceps femoral, semimembranoso e semitendinoso. Vale lembrar que o músculo bíceps femoral promove rotação externa da tíbia (quando o joelho se encontra em flexão de 90º), enquanto que os músculos semitendinoso e semimembranoso realizam a rotação interna da tíbia. Inervação: nervo isquiático, segmentos L5, S1 e S2; y Gastrocnêmio: músculo biarticular (atua no joelho e no tornozelo), tendo pequena contribuição para a flexão de joelho, além de evitar a hiperextensão dessa articulação (inervado pelo nervo tibial – segmentos S1 e S2); y Sartório: músculo biarticular (quadril e joelho). Embora participe da flexão do joelho, é um músculo mais efetivo no quadril. Inervação: nervo femoral (L2-L3); y Pata de ganso: inserção dos músculos sartório, grácil e semitendinoso. Atua na flexão e rotação interna do joelho; y Poplíteo: atua no destravamento do joelho no início da flexão do mesmo. Em cadeia aberta, realiza rotação medial da tíbia. Em cadeia fechada, rotação lateral do fêmur. É inervado pelo nervo tibial (segmentos L4, L5 e S1). 19EDITAL DE SELEÇÃO SANAR 3. ARTICULAÇÃO TIBIOFEMORAL A articulação tibiofemoral é classificada como biaxial, em gínglimo, tendo os seguin- tes graus de amplitude de movimento: y Flexão: 0-130º; y Extensão: -5º ou -10º; y Em 90º de flexão: 40º-50º de rotação total; y A rotação lateral é maior que a rotação medial (proporção de 2:1); y Em extensão, a rotação tibial é de 0º. Outro importante aspecto dessa articulação é o alinhamento tibiofemoral. Esse ân- gulo é mensurado a partir de dois eixos traçados no membro inferior: y Eixo mecânico: linha traçada entre o centro da articulação coxofemoral até o centro do tálus; y Eixo anatômico: eixo traçado entre o centro da patela e o trocânter maior. Quando traçados, esses eixos formam uma angulação de 185º de alinhamento tibio- femoral, considerada fisiológica. Além disso, esse traçado também nos permite identificar um valgo fisiológico de 5º a 10º entre quadril e joelho, permitindo maior mobilidade. Figura: Alinhamento tibiofemoral. Fonte: Guía de Medicioines para Cirugía Protésica de Rodilla, 2017. 20EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Alterações nesse alinhamento podem predispor a desordens biomecânicas conheci- das como geno valgo e geno varo. GENO VALGO: y Ângulo > 8º; y Promove aumento das forças compressivas no côndilo lateral; y Promove aumento das forças de tração das estruturas mediais. GENO VARO: y Ânguloaberta e fechada, de forma automáti- ca, permitindo maior estabilidade à articulação do joelho. 21EDITAL DE SELEÇÃO SANAR 4. ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL A articulação patelofemoral é uma articulação plana. Figura: Joelho. Fonte: https://adrianoleonardi.com.br/joelho/cartilagem/condromalacia-patelar/ oque-e-condromalacia-patelar/ (acesso em 25/05/19). A patela aumenta o braço mecânico do quadríceps, uma vez que aumenta a distância do quadríceps e ligamento patelar em relação ao eixo da articulação do joelho. Biomecanicamente, durante a flexão do joelho em cadeia cinética aberta, a patela desliza contra o fêmur. Já na cadeia cinética fechada, o fêmur desliza sobre a patela. 4.1. ÂNGULO Q O ângulo Q é uma importante medida de alinhamento patelar, formado entre a linha que representa a resultante da força de tração do quadríceps, feita pela união entre EIAS e o ponto médio da patela. É uma linha unindo a tuberosidade da tíbia com o ponto médio da patela. Figura: Ângulo Q. Fonte: http://picdeer.com/tag/anguloq (acesso em 25/05/19). 22EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Existe uma diferença das medidas normais do ângulo Q para homens e mulheres, uma vez que a pelve feminina é usualmente mais larga que a masculina. y ÂNGULO Q (MULHERES) = 16º a 18º y ÂNGULO Q (HOMENS) = 12º a 14º Importante destacarmos que ângulo Q > 15º frequentemente contribui para limita- ções funcionais e lesões do tipo: condromalácea, dor femoropatelar e luxação patelar. 4.2. CINEMÁTICA PATELAR Dependendo do posicionamento do joelho, o contato da patela com as estruturas do joelho pode ser alterado. y 135º de flexão: a porção lateral da faceta lateral da patela está em contato com o fêmur próximo ao pólo superior; y 90º de flexão: a região de contato da patela migra inferiormente; y 60º-90º - ocorre o contato entre patela e fêmur (=30% da superfície articular da patela), com isso a pressão articular pode aumentar significativamente dentro da articulação; y 20º de flexão: o contato ocorre no pólo inferior; y Total extensão: a patela repousa completamente na superfície interocndilar contra o coxim de gordura suprapatelar (gordura de Hoffa). 23EDITAL DE SELEÇÃO SANAR REFERÊNCIAS 1. DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007. 2. LIPPERT, Lynn. Cinesiologia Clínica E Anatomia. Grupo Gen-Guanabara Koogan, 2000. 3. MOORE, K.L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 4. NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. 5. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011. CAPÍTULO 3 CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ 25EDITAL DE SELEÇÃO SANAR CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ 1. COMPLEXO ARTICULAR DO TORNOZELO E PÉ O complexo articular do tornozelo e pé exerce importantes funções de: Funções do complexo Tornozelo-Pé Ajuste à superfície de contato Controle e estabili- zação dos MMMII Suporte de peso Propulsão-locomoção Amortecimento de choques Manipulação de objetos Esse complexo é formado pela tíbia, fíbula, pelos ossos do tarso (calcâneo, cuboide, navicular e cuneiformes), bem como pelos metatarsos e falanges. 26EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Figura: Complexo tornozelo-pé. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011. Na tabela abaixo, podemos visualizar as estruturas osteoarticulares que compõem o complexo articular do tornozelo e do pé. Tabela: Estruturas osteoarticulares que compõem o tornozelo e o pé. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011. 27EDITAL DE SELEÇÃO SANAR 2. ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO y Retropé: caracterizado pela articulação transversa do tarso (talonavicular e calcâneocuboide) e pela articulação intertársica distal (cuneonavicular, cuboidenavicular e complexo articular intercuneiforme e cuneocuboide); y Antepé: articulações tarsometatársicas, intermetatársicas, metatarsofalangeanas e interfalangeanas. As articulações tarsometatarsais e intermetatarsais são planas, permitindo movi- mentos de deslizamento. As articulações metatarsofalângicas e interfalângicas, por sua vez, são elipsoideas e glínglimo, que permitem a transferência do peso para o pé oposto durante a marcha e ajudam a manter a estabilidade durante a sustentação de peso. 3. ARCOS PLANTARES O pé é formado por três arcos plantares: y Arcos longitudinais medial e lateral (do calcâneo até os metatarsos e os ossos do tarso); y Arco transverso (formado pela base dos ossos metatarsos). Figura: Arcos plantares. Fonte: http://www.vidalsaude.com.br/tudo-sobre-fascite-plantar/ (acesso em 03/06/19). 28EDITAL DE SELEÇÃO SANAR A manutenção dos arcos plantares é favorecida pela fáscia plantar, que promove sus- tentação mecânica, força elástica e mobilidade do pé, sendo comumente acometida pela fasceíte plantar. Figura: Fáscia plantar. Fonte: https://medium.com/@marcuspai/fascite-plantar-pode-causar-dores-nocalca nhar-entre-mulheres-de-meia-idade-8471e9bfccf3 (acesso em 03/06/19). 4. MOVIMENTOS DO TORNOZELO O tornozelo (articulação talocrural) é uma articulação do tipo gínglimo, só permitindo um grau de liberdade de movimentação. Os movimentos do tornozelo ocorrem no plano sagital, no eixo látero-lateral. y Flexão plantar (0-50º) y Dorsiflexão (0-20º) Figura: Movimentação do tornozelo. Fonte: https://blogdescalada.com/lesoes-no-tornozelo-o-que-sao-e-como-tratar/(acessado em 03/06/19). 29EDITAL DE SELEÇÃO SANAR Alguns autores abordam que o eixo de movimentação do tornozelo é oblíquo, de modo que os dois movimentos principais da articulação passam a ser a pronação e a supinação. Figura: Pronação e supinação do tornozelo. Fonte: http://aprumoequilibriocorporal.com.br/site/os-pes-tambem-en- fraquecemvoce-ja-treinou-hoje/ (acesso em 03/06/19). 5. ARTROCINEMÁTICA DO TÁLUS No movimento de dorsiflexão, ocorre deslizamento posterior e rolamento anterior do tálus. Nesse movimento, as estruturas anteriores mantêm-se relaxadas, a exemplo da cápsula articular anterior e do ligamento talofibular anterior. As estruturas posteriores, por sua vez, são tensionadas – a exemplo da cápsula articular posterior e do ligamento talocalcâneo. Na flexão plantar, ocorre o inverso: ocorre deslizamento anterior e rolamento posterior do tálus. Além disso, as estruturas anteriores são tensionadas, enquanto as posteriores man- têm-se relaxadas. Figura: Artrocinemática do tornozelo. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011. 30EDITAL DE SELEÇÃO SANAR 6. PINÇA BIMALEOLAR A pinça bimaleolar é um componente de estabilização da articulação do tornozelo, formado pelo arco da tíbia e fíbula com o tálus, sendo que os maléolos lateral e medial conferem os limites a essa estrutura. Durante o movimento de dorsiflexão, a parte anterior da tróclea entra na pinça, de modo que a pinça se abre e a fíbula se eleva e roda medialmente. Na extensão, a parte anterior da tróclea sai da pinça, de modo que a pinça se fecha, enquanto a fíbula se abaixa e roda lateralmente. 7. ESTABILIDADE DO TORNOZELO Os ligamentos conferem estabilidade ao tornozelo, sendo divididos nos comparti- mentos medial e lateral. No compartimento medial, temos o ligamento deltoide, sendo composto pelos liga- mentos tibiotalar anterior, tibiotalar posterior (ou tibiocalcâneo) e o tibionavicular. Esses ligamentos costumam sofrer por lesão em eversão do tornozelo. No compartimento lateral, mencionam-se os ligamentos talofibular anterior (o mais lesionado nas entorses por inversão), talofibular posterior, tibiofibular posterior e calcane- ofibular. Figura: Ligamentos do tornozelo Fonte: https://clinicaecirurgiadope.com.br/artigos/11 (acesso em 03/06/19). 31EDITAL DE SELEÇÃO SANAR 8. MUSCULATURA DO TORNOZELO E PÉ A musculatura do complexo tornozelo-pé encontra-se descritano quadro abaixo: Quadro: Musculatura do complexo tornozelo-pé. Fonte: Editora Sanar, 2019. 32EDITAL DE SELEÇÃO SANAR REFERÊNCIAS 1. DANGELO, J. G.; FATTINI, C. C. Anatomia sistêmica e segmentar. 3.ed. São Paulo: Atheneu, 2007. 2. LIPPERT, Lynn. Cinesiologia Clínica E Anatomia. Grupo Gen-Guanabara Koogan, 2000. 3. MOORE, K.L. Anatomia orientada para a clínica. 7. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2014. 4. NETTER, F.H. Atlas de Anatomia Humana. 2ed. Porto Alegre: Artmed, 2000. 5. NEUMANN D. A. Cinesiologia do Aparelho Musculoesquelético. R. de Janeiro, 2ª ed. Guanabara Koogan, RJ, 2011. 33EDITAL DE SELEÇÃO SANAR CINESIOLOGIA DO QUADRIL ESTRUTURA REFERÊNCIAS: CINESIOLOGIA – JOELHO 1. JOELHO – GENERALIDADES 3. ARTICULAÇÃO TIBIOFEMORAL 4. ARTICULAÇÃO PATELOFEMORAL REFERÊNCIAS CINESIOLOGIA DO TORNOZELO E PÉ 1. COMPLEXO ARTICULAR DO TORNOZELO E PÉ 2. ARTICULAÇÕES DO TORNOZELO 3. ARCOS PLANTARES 4. MOVIMENTOS DO TORNOZELO 5. ARTROCINEMÁTICA DO TÁLUS 6. PINÇA BIMALEOLAR 7. ESTABILIDADE DO TORNOZELO 8. MUSCULATURA DO TORNOZELO E PÉ REFERÊNCIAS