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Empreendedorismo
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Empreendedorismo
Autoria: Marcio de Cassio Juliano
Como citar este documento: JULIANO, Marcio de C. Empreendedorismo. Valinhos: 2017.
Sumário
Apresentação da Disciplina 03
Unidade 1: Por que Empreender? 05
Unidade 2: O empreendedor: Evolução do Conceito 34
Unidade 3: Avaliação de oportunidades 70
Unidade 4: Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa 104
Unidade 5: Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado 139
Unidade 6: Pensando o Negócio: Canvas 177
Unidade 7: Pensando a Proposta de Valor 207
Unidade 8: Plano de Negócio: Viabilidade Financeira 240
2/234
3/272
Apresentação da Disciplina
Olá, estudante, seja bem-vindo à disciplina 
“Empreendedorismo”.
Você tem ideia da importância que o empre-
endedorismo possui para o desenvolvimen-
to econômico de um país? Pois então, fique 
sabendo que para se desenvolver economi-
camente, um país precisa de empreende-
dores dispostos a mobilizar seus esforços e 
recursos para criação de organizações que 
gerarão valor à nação, seja por meio do pa-
gamento de impostos, por meio da oferta de 
empregos e pagamento de salários ou ainda 
por meio da disponibilidade de produtos ou 
serviços que preencham as necessidades de 
seus usuários, movimentando, dessa forma, 
a economia de maneira virtuosa e gerando 
assim valor para o país e para os seus cida-
dãos.
Mas a propósito, você sabe o que significa 
“empreendedorismo”? Você sabe qual é o im-
pacto do empreendedorismo na sociedade, 
na inovação e na economia? Você tem noção 
de como o empreendedorismo pode alterar 
a dinâmica de vida de um empreendedor e a 
economia de uma região? Você gostaria de 
saber como iniciar um novo negócio?
Esta disciplina tem, justamente, o objetivo de 
fornecer os subsídios necessários para que 
você possa responder a essas questões com 
segurança e aplicar este aprendizado no seu 
dia a dia, seja como empreendedor – criando 
o seu próprio negócio – seja como intraem-
preendedor – com iniciativas inovadoras de 
sucesso ligadas ao seu trabalho em qualquer 
organização.
A proposta desta disciplina é apresentar aos 
4/272
estudantes os fundamentos, processos e 
tendências do empreendedorismo, demons-
trando a necessidade de o empreendedor 
ampliar o seu entendimento acerca da ges-
tão de negócios para obter sucesso em seu 
empreendimento.
Depois de estudar esta disciplina, você po-
derá definir e diferenciar os termos “empre-
endedorismo” e “intraempreendedorismo”, 
conhecendo a evolução do empreendedoris-
mo e tomando ciência das características do 
perfil do empreendedor. Você também estará 
apto a identificar e validar uma oportunidade 
para empreender, conhecendo a estrutura de 
um plano de negócios e entendendo os seus 
principais componentes. Finalmente, você 
compreenderá os desafios do empreendedor 
e conhecerá as principais fontes de obtenção 
de recursos e terá noção sobre como admi-
nistrar um empreendimento.
Gostou da proposta desta disciplina?
Então, agora é com você, o caminho pode até 
parecer difícil, mas o seu desejo de se tornar 
um profissional melhor e obter sucesso na 
sua carreira vão falar mais alto e transformar 
esta caminhada em uma experiência enri-
quecedora e prazerosa.
5/272
Unidade 1
Por que Empreender?
Objetivos
1. Apresentar a inovação como fundamento do empreendedorismo (evolução e importância 
da inovação).
2. Descrever os tipos de inovação e a importância dos novos negócios para a economia de 
uma região. 
3. Refletir sobre as diferenças entre empreender ou investir em um negócio existente (ações, 
fundos, cotas).
Unidade 1 • Por que Empreender?6/272
Introdução
Josephe A. Schumpeter foi um dos precur-
sores dos estudos sobre empreendedoris-
mo. Em 1942, ele escreveu um livro chama-
do Capitalismo, Socialismo e Democracia, 
onde destacou a função dos empreendedo-
res na formação da riqueza das nações.
Foi de Schumpeter a criação do concei-
to “destruição criativa”, que é tido como a 
mola propulsora para a criação de novos 
produtos, meios de produção mais eficien-
tes e empresas mais eficazes em seus mer-
cados, impulsionando fortemente o capita-
lismo e estimulando a competitividade en-
tre os participantes (players) do mercado. O 
conceito “destruição criativa” soou entra-
nho para você?
A destruição criativa é o processo no qual, 
literalmente, se destrói um produto, um 
processo, um sistema ou até mesmo uma 
estratégia, para criar alternativas mais efe-
tivas, alimentando deste modo o ciclo da 
inovação, seja no âmbito tecnológico, orga-
nizacional ou estratégico.
Já percebeu que o empreendedorismo e a 
inovação caminham de mãos dadas?
A inovação fomenta o empreendedorismo 
por criar condições diferenciadas e novas 
Para saber mais
MENDONÇA, André Feitoza de. Schumpeter e a 
Inovação. 2012. Disponível em: <http://uc.se-
brae.com.br/noticia/schumpeter-e-inova-
cao>. Acesso em: 27 set. 2017.
http://uc.sebrae.com.br/noticia/schumpeter-e-inovacao
http://uc.sebrae.com.br/noticia/schumpeter-e-inovacao
http://uc.sebrae.com.br/noticia/schumpeter-e-inovacao
Unidade 1 • Por que Empreender?7/272
para suprir alguma necessidade, e é o em-
preendedorismo que transforma a inovação 
em negócio, seja com ou sem fins lucrativos.
Muito interessante esta relação entre ino-
vação e empreendedorismo, não é?
Leia atentamente este material e realize to-
das as atividades propostas, pois só assim é 
que você se tornará um profissional diferen-
ciado e elevará as suas chances de sucesso.
1. Panorama do Empreemdedo-
rismo
De acordo com a versão de 2016 da pesqui-
sa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), 
entre dez brasileiros com idade de 18 a 64 
anos, três são empreendedores ou estão 
planejando edificar o seu próprio negócio, 
isso mesmo, o Brasil está na frente des-
se ranking mundial com 34,5%, seguido 
pela China com taxa de 26,7%. O ranking 
continua com Estados Unidos em tercei-
ro com 20%, Reino Unido com 17%, Japão 
com 10,5%, Índia com 10,2%, África do Sul 
9,6%, Rússia com 8,6% e França com 8,1%. 
Ficou surpreso? Porém, não podemos deixar 
de admitir que a porcentagem de empreen-
dedores no Brasil é relevante em relação à 
porcentagem dos outros países do ranking.
Para saber mais
INSTITUTO BRASILEIRO DA QUALIDADE E PRO-
DUTIVIDADE. Global Entrepreneurship Monitor. 
2017. Disponível em: <http://www.ibqp.org.
br/projetos/gem/>. Acesso em: 27 set. 2017. 
http://www.ibqp.org.br/projetos/gem/
http://www.ibqp.org.br/projetos/gem/
Unidade 1 • Por que Empreender?8/272
Na pesquisa anterior, realizada em 2004, o 
Brasil tinha apenas 24% de empreendedo-
res, por que será que em praticamente 10 
anos esse número cresceu tanto? Você te-
ria um palpite sobre os motivos que levaram 
a esse crescimento? Pois bem, se olharmos 
para a evolução da legislação brasileira, ve-
rificaremos que houve um elevado índice de 
formalização de empresas que trabalhavam 
na clandestinidade, ou seja, não eram lega-
lizadas, isso porque ocorreu a moderniza-
ção da lei geral das microempresas, criando 
a figura do “empreendedor individual” e fa-
cilitando a vida do micro e pequeno empre-
sário.
Tanto no Brasil, como no mundo, é possível 
categorizar dois tipos essenciais de empre-
endedorismo, o de necessidade e o de opor-
tunidade.
Em tempos de crise econômica, é muito co-
mum a taxa de empreendedorismo por ne-
cessidade se elevar, pois ao se fechar vagas 
no mercado de trabalho, as pessoas têm de 
encontrar alternativas para gerarem renda 
e assim sobreviverem. Este não é o tipo ideal 
de prática empreendedora, pois o empreen-
dedor nem sempre está preparado para dar 
conta dos desafios relativos à abertura de 
um novo negócio, contribuindo deste modo 
para a elevação da taxa de mortalidade de 
empresas. Por outro lado, o empreendedo-
rismo de oportunidade é um processo mais 
sistemático, que exige preparo, planeja-
mento, estudo e análises que aumentarão, 
de modo significativo, as chances de suces-
so do empreendimento.
Unidade 1 • Por que Empreender?9/272
NoBrasil, ainda segundo a pesquisa GEM 
(2016), 31% da população tem o sonho de 
abrir um negócio e se transformar em um 
empreendedor, o que enaltece mais ainda a 
vocação do país em se tornar o berço mun-
dial do empreendedorismo.
É muito importante que você saiba que 81% 
das empresas existentes atualmente são de 
empreendedores individuais e microempre-
sas, 16% são pequenas empresas e apenas 
3% são empresas médias e grandes. Os em-
preendimentos no Brasil são alocados mais 
ou menos conforme a distribuição da popu-
lação, de modo que 51% deles estão con-
centrados na região Sudeste, 22% na região 
Sul, 15% na região Nordeste e 12% nas re-
giões Centro-Oeste e Norte. Você também 
deve saber que as micro e pequenas empre-
sas empregam formalmente aproximada-
mente 84% da mão de obra disponível no 
mercado de trabalho e são responsáveis por 
gerar 27% do Produto Interno Bruto (PIB) 
brasileiro.
Você acredita que são os homens ou as mu-
lheres que mais empreendem no Brasil? 
A figura 1 mostra as porcentagens de ho-
mens e mulheres empreendedoras no país, 
considerando que a sigla TEE representa os 
empreendimentos já estabelecidos e a sigla 
TEA, os empreendimentos em fase inicial.
Unidade 1 • Por que Empreender?10/272
Figura 1 | Porcentagem de empreendedores já estabelecidos e em fase inicial, segmentados por gênero
 Fonte: GEM (2016).
De acordo com a Figura 1, os homens são maioria nos empreendimentos já estabelecidos, en-
quanto que a situação se inverte nos empreendimentos iniciais.
Mas como seria a distribuição dos empreendedores brasileiros segundo a faixa etária? A Figura 2 
mostra que existem mais jovens (50%) tentando iniciar um empreendimento, enquanto os mais 
maduros (mais de 35 anos) são maioria (75,8%) nos empreendimentos já estabelecidos.
Unidade 1 • Por que Empreender?11/272
Figura 2 | Porcentagem de empreendedores já estabelecidos e em fase inicial, segmentados por faixa etária
 
Fonte: GEM (2016).
Conhecer o panorama do empreendedorismo no Brasil é muito interessante, então que tal obter 
mais detalhes sobre esse tema consultando diretamente todos os dados disponibilizados pela 
pesquisa GEM (2016)?
Unidade 1 • Por que Empreender?12/272
1.2. Inovação como Fundamen-
to do Empreendedorismo
Schumpeter foi muito perspicaz e pioneiro 
ao escrever que o empreendedor é aque-
le ser humano com capacidade para con-
verter uma nova invenção ou ideia em uma 
inovação de sucesso. Este autor definiu o 
termo “empreender” como o processo de 
introduzir uma inovação no mercado como 
o objetivo de obter lucro. Vale ressaltar que 
atualmente não é só o lucro que é propos-
Link
GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR. Empreendedorismo no Brasil - 2016. Curitiba: IBQP, 2017. 
Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/GEM%20Nacio-
nal%20-%20web.pdf>. Acesso em: 27 set. 2017. 
to como objetivo de um empreendimento, 
pois o empreendedorismo no terceiro setor 
também funciona à base de inovação e tem 
objetivos distintos do lucro.
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/GEM%20Nacional%20-%20web.pdf
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/GEM%20Nacional%20-%20web.pdf
Unidade 1 • Por que Empreender?13/272
Schumpeter, além de relacionar o desen-
volvimento econômico à inovação, também 
distinguiu a diferença entre o empreende-
dor e o administrador, frisando que após a 
criação do seu empreendimento, um em-
preendedor vai deixando de sê-lo e passa a 
se dedicar mais as questões administrativas 
da empresa. É aí que mora o perigo! Ao não 
exercitar as competências empreendedoras 
por conta da prioridade em se dedicar à ad-
ministração do negócio, o empresário passa 
a ter uma visão focada no funcionamento 
da sua empresa e não mais no ambiente de 
negócio e nas suas oportunidades. Esta é 
uma questão que influencia diretamente o 
sucesso ou o fracasso de um negócio. Você 
sabia que só metade das empresas abertas 
sobrevivem mais do que quatro anos (GEM, 
2016)? Má administração, falta de visão es-
tratégica e desconhecimento das inovações 
do mercado são as principais causas de 
mortalidade precoce das empresas.
Mas o que fazer para iniciar um novo negó-
cio com chances reduzidas de insucesso?
A resposta para esta questão é bem comple-
xa e exigirá a leitura de todo o material para 
ser devidamente elaborada, porém, tudo 
tem um começo e, neste caso, a orientação 
Para saber mais
ENDEAVOR BRASIL. Empreendedorismo social: 
lucro e transformação social numa coisa só. 2015. 
Disponível em: <https://endeavor.org.br/em-
preendedorismo-social/>. Acesso em: 27 SET. 
2017.
https://endeavor.org.br/empreendedorismo-social/
https://endeavor.org.br/empreendedorismo-social/
Unidade 1 • Por que Empreender?14/272
é ficar de olho nas oportunidades oriundas 
da inovação e usar e abusar da criatividade. 
Mas a propósito, você saberia definir o que 
é “criatividade”?
Um dos estímulos para a inovação advém 
da “criatividade”, palavra originária dos 
termos creatus e creare que em latim sig-
nificam a “capacidade de crescer, dar à luz, 
criar, inventar ou produzir coisas novas”. Por 
isso que frequentemente vemos a imagem 
de uma lâmpada associada à geração de 
uma ideia.
Mas é possível que as ideias sejam geradas 
na mente de uma pessoa por um mero aca-
so? Se isso for verdade, a pessoa que tem 
várias ideias pode ser considerada uma pes-
soa criativa?
Estas são duas perguntas intrigantes que 
serão respondidas ao longo do texto, antes, 
porém, vale descrever o conceito de criati-
vidade ou insight, que é considerada uma 
capacidade de um ser vivo de criar ou inven-
tar novas situações ou novos objetos com 
algum tipo de utilidade. Então qualquer ser 
vivo pode ser criativo? Sim, pesquisas como 
as realizadas nos laboratórios de psicologia 
experimental na Universidade Federal do 
Pará e na PUC-SP já demonstraram como 
macacos, cachorros, gatos, ratos e tantos 
outros animais utilizam a criatividade como 
instinto de sobrevivência.
Todavia, “inovação” e “criatividade” são si-
nônimos?
A resposta é não. Criatividade e inovação 
são conceitos diferentes, apesar da inter-
Unidade 1 • Por que Empreender?15/272
dependência entre eles. É o processo de 
inovação que estimula a criatividade para 
gerar ou agregar valor de novas maneiras, 
por meio de novos produtos, serviços e ne-
gócios, em outras palavras, inovar é o resul-
tado da soma da criatividade (novas ideias) 
mais as ações que produzam resultados fa-
voráveis para a empresa.
A criatividade depende muito do repertório 
de um indivíduo. A pessoa que tem um re-
pertório mais amplo apresenta uma chance 
bem maior de ter novas ideias, ao contrário, 
pessoas com menos repertório tendem a 
apresentarem menos criatividade.
Agora que você já sabe que criatividade é 
uma coisa e inovação é outra coisa, que tal 
aprender o conceito de inovação?
A inovação, do ponto de vista empresa-
rial, pode ser definida como um processo 
de aprendizagem organizacional que tem 
o objetivo de criar e adotar novas tecnolo-
gias que elevem a competitividade, melho-
rem os resultados e gerem valor para a or-
ganização. É importante que você saiba que 
para ser considerada uma inovação, é ne-
cessário que este processo gere valor para 
a empresa, caso contrário, conceitualmente 
não poderá ser denominada de inovação.
A inovação é extremamente necessária para 
o desenvolvimento, para a sobrevivência e 
para a manutenção da competitividade em-
presarial, afinal, as necessidades e os dese-
jos das pessoas se alteram constantemente, 
assim como se alteram os produtos, os sis-
temas, os processos e a tecnologia. Até as 
Unidade 1 • Por que Empreender?16/272
organizações (sobreviventes) se adaptam 
e alteram o seu status quo em termos de 
cultura e métodos de trabalho. A massiva e 
frequente exposição da empresa à concor-
rência exige uma cultura de inovação para 
que ela se mantenha viva e competitiva.
Porém, estudante, de onde vêm as ideias de 
inovação?
De acordo com uma investigação realiza-da em 2006 pela empresa IBM, envolvendo 
765 executivos e líderes empresariais ao re-
dor do planeta, as fontes mais significativas 
das ideias para a inovação são variadas e 
estão disponíveis nos ambientes interno e 
externo da empresa (THE IBM GLOBAL CEO 
STUDY, 2006). A Figura 3 descreve as fontes 
de inovação na porcentagem de citações 
desses executivos.
Figura 3 | Fontes de inovação
 Fonte: adaptada pelo autor de The IBM global CEO study (2006).
No Brasil, existe uma pesquisa trienal (PIN-
TEC) que se preocupa em levantar informa-
ções para a construção de indicadores das 
atividades de inovação das empresas brasi-
leiras, permitindo conhecer e acompanhar 
a evolução destes indicadores ao longo do 
tempo e disponibilizando, por meio de seus 
Unidade 1 • Por que Empreender?17/272
resultados, dados e informações que poderão ser usadas para a realização de análises de mer-
cado, estudos acadêmicos sobre desempenho e outras características dos setores investigados, 
e ainda fornecer subsídios para que o governo possa desenvolver e avaliar políticas de inovação 
em nível nacional e regional.
1.2.1. Tipos de Inovação
Você sabia que as inovações podem ser classificadas? segundo a cartilha de inovação da Confe-
deração Nacional das Indústrias (CNI, 2010), existe uma categorização das inovações em relação 
aos seguintes aspectos: natureza; forma; abrangência; intensidade; propósito, nível de difusão e 
uso de sistemas, métodos e ferramentas. A Figura 4 ilustra essas categorias.
Link
PESQUISA DE INOVAÇÃO: 2014 / IBGE, Coordenação de Indústria. - Rio de Janeiro: IBGE, 2016. Disponível 
em: <http://www.pintec.ibge.gov.br/downloads/PUBLICACAO/PUBLICAÇÃO%20PINTEC%20
2014.pdf>. Acesso em: 27 set. 2017. 
http://www.pintec.ibge.gov.br/downloads/PUBLICACAO/PUBLICAÇÃO%20PINTEC%202014.pdf
http://www.pintec.ibge.gov.br/downloads/PUBLICACAO/PUBLICAÇÃO%20PINTEC%202014.pdf
Unidade 1 • Por que Empreender?18/272
Figura 4 | Tipos de inovação
 
Fonte: adaptada pelo autor da cartilha de inovação CNI (2010).
A natureza de uma inovação pode ser um produto novo ou remodelado, um processo redese-
nhado para ser mais eficiente ou ainda uma reestruturação do negócio como um todo. A forma 
da inovação pode ser por via de um incremento tecnológico ou por uma mudança organizacio-
nal. A inovação pode abranger somente as dependências da organização, o mercado no qual 
ela atua ou ainda ser uma inovação de abrangência mundial. Em relação à intensidade, uma 
inovação pode “incrementar” um produto, processo ou negócio existente ou ainda radicalizar, 
transformando totalmente o objeto da inovação. O propósito de uma inovação pode ser oca-
Unidade 1 • Por que Empreender?19/272
sional quando se encontra arbitrariamente 
algo novo e se percebe que essa novidade 
pode contribuir com a inovação, ou ainda 
pode ser intencional, sendo resultado de 
uma política ou sistemática implantada de-
liberadamente para esta finalidade. Na or-
ganização, uma inovação pode ser classifica 
como localizada, ao ser implantada em um 
departamento ou setor específico, ou ain-
da sistêmica quando envolve mais depar-
tamentos. Finalmente, uma inovação pode 
ser categorizada segundo o uso dos méto-
dos, processos ou ferramentas que ela uti-
lizar, de modo que isso pode ocorrer de for-
ma empírica, resultado de experiências ou 
ações pontuais de tentativa e erro, ou pode 
ser oriunda de uma sistemática adotada 
para estimular novas maneiras de se fazer o 
que se fazia anteriormente.
Para obter maior auxílio sobre como implan-
tar políticas organizacionais de inovação, é 
recomendável consultar a cartilha da CNI, 
que pretende promover uma sensibilização 
na classe empresarial para que o desafio de 
construção de uma agenda positiva para 
a inovação no Brasil não seja deixado para 
trás, fornecendo subsídios para e estimu-
lar a implantação de metodologias capazes 
de promover a inovação como um processo 
sistemático e sistêmico nas organizações.
Unidade 1 • Por que Empreender?20/272
2. Empreender x Investir em um 
Negócio Existente
Você já se deparou com a dúvida entre in-
vestir o seu dinheiro em um negócio ou em 
uma aplicação?
Pois é, muitas pessoas apresentam essa dú-
vida no momento de investir, porém poucas 
fazem uma análise sobre qual destas op-
ções é a melhor. Você arriscaria um palpite 
sobre isso?
Link
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Mobilização Empresarial pela Inovação: cartilha: 
gestão da inovação / José Fernando Mattos, Hiparcio Rafael Stoffel, Rodrigo de Araújo Teixeira. - 
Brasília, 2010. 
Na verdade, não existe opção a melhor ou 
pior, existe a alternativa mais indicada de 
acordo com as circunstâncias que a pessoa 
está passando. Por exemplo, se a pessoa tem 
um bom trabalho e está satisfeita com as 
atividades do dia a dia e com a sua remune-
ração, o ideal é que ela invista o seu dinhei-
ro nas opções que o mercado financeiro ou 
imobiliário oferece. Fundos e cotas podem 
ser boas alternativas dependendo do per-
fil do investidor, se ele é mais conservador, 
os fundos de renda fixa são mais indicados, 
Unidade 1 • Por que Empreender?21/272
se é mais agressivo e está disposto a cor-
rer riscos, os fundos imobiliários, cambiais 
e de ações podem trazer uma remuneração 
maior para o investidor que apostar neles. 
Em termos de retorno do investimento, as 
aplicações com renda fixa oferecem ganhos 
que se aproximam da taxa de inflação, en-
quanto as com renda variável podem remu-
nerar até o dobro desse valor, porém, com 
um risco bem maior.
Vale lembrar, que as aplicações também 
podem ser uma opção para aquele empre-
endedor que ainda não tem o dinheiro su-
ficiente para abrir o seu próprio negócio e 
está acumulando capital para tanto, neste 
caso, o investidor utilizará o mercado finan-
ceiro somente para acumular o necessário 
para empreender.
Agora, se a circunstância for outra, se a pes-
soa está cansada do seu trabalho ou insa-
tisfeita com a sua remuneração, ou ainda 
sem um trabalho, é mais recomendável que 
se invista em um empreendimento próprio, 
no qual ela poderá trabalhar para satisfazer 
as suas necessidades, sejam elas financei-
ras ou de satisfação e realização pessoal. 
Um empreendimento pode remunerar o ca-
pital com taxas bem mais atrativas ao ano, 
contudo, exigirá muito mais dedicação do 
empreendedor do que o simples fato de li-
gar para um banco ou uma corretora e au-
torizar um investimento. O empreendedor, 
como você terá a oportunidade de ver ao 
longo desta disciplina, tem de arregaçar as 
mangas e trabalhar duro para ter o retor-
no do seu capital e obter lucro mobilizando 
Unidade 1 • Por que Empreender?22/272
os recursos necessários para o sucesso do 
novo negócio.
Unidade 1 • Por que Empreender?23/272
Glossário
Empreendedorismo de necessidade: é aquele processo empreendedor que é estimulado pela 
necessidade de uma pessoa gerar renda para se sustentar diante da falta de outras alternativas. 
Já o empreendedorismo de oportunidade acontece quando uma pessoa enxerga uma oportuni-
dade de negócio, desenvolve uma ideia para aproveitar essa oportunidade e age sistematica-
mente para transformar essa ideia em um negócio de sucesso.
Empreendedorismo de oportunidade: acontece quando uma pessoa enxerga uma oportunida-
de de negócio, desenvolve uma ideia para aproveitar essa oportunidade e age sistematicamente 
para transformar essa ideia em um negócio de sucesso.
Inovação: é a introdução, com êxito, no mercado, de produtos, serviços, processos, métodos e 
sistemas que não existiam anteriormente ou contendo alguma característica nova e diferente 
da até então em vigor.
Questão
reflexão
?
para
24/272
Você aprendeu sobre os fundamentos do empreende-
dorismo e sobre a relação do empreender com o proces-
so de inovação. Reflita a respeito da relevância do em-
preendedorismo para a implementação das inovações.
25/272
Considerações Finais
• “Destruição criativa” é o processo no qual, literalmente, se destrói um produto, um processo, 
um sistema ou até mesmouma estratégia, para criar alternativas mais efetivas, alimentando 
deste modo o ciclo da inovação, seja no âmbito tecnológico, organizacional ou estratégico.
• Do ponto de vista empresarial, a “inovação” pode ser definida como um processo de apren-
dizagem organizacional que tem o objetivo de criar e adotar novas tecnologias que elevem a 
competitividade, melhorem os resultados e gerem valor para a organização.
• O processo de inovação estimula a criatividade para gerar ou agregar valor de novas maneiras, 
por meio de novos produtos, serviços e negócios, em outras palavras, “inovar” é o resultado da 
soma da criatividade (novas ideias) mais as ações que produzam resultados favoráveis para a 
empresa.
• A inovação é extremamente necessária para o desenvolvimento, para a sobrevivência e para a 
manutenção da competitividade empresarial, afinal, as necessidades e os desejos das pessoas 
se alteram constantemente, assim como se alteram os produtos, os sistemas, os processos e 
a tecnologia.
Unidade 1 • Por que Empreender?26/272
Referências
CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA. Mobilização Empresarial pela Inovação: cartilha: 
gestão da inovação / José Fernando Mattos, Hiparcio Rafael Stoffel, Rodrigo de Araújo Teixeira. - 
Brasília, 2010.
ENDEAVOR BRASIL. Empreendedorismo social: lucro e transformação social numa coisa só. 
2015. Disponível em: <https://endeavor.org.br/empreendedorismo-social/>. Acesso em: 27 SET. 
2017.
GLOBAL ENTREPRENEURSHIP MONITOR. Empreendedorismo no Brasil - 2016. Curitiba: IBQP, 
2017. Disponível em: <https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/GEM%20Na-
cional%20-%20web.pdf>. Acesso em: 27 set. 2017.
IBM GLOBAL BUSINESS SERVICES. Expandind the Innovation Horizon. The Global CEO Study 2006. 
2006. Disponível em: <http://www-935.ibm.com/services/us/gbs/bus/pdf/ceostudy.pdf>. Acesso 
em: 27 set. 2017. 
INSTITUTO BRASILEIRO DA QUALIDADE E PRODUTIVIDADE. Global Entrepreneurship Monitor. 
2017. Disponível em: <http://www.ibqp.org.br/projetos/gem/>. Acesso em: 27 set. 2017. 
MENDONÇA, André Feitoza de. Schumpeter e a Inovação. 2012. Disponível em: <http://uc.sebrae.
com.br/noticia/schumpeter-e-inovacao>. Acesso em: 27 set. 2017.
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/GEM%20Nacional%20-%20web.pdf
https://www.sebrae.com.br/Sebrae/Portal%20Sebrae/Anexos/GEM%20Nacional%20-%20web.pdf
http://uc.sebrae.com.br/noticia/schumpeter-e-inovacao
http://uc.sebrae.com.br/noticia/schumpeter-e-inovacao
Unidade 1 • Por que Empreender?27/272
PESQUISA DE INOVAÇÃO: 2014 / IBGE, Coordenação de Indústria. - Rio de Janeiro: IBGE, 2016. 
Disponível em: <http://www.pintec.ibge.gov.br/downloads/PUBLICACAO/PUBLICA%C3%87%-
C3%83O%20PINTEC%202014.pdf>. Acesso em: 27 set. 2017. 
http://www.pintec.ibge.gov.br/downloads/PUBLICACAO/PUBLICA%C3%87%C3%83O%20PINTEC%202014.pdf
http://www.pintec.ibge.gov.br/downloads/PUBLICACAO/PUBLICA%C3%87%C3%83O%20PINTEC%202014.pdf
28/234
1. Schumpeter definiu o ato de empreender como o processo de introduzir 
uma inovação no mercado com o objetivo de obter lucro. Qual é a alternati-
va que aponta uma desatualização na definição deste autor?
a) Atualmente, o ato de empreender não é mais um processo, mas sim um sistema de inovação.
b) Atualmente o ato de empreender remete a mobilização de recursos para se atingir um obje-
tivo.
c) Atualmente, o ato de empreender não é mais para se obter lucros, mas sim resultados.
d) Atualmente, o ato de empreender também apresenta um viés social, que nem sempre obje-
tiva lucro.
e) Atualmente, o ato de empreender introduz a inovação em meio a um contexto globalizado.
Questão 1
29/234
2. Qual foi a recomendação dada neste tema para se iniciar um novo ne-
gócio com chances reduzidas de insucesso?
a) A orientação é usar a criatividade para criar negócios com elevadas chances de sucesso.
b) A orientação é fomentar a inovação e torcer para que ela seja bem-sucedida e se transforme 
em oportunidades de negócio.
c) A orientação é seguir os passos da cartilha da Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
d) A orientação é prestar atenção e manter o status quo para evitar possíveis chances de insu-
cesso.
e) A orientação é ficar de olho nas oportunidades oriundas da inovação e usar e abusar da cria-
tividade.
Questão 2
30/234
3. Qual alternativa contém somente tipos de inovação relacionados à sua 
natureza?
a) Tecnológica e organizacional.
b) Produto, processo e negócio.
c) Ocasional e intencional.
d) Localizada e sistêmica.
e) Empírica e sistemática.
Questão 3
31/234
4. A massiva e frequente exposição da empresa à concorrência exige 
___________________ para que ela se mantenha viva e competitiva. 
Qual das alternativas a seguir completa corretamente a lacuna da sentença 
anterior?
a) Muita criatividade.
b) Inovações radicais.
c) Uma cultura de inovação.
d) Uma cultura empreendedora.
e) A adoção do empreendedorismo de necessidade.
Questão 4
32/234
5. De acordo com uma investigação realizada em 2006 pela empresa IBM, 
envolvendo 765 executivos e líderes empresariais ao redor do planeta, as 
fontes mais significativas das ideias para a inovação são variadas e estão 
disponíveis nos ambientes interno e externo da empresa. Escolha a alter-
nativa que contenha as três fontes de ideias mais citadas por esses execu-
tivos.
a) Funcionários, parceiros e clientes.
b) Setores de desenvolvimento de produtos, tecnologia e processos.
c) Feiras e congressos, publicações científicas e invenções.
d) Universidades, centros de tecnologia e laboratórios da própria empresa.
e) Feiras e congressos, universidades e parceiros.
Questão 5
33/234
Gabarito
1. Resposta: D.
Na atualidade, existe o contexto do empre-
endedorismo social, que nem sempre tem o 
objetivo de obter lucros.
2. Resposta: E.
A orientação fornecida para diminuir as 
chances de insucesso é de que o empre-
endedor fique de olho nas oportunidades 
oriundas da inovação, usando e abusando 
da criatividade.
3. Resposta: B.
A categoria de tipos de inovação quanto a 
sua natureza é composta por produto, pro-
cesso e negócio.
4. Resposta: C.
Só uma cultura de inovação pode contribuir 
para neutralizar a ação dos concorrentes e 
manter a empresa competitiva.
5. Resposta: A.
As três fontes mais citadas pelos executivos 
inseridos da pesquisa foram: funcionários, 
parceiros e clientes. 
34/272
Unidade 2
O empreendedor: Evolução do Conceito
Objetivos
1. Conhecer a evolução do conceito de empreendedorismo.
2. Reconhecer os tipos de empreendedores e as diferentes maneiras de empreender.
3. Compreender as atitudes e habilidades empreendedoras, principalmente as característi-
cas dos comportamentos empreendedores.
4. Diferenciar “empreendedorismo social” de “empreendedorismo corporativo” e “intraem-
preendedorismo” de “empreendedorismo”.
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito35/272
Introdução
Olá, estudante, seja bem-vindo ao segundo 
tema da disciplina “Empreendedorismo”. 
No tema anterior, você aprendeu como uma 
inovação pode virar um negócio de suces-
so por meio da prática empreendedora, co-
nhecendo também o panorama do empre-
endedorismo no Brasil e no mundo.
Está curioso para saber o que você irá apren-
der neste segundo tema?
A proposta deste tema é a de descrever 
como o conceito “empreendedorismo” evo-
luiu, apresentando os diferentes tipos de 
empreendedores e as diferentes maneiras 
possíveis para colocar o empreendedoris-
mo em prática.
Você sabia que é possível criar empreendi-
mentos sem que o objetivo final dele seja 
o lucro? Pois é, a prática do empreendedo-
rismo social está cada vez mais presente, 
criando organizações sem fins lucrativos 
para atender as demandas sociais ou am-
bientais atendidas de modo deficiente ou 
não atendidas pelo Estado.
Você já pensou que as atividades empre-
endedoras podem ser úteis para uma em-
presa? E que essa empresa pode contratar 
funcionários com características empre-
endedoras? Sim, um funcionário com es-
sas características é denominadode “in-
traempreendedor” e, via de regra, mobiliza 
os comportamentos empreendedores para 
criar e executar projetos na empresa que o 
contratou por não ter interesse em mon-
tar o seu próprio negócio e seguir a carreira 
empreendedora. O assunto está começan-
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito36/272
do a ficar interessante, não está?
Então continue a leitura deste tema e forta-
leça os seus conhecimentos sobre este as-
sunto fascinante, o empreendedorismo.
1. Evolução do Empreendedoris-
mo
Ao se referir à evolução de um conceito, é 
necessário destacar os precursores e os 
principais estudiosos sobre ele. No caso do 
estudo do empreendedorismo, vale desta-
car no cenário internacional nomes como 
Richard Cantillon, Jean-Baptiste Say, Jo-
sephe A. Schumpeter e Louis Jacques Filion. 
Já no cenário nacional, é importante frisar 
os trabalhos de Fernando Dolabela e José 
Dornelas, dois profissionais que se dedicam 
e se esforçam para promover e difundir o 
empreendedorismo e as práticas empreen-
dedoras no Brasil.
A primeira definição de empreendedoris-
mo que você tomará conhecimento advém 
da Teoria Visionária de Filion. Para esse es-
tudioso, “um empreendedor é uma pessoa 
que imagina, desenvolve e realiza visões” 
(FILION, 1999, p. 19). Ao definir as ações 
que caracterizam a prática do empreen-
dedorismo, Filion deixa subentendido que 
para exercitá-lo, é preciso que o candidato 
a empreendedor tenha condição e capaci-
dade plena para criar uma visão que, nas 
palavras dele, significa “uma imagem, pro-
jetada no futuro, do lugar que se quer ver 
ocupado pelos seus produtos no mercado, 
assim como a imagem projetada do tipo de 
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito37/272
organização necessária para consegui-lo” 
(FILION, 1991, p. apud FILION, 1999, p. 19).
Já para Schumpeter, o empreendedor é 
aquela pessoa com capacidade para trans-
formar uma nova ideia ou invenção em uma 
inovação que, por sua vez, será transforma-
da em negócio por meio das práticas em-
preendedoras, causando um impacto po-
sitivo no desenvolvimento econômico de 
uma região.
Aqui no Brasil, Dornelas (2008) entende o 
empreendedorismo como o envolvimento 
de pessoas e processos que, conjuntamen-
te, transformam ideias em oportunidades 
de negócio. Já Dolabela (2010) descreve o 
empreendedor como “alguém que sonha e 
busca transformar seu sonho em realidade” 
(DOLABELA, 2010, p. 23).
Link
Assista a uma animação que resume a teoria de 
desenvolvimento econômico de Schumpeter. 
GRUPO DESIGN E EVOLUÇÃO. A Evolução de 
Schumpeter. Disponível em: <https://www.you-
tube.com/watch?v=YNhO5wHib98>. Acesso 
em: 27 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=YNhO5wHib98
https://www.youtube.com/watch?v=YNhO5wHib98
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito38/272
Mas, prezado estudante, diante das defi-
nições destes autores, você já consegue 
elaborar uma resposta para a pergunta: “o 
que é empreendedorismo?”. Apesar de não 
existir uma definição exata para o fenôme-
no do empreendedorismo, é comum en-
contrar definições que o entendem como 
o resultado advindo da ação de empreen-
der. Mas, a palavra “empreender” significa o 
quê? A palavra “empreender” vem do latim 
e, de maneira geral, significa tomar a deci-
são de realizar uma tarefa difícil e laboriosa, 
ou ainda colocar um plano em execução.
Para nosso estudo, você deverá tomar como 
certo que o empreendedorismo é a desig-
nação para o conjunto de ações planejadas, 
executadas e controladas por uma pessoa 
na direção de mobilizar recursos para edi-
ficar um empreendimento e atingir os re-
sultados previamente propostos. Já o ter-
mo empreendedor é a designação para as 
pessoas que experimentam essa situação 
de praticar o empreendedorismo. É o em-
preendedor que resolve assumir o risco de 
iniciar uma organização, sendo o agente 
responsável por imaginar, desenvolver e re-
alizar o que imaginou, transformando ideias 
em negócios. São aquelas pessoas diferen-
ciadas, dotadas de motivação única e apai-
xonadas pelo que fazem, com o forte desejo 
de deixar a sua marca e serem reconhecidas 
pelos seus feitos.
2. Tipos de Empreendedores
O termo “empreendedor” vem sofrendo 
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito39/272
modificações ao longo do tempo e, por conta disso, é importante identificar essas modificações 
para melhor compreender esse termo.
Link
O artigo seguinte é um ensaio realizado com a finalidade de relacionar es-
sas modificações com as mudanças ocorridas no decorrer de três paradigmas tec-
nológicos: 1. A Revolução Industrial; 2. O Fordismo; e 3. A tecnologia da informação. 
ZEN, Aurora Carneiro; FRACASSO, Edi Madalena. Quem é o empreendedor? As implicações de 
três revoluções tecnológicas na construção do termo empreendedor. Revista de Administra-
ção Mackenzie, São Paulo, v. 9, n. 8, p. 135-150, nov./dez 2008. Disponível em: <http://edito-
rarevistas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/213/213>. Acesso em: 27 set. 2017. 
Contudo, vale ressaltar que existem empreendedores circunstanciais e oportunistas. O primeiro 
(circunstancial) toma a decisão de abrir o seu próprio negócio diante da necessidade de gerar 
renda, principalmente quando está em uma situação de desemprego ou de complementação 
de renda, já o segundo (oportunista) decide abrir uma empresa diante da constatação de que 
uma oportunidade detectada no mercado realmente poderá se transformar em um sucesso de 
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito40/272
negócio. Independentemente disso, Dorne-
las (2015) descreveu uma possível forma de 
se classificar os tipos de empreendedores. 
Para ele, existem nove classes possíveis de 
tipos de empreendedores, a saber: empre-
endedor informal; empreendedor coope-
rado; empreendedor individual; empreen-
dedor franqueado; empreendedor social; 
empreendedor corporativo; empreendedor 
público; empreendedor do conhecimento e 
empreendedor do negócio próprio.
Que tal conhecer um pouco das caracterís-
ticas de cada uma das classes descritas por 
esse autor?
O empreendedor informal geralmente age 
quando se encontra em uma situação de 
necessidade, como ambulantes que ven-
dem mercadorias em locais públicos ou nos 
transportes coletivos, geralmente, utilizan-
do de mochilas ou barracas improvisadas 
para armazenar os seus produtos. É nes-
ta classe que se enquadram os empreen-
dedores que só criam um negócio próprio 
por completa falta de alternativa. Vale res-
saltar que esta classe de empreendedores 
não contribui para o desenvolvimento eco-
nômico, haja vista que usualmente traba-
lham (arduamente, seriamente e incansa-
velmente) apenas para prover a sua subsis-
tência, sem agregar valor para a economia, 
pois criam empreendimentos simples e sem 
qualquer grau de inovação, repetindo práti-
cas empreendedoras já existentes.
O empreendedor cooperado é aquele que 
edifica um negócio no modelo de uma co-
operativa ou associação, unindo forças com 
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito41/272
outros produtores ou prestadores de servi-
ço para ganhar escala e poder de negocia-
ção ao vender os seus produtos ou serviços.
O empreendedor individual é caracteriza-
do pelo antigo empreendedor informal que 
“pegou gosto” por empreender e, por con-
ta disso, formalizou o seu negócio e agora 
possui uma empresa de fato, com grande 
possibilidade de contribuir para o desenvol-
vimento econômico por oferecer postos de 
trabalho e pagar taxas e impostos.
O empreendedor franqueado se caracteri-
za por iniciar um novo negócio partindo de 
um modelo ou de uma marca já existente, 
usualmente já desenvolvida por um fran-
queador. Neste caso, o empreendedor corre 
menos risco ao contar com uma assessoria 
específica e centrada no seu negócio.
Para saber mais
FELISARDO, Talita. O papel do franqueado e fran-
queador. 2013. Disponível em: <http://franquia.
com.br/noticias/papeldofranqueadoefran-
queador>. Acesso em: 27 set. 2017. 
Para saber mais
Como funcionamas cooperativas? <https://
www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/
cooperativa-o-que-e-para-que-serve-co-
mo-funciona,7e519bda15617410VgnVCM-
2000003c74010aRCRD>. Acesso em: 27 set. 
2017. 
http://franquia.com.br/noticias/papeldofranqueadoefranqueador
http://franquia.com.br/noticias/papeldofranqueadoefranqueador
http://franquia.com.br/noticias/papeldofranqueadoefranqueador
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito42/272
As características do empreendedor social 
se confundem com o perfil de missionários 
assistencialistas, que pretendem melhorar 
as condições sociais ou ambientais para a 
construção de um mundo mais justo e igual. 
A realização dessa classe de empreendedo-
res não se traduz em lucros e ganhos pes-
soais, pois o principal objetivo do seu negó-
cio é trazer resultados para os outros e não 
para si próprio. Mais adiante na leitura deste 
tema, você terá a oportunidade de conhe-
cer mais detalhadamente o empreendedo-
rismo social. 
O empreendedor corporativo se configu-
ra no empregado de carteira assinada que 
mobiliza os comportamentos ditos empre-
endedores para alavancar os resultados da 
empresa na qual ele trabalha. Esses funcio-
nários também são conhecidos pelo termo 
“intraempreendedores”, mas este também 
é um assunto que será tratado com mais 
detalhes no decorrer deste tema.
A classe do empreendedor público abriga 
aquelas pessoas que trabalham no primei-
ro setor e se identificam e são comprometi-
das com o coletivo, mesmo não usufruindo 
diretamente dos benefícios do empreen-
dimento. São funcionários públicos cons-
cientes da sua missão de melhorar os ser-
viços à população, propondo maneiras de 
utilizar os recursos públicos de modo mais 
efetivo. São esses empreendedores públi-
cos que auxiliam a concretizar as ações de 
políticas públicas previstas pelo governo 
por meio da elaboração e execução de pro-
jetos que estimam, mobilizam e direcionam 
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito43/272
os recursos necessários para atender a uma 
dada demanda, que possa melhorar a vida 
do brasileiro como forma de contrapartida 
do Estado. Vale realçar que uma nação sé-
ria fiscaliza e zela pelo uso honesto e efetivo 
do dinheiro público, orientando a sua força 
de trabalho a priorizar as ações que tenham 
como objetivo promover e estabelecer a 
justiça e a igualdade entre os brasileiros.
A classe dos empreendedores do conheci-
mento engloba os profissionais liberais que 
conseguem mobilizar recursos para a con-
quista de sua realização profissional por 
meio do sucesso de seus resultados, como 
um atleta que se dedica exaustivamente em 
seus treinos para conquistar uma medalha 
olímpica ou ainda aquele maestro respon-
sável em reger uma orquestra em um evento 
internacional. O empreendedor do conheci-
mento se prepara com dedicação para atin-
gir os seus objetivos, planejando cada passo 
necessário para tornar o seu desempenho 
mais efetivo e executando fielmente e res-
ponsavelmente o seu planejamento para 
obter os resultados esperados. Os escrito-
res podem também ser um bom exemplo 
desta classe de empreendedores, afinal, um 
livro publicado pode, sem sombras de dú-
vida, ser considerado um empreendimento.
Empreendedor do negócio próprio se ca-
racteriza por aquela pessoa que nunca de-
monstrou vocação para ser empregado e 
sempre procurou autonomia, criando o seu 
negócio próprio como meio de subsistên-
cia, geralmente sem grandes ambições de 
expandir a empresa, pois o conforto e o pa-
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito44/272
drão de vida que o negócio lhe proporciona 
são suficientes para suprir as suas necessi-
dades e atender às suas expectativas, ga-
rantindo equilíbrio financeiro e a manuten-
ção da sua classe social. O risco deste estilo 
de empreendedor é que ele pode entrar em 
uma zona de conforto e não perceber ino-
vações que possam trazer grande risco para 
o seu negócio. Alguns empreendedores de 
negócio próprio organizam tão bem a sua 
empresa, criando sistemas e processos de 
trabalho passíveis de formatação e poste-
rior replicação. O nível de formatação che-
ga a um patamar tão elevado que permite e 
fornece segurança para que a empresa dê 
um passo importante no sentido de se ex-
pandir por meio de franquias. É aí que se 
pode identificar outra característica dos 
empreendedores de negócio próprio. Eles 
contribuem para disseminar e incrementar 
a prática empreendedora, permitindo que 
outros empreendedores utilizem sua marca 
e modelo de negócio em outras localidades.
Agora que você já sabe o conceito de em-
preendedorismo e também já conhece os 
tipos de empreendedores, que tal aprender 
sobre as características dos comportamen-
tos empreendedores?
3. Comportamentos Empreen-
dedores
Muitos estudos foram realizados sobre o 
comportamento do empreendedor, mais 
precisamente foram identificados 25 estu-
dos até o ano de 2012 (BRANCHER; OLIVEI-
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito45/272
RA; RONCON, 2012). Todos esses estudos apresentaram tentativas de descrever os conhecimen-
tos, habilidades e atitudes (CHA) comumente presentes no repertório comportamental do em-
preendedor, lembrando que identificar e descrever esses comportamentos é um modo de criar 
subsídios para formar novos empreendedores ou identificar deficiências comportamentais em 
empreendedores que já possuem seu próprio empreendimento.
Link
Aprofunde seu entendimento sobre o tema lendo um artigo cujo objetivo é analisar a produção 
acadêmica na área de empreendedorismo, tomando como base dois dos principais eventos cien-
tíficos sobre o tema no Brasil.
NASSIF, Vânia Maria Jorge et al. Empreendedorismo: área em evolução? uma revisão dos es-
tudos e artigos publicados entre 2000 e 2008. Revista de Administração e Inovação, São Pau-
lo, v. 7, n. 1, p.175-192, 2010. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/rai/article/
view/79164/83236>. Acesso em: 27 set. 2017.
https://www.revistas.usp.br/rai/article/view/79164/83236
https://www.revistas.usp.br/rai/article/view/79164/83236
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito46/272
A descrição mais concisa, completa e objetiva dos comportamentos empreendedores foi obtida 
pela ONU por meio de uma pesquisa que visou levantar comportamentos comuns entre empre-
endedores de sucesso. O resultado desta pesquisa apontou 10 comportamentos empreendedo-
res com três características cada. Esses 10 comportamentos foram agrupados em três conjuntos 
denominados de conjunto de comportamentos de planejamento, conjunto de comportamentos 
de realização e conjunto de comportamentos de poder. O Quadro 1 descreve os 10 comporta-
mentos com as suas três respectivas características empreendedoras.
Quadro 1 | Características de Comportamentos Empreendedores (CCEs)
Conjunto Realização
Comportamento: busca de oportunidades e iniciativa
CCE 1: Faz as coisas antes de ser solicitado ou antes de forçado pelas circunstâncias.
CCE 2: Age para expandir o negócio a novas áreas, produtos ou serviços.
CCE 3: Aproveita oportunidades fora do comum para começar um negócio, obter financiamentos, 
equipamentos, terrenos, local de trabalho ou assistência.
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito47/272
Comportamento: correr riscos calculados
CCE 1: Avalia alternativas e calcula riscos deliberadamente.CCE 2: Age para reduzir os riscos deliberadamente.
CCE 3: Coloca-se em situações que implicam desafios ou riscos moderados.
Comportamento: exigência de qualidade e eficiência
CCE 1: Encontra maneiras de fazer as coisas melhores, mais rápidas, ou mais baratas.
CCE 2: Age de maneira a fazer as coisas que satisfazem ou excedem padrões de excelência.
CCE 3: Desenvolve ou utiliza procedimentos para assegurar que o trabalho seja terminado a tempo ou 
que o trabalho atenda a padrões de qualidade previamente combinados.
Comportamento: persistência
CCE 1: Age diante de um obstáculo significativo.
CCE 2: Age repetidamente ou muda de estratégia a fim de enfrentar um desafio ou superar um obs-
táculo.
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito48/272
CCE 3: Assume responsabilidade pessoal pelo desempenho necessário à consecução de metas e ob-
jetivos.
Comportamento: comprometimento
CCE 1: Faz um sacrifício pessoal ou despende um esforço extraordinário para completar uma tarefa.
CCE 2: Colabora com os empregados ou se coloca no lugar deles, se necessário, para terminar um 
trabalho.
CCE 3: Se esmera em manter os clientes satisfeitos e coloca em primeiro lugar a boa vontade a longo 
prazo, acima do lucro a curto prazo.
Conjunto Planejamento
Comportamento: busca de informações
CCE 1: Dedica-se pessoalmente a obter informações de clientes, fornecedores ou concorrentes.
CCE 2: Investiga pessoalmente como fabricar um produto ou fornecer um serviço.
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito49/272
CCE 3: Consulta especialistas para obter assessoria técnica comercial.
Comportamento: estabelecimento de metas
CCE 1: Estabelece metas e objetivos que são desafiantes e que têm significado pessoal.
CCE 2: Tem visão de longo prazo, clara e específica.
CCE 3: Estabelece objetivos de curto prazo, mensuráveis.
Comportamento: planejamento e monitoramento sistemáticos
CCE 1: Planeja dividindo tarefas de grande porte em sub tarefas com prazos definidos.
CCE 2: Constantemente revisa seus planos levando em conta os resultados obtidos e mudanças cir-
cunstanciais.
CCE 3: Mantém registros financeiros e utiliza-os para tomar decisões.
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito50/272
Conjunto Poder
Comportamento: persuasão e rede de contatos
CCE 1: Utiliza estratégias deliberadas para influenciar ou persuadir os outros.
CCE 2: Utiliza pessoas-chave como agentes para atingir seus próprios objetivos.
CCE 3: Age para desenvolver e manter relações comerciais.
Comportamento: independência e autoconfiança
CCE 1: Busca autonomia em relação a normas e controles de outros.
CCE 2: Mantém seu ponto de vista, mesmo diante da oposição ou de resultados inicialmente desani-
madores.
CCE 3: Expressa confiança na sua própria capacidade de completar uma tarefa difícil ou de enfrentar 
um desafio.
Fonte: adaptado do manual do participante do seminário EMPRETEC (2005).
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito51/272
Atualmente, o perfil profissional mais pro-
curado pelas organizações engloba quase 
todas as características comportamentais 
empreendedoras descritas na literatura. 
Propensão para identificar e correr riscos, 
apresentar iniciativa, persistência, flexibili-
dade e comprometimento com o trabalho, 
além da capacidade de planejar e buscar 
informações, são características que certa-
mente contribuirão para que qualquer pro-
fissional possa obter sucesso, mesmo que 
seja como funcionário de uma empresa, 
Link
 Quer saber o seu perfil de empreendedor? O Endeavor disponibiliza gratuitamente uma ferramen-
ta que lhe fornecerá o seu perfil empreendedor com base nas suas respostas a um questionário 
específico para essa finalidade. Para fazer o teste e aumentar o seu autoconhecimento sobre o 
seu repertório de comportamentos empreendedores, acesse o link a seguir e responda a todas as 
questões de maneira sincera.
ENDEVOAR BRASIL. O perfil dos empreendedores brasileiros. 2017. Disponível em: <http://quiz.
endeavor.org.br/perfilempreendedor>. Acesso em: 27 set. 20167. 
http://quiz.endeavor.org.br/perfilempreendedor
http://quiz.endeavor.org.br/perfilempreendedor
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito52/272
portanto, fique atento e passe a se dedicar 
ao exercício de cada um dos comportamen-
tos descritos no Quadro 1 para obter suces-
so profissional, seja em carreira solo (como 
empreendedor) ou como funcionário de 
carteira assinada. Aliás, existe um termo es-
pecífico para designar o empreendedor que 
possui vínculo empregatício e inclusive ele 
já foi apresentado neste tema. Você conse-
gue lembrá-lo? Sim, o termo correto neste 
caso é “empreendedor corporativo” ou “in-
traempreendedor”. Que tal conhecer esse 
termo de modo mais detalhado? Vamos lá.
4. Intraempreendedores e Em-
preendedores Sociais
“Intraempreendedorismo”, “empreende-
dorismo interno” ou “empreendedorismo 
corporativo” denominam a ação empreen-
dedora dentro das organizações por pro-
fissionais que possuem as características e 
mobilizam os comportamentos empreen-
dedores (Quadro 1) como funcionário de 
uma organização, criando um ambiente de 
inovação e criatividade que muito provavel-
mente facilitará a criação de novas ideias, 
aumentando de maneira significativa as 
chances de sucesso dessas organizações.
O conceito de intraempreendedorismo fi-
cou claro para você? Mesmo que tenha, é 
bom reforçar que o intraempreendedoris-
mo é a prática do empreendedorismo den-
tro de uma empresa, ou seja, o exercício dos 
comportamentos empreendedores para a 
criação de valor e de diferenciais competiti-
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito53/272
vos para a organização.
Os funcionários intraempreendedores possuem consciência sobre a sua importância e função 
na empresa, levantando ideias e executando projetos que resultem em geração de valor e desen-
volvimento para a organização. O tipo de colaborador com perfil de empreendedor corporativo é 
cada vez mais requisitado pelo mercado de trabalho, principalmente diante dos desafios empre-
sariais de inovação, renovação e criação de novos empreendimentos.
Link
Que tal saber o resultado de uma investigação sobre as possíveis diferenças de perfil entre empreendedores 
e intraempreendedores de uma empresa distribuidora de produtos saúde? Leia o arquivo a seguir.
SILVA, Sandra Souto da; SILVA, Angela Maria Monteiro da; VILAS BOAS, Ana Alice; DAN, Edival. Características 
comportamentais empreendedoras: um estudo comparativo entre empreendedores e intra-empreendedo-
res. Revista Cadernos de Administração, v. 1, n.2, p. 1-14, jul./dez. 2008. Disponível em: <https://www.
researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTA-
MENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_
INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf>. Acesso em: 27 set. 201
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito54/272
Outro tipo de empreendedor que merece atenção mais detalhada é o empreendedor social.
Link
Quer aprimorar o seu conhecimento sobre como o intraempreendedorismo pode impulsionar a inovação nas 
organizações? Acesseo artigo a seguir que trata especificamente deste assunto. 
KRUMMENAUER, André. Como o intraempreendedorismo pode impulsionar a inovação em sua empresa. 
2016. Disponível em: <https://endeavor.org.br/intraempreendedorismo-inovacao-empresa/>. Aces-
so em: 27 set. 2017. 
Para saber mais
PORTAL BRASIL. Empreendedorismo social gera lucro e desenvolvimento. 2014. Disponível em: <http://
www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desen-
volvimento>. Acesso em: 27 set. 2017. 
https://endeavor.org.br/intraempreendedorismo-inovacao-empresa/
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desenvolvimento
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desenvolvimento
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desenvolvimento
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito55/272
Como já foi dito antes, essa classe de em-
preendedores é formada por indivíduos que 
mobilizam recursos para obter benefícios 
para outras pessoas de maneira assisten-
cialista. Deste modo, em uma organização 
social, o lucro é substituído pelo resultado, 
que mesmo assim precisa contar com re-
cursos para amparar a sua operação e o seu 
funcionamento, garantindo assim maiores 
chances de se obter resultados positivos 
nas suas ações.
O empreendedorismo social é um fenôme-
no bastante comum nos países que estão 
em fase de desenvolvimento, pois exerce 
um papel social muito relevante ao executar 
ações que preencham as necessidades não 
supridas pelo poder público. O empreen-
dedor social edifica o seu empreendimento 
sem finalidades exclusivamente lucrativas, 
mas sim com objetivos mais nobres que vi-
sam justiça, igualdade e equilíbrio social 
como prover educação a quem não tem 
acesso a ela, melhorar a qualidade de vida 
de pessoas em situação de vulnerabilidade 
ou risco social, ou ainda com a saúde debi-
litada. O empreendedor social, também se 
preocupa em realizar ações de preservação 
do meio ambiente e de promoção cultural, 
como shows e eventos gratuitos.
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito56/272
Glossário
Empreendedor: é a designação para as pessoas que praticam o empreendedorismo. É ele quem 
resolve assumir o risco de iniciar uma organização, sendo o agente responsável por imaginar, 
desenvolver e realizar o que imaginou, transformando ideias em negócios.
Empreendedorismo: é o conjunto de ações, que envolvem inovação e riscos, que tem por obje-
tivo identificar demandas e oportunidades, exigindo a mobilização de recursos e comportamen-
tos para a criação de uma organização que seja capaz de atender as demandas ou aproveitar as 
oportunidades com a geração de valor.
Intraempreendedorismo: é um processo que visa identificar, desenvolver e implantar novas 
oportunidades que criarão valor para a empresa, requerendo alterações expressivas no modo 
em que os recursos são utilizados pela organização e propiciando a geração de novas compe-
tências empresariais. Por consequência, essas novas competências elevarão a possibilidade de 
um reposicionamento de mercado positivo, proporcionando comprometimento em longo prazo 
e criando valor para os proprietários, para os colaboradores e para os clientes.
Questão
reflexão
?
para
57/272
Depois de estudar e aprender sobre o conceito de em-
preendedorismo e os tipos de empreendedores, é im-
portante realizar uma reflexão sobre essas duas temáti-
cas: como abranger os tipos de empreendedorismo dis-
tintos na definição do conceito de empreendedorismo?
58/272
Considerações Finais 
• Apesar das várias definições tecidas ao longo dos anos sobre o conceito de empreen-
dedorismo, é importante saber que a prática empreendedora possibilita a transforma-
ção de uma inovação em um negócio.
• O empreendedor assume riscos de modo calculado para evitar surpresas indesejadas 
ao abrir o seu próprio negócio.
• O empreendedor planeja, executa e controla as suas ações deliberadamente, evitando 
ações arbitrárias que podem elevar os riscos e as chances de insucesso.
• O perfil empreendedor pode ser descrito em 3 conjuntos de comportamentos empre-
endedores, perfazendo um total de 10 comportamentos, de forma que cada um deles 
possui três características de comportamentos empreendedores (CCEs).
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito59/272
Referências 
BRANCHER, I. B.; OLIVEIRA, E. M.; RONCON, A. comportamento empreendedor: estudo bibliomé-
trico da produção nacional e a influência de referencial teórico internacional. Internext – Revista 
Eletrônica de Negócios Internacionais da ESPM, São Paulo, v. 7, n. 1, p. 166-193, jan./jun. 2012.
DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luísa. São Paulo: Sextante, 2006. 
DORNELAS, José Carlos Assis. Empreendedorismo corporativo: como ser empreendedor, inovar 
e se diferenciar na sua empresa. 2. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2008. 
___. Empreendedorismo na prática: mitos e verdades do empreendedor de sucesso. 3. ed. Rio 
de Janeiro: LTC, 2015.
ENDEVOAR BRASIL. O perfil dos empreendedores brasileiros. 2017. Disponível em: <http://quiz.
endeavor.org.br/perfilempreendedor>. Acesso em: 27 set. 20167. 
FELISARDO, Talita. O papel do franqueado e franqueador. 2013. Disponível em: <http://fran-
quia.com.br/noticias/papeldofranqueadoefranqueador>. Acesso em: 27 set. 2017. 
FILION, Louis Jacques. Diferenças entre sistemas gerenciais de empreendedores e operadores de 
pequenos negócios. RAE - Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 39, n. 4, p. 6-20, 
out./dez. 1999.
GRUPO DESIGN E EVOLUÇÃO. A Evolução de Schumpeter. Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=YNhO5wHib98>. Acesso em: 27 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
http://quiz.endeavor.org.br/perfilempreendedor
http://quiz.endeavor.org.br/perfilempreendedor
http://franquia.com.br/noticias/papeldofranqueadoefranqueador
http://franquia.com.br/noticias/papeldofranqueadoefranqueador
https://www.youtube.com/watch?v=YNhO5wHib98
https://www.youtube.com/watch?v=YNhO5wHib98
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito60/272
KRUMMENAUER, André. Como o intraempreendedorismo pode impulsionar a inovação em 
sua empresa. 2016. Disponível em: <https://endeavor.org.br/intraempreendedorismo-inovacao-
-empresa/>. Acesso em: 27 set. 2017. 
NASSIF, Vânia Maria Jorge et al. Empreendedorismo: área em evolução? uma revisão dos estudos 
e artigos publicados entre 2000 e 2008. Revista de Administração e Inovação, São Paulo, v. 7, n. 
1, p.175-192, 2010. Disponível em: <https://www.revistas.usp.br/rai/article/view/79164/83236>. 
Acesso em: 27 set. 2017.
PORTAL BRASIL. Empreendedorismo social gera lucro e desenvolvimento. 2014. Disponível 
em: <http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lu-
cro-e-desenvolvimento>. Acesso em: 27 set. 2017. 
Como funcionam as cooperativas? <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/coope-
rativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aR-
CRD>. Acesso em: 27 set. 2017. 
https://endeavor.org.br/intraempreendedorismo-inovacao-empresa/
https://endeavor.org.br/intraempreendedorismo-inovacao-empresa/
https://www.revistas.usp.br/rai/article/view/79164/83236
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desenvolvimento
http://www.brasil.gov.br/cidadania-e-justica/2012/02/empreendedorismo-social-gera-lucro-e-desenvolvimento
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/cooperativa-o-que-e-para-que-serve-como-funciona,7e519bda15617410VgnVCM2000003c74010aRCRD
Unidade 2 • O empreendedor: Evolução do Conceito61/272
SILVA, Sandra Souto da; SILVA, Angela Maria Monteiro da;VILAS BOAS, Ana Alice; DAN, Edival. 
Características comportamentais empreendedoras: um estudo comparativo entre empreende-
dores e intra-empreendedores. Revista Cadernos de Administração, v. 1, n.2, p. 1-14, jul./dez. 
2008. Disponível em: <https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_
CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_
ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.
pdf>. Acesso em: 27 set. 2017. 
ZEN, Aurora Carneiro; FRACASSO, Edi Madalena. Quem é o empreendedor? As implicações de 
três revoluções tecnológicas na construção do termo empreendedor. Revista de Administração 
Mackenzie, São Paulo, v. 9, n. 8, p. 135-150, nov./dez 2008. Disponível em: <http://editorarevis-
tas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/213/213>. Acesso em: 27 set. 2017. 
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
https://www.researchgate.net/profile/Ana_Boas/publication/268323636_CARACTERISTICAS_COMPORTAMENTAIS_EMPREENDEDORAS_UM_ESTUDO_COMPARATIVO_ENTRE_EMPREENDEDORES_E_INTRA-EMPREENDEDORES/links/554180d80cf2718618dcb597.pdf
http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/213/213
http://editorarevistas.mackenzie.br/index.php/RAM/article/view/213/213
62/234
1. Alguns autores definiram o conceito de empreendedorismo baseado em 
algumas premissas. Aponte a alternativa que relacione corretamente o autor 
com a premissa que ele tomou como base para estudar o empreendedorismo 
considerando as seguintes opções. 
Autores: I. Schumpeter; II. Filion; III. Dolabela; IIII. Dornelas. 
Premissas: X. Transformar ideias em oportunidades de negócio; XX. Transformar sonhos em 
realidade; XXX. Teoria visionária; XXXX. Inovação e Desenvolvimento econômico.
a) A relação correta entre os autores e as suas premissas é: I. Schumpeter e X. Transformar ideias 
em oportunidades de negócio; II. Filion e XX. Transformar sonhos em realidade; III. Dolabela e 
XXX. Teoria visionária; IIII. Dornelas e XXXX. Inovação e Desenvolvimento econômico.
b) A relação correta entre os autores e as suas premissas é: I. Schumpeter e XXX. Teoria visioná-
ria; II. Filion e XX. Transformar sonhos em realidade; III. Dolabela e XXXX. Inovação e Desen-
volvimento econômico; IIII. Dornelas e. X. Transformar ideias em oportunidades de negócio.
Questão 1
63/234
c) A relação correta entre os autores e as suas premissas é: I. Schumpeter e XXXX. Inovação e 
Desenvolvimento econômico; II. Filion e XXX. Teoria visionária; III. Dolabela e X. Transformar 
ideias em oportunidades de negócio; IIII. Dornelas e XX. Transformar sonhos em realidade.
d) A relação correta entre os autores e as suas premissas é: I. Schumpeter e XXX. Teoria visioná-
ria; II. Filion e XXXX. Inovação e Desenvolvimento econômico; III. Dolabela e XX. Transformar 
sonhos em realidade; IIII. Dornelas e X. Transformar ideias em oportunidades de negócio.
e) A relação correta entre os autores e as suas premissas é: I. Schumpeter e XXXX. Inovação e 
Desenvolvimento econômico; II. Filion e XXX. Teoria visionária; III. Dolabela e XX. Transformar 
sonhos em realidade; IIII. Dornelas e X. Transformar ideias em oportunidades de negócio.
Questão 1
64/234
2. Qual é o termo adequado para se referir a alguém que decidiu tomar a 
decisão de realizar uma tarefa difícil e laboriosa, ou ainda, colocar um plano 
em execução?
Questão 2
a) Trabalhador.
b) Colaborador.
c) Funcionário.
d) Empreendedor.
e) Intraempreendedor.
65/234
3. Os comportamentos empreendedores foram agrupados em três conjun-
tos para organizar e facilitar o seu estudo. Aponte a alternativa que contenha 
esses três conjuntos.
Questão 3
a) Conjunto Realização; Conjunto Planejamento e Conjunto Poder.
b) Conjunto Persuasão, Conjunto Planejamento e Conjunto Poder.
c) Conjunto Planejamento, Conjunto de Relacionamento e Conjunto Poder.
d) Conjunto Controle, Conjunto Organização e Conjunto Planejamento.
e) Conjunto Liderança, Conjunto Realização e Conjunto Planejamento.
66/234
4. O _________________________ é aquele que pratica o empreendedo-
rismo dentro de uma empresa, ou seja, exercita os comportamentos empreen-
dedores para criar valor e conferir diferenciais competitivos para a organização. 
Questão 4
Aponte a alternativa que contenha o termo que preencha corretamente a lacuna acima.
a) Empreendedor.
b) Empregado padrão.
c) Colaborador corporativo.
d) Intraempreendedor.
e) Gerente atípico.
67/234
5. Existem empreendedores que podem ser considerados ______________ 
e outros que podem ser considerados como ________________. O pri-
meiro toma a decisão de abrir o seu próprio negócio diante da sua própria 
necessidade de gerar renda, já o segundo decide abrir uma empresa dian-
te de uma situação oportuna no mercado que apresenta condições de se 
transformar em um negócio de sucesso. 
Qual das alternativas abaixo contém as duas palavras corretas que respecti-
vamente preenchem as duas lacunas da sentença anterior.
Questão 5
a) Situacionais; realistas.
b) Circunstanciais; oportunistas.
c) Circunstanciais; realistas.
d) Situacionais; transformadores.
e) Realistas; transformadores.
68/234
Gabarito
1. Resposta: E.
A relação correta é I. Schumpeter e XXXX. 
Inovação e Desenvolvimento econômico; II. 
Filion e XXX. Teoria visionária; III. Dolabela 
e XX. Transformar sonhos em realidade; IIII. 
Dornelas e X. Transformar ideias em oportu-
nidades de negócio.
2. Resposta: D.
“Empreendedor” é o termo adequado para 
se referir a alguém que decidiu tomar a de-
cisão de realizar uma tarefa difícil e laborio-
sa, ou ainda, colocar um plano em execução.
3. Resposta: A.
Os três conjuntos de comportamentos em-
preendedores corretos são: Conjunto Reali-
zação, Conjunto Planejamento e Conjunto 
Poder.
4. Resposta: D.
Somente o intraempreendedor é que pratica 
o empreendedorismo dentro de uma empre-
sa, ou seja, exercita os comportamentos em-
preendedores para criar valor e conferir dife-
renciais competitivos para a organização.
69/234
Gabarito
5. Resposta: B.
O empreendedor circunstancial toma a de-
cisão de abrir o seu próprio negócio diante 
da sua própria necessidade de gerar renda, 
já o empreendedor oportunista decide abrir 
uma empresa diante de uma situação opor-
tuna no mercado que apresenta condições 
de se transformar em um negócio de suces-
so. 
70/272
Unidade 3
Avaliação de oportunidades
Objetivos
1. Compreender o processo de geração de ideias de negócios.
2. Identificar as possíveis fontes de obtenção ideias.
3. Entender como transformar ideias em oportunidade de negócios.
4. Reconhecer como avaliar oportunidades de negócios.
5. Identificar os riscos de abrir um negócio sem avaliar a oportunidade.
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades71/272
Introdução
Prezado estudante, você está avançando 
nos estudos sobre empreendedorismo e 
agora aprenderá mais sobre alguns impor-
tantes aspectos sobre o processo empreen-
dedor e as práticas empreendedoras.
Será neste tema 3 que você terá a oportu-
nidade de aprender sobre o processo de ge-
ração de ideias de negócios e a como iden-
tificar as fontes de obtenção dessas ideias. 
Contudo, nem só de fontes de ideias vive o 
empreendedor, pois essas ideias terão de 
ser avaliadas para comprovar a sua viabili-
dade de se transformar em um negócio de 
sucesso.
Para tratar da geração de ideias, é necessá-
rio voltar a falar sobre um conteúdo estu-
dadono tema 1, a criatividade. É impossível 
não relacionar a criatividade ao processo de 
geração de ideias na mesma proporção em 
que é muito arriscado edificar um empre-
endimento sem uma efetiva avaliação de 
oportunidade. Portanto, não pense que so-
mente uma boa ideia é suficiente para abrir 
um negócio e formalizar uma organização, 
antes de agir, é preciso validar essa ideia, 
verificando a sua viabilidade de implanta-
ção.
Agora é com você, dedique-se aos estudos 
e leia atentamente o conteúdo deste tema 
para enriquecer o seu conhecimento sobre 
o empreendedorismo.
Boa leitura!
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades72/272
1. Criatividade como Fonte de 
Geração de Novas Ideias
Olá, estudante, o conceito de criatividade 
já foi apresentado no tema 1 pela sua afini-
dade e inter-relação com o conceito de ino-
vação. Mesmo assim, você voltará a estudar 
sobre este conceito neste terceiro tema, 
principalmente pela sua relação íntima com 
a geração de novas ideias. Vale lembrar 
que a criatividade é um conceito que de-
signa o estado de um indivíduo propenso a 
criar coisas (processos, produtos, sistemas, 
ações, serviços) originais e úteis que pos-
sam melhorar a vida dele próprio ou a de 
outros indivíduos, seja pelo incremento ou 
pela otimização da utilidade, da qualidade, 
da usabilidade ou do custo da nova criação 
frente ao que se tinha anteriormente (BA-
RON; SHANE, 2007; SCHNEIDER; BRANCO, 
2012).
Para saber mais
PARA SABER MAIS: FUNDAÇÃO BRASIL CRIATI-
VO. O que é criatividade? 2014. Disponível em: 
<http://fbcriativo.org.br/pt/site/publica-
coes/criatividade/o-que-e-criatividade/>. 
Acesso em: 27 set. 2017. 
Um ser criativo desenvolve formas inéditas 
para solucionar um problema ou para en-
contrar uma utilidade diferente para um ar-
tefato ou uma tecnologia. Veja só o caso da 
pessoa que sofria para passar roupas por-
que, frequentemente, as roupas queima-
http://fbcriativo.org.br/pt/site/publicacoes/criatividade/o-que-e-criatividade/
http://fbcriativo.org.br/pt/site/publicacoes/criatividade/o-que-e-criatividade/
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades73/272
vam ou grudavam no ferro e, por isso, eram 
perdidas. Este indivíduo, sabendo que o pro-
blema de aderência em altas temperaturas 
já havia sido solucionado em panelas de 
cozinhar, teve um surto criativo que culmi-
nou na feliz ideia de usar o mesmo material 
antiaderente nos ferros elétricos. Este é ou 
não é um bom exemplo de criatividade que 
gerou boas ideias e que, por sua vez, foram 
transformadas em um negócio de sucesso?
Baron e Shane (2006) indicam que a cria-
tividade é o resultado da convergência de 
alguns fatores, denominando este ponto 
de vista de abordagem de confluência (BA-
RON; SHANE, 2006, p. 76). Segundo a abor-
dagem de confluência, a criatividade de um 
ser humano depende das suas habilidades 
intelectuais, de uma ampla e rica base de 
conhecimentos (repertório comportamen-
tal), de um estilo de pensamento flexível, de 
certos traços de personalidade (aceitação 
em correr riscos, por exemplo) e de um am-
biente que estimule e apoie ideias criativas.
A criatividade é uma característica que faz 
parte de todos os seres humanos, uns são 
mais criativos e outros menos, mas, e sobre 
você: você se considera uma pessoa criati-
va?
Para saber mais
UNIVERSIA BRASIL. 10 características parado-
xais de pessoas criativas. 2015. Disponível em: 
<http://noticias.universia.com.br/desta-
que/noticia/2013/09/04/1046972/10-ca-
racteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.
html#>. Acesso em: 27 set. 2017. 
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.html#
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.html#
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.html#
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.html#
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades74/272
Para você responder a essa pergunta mais confortavelmente, faça o seguinte exercício: preste 
atenção na Figura 5 e inspire-se nela para encontrar utilidades para um lápis que não seja a de 
escrever ou a de desenhar. Durante dois minutos, liste em uma folha qualquer todas as aplica-
ções que vierem à sua cabeça por mais absurda que elas sejam. Depois, repita este exercício mais 
duas vezes tomando primeiramente como objeto um tijolo e depois uma toalha de banho.
Para te ajudar, segue um exemplo considerando um banco de madeira como objeto. Um banco 
de madeira pode ser usado como lenhar para uma fogueira, pode servir como uma arma para 
nocautear o inimigo ou um animal agressivo, como um aparador para sustentar uma televisão, 
como um objeto de arte ou de decoração e ainda como um candelabro para quatro velas (uma 
em cada pé) se ele estiver de cabeça para baixo.
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades75/272
Figura 5 | Exercício de criatividade 
 Fonte: Pixabay (2017). 
Quer ter um parâmetro para comparar o 
seu desempenho no exercício das utilida-
des para os três objetos propostos? O ide-
al é que você tenha encontrado, no míni-
mo, cinco aplicações diferentes para cada 
um dos três objetos, porém, quanto mais 
exemplos você conseguir elaborar durante 
os dois minutos, maior será o seu nível de 
criatividade. Se você conseguiu encontrar 
mais do que 15 aplicações nos seis minutos 
do exercício, parabéns, você está no cami-
nho certo para encontrar soluções criativas 
para os desafios que você enfrenta. Se você 
não conseguiu chegar próximo a esse nú-
mero, não se desespere, a boa notícia é que 
é possível melhorar o seu nível de criativi-
dade seguindo algumas dicas.
Inicialmente, estimule e participe de brin-
cadeiras, invente histórias, pois brincar e 
contar histórias promovem o bom humor e 
alivia as resistências causadas pelo stress, 
estimulando o cérebro a encontrar cami-
nhos diferentes para enfrentar problemas 
e encontrar uma variada gama de soluções 
diferentes para eles.
Use e abuse da empatia, coloque-se no lu-
gar dos outros e tente pensar e sentir como 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades76/272
eles, mesmo que você não concorde com as 
opiniões ou com os pontos de vista dessas 
pessoas.
Generalize e amplie a arrumação para as 
coisas do banheiro e os utensílios da cozi-
nha.
Não se contente com uma só alternativa, 
crie mais opções para solucionar um pro-
blema ou enfrentar uma situação inusitada, 
assim você estará aumentando o seu leque 
de alternativas e, de quebra, exercitando a 
sua criatividade.
Aprenda e desenvolva novas habilidades 
como entender outros idiomas, jogar xa-
drez, tocar um instrumento musical, nadar, 
andar de bicicleta ou de skate.
Todavia, muito cuidado com a falta de cria-
tividade e com os riscos que isso pode lhe 
trazer. Quando não se exercita a criativida-
de, a tendência é fazer as coisas sempre da 
Para saber mais
Para saber mais sobre a empatia, confira o link 
a seguir. VIEIRA, Diego Padovan. O que significa 
empatia e apatia? 2013. Disponível em: <http://
www.administradores.com.br/artigos/co-
tidiano/o-que-significa-empatia-e-apa-
tia/73356>. Acesso em: 27 ago. 2017.
Realize uma arrumação geral no seu guar-
da-roupa, faça um rearranjo no modo de 
guardar os seus pertences, troque-os de 
gaveta, altere o modo de dobrar as roupas 
e tente otimizar o espaço que elas ocupam. 
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades77/272
mesma forma, repetindo padrões e ações já 
aprendidos.
Realizar uma ação repetidamente e da mes-
ma forma diantede um contexto qualquer, 
fortalece essa ação e a transforma em um 
modus operandi repetitivo, um hábito ou 
costume que o organismo do indivíduo in-
corpora, passando a fazer parte do seu re-
pertório comportamental, elevando sensi-
velmente as chances de essa ação ser repli-
cada diante de contextos similares em que 
ela (ação) foi realizada. Que tal um exemplo 
para facilitar o entendimento desta com-
plexa relação entre contexto (ambiente), 
ação (comportamento) e indivíduo?
Você deve escovar os seus dentes na sua 
casa todos os dias, assim como você apaga 
e acende a lâmpada do banheiro ou do seu 
quarto com uma frequência tão elevada que 
essas ações passam a ser realizadas meca-
nicamente sem a necessidade de se pensar 
onde está a escova de dente ou procurar o 
interruptor para acioná-lo. De tanto serem 
repetidos, os esforços mobilizados para a 
realização dessas ações passam a ser im-
perceptíveis, condicionando o indivíduo a 
se direcionar, quase que inconscientemen-
te, para a escova ou para o interruptor. Para 
você realmente perceber e acreditar nisso 
faça o seguinte experimento: troque a sua 
escova de dentes de lugar, coloque-a dentro 
de uma gaveta, se ela fica armazenada fora, 
troque de gaveta ou tire-a de uma gaveta, 
se for o caso, troque o suporte das escovas 
de lugar e o coloque do outro lado da pia e 
veja só o que vai acontecer. 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades78/272
Para não deixar você curioso, fique saben-
do que ao realizar o experimento proposto, 
você procurará a sua escova de dentes no lu-
gar antigo por alguns dias mesmo sabendo 
que foi você mesmo que a trocou de lugar. A 
mesma coisa acontecerá quando se alterar 
o local de instalação de um interruptor ou 
de uma tomada que você usava bastante, 
durante alguns dias você tentará acionar o 
interruptor ou usar a tomada, direcionan-
do-se para o local da antiga instalação.
É bom ressaltar que, geralmente, a ação in-
corporada via condicionamento proporcio-
na algum benefício biológico ao indivíduo, 
como gastar menos energia, ganhar agi-
lidade e pensar menos para realizar ações 
repetitivas. É aí que mora o perigo...
O condicionamento de um comportamento 
tem lá as suas vantagens biológicas, porém, 
ele pode causar resistência à mudança e um 
efeito chamado de “zona de conforto”, já 
ouviu este termo?
Bardwick (1996) indica que “zona de con-
forto” é um termo que denomina a situa-
ção em que uma pessoa fica satisfeita com 
a realidade atual e então se acomoda de tal 
maneira que não consegue mais enxergar 
as novidades ou as outras opções para se li-
dar com a realidade. O mundo muda a cada 
instante e nesta mesma velocidade surgem 
novas maneiras de se lidar com as coisas, 
estagnar na zona de conforto é um vene-
no para a criatividade, evite essa situação 
a todo custo, pois se você procurar direito 
sempre existirá um modo mais eficiente de 
fazer as coisas (mais barato, mais rápido, 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades79/272
com melhor qualidade) e, se um indivíduo não procurar a eficiência, outro indivíduo vai procurar 
e encontrar, substituindo o que se acomodou. Portanto, cuidado, você pode estar acomodado 
com a sua atual situação profissional e fazendo as coisas mecanicamente porque assim está 
funcionando bem.
Link
Veja mais sobre a zona de conforto, leia o artigo a seguir.
BETTL, Sandra. Os perigos da zona de conforto. 2012. Disponível em: <https://endeavor.org.br/os-
-perigos-da-zona-de-conforto/>. Acesso em: 27 set. 2017. 
Ou ainda, leia o livro que deu origem a este termo. 
BARDWICK, Judith M. Perigo na zona de conforto: como eliminar o hábito do Entitlement. São Paulo: 
Pioneira,1996.
https://endeavor.org.br/os-perigos-da-zona-de-conforto/
https://endeavor.org.br/os-perigos-da-zona-de-conforto/
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades80/272
2. Gerando Novas Ideias
A criatividade é uma fonte de geração de 
novas ideias, mas será que só ser criativo é 
suficiente para gerar novas ideias? É claro 
que a resposta é não, existem outros fatores 
que facilitam a geração de ideias novas, que 
tal aprender sobre eles?
vamos começar tratando da curiosidade, ela 
é uma fonte de novas ideias, portanto, não 
tenha vergonha de ser curioso, investigue e 
procure conhecer as causas e os efeitos das 
coisas que acontecem ao seu redor, não re-
produza tarefas mecanicamente, isso, como 
você já aprendeu, o levará à zona de confor-
to. Vale lembrar que ao ser curioso e propor 
novas ideias, você escutará algumas fra-
ses feitas para desestimulá-lo, como: “isso 
não irá dar certo”, “time que está ganhando 
não se mexe”, “é melhor deixar como está”. 
Fuja dessas âncoras e quebre as resistências 
para aumentar os seus insights criativos.
Uma pesquisa, realizada na Universidade 
Federal do Pará (NEVES FILHO et al., 2016), 
investigou os efeitos de diferentes treinos 
para que macacos construam ferramentas 
para resolver problemas. Macacos eram re-
compensados com frutas ao encaixar vare-
tas e formar uma vareta cada vez mais com-
prida. Depois deste treino, os pesquisado-
res deixavam, fora da jaula, mas ao alcance 
das mãos dos macacos, uma cumbuca com 
frutas frescas que ficavam disponíveis li-
vremente para o consumo no momento em 
que eles bem entendessem. Em uma ter-
ceira etapa, os investigadores alteraram o 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades81/272
local da cumbuca, posicionando-a a uma 
distância fora do alcance das mãos do ma-
caco e, ao mesmo tempo, disponibilizavam 
as varetas separadamente na jaula. Já sabe 
o que o macaco aprontou? Mesmo sem ter 
sido ensinado, ele teve um lampejo de cria-
tividade (um insight) e encaixou as varetas, 
formando uma vareta com extensão sufi-
ciente para “pescar” a cumbuca de frutas 
e trazê-la para o alcance das suas mãos (e 
boca, é claro).
Como o resultado da pesquisa apresentada 
envolvendo o macaco mostrou, os insights 
não surgem do nada, eles têm origem na fu-
são ou adaptação de conhecimentos já ad-
quiridos, assim, deixe o alquimista que exis-
te dentro de você agir livremente, associan-
do, adaptando, modificando e combinando 
os comportamentos do seu repertório com-
portamental.
Não guarde as suas ideias em uma gaveta, 
tenha iniciativa e apresente-as para outras 
pessoas, procure conversar com pessoas 
que não pensem como você, a divergência 
é uma fonte de criatividade, pois manterá 
você em contato com outros pontos de vis-
ta.
O nosso cérebro precisa de estímulos, en-
tão, seja eclético e ouça músicas de estilos 
diferentes do seu gosto musical, por exem-
plo, se gosta de samba, escute rock e músi-
ca clássica, se gosta de rock, procure ouvir 
jazz ou um bom sertanejo de raiz.
Faça coisas diferentes, conheça lugares di-
ferentes, pode ser no seu bairro, na sua ci-
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades82/272
dade, no seu estado, no seu país ou mesmo 
no exterior, viajar vai fazer com que você en-
tre em contato com culturas e hábitos dife-
rentes, e isso lhe ajudará a ser uma pessoa 
mais criativa.
Portanto, dê a devida atenção e relevância 
ao processo criativo, não se canse de ser um 
excelente observador, pois somente a criati-
vidade irá fornecer diferenciação suficiente 
para atrair mais clientes dispostos a pagar o 
preço de um produto ou serviço que atenda 
melhor as suas necessidades.
Mas, e sobre as fontes para encontrar opor-
tunidades de negócios, será que existem re-
comendações para encontrá-las?
Sim, de acordo com Degen (2005) e Maxi-
miniano (2006), existem várias fontes para 
se encontrar oportunidades de negócio, e a 
primeira que você irá aprender diz respeito 
às necessidades das pessoas. As necessi-
dades das pessoas por produtos e serviços 
é uma rica fonte de oportunidades, se as 
pessoas reclamam continuadamente de um 
Link
Veja mais sobre como diferenciar uma oportuni-
dade de negócios em: REVISTA PEGN. Como di-
ferenciar uma ideia de uma oportunidade de ne-
gócios. Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=3M6IuBYEjEc>. Acesso em: 27 
set. 2017. (Vídeo do Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=3M6IuBYEjEchttps://www.youtube.com/watch?v=3M6IuBYEjEc
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades83/272
produto, por exemplo, a oportunidade está 
em fazer esse produto melhor e eliminar o 
motivo das reclamações (DEGEN, 2005). 
Quer um exemplo? A empresa “marido de 
aluguel”. Quem nunca escutou uma mulher 
reclamando que o seu marido nunca tem 
tempo de arrumar aquela torneira que está 
pingando ou de consertar o portão que não 
abre mais no automático ou ainda de trocar 
a fiação para que chuveiro fique mais aque-
cido no inverno?
Portanto, não se esqueça, observe as defici-
ências, a oportunidade surgirá no momento 
em que você propor melhorias para saná-las. 
Lembra-se do processo de destruição cria-
tiva de Schumpeter (Tema 1)? Todo negócio 
pode ser aperfeiçoado ou reinventado, se o 
dono (empreendedor) não estiver atento e 
não o fizer, outro empreendedor o fará. Mas 
tome cuidado, melhorar um produto ou um 
serviço é pouco para se criar um novo negó-
cio, mesmo atendendo às necessidades não 
supridas dos consumidores, você pode dizer 
por quê? Porque uma simples adaptação ou 
um melhoramento pode ser facilmente co-
piado pela concorrência, fique atento a esse 
detalhe (DEGEN, 2005).
Outra maneira de se identificar oportunida-
des é observando as tendências de merca-
do, o mecânico de automóveis que se apri-
morou em consertar a injeção de combustí-
vel eletrônica se deu bem, porque esse me-
canismo foi uma tendência que virou moda, 
já os mecânicos que não se atentaram a 
essa tendência perderam espaço no mer-
cado e clientes. Alguém pensaria em abrir 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades84/272
um quiosque de acessórios de celulares em 
um shopping center 10 anos atrás? Alguém 
se arriscaria a abrir uma locadora de vídeos 
nos dias de hoje? Preste atenção nas ten-
dências para encontrar boas oportunidades 
de negócios e evitar riscos desnecessários 
ao empreender (DEGEN, 2005; MAXIMIA-
NO, 2006).
Mais uma fonte de oportunidade é a cha-
mada “derivação da ocupação atual”, pelo 
nome parece que vem complicação... Não 
se intimide com o nome, a derivação da 
ocupação atual é aquele momento em que 
um torneiro mecânico compra o seu próprio 
torno porque sabe que prestará um serviço 
melhor que o seu patrão, abrindo a sua pró-
pria empresa (DEGEN, 2005; MAXIMIANO, 
2006).
Outro modo de encontrar oportunidades 
é procurando outras aplicações para um 
mesmo produto ou serviço ou ainda para 
um processo ou para uma tecnologia. Lem-
bra-se do exercício de criatividade para en-
contrar aplicações para o tijolo? É disso que 
se trata essa estratégia. Pense em um drone 
(aqueles aparelhos que voam e são opera-
dos por controle remoto). Alguns empre-
endedores encontraram várias aplicações 
para este equipamento, como fotos aéreas 
panorâmicas, avaliação para manutenção 
de telhados e até para entrega de pizzas, 
como no caso da empresa americana Do-
mino´s pizza, denominado de DomiCopter. 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades85/272
Você ainda pode transformar as suas ideias 
em oportunidades explorando os seus hob-
bies ou imitando o que empreendedores 
bem-sucedidos fizeram. Para ilustrar, segue 
a história real de um empreendedor que ti-
nha como hobbie uma rádio de pequeno al-
cance. Ele percebeu que algumas empresas 
de internet possibilitam o acesso via rádio, 
então ele aproveitou o seu conhecimento e 
montou uma prestadora de serviço de aces-
so à internet na comunidade em que ele vi-
via.
Seja qual for o nível de criatividade ou o teor 
das ideias, o empreendedor deve desenvol-
ver um faro apurado para farejar boas opor-
tunidades e deve fazer isso monitorando 
constantemente as três fontes mais impor-
tantes de oportunidades, a saber: as mu-
danças tecnológicas, as mudanças políticas 
ou de regulamentos e as mudanças sociais e 
demográficas (BARON; SHANE, 2007).
A mudança tecnológica é uma fonte im-
portante de oportunidades para o desen-
volvimento de práticas empreendedoras de 
valor, viabilizando assim a abertura de no-
vas empresas, pois são as novas invenções 
Link
Assista ao filme da apresentação desta nova apli-
cação do drone, a entrega de pizza em: DOMINO’S 
PIZZA UK & ROI. Introducing the Domino’s Domi-
Copter! Disponível em: <https://www.youtube.
com/watch?v=on4DRTUvst0>. Acesso em: 27 
set. 2017. (Vídeo do Youtube) 
https://www.youtube.com/watch?v=on4DRTUvst0
https://www.youtube.com/watch?v=on4DRTUvst0
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades86/272
tecnológicas que propiciam aplicações para 
redesenhar processos, serviços ou produtos 
de tal forma que seja mais fácil e produtivo 
fabricar um produto ou prestar um servi-
ço que muito provavelmente deixará os da 
concorrência obsoletos ou com baixo poder 
de competitividade. O surgimento da inter-
net, por exemplo, se deu basicamente para 
satisfazer às necessidades acadêmicas de 
produção de conhecimento, permitindo in-
teração entre os pesquisadores e possibili-
tando consultas sem necessidade de deslo-
camentos pela publicação on-line dos rela-
tórios e dos resultados das suas pesquisas. 
Contudo, muitas pessoas se aproveitaram 
desta mudança tecnológica de alto impac-
to para criar aplicações que se transforma-
ram em negócios de sucesso. Neste ponto 
é importante ressaltar que quanto maior o 
impacto, a importância e a abrangência da 
mudança tecnológica, maior será a quanti-
dade de empreendimentos que serão aber-
tos em função da sua aplicação e aprovei-
tamento.
As mudanças políticas, na legislação e na 
regulamentação dos diversos setores eco-
nômicos também são fontes de geração de 
oportunidades. Alguns estados brasileiros 
possuem uma legislação que exige que na 
ocasião da venda e da transferência de um 
veículo automotor seja realizada uma revi-
são geral em uma oficina autorizada e de-
vidamente credenciada. O empreendedor 
que se atentou a esse detalhe no início de 
vigência desta legislação deve ter enxer-
gado este fato como uma oportunidade e 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades87/272
a aproveitou para montar a sua oficina me-
cânica e credenciá-la para torná-la apta a 
realizar essas revisões. Todavia, o empre-
endedor com “E” maiúsculo não se aten-
ta a essas mudanças apenas para levan-
tar oportunidades de negócio, ele também 
monitora constantemente essas mudanças 
para evitar que uma nova regulamentação 
possa prejudicar ou extinguir o seu negó-
cio, como foi o caso dos empreendimentos 
que gerenciavam grandes placas de publi-
cidade (outdoor) no município de São Paulo 
na época em que elas foram proibidas por 
força de Lei (Lei Municipal Cidade Limpa, nº 
14.223).
Mudanças sociais e demográficas também 
geram fontes importantes de oportunida-
des para a prática empreendedora. Sabe 
aquela bijuteria usada pela protagonista da 
novela das nove horas? Tenha certeza que 
ela será alvo de desejo de uma parte da au-
diência, gerando uma oportunidade para 
que empreendedores de acessórios femini-
nos passem a fabricá-la e disponibilizá-las 
nos pontos de venda para saciar esse desejo 
e demonstrar que a usuária ou o usuário se 
identificam com a personagem ou com o es-
tilo dela. Outro bom exemplo de como mu-
danças demográficas são fontes de oportu-
nidades de negócio é aquela extensa região 
degradada e abandonada do seu bairro que 
foi incorporada por uma grande construto-
ra e será transformada em um residencial. 
Com o crescimento populacional, surgirão 
várias demandas de novos negócios para 
atender aos novos moradores. Que tal mais 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades88/272
um exemplo de mudança social que gerou 
oportunidades para a abertura de novos 
negócios? O uso de barba e bigode entre 
os homens se tornou crescente na década 
de 2010 e, com isso, surgiram oportunida-
des para prestar serviços aos vaidosos bar-
budos, que foram muito bem aproveitadas, 
haja vista a quantidade de barbearias que 
foram abertas com essa finalidade. É cla-
ro que as que sobrevivem são aquelas que 
criaram algum tipo de diferencial competi-
tivo, como a oferta de jogos, café, sucos eaté bebidas alcoólicas para entreter e tor-
nar mais agradável a espera do cliente para 
ser atendido.
Você já sabe como ser criativo, já sabe como 
transformar as ideias em oportunidades e já 
sabe onde encontrar oportunidades, agora 
falta saber como validar essas ideias. O pro-
cesso de validação de uma ideia consiste em 
identificar e calcular os riscos envolvidos no 
negócio, comprovando que houve um ca-
samento entre ideia e oportunidade e que 
o negócio é viável e pode ser edificado, pois 
as chances de sucesso serão grandes.
De acordo com Dornelas (2014), diversos 
fatores devem ser levados em consideração 
no processo de validação de uma oportuni-
dade, indicando que é altamente recomen-
dável que o empreendedor conheça muito 
bem o setor no qual a oportunidade se en-
caixa, identificando a demanda do mercado 
e os diferenciais competitivos envolvidos 
com o produto ou serviço que será lança-
do para aproveitar a oportunidade alvo da 
avaliação. Para este autor, toda e qualquer 
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades89/272
oportunidade deve ser minuciosamente 
avaliada, levando em consideração as se-
guintes questões:
1. A qual mercado ela atende?
2. Qual o retorno econômico que ela 
proporcionará?
3. Quais são as vantagens competitivas 
que ela trará ao negócio?
4. Qual é a equipe que transformará essa 
oportunidade em negócio?
5. Até que ponto o empreendedor está 
comprometido com o negócio?
Além de responder a essas questões, é de 
suma importância que, para validar uma 
ideia, você converse com um especialista 
da área de atuação da empresa, com futu-
ros clientes, com seus amigos e parentes. O 
importante é vender seu produto ou serviço 
antes que ela seja concebido e receber bas-
tante feedback sobre ele. O detalhamento 
da validação da ideia será feito no plano de 
negócios, portanto, se você vai empreender, 
prepare-se para ser flexível e reconhecer 
que nem sempre você e suas ideias são per-
feitas. Adaptações, desistências, rupturas 
fazem parte do jogo e é melhor ficar frus-
trado com uma ideia que se mostrou ruim 
antes de se edificar o empreendimento do 
que ficar frustrado com um negócio que fa-
liu por conta de fatores que poderiam ser 
previstos, pense nisso.
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades90/272
Você chegou ao final deste terceiro tema e já aprendeu o suficiente para compreender que o em-
preendedorismo acontece quando pessoas realizadoras mobilizam seus comportamentos em-
preendedores para aproveitarem oportunidades reais de negócios devidamente validadas.
Link
 Saiba mais sobre as práticas de validação de oportunidades assistindo ao vídeo: EMPREENDEDOR DO 
ZERO. Como Descobrir se a sua IDEIA DE NEGÓCIO Vale a Pena - Parte 1 - Empreendedordozero.com.
br. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=ut5QHhrc25w>. Acesso em: 27 set. 2017. 
(Vídeo do Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=ut5QHhrc25w
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades91/272
Glossário
Criatividade: É um conceito que designa o estado de um indivíduo propenso a criar coisas (pro-
cessos, produtos, sistemas, ações, serviços) originais e úteis que possam melhorar a vida dele 
próprio ou a de outros indivíduos, seja pelo incremento ou pela otimização da utilidade, da qua-
lidade, da usabilidade ou do custo da nova criação frente ao que se tinha anteriormente.
Repertório comportamental: É o termo utilizado para se referir ao conjunto de Conhecimento, 
Habilidades e Atitudes (CHA) de um organismo vivo.
Zona de conforto: É um termo que denomina a situação em que uma pessoa fica satisfeita com 
a realidade atual e então se acomoda de tal maneira que não consegue mais enxergar as novida-
des ou as outras opções para se lidar com a realidade.
Questão
reflexão
?
para
92/272
Pense no seu ambiente de trabalho e tome como verda-
deiro que ele precisa de um banho de criatividade para 
que você consiga levantar novas oportunidades que be-
neficiarão a sua carreira profissional e o desempenho da 
sua empresa. Que ações você adotaria para gerar novas 
ideias e como você avaliaria se essas ideias podem real-
mente ser encaradas como oportunidades?
93/272
Considerações Finais
• Estimule a criatividade, pois fazer as coisas sempre da mesma forma, repetindo padrões e 
ações já aprendidos não ajudará no seu desenvolvimento profissional.
• Evite cair na zona de conforto, pois o mundo muda a cada instante e nesta mesma velocidade 
surgem novas maneiras de se lidar com as coisas, estagnar-se na zona de conforto é um vene-
no para a criatividade e para a sua carreira.
• Procure oportunidades em tudo o que você possa observar, principalmente nas reclamações 
das pessoas, nas deficiências de produtos e nas tendências de mercado.
• Valide sempre ideias de negócio antes de partir para a ação, é melhor se frustrar com a rejeição 
de uma má ideia do que só descobrir isso na prática, desperdiçando assim recursos essenciais 
para se abrir um negócio (tempo, dinheiro e esforço pessoal).
Unidade 3 • Avaliação de oportunidades94/272
Referências 
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Paulo: Pioneira, 1996.
BARON, R. A., SHANE, S. A. Empreendedorismo: uma visão do processo. São Paulo: Cengage Le-
arning, 2007.
BETTL, Sandra. Os perigos da zona de conforto. 2012. Disponível em: <https://endeavor.org.br/
os-perigos-da-zona-de-conforto/>. Acesso em: 27 set. 2017. 
DEGEN, Ronald. O Empreendedor: fundamentos da iniciativa empresarial. São Paulo: Pearson, 
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DOMINO’S PIZZA UK & ROI. Introducing the Domino’s DomiCopter! Disponível em: <https://www.
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LTC, 2014.
FUNDAÇÃO BRASIL CRIATIVO. O que é criatividade? 2014. Disponível em: <http://fbcriativo.org.
br/pt/site/publicacoes/criatividade/o-que-e-criatividade/>. Acesso em: 27 set. 2017.
MAXIMIANO, Antonio C. A. Administração para empreendedores: fundamentos da criação e da 
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https://endeavor.org.br/os-perigos-da-zona-de-conforto/
https://www.youtube.com/watch?v=on4DRTUvst0
https://www.youtube.com/watch?v=on4DRTUvst0
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Unidade 3 • Avaliação de oportunidades95/272
NEVES FILHO, Hernando Borges; DE CARVALHO NETO, Marcus Bentes; TAYTELBAUM, Giovanni 
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(Sapajus spp.), Animal Cognition,Berlin. v. 20, p. 1-14, ago. 2016.
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2017. 
REVISTA PEGN. Como diferenciar uma ideia de uma oportunidade de negócios. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=3M6IuBYEjEc>. Acesso em: 27 set. 2017. (Vídeo do Youtu-
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SCHNEIDER, Elton Ivan; BRANCO, Henrique. A caminhada empreendedora: a jornada de trans-
formação de sonhos em realidade. Curitiba: InterSaberes, 2012.
UNIVERSIA BRASIL. 10 características paradoxais de pessoas criativas. 2015. Disponível em: 
<http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-pa-
radoxais-pessoas-criativas.html>. Acesso em: 27 set. 2017.
VIEIRA, Diego Padovan. O que significa empatia e apatia? 2013. Disponível em: <http://www.
administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356>. Acesso em: 
27 ago. 2017.
https://pixabay.com/pt/sem-imagina%C3%A7%C3%A3o-sem-inspira%C3%A7%C3%A3o-l%C3%A1pis-152217/
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https://www.youtube.com/watch?v=3M6IuBYEjEchttp://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.html
http://noticias.universia.com.br/destaque/noticia/2013/09/04/1046972/10-caracteristicas-paradoxais-pessoas-criativas.html
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356
http://www.administradores.com.br/artigos/cotidiano/o-que-significa-empatia-e-apatia/73356
96/234
1. Baron e Shane (2006) indicam que a criatividade é o resultado da conver-
gência de alguns fatores como as habilidades intelectuais do ser humano, de 
uma ampla e rica base de conhecimentos (repertório comportamental), de 
um estilo de pensamento flexível, de certos traços de personalidade (aceita-
ção em correr riscos, por exemplo) e de um ambiente que estimule e apoie 
ideias criativas. Qual foi a denominação dada por esses pesquisadores para 
essa maneira de se analisar a criatividade?
a) Abordagem divergente.
b) Abordagem de confluência.
c) Abordagem sistemática.
d) Abordagem da criatividade convergente.
e) Abordagem da diversidade de fatores.
Questão 1
97/234
2. Para estimular a criatividade, gerar ideias e encontrar oportunidades de 
negócio para essas ideias, é necessário que o indivíduo evite a zona de con-
forto. 
Escolha a alternativa que contenha a correta definição para o termo “zona de conforto”.
a) É o termo que designa o contexto de um ambiente de trabalho que proporciona uma sensa-
ção de conforto para o indivíduo que, por sua vez, poderá usufruir de um ambiente propicio 
para desenvolver as suas ideias.
b) É o termo que conceitua aquele momento no qual o empreendedor pode fazer as suas esco-
lhas, baseado em fatos reais levantados do mercado, gerando novas ideias que poderão se 
tornar grande oportunidades de negócio.
c) É o termo mais adequado para descrever as pessoas que se acomodam ao realizar o seu 
trabalho, principalmente pelo fato da estabilidade gerada pela sua competência e conheci-
mento de gestão do empreendimento.
Questão 2
98/234
d) É o termo que denomina a situação em que uma pessoa fica satisfeita com a realidade atual 
e então se acomoda de tal maneira que não consegue mais enxergar as novidades ou as ou-
tras opções para lidar com a realidade.
e) É o termo empregado para tratar do estado dos empreendedores que não avaliam os ris-
cos envolvidos na transformação das ideias em oportunidades de negócios pelo conforto de 
contar especialistas para administrar a empresa.
Questão 2
99/234
3. Os lampejos de criatividade (insights) surgem da fusão ou adaptação de co-
nhecimentos já adquiridos, valorizando assim o repertório comportamental 
de um indivíduo. 
Diante disso, escolha a alternativa que demonstre a situação de veracidade correta das quatro 
sentenças em relação à criatividade.
I. O ideal é guardar as suas ideias em uma gaveta, pois a iniciativa de apresentá-las para outras 
pessoas pode fazer você perder a oportunidade de transformá-la em um negócio de sucesso.
II. É aconselhável que você procure conversar com pessoas que não pensem como você, a 
divergência é uma fonte de criatividade, pois manterá você em contato com outros pontos de 
vista.
III. Cuidado com a curiosidade, ela poderá colocar em sérios problemas. Ao ser curioso, você 
pode apenas imitar o que já existe, seja em termos de repertório comportamental ou de de-
senvolvimento de novos produtos.
IV. É recomendável que você seja eclético e ouça músicas de estilos diferentes do seu gosto 
musical, por exemplo, se gosta de samba, escute rock e música clássica, se gosta de rock, pro-
cure ouvir jazz ou um bom sertanejo de raiz.
Questão 3
100/234
a) Apenas a sentença II é verdadeira.
b) Apenas as sentenças II, III e IV são verdadeiras.
c) Apenas as sentenças II e IV são verdadeiras.
d) Apenas as sentenças III e IV são verdadeiras.
e) Apenas as sentenças I e III são verdadeiras.
Questão 3
101/234
4. ___________________ por produtos e serviços é uma rica fonte de 
oportunidades, se as pessoas reclamam continuadamente de um produto, 
por exemplo, a oportunidade está em fazer esse produto melhor e eliminar 
o motivo das reclamações. 
Qual o termo que preenche corretamente a lacuna da sentença anterior?
a) As necessidades das pessoas.
b) A destruição criativa.
c) As tendências de mercado.
d) A derivação da ocupação atual.
e) A procura por outras aplicações.
Questão 4
102/234
5. Seja qual for o nível de criatividade ou o teor das ideias, o empreendedor 
deve desenvolver um faro apurado para farejar boas oportunidades e deve 
fazer isso monitorando constantemente as três fontes mais importantes de 
oportunidades. 
Escolha a alternativa que contenha essas três fontes de oportunidades.
a) Necessidade do consumidor; disponibilidade de capital; meios ideais para produzir um pro-
duto ou prestar um serviço.
b) Mudanças tecnológicas; mudanças políticas ou de regulamentos; mudanças sociais e de-
mográficas.
c) Condições do mercado de atuação; qualificação da mão de obra e ponto estratégico de lo-
calização do empreendimento.
d) Demanda reprimida; nicho de mercado para os produtos ou serviços; assessoria comercial 
qualificada.
e) Consultoria em desenvolvimento de produtos, assessoria contábil e de custos; apoio de en-
tidades de classe (SEBRAE).
Questão 5
103/234
Gabarito
1. Resposta: B.
“Abordagem de confluência” é a denomina-
ção correta para a análise realizada por es-
ses autores.
2. Resposta: D. 
“Zona de conforto” é o termo que denomina 
a situação em que uma pessoa fica satisfei-
ta com a realidade atual e então se acomo-
da de tal maneira que não consegue mais 
enxergar as novidades ou as outras opções 
para se lidar com a realidade
3. Resposta: C.
Para estimular a criatividade, além das re-
comendações descritas nas frases II e IV, é 
preciso tirar as ideias da gaveta e mostrá-las 
para as pessoas, assim como a curiosidade 
deve ser uma prática constante da vida do 
empreendedor.
4. Resposta: A.
“As necessidades das pessoas” é o termo 
correto que completa a lacuna da sentença.
5. Resposta: B.
Mudanças tecnológicas; mudanças políti-
cas ou de regulamentos; mudanças sociais 
e demográficas são, segundo Baron e Shane 
(2007), as três fontes mais importantes de 
oportunidades.
104/272
Unidade 4
Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa
Objetivos
1. Apresentar as possibilidades de tipos 
de empresas.
2. Descrever os ciclos de vida de empre-
sas e de produtos.
3. Compreender a análise do setor de 
atuação.
4. Definir os conceitos de nicho de mer-
cado e público-alvo.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa105/272
Introdução
Olá, estudante, você está prestes a chegar 
à metade do seu aprendizado sobre empre-
endedorismo e já deve estar ansioso para 
saber o conteúdo deste tema 4.
Saiba que você aprenderá sobre os tipos de 
empresas que podem ser constituídas aqui 
no Brasil. Aliás, você sabia que tanto as em-
presas como os produtos têm um ciclo de 
vida? Isso mesmo, ambos apresentam um 
ciclo de vida que deve ser conhecido e mo-
nitorado pelo empreendedor para que ele 
possa prever ações de reestruturação ou re-
direcionamento do seu negócio e dos pro-
dutos ou serviços que ele comercializa.
Além do ciclo de vida, o empreendedor tem 
de compreender o quão importante é anali-
sar constantemente o seu setor de atuação, 
assim como é importante identificar o seu 
público-alvo e aprender a descobrir nichos 
de mercado.
É justamente por conta desta importância 
que estes conceitos serão tratados nes-
te tema, por isso, preste bastante atenção 
nas definições e nas possibilidades de apli-
cações, pois só assim você poderá dominar 
os fundamentos, processos e tendências do 
empreendedorismo e se destacar como um 
empreendedor ou intraempreendedor de 
sucesso.
Boa leitura.
1. Tipos de Empresas
Você está acostumado a comprar produtos 
e serviços de várias empresas, seja das que 
produzem ou das que comercializam pro-
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa106/272dutos ou ainda das que prestam assistência 
técnica ou qualquer outro tipo de serviço, 
porém, já se deu conta de que essas em-
presas podem ser tipificadas de diferentes 
maneiras? Pois é, são exatamente 10 tipos 
possíveis de enquadramento das empresas 
no Brasil, a saber: Sociedade limitada; Em-
presário individual; Empresa Individual de 
Responsabilidade Limitada (EIRELI); Micro-
empreendedor individual; Sociedade em-
presária; Sociedade anônima; Sociedade 
em comandita simples; Sociedade simples; 
Sem fins lucrativos e Sociedade em nome 
coletivo. Que tal conhecer, de forma resu-
mida, as características de cada um desses 
tipos?
1.1 Sociedade limitada: uma empresa de 
sociedade limitada deve ter no mínimo 2 
sócios e pode optar pelo sistema simples 
nacional com tributação baseada no lu-
cro presumido ou lucro real. Este tipo de 
empresa pode ser constituído para explo-
rar atividades econômicas de produção 
ou circulação de bens ou de serviços. Na 
sociedade limitada, são os sócios que res-
ponderão, de forma proporcional, pelo ca-
pital social da empresa, assim como pelas 
dívidas contraídas aos seus credores para 
exercer as suas atividades.
1.2 Empresário individual: neste tipo de 
empresa, apenas uma pessoa física pode 
constituí-la, de modo que a composição 
do nome da empresa deve ser feita, obri-
gatoriamente, pelo nome civil (completo 
ou abreviado) do empreendedor, sendo 
facultativo adicionar uma menção à ati-
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa107/272
vidade do empreendimento ou um nome 
fantasia à razão social da empresa (nome 
civil do empreendedor). É importante res-
saltar que neste tipo de empresa não está 
prevista a separação jurídica entre os bens 
pessoais do empreendedor e os seus negó-
cios, o empreendedor responde de forma 
ilimitada pelas dívidas da empresa com a 
disponibilidade dos bens pessoais que in-
tegram o seu patrimônio, inclusive com os 
bens do seu cônjuge no caso dele ser ca-
sado em regime de comunhão de bens. O 
interessante neste tipo de empresa é que 
se o empreendedor não saldar as suas dí-
vidas pessoais, os credores poderão acio-
nar o patrimônio integralizado na empresa 
para saldar essas dívidas.
1.3 Empresa Individual de Responsabili-
dade Limitada (EIRELI): a possibilidade de 
constituir este tipo de empresa foi forma-
lizada em 2012. Uma EIRELI deve ser cons-
tituída por um titular, pessoa física maior 
de 18 anos que pode tanto ser brasileiro ou 
ter outra nacionalidade. A principal carac-
terística deste tipo de empresa é a exigên-
cia de que o capital a ser integralizado seja 
de, no mínimo, 100 vezes o valor do salário 
mínimo vigente, de forma que é esse valor 
de capital que limita a responsabilidade do 
titular. Outra característica é que o empre-
endedor que constituir uma EIRELI não po-
derá, em nenhuma hipótese, constituir ou 
fazer parte de outra empresa desta moda-
lidade. A sigla “EIRELI” deverá, obrigato-
riamente, ser adicionada ao final da razão 
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa108/272
social da empresa individual de responsa-
bilidade limitada.
1.4 Microempreendedor Individual (MI): 
o Microempreendedor Individual é aquele 
indivíduo que trabalha por conta própria 
e que formaliza legalmente as suas ativi-
dades. Ele deve respeitar um teto de fa-
turamento anual e não exceder esse teto 
durante as suas atividades sob o risco de 
perder as regalias do regime fiscal diferen-
ciado dado a este tipo de empresa. A razão 
social da empresa será o nome do MEI que, 
por sua vez, não poderá constituir ou parti-
cipar como sócio em outras empresas e só 
terá o direito de contratar um empregado 
que receba o salário mínimo ou o piso da 
categoria. Esse tipo de empresa foi forma-
lizado pela Lei Complementar nº 128, de 
19/12/2008, criando condições especiais 
para reduzir consideravelmente a infor-
malidade, proporcionando ao empreende-
dor formalizar a sua atividade via internet 
e obter o registro no Cadastro Nacional de 
Pessoas Jurídicas (CNPJ), facilitando assim 
ao acesso ao sistema financeiro, seja para 
movimentar uma conta corrente, para soli-
citar empréstimos e ainda emitir notas fis-
cais e boletos de cobrança. A grande van-
tagem do MEI é que ele passa a ter acesso 
aos benefícios governamentais como auxí-
lio-maternidade, auxílio-doença, aposen-
tadoria por idade e invalidez, auxílio-re-
clusão e pensão por morte. Tudo isso por 
conta de uma baixíssima contribuição em 
relação ao seu faturamento.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa109/272
1.5 Sociedade empresária: uma Socie-
dade Empresária poderá atuar em ativida-
des econômicas organizadas para a produ-
ção ou a circulação de bens ou de serviços. 
Neste tipo de empresa, as responsabilida-
des de cada um dos sócios são proporcio-
nais e restritas ao valor monetário das suas 
quotas, porém, mesmo assim, todos os só-
cios respondem solidariamente pela inte-
gralização do capital social. A principal ca-
racterística de uma sociedade empresária 
é que elas estão sujeitas a Lei da Falência 
(Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005), o 
que significa que elas têm direito à recupe-
ração judicial, à recuperação extrajudicial 
e a solicitação de falência do empresário e 
da sociedade empresária.
1.6 Sociedade anônima: a sociedade 
anônima (S/A) ou empresa jurídica de di-
reito privado é o tipo de empresa adota-
da pela maioria das grades empresas e é 
regulada pela Lei 6.404/76. Neste tipo de 
empresa, o capital é dividido em partes 
iguais que são denominadas de “ações”. 
Essas ações podem ser comercializadas na 
bolsa de valores e serem compradas por 
qualquer pessoa que, a partir do momen-
to da compra, torna-se também sócia da 
empresa, sem a necessidade de fazer parte 
do contrato social do empreendimento. É 
obrigatório que a razão social da empresa 
contenha a expressão “sociedade anôni-
ma”.
1.7 Sociedade em comandita simples: 
uma empresa do tipo sociedade em co-
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa110/272
mandita simples é constituída por dois ti-
pos de sócios, as pessoas físicas e os co-
manditários. As pessoas físicas são os 
responsáveis solidários e ilimitados pelas 
obrigações sociais, recebendo a denomi-
nação de “comanditados”. Já os comandi-
tários são aqueles que respondem exclusi-
vamente pelos valores de suas respectivas 
cotas. Neste tipo de empresa, é vedada a 
participação dos comanditários na gestão 
da empresa, sob pena de perder o caráter 
exclusivo de só responder pelas suas cotas, 
assumindo, nesse caso, a responsabilidade 
solidária e ilimitada.
1.8 Sociedade simples: este tipo de em-
presa é constituído por pessoas que reci-
procamente se obrigam a contribuir com 
bens ou serviços, para o exercício de uma 
dada profissão, partilhando entre elas os 
resultados obtidos e sem exercer a ativi-
dade de empresário. As empresas de so-
ciedade simples são formadas por pesso-
as que executam atividades intelectuais 
profissionalmente de natureza científica, 
literária ou artística. É importante ressal-
tar que as sociedades simples não podem 
desempenhar nenhuma atividade econô-
mica organizada que tenha como objetivo 
a produção ou circulação de bens ou servi-
ços.
1.9 Sem fins lucrativos: as organizações 
sem fins lucrativos revertem toda a sua re-
ceita para as atividades que as mantêm, 
que são desenvolvidas para se alcançar um 
objetivo comum aos seus membros, desde 
que esse objetivo não seja o lucro.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa111/272
1.10 Sociedade em nome coletivo: esta 
modalidade de empresa é constituída, obri-
gatoriamente, por pessoas físicas, existin-
do equidade entre os seus sócios que, por 
sua vez, respondem solidariamente e ili-
mitadamente pelas obrigações sociais do 
empreendimento. A característica princi-
pal desse tipo de empresa é que ela só pode 
ser administrada pelos seus sócios, pois 
a execução desta atividade por terceiros 
não é permitida. É obrigatório constar no 
nome da empresao nome de qualquer um 
dos sócios, acompanhado da expressão “& 
CIA”. Não é necessário que os sócios con-
tribuam com dinheiro ou bens para a inte-
gralização do capital social, pois ela pode 
ser feita com a prestação de seus serviços.
Agora que você tomou conhecimento so-
bre as características dos tipos de empre-
sas, que tal reforçar o seu aprendizado so-
bre as diferenças entre eles? Invista aproxi-
madamente 10 minutos do seu tempo para 
assistir aos dois vídeos sobre o tema. No 
primeiro vídeo sugerido, o CEO da empresa 
“Contabilizei” descreve os tipos de empre-
sa: Microempreendedor Individual (MEI), 
Empresa Individual, Empresa Individual de 
Responsabilidade Limitada (EIRELI), Socie-
dade Limitada (Ltda.). Já no segundo vídeo 
sugerido, a consultora de sistemas Larissa 
Ramos complementa as informações sobre 
os diferentes tipos de empresa.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa112/272
2. Ciclo de Vida de Empresa
De acordo com Adizes (2003), o ciclo de vida empresarial é composto por 10 fases, de modo 
que cinco delas fazem parte do ciclo de crescimento, uma fase é a de transição do crescimento 
para o envelhecimento e as últimas quatro fases compõem a etapa de envelhecimento do ci-
clo. A Figura 6 ilustra, ordenadamente, as 10 fases.
Link
NUVEM SHOP. [ENTREVISTA] MEI, EIRELI, Empresa Individual e LTDA: entenda os diferentes tipos de em-
presas. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kEuPJrM0YJA>. Acesso em: 27 set. 
2017. (Vídeo do Youtube)
BLUESOFT ERP: GESTÃO DE VAREJO. Tipos de Empresas | Papo Express. Disponível em: <https://www.
youtube.com/watch?v=7UEKPb86hw0>. Acesso em: 27 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=7UEKPb86hw0
https://www.youtube.com/watch?v=7UEKPb86hw0
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa113/272
Figura 6 | Fases do Ciclo de Vida Organizacional
 Fonte: adaptada de Adizes (2003).
Para Adizes (2003), o gestor de qualquer organização deve considerar essas 10 fases ao ge-
renciar o seu negócio e, por conta disso, o empreendedor deve estar consciente sobre em qual 
fase o seu empreendimento se encontra para tomar as decisões certas, evitando assim a mor-
te da empresa. Para esse autor, a identificação do estágio do ciclo de vida no qual a empresa 
se situa, propicia ao empreendedor a possibilidade de planejar intercorrências preventivas, 
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa114/272
visando evitar problemas futuros e preparando-se para agir diante de novos cenários, ado-
tando estratégias que levem a empresa a enfrentar os desafios de cada estágio e assim ganhar 
competitividade diante dos seus concorrentes.
Para facilitar o entendimento entre o ciclo de crescimento e de envelhecimento, o Quadro 2 
apresenta as respectivas características de cada ciclo em relação a seis fatores organizacio-
nais.
Quadro 2 | Características dos fatores organizacionais nos ciclos de crescimento e de envelhecimento
Fonte: Adizes (2003)
Para você aprender detalhadamente sobre cada uma das 10 fases do ciclo de vida proposto por 
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa115/272
Adizes (2003) e saber agir diante delas, realize a leitura do artigo a seguir.
Complemente o seu aprendizado conhecendo como as práticas de gestão podem influenciar o 
ciclo de vida das empresas.
Para saber mais
FROHLICH, Luzia; ROSSETTO, Carlos Ricardo; SILVA, Anielson Barbosa da. Implicações das práticas de ges-
tão no ciclo de vida organizacional: um estudo de caso. Revista Análise, Porto Alegre, v. 18, n. 1, p. 139-
160, jan./jun. 2007. Disponível em: <http://www.elirodrigues.com/wp-content/uploads/2010/11/
IMPLICACAOES-DAS-PRATICAS-DE-GESTAO-NO-CICLO-DE-VIDA-ORGANIZACIONAL.pdf>. 
Acesso em: 27 set. 2017.
Link
DIAS, Luiz Guilherme. O Ciclo de Vida das Organizações: é possível uma empresa perpetuar-se? 2015.
Disponível em: <http://www.sabe.com.br/o-ciclo-de-vida-das-organizacoes-e-possivel-u-
ma-empresa-perpetuar-se/>. Acesso em: 27 set. 2017. 
http://www.elirodrigues.com/wp-content/uploads/2010/11/IMPLICACAOES-DAS-PRATICAS-DE-GESTAO-NO-CICLO-DE-VIDA-ORGANIZACIONAL.pdf
http://www.elirodrigues.com/wp-content/uploads/2010/11/IMPLICACAOES-DAS-PRATICAS-DE-GESTAO-NO-CICLO-DE-VIDA-ORGANIZACIONAL.pdf
http://www.sabe.com.br/o-ciclo-de-vida-das-organizacoes-e-possivel-uma-empresa-perpetuar-se/
http://www.sabe.com.br/o-ciclo-de-vida-das-organizacoes-e-possivel-uma-empresa-perpetuar-se/
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa116/272
3. Ciclo de Vida de Produto
Um empreendedor deve ter o cuidado de 
monitorar os seus produtos, verificando o 
status dele em relação ao seu ciclo de vida, 
afinal, um produto também nasce, cresce, 
se desenvolve, chega à maturidade e pode 
declinar até a sua morte.
Você tem ideia do motivo da necessidade de 
acompanhamento do ciclo de vida de pro-
duto? Ao se desenvolver um produto, é ne-
cessário investir recursos na sua concepção 
e nos processos necessários para a sua pro-
dução, nesta fase, o dinheiro apenas sai do 
caixa e ainda não proporciona nenhum tipo 
de receita. Em seguida, o produto deverá ser 
introduzido no mercado e para isso neces-
sita de mais investimentos para comunica-
ção, divulgação e disponibilidade no ponto 
de venda, porém, as receitas começam a ser 
auferidas, geralmente, com pouca expecta-
tiva de lucro somente no final dessa fase de 
introdução. Na próxima fase, as vendas do 
produto crescem aceleradamente e os lu-
cros começam a aparecer, chegando ambos 
(vendas e lucros) ao ápice na fase onde o 
produto já ganhou maturidade, lembrando 
que também é na fase de maturidade que, 
tanto as vendas como os lucros começam a 
apresentar um desgaste, declinando e indi-
cando que a fase de declínio foi alcançada. 
A Figura 7 ilustra as fases de ciclo de vida 
de produto com a demonstração do com-
portamento das vendas e do lucro em cada 
uma das fases.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa117/272
Figura 7 | Lucros e vendas no ciclo de vida de produto
Fonte: adaptada de Kotler e Armstrong (2015, p. 298).
O importante é que o empreendedor tenha a consciência que todos os produtos do seu portfólio 
passarão por cada uma das fases do ciclo de produtos e que ele deve ficar atento aos sinais que 
indicarão o fim da fase de maturidade e o início do declínio. É muito comum nesta transição que 
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa118/272
o produto exija frequentes redução de seu 
preço ou não permita mais reajustes, afe-
tando a lucratividade para continuar ven-
dendo, pois ele já perdeu seus diferenciais 
competitivos e agora a disputa é por preço 
e, neste caso, quem vende mais barato ven-
dará uma quantidade maior. Existem duas 
opções para o empreendedor que detecta 
um produto ou serviço na fase de declínio, 
você poderia dizer quais são? Descontinu-
ar o produto (parar de produzi-lo ou de co-
mercializá-lo) ou realizar uma remodelação 
para estender a sua vida, contudo, muito 
cuidado com essa última opção, haja vista 
que ela exigirá um investimento e o seu re-
torno deve ser meticulosamente calculado 
para que não exista desperdício de recursos 
com um produto desgastado e rejeitado pe-
los clientes.
Link
Que tal assistir a um vídeo bem explicativo sobre 
o ciclo de vida de produto? Acesse ao link indica-
do e complemente o seu aprendizado sobre este 
conteúdo: KAH ADM. Ciclos de vida dos produtos 
e Matriz BCG. Avaliação do portfólio de produtos. 
Disponível em: <https://www.youtube.com/
watch?v=HOiNQJ8CpXw>. Acesso em: 27 set. 
2017. (Vídeo do Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=HOiNQJ8CpXw
https://www.youtube.com/watch?v=HOiNQJ8CpXw
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa119/272
4. Análise do Setor de Atuação
Uma análise do setor de atuação é um estu-
do cujo resultado visa descrever o contexto 
ambiental no qual a empresa está inserida. 
Essa análise engloba o ambiente externo da 
empresa, passando pelos aspectos econô-micos (conjuntura econômica), tecnológi-
cos, pela concorrência e principalmente pelo 
perfil do consumidor, procurando identificar 
tendências ou inovações que certamente 
afetarão o negócio. Os potenciais impactos 
identificados poderão ter aspectos distin-
tos como identificar uma oportunidade ou 
um risco, ou ainda servir de parâmetro para 
avaliar o desempenho da empresa frente 
aos seus concorrentes.
A partir da análise setorial, o empreendedor 
poderá entender se o mercado do seu setor 
de atuação está crescendo, já está satura-
do ou ainda se está reduzindo de tamanho. 
Também será possível medir a participação 
relativa da sua empresa no mercado, em ou-
tras palavras, mensurar a sua fatia de par-
ticipação de mercado (market share). Uma 
análise setorial válida e efetiva deve inicial-
mente apresentar uma descrição geral do 
setor de atuação, envolvendo os produtos, 
serviços e tecnologias disponíveis, a estru-
tura deste mercado, a dinâmica (se existe 
sazonalidade) e o potencial de crescimen-
to, descrevendo também um quadro sobre 
a concorrência e sobre os fornecedores. Fi-
nalmente, a análise setorial dever abranger 
um estudo sobre os canais de distribuição, 
assim como do perfil dos clientes.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa120/272
Link
Quer exemplos de análise de setor?
Visite o site “Administradores” e leia o artigo “Análise Setorial: análise quantitativa do setor de bebidas 
no período de 2008 a 2010”, que apresenta uma análise do setor de bebidas no Brasil entre 2008 e 
2010, trazendo um estudo de caso sobre o consumo e as principais empresas deste setor. 
SILVA, Fábio. Análise Setorial: análise quantitativa do setor de bebidas no período de 2008 a 2010. 2012. 
Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/analise-setorial-ana-
lise-quantitativa-do-setor-de-bebidas-no-periodo-de-2008-a-2010/67913/>. Acesso em: 27 
set. 2017.
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/analise-setorial-analise-quantitativa-do-setor-de-bebidas-no-periodo-de-2008-a-2010/67913/
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/analise-setorial-analise-quantitativa-do-setor-de-bebidas-no-periodo-de-2008-a-2010/67913/
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa121/272
Link
Se você quiser aprender mais sobre a análise setorial e conhecer uma ferramenta gratuita disponibi-
lizada pelo SEBRAE para auxiliar o empreendedor a realizar uma análise de setor na prática, acesse os 
seguintes links:
SEBRAE. Como iniciar uma análise de mercado para tomar decisões. 2015. Disponível em: <https://
www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-mercado-
-para-tomar-decisoes,500d7e0805b1a410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 27 
set. 2017.
SEBRAE. Click Marketing é uma ferramenta online para analisar um negócio gratuitamente, facilitando 
o planejamento do acesso da empresa a um ou mais mercados. 2014. Disponível em: <https://www.
sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-plano-estrategi-
co-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 27 set. 2017.
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-mercado-para-tomar-decisoes,500d7e0805b1a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-mercado-para-tomar-decisoes,500d7e0805b1a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-mercado-para-tomar-decisoes,500d7e0805b1a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-plano-estrategico-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-plano-estrategico-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-plano-estrategico-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa122/272
5. Nicho de Mercado e Público-
-alvo
Você conseguiria definir o conceito de mer-
cado? O termo “mercado” serve para de-
signar o ambiente onde os agentes econô-
micos realizam a troca de bens ou serviços 
por dinheiro. O mercado é segmentado em 
setores (automobilístico, turismo e lazer, 
produtos de beleza...), e os segmentos de 
mercado podem ainda serem fracionados 
de tal modo que uma dessas frações pode 
ser identificada como um nicho de merca-
do. Mas o que seria um nicho de mercado? 
“Nicho de mercado” é a denominação da-
quela parcela subsegmentada de clientes 
que ainda não possui as suas necessidades 
satisfeitas e está disposta a pagar um preço 
diferenciado para quem melhor supri-las. 
Encontrar nichos de mercado é uma exce-
lente oportunidade para o empreendedor 
edificar um negócio com alta lucrativida-
de, afinal, o cliente sempre estará dispos-
to a pagar mais por um produto ou serviço 
que lhe agregue valor ao satisfazer as suas 
necessidades latentes que ainda não foram 
supridas.
Que tal alguns exemplos para facilitar o seu 
entendimento sobre mercado e nicho de 
mercado? Pense no mercado de produtos 
de higiene pessoal. Ele pode ser segmenta-
do em masculino e feminino, higiene para 
os cabelos, higiene para o couro cabeludo, 
higiene para o corpo, higiene para a boca. 
Cada segmento destes também é fraciona-
do, como no caso de um shampoo especial 
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa123/272
para cabelos longos e de crianças que ge-
ralmente atende ao segmento de “higiene 
pessoal” no subsegmento “cuidado para os 
cabelos para o público feminino”. A popu-
lação negra tem uma necessidade específi-
ca para o tipo de cabelo que caracteriza o 
seu fenótipo e, até pouco tempo atrás, essa 
necessidade não era atendida, até que um 
empreendedor detectou essa necessidade 
e desenvolveu produtos específicos para 
cuidar dos cabelos dos afrodescendentes e 
aproveitar este nicho de mercado.
Você quer mais um exemplo? O segmento 
de fraldas já tinha um público-alvo muito 
bem definido no segmento de fraldas para 
bebês. As empresas deste segmento não 
conseguiam ampliar este mercado cujo ta-
manho estava sendo reduzido na mesma 
proporção da queda da taxa de natalidade. 
Uma empresa, que pretendia entrar nes-
te segmento e não o fazia pela restrição de 
mercado, identificou que a população esta-
va envelhecendo e que uma parte dos ido-
sos precisa usar fralda geriátrica. Veja aqui 
outro nicho de mercado no segmento de 
“higiene pessoal”, subsegmento de “fraldas 
descartáveis para o público-alvo idosos” ou 
“pessoas com necessidades especiais”.
O termo “público-alvo” foi citado duas ve-
zes, então é melhor defini-lo para facilitar 
o seu entendimento. “Público-alvo” é de-
signação para o grupo de clientes poten-
ciais que apresenta uma predisposição para 
comprar um produto ou um serviço e, por 
isso, deve ser o centro das atenções para 
as ações de comunicação, propaganda e 
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa124/272
marketing da empresa.
Você quer conhecer dicas importantes para identificar o público-alvo? Leia o artigo: “Como defi-
nir o público-alvo para sua empresa?”.
Link
ENDEAVOR BRASIL. Como definir o público-alvo para sua empresa?. 2012. Disponível em <https://
endeavor.org.br/como-definir-o-publico-alvo-para-sua-empresa/>. Acesso em: 28 set. 2017.
https://endeavor.org.br/como-definir-o-publico-alvo-para-sua-empresa/
https://endeavor.org.br/como-definir-o-publico-alvo-para-sua-empresa/
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa125/272
Glossário
Análise do setor de atuação: é um estudo cujo resultado visa descrever o contexto ambiental no 
qual a empresa está inserida.
Nicho de mercado: é a denominação daquela parcela subsegmentada de clientes que ainda não 
possui as suas necessidades satisfeitas e está disposta a pagar um preço diferenciado para quem 
melhor supri-las.Público-alvo: é designação para o grupo de clientes potenciais que apresenta uma predisposi-
ção para comprar um produto ou um serviço e, por isso, deve ser o centro das atenções para as 
ações de comunicação, propaganda e marketing da empresa.
Questão
reflexão
?
para
126/272
Imagine a empresa na qual você trabalha e realize uma 
análise do setor de atuação dela, especifique a qual seg-
mento e subsegmento de mercado ela pertence. Identi-
fique o seu público-alvo e tente encontrar um nicho de 
mercado para os seus produtos ou serviços.
127/272
Considerações Finais
• Escolher o tipo correto de enquadramento de empresa é uma responsabilidade do empreen-
dedor que deve ser cuidadosamente realizado para evitar desperdício de recursos e dores de 
cabeça no futuro.
• Identificar o estágio do ciclo de vida no qual a empresa se situa fornece ao empreendedor a 
possibilidade de planejar intercorrências preventivas, preparando-o para agir diante de novos 
cenários e adotar estratégias que levem a empresa a enfrentar os desafios de cada estágio, e 
assim ganhar competitividade diante dos seus concorrentes.
• É de suma importância que o empreendedor tenha a consciência que todos os produtos do 
seu portfólio passarão pelas cinco fases do ciclo de produtos e que ele deve ficar atento aos 
sinais que indicarão o fim da fase de maturidade e o início do declínio.
• Encontrar nichos de mercado é uma excelente oportunidade para o empreendedor edificar 
um negócio com alta lucratividade, afinal, o cliente sempre estará disposto a pagar mais por 
um produto ou serviço que lhe agregue valor ao satisfazer as suas necessidades latentes que 
ainda não foram supridas.
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa128/272
Referências
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BLUESOFT ERP: GESTÃO DE VAREJO. Tipos de Empresas | Papo Express. Disponível em: <https://
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-se?. 2015. Disponível em: <http://www.sabe.com.br/o-ciclo-de-vida-das-organizacoes-e-pos-
sivel-uma-empresa-perpetuar-se/>. Acesso em: 27 set. 2017.
ENDEAVOR BRASIL. Como definir o público-alvo para sua empresa?. 2012. Disponível em <ht-
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v. 18, n. 1, p. 139-160, jan./jun. 2007. Disponível em: <http://www.elirodrigues.com/wp-content/
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ZACIONAL.pdf>. Acesso em: 27 set. 2017.
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do Youtube)
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http://www.sabe.com.br/o-ciclo-de-vida-das-organizacoes-e-possivel-uma-empresa-perpetuar-se/
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https://endeavor.org.br/como-definir-o-publico-alvo-para-sua-empresa/
https://endeavor.org.br/como-definir-o-publico-alvo-para-sua-empresa/
http://www.elirodrigues.com/wp-content/uploads/2010/11/IMPLICACAOES-DAS-PRATICAS-DE-GESTAO-NO-CICLO-DE-VIDA-ORGANIZACIONAL.pdf
http://www.elirodrigues.com/wp-content/uploads/2010/11/IMPLICACAOES-DAS-PRATICAS-DE-GESTAO-NO-CICLO-DE-VIDA-ORGANIZACIONAL.pdf
http://www.elirodrigues.com/wp-content/uploads/2010/11/IMPLICACAOES-DAS-PRATICAS-DE-GESTAO-NO-CICLO-DE-VIDA-ORGANIZACIONAL.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=HOiNQJ8CpXw
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa129/272
KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. São Paulo: Pearson, 2015.
NUVEM SHOP. [ENTREVISTA] MEI, EIRELI, Empresa Individual e LTDA: entenda os diferentes tipos 
de empresas. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=kEuPJrM0YJA>. Acesso em: 
27 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
PEDRO, Andreia Maria. Características comportamentais dos empreendedores no modelo de 
ciclo de vida das organizações de Greiner. 2003. 112 f. Dissertação (Mestrado em Engenharia 
de Produção), Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2003. Disponível em: <ht-
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sAllowed=y>. Acesso em: 28 set. 2017.
SEBRAE. Como iniciar uma análise de mercado para tomar decisões. 2015. Disponível em: 
<https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-merca-
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____. Click Marketing é uma ferramenta online para analisar um negócio gratuitamente, fa-
cilitando o planejamento do acesso da empresa a um ou mais mercados. 2014. Disponível 
em: <https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-pla-
no-estrategico-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 27 set. 
2017.
https://www.youtube.com/watch?v=kEuPJrM0YJA
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/85425/224373.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/85425/224373.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://repositorio.ufsc.br/xmlui/bitstream/handle/123456789/85425/224373.pdf?sequence=1&isAllowed=y
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-mercado-para-tomar-decisoes,500d7e0805b1a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/como-iniciar-uma-analise-de-mercado-para-tomar-decisoes,500d7e0805b1a410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-plano-estrategico-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/sebraeaz/click-marketing-monte-seu-plano-estrategico-online,6ae6d106a0754410VgnVCM1000003b74010aRCRD
Unidade 4 • Iniciando um Novo Negócio: Pensando a Empresa130/272
SILVA, Fábio. Análise Setorial: análise quantitativa do setor de bebidas no período de 2008 a 
2010. 2012. Disponível em: <http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/analise-se-
torial-analise-quantitativa-do-setor-de-bebidas-no-periodo-de-2008-a-2010/67913/>. Acesso 
em: 27 set. 2017.
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/analise-setorial-analise-quantitativa-do-setor-de-bebidas-no-periodo-de-2008-a-2010/67913/
http://www.administradores.com.br/artigos/marketing/analise-setorial-analise-quantitativa-do-setor-de-bebidas-no-periodo-de-2008-a-2010/67913/
131/234
1. Existe uma possibilidade de constituição de um tipo de empresa que foi 
formalizada em 2012. Este tipo de empresa deve ser constituído por um titu-
lar, pessoa física maior de 18 anos que pode tanto ser brasileiro ou ter outra 
nacionalidade. A principal característica deste tipo de empresa é a exigência 
de que o capital a ser integralizado seja de, no mínimo, 100 vezes o valor do 
salário mínimo vigente, de forma que esse valor de capital limite a responsa-
bilidade do titular. 
Aponte a alternativa que denomine corretamente este tipo de empresa.
a) Micro Empreendedor Individual.
b) Sociedade Limitada.
c) Empresa Individual de Responsabilidade Limitada.
d) Empresário Individual.
e) Sociedade Empresária.
Questão 1
132/234
2. Uma Sociedade Empresária poderá atuar em atividades econômicas or-
ganizadas para a produção ou a circulação de bens ou de serviços. A prin-
cipal característica de uma sociedade empresária é que elas estão sujeitas 
à Lei da Falência (Lei nº 11.101, de 9 de fevereiro de 2005), o que significa 
que elas têm direito à recuperação judicial, à recuperação extrajudicial e 
à solicitaçãode falência do empresário e da sociedade empresária. 
Escolha a alternativa que apresente a correta responsabilidade dos sócios neste tipo de 
empresa.
a) Na Sociedade Empresária, as responsabilidades de cada um dos sócios são proporcionais e 
restritas ao valor monetário das suas quotas, portanto, todos os sócios respondem solidaria-
mente pela sua parte do capital social.
b) Na Sociedade Empresária, as responsabilidades de cada um dos sócios são proporcionais e 
restritas ao valor monetário das suas quotas, porém, mesmo assim todos os sócios respon-
dem solidariamente pela integralização do capital social.
Questão 2
133/234
c) Na Sociedade Empresária, as responsabilidades de cada um dos sócios ficam restritas exclu-
sivamente às suas cotas, contudo, é vedada a participação deles na gestão da empresa, sob 
a pena de perder o caráter exclusivo de só responder pelas suas cotas.
d) Na Sociedade Empresária, as responsabilidades de cada um dos sócios estão ligadas e são 
regidas pelas normas e pelos regulamentos exigidos na Comissão de Valores Mobiliários 
(CVM).
e) Na Sociedade Empresária, as responsabilidades de cada um dos sócios exigem que eles não 
constituam ou participem como sócios em outras empresas e, do mesmo modo, eles só po-
derão contratar um empregado que receba o salário mínimo ou o piso da categoria.
Questão 2
134/234
3. O ciclo de vida empresarial é composto por 10 fases, de modo que cinco 
delas fazem parte do ciclo de crescimento: uma fase é a de transição do 
crescimento para o envelhecimento, e as últimas quatro fases compõem a 
etapa de envelhecimento do ciclo. 
Aponte a alternativa que contenha apenas fases do ciclo de envelhecimento das empre-
sas.
a) Aristocracia e burocracia.
b) Paranoia e plenitude.
c) Paranoia e adolescência.
d) Plenitude e aristocracia.
e) Toca-toca e paranoia.
Questão 3
135/234
4. Um empreendedor deve ter o cuidado de monitorar os seus produtos, 
verificando o status dele em relação ao seu ciclo de vida, afinal, um pro-
duto também nasce, cresce, se desenvolve, chega à maturidade e pode 
declinar até a sua morte. Na fase de maturidade do produto, ocorre um 
fenômeno muito comum que se trata de _________________________
_________________. 
Qual alternativa descreve o fenômeno que completa a sentença anterior?
a) Nesta fase, tanto os lucros como as vendas continuam a crescer.
b) Nesta fase, os lucros aumentam apesar de as vendas começarem a diminuir.
c) Nesta fase, tanto os lucros como as vendas se estabilizam.
d) Nesta fase, tanto os lucros como as vendas começam a diminuir.
e) Nesta fase, os lucros se estabilizam apesar de as vendas aumentarem.
Questão 4
136/234
5. Qual é a denominação correta para o estudo cujo resultado visa descre-
ver o contexto ambiental no qual a empresa está inserida?
a) Nicho de mercado.
b) Segmento de mercado.
c) Análise do ciclo de vida organizacional.
d) Análise do ciclo de vida de produtos.
e) Análise do setor de atuação.
Questão 5
137/234
Gabarito
1. Resposta: C.
O tipo de empresa Individual de Responsa-
bilidade Limitada foi formalizado em 2012. 
Esse tipo de empresa deve ser constituído 
por um titular, pessoa física maior de 18 
anos que pode tanto ser brasileiro ou ter 
outra nacionalidade. A principal caracterís-
tica desse tipo de empresa é a exigência de 
que o capital a ser integralizado seja de, no 
mínimo, 100 vezes o valor do salário mínimo 
vigente, de forma que esse valor de capital 
limite a responsabilidade do titular.
2. Resposta: B.
Na Sociedade Empresária, as responsabi-
lidades de cada um dos sócios são propor-
cionais e restritas ao valor monetário das 
suas quotas, porém, mesmo assim, todos os 
sócios respondem solidariamente pela inte-
gralização do capital social.
3. Resposta: A.
As 4 fases do ciclo de envelhecimento das 
organizações são: aristocracia, paranoia, 
burocracia e morte.
4. Resposta: D.
Nesta fase, tanto os lucros como as vendas 
começam a diminuir, pois existe um desgas-
te natural do produto que já perdeu as suas 
vantagens competitivas, sobrando apenas 
a redução do preço como alternativa para 
manter as vendas.
138/234
5. Resposta: E.
“Análise do setor de atuação” é a denomi-
nação correta para o estudo cujo resultado 
visa descrever o contexto ambiental no qual 
a empresa está inserida.
Gabarito
139/272
Unidade 5
Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado
Objetivos
• Conhecer o conceito de “Análise dos Competidores”.
• Reconhecer a Pesquisa de mercado como premissa básica para se iniciar um novo negócio.
• Compreender a necessidade de identificação e de análise das forças, fraquezas, ameaças e 
oportunidades envolvidas na criação de um novo negócio (SWOT).
• Entender o modelo das 5 Forças de Porter.
• Aplicar a ferramenta 5W2H.
• Interpretar o modelo Matriz Ansoff.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado140/272
Introdução
Olá, estudante, seja muito bem-vindo ao 
tema 5 da disciplina “Empreendedorismo”!. 
Lembrando que você já passou pela metade 
dos seus estudos e está cada vez mais pre-
parado para dominar os fundamentos, pro-
cessos e tendências do empreendedorismo. 
Está curioso para saber o que você apren-
derá neste tema 5?
Para abrir um negócio, o empreendedor de-
verá estudar o mercado de atuação e, para 
tanto, será necessário conhecer as ferra-
mentas que possibilitarão e facilitarão esta 
missão, como a análise dos competidores, 
a pesquisa de mercado, a análise de SWOT, 
o modelo de 5 Forças de Porter, o formu-
lário 5W2H e a matriz de Ansoff. Tudo isso 
para levantar informações importantes e 
relevantes que subsidiarão a elaboração do 
plano de negócio.
Portanto, leia atentamente o texto e amplie 
os seus conhecimentos sobre este fasci-
nante tema, o empreendedorismo.
Boa leitura e bons estudos!
1. Análise dos Competidores
Para iniciar o seu estudo sobre a análise dos 
competidores ou concorrentes, é bom saber 
que antes de analisá-los, o empreendedor 
deverá conhecer muito bem as caracterís-
ticas da sua própria empresa, como os atri-
butos dos produtos ou serviços oferecidos 
aos clientes, sua capacidade produtiva, a 
região de abrangência do seu negócio, os 
seus diferenciais competitivos, o perfil do 
seu cliente e ainda a sua capacidade em 
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado141/272
atendê-los. Identificar e descrever essas ca-
racterísticas proporcionará a possibilidade 
de compará-las aos parâmetros encontra-
dos na concorrência. Todavia, o que seria 
essa tal de “Análise dos competidores ou 
concorrentes”?
Uma análise da concorrência consiste em 
uma atividade de levantamento de infor-
mações sobre as ações de empresas con-
correntes que possuem características 
idênticas ou semelhantes de atuação de 
mercado. O objetivo desta análise é mape-
ar um determinado segmento de atuação, 
descrevendo algumas características ope-
racionais das outras empresas que parti-
cipam deste segmento e permitindo assim 
uma comparação entre elas. 
Mas por que analisar a concorrência é assim 
tão importante? Porque o resultado da aná-
lise poderá identificar tendências ou ino-
vações tecnológicas, estilos diferentes de 
abordagem e comunicação com o cliente, 
novos sistemas de gestão e tantas outras 
possibilidades que podem servir de parâ-
metro para a criação de diferenciais com-
petitivos para o seu negócio.
A diferenciação de um empreendimento no 
seu segmento de atuação só será possível 
se existir plena consciência do empreende-
dor sobre o que exatamente os concorren-
tes vendem e como (quais condições) eles 
vendem. É muito importante que você saiba 
que o objetivo não é copiar o concorrente, 
aliás, isto seria um desperdício de recursos, 
pois copiar sem melhorar significa fazer as 
mesmas coisas que a concorrência e, ao fa-
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado142/272
zer tudo igual, o que influenciará a decisão do cliente será o preço, gerando uma situação nada 
saudável para o segmento que verá a sua margemde lucro cair na mesma medida em que reduzir 
os preços para vender mais. Portanto, a análise dos competidores é uma atividade que não pode 
ser desprezada por nenhum empreendedor que tenha como objetivo o sucesso do seu empreen-
dimento.
Você tem ideia de como fazer uma análise de mercado?
Saiba que o próprio empreendedor poderá realizar o levantamento dos dados visitando a con-
corrência e registrando o que foi identificado em uma planilha similar à sugerida na Figura 8.
Para saber mais
Aprenda a desenvolver uma análise de mercado acessando o seguinte texto: SME TOOLKIT. Uma análi-
se eficaz da concorrência. 2017. Disponível em: <http://brasil.smetoolkit.org/brasil/pt_br/content/
pt_br/531/Uma-an%C3%A1lise-eficaz-da-concorr%C3%AAncia#top>. Acesso em: 28 set. 2017. 
http://brasil.smetoolkit.org/brasil/pt_br/content/pt_br/531/Uma-an%C3%A1lise-eficaz-da-concorr%C3%AAncia#top
http://brasil.smetoolkit.org/brasil/pt_br/content/pt_br/531/Uma-an%C3%A1lise-eficaz-da-concorr%C3%AAncia#top
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado143/272
Figura 8 | Modelo de planilha de análise da concorrência
 
Fonte: elaborada pelo autor.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado144/272
Outra opção para se levantar informações 
sobre um dado segmento de mercado, vi-
sando analisar a concorrência, é consultar 
trabalhos acadêmicos. Alguns pesquisado-
res acadêmicos acabam fornecendo infor-
mações valiosas sobre o mercado ao pu-
blicarem os resultados das suas pesquisas. 
Que tal descobrir como um estudo acadê-
mico pode contribuir para uma análise de 
competidores? 
Link
TOGNINI, Maurício Pedra. Análise do segmento de 
fast food em Campo Grande, MS: estrutura compe-
titiva e evolução. 2000. 89 f. Dissertação (Mestra-
do em Administração), Escola de Administração, 
Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2000. 
Disponível em: <http://www.lume.ufrgs.br/
bitstream/handle/10183/3093/000331900.
pdf?sequence=1>. Acesso em: 28 set. 2017. 
2. Pesquisa de Mercado
“Pesquisa de mercado”, “mercadológica” ou 
“de marketing” são denominações para um 
processo formal e sistemático que consiste 
na elaboração e execução de um plano de 
pesquisa que visa levantar dados que auxi-
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3093/000331900.pdf?sequence=1
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3093/000331900.pdf?sequence=1
http://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3093/000331900.pdf?sequence=1
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado145/272
liarão a resolver um problema para atingir 
os objetivos relacionados à implantação de 
um novo negócio ou ao desenvolvimento ou 
manutenção de uma empresa já existente. 
Em outras palavras, a “pesquisa de marke-
ting” é um estudo formal sobre uma situ-
ação específica cuja dinâmica consiste na 
elaboração de um método de coleta e aná-
lise de dados com a finalidade de conhecer 
as variáveis que estão atuando nessa situ-
ação específica. A pesquisa de marketing 
pode ser usada para descobrir novos ni-
chos de mercado, para levantar os motivos 
de satisfação ou insatisfação dos clientes 
e ainda descobrir tendências de consumo, 
como identificar qual será a cor da moda no 
próximo verão.
Link
Você aprofundará o seu conhecimento sobre pes-
quisa de marketing e ainda terá dicas preciosas 
para definir seu público-alvo e analisar o mercado 
de atuação, lendo o seguinte texto publicado pelo 
SEBRAE. 
SEBRAE. Pesquisa de mercado: o que é e para 
que serve. 2017. Disponível em: <https://www.
sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/
pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-
-que-serve,97589f857d545410VgnVCM-
1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 28 set. 
2017. 
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-que-serve,97589f857d545410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-que-serve,97589f857d545410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-que-serve,97589f857d545410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-que-serve,97589f857d545410VgnVCM1000003b74010aRCRD
https://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-que-serve,97589f857d545410VgnVCM1000003b74010aRCRD
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado146/272
Se a pesquisa de mercado é um processo, ela deve ser estruturada em etapas. Você que aprender 
quais são essas etapas?
As etapas de uma pesquisa de marketing são: identificação do problema de pesquisa e a propo-
sição dos objetivos, a elaboração do plano de trabalho, a execução do procedimento de coleta de 
dados, o processamento dos dados levantados (também conhecido como “tabulação e análise 
dos dados”), e a última fase consiste na apresentação dos resultados (MALHORTA, 2011). O qua-
dro 3 apresenta um resumo da descrição de cada etapa de uma pesquisa de mercado.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado147/272
Quadro 3 | Descrição das etapas de uma pesquisa de mercado
Fonte: adaptado de Samara e Barros (2015).
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado148/272
De acordo com Malhotra (2011); Mattar 
(2012); Kotler e Armstrong (2015) e Sama-
ra e Barros (2015), o primeiro passo para a 
realização de uma pesquisa é encontrar um 
problema para ser solucionado, o qual ge-
ralmente é descrito na forma de uma per-
gunta como, por exemplo, “qual é o perfil do 
consumidor do produto X?”, “o que a con-
corrência está fazendo em relação às pro-
moções de vendas para a linha de produto 
Y?” Em seguida, se estabelece os objetivos 
da pesquisa e aqui é importante ressaltar 
que esses objetivos devem estar relacio-
nados com o problema, ou seja, devem ser 
direcionados para resolver o problema le-
vantado. Levantar o perfil do consumidor do 
produto X por meio de pesquisa exploratória 
e entrevistas pessoais no ponto de vendas 
é um objetivo plausível para o problema do 
exemplo acima: “qual é o perfil do consumi-
dor do produto X?”.
Após a definição do problema e dos objeti-
vos, a próxima etapa é elaborar o plano de 
trabalho, onde serão definidos os métodos, 
os procedimentos, as ferramentas e os ins-
trumentos que serão utilizados no processo 
de pesquisa, assim como os envolvidos nes-
se processo (pesquisadores, entrevistado-
res, público-alvo respondente), os recursos 
necessários para a realização da pesqui-
sa, o tipo de metodologia de pesquisa que 
será adotado, o orçamento e o cronograma, 
considerando as atividades e os prazos a 
serem seguidos. Em outras palavras, o pla-
no de trabalho de uma pesquisa mercado-
lógica tem a função de determinar: o méto-
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado149/272
do de coleta de dados (como os dados se-
rão levantados? Questionários, entrevistas, 
observação? Como será a abordagem com 
os clientes? Pessoalmente, on-line, por car-
ta, por e-mail, interação nas redes sociais); 
os formulários para coleta de dados (quais 
e quantas serão as perguntas? O que será 
observado?), e a amostra (quantas pessoas 
participarão da pesquisa? Quem serão es-
sas pessoas? Qual o perfil delas?).
A etapa de execução do procedimento da 
coleta de dados é aquela em que os dados 
são levantados junto ao público-alvo da 
pesquisa. Existem várias metodologias de 
levantamento de dados, entre elas, identifi-
ca-se a aplicação de questionários, a reali-
zação de entrevistas, os testes de degusta-
ção e a participação em painéis de discus-
são ou encontros simulados.
A etapa de tabular ou processar os dados é 
a atividade de agrupar, organizar e compilar 
as respostas de forma organizada, trans-
formado esses dados em informações que 
contribuirão para responder às perguntas e 
a atingir os objetivos da pesquisa. Existem 
alguns programas de tratamento estatísti-
cos de dados como o SPSS, ou em formato 
de planilhas eletrônicascomo o Excel, que 
auxiliam sobremaneira a conclusão des-
ta etapa. É na tabulação dos dados que se 
soma o número de respostas dadas em cada 
alternativa de cada uma das perguntas que 
constam no instrumento de pesquisa.
A apresentação e comunicação dos resulta-
dos é a última etapa da pesquisa de merca-
do e consiste na elaboração de um relatório 
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado150/272
claro e conciso sobre as respostas encontradas, bem como de sugestões pertinentes para a sua 
solução. É importante que o relatório ilustre, na medida do possível, as repostas com represen-
tações gráficas e tabelas para facilitar o entendimento do leitor.
Vale ressaltar que, independentemente da sua estrutura, a pesquisa de marketing pode variar no 
que diz respeito á sua finalidade ou a metodologia adotada para executá-la.
Link
Quer conhecer as variações possíveis de uma pesquisa de marketing? Leia o seguinte artigo que trata 
da descrição e da análise dos três principais tipos de pesquisa mercadológica (exploratória, descritiva 
e causal). 
VIEIRA, Valter Afonso. As tipologias, variações e características da pesquisa de marketing. Revista 
FAE, Curitiba, v. 5, n.1, p. 61-70, jan./abr. 2002. Disponível em: <http://www.unifra.br/professores/
EDUARDO/As%20tipologias,%20varia%C3%A7%C3%B5es%20e%20caracter%C3%ADsticas.
pdf>. Acesso em: 28 set. 2017. 
http://www.unifra.br/professores/EDUARDO/As%20tipologias,%20varia%C3%A7%C3%B5es%20e%20caracter%C3%ADsticas.pdf
http://www.unifra.br/professores/EDUARDO/As%20tipologias,%20varia%C3%A7%C3%B5es%20e%20caracter%C3%ADsticas.pdf
http://www.unifra.br/professores/EDUARDO/As%20tipologias,%20varia%C3%A7%C3%B5es%20e%20caracter%C3%ADsticas.pdf
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado151/272
3. Análise de SWOT
Dois professores da Harvard Business Scho-
ol, Kenneth Andrews e Roland Cristensen, 
criaram uma ferramenta para estudar a 
competitividade de uma organização, ana-
lisando o ambiente interno e externo da 
empresa. Esta ferramenta recebeu o nome 
de “análise de SWOT” que representa as 
iniciais das quatro variáveis que ela abran-
ge, a saber: Strengths (Forças), Weaknesses 
(Fraquezas), Oportunities (Oportunidades) 
e Threats (Ameaças).
A análise SWOT é bastante empregada no 
planejamento estratégico das organiza-
ções, assim como para o projeto de novos 
negócios, principalmente pelo fato de ela 
ter um caráter de diagnóstico completo so-
bre os aspectos internos do negócio assim 
como os aspectos do ambiente externo no 
qual ele está ou estará inserido. A figura 9 
ilustra a matriz de SWOT com as suas qua-
tro variáveis.
Figura 9 | Matriz de SWOT 
Fonte: <https://upload.wikimedia.org/wikipe-
dia/commons/0/0f/An%C3%A1lise_SWOT_-_
FOFA_-_FFOA.png>. Acesso em: 28 set. 2017.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado152/272
A realização de uma análise de SWOT permite que o empreendedor possa identificar e aproveitar 
os seus pontos fortes e agir para neutralizar os pontos fracos do negócio (ambiente interno). Esta 
análise também serve para que o empreendedor conheça o ambiente externo que envolve o seu 
empreendimento, fornecendo subsídios para que ele possa identificar as oportunidades dispo-
níveis no mercado e se precaver para evitar ou eliminar as ameaças detectadas.
Link
Para complementar o seu aprendizado sobre a análise de SWOT, recomenda-se a leitura do artigo a 
seguir.
BASTOS, Marcelo. Análise de SWOT (matriz) conceito e aplicação. 2014. Disponível em: <http://www.
portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.html>. Acesso em: 
28 set. 2017.
4. Modelo das 5 Forças de Porter
O modelo das cinco forças de Porter foi concebido por Michael Porter em 1979 com o objetivo de 
analisar o cenário competitivo entre as empresas.
http://www.portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.html
http://www.portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.html
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado153/272
Link
Você aprenderá como é possível aplicar o modelo das cinco forças de Porter na prática lendo o seguin-
te artigo: 
ROJO, Cláudio Antonio; COUTO, Eder Reli do. Diagnóstico estratégico com utilização integrada das 
5 forças de Porter, análises SWOT e BSC em um Atelier de alta costura. Revista TECAP, Curitiba, v. 
2, n. 2, p. 72-81, 2008. Disponível em: <http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/
view/910/554>. Acesso em: 28 set. 2017.
Porter foi um dos professores mais jovem 
a lecionar na Harvard Business School, aos 
seus 26 anos, e ainda é a referência princi-
pal mais citada na área de economia e ne-
gócios. O objetivo principal deste modelo 
concebido por ele é o de esclarecer para 
os empreendedores e para os empresários 
como cada elemento de um segmento de 
mercado poderá influenciar, positivamente 
ou negativamente, a sua empresa, servindo 
também para embasar a criação de uma es-
tratégia organizacional efetiva assim como 
para avaliar a atratividade de um dado seg-
mento específico de mercado. A utilização 
do modelo das cinco forças de Porter é alta-
mente recomendável para auxiliar a abertu-
http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/view/910/554
http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/view/910/554
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado154/272
ra de novos empreendimentos ou para o redirecionamento estratégico de negócios em ativida-
de. A Figura 10 ilustra quais são as cinco forças estipuladas por Porter.
Figura 10 | Cinco forças de Porter 
 Fonte: adaptada de Certo (2003, p. 161).
Você agora conhecerá as especificidades de cada uma das cinco forças deste modelo, segundo 
Williams (2011), começando pelo poder de barganha dos fornecedores.
4.1. Rivalidade entre Concorrentes
Em um segmento de mercado no qual exista uma alta rivalidade entre os concorrentes, é grande 
a probabilidade de neutralização dos diferenciais competitivos, centralizando a concorrência no 
preço do produto ou serviço e reduzindo assim as margens de lucro das empresas que participam 
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado155/272
do segmento. A análise desta força também 
ajuda o empreendedor a identificar os pon-
tos fortes e os diferenciais competitivos das 
empresas que atuam no seu mesmo seg-
mento de mercado.
4.2 Poder de Barganha dos For-
necedores
A análise desta força consiste na avaliação 
da quantidade de fornecedores disponível 
no segmento de mercado ao qual a empresa 
atua, ou pretenderá atuar. Alguns segmen-
tos de mercado possuem reduzido número 
de fornecedores e isso poderá causar uma 
dependência prejudicial para o empreendi-
mento, pois assim, os poucos fornecedores 
passam a contar com um maior poder para 
negociar preços e condições (pagamento, 
volume de vendas e entregas), reduzindo 
ou eliminando as chances de negociação 
e praticamente impondo essas condições 
para os seus clientes. Em segmentos de 
mercado com número restrito de fornece-
dores, os compradores ser tornarão depen-
dentes deste fornecedor por total falta de 
opção, portanto, ao empreender, considere 
as possibilidades de fornecimento dos insu-
mos que farão parte da sua cadeia produti-
va ou serão necessários para a prestação de 
um serviço.
4.3 Poder de Barganha dos 
Compradores
Do mesmo modo que acontece com os for-
necedores, o empreendedor deverá ana-
lisar os seus clientes para evitar que a sua 
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado156/272
empresa dependa de um número reduzido 
de clientes ou de apenas um deles. No mo-
mento em que um empreendimento estiver 
dependendo de poucos clientes, o empre-
endedor verá o seu poder de negociação re-
duzir, principalmente se não existir diferen-
cial competitivo em relação aos produtos 
concorrentes. Você já consegue imaginar 
porque que isso acontecerá? Se o seu clien-
te perceber que você depende muito dele, 
ele saberá que dificilmente você abrirá mão 
de fornecerpara ele e, deste modo, ele ten-
tará de todas as maneiras aproveitar essa 
situação, forçando que você atenda a todas 
as solicitações dele em relação à extensão 
dos prazos de pagamento e às reduções de 
preço, fatos que afetarão negativamente as 
margens de lucro. Vale dizer que atualmen-
te os clientes preparam-se deliberadamen-
te para sentar em uma mesa de negociação, 
criando argumentos que comparam as so-
luções oferecidas pela empresa com as dos 
concorrentes. Por conta disso, é primordial 
que o empreendedor se prepare minuciosa-
mente para defender seus produtos e ser-
viços no sentido de oferecer soluções alta-
mente efetivas que supram as necessidades 
do maior número possível dos clientes de 
um segmento de mercado.
4.4 Barreiras para Entrada de 
Novos Concorrentes
Porter recomendou que o empreendedor 
deva levantar as potenciais ameaças de no-
vos entrantes em um mercado, lembrando 
que alguns mercados oferecem maiores 
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado157/272
facilidades para a entrada de novos con-
correntes, enquanto outros mercados ofe-
recem barreiras (alto valor de investimento 
inicial, legislação complexa ou obstáculos 
para a compra de equipamentos ou matéria 
prima) que dificultarão a entrada de novos 
participantes. Na verdade, um novo concor-
rente representa mais um participante para 
dividir um mesmo mercado, o que resultará 
na redução da participação dos empreendi-
mentos menos preparados ou com menos 
diferenciais competitivos.
4.5 Ameaça de Produtos Substi-
tutos
Finalmente, a última força a ser analisada é 
a ameaça de produtos substitutos, que con-
siste naquele produto, diferente do seu, que 
também satisfará as mesmas necessidades 
dos clientes. Não perceber que um produ-
to pode substituir outro é um grande risco 
para qualquer empreendedor, e isso acon-
tece com mais frequência do que você pode 
imaginar, basta lembrar que a maior fabri-
cante de máquinas de fotocópias viu suas 
vendas implodirem frente ao lançamento 
das impressoras multifuncionais. Do mes-
mo modo, os perfumes que eram campeões 
de vendas na temporada de festas de final 
de ano perderam esse posto para os apare-
lhos de celular e tablets, ou seja, produtos 
de diferentes segmentos impactaram con-
sideravelmente as vendas a ponto de cau-
sarem estragos irreversíveis em organiza-
ções consideradas sólidas até então.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado158/272
5. Ferramenta 5W2H
A ferramenta administrativa 5W2H é origi-
nária da indústria automobilística japonesa 
e já se expandiu para todos os setores eco-
nômicos. Essa ferramenta tem a função de 
um checklist e é uma excelente opção para 
a elaboração de planos de ação que visem à 
realização de qualquer atividade organiza-
cional. A ferramenta recebe este nome por 
se tratar das iniciais das perguntas que nor-
tearão uma dada ação empresarial confor-
me ilustra a Figura 11.
Figura 11 | Ilustração da ferramenta 5W2H
 
Fonte: adaptada de Costa (2012).
A aplicação da ferramenta administrativa 
5W2H é simples, pois basta identificar uma 
ação a ser realizada e, a partir dela, encon-
trar respostas detalhadas para as sete per-
guntas. 
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado159/272
6. Matriz de Ansoff
A matriz de Ansoff é uma ferramenta de planejamento de marketing que permite elaborar es-
tratégias de produto e de crescimento de mercado, auxiliando sobremaneira a identificação das 
oportunidades de crescimento de um empreendimento. Esta ferramenta recebe o nome de seu 
criador, o russo Igor Ansoff, também conhecido como o pai da “Administração Estratégica de 
Empresas”.
Para saber mais
Quer saber um pouco mais sobre a ferramenta 5W2H? Consulte o link a seguir.
ENDEAVOR BRASIL. 5W2H: é hora de tirar as dúvidas e colocar a produtividade no seu dia a dia. 2017. 
Disponível em: <https://endeavor.org.br/5w2h>/. Acesso em: 28 set. 2017.
https://endeavor.org.br/5w2h
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado160/272
A ferramenta criada por Ansoff leva em consideração o cruzamento de duas dimensões, a saber: 
produtos (novos e existentes) e mercados (novos e existentes), gerando assim uma matriz com-
posta por quatro quadrantes, conforme ilustra a Figura 12.
Para saber mais
Assista ao filme “Matriz de produto/mercado de Ansoff” e refine os seus conhecimentos sobre esta 
importante ferramenta de planejamento de marketing. 
ALEXANDRE MAGNO. Aula 25 - Matriz Ansoff. Disponível em: <https://www.youtube.com/wat-
ch?v=bgWmoCe4rpI>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=bgWmoCe4rpI
https://www.youtube.com/watch?v=bgWmoCe4rpI
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado161/272
Figura 12 | Matriz de Ansoff 
 Fonte: adaptada de <https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Matriz_Ansoff.png>. Acesso em: 28 set. 2017.
Quando já existe um produto e um mercado é uma situação típica para que a empresa adote 
uma estratégia de penetração de mercado. Esta estratégia deve ter como objetivo aumentar a 
sua participação neste mercado de duas maneiras, pela sua expansão direta ou pela aquisição de 
uma empresa concorrente.
Já quando a empresa se vê diante de um produto existente em um mercado potencial (novo), 
a estratégia recomendada é o desenvolvimento deste mercado, promovendo os seus produtos 
existentes nestes novos mercados, considerando, inclusive, a possibilidade de uma expansão ge-
ográfica local ou global.
https://commons.wikimedia.org/wiki/File:Matriz_Ansoff.png
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado162/272
No momento em que um empreendedor se 
deparar com uma situação de mercado já 
existente e um produto novo, a estratégia 
é a de desenvolvimento de produtos, assim 
é possível criar uma extensão dos produtos 
existentes, realizando alterações em seus 
atributos ou criando produtos personaliza-
dos para suprir a demanda de um mercado 
já existente.
Finalmente, se o empreendedor se deparar 
com um produto novo e um mercado novo, 
ele deverá adotar a estratégia da diversifi-
cação, que consiste na introdução de novos 
produtos em mercados potenciais.
Você chegou ao final deste tema 5 e ago-
ra deverá realizar as atividades propostas 
e conferir como foi o seu aprendizado res-
pondendo à verificação de leitura.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado163/272
Glossário
Checklist: é um termo oriundo da língua Inglesa que traduzido significa “lista de verificações”. O 
termo “checklist” é a denominação de um instrumento de controle que serve para garantir que 
certas atividades deverão ser realizadas.
Análise da concorrência: é uma atividade de levantamento de informações sobre as ações de 
empresas concorrentes que possuem características idênticas ou semelhantes de atuação de 
mercado.
Pesquisa de marketing: é um estudo formal sobre uma situação específica cuja dinâmica con-
siste na elaboração de um método de coleta e análise de dados com a finalidade de conhecer as 
variáveis que estão atuando nessa situação específica.
Questão
reflexão
?
para
164/272
Imagine que você está em pleno processo empreendedor 
e já conseguiu validar uma ideia, tendo ciência de que 
se trata de uma ótima oportunidade para empreender. 
Considerando hipoteticamente que o empreendimen-
to seja um food-truck, como você realizaria uma análise 
deste segmento de mercado de alimentação utilizando 
as estratégias e ferramentas apresentadas neste tema?
165/272
Considerações Finais
• O objetivo da análise da concorrência é mapear um determinado segmento de atuação, des-
crevendo algumas características operacionais das outras empresas que participam deste seg-
mento e permitindo assim uma comparação entre elas. O resultado desta análise poderá iden-
tificar tendências ou inovações tecnológicas, estilos diferentes de abordagem e comunicação 
com o cliente, novos sistemas de gestão e tantas outras possibilidades que podem servir de 
parâmetro para a criação de diferenciaiscompetitivos para o seu negócio.
• A pesquisa de marketing pode ser usada para descobrir novos nichos de mercado, para levantar 
os motivos de satisfação ou insatisfação dos clientes e ainda descobrir tendências de consumo, 
como identificar qual será a cor da moda no próximo verão.
• O objetivo principal do modelo das 5 forças de Porter é o de esclarecer para os empreendedores 
e para os empresários como cada elemento de um segmento de mercado poderá influenciar, 
positivamente ou negativamente, a sua empresa, servindo também para embasar a criação de 
uma estratégia organizacional efetiva assim como para avaliar a atratividade de um dado seg-
mento específico de mercado.
• A matriz de Ansoff é uma ferramenta de planejamento de marketing que permite elaborar es-
tratégias de produto e de crescimento de mercado, auxiliando sobremaneira a identificação 
das oportunidades de crescimento de um empreendimento.
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado166/272
Referências
ALEXANDRE MAGNO. Aula 25 - Matriz Ansoff. Disponível em: <https://www.youtube.com/wat-
ch?v=bgWmoCe4rpI>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
BASTOS, Marcelo. Análise de SWOT (matriz) conceito e aplicação. 2014. Disponível em: <http://
www.portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.html>. Acesso em: 
28 set. 2017.
CERTO, Samuel. Administração Moderna. 9. ed. São Paulo: Pearson, 2003.
COSTA, Eliezer Arantes. Gestão estratégica fácil. São Paulo: Saraiva, 2012.
ENDEAVOR BRASIL. 5W2H: é hora de tirar as dúvidas e colocar a produtividade no seu dia a dia. 
2017. Disponível em: <https://endeavor.org.br/5w2h>. Acesso em: 28 set. 2017.
KOTLER, Philip; ARMSTRONG, Gary. Princípios de Marketing. São Paulo: Pearson, 2015.
MALHOTRA, Naresh___. Pesquisa de Marketing: Foco na decisão. São Paulo: Pearson, 2011.
MATTAR, Fauze N. Pesquisa de Marketing. São Paulo: Elsevier, 2012.
ROJO, Cláudio Antonio; COUTO, Eder Reli do. Diagnóstico estratégico com utilização integrada 
das 5 forças de Porter, análises SWOT e BSC em um Atelier de alta costura. Revista TECAP, Curi-
tiba, v. 2, n. 2, p. 72-81, 2008. Disponível em: <http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/ar-
ticle/view/910/554>. Acesso em: 28 set. 2017.
https://www.youtube.com/watch?v=bgWmoCe4rpI
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http://www.portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.html
http://www.portal-administracao.com/2014/01/analise-swot-conceito-e-aplicacao.html
https://endeavor.org.br/5w2h
http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/view/910/554
http://revistas.utfpr.edu.br/pb/index.php/CAP/article/view/910/554
Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado167/272
SAMARA, Beatriz S.; BARROS, José C. de; Pesquisa de Marketing: Conceitos e metodologia. São 
Paulo: Prentice Hall, 2015.
SEBRAE: Pesquisa de mercado: o que é e para que serve. 2017. Disponível em: <https://www.
sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/artigos/pesquisa-de-mercado-o-que-e-e-para-que-serve,-
97589f857d545410VgnVCM1000003b74010aRCRD>. Acesso em: 28 set. 2017. 
SME TOOLKIT. Uma análise eficaz da concorrência. 2017. Disponível em: <http://brasil.smeto-
olkit.org/brasil/pt_br/content/pt_br/531/Uma-an%C3%A1lise-eficaz-da-concorr%C3%AAncia#-
top>. Acesso em: 28 set. 2017.
TOGNINI, Maurício Pedra. Análise do segmento de fast food em Campo Grande, MS: estrutura 
competitiva e evolução. 2000. 89 f. Dissertação (Mestrado em Administração), Escola de Admi-
nistração, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, 2000. Disponível em: <http://www.lume.
ufrgs.br/bitstream/handle/10183/3093/000331900.pdf?sequence=1>. Acesso em: 28 set. 2017.
VIEIRA, Valter Afonso. As tipologias, variações e características da pesquisa de marketing. Revis-
ta FAE, Curitiba, v. 5, n.1, p. 61-70, jan./abr. 2002. Disponível em: <http://www.unifra.br/profes-
sores/EDUARDO/As%20tipologias,%20varia%C3%A7%C3%B5es%20e%20caracter%C3%ADsticas.
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Referências
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Unidade 5 • Iniciando um Novo Negócio: Estudando o Mercado168/272
WIKIPEDIA. Matriz de Ansof. 2017. Disponível em: <https://commons.wikimedia.org/wiki/Fi-
le:Matriz_Ansoff.png>. Acesso em: 28 set. 2017.
___. Matriz de SWOT. 2017. <https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/An%C3%A-
1lise_SWOT_-_FOFA_-_FFOA.png>. Acesso em: 28 set. 2017.
WILLIAMS, Chuck. ADM. São Paulo: Cengage Learning,. 2011.
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https://upload.wikimedia.org/wikipedia/commons/0/0f/An%C3%A1lise_SWOT_-_FOFA_-_FFOA.png
169/234
1. Qual é a função do plano de trabalho de uma pesquisa mercadológica?
a) Detalhar o problema e os objetivos que guiarão as atividades da pesquisa mercadológica.
b) Especificar como será realizada a tabulação (processamento) dos dados da pesquisa de mer-
cado.
c) Facilitar o trabalho do pesquisador na fase da tabulação (processamento) dos dados da pes-
quisa de mercado.
d) Determinar qual será o método e os formulários para coleta de dados e a amostra da pes-
quisa.
e) Evitar desperdícios de recursos ao estimá-los em todas as fases da pesquisa.
Questão 1
170/234
2. ________________________ é bastante empregada no planejamento 
estratégico das organizações assim como para o projeto de novos negó-
cios, principalmente pelo fato de ela ter um caráter de diagnóstico com-
pleto sobre os aspectos internos do negócio, assim como os aspectos do 
ambiente externo no qual ele está ou estará inserido.
Questão 2
a) A análise dos competidores.
b) A pesquisa de mercado.
c) A análise de SWOT.
d) A 5 forças de Porter.
e) A matriz de Ansoff.
171/234
3. No que consiste a análise da concorrência?
Questão 3
a) É uma atividade de levantamento de informações sobre o ambiente interno e o ambiente 
externo no qual a empresa está inserida.
b) É uma ferramenta de planejamento de marketing que permite elaborar estratégias de pro-
duto e de crescimento de mercado.
c) É uma ferramenta com função de checklist e é uma excelente opção para a elaboração de 
planos de ação que visem à realização de qualquer atividade organizacional.
d) É um modelo que visa esclarecer como cada elemento de um segmento de mercado poderá 
influenciar, positivamente ou negativamente, uma determinada empresa.
e) É uma atividade de levantamento de informações sobre as ações de empresas concorrentes 
que possuem características idênticas ou semelhantes de atuação de mercado.
172/234
4. Qual das alternativas abaixo contém apenas elementos das cinco forças 
de Porter?
Questão 4
a) Rivalidade entre os concorrentes e penetração de mercado.
b) Ameaça de produtossubstitutos e poder de negociação dos clientes.
c) Poder de negociação dos fornecedores e desenvolvimento de produtos.
d) Ameaça de entrada de novos concorrentes e diversificação.
e) Segmentação de mercado e desenvolvimento de novos mercados.
173/234
5. “Pesquisa de mercado”, “mercadológica” ou “de marketing” são deno-
minações para um processo formal e sistemático que consiste na elabo-
ração e execução de um plano de pesquisa que visa levantar dados que 
auxiliarão a resolver um problema para atingir os objetivos relacionados à 
implantação de um novo negócio ou do desenvolvimento ou da manuten-
ção de uma empresa já existente. As etapas de uma pesquisa de mercado 
são: 
I. Coleta dos dados.
II. Apresentação e comunicação dos resultados da pesquisa. 
III. Definição do problema e dos objetivos de pesquisa. 
IV. Elaboração do plano de pesquisa.
V. Processamento, análise e interpretação dos dados.
Escolha a alternativa que contenha a respectiva ordem na qual cada uma dessas etapas 
deve ocorrer.
Questão 5
174/234
a) III.; I.; II.; IV.; V.
b) IV.; III.; I.; V.; II.
c) IV.; III.; II.; V.; I.
d) III.; IV.; I.; V.; II.
e) III.; IV.; II.; I.; V.
Questão 5
175/234
Gabarito
1. Resposta: D.
A função de um plano de pesquisa merca-
dológica é determinar qual será o método 
de coleta de dados, os formulários para co-
leta de dados e a amostra da pesquisa.
2. Resposta: C.
A análise de SWOT é bastante empregada 
no planejamento estratégico das organiza-
ções, assim como para o projeto de novos 
negócios, principalmente pelo fato de ela 
ter um caráter de diagnóstico completo so-
bre os aspectos internos do negócio e sobre 
os aspectos do ambiente externo no qual 
ele está ou estará inserido.’
3. Resposta: E.
Uma análise da concorrência consiste em 
uma atividade de levantamento de informa-
ções sobre as ações de empresas concorren-
tes que possuem características idênticas 
ou semelhantes de atuação de mercado.
4. Resposta: B.
As cinco forças apontadas por Poter são: 
rivalidade entre os concorrentes; poder de 
negociação dos clientes; poder de negocia-
ção dos fornecedores; ameaça de entrada 
de novos concorrentes; ameaça de produ-
tos substitutos.
176/234
Gabarito
5. Resposta: D.
A ordem correta das etapas de uma pes-
quisa de mercado é: definição do problema 
e dos objetivos de pesquisa; elaboração do 
plano de pesquisa; (projeto); coleta dos da-
dos; processamento (tabulação), análise e 
interpretação dos dados; apresentação e 
comunicação dos resultados da pesquisa.
177/272
Unidade 6
Pensando o Negócio: Canvas
Objetivos
• Conhecer o conceito de diferencial competitivo.
• Compreender a sistemática da modelagem de negócios.
• Reconhecer as funções dos blocos que compõem o modelo de negócios Canvas.
• Aplicar a modelagem de negócios Canvas.
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas178/272
Introdução
Olá, estudante, seja bem-vindo ao tema 6 
do seu estudo sobre empreendedorismo.
Chegou o momento de você aprender a de-
finir o diferencial competitivo de um negó-
cio e a desenhar um modelo de negócios 
baseado na sistemática Canvas.
É importante que você saiba que esta siste-
mática de modelagem de negócios também 
o auxiliará a entender o conceito de linha de 
produtos, agregar valor aos produtos pres-
tando serviços aos seus clientes, identificar 
o mercado de atuação e os seus consumi-
dores, procurando encontrar um segmento 
pouco explorado ou sem exploração, pre-
vendo assim uma segmentação de mercado 
para um empreendimento.
Para tanto, espera-se que você seja capaz 
de identificar e estabelecer um diferencial 
competitivo de um empreendimento e tam-
bém que você possa identificar e reconhe-
cer a sistemática de modelagem de negócio 
Canvas, estando apto a aplicar e desenvol-
ver esta modelagem considerando todos os 
seus requisitos.
Você também aprenderá a idealizar e a des-
crever estratégias empresariais que mini-
mizarão os riscos e elevarão as chances de 
sucesso do negócio.
Gostou da proposta de aprendizagem deste 
tema?
Mãos à obra, siga em sua leitura e bons es-
tudos!
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas179/272
1. Modelagem de Negócios
A modelagem de negócios é um pré-re-
quisito indispensável para a elaboração do 
plano de negócios, pois é a principal manei-
ra de se validar a ideia do empreendedor e 
constatar se realmente existe oportunidade 
e viabilidade para materializar essa ideia e 
transformá-la em um negócio de sucesso. 
Mas o que significa “modelo de negócios”? 
Modelo de Negócios consiste na descrição 
lógica do processo de criação, entrega e 
captura de valor de um novo empreendi-
mento. O modelo de negócios é um docu-
mento no qual o empreendedor inicia o de-
senvolvimento do seu negócio de modo a 
tornar a sua ideia tangível e passível de ava-
liação, lhe auxiliando a estruturar e a unifi-
car os diversos elementos necessários para 
a elaboração detalhada do plano de negó-
cios e a respectiva implantação da empresa.
Logo, muito cuidado ao partir diretamente 
para o plano de negócios sem considerar 
uma modelagem, pois isso, aumentará as 
chances de desperdícios de recursos, prin-
cipalmente tempo e dinheiro, assim como 
potencializará a ocorrência dos riscos en-
volvidos no empreendimento. Vale lembrar 
que o conteúdo sobre “plano de negócios” 
será tratado com maior profundidade no 
tema 8 desta unidade curricular, portanto, 
para este momento, basta que você saiba 
que um plano de negócios é o projeto de-
talhado de todos os aspectos envolvidos 
em um empreendimento. Já que o plano de 
negócios foi citado algumas vezes, que tal 
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas180/272
aprender as diferenças existentes entre um modelo de negócio e um plano de negócios? A hora é 
esta, vamos diferenciar estes dois importantes documentos para o sucesso do empreendimento 
com o auxílio do Quadro 4, que apresenta as principais diferenças entre esses dois conceitos.
Quadro 4 | Principais diferenças entre o modelo e o plano de negócios 
Fonte: autor adaptado de Dornelas et al. (2015).
A modelagem de negócios se desenvolve por meio da execução de várias atividades de pesquisa 
e levantamento de informações que servirão de base para planejar, delinear e dar formato a um 
novo empreendimento, seja com ou sem fins lucrativos, lembrando que estas informações serão 
cada vez mais detalhadas no plano de negócio. 
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas181/272
A Figura 14 ilustra o processo que parte da ideia do empreendedor, passando pela modelagem e 
pela coleta de dados, culminando na elaboração do plano de negócios.
Figura 14 | Da ideia o plano de negócio 
 Fonte: adaptada de Dornelas et al (2015).
Supondo que você tenha resolvido montar um negócio para atender ao mercado de animais do-
mésticos (pets), as ideias que estão na sua cabeça precisam ser registradas em papel ou formato 
eletrônico, e dessas ideias surgirão várias dúvidas que precisarão de respostas para confirmar a 
viabilidade do negócio. Você terá que escolher um ponto de venda (loja, carrinho, truck store), 
terá que apurar os custos envolvidos para fazer o negócio funcionar, estimar a quantia que pre-
cisará ser investida nos equipamentos, estimar a necessidade de receita e o volume de vendas, 
definindo também qual será o diferencial do seu negócio, entre tantas outras informações que 
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas182/272
precisarão ser levantadas para serem ana-
lisadas e fornecerem ou não validade para 
a sua ideia (DORNELAS et al., 2015; OSTE-
RWALDER; PIGNEUR, 2011).
2. O Modelo Canvas
Você já ouvir falar em “modelagem de ne-
gócios Canvas”? Parece um termo assusta-
dor? Mas não é, basta familiarizar-se com a 
sua metodologia para perceber que ele não 
é um bicho de sete cabeças.
A modelagem de negócios baseada no mo-
delo Canvas consiste em uma metodologia 
que usa um quadro formado por nove blo-
cos, que exigirão informações preciosas, 
relevantes e necessárias para a captação, 
entrega e criação de valor, procurando res-
ponderàs quatro perguntas básicas sobre 
um empreendimento: o que?, como? quan-
to? e para quem? (DORNELAS et al., 2015; 
OSTERWALDER; PIGNEUR, 2011; SEBRAE, 
2013).
Para você aprender direitinho, dê uma olha-
da na Figura 15, que ilustra os nove blocos 
que compõem o modelo de negócios Can-
vas.
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas183/272
Figura 15 | Blocos da metodologia Canvas 
Fonte: adaptada de SEBRAE (2015). 
Agora que você conhece o modelo Canvas, que tal aprender o conceito desta metodologia de 
modelagem de negócios? Inicialmente, é bom ressaltar e deixar bem claro que um modelo de 
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas184/272
negócios consiste na descrição lógica do processo de criação, entrega e captura de valor de um 
novo empreendimento.
No caso da metodologia Canvas, trata-se de uma modelagem que permite visualizar a descrição 
preliminar do empreendimento e das partes que o compõem de modo que a ideia sobre o negó-
cio seja compreendida por quem o examina da mesma maneira como o proponente do modelo a 
concebeu.
Para saber mais
O Canvas Business Model Generation também é indicado para basear a elaboração de projetos, que 
saber como? Leia o artigo a seguir.
MULLER, Nicolas. Canvas: Business Model Generation. 2014. Disponível em: <https://www.ofici-
nadanet.com.br/post/13308-Canvas-business-model-generation>. Acesso em: 28 set. 2017.
Uma das premissas adotadas na modelagem de negócios é a da praticidade e flexibilidade, tan-
to que a recomendação principal para iniciar uma modelagem é desenhar os nove blocos e uti-
lizar post-it para realizar as anotações e fixá-las nos blocos correspondentes. Você deve estar 
https://www.oficinadanet.com.br/post/13308-Canvas-business-model-generation
https://www.oficinadanet.com.br/post/13308-Canvas-business-model-generation
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas185/272
pensando, e a tecnologia onde entra nesta 
história? Afinal, em algum momento, você 
terá que montar uma apresentação para o 
seu modelo de negócio que não seja na for-
ma de uma cartolina ou de um painel com 
vários post-its fixados. 
Como alternativa, você também pode regis-
trar o seu modelo de negócios em um apli-
cativo de apresentações (PowerPoint, Prezi), 
lembrando-se de respeitar a organização 
dos nove blocos da modelagem Canvas.
Que tal aprender como preencher cada blo-
co e saber como eles estão relacionados? 
Apesar de não existirem regras ou uma or-
dem específica para o preenchimento dos 
blocos, recomenda-se iniciar o preenchi-
mento da direita para a esquerda, pois en-
tende-se que é mais fácil definir “o como fa-
zer” somente depois de definir “o que fazer” 
e “quem irá comprar o que foi feito”, você 
concorda? Logo, é melhor você dar uma boa 
analisada na Figura 16 e tentar entender 
como os blocos se relacionam.
Para saber mais
Veja uma ferramenta interessante do SEBRAE 
para auxiliar com o uso do Canvas. SEBRAE. SE-
BRAE e Canvas. 2017. Disponível em: <https://
www.sebraeCanvas.com>. Acesso em: 28 set. 
2017.
https://www.sebraeCanvas.com
https://www.sebraeCanvas.com
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas186/272
Figura 16 | Relacionamento entre os blocos no Canvas 
 
Fonte: adaptada de SEBRAE (2013).
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas187/272
2.1. Bloco Proposta de Valor
O bloco proposta de valor está no centro 
do modelo propositadamente, pois é o mo-
mento em que o empreendedor registra as 
propostas que atenderão às necessidades 
dos potenciais clientes. É neste bloco que 
o conceito de diferencial competitivo é de-
senvolvido. Você sabe qual é o significado do 
termo “diferencial competitivo”? “Diferen-
cial competitivo” é o termo que designa os 
atributos que tornam o negócio único e me-
lhor que a concorrência. São as vantagens e 
os benefícios exclusivos que o empreendi-
mento oferece para os seus clientes e que 
estão ausentes nos concorrentes. O empre-
endedor deve encontrar uma qualidade ou 
vantagem que diferencie o seu produto ou 
serviço dos demais concorrentes, facilitan-
do assim a decisão de compra do cliente e 
a preferência em comprar especificamente 
da sua empresa. O diferencial competitivo 
pode ser percebido na forma de um preço 
mais baixo, um produto com maior rendi-
mento ou melhor usabilidade, um serviço 
mais amplo, uma qualidade melhor ou uma 
oferta de comodidade, dentre tantas outras 
possibilidades.
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas188/272
Você percebeu a importância de criar dife-
rencias competitivos? Mas criar diferenciais 
competitivos “para quem”?
2.2. Bloco Segmentação de 
Clientes
Esta é proposta do bloco segmentação de 
clientes, identificar para quem os produtos 
ou serviços serão vendidos, em outras pala-
vras, quem estará disposto a pagar o preço 
proposto. Exemplos de segmentos de clien-
tes são: consumidores da classe B, crian-
ças, homens, atletas, estudantes, pessoas 
com renda superior a R$ 50.000,00 men-
sais. É sempre bom lembrar que você ainda 
poderá criar subsegmentos específicos em 
qualquer segmento, como por exemplo: es-
tudantes do ensino médio matriculados em 
escolas particulares que apresentam de-
sempenho escolar abaixo da média e resi-
dam em qualquer um dos nove estados da 
região Nordeste do país.
Para saber mais
Para fortalecer o seu conhecimento sobre o con-
ceito de diferencial competitivo, assista ao vídeo 
a seguir.
ZENÓBIO PEREIRA. O que é diferencial competi-
tivo - Academia da gestão. Disponível em: <ht-
tps://www.youtube.com/watch?v=3PNT-
nxTYoq0>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do 
Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=3PNTnxTYoq0
https://www.youtube.com/watch?v=3PNTnxTYoq0
https://www.youtube.com/watch?v=3PNTnxTYoq0
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas189/272
comunicação e distribuição ou ainda como 
os produtos serão divulgados e chegarão às 
mãos dos consumidores. O produto pode 
ser vendido pela internet ou em loja física 
própria, pode também ser vendido indireta-
mente no varejo, o que exigirá uma equipe 
de vendas para atender os varejistas. Um 
varejista virtual pode utilizar operadores 
logísticos públicos ou privados para entre-
gar os produtos aos clientes e usar o próprio 
site, link patrocinado e publicidade on-line 
para divulgar a sua oferta de valor.
2.4. Bloco Relacionamento com 
os Clientes
Além de prever como o produto será dis-
ponibilizado aos clientes, é preciso plane-
jar como será o relacionamento com esses 
Link
Você quer conhecer como uma agência de pu-
blicidade traçou a segmentação psicográfica de 
consumidores digitais? Assista ao vídeo a seguir.
MARIO RUBENS. Segmentação Psicográfica de 
Consumidores Digitais AgenciaDM9DDB. Dispo-
nível em: <https://www.youtube.com/wat-
ch?v=mB_nCt141UY>. Acesso em: 28 set. 2017. 
(Vídeo do Youtube)
2.3. Bloco Canais
Depois de ter identificado os potenciais 
clientes,agora é o momento de se planejar 
como entregar a proposta de valor para eles, 
em outras palavras, quais serão os canais de 
https://www.youtube.com/watch?v=mB_nCt141UY
https://www.youtube.com/watch?v=mB_nCt141UY
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas190/272
clientes, sempre com o objetivo de forta-
lecer a percepção de valor do produto ven-
dido ou do serviço prestado. Dar voz ao 
cliente é uma maneira de reconhecer a sua 
importância e valorizar a opinião dele. O re-
lacionamento com o cliente pode ser feito 
pessoalmente no caso de estabelecimentos 
comerciais (como o dono do açougue em 
que você frequenta faz quando lhe chama 
pelo nome e lembra do seu corte de carne 
preferido).
Todavia, o relacionamento com os clien-
tes também pode ser realizado por outros 
meios, como o a criação de um canal (tele-
fônico ou digital) de perguntas e respostas, 
da implantação de uma ouvidoria, de um 
SAC, do atendimento pós-venda ou ainda 
por meio de serviços automatizados, igual-
zinho ao daquele grande banco que, em 
um dos seus canais de atendimento, você 
é atendido por uma gravação que dispara: 
“fale pausadamente o que você precisa...”.
2.5. Bloco Fontes de receitas
Outro importantebloco a ser preenchido diz 
respeito à identificação das fontes de recei-
tas do negócio. A proposta de valor poderá 
gerar quais fontes de receitas? Pode ser a 
simples venda de um produto, a possibilida-
de de vender anúncios/espaços publicitá-
rios, alugar espaços, prestação de serviços, 
porém, seja lá o que for gerar algum tipo de 
receita para o empreendimento deverá es-
tar devidamente listado, pois serão essas 
fontes de receitas que serão esmiuçadas no 
plano de negócios para subsidiar o planeja-
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas191/272
mento e o dimensionamento do futuro em-
preendimento. Aliás, o planejamento e o di-
mensionamento do negócio serão alvo dos 
próximos blocos que procurarão respostas 
para as perguntas “Como?” e “Quanto?” da 
Figura 15.
2.6. Bloco Recursos-chave
No próximo bloco serão identificados os 
recursos-chave para que o negócio fun-
cione, como os equipamentos necessários, 
utensílios, mão de obra, sistemas informa-
tizados, plataformas de trabalho. Quantos 
funcionários serão necessários para operar 
o negócio? Quantas mesas, cadeiras, com-
putadores, sistemas e outros equipamentos 
suprirão as demandas operacionais e fun-
cionais da empresa? Estas são duas das vá-
rias e complexas perguntas que deverão ser 
respondidas neste bloco dos recursos-cha-
ve.
2.7. Bloco Atividades-chave
No bloco seguinte, as atividades-chave se-
rão definidas, em outras palavras, o empre-
endedor agirá para identificar as atividades 
necessárias para o negócio funcionar, como 
a construção ou reforma de um imóvel, a 
produção de um bem, a descrição da forma 
como o serviço será prestado e, inclusive, as 
ações necessárias para realizar o acompa-
nhamento das redes sociais quando existir 
esta necessidade, que está se transforman-
do em uma valiosa ferramenta de marke-
ting.
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas192/272
Você consegue imaginar um sanduíche sen-
do produzido em uma linha de produção, 
como uma televisão ou um automóvel, por 
exemplo? Se não conseguiu, visite uma loja 
de qualquer fast food, você verá um bom 
exemplo de linha de produção, que é uma 
atividade chave para esse negócio.
2.8. Bloco Parceiros-chave
No bloco seguinte, você poderá identificar 
quais serão os seus parceiros-chave, em 
outras palavras, quem lhe fornecerá o pro-
duto ou serviço necessário para o funciona-
mento do seu negócio?
Em alguns casos, os parceiros estão rela-
cionados com o fornecimento dos recur-
sos- chave e, em outros casos, podem estar 
relacionados ao fornecimento das ativida-
des-chave. O fornecedor de matéria-prima 
é um parceiro-chave, o prestador de serviço 
de limpeza é um parceiro-chave, a empre-
sa que presta serviço monitorando as redes 
sociais é um parceiro-chave, entre muitos 
outros possíveis.
2.9. Bloco Custos
Finalmente, o último bloco é preenchido 
com os custos necessários para a operacio-
nalização do negócio, tais como custos de 
manutenção, custos das matérias primas, 
custos da mão de obra. O preenchimen-
to deste bloco deve ser feito pela quantifi-
cação em termos financeiros dos recursos 
identificados no bloco de recursos-chave. 
Se for identificada a necessidade de oito 
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas193/272
funcionários para a loja funcionar, neste bloco de custos é que se atribuirá o valor financeiro para 
a contratação e o pagamento mensal dos salários destes oito funcionários.
Para finalizar este tema 6, é importante que você saiba que o SEBRAE disponibiliza uma cartilha 
didática e bem detalhada com orientações práticas para a utilização da modelagem de negócios 
Canvas na criação de um modelo de negócio. 
Para saber mais
SEBRAE. Cartilha O Quadro de Modelo de Negócios: um caminho para criar, recriar e inovar em mode-
los de negócio. 2013. Disponível em <http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUI-
VOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/be606c09f2e9502c51b09634badd2821/$File/4439.pdf>. 
Acesso em: 28 set. 2017.
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/be606c09f2e9502c51b09634badd2821/$File/4439.pdf
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/be606c09f2e9502c51b09634badd2821/$File/4439.pdf
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas194/272
Glossário
Diferencial competitivo: é o termo que designa os atributos que tornam o negócio único e me-
lhor que a concorrência. São as vantagens e os benefícios exclusivos que o empreendimento 
oferece para os seus clientes e que estão ausentes nos concorrentes.
Modelo de Negócios: consiste na descrição lógica do processo de criação, entrega e captura de 
valor de um novo empreendimento.
Segmento de mercado: é o conjunto dos consumidores que apresentam características seme-
lhantes entre si.
Questão
reflexão
?
para
195/272
Um barco à deriva no meio do oceano segue sem rumo e 
ao sabor das correntes, isto também acontecerá quan-
do um empreendedor resolver montar um negócio sem 
passar pelo processo de modelagem de negócios. Você 
correria este risco? Claro que não, então analise a meto-
dologia Canvas e reflita sobre como ela poderia ser apli-
cada no seu contexto profissional.
196/272
Considerações Finais
• A modelagem de negócios é um pré-requisito indispensável para a elaboração do plano de 
negócios, pois é a principal maneira de se validar a ideia do empreendedor e constatar se re-
almente existe oportunidade e viabilidade para materializar essa ideia e transformá-la em um 
negócio de sucesso.
• O empreendedor deve ter muito cuidado ao partir diretamente para o plano de negócios sem 
considerar uma modelagem, pois isso aumentará as chances de desperdícios de recursos, 
principalmente tempo e dinheiro, assim como potencializará a ocorrência dos riscos envolvi-
dos no empreendimento.
• A modelagem de negócios se desenvolve por meio da execução de várias atividades de pes-
quisa e levantamento de informações que servirão de base para planejar, delinear e dar for-
mato a um novo empreendimento.
• A metodologia Canvas de modelagem permite visualizar a descrição preliminar do empreen-
dimento e das partes que o compõem de modo que a ideia sobre o negócio seja compreendida 
por quem o examina da mesma maneira como o proponente do modelo a concebeu.
Unidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas197/272
Referências
DORNELAS, José; BIM, Adriana; FREITAS, Gustavo; USHIKUBO, Rafaela. Plano de negócio com o 
modelo Canvas: Guia prático de avaliação de ideias de negócio a partir de exemplos. Rio de Ja-
neiro: LTC, 2015.
MARIO RUBENS. Segmentação Psicográfica de Consumidores Digitais AgenciaDM9DDB. Dispo-
nível em: <https://www.youtube.com/watch?v=mB_nCt141UY>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo 
do Youtube)
MULLER, Nicolas. Canvas: Business Model Generation. 2014. Disponível em: <https://www.ofici-
nadanet.com.br/post/13308-Canvas-business-model-generation>. Acesso em: 28 set. 2017.
OSTERWALDER, Alexander; PIGNEUR, Yves. Business Model Generation. Rio de Janeiro: Alta 
Books, 2011.
SEBRAE. Cartilha O Quadro de Modelo de Negócios: um caminho para criar, recriar e inovar 
em modelos de negócio. 2013. Disponível em <http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/
ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/be606c09f2e9502c51b09634badd2821/$File/4439.pdf>. 
Acesso em: 28 set. 2017.
___. Quadro de modelo de negócios: para criar, recriar e inovar. 2015. Disponível em: <http://
www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-
https://www.youtube.com/watch?v=mB_nCt141UY
https://www.oficinadanet.com.br/post/13308-Canvas-business-model-generation
https://www.oficinadanet.com.br/post/13308-Canvas-business-model-generation
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/be606c09f2e9502c51b09634badd2821/$File/4439.pdf
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/be606c09f2e9502c51b09634badd2821/$File/4439.pdf
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-criar,-recriar-e-inovar
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-criar,-recriar-e-inovarUnidade 6 • Pensando o Negócio: Canvas198/272
-criar,-recriar-e-inovar>. Acesso em: 28 set. 2017. 
___. SEBRAE e Canvas. 2017. Disponível em: <https://www.sebraeCanvas.com>. Acesso em: 28 
set. 2017.
ZENÓBIO PEREIRA. O que é diferencial competitivo - Academia da gestão. Disponível em: <ht-
tps://www.youtube.com/watch?v=3PNTnxTYoq0>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-criar,-recriar-e-inovar
https://www.sebraeCanvas.com
https://www.youtube.com/watch?v=3PNTnxTYoq0
https://www.youtube.com/watch?v=3PNTnxTYoq0
199/234
1. Dois candidatos a empreendedores estavam conversando sobre as dife-
renças entre um modelo de negócio e um plano de negócios, conforme as 
três sentenças do diálogo abaixo.
I. O modelo de negócios se caracteriza pelo seu nível de detalhamento e por já ter sido testa-
do e validado, porém ainda existem incertezas, por isso, ele se difere do plano de negócios.
II. O plano de negócios oferece respostas para as perguntas levantadas no modelo de negó-
cio, aprofundando o nível de detalhamento dos dados de mercados.
III. O modelo de negócios é realizado na fase inicial do projeto, identificando imediatamente 
a proposta de geração de valor, enquanto o plano de negócios levanta questões para serem 
validadas.
Assinale a alternativa correta em termos de veracidade sobre as três sentenças do diálogo 
acima.
Questão 1
200/234
a) Somente a sentença I está correta.
b) Somente a sentença II está correta.
c) Somente a sentença III está coreta.
d) As sentenças I e III estão corretas.
e) Somente a sentença I está incorreta.
Questão 1
201/234
2. Para que o empreendedor aumente as chances de sucesso na criação 
do seu empreendimento, ele deve respeitar e seguir as etapas do processo 
empreendedor. Depois de ter a sua ideia validada e se certificar que existe 
uma boa oportunidade para ser aproveitada, ele iniciará a modelagem do 
negócio, momento em que se recomenda a elaboração de um modelo de 
negócios, preferencialmente o modelo Canvas.
Qual alternativa define corretamente o conceito de modelo de negócios?
Questão 2
a) É uma cartilha fornecida pelo SEBRAE para orientar a abertura de um novo negócio.
b) É um modelo real de empresa que é testado antes da abertura de um novo negócio.
c) É um documento que registra as informações detalhadas para a abertura de um novo negó-
cio.
d) É um documento utilizado pelo empreendedor para tornar a sua ideia tangível e passível de 
avaliação.
e) É um modelo que registra as orientações necessárias para a abertura de um novo negócio.
202/234
3. Um modelo de negócios consiste na descrição lógica do processo de 
criação, entrega e captura de valor de um novo empreendimento. Espe-
cificamente no caso da metodologia Canvas, trata-se de uma modelagem 
que permite visualizar a descrição do empreendimento e das partes que 
o compõem de modo que a ideia sobre o negócio seja compreendida por 
quem o examina da mesma maneira como o proponente do modelo a 
concebeu.
Marque a alternativa que contenha a pergunta correta relacionada aos seguintes três blo-
cos do quadro do modelo Canvas: principais parceiros, atividades principais e recursos 
principais.
Questão 3
a) Para quem?
b) Quanto?
c) Como?
d) O que?
e) Onde?
203/234
4. Um modelo de negócios consiste na descrição lógica do processo de 
criação, entrega e captura de valor de um novo empreendimento com 
o preenchimento de blocos designados para cada aspecto do negócio. É 
nesse modelo de negócios que são descritas as vantagens e os benefícios 
exclusivos que o empreendimento oferece para os seus clientes e que es-
tão ausentes nos concorrentes.
Indique a alternativa que descreva as duas principais características da metodologia de 
modelagem de negócios Canvas e ainda contenha o termo que designa os atributos que 
tornam o negócio único e melhor que a concorrência.
Questão 4
a) Praticidade, flexibilidade e proposta de valor.
b) Detalhamento, praticidade e diferencial competitivo.
c) Detalhamento, flexibilidade e modelo de negócio.
d) Detalhamento, proposta de valor e plano de negócio.
e) Praticidade, proposta de valor e preço inferior e qualidade superior.
204/234
5. O mercado é composto por consumidores interessados em comprar 
produtos ou serviços e por vendedores que também podem ser denomi-
nados de “concorrentes” ou “competidores” na figura de empresas que 
disputam pelos clientes em um segmento de mercado. Quando o empre-
endedor encontra um segmento de mercado inexplorado ou explorado de 
modo insatisfatório, ele pode transformá-lo em uma grande oportunidade 
de negócio. Qual alternativa define corretamente o termo “segmento de 
mercado”?
Questão 5
a) É o ambiente que reúne compradores e vendedores com características e necessidades si-
milares de consumo.
b) É o local em que se reúnem os principais compradores e vendedores de um produto ou ser-
viço.
c) É o local em que se reúnem os principais compradores de um produto ou serviço.
d) É o local em que se reúnem os principais vendedores de um produto ou serviço.
e) É o ambiente que reúne consumidores com características e necessidades similares de con-
sumo.
205/234
Gabarito
1. Resposta: B.
As falas I e III não estão corretas e misturam 
os conceitos de plano e modelo de negócios, 
já a fala II está correta, pois o plano de ne-
gócios oferece respostas para às perguntas 
levantadas no modelo de negócio, aprofun-
dando o nível de detalhamento dos dados 
de mercados.
2. Resposta: D.
Um modelo de negócios é o documento uti-
lizado pelo empreendedor para tornar a sua 
ideia tangível e passível de avaliação por ele 
e pelos investidores, levantando as pergun-
tas que deverão ser respondidas no plano 
de negócio.
3. Resposta: C.
A pergunta “como?” é a única relacionada 
diretamente com os três blocos referencia-
dos na questão, pois eles remetem ao como 
fazer, levantando perguntas que ilustrarão e 
identificarão os principais parceiros, as ati-
vidades principais e os recursos principais 
que serão necessários para a empresa fun-
cionar.
4. Resposta: A.
O Canvas é reconhecido pelas suas carac-
terísticas de ser uma modelagem prática e 
flexível. O conceito descrito na questão é o 
de diferencial competitivo que, por sua vez, 
deve estar presente e devidamente identi-
ficado na proposta de valor do modelo de 
negócios e detalhada no plano de negócios, 
206/234
podendo envolver, entre outros atributos, a 
qualidade e o preço.
5. Resposta: E.
A definição de segmento de mercado indi-
ca a reunião de consumidores que possuem 
características ou necessidades em comum 
e que terão a sua preferência disputada pe-
los concorrentes que atuam nesse mercado.
Gabarito
207/272
Unidade 7
Pensando a Proposta de Valor
Objetivos
1. Conhecer o significado do conceito de valor.
2. Relacionar os componentes que compõem as formas do mapa de valor e do perfil dos clien-
tes.
3. Reconhecer a utilidade da ferramenta Value Proposition Design.
4. Entender o processo de construção da proposta de valor.
5. Compreender a importância da experimentação para validar uma proposta de valor.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor208/272
Introdução
Olá, caro estudante, seja bem-vindo ao 
tema sete da disciplina Empreendedorismo. 
Você já imaginou criar produtos ou serviços 
exatamente do jeito que os clientes que-
rem? Pois é exatamente esta a proposta da 
metodologia criada por Alex Osterwalder 
chamada de Value Propositon Design.
Esta proposta de metodologia parte da mo-
delagem Canvas de negócio (estudada no 
tema seis) para planejar uma empresa, tes-
tar se o planejado está de acordo com a rea-
lidade dos consumidores e então desenvol-
ver e fortalecer a empresa em si.
Contudo, o que seria criar valor para um pro-
duto ou um serviço? Como é possível criar 
valor a partir de um modelo de negócio? Para 
quem se deve criar valor? São estas e outras 
questões relacionadas ao desenho de uma 
proposta de valorque este tema pretende 
responder ao longo da sua leitura, procu-
rando facilitar a sua compreensão sobre os 
desafios que o empreendedor enfrenta, au-
mentando assim o seu aprendizado sobre 
os fundamentos, processos e tendências 
do empreendedorismo. Gostou da proposta 
de aprendizado deste tema? Mãos à obra e 
bom estudo.
1. O Que é Criar Valor?
Antes de tratar do método de desenho de 
proposta de valor, é importante que você seja 
capaz de responder a uma questão: do que 
trata a criação de valor? Objetos, artefatos, 
sistemas, serviços e tantos outros itens co-
mercializáveis podem ser valorizados sobre 
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor209/272
quatro aspectos distintos, a saber: o valor 
de uso, o valor econômico, o valor cultural 
e o valor de percepção (FERNANDES, 2016).
O valor de uso está ligado à utilidade, à fun-
ção e ao benefício esperado de um produto 
ou serviço, por exemplo, quando você com-
pra um livro de gramática, você o valoriza 
pela quantidade e pela qualidade do seu 
conteúdo, pois serão estes dois atributos 
que darão utilidade ao livro para que você 
possa consultá-lo e utilizá-lo como referên-
cia para o seu trabalho ou para o seu estudo 
e então escrever corretamente de acordo 
com as regras do idioma em questão.
Já o valor econômico se relaciona ao preço 
e ao esforço necessário para trocar o pro-
duto ou serviço por dinheiro, talvez o me-
lhor e mais completo livro de gramática seja 
tão caro que, mesmo tendo um alto valor de 
uso, ele não pode ser comprado por quem o 
necessita.
O valor cultural tem como característica um 
significado especial e, apesar de ser con-
siderado intangível por natureza, trata-se 
do valor agregado a um produto ou servi-
ço pela sua raridade, pela sua capacidade 
de ser colecionável ou ainda por apresentar 
um atributo artístico, como o livro de gra-
mática que tem uma capa produzida exclu-
sivamente pelo Romero Brito, ou ainda um 
dos seis volumes publicados da gramática 
do padre Antônio da Costa Duarte, editada 
em 1829, já imaginou o valor que um destes 
exemplares poderá alcançar em um leilão?
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor210/272
Finalmente, o valor de percepção, igualmente ao cultural, é intangível, consiste no valor senti-
mental individual por um item, como no caso da gramática dada de presente para a sua bisavó 
que a repassou para a sua avó, que presenteou a sua mãe, que enfim lhe entregou logo nos pri-
meiros anos da sua trajetória estudantil, lembrando que dificilmente outras pessoas dariam o 
mesmo valor para este volume da gramática similarmente ao valor que você daria.
Para saber mais
Que tal você aprender um pouco mais sobre a questão de valor e a sua relação com o processo de inova-
ção? Pesquise mais, acesse ao link e aprimore os seus conhecimentos sobre inovação e criação de valor 
por meio da leitura do artigo.
FERNANDES, Manuel Teles. Do valor à inovação tecnológica e cultural: uma visão holística da inova-
ção. 2016. Disponível em: <http://www.telesfernandes.net/uploads/1/0/9/6/10963838/do_va-
lor_%C3%A0_inova%C3%A7%C3%A3o_tecnol%C3%B3gica_e_cultural_2.pdf>. Acesso em: 28 
set. 2017. 
http://www.telesfernandes.net/uploads/1/0/9/6/10963838/do_valor_%C3%A0_inova%C3%A7%C3%A3o_tecnol%C3%B3gica_e_cultural_2.pdf
http://www.telesfernandes.net/uploads/1/0/9/6/10963838/do_valor_%C3%A0_inova%C3%A7%C3%A3o_tecnol%C3%B3gica_e_cultural_2.pdf
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor211/272
2. Value Proposition Design
2.1. Conceitos Iniciais
Imagine que você está desenvolvendo o seu modelo de negócio usando o Canvas Business Mo-
del (CBM) e agora você está na fase crucial de criar uma proposta de valor para o seu negócio e 
ainda identificar o seu segmento de clientes. O Value Propositon Design (VPD) é uma ferramenta 
integrada e derivada da metodologia Canvas de modelagem de negócios, que auxilia sobrema-
neira a dar visibilidade e tangibilidade a uma proposta de valor com o claro objetivo de apoiar e 
dar suporte à criação de valor para o cliente. O VPD tem como alvo dois blocos do mapa Canvas, 
a proposta de valor que procura responder o que será oferecido ao cliente e o bloco do segmento 
de clientes que tem a função de descrever o perfil do cliente, definindo para quem será feita esta 
oferta. A Figura 17 destaca em tom de cinza escuro estes dois blocos dos demais blocos do mapa 
Canvas.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor212/272
Figura 17 | Mapa Canvas com destaque dos blocos proposta de valor e segmento de clientes
Fonte: adaptada de SEBRAE (2015).
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor213/272
O principal objetivo do VPD é auxiliar o em-
preendedor a encontrar uma proposta de 
valor real e válida para o seu negócio, to-
davia, para se chegar neste grau de refina-
mento e certeza, a metodologia orienta os 
empreendedores a testarem as propostas 
de valores encontradas junto aos clientes 
antes de continuarem o processo de aber-
tura e operacionalização do negócio em si 
e, mesmo após validar a proposta, manter 
o seu desenvolvimento contínuo de uma 
maneira metodológica, controlada e sis-
temática, adotando uma ferramenta leve 
que ajudará o empreendedor a identificar 
e compreender claramente as necessida-
des de seus clientes, criando um produto ou 
serviço que ele realmente quer e que satis-
faça as suas necessidades, expectativas e 
desejos.
É importante lembrar que a cada 10 pro-
dutos ou serviços novos lançados no mer-
cado, sete deles não conseguem atender às 
expectativas dos clientes e, por conta disso, 
são descontinuados e retirados do merca-
do, deixando um rastro de desperdício de 
recursos investidos para o seu desenvolvi-
mento e lançamento. Você pode imaginar 
porquê isso acontece?
Existe um motivo surpreendentemente 
simples para a ocorrência deste desperdício 
de recursos que atrapalha (e muito) a vida 
do empreendedor, que consiste no desali-
nhamento entre o que os clientes realmen-
te querem ou precisam e o que as empresas 
estão oferecendo. Você já pode imaginar 
como evitar esse desperdício de recursos? 
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor214/272
O empreendedor poderá evitar a oferta de um produto ou serviço que o cliente não quer utili-
zando o mapa Canvas de Proposta de valor.
2.2. Canvas de Proposta de Valor
A ferramenta Canvas de Proposta de Valor consiste em um mapa que auxilia a materializar a pro-
posta de valor e é composta graficamente por duas formas distintas: a do perfil do consumidor e 
a do mapa de valor. A Figura 18 ilustra o Canvas de Proposta de Valor.
Figura 18 | Mapa Canvas de Proposta de Valor
 
Fonte: adaptada de Ostewalder et al. (2014, p. 61).
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor215/272
Diante deste mapa em branco, o empreen-
dedor deverá colocar a sua ideia de negó-
cio modelada no Canvas Business Model 
(CBM) tendo como foco a proposta de cria-
ção de valor. Percebeu como é imprescindí-
vel ter um modelo de negócio pré-definido 
para utilizar o Canvas de Proposta de valor? 
Logo, o primeiro passo é responder à per-
gunta: quais serão os produtos ou serviços 
que a empresa pretende comercializar? A 
resposta para esta questão deverá constar 
do campo destinado para produtos ou ser-
viços, simples assim.
Porém, o próximo passo é bem mais com-
plexo, pois envolve a descrição das tarefas 
do cliente. Descrever as tarefas dos clientes 
é uma atividade que deve ser desenvolvi-
da meticulosamente e precisa ser realiza-
da sob a perspectiva do cliente e não pela 
ótica do empreendedor, por isso é que a 
orientação é investigar diretamente junto 
ao cliente quais são as suas necessidades, 
expectativas e desejos. Complicou? Vamos 
explicar melhor, ao descrever as atividades 
dos clientes, você precisará levantar o que 
ele realmente tem de fazer, como: levar os 
filhos na escola, comprar material de limpe-
za, fazer a manutenção do seu veículo, pin-
tar o seu imóvel, melhorar o seu nível inte-
lectual, entre inúmeras atividades possíveis, 
mas, lembre-se deque, para manter o foco, 
só as atividadesrelacionadas ao negócio é 
que devem ser consideradas.
O próximo campo a ser preenchido é o das 
dores dos clientes, que consiste na descri-
ção das dificuldades que os clientes apre-
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor216/272
sentam para desempenhar as tarefas des-
critas anteriormente, falando de outra ma-
neira, é a identificação do que aborrece ou 
do que impede o cliente de realizar dada 
tarefa. Se a tarefa for levar o filho na es-
cola, por exemplo, uma dor pode ser a fal-
ta de disponibilidade de tempo por motivo 
de o casal estar em horário de trabalho ou 
ainda a insegurança de deixar o filho sob a 
responsabilidade de um motorista de um 
veículo de transporte escolar. Ao descrever 
as dores, você deverá ser o mais específico 
possível e detalhar inclusive a intensidade 
da dor, como se a dor do cliente foi descri-
ta como sendo um valor do produto que ele 
não quer ou não pode pagar, questioná-lo 
sobre qual seria o preço que acharia justo ou 
que ele poderia pagar. Isso irá ajudar muito 
na hora de prescrever o ”remédio” na dose 
certa para aliviar a dor.
Ao descobrir as dores dos clientes, é che-
gado o momento de identificar os remédios 
que possam evitar ou neutralizar essas do-
res preenchendo o campo “analgésicos”. Se 
a dor do cliente for um preço que ele não po-
derá pagar de uma só vez, o remédio pode 
ser a oferta de um financiamento ou siste-
ma de consórcio, se a dor for levar o filho na 
escola, o remédio pode ser a oferta de um 
serviço de transporte escolar personalizado.
De posse dos produtos ou serviços, tarefas, 
dores e remédios devidamente descritos, 
você deverá terminar o mapa com o pre-
enchimento dos dois últimos campos. O 
campo “ganhos” descreverá quais serão os 
benefícios e os resultados que os clientes 
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor217/272
esperam ao tomarem os remédios para as 
suas dores. No caso de levar o filho na es-
cola, o ganho ao se contratar um sistema de 
transporte escolar é o benefício de não se 
preocupar com esta atividade ao designá-la 
a um prestador de serviços que levará o seu 
filho com segurança e pontualidade à esco-
la.
Finalmente, o campo “criadores de ganhos” 
deve ser preenchido com os ganhos advindos 
do produto ou serviço oferecido ao cliente, 
ainda tomando como exemplo o transpor-
te escolar, o benefício (ganho) será alguém 
para levar o filho na escola e os ganhos para 
o cliente podem ser expressos pelo fato de 
que ele poderá chegar sem atrasos aos seus 
compromissos profissionais ou ainda pela 
comodidade de não enfrentar o trânsito da 
cidade ou correr o risco de ser assaltado em 
frente da escola. Portanto, ao preencher o 
mapa de criação de valor, você poderá ter 
uma visão mais consistente da viabilidade 
do negócio, assim como levantará as ne-
cessidades de ajustes na sua modelagem de 
negócios. Mas será que existe uma orienta-
ção prática de como preencher o mapa de 
valor?
Igualmente à modelagem Canvas de negó-
cios, a orientação é de trabalhar com o mapa 
sem escrever nele, utilizando os famosos e 
úteis post-its para registrar as ideias e então 
colá-las nas respectivas partes do mapa.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor218/272
2.3. Desenho do Negócio
De posse do mapa de valor devidamente 
preenchido, chegou o momento de elabo-
rar um esboço do negócio que possa ser 
testado e avaliado pelos potenciais clientes. 
Este esboço pode ser denominado de “pro-
tótipo” na acepção plena desta palavra cujo 
significado é: “o primeiro exemplar de um 
produto industrial, feito de maneira artesa-
nal, conforme discriminações de um proje-
to, que serve de teste, antes de sua produ-
ção em série” (MICHAELIS, 2004).
O desenho de um negócio consiste em uma 
ação para materializar uma ideia em um 
formato que permita a sua apresentação 
e o seu entendimento por outras pessoas, 
isso ficou confuso para você? Então volte a 
Link
Que tal um exemplo de aplicação desta ferramen-
ta? Assista a um vídeo que explica sobre como 
utilizar a ferramenta Canvas de Proposta de Valor 
por meio de um exemplo fictício de empresa. 
PROF. MARCELO NAKAGAWA. Canvas da Propos-
ta de Valor - Exemplo. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=bYaC1Zvy-
FV8>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtu-
be)
https://www.youtube.com/watch?v=bYaC1ZvyFV8
https://www.youtube.com/watch?v=bYaC1ZvyFV8
https://www.youtube.com/watch?v=bYaC1ZvyFV8
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor219/272
pensar no exemplo do transporte escolar. Como seria um protótipo deste negócio? O que você 
ofereceria ao potencial cliente como protótipo para testar o seu negócio?
Neste caso, um protótipo pode variar de acordo com a sua criatividade, portanto, o mais impor-
tante é que ele descreva o seu modus operandis e já apresente uma estrutura de custo e uma 
previsão de receitas. Um protótipo pode tomar a forma de um produto construído de maneira 
rudimentar, uma descrição detalhada de um serviço a ser prestado ou ainda uma simulação de 
uso entre outras alternativas possíveis.
Link
Você já deve ter percebido que na fase de delinear o negócio (prototipagem) é de vital importância man-
ter o foco e resistir à dissipação natural das ideias. Para saber mais sobre este assunto, leia o artigo a 
seguir.
ENDEAVOR BRASIL. Roadmap: a bússola para desenvolver seu produto ou projeto. 2015. Disponível em: 
<https://endeavor.org.br/roadmap/>. Acesso em: 28 set. 2017. 
https://endeavor.org.br/roadmap/
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor220/272
Para fechar o assunto “desenho do negó-
cio”, retome o exemplo do empreendedor 
que pretende criar uma proposta de valor 
no segmento de transportes escolar, ele 
pode ter encontrado um nicho de mercado 
de pais que residam em um mesmo condo-
mínio ou bairro e preferem enviar os filhos 
para a escola com um carro compartilhado 
e não em uma van como de costume. Este 
pode ser um desenho de negócio (protóti-
po), você não acha? Para se ter certeza, a 
orientação é que ele seja testado, portanto, 
o seu próximo aprendizado será como tes-
tar uma proposta de valor.
2.4. Teste do Negócio
Um teste de negócio tem o claro objetivo de 
reduzir os riscos e as incertezas envolvidas 
no desenho do negócio e na respectiva pro-
posta de valor e consiste na condução de um 
ou mais experimentos que possam subsidiar 
a validade da proposta de valor e a viabili-
dade da implantação do empreendimen-
to. Contudo, é bom que você saiba que os 
primeiros testes de um negócio devem ser 
simples e de baixo custo, pois, certamente, 
haverá profundas mudanças até encontrar 
a proposta de valor ideal para que o negó-
cio se torne viável e apresente chances ele-
vadas de sucesso. À medida que a incerte-
za for se dissipando, se recomenda realizar 
testes mais complexos que provavelmente 
exigirão maiores investimentos de recursos.
A experimentação (realização de testes) é 
uma prática que gerará evidências para se 
comprovar o que funciona e o que não fun-
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor221/272
ciona na proposta de valor, evitando que o 
empreendedor tenha surpresas desagra-
dáveis ao implantar o seu negócio e que 
ele desperdice recursos em algo que não 
irá funcionar ou não trará o resultado es-
perado, lembrando que uma evidência tem 
muito mais força e fidedignidade do que 
uma ideia ou opinião, facilitando assim a 
vida do empreendedor no momento que ele 
precisar defender a sua proposta de valor 
e convencer as pessoas que ela (ideia) tem 
grandes chances de sucesso. Porém, como 
proceder de maneira sistemática para rea-
lizar experimentos? A Figura 19 ajudará na 
compreensão do caminho a ser percorrido 
para a realização de testes de modo efetivo.
Figura 19 | Visão panorâmica do proces-
so para a realização de testes 
 Fonte: adaptada de Ostewalder et al. (2014, p. 198-199).
De acordo com Marconi e Lakatos (2006), 
“hipótese” é sinônimo de “suposição”. Nes-
te sentido, hipótese é uma afirmação cate-
górica (uma suposição) de que algo poderá 
funcionar e ser útil para resolver um pro-blema ou para gerar valor para um negócio. 
Os testes servem justamente para verificar 
se as hipóteses levantadas são verdadeiras 
ou falsas. Vale ressaltar que as hipóteses 
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor222/272
são provisórias porque poderão ser confir-
madas ou refutadas depois de submetidas 
aos experimentos para testá-las. Uma mes-
ma situação pode ter muitas hipóteses, que 
consistem em soluções possíveis para a sua 
resolução e, por isso, devem ser priorizadas 
as hipóteses mais relevantes para serem 
testadas primeiro. Se um empreendedor su-
põe que o transporte escolar personalizado 
pode ser um bom negócio, antes de testar 
se o preço é aceitável, se o tipo de veículo 
influencia na decisão do cliente ou qualquer 
outra hipótese, ele deve inicialmente con-
versar com os pais (potenciais clientes) para 
apresentar o modelo de negócio e testar a 
sua viabilidade, só depois que essa hipótese 
for validada, é que o empreendedor testará 
as outras. Para sistematizar, auxiliar e orien-
tar a aplicação dos testes e o processo de 
experimentação, Ostewalder et al. (2014) 
indicam o procedimento descrito no Quadro 
5, no qual as sentenças da primeira coluna 
orientam o preenchimento da segunda.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor223/272
Quadro 5 | Sistemática para definir os testes 
Fonte: adaptado de Ostewalder et al. (2014, p. 204).
Para organizar e estruturar as informações levantadas em um teste, Ostewalder et al. (2014) 
apontam para o registro sistemático dessas informações conforme ilustrado no Quadro 6.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor224/272
Quadro 6 | Sistemática para capturar aprendizado dos testes 
Fonte: adaptado de Ostewalder et al. (2014, p. 206).
Agora que você já conhece como registrar e organizar os resultados dos seus testes, que tal co-
nhecer algumas possibilidades de experimentação de propostas de valor? O avanço tecnológico 
elevou consideravelmente estas possibilidades, e hoje é possível até criar um anúncio na inter-
net, divulgá-lo, monitorar e contabilizar os acessos ao anúncio e ainda abrir um canal para ti-
rar dúvidas dos potenciais clientes, mesmo que o negócio ainda não tenha saído do papel, em 
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor225/272
outras palavras, mesmo que o negócio não esteja em operação ou exista formalmente. Outras 
formas de experimentação são os famosos painéis de discussões em que clientes discutem sobre 
os aspectos de uma proposta de valor, a simulação de uso de um produto ou serviço, entrevistas 
individuais e coletivas, teste de prateleira no qual uma quantidade limitada do produto fica em 
exposição por um tempo e muitos outros que dependerão do contexto da proposta de valor para 
serem adotados e empregados pelos empreendedores.
Link
Que tal aprofundar o seu conhecimento sobre testes de negócios e validação de ideias? Então, para saber 
mais, acesse à matéria a seguir.
ENDEAVOR BRASIL. Validação de ideias? Sim! Teste antes de investir. 2015. Disponível em: <https://en-
deavor.org.br/validacao/>. Acesso em: 28 set. 2017.
2.5. Desenvolvimento do Negócio
Depois que o negócio foi exaustivamente testado e a proposta de valor foi definida, validada e já 
está em operação, o empreendedor poderá usar a ferramenta Canvas de Proposta de Valor como 
https://endeavor.org.br/validacao/
https://endeavor.org.br/validacao/
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor226/272
uma aliada para alinhar e divulgar a pro-
posta entre os clientes, os fornecedores e 
até mesmo entre os funcionários da empre-
sa, comunicando-a por meio de ações pu-
blicitárias focadas no público-alvo, da em-
balagem do produto, de uma apresentação 
eletrônica, de folders ou panfletos, de víde-
os explicativos ou até mesmo por um bom 
script de vendas. Recomenda-se que para 
desenvolver um negócio, é preciso identifi-
car indicadores de desempenho para serem 
monitorados, lembrando que os resultados 
do monitoramento se transformarão em 
valiosas informações para corrigir poten-
ciais erros e problemas, promovendo um ci-
clo de melhoramento contínuo do negócio 
e da sua proposta de valor. 
Gosto do conteúdo deste tema? Chegou o 
momento de testar o seu aprendizado, re-
alize as atividades propostas e demonstre 
que você está se transformando em um em-
preendedor profissional.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor227/272
Glossário
Experimentação (realização de testes): trata-se de uma prática que gerará evidências para se 
comprovar o que funciona e o que não funciona na proposta de valor, evitando que o empreen-
dedor tenha surpresas desagradáveis ao implantar o seu negócio.
Hipótese: consiste em uma afirmação categórica (uma suposição) de que algo poderá funcionar 
e ser útil para resolver um problema ou para gerar valor para um negócio.
Prototipagem de um negócio: processo de construir modelos de estudo rápidos, baratos e apro-
ximados para aprender sobre a conveniência, a possibilidade e a viabilidade de soluções alterna-
tivas para um empreendimento.
Vamos
pensar
?Pense em um negócio que você gostaria de empreender, supo-nha que ele seja viável, rentável e que exista mercado para o seu desenvolvimento. Como você colocaria em prática a elaboração de uma proposta de valor para este negócio?
229/272
Considerações Finais
• Objetos, artefatos, sistemas, serviços e tantos outros itens comercializáveis podem ser va-
lorizados sobre quatro aspectos distintos, a saber: o valor de uso, o valor econômico, o valor 
cultural e o valor de percepção.
• O Value Propositon Design é uma ferramenta integrada e derivada da metodologia Canvas de 
modelagem de negócios, que auxilia sobremaneira a dar visibilidade e tangibilidade em uma 
proposta de valor com o claro objetivo de apoiar e dar suporte à criação de valor para o cliente.
• O principal objetivo do VPD é auxiliar o empreendedor a encontrar uma proposta de valor real 
e válida para o seu negócio.
• Descrever as tarefas dos clientes é uma atividade que deve ser desenvolvida meticulosamente 
e precisa ser realizada sob a perspectiva do cliente e não pela ótica do empreendedor, por isso, 
a orientação é investigar diretamente junto ao cliente quais são as suas necessidades, expec-
tativas e desejos.
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor230/272
Referências
ENDEAVOR BRASIL. Roadmap: a bússola para desenvolver seu produto ou projeto. 2015. Dispo-
nível em: <https://endeavor.org.br/roadmap/>. Acesso em: 28 set. 2017. 
___. Validação de ideias? Sim! Teste antes de investir. 2015. Disponível em: <https://endeavor.
org.br/validacao/>. Acesso em: 28 set. 2017.
FERNANDES, Manuel Teles. Do valor à inovação tecnológica e cultural: uma visão holística 
da inovação. 2016. Disponível em: <http://www.telesfernandes.net/uploads/1/0/9/6/10963838/
do_valor_%C3%A0_inova%C3%A7%C3%A3o_tecnol%C3%B3gica_e_cultural_2.pdf>. Acesso em: 
28 set. 2017. 
MARCONI, Marina de A.; LAKATOS, Eva M. Fundamentos de metodologia científica. São Paulo: 
Atlas, 2006
MICHAELIS. Moderno Dicionário da Língua Portuguesa. São Paulo: Melhoramentos, 2004.
OSTERWALDER, Alex; PIGNEUR, Yves; BERNARDA, Greg; SMITH, Alan. Value Proposition Design: 
como construir propostas de valor inovadoras. Barueri: HSM, 2014.
PROF. MARCELO NAKAGAWA. Canvas da Proposta de Valor - Exemplo. Disponível em: <https://
www.youtube.com/watch?v=bYaC1ZvyFV8>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
https://endeavor.org.br/roadmap/
https://endeavor.org.br/validacao/
https://endeavor.org.br/validacao/
http://www.telesfernandes.net/uploads/1/0/9/6/10963838/do_valor_%C3%A0_inova%C3%A7%C3%A3o_tecnol%C3%B3gica_e_cultural_2.pdf
http://www.telesfernandes.net/uploads/1/0/9/6/10963838/do_valor_%C3%A0_inova%C3%A7%C3%A3o_tecnol%C3%B3gica_e_cultural_2.pdf
https://www.youtube.com/watch?v=bYaC1ZvyFV8
https://www.youtube.com/watch?v=bYaC1ZvyFV8
Unidade 7 • Pensando a Proposta de Valor231/272
SEBRAE. Quadro de modelo de negócios: para criar, recriar e inovar. 2015. Disponível em: 
<http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:--para-criar,-recriar-e-inovar>. Acesso em: 28 set. 2017. 
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-criar,-recriar-e-inovar
http://www.sebrae.com.br/sites/PortalSebrae/bis/Quadro-de-modelo-de-neg%C3%B3cios:-para-criar,-recriar-e-inovar
232/234
1. Objetos, artefatos, sistemas, serviços e tantos outros itens comercializáveis 
podem ser valorizados sobre quatro aspectos distintos. O valor _________ 
está ligado à utilidade, à função e ao benefício esperado de um produto ou 
serviço. 
Escolha a alternativa que contenha o termo correto para preencher a lacuna da sentença 
anterior.
Questão 1
a) Monetário.
b) Econômico.
c) De uso.
d) Utilitário
e) De percepção.
233/234
2. O Value Propositon Design (VPD) é uma ferramenta integrada e derivada 
da metodologia Canvas Business Model (CBM), que auxilia sobremaneira a 
dar visibilidade e tangibilidade a uma proposta de valor com o claro obje-
tivo de apoiar e dar suporte à criação de valor para o cliente. 
Quais são os dois blocos do CBM que são explorados pelo VPD?
Questão 2
a) Principais parceiros e estrutura de custos.
b) Estrutura de custos e recursos principais.
c) Fonte de receitas e relação com os clientes.
d) Proposta de valor e segmento de clientes.
e) Relação com os clientes e proposta de valor.
234/234
3. O principal objetivo do Value Propositon Design é auxiliar o empreen-
dedor a encontrar uma proposta de valor real e válida para o seu negócio. 
Por conta disso, é possível afirmar que:
I. Criar um produto ou serviço que o cliente realmente queira e que satisfaça as suas ne-
cessidades, expectativas e desejos depende exclusivamente de um bom plano de negó-
cios, elaborado por empreendedores natos ou com formação específica em empreende-
dorismo.
II. Mesmo após a validação de uma proposta de valor, é preciso manter o seu desenvolvi-
mento contínuo de uma maneira metodológica, controlada e sistemática, adotando uma 
ferramenta leve que ajudará o empreendedor a identificar e compreender claramente as 
necessidades de seus clientes.
III. Para se chegar no grau de refinamento e certeza de uma proposta de valor, a metodo-
logia orienta que os empreendedores devem testar as propostas encontradas junto aos 
clientes antes de continuar o processo de abertura e operacionalização do negócio em si.
Diante dessas três afirmações, é correto dizer que:
Questão 3
235/234
a) Somente a afirmação I é verdadeira.
b) Somente a afirmação II é verdadeira.
c) Somente a afirmação III é verdadeira.
d) Somente as afirmações I e II são verdadeiras.
e) Somente as afirmações II e III são verdadeiras.
Questão 3
236/234
4. A ferramenta Canvas de Proposta de Valor consiste em um mapa que au-
xilia a materializar a proposta de valor e é composta graficamente por duas 
formas distintas, 
I. a do mapa de valor e II. a do perfil do cliente. 
Sabendo-se que os elementos que compõem as duas formas são: 
i. Criadores de ganhos.
ii. Dores. 
iii. Analgésicos.
iv. Tarefas. 
v. Ganhos. 
vi. Produtos e serviços.
Qual alternativa contém a correta associação entre os elementos e as suas respectivas for-
mas?
Questão 4
237/234
a) I.= i, ii e iii – II.= iv, v e vi.
b) I.= i, iii e vi – II.= ii, iv e v.
c) I.= i, iii e v – II.= ii, iv e vi.
d) I.= ii, iv e vi – II.= i, iii e v.
e) I.= i, ii e iv – II.= iii, v e vi.
Questão 4
238/234
5. Após o empreendedor estar de posse do mapa de valor devidamente 
preenchido, chegou o momento de elaborar um esboço do negócio que 
possa ser testado e avaliado pelos potenciais clientes. 
Qual é a denominação para este esboço de negócio estudado neste material?
Questão 5
a) Value proposition design.
b) Canvas value proposition.
c) Proposta de valor.
d) Mapa de valor.
e) Protótipo.
239/234
Gabarito
1. Resposta: C.
O valor de uso é aquele que está ligado à 
utilidade, à função e ao benefício esperado 
de um produto ou serviço.
2. Resposta: D.
“Proposta de valor” e “segmento de clien-
tes” são os dois blocos do Canvas Business 
Model explorados minuciosamente pelo 
Value Proposition Design.
3. Resposta: E.
Somente as afirmações II e III são verdadei-
ras, pois a orientação metodológica para 
encontrar uma proposta de valor não diz 
respeito à elaboração do plano de negóci-
os.
4. Resposta: B.
A figura do I. mapa de valor é composta pe-
los elementos: i. criadores de ganhos; iii. 
analgésicos e vi. produtos e serviços, en-
quanto a figura do II. perfil do cliente é com-
posta pelos elementos: ii. dores; iv. tarefas e 
v. ganhos.
5. Resposta: E.
“Protótipo” é a correta designação para o 
esboço do negócio que pode ser testado e 
avaliado pelos potenciais clientes.
240/272
Unidade 8
Plano de Negócio: Viabilidade Financeira
Objetivos
• Entender o conceito de plano de negócios.
• Conhecer métodos para identificar a viabilidade financeira de um empreendimento.
• Compreender os conceitos de fluxo de caixa projetado e índices financeiros (VPL, TIR, ROI).
• Identificar as principais falhas do planejamento financeiro.
• Reconhecer as principais formas para se levantar capital.
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira241/272
Introdução
Olá, estudante, você chegou ao final desta 
unidade curricular e ainda precisa aprender 
mais um pouco para enriquecer o seu co-
nhecimento sobre os fundamentos, proces-
sos e tendências do empreendedorismo.
Você sabia que muitas pessoas já tiveram 
boas ideias, transformaram essas ideias em 
oportunidades de negócios, modelaram o 
negócio e pararam por aí? Você consegue 
imaginar qual fator afetaria a continuidade 
do desenvolvimento de um empreendimen-
to, impedindo que ele se materializasse?
Ao tomar ciência do montante financeiro 
necessário para concretizar e operacionali-
zar um negócio, algumas pessoas desistem 
de empreender, pois não conseguem des-
cobrir se o investimento no negócio trará 
resultados ou se é rentável, muito menos 
estimar a quantidade de dinheiro necessá-
ria para fazer o negócio funcionar. A dificul-
dade ainda persiste para identificar fontes 
de obtenção de recursos para investir na 
infraestrutura e para manter a operação do 
empreendimento.
Por conta dessas dificuldades, a proposta 
deste tema é apresentar o capítulo do plano 
de negócios destinado ao planejamento fi-
nanceiro e ainda apresentar as possibilida-
des de levantamento de capital para inves-
tir na abertura de um negócio.
Você vai entender como se identifica a via-
bilidade financeira de um novo empreendi-
mento, conhecendo os conceitos de capital 
de giro, fluxo de caixa, valor Presente Líqui-
do, Taxa Interna de Retorno e Retorno sobre 
o Investimento.
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira242/272
Ficou animando? Aproveite para aprender 
mais sobre este conteúdo sobre empreen-
dedorismo.
1. Plano de Negócio
Conceitualmente, um plano de negócios é 
definido como o documento no qual o em-
preendedor registra, de forma sistemática 
e estruturada, as informações detalhadas 
sobre o empreendimento que ele pretende 
edificar. O conceito é simples. Afinal, trata-
-se de um documento contendo informa-
ções sobre um negócio. Mas garanto a você 
que não é tão simples elaborar um bom pla-
no de negócios, pois um bom plano de ne-
gócios deve respeitar a estrutura recomen-
dada pelos estudiosos deste tema e ainda 
conter informações detalhadas e realísticas 
sobre o negócio e o mercado no qual ele es-
tará inserido, identificando os participantes 
ou players deste mercado.
Você já sabe o que é um plano de negócios, 
mas você sabe me dizer por que ele é tão 
importante na vida de um empreendedor?
Porque o plano de negócios, bem elabora-
do, eleva de forma significativa a chance 
de sucesso do novo empreendimento. Você 
deve estar se perguntando: por que ele au-
menta a chance de sucesso? Esta é uma 
pergunta inteligente. Se o plano de negó-
cios é um registro detalhado dos aspectos 
que permeiam um novo empreendimento, 
ele guiará o empreendedor na execução 
deste planode modo consciente, realístico 
e sistemático, mapeando e evitando os ris-
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira243/272
cos potenciais que podem estar envolvidos 
neste processo empreendedor (DORNELAS, 
2014; DOLABELA, 2006; MENDES, 2017). 
Apesar de não ser rígida, um plano de ne-
gócio apresenta uma estrutura básica que 
o divide em sub planos como o operacional, 
o de marketing, o de recursos humanos e o 
financeiro.
Para reforçar o seu aprendizado, seguem 
mais alguns argumentos sobre a importân-
cia de se elaborar um bom plano de negó-
cios antes de abrir uma empresa.
• O plano de negócios é o desenho de-
talhado da nova empresa e fornece 
uma visão holística dela, projetando 
as necessidades e o funcionamento 
de cada departamento.
• O plano de negócios registra a previ-
são do lucro e do crescimento de um 
empreendimento, assim como as ne-
cessidades estratégicas, financeiras e 
operacionais.
• O plano de negócios analisa os im-
pactos de diferentes abordagens ad-
ministrativas relacionadas às estraté-
Para saber mais
PORTAL EDUCAÇÃO. Estrutura de um plano de 
negócios. 2012. Disponível em: <https://www.
portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/
administracao/estrutura-de-um-plano-de-
-negocio/11844>. Acesso em: 28 set. 2017.
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira244/272
gias de marketing, às ações de vendas, 
ao dimensionamento da produção, 
assim como à necessidade de capital 
financeiro.
• O plano de negócios reúne dados su-
ficientes para que o empreendedor 
possa simular diferentes situações e 
assim evitar desperdício de dinhei-
ro com o método de tentativa e erro 
comumente e erroneamente utilizado 
por empreendedores desinformados 
ou aventureiros.
• O plano de negócios é mais que um 
cartão de visitas para levantar fundos 
com sócios, investidores e financia-
dores, ele é um documento indispen-
sável e obrigatório, sem ele é pratica-
mente impossível conseguir aporte de 
capital.
• O plano de negócios facilita o rela-
cionamento com os clientes e com os 
fornecedores, transmitindo confiança 
e facilitando o processo de venda e de 
compra de insumos.
• O plano de negócios é um excelen-
te ponto de partida para convencer 
profissionais a trabalharem no novo 
empreendimento, pois ele fornecerá a 
real perspectiva de crescimento pro-
fissional e também tem a função de 
orientar os trabalhadores na execu-
ção das suas atividades.
• O plano de negócios irá reduzir as 
chances de erro do empreendedor e 
consequentemente levá-lo a tomar 
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira245/272
decisões acertadas em relação à definição da localização do seu negócio e da quantidade 
necessária de dinheiro para fazer a empresa funcionar, fortalecendo o conhecimento do 
empreendedor sobre o seu próprio negócio e aumentando a sua experiência e confiança, 
que são necessárias para dar continuidade ao processo empreendedor.
Link
Que tal conhecer detalhadamente um plano de negócio e obter preciosas dicas para preenchê-lo? 
SEBRAE. Como elaborar um plano de negócios. 2013. Disponível em: <http://www.bibliotecas.sebrae.
com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$-
File/2021.pdf>. Acesso em: 28 set. 2017.
2. Plano Financeiro
O plano financeiro é o capítulo do plano de 
negócio que trata de prever os recursos fi-
nanceiros necessários para a empresa fun-
cionar, sejam recursos para os investimen-
tos iniciais em infraestrutura e equipamen-
tos ou para mantê-la funcionando (KURA-
TKO, 2016; MENDES, 2017). Você sabia que 
os recursos necessários para fazer uma em-
presa funcionar é chamado de “capital de 
giro”?
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira246/272
De acordo com Mendes (2017), o capital de 
giro é a quantidade de dinheiro necessária 
para que um empreendimento funcione, ele 
é diferente do dinheiro usado para os in-
vestimentos realizados em infraestrutura, 
tecnologia e equipamentos, por exemplo. 
O capital de giro pode ser comparado à ga-
solina necessária para fazer um automóvel 
funcionar, uma vez que, sem gasolina o mo-
tor do carro não funciona. Com a empresa 
acontece a mesma coisa: sem capital de 
giro, ela para. O capital de giro é composto 
pelos custos operacionais da empresa, tais 
como água, luz, salário dos funcionários e 
matérias-primas.
Outro conceito ligado ao planejamento fi-
nanceiro que você precisa conhecer é o de 
fluxo de caixa. Conforme aponta Dolabela 
(2006), fluxo de caixa é uma ferramenta de 
gestão financeira que projeta para perío-
dos futuros todas as entradas e as saídas de 
recursos financeiros do empreendimento, 
mostrando como será o saldo de caixa para 
esse período projetado. Também pode ser 
conceituado como o registro das entradas e 
saídas do dinheiro de uma empresa em re-
lação ao tempo. Vale lembrar que para em-
preendimentos que já estão em operação, os 
lançamentos de fluxo de caixa devem ocor-
rer diariamente e que, nesse caso, o fluxo de 
caixa se transforma em uma ferramenta de 
monitoramento e controle financeiro.
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira247/272
Levantar a estimativa de fluxo de caixa é es-
tritamente necessário para verificar a via-
bilidade de novos empreendimentos, pois 
é justamente a projeção do fluxo de cai-
xa anual para cinco anos que possibilitará 
o cálculo do Valor Presente Líquido (VPL). 
Você sabe o que é VPL?
Segundo Kuratko (2016), o Valor Presente 
Líquido é um parâmetro para verificar a via-
bilidade de um negócio obtido por meio de 
uma operação matemática-financeira que 
Link
Quer aprender mais sobre como gerenciar um fluxo de caixa?
RESULTAR GESTÃO. Vídeo Aula Fluxo de Caixa. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?-
v=hRe0PrTnCC8>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
calcula o valor atualizado de uma série de 
fluxo de caixa com o desconto de uma taxa 
de remuneração de capital que o empreen-
dedor espera obter com o investimento, ge-
ralmente uma taxa maior que a taxa básica 
de juros, no caso do Brasil, a SELIC. Mendes 
(2017) aponta que se o resultado do VPL for 
inferior ao do investimento total, o plano 
deste empreendimento deve ser rejeitado, 
por outro lado, se for positivo, significa que 
o empreendimento é economicamente viá-
vel.
https://www.youtube.com/watch?v=hRe0PrTnCC8
https://www.youtube.com/watch?v=hRe0PrTnCC8
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira248/272
Outro importante parâmetro de viabilidade 
de um empreendimento é o ROI. O Retorno 
sobre o investimento (ROI) tem o objetivo 
de avaliar o retorno produzido pelo total 
dos recursos aplicados pelo empreendedor 
no seu empreendimento. O ROI é calculado 
pela soma dos resultados anuais do fluxo de 
caixa menos o montante do investimento, 
dividindo-se o resultado desta conta pela 
soma dos investimentos realizados. Quanto 
maior o ROI, maior será o ganho sobre os in-
vestimentos realizados pelo empreendedor 
(SANTOS, 2001).
Para finalizar o seu aprendizado sobre os ín-
dices que servem de parâmetro para levan-
tar a viabilidade de um negócio, é preciso 
que você conheça a Taxa Interna de Retorno 
(TIR). 
Segundo Santos (2001), a TIR é um índices 
utilizados para se avaliar uma possibilidade 
de investimento,pois ela consiste no valor 
da taxa de desconto no momento em que o 
VPL for zero, igualando os fluxos de entrada 
e de saída de caixa. No caso da TIR, quanto 
Para saber mais
Você gostaria de aprender a realizar, de forma 
prática, o cálculo do VPL e outro cálculo seme-
lhante, chamado TIR? Aproveite para assistir ao 
vídeo a seguir.
MATEJAPA. VPL e TIR - PARTE 1. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=tes-
vLPi4w10>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do 
Youtube)
https://www.youtube.com/watch?v=tesvLPi4w10
https://www.youtube.com/watch?v=tesvLPi4w10
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira249/272
maior ela for, melhor e mais lucrativo será o empreendimento. Para facilitar o seu entendimento 
sobre a TIR, imagine-a como a taxa de juros que uma dada aplicação financeira precisaria ofe-
recer para igualar a lucratividade do novo negócio. Vale lembrar que é recomendável o uso de 
aplicativo, preferencialmente planilha eletrônica (Excel ou similar) para calcular VPL, TIR e ROI.
Para saber mais
Aprenda a verificar a viabilidade de um empreendimento de forma detalhada e exemplificada, assistin-
do à apresentação de um caso de análise de projetos de investimento. 
EMERSON BISCO. Calculando o VPL, TIR e Payback’s no Excel Exemplo Completo. Disponível em: <ht-
tps://www.youtube.com/watch?v=zPhIe3XT7GY>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
Muito cuidado ao elaborar o seu planejamento financeiro, além de ser imprescindível para o su-
cesso do empreendimento, deve-se evitar os erros mais comuns na sua elaboração e considerar 
alguns fatores críticos que são esquecidos por alguns empreendedores. O primeiro destes fato-
res considera que o empreendedor não pode confundir as finanças da empresa com as suas pró-
prias finanças. Outro fator essencial é que o empreendedor projete o seu fluxo de caixa, e a partir 
https://www.youtube.com/watch?v=zPhIe3XT7GY
https://www.youtube.com/watch?v=zPhIe3XT7GY
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira250/272
dessa projeção, realize frequentemente o 
monitoramento e acompanhamento deste 
fluxo, evitando assim surpresas como falta 
ou excesso de capital de giro.
3. Formas de Levantar Capital
O investimento pode ser considerado como 
o montante de recursos (tempo e dinheiro) 
necessário para iniciar ou expandir um ne-
gócio. Lembrando que a atividade empre-
sarial necessita de fontes de fornecimento 
de capital para desenvolver as suas estraté-
gias competitivas devidamente planejadas. 
O investimento pode ser feito para a ins-
talação da infraestrutura necessária para 
fazer o empreendimento funcionar, para a 
compra de equipamentos, para a realização 
de campanhas de marketing ou ainda para 
pagar as despesas operacionais.
Geralmente, quem investe espera um retor-
no sobre esse investimento e, necessaria-
mente, captar recursos significa dividir par-
Para saber mais
Aprenda mais sobre a importância do processo 
de planejamento financeiro para a vida das em-
presas, lendo o seguinte artigo. 
LUCION, Carlos E. R. Planejamento financeiro. Re-
vista Eletrônica de Contabilidade, Santa Maria, v. 
1, n. 3, p. 142-160, mar./mai. 2005. Disponível 
em: <https://periodicos.ufsm.br/contabili-
dade/article/view/142/3955>. Acesso em: 28 
set. 2017. 
https://periodicos.ufsm.br/contabilidade/article/view/142/3955
https://periodicos.ufsm.br/contabilidade/article/view/142/3955
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira251/272
te das receitas ou dos benefícios do projeto 
com os investidores, seja pelo pagamento 
de juros ou pelo pagamento de cotas de par-
ticipação ou ainda pelo legado de uma ação 
no caso de projetos sociais por exemplo. A 
remuneração paga ao investidor é direta-
mente proporcional ao risco que ele corre, 
desse modo, empreendimentos mais arris-
cados pagarão quantias maiores aos seus 
financiadores do que os negócios de baixo 
risco (DORNELAS, 2014).
De acordo com alguns autores (DOLABELA, 
2006; DORNELAS, 2014; KURATKO, 2016; 
MENDES, 2017), existem várias formas de 
se levantar capital para se investir em ne-
gócios, de modo que a forma mais comum 
para pequenos negócios é o capital próprio, 
que consiste na disponibilização dos recur-
sos financeiros pelos próprios empreende-
dores. É aquele caso em que a pessoa man-
teve seu dinheiro em algum investimento 
financeiro ou recebeu uma herança e agora 
está disposta a sacá-lo e investi-lo em um 
negócio. Outra forma de obter recursos fi-
nanceiros é levantar capital com terceiros 
(bancos, fundos de investimento, investi-
dores pessoais, familiares e amigos). Nessa 
modalidade de levantamento de capital, o 
empreendedor precisa estar consciente que 
ele está se endividando, pois terá que pagar 
o financiamento a taxas de juros comerciais 
ou ainda cederá uma parte da sua empre-
sa para o investidor, o que implica assumir 
uma sociedade e se dispor a arcar com to-
dos os aspectos nela envolvidos, como de-
pendência dos sócios para tomada de deci-
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira252/272
sões. Para evitar sociedades e manter o controle do empreendimento, alguns empreendedores 
preferem optar pela utilização de recursos próprios e só se houver necessidade de recorrer a 
terceiros, eles optam pelo endividamento, contraindo empréstimos e só então, após essas duas 
opções, é que eles aceitam a entrada de sócios ou a emissão de ações.
Para saber mais
Para saber mais sobre as formas que o empreendedor tem para levantar capital, consulte o artigo a se-
guir.
ENDEAVOR BRASIL. Onde buscar recursos financeiros para alavancar o seu negócio. 2014. Disponível 
em: <https://endeavor.org.br/onde-buscar-recursos-financeiros-para-alavancar-o-seu-ne-
gocio/>. Acesso em: 28 set. 2017.
Em algumas ocasiões de empreendedorismo social e de intraempreendedorismo, o fomento é 
oferecido por instituições (fundações, institutos, associações, agências) e pode ser levantado por 
meio da apresentação de projetos que respondam às chamadas públicas (editais) dessas institui-
ções. O site da Associação Brasileira de Captadores de Recursos (ABCR), (<http://www.captacao.
org/recursos/index.php>. Acesso em: 28 set. 2017), constantemente comunica várias oportuni-
https://endeavor.org.br/onde-buscar-recursos-financeiros-para-alavancar-o-seu-negocio/
https://endeavor.org.br/onde-buscar-recursos-financeiros-para-alavancar-o-seu-negocio/
http://www.captacao.org/recursos/index.php
http://www.captacao.org/recursos/index.php
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira253/272
dades para obtenção de recursos disponibilizados por organizações brasileiras e estrangeiras.
Em relação às fontes de captação de recursos, pode-se dizer que elas são variadas e são descritas 
como:
• Programas do Governo (FINEP, BNDES etc.).
• Linhas de crédito bancário (público ou privado).
• Empresas de capital de riscos (Venture Capital).
• Investimento anjo.
• Fundos de investimentos.
• Crowdfunding.
O Quadro 7 tipifica e fornece informações e exemplos sobre essas fontes de levantamento de 
capital.
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira254/272
Quadro 7 | Fontes para levantamento de capital
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira255/272
Fonte: adaptado do Instituto Sociedade População e Natureza (2017). 
3.1. Venture Capital
Ainda existe possibilidade de se levantar recursos por meio de investidores de risco. O “Capital 
de Risco” ou “Venture Capital” é o termo utilizado para descrever todas as classes de fundos de 
investimentos que se prontificam a correr risco para financiar um empreendimento, investindo o 
seu dinheiro para obter vantagem financeira no retorno deste investimento. De acordo com Dor-
nelas (2014) e Mendes (2017), esta é uma modalidade de captação de recursos muito utilizada 
para apoiar empreendimentos por meio da venda de cotas ou ações que oferecem uma partici-
pação, usualmente minoritária para o investidor. Neste caso, este tipo de investidor usualmente 
Unidade 8 • Plano de Negócio: ViabilidadeFinanceira256/272
disponibiliza seus recursos para negócios 
que já estão no mercado e que já apresen-
tam receitas expressivas, necessitando de 
uma alavancagem para expandir suas ope-
rações e então crescerem, aproveitando ao 
máximo o seu potencial de mercado. A ope-
ração para fornecimento de capital de risco 
é realizada por um fundo de investimento, 
que disponibiliza apoio às tomadas de de-
cisões por meio de experientes gestores. O 
investidor de risco faz o seu investimento 
pensando em deixar a sua participação no 
negócio assim que as suas cotas ou ações 
se valorizem e ofereçam um bom ganho fi-
nanceiro, diferentemente de um sócio capi-
talista que tem interesses de longo prazo no 
negócio. 
3.2. Investidor-anjo
Além do capital de risco, que como você 
deve ter percebido é mais voltado para em-
preendimentos já estabelecidos e necessi-
tando de alavancagem financeira, também 
existem investidores que procuram empre-
Para saber mais
Para saber mais sobre as diferenças entre um in-
vestidor de risco e um sócio capitalista, consulte 
o link a seguir.
GITAHY, Yuri. Qual a diferença entre investidor de 
risco e sócio-capitalista?. 2017. Disponível em: 
<http://aceleradora.net/2013/03/11/qual-
-a-diferenca-entre-investidor-de-risco-e-
-socio-capitalista/>. Acesso em: 28 set. 2017.
http://aceleradora.net/2013/03/11/qual-a-diferenca-entre-investidor-de-risco-e-socio-capitalista/
http://aceleradora.net/2013/03/11/qual-a-diferenca-entre-investidor-de-risco-e-socio-capitalista/
http://aceleradora.net/2013/03/11/qual-a-diferenca-entre-investidor-de-risco-e-socio-capitalista/
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira257/272
sas novas para investir o seu dinheiro. Estes 
investidores são chamados de “investidor-
-anjo” ou “angel venture”.
O investidor-anjo é uma pessoa física que 
faz aporte de capital e disponibiliza a sua 
experiência, dando conselhos e sugestões 
para o empreendedor que está iniciando o 
seu novo negócio. O investidor-anjo, além 
de investir o seu capital em um negócio, 
acompanha e assessora o empreendedor 
para elevar as chances de sucesso do em-
preendimento. Isso parece pouco para você?
Pois não é, o investidor-anjo, além do for-
necimento de capital, contribui para o de-
senvolvimento e crescimento do negócio 
compartilhando a sua experiência de mer-
cado e a sua rede de relacionamentos. Vale 
lembrar que toda a disponibilidade e pre-
ocupação do investidor não são à toa, afi-
nal, é o dinheiro dele que está em jogo. Um 
investidor-anjo não ajudará apenas por fi-
lantropia ou por vocação assistencialista, 
muito pelo contrário, ele só irá ajudar por-
que tem interesse em obter um bom retorno 
sobre o investimento que ele fez e assim ga-
nhar dinheiro nessa operação. Para você ter 
uma ideia, para uma perspectiva de inves-
timento para seis anos, um investidor-anjo 
poderá cobrar até 50% do valor investido já 
no primeiro ano.
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira258/272
3.3. Crowdfunding
Finalmente, o Crowdfunding é uma forma contemporânea de se levantar capital para um proje-
to utilizando uma pequena porção de dinheiro de muitas pessoas, em vez de muito dinheiro de 
uma instituição, como vimos até agora. Esta possibilidade de captação de recursos consiste em 
Para saber mais
Ficou interessando em encontrar um investidor-anjo? Saiba que você poderá encontrar um de várias 
maneiras, desde a sua rede de contatos até mesmo realizando uma pesquisa na internet. O “Anjos 
do Brasil” são especializados em ajudar empreendedores e investidores-anjo a encontrarem parcei-
ros de negócios. Estes sites também oferecem cursos e assessoria para a elaboração de planos de 
negócio.
ANGELS CLUB BRASIL. Institucional. 2017. Disponível em: <https://www.angelsclub.com/>. 
Acesso em: 28 set. 2017. 
ANJOS DO BRASIL. Requisitos para receber investimento anjo. 2017. Disponível em: <http://www.
anjosdobrasil.net/para-empreendedores.html>. Acesso em: 28 set. 2017. 
https://www.angelsclub.com/
http://www.anjosdobrasil.net/para-empreendedores.html
http://www.anjosdobrasil.net/para-empreendedores.html
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira259/272
um pedido formal de investimento em um 
website específico no qual pessoas físicas 
podem investir o montante que acharem 
melhor. Em contrapartida, o requerente do 
investimento oferece uma bonificação ou 
parte do negócio de acordo com o investi-
mento. 
É importante estar ciente que na modalida-
de de captação de recursos crowdfunding o 
solicitante dos recursos deve, obrigatoria-
mente, estabelecer um valor mínimo para 
viabilizar o projeto e um prazo máximo para 
doação e, caso este valor não seja atingido 
no prazo estipulado, os recursos arrecada-
dos serão devolvidos para os doadores e o 
projeto não será financiado.
Para saber mais
Veja alguns sites brasileiros da modalidade de 
crowdfunding. 
DANIELE, Adeline. 6 sites de crowdfunding para fi-
nanciar seu projeto. 2016. Disponível em: <http://
exame.abril.com.br/pme/6-sites-de-crowd-
funding-para-financiar-seu-projeto/>. Aces-
so em: 28 set. 2017.
http://exame.abril.com.br/pme/6-sites-de-crowdfunding-para-financiar-seu-projeto/
http://exame.abril.com.br/pme/6-sites-de-crowdfunding-para-financiar-seu-projeto/
http://exame.abril.com.br/pme/6-sites-de-crowdfunding-para-financiar-seu-projeto/
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira260/272
Glossário
Alavancagem financeira: é a capacidade de uma empresa potencializar sensivelmente os seus 
ganhos sem investir capital próprio, trabalhando com recursos financeiros de terceiros e diluindo 
em longo prazo o pagamento dos juros no seu fluxo de caixa.
Crowdfunding: consiste em uma prática de levantamento de capital, via doações, com a finali-
dade de financiar iniciativas de interesse coletivo agregando, abrindo possibilidade para capta-
ção de recursos em múltiplas fontes de financiamento.
Player: em inglês significa “jogador”. Os mercados possuem os seus “jogadores” que são os con-
correntes que disputam de forma acirrada pela preferência dos consumidores.
Questão
reflexão
?
para
261/272
Tanto a questão do planejamento financeiro como a de 
captação de recursos podem e devem ser transferidas 
para a sua vida pessoal, pois não existe coisa pior que fi-
car no vermelho e cheio de dívidas por conta de falta de 
planejamento financeiro, assim como é frustrante não 
dar andamento em algum projeto por falta de recursos. 
Por conta disso, que tal formalizar o seu plano financeiro 
pessoal para cinco anos e ainda retirar aquele seu proje-
to da gaveta e procurar recursos para viabilizá-lo?
262/272
Considerações Finais
• O documento no qual o empreendedor registra, de forma sistemática e estruturada, as in-
formações detalhadas sobre o empreendimento que ele pretende edificar é denominado de 
“plano de negócios”.
• O plano financeiro é o documento que registra o planejamento financeiro da empresa, consi-
derando os valores necessários para investimentos e para a sua operacionalização.
• Ao se elaborar um planejamento financeiro, é preciso evitar os erros mais comuns e considerar 
alguns fatores críticos que são esquecidos por alguns empreendedores.
• O “capital de risco” (ou venture capital) é o termo utilizado para descrever todas as classes de 
investidores que se prontificam a correr risco para financiar um empreendimento, investindo 
o seu dinheiro para obter vantagem financeira no retorno.
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira263/272
Referências
ANGELS CLUB BRASIL. Institucional. 2017. Disponível em: <https://www.angelsclub.com/>. 
Acesso em: 28 set. 2017. 
ANJOS DO BRASIL. Requisitos para receber investimento anjo. 2017. Disponível em: <http://
www.anjosdobrasil.net/para-empreendedores.html>. Acesso em: 28 set. 2017.
ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE CAPTADORES DE RECURSOS (ABCR) Institucional. 2017. Disponí-
vel em: <http://www.captacao.org/recursos/index.php>. Acesso em: 28 set. 2017.
DANIELE, Adeline. 6 sites de crowdfunding parafinanciar seu projeto. 2016. Disponível em: 
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em: 28 set. 2017.
DOLABELA, Fernando. O Segredo de Luísa. São Paulo: Sextante, 2006.
DORNELAS, José C. A. Empreendedorismo: transformando ideias em negócios. 5. ed. Rio de Ja-
neiro: Empreende/LTC, 2014.
EMERSON BISCO. Calculando o VPL, TIR e Payback’s no Excel Exemplo Completo. Disponível em: 
<https://www.youtube.com/watch?v=zPhIe3XT7GY>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do You-
tube)
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Disponível em: <https://endeavor.org.br/onde-buscar-recursos-financeiros-para-alavancar-o-
-seu-negocio/>. Acesso em: 28 set. 2017.
GITAHY, Yuri. Qual a diferença entre investidor de risco e sócio-capitalista?. 2017. Disponível 
em: <http://aceleradora.net/2013/03/11/qual-a-diferenca-entre-investidor-de-risco-e-socio-
-capitalista/>. Acesso em: 28 set. 2017.
INSTITUTO SOCIEDADE POPULAÇÃO E NATUREZA. Fontes de recursos para organizações de 
base comunitária. 2017. Disponível em:<http://ispn.org.br/capta/fontes-de-financiamento/
fontes-de-recursos-para-organizacoes-de-base-comunitaria/>. Acesso em: 28 set. 2017.
KURATKO, Donald F. Empreendedorismo: Teoria, processo e prática. Tradução da 10. ed. ameri-
cana. São Paulo: Cengage Learning, 2016.
LUCION, Carlos E. R. Planejamento financeiro. Revista Eletrônica de Contabilidade, Santa Maria, 
v. 1, n. 3, p. 142-160, mar./mai. 2005. Disponível em: <https://periodicos.ufsm.br/contabilidade/
article/view/142/3955>. Acesso em: 28 set. 2017. 
MATEJAPA. VPL e TIR - PARTE 1. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=tesvL-
Pi4w10>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
MENDES, Jerônimo. Empreendedorismo 360º: a prática na prática. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2017.
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http://aceleradora.net/2013/03/11/qual-a-diferenca-entre-investidor-de-risco-e-socio-capitalista/
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http://ispn.org.br/capta/fontes-de-financiamento/fontes-de-recursos-para-organizacoes-de-base-comunitaria/
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https://periodicos.ufsm.br/contabilidade/article/view/142/3955
https://periodicos.ufsm.br/contabilidade/article/view/142/3955
https://www.youtube.com/watch?v=tesvLPi4w10
https://www.youtube.com/watch?v=tesvLPi4w10
Unidade 8 • Plano de Negócio: Viabilidade Financeira265/272
PORTAL EDUCAÇÃO. Estrutura de um plano de negócios. 2012. Disponível em: <https://www.
portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-nego-
cio/11844>. Acesso em: 28 set. 2017.
RESULTAR GESTÃO. Vídeo Aula Fluxo de Caixa. Disponível em: <https://www.youtube.com/wat-
ch?v=hRe0PrTnCC8>. Acesso em: 28 set. 2017. (Vídeo do Youtube)
SANTOS, Edno O. dos. Administração financeira da pequena e média empresa. São Paulo: Atlas, 
2001.
SEBRAE. Como elaborar um plano de negócios. 2013. Disponível em: <http://www.bibliotecas.
sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb-
6c/$File/2021.pdf>. Acesso em: 28 set. 2017.
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
https://www.portaleducacao.com.br/conteudo/artigos/administracao/estrutura-de-um-plano-de-negocio/11844
https://www.youtube.com/watch?v=hRe0PrTnCC8
https://www.youtube.com/watch?v=hRe0PrTnCC8
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf
http://www.bibliotecas.sebrae.com.br/chronus/ARQUIVOS_CHRONUS/bds/bds.nsf/5f6dba19baaf17a98b4763d4327bfb6c/$File/2021.pdf
266/234
1. O termo “Player” em inglês significa “jogador”, porém ele apresenta um 
significado específico no contexto do mundo dos negócios. 
Indique a alternativa que descreva corretamente o seu significado nesse contexto.
a) Trata-se dos consumidores que procuram, de forma acirrada, por melhores condições de 
compra.
b) Trata-se dos concorrentes que disputam, de forma acirrada, pela preferência dos consumi-
dores.
c) Trata-se dos fornecedores que pretendem, de forma acirrada, vender seus insumos para as 
empresas.
d) Trata-se dos funcionários da empresa que buscam, de forma acirrada, por melhores salários.
e) Trata-se do empreendedor que age, de forma acirrada, para conquistar uma boa fatia de 
mercado.
Questão 1
267/234
2. Conceitualmente, um _________________ é definido como o documen-
to onde o empreendedor registra, de forma sistemática e estruturada, as in-
formações detalhadas sobre o empreendimento que ele pretende edificar. 
Aponte a alternativa que contenha o termo que preencha corretamente a lacuna da senten-
ça anterior.
Questão 2
a) Plano financeiro.
b) Contrato social.
c) Plano de negócios.
d) Modelo de negócios.
e) Registro empresarial.
268/234
3.Qual alternativa contém a descrição correta para o termo “capital de 
giro”?
Questão 3
a) É a quantidade de dinheiro necessária para que um empreendimento funcione, consideran-
do inclusive o dinheiro usado para os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia 
e equipamentos.
b) É a quantidade de dinheiro necessária para compor o capital de terceiros sem considerar a 
possibilidade de integralizar capital próprio ao novo empreendimento ou mesmo em uma 
empresa já em operação.
c) É o registro das entradas e saídas de dinheiro de um empreendimento ao longo do tempo, 
sendo “previsão” para novos empreendimentos e “real” para as empresas já existentes.
d) É a quantidade de dinheiro necessária para girar a empresa durante a sua fase de implanta-
ção inicial, sendo indicado como ferramenta de controle diária após a consolidação das suas 
operações.
e) É a quantidade de dinheiro necessária para que um empreendimento funcione, sem con-
siderar o dinheiro usado para os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e 
equipamentos.
269/234
4. Qual é o nome da ferramenta de gestão financeira que projeta para pe-
ríodos futuros todas as entradas e as saídas de recursos financeiros do 
empreendimento, mostrando como será o saldo financeiro para esse pe-
ríodo projetado?
Questão 4
a) Fluxo de caixa.
b) Capital de giro.
c) Plano financeiro.
d) Capital de risco.
e) Alavancagem financeira.
270/234
5. Existe uma possibilidade para que o empreendedor possa levantar recur-
sos por meio de uma alternativa chamada de venture capital. No que con-
siste esta alternativa de levantamento de capital disponível ao empreende-
dor?
Questão 5
a) O capital de risco ou venture capital ou ainda capital de aventura é aquela alternativa na 
qual investidores aventureiros procuram ganhar dinheiro financiando um empreendimento 
de terceiros.
b) O capital de risco ou venture capital é aquela alternativa na qual investidores de risco procu-
ram ganhar dinheiro financiando e se tornando sócios de um empreendimento de terceiros.
c) O capital de risco ou venture capital consiste na alternativa de financiamento do capital de 
giro por meio da intervenção de um venture angel, que não tem o menor interesse em se 
tornar sócio da empresa.
d) O “capital de risco” ou “venturecapital” é o termo utilizado para descrever todas as classes 
de investidores que se prontificam a correr risco para financiar um empreendimento, inves-
tindo o seu dinheiro para obter retorno financeiro.
e) O capital de risco ou venture capital é o capital de terceiros obtido pelo empreendedor em 
troca de cotas da empresa, tornando o angel venture (financiador) em sócio da empresa.
271/234
Gabarito
1. Resposta: B.
O termo “player” diz respeito aos concor-
rentes que disputam, de forma acirrada, 
pela preferência dos consumidores.
2. Resposta: C.
Plano de negócios é definido como o do-
cumento onde o empreendedor registra, 
de forma sistemática e estruturada, as in-
formações detalhadas sobre o empreendi-
mento que ele pretende edificar.
3. Resposta: E.
O capital de giro é a quantidade de dinhei-
ro necessária para que um empreendimento 
funcione, ele é diferente do dinheiro usado 
para os investimentos realizados em infraes-
trutura, tecnologia e equipamentos.
4. Resposta: A.
Fluxo de caixa é o nome da ferramenta de 
gestão financeira que projeta para perío-
dos futuros todas as entradas e as saídas 
de recursos financeiros do empreendimen-
to, mostrando como será o saldo financeiro 
para esse período projetado.
5. Resposta: D.
O “capital de risco”, ou venture capital, é 
o termo utilizado para descrever todas as 
classes de investidores que se prontificam 
a correr risco para financiar um empreendi-
mento, investindo o seu dinheiro para obter 
retorno financeiro.

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