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Colégio Estadual de Paranavaí – EFMP
Introdução a Economia - 2 Bimestre- 2 TAS
Prof: Débora Cristina Basseto
Aluno (a): Danúbia Leite da Silva                      N°:05
MOEDAS SOCIAIS NO BRASIL
As moedas sociais não substituem o Real, mas estimulam o dinheiro a circular em locais onde quase não existem bancos tradicionais. Essas moedas são lastreadas à moeda nacional, mas só valem no comércio local. Ou seja, a riqueza gerada em uma comunidade é obrigatoriamente reinvestida ali mesmo na comunidade.
O primeiro banco comunitário, instituição que emite uma moeda social, foi o Banco Palmas, do Conjunto Palmeiras, na periferia de Fortaleza. Em 1998, uma pesquisa constatou que 90% da população da região tinha renda familiar abaixo de dois salários mínimos. O Banco surgiu então para garantir microcréditos que não necessariamente pediam comprovação de renda e estimulavam a produção e consumo local. Três anos depois, criou-se a Palma, moeda usada pelos moradores da comunidade.
A partir do Banco Palmas, outras localidades do país criaram bancos comunitários. São favelas, comunidades quilombolas, aldeias indígenas, assentamentos e vilas de pescadores ou áreas rurais marcadas pela ausência do Estado e pela inexistência de bancos tradicionais. Além da Palma, circulam no Brasil o Gostoso (de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte), o Maracanã (de Maracanaú, no Ceará), a Terra (de Vila Velha, no Espírito Santo), a Mumbuca (de Maricá, no Rio de janeiro), o Justo (de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul), entre tantas outras. Os nomes, em geral, são inspirados no nome da cidade ou em personalidades da própria comunidade.
Moeda Social Palma: Ela foi a primeira moeda social, criada pela própria comunidade do Conjunto Palmeiras, localizado no sul de Fortaleza, Ceará, em 1998. O objetivo era o desenvolvimento local, já que os moradores viam-se fazendo praticamente todas as compras fora do bairro, de forma que o dinheiro não se mantinha lá. Foi com a vontade de mudar esse cenário e de gerar renda e trabalho local que surgiu a ideia do Banco Comunitário Palmas, onde são concedidos microcréditos para a produção e para o consumo.
Moeda Social Gostoso: O gostoso foi criada pelo banco comunitário e aceito em vários estabelecimentos da cidade. A ideia de criar o banco comunitário veio das próprias associações do pequeno município no litoral potiguar. Com o dinheiro próprio, a meta é estimular o consumo e fortalecer a economia local. O projeto foi realizado com a Incubadora Tecnológica de Economia Solidária (Ites), da Universidade Federal da Bahia. Em setembro de 2011, técnicos do órgão participaram de uma reunião do Fórum de Políticas Públicas na cidade e apresentaram o projeto Rede Nordeste de Bancos Comunitários de Desenvolvimento. Os líderes locais gostaram da ideia e levaram o projeto à frente. 
Moeda Social Mumbuca: Criada no fim de 2013 como parte de uma política da prefeitura do município de Maricá para a complementação de renda de famílias carentes, a moeda social Mumbuca consistia em oferecer 70 unidades de Mumbucas. Apesar de possuir o mesmo objetivo, a Mumbuca não teve o mesmo sucesso obtido pela moeda Palmas, uma vez muitos usuários relataram não receber os valores de forma constante e adequada, o que acabou por gerar grande desconfiança por parte da comunidade no sistema proposto pela prefeitura

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