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1 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Demanda Dependente e Independente
A demanda é independente é aquela que depende das condições de
mercado e que está fora do controle imediato da empresa.
Mesmo que a empresa possa interferir ou estimular essa demanda
através de alguns eventos como promoções ou reduções de preços, a
quantidade final demandada do item dependerá do mercado.
Terão que suprir a demanda sem ter qualquer visibilidade concreta
antecipada dos pedidos dos consumidores.
Os itens da demanda independente são os produtos acabados e as
peças, e outros materiais para reposição.
Qualquer empresa que tenha como negócio a venda de produtos (como
lojas e distribuidores) terá em seus estoques somente itens de demanda
independente.
O consumo desses itens podem ser advindos de uma previsão da
demanda, sujeita a riscos e incertezas.
Aula 11
2 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Demanda Dependente e Independente
Demanda dependente é aquela relativamente previsível porque
depende de alguns fatores para acontecer.
Um item é considerado de demanda dependente se o seu consumo
puder ser programado internamente, ou seja, os itens da demanda
dependente são usados na produção interna de outros itens.
A quantidade programada para consumo depende das expectativas da
empresa em relação ao comportamento do mercado, onde através de
uma previsão de demanda de um ou mais itens de demanda
independente, a programação da produção é estabelecida.
A demanda dependente procura fazer uma estimativa da demanda
futura, prevendo os recursos que possam suprir essa demanda e
tentando responder rapidamente se a demanda real não corresponder à
prevista.
Aula 11
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Demanda Dependente e Independente
Os itens da demanda dependente dependem da previsão de consumo
dos itens de demanda independente e seus itens são as matérias-primas
componentes dos produtos, e as peças para montagem.
O comportamento das demandas dependente e independente são
diferentes. A figura a seguir apresenta a forma como ambas se
comportam.
Aula 11
Fonte: Google Imagens
4 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Demanda Dependente e Independente
A gerência de estoques utiliza abordagens diferentes para padrões de
consumo.
Para itens da demanda independente a abordagem é de reposição de
estoque, pois quando um item é usado deve ser reposto, onde é
necessário conhecer a estimativa de demanda futura para se saber o
momento da reposição e também a quantidade que deve ser adquirida
ou fabricada para estoque.
Para itens de demanda dependente, a abordagem a seguir é a de
requisição, onde a quantidade pedida e o momento em que ela deve
estar disponível na produção estão relacionados as previsões de
mercado ou encomendas realizadas por clientes.
Cada vez mais as organizações estão preocupados com o atendimento
da demanda, seja ela dependente ou independente, pois suas previsões
farão com que problemas inesperados não ocorram e que as
necessidades do mercado sejam atendidas.
Aula 11
5 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Demanda Dependente e Independente
Dependendo do tipo de demanda, que pode ser dependente ou
independente, é que serão definidos como os estoques poderão
responder a demanda.
Em se tratando de demanda dependente, o processo produtivo somente
ocorrerá quando necessário o que implica em baixo ou nenhum estoque.
A compra de materiais, nesse caso, somente ocorrerá após um pedido
firme. Um pedido firme de compra é aquele em que fornecedor e cliente
se comprometem a manter o acordo (pedido).
Trata-se, portanto, de um pedido que provavelmente não será
cancelado. O processo de obter materiais (fazer estoque) e planejar e
controlar as operações apenas depois de uma demanda definida pode
ser entendido como obter recursos-contra-pedido (resourse-to-order).
Em muitas situações o grau de certeza (ou confiança) na natureza de
demanda pode ser o suficiente para que a empresa mantenha em
estoque grande parte dos recursos necessários para atender os clientes.
Aula 11
6 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Demanda Dependente e Independente
A empresa manterá estoques de matéria-prima ou de produtos finais.
Entretanto, a empresa somente produzirá os produtos e serviços diante
de um pedido firme. Nessa situação, impera o fazer-contra-pedido
(make-to-order).
Por outro lado, em muitas situações as operações produzem produtos e
serviços sem qualquer pedido firme.
Isto é, produzem para estocar e só depois é que conseguem vender o foi
produzido. Neste caso, temos um planejamento e controle do tipo fazer-
para-estoque (make-to-stock).
Aula 11
Fonte: Google Imagens
7 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Demanda Dependente e Independente
Um fato importante que não pode ser descuidado para o M.R.P. é a
natureza da demanda, que pode ser considerada de duas maneiras,
Demanda dependente e demanda independente.
A demanda de um item é considerada independente quando não está
relacionada com a de nenhum outro item; nesse caso ela deve ser
prevista e projetada através de técnicas específicas de previsões.
Concluindo, a demanda é dependente quando está relacionada ou
dependente da demanda de outro item; esta demanda deve ser
calculada.
As peças A, B, C, D, E, F, G, H e I, da figura abaixo, são consideradas
demandas dependentes, ou seja, dependem do produto acabado X, e o
produto X é uma demanda independente.
Aula 11
Fonte: Google Imagens
8 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Reposição Contínua dos estoques
A expressão logística "reposição contínua" refere-se a uma ferramenta
que tem por finalidade repor os produtos na gôndola de forma rápida e
adequada à demanda, com os objetivos de minimizar estoques e faltas.
O gerenciamento do Sistema de Reposição Contínua pode ser feita de
três formas, de acordo com a responsabilidade do processamento das
informações e pela decisão da reposição:
▪ No varejo: Que é o modelo tradicional em que o varejo calcula a
necessidade e envia um pedido ao fornecedor - é o RMI (Retail
Management Inventory);
▪ No fornecedor: Neste modelo o varejista informa ao fornecedor a
posição de estoques, ou vendas, ou previsão de vendas: com esta
informação disponível o fornecedor calcula a necessidade de
reposição e avisa ao varejista;
▪ No operador logístico: Neste modelo as decisões são tomadas pelo
operador logístico de acordo com parâmetros definidos pelo
fornecedor e varejista.
Aula 11
9 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Reposição Contínua dos estoques
Vantagens da Reposição Contínua
Um comprador do varejo, no Brasil, é responsável por gerenciar cerca
de 800 produtos.
Durante sua jornada de trabalho ele não consegue gerenciar os
estoques de todos estes produtos.
Através da reposição contínua, o gerenciamento fica facilitado
disponibilizando tempo para atividades de aumento de vendas e
melhoria de rentabilidade.
Algumas outras vantagens são:
▪ Redução de falta de produtos nas lojas
▪ Diminuição de estoques
▪ Menores custos logísticos
▪ Previsão de produção (no caso de fornecedores)
Aula 11
10 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Reposição Periódica dos estoques
A expressão logística "reposição periódica" refere-se ao método de
adição de necessidades para re-aprovisionar em quantidades variáveis
em Intervalos de tempo regulares, mais do que quantidades iguais em
intervalos de tempo variáveis.
O método de planejamento de estoques por reposição periódica utiliza o
conceito de que a reposição de um item ou de um conjunto deles, seja
feita em intervalos de tempo regulares ou mesmo em datas previamente
definidas. Que é o PR, já visto.
Nestas datas, o sistema computadorizado determina a quantidade que
deve ser reposta, levando em consideração o intervalo de reposição, o
estoque de segurança, o tempo de reposição e o estoque na data,
descontando eventuais ordens colocadas nos fornecedores e ainda não
recebidas.
Aula 11
11 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Lead Time
Lead time é o nome dado ao tempo total do processo de compra.
Ele vai desde a solicitação feita pelo cliente (seja de um produtoou
serviço) e só é finalizado após sua entrega/prestação.
Ter o menor lead time possível entre o momento que o cliente faz o
pedido e a entrega efetiva do produto agrega diversos benefícios ao seu
e-commerce, entre eles:
▪ Redução de gaps nos processos
▪ Redução de custos
▪ Garantia da satisfação plena do cliente
▪ Destaque no mercado
Aula 11
Fonte: Google Imagens
12 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Lead Time
Gerenciamento logístico para otimizar o lead time não se trata apenas
de correr atrás da definição de um lead time perfeito, é preciso cumprir
com o prazo estipulado ao cliente, do contrário, todo os esforços irão por
água abaixo.
Tenha em mente que existe o lead time entre o momento em que se
adquire a matéria-prima e o momento em que o cliente recebe o pedido
e faz o pagamento – conhecido como ciclo cash-to-cash ou compra e
recebe (visão detalhada) –, e o lead time do ponto de vista do
consumidor, que é o tempo decorrente entre o seu pedido e o
recebimento da mercadoria (visão parcial), ou melhor, o tempo que ele
está disposto a esperar.
Para preencher essa lacuna, normalmente há uma adição de previsão,
considerando uma margem de segurança no prazo de entrega.
Embora esse seja uma medida válida, a resposta é o aprimoramento das
técnicas para reduzir o gap no lead time.
Aula 11
13 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Lead Time
A empresa que consegue uma combinação perfeita entre o lead time
logístico e o ciclo do pedido do cliente não precisa de previsões nem de
estoque.
As metas do gerenciamento do canal são as seguintes:
▪ Baixos custos
▪ Melhor qualidade
▪ Tempos de resposta mais rápidos
Quando analisamos os processos de toda a cadeia de suprimentos é
possível observar que muitas atividades geram mais custo que valor
agregado.
Tempo com valor agregado é aquele que gera benefícios e pelo qual o
cliente está disposto a pagar.
Aula 11
14 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Lead Time
Por outro lado, o tempo que não agrega valor é o de uma atividade cuja
sua eliminação não levaria a nenhuma redução de benefícios para o
cliente, mas que pode ser crucial para o bom desempenho do processo.
Saber a diferença entre esses dois tempos é importante para
compreender como os processos logísticos podem ser otimizados.
O conceito de padronização também é algo que precisa ser levado em
consideração, já que é através dele que é possível manter a estabilidade
dos processos e, consequentemente, reduzir os desperdícios e
aumentar a produtividade e a eficiência de um produto.
Tudo isso ajuda a encurtar ainda mais o lead time e fazer a empresa ser
mais competitiva.
Aula 11
Fonte: Google Imagens
15 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
A tecnologia da informação e da comunicação (TIC) é um marco notável
no desenvolvimento da moderna logística.
Possibilitou a adoção de procedimentos que, até então, eram apenas
conceitos bem formulados, porém não havia tecnologia disponível para
colocar muitas das ideias em ação.
A microinformática e os sistemas em rede modificaram inteiramente esse
cenário e, hoje, a logística está, definitivamente, integrada a esse novo
ambiente.
O mesmo ocorreu com a telecomunicação, que, a exemplo da
informática, tornou-se disponível e barata.
Um dos primeiros recursos que, com o suporte da TIC, pode ser
empregado na gestão dos recursos logísticos foi o código de barras, que
identifica, com precisão, itens (SKUs)(1) de material.
(1)Store Keeping Unit – SKU – é a menor unidade de um produto movimentado por uma empresa. Por exemplo, uma lata
de leite em pó, colocada em uma gôndola de supermercado, é um SKU.
Aula 11
16 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Na verdade, esse instrumento já existia desde os anos 60 do século
passado, tendo sido criado nos Estados Unidos.
Inicialmente, o objetivo era identificar vagões rodoviários, porém foi no
varejo que os códigos de barras encontraram um campo fértil para seu
desenvolvimento, sobretudo nos check-outs de supermercados.
Com o tempo, os CB foram se desenvolvendo, com novos tipos e
associação à radiofrequência para transferir dados, em tempo real, para
os sistemas informatizados.
O gargalo no processamento de dados ocorre na entrada dos mesmos.
Digitar dados consome muito tempo (e recursos), além de ser fonte de
erros (mais recursos, para a correção).
O emprego do código de barras (CB) veio reduzir consideravelmente o
tempo despendido com tal operação. A maneira mais popular de uso dos
CB é nos supermercados, em que, antes do emprego dos mesmos, as
filas nos caixas eram grandes e lentas.
Aula 11
17 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Atualmente, quando um CB de um produto é lido, ao passar pelo caixa,
essa informação é ou pode ser transferida, em tempo real, para um
banco de dados e, em consequência, os sistemas daí derivados
(compras, estoques, armazenagem, distribuição, etc.) são atualizados,
obtendo-se um ganho considerável de produtividade.
Existem outras formas mais eficazes e rápidas na captura de dados,
como chips, transponder, etc.
Chopra & Meindl (2011, p. 468) considera que a “informação é o fator-
chave em cadeia de suprimentos, pois funciona como a cola que permite
que os outros fatores da cadeia de suprimentos atuem juntos com o
objetivo de criar uma cadeia integrada, coordenada”.
A afirmativa dos autores citados vem ao encontro da forma mais valiosa
de atuar em conjunto, isto é, implantar e desenvolver o conceito de
gestão da cadeia de suprimentos e agir como empresa estendida.
Aula 11
18 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Os mesmos autores estabelecem que a informação deve ter
características tais para que seja útil na tomada de decisões ao longo da
cadeia de suprimentos. Assim, a informação precisa ser:
▪ exata;
▪ acessível de maneira oportuna;
▪ do tipo correto; e
▪ compartilhada.
Aula 11
Fonte: Google Imagens
19 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Identificar itens de material (SKU) é o primeiro requisito para que um
sistema de logística funcione adequadamente.
A identificação corresponde a uma especificação de cada item de
material adquirido, estocado, produzido e comercializado. Deve
obedecer a certos parâmetros para que se torne uniforme e
compreensível.
Mostramos, a seguir, um exemplo de identificação, com a descrição
resumida e completa.
Aula 11
20 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Na prática, a descrição completa é empregada para a compra,
principalmente se houver mais de um fabricante.
A essa descrição deve corresponder um código que servirá de chave
primária para acessar o sistema de informações, com a saída de uma
descrição resumida ou completa, além de outros dados associados ao
item.
O papel do código como chave primária é a razão pela qual sua adoção
é crucial para o bom funcionamento de um sistema de informações
logísticas.
Aula 11
Fonte: Google Imagens
21 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Com a utilização dos códigos de barras (CB), o processo de codificar
itens tornou-se cada vez mais eficiente, por facilitar a entrada de dados e
minimizar o número de erros decorrentes da digitação de números.
De qualquer forma, é importante a adoção de códigos internos,
geralmente numéricos, que são convertidos em CB. O padrão EAN/GS1
é o tipo mais comum e é utilizado para identificar bens de consumo em
geral. O código formado tem a seguinte estrutura:
Aula 11
 896065 880069 7 
9 – dígito de controle 
8006 – água mineral, sem gás, 510 ml 
60658 – Minalba, Alimentos e Bebidas Ltda. 
789 – Brasil 
22 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Os três primeiros dígitos, atribuídos pela EAN internacional, representam
o país onde é produzido o item.
Os produtos brasileiros são, sempre, iniciados pelos números 789.
Os quatro, cinco ou seis, a seguir, atribuídos pela EAN Brasil
(www.ean.org.br), sucedida pela GS1 Brasil (http://www.gs1br.org),
identificam a empresa produtora do item.
Os demais números, com exceçãodo último, que é o dígito verificador,
servem para identificar o item, também chamado de SKU,
individualmente, e são atribuídos pela empresa produtora.
Aula 11
 896065 880069 7 
9 – dígito de controle 
8006 – água mineral, sem gás, 510 ml 
60658 – Minalba, Alimentos e Bebidas Ltda. 
789 – Brasil 
23 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Um outro código EAN-GS1 empregado em gestão logística é o EAN-
DUN 14, que serve para identificar materiais unitizados como caixas,
fardos, contêineres e outros semelhantes.
Como a denominação indica, tem 14 dígitos e é formado a partir do
EAN-13.
O usuário deve apenas adicionar um dígito (de zero a nove), chamado
de “variante logística – VL”. Esse dígito é colocado antes do prefixo do
país e serve para indicar características específicas do interesse do
usuário. No caso do Brasil, antes do 789.
Aula 11
 
896065 880069 7 5 
Variante logística, significando, por 
exemplo, uma caixa com 12 garrafas. 
24 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Outros CB são empregados, de acordo com a finalidade da empresa. Eis
alguns deles, provavelmente os mais conhecidos.
GS1-128, anteriormente denominado EAN-128. É o mais completo da
família, atuando como um pequeno banco de dados. Com uma estrutura
de até 48 dígitos alfanuméricos, é empregado para identificar diversas
características de um material unitizado, tais como número de lote, série,
fabricação, prazo de validade, localização e outros dados do interesse
do usuário. Podem ser empregados vários códigos GS1-128 em uma
única embalagem.
Ilustração do GS1-128 aplicado a uma
embalagem de um monitor, tipo LCD,
da empresa Philips,
fabricado na China (note o código EAN-13).
Aula 11
25 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Padrão 39
Empregado nas indústrias por sua flexibilidade de uso. É alfanumérico,
com 43 caracteres diferentes (alfabeto, 0 a 9 mais o espaço e alguns
símbolos gráficos comuns).
Uma característica prática é o tamanho ilimitado do código, ao contrário
do padrão EAN. O CB “39” possui características que justificam sua
popularidade nas aplicações industriais:
▪ é de natureza discreta, havendo, portanto, um intervalo (espaço)
entre os caracteres;
▪ é bidirecional, podendo ser lido, indistintamente, da esquerda para a
direita ou vice-versa, por canetas óticas, scanners fixos, leitores
portáteis a laser etc.;
Aula 11
26 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Padrão 39
▪ o início e o fim do código são marcados pelo caractere asterisco (*),
que é de emprego exclusivo para essa finalidade, razão por que não
está incluído entre os 43 caracteres disponíveis para a formação do
“39”. Nem sempre o caractere asterisco é mostrado junto com o
código comum impresso nas embalagens. No entanto, no de barras,
é sempre representado;
▪ o início e o fim do CB são limitados, respectivamente, pelas margens
de silêncio inicial e final, que são zonas de proteção para leitura do
código, sendo vedado, nas mesmas, qualquer tipo de impressão.
Aula 11
27 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Padrão 2/5 (dois em cinco)
Também muito empregado é o CB 25 (intercalado dois em cinco). Trata-
se de um código numérico, muito mais flexível do que os EAN/UPC, por
permitir a criação de códigos de 2 a 30 dígitos.
Uma característica própria desse CB é que ele exige um número par de
dígitos. Quando isso não ocorre, devemos completar o código com zero.
O CB 25 é empregado em documentos de cobrança bancária e para
codificar bens patrimoniais. O exemplo do código aplicado a uma conta
de cobrança de serviços telefônicos.
Aula 11
28 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Códigos bidimensionais
É um código mais recente, surgiu nos anos 90 do século passado. Sua
principal característica é a capacidade de acumular uma grande
quantidade de informações. Pode ser considerado um banco de dados,
sendo muito útil para agilizar a entrada de dados complexos, como
informações de fornecedores, transmitidas diretamente para o sistema
de informações. Isso reduz a quantidade dos erros que normalmente
ocorrem quando os dados das notas fiscais são digitados na entrada dos
produtos na doca do CD. Também podem ser utilizados com muita
segurança para codificar ordens de produção que contenham muitas
informações. Uma aplicação recente é a dos cartões de embarque em
aeroportos.
Aula 11
29 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Os dois padrões mais populares de CB bidimensionais são o PDF e o
Data Matrix, recursos que podem ser estudados com mais detalhes por
meio da Internet, via uma consulta ao Google. Além deles o código
bidimensional QR (quick response) tem sua aplicação voltada para a
decodificação por meio de smartphones ou de tablets. A seguir,
exemplos dos mencionados CB bidimensionais.
O QR code é o mais flexível e de fácil aplicação. Pode conectar
websites, inclusive filmes, além de produzir textos. O resultado pode ser
visto ou lido por qualquer smartphone ou tablet, desde que esses baixem
(gratuitamente) softwares específicos. Outras aplicações, de cunho
pessoal, como SMS e outras, também podem ser realizadas.
Aula 11
PDF 417 Data Matrix QR Code
30 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Etiquetas inteligentes (RFID, EPC, TAG, chips)
É um recurso mais sofisticado do que o CB. São conhecidos pela sigla
RFID (Radio Frequency Identification) ou EPC (Electronic Product
Code).
O sistema RFID constitui-se de um microchip com uma antena e um
leitor, também dotado de antena.
O RFID tem tamanho tão reduzido que pode ser adicionado a cartões,
etiquetas, rótulos ou outros recursos que permitam a leitura eletrônica e
a consequente localização e rastreamento.
Pode, também, ser empregado para identificar, localizar e rastrear
pessoas, animais ou qualquer outro elemento móvel.
Nos seres vivos, inclusive os humanos, podem ser introduzidos sob a
pele, passando a fazer parte do corpo, com reduzido risco de rejeição.
Na prática, os chips são como minúsculos computadores alimentados,
de forma indutiva, pela energia produzida pelos equipamentos de leitura.
Aula 11
31 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Etiquetas inteligentes (RFID, EPC, TAG, chips)
No entanto, a capacidade de processamento de dados e de
armazenamento é reduzida, algo como 1 kByte.
É evidente que essa capacidade será aumentada gradativamente, à
medida que a nanotecnologia(1) se desenvolva, como já acontecendo.
(1)Ciência emergente que trata do projeto e construção de materiais, estrutura e equipamentos tão
reduzidos que sua medida é feita em nanômetros, isto é, a milionésima parte de um milímetro.
Aula 11
Carro com RFID/TAG 
entra no estacionamento 
ou passa por pedágio 
Leitor do RFID/TAG 
Controle da cancela
Servidor registra entrada, grava 
tempo de estacionamento ou 
debita taxa de pedágio 
Servidor específico 
para RFID
Ethernet
Operação com 
RFID/TAG 
32 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Etiquetas inteligentes (RFID, EPC, TAG, chips)
Na logística, o uso da RFID tende a crescer com o objetivo de reduzir
custos relacionados aos estoques e à movimentação de produtos.
Na área de serviços, como bancos, já são utilizados os chips em cartões
de crédito, com o objetivo de aumentar o nível de segurança em seu
emprego.
Controle e rastreamento de documentos é, também, outro campo de
grande aplicação dos chips. Em síntese, como logística refere-se a tudo
que se movimenta, conclui-se que o emprego da RFID é ilimitado.
O problema é seu custo, ainda elevado, a partir de 10/20 centavos de
dólar por etiqueta, com tendência de baixa, de modo que, com a
massificação e com o desenvolvimento tecnológico, logo esses recursos
estarão acessíveis para grandes usos.
Por enquanto, ainda perdem para o CB nos casos em que a avaliação
custo x benefício ainda é desvantajosa para a RFID.
Aula 11
33 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Controle de estoques
Etiquetas inteligentes (RFID, EPC, TAG,chips)
Registro de material em bloco, com o emprego de RFID.
Aula 11
34 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Rastreamento de veículos e outros
A logística, dada a quantidade de recursos tecnológicos disponíveis,
tornou-se complexa, com maiores custos envolvidos. Os investimentos
em tecnologia sofisticada também se tornaram grandes. Por exemplo, a
tecnologia de rastreamento, via satélite, transformou veículos de
transporte em verdadeiros CD móveis, com toda a flexibilidade que se
pode imaginar a respeito.
Os processos logísticos relacionados ao transporte das mercadorias
utilizam recursos de TI empregando satélites e a Internet. Além do
simples rastreamento, objetivo inicial que visava à segurança do
transporte, outras possibilidades são exploradas de modo a aperfeiçoar
e produzir conhecimento para a tomada de decisões velozes.
A inteligência embarcada no veículo, por meio de softwares específicos,
permite a execução de diversos controles, como a telemetria sobre o
funcionamento do veículo (velocidade, forma de condução, consumo de
combustível, regime do motor, controle de temperatura sobre a carga
transportada, etc.).
Aula 11
35 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Rastreamento de veículos e outros
O crescimento dos negócios eletrônicos, principalmente do B2B
(empresa a empresa), provocou a utilização, com maior alcance
gerencial, de uma tecnologia baseada em um antigo (anos 70) projeto
militar norte-americano: o GPS (Global Positioning System), que
funciona com base em 27 satélites de órbita média (distância de cerca
20.000km da Terra).
O primeiro deles foi lançado em 1978, e novos vêm sendo
disponibilizados desde então.
A partir da década de 80, esse serviço foi liberado para aplicações civis,
a despeito de essa situação poder ser revertida a qualquer momento, a
critério do governo norte-americano.
Aula 11
36 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Rastreamento de veículos e outros
As empresas dedicadas ao rastreamento de veículos necessitam utilizar,
além do GPS, outros satélites, proprietários ou compartilhados.
Esses recursos adicionais de comunicação tornam-se necessários,
porque o GPS fornece apenas dados sobre posição (latitude e
longitude), velocidade, altura e horário GMT.
Está sendo implantado um novo sistema de posicionamento global, mais
moderno, o Galileo, controlado pela Agência Espacial Europeia (ESA).
Em dezembro de 2005, foi lançado o primeiro dos satélites, o Giove A.
A expectativa era de que o sistema estivesse implantado até 2010,
porém a crise financeira na Europa vem adiando sucessivamente esse
objetivo.
A seguir, uma ilustração do rastreamento de veículos com o emprego do
GPS e de satélites de baixa órbita para a gestão da tecnologia
embarcada.
Aula 11
37 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Rastreamento de veículos e outros
Aula 11
 
 INMARSAT-C 
2 
3 
4 
CLIENTE 
CENTRO DE 
CONTROLE 
BASE TERRESTRE 
TERRESTRE 
REDE GPS 
1 
5 
38 de 47 MFP – 01/2020 – v1
Armazenagem
É uma atividade que atua como instrumento de compensação entre as
diferentes formas de movimentação de materiais – fornecedores,
manuseio interno, preservação, transporte e usuário.
Em síntese, compreende a guarda, localização, segurança e
preservação de materiais adquiridos, produzidos e movimentados por
uma organização a fim de atender suas necessidades operacionais,
sejam essas de consumo, revenda, transformação ou reserva para uso
eventual.
As operações de armazenagem são executadas em instalações
específicas, que recebem denominações, como armazém, depósito,
almoxarifado, galpão e outras. Modernamente, a instalação mais
conhecida é o Centro de Distribuição (CD), com atribuições integradas à
cadeia de suprimentos.
Os contêineres, nos tamanhos padronizados de 20 e 40 pés, são
recursos para unitização e transporte de cargas. Eventualmente, podem
ser empregados como instalações de armazenagem temporária.
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Armazenagem
A armazenagem tem grande impacto no custo logístico.
Isso faz com que organizações de ponta utilizem, cada vez mais,
softwares de controle da estocagem e da movimentação, conhecidos
como sistemas WMS (Warehouse Management System). Há uma
grande diversidade desses aplicativos, dos mais simples aos mais
sofisticados.
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Aula 11
Recebimento e 
conferência
Plataforma
Seleção de 
pedidos (picking)
1
2
Gestão do CD
Embalagem e 
consolidação
Transferência
Carregamento e 
expedição
3
4
5
O layout ideal posiciona as áreas de recebimento e de 
expedição em posições opostas e reduz filas de 
espera.
Armazenagem
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Armazenagem
Parte interna (área de porta-palletes) de um CD - Walmart
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Armazenagem
Esquema de endereçamento de materiais em CD
A movimentação de materiais, tanto na entrada quanto na saída,
trabalha com uma série de códigos, que são lidos manualmente ou por
meio de leitores de códigos de barras, a fim de que as informações e
providências daí decorrentes sejam registradas nos sistemas de
controle.
O WMS somente pode trabalhar com eficiência se estiver em
funcionamento um esquema de endereçamento lógico e único, de modo
que erros na movimentação de materiais não ocorram.
Para a criação de um exemplo de sistema de endereçamento, será
utilizado o layout do mostrado anteriormente. O código de
endereçamento (CE) poderá ter a seguinte configuração:
▪ código alfanumérico, com letras e números intercalados, a fim de
facilitar a localização manual;
▪ identificação, da direita para a esquerda, do CD ou da edificação de
armazenagem, do corredor, da instalação de estocagem, da
localização horizontal e da localização vertical.
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Armazenagem
O mesmo princípio de coordenadas alfanuméricas deverá ser adotado
para as demais instalações de estocagem, como porta-pallets, áreas
livres, zonas fechadas e outras.
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Armazenagem
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Aula 11
Armazenagem
Estante: Equipamento para armazenagem de produtos com volume
variável. Adequado para picking manual e para recursos tipo “duas
gavetas”. Um conjunto de estantes pode ocupar dois ou mais andares,
de acordo com o tipo e tamanho da armazenagem. Estantes são
divididas em prateleiras, escaninhos, subescaninhos, gavetas e assim
por diante, dentro de um esquema de fracionamento.
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Armazenagem
Porta Pallets: Equipamento para armazenagem aleatória, com grande
flexibilidade, porque seu emprego é adequado tanto para cargas
unitizadas como, também, para cargas fracionadas. Utiliza ao máximo o
espaço vertical (pé-direito). Em geral, é movimentado por empilhadeiras,
com variação de garfo de acordo com altura. Em armazéns automáticos,
a movimentação é feita por meio de transelevadores.
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Armazenagem
Empilhadeiras

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