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Cadeia de
suprimentos 4.0
Prof. Marcelo da Silveira Villela
Descrição
Conceitos de supply chain 4.0 e IoT (internet of things). Digitalização da cadeia de suprimentos e seu desenvolvimento.
Propósito
Apresentar a supply chain 4.0, uma extensão natural do conceito de indústria 4.0, assim como a IoT.
Objetivos
Módulo 1
Indústria 4.0
Descrever a indústria 4.0, a IoT (internet of things) e as novas abordagens do mundo logístico com o aumento da conectividade.
Módulo 2
Digitalização da cadeia de suprimentos
Definir conceitos sobre a digitalização da cadeia de suprimentos e suas contribuições para o mercado.
Módulo 3
Supply chain 4.0
Esquematizar o desenvolvimento de uma cadeia de supply chain 4.0.
Introdução
O maior potencial de ganho de eficiência em termos de custos encontra-se nos canais de abastecimento. Por isso, os gestores logísticos precisam
conhecer as possibilidades de ganhos ao incluírem a automação em suas cadeias.
Neste tema, apresentaremos, de maneira geral, o supply chain 4.0, estudando, nesse processo, conceitos envolvidos na digitalização da cadeia de
suprimentos. Em seguida, examinaremos o desenvolvimento de uma cadeia de supply chain 4.0 que possui a blockchain e o machine learning como
grandes alicerces.
1 - Indústria 4.0
Ao �nal deste módulo, você será capaz de descrever a indústria 4.0, a IoT (internet of things) e as novas abordagens do mundo
logístico com o aumento da conectividade.
Indústria 4.0

Em que você pensa ao ouvir os termos “indústria 4.0” e “supply chain 4.0’’? É provável que você tenha imaginado coisas fantásticas e futuristas, com
ganhos igualmente fantásticos e uma verdadeira revolução nos negócios. No entanto, deve-se tratar com muita parcimônia a inserção dessas
tecnologias no dia-a-dia de uma empresa.
A pergunta é: por quê?
Primeiramente, há a questão dos custos: será mesmo que, em uma cadeia na qual a margem de lucro é pequena (como a de materiais de
construção, por exemplo), vale a pena um investimento maciço em automação?
Antes de mergulharmos no conceito de supply chain 4.0, no entanto, precisamos:
Etapa 1
Entender os modelos produtivos anteriores, elaborando, assim, o processo de automação de uma empresa.
Etapa 2
Expandir seu conceito para toda a cadeia.
Etapa 3
Considerar também alguns princípios preconizados pelo lean e pelo gerenciamento de processos de negócios.
Antes de automatizar os processos, os gestores precisam analisar se eles não devem ser eliminados ou enxugados. Quando automatizados, os
processos errados só conseguem gerar “lixo” de maneira mais rápida. Na maioria das vezes, modernizar e automatizar processos ruins e ineficientes
gera resultados inferiores.
Exemplo
Em uma indústria responsável pela produção de determinado produto manufaturado, as máquinas utilizadas possuem algum defeito crônico que
ainda não foi detectado pelo setor de qualidade da fábrica. Isso a leva a produzir sistematicamente produtos defeituosos.
O gestor da fábrica conduz um projeto de total automação desse processo sem que os defeitos das máquinas sejam devidamente identificados.
Neste caso, o resultado apenas jogará no mercado uma quantidade maior de insumos defeituosos, continuando, desse modo, sem atender às
demandas dos clientes, além de gerar um potencial de deterioração da marca, já que ela será associada a artigos de má qualidade.
As primeiras revoluções industriais incluíram o domínio das tecnologias a vapor, da eletricidade e dos computadores.
1ª Revolução Industrial
Tecnologias a vapor.
Assim como a indústria 4.0 se diferencia de sua etapa anterior pelas crescentes e espetaculares possibilidades que envolvem o maior ativo da
atualidade, ou seja, a informação, a logística 4.0 acompanha as transformações exigidas pela nova era.
Se a mudança 4.0 for bem conduzida por gestores, ela possuirá um potencial de gerar incrementos fantásticos nos processos produtivos, colocando
as empresas que implementarem essa automação em um patamar diferenciado de atendimento da demanda dos clientes.
Historiadores e cientistas consideram que as revoluções estão circunscritas e demarcadas por uma linha do tempo.
Entretanto, uma determinada revolução não marca a extinção completa das tecnologias anteriores, pois elas são
apenas gradualmente abandonadas em alguns casos.
Quando uma determinada tecnologia (disruptiva ou não) surge, ela requer um tempo para a ocorrência das seguintes etapas: amadurecimento,
produção em larga escala e viabilização de seus custos.
1. Mesmo os motores a vapor tendo sido concebidos no final do século XVII, o rendimento deles ainda era muito baixo nessa época, tornando tal
tecnologia pouco utilizável. Foi necessário haver o aprimoramento dessa tecnologia quase 80 anos depois para que os motores a vapor fossem
usados em maior escala graças à contribuição de James Watt.
2. Fazendo um paralelo com a logística, o domínio da tecnologia a vapor possibilitou o uso de locomotivas e embarcações a vapor, propiciando, com
isso, o surgimento de modais absolutamente fundamentais. As duas primeiras revoluções industriais foram fundamentais para a humanidade;
3. A Terceira Revolução Industrial já encontrava suas bases nas décadas de 1970 e 1980 com o surgimento e a consolidação de empresas como a
Microsoft. Mas as revoluções industriais não se resumem às três primeiras de que se tem registro;
4. Nas últimas décadas, os sistemas de tecnologia de informação (TI) começaram a apresentar um progresso muito significativo, fazendo com que
os processos produtivos fossem preparados para uma possível Quarta Revolução Industrial (também conhecida como indústria 4.0);
5. Nos anos 1990, o computador pessoal (PC), por exemplo, começou a ser um elemento mais presente nas casas das famílias. O “simples”
surgimento do PC já foi uma grande mudança de paradigma em termos de produtividade.
Computadores pessoais tornaram mais acessível para qualquer pessoa a tarefa de digitar grandes textos, o que antes era mais restrito aos
profissionais de datilografia. Afinal, os textos digitados com máquina de escrever não eram facilmente apagados; portanto, seus erros tinham de ser
minimizados. Com os editores de texto disponíveis nos PCs, tornou-se possível apagar e corrigir erros com enorme facilidade.
Com o tempo, a tecnologia possibilitou que aplicativos e softwares controlassem a gestão de centros de distribuição e as respectivas rotas de
2ª Revolução Industrial
Eletricidade.
3ª Revolução Industrial
Computadores.
4ª Revolução Industrial
Informação.
entregas de produtos. Nossa abordagem aqui refere-se especialmente a Warehouse Management System (WMS) e Transportation Management
System (TMS).
A indústria passou a incorporar em larga escala os robôs, o que gerou ganhos de produtividade fantásticos. Atualmente, palavras como “big data” e
“internet of things” têm ganhado um papel fundamental. Seus conceitos, contudo, serão detalhados mais à frente neste tema.
Entre os avanços mais notáveis da revolução 4.0, destacam-se a introdução de dispositivos inteligentes na indústria e os serviços de infraestrutura
baseados em computação em nuvem. Se a compararmos com as revoluções anteriores, veremos que a indústria 4.0 não se concentra na
substituição dos ativos e nas tecnologias de fabricação existentes.
A indústria 4.0 cria uma conectividade entre esses ativos, utilizando principalmente as tecnologias da informação e comunicação disponíveis. As
tecnologias dessa indústria são capazes de revolucionar por completo alguns modelos de nogócios, gerando, no limite, uma fábrica totalmente
automatizada.
Entretanto, para gerar uma cadeia de suprimentos 4.0, é necessário automatizar também as interfaces da fábrica com distribuição. Isso ocorre, por
exemplo, quando se efetua o carregamento de veículos através de esteiras ou quando se utiliza caminhões nos tripulados ou até mesmo drones
para a distribuição dos produtos.
Além dos sistemas estarem todos conectados, a imensa quantidade de dados envolvidos permite que algoritmos aprendame repliquem com boa
precisão as tarefas do dia a dia.
Exemplo
Em avançados sistemas de gerenciamento de armazém, as funcionalidades de slotting ou de endereçamento do material consideram os dados
históricos das movimentações para definir, de forma autônoma, as evoluções no mapa do armazém de acordo com a variação nos fluxos dos
materiais.
Entretanto, essa questão relativa também é bastante complexa. Ainda que, hoje em dia, o armazenamento de dados não seja um problema, algumas
questões permanecem: como se deve tratar a quantidade enorme de dados? Com os dados tratados, qual é o próximo passo para os consolidar em
indicadores simples que forneçam aos gestores uma foto precisa do negócio?
Exemplo
Um material de altíssimo giro inicia um programa de phase out para a entrada de um produto substituto. Neste caso, o WMS analisa a curva
(descendente) na demanda e decide mudar o seu endereçamento para uma área de menor movimentação, favorecendo novos números para as
áreas privilegiadas sem que ninguém precise atuar nos parâmetros de armazenagem.
Cabe apenas uma ressalva neste exemplo: idealmente, o gestor deve supervisionar o trabalho na máquina. Afinal, o algoritmo da máquina pode
tomar essa decisão ao verificar uma tendência cujas variáveis macroeconômicas indiquem ser passageira.
As habilidades humanas continuam sendo fundamentais no processo decisório.
No entanto, a automação completa pode ser economicamente proibitiva. No que diz respeito especificamente às atividades de picking, alguns
fatores precisam ser considerados:
tividades de picking
Separação e preparação de pedidos.
Os robôs de picking valerão a pena se trabalharem uma grande quantidade de horas diárias (mais de um turno). O investimento neles é muito
alto; portanto, se possível, esses robôs devem até mesmo trabalhar em regime contínuo, sem parar, para que possam pagar o custo investido
o mais rápido possível.
Se os picos diários de pedidos forem moderados – já que os robôs precisam trabalhar 2 ou até mesmo 3 turnos seguidos para se tornarem
economicamente viáveis –, mudanças bruscas nas variações de pedidos poderão requerer maior ou menor necessidade de insumos. Isso
gera prejuízos em situações cujas máquinas produzam itens que não serão vendidos (vale de demanda) e naquelas em que há falta de
produtos (picos de demanda), pois mudar a programação dos robôs pode ser complexo.
Se a porcentagem de itens não automatizados for pequena, tal fator (tendo relação direta com o anterior) vai gerar uma ociosidade dos
robôs.
Os custos de mão de obra e espaço são tão elevados que amortizam o custo do investimento.
Suponha uma empresa que possua dois elos dentro de uma cadeia de suprimentos de materiais de construção: a fábrica e o centro de distribuição.
Levando em conta a natureza do produto, seria viável um modelo automatizado de fabricação e armazenagem?
Comentário
Antes de responder a esta pergunta, deve-se avaliar uma série de questões:
• Há algum material ou classe de materiais cuja produção compensaria (em termos de receitas e custos) esta automação? Exemplo: um ramo de
Fator 1 
Fator 2 
Fator 3 
Fator 4 
luxo poderia compensá-la, mas será que haveria escala?
• Seria possível um modelo híbrido, ou seja, automatizar alguns processos nesta cadeia, enquanto outros se revelam mais intensivos em recursos
humanos?
• Quais processos deveriam ser prioritariamente automatizados e quais treinamentos seriam necessários?
• Em relação aos recursos humanos, quantos empregos seriam criados? Quantos se extinguiriam?
Dessa forma, vemos que a decisão sobre a automação (e o grau dela) não é algo simples de se realizar. Ela deve ser analisada em cada caso.
A logística 4.0, na maioria das vezes, não pode ser vista. Ela é etérea, operando por meio de redes e mecanismos, embora não sejam eles que lhe
dão vida. Drones, realidade aumentada, automatização e veículos autônomos impressionam; todavia, o contexto no qual eles se inserem é o
responsável por definir seu estágio tecnológico. Um dos fatores críticos de sucesso é o fato de os sistemas dialogarem entre si, possibilitando,
então, a automação total.
Internet das coisas (Internet of things – IoT)
Neste vídeo, estudaremos o conceito de internet das coisas e conheceremos alguns exemplos a esse respeito.

Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
A IoT consiste em uma das principais tecnologias viabilizadoras da indústria 4.0. Tendo isso em vista, marque a alternativa mais adequada.
Parabéns! A alternativa B está correta.
Essas tecnologias são caras e devem ser implementadas a partir de um plano muito claro e objetivo. Alinhado com objetivos estratégicos da
empresa, tal plano precisa traduzir com precisão quais ganhos serão obtidos com a implementação da tecnologia.
Questão 2
A As empresas que não implementarem imediatamente um sistema de IoT possuirão uma chance maior de falir.
B
As tecnologias viabilizadoras e a própria automação completa devem ser implementadas com parcimônia, pensando nas
necessidades do negócio.
C
Para sistemas de telemetria serem aplicados, há uma necessidade de IoT e automação completas dos veículos, sendo eles os
não tripulados.
D Automatizar apenas uma fábrica não gera resultados caso toda a cadeia não seja plenamente 4.0.
E As empresas que implementarem imediatamente um sistema de IoT possuirão uma chance maior de falir.
No que diz respeito às vantagens de implementação da IoT, assinale a alternativa na qual suas vantagens e justificativas estão corretas.
Parabéns! A alternativa C está correta.
O GPS ajuda na programação e no ordenamento de entregas (roteirização). Outra vantagem da IoT é a segurança, com avisos e/ou alarmes
ativados quando algo inesperado ocorre. A IoT também ajuda na manutenção, fazendo a previsão (e os avisos) de quando uma substituição ou
manutenção de peças deve ser feita.
2 - Digitalização da cadeia de suprimentos
A
Redução de custos: em todos os casos, sua implementação gera uma redução deles. Felicidade dos empregados: eles ficam
mais motivados e felizes por trabalharem com tecnologia. Receitas maiores: a implantação da IoT gera maiores receitas pelo
simples fato de os gestores terem mais informações.
B
Captação de clientes: mais informações geram uma maior captação deles. Qualidade: maior poder de detecção e ruídos nas
máquinas possibilita uma entrega com maior qualidade. Captação de recursos humanos: uma empresa altamente tecnológica
consegue atrair maiores talentos.
C
Rastreabilidade: o uso de aplicações global positioning system (GPS) é um grande aliado para a roteirização. Segurança: os
sensores possuem a capacidade de gerar alarmes quando os contêineres selados ou as portas de um veículo forem abertos de
forma inesperada. Manutenção: sensores podem ser instalados em caminhões para prever quando as partes devem ser
substituídas ou requerem manutenção.
D
Facilidade de aplicação de leis: com um maior monitoramento, torna-se mais fácil a aplicação delas pelas autoridades.
Manutenção: sensores implementados em máquinas podem ajudar a identificar falhas com um potencial para resultar em
defeitos nos produtos. Saúde do motorista: há sistemas de telemetria capazes de identificar até mesmo se ele está cansado e
precisa fazer uma parada.
E
Aumento de custos: em todos os casos, sua implementação gera um aumento deles. Felicidade dos empregados: eles ficam
mais motivados e felizes por trabalharem com tecnologia. Receitas maiores: a implantação da IoT gera maiores receitas pelo
simples fato de os gestores terem mais informações.
Ao �nal deste módulo, você será capaz de de�nir conceitos sobre a digitalização da cadeia de suprimentos e suas contribuições
para o mercado.
Digitalização das cadeias de suprimentos
Uma cadeia de suprimentos digital significa que seus elos se encontram em sistemas. Suas entidades físicas possuem uma contraparte digital:
nela, o fluxo de informações e de produtos é detalhadamente mapeado nos sistemasde controle da cadeia.
Apresentaremos agora três ganhos da digitalização das cadeias de suprimentos:
Redução dos custos de compras e de pessoal
Uma cadeia de suprimentos digital pode reduzir os custos de compras em 20%: um dos mais fáceis de serem cortados com a automação são os
custos com pessoal. Há também aqueles relacionados a falhas humanas.
Redução dos custos de processo
Uma cadeia de suprimentos digital é capaz de reduzir os custos do processo da cadeia de suprimentos em aproximadamente 50%. Entretanto,
apesar de muitos autores reportarem números fantásticos, isso deve ser analisado com muita cautela.
Aumento de receita
Uma cadeia de suprimentos digital é capaz de aumentar a receita em aproximadamente 10%. Devemos, porém, repetir nosso processo analítico.
Principais motivos para se digitalizar uma cadeia de suprimentos
Diversos motivos justificam a digitalização de uma cadeia de suprimentos. Listaremos alguns deles a seguir:
Experiência do cliente
Há clientes de várias gerações que possuem desejos muito diversos. Alguns não abrem mão de serem atendidos nos pontos de vendas, enquanto
outros preferem receber os produtos na comodidade de suas casas.
Atualmente, vivemos em um mundo no qual os consumidores querem receber o mesmo nível de serviço em qualquer canal de atendimento
escolhido: este conceito é conhecido como omnichannel. Eles estão se acostumando a pesquisar, comprar e consumir coisas facilmente por meio
da internet.
Como os consumidores possuem um acesso a padrões de consumo de vários países, eles criam expectativas muito altas. Hoje em dia, eles
exigem que a entrega seja gratuita (ou quase) e rápida. Algumas empresas têm reduzido o prazo de entrega para um dia – em alguns locais, até
para algumas horas.
Produtos individualizados
Independentemente da indústria automobilística, de vestuário ou de máquinas pesadas, os consumidores esperam a personalização de
praticamente todos os tipos de produtos. Não é mais suficiente fornecer uma excelente experiência de compra e entrega.
Entretanto, ainda há alguns que preferem artigos padronizados e mais baratos. Por isso, é fundamental conhecer seu mercado consumidor.
Economia em rede
A rede de suprimentos e as operações devem ser colaborativas: uma conexão forte entre os colaboradores mostra ser cada vez mais importante à
medida que mais elementos se tornam envolvidos.
Muitas vezes, as cadeias de suprimentos se revelam verdadeiras “teias” de suprimentos, cujas centenas de elos incluem parceiros e clientes
envolvidos em diferentes partes dessa cadeia. Com isso, existe uma necessidade de controlar e ganhar visibilidade em todo o fluxo de produtos.
Escassez de recursos e urbanização
Seja por conta da falta de espaço (gerada, em muitos casos, pela subida de preço do espaço urbano) ou de mão de obra qualificada, as empresas
precisam lidar com níveis crescentes de escassez de recursos. A solução para elas é otimizar suas operações.
Uma saída, aliás, para a escassez de trabalhadores é investir intensamente em treinamento com o objetivo de capacitar trabalhadores
rapidamente, caso, por exemplo, dos empregados temporários para as estações ocupadas.
Motivadores da transformação digital
Neste vídeo, apresentaremos os motivadores da transformação digital.
Como um exemplo da digitalização das cadeias de suprimentos, podemos apontar o caso relatado por Oliveira (2020) sobre a empresa Digital
Container Shipping Association (DCSA). Por conta da pandemia de Covid-19, a DCSA precisou agilizar o processo de modernização e digitalização
do bill of lading (B/L), que, em português, significa conhecimento de embarque.
Criada em 2019, a entidade, voltada para a padronização digital no transporte marítimo, informou que está empenhada na implantação do
conhecimento de embarque eletrônico.
ill of lading (B/L)
O B/L é um documento emitido pelo transportador para definir a contratação de um transporte internacional, já que ele comprova o recebimento da
mercadoria na origem e a obrigação de entregá-la no lugar de destino. O B/L, portanto, significa a posse da mercadoria. Seu preenchimento pode ser
demorado, já que ele é feito pelo exportador no país de origem e enviado para o importador a fim de que ele possa aprovar as informações. Sendo
assim, a digitalização deste documento pode gerar grandes economias para as cadeias de suprimentos internacionais.
A digitalização da B/L pode gerar grandes economias para as cadeias de suprimentos internacionais.
Drones
Pegando carona na digitalização completa das supply chains, a disseminação de drones e a expectativa de veículos autônomos para o transporte de
passageiros e de cargas popularizaram essa nova indústria.
Entretanto, há questões muito importantes, como, por exemplo, a regulação para o uso de drones na entrega de mercadorias, assim como outras
definições quanto ao tráfego aéreo, à segurança da população e à formação de pilotos.
Para uma empresa, é viável adotar drones na entrega expressa de mercadorias?

A discussão sobre essa questão deve envolver alguns pontos cujas respostas não são tão imediatas:
A entrega via drones será compensadora para qualquer mercadoria?
Como ficaria o nível de serviço?
A precisão das entregas pode ser fantástica, mas as pessoas gostarão de serem atendidas por um drone?
Como serão os mecanismos de troca?
Quais seriam os impactos sociais de tal medida?
Cadeia de suplemento
Com o avanço das tecnologias, o varejo enfrenta mudanças para garantir sua sobrevivência. As lojas físicas, por exemplo, não funcionam apenas
como um ponto de experiência do consumidor, mas também como minicentros de distribuição.
Torna-se essencial que o time do ponto de venda físico esteja preparado para prestar assistência ao consumidor sobre o uso dos produtos e de
outras opções disponíveis na loja online.
Não basta um funcionário estar atento aos processos de front office, como óculos de realidade aumentada, totens/telas touch screen, sensores,
câmeras, wi-fi gratuito e prateleiras virtuais nas lojas, se ele não for eficiente no back office, que inclui os processos de cadeias de suprimentos.
O aumento da conexão entre a loja física e a online oferece uma série de implicações que gera impactos para a supply chain:
O cliente quer poder transitar suavemente entre o físico e o online para extrair uma melhor experiência.
A experiência viabilizada no processo de compra passa a ser o foco na relação com o cliente.
As tendências para a supply chain 4.0 estão resumidas no framework a seguir.
• Fluxo preditivo de produtos;
• Transporte autônomo conectado à produção;
• Escaneamento automático das etiquetas dos produtos;
• Tracking em tempo real.
Inbound 
Armazenagem 
• Ressuprimento automático.
• Gestão automática do estoque por meio de conexão entre os produtos e os endereços de armazenagem;
• Manutenção preditiva de equipamentos de automação;
• Picking e packing automáticos/movimentações autônomas;
• Processamento preditivo de produtos/pedidos;
• Tracking monitoramento em tempo real da posição e condição do produto;
• Sorter para o direcionamento automático dos produtos para as docas;
• Escaneamento automático das etiquetas dos produtos;
• Tracking em tempo real dos veículos;
• Gestão e roteirização dinâmicas (trânsito, clima etc.).
• Tracking em tempo real dos produtos;
• Monitoramento das condições do produto;
• Monitoramento das condições de dirigibilidade;
• Previsão colaborativa;
• Atualização em tempo real de movimentos e status de entrega ao cliente. • Reposições automáticas;
Logística inbound
A logística inbound diz respeito aos processos de entrada da carga no armazém. Graças às tecnologias 4.0, tal processo pode se tornar muito mais
fácil. Isso pode ser visto, por exemplo, no transporte autônomo de cargas e no escaneamento automático dos códigos de barras de produtos.
Um sistema central indica automaticamente o melhor endereço para a carga, levando em consideração critérios, por exemplo, como o do giro de
estoque. Produtoscom alta rotatividade idealmente devem ficar mais próximos de sua área de expedição, já que eles são muito demandados pelos
clientes.
Quanto à armazenagem, os robôs podem propiciar que o armazém efetue um picking (separação de produtos) de forma totalmente automatizada,
assim como outras operações dele.
Como exemplos, podemos citar: o escaneamento das etiquetas (indicando agora a saída do produto do estoque) e o direcionamento automático de
cada um para a respectiva doca (local onde o caminhão estaciona para ser carregado).
Logística outbound
A logística outbound contempla atividades como o monitoramento dos produtos e as atividades de roteirização, as quais, atualizadas em tempo real,
indicam a melhor rota possível.
Na parte do varejo, ou seja, que fornece o serviço diretamente ao cliente final, os armazéns conectados à internet das coisas coletam em tempo real
as informações sobre informações importantes, como, por exemplo, níveis de estoque e produtos mais vendidos.
Comentário
Outbound 
Vendas/serviço ao cliente 
Tais informações são preciosas para que seja feita uma boa e acurada previsão da demanda com o objetivo de não gerar estoque excessivo nem
falta de produtos.
Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Sobre a entrega de mercadorias por meio de drones, assinale a alternativa correta.
Parabéns! A alternativa C está correta.
Dependendo do cenário, as entregas podem ser feitas por drones. Mas, para isso, o tipo de entrega precisa ser analisado. Fatores como a
redução de custos, a satisfação do cliente, o tipo de produto e a confiabilidade da entrega, entre outros, devem ser levados e conta.
Questão 2
Quanto aos motivos para digitalizar uma cadeia de suprimentos, assinale a alternativa CORRETA:
A Os motoboys jamais serão substituídos pelos drones em qualquer cenário possível de negócio.
B
Os drones substituirão os motoboys em qualquer cenário possível de negócio, pois possuem maior confiabilidade e precisão de
horários.
C
Desde que haja um estudo detalhado de custos e os produtos sejam de alto valor agregado, a empresa pode se beneficiar da
entrega por drones.
D
Os motoboys não podem ser substituídos por drones, pois as pessoas se sentem mais confortáveis sendo atendidas por seres
humanos.
E
A empresa não se beneficia da entrega por drones, pois as pessoas se sentem mais confortáveis sendo atendidas por seres
humanos.
A
Atualmente, digitalizar a cadeia de suprimentos constitui a única solução possível para uma entrega com custo e nível de
serviço desejado pelos clientes.
B
A digitalização da supply chain cria um sistema informatizado pronto para receber informações coletadas via IoT e gerar
indicadores integrados entre um ou mais elos da cadeia. Integrar os processos entre empresas constitui o primeiro passo para
automatizar tais processos em um segundo momento.
C
A digitalização da cadeia de suprimentos precisa ser implementada independentemente dos objetivos estratégicos dela, haja
vista os ganhos inquestionáveis que são gerados.
D A digitalização pode ser implementada como etapa anterior à modelagem de processos e às técnicas existentes, como o lean.
Parabéns! A alternativa B está correta.
Os processos entre as empresas devem ser mapeados e integrados para que a digitalização da cadeia de suprimentos gere as informações
entre os elos dela. Esses indicadores ajudam na tomada de decisão para melhorar a eficiência de custo e o nível de serviço para clientes.
3 - Supply chain 4.0
Ao �nal deste módulo, você será capaz de esquematizar o desenvolvimento de uma cadeia de supply chain 4.0.
Construindo uma supply chain 4.0
Há algumas décadas, imaginar uma cadeia de suprimentos totalmente automatizada consistia em um mero exercício que mais se assemelhava à
ficção científica do que a um planejamento sério de gestão.
Entretanto, atualmente, uma supply chain completamente automatizada já constitui uma realidade praticamente factível, estando apoiada em alguns
pilares. Armazéns completamente automatizados podem, por exemplo, ser construídos para que ganhos de produtividade sejam gerados. Com as
tecnologias viabilizadoras da indústria 4.0, existir um armazém do tipo já é uma realidade.
Atividades como picking e packing poderão ser totalmente automatizadas. Para que o picking seja automatizado, é necessário que os caminhões
possuam uma tecnologia que permita seu acoplamento a esteiras
Tecnologias como blockchain, IoT e WMS constituem sistemas capazes de gerar altos ganhos de produtividade nos
armazéns.
No entanto, uma supply chain completamente automatizada possui algumas questões que precisam ser mais bem equacionadas. As impressoras
3D, por exemplo, são capazes de produzir matérias-primas, como o aço, a fibra de carbono e o plástico.
Podemos, dessa forma, imaginar um futuro próximo em que o ressuprimento de peças em concessionárias de veículos será, conforme a demanda
de cada uma, substituído pela impressão. É provável que, em breve, a produção delas seja constituída por uma linha de encaixe de peças impressas.
E A digitalização pode ser implementada como etapa posterior à modelagem de processos e às técnicas existentes, como o lean.
Todavia, a impressão 3D ainda encontra alguns desafios:
Baixa capacidade produtiva
O primeiro deles é a capacidade produtiva. As impressões 3D não possuem a velocidade das máquinas mais tradicionais, sendo um modelo ainda
inadequado para a produção em massa e o atendimento a grandes pedidos.
Necessidade de estoque de insumos
Outro problema são os insumos necessários para alimentar a impressão 3D. Os locais de impressão ainda deverão ter um estoque de insumos, ou
seja, os transportes dos fornecedores de matéria-prima até os locais de produção com impressoras 3D ainda serão necessários.
Neste ponto, precisamos ressaltar a importância de um conceito que já foi brevemente discutido neste tema: as tecnologias 4.0 não são uma
panaceia. Elas não devem, portanto, ser implementadas por mero modismo ou por ser “chique” dizer que certa empresa possui uma fábrica 4.0.
É fundamental haver uma estratégia clara para que o grande investimento feito traga benefícios competitivos reais. No Rio de Janeiro, por exemplo,
as principais rotas de entrada e saída do estado não são totalmente seguras; desse modo, suas empresas eventualmente sofrem com roubos de
cargas.
Pensemos juntos: para que um criminoso se arrisque a roubar uma carga, muito provavelmente ela deve conter um produto fácil de se carregar e
com um altíssimo valor agregado, como cigarros, produtos tecnológicos etc. Dificilmente alguém se dará ao trabalho de roubar um caminhão de
areia de construção, pois o transporte é complicado e o valor agregado é muito baixo. Nesse sentido, há uma contribuição em termos de segurança
para os produtos de alto ou altíssimo valor agregado que puderem ser produzidos diretamente no varejo ou em um centro de distribuição (ou
fábrica) avançado localizado a poucos quilômetros do cliente final.
Blockchain
Em uma época com uma quantidade tão grande de dados sendo transmitidos, é necessário pensar na segurança deles. Tendo isso em vista, a
tecnologia de rede conhecida como blockchain foi desenvolvida.
Em um primeiro momento, ela foi criada para ser uma rede praticamente à prova de “hackeamento”, possibilitando que criptomoedas (como, por
exemplo, o bitcoin) pudessem ser livremente negociadas com riscos consideravelmente reduzidos. A blockchain pode ser considerada uma
plataforma capaz de conectar empresas e sistemas de maneira automatizada.
A plataforma garante a consistência da informação mediante contratos inteligentes, assim como a privacidade de quem a utiliza também é
garantida graças à criptografia. A blockchain é uma cadeia de blocos de informação.
Quando se fala em “bloco” (block) e encadeamento” (chain), isso diz respeito a informações digitais (bloco) armazenadas de forma encadeada em
um banco de dados público (cadeia). Esse banco possui várias cópias redundantes,sendo considerado seguro por contar com técnicas avançadas
de criptografia contra fraudes e alterações indevidas.
A rede blockchain agrega os processos corporativos. Os pedidos podem ser realizados por meio de um sistema de stock ou de reparos. Injetados
diretamente na transportadora, eles geram um registro em uma planilha de dados ou até em uma mensagem de texto enviada ao cliente. O futuro
das cadeias de suprimentos exigirá operações mais rápidas, flexíveis, granulares, precisas e eficientes.
Sobre o uso da blockchain no contexto das cadeias de suprimentos, o compartilhamento de dados confiáveis e a automação de processos geram
benefícios em vários níveis, começando com os ganhos de eficiência e culminando na reinvenção da operação do ecossistema da indústria.
Atenção!
É importante observar que os projetos de blockchain requerem uma abordagem estratégica em longo prazo. As empresas precisam determinar a
localização das “dores” em suas cadeias de suprimentos para se analisar se a blockchain é a melhor solução. Além disso, deve-se identificar o caso
de aplicação que elas querem rodar como prova de conceito antes de uma implementação em escala.
Esses requisitos serão viabilizados pela digitalização das cadeias de suprimento (também chamadas de supply chain 4.0). A inteligência artificial é
fundamental para viabilizá-la. No entanto, há algumas armadilhas na sua implementação:
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Falta de alinhamento estratégico
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Falta de compreensão da organização
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Mudança de piloto para escala
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Coexistência humana
Torres de controle
No Brasil, a adoção de torres de controle de supply chain é o resultado de uma tendência que envolveu a integração de processos e o controle de
indicadores. Tendo começado entre os anos 1990 e o início dos anos 2000, esse controle buscava tornar as suas operações mais integradas.
Há diferentes tipos de torres de controle:
Torres de controle analíticas
Concentram-se na consolidação, análise e visualização de dados para suportar as operações.
Torres de controle operacionais
Acumulam as capacitações das torres analíticas, mas possuem adicionalmente a capacidade de ação efetiva para direcionar, alterar e criar
uma priorização sobre os esforços na supply chain.
Veremos a seguir um modelo de maturidade para as torres de controle:
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Modelo de maturidade para torres de controle.
Monitorar
O primeiro nível do modelo de maturidade para torres de controle é o monitoramento. O pontapé inicial para a estruturação da torre de controle inclui
os seguintes processos: sistema de coleta, recebimento, cálculo e visualização dos dados em formatos gráficos e indicadores a fim de facilitar o
controle, a visualização e a priorização dos processos principais para o negócio.
Implementar
O próximo passo é a implementação de reação a partir desses dados. Eles podem, por exemplo, informar que uma determinada rota não está
disponível. Assim, de forma reativa e a partir de uma informação real, os gestores e os analistas da torre de controle leem os dados e tomam alguma
decisão de correção de rumo.
Antecipar
A etapa antecipar (que poderia também se chamar “prever”) consiste em ir além. A partir dos dados coletados, a torre de controle não reage apenas
a uma determinada situação: ela também é capaz de efetuar previsões assertivas a partir dos dados coletados e tomar decisões que corrijam rumos
antes que problemas aconteçam.
Sincronizar
A última etapa é a sincronização. A torre agora executa todos os processos (coleta, análise de dados e reação/previsão) de maneira proativa com o
intuito de melhorá-los, incorporando novos algoritmos de análise de dados e processos para continuar reduzindo desperdícios e melhorar o serviço
para o cliente.
Vivemos em uma época de mudanças fantásticas e extremamente rápidas. Muitos empresários sequer ouviram falar de torres de controle no
contexto da logística. Hoje em dia, não basta mais entender o que isso significa: também é importante compreender que uma evolução em termos
de maturidade se faz necessária.
Machine learning
O machine learning é um ramo da inteligência artificial geralmente descrito como a arte e a ciência do reconhecimento de padrões. Trata-se
essencialmente de uma abordagem orientada a dados com suposições fracas sobre as relações estatísticas subjacentes nos dados, além de
envolver uma grande variedade de métodos.
O aprendizado de máquina geralmente compreende dois elementos principais: um método de aprendizado e um algoritmo. Isso lhe permite
automatizar o maior número possível de opções de modelagem de maneira que ele não esteja sujeito ao critério do previsor.
Comentário
Produzir previsões precisas não é uma tarefa fácil, pois requer uma abordagem suficientemente complexa para incorporar variáveis relevantes, além
de também estar voltada para a exclusão de dados irrelevantes.
Nesse sentido, os métodos de machine learning, em geral, são capazes de lidar com padrões não lineares nos dados (geralmente ocultos para
modelos lineares padrão). Com isso, eles oferecem uma abordagem alternativa (e convincente) aos modelos estatísticos tradicionais.
O conjunto de tecnologias conhecido como machine learning é fundamental para conferir uma capacidade preditiva às torres de controle. De forma
geral, um algoritmo deste tipo é capaz de ler uma massa de dados (que, a princípio, o olho humano não consegue fazer correlações) e aprender os
padrões dela, podendo, com isso, efetuar previsões e classificações com precisões mais apuradas.
Apesar de sua nomenclatura sofisticada, machine learning é um nome genérico para as combinações de métodos estatísticos e computacionais
aliados. Tais métodos podem ser simples e largamente difundidos, como uma regressão linear simples, ou muito mais sofisticados, como uma rede
neural artificial.
Machine learning
Em tradução livre, significa aprendizado de máquina.
Outra característica importante dos métodos de machine learning é que eles geralmente conseguem lidar com
grandes quantidades de dados (big data), que, aliás, podem ser capturados pela IoT.
Em geral, um machine learning pode ser categorizado em três tipos:
Aprendizado supervisionado
As variáveis respostas são claramente identificadas, mesmo que as relações específicas nos dados não sejam conhecidas (por exemplo, a
regressão linear e a logística).
Aprendizado não supervisionado
Não há saída especificada de antemão. O objetivo é reconhecer padrões de dados e determinar categorias de classificação de saída (por exemplo, o
reconhecimento facial).
Aprendizado por reforço
Busca iterativamente uma alocação ideal das variáveis de entrada que geram a maior recompensa, ou seja, otimiza uma determinada função
“recompensa” sem usar um conjunto de treinamento.
As principais implicações no uso das técnicas de machine learning para as cadeias de suprimentos incluem:
Os algoritmos de aprendizado de máquina e os aplicativos que os executam são capazes de analisar rapidamente grandes e diversos
conjuntos de dados, melhorando o índice de acerto da previsão e a gestão de demanda.
Cabe ressaltar que os profissionais ainda precisam compreender melhor o conceito 4.0, pois eles geralmente não foram formados em um “mundo
4.0”. É necessário muito estudo e capacitação para que seja possível absorver tais tecnologias e utilizá-las com o objetivo de gerar novas receitas e
diminuir custos das empresas.
Veículos autônomos
Neste vídeo, discutiremos o que são os veículos autônomos e apresentaremos alguns de seus exemplos.
Esses algoritmos permitem a redução dos custos de frete, a melhora do desempenho da entrega de fornecedores e a identificação e
minimização da exposição a riscos.
O aprendizado de máquina tem melhorado o reconhecimento de padrões visuais, abrindo muitas aplicações potenciais na inspeção
física de qualidade.
Esse aprendizado aprimora o planejamento e o controle da produção, levando em consideração várias restrições e apoiando a
otimização de soluções.
A combinação desse aprendizado com análises avançadas, sensorese monitoramento em tempo real está, pela primeira vez,
permitindo o fornecimento de visibilidade de ponta a ponta.
Algoritmos de aprendizado de máquina podem verificar a eficácia dos equipamentos, que é um indicador importante de logística. Com
isso, tais algoritmos podem indicar fatores com um potencial para aumentar o desempenho desses equipamentos.
Algoritmos de aprendizado de máquina podem ser úteis também para detectar os fatores que interferem na vida útil das máquinas.
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Falta pouco para atingir seus objetivos.
Vamos praticar alguns conceitos?
Questão 1
Quanto às tecnologias viabilizadoras da supply chain 4.0, indique a alternativa correta.
Parabéns! A alternativa D está correta.
As impressoras 3D ainda não possuem uma produtividade significativa para que seus produtos acabados sejam produzidos e possam atender
totalmente às demandas dos clientes. Além disso, ainda é necessário transportar os insumos que essas impressoras precisam para produzir.
Questão 2
Com as tecnologias viabilizadoras da indústria 4.0, ter um armazém completamente automatizado já é uma realidade. Sobre isso, indique a
alternativa correta.
Parabéns! A alternativa C está correta.
Caso os caminhões não possuam essa tecnologia, o picking manual ainda será necessário na hora de carregar o caminhão.
A As impressoras 3D vieram para eliminar completamente a necessidade do uso de transportadoras em cadeias de suprimentos.
B A rede conhecida coma blockchain ainda é uma tecnologia falha, haja vista a grande volatilidade das criptomoedas.
C
Os veículos não tripulados oferecem uma excelente alternativa, já sendo largamente adotados pelas empresas que investem
intensamente em tecnologia.
D
As impressoras 3D oferecem uma produtividade que, muitas vezes, ainda é aquém em relação à demanda das indústrias. Além
disso, elas ainda exigem a compra de insumos para poderem produzir.
E A rede conhecida coma blackchain é uma tecnologia sem falhas, haja vista a grande desempenho financeiro das criptomoedas.
A Atividades como picking e packing dificilmente poderão ser completamente automatizadas, haja vista sua alta customização.
B
Blockchain, IoT e WMS são sistemas que ainda se mostram insuficientes, não oferecendo vantagens claras para a
automatização de armazéns.
C Para que o picking seja automatizado, os caminhões devem possuir uma tecnologia que permita sua acoplagem a esteiras.
D Para que o packing seja automatizado, os caminhões devem possuir uma tecnologia que permita sua acoplagem a esteiras.
E
IoT e WMS são sistemas que ainda se mostram insuficientes, não oferecendo vantagens claras para a automatização de
armazéns.
Considerações �nais
Apresentamos neste tema o tópico supply chain 4.0 e seus principais desafios. Para isso, subdividimos o assunto em três partes: indústria 4.0,
digitalização das cadeias de suprimentos e supply chain 4.0. Inicialmente, descrevemos essa indústria, fazendo um apanhado das revoluções
industriais e o seu significado.
Em seguida, definimos os conceitos relativos à digitalização das cadeias de suprimentos, mostrando que, para facilitar o tráfego de informações,
uma cadeia deve estar digitalizada e usar tecnologias de apoio, como, por exemplo, a blockchain.
Por fim, empregamos os conceitos apresentados anteriormente para possibilitar o entendimento da supply chain 4.0, já que eles lhe servem de base.
Além disso, levantamos algumas questões relevantes sobre a tomada de decisão e suas tecnologias de apoio.
Podcast
Neste podcast, ouça um resumo dos principais tópicos abordados no conteúdo.
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Explore +
Para se aprofundar em seus conhecimentos sobre a cadeia de suprimentos 4.0, leia este artigo de Knut Alicke, Daniel Rexhausen e Andreas Seyfert:
ALICKE, K.; REXHAUSEN, D.; SEYFERT, A. Supply chain 4.0 in consumer goods. Consultado em meio eletrônico em: 18 ago. 2020.
Referências
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BLANCO, A. P. Inteligência artificial na cadeia de suprimento. In: Mundo logística. n. 68. 2019.
CORRÊA, H. Indústria 4.0 e suas implicações nas cadeias de suprimento. In: Mundo logística. n. 70. 2019.
FERNANDEZ, M. E. Sistema de gestão por processos na supply chain. In: Mundo logística. n. 70. 2019.
LACERDA, L. A evolução para as torres de controle 4.0. In: Mundo logística. n. 70. 2019.
LYRA, J. R. Transformação digital do varejo. In: Mundo logística. n. 69. 2020.
MADEIRA, B. S. Logística 4.0 e blockchain no transporte. In: Mundo logística. n. 68. 2019.
MEYFARTH, R. Logística digital e internet das coisas. In: Mundo logística. n. 58. 2017.
OLIVEIRA, D.  Digitalização do B/L pode gerar economia anual de US$ 4 bilhões.  In Portos e navios. 2020.
OLIVEIRA, A.; CIA, H.; BARRETO, A. Supply chain 4.0. In: Mundo logística. n. 58. 2017.
RANGEL, Y. L.; SENNA, P.; SANTOS, I. L.; LIMA, G. L. S. Análise bibliométrica da Indústria 4.0: traçando tendências para o futuro. In: Anais do XXXIX
Enegep. Santos, 2019.
ROSSI, M. C. Logística 4.0. In: Mundo logística. n. 58. 2017.
SEGUNDO, Y. I. Transformação digital na cadeia de suprimentos. In: Mundo logística. n. 75. 2020.
SOUZA, G. M. O que esperar da supply chain 4.0?. In: Mundo logística. n. 70. 2019.
VRANJAC, M.; WAGNER, O. Utilização de robôs na logística de separação de pedidos. In: Mundo logística. n. 63. 2018.
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