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REGISTRO DO TRABALHO DISCENTE EFETIVO ALUNO EDUARDO FELIPPE CURSO AGRONOMIA DISCIPLINA TPOA PERÍODO 5º SEMESTRE/ANO 01/2020 PROFESSOR LUCAS VANZ DOENÇAS CAUSADAS PELO CONSUMO DE CARNE DE PORCO Triquinose Assim como vários animais, os porcos podem ser infectados por um verme chamado “Trichinella spiralis”. O consumo da carne crua ou mal cozida que tenha vindo de um animal infectado pode fazer com que uma doença chamada trequinose se manifeste. E uma vez com ela, o verme se multiplica no intestino e invade a corrente sanguínea, podendo atingir também os pulmões e o cérebro. O problema é extremamente grave e pode ser mortal e dentre os sintomas estão: sensação de fraqueza; dores musculares; febre; diarreia; cólica e problemas no coração. Hepatite E Assim como a triquinose, a hepatite E é causada por um vírus que infecta o porco. Também da mesma maneira, a doença que ataca o fígado pode ser contraída pelo consumo da carne crua ou pouco cozida. A doença se manifesta pelos seguintes sintomas: perda de apetite; náuseas; cansaço; febre; urina escura; e icterícia. Câncer O risco de câncer é real e se dá pela seguinte razão: a carne de porco que as grandes indústrias processam é composta por substâncias cancerígenas. Isso vale para bacon, salsicha, presunto, mortadela e salame também. Os tipos e câncer mais comum causados pelos componentes químicos perigosos são o colorretal, o intestinal e também o de pâncreas. Doenças no coração Se você tem algum histórico de problemas no coração, não chegue nem perto da carne de porco e muito menos da carne processada, como bacon e salsicha, que pode ser ainda mais nociva. Marcada pelo excesso de aditivos alimentares e gorduras saturadas, a carne de porco aumenta consideravelmente o colesterol e aumenta o risco de doenças cardíacas. Além disso, ela também está relacionada a problemas como AVC e obesidade. Bactérias Em 2013, uma investigação realizada pela Consumer Reports nos Estados Unidos analisou 200 amostras de carne de porco crua. A descoberta é alarmante: 69% das amostras estavam contaminadas com bactérias que causam doenças graves nos seres humanos, entre elas Yersinia enterocolitica, salmonella, Staphylococcus aureus e Listeria monocytogenes. Os sintomas vão desde febre e diarreia até dor abdominal aguda. Outro dado preocupante revelado no mesmo estudo é que muitas dessas bactérias se mostraram resistentes aos antibióticos que são normalmente usados nos tratamentos médicos atuais. Parasitas Diversos estudos científicos comprovam que o porco criado em chiqueiro é portador de muitos vermes, parasitas e micro-organismos nocivos ao corpo humano, podendo causar diversas doenças, tais como: Teníase Um dos mais perigosos é o Taenia Solium, um verme parasita que pode chegar a 13 metros de comprimento. O consumo da carne de porco mal passada contaminada com larvas de tênias transmite uma doença chamada teníase. A formação dos cisticercos no porco é conhecida como “canjiquinha”. Ao contrário do que muitas pessoas acreditam, não significa que a carne é mais macia. Ao consumi-la, a pessoa ingere esses cisticercos, que evoluem no intestino do indivíduo até a fase adulta da larva, causando a teníase. Em muitos casos, a pessoa nem desconfia de que contraiu a doença, já que os sintomas só se manifestam em casos mais graves ou crônicos, e podem incluir perda de peso sem motivo aparente e dores na barriga e no estômago. Os ovos e esporos da tênia resistem à maioria dos produtos químicos, e a larva pode sobreviver por vários anos no intestino humano, muitas vezes contaminando o ambiente. Neurocisticercose Existe um risco ainda mais grave associado à carne de porco contaminada: uma parte dos cisticercos pode se encaminhar para o cérebro, gerando a neurocisticercose. Essa doença leva a crises convulsivas, hipertensão craniana e hidrocefalia. O vírus pode também se hospedar no coração, olhos e músculos. Vírus A Influenza é uma das doenças mais relacionadas à carne de porco, apesar de também ser existente em outros animais. O vírus H1N1, chamado de Influenza A, se desenvolve no organismo dos porcos e pode ser transmitido ao homem por meio do consumo de carne malcozida. O surto da enfermidade nos últimos anos serviu de alerta para os cuidados de prevenção de doenças e para as estratégias de controle de epidemias. Mesmo que a carne de porco não tenha sido a principal responsável pela transmissão da gripe, é importante ter cautela.