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Bruna Cadena dos santos, 6°Período. Questionário joelho e Epifiólise: 1. Quais as teorias para o aparecimento da epifiólise? Fatores biomecânicos e hormonais. 2. Quais os sintomas da epifisiólise? Os sintomas mais comuns da doença são: dor na virilha que pode irradiar para a face interna da coxa até o joelho, marcha em rotação externa do membro inferior e, quanto mais acentuado o desvio da cabeça do fêmur, o paciente terá maior dificuldade na mobilidade do quadril e dor. 3. Qual a classificação dos graus de epifisiólise? Grau 0 (pré-deslizamento): "alargamento" da placa epifisária, que sofre aumento da sua altura e torna-se lisa, perdendo o aspecto "serrátil" dado pelos processos mamilares, típicos da cartilagem de crescimento normal. Grau I (mínimo ou leve): a epífise desloca-se até 1/3 da largura do colo femoral. Grau II (moderado): a epífise desloca-se até a metade da largura do colo femoral. Grau III (grave): a epífise desloca-se mais da metade da largura do colo femoral. 4. Defina condromalácia e seus graus. Caracteriza-se pela degeneração da cartilagem articular da patela (ou rótula), um osso localizado na frente do joelho. A condromalácia patelar é classificada em 4 graus: Grau I: Há um certo amolecimento da camada mais externa da cartilagem da patela. Pode haver dor e edema (inchaço); Grau II: Há lesões na cartilagem com até 1,3 cm de diâmetro. As lesões ainda são pequenas e localizadas; Grau III: As lesões são maiores que 1,3 cm de diâmetro; Grau IV: Neste ponto, a cartilagem já sofreu tamanha erosão que é possível visualizar o osso subcondral que a sustenta. 5. Quais fatores podem ocasionar alteração de ângulo Q? explique 2 pelo menos. Algumas alterações posturais do membro inferior contri- buem para o aumento do ângulo Q, tais como geno valgo, patela alta, pelve alargada, aumento na anteversão femoral, ou torção externa da tíbia. O joelho valgo aumenta as cargas na parte interior dos joelhos, sendo mais visto em mulheres e suas causas incluem: · Mal formação e desenvolvimento das pernas; · Rigidez no tornozelo; · Exercícios físicos mal executados, como agachamento; · Fatores genéticos; · Doenças, como o escorbuto e o raquitismo, em que a deficiência de vitaminas leva à fraqueza nos ossos Causas da Pelve alargada: Obesidade, Gravidez, menopausa e propensão hereditária. 6. A articulação do joelho pode sofrer alteração biomecânica por alterações em quadril ou tornozelo (pé)? Por que? Tornozelo (Pé). Consideramos o membro inferior como uma cadeia cinética. Por isso, pressupõe-se que alterações biomecânicas em um dos complexos articulares se espalhem. Assim os demais complexos são afetados negativamente por tais alterações. As alterações biomecânicas alternam o alinhamento do joelho em varo ou joelho valgo. A função dos joelhos se altera nesses casos. Portanto, gera-se sobrecarga compressiva em algum ponto da articulação dependendo do desalinhamento que apresenta. 7. Quais testes podem ser realizados para identificar a síndrome femuro patelar ou condromalacia? descreva-os · Teste da compressão patelar ou teste de rabot Posição do paciente: paciente em decúbito dorsal com os membros inferiores relaxados e em extensão completa. Descrição do teste: o terapeuta comprime a patela contra o sulco troclear do fêmur e faz movimentos no sentido de vai-e-vem. Sinais e sintomas: em pacientes com lesão condral (condromalácea) ou artrose da articulação femoropatelar, o aparecimento de dor ou crepitação dolorosa durante o teste confirma a positividade do teste. · Teste do rangido patelar ativo Posição do paciente: paciente sentado com os joelhos em flexão de 90º e as pernas pendendo para fora da maca. Descrição do teste: o terapeuta instrui ao paciente para que realize a extensão da perna enquanto palpa a patela. O aparecimento de crepitações dolorosas prediz as lesões condrais existentes. É importante o terapeuta ficar atento para o grau da flexão em que aparece a crepitação, pois o padrão de contato da articulação patelofemoral varia de acordo com a posição do joelho. Crepitações que ocorrem próximo à extensão tende a estar mais associada a lesões da porção inferior da patela ou da tróclea femoral superior, enquanto a crepitação que ocorre mais em flexão costuma indicar lesão da parte superior da patela ou inferior da tróclea. Sinais e sintomas: durante o teste, o paciente refere dor associada às crepitações que poderá, até mesmo, impedir a extensão do joelho. Teste de Zholen ou teste de Clark ou teste do rangido patelar Posição do paciente: em decúbito dorsal com os joelhos em extensão e relaxados. Descrição do teste: o terapeuta instrui o paciente para que realize uma contração isométrica do quadríceps enquanto mantém uma resistência na borda superior da patela empurrando-a contra a tróclea femoral e em direção caudal. Sinais e sintomas: no momento da contração isométrica do quadríceps e a resistência imposta pelo terapeuta o paciente sentirá uma forte dor retropatelar indicando a positividade para condromalácea. OBS: nesse teste o terapeuta deverá comparar ambos os joelhos. Esse teste também proporcionará dor em indivíduos saudáveis, portanto é importante realizar outros testes e confirmar com exames radiológicos. 8. Em fase inicial de SFP, utilizaria eletroterapia? Quais aparelhos ou correntes? Justifique e parametrar valores de utilização. Sim. Laser – 830nm (GaAlAs), técnica de aplicação pontual (10 pontos) na região de interlinha articular posterior do joelho esquerdo, no tempo de 12 segundos em cada ponto, (totalizando 2 minutos), no parâmetro de freqüência de 75Hz, dose de 3J, objetivando o efeito terapêutico de analgesia. Corrente russa – utilizados 5 canais, sendo dispostos 4 canais no membro inferior esquerdo (vasto medial oblíquo [VMO], isquiotibiais, adutores e fibular curto) e 1 canal na perna direita (fibular curto), devido à paciente apresentar pés desabados em plante flexão e inversão de tornozelo. Foi utilizado modo sincronizado, com isometria feita com thera-band que fixava o membro da paciente na maca. Os parêmetros utilizados foram: freqüência de 70 Hz, tempo de subida (rise) de 2 segundos, tempo on de 10 segundos, tempo de descida de 3 segundos, tempo off de 5 segundos. A corrente foi utilizada num tempo total de 20 minutos, tendo como objetivo o fortalecimento das musculaturas supracitadas.