Logo Passei Direto
Buscar
Material
páginas com resultados encontrados.
páginas com resultados encontrados.
left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

left-side-bubbles-backgroundright-side-bubbles-background

Experimente o Premium!star struck emoji

Acesse conteúdos dessa e de diversas outras disciplinas.

Libere conteúdos
sem pagar

Ajude estudantes e ganhe conteúdos liberados!

Prévia do material em texto

Alterações da função renal
Interpretação de exames laboratoriais
Profa. Vanda Santana
Tópicos abordados
• Principais exames para o estudo da função renal:
Ureia e Creatinina
Exame de Urina
Determinação de eletrólitos
Casos clínicos – discussão 
Sistema Urinário
Veia cava inferior
Aorta abdominal
Rim direito Rim esquerdo
Ureteres
bexiga
uretra
REVISÃO
Rins
Artéria renal
Sangue não filtrado 
do coração
Sangue filtrado
Veia renal
Ureter
Resíduos de produtos (urina) 
para a bexiga
Néfron
Ducto coletor
Para ureter
Alça 
nefrônica
REVISÃO
Néfrons
oFiltrar o sangue
oExcretar resíduos metabólicos → ureia, creatinina, 
ácido úrico, ácidos orgânicos, bilirrubina conjugada, 
drogas e toxinas.
oRegular a concentração de eletrólitos → hidrogênio, 
sódio, potássio, fosfato e outros.
oSintetizar algumas substâncias → eritropoetina (EPO), 
renina, prostaglandinas, tromboxanos e 1,25-(OH2)-
vitamina D3.
oDegradar hormônios → insulina e aldosterona.
Funções do Sistema Urinário
REVISÃO
DOENÇAS RENAIS
Estudos Laboratoriais Iniciais
Exame de Urina
sódio (Na+), potássio (K+), cloretos (NaCl), 
cálcio (Ca2+), magnésio (Mg2+) e fosfato (PO4
3-).
Creatinina, ureia e ácido úrico
Determinação da Taxa de 
Filtração Glomerular (TFG)
Outros testes: α-2-microglobulina, proteinúria, microalbuminúria, 
hematúria, hemoglobinúria e microglobinúria,
Dosagem de Eletrólitos 
Dosagem de compostos 
nitrogenados não proteicos 
Depuração da Creatinina
Compostos 
nitrogenados não 
proteicos 
Metabólito: Ureia plasmática
Creatinina 
plasmática
Origem bioquímica:
Proteínas>Aminoácidos>A
mônia
Creatina
% na urina: 55% - 90% 2% – 3%
Intervalo de Referência: 15 a 39 mg/dL
0,6 a 1,2 mg/dL
0,6 a 1,1 mg/dL
Utilidade Clínica: 
Enfermidade hepática e 
renal
Enfermidade hepática
COMPOSTOS NITROGENADOS NÃO PROTEICOS 
CH4N2O C4H7NO3
UREIA PLASMÁTICA
15 a 39 mg/dLHiporuremia Hiperuremia
 Enfermidades renais com 
diferentes tipos de lesões 
(glomerular, tubular, 
intersticial ou vascular).
 Fatores não renais
Ureia 
plasmática
 Insuficiência hepática;
 dieta pobre em proteínas,
 desnutrição,
 hiper-hidratação
 Síndrome da secreção inadequada de
hormônio antidiurético (SSIHAD).
Pós-renal
Tipos de Hiperuremia
Pré-renal Intrarrenal
 Resulta da perfusão 
inadequada dos rins;
 TFG ↓ em presença de 
função renal normal.
 Resulta de diferentes lesões 
(vasos sanguíneos, glomérulos, 
túbulos ou interstício);
 Insuficiência renal aguda ou 
crônica;
 TFG ↓ com retenção de ureia
 Resulta de uma obstrução do 
trato urinário com a reabsorção 
da ureia pela circulação.
o Variações no nível de creatinina:
Massa muscular
Não é afetada pela dieta (Exceto por excesso de carne)
 Idade
 Sexo
 Exercício
Creatinina Plasmática e Urinária
Creatinina 
plasmática
 Concentração de creatinina sérica é uma excelente medida 
para avaliar a função renal. 
 Taxa de excreção da creatinina é relativamente constante.
C4H7NO3
CREATININA PLASMÁTICA
15 a 39 mg/dLHipercreatinemia
 Enfermidades renais com 
diferentes tipos de lesões 
(glomerular, tubular, 
intersticial ou vascular).
 Fatores não renais
qualquer condição que reduza 
a TFG por deterioração da 
função renal
Hipocreatinemia
Creatinemia
Pós-renal
Causas de Hipercreatinemia
Pré-renais Renais
Necrose muscular esquelética ou 
atrofia; insuficiência cardíaca 
congestiva (ICC); choque; depleção de 
sais; Diabetes Melito não controlada, 
hipertireoidismo; etc.
lesão do glomérulo, dos túbulos, dos vasos 
sanguíneos ou do tecido intersticial renal
hipertrofia prostática, nas compressões 
extrínsecas dos ureteres, nos cálculos e 
nas anormalidades congênitas que 
comprimem ou bloqueiam os ureteres
o Finalidade: Avaliar a Taxa de Filtração Glomerular (TFG)
o Expressão: fluxo do volume de sangue e quantidade de substância
(creatinina) removida em um determinado tempo (1 minuto) – Medida em
mL/min.
Sinônimo: Clearance da Creatinina 
Depuração da Creatinina endógena (DCE)
Remoção de creatinina plasmática pelos rins
*Depuração: volume mínimo de 
plasma sanguíneo que contém a 
quantidade total de determinada 
substância excretada na urina em 
1 minuto.
Medir o volume de urina e anotar o período de tempo de coleta em 
minutos (horas x 60).
Determinar a concentração da creatinina plasmática e urinária.
Determinação Laboratorial da DCE
Procedimentos Analíticos
U = concentração de creatinina na urina (mg/dL) → 62 mg/dL
V = volume urinário em 24 horas (mL/min) → 1872 mL em 24 horas
Obs.: para um volume de 24 horas, dividir por 1440 → 1872/1440= 1,3mL/min
P = concentração de creatinina no plasma ou soro (mg/dL) → 1,37 mg/dL
1,73 = valor médio da superfície corpórea
A = superfície corporal (m2) → 1,70 mg/dL
DCE Corrigida =
U x V x 1,73
P x A
Determinação Laboratorial da DCE
Cálculo da DCE
DCE Corrigida =
62 x 1,3 X 1,73
1,37 x 1,70
DCE Corrigida =
139,44
2,33
DCE Corrigida = 59,8 mL/min de plasma depurado 
Correlação Clínica da DCE
Intervalos de referência para DCE corrigida
(mL/min/1,73m²)
Idade Homens Mulheres
20 a 30 88 a 146 81 a 134
30 a 40 82 a 140 75 a 128
40 a 50 75 a 133 69 a 122
50 a 60 68 a 126 64 a 116
60 a 70 61 a 120 58 a 110
70 a 80 55 a 113 52 a 105
Obs.: a ↓ do fluxo sanguíneo do glomérulo 
diminui a depuração de creatinina. Também 
ocorre em lesão tubular aguda.
Carecem de significação clínica.
Redução da TFG 
Causas: enfermidades agudas ou crônicas do glomérulo 
ou em algum dos seus componentes.
V
al
o
re
s 
d
e 
D
C
E 
au
m
en
ta
d
o
s
V
al
o
re
s 
d
e 
D
C
E 
re
d
u
zi
d
o
s
o Sexo: homens > mulheres.
o Obesidade
o Classe social: Classes abastadas tendem a apresentar 
hiperuricemia.
o Dieta: ricas em proteínas, ácidos nucleicos e elevado consumo 
de álcool.
Variação fisiológica dos teores de ácido úrico plasmático:
Ácido úrico plasmático
Ácido úrico 
plasmática
Intervalos de referência para Ácido úrico plasmático
Soro Sanguíneo
Homens 3,5 a 7,2 mg/dL
Mulheres 2,6 a 6,0 mg/dL
o Avaliar a excreção da uricosúria no caso das:
uricemias persistentes aumentadas:
homens jovens com hiperuricemia;
mulheres no período pré-menopausa;
pessoas com ácido úrico sérico >11mg/dL;
paciente com gota.
o Pacientes com dieta normal excretam >800mg/24h.
Uricosúria Excreção do ácido úrico urinário
Intervalos de referência para creatinina
Soro Sanguíneo Urina de 24 horas
Homens 3,5 a 7,2 mg/dL
250 a 750 mg/dL
Mulheres 2,6 a 6,0 mg/dL
Dosagem
de 
eletrólitos
NÍVEIS PLASMÁTICOS DE ELETRÓLITOS
Na+
redução aumento
HIPONATREMIA
Diabetes insípido nefrogênico
Desidratação e hipovolemia
Diabetes melito (diurese 
osmótica)
HIPERNATREMIA
Doença Renal Crônica;
Insuficiência Renal;
Insuficiência Cardíaca 
Congestiva;
Uso de diúreticos;
Queimadura;
Vômitos prolongados;
Diarreia
Níveis normais: 135 a 145 mmol/L 
Sódio plasmático (Natremia)
Causas: 
Natremia
NÍVEIS URINÁRIOS DE ELETRÓLITOS
Na+
redução aumento
HIPONATRIÚRIA
Causas Patológicas: Insuficiência 
Renal Aguda; Insuficiência 
Suprarrenal; Nefrite com perda de 
sal; Hipoaldosteronismo
Causas Fisiológicas: Aumento da 
ingestão de Na+ na dieta; Diurese 
pós-menopausa
HIPERNATRIÚRIA
Causas Patológicas: TFG diminuída;
Uremia pré-renal; Hiperpefusão
adrenocortical; Doença Hepática
Causas Fisiológicas: Baixa ingestão 
de Na+; Retenção pré-menstrual
Níveis normais: 40 a 220 mmol/L
Sódio urinário (Natriúria)
NÍVEIS PLASMÁTICOS DE ELETRÓLITOS
K+
redução aumento
HIPOPOTASSEMIA 
(HIPOCALEMIA)
Déficit na ingestão de 
potássio,
Perda gastrointestinal de 
potássio; 
Perdas renais de K+:
Desordens congênitas; 
Terapia diurética
HIPERPOTASSEMIA 
(HIPERCALEMIA)
Excesso de ingestão de K+; 
Diminuição de excreção de 
potássio (p.ex. Insuficiência 
Renal); 
Deficiência insulínica
Níveis normais: 3,5 a 5,0 mmol/L
Potássio plasmático 
(Potassemia ou Calemia)
Causas: 
Potassemia
K+
redução aumento
HIPOPOTASSIÚRIASinal de depleção do K+ no 
organismo.
HIPOPOTASSIÚRIA
Enfermidades renais 
primárias;
 Síndromes Tubulares 
Renais; 
Fase de recuperação da 
necrose tubular aguda; 
Acidose e alcalose metabólica
Níveis normais: 25 a 125 mol/d
Potássio urinário (Potassiúria)
Causas: 
NÍVEIS URINÁRIOS DE ELETRÓLITOS
NÍVEIS PLASMÁTICOS DE ELETRÓLITOS
Cl-
redução aumento
HIPOCLOREMIA
Nefropatia perdedora de sal 
(deficiência de reabsorção tubular 
ou uso abusivo de diuréticos); 
Insuficiência adrenal; 
Perda gastrointestinal de 
bicarbonato (HCO3-); 
Acidose metabólica com 
acúmulo de ânions orgânicos; 
Alcalose metabólica.
HIPERCLOREMIA
Insuficiência Renal Aguda;
Diabetes Insípido; 
Acidose metabólica; 
Desidratação; 
Excesso de sal; 
Obstrução prostática; 
Anemia; etc.
Obs: geralmente associado a 
hipernatremia
Níveis normais: 98 a 106 mmol/L
Cloro plasmático (Cloremia)
Causas: 
Cloremia
Cl-
redução aumento
Cloreto urinário reduzido
Causas Fisiológicas: Retenção de 
água e sal no período pré-menstrual, 
em paralelo com a redução do nível 
de Na+ urinário.
Causas patológicas: vômitos, uso de 
diúreticos, diarreia.
Cloreto urinário 
aumentado
Causas Fisiológicas: diurese pós-
menstrual.
Níveis normais: 110 a 250 mmol/L
Cloreto urinário
Causas: 
NÍVEIS URINÁRIOS DE ELETRÓLITOS
Exame
de Urina
Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) 
EXAME DE URINA DE ROTINA
Exame de Urina de Rotina
COR
Normal: amarelo-citrino 
(amarelo pálido) a amarelo-
âmbar fraco.
ASPECTO
Normal: Límpido
ODOR
Normal: Sui generis
(característico)
CONCENTRAÇÃO
1ª Amostra da manhã: 1.010 a 1.025
Amostra aleatória: 1.003 a 1.035
Amostra de 24h: 1.015 a 1.025
Urina Normal
amarelo-citrino (amarelo 
pálido) a amarelo-âmbar fraco
Cor da Urina
ANÁLISE FÍSICA E CARACTERES GERAIS
Aspecto/Cor Causas Patológicas Causas não Patológicas
Branco Linfa; Lipídeos; Piúria. Fosfatos; Cremes vaginais.
Amarelo a 
Âmbar a 
Laranja
Bilirrubina; Urobilina (excesso)
Acriflavina; Fenazopiridina (Pyridum); 
Cenouras; Urina concentrada; Coloral; 
Nitrofurantoína; Pirídio; Quinacrina; 
Riboflavina; Ruibarbo; Sene; 
Serotonina; Sulfasalazina.
Amarelo a 
Verde
Bilirrubina-biliverdina Aminopirina
Rosa a 
Vermelho
Hemoglobina; Miogrlobina; 
Porfobilina; Porfirinas; 
Hemácias.
Antipirina; Beterrabas (antocianina); 
Bromosulfoftaleína; Cáscara; 
Difenilidantoína; Coloral; Metildopa; 
Fenacetina Fenolftaleína; 
Fenolsulfonftaleína; Fenotiazina; Sene.
Vermelho a
púrpura
Porfirinas
Vermelho a 
Castanho
Metahemoglobina; Mioglobina.
Castanho a 
preto
Bilirrubina; Ácido homogentísico; 
Indicana (Indoxil); Melanina; 
Metemoglobina; Mioglobina; 
Fenol; p-hidroxifenilpiruvato; 
Porfirinas
Cloroquina; Hidroquinona; Compostos de 
Ferro; Levodopa; Metildopa; 
Metranidazol; Nitrofurantoína; 
Quinino; Resorcinol.
Aspecto Causas Patológicas Causas não Patológicas
Azul a verde
Biliverdina; Indicanas; Infecção
por Pseudomonas.
Acriflavina; Amitriptilina; Azure A; 
Clorofila; Creosoto; Azul de Evans; 
Azul de Metileno; Fenil saliciato; Timol; 
Tolônio (Azulo de toluidina); 
Triamtereno.
Claro
Diluição acentuada (p.ex. 
Diabetes insípido)
Poliúria
Brumoso, 
Semiturvo a 
Turvo
Grau variável de cilindrúria; 
Células; Cristais e Cálculos; 
Gordura (lipídeos, linfa); 
Microorganismos.
Graus variados de cremes, loções e 
pomadas; Cristais; Contaminaão fecal; 
Microrganismos; Muco; Contraste 
Radiológico; Talco; Espermatozóides.
Marcadores Valor de Referência
Leucocitos Negativo
Nitirto Negativo
Urobilinogênio Normal (0,1 e 1mg/dL)
Proteínas Negativo
pH 4,6 – 8,0 (x=6,0)
Sangue Negativo
Densidade 1.010 a 1.025
Cetona Negativo
Bilirrubina Negativo
Glicose Negativo
Analito Causas Patológicas Condições Fisiológicas
Leucócitos Infecções do Trato Urinário (ITU)
Nitrito
Infecções do Trato Urinário (ITU) -
E.coli, Proteus, Enterobacter, 
Citrobacter, Klebsiella
Urobilinogênio Distúrbios na função hepática; 
obstrução intestinal.
Antibióticos de amplo 
espectro (alteram a 
microbiota) 
↑ Proteínas doença renal (precoce) Exercício físico e febre
Sangue
Hematúria: ITU; Cálculo Renal; 
Tumor do trato urinário; Rim 
policístico e Glomerulonefrite pós-
estreptocócica.
Hemoglobinúria: hemólise 
intravascular – síndrome hemolítica-
urêmcia; Púrpura Trombocitopênica
Trombótica (PTT0; Septicemia
Exercícios extenuantes
Cetona Diabetes Mellitus descompensada.
Analito Causas Patológicas Condições Fisiológicas
Bilirrubina
Icterícia Obstrutiva; Enfermidades 
hepatocelular - Bilirrubina 
Conjugada (direta)
Glicosúria Diabetes Melitus
pH↓
(acidez urinária)
Acidose metabólica (acidose 
diabética, diarreias graves, 
desnutrição); Acidose respiratória; 
fenilcetonúria, intoxicação pelo 
alcool metílico ou por salicilato.
Clima quente; dieta 
proteica; urina matinal; 
medicações acidificantes.
pH ↑
(alcalinidade 
urinária)
Acidose tubular renal; alcalose 
metabólica e/ou respiratória; 
aldosteronismo primário; deficiência 
potássica; infecções urinárias por 
bactérias que convertem a ureia em 
amônia (Proteus mirabilis)
dieta vegetariana, uso de 
diuréticos; urina antiga.
EXAME DE URINA DE ROTINA
Análise Microscópica do Sedimento
(Sedimentoscopia)
• Células epiteliais
• Hemácias (Hematúria)
• Leucócitos (Leucocitúria)
• Cilindros (Cilindrúria)
• Cristais (Cristalúria)
• Muco
• Outros
• Hemácias:
• Homens: 0 – 3 / campo (400X)
• Mulheres: 0 – 5 / campo (400X)
• Leucócitos: 0 – 4 / campo (400X)
• Células Epiteliais: 0 – 1 (pavimentoso) / campo (400X)
• Cilindros: 0 – 1 (hialino) / campo (100X)
• Flora microbiana: Ausente ou escassa
CRISTAIS SIGNIFICADO CLÍNICO pH
Uratos 
amorfos
Amostras refrigeradas 
(sedimento róseo característico – acúmulo do pigmento uroeritrina)
> 5,5
Ácido úrico
Níveis aumentados de purinas e ácidos nucleicos
Leucemia com quimioterapia; Síndrome de Lesch-Nyhan; Gota
<5,5
Uratos 
ácidos
Pouco significado clínico
Urinas menos 
ácidas (<5,5)
Uratos de 
sódio
Pouco significado clínico; Podem ser observados em líquido 
sinovial (episódios de gota) e na urina.
Urinas menos 
ácidas (<5,5)
Cristais de urina ácida
CRISTALÚRIA
CRISTAL SIGNIFICADO CLÍNICO
Fosfato triplo (fosfato 
de amônio magnesiano)
Sem significado clínico
Associados a presença de bactérias que metabolizam ureia 
em urinas alcalinas.
Carbonato de Cálcio Não tem
Biurato de amônio
Amostras não recentes associados a presença de amônia 
produzida pelas bactérias que metabolizam a ureia.
Carbonato de cálcio
Cristais de urina alcalina
CRISTALÚRIA
CRISTAIS SIGNIFICADO CLÍNICO pH
Oxalato de 
Cálcio
 Cálculos renais
 Alimentos ricos em ácido oxálico (tomate e aspargo)
 Alimentos ricos em ácido ascórbico (vitamina C)
 Envenenamento por etileno glicol (anticongelante) –
presença de oxalato de cálcio mono-hidratado.
Ácida (mais 
frequente)
Neutra
Alcalina 
(raramente)
Fosfato 
amorfo
Refrigeração da amostra 
Alcalino
Neutro
Fosfato de 
cálcio
Geralmente não tem significado clínico
Constituinte comum de cálculos renais.
Alcalino 
Neutro
Cristais de diferentes pH
CRISTALÚRIA
CRISTAIS SIGNIFICADO CLÍNICO pH
Cistina
Cistinúria (distúrbio metabólico que impede a 
reabsorção de cistina pelos túbulos renais)
Ácido
Colesterol
Amostras refrigeradas; Distúrbios produtores de 
lipidúria (p.ex. síndrome nefrótica)
Ácido
Leucina Disfunção hepática grave
Ácido
Neutro
Tirosina
Disfunção hepática grave; Doenças hereditárias do 
metabolismo dos aminoácidos
Ácido
Neutro
Bilirrubina
Disfunção hepática grave que produzem grande 
quantidade de bilirrubina na urina; Distúrbios que 
produzem dano tubular renal (p.ex. hepatite viral)
Ácido
Sulfonamida
Uso de medicamentos que contêm sulfonamida; Dano 
tubular (formação dos cristais nos néfrons).
Ácido
Neutro
Ampicilina
Precipitação de antibióticos como penicilina (após doses 
maciças, sem hidratação adequada)
Ácido
Neutro
Contraste 
Radiográfico
Meios de contrasteradiográficos Ácido
Geralmente encontrados em urina ou, raramente na urina .
Doenças Renais
Sinais 
comuns de 
doença 
renal
DOENÇAS RENAIS
o Distúrbios renovasculares: artérias renais
o Causas: estreitamento ou oclusões do 
sistema arterial (trombose, embolização)
o Consequências: redução na perfusão para o
parênquima renal.
o Alterações clínicas:
 perda parcial na capacidade da concentração,
 proteinúria moderada,
 ocasional sedimento urinário anormal.
oclusão
DOENÇAS RENAIS
o Mais importantes:
 Glomerulonefrite rapidamente progressiva
 Nefropatia por IgA
 Nefrites Agudas
 Glomerulopatias Crônicas
 Síndrome Nefrótica
Alterações Clínicas e Laboratoriais: 
 Proteinúria
 Hematúria,
 Hipertensão,
 Edema
 Função excretora renal reduzida.
DOENÇAS RENAIS
 Causa: Infecção do Trato Urinário (ITU)
 Comprovada pela Urocultura
 Piúria, 
 Bacteriúria (ou, ocasionalmente, fungúria) 
 Hematúria.
 Proteinúria 
Cilindros patológicos estão ausentes.
oSinais e sintomas: dor, desconforto ou sensação de queimação à micção, 
frequência urinária.
Enfermidade inflamatória da bexiga.
Achados laboratoriais 
DOENÇAS RENAIS
Conjunto de alterações clínicas associadas com um súbito 
declínio da capacidade do rim em manter as funções 
homeostáticas renais, além de alterações eletrolíticas*, ácido-
bases e de volume urinário**.
o Em geral, é irreversível
Insuficiência 
Renal Aguda 
(IRA)
Rim normal
*alterações eletrolíticas: hipercalcemia, 
hipocalemia/hiperfosfatemia, hipermagnesemia,
** volume urinário: oligúria (débito urinário 
<500ml/dia) ou anúria.
DOENÇAS RENAIS
o Causa: redução do volume efetivo de sangue arterial. 
o Perfusão reduzida devido à insuficiência cardíaca.
o é revertida prontamente quando o suprimento de sangue ao rim 
é estabelecido.
o Testes Laboratoriais
 ↑ ureia/creatinina
 eventualmente leve proteinuria
 Hiponatriúria
 Relação creatinina urinária/creatinina sanguínea é > 14:1.
DOENÇAS RENAIS
o Causas: 
necrose tubular aguda - isquemia prolongada; a
 gentes nefrotóxicos (metais pesados, aminoglicosídeos, meios de 
contraste radiográficos), 
glomerulonefrites,
lesão arteriolar (hipertensão acelerada, vasculite, microangiopatias, 
deposição intrarrenal ou sedimentos (ácido úrico, mieloma).
o Achados laboratoriais: 
hematúria,
numerosas células tubulares renais e cilindros celulares
proteinúria ausente ou moderada; 
hipernatriúria; 
relação creatinina urinária/creatinina sérica geralmente é <14:1.
DOENÇAS RENAIS
o Secundária a obstrução do trato urinário superior ou inferior 
(Uropatia Obstrutiva).
o Achados laboratoriais: 
 Proteinúria mínima; 
 Hematúria e cristais – cálculos ou tumores renais; 
Cilindros hemáticos; 
 Anúria
DOENÇAS RENAIS
o Presença de lesão renal ou nível reduzido de função renal 
durante >3 meses;
o Manifesta-se por anormalidades estruturais e funcionais do 
rim, com ou sem redução da TFG.
DOENÇAS RENAIS
oFatores de risco?
Suscetibilidade
Desencadeantes
Doença avançada
Progressão
idade avançada e história familiar
diabetes, PA↑, Doenças autoimunes, infecções sistêmicas, 
ITU, e toxicidade a fármacos.
↑ proteinúria, ↑PA, controle precário da glicemia em 
Diabetes e tabagismo
dose mais baixa de diálise, acesso vascular temporário, 
anemia, albunemia baixa e encaminhamento tardio.
DOENÇAS RENAIS
o Avaliação Laboratorial
 Creatinina sérica – estimar a TFG
 Razão (proteína urinária/creatinina urinária) ou (albumina 
urinária/creatinina urinária) = positivo (> 30mg/dL)
 Exame de sedimento urinário – presença de hemácias, leucócitos, 
células tubulares, cilindros (eritrocitários, leucocitários, celulares, 
granulosos)
Fita reagente para hemácias e leucócitos
Eletrólitos séricos – (Na+, K+, HCO3
- , Cl2- )
DOENÇAS RENAIS
Conjunto de sintomas, sinais clínicos e achados anormais nos estudos
diagnósticos que resultam da incapacidade em manter as funções adequadas
de excreção, regulação e endócrina.
Manifestação terminal da insuficiência renal crônica; 
Características bioquímicas
Características clínicas
Osmolalidade urinária fixada, 
acidose metabólica (↓ pH 
sanguíneo, ↓HCO3
-), 
 hipo ou hipernatremia, 
hipo ou hiperpotassemia.
Retenção de metabólitos 
nitrogenados
ureia,
cianeto,
creatinina,
compostos guanidínicos,
“moléculas médias”,
ácido úrico.
Distúrbios líquidos, ácidos-
bases e eletrolíticos
DOENÇAS RENAIS
Causa mais comum de insuficiência renal aguda em crianças
(HUS, Hemolytic Uremic Syndrome)
Toxina semelhante 
a Shiga
(Verotoxina)
Sintomas
Dor abdominal
Diarreia com sangue
Febre
Convulsões
letargia
Tratamento
Dor abdominal
Diarreia com sangue
Febre
Convulsões
letargia
Anemia hemolítica 
microangiopática
(Esquistócitos)
Trombocitopenia
Insuficiência 
Renal
Estágio
Função Renal
Existente (%)
Creatinina
(mg/dL)
Ureia
(mg/dL)
Função Renal 50 a 75 1,0 a 2,5 32 a 64
Insuficiência Renal 25 a 50 2,5 a 6,0 54 a 128
Colapso Renal 10 a 25 5,5 a 11 118 a 235
Síndrome Urêmica 0 a 10 > 8,0 > 170
DOENÇAS RENAIS
Ureia plasmática
Adultos 
ambulatoriais
15 a 39 mg/dL
Ceatinina
Plasmática Urinária
Homens 0,6 a 1,2 mg/dL 14 a 26 mg/kg/d
Mulheres 0,6 a 1,1 mg/dL 11 a 20 mg/kg/dia
DOENÇAS RENAIS
Caso Clínico 1
• Homem, 64 anos, em atendimento no ambulatório de nefrologia do 
hospital. Histórico de diabete mellitus tipo 2, dislipidemia e 
hipertensão. Relata urina "espumosa". Entre os exames solicitados 
pelo médico assistente está a análise em tira reativa e do 
sedimento urinário por microscopia
Exame físico-químico:
Densidade: 1.020
pH: 6,0
Nitrito: Negativo
Proteínas: 4+
Glicose: 3+
C. cetônicos: 1+
Urobilinogênio: Normal
Bilirrubina: Negativo
Hemoglobina: Traços
Esterase leucocitária: Traços
o MOTTA, V.T. Bioquímica Clínica para Laboratório. Princípios e
interpretações. EDUCS. 2009.
o MUNDT, L.A. Exame de Urina e fluidos corporais de Graff. 2ªed.
Porto Alegre: Artmed, 2012.
o ROBBINS, SL. CONTRAN, R.S. Patologia - Bases Patológicas das
Doenças. ELSEVIER. 2005.
o GUYTON, AC. Tratado de Fisiologia Médica. 9°ed. GUANABARA
KOOGAN.