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FPM – CARDIO – TAQUIARRITMIAS Referência: slides do professor e áudio da aula TAQUIARRITMIAS São responsáveis por inúmeras admissões hospitalares com real impacto na morbimortalidade. A abordagem adequada necessita de: abordagem clínica, avaliação dos mecanismos arritmogênicos, elaboração dos diagnósticos diferenciais. Um ponto fundamental na avaliação das taquiarritmias é a duração do QRS: estreito (<120 ms) remete a supraventriculares e largo (>120 ms) são ventriculares geralmente (existem algumas taquicardias supraventriculares que apresentam uma aberrância de condução tendo o QRS alargado, são casos particulares) . As arritmias supraventriculares são aquelas que se originam em um ponto acima do feixe de Hiss e ao se referir as arritmias ventriculares, pensa-se sempre em arritmias que estão abaixo do feixe de Hiss (seu fator deflagrador está em alguma estrutura do eixo de condução abaixo do feixe de Hiss). Manifestações clínicas: palpitações, dispneia, diaforese (sudorese fria), dor precordial, em alguns casos há também quadro de síncope e pré-síncope. Pode se classificar as taquiarritmias segundo seu local de origem (taquicardias supraventriculares e taquicardias ventriculares) e segundo as características do ECG (duração do QRS e ritmo do traçado). # Taquiarritmias Supraventriculares – QRS estreito Sempre que houver uma admissão de paciente com taquiarritmia e com QRS estreito, o próximo passo é realizar a avaliação do ritmo. Se o ritmo for regular, em seguida procura-se a presença de onda P; no quadro de taquicardia por reentrada nodal tem-se o QRS sem presença de onda P; já no quadro de taquicardia sinusal há a presença de onda P, que é o contrário da bradicardia sinusal, pois é um ritmo sinusal normal, porém taquicárdico. Agora, se o ritmo for irregular, geralmente é um quadro de fibrilação atrial. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Taquicardia sinusal Pode ocorrer em resposta a um estímulo fisiológico (exercício, estresse emocional) e como consequência de um estímulo excessivo (hipertireoidismo, uso de medicações adrenérgicas atropina ou aminofilina). Por definição, é uma FC acima de 100 bpm e onda P com morfologia igual a sinusal. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Nesse ECG nota-se ritmo sinusal (presença de onda P enlaçada com o QRS nas derivações D1, D2 e AvF), FC por volta de 140 bpm (taquicardia). Taquicardia atrial Frequentemente benigna, com a possível exceção das formas incessantes que podem levar à taquicardiomiopatia (cardiopatia dilatada que surge a partir de uma frequência cardíaca frequentemente mantida elevada). A onda P pode possuir uma morfologia distinta da sinusal, com frequência atrial de 100 a 250 bpm. Quando se tem uma taquicardia atrial, ela é avaliada em relação as ondas P e não em relação aos RR, pois os ventrículos podem estar batendo com sua frequência normal, porém o átrio fazendo sua contração repetidas vezes por estímulo; por isso que quando se fala em taquicardia atrial avalia-se a onda P, que nada mais é do que a representação gráfica da despolarização/contração atrial. Muitas vezes, para cada condução de um QRS têm-se duas ou até três despolarizações do átrio. Durante a arritmia, uma linha isoelétrica está usualmente presente entre as ondas P, podendo distinguir a taquicardia atrial do flutter atrial. Há duas formas de taquicardia atrial. A forma unifocal: na qual as ondas P possuem um ritmo regular com a mesma morfologia (são iguais). Já a na forma multifocal: a onda P tem pelo menos 3 morfologias distintas, o segmento PR possui variações mínimas e toda onda P é seguida por um QRS. Nesse ECG acima, no traçado superior nota-se a ausência de onda P. Em algumas situações, têm-se taquicardias supraventriculares com o QRS estreito e ausência de onda P. Na imagem debaixo desse ECG, onde há um zoom em outro traçado, percebe-se que entre um QRS há a presença de várias ondas P, o ventrículo está batendo com muitos estímulos atriais; se diferenciando de um BAVT porque terá uma FC normal ou aumentada, enquanto no BAVT a FC está diminuída. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Nesse outro ECG acima, percebe-se a presença de onda P, porém com morfologias diferentes da onda P sinusal. A FC atrial está em torno de 140 bpm; em um ritmo sinusal, a frequência atrial é igual a frequência ventricular porque a cada contração do átrio há um estímulo para a contração do ventrículo. Na taquicardia atrial, o átrio conduz e muitas vezes essa condução não leva a um mecanismo de contração ventricular. Sempre ao se deparar com uma taquicardia com o QRS estreito e ritmo regular, em seguida avaliar a presença da onda P, caso exista a onda P avaliar a frequência dessa onda P, se essa frequência estiver acima de 100 bpm classifica-se esse caso como taquicardia atrial. Na taquicardia atrial, o estímulo não sai apenas do nó sinusal, ele pode ter outras origens o que altera a morfologia da onda P. Em alguns ECG terá ondas P positivas ao mesmo tempo outras negativas, tendo outros pontos dentro do átrio que estão lançando batimento/cargas fazendo o átrio contrair. Nesse ECG acima ocorre ritmo atrial ectópico (forma multifocal), nota-se diferentes morfologias da onda P (positivas e negativas). Essa imagem é a demonstração eletrocardiográfica de estímulos cardíacos saindo de outros pontos do átrio que não o nó sinusal; a essa alteração damos o nome de ritmo atrial ectópico, ou seja, o ritmo sai do átrio tendo a onda P com morfologia diferente da morfologia do ritmo sinusal. Nesse caso, a frequência atrial encontra-se também aumentada ou não. Fibrilação atrial A prevalência na população geral é 0,4 %, sendo maior com a progressão da idade, chegando a 6% na população acima de 80 anos. O risco de um acidente vascular cerebral (AVC) em um paciente com fibrilação atrial (FA) é de cerca de 5 % ao ano, o que é 2 a 7 vezes maior do que na população sem esta arritmia. Pode estar relacionada a condições temporárias: ingesta alcoólica, cirurgia torácica ou cardíaca, choque elétrico, infarto do miocárdio, pericardite, miocardite, embolia pulmonar ou outras patologias pulmonares, hipertireoidismo e distúrbios metabólicos. É comum pacientes com hipotireoidismo ou hipertireoidismo queixarem de palpitações, que na maioria dos casos estão relacionadas a fibrilação atrial paroxística (entram e saem do ritmo sinusal para FA), assim apresentam maiores riscos de evoluir com coágulos e AVC. Pode ser sintomática ou assintomática, dependendo do: estado funcional do paciente, da resposta ventricular, da duração da arritmia e da percepção individual. Mecanicamente em relação a FA, o átrio não contrai, ele somente vibra. Se o átrio só vibra, eletricamente não há a presença de onda P (não ocorre contração atrial). Nesse ECG pode se deparar com as ondas “f”, que seriam os tremores da linha de base. Ao ECG constata-se: ausência de onda P; presença de atividade atrial rápida e irregular (para diagnóstico de FA é preciso que o RR esteja irregular), de baixa amplitude (ondas “f” ausentes ou < 1 mm), numa frequência entre 350 a 600 bpm. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce No traçado anterior percebem-se pequenos tremores na região que era pra ter a onda P, é importante lembrar que na FA o átrionão está parado, ele vibra e essa vibração é reconhecida pelo eletrocardiograma. Na definição, ritmo sinusal é a presença de onda P com enlace com o QRS, dessa forma nesse caso não se tem um ritmo sinusal. Já nesse ECG acima, não há onda P bem definida nem enlace com o QRS, o ritmo se encontra irregular. Todas as vezes que se avaliar um ritmo irregular, sem enlace com o QRS e se detectar alguns tremores na linha de base, FA tem que ser o primeiro diagnóstico a ser cogitado. Os 3 tratamentos objetivos são: controle da resposta ventricular, restauração da sístole atrial e prevenção de episódios tromboembólicos. Flutter atrial Ocorre, em geral, de maneira paroxística e transitória (raramente como arritmia crônica). No Flutter atrial também não há contração atrial, favorecendo a estase sanguínea dentro do átrio podendo formar coágulos, iguais aos encontrados na FA. Ao ECG detecta-se: ondas de ativação atrial (ondas “f”) rápidas, negativas nas derivações inferiores; aspecto morfológico em “dentes de serra” mais visível nas derivações inferiores (D2, D3, AVf) e em V1; frequência de aproximadamente 250 a 350 m/s. Em algumas situações o ritmo pode ser regular ou não; tendo o flutter típico e o atípico. Ao partir para o tratamento da reversão elétrica, a cardioversão elétrica da FA utiliza uma carga maior do que a carga usada para tratar o flutter (pois o flutter é uma arritmia mais superficial, mais fácil de resolver, então se administra uma carga menor para evitar rabdomiólise, risco de lesão muscular); porém as outras medidas de tratamento são iguais para os dois casos (ex: prevenção de eventos tromboembólicos). Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Extrassistoles Batimentos precoces que se originam fora do marcapasso sinusal. Nesse caso, há o ritmo sinusal normal e de repente se tem um estímulo externo/adrenérgico/por fibrose dentro do circuito de condução, que estimula outro ponto a liberar corrente elétrica culminando em um batimento. Esse evento pode ser causado por uma bradicardia muito prolongada e por meio de neurotransmissores é deflagrado um batimento precoce (extrassistole) através da adrenalina, antes do batimento sinusal. As extrassistoles são sístoles fora do seu local de origem normal, portanto fora do ritmo sinusal e que promovem a contração da cavidade, seja da cavidade atrial ou da ventricular O quadro clínico pode ser assintomático ou com a presença de palpitação ou mesmo a sensação de “soco no peito”. Geralmente, não se sente o coração bater dentro do corpo, mas em alguns casos as extrassistoles são tão frequentes que elevam muito a FC e assim se inicia um quadro de palpitação e batimentos mais intensos, deve-se pesquisar nessas situações pela de presença de extrassistoles. Lembrar: nunca colocar “presença de extrassistoles” ao descrever um exame físico, mesmo que seja avaliada uma arritmia, pois as extrassistoles apenas são configuradas por meio de ECG. No exame físico é possível auscultar uma sístole prematura, geralmente sem onda de pulso e pausa pós- extrassistole, seguida por B1 de intensidade maior. Existe uma pausa compensatória entre um batimento e outro *Observação: as arritmias podem ser rítmicas ou arrítmicas; um caso de arrítmicas é a FA, pois o RR é irregular; já um caso de arritmia rítmica é a extrassistole bigeminada. Extrassistoles supraventriculares Uma das formas de extrassistole, estão acima do feixe de Hiss, espera-se um QRS estreito e possui um ritmo irregular. Em certas situações podem ter só as extrassistoles supraventriculares sem a onda P, sendo o batimento da extrassistole tão precoce que a onda P se encontra inserida dentro do QRS. Sempre que houver uma extrassistole com o QRS estreito, tem-se uma extrassistole supraventricular. Podem ser extrassistoles somente isoladas ou pareadas (uma ao lado da outra). Extrassistoles ventriculares Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Batimento precoce que se origina nos ventrículos, fora do circuito elétrico sinusal, por isso espera-se ausência de onda P (caso tenha onda P pode-se inferir que seja extrassistole supreventricular com aberrância de condução). É comum em pessoas normais e não tem mau prognóstico (exceto se ocorrem com alta frequência). Quando há cardiopatia associada a extrassistoles ventriculares aumenta-se o riso de MS (morte súbita). Em pacientes com SCA (síndrome coronariana aguda), a presença de extrassistoles ventriculares, em grandes quantidades, pode precipitar FV (fibrilação ventricular). Nesse ECG acima, o primeiro traçado demonstra a presença de atividades elétricas diferente da sinusal, nota-se extrassistoles com o QRS alargado, sendo classificada então como extrassistole ventricular (monomórfica bigeminada e isolada). Na extrassistole supraventricular existe apenas uma morfologia, que é o QRS estreito, já as extrassistoles ventriculares podem ter várias morfologias (pois elas podem surgir de vários lugares diferentes, como do ventrículo direto tanto quanto do ventrículo esquerdo). *Observação: extrassistoles ventriculares bigeminadas ou bigeminismo ventricular são extrassistoles que apresentam um traçado com a seguinte sequência – um batimento normal, uma extrassistole, um batimento normal, uma extrassistole. As extrasssistoles ventriculares podem ser monomórficas ou polimórficas. Nas monomórficas todas as extrassistoles possuem a mesma morfologia (como é o caso do primeiro traçado da figura acima) e nas polimórficas as extrassistoles possuem traçados distintos. Ao se analisar o traçado inferior da figura acima, percebe-se que as extrassistoles são diferentes sendo então classificadas como polimórficas. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Nesse ECG, no traçado de cima percebe-se primeiramente um batimento normal, seguido de um batimento diferente do anterior que é precoce (antecede o próximo batimento normal), caracterizando como uma extrassistole com o QRS alargado sendo então de origem ventricular; uma extrassistole ventricular. No traçado debaixo da imagem acima, nota-se no início um batimento sinusal seguido de uma extrassistole com o QRS alargado (sendo assim de origem ventricular), seguido de outro batimento sinusal, acompanhado em seguida por dois batimentos de extrassistole (QRS largo) que possuem morfologia totalmente distinta da primeira extrassistole. Nesse caso é detectada uma extrassistole ventricular polimórfica, com extrassistoles isoladas, pareadas e bigeminadas, essa variação confere um prognóstico muito ruim ao paciente. Só de um paciente ter extrassistole polimórfica, quer dizer que elas podem derivar tanto do ventrículo direito quanto do esquerdo e acaba fazendo uma sequência de extrassistoles, que podem favorecer uma taquicardia ventricular e as vezes progridem para uma fibrilação ventricular. Recapitulando: 1) Na extrassistole supraventricular: geralmente a onda P está presente e é diferente da P sinusal, o QRS é sempre estreito. 2) Na extrassistole ventricular: geralmente a onda P está ausente, QRS alargado, analisar a morfologia das extrassistoles (monomórfica ou polimórfica). # Taquicardias Ventriculares Dentre as taquicardias, sem dúvida estas são as de maior morbimortalidade, possuem alta possibilidade de degeneração para fibrilação ventricular e assistolia. Divisão: elas podem ser TVNS (taquicardia ventricular não sustentada), TV sustentada monomórfica, TV sustentada polimórfica e torsades de pointe. Para se referir a taquicardia ventricular é necessário pelo menos 3 batimentos extrassistolicos consecutivos(só 2 são considerados extrassistoles pareadas), muitas vezes elas desaparecem sozinhas como é o caso da TVNS. Na TVNS as extrassistoles não ficam fixas, tem a presença de 3 batimentos até 30 segundos. Já a TV sustentada, esses batimentos de extrassistoles duram mais que 30 segundos e a partir dessa constatação se faz a avaliação para saber se ela é monomórfica ou polimórfica (com diferentes morfologias). Dentro da classe das TV sustentada polimórfica, tem-se uma entidade chamada torsades de pointe. Em relação ao quadro clínico, as taquicardias ventriculares geralmente cursam com: palpitações, dor torácica (855 têm anatomia cardíaca anormal), até com pré-síncope e síncope, baixo DC, congestão pulmonar e mesmo parada cardiorrespiratória são manifestações possíveis. A sintomatologia nas TV é variada, mas geralmente está presente e associada a risco de morte, especialmente nos pacientes com cardiopatia estrutural. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce TV não sustentada Apresenta ritmo ventricular repetitivo, com 3 ou mais batimentos consecutivos, autolimitado com duração inferior a 30 segundos, FC superior a 100 bpm. No ECG acima detecta-se mais de 3 batimentos consecutivos, caracterizando a taquicardia ventricular. É perceptível que os batimentos são monomórficos. Esse traçado não é sustentado, pois possui um batimento sinusal (ECG precisa ser avaliado por completo) antes de 30 segundos de evolução. Taquicardia monomórfica sustentada O ritmo ventricular tem morfologia uniforme, frequência superior a 100 bpm, duração maior que 30 segundos. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Taquicardia sustentada polimórfica Ritmo ventricular com QRS de morfologia variável, frequência superior a 100 bpm, duração superior a 30 segundos. Fernando Carli Realce No ECG anterior, percebe-se uma taquicardia com QRS largo e com mais de 30 segundos de duração, sendo que os batimentos estão com morfologias diferentes; assim tem-se o quadro de taquicardia ventricular sustentada polimórfica. O prognóstico dessa arritmia é muito ruim. Taquicardias ventriculares polimórficas – Torsades de Pointes É uma taquicardia com QRS largo, polimórfica (morfologia totalmente diferente uma da outra), autolimitada (entra e sai desse quadro, ela degenera/evolui muito rápido para fibrilação ventricular), com QRS “girando” em torno da linha de base (como se fosse uma corda balançando). Geralmente, é precedida por ciclos: longo-curto (extrassistole batimento sinusal-extrassistole) e QT longo, que pode ser congênito ou secundário a fármacos. Nesse caso de torsades de pointes, o tratamento é a desfibrilação, pois em segundos evolui para uma fibrilação ventricular. Fibrilação ventricular Eletrocardiograficamente caracteriza-se por ondas bizarras, caóticas (não seguem nenhum padrão), de amplitude e frequência variáveis. Esse ritmo pode ser precedido de taquicardia ventricular ou torsades de pointes, que degeneram em fibrilação ventricular. A maior incidência dos ritmos de parada é na fibrilação ventricular. O tratamento da fibrilação ventricular é com desfibrilação. Assistolia É a ausência de qualquer atividade ventricular contrátil e elétrica em pelo menos 2 derivações eletrocardiográficas. Não há batimentos, nem atividade elétrica e mecânica no coração. Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce Fernando Carli Realce