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UNIDADE 1.
A vida profissional e carreira
Ana Luisa Ferraz de Oliveira
OBJETIVOS DA UNIDADE
Compreender como as competências e as emoções influenciam na
vida profissional;
Entender a estrutura, os modelos e os tipos diferentes de processos
seletivos;
Conhecer a necessidade e a visão de organizações e suas
possibilidades de crescimento.
TÓPICOS DE ESTUDO
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A importância da tríade: conhecimentos, habilidades e atitudes
–
// O CHA
// Outros elementos que complementam o CHA
Características dos processos seletivos
–
// Recrutamento e seleção
// Etapas do processo seletivo
// Programas corporativos
Recolocação profissional
–
// Desemprego
// Networking e capital social
Diferenciais corporativos e competição empresarial
–
// Diretrizes organizacionais
// Gestão por competências
Inteligência emocional
–
// QE e competência social
A importância da tríade:
conhecimentos, habilidades e atitudes
Conhecimentos, habilidades e atitudes fazem parte do famoso CHA. Esse
conceito é muito utilizado no mundo do trabalho, mais precisamente nas áreas
de RH, para definição de competências profissionais e organizacionais.
Neste tópico, compreenderemos o significado de conhecimentos, habilidades e
atitudes, entendendo como compõem as competências, além de como e por
qual motivo são a base dos processos de gestão de pessoas de organizações.
O CHA
O tema competências veio à tona a partir do início da década de 70.
Anteriormente, as competências e os testes de QI eram a principal ferramenta
para conhecer os profissionais, porém, como não eram eficientes o suficiente
para esse fim, o pesquisador David McClelland (FERREIRA, 2015) criou um
modelo que tinha como finalidade compreender se o indivíduo tinha
competência para o trabalho, de modo a entregar resultados. Sendo assim,
podemos dizer que a abordagem referente à competência iniciou para suprir
uma demanda de avaliação profissional que proporcionasse respostas mais
seguras quanto aos resultados do indivíduo na situação de trabalho.
A partir desse momento, muitos teóricos passaram a estudar o tema e
discutiram sobre o conceito de competências. Os principais conceitos vieram
de McClelland (1973), Boyatiz (1982) e Spencer e Spencer Jr. (1983)
(DUTRA, 2008). Segundo esses autores, as competências podem ser
estruturadas e previstas, constituindo qualificações ideais para que o indivíduo
tenha performance no trabalho.
CURIOSIDADE
Foi identificado que, embora muitos indivíduos tivessem alta pontuação em
testes de QI, não necessariamente eram profissionais que obtinham sucesso no
trabalho. Sendo assim, a inteligência não é uma qualidade eficiente para predizer
a entrega e resultados favoráveis na vida profissional.
Um dos pontos comuns dos estudiosos em relação ao conceito de
competências refere-se ao CHA. Ou seja, competências são (ou ao menos uma
parte importante delas) o conjunto de conhecimento, habilidades e atitudes.
Sendo assim, é muito importante distinguir com detalhes o significado de cada
um desses itens.
-- Conhecimento
É o que sabemos, aprendemos na escola, em livros, cursos ou escutando o
outro. Exemplo: funcionamento do corpo humano aprendido por meio de
livros e aulas de biologia ou no curso de Medicina.
- Habilidade
É saber fazer, é colocar em prática os conhecimentos adquiridos. Exemplo: é
saber escutar o pulmão do paciente e conseguir realizar um diagnóstico.
- Atitude
É decidir e querer realizar; refere-se ao que leva a realização. Exemplo: é
receber o paciente e ter a postura de atendê-lo, podendo ser cuidadoso e sendo
mais detalhista, apresentando-se mais objetivo e direto.
Uma diferença importante entre habilidade e atitude é que embora o indivíduo
saiba realizar algo que já fez no passado, atualmente pode ser que isso não
seja o que ele quer fazer e não mais se prontifica a realizar. Por exemplo:
embora um profissional realizasse bem o trabalho de escritor no passado,
tendo escrito livros de sucesso, atualmente ele não mais escreve, não porque
não tenha conhecimento ou habilidade, mas atualmente sua atitude está
voltada a outras atividades profissionais.
É possível também que a pessoa tenha atitude, mas não tenha habilidade.
Vemos casos em que pessoas que iniciam uma atividade profissional e ficam
muito entusiasmadas para colocar o aprendizado em prática. Exemplo: o
estudante de enfermagem que tem conhecimentos sobre como aplicar uma
injeção e, inclusive, treinou com bonecos, mas ainda não aplicou em seres
humanos, porém está com muita vontade de colocar em prática seu
aprendizado.
Um fato a ser ressaltado é que a atitude muitas vezes confunde-se com o
próprio comportamento, porém ela vem um pouco antes da ação ou da não
ação, estando vinculada à decisão diante de uma determinada situação.
Uma das formas de entender bem essa trilogia é seguirmos cada um dos itens
a partir das seguintes orientações:
Conhecer = saber
Habilidade = saber fazer
Atitude = querer fazer
O Quadro 1 apresenta exemplos de conhecimentos, habilidades e atitudes
conforme essas definições, considerando como se manifestam cada um desses
princípios.
OUTROS ELEMENTOS QUE COMPLEMENTAM O
CHA
(Um elemento importante que complementa
o CHA com relação à definição de
competência é o resultado. Isso quer dizer
que, para ser competente, além do conjunto
de conhecimentos, habilidades e atitudes,
deve-se gerar, como consequência, o valor
agregado, as realizações, as entregas.)
A importância das entregas na definição de competências compreende o fato
de que conhecimentos, habilidades e atitudes não garantem que um indivíduo
vá gerar resultados. Sendo assim, agregar esse fator complementa de forma
substancial o conceito. Quando avaliamos as pessoas pelo que elas realizam, e
não pelo que elas entregam, ocorre uma distorção do que realmente é
importante para uma determinada situação (DUTRA, 2010).
Alguns autores incluem ao conceito de competências os fatores individuais e
mais estruturais do indivíduo, como traços de personalidade, valores pessoais,
motivações, crenças e autoconceito. Esses fatores diferenciam-se por serem
mais difíceis ou mais fáceis de serem aprendidos do que os conhecimentos e
habilidades. Muitas vezes, isso nos faz pensar que pode ser importante
considerá-los, sendo que, assim, podemos compreender que algumas
competências podem ser mais internalizadas para determinadas pessoas e,
muitas vezes, o foco pode ser mantido no desenvolvimento de competências
que são valorizadas, podendo os traços individuais também favorecer.
De qualquer maneira, é importante ressaltarmos que competências podem ser
aprendidas e desenvolvidas, sendo que, quando consideramos conhecimentos
e habilidades como componentes fundamentais para a aquisição e
desenvolvimento de competências, esses são possíveis para grande parte das
pessoas, mesmo sofrendo impacto de fatores mais estruturais.
Características dos Processos
Seletivos
As empresas e instituições buscam escolher profissionais que melhor se
adequem ao perfil esperado. Sendo assim, as organizações buscam estabelecer
um processo específico para avaliar se os profissionais que se candidatam às
vagas disponíveis são os mais habilitados no preenchimento dos requisitos
necessários. Nesse momento, são avaliadas competências técnicas e
comportamentais, além de valores e expectativas futuros dos profissionais.
Porém, além de buscar no mercado os profissionais almejados e avaliá-los,
muitas empresas vem investindo em ser atraentes para os candidatos, de modo
a terem profissionais engajados e com alta capacidade de performance.
Verificaremos, desse modo, a evolução do processo de seleção e suas etapas,
além de programas e estratégias inovadoras para captação de profissionais.
Contudo, os temas explorados podem ser de vital importânciapara que se
entenda o que uma empresa espera na seleção e contratação de um
profissional.
RECRUTAMENTO E SELEÇÃO
A atividade de escolher as pessoas para determinadas tarefas é um processo
que existe há muito tempo, surgindo na Antiguidade e desenvolvendo-se até
os dias de hoje. Por exemplo, em épocas de guerra, as contratações eram
essenciais e tinham foco em avaliar e posicionar os soldados nas frentes mais
adequadas. O perfil dos candidatos era avaliado com base no porte físico
(força e biotipo) do aspirante a soldado.
Com a Revolução Industrial, no século XVIII, ocorreram algumas mudanças
quanto à escolha do profissional. Nessa fase, era necessário que os operários
desenvolvessem seu trabalho, voltando-se à tarefa a ser realizada, na qual cada
funcionário executava uma pequena parte do todo, ou seja, para fabricar uma
determinada peça, cada um cumpria uma etapa de todo o processo de
produção. Sendo assim, a seleção se baseava em selecionar o candidato que
melhor executava a atividade (com mais agilidade e destreza).
_______________
No fim do século XIX, as empresas não
conseguiam encontrar profissionais qualificados,
com capacidades específicas para as demandas
empresariais e passaram a capacitar e treinar
pessoas para o desenvolvimento das atividades de
forma mais adequada. Nesse período, os estudos
sobre recrutamento, seleção e treinamento
passaram a se aprofundar.
A Administração Científica, criada por Winslow Taylor, definiu quatro
princípios da Administração, sendo os três últimos voltados à Gestão de
Pessoas; são eles: desenvolvimento de uma verdadeira ciência; seleção
científica do trabalhador; sua instrução e treinamento específico; cooperação
íntima e cordial entre a direção e os trabalhadores (MAXIMIANO, 2005). A
partir de então, a seleção passou a ser parte integrante da Administração,
entendendo que o candidato a ser admitido deve ser aquele que possui
aptidões aderentes à tarefa a ser executada, o que resultará em maior
produtividade e aumento de lucros para a organização. Nessa época, o perfil
do candidato passa a ser correlacionado principalmente às habilidades para a
realização da tarefa, e não apenas à força física.
Mesmo com Taylor enfatizando a importância da profissionalização dos
processos seletivos, foi apenas a partir dos estudos de Jules Henri Fayol (1841
-1925) que o recrutamento e a seleção se consolidaram como um recurso de
fato importante para a organização. Segundo Fayol, o quadro de funcionários
da empresa deveria ter a visão sobre as capacidades e os conhecimentos
necessários para a atuação profissional. Até então, o assunto era
responsabilidade das lideranças empresarias. Ele desenvolveu um estudo que
relacionava e avaliava as capacidades dos cargos e os valores associados a
estes. Atualmente, entende-se que esse estudo foi a primeira proposta relativa
às competências profissionais (SILVA, 2016).
Fayol também introduziu a importância das relações humanas nas
organizações, mas ainda de forma muito geral em relação aos aspectos
comportamentais. A influência dessa tendência nos processos seletivos
implica em avaliar comportamentos humanos, como a capacidade de se
adequar às regras da empresa, a condição de ser pacífico e não criar conflitos.
Nesse momento, a avaliação dos comportamentos é mais voltada para
obediência com relação às premissas empresariais.
Já no século XX, as questões humanas surgem de forma mais efetiva,
considerando o início da escola de relações humanas e a Psicologia
organizacional e do trabalho. Os estudos passaram a considerar a importância
da motivação e a consideração da personalidade das pessoas com relação aos
seus objetivos e esforços na vida profissional. Nesse momento, há uma
transformação no mundo do trabalho, com um olhar crítico para a
desconsideração das necessidades das pessoas, que vinha ocorrendo até então.
Os processos seletivos passaram a se basear em traços de personalidade, além
dos requisitos técnicos. A observação, o mapeamento e a avaliação de
capacidades relacionais e cooperativas vieram a ser enfatizadas na contratação
de novos profissionais, além de serem atitudes incentivadas internamente nas
empresas.
Nas últimas décadas, com a globalização, as mudanças aceleraram muito
mais. O fato do mundo todo se conectar acirrou a competitividade, fazendo
com que, além de conhecimentos e habilidades técnicas e os comportamentos
relacionais, seja necessário estar sempre atualizado e inovar. O reflexo dessa
evolução nos processos seletivos envolve encontrar profissionais com
potencial e competências para inovar, com flexibilidade e proatividade diante
das constantes mudanças.
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Um fato que atualmente já está consolidado é que
pessoas influenciam as organizações; então, ter
pessoas com as competências de inovação e
flexibilidade é um fator importante para que a
empresa haja e se sustente por meio dessas
competências.
Verificamos que no Brasil há empresas em diferentes estágios de evolução,
sendo que a onda de startups (empresas em fase inicial voltada a produtos e
serviços inovadores) configura esse cenário volátil de mudanças constantes.
Como vimos, o processo seletivo foi se desenvolvendo na medida em que foi
agregando novas exigências, ao tempo em que a Administração passou a
considerar que as pessoas que integram a organização não podem ser tratadas
apenas como peças da engrenagem.
De um modelo operacional aos poucos se foi acrescentando novos parâmetros,
na medida em que se foi percebendo a importância das relações humanas
dentro das empresas. Hoje, quando os profissionais de Recursos Humanos e
líderes de organizações procuram um novo colaborador, avaliam muito mais
do que seus conhecimentos e habilidades técnicas, sendo o foco em seleção
por competências (CHIAVENATO, 2009).
ETAPAS DO PROCESSO SELETIVO
Um processo seletivo estruturado é composto de etapas que têm como
princípio fazer com que seja possível obter os melhores resultados na
contratação do candidato mais adequado à posição. As principais etapas de um
processo seletivo são:
// Levantamento do perfil
Ocorre normalmente através de uma conversa entra a área de RH e o gestor da
área. O RH se baseia na descrição de cargos e agrega informações sobre o
perfil do candidato a ser contratado junto ao gestor da área. Algumas
informações importantes a serem alinhadas são: descrições das atividades e
principais responsabilidades, conferência das competências técnicas e
comportamentais, compreensão do momento atual da área e de situações
críticas, entendimento de como esse profissional agrega valor para a equipe de
trabalho, horário e local de trabalho, compreensão da cultura organizacional
(quando o RH for terceirizado), remuneração e benefícios. Um bom
levantamento de perfil é fator determinando para que o processo seletivo seja
bem-sucedido.
// O recrutamento
Esta é uma etapa que envolve a busca dos candidatos. Nesse momento, o
profissional de RH verifica as fontes mais adequadas para atrair os candidatos
à posição/vaga.
Existem diversas fontes de recrutamento, como as disponibilizadas na
internet. As empresas divulgam suas vagas nos seus próprios sites e em sites
especializados de divulgação de vagas e busca de candidatos. Porém, além
desses, há grupos de profissionais em mídias sociais e WhatsApp que vêm
sendo um recurso importante.
Há sites profissionais mundiais, como o LinkedIn, que são fontes importantes
de busca de profissionais. É importante que o perfil da empresa nesse tipo de
página esteja sempre atualizado, mesmo quando não há vagas disponíveis.
Além desses recursos, as empresas podem utilizar jornais, revistas
especializadas, centros de solidariedades, placas indicativas na região e
indicação dos próprios funcionários.
Para que um recrutamento seja bem-feito,é necessário que o profissional de
RH avalie as estratégias mais adequadas de acordo com o perfil da vaga. Para
vagas mais operacionais, as fontes de recrutamento podem ser centros de
solidariedade e placas na região. Para vagas gerenciais, os grupos
especializados, as indicações e os sites na internet são normalmente os
recursos mais adequados.
// Triagem e avaliação do currículo
O currículo é a primeira apresentação do candidato sobre seus conhecimentos
e sua trajetória profissional. Sendo assim, um currículo bem estruturado pode
ser a porta de entrada para uma nova oportunidade.
No momento da triagem, o profissional de RH busca enxergar com facilidade
as palavras-chaves que relaciona o candidato à vaga.
// A seleção
É o processo pelo qual uma organização escolhe o profissional que adere
melhor aos critérios exigidos em uma vaga e o candidato escolhe a empresa
que melhor atende às suas expectativas.
Quando há profissionais recrutados, inicia-se o processo de seleção. É esta
etapa que avalia os profissionais através de entrevistas de seleção com o
profissional de RH, com o gestor da área e, em algumas situações, com pares.
Além das entrevistas, o processo pode incluir entrevistas em grupo, dinâmicas
de grupo, testes para avaliação de conhecimentos técnicos, testes psicológicos,
inventários comportamentais e cases.
Essas são as ferramentas e os instrumentos utilizados para compreender quais
são os profissionais mais indicados para as vagas em questão.
Em seleção, o profissional é avaliado em relação à vaga e à organização; isso
quer dizer que um profissional que não se sai bem em um processo de seleção
de uma empresa pode ser aprovado e muito bem avaliado para uma posição
semelhante em outra empresa, ou mesmo dentro da mesma empresa; às vezes
o profissional está aderente aos valores empresariais, mas não tem as
competências necessárias para a vaga em questão. Além das competências
técnicas e comportamentais, fatores relativos à cultura organizacional e à
aderência dos candidatos aos valores empresariais também são importantes.
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Há alguns fatores que são considerados por quase
todas empresas na avaliação do candidato, como:
a educação nas tratativas e a simpatia no contato
interpessoal, a apresentação pessoal cuidadosa e a
postura aberta e serena para a troca.
A entrevista é uma das principais ferramentas de seleção; normalmente, o
profissional realiza a primeira com o RH, que verifica aspectos
comportamentais, aderência aos valores organizacionais e aspectos técnicos
mais gerais. Na entrevista com o gestor, verifica-se os detalhes técnicos,
considerando a experiência mais específica às necessidades do dia a dia e
muitas vezes o relacionamento do candidato com o próprio gestor e sua
equipe. Há empresas que envolvem possíveis pares e clientes internos, que
contribuem com a sua visão dos candidatos avaliados. As entrevistas podem
ser presenciais, por telefone e cada vez mais vem ocorrendo por
videoconferência.
As dinâmicas de grupo são ferramentas muito utilizadas em processos de
trainees, estágio e aprendiz, além de profissionais com menos experiência
profissional. A dinâmica é uma forma de verificar competências e valores a
partir do trabalho em grupo, que muitas vezes reflete a maneira com que o
profissional atua no dia a dia. Quando o trabalho em equipe, a capacidade de
troca, a competitividade e a extroversão são muito importantes para a atuação
profissional, a dinâmica de grupo pode ser um recurso proveitoso. Os testes
técnicos visam a avaliar conhecimentos específicos e os cases são utilizados
para verificar a maneira como o profissional realiza planejamento, pesquisas e
apresentações de produtos, serviços e ideias.
Os testes psicológicos e comportamentais permitem obter informações sobre a
personalidade do profissional e estilo comportamental preferido. Exemplo:
introvertido/extrovertido, emocional/racional, pragmático/intuitivo,
inovador/tradicional, dentre outros.
Atualmente, muitos testes fazem parte do início do processo e são realizados
on-line. Dessa forma, os candidatos que não obtêm um resultado satisfatório
não passam para as etapas subsequentes.
As etapas do processo seletivo variam de acordo com a empresa e com a vaga
disponível, sendo que, para algumas posições e/ou empresas, há ênfase em
testes de conhecimentos e outras focam mais em valores e competências
comportamentais.
PROGRAMAS CORPORATIVOS
Uma organização que possui ações voltadas às pessoas muitas vezes se utiliza
de programas para o desenvolvimento específico de grupos de profissionais.
Sendo assim, é possível verificar os seguintes programas: trainee, programas
de estágio, aprendizes, programa de desenvolvimento de liderança, programas
de PCD – Pessoas com Deficiência – projetos de inclusão de mulheres,
pessoas na melhor idade, dentre outros.
Exploraremos os dois programas mais comuns, principalmente em grandes e
médias empresas, que além de um processo de seleção mais específico,
envolve um programa de desenvolvimento, aprendizagens práticas,
capacitação e treinamento.
Tanto os estagiários quanto os trainees são estudantes ou recém-formados
(especificamente trainees). Sendo assim, estão iniciando uma vida profissional
e, dessa forma, a empresa responsável considera esse aspecto para
desenvolver um programa envolto na aprendizagem do trabalho.
CURIOSIDADE
Diferentemente do estagiário, o trainee tem vínculos empregatícios com a
organização, que garantem todos os direitos e deveres de empregado.
As pessoas que participam de programas de trainees e estágio geralmente
estão muito abertas para as novas aprendizagens já que têm pouca bagagem
profissional e este é um fato que as empresas enxergam como vantajoso na
realização desse processo. Outro ponto de destaque é que grande parte dos
participantes são jovens; isso denota facilidade com tecnologias, visão, desejo
e vontade de desenvolver uma carreira bem-sucedida.
Os programas de trainees buscam jovens, em geral, que ainda estão
cursando os últimos semestres do ensino superior ou recém-formados que,
após um estruturado processo seletivo, passam por um treinamento longo para
ocupar posições de liderança e/ou estratégicas e especializadas. Busca-se
identificar o potencial de liderança e de competências importantes para
determinada organização para que possam passar pelo programa de trainee.
Esses programas não costumam ser muito desejados por jovens que aspiram a
uma carreira de crescimento. Nesses programas, empresas investem nos
participantes com treinamentos práticos, teóricos e mentorias.
Normalmente, os requisitos para o trainee podem envolver cursos de
graduação em áreas especificas ou não, é bem comum verificarmos interesse
das empresas em cursos de Administração e Engenharia, porém, atualmente,
esse leque vem abrangendo cada vez mais disciplinas, conhecimentos
avançados do idioma Inglês e facilidades para lidar com a tecnologia, além de
competências comportamentais, como: proatividade, capacidade de inovar,
visão sistêmica, trabalho em equipe, criatividade e tendências para influenciar
e engajar os times.
Geralmente, esses programas têm duração média de dois anos, com
treinamentos estruturados e contínuos, ministrados por profissionais da
própria organização e de outras instituições, além de incluírem certas
atividades nas quais os trainees são avaliados quanto a desempenho,
vinculação com a cultura e as diretrizes da empresa. Alguns programas ainda
contemplam estadias em diferentes unidades da empresa, dentro e fora do
país.
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Os treinamentos representam uma fase intensa do
programa, sendo que a intenção é que os trainees
se tornem profissionais estratégicos da
organização. Em algumas empresas, essa etapa
tem seu final com a apresentação de um projeto
elaborado pelotrainee contendo propostas
inovadoras ou até um relatório final das atividades
desenvolvidas no decorrer dessa etapa do
programa (BITENCOURT, 2011).
Os processos seletivos, por sua vez, envolvem, além da etapa de recrutamento,
que visa a buscar os candidatos no mercado, desenvolver a atratividade do
programa para que os trainees queiram seguir carreira na empresa. Para isso,
usa-se o marketing para chamar a atenção dos candidatos. Esse processo de
atração pessoas denomina-se employer branding (''marca empregadora''), em
que a empresa tem estratégias e ações para seduzir as pessoas para
trabalharem ali.
Para os processos de trainee, essa estratégia é uma maneira de atrair
profissionais que estão no início de carreira, selecionando e desenvolvendo
pessoas com formação superior e de alto potencial de desenvolvimento,
chamando a atenção dos candidatos para as oportunidades de trabalhar em
uma boa empresa. Após o período de adaptação e treinamento, o trainee pode
permanecer na empresa, assumindo uma posição, ou ser desligado.
O Quadro 2 apresenta algumas diferenças importantes entre trainees e
estagiários.
Os programas de estágio contemplam a contratação de estagiários, que são
necessariamente estudantes de graduação, ensino médio ou técnico. Para ser
estagiário, é necessário que o participante esteja matriculado e cursando a
escola ou universidade. As leis de estágio configuram um modelo de
contratação específica, com carga horária devida e necessidades práticas e
legais que vinculam a relação de trabalho à educação.
O propósito genuíno do estágio é o aprendizado através da prática. As
empresas verificam que o estágio pode ser uma oportunidade de treinar
pessoas para que assumam posições efetivas posteriormente, desde que
tenham sucesso enquanto estagiam e haja uma vaga no momento que o
estagiário estiver pronto para assumir novas responsabilidades. Para o
estagiário, além de uma possível efetivação, é uma oportunidade de obter
experiência prática que provavelmente favorecerá uma contratação na própria
empresa ou em oportunidades posteriores. Além disso, permite que o
estagiário experimente segmentos diferentes dentro de sua área para que, após
sua formação, possa fazer escolhas com mais propriedade. Um exemplo é um
estudante de Administração de empresas que pode estagiar em áreas diversas,
como logística, financeiro, administrativo etc., para decidir se vai se
especializar em alguma delas. Um profissional de Psicologia pode estagiar nas
áreas clínica, educacional, organizacional e hospitalar para experimentar
diversas possibilidades.
Os estagiários podem ser contratados sem que haja um programa específico da
organização; o que deve ocorrer é que a lei do estagiário precisa ser seguida e,
assim, deve haver um supervisor/tutor que acompanhe as atividades e o
desenvolvimento dos estagiários, enviando os relatórios e acompanhamentos
documentais que comprovem a relação de estágio e aprendizado. Porém, há
empresas que desenvolvem programas específicos com treinamentos e
acompanhamentos de competências e desempenho para que os estagiários
sejam possíveis colaboradores no futuro.
Os programas de estágio são comuns em empresas da área de tecnologia que
visam a formar consultores, técnicos e analistas que tenham conhecimentos e
habilidades em ferramentas específicas. Esses profissionais, muitas vezes, não
são encontrados facilmente no mercado, o que ratifica a vantagem do
programa de estágio.
As empresas de saúde também utilizam programas de estágio com técnicos e
enfermeiros. Em muitos outros segmentos, essa é uma estratégia que, além de
desenvolver competências técnicas, pretende desenvolver comportamentos
muito importantes para o negócio.
Um programa de estágio pode compreender um processo seletivo robusto,
com testes on-line, entrevistas, dinâmicas de grupo e estratégias de employer
branding, além de treinamentos específicos programados para contemplar o
desenvolvimento dos estudantes.
Recolocação profissional
A recolocação profissional ocorre em diversas circunstâncias da vida
profissional: quando a pessoa está trabalhando e, enquanto mantém o trabalho
atual, busca novas oportunidades porque gostaria de estar mais satisfeita com
sua vida profissional, ou mesmo em situações de desemprego. Há também
quem está retomando a vida profissional após um período fora do mercado por
motivos específicos, como maternidade, estudos, períodos sabáticos e doenças
na família, além de mudanças de carreira que, muitas vezes, demandam uma
nova recolocação profissional.
Nos estudos relacionados ao tema, discutiremos as diversas circunstâncias,
como também o estado psíquico acarretado pelo momento de recolocação
profissional, possibilitando, assim, reflexões e novos aprendizados sobre
como passar por esse momento de forma mais saudável.
DESEMPREGO
O desemprego é uma realidade no Brasil devido a questões econômicas e
políticas, além do fator da própria tendência mundial de diminuição de
empregos nos moldes tradicionais e da mudança de profissões.
Sendo assim, os sentimentos e as emoções decorrentes do desemprego podem
fazer com que as pessoas se sintam tristes e angustiadas com a situação
vivenciada, questionando sua autoestima, capacidade e segurança, afetando a
sua própria capacidade de apresentar-se para novas oportunidades de trabalho.
Quando discutimos e pensamos sobre o desemprego, é importante avaliar dois
vieses:
1
A própria personalidade humana, seus dilemas quanto a adaptação,
motivações e características gerais;
2
O cenário externo, tornando o indivíduo “consequência do sistema” e de
determinantes socioeconômicos.
Em nossos estudos, consideraremos os dois pontos, sabendo que fatores
externos contribuem para as dificuldades vivenciadas pelo desemprego e para
a mudança no modo de trabalhar e viver a vida, como também a autoria do ser
humano em buscar trabalho e bem-estar diante de tal cenário.
Superar um momento de desemprego não necessariamente significa ser
contratado por uma empresa; pode haver também a abertura de um negócio, o
trabalho autônomo, a aposentadoria, o retorno aos estudos, a mudança de
profissão, entre outras possibilidades (BOTTCHER, 2011). Esse momento
envolve a reflexão do próprio profissional para identificar suas próprias
necessidades e período de vida e relacioná-los ao momento do mercado. Isso
envolve considerar que o mercado está diferente a cada dia e avaliar suas
próprias condições, potencial e competências, além de pontos a desenvolver.
_________________
Em uma situação de desemprego, é muito comum
as pessoas partirem logo para a busca de uma
nova oportunidade profissional. Não que isso não
deva ser feito, mas planejar e compreender o
cenário, olhando para diversas possibilidades, é
um caminho menos precipitado.
É comum se sentir inseguro por não saber exatamente o que fazer e quais
etapas seguir, mas é importante lembrar que o desespero pode ser uma
armadilha e agir de forma estratégica é sempre a melhor solução no mundo do
trabalho.
Embora haja algumas abordagens e particularidades diante de cenários
específicos, esse é um momento de grandes desafios, no qual é necessário
lidar com o lado emocional e com as necessidades de sobrevivência. Se
destacar da concorrência e demonstrar o seu poder de agregar valor é
importantíssimo. O modo de olhar o desemprego pode ser fundamental para
passar por esse período se desenvolvendo, aprendendo com as frustrações,
reconhecendo as inseguranças e conhecendo formas de encará-las e assim
encontrar maneiras de vencer esse desafio.
A psicóloga Carol Dweck (2017) desenvolveu e publicou estudos sobre o
processo de mudança de mentalidade. Ela definiu dois tipos de mentalidades,
a mentalidade fixa e a mentalidade de crescimento.
-MENTALIDADE FIXA
A mentalidade fixa caracteriza-sepela forma de ver o mundo como uma
constante, ou seja, definindo ser bom ou ser ruim, ter sucesso ou ser
fracassado, saber ou não saber, aceitando seu estado atual como imutável.
-MENTALIDADE DE CRESCIMENTO
Já a mentalidade de crescimento é definida a partir de possibilidades de
desenvolvimento e de melhorias, ela caracteriza-se por encarar desafios e
buscar possibilidades de aprender mais.
A autora verifica que é possível que pessoas com características
predominantes da mentalidade fixa possam transformar cada vez mais a sua
mentalidade em crescimento. Isso não quer dizer que a pessoa lidará com o
desemprego sempre de forma controlada, mas que poderá aceitar suas
vulnerabilidades e se abrir para novas descobertas e possibilidades. O
desenvolvimento da mentalidade de crescimento é uma forma de aprender
com o momento de desemprego e desenvolver cada vez mais o
autoconhecimento, que propiciará mais equilíbrio e sabedoria em momentos
de crises.
Existem empresas e profissionais autônomos que prestam serviços
de recolocação. Essa pode ser uma opção para determinados profissionais,
principalmente executivos ou pessoas que permaneceram por muitos anos em
um mesmo emprego. Porém, esse serviço, quando realizado com metodologia
específica e qualidade, pode ter custos elevados. Em muitas situações, a
recolocação profissional é também um serviço oferecido na modalidade de
consultoria.
Para profissionais em transição de carreira ou que estão retomando o mercado
profissional após um longo período, pode ser interessante a contratação de
serviços de orientação de carreira, ou coaching de carreira. Nesses últimos
casos, a pessoa é acompanhada, mas o principal responsável pelo seu próprio
sucesso não será o consultor ou o coach, e sim o profissional. A orientação é
uma boa estratégia quando o profissional já sabe o que quer, ou o caminho a
seguir, o coaching é mais específico para quem tem dúvidas ou não sabe quais
direções tomar.
NETWORKING E CAPITAL SOCIAL
_________________
Networking é uma palavra da língua inglesa que
significa ''rede de contatos'', sendo que, no Brasil
utilizamos o termo para designar seu significado.
Construir e manter uma rede de contatos é um dos grandes alicerces para
conquistar tanto a empregabilidade como a trabalhabilidade. O networking é
uma das principais fontes de troca, principalmente de serviços e de parcerias
profissionais.
O capital social refere-se à prática do networking de forma que as pessoas
que têm mais e melhores relacionamentos possuem vantagem competitiva
perante os outros. A manutenção de uma rede de contatos refere-se a manter a
rede ativa. Isso quer dizer que não adianta muito ter uma agenda recheada de
nomes, e-mails e telefones, além de um número grande de conexões nas redes,
se não há movimentos frequentes.
Um fator muito importante é não acionar as pessoas apenas quando se precisa
de algo, emprego, trabalho, indicações, conselhos e etc. O capital social é algo
a ser preservado e cultivado no dia a dia; isso não quer dizer que você não
possa pedir ajuda, mas é fundamental entender que o networking é uma troca
contínua.
Atualmente, uma das formas de networking são as redes sociais existentes na
internet.
As redes sociais e o e-mail são um grande facilitador para manter a rede de
contatos ativa. Porém, os encontros presenciais são muito importantes para
manter os laços. O encontro pode ser apenas para uma conversa, atualizando
um ao outro sobre a vida profissional ou então para pedir uma segunda
opinião para algum projeto.
O networking produz um capital valioso, o capital social, que vale muito em
muitas situações da vida. Quem tem uma boa rede de relacionamentos tem
mais poder e possibilidades.
Fazer networking requer algumas competências e condições como atenção,
prontidão, organização, relacionamento interpessoal e comunicação. É
necessário se dedicar como qualquer atividade profissional e social,
envolvendo benefícios recebidos e proporcionados que geram gratificação.
O verdadeiro networking é, além de uma estratégia profissional, uma atitude
humanizada que envolve interesse e solidariedade. O networking aproxima as
pessoas e as afasta do isolamento e do egoísmo, que são muito comuns em
nossos dias. Essa concepção difere de um modelo mais focado em business
(negócios); ela ressalta o ganha a ganha, que além aumentar a trabalhabilidade
ou capacidade de gerar mais e melhores negócios, gera uma rede de trocas e
contribuições.
Uma forma de definir networking é redescobrir o prazer de conviver, viver
com os outros de forma gentil, respeitosa e com a maior naturalidade
(MINARELLI, 2010). O capital social precisa ser cultivado sempre com visão
de longo prazo, sendo essa uma atitude preventiva, de modo que, assim como
uma pessoa pode precisar de apoio a qualquer momento, isso pode acontecer
consigo. O fato é que, quando uma pessoa é conhecida, querida, é comum as
pessoas terem mais boa vontade e se empenharem para ajudá-la. Isso é ainda
mais comum se essa pessoa demonstra também ter boa vontade com o outro.
Um ponto a ser ressaltado é que o networking, embora traga benefícios para o
próprio individuo, é uma troca e precisa ser uma rotina natural. Podemos dizer
que o conceito de rede envolve o seguinte ditado: “A gente recebe da rede de
relacionamentos o que dá a ela”, o retorno não necessariamente vem da pessoa
que foi ajudada um dia, mas sim de outras pessoas que compõem essa rede.
Diferenciais corporativos e
competência empresarial
______________
Agora, discutiremos como as organizações se estruturam para
serem mais competitivas, alinhando as pessoas às
necessidades do mercado. Compreenderemos a correlação
entre eficiência empresarial e desenvolvimento de pessoas e
as vantagens adquiridas pelas empresas investem de modo
estratégico em seu quadro profissional.
Além da ênfase em Gestão de Pessoas, abrangeremos também
a importância do planejamento estratégico, adaptado ao
momento histórico atual.
DIRETRIZES ORGANIZACIONAIS
As diretrizes organizacionais envolvem a adoção de um modelo de gestão que
uma empresa utiliza para planejar o seu crescimento e desenvolvimento. Esse
planejamento adotado pelas organizações é denominado planejamento
estratégico.
O planejamento estratégico relaciona-se a olhar para o contexto externo,
envolvendo clientes, fornecedores e um contexto interno, olhando para os
processos, políticas, pessoas e tecnologias.
Podemos pensar o planejamento estratégico considerando as seguintes
questões sobre a organização: onde estamos agora e qual o nosso ponto de
partida? Qual caminho queremos percorrer? Quais as metas intermediárias?
Onde queremos chegar (objetivo)? (MAXIMIANO, 2011).
DICA
Os planos estratégicos das empresas eram muitas vezes definidos para longo
prazo, envolvendo ciclos de cinco, dez e até 15 anos. Nos dias atuais, devido à
volatilidade do mercado, os objetivos de longo prazo são mais sequenciados em
metas táticas, de curto e médio prazo, de forma que possam haver adequações
mais ágeis com relação ao mercado.
Uma forma de a empresa olhar para o mercado e interagir com ele de forma
estratégica é através das diretrizes estabelecidas
como: missão, visão e valores.
Podemos conceituar missão como sendo o motivo central da empresa; a visão
do que ela quer alcançar e ser; e os valores relativos aos princípios que
marcam a orientação empresarial. Nesse contexto, as competências são os
comportamentos que as pessoas têm, de modo a praticar a missão, a visão e os
valores.
-MISSÃO
A missão revela o jeito de ser da empresa e o motivo de sua existência,
considerando as tradições e a filosofia de sua gestão. Ela procura revelar a
essência da existência da organização, considerando a atividade e o negócio
empresarial. Um exemplo, é a missão da Google: organizar asinformações do
mundo todo e torná-las acessíveis e úteis em caráter universal (GOOGLE,
[s.d.]).
-VISÃO
A visão refere-se ao ponto no qual a empresa almeja chegar, referindo-se a
como os principais acionistas conseguem prever o que querem que ocorra no
longo prazo.
-VALORES
Os valores são relativos à crença e costumes, que representam princípios
básicos que fornecem e sustentam decisões. Eles são diretrizes que norteiam
as atitudes empresariais. A Coca-Cola, por exemplo, considera os seguintes
valores empresariais: inovação, liderança, responsabilidade, integridade,
paixão, colaboração, diversidade e qualidade.
Um fato importante e cada vez mais prioritário no momento pós-industrial é
que o diferencial competitivo vem sendo cada vez mais voltado a rapidez da
aprendizagem, então é preciso entender rapidamente o mercado, captar
tendências, correlacionando-as ao impacto que podem gerar para o negócio da
empresa, fazendo os ajustes necessários para acompanhar e ditar o
comportamento do consumidor e clientes.
GESTÃO POR COMPETÊNCIAS
O conceito de competências permite que a área de Gestão de Pessoas seja
planejada de modo a alinhar conhecimentos, habilidades, atitudes, valores e
resultados promovidos pelas pessoas às necessidades e estratégias do
negócio.
Muitos dos processos de RH e áreas relacionadas à Gestão de Pessoas de
diversas empresas são baseadas em competências, o que chamamos de gestão
por Competências. Nesses casos, os subsistemas de seleção, treinamento,
desenvolvimento e cargos e salários têm como fundamento as competências
que geram diferenciais e valor agregado para a empresa. Realizar o
planejamento da Gestão de Pessoas corresponde à maneira com que as
pessoas sejam elementos fundamentais para o contexto atual e futuro do
negócio. Esse processo envolve identificar e analisar o que o negócio precisa
atualmente e vai precisar no futuro para ter sucesso, e como as pessoas podem
contribuir efetivamente com esse fator.
Para que isso ocorra, a grande parte do desenvolvimento de políticas e
programas devem ser relativos a como a empresa pretende crescer e como ela
quer ser. O grande desafio é alinhar a estratégia da empresa ao planejamento
de pessoal.
Quando pensamos em planejamento de pessoal, estamos falando de relacionar
as ações de RH com os objetivos e metas organizacionais. Esse planejamento
envolve conhecer o público que participa da organização a partir de uma
análise quantitativa (headcount – quantidade de funcionários total, por área,
cargos e posições; turnover – movimentação de pessoas, através de admissão
e demissão; absenteísmo – quantidade de ausência e atrasos, faixa etária,
dentre outros), como qualitativos (avaliação de desempenho, capacitações e
treinamentos, planos de carreira) para que se possa desenvolver planos de
ação para que os objetivos organizacionais sejam atingidos e as ações da área
de pessoas caminhe junto (FERREIRA, 2015).
A gestão por competências é uma forma estratégica de realizar o planejamento
do pessoal, relacionado ao planejamento geral da empresa. Uma forma de
compreender a gestão por competências é fazer um paralelo entre a
organização e uma pessoa.
Quando pensamos que alguém tem determinadas competências que a definem,
o mesmo acontece com uma organização, considerando que tanto a pessoa
como a organização têm competências mais desenvolvidas e outras menos
desenvolvidas.
Quando uma pessoa faz um planejamento de vida, ela precisa de objetivos e
metas, e muitas vezes necessita desenvolver e focar em determinadas
competências que ela tem mais ou menos desenvolvida. Nas empresas, as
competências organizacionais são definidas pelos seus principais executivos,
lideranças e conselho, de forma que estejam associadas aos objetivos
estratégicos e metas.
// Mas como uma organização pode desenvolver suas competências para
que atinja seus objetivos?
É aí que entram as pessoas: alinhar as competências organizacionais às
competências profissionais é o que faz com que a organização seja cada vez
mais competente e atinja suas metas. Sendo assim, a empresa que faz gestão
por competências seleciona novos colaboradores, aplica treinamentos e
capacitações, remunera, planeja carreira e avalia o desempenho com base em
competências, ou seja, com base no CHA + valor agregado.
Compreender esse processo não é essencial somente para os profissionais de
RH, mas também para qualquer pessoa que tenha uma vida profissional e,
principalmente, para quem atua em organizações. Para quem atua em
empresas que realizam a gestão por competências, se aprofundar neste tema
possibilitará a obtenção de mais consciência de como é possível desenvolver-
se olhando para suas próprias competências e correlacionando-as à
organização, podendo assim agir proativamente quanto ao seu
desenvolvimento profissional, buscando ampliar e aprofundar seus
conhecimentos, praticando-os para que se tornem mais sólidos e direcionando
suas atitudes para ações que beneficiem tanto a si mesmo como a
organização.
Em relação aos profissionais que desejam uma colocação em empresas que
desenvolvem sua gestão com base em competências, conhecer as
competências importantes para a posição pode facilitar a identificação de
competências pessoais que se relacionam à determinada necessidade e assim,
poderá ressaltá-las no processo seletivo. É muito comum empresas que tem a
Gestão de Pessoas bem estruturada se basearem em competências.
Compreender que a gestão por competências acontece dentro da organização
que o indivíduo está atuando não é apenas papel da área de RH e das
lideranças, mas sim de todos os profissionais que ali fazem parte. Tanto
lideranças como RH têm papel fundamental na disseminação desses conceitos,
porém os colaboradores podem e devem buscar estreitar seus conhecimentos e
participar efetivamente do seu próprio desenvolvimento profissional.
O processo visto no Diagrama 1 demonstra um modelo de Gestão de Pessoas
com base em competências para processos de seleção por competências,
desenvolvimento de competências, remuneração e acompanhamento do
desenvolvimento de competências por meio de acompanhamento e avaliação
do desempenho.
Quando uma organização avalia as competências de um profissional, ela faz
uma comparação, verifica o quanto está condizente com as competências
definidas para a organização e para o cargo ocupado. Sendo assim, a
organização que atua com gestão por competências tem mapeado que para
aquele determinado cargo são necessárias determinadas competências, em que
se estabelece a correlação entre o que é necessário e as competências do
profissional. Muitas vezes, existem níveis de competências, ou seja, conforme
o cargo ocupado pela pessoa, maior é a complexidade da competência.
Isso quer dizer, por exemplo, que para um analista financeiro júnior, a
competência resolução de problemas deve ter um nível de complexidade
mais baixa do que para um analista financeiro sênior. Para um profissional
júnior, é esperado que ele resolva problemas mais simples e, nos casos de
problemas mais complexos, busque apoio de um profissional mais experiente.
Já para um profissional sênior, a resolução de problemas complexos deve
fazer parte do seu escopo de trabalho, no qual buscará apoio de sua liderança
em casos que envolvam uma tomada de decisão que impactará a área ou a
empresa.
Inteligência emocional
A inteligência emocional surge como tema de treinamentos específicos para
times e líderes no meio organizacional, na psicoterapia, nos processos de
coaching e até em algumas escolas, com o intuito de oferecer às crianças a
possibilidade de lidar com suas próprias emoções, desenvolvendo o
autoconhecimento e as relações interpessoais.
Dada a imensa importância do tema, discorremos a seguir sobre o seu
significado e presença no contexto individuale social.
QE E COMPETÊNCIA EMOCIONAL
O aparecimento do conceito de inteligência emocional surgiu pela primeira
vez em um artigo publicado por dois psicólogos, John Mayer e Peter Salovey,
na década de 1990. Nessa época, não se compreendia e nem se discutia sobre
emoções, e muito menos sobre inteligência emocional.
Já em 1995, o estudioso Daniel Goleman escreveu Inteligência emocional: a
teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente. Com esse trabalho,
surgiram conceitos como aprendizado social e emocional que passaram a ser
utilizados nas áreas da educação e do trabalho.
A sigla QE (coeficiente emocional) tornou-se uma forma de nos referirmos à
inteligência emocional e de mensurá-la. Como o QI que vem sendo medido
por meio de testes psicológicos, os estudos demonstram que o QE pode ser
medido e aumentado de acordo com a aprendizagem. Goleman (2012) faz
uma diferenciação interessante entre inteligência emocional e competência
emocional. A definição de inteligência emocional é referente ao potencial de
aprendizagem de autodomínio emocional, já a competência emocional revela
a aprendizagem emocional em si e a condição de praticar e de agregar valor
através da inteligência emocional. Um fator a ser destacado é que embora para
algumas pessoas possa ser mais fácil tomar consciência das próprias emoções
ou exercer a autoregulação emocional, essa é uma condição que pode ser
aprendida e cada vez mais desenvolvida pelas pessoas em geral.
A primeira importante consideração para o aprendizado emocional e o
desenvolvimento do QE é o fato de que emoções são fisiológicas, portanto
não há como deixar de sentir raiva ou medo. As emoções são importantes
mecanismos de preservação da vida. O que acontece com o ser humano é que
o cérebro encara ocorrências sociais da mesma forma que situações físicas, ou
seja, para nós o medo de não ser amado é semelhante ao medo de sermos
devorados por um animal feroz; e quando sentimos medo, perdemos a
consciência e nos prontificamos para fugir ou atacar. Essa é uma reação
imediata e automática, então deixar de se emocionar é impossível.
Quando pensamos em reações emocionais em situações sociais, muitas vezes
não temos conhecimentos sobre o que de fato elas são e imaginamos que
devíamos eliminá-las; porém, além da sobrevivência, as emoções são
importantes para a racionalidade. As faculdades emocionais guiam decisões e
o cérebro racional (córtex pré-frontal) auxilia na tomada de consciência diante
de reações emocionais. Segundo Goleman (2012), essa dança equilibrada
contribui para resultados favoráveis na vida e para a alta performance.
Há estudos que atestam que as pessoas emocionalmente competentes têm mais
bem-estar em várias áreas da vida, desde setores íntimos e pessoais como
profissionais. Essas pessoas normalmente se sentem mais satisfeitas e são
mais eficientes em sua vida, regulando emoções e conseguindo manter-se
mais motivadas, autoconhecer-se e relacionar-se melhor com o outro. Uma
forma de sistematizar a inteligência emocional é a orientação através dos
cinco fundamentos, definidos pelos pesquisadores Peter Salovey e John
Mayer.
1
Conhecer as próprias emoções;
2
Lidar com emoções;
3
Motivar-se;
4
Reconhecer emoções nos outros;
5
Lidar com relacionamentos.
O Diagrama 2 retrata os fundamentos definidos e comportamentos
evidenciados correlacionados.
Esses fundamentos referem-se à capacidade de criar motivações para si
próprio e de persistir no alcance do objetivo apesar dos desafios, além de
conseguir autorregular as emoções, tomando consciência do que ocorre
consigo e expressando-se de modo a respeitar a si e ao outro, sabendo
aguardar pela satisfação de seus desejos sem reprimi-los. O estudo desses
conceitos também ajuda a manter o bom ânimo, lidar com a situação presente,
dificultando reações ansiosas em busca do domínio total das emoções, além de
agir com empatia e autoconfiança.
O reconhecimento das próprias vulnerabilidades, assim como a aceitação e a
modificação (se possível) das mesmas, faz parte de ter inteligência emocional
Agora é a hora de sintetizar tudo o
que aprendemos nessa unidade.
Vamos lá?!
SINTETIZANDO
Nesta unidade, o aluno teve a oportunidade de olhar para o mundo do trabalho
sob a ótica do empregador, que é quem precisa e contrata o trabalhador. Os
tópicos relacionados conduzem à troca de papel, fornecendo informações para
a ampliação da visão do mercado de trabalho e promovendo reflexões, como:
o que as empresas esperam dos profissionais? Como elas se organizam para
obter esses resultados? Com isso, como eu posso me posicionar para
apresentar melhor minhas competências?
Com o estudo dos temas abordados, é possível questionar-se sobre: como eu
quero construir minha carreira, sendo mais protagonista?
As teorias apresentadas sobre o CHA, competências profissionais e
organizacionais e inteligência emocional, permitem que compreendamos mais
sobre nós mesmos – as capacidades que já temos, o que precisamos
desenvolver, competências – e valores que as empresas possuem e que se
conectam com os nossos e condições emocionais que precisamos desenvolver
o tempo todo e continuamente.
O desemprego, algo tão comum nos dias de hoje, quando visitado não
somente em seu impacto financeiro, mas também do ponto de vista
emocional, pode oferecer mais conforto e mais autoconhecimento para lidar
de forma mais confiante e até mesmo criativa nesse momento de crise.
Compreender o quanto as pessoas podem ser um diferencial competitivo para
as organizações permite com que possamos nos desenvolver
profissionalmente diante de tal prisma, conciliando nossos próprios talentos e
motivações pessoais.
Os estudos desta unidade envolveram temas que, além de fornecerem mais
conhecimentos sobre o mercado de trabalho, visão empresarial e de negócio,
promovem também o autoconhecimento relativo a um papel tão importante
para a vida das pessoas, que é o papel profissional.
Contudo, podemos supor que as empresas vêm passando por desafios diante
das mudanças do mundo globalizado, fazendo com que repensem
constantemente sua estrutura e a contribuição de seus funcionários para o
negócio. Isso é fundamental para que o crescimento e a troca ocorram
mutuamente.
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