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O que é Silogismo? O silogismo é um modelo de raciocínio baseado na ideia da dedução, composto por duas premissas que geram uma conclusão. O precursor desta linha de pensamento lógico deve se ao filósofo grego Aristóteles, conhecido por ser um dos primeiros pensadores e filósofos de todos os tempos. O que são silogismos irregulares? Os silogismos irregulares são versões abreviadas ou ampliadas dos silogismos regulares, e são subdivididos em quatro categorias: Entima, Epiquerema, Polissilogismo e Sorites (regressivo e progressivo). · Entima: é um silogismo incompleto, quando existe uma premissa subentendida. Exemplo: “Eu penso, logo existo”. · Epiquerema: é um silogismo estendido, quando as premissas são acompanhadas de provas. Exemplo: “É legítimo matar um agressor injusto à face da lei natural, do direito positivo e do costume. Marcos agrediu injustamente Joana: provam-no os antecedentes de Marcos e as circunstâncias do crime. Logo, Joana podia ter matado Marcos. Esquemas: Esquema 1: 1ª Premissa seguida de justificação; 2ª premissa, seguida de justificação conclusão. Esquema 2: 1ª Premissa seguida de justificação; 2ª Premissa Conclusão. Esquema 3: 1ª Premissa; 2ª Premissa seguida de justificação; Conclusão. Exemplos: É legítimo matar um agressor injusto à face da lei natural, do direito positivo e do costume. Clódio agrediu injustamente Mílone: provam-no os antecedentes de Clódio e as circunstâncias do crime. Logo, Mílone podia ter morto Clódio. · Polissilogismo: são dois ou mais silogismos em que a conclusão das primeiras premissas seja a preposição do próximo silogismo, onde teremos: Premissa Maior Premissa Menor Conclusão Então Esta conclusão é agora premissa maior deste segundo silogismo; Premissa Menor Conclusão E Esta nova conclusão é agora a premissa maior deste terceiro silogismo; Premissa menor Conclusão Exemplo1: “Tudo o que robustece a saúde é útil. O esporte robustece a saúde, Logo, o esporte é útil. O esporte é útil. O atletismo é um esporte. Logo, o atletismo é útil…”. Exemplo2: Tudo o que robustece a saúde é útil. O desporto robustece a saúde. Logo, o desporto é útil. O desporto é útil. O atletismo é um desporto. Logo, o atletismo é útil. · Sorites: é uma argumentação composta por quatro preposições que são encadeadas até se chegar à conclusão. Exemplo: “O vertebrado tem sangue vermelho. O mamífero é vertebrado. O carnívoro é mamífero. O leão é carnívoro. Logo, o leão tem sangue vermelho”. 1. Regressivo ou aristotélico, quando predicado da primeira premissa torna-se sujeito da segunda, e assim sucessivamente até a conclusão que une o sujeito da primeira e o predicado da última. É um tipo de sorites em que: · O predicado da primeira premissa se torna sujeito da segunda; · O predicado da segunda premissa se torna sujeito da terceira; e assim sucessivamente. · A conclusão final une o sujeito da primeira premissa com o predicado da última premissa. · A validade de um sorites depende da aceitação dos pensamentos expressos nas premissas é da inalterabilidade da quantidade e qualidade dos juízos utilizados, isto é, a manutenção contínua de juízos universais do mesmo tipo. Exemplo: Quem trabalha, ganha dinheiro Quem ganha dinheiro, pode comprar alimentos Quem compra alimentos, pode ter uma vida mais saudável Quem tem uma vida mais saudável, vive mais tempo Logo, quem trabalha vive mais tempo. Sorite Progressivo – o sujeito da primeira premissa torna-se predicado da segunda e assim sucessivamente até a conclusão que une o sujeito e a penúltima com o predicado da primeira. É um tipo de sorites em que: · O sujeito da primeira premissa se torna predicado da segunda; · O sujeito da segunda premissa se torna predicado da terceira; e assim sucessivamente. · A conclusão final une o sujeito da penúltima premissa com o predicado da primeira. Exemplo: Todo o mamífero é vertebrado Todo o herbívoro é mamífero Todo o ruminante é herbívoro Todo o cavalo é ruminante Logo, todo o cavalo é vertebrado. Silogismos hipotéticos O que são silogismos hipotéticos? Silogismos hipotéticos são aqueles em que a premissa maior não afirma nem nega de modo absoluto, mas a título condicional. O silogismo hipotético tem três termos e três proposições, só que a sua especificidade é de a premissa maior ser uma proposição hipotética e a premissa menor afirma o antecedente resultado de uma conclusão afirmativa ou afirma o consequente, ou então nega a consequente implicando necessariamente negar o consequente. Tipos de silogismos hipotéticos: Condicional –(SE) são duas proposições simples unidas pela partícula de ligação SE, que resulta em uma proposição composta, verdadeira quando houver consequências boas entre elas. · Modus-ponens afirma o seu antecedente - Se a premissa menor afirma o antecedente, a conclusão também afirmará o consequente: afirmar a condição é afirmar o condicionado. Esta denomina-se de silogismo condicional positivo. Exemplo: Se a Telma estudar vai passar de classe/ Telma estuda/ Logo, Telma vai passar de classe. Regras de Modus Ponens 1. Sempre que antecedente é afirmado na premissa menor, a conclusão tem de afirmar o consequente (afirmar a condição é afirmar o condicionado); 2. A afirmação do consequente o silogismo é inválida e tem uma conclusão inválida (afirmar o condicionado não implica afirmar a condição). · Modus-tollens nega o seu condicionado- Se a premissa menor nega o consequente, a conclusão terá que negar o antecedente, negar o condicionado é negar a condição. Esta forma denomina-se de silogismo condicional negativo. Exemplo: Se aquecermos o ferro, então ele dilata-se/ O ferro não dilatou/ Logo, o ferro não foi aquecido. Regras de Modus Tollens 1. Sempre que o consequente é negado na premissa menor, a conclusão tem de negar o antecedente (negar o condicionado é negar a condição). 2. A negação do antecedente o silogismo não é válida ou obtém-se a conclusão inválida (negar a condição não implica negar o condicionado). Disjuntivo Silogismos Disjuntivo – são aqueles em que a premissa maior se apresenta sob forma de alternativa: Este silogismo tem na premissa maior pelo menos uma vez a conjunção ou, qualquer sinónimo seu. Existem duas formas do silogismo disjuntivo: · Modo Ponendo – Tollens Se a premissa menor afirma um dos pólos da alternativa ou um dos membros da disjunção a conclusão negará, regra geral outro pólo da alternativa. Exemplo: Ou é dia ou é noite/ Ora é dia/ Logo, não é noite. · Modo Tollendo – Ponens Se a premissa menor nega um dos pólos da alternativa ou um dos membros da disjunção a conclusão afirmará, regra geral, o outro pólo da alternativa. Exemplo: Varela ou é português ou é americano/ Varela não é português/ Logo, Varela é americano. Regras do silogismo disjuntivo 1. Sempre na premissa menor se nega um dos pólos da alternativa exposta na premissa inicial (disjuntiva), a conclusão afirmará necessariamente o outro. Quando na premissa menor se afirma um dos pólos da alternativa só é legítimo concluir negando o outro pólo se a disjunção exposta na premissa inicial for completa, isto é; se os termos em alternativa forem incompatíveis, completamente opostos. Dilema. Dilema – é um argumento de dois gumes, é o raciocínio em que a premissa maior é hipotética ou disjuntiva e em que qualquer das hipóteses escolhida é embaraçosa para quem escolhe. Este tipo de argumento é usado na discussão, coloca-se o adversário numa situação em que é obrigado a optar por umas das duas hipóteses. Seja qual for a escolhida a saída é sempre má. Exemplo: Ou tu estavas em teu posto/ Ou tu não estavas/ Se tu estavas, faltaste o teu dever/ Se tu não estavas fugiste covardemente/ nos dois casos, mereces ser castigado. Regras de Dilema 1. A disjunção deve ser completa. (se assim não for o adversário tem sempre saída); 2. A repetição de cada uma das hipóteses deve ser feita validamente para que o opositor não possa negar as consequências; 3. A conclusão comum deve ser a única que pode ser deduzida, caso contrário, o dilema pode ser contestável. ConjuntivoSilogismo hipotético Conjuntivo Falácias e Paradoxos Falácia é um erro de raciocínio, um argumento enganoso, é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar com eficiência o que se alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso. Tipos de Falácias · Falácias semânticas – são as falácias que têm a sua origem no vocabulário e procedem e dão origem a uma confusão de conceitos. São as chamadas por falácias verbais ou sofismas gramaticais. Os casos mais frequentes são: 1. Ambiguidade: Homem rico e rico homem, 2. Anfibiologia: Quem de vinte e cinco tira quantos tem? · Falácias por Indução – consistem em tirar a partir dos argumentos ou raciocínio infundados ou mal construídos. Ex: Os zambezianos comem ratos, logo não gosto das pessoas da Zambézia. · Falácias Formais – ocorrem no mau uso de uma regra de inferências válidas ou quando deduzimos uma regra que não é demonstrada. Ex: Todos os homens são mortais e inferimos que todos os mortais são homens: · Falácias de Oposição – consiste na transgressão das leis da oposição, a mais frequente é a conclusão da falsidade duma proposição a partir da verdade do seu contrário. Ex: Todo estudante de lógica é aplicado. Logo, nenhum estudante é aplicado. · Sofisma do silogismo – é resultante da falta de respeito das regras do silogismo ou se utiliza um esquema formal não válida. Ex: Se Sara herdou uma fortuna é rica/ Sara é rica/ Logo Sara herdou uma fortuna · Falácias de premissas falsas 1. Falsas Dicotomias – quando há uma terceira opção. Ex: Ou és por mim ou contra mim. Não estás para mim, Logo és contra mim. 1. Utilização de conceitos Erróneos Ex: Não posso fazer tudo o que quero. Logo não sou livre. · Falácias por acidente - consistem em transformar num predicado essencial, o que não é, não passa, de um acidente. Ex: Comerás num dia o que comprares nas vésperas/ Ontem compraste a carne crua/ Logo comerás a carne crua. 4