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Pergunta 1
Assinale a alternativa correta:
Correta: a. O dolo é o comportamento astucioso do contratante ou de terceiro, para alcançar do declarante manifestação de vontade livre, mas não consciente, que prejudica o próprio declarante (ou terceiros) e leva, indevidamente, vantagens ao autor do dolo ou a terceiros.
Comentário: Nos termos do artigo 145 do CC/2002, dolo é o comportamento astucioso do contratante ou de terceiro, para alcançar do declarante manifestação de vontade livre, mas não consciente, que prejudica o próprio declarante (ou terceiros) e leva, indevidamente, vantagens ao autor do dolo ou a terceiros. O dolo principal ( dolus causam) é aquele que se revela como sendo a causa determinante do ato. Por sua vez, tem-se dolo acidental quando o ato seria praticado independente de sua existência. O dolo acidental ( dolus incidens) é ato ilícito e pode levar ao pleito de indenização, em razão de danos morais e materiais.
Pergunta 2
Assinale das alternativas abaixo qual não apresenta um dos requisitos para a configuração do dolo por omissão:
Correta: e. Partir a omissão de terceiro.
Comentário: São requisitos do dolo por omissão: Tratar-se de negócio jurídico bilateral; haver a intenção de induzir o outro contratante à prática de um ato que o prejudica, beneficiando o autor do dolo ou terceiro; ter o autor do dolo silenciado sobre circunstância relevante que lhe cabia revelar, por força do princípio da boa-fé, previsto no art. 422 do Código Civil; a omissão deve ser a causa do consentimento (dolo principal, ou “dolus causam dans”); partir a omissão do outro contratante, pois a lei se refere ao silêncio intencional de uma das partes. O dolo por omissão não pode ser de terceiro, por isso é incorreta a letra “e”. A omissão deve ser de uma das partes.
Pergunta 3
Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A reserva mental não tem eficácia jurídica. Ainda que o declarante saiba, por exemplo, que não tem recursos para honrar a prestação avençada, deve prevalecer a declaração da vontade, para que não haja prejuízo a terceiro de boa-fé.
II. O erro é a ideia falsa da realidade, o engano espontâneo que leva o declarante a uma manifestação de vontade livre, mas não consciente, que jamais ocorreria caso ele tivesse plena noção das características do negócio jurídico que estava realizando.
III. O erro deve ser substancial e escusável, para que possa ser anulado o negócio jurídico.
Correta: d. Todas são corretas.
Comentário: A afirmativa I é correta, conforme art. 110 do Código Civil: “Art. 110. A manifestação de vontade subsiste ainda que o seu autor haja feito a reserva mental de não querer o que manifestou, salvo se dela o destinatário tinha conhecimento”. Consoante artigo 138 do CC/2002, o erro é a ideia falsa da realidade, o engano espontâneo que leva o caso ele tivesse plena noção das características do negócio jurídico que estava realizando. O erro deve ser substancial e escusável (art. 138, CC/2002).
Pergunta 4
Quanto ao dolo do representante, assinale a alternativa correta:
Correta: a. O dolo do representante legal torna anulável o negócio jurídico, mas só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve.
Comentário: O dolo do representante legal torna anulável o negócio jurídico, mas só obriga o representado a responder civilmente até a importância do proveito que teve (art. 149, 1ª parte, CC/2002). Já o dolo do representante convencional (representante por força de contrato de mandato), torna anulável o negócio jurídico e ainda obriga o representado a responder solidariamente com o representante pelas perdas e danos. Isso porque, no caso do representante convencional, a lei presume a culpa in eligendo (art. 149, parte final, CC/2002) do representado.
Pergunta 5
Quanto à coação, é incorreto afirmar que:
Correta: d. A coação de terceiro sempre torna anulável o negócio jurídico.
Comentário: “Art. 152. No apreciar a coação, ter-se-ão em conta o sexo, a idade, a condição, a saúde, o temperamento do paciente e todas as demais circunstâncias que possam influir na gravidade dela”. A ameaça deve ser injusta, ou seja, não se considerará como tal a ameaça que consiste em exercício regular de um direito (art. 153, CC/2002). O temor reverencial em regra não gera a coação moral (art. 153, parte final, do CC/2002). Assim, o negócio jurídico praticado por conta de temor reverencial é plenamente válido. Assim como ocorre na hipótese de dolo de terceiro, não pode a coação de terceiro viciar o negócio jurídico se não for a ameaça de conhecimento do outro contratante, em negócio oneroso. Por isso é incorreta a letra “d”. “Art. 155. Subsistirá o negócio jurídico, se a coação decorrer de terceiro, sem que a parte a que aproveite dela tivesse ou devesse ter conhecimento; mas o autor da coação responderá por todas as perdas e danos que houver causado ao coacto”.
Pergunta 6
O estado de perigo se configura quando:
Correta: e. Alguém, premido pela necessidade de salvar-se, ou salvar pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa.
Comentário: Conforme disposto no art. 156 do Código Civil de 2002, configura-se estado de perigo quando alguém, premido pela necessidade de salvar-se, ou salvar pessoa de sua família, de grave dano conhecido pela outra parte, assume obrigação excessivamente onerosa. O parágrafo único do art. 156, do CC/2002, dispõe que em se tratando de pessoa não pertencente à família do declarante, o juiz decidirá segundo as circunstâncias.
Pergunta 7
Assinale a alternativa incorreta:
Correta: e. A simulação inocente torna anulável o negócio jurídico.
Comentário: a afirmativa I é correta: a fraude contra credores é vício social em que o devedor insolvente, ou na iminência de se tornar insolvente, pratica atos suscetíveis de diminuir seu patrimônio, reduzindo, desse modo, a garantia que o seu patrimônio representa para resgate de suas dívidas, em favor de credores quirografários. A matéria é disciplinada nos art. 158 e seguintes do Código Civil. O art. 160 do Código Civil estabelece que se ainda não se ultimou a fraude contra credores, o adquirente que ainda não pagou pode ser compelido ao depósito em juízo, desde que se tenha ajustado o preço de mercado. Com essa solução, evita-se tanto a anulação do negócio jurídico quanto o prejuízo aos credores comuns. A simulação, antes tratada como vício social – no CC/1916 –, é hoje causa de nulidade absoluta, consoante art. 167 do CC/2002. Na simulação relativa , o ato ocultado é lícito, mas simula-se condição diferente para o alcance indevido de vantagens. Como exemplo, podemos mencionar valor menor que o real, em cláusula contratual referente ao preço do negócio, para burlar a lei e o fisco, com a sonegação de impostos. A simulação inocente é a ostentação de negócio jurídico diverso daquele praticado na realidade, mas em situação em que o ato ocultado não viola a lei. A sustentação ostensiva de fato diverso do efetivamente ocorrido se dá para não magoar terceiro, como no caso do tio que faz doação lícita a um dos sobrinhos e simula uma venda e compra, para não desgostar os demais sobrinhos. No direito brasileiro, a simulação inocente não gera efeitos jurídicos, como a anulação do ato. Por isso é incorreta a letra “e”.
Pergunta 8
Nas alternativas abaixo, assinale aquela que não trata de nulidade absoluta:
Correta: d. ato praticado com fraude contra credores.
Pergunta 9
Analise as proposições abaixo e assinale a alternativa correta:
I. A sentença decorrente da ação de nulidade relativa não retroage, é constitutiva, seus efeitos são ex nunc. Os efeitos produzidos da celebração do negócio até a sentença são mantidos.
II. A ratificação só é possível em se tratando de nulidade relativa, por exemplo: relativamente incapaz; fraude contra credores.
III. A ratificação pode ser expressa (por escrito, ou verbalmente) e tácita (o particular que teria legitimidade para a propositura da ação anulatória deixa decorrer o prazo que teria para a distribuição daação).
Correta: d. Todas são corretas.
Comentário: A sentença decorrente da ação de nulidade relativa não retroage, é constitutiva, seus efeitos são ex nunc. Os efeitos produzidos da celebração do negócio até a sentença são mantidos. A ratificação só é possível em se tratando de nulidade relativa, por exemplo: relativamente incapaz; fraude contra credores, consoante artigo 172 e seguintes do CC/2002. A ratificação pode ser expressa (por escrito, ou verbalmente) e tácita (o particular que teria legitimidade para a propositura da ação anulatória deixa decorrer o prazo que teria para a distribuição da ação).
Pergunta 10
Assinale a alternativa correta, quanto à forma do ato jurídico:
Correta: b. todo ato jurídico tem forma, pois a declaração de vontade é um dos seus elementos constitutivos.

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