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<p>Direito Civil</p><p>ATOS, FATOS E NEGÓCIOS JURÍDICOS</p><p>ART. 104 AO ART. 232</p><p>AULA 1</p><p>CONCEITO DE ATO JURÍDICO</p><p>Ato jurídico se trata de toda conduta lícita que tem por objetivo a aquisição, o resguardo, a transmissão,</p><p>modificação ou extinção do direito (Art. 81 do CC/1916). Ou seja, toda a modificação efetuada no direito, te</p><p>relevância jurídica, caracterizando o Ato Jurídico.</p><p>ELEMENTOS DO ATO JURÍDICO</p><p>Elementos essenciais: agente capaz, objeto lícito, e forma prescrita ou não proibida na lei.</p><p>Elementos acidentais: eventualmente podem fazer parte do ato jurídico, mas a sua ausência não provoca a</p><p>invalidade dele.</p><p>CONCEITO DE FATO JURÍDICO</p><p>Qualquer fato natural ou humano que provoque o nascimento, a modificação ou a extinção de relações</p><p>jurídicas, todo acontecimento relevante para o direito e suscetível de regulação pela norma jurídica. Ele pode</p><p>decorrer de um fato natural ou de uma conduta pessoal. o fato jurídico que constitui uma conduta pessoal</p><p>pode ser “ato jurídico” ou “negócio jurídico”, que serão temas dos próximos artigos.</p><p>FATO JURÍDICO NATURAL ORDINÁRIO:</p><p>O fato é ordinário quando a ocorrência é esperada e inevitável (ex: morte, capacidade civil, influência do</p><p>tempo)</p><p>FATO JURÍDICO EXTRAORDINÁRIO:</p><p>Trata-se de fato não esperado e/ou inevitável (decorre necessariamente da natureza). Pode ainda ser dividido</p><p>em:</p><p>1) Caso fortuito: Quando há Imprevisibilidade;</p><p>2) Caso de força maior: Quando há Inevitabilidade.</p><p>Há casos em que há somente um ou outro, no entanto, é comum que um caso fortuito seja acompanhado de</p><p>um caso de força maior, mas não é obrigatório</p><p>CLASSIFICAÇÕES QUANTO AO FATO JURÍDICO</p><p>As classificações se dividem em seis itens, sendo eles:</p><p>Quanto à conduta pessoal: caso seja positiva ou negativa, ou seja, ato lícito ou ilícito, respectivamente;</p><p>Quanto ao tempo de duração: Fato instantâneo (acontecimento se realiza sem o decurso do tempo) e fato</p><p>permanente (o acontecimento realiza-se com o decurso do tempo);</p><p>Quanto à complexidade: Fato simples e fato complexo; se o acontecimento é formado por um ou mais atos,</p><p>respectivamente;</p><p>Quanto aos efeitos: Fato modificativo (alteração do direito), extintivo (término do direito), constitutivo</p><p>(aquisição de direito);</p><p>Quanto à reciprocidade: Fato principal que gera dependência do fato acessório.</p><p>Quanto à disponibilidade: Fato aquisitivo (aquisição originária ou derivada de um bem), fato dispositivo</p><p>(diminui o patrimônio ou o onera), fato vinculativo (submete a pessoa a um dever jurídico) e fato liberativo</p><p>(exonera a pessoa de uma obrigação).</p><p>⮕ FATO HUMANO dependem da vontade humana para existirem e se subdividem em três espécies: ato</p><p>jurídico, negócio jurídico e ato-fato jurídico.</p><p>ATO LÍCITO - são os atos praticados voluntariamente cujos efeitos encontram-se predeterminados em lei</p><p>ATO ILÍCITO - É a violação ao que se considera lícito, uma atitude que confronta o direito e gera prejuízo</p><p>como consequência. Logo, a prática de um ato que contraria a prescrição normativa vigente se configura</p><p>como um ato ilícito - podendo ser abordado pelo âmbito civil, penal ou administrativo. Para o estudo atual</p><p>nos interessa o ilícito civil que, como vimos, dá origem ao dever de reparar os danos:</p><p>CONCEITO DE RELAÇÃO JURÍDICA</p><p>A relação jurídica existe quando um fato ou um ato da vida natural se enquadra dentro de uma</p><p>possibilidade legal, implica em direitos e obrigações, esta passa a ter relevância no mundo jurídico.</p><p>SE TEMOS UM CONTRATO DE NAMORO É UMA R.J</p><p>FATOS OCORRIDOS X ATOS PRATICADOS</p><p>EXEMPLO: Casamento</p><p>AULA 2</p><p>NORMA JURÍDICA</p><p>PRINCÍPIOS</p><p>Valor a ser protegido</p><p>⮕REGRAS</p><p>Nexo de amputação entre causa e consequência</p><p>Não podemos abandonar as regras jurídicas, tampouco se satisfazer com um sistema jurídico formado</p><p>apenas por elas</p><p>Canotilho: “limitada racionalidade prática”</p><p>Ex: comprar mercedes</p><p>Regras:</p><p>Dispositivas ⮕ flexível</p><p>Ex: iptu</p><p>Cogentes ⮕ não toleram disposição contrária</p><p>Ex: sucessão/alimentos</p><p>ESTRUTURA DOS PRINCÍPIOS:</p><p>Estrutura normativa aberta, são jurídicos e vinculantes</p><p>Explícitos e implicítos</p><p>Conflito? Interpretação/ argumentação</p><p>Princípios:</p><p>Conservação dos negócios jurídicos fundamenta-se na sua função social</p><p>A) Função social dos contratos</p><p>B) Boa fé padrão de conduta</p><p>C) Autonomia</p><p>Ex testamento</p><p>Contrato locação acessório/venda</p><p>Instrumento da autonomia privada!!</p><p>O negócio jurídico, pode-se dizer, é uma categoria um tanto quanto recente se comparada com os demais</p><p>institutos tradicionais da civilista, os quais encontram origem no Direito Romano. Estes, no entanto, não</p><p>conheceram a figura do negócio jurídico como uma categoria geral e abstrata como se tem hoje</p><p>(NOGUEIRA: 2011, p. 110). O instrumento romano típico para acordos privados era o contrato, tido por</p><p>instituto autônomo.</p><p>Contexto Histórico</p><p>O primeiro tratamento legal ao negócio jurídico deu-se no Código Civil Alemão, quando lhe conferiu um</p><p>regime jurídico específico.</p><p>Na ocasião o conceito se molda da seguinte maneira “Negócio Jurídico é um ato, ou uma pluralidade de</p><p>atos, entre si relacionados, quer sejam de uma ou de várias pessoas, que tem por fim produzir efeitos</p><p>jurídicos, modificações nas relações jurídicas no âmbito do Direito Privado”.</p><p>O Código Civil Brasileiro de 1916, dada sua inspiração no Code Napoleon de 1804 (Código Civil</p><p>francês), adotou a teoria monista, não fazendo qualquer menção à figura do negócio jurídico. Em seu artigo</p><p>81, referiu-se apenas ao ato jurídico de maneira genérica, sem distinguir suas subespécies, muito embora a</p><p>definição ali contida já fosse apontada pela doutrina como sendo, rigorosamente, a de negócio jurídico e</p><p>não simplesmente de ato jurídico lato sensu (AMARAL: 2003, p 384; DINIZ: 2007, p. 422).</p><p>Breves considerações do Negócio Jurídico</p><p>O Código Civil de 2002, ao contrário de seu antecessor, seguiu a corrente dualista e adotou expressamente</p><p>a figura do negócio jurídico, estabelecendo sua disciplina de maneira pormenorizada nos artigos 104 a 184,</p><p>a qual se aplica, no que couber, aos demais atos jurídicos em sentido estrito (artigo 185).</p><p>O negócio é um instrumento de preservação e realização da autonomia privada, ou seja, do poder autor</p><p>regulatório da pessoa. Ele aparece como mecanismo de desenvolvimento das relações econômicas e, por</p><p>conseguinte, mais um instrumento que confere plenitude à pessoa, na sua liberdade de constituir suas</p><p>obrigações.</p><p>Obrigações</p><p>Relação jurídica transitória, existente entre um sujeito ativo, denominado credor, e outro sujeito passivo, o</p><p>devedor, e cujo objeto consiste em uma prestação situada no âmbito dos direitos pessoais, positiva ou</p><p>negativa. Havendo o descumprimento ou inadimplemento obrigacional, poderá o credor satisfazer-se no</p><p>patrimônio do devedor. (Flávio Tartuce)</p><p>Elementos constitutivos:</p><p>• Elementos subjetivos (credor e devedor);</p><p>• Elemento objetivo imediato (prestação);</p><p>• Elemento imaterial, virtual ou espiritual (vínculo existente entre as partes).</p><p>É o Direito que, reconhecendo a autonomia privada em favor dos indivíduos, confere efeitos jurídicos –</p><p>criação, modificação e extinção de relações jurídicas - ao negócio por eles praticados, elevando-o à</p><p>categoria de negócio jurídico.</p><p>Negócio Jurídico</p><p>Para que seja possível o estudo do negócio jurídico, se faz necessária a análise do ato e do fato jurídico,</p><p>isto porque, o direito tem o seu ciclo vital (nasce, se desenvolve e se extingue), conforme visto nos</p><p>encontros anteriores.</p><p>Suporte Fático</p><p>• É o fato ou conjunto de fatos previstos pela norma jurídica.</p><p>• Se trata de requisitos existentes em alguns instrumentos jurídicos, a fim de que eles produzam</p><p>eficácia, por exemplo usucapião.</p><p>Questão:</p><p>Relembre os conceitos abaixo e complete a lacuna do próximo slide.</p><p>• Ato Fato</p><p>• Ato Jurídico</p><p>• Fatos Jurídicos</p><p>• Negócio Jurídico</p><p>1. FATO JURÍDICO: acontecimento sobre o qual incidem regras</p><p>jurídicas.</p><p>2. ATO FATO: é uma conduta jurídica praticada mediante uma vontade que é irrelevante para o Direito,</p><p>mas que, ao mesmo tempo, é um fato jurídico relevante quanto aos efeitos.</p><p>3. NEGÓCIO JURÍDICO: é o acordo de vontades celebrado entre as partes. As consequências jurídicas são</p><p>aquelas pretendidas pelas partes que celebraram o acordo.</p><p>4. ATO JURÍDICO: conduta praticada pelo agente segundo sua vontade e cujas consequências jurídicas são</p><p>previamente estabelecidas pelas leis.</p><p>Testamento Marcos Paulo.</p><p>(1) Comece o caminho por determinado fato e analise se este é relevante ou não para o Direito.</p><p>(2) Se positiva a resposta, verifique se o fato é apenas um acontecimento natural, sem qualquer vontade</p><p>humana envolvida, ou se há vontade humana acrescida ao acontecimento.</p><p>(3) Se o fato for natural, questione-se acerca da previsibilidade de sua ocorrência, para saber se o mesmo é</p><p>ordinário (comum) ou extraordinário.</p><p>(4) Quando houver vontade humana acrescida ao fato jurídico, quando passamos a chamá-lo, também, de</p><p>jurígeno, este se ramifica em</p><p>(5) Ato jurídico em sentido amplo (lato sensu) ou em ato ilícito.</p><p>(6) Se as consequências do ato jurídico em sentido amplo forem ditadas previamente pela lei, surge a</p><p>derivação que chamamos de ato jurídico em sentido estrito (stricto sensu).</p><p>(7) Se as partes puderem negociar as consequências/resultados dos acordos de vontade que fizerem, surge o</p><p>negócio jurídico.</p><p>05/03/2024</p><p>Planos de negócio jurídico</p><p>VALIDADE: Adjetivar o plano de existência</p><p>AO AGENTE: Capacidade</p><p>A VONTADE: Liberdade</p><p>AO OBJETIVO: Licitude, possibilidade e especificidade</p><p>A FORMA: Previsão legal ou ausência de proibição</p><p>Capacidade de fato X Direito</p><p>Cite formas variadas de capacidade</p><p>Objeto é sempre prestação de dar, fazer ou não fazer</p><p>ART 107 CC</p><p>EFICÁCIA condição / termo / encargo</p><p>FATORES DE EFICÁCIA</p><p>CONDIÇÃO: Fato futuro e incerto</p><p>TERMO: Fato futuro e certo</p><p>ENCARGO: Atribuição futura e certa</p><p>CONDIÇÃO RESOLUTIVA</p><p>CONDIÇÃO SUSPENSIVA</p><p>TERMO: As partes acordam sobre o momento de início dos efeitos</p><p>ART 131 CC</p><p>ENCARGO</p><p>Obrigação imposta a uma das partes sujeitando o inicio dos efeitos ao cumprimento da obrigação</p><p>EX: Transferência carro para ações beneficentes</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>Definição de Fato, Ato e Negócio Jurídico</p><p>Entende-se por fato qualquer ocorrência que guarde ou não relação com o âmbito jurídico. Sempre que</p><p>tiverem repercussão para o direito serão FATOS JURÍDICOS. Segundo Pontes de Miranda, o mundo</p><p>jurídico nada mais é do que o mundo dos Fatos Jurídicos.</p><p>Por conseguinte, esses fatos jurídicos podem ser classificados em naturais ou humanos. Os fatos jurídicos</p><p>naturais (fato jurídico stricto senso) não dependem da atuação humana ao contrário do Fato Jurídico</p><p>Humano ou Jurígeno.</p><p>Os Fatos Jurídicos Humanos podem ser classificados em: Ato Jurídico Lato Sensu e Ato Ilícito. O</p><p>primeiro deles é assim subclassificado:</p><p>ATO JURÍDICO EM SENTIDO ESTRITO – neste ato há uma manifestação de vontade do titular de</p><p>determinado direito, mas as suas consequências estão predeterminadas em lei e não na vontade das partes</p><p>envolvidas.</p><p>NEGÓCIO JURÍDICO – “toda ação humana de autonomia privada, com a qual os particulares regulam</p><p>por si os próprios interesses, havendo uma composição de vontades, cujo conteúdo deve ser lícito.</p><p>Constituiu um ato destinado à produção de efeitos jurídicos desejados pelos envolvidos e tutelados pela</p><p>norma jurídica” (Flávio Tartuce)</p><p>ATO-FATO JURÍDICO – é um fato jurídico qualificado por uma atuação humana, por uma vontade não</p><p>relevante juridicamente. O que se leva em conta é o efeito resultante do ato que pode ter repercussão</p><p>jurídica. No tocante a esta categoria, alguns doutrinadores enquadram seu conceito nas duas categorias</p><p>anteriores.</p><p>O Código Civil de 2002 não se preocupou em conceituar o ATO JURÍDICO Lato Sensu, apenas trouxe no</p><p>art. 104 seus elementos estruturais. Por intermédio desse dispositivo conclui-se que se trata de um ato</p><p>voluntário, pela imprescindível presença da vontade humana. Ao contrário do Ato Ilícito que é conceituado</p><p>como a conduta voluntária ou involuntária que está em desacordo com o ordenamento jurídico, inclusive o</p><p>ilícito pode ser penal, administrativo ou civil (art. 186 CC).</p><p>PLANO DA VALIDADE</p><p>Os elementos que compõem esse plano são os mesmos que completam a lista do plano da existência,</p><p>acrescidos àqueles substantivos alguns adjetivos, ou seja, não basta apenas a manifestação de vontade, ela</p><p>precisa ser livre, sem vícios, as partes ou agentes deverão ser capazes, bem como o objeto deve ser lícito,</p><p>possível, determinado ou determinável e a forma deverá ser prescrita ou não defesa em lei.</p><p>Em geral, os Negócios Jurídicos que não apresentam esses elementos de validade são NULOS DE</p><p>PLENO DIREITO, no entanto há a possibilidade do negócio ser anulável, nas hipóteses de nulidade</p><p>relativa, como ocorre quando o ato é praticado por agente relativamente incapaz.</p><p>Interessante se faz analisar brevemente cada um desses elementos em separado:</p><p>1º ELEMENTO: A declaração da vontade não pode estar impregnada de malícia, deve ser livre e de boa-</p><p>fé.</p><p>O consentimento pode ser expresso ou tácito. Nesse sentido rege o art. 111 do Código Civil que o silêncio</p><p>importa em anuência, quando as circunstâncias ou os usos autorizarem e a declaração de vontade expressa</p><p>não seja necessária.</p><p>2º ELEMENTO: O agente emissor da vontade deve ser capaz e legitimado para o negócio. Na ausência de</p><p>capacidade plena para conferir validade ao negócio celebrado, deverá o agente ser devidamente</p><p>representado ou assistido.</p><p>Não obstante goze de plena capacidade, é necessário que a parte não esteja circunstancialmente impedida</p><p>de celebrar o ato, é preciso ter também legitimidade.</p><p>Nesse sentido já afirmara Beviláqua que além da capacidade geral, exige-se a capacidade especial para o</p><p>negócio de que se trata.</p><p>3º ELEMENTO: Referir-se à licitude do objeto significa dizer que seu conteúdo é lícito, não contrário aos</p><p>bons costumes, à ordem pública, à boa-fé e à função social ou econômica de um instituto.</p><p>4º ELEMENTO: A forma é o meio pelo qual a declaração de vontade se exterioriza. Nessa linha de</p><p>raciocínio não há que se confundir forma como elemento existencial do negócio, com a forma legalmente</p><p>prescrita – pressuposto de validade do ato negocial. A inobservância deste atinge o plano de validade e não</p><p>o de existência.</p><p>O art. 107 CC consagra o Princípio da liberdade das formas e como regra a validade da declaração não</p><p>depende de forma, salvo quando a lei expressamente a exigir.</p><p>PLANO DA EFICÁCIA</p><p>Neste plano, interessa identificar se o Negócio Jurídico repercute juridicamente no plano social, isto é, a</p><p>eficácia da declaração negocial manifestados como queridos.</p><p>No entanto, mesmo um ato eivado de nulidade absoluta produzirá efeitos jurídicos, ou seja, terá</p><p>repercussão no plano da eficácia. Nesse sentido e bastante elucidativo pontifica Sílvio Venosa: “O negócio</p><p>é juridicamente nulo, mas o ordenamento jurídico não pode deixar de levar em conta efeitos materiais</p><p>produzidos por esse ato. Isso é verdadeiro tanto em relação aos atos nulos como em relação aos atos</p><p>anuláveis.”</p><p>CONDIÇÃO</p><p>É uma cláusula que deriva exclusivamente da vontade das partes e o efeito do Negócio Jurídico está</p><p>subordinado a evento futuro e incerto.</p><p>Vicente Ráo a define como a “modalidade voluntária dos atos jurídicos que lhes subordina o começo ou o</p><p>fim dos respectivos efeitos à verificação, ou não verificação, de um evento futuro e incerto.”</p><p>O critério classificatório mais difundido da condição é quanto ao seu modo de atuação:</p><p>a) Condição Suspensiva – oposta essa cláusula, enquanto a condição não se verificar, não se terá</p><p>adquirido o direito a que ele visa. Há a subordinação tanto da eficácia jurídica</p><p>(exigibilidade) quanto dos</p><p>direitos e obrigações decorrentes do negócio.</p><p>b) Condição Resolutiva – nesta modalidade enquanto a condição não se realizar, vigorará o negócio</p><p>jurídico, sendo exercido desde a conclusão deste o direito por ele estabelecido. Uma vez verificada a</p><p>condição, para todos os efeitos o direito a que ela se opõe se extingue.</p><p>TERMO</p><p>Nesse elemento acidental o efeito do negócio está subordinado a acontecimento futuro e certo, sua</p><p>verificação se subordina o começo ou o fim dos efeitos dos negócios jurídicos.</p><p>Como primeira classificação há:</p><p>a) Termo inicial (dies a quo) – quando se tem o início dos efeitos negociais, suspende o exercício, mas não</p><p>a aquisição do direito e;</p><p>b) Termo final (dies ad quem) – põe fim às consequências derivadas do negócio, tem eficácia resolutiva.</p><p>De acordo com o art. 135 CC ao termo inicial e final aplicam-se, no que couber, as disposições relativas à</p><p>condição suspensiva e resolutiva, respectivamente.</p><p>Quanto à sua origem o termo pode ser assim classificado:</p><p>a) Termo legal – é o fixado pela norma jurídica;</p><p>b) Termo Convencional – estabelecido pelas partes.</p><p>Por fim, o termo pode ser ainda:</p><p>a) Termo certo ou determinado – sabe-se que o evento ocorrerá e quando ocorrerá;</p><p>b) Termo incerto e indeterminado – o evento ocorrerá, mas não se sabe quando.</p><p>MODO OU ENCARGO</p><p>É uma autolimitação da vontade, típica dos negócios jurídicos. Essa determinação acessória impõe ao</p><p>beneficiário um ônus a ser cumprido, em prol de uma liberalidade maior.</p><p>Nessa espécie de determinação acessória nem a aquisição, nem exercício do direito permanecem</p><p>suspensos, ressalvada a inclusão do encargo como condição suspensiva.</p><p>Prevê, ainda, o art. 137 CC que o encargo ilícito ou impossível é considerado não escrito ou inexistente,</p><p>remanescendo o ato na sua forma pura.</p><p>12/03/2024</p><p>Interpretação do negócio jurídico</p><p>ART. 113 E SS</p><p>O QUE É NEGÓCIO JURÍDICO?</p><p>De maneira geral, trata-se de fatos jurídicos dependentes da vontade humana, tanto para sua formação quanto</p><p>para produção de efeitos, como, por exemplo, os contratos de maneira geral ou os testamentos.</p><p>4 CARACTERÍSTICAS DO NEGÓCIO JURÍDICO</p><p>Assim como as demais questões jurídicas, ele também exige alguns requisitos, como consta no Art. 104 do</p><p>Código Civil. Vejamos a seguir:</p><p>1. AGENTE CAPAZ</p><p>Para que o negócio seja firmado, é necessário que haja alguém capacitado. Quando houver um agente</p><p>absolutamente incapaz, ele deverá ser firmado por seu representante legal.</p><p>2. OBJETO LÍCITO</p><p>O objeto do negócio deve ser lícito, obedecendo às normas jurídicas.</p><p>3. NORMA PREVISTA</p><p>Trata-se da liberdade das formas limitadas pela lei, respeitando as vontades do acordo.</p><p>4. CAUSA FINAL</p><p>O motivo pelo qual as partes celebraram o negócio, deve sempre ter a finalidade lícita.</p><p>Vale destacar que, assim como existem as características de um negócio jurídico, há os efeitos dele, que</p><p>geram direitos e obrigações, obriga aquele que não as cumpre, pagar indenização pelas perdas e danos,</p><p>confere direito de ação judicial para a defesa dos direitos que os correspondem e, transfere aos herdeiros os</p><p>direitos decorrentes do negócio.</p><p>BOA FÉ OBJETIVA passiva</p><p>É um princípio basilar do direito do consumidor, segundo o qual as partes possuem o dever de agir com</p><p>base em valores éticos e morais da sociedade. Desse comportamento, decorrem outros deveres anexos,</p><p>como lealdade, transparência e colaboração, a serem observados em todas as fases do contrato.</p><p>Relações negociais e contratuais.</p><p>Parâmetro base para equilibrar a relação entre consumidores e fornecedores.</p><p>BOA FÉ SUBJETIVA ativa</p><p>Estado de inocência</p><p>É uma convicção sincera de uma pessoa sobre sua conduta, baseada em suas próprias intenções e</p><p>conhecimentos; leva em consideração as expectativas e crenças individuais do agente em uma relação ou</p><p>transação.</p><p>EXEMPLOS quando um comprador que acredita sinceramente que está adquirindo um produto genuíno</p><p>de um vendedor, um inquilino que paga o aluguel acreditando na validade do contrato assinado ou um</p><p>investidor que confia nas informações fornecidas por uma empresa ao tomar uma decisão de investimento.</p><p>Em todos esses casos, as pessoas agem com base em suas convicções pessoais, confiando na honestidade e</p><p>integridade das outras partes envolvidas.</p><p>15/06/2024</p><p>O DIREITO TEM SÓ UMA RESPOSTA CERTA?</p><p>Não, depende da interpretação</p><p>BOA FÉ OBJETIVA</p><p>1 TEORIA DA DECLARAÇÃO</p><p>• Externo, além da nossa manifestação da nossa vontade</p><p>• O contrato é formado quando as partes envolvidas fazem declarações que indicam sua intenção de entrar</p><p>em um contrato, e essas declarações são aceitas pela outra parte. Se uma parte faz uma oferta clara e a outra</p><p>parte aceita essa oferta, um contrato é considerado formado</p><p>EX: Relação negocial</p><p>2 TEORIA DA VONTADE</p><p>• Interno é o que prevalece sendo este à vontade das partes, nem sempre está escrito.</p><p>• Um contrato é formado com base na vontade interna ou mental das partes envolvidas. Isso significa que</p><p>não apenas a manifestação externa da vontade é importante, mas também a verdadeira intenção ou</p><p>consentimento das partes em relação aos termos do contrato</p><p>• Em resumo, enquanto a Teoria da Declaração se concentra na comunicação externa das partes envolvidas</p><p>no contrato, a Teoria da Vontade leva em consideração não apenas as declarações feitas, mas também a</p><p>intenção ou vontade real por trás delas. Ambas as teorias desempenham um papel importante na interpretação</p><p>e aplicação dos contratos, variando em sua relevância dependendo da jurisdição e das circunstâncias</p><p>específicas de cada caso.</p><p>a) Divergência intencional EX SIMULAÇÃO COMPRA/VENDA</p><p>• Ocorre quando as partes envolvidas em um contrato têm intenção consciente de discordar em relação a</p><p>determinados aspectos do contrato</p><p>• Por exemplo, se duas partes negociam um contrato de venda de um produto e deliberadamente concordam</p><p>em termos diferentes dos padrões usuais, isso constituiria uma divergência intencional. A legislação</p><p>geralmente permite que as partes tenham liberdade contratual para definir os termos de um contrato, desde</p><p>que esses termos não violem leis ou princípios legais.</p><p>b) Divergência não intencional EX COAÇÃO</p><p>• A divergência não intencional ocorre quando há desacordo entre as partes devido a um erro, má</p><p>interpretação, falta de comunicação ou outras circunstâncias que não foram intencionalmente planejadas por</p><p>ambas as partes.</p><p>• Por exemplo, se duas partes acreditam que estão concordando com termos idênticos, mas, devido a um</p><p>erro de comunicação, os termos escritos no contrato são diferentes, isso constituiria uma divergência não</p><p>intencional.</p><p>• Em alguns casos, a legislação pode oferecer mecanismos para corrigir ou resolver divergências não</p><p>intencionais, como a interpretação de contratos de acordo com a vontade real das partes ou a aplicação de</p><p>princípios de equidade.</p><p>Representação</p><p>• É a técnica jurídica de atuação em nome de outra pessoa. A representação faz com que os efeitos de um ato</p><p>ou negócio jurídico recaiam não sobre quem o pratica, mas sobre a pessoa em nome de quem é praticado.</p><p>MANDATO – PROCURAÇÃO</p><p>ART 116 CC A MANIFESTAÇÃO DE VONTADE PELO REPRESENTANTE, NOS LIMITES DE SEUS</p><p>PODERES, PRODUZ EFEITOS EM RELAÇÃO AO REPRESENTADO.</p><p>ESPÉCIES DE REPRESENTAÇÃO</p><p>A) LEGAL</p><p>É uma obrigação imposta ao represente pela lei tendo em vista a necessidade de cuidar dos interesses de</p><p>pessoas incapazes, que serão representados.</p><p>B) CONVÊNCIONAL</p><p>Consiste na permissão concedida a um terceiro para agir na defesa dos interesses do representado. Essa</p><p>modalidade de representação é fruto da autonomia de vontade das partes para instituir um representante que</p><p>atue na defesa e administração de seus interesses</p><p>C) JUDICIAL</p><p>É nomeado pelo juiz pra exercer poderes de representação em um processo</p><p>REGRAS DE REPRESENTAÇÃO</p><p>ART. 118 – CC: “o representante é obrigado a</p><p>provar às pessoas com quem tratar em nome do representado,</p><p>a sua qualidade e a extensão de seus poderes, sob pena de, não o fazendo, responder pelos atos que a estes</p><p>excederam”.</p><p>Ação de acordo com os poderes recebidos, sob pena de responsabilização</p><p>CONDIÇÃO PARA ANULAÇÃO</p><p>Ocorre quando uma pessoa, conhecida como representante, age em nome de outra pessoa ou entidade,</p><p>chamada de representada, mas não possui autoridade legal para fazê-lo ou quando a representação é afetada</p><p>por vícios que a tornam inválida</p><p>RISCOS</p><p>Os riscos de sofrermos danos, seja porque alguém descumpriu uma cláusula contratual e nos prejudicou</p><p>seriamente, ou, ainda, porque podemos ser vítimas em acidentes que envolvam veículos, ou sermos</p><p>agredidos, por exemplo. Perceba que quando algo anormal ocorre em uma relação jurídica, o Direito pode</p><p>ser útil, justamente, para restabelecer o equilíbrio entre as relações.</p><p>Responsabilidade civil</p><p>A responsabilidade civil consiste no dever de indenizar o dano suportado por outrem. Assim, a obrigação</p><p>de indenizar, nasce da prática de um ato ilícito. O titular de um direito se relacionará juridicamente com a</p><p>toda a coletividade. A lei imporá a essa coletividade um dever jurídico de abstenção, ou seja, ninguém poderá</p><p>praticar atos que venham a causar lesões a direitos (patrimoniais ou extrapatrimoniais) desse titular.</p><p>NATUREZA JURÍDICA: Sancionadora!</p><p>FUNÇÕES: Três são as funções básicas: compensatória do dano à vítima, punitiva do ofensor e</p><p>desmotivação social da conduta lesiva.</p><p>CONTRATUAL diz respeito às situações em que as pessoas firmam um contrato entre si, e o</p><p>descumprimento das cláusulas contratuais pode resultar na responsabilização civil do inadimplente - É</p><p>necessário a existência de um contrato entre as partes</p><p>EXTRACONTRATUAL aponta casos nos quais as partes não realizam nenhum contrato entre si, mas, ainda</p><p>assim, uma acaba violando o dever geral de cuidado e causa danos à outra, podendo ser responsabilizada -</p><p>Onde o infrator infringi a lei vigente</p><p>ATO ILÍCITO CIVIL</p><p>Art. 186CC</p><p>O resultado de uma ação ou omissão voluntária (não forçada), que ocorrerá por negligência ou imprudência,</p><p>e que causará danos a outrem, mesmo que somente moral. Note que deve haver a conduta e o dano (e não a</p><p>conduta ou o dano). Ainda, além da negligência e da imprudência, podemos falar da imperícia. Mas, o que</p><p>são essas três figuras, afinal?</p><p>NEGLIGÊNCIA, IMPRUDÊNCIA E IMPERÍCIA</p><p>São formas de manifestação das condutas culposas, ou seja, daquelas ações ou omissões que não são</p><p>praticadas intencionalmente pelas pessoas, isto é, não são praticadas com o fim de causar dano. Tenha em</p><p>mente que, nesses casos de culpa, a pessoa descumprirá um dever geral de cuidado ou de cautela, que é</p><p>imposto genericamente pelo art. 186 do Código Civil de 2002</p><p>NEGLIGÊNCIA- podemos entendê-la pela omissão (conduta omissiva) da pessoa que, por desleixo ou</p><p>desatenção, não observa o dever geral de cautela.</p><p>IMPRUDÊNCIA- pense na ação (conduta comissiva) em que a pessoa não observa os cuidados necessários.</p><p>IMPERÍCIA- quando a pessoa, que se utiliza de conhecimentos técnicos em sua conduta, exerce sua</p><p>atividade de maneira imprecisa/errada.</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>EXEMPLO: O motorista de veículo que, em alta velocidade, busca aproveitar o “final” do sinal amarelo do</p><p>semáforo e acaba causando um acidente com outro veículo, age de maneira imprudente. Por outro lado,</p><p>quando o motorista, mesmo sabendo que os freios do carro estão falhando, deixa de realizar a manutenção,</p><p>e disso resulta um atropelamento, estamos diante da negligência. Ainda, e já sobre a imperícia, imagine uma</p><p>situação em que um médico, durante um procedimento cirúrgico, executa seu trabalho de maneira imprecisa,</p><p>sem adotar a precisão técnica necessária. Nesses três casos, estamos diante de modalidades de condutas</p><p>culposas (não dolosas).</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>CONDUTAS DOLOSAS</p><p>E com relação às condutas dolosas, aquelas que são praticadas pelas pessoas quando estas pretendem,</p><p>justamente, causar os danos ou, no mínimo, quando assumem os riscos (dolo eventual) de causá-los? Nesse</p><p>caso, é claro, também estaria sendo cometido o ato ilícito, até mesmo porque, se o dano causado “sem querer”</p><p>o configura, imagine, então, aquele causado propositalmente. A partir disso, questione: do que me serve</p><p>verificar, em casos concretos, o cometimento do ato ilícito? Art. 927CC</p><p>ELEMENTOS DA RESPONSABILIDADE CIVIL</p><p>Para haver responsabilidade civil, lembre-se de que é necessário verificarmos a presença de seus elementos:</p><p>(1) conduta, (2) dano, (3) nexo causal e (4) culpa ou dolo.</p><p>1) CONDUTA: Consiste na ação ou omissão voluntária causadora de dano. Para a responsabilidade civil,</p><p>não tratamos de qualquer conduta, e sim daquela que resultam em ato ilícito, Sobre o que chamamos de</p><p>“voluntária”, entenda-a por conduta caracterizada como controlável ou dominável pela pessoa humana. Já as</p><p>forças da natureza, que também podem causar danos, não são voluntárias, nem mesmo aquelas causadas por</p><p>alguém em estado de inconsciência (GONÇALVES, 2017).</p><p>2) DANO: Não é conceituado no Código Civil de 2002, mas pode ser entendido como “a lesão a um interesse</p><p>concretamente merecedor de tutela, seja ele patrimonial, extrapatrimonial, individual ou metaindividual”</p><p>(BRAGA NETO 2017, p.46), ou seja, falamos em dano quando algum direito ou interesse da pessoa (seja</p><p>patrimonial ou extrapatrimonial) for lesionado por alguém.</p><p>Seja qual for a responsabilidade (contratual ou extra), o dano é imprescindível, e ele apresenta alguns</p><p>requisitos: A) Violação ao interesse jurídico patrimonial ou extrapatrimonial; B) Certeza do dano; C)</p><p>Subsistência do dano quando da propositura da ação.</p><p>Os danos patrimoniais possuem as suas espécies: Dano emergente x lucro cessante.</p><p>3) NEXO DE CAUSALIDADE: Entre a conduta e o dano deve haver alguma ligação, até mesmo porque,</p><p>se a responsabilidade civil é útil para se obrigar alguém a ressarcir um dano causado, certamente a pessoa</p><p>responsabilizada deve ter causado o dano. Do contrário, sem esse “nexo” entre a conduta e o dano,</p><p>poderíamos responsabilizar alguém que não contribuiu para a ocorrência do dano!</p><p>4) CULPA OU DOLO: partir desse último elemento, configura-se o que chamamos de responsabilidade</p><p>subjetiva, como aquela na qual se deve demonstrar a culpa ou o dolo do causador do dano. Ao contrário</p><p>desta, existe a responsabilidade objetiva, na qual é desnecessário demonstrar a culpa ou o dolo, sendo os três</p><p>elementos anteriores (conduta, nexo e dano) suficientes para a responsabilização.</p><p>É POSSÍVEL RESPONSABILIZAR ALGUÉM SEM A DEMONSTRAÇÃO DA CULPA OU DOLO?</p><p>ART. 931CC</p><p>Mesmo que comprovada a ausência de culpa ou dolo, a empresa responsável pela obra seria considerada a</p><p>responsável pelo incidente, sendo obrigada a reparar os danos causados e podendo até responder</p><p>criminalmente pelo incidente</p><p>RESPONSABILIDADE SUBJETIVA ocorre quando existe a obrigação de se indenizar os danos causados</p><p>a alguém por uma ação dolosa ou culposa. Por exemplo: se o cliente de uma empresa de qualquer segmento</p><p>é prejudicado por uma ação dolosa da própria companhia ou de um funcionário, esse caso pode ser</p><p>considerado como responsabilidade civil subjetiva no momento de se definir uma indenização</p><p>• Conduta humana = é ação em sentido amplo, ou seja, a ação propriamente dita, ou a omissão</p><p>relevante.</p><p>• Nexo-causal = a ligação entre a conduta praticada e o resultado danoso.</p><p>• Dano = pode ser material, moral ou estético.</p><p>• Culpa = em sentido amplo, inclui tanto o dolo como a culpa em sentido estrito, que é a quebra do</p><p>dever de cuidado.</p><p>EXCLUDENTE</p><p>Ainda assim, mesmo não sendo necessário demonstrar a culpa ou o dolo nos casos de responsabilidade</p><p>objetiva, nem sempre haverá a responsabilização, pois existem as conhecidas causas excludentes de</p><p>responsabilidade. Em algumas hipóteses, embora presentes os elementos para a configuração da</p><p>responsabilidade civil, esta será excluída/desconsiderada, e não haverá o dever de indenizar. Mas, quais</p><p>hipóteses são essas?</p><p>LEGÍTIMA DEFESA a pessoa age para se defender de uma agressão injusta e acaba cometendo um dano.</p><p>EXERCÍCIO REGULAR DE DIREITO o agente causador do dano apenas exerceu um direito seu, não</p><p>cometendo, portanto, um ato ilícito.</p><p>ESTADO DE NECESSIDADE o agente busca remover um perigo iminente e acaba cometendo um dano,</p><p>não podendo, igualmente, ser responsabilizado. Nesses três casos, não há ato ilícito.</p><p>Ocorrerá o fato de terceiro quando outra pessoa, que não seja aquele suposto causador do dano, nem a vítima,</p><p>interfira de modo a causar, apenas com sua conduta, o dano. Já, sobre o caso fortuito e a força maior, deve-</p><p>se conhecer o art. 393 do Código Civil que diz que “o devedor não responde pelos prejuízos resultantes de</p><p>caso fortuito ou força maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado” (BRASIL, 2002), e</p><p>seu parágrafo único que esclarece que “o caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos</p><p>efeitos não eram possíveis evitar ou impedir” (BRASIL, 2002).</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>CASO PRÁTICO</p><p>No dia 23 de abril de 2014, Mariana dirigia seu veículo pela Avenida Maritacas, na cidade de Passarinhas,</p><p>no Estado do Rio de Janeiro, quando, ao cruzar um semáforo que sinalizava verde para sua passagem, ela foi</p><p>abalroada por outro veículo, então conduzido por Jonas, que cruzou o sinal vermelho em alta velocidade e</p><p>causou o acidente. Mariana ficou internada no hospital local por dois meses, recuperando-se dos ferimentos</p><p>resultantes do acidente, tendo que se afastar de suas atividades laborais durante esse período – ela trabalhava</p><p>como profissional autônoma.</p><p>No dia 24 de abril de 2014, Mariana participaria da festa de aniversário de sua mãe, que acabou falecendo</p><p>um mês após o aniversário, enquanto Mariana esteve hospitalizada. Passados dois anos do acidente, após</p><p>recuperar-se de seus ferimentos e do estresse causado, bem como pelo luto em razão da morte de sua mãe,</p><p>Mariana buscou seu escritório, pretendendo saber por que direitos reclamar. Quais seriam as noções</p><p>necessárias para que você, como advogado, buscasse resolver o problema de Mariana? Quais são os</p><p>elementos para configuração de responsabilidade civil? E eles estariam presentes no caso concreto?</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>RESOLUÇÃO CASO MARIANA</p><p>Com relação ao ocorrido com Mariana, pode-se afirmar que se trata de uma hipótese de responsabilidade</p><p>civil extracontratual. A razão para isso consiste no fato de que entre Mariana e o suposto causador do acidente</p><p>não há qualquer relação jurídica prévia, e para que fosse a responsabilidade civil contratual, seria necessário,</p><p>certamente, um ajuste contratual anterior entre as partes.</p><p>Sobre os elementos que compõem a responsabilidade civil, via de regra, eles são os seguintes: a conduta, o</p><p>dano, o nexo causal e a culpa ou dolo. No caso telado, estes elementos estão presentes, da seguinte maneira:</p><p>a conduta consiste no fato de ter o motorista avançado no sinal vermelho e causado a colisão; o dano, que</p><p>pode ser de caráter patrimonial e extrapatrimonial, está caracterizado pela lesão a direitos de Mariana; entre</p><p>a conduta e o dano existe o nexo causal, que significa justamente o liame (a conexão) entre ambos; e, por</p><p>fim, com relação à culpa, percebe-se claramente a alegação de imprudência do motorista que, ao cruzar o</p><p>sinal vermelho, praticou conduta comissiva e desrespeitou regra de trânsito, deixando de observar seu dever</p><p>geral de cuidado, na medida em que agiu de maneira irresponsável, sem adotar as cautelas necessárias em</p><p>sua atitude, precipitando-se.</p><p>Ademais, nesse caso, estamos diante de uma hipótese de responsabilidade civil subjetiva, na qual é</p><p>necessário demonstrar a culpa ou o dolo do responsável por causar os danos.</p><p>DEFEITOS DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS</p><p>Consistem em negócios em que a real vontade do agente não foi observada, havendo a presença de fatos que</p><p>o tornam nulo ou passível de anulação. São, pois, falhas, anomalias, que fazem com que a vontade não seja</p><p>corretamente ou totalmente manifestada e observada. Como consequência fazendo que o negocie acabe</p><p>provocando efeitos indesejados, efeitos esses que não são o que realmente queria o agente, e causando</p><p>prejuízo ao próprio agente ou a outrem</p><p>O Código Civil traz seis espécies de defeitos: erro, dolo, coação, lesão, estado de perigo e fraude contra</p><p>credores. Qualquer uma delas, de forma isolada pode tornar o negócio jurídico inválido.</p><p>Invalidade: Nulo x Anulável</p><p>VÍCIOS DE CONSENTIMENTO</p><p>VÍCIOS DE CONSENTIMENTO: consiste na desavença entre a vontade real e a vontade declarada. A</p><p>manifestação de vontade não corresponde à verdadeira intenção do agente. - erro, dolo, coação, lesão e estado</p><p>de perigo.</p><p>VÍCIOS SOCIAIS: A vontade desvia-se da lei e da boa-fé, infringindo direitos e prejudicando terceiros</p><p>intencionalmente. - simulação e fraude contra credores.</p><p>ERRO</p><p>O erro é um defeito do negócio jurídico. Nada mais é do que um equivoco, uma percepção falsa sobre algo.</p><p>(Acho que hoje é quarta, mas na verdade é quinta). Trata-se de uma falsa representação da realidade.</p><p>CONCEITO:</p><p>- Falsa representação da realidade. O agente engana-se sozinho e celebra negócio que não celebraria se</p><p>tivesse conhecimento exato e verdadeiro, noção errada (inexata, falsa) sobre alguma coisa, objeto ou pessoa.</p><p>(Carlos Roberto Gonçalves)</p><p>ERRO SUBSTANCIAL é aquele de maior relevância, cuja presença torna anulável o negócio jurídico. É o</p><p>erro que recai sobre aspectos determinantes do negócio jurídico, de tal importância que, sem ele, o ato não</p><p>se realizaria. Se o agente conhecesse a verdade, não manifestaria a vontade de concluir o negócio jurídico,</p><p>podendo gerar a invalidação do negócio jurídico celebrado.</p><p>CARACTERÍSTICAS DO ERRO SUBSTANCIAL – ART. 138 E 139/CC.</p><p>A) Erro sobre a natureza do negócio: A parte manifesta sua vontade pensando celebrar um negócio e, na</p><p>verdade, está celebrando outro. É um erro sobre a categoria jurídica.</p><p>EXEMPLO: Jorge ficou alocado na casa de Wilson, um achando que era locação e outro compreendeu ser</p><p>um comodato.</p><p>B) Erro sobre o objeto principal: A manifestação de vontade recai sobre um objeto diverso do pretendido.</p><p>O objeto sobre o qual recai o negócio jurídico não é o pretendido pelo agente. (Ex: compra de tecido para</p><p>biquini)</p><p>C) Erro sobre qualidades essenciais do objeto: o motivo determinante do negócio é a suposição de que o</p><p>objeto possui determinada qualidade que, posteriormente, verifica-se inexistente. (Ex: Avião para aplicar</p><p>veneno na lavoura)</p><p>D) Erro sobre a identidade / qualidade da pessoa – art. 142/CC: o negócio jurídico se realiza baseado na</p><p>identidade física ou moral de uma das partes. Negócios intuito personae. (Ex: doação para bombeiro que</p><p>me salvou)</p><p>E) Erro de direito: o agente emite sua vontade acreditando que procede como a lei. O agente tem falso conhecimento,</p><p>ignora, ou tem uma compreensão equivocada da lei. (Ex: casamento com afins)</p><p>F) Erro Acidental: artigo 143/CC: Refere-se a circunstâncias de menor importância, questões secundárias e</p><p>acessórias dos negócios jurídicos. Se conhecida a realidade, o negócio teria sido praticado da mesma forma, não gera</p><p>a invalidação do negócio jurídico realizado. (Ex: bolo de morango)</p><p>G) Erro escusável: É o erro justificável, desculpável. Qualquer outra pessoa cometeria o mesmo erro. É o erro que</p><p>passa despercebido por qualquer pessoa em diligência normal. Gera a invalidação do negócio jurídico celebrado!</p><p>H) Erro real: É aquele que causa efetivo prejuízo ao declarante (gera consequências danosas para a parte interessada).</p><p>Gera a invalidade do negócio jurídico realizado!!</p><p>ERRO X IGNORÂNCIA</p><p>Costuma-se diferenciar erro de ignorância no que se refere à extensão do erro. Erro seria um desconhecimento parcial,</p><p>ou uma ideia falsa sobre determinada situação ou pessoa, ao passo que a ignorância seria um desconhecimento</p><p>completo integral.</p><p>Eles foram equiparados pelo Código Civil.</p><p>ERRO X VÍCIO REDIBITÓRIO</p><p>Erro, como defeito do negócio jurídico, não se confunde com vício redibitório. O erro é um dos defeitos do negócio</p><p>jurídico, quando há um engano espontâneo, já nos vícios redibitórios o problema não é de natureza subjetiva, diz</p><p>respeito a qualidade da coisa, deveria ter e na realidade não tem.</p><p>ERRO DO VÍCIO DO PRODUTO NO CDC</p><p>No plano do direito do consumidor, existe a figura do produto ou serviço. Embora tanto no vicio quanto no fato haja</p><p>responsabilidade, ambos não se confundem. No vicio há um descompasso entre o produto ou serviço, no que tange a</p><p>expectativa do consumidor. Ex: compra de carro zero com ar-condicionado estragado.</p><p>Art. 18 e 20 CDC</p><p>Pode-se dizer que o vício atinge o produto, enquanto o fato atinge a pessoa do consumidor.</p><p>Ex 1: Jonas comprou lâmpada que na embalagem dizia ser de 200watts, mas na verdade é de 100.</p><p>Ex 2: Lâmpada explodiu machucando Jonas.</p><p>REGRAS GERAIS</p><p>Transmissão errônea da vontade – artigo 141/CC. - se o declarante se vale de pessoa interposta ou de um meio de</p><p>comunicação e a transmissão da vontade não se faz com fidelidade, estabelecendo-se uma divergência entre a intenção</p><p>e o que foi transmitido, tem-se um vício que propicia a anulação do negócio jurídico.</p><p>Convalescimento do erro – artigo 144/CC.</p><p>PRINCÍPIO DA CONSERVAÇÃO DOS ATOS E NEGÓCIOS JURÍDICOS: evitando anular-se o negócio, as</p><p>partes executam o negócio conforme real vontade do declarante.</p><p>DOLO</p><p>CONCEITO.</p><p>Uma pessoa induz a outra, intencionalmente, a agir de forma prejudicial a si mesmo e benéfica ao autor</p><p>do dolo. É o artifício astucioso, aplicado para induzir alguém a prática de ato que o prejudica, e cria</p><p>vantagens indevidas ao autor do dolo ou a terceiro.</p><p>É o engano provocado por uma das partes ou por terceiro. Ao contrário do erro, onde o engano é</p><p>espontâneo, no dolo ele é provocado, há a utilização de meios ardilosos, fazendo com que a parte tenha</p><p>uma falsa ideia da realidade.</p><p>ESPÉCIES DE DOLO.</p><p>Dolo principal – artigo 145/CC.</p><p>- é aquele que atua como principal causa do negócio jurídico. A parte somente realizou a avença porque foi</p><p>enganada, caso contrário, jamais teria manifestado sua vontade no sentido de concluir o negócio jurídico. O</p><p>negócio só é realizado porque houve o induzimento malicioso de uma das partes.</p><p>- o dolo principal anula o negócio jurídico.</p><p>REQUISITOS PARA O DOLO PRINCIPAL:</p><p>a) deve existir a intenção de induzir o declarante a realizar o negócio jurídico;</p><p>b) deve ocorrer prejuízo para a vítima;</p><p>c) os artifícios fraudulentos são graves, beneficiando a quem os alega;</p><p>d) os argumentos são a causa determinante da declaração de vontade (negócio jurídico);</p><p>e) o argumento deve proceder do outro contratante ou ser deste conhecido, caso provenha de terceiro.</p><p>DOLO ACIDENTAL</p><p>Não diz respeito a aspectos essenciais do negócio jurídico. O negócio jurídico seria realizado</p><p>independentemente da atitude maliciosa de uma das partes, não afetando a declaração de vontade.</p><p>O dolo acidental não ocasiona a anulação do negócio jurídico, mas gera direito à indenização pelas perdas</p><p>e danos. O prejuízo que a parte sofreu deverá ser ressarcido, mas o negócio jurídico continua sendo válido.</p><p>Exemplo: Compra de terreno promessa de construção de shopping.</p><p>DEFEITOS DOS NEGÓCIOS JURÍDICOS</p><p>Dolo positivo ou comissivo. - Manifesta-se através de ações, atitudes que enganam o declarante e o levam a</p><p>concluir o negócio jurídico. Existe o uso de artifícios positivos.</p><p>Dolo negativo ou omissivo – artigo 147/CC. - é a omissão de um fato. Ocorre quando uma das partes oculta</p><p>informação que a outra deveria saber e que, se soubesse, não teria realizado o negócio jurídico. (Ex: aluguei</p><p>a casa, mas houve um assassinato ali)</p><p>Dolo de terceiro imagine que você pretende alugar um apartamento na praia para passar um final de semana,</p><p>e, enquanto estava em conversas com o corretor de imóveis, um terceiro interveio nessas tratativas e passou</p><p>a oferecer altos valores, dizendo que esse era o único imóvel restante na localidade. Você, então, com medo</p><p>de perder a oportunidade, aceita um preço muito acima da média, enganado por esse terceiro, que estava em</p><p>conluio (havia combinado) com o corretor. Nesse caso, releia o art. 148 do Código Civil de 2002 e pense</p><p>sobre o assunto: será que esse negócio é anulável? Certamente o negócio será anulado, pois houve uma</p><p>combinação entre o corretor e o terceiro.</p><p>Dolo do representante O dolo pode ser praticado por uma das partes do negócio jurídico como por</p><p>terceiro. Pode também ser praticado por alguém que, embora não seja parte, desempenha uma função</p><p>especial do negócio jurídico: o representante de uma das partes.</p><p>Art. 149 CC</p><p>EXEMPLO ART 149: Higor (pai) é representante de Júlio (filho menor de dezesseis anos) e realiza uma</p><p>compra e venda perante Fábio, praticando contra este último o dolo. Nesse caso, Júlio somente responderá</p><p>até o valor total do lucro indevido que obteve, e Higor responderá pelos prejuízos que excederem esse valor</p><p>(danos morais, por exemplo). Mas, se Júlio tivesse dezoito anos de idade, já capaz, e tivesse convencionado</p><p>(concordado) para ser representado por seu pai Higor, ambos responderiam por todos os prejuízos causados.</p><p>DOLO E INDENIZAÇÃO O Código Civil de modo explícito, menciona o dever de indenizar como efeito</p><p>de defeitos nos negócios jurídicos. Não só nessas como em quaisquer outras situações poderá haver o dever</p><p>de indenizar em razão dos defeitos.</p><p>DEVER DE INFORMAR:</p><p>A ausência do dever de informar pode, em situações variadas, fazer surgir o dever de indenizar. O dever de</p><p>informar se incorporou ao direito negocial como dever geral de conduta.</p><p>A obrigação de informação é desdobrada em quatro categorias:</p><p>A) Informação-conteúdo (características intrínsecas do produto).</p><p>B) Informação-utilização (como usar o produto ou serviço).</p><p>C) Informação-preço (custo, formas e condições de pagamento).</p><p>D) Informação-advertência (riscos do produto ou serviço).</p><p>_____________________________________________________________________________________</p><p>COAÇÃO:</p><p>CONCEITO</p><p>- é toda ameaça ou pressão exercida sobre um indivíduo, sua família ou seus bens para forçá-lo, contra sua</p><p>vontade, a praticar um ato ou realizar um negócio jurídico. O que a caracteriza é o emprego de violência</p><p>psicológica para viciar a vontade.</p><p>- a coação moral é vício de consentimento, a física não. Na coação física, a manifestação da vontade inexiste,</p><p>inexistindo também o negócio jurídico.</p><p>REQUISITOS</p><p>a) a coação deve ser a causa determinante do negócio jurídico;</p><p>b) temor justificado – artigo 152/CC;</p><p>c) dano iminente;</p><p>d) ameaça a pessoa, família ou bens.</p><p>COAÇÃO X DOLO- DIFERENÇAS</p><p>Na coação, é usada a violência de modo a forçar a parte a realizar um negócio contra sua vontade. No dolo,</p><p>aquele que pretende enganar utiliza-se de algum artifício, também chamado de ardil, para induzir a parte, por</p><p>meio de falsas informações e condutas que enganam, pura e simplesmente.</p><p>COAÇÃO FÍSICA Na coação física, uma parte obriga a outra, por meio da força física, bruta, a realizar</p><p>um negócio. Imagine que um marido aproveita que a esposa está dormindo, pega a mão desta e a faz marcar</p><p>com suas digitais um contrato qualquer. Ora, nesse caso, o negócio jurídico é considerado inexistente</p><p>(lembre-se de que a vontade é um elemento de existência).</p><p>PECULIARIDADES O temor causado</p><p>pode referir-se à própria pessoa, à sua família, ou aos seus bens.</p><p>Mas, mesmo quando a ameaça recair sobre uma pessoa que não seja da família de quem for coagido, “o juiz,</p><p>com base nas circunstâncias, decidirá se houve coação” (BRASIL, 2002, art. 151). Ou seja, eu poderia temer</p><p>que se não realizasse algum negócio, um amigo fosse surrado ou sofresse outra consequência, e certamente</p><p>iria querer evitar essa situação, não é mesmo?</p><p>SITUAÇÃO COMUM? EXEMPLIFICANDO</p><p>Lembre-se de uma situação muito comum: as pessoas ameaçam, e muito, “entrar na Justiça” se não forem</p><p>realizadas suas vontades. Repetem: “Pague ou te processo”. E se, após ouvir tal ameaça, alguém assinar uma</p><p>confissão de dívida, comprometendo-se a pagar aquilo que realmente devia? Para responder a essa questão,</p><p>veja o que dispõe o art. 153 do Código Civil, que diz: “não se considera coação a ameaça do exercício normal</p><p>de um direito, nem o simples temor reverencial” (BRASIL, 2002). Ora, se alguém me deve valores e se nega,</p><p>injustamente, a me pagar, eu posso “entrar na Justiça”, sendo esse um exercício normal de meu direito de</p><p>ação! Assim, não há que se falar em coação nesse caso.</p><p>COAÇÃO POR TERCEIRO</p><p>Com conhecimento da parte – artigo 154/CC: - além de anular o negócio jurídico, a parte e o terceiro</p><p>responderão solidariamente pela indenização devida à vítima. (Ex: fazendeiro, capataz e colono)</p><p>Sem conhecimento da parte – artigo 155/CC: - não será anulável o negócio jurídico se a parte beneficiada</p><p>desconhecer que o terceiro coagiu o declarante. - o terceiro coator deverá indenizar a vítima.</p><p>Sobre a coação, lembre-se da violência moral ou psicológica. Não há apenas o artifício, a mentira, mas a</p><p>verdadeira ameaça que amedronta a parte e a obriga a firmar algum negócio. Lembre-se de que, no caso de</p><p>coação física, o negócio jurídico é inexistente, pois está ausente o elemento que chamamos de vontade.</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>LESÃO</p><p>CONCEITO</p><p>É o prejuízo resultante da desproporção existente entre as prestações de um contrato, no momento de sua</p><p>celebração, determinada pela premente necessidade patrimonial ou inexperiência de uma das partes.</p><p>Sempre que você pensar em lesão, pense em valores, em prejuízos econômicos sofridos por alguém. Mas,</p><p>como assim? Sobre esse assunto, o art. 157, do Código Civil nos diz que “ocorre a lesão quando uma pessoa,</p><p>sob premente necessidade, ou por inexperiência, se obriga a prestação manifestamente desproporcional ao</p><p>valor da prestação oposta” (BRASIL, 2002). Em outras palavras, quando uma pessoa estiver passando por</p><p>grande necessidade, ou quando for inexperiente em relação à determinada situação, ela pode acabar</p><p>assumindo uma dívida (ou prestação) desproporcional em relação à outra prestação assumida pela outra parte</p><p>(que pode tirar vantagem disso).</p><p>É preciso lembrar que nem toda desproporção importa juridicamente. Há certa margem de tolerância para</p><p>a desproporção entre as prestações, na qual ingressa o lucro.</p><p>Não se exige conduta dolosa da outra parte.</p><p>Ex: Maria vendeu o carro por 35 mil dizendo que a direção era elétrica, porém é hidráulica, porém Jaime</p><p>compraria de qualquer modo, o que pode ser feito? Perdas e danos e não anulação do negócio jurídico.</p><p>REQUISITOS:</p><p>Subjetivo:</p><p>- Necessidade patrimonial ou inexperiência.</p><p>Objetivo:</p><p>- Desproporção entre a obrigação assumida e a prestação oposta;</p><p>- Desequilíbrio contratual desde o nascimento do negócio jurídico.</p><p>DOLO DE APROVEITAMENTO</p><p>Alguém encontra no porão dos seus avós quadros, e vende por um preço simbólico, ocorre que no meio há</p><p>um quadro valioso, havendo inequivocadamente desproporção entre as prestações. O defeito foi causado por</p><p>inexperiência do vendedor, a questão relativa ao dolo de aproveitamento é a seguinte: o comprador sabia</p><p>disso? Conhecia a real situação do quadro? Teve o intuito de se aproveitar da situação?</p><p>______________________________________________________________________________________</p><p>09/04/2024</p><p>TEORIA DAS INVALIDADES DO NEGÓCIOS JURÍDICOS</p><p>Caso concreto = Pedro x Guilherme</p><p>Fábio amigo de Pedro: empresta dinheiro pra ele, quando o Guilherme cobra ele diz que emprestou, acontece</p><p>que o Gui descobre que Pedro está usando o cartão de Fábio</p><p>Moto: R$6.500,00</p><p>Tipo de defeito? FRAUDE</p><p>Início de consentimento x social? SOCIAL</p><p>Ação? AÇÃO PAULIANA</p><p>Prazo?</p><p>O que é invalidade para o ato civil?</p><p>- É O FATO JURÍDICO QIUE EXISTE PORÉM EM MAIOR OU MENOR GRAU ENTRE EM CHOQUE</p><p>COM A ORDEM JURÍDICA, ESSE CHOQUE DECORRE DE CUASAS ANTERIORES OU</p><p>CONTEMPORÂNEA À PRÁTICA DO NEGÓCIO JURÍDICO</p><p>Invalidade</p><p>NULO: + grave ordem pública</p><p>ANULÁVEL: ordem particular</p><p>Situações de nulidade= 166 c.c</p><p>EX: 1.475 c.c</p><p>Quem pode alegar? 168 c.c</p><p>Correção pelo juiz?</p><p>ANULABILIDADE</p><p>Atinge interesses particulares</p><p>Causas? 171 c.c</p><p>Quem pode alegar? 177 c.c</p><p>ART. 170 e a “conversão do negócio jurídico”</p><p>EX: Casamento nulo, cheque vencido</p>

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