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ROSIANE LEITE DO CARMO FERREIRA
PORTIFÓLIO SOBRE
POLITRAUMATISMO
ALTA FLORESTA-MT
2020
ROSIANE LEITE DO CARMO FERREIRA
PORTIFÓLIO SOBRE
POLITRAUMATISMO
Trabalho realizado como critério de avaliação para a disciplina de Estágio Supervisionado em Urgência e Emergência - Pronto Socorro da Faculdade de Alta Floresta - FADAF do Curso de Graduação em Enfermagem do 9º período. Professora Orientadora: Lucielle Lírio Nonnenmacher Acadêmica: Rosiane Leite do Carmo Ferreira.
ALTA FLORESTA-MT
2020
DIÁRIO DE APRENDIZADO
Local: HOSPITAL REGIONAL - Albert Sabin
Data: 14/03/2020
Prof: Lucielle Lírio
Aluna: Rosiane Leite do Carmo
DEFINIÇÃO DA ATIVIDADE
I. POLITRAUMATISMO 
O acidente é caracterizado por uma transferência de energia de um ou mais objetos para a vítima, de modo a causar danos para o mesmo, sendo capazes de provocar agravos à saúde, e responsável por lesões das mais diferentes gravidades. (BEZERRA et al, 2015, s.p).
O atendimento ao paciente politraumatizado tem como principal objetivo a diminuição e, se possível, a abolição de sequelas do trauma, onde o profissional que presta assistência é responsável pela avaliação inicial, a qual é realizada em caráter de emergência, visando estabelecer o equilíbrio fisiológico da vítima, através da identificação e tratamento das lesões. Essa avaliação é denominada de exame primário, onde irá preceder a identificação de outras lesões no exame secundário e das orientações para os cuidados definitivos. (BEZERRA et al, 2015, s.p).
a) Protocolo de atendimento pré hospitalar atendimento inicial do politraumatizado: medidas gerais em siv (abcde). (VIEIRA,2011). 
· Utilizar equipamento completo de proteção individual;
· Avaliar da segurança da cena: Garantir a segurança dos profissionais e do 
paciente seguindo os princípios de segurança e biossegurança. Solicitar apoio sempre que necessário.
· Avaliar rapidamente a cinemática do trauma para facilitar a suposição de lesões.
· Realizar a avaliação primária do paciente de trauma (Avaliação do ABC):
· A presença de agitação, ansiedade ou apatia podem significar a presença Hipóxia;
· Estar preparado para a RCP.
· A: Assegurar vias aéreas perveas e realizar estabilização manual da
cabeça simultaneamente. (VIEIRA,2011).
· Avaliar e assegurar vias aéreas perveas;
· Realizar estabilização manual da cabeça com alinhamento neutro;
· Observar presença de sinais de esforço respiratório ou uso de musculatura 
· Acessória;
· Se necessário realizar manobra de chin lift ou jaw thrust;
· Se necessário aspirar cavidade oral e retirar objetos que possam ser visualizados 
· inclusive próteses;
· Considerar indicação de uso de COF;
· Avaliar saturação e ofertar oxigênio 100% por máscara de não-reinalante 
· (manter saturação >95%);
· Instalar colar cervical assim que possível;
· Considerar a necessidade e indicação restrita do uso da máscara supraglótica ;
· B: Avaliar a presença de boa respiração e bom tórax 
· Avaliar presença e a qualidade da ventilação;
· Avaliar simetria na expansão torácica;
· Avaliar presença de lesões abertas e fechadas e aplicar a correção se indicado.
· C: Avaliar a circulação e a perfusão e controlar sangramentos e choque (VIEIRA,2011).
· Controlar sangramentos externos visíveis com compressão direta da lesão ou torniquete, conforme indicado;
· Avaliar o estado circulatório rapidamente por meio da avaliação da consciência, da presença de pulso, do reenchimento capilar e das características da pele (temperatura, umidade, coloração);
· Na presença de sinais de choque, considerar realização de reposição volêmica
Permissiva.
· D: Avaliação das incapacidades 
· Avaliar o estado neurológico por meio da Escala de Coma de Glasgow e das 
Pupilas.
· E: Exposição com controle da hipotermia.
· Cortar as vestes do paciente sem movimentação excessiva e somente das partes 
necessárias;
· Proteger o paciente da hipotermia com auxílio do cobertor térmico;
· Se não houver risco detectado na avaliação do ABC, realizar avaliação 
secundária completa paro paciente s de trauma. Se houver risco, tratar conforme necessário, executar exame físico direcionado às lesões aparentes e transportar rápido;
· Quando se tratar de traumatizados graves (comprometimento da respiração, 
circulação, alterações de consciência, lesões com alto potencial de gravidade, Glasgow<8, RTS<11), a meta deve ser sair da cena em menos de 10 minutos, com destino ao hospital terciário.
· Na presença de dor, considerar analgesia (VIEIRA,2011).
· Nos pacientes estáveis, realizar as imobilizações, finalizando com
pranchamento, coxins laterais de cabeça e cintos de segurança;
· Se o paciente persistir com saturação <95% associada aos sinais e sintomas 
suspeitos, considerar realizar as condutas adicionais em SIV:
· Realizadas as manobras, considerar conduta adicional em SIV no atendimento 
inicial ao politraumatizado:
b) Se presença de sinais de choque (VIEIRA,2011).
· Instalar 1 acesso venoso de grosso calibre (jelco 14, 16, 18 no adulto):
a) em região antecubital, de preferência.
b) Se o acesso difícil, realizar punção intra-óssea;
· Administrar solução cristalóide:
· Ringer lactato (1ª escolha) ou SF 0,9% nas seguintes condições:
· No adulto: até o aparecimento do pulso radial ou uma PAS de 90 mmhg (dose máxima no APH =2 litros);
· Na criança: infundir rapidamente 20 mL/kg (em menos de 20 minutos) de solução cristaloide; repetir o mesmo volume por 2 vezes (totalizando 3 infusões) se persistirem os sinais de choque;
OBS: Não usar solução com glicose, visto que é esperada a hiperglicemia endógena durante o choque.
· Preparar para o transporte do paciente (hospital terciário) durante a reposição;
· Com auxílio da Central de Regulação, considerar aeromédico para o transporte
OBS: O transporte do paciente não deve ser retardado para a obtenção de acessos venosos.
· Na presença de dor (VIEIRA,2011).
· Administrar Cetorolaco de Trometamina 1 ampola diluída em 9ml de AD (1 
ampola do medicamento = 1 ml = 30 mg);
· No adulto: Administrar a menor dose eficaz: Iniciar com 3ml da solução diluída (10mg);
· No idoso: (>65 anos): usar máximo de 15mg (até 4ml da solução diluída);
· Na criança: Para crianças a partir de 1 ano: 0,03ml/kg IV (solução);
 
· Contraindicações: Hipovolemia, desidratação, úlcera péptica
ativa ou história de sangramento de TGI, insuficiência renal ou hepática, uso de AAS ou outros anti-inflamatórios não-hormonais, gravidez, parto e lactação.
c) Avaliação primária (VIEIRA,2011).
Avaliação primária do paciente com trauma maior deverá ocorrer conforme o protocolo de atendimento inicial do politraumatizado recomendado pelo ATLS. 
Reanimação frente a parada cardiocirculatória é realizada imediatamente após o diagnóstico. Avaliação primária e reanimação ocorrem simultaneamente, em uma seqüência lógica de condições de risco à vida, conhecida como “ABCDE. (VIEIRA,2011). 
· A (Airway) - Via aérea
· Manutenção de vias aéreas pérvias e controle cervical, acessórios: oximetria de pulso se
· B (Breathing) - Respiração,
· Avaliação e manutenção da respiração e mecânica ventilatória
· C (Circulation) - Circulação,
· Manutenção da circulação e controle da hemorragia. Manômetro de pressão.
· Microondas para aquecer fluidos. Sondagem vesical.
· D (Disability) - Disfunção neurológica
· Avaliação do estado neurológico. Colar cervical e prancha longa
· E (Exposure) - Exposição
A- Vias aéreas e coluna cervical (VIEIRA,2011).
Inicialmente, é avaliada a permeabilidade das vias aéreas superiores:
· Capacidade do paciente falar,
· Inspeção da cavidade oral, buscando possível obstrução da via aérea
· Queda de língua,
· Presença de vômito, sangue, corpo estranho na cavidade oral,
· Trauma bucomaxilofacial,
· Queimadura extensa de face com acometimento da cavidade oral,
· A respiração tipo gasping, estridor laríngeo.
 Em obstrução real ou potencial de vias aéreas, fazer manobras para sua liberação:
· Aspiração,
· Anteriorização do mento,
· Posicionamento da cânula orofaríngea,
· Administração de oxigênio 10-12L/minem máscara com reservatório
· Intubação traqueal se necessário.
· Intubação via nasotraqueal no potencial trauma maxilofacial é contra-indicada.
· Traqueostomia pode ser necessária em traumas faciais com fraturas graves de mandíbula e maxila.
B- Ventilação 
Avaliação da ventilação se faz através da inspeção, percussão, palpação e ausculta do tórax. Os diagnósticos a serem buscados são: 
· Pneumotórax hipertensivo 
· Pneumotórax aberto 
· Tórax instável 
· Hemotórax maciço
C- Circulação 
No manuseio do traumatizado o choque deve ser sempre considerado (e tratado), a princípio, como hemorrágico. Como seqüência para exame deve-se: 
· Pesquisar e controlar fontes de sangramento externo, mediante compressão; 
· Puncionar dois acessos periféricos calibrosos (14-16 G) e, na impossibilidade deste obter acesso central; 
· Colher amostra de sangue para prova cruzada (lactato, troponina no trauma cardíaco, BHCG para mulheres jovens); 
· Em caso de choque, realizar reposição volêmica, utilizando solução salina (SF 0,9%, em bolus de 2000ml). Para cada ml de sangue perdido repõe-se 3ml de cristalóide isotônico. A hemotransfusão é somente indicada em caso de choque grau III e IV.
OBS: Avaliar possibilidade de:
· Choque cardiogênico;
· Choque obstrutivo causado por
· Pneumotórax hipertensivo,
· Tamponamento cardíaco;
· Choque neurogênico:
· Deverá ser tratado com infusão de volumes e drogas vasoativas.
D- Exame neurológico
O exame neurológico durante a avaliação primária é realizado:
· Classificando o paciente de acordo a Escala de Coma de Glasgow (ECG),
· Examinando a pupila (diâmetro e reatividade à luz),
· Motricidade dos membros.
A pontuação definitiva da ECG só é atribuída após manobras de reanimação com resolução dos problemas respiratórios e circulatórios. Devem-se conhecer os valores normais e a modalidade de classificação da ECG em crianças em idade pré-escolar pelas particularidades na maneira de se expressar e locomover.
A ECG que categoriza a gravidade do traumatismo craniano deve ser calculada na ausência de efeitos de fármacos sedativos (janela farmacológica de tempo suficiente para a eliminação do fármaco) e uma vez excluído o efeito de álcool ou drogas.
E- Exposição 
Remoção de toda vestimenta é realizada na chegada, com exposição do tórax e membros superiores para avaliação, monitoramento e punção venosa. Durante este momento é realizada a rolagem em bloco para facilitar a remoção das vestimentas e realização do exame do dorso, que compreende a inspeção e palpação. Posteriormente faz-se a limpeza e medicação temporária das feridas, posicionamento de talas e tutores ortopédicos e, por fim, o paciente é coberto com manta térmica para se prevenir a dispersão de calor
· Exames a nível primário (VIEIRA,2011).
 Esses exames são efetuados após a avaliação primária e antes da avaliação secundária, para identificar condições que rapidamente podem piorar e que requerem tratamento imediato, ou lesões que requerem aprofundamento diagnóstico de segundo nível.
· Avaliação secundária (VIEIRA,2011).
Realiza-se a anamnese com o paciente (se cooperativo), com parentes e com pessoal do atendimento pré-hospitalar, seguindo o acrônimo AMPLE: (A, allergies) - alergias; (M, medications) - medicamentos usados; (P, past illness) - passado mórbido; (L, last meal) - última refeição; (E, events) - eventos precedentes ao trauma e relacionados ao ambiente.
· Sinais vitais e entrevista ampla (com o paciente, familiares ou terceiros). (SAMU,2014).
· nome e idade;
· verificação dos sinais vitais;
· respiração (frequência, ritmo e amplitude);
· pulso (frequência, ritmo e volume);
· pressão arterial;
· pele (temperatura, cor, turgor e umidade);
· S: sintomas? principal queixa?
· A: tem alergias? problema ou doença atual?
· M: medicamentos e/ou tratamentos em uso?
· P: passado médico/prenhez (gravidez) – problemas de saúde ou doença atual?
· L: ingeriu líquidos ou alimentos? última refeição?
· A: ambiente do evento?
Obs: Em pacientes inconscientes ou impossibilitados de responder, buscar informações com circundantes ou familiares.
 
REFERENCIA
RÍOS, F. R. Diretriz Assistencial Multidisciplinar de Abordagem ao Paciente Politraumatizado - Diretrizes Clínicas Versão: 2018.
BEZERRA Y.C.P; MEDEIROS, R.L.M.F DE; COSTA, J.S et al. Politraumatismo: Conhecimento dos estudantes de enfermagem acerca das práticas assistenciais, Rev enferm UFPE on line., Recife, 9(11):9817-25, nov., 2015.
VIEIRA, C.A.S; MAFRA, A. A.; ANDRADE, J.M.O. Abordagem ao Paciente Politraumatizado Belo Horizonte, Janeiro de 2011.
SECRETARIA MUNICIPAL DA SAÚDE Protocolos de Atendimento Pré-Hospitalar Suporte de Vida por Enfermeiro – Avaliação primária do paciente com suspeita de trauma Ou em situação ignorada 4ª edição AGOSTO/2014

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