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FATEP- FACULDADE DE TEOLOGIA DO PLANALTO
GILBERTO PEREIRA DE ALMEIDA
EDMAR RODRIGUES ABADIA.
Tema : A santidade na Totalidade ITs 5.23
Assunto: Santificação
GAMA-DISTRITO FEDERAL
2018
Gilberto Pereira de Almeida
Edmar Rodrigues Abadia
Tema : A santidade na Totalidade ITs 5.23
GAMA-DISTRITO FEDERAL
2018
Índice
1- Introdução	4
2. Capítulo - A natureza da Santificação	5
2.1 Conceitos.	5
2.1.1 Conceitos de Santificação.	5
2.1.2 Conceito de espírito	7
2.1.3 Conceito de alma	11
1. A Faculdade Volitiva da Alma	12
2. A Faculdade Intelectual ou Mental da Alma	12
3. A Faculdade Emotiva da Alma	13
2.1.4- Conceito de corpo	17
2.2- Capítulo - A Santidade na totalidade	20
2.2.1- A Santificação do espírito	21
2.2.2 -A santificação da alma	21
2.2.3- A Santificação do corpo	23
2.2.4- Conclusão	27
3. Capítulo - Elementos da Santificação	27
3.1.1- O Esforço do Crente	28
3.1.2- A Oração	28
3.2- Meios Divinos de Santificação	28
3.2.1 O Sangue de Cristo	29
3.2.2- O Espírito Santo	29
3.2.3- A Palavra de Deus	30
4- Capítulo - Tipos de Santificação	30
4.1 .1- Santificação Posicional	30
4.1.2- Santificação Progressiva - “Eu estou sendo salvo”	31
4.1.3 - Santificação perfeita ou futura	31
5 - capítulo - Benefícios da Santificação	34
6 - capítulo - Dedicatória e Oferecimentos.	35
7 - capítulo - Agradecimentos.	36
1- Introdução 
Neste trabalho estaremos apresentando um assunto de grande relevância para o povo de Deus. Trata-se da Santificação, pois sem ela, nós não veremos o Senhor Hb 12.14. É através da Santificação, que nos achegaremos mais perto do Senhor e manteremos uma comunhão perfeita com o Pai, com o Filho, e o com Espírito Santo. Dentre os elementos que podem fazer com que nos santifiquemos cada dia, é a Palavra de Deus , que nos auxilia e nos encoraja, a viver de modo santo e irrepreensível diante do Senhor.
A Santificação não acontece de um dia para outro, mas é um processo diário de renúncia a certas atos que praticávamos, por não conhecermos ao Senhor Jesus Cristo, mas com a nossa conversão, fomos batizados em seu Espírito ( imergido no corpo de Cristo, que é a igreja), que é a Santificação posicional, e continuamos procurando a nos santificarmos durante o todo o tempo da nossa peregrinação, a santificação progressiva, e sempre pronto para esperarmos o Senhor Jesus nas alturas, onde receberemos o nosso corpo glorificado, que é a santificação futura.
2. Capítulo - A natureza da Santificação
 Natureza da santificação. O significado da doutrina da expiação, encontrada no Novo Testamento, acha-se no rito sacrificial do Antigo Testamento. Da mesma forma chegaremos ao sentido da doutrina do Novo Testamento sobre a santificação, pelo estudo do uso no Antigo Testamento da palavra "santo".
2.1 Conceitos.
2.1.1 Conceitos de Santificação.
 Primeiramente, observa-se que "santificação", "santidade", e "consagração" são sinônimos, como o são: "santificados" e "santos". Santificar é a mesma coisa que fazer santo ou consagrar. A palavra "santo" tem os seguintes sentidos: 
(a) Separação. "Santo" é uma palavra descritiva da natureza divina. Seu significado primordial é "separação "; portanto, a santidade representa aquilo que está em Deus que o toma separado de tudo quanto seja terreno e humano — isto é, sua perfeição moral absoluta e sua divina majestade. Quando o Santo deseja usar uma pessoa ou um objeto para seu serviço, ele separa essa pessoa ou aquele objeto do seu uso comum, e, em virtude dessa separação, a pessoa ou o objeto torna se "santo". 
(b) Dedicação. Santificação inclui tanto a separação, como dedicação a alguma coisa; essa é "a condição dos crentes ao serem separados do pecado e do mundo e feitos participantes da natureza divina, e consagrados à comunhão e ao serviço de Deus por meio do Mediador". A palavra "santo" é mais usada em conexão com o culto. Quando referente aos homens ou objetos, ela expressa o pensamento de que esses são usados no serviço divino e dedicados a Deus, no sentido especial de serem sua propriedade. Israel é uma nação santa, por ser dedicada ao serviço de Jeová; os levitas são santos por serem especialmente dedicados aos serviços do tabernáculo; o sábado e os dias de festa são santos porque representam a dedicação ou consagração do tempo a Deus. 
(c) Purificação. Embora o sentimento primordial de "santo" seja separação para serviço, inclui também a idéia de purificação. O caráter de Jeová age sobre tudo que lhe é consagrado. Portanto, os homens consagrados a ele participam de sua natureza. As coisas que lhe são dedicadas devem ser limpas. 
Limpeza é uma condição de santidade, mas não a própria santidade, que é, primeiramente, separação e dedicação. Quando Jeová escolhe e separa uma pessoa ou um objeto para o seu serviço, ele opera ou faz com que aquele objeto ou essa pessoa se torne santo. Objetos inanimados foram consagrados pela unção do azeite (Êxo. 40:9-11). A nação israelita foi santificada pelo sangue do sacrifício da aliança. (Êxo. 24:8. Vide Heb. 10:29). 
Os sacerdotes foram consagrados pelo representante de Jeová, Moisés, que os lavou com água, ungiu-os com azeite e aspergiu-os com o sangue de consagração. (Vide Lev., cap. 8.) Como os sacrifícios do Velho Testamento eram tipos do sacrifício único de Cristo, assim as várias abluções e unções do sistema mosaico são tipos da verdadeira santificação que alcançamos pela obra de Cristo. Assim como Israel foi santificado pelo sangue da aliança, assim "também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, padeceu fora da porta" (Heb. 13:12). 
Jeová santificou os filhos de Arão para o sacerdócio pela mediação de Moisés e o emprego de água, azeite e sangue. Deus o Pai (1 Tess. 5:23) santifica os crentes para um sacerdócio espiritual (1 Ped. 2:5) pela mediação do Filho (I Cor. 1:2,30; Efés 5:26; Heb 2:11), por meio da Palavra (João 17:17; 15:3), do sangue (Heb. 10:29; 13:12) e do Espírito (Rom. 15:16; 1 Cor. 6:11; 1 Ped. 1:2). 
(d) Consagração. No sentido de viver uma vida santa e justa. Qual a diferença entre justiça e santidade? A justiça representa a vida regenerada em conformidade com a lei divina; os filhos de Deus andam retamente ( 1 João 3:6-10). Santidade é a vida regenerada em conformidade com a natureza divina e dedicada ao serviço divino; isto pede a remoção de qualquer impureza que estorve esse serviço. "Mas como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver" (1 Ped. 1:15). Assim a santificação inclui a remoção de qualquer mancha ou sujeira que seja contrária à santidade da natureza divina. Em seguida à consagração de Israel surge, naturalmente, a pergunta: "Como deve viver um povo santo?" A fim de responder a essa pergunta, Deus deu-lhes o código de leis de santidade que se acham no livro de Levítico. 
Portanto, em conseqüência da sua consagração, seguiu-se a obrigação de viver uma vida santa. O mesmo se dá com o cristão. Aqueles que são declarados santos (Heb. 10:10) são exortados a seguir a santidade (Heb. 12:14); aqueles que foram purificados (1 Cor. 6:11) são exortados a purificar-se a si mesmos (2 Cor. 7:1). (e) Serviço. A aliança é um estado de relação entre Deus e os homens no qual ele é o Deus deles e eles o seu povo, o que significa um povo adorador. A palavra "santo" expressa essa relação contratual. Servir a Deus, nessa relação, significa ser sacerdote; por conseguinte, Israel é descrito como nação santa e reino de sacerdotes (Êxo. 19:6). Qualquer impureza que venha a desfigurar essa relação precisa ser lavada com água ou com o sangue da purificação. 
Os crentes do Novo Testamento são "santos", isto é, um povo santo consagrado pelo sangue da aliança e tornaram-se "sacerdócio real, a nação santa... sacerdócio santo, para oferecer sacrifícios espirituais agradáveis a Deus por Jesus Cristo" (1 Ped. 2:9,5); oferecem o sacrifício de louvor (Heb. 13:15) e dedicam-se como sacrifícios vivos sobre o altar de Deus (Rom. 12:1). 
O serviço é elemento essencialda santificação ou santidade, pois é esse o único sentido em que os homens podem pertencer a Deus, isto é, como seus adoradores que lhe prestam serviço. Paulo expressou perfeitamente esse aspecto da santidade quando disse acerca de Deus: "De quem eu sou, e a quem sirvo" (Atos 27:23). Santificação envolve ser possuído por Deus e servir a ele. 
Bibliografia- Pearlman Myeir - Conhecendo as doutrinas da Bíblia; pp 201-204
2.1.2 Conceito de espírito 
É essencial que o crente saiba que possui um espírito, uma vez que toda comunicação de Deus com o homem se processa por meio dele. Então vamos aprender isso. Se o crente não discerne seu espírito, certamente não terá condições de comungar com Deus em espírito. Assim, facilmente confunde as obras do espírito com os pensamentos e emoções da alma. Dessa forma, fica limitado à sua esfera exterior, sempre incapaz de alcançar a espiritual. • Em 1 Coríntios 2.11, Paulo fala do "espírito do homem, que nele está" (ARC). • Em 1 Coríntios 5.4, do "meu espírito". • Em Romanos 8.16, do "nosso espírito". • Em 1 Coríntios 14.14, usa a expressão "meu espírito". • Em 1 Coríntios 14.32, fala dos "espíritos dos profetas". • Em Hebreus 12.23, está registrada a expressão "espíritos dos justos aperfeiçoados". • Em Zacarias 12.1, lemos que "o Senhor... formou o espírito do homem dentro dele". Esses versículos das Escrituras são suficientes para provar que nós, seres humanos, possuímos um espírito. Ele não equivale à nossa alma, nem é o mesmo que o Espírito Santo. É nesse espírito que adoramos a Deus. De acordo com o ensino da Bíblia e a experiência dos crentes, podemos dizer que o espírito humano possui três funções principais: consciência, intuição e comunhão. 
A consciência é responsável pelo discernimento. Ela é capaz de distinguir entre certo e errado. Isso não se dá, porém, pela influência do conhecimento acumulado na mente, mas por um julgamento espontâneo e direto. Freqüentemente o raciocínio procura justificar atos e atitudes que nossa consciência julga errados. O trabalho da consciência é independente e direto; ela não se curva às opiniões exteriores. Se alguém comete um erro, ela logo levanta a voz de acusação. 
A intuição é o lado sensitivo do espírito humano. É completamente diferente das sensações físicas e da sensação da alma , também chamada de intuição. A intuição do espírito envolve um sentimento direto e independente de qualquer influência externa. O tipo de conhecimento que obtemos sem nenhuma participação da mente, da emoção ou da vontade vem através da intuição. Na realidade, é por meio desta que "conhecemos" tudo. A mente simplesmente nos ajuda a "entender". O crente tem ciência das revelações de Deus e de todo o mover do Espírito Santo por intermédio da intuição. Devemos, portanto, estar atentos à voz da consciência e ao ensino da intuição. 
A comunhão é adoração a Deus. As faculdades da alma são incapazes de adorar ao Senhor. Nossos pensamentos, sentimentos e intenções não podem ter percepção de Deus. Somente o espírito pode ter um conhecimento direto dele. Nossa adoração a Deus e toda comunicação de Deus para conosco ocorre diretamente no espírito. Acontecem no "homem interior", não na alma, nem no homem exterior. Podemos concluir, então, que a consciência, a intuição e a comunhão são elementos intimamente relacionados, que funcionam de forma coordenada. A consciência julga segundo a intuição e condena toda conduta que não segue a orientação dada por esta. E nisso consiste a relação entre elas. A intuição se relaciona com a comunhão ou adoração, uma vez que o homem conhece a Deus pela intuição, e também por ela o Senhor lhe revela sua vontade. Jamais alcançamos o conhecimento de Deus através da expectativa ou por dedução. 
Com base nos três grupos de versículos bíblicos que damos a seguir, podemos observar que nosso espírito possui a função da consciência (não estamos dizendo que o espírito e a consciência), da intuição (ou sentido espiritual), e da comunhão (ou adoração). 
1. A Função da Consciência no Espírito do Homem • "O Senhor, teu Deus, endurecera o seu espírito" (Dt 2.30). • "Salva os de espírito oprimido" (Sl 34.18). • "Renova dentro de mim um espírito inabalável" (Sl 51.10). • "Ditas estas coisas, angustiou-se Jesus em espírito" (Jo 13.21). • "O seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade" (At 17.16). • "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus" (Rm 8.l6). • "Presente em espírito, já sentenciei, como se estivesse presente" (1 Co 5.3). • "Não tive, contudo, tranqüilidade no meu espírito" (2 Co 2.13). • "Porque Deus não nos tem dado espírito de covardia" (2 Tm 1.7). 
2. A Função da Intuição no Espírito do Homem • "O espírito, na verdade, está pronto" (Mt 26.41). • "E Jesus, percebendo logo por seu espírito" (Mc 2.8). • "Jesus, porém, arrancou do íntimo do seu espírito um gemido" (Mc 8.12). • "Jesus... agitou-se no espírito e comoveu-se" (Jo 11.33). • "E, agora, constrangido em meu espírito, vou para Jerusalém" (At 20.22). • "Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está?" (1 Co 2.11.) • "Porque trouxeram refrigério ao meu espírito e ao vosso" (1 Co 16.18). • "Cujo espírito foi recreado por todos vós" (2 Co 7.13). 
3. A Função da Comunhão no Espírito do Homem • "E o meu espírito se alegrou em Deus, meu Salvador" (Lc 1.47). • "Os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade" (Jo4.23). • "Deus, a quem sirvo em meu espírito" (Rm 1.9). • "De modo que servimos em novidade de espírito" (Rm 7.6). • "Recebestes o espírito de adoção, baseado no qual clamamos: Aba, Pai" (Rm 8.15). • "O próprio Espírito testifica com o nosso espírito" (Rm 8.16). • "Aquele que se une ao Senhor é um espírito com ele" (1 Co 6.17). • "Cantarei com o espírito" (1 Co 14.15). • "E, se tu bendisseres apenas em espírito" (1 Co 14.16). • "E me transportou, em espírito" (Ap 21.10). Essas passagens mostram que nosso espírito possui, pelo menos, essas três funções. 
Os incrédulos também as possuem, embora ainda não tenham vida. (E o culto deles é dirigido aos espíritos malignos.) Alguns manifestam essas funções em grau maior; outros, em menor grau. Isso não significa, porém, que não estejam mortos em seus delitos e pecados. De acordo com o Novo Testamento, um indivíduo não está salvo só por ter uma consciência dotada de sensibilidade, uma intuição aguda, ou a tendência e o interesse pelas coisas espirituais. 
Isso apenas constitui prova de que, além da mente, da emoção e da vontade, que constituem nossa alma, possuímos também um espírito. Antes da regeneração, o espírito está separado da vida de Deus. Só depois dela é que a vida de Deus e do Espírito Santo passam a habitar em nosso espírito, que assim é vivificado para ser instrumento do Espírito Santo. Estudamos a importância do espírito para entender melhor o fato de que nós, seres humanos, possuímos um espírito independente. 
O espírito não é a mente, nem a vontade, nem a emoção do homem. Suas funções são a consciência, a intuição e a comunhão. É aí, no espírito, que Deus nos regenera, nos ensina e nos conduz ao seu descanso. Lamentavelmente, contudo, muitos cristãos conhecem bem pouco do seu espírito, por causa dos longos anos que vivem presos à alma. Devemos orar a Deus fervorosamente, pedindo-lhe que nos ensine, pela experiência, a distinguir o que é espiritual e o que é da alma . Antes de o crente nascer de novo, seu espírito acha-se tão imerso na alma que ele não consegue distinguir o que emana da alma do que emana do espírito. 
As funções deste misturam-se com as daquela. Além disso, o espírito perdeu sua função principal - a de relacionar-se com Deus - já que está morto para o Senhor. É como se ele se tivesse tornado um acessório da alma. E quando a mente, a emoção e a vontade se fortalecem, as funções do espírito ficam tão apagadas que quase se tornam desconhecidas. É por isso que, depois da regeneração, o crente precisa aprender a fazer distinção entre a alma e o espírito. 
Examinando algumas passagensdas Escrituras, parece-nos que o espírito não-regenerado opera do mesmo modo que a alma. Os versículos seguintes ilustram essa conclusão: • "Achando-se ele de espírito perturbado" (Gn 41.8). • "Então o espírito deles se abrandou para com ele" (Jz 8.3 - • "O que é de espírito precipitado exalta a tolice" (Pv 14.29 -• "O espírito abatido faz secar os ossos" (Pv 17.22). • "Os que erram de espírito" (Is 29.24). • "Uivareis pela angústia de espírito" (Is 65.14). • "Seu espírito se tornou soberbo e arrogante" (Dn 5.20). Esses textos apresentam as obras de um espírito não-regenerado e mostram a semelhança delas com as da alma. Eles mencionam o espírito, e não a alma, para descrever algo que aconteceu bem no fundo do ser. Isso mostra que o espírito veio a ser inteiramente controlado e influenciado pela alma, a ponto de passar a manifestar as obras dela. Apesar de tudo, porém, ele ainda existe, pois essas obras procedem do espírito. Embora governado pela alma, ele não deixa de ter existência própria. 
Bibliografia- Nee Wathcman. Doutrina do Espírito,da Alma e do Corpo; pp 14-16
2.1.3 Conceito de alma
Além de o homem ter um espírito que o capacita à comunhão com Deus, possui também uma alma, ou a consciência de si próprio. Ele tem consciência de sua existência através da alma. Ela é a sede de sua personalidade. Os elementos que nos dão status de ser humano pertencem à alma. O intelecto, a mente, os ideais, o amor, a emoção, o discernimento, a capacidade de decisão, etc, são experiências da alma. Já dissemos que o espírito e o corpo acham-se fundidos na alma, que, por sua vez, é a sede da nossa personalidade. É por isso que, às vezes, a Bíblia chama o homem de "alma", como se ele tivesse apenas esse constituinte. Em Gênesis 12.5, por exemplo, algumas versões referem-se às pessoas como "almas". 
Quando Jacó levou toda sua família para o Egito, novamente se registra que "todas as almas da casa de Jacó, que vieram ao Egito, foram setenta" (Gn 46.27 - ARC). Existem diversos outros exemplos, na língua original da Bíblia, em que a expressão "alma" é usada para designar "homem". Isso se dá porque a sede e a essência da personalidade é a alma. Compreender a personalidade de um indivíduo é entender sua pessoa. A existência do homem, suas características e sua vida encontram-se na alma. Por essa razão, a Bíblia chama o homem de "alma". A personalidade do homem é constituída de três faculdades principais: a vontade, a mente e a emoção. A vontade é o instrumento que utilizamos para tomar decisões, e revela nossa capacidade de fazer escolhas. Ela manifesta se "queremos" ou "não queremos". Sem ela, o homem ficaria reduzido a um autômato. A mente, a sede de nossos pensamentos, manifesta nossa capacidade intelectual. Dela surgem a sabedoria, o conhecimento e o raciocínio. Se não a tivesse, o homem seria tolo e irracional. 
O instrumento pelo qual exercitamos nossos gostos e antipatias é a emoção. Por meio dela, somos capazes de expressar amor ou ódio, e de sentir alegria, ira, tristeza ou felicidade. A falta de emoção tornaria o homem insensível como o pau ou a pedra. Um estudo cuidadoso da Bíblia revela que essas três principais faculdades da personalidade pertencem à alma. São muitas as passagens das Escrituras que sustentam essa verdade, de modo que seria difícil citar todas elas. Por isso, damos aqui apenas algumas. 
1. A Faculdade Volitiva da Alma 
• "Não me deixes à vontade (no original, "alma") dos meus adversários" (Sl 27.12). • "Tu (Senhor) não o entregarás à vontade (no original, "alma") de seus inimigos" (Sl 41.2 - ARC). • "E te entreguei à vontade (no original, "alma") das que te aborrecem" (Ez 16.27). • "Deixá-la-ás ir à sua própria vontade" (no original, "alma") (Dt21.14). • "Cumpriu-se o nosso desejo" (no original, "alma") (Sl 35.25). • "Ou fizer juramento, ligando a sua alma" (Nm 30.2 - ARC). • "Disponde, pois, agora o coração e a alma para buscardes ao Senhor, vosso Deus" (1 Cr 22.19). • "A qual era grande desejo da sua alma voltar, e habitar lá" (Jr 44.14-ARC). • "Aquilo que a minha alma recusava tocar" (Jó 6.7). • "A minha alma escolheria antes, ser estrangulada" (Jó 7.15 ). Os termos "desejo" e "coração" nesses textos designam a vontade humana. "Disponde o coração e a alma", "recusar" e "escolher" são todos atos da vontade, e brotam da alma. 
2. A Faculdade Intelectual ou Mental da Alma 
• "O anelo de sua alma e a seus filhos e suas filhas" (Ez 24.25). • "Não é bom que uma alma esteja sem conhecimento" (Pv 19.2). • 'Até quando estarei eu relutando dentro de minha alma?" (SI 13.2.) • "As tuas obras são admiráveis, e a minha alma o sabe muito bem" (SI 139.14). • "Minha alma, continuamente, os recorda" (Lm 3.20). • "O conhecimento será agradável à tua alma" (Pv 2.10). • "Guarda a verdadeira sabedoria e o bom siso; porque serão vida para a tua alma " (Pv 3.21,22). • "Então, sabe que assim é a sabedoria para a tua alma"(Pv 24.14). Nesses versículos, os termos "anelo", "conhecimento", "relutando", "recorda", etc, designam atividades do intelecto ou da mente do homem. E a Bíblia ensina que elas provêm da alma. 
3. A Faculdade Emotiva da Alma 
a) Emoções de afeto • "A alma de Jônatas se ligou com a de Davi; e Jônatas o amou como à sua própria alma" (1 Sm 18.1). • "Dize-me, ó amado de minha alma" (Ct 1.7). • "A minha alma engrandece ao Senhor" (Lc 1.46). • "Sua vida abomina o pão, e a sua alma, a comida apetecível" (Jó 33.20). • "A quem a alma de Davi aborrece" (2 Sm 5.8). • "Minha alma irritou-se com elas" (Zc 11.8 ). • "Amarás, pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de toda a tua força " (Dt 6.5). • "Minha alma tem tédio à minha vida" (Jó 10.1 ). • "A sua alma aborreceu toda sorte de comida" (Sl 107.18). 
b) Emoções de desejo • "Esse dinheiro, dá-lo-ás por tudo o que deseja a tua alma... ou por qualquer coisa que te pedir a tua alma" (Dt 14.26). • "O que tua alma disser" (1 Sm 20.4 ). • "A minha alma suspira e desfalece pelos átrios do Senhor" (Sl 84.2). • "Anelo de vossa alma" (Ez 24.21). • "Assim, por ti, Ó Deus, suspira a minha alma" (Sl 42.1). • "Com minha alma suspiro de noite por ti" (Is 26.9). • "A minha alma se compraz" (Mt 12.18). c) Emoções de sentimento e de percepção • "Uma espada traspassará a tua própria alma" (Lc 2.35). • "O ânimo (a alma) de todo o povo estava em amargura" (1 Sm 30.6 ). • "Sua alma se afligiu pela miséria de Israel" (Jz 10.16 ). • "A sua alma está em amargura" (2 Rs 4.27). • "Até quando afligireis a minha alma?" (Jó 19.2.) • "A minha alma se alegra no meu Deus " (Is 61.10). • "Alegra a alma do teu servo" (S 86.4). • "Desfalecia neles a alma" (Sl 107.5). • "Por que estás abatida, ó minha alma?" (Sl 42.5.) • "Volta, minha alma, ao teu sossego" (Sl 116.7). • "Consumida está a minha alma" (Sl 119.20). • "Palavras agradáveis são... doces para a alma" (Pv 16.24). • "A vossa alma se deleite com a gordura" (Is 55.2 - ARC). • "Quando, dentro de mim, desfalecia a minha alma" (Jn 2.7). • "A minha alma está profundamente triste" (Mt 26.38). • "Agora, está angustiada a minha alma" (Jo 12.27). • "Atormentava a sua alma justa, cada dia" (2 Pe 2.8). 
As observações acima, concernentes às várias emoções do homem, permitem-nos concluir que a alma é capaz de amar e odiar, de desejar e aspirar, de sentir e perceber. Com base nesse breve estudo bíblico, percebemos claramente que a alma do homem contém os aspectos que chamamos de vontade, mente ou intelecto, e emoção. A VIDA DA ALMA De acordo com alguns estudiosos da Bíblia, existem no grego três palavras para designar "vida": bios, psyché e zoe. Todas elas se referem à vida, mas possuem conotações bem diferentes. 
O termo bios refere-se aos meios de vida ou de subsistência. O Senhor Jesus empregou essa palavra para elogiar a mulher que havia lançado no tesouro do templo toda a sua subsistência. O vocábulo zoe designa a vida mais elevada, a do espírito. Sempre que a Bíblia fala de vida eterna usa essa palavra. Já o vocábulo psyché aplica-se à vida animada do homem, à vida natural, à vida da alma. Encontramos essetermo na Bíblia quando se fala de vida humana. Devemos observar aqui que no original se emprega uma só e a mesma palavra tanto com o sentido de "alma" como de "vida da alma". No Antigo Testamento, a palavra hebraica que designa "alma" - nefesh - é igualmente usada com o significado de "vida da alma". O Novo Testamento também emprega a palavra grega psyché tanto para "alma" como para "vida da alma". Desse modo, sabemos que a "alma" não apenas é um dos (três elementos do homem, mas também sua vida natural. Muitas vezes, na Bíblia, a palavra "alma" é traduzida como Vida". • "Carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis" (Gn 9.4,5). • "A vida da carne está no sangue" (Lv 17.11). • "Já morreram os que atentavam contra a vida do menino" (Mt 120). • "É lícito, no sábado... salvar a vida ou deixá-la perecer?" (Lc 6.9.) • "Homens que têm exposto a vida pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo" (At 15.26). , • "Em nada considero a vida preciosa para mim mesmo" (At 20.24). • "Para servir e dar a sua vida em resgate por muitos" (Mt 20.28). • "O bom pastor dá a vida pelas ovelhas" (Jo 10.11,15,17). 
No original, a palavra que designa "vida", nesses versículos, é "alma". Foi traduzida assim porque de outra maneira leria mais difícil entender. A alma realmente é a própria vida do homem. Conforme já mencionamos, a "alma" é um dos três elementos que constituem o ser humano. A "vida da alma" é a existência natural do homem, aquilo que o faz viver e que lhe dá alento. É a vida pela qual o homem vive. É o poder pelo qual ele vem a ser o que é. Uma vez que a Bíblia aplica os termos nefesh e psyché para designar tanto a alma como a vida do homem, torna-se evidente que, embora possamos distingui-las, não se pode separá-las. É possível distingui-las porque em certos lugares o termo psyché, por exemplo, deve ser traduzido como "alma", ou como "vida". E as traduções não podem ser intercambiadas. Em Lucas 12.19-23 e Marcos 3.4, por exemplo, "alma" e "vida" são, na verdade, a mesma palavra no original. 
Contudo a tradução ficaria sem sentido para nós se usássemos o mesmo termo nos dois casos. Um homem sem alma não vive. A Bíblia jamais diz que o homem natural possui outra vida além da alma. A vida do homem decorre de a alma estar residindo no corpo. Quando a alma se une ao corpo, torna-se a vida do homem. A vida é a manifestação da alma. Para a Bíblia, o corpo do homem é um "corpo de alma". (1 Co 15.44, no texto original), pois a vida que nosso corpo tem agora é a da alma. Portanto a vida do homem é simplesmente a expressão da soma de suas energias mentais, emocionais e volitivas. Na esfera natural, a "personalidade" engloba essas funções da alma, mas apenas elas. A vida da alma é a vida natural do homem. 
É muito importante reconhecer que a alma é a vida do homem. Isso determinará a espécie de cristão que nos tornaremos, se espirituais ou da alma . Veremos isso mais adiante. A ALMA E O EGO DO HOMEM Vimos que a alma é a sede da nossa personalidade, responsável pela vontade e pela vida natural. Por isso, podemos concluir então que ela é também o "verdadeiro eu" - o próprio eu. Nosso ego é a alma. E a Bíblia pode demonstrar isso. Em Números 30, a palavra "obrigar-se" (ou ligar-se) e derivados ocorrem mais de dez vezes. No original, o sentido é "ligar sua alma". Daí podemos depreender que a alma é o próprio eu. 
Em muitas outras passagens, vemos que a palavra "alma" é substituída por pronomes pessoais. Vejamos os seguintes exemplos: • "Nem por elas vos contaminareis" (Lv 11.43). • "Não vos contaminareis" (Lv 11.44). • "Sobre si e sobre a sua descendência" (Et 9.31). • "Oh! Tu, que te despedaças na tua ira " (Jó 18.4). • "Porque se justificava a si mesmo" (Jó 32.2 - ARC). • "Eles mesmos entram em cativeiro" (Is 46.2). • "O que cada alma houver de comer; isso somente aprontareis para vós" (Êx 12.16- ARC). • "O homicida que matar alguém (no original, "alguma alma") involuntariamente" (Nm 35.11, 15). • "Que eu (no original, "minha alma") morra a morte dos justos" (Nm 23.10). • "Quando alguma pessoa (no original, "alguma alma") fizer oferta de manjares ao Senhor" (Lv 2.1). • "Fiz calar e sossegar a minha alma" (Sl 131.2). • "Não imagines que, por estares na casa do rei, só tu (no original, "alma") escaparás" (Et 4.13). • "Jurou o Senhor Deus por si mesmo" (no original, "jurou por sua alma") (Am 6.8). Esses textos do Antigo Testamento ensinam de várias maneiras que a alma é o próprio "eu" do homem. 
O Novo Testamento transmite a mesma idéia. A palavra original que em nossa Bíblia é traduzida como pessoas em 1 Pedro 3.20 ("oito pessoas") é "almas". O mesmo pode-se dizer com relação a Atos 27.37 ("duzentas e setenta e seis pessoas"). Em Romanos 2.9, lemos que "tribulação e angústia virão sobre a alma de qualquer homem que faz o mal", e esse é o sentido também no grego. Desse modo, advertir a alma de um homem que pratica o mal é advertir o próprio homem mau. Em Tiago 5.20, salvar uma alma significa salvar um pecador. O rico insensato de Lucas 12.19, que diz palavras de conforto à sua alma, é alguém que fala a si mesmo. Está claro, portanto, que, no seu todo, a Bíblia considera a alma do homem ou a vida da alma como sendo o próprio homem. 
Podemos encontrar uma confirmação desses ensinamentos nas palavras do Senhor Jesus, registradas em dois dos Evangelhos. Em Mateus 16.26, lemos: "Pois que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma (psyché)? Ou que dará o homem em troca da sua alma (psyché)?" Já em Lucas 9.25, encontramos: "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder-se ou a causar dano a si mesmo?" Os dois evangelistas registram o mesmo ensino. Todavia um emprega a palavra "alma", enquanto o outro utiliza "a si mesmo". Isso quer dizer que o Espírito Santo está usando Mateus para explicar o sentido de "a si mesmo" encontrado em Lucas, e pelo texto de Lucas, explica o sentido de "alma" que aparece em Mateus. 
A alma ou a vida do homem é o próprio homem, e vice-versa. Esse estudo nos permite concluir que, por sermos humanos, temos de possuir tudo aquilo que está contido na alma do homem. Todo homem natural tem uma alma com todas as suas funções, pois ela é simplesmente a vida que todos os homens naturais possuem. Antes da regeneração, tudo aquilo que faz parte da vida - seja o ego, o viver, a força, o poder, a capacidade de decisão, o pensamento, as opiniões, o amor, os sentimentos - pertence à alma. Em outras palavras, a vida da alma é a vida que o homem recebe ao nascer. Tudo o que essa vida possui e tudo o que ela possa vir a ser encontra-se na esfera da alma. Se conseguirmos distinguir bem as coisas da alma , será mais fácil, depois, reconhecer o que é espiritual. Assim poderemos fazer distinção entre o que é espiritual e o que é da alma.
Bibliografia- Nee Wathcman. Doutrina do Espírito,da Alma e do Corpo; pp 16-19
2.1.4- Conceito de corpo
Os seguintes nomes aplicam-se ao corpo: (a) casa, ou tabernáculo. (2 Cor. 5:1.) é a tenda na qual a alma do homem, qual peregrina, mora durante sua viagem do tempo para a eternidade. À morte, desarma-se a barraca e a alma parte. (Vide Isa. 38:12: 2 Ped. 1:13, 14.) (b) Invólucro. (Dan. 7:15). O corpo é a "bainha"da alma. A morte é o desembainhar a espada. (c) Templo. O templo é um lugar consagrado pela presença de Deus — um lugar onde a onipresença de Deus é localizada, (1 Reis 8:27, 28.) O corpo de Cristo foi um "templo" (João 2:21) porque Deus estava nele. (2 Cor. 5:19.) Quando Deus entra em relação espiritual com uma pessoa, o corpo dessa pessoa toma-se um templo do Espírito Santo. (1 Cor. 6:19.) Os filósofos pagãos falavam do corpo com desprezo; consideravam-no um estorvo à alma, e almejavam o dia quando a alma estaria livre das suas complicadas e enredosas roupagens. 
Mas as Escrituras em toda parte tratam o corpo como obra de Deus, a ser apresentado a Deus (Rom. 12:1), usado para a gloria de Deus (1 Cor. 6:20). Por que, por exemplo, contém o livro de Levítico tantas leis governando a vida física dos israelitas? Para ensiná-los queo corpo, como instrumento da alma, deve conservar-se forte e santo. É verdade que este corpo é terreno (1 Cor. 15:47) e como tal um corpo de humilhação (Fil. 3:21), sujeito às enfermidades e à morte (1 Cor. 15:53), de maneira que gememos por um corpo celestial (2 Cor. 5:2). Mas à vinda de Cristo, o mesmo poder que vivificou a alma transformará o corpo, assim completando a redenção do homem. 
E o penhor dessa mudança é o Espírito que nele habita. (2Cor. 5:5; Rom. 8:11.) III. A IMAGEM DE DEUS NO HOMEM "Façamos o homem … nossa imagem, conforme a nossa semelhança." (Vide Gên. 5:1; 9:6; Ecl. 7:29; Atos 17:26,28,29; 1 Cor. 11:7; 2 Cor. 3:18; 4:4; Efés. 4:24; Col. 1:15; 3:10; Tia. 3:9; Isa. 43:7; Efés. 2:10.) O homem foi criado à semelhança de Deus, foi feito como Deus em caráter e personalidade. E em todas as Escrituras o ideal e alvo exposto diante do homem é o de ser semelhante a Deus. (Lev. 19:2; Mat. 5:45-48; Efés. 5:1.) E ser como Deus significa ser como Cristo, que é a imagem do Deus invisível. Consideremos alguns dos elementos que constituem a imagem divina no homem: 1. Parentesco com Deus. 
A relação de Deus com as primeiras criaturas viventes consistia em essas, de maneira inflexível, obedecerem aos instintos implantados pelo Criador; mas a vida que inspirou ao homem foi resultado verdadeiro da personalidade de Deus. O homem, na verdade, tem um corpo feito do pó da terra, mas Deus soprou nas narinas o sopro da vida (Gên. 2:7); dessa maneira dotou-o de uma natureza capaz de conhecer, amar e servir a Deus. Por causa dessa imagem divina todos os homens são, por criação, filhos de Deus. Mas, desde que essa imagem foi manchada pelo pecado, os homens devem ser recriados ou nascidos de novo (Efés. 4:24) para que sejam em realidade filhos de Deus.Um erudito da língua grega aponta o fato de uma das palavras gregas traduzidas por "homem" (anthropos) ser uma combinação de palavras significando literalmente "aquele que olha para cima". 
O homem é criatura de oração, e há ocasião na vida dos mais perversos quando eles invocam a algum Poder Supremo para socorrê-los. O homem pode não entender a grandeza da sua dignidade, e assim se tornar semelhante aos irracionais que perecem (Sal. 49:20), mas ele não é irracional. Mesmo na sua degradação, o homem é testemunha da sua origem nobre, pois o animal não pode degradar-se. Por exemplo, ninguém pensaria em ordenar a um tigre dizendo: "Sê tigre!" Ele sempre foi e sempre ser tigre! Mas a ordem, "Sê homem", leva um verdadeiro significado àquele que se degradou. Por mais que se tenha o homem degradado, ainda ele reconhece que deveria estar em plano mais elevado. 2. Caráter moral. O reconhecimento do bem e do mal pertence somente ao homem. 
A um animal pode-se ensinar a não fazer certas coisas, mas é porque essas coisas são contrárias à vontade do dono e não porque o animal saiba que estas coisas são sempre corretas e outras sempre erradas. Em outras palavras, os animais não possuem natureza religiosa ou moral; não são capazes de ser instruídos nas verdades concernentes a Deus e à moralidade. Assim escreve um grande naturalista: Concordo plenamente com a opinião dos escritores que asseguram ser o sentido moral, ou seja, a consciência, a mais importante de todas as diferenças entre o homem e os animais inferiores. Esse sentido está resumido naquele curto mas imperioso "deve", tão cheio de significação. É o mais nobre de todos os atributos do homem. 3. Razão. 
O animal é meramente uma criatura da natureza; o homem é senhor da natureza. Ele é capaz de refletir sobre si próprio e arrazoar a respeito das causas das coisas. Pensem nas invenções maravilhosas que surgiram da mente do homem — o relógio, o microscópio, o vapor, o telégrafo, o rádio, a máquina de somar, e outras numerosas demais para se mencionar. Olhem a civilização construída pelas diversas artes. Considerem os livros que foram escritos, a poesia e a música que foram compostas. E então adorem ao Criador por esse dom maravilhoso da razão! A tragédia da história é esta: que o homem tem usado esse dom para propósitos destrutivos, até mesmo para negar o Criador que o fez uma criatura pensante. 4. Capacidade para a imortalidade. 
A existência da árvore da vida no Jardim do Éden indica que o homem nunca teria morrido se não tivesse desobedecido a Deus. Cristo veio ao mundo para colocar a Alimento da Vida ao nosso alcance, para que não pereçamos, mas vivamos para sempre. 5. Domínio sobre a terra. O homem foi designado para ser a imagem de Deus com respeito à soberania; e como ninguém pode ser monarca sem súditos e sem reino, Deus deu-lhe tanto um "império" como um "povo". Deus os abençoou, e lhes disse: "Frutificai, multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu e sobre todos os animais que se arrastam sobre a terra" (Gên. 2:28.Vide Sal. 8:5-8.) Em virtude dos poderes implícitos em ser o homem formado à imagem de Deus, todos os seres viventes sobre a terra estavam entregues na sua mão. Ele devia ser o representante visível de Deus em relação às criaturas que o rodeavam. 
O homem tem enchido a terra com as suas produções. É um privilégio especial do homem subjugar o poder da natureza à sua própria vontade. Ele, o homem, obrigou o relâmpago a ser o seu mensageiro, tem circundado o globo, subido até às nuvens e penetrado as profundezas do mar. Ele tem jogado as forças da natureza umas contra as outras, mandando os ventos ajudá-lo em enfrentar o mar. Se é tão maravilhoso o domínio do homem sobre a natureza externa e inanimada, mais maravilhoso ainda é o seu domínio sobre a natureza animada. Vejam o falcão treinado derribar a presa aos pés do seu dono e voltar quando os grandes espaços o convidam à liberdade; vejam o cão usar a sua velocidade a serviço do dono, tomar a presa que não será sua; vejam o camelo transportar o homem através do deserto, sua própria habitação. 
Todos eles mostram a capacidade criadora do homem e a sua semelhança com Deus o Criador. A queda do homem resultou na perda e no desfiguramento da imagem divina. Isto não quer dizer que os poderes mentais e psíquicos (a alma) foram perdidos; mas que a inocência original e a integridade moral, nas quais foi criado, foram perdidas por sua desobediência. Portanto, o homem é absolutamente incapaz de salvar-se a si mesmo e está sem esperança, a não ser por um ato de graça que lhe restaure a imagem divina.Este assunto será tratado mais detalhadamente no capítulo seguinte.
Bibliografia- Pearlman Myier,Conhecendo as Doutrinas da Bíblia; pp 94-98
2.2- Capítulo - A Santidade na totalidade
Sabemos, porém, que sob o termo santificação está incluída a renovação do homem total. Os tessalonicenses, é verdade, tinham sido em parte renovados, mas Paulo desejava que Deus aperfeiçoasse o que ainda restava. A partir disso, inferimos, que devemos, durante toda a nossa vida, progredir na busca da santidade. Mas, se isto é da parte de Deus, a saber, renovar o homem todo, nada é deixado para o livre arbítrio. Porque se tivesse sido a nossa parte cooperar com Deus, Paulo teria falado assim - "Ajudem a Deus ou promovam a vossa santificação." Mas, quando ele diz, vos santifique em tudo, ele faz dele o único autor de todo o trabalho. “E todo o vosso espírito”. Isso é adicionado por meio de exposição, para que possamos saber o que é a santificação de todo o homem, quando ele é mantido inteiro, ou puro, e não poluído, em espírito, alma e corpo, até o dia de Cristo.
2.2.1- A Santificação do espírito 
É com o espírito que o homem se relaciona com Deus. Antes de nos convertermos a Cristo, vivemos numa incômoda e triste situação, num estado mortal. As Escrituras declaram que “Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais andastes outrora, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele,e nos fez assentar nas regiões celestiais, em Cristo Jesus” (Ef 2.1-2 e 5).
 
Este estado de imortalidade acontece no nível do espírito. Antes de nos encontrarmos com o nosso salvador, o nosso espírito permanece morto, inativo. Ficamos então impossibilitados de nos relacionar com o nosso Criador. Nosso espírito permanece morto, antes do nosso encontro com Jesus, por causa do pecado. A Bíblia diz que “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Se não nos afastarmos do pecado estaremos expondo o nosso espírito a perigos drásticos, o que as Escrituras não recomendam. 
O conselho precioso de Deus quanto ao nosso espírito é que o mesmo seja também santificado, nos termos da Palavra de DEUS que diz: “Ora, amados, visto que temos tais promessas, purifiquemo-nos de toda a impureza tanto da carne, como do espírito, aperfeiçoando a nossa santificação no temor de Deus” (2Co 7.1). Relembrando que será fortalecido aquele a quem mais alimentamos. Se alimentarmos nossa carne ela prevalecerá, entretanto, se alimentamos o espírito através das práticas e princípios da Palavra de Deus ele se fortalecerá e viveremos santificados de acordo com a vontade de Deus para nós.
2.2.2 -A santificação da alma
A alma é a sede da vontade, dos sentimentos e das emoções. Se os nossos sentimentos, nossas vontades e nossas emoções forem puros, consequentemente, as nossas ações também serão puras. Esta é a razão pela qual a Bíblia nos exorta a santificação da nossa alma. Os nossos sentimentos, nossas vontades e nossas emoções devem ser controlados de forma a não prejudicarem a nossa vida diante de Deus.
 
A Bíblia nos instrui dizendo: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará os vossos corações e as vossas mentes em Cristo Jesus. Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp 4.7-8). Manter o nosso foco nas coisas celestiais, naquilo que agrada a DEUS nos levará a santificação contínua da nossa alma diante da presença do SENHOR. É importante mantermos diante dos nossos olhos aquilo que agrada a Deus e está de acordo com sua vontade, pois a Palavra de Deus também declara em Mateus 6.22-23 “Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz.Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são!”. Logo tudo que somos pode ser luminoso de acordo com aquilo em que colocamos a nossa atenção.
 
No processo de santificação precisamos continuamente da intervenção do ESPÍRITO SANTO em nossas vidas, pois a palavra nos ensina que é Ele quem nos convence do pecado, então assim como o salmista no livro dos Salmos 139.23-24, precisamos clamar também em nossas vidas, observe: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração, prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno”. Devemos ainda nos colocar na presença do SENHOR dizendo “Sejam agradáveis as palavras da minha boca, e a meditação do meu coração perante a tua face, ó Senhor, Rocha minha e Redentor meu!” (Sl 19.14).
2.2.3- A Santificação do corpo 
 Nosso corpo só será totalmente santificado depois de transformado (Rm 8.23 – FP 2.21 – 1 Co 15.50-53). Até que isto aconteça, a santificação do corpo é o processo contínuo de sujeitar a carne (1 Co 9.27), guardar-se da imoralidade (1 Co 6.13-20 – 1 Ts 4.1-8) e usar adequadamente os membros do corpo. A santificação do corpo abrange ainda a nossa forma de falar e de vestir (Ef 4.25,29 – 1 Tm 2.9,10).
O que aconteceu em nosso espírito – a regeneração – é o que chamamos de santificação inicial. Porém o processo de restauração da alma e sujeição da carne é o que chamamos de santificação progressiva. Ao destacar cada uma das três partes que compõem nosso ser enquanto falava da santificação, o apóstolo Paulo estava nos mostrando a necessidade de trabalharmos com cada parte em separado. Escrevendo aos Coríntios, ele falou sobre nos purificarmos das imundícies tanto da carne como do espírito (2 Co 7.1).
Reconhecida esta diferença, avancemos em nossa meditação considerando o que a Bíblia fala sobre a santificação do corpo, que é o enfoque deste estudo:
Porque esta é a vontade de Deus, a saber, a vossa santificação: que vos abstenhais da prostituição, QUE CADA UM DE VÓS SAIBA POSSUIR O SEU VASO EM SANTIDADE E HONRA, não na paixão da concupiscência, como os gentios que não conhecem a Deus; ninguém iluda ou defraude nisso a seu irmão, porque o Senhor é vingador de todas estas coisas, como também antes vo-lo dissemos e testificamos. Porque Deus não nos chamou para a imundície, mas para a santificação. Portanto, quem rejeita isso não rejeita ao homem, mas sim a Deus, que vos dá o seu Espírito Santo” (1 Tessalonicenses 4.3-8)
Diante do que as Sagradas Escrituras afirmam neste texto, podemos extrair cinco princípios:
1) abster-se da prostituição;
2) possuir o corpo em santidade e honra;
3) não iludir ou defraudar o irmão nesta área;
4) Deus é vingador;
5) rejeitar a santificação é rejeitar a Deus.
Abster-se da prostituição
O maior inimigo da santificação do corpo é, sem dúvida alguma, a prostituição. É interessante notar que este tipo de pecado não desaparece automaticamente da vida de alguém que nasceu de novo, senão a Bíblia não diria justamente aos nascidos de novo para absterem-se deste tipo de pecado. É impressionante a quantia de vezes em que a Bíblia adverte seus leitores (o povo de Deus) quanto aos perigos deste tipo de pecado! A prostituição (este termo inclui todos os pecados de ordem sexual) é um pecado diferente dos demais:
“Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6.18)
Há algo por trás deste tipo de pecado que ainda não temos percebido. O que Paulo está enfatizando na carta aos irmãos de Corinto é o valor e santidade que o corpo deve ter como templo do Espírito Santo. Observe o contexto deste texto:
“Os alimentos são para o estômago e o estômago para os alimentos; Deus, porém, aniquilará, tanto um como os outros. Mas o corpo não é para a prostituição, mas para o Senhor, e o Senhor para o corpo. Ora, Deus não somente ressuscitou ao Senhor, mas também nos ressuscitará a nós pelo seu poder. Não sabeis que os vossos corpos são membros de Cristo? Tomarei pois os membros de Cristo, e os farei membros de uma meretriz? De modo nenhum. Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um só corpo com ela? Porque, como foi dito, os dois serão uma só carne. Mas o que se une ao Senhor é um só espírito com ele. Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo. Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6.13-20)
Quando meditamos nesta porção bíblica a ponto de deixa-la penetrar em nosso íntimo, uma nova consciência vai se formando. Abster-se da prostituição é um imperativo para todo cristão porque seu corpo é templo do Espírito Santo de Deus! O corpo não foi feito pelo Criador para se prostituir, e sim para carregar em si a presença de Deus, o que não pode acontecer quando o santuário é maculado.
Deus criou o corpo do homem com um destino bem definido. Assim como Ele fez o estômago para os alimentos (e vice-versa), o que revela um propósito e destino bem específico, assim também projetou e idealizou o corpo para ser seu santuário. Desde o início Deus queria fazer de nós sua habitação. O corpo não foi criado para a prostituição, mas para ser Santo de modo a servir como morada de um Deus santo!
Possuir o corpo em santidade e honra
Não somos donos de nós mesmos. Foi exatamente isto que Paulo afirmou aos Coríntios:“Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço; glorificai pois a Deus no vosso corpo” (1 Coríntios 6.13-20)
Deus nos comprou pelo sangue vertido de Jesus na cruz. Agora não mais pertencemos a nós mesmos, mas sim a Deus. Nosso corpo deixou de ser nosso e passou a ser do Senhor, e Ele deseja que o glorifiquemos com o uso correto do nosso corpo. Precisamos aprender a “possuir” (usar, ser mordomo) o corpo em santidade e honra. Isto fala na apenas de na nos prostituirmos, mas até mesmo da maneira como tratamos nosso corpo: alimentação, vestuário, etc. isto serve para todos, mas em especial para as mulheres! Não creio que possuir o corpo em santidade (diante de Deus) e honra (diante dos homens) inclua o uso de roupas sensuais e provocantes. 
O crente deve ser diferente! Isto não significa que teremos algum tipo de uniforme (terno para os homens e vestido para as mulheres, por exemplo), mas que devemos mostrar zelo pelo santuário de Deus e não defraudarmos uns aos outros nesta matéria. O ensino bíblico não deixa isto passar em branco:
“Quero, do mesmo modo, que as mulheres se ataviem COM TRAJE DECOROSO, com modéstia e sobriedade…” (1 Timóteo 2.9a)
Não devemos faltar com o decoro, mas honrar ao Senhor até na forma como nos vestimos. Isto também é possuir o corpo em santidade e honra!
Não defraudar o irmão
A prostituição é um pecado que não afeta só quem o pratica, mas também quem se envolve nele. Quando duas pessoas se envolvem e ambos são cristãos, além de terem pecado contra Deus e o seu corpo, defraudaram um ao outro. Lesaram uma outra pessoa e vão dar conta a Deus pelas duas coisas…pois a Bíblia declara que Deus é vingador destas coisas!
Deus é vingador
Os pecados de prostituição não ficarão impunes. A Bíblia diz que Deus é vingador destas coisas. Em Provérbios 6.29 lemos que não ficará impune aquele que tocar a mulher de seu próximo. Deus julgará os pecados de prostituição! Alguns crentes não levam a sério o ensino bíblico e “brincam” com a graça divina, esquecendo-se que “de Deus não se zomba; tudo quanto o homem semear, isto também ceifará”, Gl 6.7. Quando escreveu sua primeira epístola aos Coríntios, o apóstolo Paulo declarou:
“Nem nos prostituamos, como alguns deles fizeram; e caíram num só dia vinte e três mil” (1 Coríntios 10.8)
A menção aqui é ao episódio que se deu quando os israelitas estavam nas proximidades de Moabe (Nm 25.1-9) e se entregaram à prostituição com as moabitas. E o relato bíblico mostra que uma praga matou mais de vinte mil homens num só dia! Não se tratava de uma coincidência, mas de juízo sobre o pecado. Quando Finéias, neto de Arão, fez expiação pelo povo, a praga cessou (Nm 25.10-13). Deus é vingador destas coisas!
Rejeitar a santificação é rejeitas a Deus
Muitos fazem pouco caso da mensagem de santidade e acham que estão desprezando um pregador, mas o que a Palavra de Deus de fato ensina é que, quem assim o faz está rejeitando ao próprio Deus e não aos homens que Ele levantou para proclamarem estas verdades. Sem santificação ninguém verá ao Senhor. Portanto, o que rejeita esta mensagem rejeita ao próprio Deus!
Fugir é o melhor remédio
Há pessoas que acham que a melhor maneira de lutar nesta área é resistir este inimigo, mas o conselho bíblico é bem diferente. Não fala de enfrentar ou resistir, mas sim de fugir! Paulo, escrevendo a Timóteo, disse: “Foge também das paixões da mocidade”, 2 Tm 2.22. Quando José se encontrou em dificuldades de resistir os apelos da mulher de Potifar a melhor saída que ele encontrou foi correr! Ela não representava uma ameaça física a José; não podia violentá-lo…o único perigo que José viu foi em si mesmo, na sua carne e desejos. Mas não lidou com o problema de nenhuma outra forma a não ser fugir.
Fuja das ofertas do pecado e conserve-se em santidade ao Senhor. Além da benção presente, saiba que haverá um galardão e recompensa para aquele que vencer. Quando o apóstolo Paulo escreveu aos coríntios, advertindo-os quanto ao perigo deste pecado deu o mesmo conselho: “Fugi da prostituição”, 1 Co 6.18. Sempre que a Bíblia fala sobre este pecado, ensina a mesma saída. Portanto, siga este conselho!
2.2.4- Conclusão
A santificação está no centro da vontade de Deus em todos os tempos, para todo aquele que crê (1Ts 4.3,7). É a própria transformação espiritual e moral que ocorre no salvo que o credencia como adorador e servo. E, conforme escreveu o apóstolo Paulo, é também objeto de promessa, e a fidelidade de Deus há de completá-la (Fp 1.6). Sem se deixar vencer pelo afrouxamento ou cansaço espirituais, sem fazer concessões ao pecado e com disposição para aceitar e entender a disciplina proposta por Deus, o cristão poderá alcançar a paz e a santificação, que o capacita a experimentar a própria natureza de Deus (cf. Hb 12.14).
 A Santificação não era somente para as pessoas do passado, mais também para as pessoas que estão vivendo nesses dias,e as que virão também no futuro. Portanto, precisamos estar sempre preparados em amor e santidade, para podermos estar preparados para o dia do Senhor.
3. Capítulo - Elementos da Santificação 
3.1.1- O Esforço do Crente 
A santificação é uma obra do Espírito Santo feita em cooperação com o crente. O indivíduo, como ser pessoal é elemento decisivo na santificação. Ele há de buscar a vontade de Deus na Sua Palavra, precisa buscar o enchimento do Espírito Santo, deve ser submisso e obediente à Palavra de Deus; o crente tem de lutar contra o pecado que ameaça alojar-se em sua vida, precisa deixar o pecado e dedicar-se inteiramente a Deus (Confira em Romanos 6.11-13: “Assim também vocês devem se considerar mortos para o pecado; mas, por estarem unidos com Cristo Jesus, devem se considerar vivos para Deus. Portanto, não deixem que o pecado domine o corpo mortal de vocês e faça com que vocês obedeçam aos desejos pecaminosos da natureza humana. E também não entreguem nenhuma parte do corpo de vocês ao pecado, para que ele a use a fim de fazer o que é mau. Pelo contrário, como pessoas que foram trazidas da morte para a vida, entreguem-se completamente a Deus, para que Ele use vocês a fim de fazerem o que é direito.” – NTLH;e em Filipenses 2.12,13: “Portanto, meus queridos amigos, vocês que me obedeceram sempre quando eu estava aí, devem me obedecer muito mais agora que estou ausente. Continuem trabalhando com respeito e temor a Deus para completar a salvação de vocês. Pois Deus está sempre agindo em vocês para que obedeçam à vontade dEle, tanto no pensamento como nas ações.” – NTLH). Se o cristão for inconstante na busca de sua santificação, ele mesmo cria grande embaraço na sua vida cristã.
3.1.2- A Oração 
Elemento também decisivo na santificação da vida cristã é a oração. É pela oração que o crente cultiva sua relação com Aquele que é Santo e que o santifica. Oração é o elemento da comunhão pessoal do santificado com o santificador. É na oração que se aguça a percepção espiritual, tanto para reconhecer os pecados na vida como para vislumbrar a glória da santidade de Deus. Desse contraste surge o quebrantamento e o arrependimento que impulsionam a santificação.
3.2- Meios Divinos de Santificação
São meios divinamente estabelecidos de santificação: O sangue de Cristo, o Espírito Santo e a Palavra de Deus.
3.2.1 O Sangue de Cristo 
Se, porém, andarmos na luz, como ele está na luz, mantemos comunhão uns com os outros, e o sangue de Jesus, seu Filho, nos purifica de todo pecado” (1Jo 1.7).
O Sangue fala da nossa posição perante Deus. É uma obra consumada que concede ao pecador arrependido um lugar na presença de Deus (Hb 13.12; 10.10, 14; 1 Jo 1.7). Observemos que, como resultado da obra consumada de Cristo, o pecador arrependido é transformado de pecador impuro em adorador santo.
 A santificação é o resultado dessa maravilhosa obra redentora do Filho de Deus, ao oferecer-se no Calvário para aniquilar o pecado pelo seu sacrifício. Em virtude desse sacrifício, o crente é eternamenteseparado para Deus; sua consciência é purificada e ele próprio é unido em comunhão com o Senhor Jesus Cristo (Hb 12.11;9.14).
À luz de 1 Jo 1.7 fica claro que o que remove essa barreira, que é o pecado, entre o ser humano e Deus, para que flua entre ambos a comunhão, é o Sangue eficaz de Jesus Cristo. Não há ninguém perfeito, mas é possível andar em comunhão com Deus, desde que o Sangue do Cordeiro esteja nos purificando. Não há comunhão com Deus se não debaixo do sangue de Cristo (1 Jo 1.9).
3.2.2- O Espírito Santo
 “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5.18).
É impossível a santificação sem a operação do Espírito Santo. Diríamos que Ele é o agente, o dinamizador. O ensino bíblico deixa bem claro este fato (1 Co 6.11; 1 Pe 1.1, 2; Rm 15.16). “Da mesma forma que o Espírito Santo pairava sobre o caos original (Gn 1.2), seguindo-se o estabelecimento da ordem pelo Verbo de Deus assim o Espírito paira sobre a alma humana, fazendo-a abrir-se para receber a luz e a vida de Deus” (2 Co 4.6). O Espírito Santo toma o imundo e o leva ao santo. Fez o que aconteceu na casa de Cornélio (At 10). E agora os gentios são aceitos na família de Deus porque foram santificados, separados pelo Espírito Santo.
Para uma vida de santidade o Espírito Santo terá de entrar em cena. Homens e mulheres santos são aqueles em que o Espírito Santo trabalha. 
3.2.3- A Palavra de Deus 
Eu sou a videira verdadeira, e meu Pai é o agricultor. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, ele o corta; e todo o que dá fruto limpa, para que produza mais fruto ainda. Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado” (Jo 15.1-3).
Os cristãos são descritos como sendo gerados pela Palavra de Deus (1 Pe 1.23). A Palavra de Deus desperta as pessoas para compreenderem a insensatez e impiedade de suas vidas. Quando dão importância à Palavra, arrependendo-se e crendo em Cristo, são purificados pela Palavra que lhes fora falada. Esse é o início da purificação, que deve continuar através da vida do crente. 
No início de sua consagração ao ministério, o sacerdote israelita tomava um banho cerimonial completo, banho que nunca se repetia, era uma obra feita uma vez para sempre. Todos os dias, porém, era obrigado a lavar as mãos e os pés. Da mesma maneira, o regenerado foi lavado (Tt 3.5, Jo 13.10); mas precisa de uma separação diária das impurezas e imperfeições conforme lhe foram reveladas pela Palavra de Deus, que serve como espelho para a alma (Tg 1.22-25). Deve lavar as mãos, isto é, seus atos devem ser retos; deve lavar os pés, isto é, “guardar-se das imundícias em que tão facilmente tropeçam os pés do peregrino, que anda pelas estradas deste mundo.
4- Capítulo - Tipos de Santificação 
Os três tipos de santificação
4.1 .1- Santificação Posicional
1. Evento passado nascimento espiritual - “Eu fui salvo”(Pois pela graça de Deus vocês são salvos por meio da fé. Isso não vem de vocês, mas é um presente dado por Deus. A salvação não é o resultado dos esforços de vocês; portanto, ninguém pode se orgulhar de tê-la. Efésios 2:8-9)
1. Salvação da pena do pecado
2. Consagração do corpo (Será que vocês não sabem que o corpo de vocês é o templo do Espírito Santo, que vive em vocês e lhes foi dado por Deus? Vocês não pertencem a vocês mesmos, mas a Deus, pois ele os comprou e pagou o preço. Portanto, usem o seu corpo para a glória dele. 1 Coríntios 6:19-20)
3. Início da redenção da alma
4.1.2- Santificação Progressiva - “Eu estou sendo salvo”
1.   Processo: presente crescimento espiritual
2. Salvação do poder do pecado
3. Deterioração do corpo (Por isso nunca ficamos desanimados. Mesmo que o nosso corpo vá se gastando, o nosso espírito vai se renovando dia a dia. 2 Coríntios 4:16)
4. Continuação da redenção da alma
4.1.3 - Santificação perfeita ou futura
Muitas vezes esta verdade é discutida sob o tema: "Perfeição cristã." (a) Significado de perfeição. Há dois tipos de perfeição: absoluta e relativa. É absolutamente perfeito aquilo que não pode ser melhorado; isso pertence unicamente a Deus. E relativamente perfeito aquilo que cumpre o fim para o qual foi designado; essa perfeição é possível ao homem. A palavra "perfeição", no Antigo Testamento, significa ser "sincero e reto" (Gên 6:9; Jó 1:1). Ao evitar os pecados das nações circunvizinhas, Israel podia ser uma nação "perfeita" (Deut. 18:13). No Antigo Testamento a essência da perfeição é o desejo e a determinação de fazer a vontade de Deus. 
Apesar dos pecados que mancharam sua carreira, Davi pode ser chamado um homem perfeito e "um homem segundo o coração de Deus", porque o motivo supremo de sua vida era fazer a vontade de Deus. No Novo Testamento a palavra "perfeito" e seus derivados têm uma variedade de aplicações, e, portanto, deve ser interpretada segundo o sentido em que os termos são usados. Várias palavras gregas são usadas para expressar a idéia de perfeição: 
1) Uma dessas palavras significa ser completo no sentido de ser apto ou capaz para certa tarefa ou fim. (2 Tim. 3:17.) 
2) Outra denota certo fim alcançado por meio do crescimento mental e moral. (Mat. 5:48; 19:21; Col. 1:28; 4:12 ; Heb. 11:40.) 
3) A palavra usada em 2 Cor. 13:9; Efés 4:12; e Heb. 13:21 significa um equipamento cabal. 
4) A palavra usada em 2 Cor. 7:1 significa terminar, ou trazer a uma terminação. A palavra usada em Apoc. 3:2 significa fazer repleto, cumprir, encher (como uma rede), nivelar (um buraco). A palavra "perfeito" descreve os seguintes aspectos da vida cristã: 
1) Perfeição de posição em Cristo (Heb. 10:14) — o resultado da obra de Cristo por nós. 
2) Madureza e entendimento espiritual, em contraste com a infância espiritual. (1 Cor. 2:6; 14:20;2Cor. 13:11; Fil. 3:15;2Tim. 3:17) 
3) Perfeição progressiva. (Gál. 3:3.) 
4) Perfeição em certos particulares: a vontade de Deus, o amor ao homem, e serviço. Deus ainda está propensa a transgressões involuntárias. Tais transgressões vocês poderão chamá-las de pecados, se quiserem; mais eu não." Quanto ao tempo da inteira santificação, Wesley escreveu: "É esta morte para o pecado e renovação no amor, gradual ou instantânea? Um homem poderá estar à morte por algum tempo; no entanto, propriamente falando, não morre enquanto não chegar o instante em que a alma se separa do corpo; e nesse momento ele vive a vida da eternidade. 
Da mesma maneira a pessoa poderá estar morrendo para o pecado por algum tempo; entretanto, não está morto para o pecado enquanto o pecado não for separado de sua alma; é nesse momento que vive a plena vida de amor. E da mesma maneira que a mudança sofrida quando o corpo morre é duma qualidade diferente e infinitamente maior que qualquer outra que tenhamos conhecido antes, tão diferente que até então era impossível conceber, assim a mudança efetuada quando a alma morre para o pecado é duma classe diferente e infinitamente maior que qualquer outra experimentada antes, e que ninguém pode conceber até que a experimente. 
No entanto, essa pessoa continuará a crescer na graça, no conhecimento de Cristo, no amor e na imagem de Deus; e assim continuará, não somente até a morte, mas por toda a eternidade. Como esperaremos essa mudança? Não em um descuidado indiferentismo, ou indolente inatividade; mas em obediência vigorosa e universal, no cumprimento fiel dos mandamentos, em vigilância e trabalho, em negarmo-nos a nós mesmos, tomando diariamente a nossa cruz; como também em oração fervorosa e jejum, e atendendo bem às ordenanças de Deus. 
E se alguém pensa em obtê-la de alguma outra maneira (e conservá-la quando a haja obtido, mesmo quando a haja recebido na maior medida) esse alguém engana sua própria alma." João Calvino, que acentuara a perfeição do crente pela consumada obra de Cristo, e que não era menos zeloso da santidade de que Wesley, dá o seguinte relato da perfeição cristã: "Quando Deus nos reconcilia consigo mesmo, por meio da justiça de Cristo, e nos considera como justos por meio da livre remissão de nossos pecados, ele também habita em nós, pelo seu Espírito, e santifica-nospelo seu poder, mortificando as concupiscências da nossa carne e formando o nosso coração em obediência à sua Palavra.
 Desse modo, nosso desejo principal vem a ser obedecer à sua vontade e promover a sua glória. Porém, ainda depois disso, permanece em nós bastante imperfeição para repelir o orgulho e constranger-nos à humildade." ( Ecl. 7:20; 1Reis 8:46.) Ambas as opiniões, a perfeição como dom em Cristo e a perfeição como obra real efetuada em nós, são ensinadas nas Escrituras; o que Cristo fez por nós deve ser efetuado em nós. O Novo Testamento sustenta um ideal elevado de santidade e afirma a possibilidade de libertação do poder do pecado. Portanto, é dever do cristão esforçar-se para conseguir essa perfeição. (Fil. 3:12; Heb.6:l.). 
Em relação a isto devemos reconhecer que o progresso na santificação muitas vezes implica uma crise na experiência, quase tão definida como a da conversão. Por um meio ou outro, o crente recebe uma revelação da santidade de Deus e da possibilidade de andar mais perto dele, e essa experiência é seguida por um conhecimento interior de ter ainda alguma contaminação (Vide Isa. 6.). 
Ele chegou a uma encruzilhada na sua experiência cristã, na qual deverá decidir se há de retroceder ou seguir avante, com Deus. Confessando seus fracassos passados, ele faz uma reconsagração, e, como resultado, recebe um novo aumento de paz, gozo e vitória, e também o testemunho de que Deus aceitou sua consagração. Alguns têm chamado a essa experiência uma segunda obra da graça. Ainda haverá tentação de fora e de dentro, e daí a necessidade de vigilância (Gál. 6:1; ICor. 10:12); a carne é fraca e o cristão está livre para ceder, pois está em estado de prova (Gál. 5:17; Rom. 7:18, Fil. 3:8); seu conhecimento é parcial e falho; portanto, pode estar sujeito a pecados de ignorância.
 Porém ele pode seguir avante, certo de que pode resistir e vencer toda a tentação que reconheça (Tia. 4:7; 1 Cor. 10:13; Rom. 6:14; Efés. 6:13,14); pode estar sempre glorificando a Deus cheio dos frutos de justiça (1 Cor. 10:31; Col. 1:10); pode possuir a graça e o poder do Espírito e andar em plena comunhão com Deus (Gál. 5:22, 23; Efés. 5:18; Col. 1:10,11; 1 João 1:7); pode ter a purificação constante do sangue de Cristo e assim estar sem culpa perante Deus. (1 João 1:7; Fil. 2:15; 1Tess. 5:23).
5 - capítulo - Benefícios da Santificação
A santificação tem dois aspectos: santificação instantânea é a que o pecador recebe pela purificação do sangue de Cristo, pela obra realizada no calvário, que age nele “pois somos dele”, disse Paulo. Cristo se tornou, da parte de Deus “sabedoria, justiça, santificação e redenção (1 Co. 1.30).
Mas a santificação é também progressiva, na vida cristã subseqüente à conversão. Podemos crescer em santificação buscando o poder de Deus em oração e deixando o Espírito Santo operar em nós, aplicando o seu poder santificador em nosso ser. 
Segurança de vida eterna: Paulo esclarece em Rm. 6.16, que somos escravos daquele a quem servimos: “Sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça”. O termo obediência está empregado aqui como oposto de pecado, logo é sinônimo de santificação.
Orações respondidas: Ninguém se engane. Para ter orações respondidas é preciso manter comunhão com o Senhor, e só será possível fazer isto através de uma vida santificada “A vossas iniqüidades fazem divisões entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça (Is. 59.2)”.
Não é que Deus não tome conhecimento, Ele é onisciente, mas sua santidade absoluta não permite que dê atenção a quem ama o pecado.
O privilégio de ver a glória de Deus: Se não são ouvidas as orações de quem permanece em pecado, como então poderão ver a glória de Deus? Mas o texto sagrado é claro: Ä santificação, sem a qual ninguém verá a Deus” (Hb. 12.14). Ninguém jamais viu a face do Senhor como ele é, isto é, Deus na sua essência de Glória, na sua triunidade, Deus disse a Moisés: “não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhuma verá a minha face e viverá “(Ex. 33.20). Quando a Bíblia diz que Moisés falava com Deus face a face (Ex. 33.11), não quer fizer que Moisés via a face de Deus, é claro.
Os salvos já na glória verão o Senhor como Ele é (1 Jo. 3.2; Ap. 21.3).
Permita o Senhor nosso Deus que cada um de seus servos, encontre a graça necessária para submeter-se a plena vontade Dele, vivendo em completo estado de santificação, até a vinda do Senhor (1 Ts. 5.23) AMÉM.
6 - capítulo - Dedicatória e Oferecimentos. 
A Deus,
Pois toda honra e gloria e dada ao seu nome;
Aos nossos Pais e minha Mães,
Por serem os nossos exemplos de pessoas honestas, servos de Deus;
As nossas queridas Esposas,
Por serem a nossa metade, companheira por toda a vida;
As nossas Filhas e Filhos,
Pois são presentes que Deus nos deu;
OFEREÇO
7 - capítulo - Agradecimentos.
Nossos agradecimentos ao orientador, que nos incentivou nesta empreitada acadêmica onde estão os nossos sonhos e realizações. Agradecemos aos nosso amigos, colegas e professores que nos ajudaram compartilhando as suas vastas experiência de vida e informação que ampliou nossos conhecimentos. Agradecemos nossos familiares, Pais, Mães, Filhos, Filhas, Esposas, todos pois, estiveram ao nosso lado nos dando todo suporte emocional e espiritual nessa longa trajetória.
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