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Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 1 - 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
( Doutrina da Salvação ) 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 2 - 
 
 
Índice 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Introdução.................................................................................................................................3 
1. A Origem da Salvação........................................................................................4 
2. A Natureza da Salvação...................................................................................5 
3. O Processo do Novo Nascimento......................................................6 
4. O que é Justificação.................................................................................................9 
5. O que é Regeneração..........................................................................................11 
6. O que é Santificação.............................................................................................13 
7. Calvinismo.................................................................................................. ..............................15 
8. Arminianismo............................................................................................................... ......16 
9. O Novo Nascimento...............................................................................................18 
10. O Alcance da Salvação................................................................................ 20 
11. A Realidade da Salvação.........................................................................22 
12. A Salvação e a Fé.......................................................................................................23 
13. A Salvação Mediante a Fé.......................................................................25 
14. Jesus, o Caminho da Salvação...........................................................28 
15. O Ensino de Jesus Sobre a Salvação.......................................30 
16. O Ensino Bíblico Sobre o Perdão................................................ 31 
17. A Conversão do Pecador.......................................................................... 32 
18. A Redenção do Pecador................................................................................33 
19. A Palavra de Deus Trás Salvação...............................................34 
20. A Garantia da Nossa Salvação........................................................36 
 Bibliografia.................................................................................................. ..............................37 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 3 - 
 
 
 
 
 
 
 
Introdução 
 
 
 
 
 
 O Jesus Cristo, pela sua morte expiatória, comprou a salvação para os homens. 
Como Deus a aplica e como é ela recebida pelos homens para que se torne uma 
realidade experimental? As verdades relacionadas com a aplicação da salvação 
agrupam-se sob três títulos: Justificação, Regeneração e Santificação. As verdades 
relacionadas com a aceitação da salvação, por parte dos homens, agrupam-se sob os 
seguintes títulos: Arrependimento, Fé e Obediência. 
 
E isto digo: conhecendo o tempo, que é já a hora de despertarmos do sono; porque 
a nossa salvação está agora mais perto de nós de que aceitamos a fé. 
(Rm 13.11). 
 
Como escaparemos nós, se não atentarmos para uma tão grande salvação... 
(Hb 2.3). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 4 - 
 
Lição 1 
 
 
1. A Origem da Salvação 
 
 
A Salvação do Homem 
 
 
A palavra Soteriologia significa - Doutrina da Salvação. 
A salvação, ou a palavra que descreve o seu significado (Soteriologia), tem sua raiz 
no vocábulo grego (sõteria), ocorrendo em ambos os Testamentos com profundo 
significado e infinito alcance. Por toda a extensão das Escrituras Sagradas ocorre uma 
vez no plural (2 Sm 22.51). 
Do ponto de vista divino de observação, salvação é em termo, que abrange dentro 
de seu escopo muitos aspectos. Por exemplo, há a salvação do passado, no presente e 
para o futuro: seja, salvação do espírito na regeneração da alma na santificação, e do 
corpo na glorificação. 
 
 1. Definição de Salvação. De acordo com o doutor C.I. Scofield, são incluídas nesses 
diversos aspectos as doutrinas fundamentais que, teologicamente falando constituem 
aquilo que chamamos de Soteriologia ou seja, Doutrina da Salvação. 
 
O vocábulo português que aparece em nossas versões e traduções se deriva do 
latim, salvare, salvar, de salus, saúde, ajudar, e traduz o termo hebraico yeshua e 
cognatos: largura, facilidade, segurança, etc.. 
 
a) Em o Novo Testamento, o verbo salvar e o substantivo salvação aparecem por 
mais de 150 vezes, correspondendo mais 100 vezes, ora no ativo, ora no passivo. Porém, 
o Novo Testamento conhece também o significado mais comum do verbo: salvar no 
grego clássico deriva de são e significa devolver a saúde ao doente (sentido elementar), a 
segurança ao ameaçado (sentido geral), e arrancar da morte o moribundo (sentido 
individual) Leia: (Mt 8.25; 14.30; 27.40,42,49; Mc 3.4; Lc 6.9; Jo 12.27; At 27.20; Hb 
5.7). Sendo porém, ampla e objetiva em todos os seus aspectos. 
 
b) No que diz respeito à sua origem, a salvação teve (e tem) seu ponto inicial no 
coração de Deus. Segundo se diz, ela foi criada por Ele, manifestada aos homens por 
meio de Jesus Cristo e evidentemente, executada no coração humano através do Espírito 
Santo. Leia: (Lc 1.68,69; Jo 12.48,49; 16.7-14 etc.). A obra propiciatória de Jesus Cristo 
nosso Senhor é a maior revelação do grande propósito de Deus no plano da redenção em 
salvar a humanidade. 
Foi nele que todos os martizes da salvação plena tiveram seu encontro de expansão 
 Leia (Hb 2.3). 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 5 - 
 
2. A Natureza da Salvação 
 
 
 
 O assunto desta lição será: 
 Que é que constitui a salvação, ou estado de graça? 
 
 
 Três Aspectos da Salvação 
 
 Há três aspectos da salvação, e cada qual se caracteriza por uma palavra que 
define ou ilustra cada aspecto: 
(a) Justificação. é um termo forense que nos faz lembrar um tribunal. O homem 
culpado e condenado perante Deus, é absolvido e declarado justo – isto é, justificado. 
(b) Regeneração. (a experiência subjetiva) e Adoção (o privilegio objetivo) sugere 
uma cena familiar. A alma morta em transgressões e ofensas, precisa duma nova vida, 
sendo esta concedida por um ato divino de pessoa, por conseguinte, toma-se herdeira de 
Deus e membro de sua família. 
(c) Santificação. A palavra santificação sugere uma cena do templo, pois essa 
palavra relaciona-se com o culto a Deus. Harmonizadas suas relações com a lei de Deus e 
tendo recebido uma nova vida, a pessoa, dessa hora em diante dedica-se ao serviço de 
Deus. Comprado por elevado preço, já não é dono de si não mais se afasta do templo 
(figurativamente falando), mas serve a Deusde dia e de noite. (Luc. 2:37.) Tal pessoa é 
santificada e por sua própria vontade entrega-se a Deus. 
O homem salvo, portanto, é aquele cuja vida foi harmonizada com Deus, foi 
adotado na família divina e agora dedica-se à servi-la. Em outras palavras, sua 
experiência da salvação, ou seu estado de graça, consiste em justificação, regeneração (e 
adoção), e santificação. Sendo justificado, ele pertence aos justos sendo regenerado, ele é 
filho de Deus, sendo santificado, ele é santo (literalmente uma pessoa santa). 
São essas bênçãos simultâneas ou consecutivas? Existe de fato, uma ordem lógica: 
o pecador harmoniza-se, primeiramente perante a lei de Deus sua vida é desordenada, 
precisa ser transformada. Ele vivia para o pecado e para o mundo e, portanto, precisa 
separar-se para uma nova vida, para servir a Deus. Ao mesmo tempo as três experiências 
são simultâneas no sentido de que, na prática não se separam. Nós as separamos para 
poder estudá-las. As três constituem a plena salvação a mudança exterior, ou legal 
chamada justificação, segue-se a mudança subjetiva chamada regeneração, e esta, por sua 
vez é seguida por dedicação ao serviço de Deus. Não concordamos em que a pessoa 
verdadeiramente justificada não seja regenerada, nem admitimos que a pessoa 
verdadeiramente regenerada não seja santificada (embora seja possível, na prática uma 
pessoa salva, às vezes viola a sua consagração). Não pode haver plena sem essas três 
experiências, como não pode haver um triângulo sem três lados. Representam elas o 
tríplice fundamento sobre o qual se baseia subsequente vida cristã. Começando com esses 
três princípios, progride a vida cristã em direção a perfeição. 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 6 - 
 
3. O Processo do Novo Nascimento 
 
 
Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer 
 de novo não pode ver o Reino de Deus (Jo 3.3). 
 
 
Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gn 1.26). Portanto, um ser 
perfeito. Mas ele se deixou levar pela tentação (Gn 3.5) e desobedeceu ao seu Criador 
(Rm 5.19). Por isso todos nós, os seus descendentes tornamo-nos herdeiros de sua 
natureza pecaminosa (o pecado original) e destituídos da glória eterna (Rm 3.23). Fazia-
se então, necessária a vinda de um justo para, por sua morte, salvar da condenação dos 
injustos (1 Pd 3.18). 
 
1. É necessário Nascer de Novo 
 
Jesus morreu por todos nós, pois Deus não faz acepção de pessoas (Dt 10.17). No 
entanto, a obra da redenção só é válida para aqueles que aceitam a Cristo como Salvador 
e têm suas vidas transformadas pelo poder do Evangelho. Este é o novo nascimento, que 
não significa retornar ao ventre materno para renascer, mas o transporte da natureza de 
Cristo, divina, santa, pela nossa pecaminosa, terrena, humana (2 Pd 1.4). 
Na verdade, quando nascemos somos inocentes, mas trazemos em nosso corpo a 
tendência para o pecado (Rm 6.6). Somos semelhantes aos leãozinhos ainda lactentes, 
que se assustam quando vêem um pedaço da carne. Mas, ao crescerem, atacarão até os 
seus domadores se não estiverem saciados, pois são carnívoros. Só no Milênio, o Rei dos 
reis transformará as suas naturezas (Is 11.7). Por causa do pecado perdemos a imagem de 
Deus, e por falta desta auréola de santidade, temos a tendência natural para o mal (Rm 7. 
22,23). Só o novo nascimento tem o poder de eliminar o vírus do pecado que corrói os 
nossos ossos (Sl 38. 3). 
 
2. Como se Nasce de Novo? 
 
Jesus usou uma metáfora, ao empregar a água como elemento essencial, necessário 
ao novo nascimento, a fim de que Nicodemos entendesse o efeito purificador que possui 
a Palavra de Deus. O seu poder já era mencionado desde o Antigo Testamento (Sl 51.2; 
Ez 36.25), e o versículo 26 registra como se processa a regeneração: E vos darei um coração 
novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne, e vos 
darei um coração de carne. O Novo Testamento também é enfático ao mencionar Efésios 5. 
26 e Tito 3.5. Portanto, é a Bíblia Sagrada a Palavra de Deus, um dos elementos 
necessários para o novo nascimento. 
Entretanto, o elemento prioritário, para que se processe o novo nascimento, é a 
atuação em nossa vida da terceira pessoa da Trindade, o Espírito Santo. Ele nos convence 
que somos pecadores (Jo 16.8), pois conduz a água pelo nosso ser até a divisão e do 
Espírito (Hb 4.12). Portanto, o pecado nos degenerou, mas a Palavra e o Espírito Santo 
regeneraram-nos ao devolver a imagem divina perdida no Éden (Gn 1.26), através do 
novo nascimento Leia: (Jo 3.5). 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 7 - 
 
3. Qual é o Efeito do Novo Nascimento? (Gl 5.22) 
 
 É a mudança total das nossas atitudes que a Bíblia chama de Fruto do Espírito, ou 
seja o resultado da atuação da Palavra de Deus e da Trindade em nosso ser. Quem 
mentia, roubava, enganava, adulterava, fumava, etc., agora tem aversão a tais coisas. 
Hoje, é pacificador, longânimo, benigno, bondoso, manso e piedoso, temperante, virtudes 
estas que comprovam o novo nascimento. Semelhante à metamorfose que acontece na 
mutação da lagarta para borboleta, antes um inseto arrepiante, depois, delicado e 
encantador. Esta mudança, parecida com este fenômeno da natureza, não acontece 
repentina, mas paulatinamente, através da oração, do jejum, da consagração e das provas 
que comprovam esta verdade Bíblica (Mt 5.39-41). Se você cumpre com naturalidade 
esta determinação do Mestre dos mestres e Verbo divino, meus parabéns, pois já nasceu 
de novo! Caso contrário, ore mais um pouco e alcance plenamente e regeneração. O 
Espírito Santo coopera com você (Ef 4.30). 
 
 
 O Segredo do Novo Nascimento 
 
O próprio cristão percebe se já nasceu de novo ou não, ao observar as mudanças de 
atitude. Suas inclinações para o mal se converteram para o bem. Nota que não tem mais 
vontade própria, pois é regida pelo Espírito Santo, que lhe implantou a natureza de Cristo 
(Rm 8.11; 2 Pd 1.4). 
 
1. O que é nascido da carne é carne 
Não é o tempo de aceitação do Evangelho e nem a função a qual exercemos na 
igreja, que nos garante o direito à vida eterna, mas, sim a nossa regeneração. 
Infelizmente, há muitos em nosso meio regidos pela carnalidade, pois não passaram até 
agora do primeiro nascimento (Gl 5.19-21). É a tendência natural para as coisas terrenas, 
devido a regência da natureza adâmica corrompida pelo pecado (Fl 2.15). 
 
2. O que é nascido do Espírito e espírito 
 Estes são os de novo gerados (1 Pd 1.23), que não andam segundo a carne, mas de 
acordo com o espírito (Rm 8.1). Tornaram-se filhos de Deus (jo 1.12,13), processados 
pela lavagem da água (Ef 5.26), e alcançaram a regeneração (Tt 3.5). Dão bom 
testemunho e, pelos frutos que produzem (Mt 7.16,17), são reconhecidos como autênticos 
cristãos por onde passam, pois as suas atitudes os credenciam (mt 5.16). Vale a pena 
conviver com o nascido de novo, pois é sincero, franco, leal, fiel (2 Co 1.17,18), e 
estampa em seu rosto a imagem de Cristo. 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 8 - 
 
O Novo Nascimento, Semelhante à Ação do Vento 
 
Realmente, o novo nascimento assemelha-se e muito, à ação do vento. Quantas 
pessoas detestadas pela sociedade, tidas como irrecuperáveis pela Psicologia, e 
condenadas à prisão perpétua foram assopradas pelo Espírito, Pneuma (grego), que 
dissipou as suas maldades e os seus rancores e tornaram-seautênticos cristãos! 
 
1. O vento assopra onde quer 
 Isto significa que para Deus nada é impossível. Inclusive, o homem tornou-se alma 
vivente, mediante o sopro divino (Gn 2.7), ou seja, nasceu regido pela ação do Espírito 
Santo. O pecado, entretanto roubou de Adão e Eva o direto da filiação. Então para que se 
processe o novo nascimento é necessária a atuação da terceira pessoa da Trindade, da 
mesma forma que operou no Éden, no momento em que nosso pai Adão foi criado. 
Entendemos que o Verbo, nesta passagem usou mais uma metáfora ao empregar o 
vocábulo vento, em lugar da palavra Espírito. 
 
2. Assim é todo aquele que é nascido do Espírito 
 O que nos causa maior alegria é contemplarmos um ser humano, antes regido pelo 
homossexualismo, por todas as espécies de vícios, agora dirigido pelo Espírito Santo (Rm 
8.13,14)! 
O novo nascimento é o ato da conversão que se processa mediante a fé em Cristo 
(Jo 11.25,26), em consonância com o arrependimento de nossos pecados (At 3.19). A 
regeneração pode ser gradual (na maioria das pessoas) ou imediata (no caso de Saulo, At 
9.6). É um ato divino, mas requer a cooperação de livre-arbítrio do homem e, como 
resultado gera a santificação (2 Ts 2.13), que nos conduz à glorificação. 
 
 
Síntese Final 
 
O novo nascimento, portanto é um processo que nos leva à vida eterna: fé, 
arrependimento, conversão, santificação e glorificação. 
1. Um dos desejos do Mestre dos mestres, é que ensinemos a sua Palavra a todos os 
povos das ilhas, tribos, e nações, conforme registra Mt 28.19,20. Por isso devemos 
aprimorar mais os nossos estudos, para alcançarmos os objetivos propostos. Só assim 
satisfaremos plenamente os anseios do IDE de Jesus. 
2. O novo nascimento se faz necessário porque, devido o pecado de desobediência 
de Adão e Eva no Jardim do Éden, nascemos com a natureza pecaminosa, ou seja, com a 
tendência natural para o mal. Por isso, para anularmos o seu efeito e recobrarmos a 
imagem divina, é preciso o renascimento mediante a transformação da velha em uma 
nova criatura. 
3. O Espírito Santo coopera conosco neste processo do novo nascimento. Basta 
apenas aceitarmos a sua atuação. Mediante a oração, consagração, leitura da Bíblia e o 
jejum, a terceira pessoa da Trindade opera uma metamorfose em nossa vida. E 
gradativamente, tornamo-nos diferentes do que éramos antes, passamos a produzir o fruto 
do Espírito: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, e temperança. 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 9 - 
 
4. O que é Justificação 
 
 
 
 
1. Definição 
 
Justificação é o ato de Deus declarar justo o pecador que pela fé aceita Jesus por 
seu Salvador (Rm 5.1,33). Tal pessoa passa a ser vista por Deus como se jamais tivera 
pecado em toda a sua vida. Deus declara o pecador livre de toda a culpa do pecado e de 
suas consequências eternas. 
 
 
2. Os benefícios da justificação 
 
 A justificação nos concede inúmeras bênçãos divinas destacamos apenas três: 
 
a) Remissão de pecados 
 O apóstolo Paulo quando pregou na sinagoga de Antioquia da Pisídia fez a seguinte 
declaração: Seja-vos notório, varões irmãos, que por este que vos anuncia a remissão dos pecados. 
E de tudo o que, pela lei de Moisés não pudestes ser justificados, por ele é justificado todo aquele 
que crê (Ato 13; 38,39). Cristo ao cumprir toda a lei que o homem não pôde cumprir, 
possibilitou ao homem ser plenamente justificado. 
 
b) Restauração da graça de Deus 
 A justificação tem sua origem na livre graça de Deus (Rm 3.24). Graça é o favor 
divino dispensado ao homem sem que ele mereça. Mediante o pecado o homem perdeu a 
proteção divina e passou a viver sob a justa ira divina (Jo 3.36; Rm 1.18). A ira de Deus 
representa a reação automática de sua santidade contra o pecado. Porém, ao aceitar a 
Cristo pela fé, o pecador é por Deus justificado, ficando assim livre da ira divina (Rm 
5.9). 
 
c) Imputação da justiça de Cristo 
 A graça de Deus só foi possível mediante a provisão da justiça de Cristo. 
Justificação significa mudança de posição perante Deus: de condenado que era o homem 
passa ser considerado justo. Como isso ocorre? A justiça de Cristo é creditada a nossa 
conta espiritual (Rm 3.24-28; 1 Co 1.30). 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 10 - 
 
Natureza da Justificação: 
Absolvição Divina 
 
A palavra justificar é termo judicial que significa absolver, declarar justo ou 
pronunciar sentença de aceitação. A ilustração procede das relações legais. O réu está 
perante Deus o justo Juiz, mas ao invés de receber sentença condenatória recebe a 
sentença de absolvição. 
 
O substantivo justiça significa o estado de aceitação para o qual entra pela fé. Essa 
aceitação é dom gratuito da Parte de Deus, posto à nossa disposição pela fé em Cristo. 
(Rom. 1:17; 3:21, 22.) E o estado de aceitação no qual o crente permanece (Rom. 5:2). 
Apesar de seu passado pecaminoso e de imperfeições no presente, o crente goza de 
completa e segura posição para com Deus. Justificado é o veredicto divino e ninguém o 
poderá contradizer. (Rom. 8.34). Essa doutrina assim se define: Justificação é um ato da 
livre graça de Deus pelo qual ele perdoa todos os nossos pecados e nos aceita como 
justos aos seus olhos, somente por nos ser imputada a justiça de Cristo que se recebe pela 
fé. 
 
Justificação é primeiramente uma mudança de posição da parte do pecador, o (qual 
antes era um condenado, porém agora goza de absolvição. Antes estava sob condenação, 
mas agora participa da divina aprovação). 
 
 Justificação inclui mais do que perdão dos pecados e remoção da condenação, pois 
no ato da justificação Deus coloca o ofensor na posição de justo. O presidente da 
Republica pode perdoar o criminoso, mas não pode reintegrá-lo na posição daquele que 
nunca desrespeitou as leis. Mas a Deus é possível efetuar ambas as coisas. Ele apaga o 
passado, os pecados e ofensas e em seguida, trata o ofensor como se nunca tivesse 
cometido um pecado sequer! O criminoso perdoado não é considerado ou descrito como 
bom ou justo, mas Deus ao perdoar o pecador, o declara justificado, isto é, justo aos 
olhos divino. Juiz algum poderia justificar o criminoso isto é, declará-lo homem justo e 
bom. Se Deus estivesse sujeito às mesmas limitações e justificasse somente gente boa, 
então não haveria evangelho nenhum a ser anunciado aos pecadores. Paulo nos assegura 
que Deus justifica o ímpio. O milagre do Evangelho é que Deus se aproxima dos ímpios 
com uma misericórdia absolutamente justa e os capacita pela fé, a despeito do que são a 
entrarem em nova relação com ele, relação pela qual é possível que se tornem bons. O 
segredo do Cristianismo do Novo Testamento e de todos os avivamentos e reformas da 
igreja, é justamente este maravilhoso paradoxo: Deus justifica o ímpio. 
Assim vemos que justificação é primeiramente subtração - o cancelamento dos 
pecados e segundo, adição - imputação de justiça. 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 11 - 
 
5. O que é Regeneração 
 
A Natureza da Regeneração 
 
A regeneração é o ato divino que concede ao penitente que crê uma vida nova e 
mais elevada mediante união pessoal com Cristo. O Novo Testamento assim descreve a 
Regeneração: 
(a) Nascimento. Deus o pai é quem gerou e o crente é nascido de Deus ( 1 João 
5:1), nascido do Espírito (João 3:8), nascido do alto(tradução literal de João 3.3,7). Esses 
termos referem-se ao ato da graça criadora que faz do crente um filho de Deus. 
(b) Purificação. Deus nos salvou pela lavagem (literalmente, lavatório ou banho) de 
regeneração (Tito 3:5). A alma foi lavada completamente das imundícias da vida de 
outrora, recebendo novidade de vida, experiência simbolicamente no ato de batismo. 
(Atos 22:16.) 
(c) Vivificação. Somos salvos não somente pela lavagem da regeneração, mas 
também pela renovação do Espírito Santo (Tito 3:5; Cl. 3.10; Rom. 12.2; Ef.4.23; Sl. 
51.10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus Pai, mediante 
Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo. 
(d) Criação. Aquele que criou o homem no princípio e soprou em suas narinas o 
fôlego de vida, o recria pela operação do seu Espírito Santo. (2 Cor. 5:17; Ef 2.10; Gl. 
6.15; Ef. 4:24; Gn. 2:7). O resultado prático é uma transformação radical da pessoa em 
sua natureza, seu caráter, desejos e propósitos. 
(e) Ressurreição. (Rom. 6:4,5; Cl. 2:13; 3:1; Ef. 2:5, 6.). Como Deus vivificou o 
barro inanimado e o fez vivo para com o mundo físico, assim ele vivifica a alma em seus 
pecados e a faz viva para as realidades do mundo espiritual. Esse ato de ressurreição 
espiritual é simbolizado pelo batismo nas águas. A regeneração é a grande mudança que 
Deus opera na alma quando a vivifica, quando ele a levanta da morte do pecado para a 
vida de justiça (João Wesley). 
Notar-se-á que os termos acima citados são apenas variantes de um grande 
pensamento básico da regeneração, isto é, uma divina comunicação duma nova vida à 
alma do homem. Três fatos científicos relativos à vida natural também se aplicam à vida 
espiritual, isto é, ela surge repentinamente aparece misteriosamente e desenvolve-se 
gradativamente. 
Regeneração é o aspecto singular da religião do Novo Testamento. Nas religiões 
pagãs, reconhece-se universalmente a permanência do caráter, embora essas religiões 
recomendem penitências e ritos, pelos quais a pessoa espera expiar os seus pecados, não 
há promessa de vida e de graça para transformar a sua natureza. A religião de Jesus 
Cristo é a única religião no mundo que declara tomar a natureza decaída do homem e 
regenerá-la, colocando-a em contacto com a vida de Deus. Assim declara fazer porque o 
Fundador do Cristianismo é Pessoa Viva e Divina, que vive para salvar perfeitamente os 
que por ele se chegam a Deus (Heb. 7:25). Não existe nenhuma analogia entre a religião 
cristã e, digamos o Budismo ou a religião maometana. De maneira nenhuma pode dizer: 
quem tem Buda tem a vida. 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 12 - 
 Leia (1 João 5.12). Buda pode ter algo em relação à moralidade. Pode 
estimular, causar impressão, ensinar e guiar, mas nenhum elemento novo foi acrescido 
às almas que professam o Budismo. Tais religiões podem ser produtos do homem natural 
e moral. 
 
 Mas o Cristianismo declara-se ser muito mais. Além das coisas de ordem 
 natural e moral, o homem desfruta algo mais na Pessoa de Alguém mais, 
 Jesus Cristo. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 13 - 
 
6. O que é Santificação 
 
 
O termo santificação significa tornar-se santo, consagrar-se, separar-se do mundo 
para pertencer a Deus, ter comunhão com Ele e servi-lo com alegria. 
É através do processo de santificação que o homem regenerado passa a ter um 
relacionamento íntimo com Deus em sua vida diária. 
 
1. Os sentidos da santificação 
 Santificação tem o sentido genérico de separação, dedicação, consagração de 
pessoas ou coisas para uso exclusivo do Senhor (Êx 13.2; Jr 1.5; Lv 27.14,16; 2 Cr 
29.19). 
Em se tratando de santificação do crente, dois sentidos principais fluem da Palavra 
de Deus. 
a) Separação do mal, para pertencer a Deus (Lv 20.26). É chamado de aspecto 
negativo da santificação, porque ocupa-se de não farás isso, não farás aquilo, etc. 
b) Separação servir a Deus, dedicação a Deus, para seu serviço (Êx 19.5,6). É 
chamado de aspecto positivo da santificação, porque ocupa-se em fazer o que Deus 
ordena quanto à santificação (2 Co 7.1; Ap 22.11; Pv 4.18; 1 Ts 5.23). 
 
2. Os três meios da Santificação 
a) O crente é santificado pela Palavra de Deus (Jo 17.17). A Palavra tem poder 
purificador (Ef 5.26); ela nos corrige (1 Pd 1.22; Sl 119.9); Jo 17.17; 1 Jo 1.7); ela 
penetra profundamente (Hb 4.12). 
b) O crente é santificado pelo sangue de Jesus (Hb 13.12). O sangue de Jesus 
expiou a nossa culpa, nos justificou diante de Deus (Rm 3.24,25), e também é a provisão 
da nossa santificação diária (Rm 7.18; 8.7,13; 1 Jo 1.7). 
c) O crente é santificado pelo Espírito Santo (Rm 1.4; 15.16). Essa obra do 
Espírito manifesta-se pelo poder e a unção que garantem ao crente a vitória sobre a carne 
(Rm 8.13; Gl 5.17-21). 
Indiscutivelmente quando nos rendemos à direção do Espírito Santo, passando a 
viver dia a dia para o seu serviço e perdemos totalmente o interesse pelas coisas do 
mundo, nos tornamos cada vez mais santos e mais seguros da nossa salvação (Rm 
6.13,19; 2 Tm 2.21). 
Sem a santificação ninguém poderá ver o Senhor (Hb 12.14). Todos nos 
conhecemos as implicações desta passagem, mas às vezes deixamos de pesar-lhe as 
consequências. 
Não podemos esquecer-nos de que fomos chamados para ser separados do mundo e 
consagrados a Deus. Não estou dizendo que a santidade deva limitar-se ao exterior, o 
senhor requer sejamos santos por inteiro a começar de nosso interior, refletindo e 
abrangendo também todo o nosso exterior. A santificação tem de ser completa: espírito, 
alma e corpo (1 Ts 5.23). O Santíssimo Deus requer que tanto a nossa fé quanto os 
nossos costumes sejam sadios. Quando me refiro aos costumes, incluo não somente as 
indumentárias mas a postura familiar, profissional, social e eclesiástica daquele que se 
diz crente (Tt 2.14). 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 14 - 
 
Exercícios 
 
 
 
1. O que significa a palavra “Soteriologia”?.................................................................................................................................... 
 ............................................. ........................................................................... ....................................................................................................................... 
 
2. Quais são os Três aspectos da Salvação?.................................................................................. ...................................................... 
 ................................................................................................................................................................................................................................................. 
 
3. O que é Justificação?....................................................................................................................................................................................... 
 .........................................................................................................................................................................................................................................................4. A onde está escrito: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não 
 nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” . 
 
............................................................................................................................................................................................................................................................ 
5. Como o Novo Testamento descreve a Regeneração?................................................................................................... 
............................................................................................................................. ........................................................................................................................ 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 15 - 
7. Calvinismo 
Lição 2 
 
 
1. Calvinismo 
 
 
A doutrina de João Calvino não foi criada por ele, foi ensinado por santo Agostinho, 
o grande teólogo do quarto século. Nem tampouco foi criada por Agostinho, que 
afirmava estar interpretando a doutrina de Paulo sobre a livre graça. 
A doutrina de Calvino é como segue: 
 A salvação é inteiramente de Deus, o homem absolutamente nada tem a ver com 
sua salvação. Se ele, o homem se arrepender, crer for a Cristo, é inteiramente por causa 
do poder atrativo do Espírito de Deus. Isso se deve ao fato de que a vontade do homem se 
corrompeu tanto desde a queda que, sem a ajuda de Deus não pode nem se arrepender, 
nem crer, nem escolher corretamente. Esse foi o ponto de partida de Calvino – a completa 
servidão da vontade do homem ao mal. A salvação por conseguinte não pode ser outra 
coisa, senão a execução dum decreto divino que fixa sua extensão e suas condições. 
 
Naturalmente surge esta pergunta: 
 
 Se a salvação é inteiramente obra de Deus e o homem não tem nada a ver com ela, 
e está desamparado a menos que o Espírito de Deus opere nele. Então, por que Deus não 
salva a todos os homens, posto que todos estão perdidos e desamparados? A resposta de 
Calvino era: Deus predestinou alguns para serem salvos e outros para serem perdidos. A 
predestinação é o eterno decreto de Deus, pelo qual ele decidiu o que será de cada um e 
de todos os indivíduos. Pois nem todos são criados na mesma condição, mas a vida 
eterna está preordenada para alguns, e a condenação eterna para outros. Ao agir dessa 
maneira Deus não é injusto, pois ele não é obrigado a salvar a ninguém, a 
responsabilidade do homem permanece, pois a queda de Adão foi sua própria falta, e o 
homem sempre é responsável por seus pecados. 
 
Posto que Deus predestinou certos indivíduos para a salvação, Cristo morreu 
unicamente pelos eleitos? A expiação fracassaria se alguns pelos quais Cristo morreu se 
perdessem. 
Dessa doutrina da predestinação segue-se o ensino de uma vez salvo sempre salvo, 
porque se Deus predestinou um homem para a salvação e unicamente pode ser salvo e 
guardado pela graça de Deus que é irresistível, então nunca pode perder-se. 
Os defensores da doutrina da segurança eterna apresentam as seguintes referências 
para sustentar sua posição: 
 Leia: (João 10.28,29; Rom.11.29; Fl. 1.6; 1 Pd 1.5; Rom.8.35; João 17.6). 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 16 - 
8. Arminianismo 
 
 
 
 
 O ensino arminiano é como segue: 
 
 
 À vontade de Deus é que todos os homens sejam salvos, porque Cristo morreu por 
todos. (1 Tm. 2:4-6; Heb. 2:9; 2 Cor. 5:14; Tito 2:11,12.). Com essa finalidade ele 
oferece sua graça a todos. Embora a salvação seja obra de Deus, absolutamente livre e 
independente de nossas boas obras ou méritos, o homem tem certas condições a cumprir. 
Ele pode escolher aceitar a graça de Deus, ou pode resistir-lhe e rejeitá-la. Seu direito de 
livre arbítrio sempre permanece. 
 
As Escrituras certamente ensinam uma predestinação, mas não que Deus predestina 
alguns para a vida eterna e outros para o sofrimento eterno. Ele predestina a todos os que 
querem a serem salvos - e esse plano é bastante amplo para incluir a todos que realmente 
desejam ser salvos. Essa verdade tem sido explicada da seguinte maneira: na parte de fora 
da porta da salvação lemos as palavras: quem quiser pode vir, quando entramos por essa 
porta e somos salvos, lemos as palavras no outro lado da porta: eleitos segundo a 
presciência de Deus. Deus em razão de seu conhecimento previu que essas pessoas 
aceitariam o evangelho e permaneceriam salvos e predestinou para essas pessoas uma 
herança celestial. Ele previu o destino delas, mas não o fixou. 
 
A doutrina da predestinação é mencionada, não com propósito especulativo, e sim 
com propósito prático. Quando Deus chamou Jeremias ao ministério ele sabia que o 
profeta teria uma tarefa muito difícil e poderia ser tentado a deixá-la. Para encorajá-lo, o 
Senhor assegurou ao profeta que o havia conhecido e chamado antes de nascer (Jer. 1:5). 
Com efeito o Senhor disse: Já sei o que está adiante de ti, mas também sei que posso te 
dar graça suficiente para enfrentares todas as provas futuras e conduzir-te à vitória. 
Quando o Novo Testamento descreve os cristãos como objetos da presciência de Deus, 
seu propósito é dar-nos certeza do fato de que Deus previu todas as dificuldades que 
surgirão a nossa frente e que ele pode nos guardar e nos guardará de cair. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 17 - 
Qual é a Diferença entre Calvinismo e Arminianismo? 
 
 
 O teólogo holandês Jacob Arminius (1560-1609) discordou das doutrinas do 
Calvinismo, argumentando que tendem a fazer de Deus o autor do pecado, por ter Ele 
escolhido na eternidade passada, quem seria ou não salvo, e negam o livre arbítrio do ser 
humano, por declararem que ninguém pode resistir à graça de Deus. 
 Os ensinos de Arminius foram resumidos nas cinco teses dos Artigos de Protesto 
(1610): a predestinação depende da maneira de a pessoa corresponder ao chamado da 
salvaçã e é fundamentada na presciência de Deus. Cristo morreu em prol de toda e 
qualquer pessoa, mas somente os que crêem são salvos, a pessoa não tem a capacidade de 
crer e precisa da graça de Deus, mas a graça pode ser resistida, se todos os regenerados 
perseverarão é questão que exige mais investigação. 
As diferenças entre o calvinismo e o arminismo ficam claras. Segundo os arminianos, 
Deus sabe de antemão as pessoas que lhe aceitarão a oferta da graça, e são estas que Ele 
predestina a compartilhar todos os que de livre e espontânea vontade, lhe aceitam a 
salvação outorgada em Cristo e continuam a viver por Ele. A morte expiatória de Jesus 
foi em favor de todas as pessoas indistintamente. 
A maioria dos pentecostais tende ao sistema arminiano de teologia tendo em vista a 
necessidade do indivíduo em aceitar pessoalmente o Evangelho e o Espírito Santo. 
A doutrina calvinista ensina que o homem nada faz para ser salvo. Segundo esse 
ensino, a salvação vem de cima, como um prato feito para o pecador. Se ele é um eleito, 
não precisa nem estender a mão para receber a salvação. Nesse ensino não há lugar para a 
fé pessoal. Mas Jesus valorizou a fé de cada pessoa que buscou de todo o coração. A 
mulher que foi curada do fluxo sangue ouviude Jesus: ...tem ânimo filha, a tua fé te salvou 
(Mt 9.22); vendo a fé do paralítico de Cafarnaum, Ele disse: Filho, perdoados estão os teus 
pecados (Mc 2.5); à pecadora que ungiu seus pés, Jesus disse: A tua fé te salvou, vai em paz 
(Lc 7.50). A fonte da salvação é a graça Deus: Pela graça sois salvos. Mas a fé é o meio da 
parte de Deus, qual é a mão estendida do pecador em direção à mão estendida do amor de 
Deus: ...por meio da fé. 
 
 Leia: (Ef 2.8,9). ...e isso não vem de vós, é dom de Deus (Ef 2.8). Sublinhamos a 
palavra isso, lembrando que ela se refere diretamente à salvação e indiretamente à fé. A 
salvação é o grandioso dom de Deus, bem evidente nesta passagem e no seu contexto. 
Sem dúvida alguma a salvação trazida por Jesus Cristo foi o maior milagre 
propiciado por Deus ao ser humano, depois da queda no Éden. As curas, as maravilhas, a 
sua mensagem, tudo foi usado por Ele para despertar o homem para aceitar o dom de 
Deus a Salvação (Ef 2.8). O perdido uma vez que creia e se arrependa dos seus pecados, 
confessando a Cristo como seu Salvador e Senhor! Tem a Vida Eterna (Jo 5.24). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 18 - 
9. O Novo Nascimento 
 
 
 
 
O termo regeneração como temos em Tito 3.5 refere-se à renovação espiritual do 
individuo. Significa ser gerado novamente; receber nova vida, reconstruir, restaurar, 
reviver. 
É a ação poderosa, criativa, decisiva e instantânea do Espírito Santo, mediante a 
qual Ele recria a natureza interior do pecador arrependido. 
Existem várias expressões bíblicas que esclarecem o sentido de regeneração. 
 
1. Novo nascimento 
 
a) O que significa nascer de novo? 
Sobre esse aspecto da salvação Jesus asseverou a Nicodemos: “Na verdade, na 
verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus” (Jo 3.3). Jesus 
salientou a necessidade mais profunda dos homens: uma mudança radical e completa da 
totalidade da natureza e do caráter. Este milagre é operado no espírito do ser humano, 
através do qual este é recriado de conformidade com a imagem divina. Aquele que 
realmente nasceu de novo está liberto da escravidão do pecado e passa a ter desejo e 
disposição de obedecer a Deus e seguir as orientações do Espírito Santo. 
b) O que significa novo nascimento 
 Primeiro não se realiza pela vontade e participação humana (Jo 1.13). Segundo, não 
depende de esforços humanos (Tt 3.5; Ef 2.8,9). Isto é não há nada que o homem possa 
fazer por si mesmo ou pelos outros. Terceiro não é o batismo em águas, o batismo em 
águas pode simbolizar a regeneração, mas não a produz. Quarto, não é a prática de boas 
obras (Tt 3.5). 
 
2. Nova criação 
 Mediante a palavra criativa de Deus, os que aceitam a Jesus Cristo pela fé, são 
feitos novas criaturas. O crente é uma criatura renovada segundo a imagem de Deus, que 
compartilhada sua glória. Em relação à primeira criação material, o homem está caído e 
morto, porém na segunda a espiritual, ele é renovado pelo Espírito Santo. 
 Leia (2 Co 5.17; Gl 6.15; Ef 2.10). 
 
3. Renovação 
 A renovação do Espírito Santo refere-se à outorga constante da vida divina aos 
crentes à medida que se submetem a Deus 
 Leia (Rm 12.2). (Tt 3.5; Cl 3.10). 
 
4. Ressurreição espiritual 
É preciso morrer para o mundo e ressuscitar para uma nova vida em Cristo. A 
Palavra de Deus diz que os que recebem a Cristo morrem e são sepultados com Ele, para 
ressuscitarem em novidade de vida 
 Leia (Rm 6.2-7). (Ef 2.5,6). 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 19 - 
A regeneração tem lugar naquele que se arrepende dos seus pecados, volta-se para 
Deus (Mt 3.2) e coloca a sua fé pessoal em Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. 
A regeneração envolve a mudança da velha vida de pecado em uma nova vida de 
obediência a Jesus Cristo (2 Co 5.17; Ef 4.23,24; Cl 3.10). Aquele que realmente nasceu 
de novo está liberto da escravidão do pecado e passa a ter desejo e disposição espiritual 
de obedecer a Deus e de seguir a direção do Espírito (Rm 8.13,14). Vive uma vida de 
retidão (1 Jo 2.29), ama aos demais crentes (1 Jo 4.7), evita uma vida de pecado (1 Jo 3.9; 
5.18) e não ama o mundo (1 Jo 2. 15,16). 
Quem é nascido de Deus não pode fazer do pecado uma prática habitual na sua 
vida. Não é possível permanecer nascido de novo sem o desejo sincero e o esforço 
vitorioso de agradar a Deus e de evitar o mal (1 Jo 2.3-11, 15-17, 24-29; 3.6-24; 4.7,8,20; 
5.1), mediante uma comunhão profunda com Cristo e a dependência do Espírito Santo 
(Rm 8.2.14). 
Aqueles que continuam vivendo na imoralidade e nos caminhos pecaminosos do 
mundo, seja qual for a religião que professem, demonstram que ainda não nasceram de 
novo (1 Jo 3.6,7). 
Assim como uma pessoa nasce do Espírito ao receber a vida de Deus, também pode 
extinguir essa vida ao enveredar pelo mal e viver em iniqüidade. As Escrituras afirmam: 
Se viverdes segundo a carne, morrereis (Rm 8.13). Ver também Gl 5.19-21, atentando para 
expressão como já antes vos disse. 
O nosso nascimento não pode ser equiparado ao nascimento físico, pois o 
relacionamento entre Deus e o salvo é questão do espírito e não da carne. Logo, embora a 
ligação física entre um pai e um filho nunca possa ser desfeita, o relacionamento de pai 
para filho que Deus quer manter conosco, é voluntário e dissolúvel durante nosso período 
probatório na terra. Nosso relacionamento com Deus é condicionado pela nossa fé em 
Cristo durante nossa vida terrena: fé esta demonstrada numa vida de obediência e amor 
sinceros 
 Leia (Hb 5.9; 2 Tm 2.12). 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 20 - 
10. O Alcance da Salvação 
 
 
1. O Alcance da Salvação 
 
 
 A encarnação e a propiciação de Jesus constituem a maior prova da boa vontade de 
Deus. Observemos a soberania de Deus em relação a salvação do homem e a sua 
iniciativa na obra da redenção. Vimos que Deus deseja a salvação de todos e tomou essa 
iniciativa, dando origem a salvação com este fim e mira. 
Assim sendo, a origem da salvação e a sua manifestação estão em Deus e não no 
homem. Se Ele não tivesse tomado tão sublime decisão primordial na salvação da 
criatura, ninguém seria salvo. Assim este ato criador de Deus, não é apenas uma 
manifestação da sua vontade, mas também a sua satisfação, pois Ele é amor e como tal 
ama e deseja o bem-estar de todos. 
 
a) A salvação era primeiramente vista como uma libertação material e concreta, diz 
respeito à vista do homem ou do povo nas múltiplas peripécias em que ocorre perigo. Ser 
salvo equivale a sair ileso de uma situação perigosa, uma derrota ou a morte. O israelita 
sobre o campo da batalha (Dt 20.4), ou o fiel atacado pela doença ou angustia moral (Sl 
6.5; 69.2 etc.), voltava-se para o seu Senhor em procura de libertação ou de saúde. Assim, 
no Antigo Testamento muitas vezes, a salvação era concebida mais como libertação 
coletiva e nacional do que individual. 
 
 b) No Novo Testamento, porém a salvação é vista e analisada mais do ponto de 
vista divino e interiormente. Ela é então salientada contendo os atos e processos que 
ressaltam todos os elementos da fé cristã. 
Para sua introdução na pessoa humana, se fazem necessárias a fé e a graça 
enquanto que para seu aperfeiçoamento, são necessários os demais dispositivos que 
envolvem todo plano da redenção. Estesdispositivos são: a justificação, a regeneração, 
a expiação, o perdão, a redenção, o arrependimento, a santificação e adoção de filhos. 
É evidente que todos esses matizes da salvação são revelados no Evangelho de Deus 
ou de Cristo. A palavra evangelho em si significa boas-novas por isso o Evangelho é 
alguma coisa essencialmente diferente de qualquer ensino filosófico anterior. Por isso em 
qualquer época ou lugar este Evangelho é chamado: 
De Deus (Rm 1.1), porque se origina no seu amor, tendo como fonte a plenitude de 
sua bondade. 
De Cristo (2 Co 10.14), porque dimana do seu sacrifício e porque Ele é o único 
objetivo da fé para, a salvação do mais vil pecador que em penitencia olha para o Filho 
de Deus. 
Da graça de Deus (At 20.24), porque salva aquele que a Lei condena sem nenhuma 
trégua. 
 Da gloria (2 Co 4.4; 1 Tm 1.11) porque diz respeito Àquele que está na Glória, e 
que leva muitos filhos à Gloria (Hb 2.10). 
Da nossa salvação (Ef 1.13), porque é poder de Deus para salvação de todo aquele 
que crê (Rm 1.16). 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 21 - 
Da Circuncisão (Gl 2.7), porque diante do poder deste Evangelho, não há grego 
nem judeu, circuncisão nem incircucisão, bárbaro, cita, servo ou livre;mas Cristo é tudo 
em todos (Cl 3.11). 
Da incircucisão (Gl 2.7), porque inteiramente, salva inteiramente à parte de formas 
e ordenanças. 
Da paz (Ef 6.15), porque por Cristo por meio do Evangelho estabelece paz entre o 
pecador e Deus, e dá uma paz inteiramente também. E deste modo Deus e o pecador se 
encontram em paz (Ef 2.15). 
Do reino (Mt 4.23), porque anuncia as Boas novas que Deus propôs estabelecer na 
terra em cumprimento às suas promessas de ambos os Testamentos. 
Assim segue que o homem precisa ser espiritualmente despertado, iluminado a fim 
de poder receber e aprender as coisas pertencentes a Cristo, e aceitá-lo pela fé. Esta 
conjuntura, pois é que se verifica a operação necessária do Espírito Santo, para a criação 
da nova vida. 
 
Assim sendo, percebe-se que Deus ao traçar um plano para a recuperação moral e 
física do homem, estabeleceu contado vital em cada ponto sucessivo. Não há falhas, não 
há lacunas na obra da graça redentora, desde o principio até o fim. Tudo foi vitalizado 
tudo é orgânico do Éden ao Trono divino. 
 
 
 
 
 
Exercícios 
 
 
 
1. O que ensina a doutrina do Calvinismo?............................................................................................................................. 
 ........................................................................................................................................................................................................................................ 
2. O que ensina a doutrina do Arminianismo ?.................................................................................................................. 
 ........................................................................................................................................................................................................................................ 
 
3. Qual é a diferencia entre “Calvinismo” e “Arminianismo”? ......................................................................... 
................................................................................................................................................................................................................................................. 
 
4. O que significa Nascer de Novo? .................................................................................................................................................... 
 
...................................................................................................................................................................................................................................................... 
 
5. O que se constituem a maior prova da boa vontade de Deus ?....................................................................... 
............................................................................................................................................................................................................................. .................. 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 22 - 
Lição 3 
 
 
11. A Realidade da Salvação 
 
 
 
 
Qual é a Realidade da Salvação? 
 
Salvação é uma palavra de amplo sentido que abrange todos os atos e processos 
redentores a saber: Justificação, redenção, graça, propiciação, imputação, perdão, 
santificação e glorificação. A salvação procede de Deus e não do homem. Foi concebida 
por Deus o Pai, consumada por Jesus o Filho, oferecida ao crente por intermédio do 
Espírito Santo. O homem não teve participação alguma no plano de salvação, resta-lhe 
apenas aceitar o Dom de Deus. Tão logo o homem pecou, Deus anunciou seu projeto para 
salva-lo (Gn 3.15). 
Salvação é palavra de profundo significado e de infinito alcance. Muitos têm uma 
concepção bastante pobre da inefável salvação consumada por Jesus, o que às vezes 
reflete numa vida espiritual descuidada e negligente, onde falta aquele amor ardente e 
total por Jesus e busca constante de sua comunhão. 
Salvação não significa apenas livramento da condenação do Inferno, ela abarca 
todos os atos e processos redentores e transformadores da parte de Deus para com o 
homem e o mundo através de Jesus, o Redentor, nesta vida e na outra. 
A salvação é o resultado da redenção efetuada por Jesus, o meio que Deus proveu 
para livrar o homem de seus pecados. Salvação é o usufruto desse livramento. 
A doutrina da salvação diz respeito ao plano divino para restaurar o homem do 
pecado e, consequentemente livrá-lo da condenação eterna. Cristo é o único caminho ao 
Pai. A salvação é concedida mediante a graça de Deus, manifestada em Cristo Jesus e 
está baseada na morte, ressurreição, e exaltação do Filho de Deus. 
A doutrina em apreço pode ser estudada sob vários aspectos da salvação, nos 
deteremos em apenas três: justificação, regeneração e santificação. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 23 - 
12. A Salvação e a Fé 
 
 
Conceitos de Fé e Obras 
 
1. A fé. A palavra fé ocorre 244 vezes no Novo Testamento, pode ser vista 
com diversos significados: fé comum aos que crêem (Mc 16.17,18), fé 
como fruto do Espírito (Gl 5.22), fé como dom outorgada pelo Espírito 
Santo (1 Co 12.9), fé como meio para a salvação (ou fé salvífica), conforme 
Rm 5.1, que o sentido pelo qual o termo é estudado na epístola de Tiago. 
 
2. As obras. No sentido comum obras são realizações, execuções, ações, 
procedimentos, atuações humanas. No sentido bíblico temos acepções como: as obras de 
Deus, que indicam aquilo que foi e continua sendo feito por Deus (Jo 1.3; 5.17; Cl 1.16; 
Hb 1.2), obras da carne, (Gl 5.19-21), e obras da lei (Rm 3.20), as quais no sentido da 
obra humana como meio de salvação, como práticas religiosas, orações, penitências, 
sacrifícios, flagelações, privações, enclausuramento, filantropia, doações, etc. 
 
Consideração sobre a fé e as obras: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Não podemos obviamente, exercera fé salvífica à parte da capacitação divina. Mas 
ensina a Bíblia que, quando cremos estamos simplesmente devolvendo o dom de Deus? 
Seria necessário para protegermos o ensino Bíblico da salvação pela graça mediante a fé, 
somente instituir que a fé não é realmente nossa, mas de Deus? Alguns citam 
determinados versículos como evidencias em favor de semelhante opinião. *J.I. Packer 
diz: Deus, portanto é autor de toda a fé salvífica (Ef 2.8; Fl. 1.29). H.C. Thiessen afirma 
que há um lado divino da fé e um lado humano, e então declara: A fé é um dom de Deus 
(Rm 12.3; 2 Pd 1.1) outorgado soberanamente pelo Espírito de Deus (1 Co 12.9; Gl 
5.22). Paulo diz que todos os aspectos da salvação são um dom de Deus (Ef 2.8), e por 
certo a fé esta incluída ai. 
É necessário perguntar, no entanto: Inclinam todas as referencias citadas 
inequivocamente a fé salvífica? Parece que Romanos 12.3 e 1 Coríntios 12.9 não se 
referem a ela, e Gálatas 5.22 certamente não. A fé considerada nesses versículos é a fé 
(ou fidelidade) demonstrada pelos crentes na contínua experiência cristã. O versículo em 
Efésios desperta dúvidas porque fé é feminino e isso é neutro (em grego). Normalmente, 
o pronome concorda com o antecedente quanto ao seu gênero. 
 
 
1) A fé puramente intelectual não é a fé salvífica 
2) A fé salvadora é, também, fé servidora 
3) As obras aperfeiçoam a fé (Tg 2.22) 
4) As obras justificam a fé (Tg 1.21) 
5) A fé sem as obras (do salvo) é morta (Tg 2.17) e as obras 
 (da lei, dos atos humanos, da carne Gl 5.19; 2 Tm 1.9) 
 sem fé, são mortas. 
 6) A fé salvífica tem que andar juntamente com as obras do 
 salvo, demonstradas pela obediência em santificação, 
 sem a qual ninguém verá o Senhor (Hb 12.14). 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 24 - 
Paulo quer dizer que a questão inteira de sermos salvos é dádiva de Deus, ao invés 
de conquistarmos a salvação pelas nossas boas obras. Louis Berkhof diz: A verdadeira fé 
salvífica é a que tem seu centro no coração e está arraigada na vida regenerada. 
Poderíamos olhar para aqueles versículos de modo diferente? Por exemplo: A fé é a 
resposta do homem. É Deus quem possibilita a fé, mas a fé (o ato de crer) não é de Deus, 
mas do homem. A fé não é obra, mas sim a mão estendida que se abre para aceitar a 
dádiva divina da salvação. 
 
O que é a Fé 
 
Anatole France estadista francês confessou que não tinha fé, mas considerava 
felizes os que a tinham. Louvemos a Deus porque além da fé comum a todos os homens, 
possuímos a fé salvadora que nos faz triunfar em todas as coisas através de Nosso Senhor 
Jesus Cristo. 
1. Definição. De conformidade com o autor da Epístola aos Hebreus, fé é o firme 
fundamento das coisas que se esperam, e a aprova das coisas que se não vêem (Hb 11.1). É a 
confiança que depositamos em todas as providencias de Deus. É a crença de que Ele está 
no comando de tudo e que é capaz de manter as leis que estabeleceu. É a convicção de 
que a sua Palavra é a Verdade. Enfim, é a tranquilidade que depositamos no plano da 
salvação por Deus estabelecido e executado por seu Filho no Calvário. 
 
Como ser Edificados na Fé 
 
 Um dos maiores mártires do Cristianismo aconselhou a seus paroquianos: Crê 
espera e serás forte. Não podes ser vencido sem a tua vontade, e a graça é mais poderosa 
que todos os obstáculos. 
Savonarola (monge dominicano) sabia muito bem o que estava a dizer pois não 
estivesse ele edificado na santíssima fé, certamente teria sucumbido ante os poderes das 
trevas. 
Se também estivermos edificados na fé, seremos em tudo mais do que vencedores. 
O que significa estar edificado na fé? A expressão grega – epoikodoméõ – é bastante 
significativa e dá a idéia de se construir e estar completamente confiando neste edifício. 
 
Somos Edificados na Fé Quando: 
 
1. Ouvimos a Palavra de Deus. Declara o apóstolo Paulo: De sorte que a fé é pelo 
ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus (Rm 10.17). Quanto mais lermos, estudarmos, e 
ouvirmos, a Palavra de Deus. Mais estaremos nos edificando na santíssima fé. Você tem 
lido diuturnamente as Sagradas Escrituras? 
2. Dedicamo-nos à oração. A ordem divina é: Orai sem cessar (1 Ts 5.17). A 
expressão grega utilizada por Paulo dá a idéia de um tributo que devemos pagar 
ininterruptamente, pois assim exige o rei. Você tem orado? Tem pago este tributo? Ou já 
se esqueceu do grande compromisso com Deus? 
 3. Consagrando-nos ao serviço Cristão. Se temos fé! E nesta santíssima fé 
estamos edificados, temos a obrigação de nos dedicarmos integralmente ao serviço do 
Rei dos reis e Senhor dos Senhores. Atentemos a esta recomendação de Paulo: Portanto, 
meus amados irmãos, sede firmes e constantes, sempre abundantes na obra do senhor, sabendo que 
o vosso trabalho não é vão no Senhor (1 Co 15.58). Somente assim, poderemos arrebatar 
aqueles que estão sendo consumidos pelo fogo. 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 25 - 
 
 
13. A Salvação Mediante a Fé 
 
 
 
 
Porque pela graça sois Salvos, por meio da Fé, 
 e isto não vem de vós, é dom de Deus (Ef 2.8). 
 
 
 
 O sentido da fé na justificação do homem torna-se o primeiro princípio como é 
afirmado por Paulo e outros escritores do Novo Testamento. Porque pela graça sois salvos, 
por meio da fé... (Ef 2.8). Fé: nesse sentido é confiança em Jesus como Salvador do pecado 
mediante o perdão, essa confiança é incondicional e irrestrita submissão da alma a Cristo. 
É um tipo de confiança que só se pode exercer corretamente em relação a Deus. Salvação 
do pecado é obra divina, o pecado é contra Deus, só Deus pode perdoar pecados. Neste 
sentido os censores de Jesus não estavam errados (Mc 2.7), quando porém, isso é 
efetuado se dá por meio de Cristo. ...ninguém vem ao Pai, senão por mim (Jo 14.6) ...tudo isto 
provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo... Isto é, Deus estava em 
Cristo, reconciliando consigo o mundo... Rogamos-vos pois, da parte de Cristo que vos reconcilieis 
com Deus (2 Co 5.18-20). 
Por isso Jesus podia arrogar para si o poder de perdoar (Mc 2.5). Se Cristo teve essa 
pretensão, ele era divino, Confiar nele para salvação é confiar em Deus. Observemos 
alguns casos sobre isso em vários elementos doutrinários das Escrituras. 
 
a) Analisemos o mesmo fato noutra perspectiva, pela fé um homem encontra o 
amor de Deus em Cristo. Como diz Paulo em Romanos 5.5: ...porquanto o amor de Deus está 
derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado... Isto se verificou pela fé em 
Cristo. Quando um homem exerce fé em Cristo, ele encontra o amor de Deus. A partir daí 
permanecem a fé, a esperança e a caridade (1 Co 13.13). Isto não é uma inferência, mas é 
matéria de imediata experiência espiritual. Um ser humano sabe disto tão imediatamente 
e tão certamente como conhece qualquer outra coisa por experiência. É o amor de Deus 
que um ser humano encontra em Cristo, que faz um homem amar outros homens para o 
seu bem. 
Quando alguém se aproxima de Cristo em fé, ele está cônscio de que encontra a 
Deus. O clamor de Filipe exemplifica o clamor dos homens em todas as épocas: ...Senhor, 
mostra-nos o Pai, o que nos basta (Jo 14.8). E a resposta de Jesus é a única resposta que 
satisfará aos anelos do coração humano: ...Quem me vê a mim vê o Pai (Jo 14.9). A obra de 
Cristo então em salvar, é a mesma obra de Deus. É submissão a ele como Senhor. A 
autoridade salvadora e o senhorio de nosso Senhor são inseparáveis, a fé do Novo 
Testamento envolve o reconhecimento do Senhorio de Jesus e submissão a essa 
autoridade.Paulo fala da obediência da fé (Rm 1.5), significa isto a obediência que brota 
da fé ou obediência que é fé? Fé, então não é somente receber Cristo como Salvador, mas 
dar de si mesmo a Cristo. 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 26 - 
 
 
b) Um homem sabe que Cristo é divino tanto quanto sabe que há um Deus, isto é, 
pela percepção da fé. No mesmo ato de fé em que conhecemos Deus nós também 
conhecemos Cristo como divino. Isto é verdade porque é em Cristo que conhecemos a 
Deus. E nisto está à confirmação da vida eterna, e a vida eterna é esta: que te conheçam, a 
ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo a quem enviaste (Jo 17.3). Neste 
intercambio divino, duas coisas existem a respeito da vida religiosa do homem que 
confirmam este ponto de vista. 
 
A primeira 
É o senso que o homem tem da sua dependência a Deus, este é um elemento 
fundamental e essencial em religião. Não é o todo da religião como o definiu 
Schleiermancher, mas é um elemento componente. Este senso de dependência dá 
testemunho ao fato de que o homem não pode viver sem Deus. O outro lado da mesma 
coisa é o espontâneo impulso de reconhecer Deus como o doador de todo o bem e lhe 
render graças por esse bem. Deste modo é ele reconhecido como estando presente em 
toda a vida. 
 
A segunda 
 É reconhecida a presença de Deus na experiência cristã. Em nossa comunhão com 
Deus em Cristo temos indisputável evidência de que Deus é real para a vida humana. 
Agostinho invoca a imediata presença de Deus para que tivesse paz. Senhor Deus 
concede-nos a paz, tu que tudo nos deste. Concede-nos a paz do repouso, a paz do sábado 
(repouso do trabalho), uma paz se ocaso. Essa belíssima ordem de coisas muito boas, 
uma vez cumprindo o seu papel, toda ela passará porque terão um amanhecer e uma tarde 
(Gn 1.5,8,13,19,23,31). 
O sétimo dia porém não tem tarde nem repouso, porque o santificaste para 
permanecer eternamente. 
Aquele descanso com que repousaste no sétimo dia depois de tantas obras muito 
boas – que realizaste – é um anúncio que nos vem pela palavra da tua Escritura, também 
nós descansaremos em ti, no sábado da vida eterna. Depois dos nossos trabalhos, que são 
bons porque os concedeste a nós (Hb 4.3). 
c) Em Deus repousaremos. O descanso almejado por Agostinho e os demais cristãos 
não se referem ao repouso do sábado semanal, que era o quarto mandamento da Lei e sim 
o repouso eterno que somente em Deus através de Cristo, o homem encontrará. Porque 
nós, os que temos crido, entramos no repouso... (Hb 4.3). Este repouso existe – porque Deus 
repousa em nós. Também então repousarás em nós, de maneira que agora agem em nós. 
Este repouso será teu por nós, como são tuas essas ações por nós. Tu porém, Senhor, 
estás sempre ativo e estás sempre em repouso. Não vê no tempo, não te moves no tempo, 
não repousas no tempo, todavia crias a nossa visão no tempo, o próprio tempo, e o 
repouso depois de Tempo. 
 
d) Em Deus encontraremos a verdade uma das características da lei de Deus é a 
verdade. Sabemos de bem pouco, mas aquilo que sabemos é imensamente importante. A 
Lei veio para revelar o caráter de um Deus verdadeiro e imutável. Deus é o Deus da 
verdade (Dt 32.4; Sl 31.5). Cristo é a verdade (Jo 14.6). Cristo estava repleto de verdade 
(Jo 1.14); Cristo falou a verdade (Jo 8.45). 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 27 - 
O Espírito Santo é o Espírito de verdade (Jo 14.17), ele nos guia em toda a verdade 
(Jo 16.13). 
 
A Palavra de Deus é a verdade (Dn 10.21; Jo 17.17), Deus encara a verdade 
favoravelmente (Jr 5.3). 
Os juízos divinos são segundo a verdade (Sl 96.13; Rm 2.2). 
Os santos deveriam: adorar a Deus em verdade (Jo 4.24), servir a Deus na verdade 
(Js 24.14; 1 Sm 12.24), andar diante de Deus na verdade (1 Rs 2.4; 2 Rs 20.3), observar 
as festividades religiosas na verdade (1 Co 5.8), estimar a verdade como preciosa (Pv 
23.23), regozijar-se na verdade (1 Co 13.6), falar a verdade uns para os outros (Zc 8.16; 
Ef 4.25), meditar sobre a verdade (Fl 4.8), escrever a verdade sobre as tábuas do coração 
(Pv 3.3), Deus deseja a verdade no coração (Sl 51.6), o fruto do Espírito se verifica na 
verdade (Ef 5.9). 
Os ministros deveriam: falar a verdade (2 Co 12.6; Gl 4.16) ensinar a verdade (1 
Tm 2.7), ser aprovados pela verdade (2 Co 4.2; 6.7,8; 7.14). 
Os magistrados deveriam ser homens caracterizados pela verdade, sinceros (se cera) 
(Ex 18.21; Jó 1.1). 
Os reis são preservados pela verdade (Pv 20.28). 
Os que dizem a verdade exibem a retidão (Pv 12.17), serão firmados (Pv 12.19), 
serão deleitáveis para Deus (Pv 12.22). 
Os ímpios são destituídos de verdade (Os 4.1), não dizem a verdade (Jr 9.5), não 
sustentam a verdade (Is 59.14,15), não pleiteiam a verdade (Is 59.4), não são corajosos 
em defesa da verdade (Jr 9.3), serão punidos por não terem a verdade (Jr 9.5,9; Os 4.1). 
O Evangelho como a verdade veio por Cristo (Jo 1.17), Cristo dá testemunho da 
verdade (jo 18.37), ela se acha em Cristo (Rm 9.1; 1 Tm 2.7), João deu testemunho da 
verdade (Jo 5.33). 
O que a verdade é: ela é segundo a piedade (Tt 1.10), ela é santificadora (Jo 
17.17,19), ela é purificadora (1 Pd 1.22), ela faz parte da armadura cristã (Ef 6.14), ela é 
revelada abundantemente aos santos (Jr 33.6), ela permanece com os santos (2 Jo 2), ela 
deveria ser reconhecida (2 Tm 2.25), ela deveria ser crida (2 Ts 1.12; 1 Tm 4.3), ela 
deveria ser obedecida (Rm 2.8; Gl 3.1), ela deveria ser amada (2 Ts 2.10), ela deveria ser 
corretamente manuseada (2 Tm 2.15). 
Os ímpios afastam-se da verdade (2 Tm 4.4), os ímpios resistem à verdade (2 Tm 
3.8), os ímpios estão destituídos da verdade (1 Tm 6.5). 
O diabo é despido da verdade (Jo 8.44). 
A Igreja é coluna e a firmeza da verdade (1 Tm 3.15). A verdade é comprovada nas 
vidas daqueles que são transformados segundo a imagem de Cristo. É necessário poder 
para que isso se concretize e o que é bom traz consigo a verdade! 
Certa feita Aristóteles declarou: a verdade é que os homens se vão tornando menos 
e menos dogmáticos à proporção que envelhecem, reconhecendo cada vez mais a 
vastidão da verdade e isto certamente é o caso da verdade de Deus. Pois essa é 
infinitamente ampla e não pode ser contida por qualquer credo ou denominação religiosa, 
porquanto é impossível alguém cercar Deus com uma sebe. 
Jesus Cristo disse: 
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade (Jo 17.17). Se vós permanecerdes na minha 
palavra, verdadeiramente sereis meus discípulos, e conhecereis a verdade, e a verdade vos 
libertará. 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 28 - 
 
 
 
 
 
 
14. Jesus, o Caminho da Salvação 
 
 
 
Jesus ainda se encontrava em Jerusalém por ocasião de sua primeira visita a Cidade 
Santa, durante aquela festa da Páscoa com que expulsou os vendedores e os cambistas do 
Templo (Jo 2. 13-22). Oportunidade em que realizou diversos milagres e muitos creram 
nele, inclusive Nicodemos, cujo nome significa conquistador do povo, o qual foi ter com 
o Verbo divino de noite. Provavelmente com receio de ser visto pelos judeus, pois era 
fariseu e membro do Sinédrio (Jo 7. 48.,50,51). 
 
 
Jesus, o Mestre dos Mestres 
 
Nicodemos era tido como príncipe dos judeus, devido o seu elevado conceito que 
gozava entre o povo, e o cargo o qual exercia de mestre da Lei. Era temente a Deus por 
isso, observou algo sobrenatural no procedimentode Cristo e foi ter com Ele, para tirar 
suas dúvidas. 
1. Jesus, chamado de Rabi 
Jesus é reconhecido mundialmente como o maior Pedagogo da história humana, 
pois suplanta a todos os educadores que palmilharam a face da Terra. Por sua sabedoria e 
capacidade de ensinar, este é mais um motivo para acreditarmos ser Ele o Verbo divino, 
pois não frequentou alguma escola de renome da antiguidade que o fizesse o baluarte do 
ensino. Seu conhecimento veio do Alto (Tg 3.17). 
 
Cristo Ensinava: 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ele utilizou diversos métodos de ensino, e os variava de acordo com as 
circunstâncias dos ouvintes e do local, mas se destacou como o maior ensinador através 
das parábolas de todos os tempos (Mc 4.2). 
 
 
 
 
 Nas sinagogas.........................(Mt 4.23); 
 Nas aldeias.............................. (Mc 6.6); 
 No Templo ...........................(Mc 12.35); 
 Nas praias ..........................(Mt 13. 2,3); 
 Nos montes............................... (Mt 5.1); 
 Nas casas ............................(Mc 2. 1,2); 
 Individualmente ..................(Jo 3.8), etc. 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 29 - 
2. O reconhecimento de Nicodemos 
 Nicodemos reconheceu que Jesus era um mestre diferente dele próprio e dos outros 
com os quais conviveu durante a vida, pois ele agia e falava com a autoridade divina: 
porque ninguém pode fazer estes sinais que tu fazes, se Deus não for com ele. 
 
Concluiu que Cristo atuava com perfeita segurança (mt 7.29). No entanto, pensava 
que ele fosse apenas um profeta, até mesmo superior a João Batista, o qual, também tinha 
uma conduta ilibada e pregava uma mensagem proveniente de Deus (Mt 3.7-12). 
 
 
Jesus, o Caminho Para o Céu 
 
O Verbo divino, encarnado tornou-se o elo de nossa comunhão com Deus e o meio 
de salvação da humanidade perdida. Por isso, Ele se constitui em o único caminho para o 
Céu. 
 
 
1. Conheceis o caminho. Jesus aguçava a sensibilidade de seus discípulos quando 
fez esta declaração. Eram as suas últimas instruções, e ele desejava esclarecer tudo o que 
estava obscuro em seus entendimentos (Lc 24.45). Na verdade o Filho de Deus quis dizer 
que ele próprio era o único meio de salvação do homem, que jamais encontraria o 
caminho dos Céus por causa do pecado (Pv 30.4; Jo 3.13). 
 
 
2. Como podemos conhecer o caminho? Tomé custou a entender que Jesus não era 
apenas um Mestre, mas, principalmente o Verbo divino (Jo 20.28), que se fez homem e 
habitou entre nós. Por isso de imediato interpelou a Cristo, para dizer-lhe que nenhum 
deles conhecia aquele caminho que o Filho de Deus mencionou, pois nunca lhes 
mostrara. Surgia então uma oportunidade de ouro para o Salvador do mundo, apresentar-
se como o mediador entre o Criador e suas criaturas (1 Tm 2.5). 
 
3. Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Era o momento propício de Jesus se 
declarar abertamente para os seus discípulos que Ele era: 
 
a) O Caminho. No Antigo Testamento, o sangue dos animais não tinha condições 
adequadas de eliminar o efeito do pecado, que era condenatório. Por isso Jesus se 
constituiu no meio de apagar as nossas transgressões e de nos levar para o Céu (1 Jo 1.7). 
 
 
b) A Verdade. A verdade constitui uma das essências que compõem a existência de 
Deus (Jr 10.10). Por isso, as suas palavras são verdadeiras (Sl 119.160). Jesus o Verbo 
divino, veio ao mundo para desfazer as mentiras impostas por Satanás, a respeito da 
Salvação por intermédio do paganismo (Jo 8.44). 
 
c) A Vida. O sopro de vida foi-nos concedido por Deus (Gn 2.7). O diabo 
insatisfeito por ter o Senhor concedido esta dádiva ao homem, induziu-o ao pecado e 
como consequência, levou-nos à morte (Gn 3.4,5). Jesus veio ao mundo com o objetivo 
de restituir a vida à humanidade (1 Jo 1.1,2). Portanto, ninguém retorna para Deus se não 
por intermédio do Verbo (At 4.12). 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 30 - 
 
 
 
 
15. O Ensino de Jesus Sobre a Salvação 
 
 
1. A Fé como meio para a Salvação (J o 3.16). 
 
No diálogo com Nicodemos Jesus asseverou a necessidade do novo nascimento 
(Jo 3.1-5), e revelou a verdade central do Novo Testamento, considerada por muitos 
estudiosos o Texto Áureo dos Evangelhos. Ao dizer que Deus amou o mundo de tal 
maneira que deu o seu Filho unigênito para que todo aquele que nele crê não pereça, mas 
tenha a vida eterna (Jo 3.16). Da parte de Deus o amor que salva, Da parte do homem a fé 
que aceita a salvação de Deus (Leia: Ef 2.8,9). A fé que salva não é a fé meramente 
intelectual (Leia: At 8.13,21). Mas é a fé viva que nasce no coração, estimulada pelo 
Espírito com base na Palavra de Deus. ...a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus... (Rm 
10.17). 
*O amor leva Deus ao encontro do homem perdido. 
 *A fé leva o homem perdido ao encontro com Deus. 
 
2. A Necessidade do Arrependimento 
 O termo arrependimento na Bíblia tem o sentido de contrição, tristeza e angústia do 
pecador diante de Deus por seus pecados, e também voltar-se resoluto para Deus. É uma 
mudança total de rumo na vida, deixar a senda de pecado e caminhar de volta a Deus e 
continuar a caminhar com Deus. 
3. A Renúncia Indispensável 
O arrependimento para a salvação não pode ser apenas um impulso de um momento. 
Precisa ser vivido na prática, na continuidade da vivência do cristão. Para tanto, há 
necessidade de renúncia quanto à velha vida (Leia: 2 Co 5.17). Jesus disse: Se alguém 
quiser vir após mim, renuncie-se a si mesmo, tome sobre si a sua cruz e siga-me (Mt 16.24). Aqui 
está o ponto crítico da conversão de um pecador. A natureza humana contaminada pelo 
germe do egoísmo e da rebeldia contra Deus, relutam e resiste em dar lugar à renúncia 
dos interesses mesquinhos, carnais e efêmeros, para aceitar o senhorio de Cristo. 
4. A Perseverança do Salvo 
 A vida cristã não é um mar de rosas. Jesus afirmou aos seus discípulos que teriam 
aflições no mundo, mas que tivessem bom ânimo, pois Ele venceu o mundo (Leia: Jo 
16.33). Jesus nos garante a vitória, na luta pela permanência como salvos em seu nome. 
Mas, para chegarmos à eternidade com Deus, é necessário que tenhamos perseverança. 
 O cristão enfrenta lutas e desafios constantes, a começar da parte de seus próprios 
familiares e conhecidos. O Senhor previu que pais e filhos não se entenderiam e que os 
crentes seriam odiados por causa de seu nome (Leia: Mt 10.21,22), mas que ...aquele que 
perseverar até o fim será salvo (Leia: Mt 10.22). Diante disso não há base bíblica para a 
doutrina da predestinação absoluta, segundo a qual uns já nascem para serem salvos, e 
outros desafortunados, já nascem miseravelmente predestinado à perdição. Isso não 
condiz com o caráter de Deus revelado nas Escrituras Sagradas. Para ser salvo é 
necessário crer em Jesus, com arrependimento e permanecer salvo, através da 
santificação (Leia: Hb 12.14). A santificação se manifesta através da perseverança, em 
obediência aos ensinos de Jesus. 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 31 - 
 
 
 
16. O Ensino Bíblico Sobre o Perdão 
 
O Perdão no Antigo Testamento 
 
1. Considerações acerca do perdão no Antigo Testamento 
 
a) Com Deus está o perdão ..................(Sl 130.4). 
 Deus sempre concede a benção do perdão ao pecador arrependido. Todavia, o 
crente não deve jamais brincar de pecar e pedir perdão. 
b) Ao Senhor pertence o perdão ............(Dn9.9). 
 Quando pecamos contra Deus, só Ele é quem pode nos perdoar. 
c) Deus é perdoador............................... (Ne 9.17; Sl 99.8). 
Este atributo lhe é intrínseco. Deus sempre nos perdoa quando, arrependidos e 
contritos, reconhecemos nossos pecados. 
d) Sacrifício pelo pecado. 
 No Antigo Testamento, o homem para ser perdoado, tinha que oferecer sacrifício 
expiador (Nm 15.25,26). 
e) Valor do perdão. 
 Os servos de Deus conheciam a importância de perdoar (Gn 50.17-21). O exemplo 
de José ao perdoar seus irmãos é extraordinário para nós. 
 
 
 
 
 
Exercícios 
 
 
1. A palavra FÉ ocorre quantas vezes no Novo Testamento?.......................................................................................... 
............................................................................................................................................................................................................................................................ 
 
2. Quando somos edificados na Fé ?.......................................................................................... ............................................................... 
 ........................................................................................................................................................................................................................................................ 
 
3. A onde Cristo ensinava?................................................................................................... ............................................................................. 
 ............................................................................................................................. ..................................................................................................................... 
 
4. A onde está escrito:“...a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” ?................................................ 
 ........................................................................................................................................................................................................................... ....................... 
5. Cite um livro que diz que “Deus é perdoador” ?............................................................................................................... 
 ........................................................................................................................ .................................................................................................................... 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 32 - 
 
Lição 4 17. A Conversão do Pecador 
 
 O que é Conversão? 
Conversão segundo a definição mais simples é: abandonar o pecado e aproximar-
se de Deus. (Atos 3:19.) O termo é usado para exprimir tanto o período critico em que o 
pecador volta aos caminhos da justiça, como também para expressar o arrependimento 
de alguma transgressão por parte de quem já se encontra nos caminhos da justiça. (Mt. 
18:3; Lc 22:32; Tia. 5:20.). 
 A conversão está muito relacionada com o arrependimento e a fé, ocasionalmente 
representa tanto um como outro ou ambos, no sentido de englobar todas as atividades 
pelas quais o homem abandona o pecado e se aproxima de Deus. (Atos 3:19; 11:21; 1 Pe. 
2:25.) O Catecismo de Westminster, em reposta à sua própria pergunta, oferece a 
seguinte e adequada definição de conversão: 
 
 O que é Arrependimento para a Vida? 
 
 Arrependimento para a vida é graça salvadora, pela qual o pecador sentindo 
verdadeiramente o seu pecado e lançando mão da misericórdia de Deus em Cristo, 
sentindo tristeza por causa do seu pecado e ódio contra ele, abandona-o e aproxima-se 
de Deus. Fazendo o firme propósito de, daí em diante ser obediente a Deus. 
Note-se que segundo essa definição, a conversão envolve a toda personalidade: 
intelecto, emoções e vontade. 
Como se distingue conversão de salvação? 
A conversão descreve o lado humano da salvação. Por exemplo: observa-se que um 
pecador bêbado notório, não bebe mais nem joga, nem frequenta lugares suspeitos. Ele 
odeia as coisas que antes amava e ama as coisas que outrora odiava. Seus amigos dizem: 
Ele está convertido, mudou de vida. Essas pessoas estão descrevendo o que aparece, isto 
é, o lado humano do fato. Mas, do lado divino diríamos que Deus perdoou o pecado do 
pecador e lhe deu um novo coração. 
Mas isso significa que a conversão seja inteiramente uma questão de esforço 
humano? Como a fé e o arrependimento estão inclusos na conversão, a conversão é uma 
atividade humana, mas ao mesmo tempo é um efeito sobrenatural sendo ela a reação por 
parte do homem ante o poder atrativo da graça de Deus e da Palavra. Portanto, a 
conversão é o resultado da cooperação das atividades divinas e humanas. Assim também 
operai a vossa salvação com temor e porque Deus é o que opera em vós tanto o querer 
como o efetuar segundo a sua boa vontade (Fl. 2:12, 13). As seguintes passagens 
referem-se ao lado divino da conversão: Jr. 31:18; Atos 3:26. E estas outras se referem ao 
lado humano: Atos 3:19; 11:18; Ez. 33:11. 
Qual se opera primeiro: a regeneração ou a conversão? 
 As operações que envolvem a conversão são profundas e de caráter misterioso, por 
conseguinte, não as analisaremos com precisão matemática. O teólogo Dr. Strong conta o 
caso de um candidato à ordenação a quem fizeram a pergunta acima. Ele respondeu: 
Regeneração e conversão são como a bala do canhão e o furo do cano do canhão - 
ambos atravessam o cano juntos. 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 33 - 
 
18. A Redenção do Pecador 
 
 
Deus Procura o Homem Após o Fracasso 
 
 ...Onde estás? (Gn 3. 9). - (A primeira pergunta da Bíblia) 
Embora criados em estado de perfeita felicidade e em constante contato com Deus, 
Adão e sua mulher transgrediram a única proibição recebida. O primeiro efeito sensível 
do pecado foi à revolta das faculdades inferiores que se manifestou pela vergonha de sua 
nudez e seguiram em desabalada carreira fugindo da santidade divina. Por isso fizeram 
tangas de folhas de figueira e procuraram esconder-se da presença de Deus. Adão alegou 
como desculpa o procedimento de Eva que, por sua vez, lançou a responsabilidade sobre 
a serpente. Mas em todo esse drama podemos observar o grande cuidado de Deus em 
procurar o homem e sua mulher, mesmo depois do fracasso. Certamente havia no jardim 
um lugar de encontro entre Deus e o casal. Agora, quando pela viração do dia, Deus ali 
chegando não os encontrou como das outras vezes. Adão confessa que de fato ouvira a 
voz do Criador, mas fugiu com medo por entre as árvores a fim de se esconder (Gn. 3.8). 
Nos versículos 7-15, vemos o interesse de Deus em salvar o homem com sua mulher. Ao 
castigá-los, manifestou Deus sua misericórdia com a promessa de um Redentor. 
 
 Deus Veste o Casal 
O primeiro efeito sensível do pecado foi à revolta das faculdades inferiores que se 
manifestou pela vergonha de sua nudez. Por isso ...coseram folhas de figueira, e fizeram para 
si aventais. Aqui está novamente a presença de Deus, manifestando sua misericórdia 
novamente em relação ao casal que acabaram de perder suas vestes espirituais, por causa 
do pecado. 
Agora, novamente há um ato bondoso de Deus em cobrir a nudez do casal, 
conforme está descrito peloescritor sagrado: E fez o Senhor Deus a Adão e a sua mulher 
túnicas de peles, e os vestiu. Para que isso acontecesse foi necessário que um cordeiro ou 
cordeiros fossem mortos. Ali: a morte daquele animal inocente apontava para a morte de 
Cristo, o Cordeiro de Deus, que por meio de sua expiação cobre toda a nudez espiritual, e 
no sentido moral, influi também contra a nudez propositada do ser humano (Ap. 3.17-
18). 
Todos pecaram 
 
As Escrituras declaram que todos pecaram, isto é, por meio de Adão todos foram 
atingidos pelo pecado. Mas, elas também declaram que por meio de Cristo Jesus, todos 
podem ser salvos. Cristo quando veio a este mundo veio por causa dos homens e, quando 
morreu, morreu em favor de todos os homens. A Bíblia afirma que Ele ...morreu por todos, 
para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou 
(2 Co. 5.14), doravante, diz Paulo em 1 Cor. 15.22: Porque, assim como todos morrem em adão, 
assim também todos serão vivificados em Cristo. A condição imposta por Deus em todo este 
processo é, somente crê que Jesus Cristo é seu Filho e que Ele é: o caminho e a verdade e 
a vida, e que ninguém poderá entrar no céu a não ser por intermédio de Jesus Cristo e de 
sua morte na cruz. Fora disso, não existem nem caminho para o céu e nem nome para 
redenção, Cristo é o único mediador entre Deus e os homens. 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 34 - 
 
 
 
 
19. A Palavra de Deus Produz Salvação 
 
 
 
 
Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará (Jo 8.32). 
 
A Palavra de Deus é Poderosa 
 
1. A Palavra de Deus é PURA. Não há mistura na Palavra de Deus. Em toda 
Escritura Sagrada não há uma só discordância quanto à essência da mensagem. Os 
inimigos da Palavra já procuraram desacreditá-la, apostando discrepâncias e 
contradições, mas em vão. As divergências sugeridas são apenas aparentes porque as 
palavras do Senhor são palavras PURAS como prata refinada em forno de barro e purificada sete 
vezes (Sl 12.6). É puríssima! (Sl 119.140). 
2. A Palavra de Deus é RETA. Ela segue uma linha de pensamento que, começando 
no Gênesis termina no Apocalipse, mas sem quaisquer desvios ou mistificações apesar de 
ter sido escrita por cerca de 40 homens, durante quase 1.600 anos, nos mais diversos 
lugares, a mensagem da Bíblia é uma só: O amor de Deus e o seu plano para a salvação 
do homem Porque a palavra do Senhor é RETA, e todas as suas obras são fiéis (Sl 33.4). 
3. A Palavra de Deus é SANTA. A Palavra de Deus identifica-se com a natureza 
divina que é SANTA. Os seres celestiais no Apocalipse cantam: Santo, Santo, Santo é o 
Senhor Deus, o Todo poderoso, que era, e que é, e que há de vir (Ap 4.8). A palavra do homem 
quase sempre, tem verdade e mentira, realidade e engano, mas a palavra de Deus é 
SANTA (Sl 105.42). 
4. A Palavra de Deus é LÂMPADA e LUZ 
Somente a Palavra de Deus tem o poder de iluminar o caminho do homem. Há 
muitos por aí que se dizem iluminados pelas filosofias de Buda, de Confúcio e de outros, 
mas, na verdade estão em trevas. LÂMPADA para os meus pés é a tua palavra, e LUZ para o 
meu caminho (Sl 119.105). 
 
5. A Palavra de Deus é ABSOLUTA. Em Jo 17.17, Jesus declarou: ...a tua palavra 
é a verdade. Não é uma verdade entre outras como pensam os sábios segundo o 
mundo. A palavra de Deus é A Verdade no sentido absoluto, pois é a revelação 
do Deus Criador, Onipotente, Onisciente, Onipresente, Santo, Justo e Salvador. 
O salmista é categórico: A tua palavra é a VERDADE desde o princípio e cada 
umdos teus juízos, dura para sempre (Sl 119.160) 
 
 
6. A Palavra de Deus é o PODER DE DEUS. Paulo falou aos coríntios, foi enfático 
Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós que somos salvos, é o 
PODER DEUS (1 Co 1. 18). As palavras filosofias, os ensinos, as idéias e pensamentos dos 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 35 - 
mestres do mundo, conseguem no máximo formular vidas. Mas a Palavra de Deus 
transforma o mais vil pecador numa nova criatura: ela em si mesma é e tem o poder de 
Deus. 
 7. A Palavra de Deus é VIVA e EFICAZ. Até hoje nenhum cirurgião conseguiu 
descobrir onde fica a divisão da alma e do espírito. Os médicos só podem agir sobre o 
corpo. Quanto à mente, limitam-se a trabalharem o comportamento observável dos 
homens. Contudo, Porque a palavra de Deus é VIVA e EFICAZ... penetra até a divisão da alma, 
e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração 
(Hb 4.12). A Palavra de Deus tem vida e é eficaz, ou seja, produz efeitos, muda 
comportamentos, transforma vidas. 
 
 
O que a Palavra de Deus Produz no Homem 
 
1. A Palavra de Deus Transforma. Transformar é dar nova forma, feição ou caráter 
tornar diferente do que era; mudar, alterar... (Dic. Aurélio). Todos os significados da 
palavra transformar, no sentido mais elevado do termo, podem ser aplicados ao que a 
Palavra de Deus produz na vida de uma pessoa que a ouve e a recebe em seu coração. 
 a. Dá nova vida. Assim que, se alguém está em Cristo nova criatura é: as coisas Velhas 
já passaram; eis que tudo se fez novo (2 Co 5.17). 
 b. Liberta do pecado. Os que andam na lei do Senhor não praticam iniquidade, mas andam 
em seus caminhos (Sl 119.3). O poder transformador da Palavra de Deus faz com que o 
homem ímpio deixe os seus maus procedimentos, e passe a andar segundo a orientação 
de Deus. 
 c. A Palavra de Deus purifica o interior do ser humano. Como purificará o jovem o seu 
caminho? (Sl 119.9). O salmista faz essa indagação porque em todos os tempos, o com-
portamento dos jovens sempre foi alvo da tentação do inimigo. Mas a resposta vem logo 
em seguida: o jovem pode purificar o seu caminho, observando-o conforme a tua pala-
vra. Na verdade, não só ao jovem se aplica essa verdade, mas as pessoas de todas as 
faixas etárias. 
2. A Palavra de Deus produz vida eterna. 
 Jesus disse: 
 Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra 
 e crê naquele que me enviou tem a vida eterna (Jo 5.24). 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 36 - 
 
20. A Garantia da Nossa Salvação 
 
Não se turbe o vosso coração; credes em Deus, crede também em mim 
Na casa de mau Pai há muitas moradas; se não fosse assim, eu vo-lo 
teria dito; vou preparar-vos lugar. 
E, se eu for, e vos preparar lugar, virei outra vez, e vos levareis para 
mim mesmo, para que onde eu estiver estejais vós também. 
(Jo 14.1-3) 
 
 Qual é a Garantia da Nossa Salvação? 
 
Temos estudado as preparações para a salvação e considerado a natureza desta. Nesta 
seção consideramos: É a Salvação final dos cristãos incondicional, ou poderá perder-se por 
causa do pecado? 
A experiência prova a possibilidade duma queda temporária da graça, conhecida por 
desviar-se. O termo não se encontra no Novo Testamento, senão no Antigo Testamento. 
Uma palavra hebraica significa voltar atrás ou virar-se, outra palavra significa volver-se ou 
ser rebelde. Israel é comparado a um bezerro teimoso que volta para trás e se recusa a ser 
conduzido, e torna-se insubmisso ao jugo. Israel afastou-se de Jeová e obstinadamente se 
recusou a tomar sobre si o jugo de seus mandamentos. 
 O Novo Testamento nos admoesta contra tal atitude, porém usa outros termos. O 
desviado é a pessoa que outrora tinha o zelo de Deus, mas agora se tornou fria (Mt. 24: 12), 
outrora obedecia à Palavra, mas o mundanismo e o pecado impediramseu crescimento e 
frutificação (Mt. 13:22). Outrora pôs a mão ao arado, mas olhou para trás (Lc. 9:62), como 
a esposa de Ló, que havia sido resgatada da cidade da destruição, mas seu coração voltou 
para ali (Lc. 17:32), outrora estava em contacto vital com Cristo, mas agora está fora de 
contacto e está seco estéril e inútil espiritualmente (João 15:6). Outrora obedecia à voz da 
consciência, mas agora jogou para longe de si essa bússola que o guiava e, como resultado 
sua embarcação de fé destroçou-se nas rochas do pecado e do mundanismo (1 Tm 1:19). 
Outrora se alegrava em chamar-se cristão, mas agora se envergonha de confessar a seu 
Senhor (2 Tm. 1:8 ;2:12), outrora estava liberto da contaminação do mundo, mas agora 
voltou como a porca lavada ao espojadouro de lama Leia: (2 Pe. 2:22; Lc. 11:21-26). 
 É possível decair da graça, mas a questão é saber se a pessoa que era salva e teve 
esse lapso, pode finalmente perder-se. Aqueles que seguem o sistema de doutrina calvinista 
respondem negativamente, aqueles que seguem o sistema de arminiano (chamado assim em 
razão de Armínio, teólogo holandês que trouxe a questão de debate) respondem 
afirmativamente. 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 37 - 
 
 
 
 
 
Exercícios 
 
 
1. O que é Convenção?................................................................................................................................................................................... 
 ......................................................................................................................................................................................................................................... 
 
 
2. A onde está registrado a primeira pergunta da Bíblia?......................................................... ............................. 
 ...................................................................................................................................................................................................................................... 
 
3. O que a Palavra de Deus É?......................................................................................................................................................... 
 .............................................................................................................................................................................................................................. 
 . 
4. O que a Palavra de Deus produz no homem?........................................................................................................... 
 ................................................................................................................................................................................................................................... 
 
5. A onde está escrito: 
“Porque pela graça sois Salvos, por meio da Fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus”? 
 ................................................................................................................................................................................................................................... 
 ................................................................................................................................................................................................................................... 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) 37 
 
 
 
 
Bibliografia 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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 Bíblia de Estudo Anotada, Mundo Cristão. 
 Bíblia de Tradução Almeida, Revista e Corrigida, CPAD. 
 Noções do Grego Bíblico, Vida Nova. 
 Conhecendo as Doutrinas da Bíblia, VIDA. 
 Dicionário da Língua Portuguesa, Fênix. 
 Pequena Enciclopédia Bíblica, CPAD. 
 Esboço de Soteriologia, J.S.L. FAESP. 
 Soteriologia (Doutrina da Salvação) - 39 - 
 
 
 
 
 
Prova de Soteriologia 
 
 
 (NOME LEGÍVEL) 
Aluno (a).............................................................................................................data........../.........../............ 
 
(Marque um X na alternativa correta) 
 
1. Qual é a definição da palavra Soteriologia? 
 Vem do latim e significa “Doutrina da Salvação” 
 Vem do hebraico e significa “Doutrina da Salvação” 
 Vem do grego “sõteria”, e significa “Doutrina da Salvação” 
2. Quais são os três Aspectos da Salvação? 
 Passado, Presente e Futuro 
 Arrependimento, Fé e Obediência 
 Justificação, Regeneração e Santificação 
3. Quais são os três meios da Santificação? 
 O crente é santificado pela Fé, Batismo e Santa Ceia 
 O crente é santificado pelo Jejum, Oração e Palavra de Deus 
 O crente é santificado pela “Palavra de Deus”, pelo “Sangue de Jesus” e pelo “Espírito Santo” 
4. Quem discordou das doutrinas do Calvinismo 
 Matinho Lutero, o grande reformador alemão 
 Agostinho, o grande teólogo do quarto século. 
 O teólogo holandês Jacob Arminius (1560-1609) 
5. Quem disse:Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade 
 Jesus Cristo 
 O apostolo Paulo 
 O apostolo Pedro 
6. A onde está escrito: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus 
 Em Mateus 
 Em Lucas 
 Em João 
7. A onde está escrito: 
“Porque pela graça sois Salvos, por meio da Fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus” 
 Em João 
 Em Efésios 
 Em Romanos 
8. Após o homem pecar, qual foi o tipo de folha que ele fez para si aventais? 
 Folhas de Figueira 
 Folhas de Oliveira 
 Folhas de Banana 
9. Quantas vezes a palavra “Fé” ocorre no Novo Testamento? 
 244 vezes 
 258 vezes 
 311 vezes 
10. A onde está escrito: 
 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. 
 Em 1º Coríntios 
 Em Efésios 
 Em Romanos. 
 
 
Observação: Só existe uma alternativa correta em cada questão, e cada questão vale 1 Ponto. 
 
Registro Nº.............................................. Professor.................................................................................

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