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r Por Centro de Formação Ministerial IMOBE PREPARANDO OS TRABALHADORES PARA O ENVIO A SEARA ii – Centro de Formação Ministerial IMOBE Título Original: Curso de formação Ministerial HUIÓS ª Edição: © Copyright 2020 por Centro de Formação Ministerial - IMOBE - Todos os direitos reservados. Não é legalmente permitido reproduzir, duplicar ou transmitir qualquer parte deste documento em meios eletrônicos ou impressos. A gravação desta publicação é estritamente proibida. DIREÇÃO Pastor Pablo Ramalho COORDENAÇÃO DE GESTÃO E PLANEJAMENTO N. Felipe C. Luiz COORDENAÇÃO DE ENSINO L. Fernando Silva Igreja Metodista Ortodoxa do Bairro do Engenho – IMOBE Rua: João Plaza Gonzáles, 119 – Engenho, Itaguaí – Rio de Janeiro, 23820370 Contato: (21) 968568607 E-mail: cursodeformacaohuios@hotmail.com iii Sumário Sumário .................................................................................................................. iii Introdução .............................................................................................................. 1 Módulo Fundamentos .................................................................................... 6 O papel central da bíblia ...................................................................................... 7 Vivendo a palavra de Deus. ............................................................................... 7 O Cânon das Escrituras ...................................................................................... 8 Oficialização do Cânon das Escrituras ................................................................ 10 A aplicação das escrituras ................................................................................ 12 As Quatros caraterísticas das Escrituras: ......................................................... 15 Regras básicas para a leitura da palavra .......................................................... 16 O Que é o Reino de Deus? .................................................................................. 17 Qual a diferença entre Reino de Deus e Reino dos Céus? ............................... 17 A Basileia de Deus ........................................................................................... 19 Sacerdócio Universal ........................................................................................... 24 O Direito Legal ................................................................................................ 24 O Que é um Sacerdote?.................................................................................... 25 A restauração do Sacerdócio Universal na reforma protestante ...................... 28 A Terceirização da fé nos dias atuais ............................................................... 29 Exercendo o Sacerdócio por meio das disciplinas Espirituais ......................... 29 Módulo Princípios .......................................................................................... 35 Um Caráter Aprovado ........................................................................................ 36 O pecado original e a depravação total da humanidade ................................... 37 A restauração do caráter do homem ................................................................. 40 A provação que refina o caráter. ...................................................................... 42 Um coração puro e de mãos limpas ................................................................. 43 Os Atributos de Deus ........................................................................................... 44 A cognoscibilidade de Deus ............................................................................. 44 iv O Caráter de Deus: O que são os atributos de Deus? ...................................... 45 Conclusão ......................................................................................................... 49 Metanóia ................................................................................................................... 50 O que é a Metanóia ? ....................................................................................... 50 O modelo de pensamento deste século ............................................................ 52 Como manter a mente renovada ...................................................................... 53 Cosmovisão Cristã ........................................................................................... 54 Módulo Missão, Propósito e Destino .................................................. 56 Chamado .................................................................................................................. 57 Chamado e vocação ......................................................................................... 57 Vocação e Chamada e sua relação com os Dons Espirituais ........................... 61 A Igreja e a Grande Comissão ......................................................................... 62 As Características Da Vocação e Chamada Específica ................................... 62 Qual identificar o meu chamado ? ................................................................... 63 Dons Espirituais e os Dons Ministeriais .......................................................... 64 Dons Espirituais ............................................................................................... 64 Quais são os 9 dons espirituais?....................................................................... 64 Para que servem os dons espirituais? ............................................................... 68 Quem distribui os dons espirituais? ................................................................. 68 Como desenvolver os dons espirituais? ........................................................... 69 Os dons espirituais cessaram? .......................................................................... 69 Dons Ministeriais ............................................................................................. 70 Os cinco dons ministeriais ............................................................................... 70 Por que são chamados assim? .......................................................................... 70 Porque precisamos dos dons ministeriais ? ...................................................... 72 Identidade ................................................................................................................ 73 Como forjar nossa identidade em Cristo ? ....................................................... 73 A Regeneração do Espirito .............................................................................. 73 A justificação de Deus ..................................................................................... 74 A Adoção dos filhos......................................................................................... 74 v O DNA de Cristo ............................................................................................. 75 Como reagimos as ciscurstâncias demonstra a nossa verdadeira identidade. .. 76 Vivendo o Propósito de Deus ............................................................................ 78 Diferenças entre Ter um Propósito e Estar no Propósito de Deus ................... 78 O propósito de Deus......................................................................................... 79 Estar no Propósito de Deus .............................................................................. 79 O ministério de João Batista ............................................................................ 79 O que queremos alcançar com o que fazemos ? .............................................. 81 O Envio ............................................................................................................81 Introdução Ao Curso de formação ministerial Huiós Porque estamos aqui? Qual é o propósito de nossas vidas e porque os todos os cristãos devem busca-la? Um novo começo Antes de responder estás perguntas à cima, gostaria de agradecer a você querido aluno por ingressar a este curso. Cremos que será um divisor de águas em sua vida, e por isso fizemos com muita dedicação e amor este material para edificação da sua vida, pois estamos definitivamente comprometidos a contribuir para o seu crescimento e desenvolvimento espiritual, crendo que ao final deste processo você enxergará com novos olhos o propósito da sua vida e preparado para o envio. Existem momentos em nossa jornada que consideramos algo tão importante que aconteceu que a maioria das pessoas chegam a dizer: “Isso mudou a minha vida! ”. Está é a experiência que queremos que você tenha junto conosco, porém para isso é necessário que você se dedique nos tempos oportunos para a leitura deste material e aplique em sua vida, porque o resultado de todo este tempo é você quem escolhe. Desta forma, a sua participação neste curso é fundamental, pois em nossos objetivos o desafio é crescermos juntos afim de acelerar o posicionamento claro de cada um que esteja conosco. Por isso, não hesite em tirar suas dúvidas, a interagir e se dedicar ao máximo para que você usufrua deste investimento em sua vida. Sendo assim, Filipenses 4:9 diz: O que também aprendestes, e recebestes, e ouvistes, e vistes em mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco. O senhor nos convida a partir de agora a fazer aquilo que vamos aprender nesta etapa, e o Deus de paz será convosco neste novo começo. 2 1. O que vamos estudar? O Curso de Formação Ministerial Huiós foi divido em 3 módulos, conforme abaixo: Módulo Fundamentos Módulo Princípios Módulo Missão, Propósito e Destino Dentro de cada um destes módulos foram distribuídos em disciplinas que nortearão o curso. Além de todo conteúdo teórico a aplicação prática é uma das metodologias pedagógicas do curso no qual teremos a oportunidade de nos aprofundar e mergulhar em cada conteúdo. 2. Nosso objetivo Desenvolver e despertar a consciência acerca do chamado segundo o seu propósito individual e coletivo e fortalecer a Cultura do Reino de Deus como base para um estilo de vida aprimorando e fortalecendo o exercício das disciplinas espirituais. 3. Por que estamos aqui? Existe algo grave acontecendo neste tempo, fruto de uma geração que possui um volume de informação grandiosas, mas ao mesmo tempo desorganizadas, e isso contribui para algo que temos enxergado de forma crescente desde os tempos passados, e que precisamos combater de forma emergencial. A crise existencial! O que seria isso? É um sentimento, um episódio marcado por dúvidas e incertezas diversas o qual o ser humano questiona os próprios fundamentos de sua vida, se esta vida pode possuir algum propósito ou sentido. Todos ser humano procura um propósito para viver, porém o modo como cada um a busca apenas revela o anseio ou a demanda de cada indivíduo em conhecer o seu criador. Alguns, apenas dizem que se realizaram em suas carreiras profissionais outros dizem que se sentem satisfeitos um dia após o outro, sem muito idealismo, acreditando de forma apenas materialista que estão realizados apenas para tampar e esconder o vazio que há por dentro de si. Porém nós que nascemos em Cristo, entendemos a origem de nossa existência. Mas mesmo assim, neste processo da corrida ao prêmio da salvação nos questionamos se o que de fato fazemos é necessário ser feito. E o que nasci para ser, será que eu 3 estou sendo? O fato é, que o modo como você enxerga o mundo você se identifica. A gora te pergunto, com quais olhos você tem se enxergado? Salmos 139:16 diz: “Os teus olhos viram a minha substância ainda informe, e no teu livro foram escritos os dias, sim, todos os dias que foram ordenados para mim, quando ainda não havia nem um deles”. Deus designou um propósito a cada um de nós, desde a eternidade passada, e foi para todos os homens e cada um dos homens. Deus tem um propósito na sua vida e talvez você já ouviu isso de inúmeras pessoas. Porém o grande desafio é como se encaixar neste propósito. E é por isso que estamos aqui, para se encaixar neste propósito e tomar como referência a forma como Deus nos vê. Desta forma, vamos no caminho progredir para o desenvolvimento da identificação do propósito e na construção de uma identidade sólida e consistente. A falta de um entendimento claro sobre a nossa identidade em Deus, também afeta de forma sistêmica o nosso relacionamento com Deus. Pois se não sabemos qual é a nossa identidade logo não entendemos a quem pertencemos e qual é a nossa história em Deus. Só pode ter identidade quem decide construir um relacionamento com Deus e quem é nascido Nele. Sendo assim vamos estudar no módulo Missão, Propósito e Destino na disciplina de identidade e vocação que um conjunto de experiências formam a identidade de um indivíduo a partir de diversas identificações que foram geradas em nosso nosso relacionamento com Deus, e por isso precisamos entender como manter um relacionamento e como a cultura a devoção transforma a nossa vida. Portanto, estar aqui é a melhor opção para seu crescimento pessoal. Neste curso você será catalisado para o seu propósito. E neste percurso você será ensinado e confrontado a viver uma vida conformes os padrões exigidos por Deus. O Senhor deixou o código de conduta por meio da sua palavra, agora é necessário que venhamos acessar as profundezas do coração de Deus e estar disponível para ser mudado. 4. Porque todos cristãos devem buscar o seu propósito? A partir do momento que entendemos o nosso propósito em Deus, a caminhada se torna mais fácil e leve, mesmo que a cruz seja pesada. Pois ter este entendimento te localiza no plano central de Deus, inserindo a sua vida no trabalho que Deus está fazendo neste momento sobre a terra, a partir deste instante podemos entender que há algo muito maior em jogo, Deus nos posicionou para ser seus cooperadores – 1Coríntios 3:9. 4 Algo intrigante é como alguém pode se chegar ao ponto de entender que até a morte se torna lucro quando o viver é cristo. É importante discernirmos a mentalidade do Apostolo Paulo quando diz a carta a Filipenses 1:21 está afirmação, pois revela algo muito profundo, que naturalmente não pode ser discernido, o fato é que somente alguém que achou algo tão valioso poderia dizer que a morte é um lucro, comparado ao que achou. O senso do propósito em Deus gera em nós uma mudança radical, é como se a partir deste momento tudo fizesse sentido. Você já sabe o sentido de estar aqui e agora? Todo cristão deve buscar o seu propósito em Deus, porque: 1) Por que o propósito de Deus em nós, nos insere naquilo que Ele está fazendo neste momento, nos tornando cooperadores do Reino; 2) Por que o propósito de Deus em nós, nos dá sentido de vida; 3) Por que o propósito de Deus em nós, define a quem pertencemos e o que de fato é importante; 4) Por que o propósito de Deus em nós, gera em identidade; 5) Por que o propósito de Deus em nós, nos torna maturidade espiritual. Estes pontos citados a cima resumem o motivo de buscarmos o propósito de Deus para nossas vidas, podemos aqui listar inúmeros outros. Porém para a sua compreensão devemos buscar ao Senhor com todo nosso entendimento e de forma intencional. 5. O que eu devo fazer agora? Não existe a receita do bolo, para chegar ao propósito, mas podemos capturar através da palavra de Deus a sua essência. Creio que para chegar lá devemos entender o que estamos fazendo agora. O que você está fazendo agora, contribui para o seu desenvolvimento? Muitas pessoas procrastinam o que era para ser feito agora deixando para depois. É um risco eminente a sua vida espiritual quando se deixa para fazer amanhã o que é preciso ser feito hoje.Por isso, a primeira coisa a ser feito é não procrastinar. Você chegou a este curso, por isso dedique-se ao máximo que puder. Pois quem busca encontra – Mateus 7:8. O resultado da busca é a consequência da sua constância diária em buscar a Deus, seja intencional na sua busca pela sua vida ministerial. 5 Em Lucas 18: 1-8 Jesus, nos ensina através da parábola do Juiz iníquo que ele aqueles clamam dia e noite ele atende as suas repostas mesmo que seja de forma tardia. Buscar dia e noite revela um padrão dos céus de constância e intensidade. Sendo assim, Deus espera de nós uma geração que sejamos constantes e intensos em nossas buscas e ele responderá em tempo oportuno. Existem muitas desculpas que facilmente é identificada de inúmeras pessoas para justificar a falta de um relacionamento constante e intenso com Deus, porém o que é mais comum em ouvir sobre é a falta de tempo. Preciso te fazer uma pergunta aqui, o que de fato importa para sua vida? Você encontrou algo tão valioso que considera todas as demais coisas como secundárias, ou qual é a ordem de importância você tem dado ao Reino de Deus? Colocar o Reino de Deus como prioridade é a chave para desdobrar todas as coisas – Mateus 6:33. Só existe prioridade quando, em nossos corações e os nossos olhos não dividem espaço com outras coisas que afetam nossas vidas, as demais só são acrescentadas quando a prioridade é o Reino. Ou optamos a viver desta forma ou o que dizemos que vivemos não será sustentado pela a nossa prática de vida. Portanto, para alinhar o discurso com a prática precisamos nos colocar como um papel de discípulos que estão disponíveis a viver a uma vida de disciplina entendendo que existe algo muito maior em jogo e que precisamos estar disponíveis para vivermos o que Deus espera de nós; 6. Iniciando a jornada Um dos fatores contribuintes para cumprir o objetivo do seu propósito é o desenvolvimento da a perseverança, pois o fruto da perseverança é o caráter aprovado – Romanos 5:3-4. Sendo assim, a partir deste momento será fundamental para a trilha até o fim do curso ser perseverante até o fim, crendo que ao final deste curso você se tornará alguém que nunca imaginou. Esteja pronto e preparado para este novo tempo que se inicia agora. 6 Módulo Fundamentos 7 O papel central da bíblia A forma como eu enxergo a palavra de Deus afeta a minha visão de mundo Vivendo a palavra de Deus. Um cristão deve amar as escrituras, e a forma de comprovar o seu amor pela a palavra é praticando. “Sejam praticantes da palavra, e não apenas ouvintes, enganando vocês mesmos” - Tiago 1:22. Muitas pessoas se auto sabotam, enganando a si mesmo, até vão a igreja, mas não retém a semente semeada. Vivendo com um coração duro, resistindo a palavra ministrada do altar e na maioria das vezes por conta da própria convicção, se comportando como uma multidão. Mateus 13: 1-23 Observe na parábola do semeador algo importante, veja: No versículo 10-13 os discípulos perguntam a Jesus porque Ele ensinava por meio de parábola, e a resposta de Jesus foi: - 11 Ele, respondendo, disse-lhes: Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; 12 Porque àquele que tem, se dará, e terá em abundância; mas àquele que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. 13 por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e, ouvindo, não ouvem nem compreendem. Sendo assim, o que Jesus quer dizer é que o coração daqueles homens e mulheres não eram uma terra boa, sendo incapaz de entender a mensagem do Reino, pois se encontravam na mesma situação a qual Ele estava explicando nesta parábola: Pessoas que deixam a semente cair a beira do caminho, pessoas que deixam a semente cair no meio das pedras, pessoas que deixam cair a semente no meio de espinhos. Qual tipo de pessoa você tem se tornado? 8 No entanto, você pode escolher hoje esconder a palavra do Senhor em seu coração (Salmos 119:11) e a praticar com todas as suas forças. Só vive a palavra quem a compreende. Porém como podemos compreender a palavra de Deus para que ganhe forma em nós em ações e quais são as dificuldades que se existem para vive-la? – Estaremos respondendo está pergunta mais adiante. A palavra de Deus é 100% inspirada pelo o Espirito de Santo: Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça - 2 Timóteo 3:16. Sendo assim, o próprio Espirito de Deus inspirou homens a escreverem as escrituras. Antes de responder à pergunta precisamos entender como se deu as escrituras e como foi originado. O Cânon das Escrituras O cânon das escrituras de forma bem simples é a lista de todos os livros que pertencem à Bíblias. Uma definição sobre a palavra canôn: “Cânone ou Cânon (do grego kanon) o termo que caracteriza um conjunto padrão de modelos ou regras de um determinado assunto, em geral ligado ao mundo das artes e da arquitetura, algo em série no formato de catálogo. No contexto ficcional, o termo designa um conjunto de obras consideradas genuínas e oficiais.” O objetivo da canonicidade das escrituras é oficializar a autoridade divina nas escrituras no antigo e novo testamento. Porém para chegar a estás conclusões na história tiveram vários momentos onde a igreja se reuniu para discutir sobre este assunto para até mesmo se opor contra as heresias criadas. Segue algumas heresias abaixo do primeiro século: Márcion (95 - 165 d.C) Informações indicam que Márcion nasceu em Sinope, no Ponto, Ásia Menor. Foi proprietário de navios, portanto, muito próspero, e aplicou sua vida à fé religiosa, primeiramente como cristão e, finalmente, ao desenvolvimento de congregações marcionitas. Influente líder cristão, suas idéias lhe conduziram à exclusão, em 144 d.C. Então, formou uma escola gnóstica. Tendo uma mente prolífera, desenvolveu muitas idéias, as quais foram lançadas em uma obra apologética alvo de combate de apologistas, especialmente Tertuliano e Epifânio. Procurou ter 9 uma perspectiva paulina, contudo, incluiu muitas idéias próprias e conjecturas sem respaldo bíblico. Era convicto de uma missão pessoal: restaurar o puro evangelho. Antes, rejeitou o Antigo Testamento por achá-lo inútil e ultrapassado, além de afirmar que foi produzido por um deus inferior ao Deus do evangelho. Para Márcion, o cristianismo era totalmente independente do judaísmo; era uma nova revelação. Segundo ele, Cristo pegou o deus do Antigo Testamento de surpresa e este teve de entregar as chaves do inferno Àquele. Além disso, Cristo não era Deus, apenas uma emanação do filho de Deus. O único apóstolo fiel ao evangelho, segundo Márcion, fora Paulo, em detrimento dos demais apóstolos e evangelistas. Conseqüentemente, a Igreja primitiva havia desviado e, por isso, necessitava de uma restauração. Ainda segundo ele, o homem devia levar uma vida asceta, o casamento, embora legal, era aviltador. Entre seus muitos ensinos, encontramos o batismo pelos mortos. O cânon de Márcion restringia-se às dez epístolas de Paulo e à uma versão modificada do Evangelho de Lucas Gnosticismo Nome derivado do termo grego gnosis, que significa "conhecimento". Os gnósticos se transformaram em uma seita que defendia a posse de conhecimentos secretos. Segundo eles, esses conhecimentos tornavam-nos superiores aos cristãos comuns, que não tinham o mesmo privilégio. O movimento surgiu a partir das filosofias pagãs anteriores ao cristianismo que floresciam na Babilônia, Egito, Síria e Grécia (Macedônia). Ao combinar filosofia pagã, alguns elementos da astrologia e mistérios das religiões gregas com as doutrinas apostólicas do cristianismo, o gnosticismo tornou-se uma forte influência na igreja. A premissa básica do gnosticismo é uma cosmovisão dualista. O supremo Deus Pai emanava do mundo espiritual "bom". A partir dele, surgiramsucessivos seres finitos (éons) até que um deles, Sofia, deu à luz a Demiurgo (Deus criador), que criou o mundo material "mau", juntamente com todos os elementos orgânicos e inorgânicos que o constituem. Cristãos gnósticos, como Márcion e Valentim, ensinavam que a salvação vem por meio desses éons, Cristo, que se esgueirou através dos poderes das trevas para transmitir o conhecimento secreto (gnosis) e libertar os espíritos da luz, cativos no mundo material terreno, para conduzi-los ao mundo material mais elevado. Cristo, embora parecesse ser homem, nunca assumiu um corpo; portanto, não foi sujeito às fraquezas e às emoções humanas. Algumas evidências sugerem que uma forma incipiente de gnosticismo surgiu na era apostólica e foi o tema de várias epístolas do Novo Testamento (1João, uma das epístolas pastorais). A maior polêmica contra os gnósticos apareceu, 10 entretanto, no período patrístico, com os escritos apologéticos de Irineu, Tertuliano e Hipólito. O gnosticismo foi considerado um movimento herético pelos cristãos ortodoxos. Atualmente, é submetido a muitas pesquisas, devido às descobertas dos textos de Nag Hammadi, em 1945/46, no Egito. Muitas seitas e grupos ocultistas demonstram alguma influência do antigo gnosticismo. Ário (256-336 d.C) Presbítero de Alexandria entre o fim do terceiro século e o início do quarto depois de Cristo. Foi excluído em 313, quando diácono, por apoiar, com suas atitudes, o cisma da Igreja no Egito. Após a morte do patriarca da Igreja em Alexandria, foi recebido novamente como diácono. Depois, nomeado presbítero, quando então começou a ensinar que Jesus Cristo era um ser criado, sem nenhum dos atributos incomunicáveis de Deus, por exemplo, eternidade, onisciência, onipotência etc, pelo que foi censurado, em 318, e excluído, em 321. Mas, infelizmente, sua influência já havia sido propagada e diversos bispos da Igreja no Oriente aceitaram o novo ensino. Em 325, ocorreu o concílio de Nicéia e Ário, apesar de excluído, pôde recorrer de sua exclusão, sendo banido. Ário preparou uma resposta ao Credo Niceno ou Credo dos Apóstolos, o que impressionou muito o imperador Constantino. Atanásio resistiu à ordem de Constantino de receber Ário em comunhão. Então Ário foi deposto e exilado em Gália, falecendo no dia em que entraria em comunhão em Constantinopla. A base de seu ensino era estabelecer a razão natural como meios de entender a relação Deus e Cristo. Haveria uma só Pessoa na divindade. O “logos” não foi apenas gerado, mas literalmente criado. Seria tão-somente um intermediário entre Deus e os homens e, devido à sua elevada posição, receberia adoração e glória. Outras heresias do primeiro século: Montano (120 – 180 d.C), Ascetismo, Sabélio (180 – 250 d.C), Mani (216 – 277d.C), Nestório (aprox. 375-45 d.C)1, Pelágio (aprox. d.C 360-420), Eutíquio (aprox. 410-470 d.C). Oficialização do Cânon das Escrituras O primeiro concilio para discutir sobre o Cânon para definir foi o Concílio de Hipona 393 d.C o Cânon estabelecido por este sínodo foi posteriormente confirmado pelo III Concílio de Cartago, em 397 d.C e reafirmado em 1441 pela resolução “Decretum pro Iacobitis” – Decreto de florença, do Concílio de Florença. 11 Em 1546 houve o Concílio de Trento conhecido como o concilio da Contrarreforma como forma de se opor o protestantismo que começava a surgir a partir de Martinho Lutero em 1517, uma resposta da Igreja Católica Romana e reafirmar os dogmas do catolicismo. E uma das formas da igreja católica Romana se defender foi aceitar os livros Pseudocanônimos ou apócrifos, pois os livros apócrifos oferecem apoio aos católicos para o seu ensino como: oração pelo os mortos e justificação pela as obras e não somente pela a fé. Assim, os escritos apócrifos não devem ser considerados parte das Escrituras, veremos abaixo o motivo: Porque os livros apócrifos não são livros canônicos 1) Eles não atribuem a si mesmo tipo de autoridade que têm os escritos do Antigo Testamento; 2) Não foram considerados pela a palavra de Deus pelo o povo judeu do qual se originaram; 3) Não foram considerados Escrituras por Jesus nem pelos escritores do Novo Testamento 4) Contêm ensinos incoerentes com o restante com o restante da Bíblia. Devemos concluir que os apócrifos eram meramente palavras humanas, não palavras inspiradas por Deus como as Palavras das Escrituras. Têm valor, sim apenas para pesquisa histórica e linguística e contêm numerosas histórias a respeito da coragem e da fé de muitos judeus durante o período posterior ao encerramento do Antigo Testamento, mas nunca fizeram parte do cânon do Antigo Testamento e não devem ser encarados como parte da Bíblia. Portanto, 12 não têm autoridade para o pensamento e nem para a fé dos cristãos de hoje. Sendo assim a Bíblia Sagrada que utilizamos: A Bíblia cristã protestante, possuí 66 livros: A aplicação das escrituras Entendemos como a escritura tomou forma e foi reconhecida como autoridade divina e inspirada aos homens, após esse relato, devemos entender como aplicar em nossas vidas, voltando a pergunta feita na página 8. Qual é a dificuldade de viver a palavra? Bom, podemos responder inúmeras questões. Porém, estarei pontuando alguns sintomas de alguém que tem dificuldades em viver a palavra, conforme a baixo: Incredulidade; Falta de perseverança; Inconstância; Conformismo; Falta do relacionamento com o Espirito Santo; Estás marcas são carregadas as vezes por anos, e podemos reconhecer na bíblia, as suas consequências: 13 Incredulidade: E não fez ali muitas maravilhas, por causa da incredulidade deles – Mateus 13:58 Assim sendo, numa época como esta, de incredulidade e perversidade, se alguém tiver vergonha de mim e dos meus ensinamentos, então o Filho do homem, quando voltar na glória do seu Pai, juntamente com os santos anjos, também a essa pessoa não oferecerá honra” – Marcos 8:38 Falta da perseverança: E não nos cansemos de fazer o bem, pois no tempo próprio colheremos, se não desanimarmos – Gálatas 6:9 Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem que falte a vocês coisa alguma – Tiago 1:2-4 Inconstância: Não imagine tal pessoa que assim receberá coisa alguma do Senhor, pois é vacilante e inconstante em todos os seus caminhos. Tudo passa, e passa depressa – Tiago 1:7-8 Conformismo: E não sede conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. – Romanos 12:2 Falta do relacionamento com o Espirito Santo: Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir. - João 16:13 14 Todos estes tópicos definem uma causa e uma consequência de não viver a palavra. Gostaria aqui neste módulo de me ater ao último ponto a falta do relacionamento com o Espirito Santo. Segundo o evangelho de João 16: 7-15 a função do Espirito Santo é iluminar e guiar em toda a verdade. Logo, a falta do relacionamento e o não reconhecimento do papel do Espirito Santo em sua vida para viver a palavra é uma sentença de morte espiritual, pois como diz em 1 Coríntios 2:13-14: “13- As quais também falamos, não com palavras que a sabedoria humana ensina, mas com as que o Espírito Santo ensina, comparando as coisas espirituais com as espirituais. 14- Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente”. Muitas pessoas desanimam de ler a palavra pois, elas não se identificam com o que está escrito, nãoporque a palavra de Deus não se comunica, pelo ao contrário, mas porque o olho natural nada discerne. Sendo assim, para o homem natural a palavra de Deus é apenas um guia de boas práticas e não como a fonte de transformação. O relacionamento saudável com o Espirito Santo gera em nós convicções claras do que Deus quer nos comunicar. Portanto, a principal função do espirito Santo é nos encorajar a ter um encontro genuíno com Deus, expressando a sua verdade e nos tornando mais semelhante com quem Ele é, fazendo nos ter a sua mente. 1 Coríntios 2:16 "quem conheceu a mente do Senhor para que possa instruí- lo?" Nós, porém, temos a mente de Cristo”. As escrituras podem ser aplicadas em todo momento em todos os contextos da sua vida, pra isso você deve seguir o conselho do Senhor a Josué: Josué 1:8 “Não deixe de falar as palavras deste Livro da Lei e de meditar nelas de dia e de noite, para que você cumpra fielmente tudo o que nele está escrito. Só então os seus caminhos prosperarão e você será bem-sucedido. ” O padrão dos céus é dia e noite, isto fala de intensidade e constância. Devemos ser intensos na busca e constantes no caminho da palavra, deixar que ela penetre em todas as áreas de nossas vidas e que ela seja o pavimento para tomarmos nossas decisões, enfrentando os obstáculos e deixando ser vencido por ela. Deus te chamou para viver as 24 horas da sua vida durante 7 dias da semana de forma integral sobre uma verdade. Entenda, a relação do cristão e a bíblia é de total 15 dependência ela é a fonte diária do alimento, ela nutri e renova a nossa fé e faz de nós cristãos maduros. Mais à frente falaremos sobre como podemos extrair da bíblia uma boa interpretação para que possamos ser mais edificados. As Quatros caraterísticas das Escrituras: O que a Bíblia como um todo nos ensina a respeito de si mesma? Os principais ensinos da Bíblia a seu próprio respeito podem ser classificados em quatro característica como: 1 - Autoridade das Escrituras; 2 - A clareza das Escrituras; 3 – A necessidade das Escrituras; 4- A suficiência das Escrituras; 1) A autoridade das Escrituras: A autoridade das Escrituras significa que todas as palavras nas Escrituras são palavras de Deus, de modo que não crer em alguma palavra da Bíblia ou desobedecer a ela é não crer em Deus ou desobedecer a Ele. 2) A clareza das Escrituras Podemos afirmar que a Bíblia é escrita de forma tal que todas as coisas necessárias para nossa salvação e para a nossa vida e crescimento, cristão encontra-se bem claramente expostas nas Escrituras. Dizer que as escrituras são claras é dizer que a Bíblia está escrita de modo tal que seus ensinamentos podem ser compreendidos por todos os que os lerem buscando o auxílio de Deus e dispondo-se a acatá-la. 3) A necessidade das Escrituras Dizer que as Escrituras são necessárias significa dizer que a Bíblia é necessária para conhecer o evangelho, para conservar a vida espiritual e para conhecer a vontade de Deus. 4) A suficiências das Escrituras Dizer que as Escrituras são suficientes significa dizer que a Bíblia contém todas as palavras divinas que Deus quis dar ao seu povo em cada estágio da história da redenção e que hoje contém todas as palavras de Deus que precisamos para a salvação, para que, de maneira perfeita, nele possamos confiar e a ele obedecer. 16 Regras básicas para a leitura da palavra A mensagem central da Bíblia é a revelação de Deus em Jesus Cristo – História da Redenção o A história da redenção contempla as grandes temáticas bíblicas indo desde a Criação, Queda do Homem, Redenção e a Consumação de todos os tempos. A Bíblia é a sua melhor intérprete O Antigo testamento é interpretado pelo o Novo O texto quer dizer o que o seu autor quis dizer O sentido natural deve ser preferido ao figurado Cada texto tem apenas um sentido, mas muitas aplicações Todo texto deve ser entendido à luz de seu contexto. 17 O Que é o Reino de Deus? O Reino de Deus e a sua Cultura Naqueles dias surgiu João Batista, pregando no deserto da Judéia. Ele dizia: "Arrependam-se, porque o Reino dos céus está próximo". Mateus 3:1,2 O Reino dos céus sinaliza o domínio de Deus e de seus valores sobre a terra, o sistema econômico, político, social e religioso mundial. O Reino aparece onde quer que homens submetam suas vidas à vontade de Deus. Ele significa mais do que Deus governando no coração das pessoas, mais do que um sentimento místico. A própria palavra Reino implica em uma ordem coletiva, além da experiência de qualquer pessoa. Um Reino em seu sentido literal significa que um Rei governa sobre um grupo de pessoas. Acordos ditam as obrigações que os cidadãos têm uns para com os outros e para com seu Rei. A atividade de governo do rei transforma as vidas e relacionamentos de seus súditos. O viver no Reino e fundamentalmente social. Envolve ser membro, envolve cidadania, lealdade e identidade. Cidadania em um Reino acarreta relacionamentos, políticas, obrigações, fronteiras e expectativas. Essas dimensões da vida no reino ultrapassam os caprichos da experiência individual. Ser um membro do reino esclarece uma relação do cidadão com o rei e com os demais participantes. Envolve as intenções de Deus, a autoridade e o poder de governo. Não se refere a um território ou local específico. Não é algo estático. Ele é dinâmico sempre vindo, se espalhando e crescendo. Os valores do Reino, estão arraigados em profundo amor e na eterna graça de Deus, semeiam novas formas de pensar e viver. Qual a diferença entre Reino de Deus e Reino dos Céus? O tema central no ministério e no ensino de Jesus é o reino de Deus, ou como Mateus chama: o reino dos céus em si não existe nenhuma diferença, pois um termo era usado para se comunicar aos judeus, pois não pronunciavam o nome Deus e o outro termo era usado para se falar aos gentios e demais pessoas. O mais importante de tudo era a ideia central que estava sendo anunciada: 18 "Preparai o caminho do Senhor, Tornai Retas as suas veredas. Pois que todo o vale será aterrado e Todas as montanhas e colinas, niveladas. As estradas tortuosas se transformarão em retas e os acidentados serão aplanados. E todos os Seres Viventes contemplarão a salvação que Deus oferece”. A mensagem do Reino traz em si um novo padrão de vida, nela as coisas estão invertidas. Paradoxo, ironia e surpresa permeiam os ensinamentos de JESUS. 1.1 Entendendo o Contexto Não podemos negar que a mensagem pregada por Jesus causou um grande desconforto na sociedade de seu tempo, confrontando os poderes e trazendo também muita dúvida acerca de quem ele era. Sua mensagem abalou as estruturas tanto dos Saduceus, quanto dos Fariseus, dos Romanos e dos Rebeldes. Para entendermos um pouco melhor vamos fazer um breve passeio pela história. O antigo testamento termina com os Hebreus sob controle Persa. Os Persas haviam permitido que os hebreus retornassem para casa em 538 aC, depois de cinquenta anos no cativeiro babilônico. Uma coexistência pacífica com os persas permitiu que o templo fosse reconstruído por Zorobabel. A situação mudou rapidamente, entretanto, quando um jovem grego, Alexandre, o grande, saltou para fama. Ele conquistou os persas em 334 a.C e dentro de dois anos toda palestina acabou sob seu controle enquanto ele avançava ferozmente em direção ao Egito. Ele esperava inaugurar uma civilização mundial unificada pelo estilo de vida grego (conhecido como helenização). Após a morte de Alexandre e as lutas que se seguiram, o Império foi dividido entre quatro de seus generais. De 320 a 198 a.C, os judeus foram controlados pelo império ptolomaico. 1.2 Como os judeus caíram nas mãos de Roma. Por volta de 198 a.C., o império selêucida (sírio), ao norte da palestina, obteve o controle sobre os judeus. Os selêucidas tentaram difundir o helenismo por todo o seu império.Os judeus foram proibidos, sob pena de morte, de praticar seu modo tradicional de vida, incluindo sua religião. O templo de Jerusalém foi transformado em um santuário pagão, e a perseguição se tornou pre-dominante. Matatias, um idoso sacerdote, juntamente com seus cinco filhos, liderou uma revolta. Com a morte de Matatias, a liderança coube a um de seus filhos, Judas (chamado "Macabeus"). Judas e seus sucessores conseguiram, por fim, obter a independência. 19 1.3 Período Asmoneu Durante o período macabeu (164-63 a.c), todos os governantes eram descendentes da mesma família de sacerdotes judeus. Nove governantes sucederam a Judas Macabeu no trono, inclusive dois de seus irmãos. A partir da segunda geração, os governantes macabeus se tornaram cada vez mais ditatoriais, corruptos, imorais e até pagãos. 1.4 Reino dividido Conflitos internos levaram líderes judeus a pedir a intervenção do general romano Pompeu, a fim de restaurar a ordem. Pompeu assim o fez, mas levou consigo o governo romano, que se instalou em 63 a.C. e permaneceu até o séc. 4 d.C. (Mt 12:25). A Basileia de Deus “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus”. Mateus 4:17 Jesus aparece falando enfaticamente sobre um novo modo de viver, abalando, as estruturas, intenções, religião... Dizendo que era necessário um novo padrão de vida. A Basiléia é o governo de Deus, seu padrão, suas ordens, seu domínio e sua vontade. Por muitas das vezes a palavra "Reino" soa em nossos ouvidos como algo místico, achamos que se trata somente das coisas espirituais, e que nosso selo e vida religiosa supre tudo o que Deus espera de nós. Mais do que ideias, a mensagem do Reino vai ao encontro de nossos problemas hoje. A ética do Reino traduzida ao nosso contexto contemporâneo, sugere como devemos ordenar nossas vidas. Jesus em seu primeiro sermão (Mt 5:1-12), lança um fundamento muito prático através de suas palavras. Poderíamos chamar de o código conduta ou o resumo de toda verdadeira religião: Bem-aventurados: Muito mais do que um sentimento temporário ou circunstancial de felicidade, este é um estado de bem-estar no relacionamento com Deus que pertence aqueles que RESPONDEM á mensagem de Jesus; 20 Humildes de espírito: Os espiritualmente humildes que reconhecem sua falência moral; Os que choram: Muitos mais do que o choro das percas materiais e de pessoas próximas, o choro que deve inundar o coração do cristão é o pranto pelo arrependimento do pecado que será consolado através do conforto trazido pelo messias. (2cor 7:10); Os mansos: São aqueles que não se impõem sobre os outros a fim de promover seus próprios interesses com base na força. Vivem em prol de um todo e não pelas suas próprias vontades. (Sl 37:11); Os que têm sede e fome de justiça: São aqueles quem reconhecem que Deus é a fonte suprema da verdadeira justiça, de tal forma que anseiam que o caráter justo de Deus fique evidente na vida das pessoas. Eles serão saciados por haver respondido ao convite de Deus para se relacionarem com ele; Os misericordiosos: A bondade e o perdão que os misericordiosos mostram aos outros serão mostrados a eles; Os limpos de coração: Os limpos de coração possuem uma pureza e verdade em todas as áreas de sua vida, sendo fiel ao Senhor não se prostrando diante de outros deuses, amando e respeitando o seu próximo. (Sl 24:4); Os pacificadores: A busca pela paz deve ser um dos grandes objetivos do cristão, a bíblia diz que Jesus é o príncipe da paz (Is 9:6). Os perseguidos: Deus espera uma igreja triunfante que esta disposta a arriscar sua própria vida. O cristão deve manter de pé sua esperança acima de tudo no mundo, mesmo em meio a oposição. (Mt 16:25) (Mt 10:32) O Reino de Deus possui sua própria moeda: fé, amor, bondade, compaixão, misericórdia e fidelidade, ele e diferente dos reinados humanos, pois se torna influente pelo serviço abnegado e não pelo poder coercitivo. Fazemos parte dele não pela forca, mas pela fraqueza do arrependimento e pelo novo nascimento. 21 Apesar de Jesus ter dado o start na mensagem do Reino há muito tempo, ela é uma mensagem que ecoa poderosamente nos dias atuais, somos confrontados todos os dias a não viver para nós mesmo. Ele nos mostra que o poder não está mais nas coisas terrenas, o poder e força está na proximidade com Deus ameaçando assim todo o tipo de interesse pessoal. Ele nos prova que aqueles que são visitados pela salvação, são transformados a tal ponto que sua vida evidencia frutos produzidos por arrependimento. Ele inaugurou o reino de Deus na primeira vinda, ele nos salvou do castigo do pecado e nos deu a presença do espirito santo, a garantia do tempo vindouro. No fim dos tempos, Ele vira completar o que iniciou na primeira vinda, salvando-nos do domínio e da própria presença do mal e do pecado. Hoje vivemos a luz dessa expectativa futura, transmitindo o evangelho as pessoas e preparando-as. Também ajudamos os pobres e lutamos por justiça, pois sabemos que essa e a vontade de Deus. Aprendendo a integrar fe e trabalho para que se tornem transformadores da cultura, trabalhando para o desenvolvimento humano – bem comum. 1.5 Além das coisas espirituais Precisamos sempre ter em mente que a mensagem do Reino foi pregada enfaticamente por aquele que conhece o caminho, não podemos esquecer que o modo de vida, a expectativa de Jesus está além da cultura e do tempo, sua mensagem é uma mensagem a cultural e também eterna. Algumas coisas que foram ditas são totalmente iguais aos dias atuais. Nacionalismo Racismo Injustiça Ganância Violência Abuso de poder Orgulho arrogante 22 Fato é que nossos olhos se voltam para Jesus somente como o Rei remidor, quando na verdade ele veio nos ensinar de modo prático a forma como Deus deseja que vivamos. Confrontou com responsabilidade aquilo que por muita das vezes cega a nossa vida, servindo, amando, repreendendo todo tipo de injustiça. Não!!! a mensagem de Jesus não foi uma mensagem somente voltada para coisas futuras e requer um comportamento diferente já !!! Jesus pede mudança de posturas que produzem ação, fé com responsabilidade. 1.6 O Ponto de Equilíbrio Sabemos bem que Jesus com a mensagem do Reino confrontou não só a religião, mas também a irreligião. Se de um lado tínhamos os Fariseus, saduceus entre outros, do outro lado os que viviam uma vida com freio solto se assim posso dizer. (MT 22:37-40) Jesus coloca a vida de um servo de Deus em equilíbrio anulando o MORALISMO RELIGOSO (legalismo) que tentava viver uma vida digna diante de Deus, porém quebrava vários fundamentos postos pela palavra de Deus deixando os relacionamentos interpessoais totalmente de lado. Na parábola de o Lázaro e o rico isso fica bem claro (Lc 16:19) onde os ímpios que são representados pelos cães, muitas das vezes praticam aquilo que é esperado dos que dizem conhecer a Deus. Por outro lado, Jesus confronta arduamente os irreligiosos que vivem uma vida entregue aos prazeres da vida dentro do (relativismos-liberalismo) dando a eles a chance de mudar de vida, exemplo como a mulher que foi pega em adultério onde disse Jesus: Vá e não peques mais. (Jo 8) 1.7 Conclusão A mensagem do Reino sempre esteve conectada em como nós os que fomos salvos e conhecemos a Deus vivemos nossa vida em sociedade e também em obediência aos céus. O desejo de Deus sempre foi um reinado teocrático, ainda que houvesse homens falando, mas que fosse em nome de Deus, o homem que quis um governo ditado por homens, afinal de contas um governo feito por homens eu posso opinar e influenciar o de Deus não. O Reino de Deus nunca se tratou de lugar ou tempo, mas sobre poder e governo e quem deveria governar. 23 Na mensagem do apocalipse o Apóstolo João nos diz que ele teve a revelação de Jesus Cristo, o Reino se trata entãodo futuro que está entre nós, ele é a revelação e a interpretação de tudo, tudo é por ele e para ele. Como cristãos precisamos não somente entender mais vestir a mensagem do Reino de forma que ela transforme nosso modo de pensar como o apostolo Paulo nos orienta em romanos 12 e assim com uma mente transformada um novo modo não somente de pensar, mas de viver. Quando o apostolo Tiago diz que a fé sem obras e morta, aponta para uma transformação de mente ou metanoia onde aquilo que você acredita e tão vivo em você que molda como você vive e se move, colocando em ordem nossas ações com relação ao céus, a mim e também ao próximo. Alguém que realmente ama ao senhor lutara todos os dias, para fazer com que sua vida social, espiritual e particular exale uma mensagem e não somente uma mensagem, mas um governo perfeito que nos recebeu e também nos confiou sua expansão. Somos o povo mais feliz da terra pois temos como Rei aquele que é o amor, príncipe da paz e também nosso salvador. 24 Sacerdócio Universal Exercendo as Disciplinas Espirituais O Direito Legal A justicação é o direito legal dos homens de estar diante de Deus sem condenação, está obra foi consumado por Cristo na obra da Cruz. Para entendermos o sacerdócio universal de todos os santos precisamos primeiramente entender como a obra da justificação nos deu este direito. A obra da justificação de Deus é parte do plano de redenção. É errado pensar apenas que a justiça de Deus nos isentou dos pecados, como um efeito de neutralidade. Na verdade, Deus além de nos isentar da condenação ele imputou em nós a sua obra de justiça, que significa que além de ser perdoado agora podemos usufruir dos mesmos direitos que Cristo, ser chamado de filho. Romanos 8:1: “Portanto, agora já não há condenação para os que estão em Cristo Jesus. ” Isso é espetacular! A obra da justificação não causa transformação interna, mas ela é um veredito por Deus, e pensar nisso me faz me lembrar que, mesmo eu ainda pecador e falho. Ele resolveu me amar de tal forma que não só me livrou da condenação eterna, mas agora me tornou co-herdeiro. Você já parou para pensar nesse amor tão grande de Deus hoje, já agradeceu? A imputação de Deus, pelo menos é visto em 3 momentos na Bíblia. 1) Deus por meio do pecado de Adão Imputa o pecado a toda humanidade; 2) Deus por meio da obra do filho imputa toda as transgressões em seu filho; 3) Cristo por meio da obra da na cruz imputa sua justiça para toda a humanidade; Romanos 5:19 “Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos”. 25 Quando eu sei que me tornei Justo ? Mediante a fé na obra de cristo – Leia Romanos 4 ! A imputação da justiça de Deus sobre nós nos da direitos de sermos chamados de filhos de Deus. Neste processo adotivo, recebemos como herança ser chamados de co-herdeiros juntos com Cristo Jesus. Romanos 8:17: “E somos filhos, então, também somos herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros com Cristo, se realmente participamos dos seus sofrimentos para que, da mesma maneira, participemos da sua glória. O sofrimento e a glória futura.”. Além de herdarmos as heranças que será revelada na glória futura, recebemos o direito agora de podermos sermos chamados de Reis e Sacerdotes Apocalipse 1:5-6: “ 5: E de Jesus Cristo, que é a Testemunha fiel, o Primogênito dentre os mortos e o Soberano dos reis da terra. Ele, que nos ama e, mediante seu sangue, nos libertou de todos os nossos pecados, 6:Nos constituiu reino e sacerdotes para servir a Deus, seu Pai; a Ele, portanto, sejam glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém” 1 Pedro 2:9 “9: Porém, vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, cujo propósito é proclamar as grandezas daquele que vos convocou das trevas para sua maravilhosa luz.” O Que é um Sacerdote? O sacerdócio hebreu foi oficialmente ordenado no tempo de Moisés, com Arão e seus filhos (Nadabe, Abiú, Eleazar e Itamar) sendo consagrados como sacerdotes por Moisés de acordo com a ordem divina. A cerimônia solene da consagração de Arão e seus filhos foi repleta de detalhes e bastante significativa, durando sete dias (Êx 29:1-37; cf. Lv 8). Dos quatro filhos de Arão, apenas dois sobreviveram, Eleazar e Itamar, e, portanto, a linhagem sacerdotal de Arão ficou preservada nos descendentes de ambos (Lv 10:1,2; Nm 3:4; 1Cr 24:2). No entanto, para ser um sacerdote não bastava apenas ser descente legítimo de Arão, pois algumas limitações tanto de ordem física, como deficiências, quanto de ordem cerimonial, como impurezas, impediam que alguns indivíduos exercessem o sacerdócio (Lv 21). Além disso, houve muitos casos complicados em que pessoas não conseguiram comprovar pertencer à genealogia da família de Arão. 26 Como os sacerdotes não recebiam nenhuma parte na distribuição de terras na Palestina, seu sustendo dependia de partes dos sacrifícios, das ofertas oferecidas pelo povo e dos dízimos (Nm 18:3-32; cf. Êx 13:12,13; Lv 2:3-10; 5:13; 7:30-34; 24:5-9;). No entanto, posteriormente, especialmente no período da monarquia em Israel, os sacerdotes até podiam adquirir propriedades particulares (1Rs 2:26; Jr 32:6-8; Am 7:17). 1.1 A função do Sacerdote A principal função dos sacerdotes era servir de representante de Deus junto ao povo ao mesmo tempo em que também era o representante do povo perante Deus, oferecendo sacrifícios agradáveis e expiatórios. Logo, basicamente o sacerdote de fato era um tipo de mediador entre Deus e o homem. Além dessa função principal, os sacerdotes também deviam se ocupar com outras atividades secundárias, como por exemplo, o ensino da Lei (Lv 10:10,11; Dt 33:10; 2Rs 17:27,28); em alguns casos atuar na jurisprudência e até em alguns diagnósticos na área da saúde (Lv 13; 14; Dt 21:5), na purificação corporal de homens, mulheres e determinados objetos (Lv 15), entre outras funções. 1.2 O sumo sacerdote e a organização do sacerdócio Ficava responsável pelo serviço religioso no Antigo Testamento, os sacerdotes, o sumo sacerdote e os levitas. Os levitas formavam uma classe subordinada aos sacerdotes, e executavam uma série de funções relacionadas à adoração e ao cuidado com o santuário. Já o sumo sacerdote era um tipo de chefe dos sacerdotes. Na ocasião da consagração da família de Arão, o próprio Arão ocupou esse posto. Somente o sumo sacerdote podia entrar no Santo dos Santos, e apenas no Dia da Expiação, uma cerimônia que acontecia uma vez por ano. 1.3 As vestes sacerdotais Os sacerdotes vestiam basicamente calções, uma túnica ou manto, utilizavam um cinto ou faixa, e na cabeça, usavam um gorro ou tiara que servia de adorno (Êx 28:40,42). Já a veste do sumo sacerdote era diferenciada, e representava a santidade e o próprio sacerdócio (Êx 28:2,4; 29:29; 31:10; etc.). Assim, a vestimenta do sumo sacerdote incluía: calções ou calças de linho, uma primeira túnica, um cinto feito com uma longa tira de linho bordado, a túnica do éfode de material tecido de cor azul onde em sua barra ficavam sinos de ouro, outra túnica composta por dois aventais, um peitoral contendo 12 pedras preciosas de diferentes espécies que representavam as 12 tribos de Israel, junto ao peitoral também havia o Urim e o 27 Tumim que são de natureza desconhecida, o gorro ou tiara de linho e a mitra que continha uma lâmina de ouro onde estava gravada a frase “Santidade ao Senhor” (Êx 28). 1.4 Precisamos de sacerdotes na atualidade? O Novo Testamento responde claramente essa pergunta dizendo que não precisamos mais de sacerdotes, pois Cristo é o nosso Sumo Sacerdote perfeito. Dessa forma, o sistema sacerdotal do Antigo Testamento era provisório e deveria ser encerrado com a vinda do Messias prometido. O autor do livro de Hebreus foi quem mais falousobre isso, especialmente enfatizando a superioridade do Sacerdócio de Cristo em relação ao sacerdócio da Lei, de modo que o sacerdócio hebreu não era efetivo na expiação dos pecados, mas apenas servia para apontar para o Sacerdócio de Cristo que é perfeito e plenamente capaz, pois Ele é Sumo Sacerdote para sempre (Hb 7). Para quem argumentava que Jesus não poderia ser sacerdote, pois não pertencia à linhagem de Arão, o escritor da epístola recorreu à figura de Melquisedeque; ele foi um tipo de sacerdote antes da Lei que tipificou o Sacerdócio definitivo de Cristo. Daí vem a expressão “Sacerdote segundo a ordem de Melquisedeque”, emprestada do salmo messiânico de Davi (Sl 110:4). Essa expressão mostra que desde o início, ainda antes de Arão, Cristo já era o mediador. Dessa forma, Cristo é o único intermediário! Não há qualquer necessidade de que alguém complete sua função, pois seu sacrifício foi perfeito e definitivo (Hb 7:27). Aqui também vale lembrar que o sacerdócio histórico dentro da religião judaica, incluindo o sistema sacrifical, acabou cessando após a destruição de Jerusalém e o Templo em 70 d.C. 1.5 O sacerdócio da Igreja O Antigo Testamento nos mostra que o povo de Israel deveria ser um reino de sacerdotes (Êx 19:5,6; Lv 11:44,45; Nm 15:40), um objetivo e promessa cumpridos na Igreja no Novo Testamento, que através da obra de Cristo foi feita “sacerdócio real”, como assim designou o apóstolo Pedro em sua epístola (1Pe 2:9). Dessa forma, todo cristão genuíno é feito sacerdote em Cristo; não no sentido intermediário, representativo e sacrifical, pois a obra redentora do Sumo Sacerdote que é Cristo é definitiva e eficaz; mas no sentido de ter um relacionamento direto com Deus através da reconciliação em Cristo e por meio da obra santificadora do Espírito Santo que capacita o redimido a viver uma vida santa de acordo com a vontade do Senhor. 28 A restauração do Sacerdócio Universal na reforma protestante Em 1517 Martinho Lutero com a elaboração das 95 teses chama a atenção a sua crítica a uma prática bastante usada pela Igreja Católica Apostólica Romana que era a Venda das Indulgências. Mas o que é indulgência? O catecismo da Igreja Católica define indulgência como “a remissão, perante Deus, da pena temporal devida aos pecados cuja culpa já foi apagada; remissão que o fiel devidamente disposto obtém em certas e determinadas condições pela ação da Igreja que, enquanto dispensadora da redenção, distribui e aplica, por sua autoridade, o tesouro das satisfações de Cristo e dos Santos” (Catecismo da Igreja Católica, n. 1471). Sendo assim, em 1517, Lutero, já residindo em Wittenberg, deu início a uma série de discussões com autoridades teológicas da Igreja após afixar nas paredes da igreja do Castelo dessa mesma cidade 95 teses. Todas abordavam direta ou indiretamente o tema das indulgências. Nos anos seguintes, Lutero passou a debater não apenas a questão das indulgências, mas também outros temas teológicos. O Papa Leão X propôs ao monge alemão que se retratasse para não ser excomungado, mas Lutero não voltou atrás e, em 1521, sua excomunhão foi declarada. A maior contribuição de Lutero à eclesiologia protestante foi a sua doutrina do sacerdócio de todos os cristãos. Contudo, nenhum outro elemento de seu ensino é tão mal compreendido. Para alguns, isso significa apenas que não há mais sacerdotes na igreja; é a secularização do clero. Dessa premissa, alguns grupos, notadamente, defenderam a abolição do ministério como ordem distinta dentro da igreja. Mais comumente, as pessoas acreditam que o sacerdócio de todos os cristãos implica que cada cristão é seu próprio sacerdote, e, assim, possui o “direito do julgamento privado” em assuntos de fé e doutrina. Ambos os casos constituem perversões da intenção original de Lutero. A essência de sua doutrina pode ser expressa numa única frase: todo cristão é sacerdote de alguém, e somos todos sacerdotes uns dos outros. Lutero rompeu decisivamente com a divisão tradicional da igreja em duas classes, clero e laicato. Todo cristão é um sacerdote em virtude de seu batismo. Esse sacerdote deriva diretamente de Cristo: “Somos sacerdotes como ele é Sacerdote, filhos como ele é Filho, reis como ele é Rei”. Mais ainda, cada membro da tem parte igual nesse sacerdócio. Isso significa que os ofícios sacerdotais são 29 propriedade comum de todos os cristãos, não a prerrogativa especial de uma casta seleta de homens santos. Lutero enumerou sete direitos que pertencem a toda a igreja: pregar a Palavra de Deus, batizar, celebrar a Santa Comunhão, carregar “as chaves”, orar pelos outros, fazer sacrifícios, julgar a doutrina. Lutero baseou sua afirmação de que todos os cristãos são sacerdotes no mesmo grau em dois textos do Novo Testamento: “Vós [...] sois [...] sacerdócio real” (1 Pe 2.9), e “nos constituiu reino, sacerdotes” (Ap 1.6), como dito lá na página 25. A Terceirização da fé nos dias atuais “Mateus 27:51: Naquele momento, o véu do santuário rasgou-se em duas partes, de alto a baixo. A terra tremeu, e as rochas se partiram. ” O véu foi rasgado, porém muitas pessoas querem costurar ela em suas próprias vidas, através da terceirização da fé. O que é terceirizar a fé? É atribuir a responsabilidade a outra pessoa naquilo que deveria ser a minha, principalmente quando falamos de pessoas para com os seus líderes. Queremos que os nossos líderes façam um papel de sumo sacaerdote no papel de comunicação a Deus e em contrapartida ficamos desorientados sem saber o que fazer, fruto de uma ausência uma comunhão com Deus. Quem não carrega a marca de uma comunhão com Deus através de uma vida de relacionamento, deve ser questionado se de fato houve um processo de conversão. Não é normal, achar que é cristão e não ter nenhum tipo desejo de estar na presença de Deus. A evidência de uma fé genuína é a busca pela a santidade por meio da obra do Espirito Santo em nós e isso só pode ser possível mediante ao exercício diário do seu sacerdócio. Deus nos chamou para entrar em sua presença no Santo dos Santos onde Ele habita para que sejamos afetados pelo seu caráter. Neste ambiente obteremos todos os recursos necessários para uma vida com Deus. Exercendo o Sacerdócio por meio das disciplinas Espirituais A falta de disciplina na vida de qualquer ser humano é prejudicial e nociva! Antes de falarmos sobre disciplinas espirituais, é preciso compreendermos melhor o que a mesma significa. 30 Disciplina = conjunto de regulamentos destinados a manter a boa ordemem qualquer assembleia ou corporação; a boa ordem é o resultado daobservância desses regulamentos. Submissão ou respeito a um regulamento. Regra, doutrina, ordem, rito. A disciplina na vida do homem é necessária tanto para as questões físicas e naturais, quanto também para as questões espirituais. 1 Tm 4:6-16: O que Paulo recomenda a Timóteo era o que ele mesmo fazia, e o que ele aprendeu com Jesus. Fl 4:9 "O que aprendestes, e recebestes, e ouvistes de mim, isso fazei; e o Deus de paz será convosco." 1 Co 11:1 "Sede meus imitadores, como também eu, de Cristo." Jesus venceu todas as tentações. Ele nunca pecou, mesmo sendo homem como nós... mas o que Ele fazia para não pecar? Jesus seguia disciplinas espirituais. 2 Co 5:21 "Àquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que, nele, fôsseis feitos justiça de Deus." Hb 4:15 "Porque não temos um sumo sacerdote que não possa compadecer-se das nossas fraquezas; porém, um que, como nós, em tudo foi tentado, mas sem pecado." Algumas das disciplinas espirituais que certamente farão de você, um cristão vencedor: 1.1 Oração Jesus orava nas montanhas e nos lugares desertos durante a madrugada. Jesus tinha seu lugar de oração. Jesus orou sempre, desde o início, do batismo até a morte. Para escolher os 12, passou a noite em oração. A oração dava a Jesus força para continuar, assim como também revelação doPai. Mc1:35, 6:46 "E, levantando-se de manhã muito cedo, estando ainda escuro, saiu, e foi para um lugar deserto, e ali orava. E tendo-os despedido, foi ao monte para orar. Lc 3:21 "E aconteceu que, como todo o povo se batizava, sendo batizado também Jesus, orando ele, o céu se abriu. Lc 6:12,13 "E aconteceu que naqueles dias subiu ao monte a orar, e passou a noite em oração a Deus. E, quando já era dia, chamou a si os seus discípulos, e escolheu doze deles, a quem também deu o nome de apóstolos." 31 Ou seja, antes de tomar decisões difíceis, Jesus orava... Lc 5:15,16 "A sua fama, porém, se propagava ainda mais, e ajuntava-se muita gente para o ouvir e para ser por ele curada das suas enfermidades. Ele, porém, retirava-se para os desertos, e ali orava." Quanto mais fama Jesus tinha, mais ele orava... Interessante é ver que os homens fazem diferente... À medida que Deus os abençoa, menos eles oram... Oração = conhecimento de uma necessidade, reverência, adoração, confissão, baseada nas promessas. A oração alarga a visão, muda a nossa perspectiva, nos alimenta, nos introduz na presença de Deus. A oração nos ajuda a colocar nossa vida na perspectiva de Deus e nos prepara para a resposta. Auto-suficientes não oram, apenas falam consigo mesmos. Se Jesus precisou orar, e nós? Será que também precisamos? Ele nos mandou orar: Mt 6:9 "Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome." A oração e a Palavra são elementos essenciais para a santificação: 1 Tm 4:5 "porque, pela palavra de Deus e pela oração, é santificada." 4.2 .Conhecimento das Escrituras Jesus familiarizou-se com as escrituras na sinagoga desde pequeno, aos 12 anos ele já conversava com os mestres acerca da palavra de Deus: Lc 2:46,47 "E aconteceu que, passados três dias, o acharam no templo, assentado no meio dos doutores, ouvindo-os, e interrogando-os. E todos os que o ouviam admiravam a sua inteligência e respostas." Depois da ressurreição, passou o dia explicando as escrituras Lc 24.25-27 "E ele lhes disse: Ó néscios, e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras." Mt 4:1-11 “A palavra o fortaleceu e o preparou contra a tentação. Na hora da tentação, usou a Palavra: “Está escrito”... Portanto, se fortaleça com a palavra de Deus.” 32 Sl 119:9,11 "Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra. Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti. Sl 40:8 "Deleito-me em fazer a tua vontade, ó Deus meu; sim, a tua lei está dentro do meu coração." Sl 1: 6-13 "Propondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro de Jesus Cristo, criado com as palavras da fé e boa doutrina que tens seguido. Persiste em ler, exortar e ensinar, até que eu vá." Não quer cair mais no pecado? Não quer mais fazer aquilo que desagrada a Deus em sua vida? Quer parar de sofrer as consequências do pecado? Leia e pratique a Bíblia diariamente! 4.3. Jejum Todos os cristãos devem jejuar: Mt 6.16-18; 9.14,15 O jejum deve ser acompanhado de uma atitude interior e não exterior. O Jejum pode ser individual ou coletivo. O jejum pode ser parcial ou total. Não deve ser feito para engrandecer-se ou mostrar espiritualidade, e sim, para se aproximar de Deus, estando mais sensível à sua voz. 4.4 Participação no Culto público Lc 4:16 "E, chegando a Nazaré, onde fora criado, entrou num dia de sábado, segundo o seu costume, na sinagoga e levantou-se para ler." Jesus tinha o costume de ir a sinagoga. A liturgia da sinagoga não poderia comparar-se com a do céu.O que Ele poderia obter de um rabino que ele não o fizesse em sua meditação e oração ? Mas o culto é para dar, não receber. No culto oferecemos a Deus nossa adoração e aos outros nossos dons e ministérios No culto Jesus curou, libertou e ensinou. Hoje também podemos compartilhar nossos dons, o que Deus nos deu. Na igreja, “meu Pai” vira “nosso Pai”. A Bíblia recomenda: Hb 10.25 "não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns; antes, admoestando-nos uns aos outros." É na congregação que podemos cumprir os mandamentos de Deus em: 33 Amar uns aos outros - Jo 13.34; Preferir em honra uns aos outros - Rm 12.10; Receber uns aos outros - Rm 15.7; Saudar com ósculo uns aos outros - Rm 16.16; Servir uns aos outros - Gl 5.13; Suportar uns aos outros - Ef 4.2; Perdoar uns aos outros - Ef 4.32; Ensinar uns aos outros - Cl 3.16; Consolar uns aos outros - 1 Ts 4.18; Edificar uns aos outros - 1 Ts 5.11. Podemos ler a Bíblia diariamente, estudá-la, memorizá-la, meditar em seus mandamentos e aplicá-los à nossa vida, no entanto, sempre será necessário estarmos na casa de Deus, junto aos nossos irmãos. Lc 2:36,37 " E estava ali a profetisa Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Esta era já avançada em idade, e tinha vivido com o marido sete anos, desde a sua virgindade; E era viúva, de quase oitenta e quatro anos, e não se afastava do templo, servindo a Deus em jejuns e orações, de noite e de dia." 4.5 Vida de Obediência Fl 2:5-11 Hb 5:8,9 Por meio da obediência, colocamos nossa vontade submissa à vontade de Deus e atacamos assim a raiz da tentação. A obediência a Deus nos torna mais fortes contra o pecado. Lc 2:51 - Jesus obedecia aos seus pais Mt 26:42 - Jesus obedecia a Deus Quem é obediente nas pequenas coisas, é obediente em tudo. A Bíblia nos manda obedecer: Ef 6:1 Cl 3:20 - Filhos aos pais Ef 6:5,6 / Cl 3:22 / Tt 2:9,10 - Empregados aos patrões Hb 13:17 - Crentes aos pastores Tt 3:1 / Rm 13:1,2 - Às autoridades Rm 13:1-4 Quem não se submete às autoridades, desobedece a Deus. 34 4.6 .Contemplação Sl 19:1-4 Davi adorava a Deus contemplando as obras grandiosas de Deus sobre a face da terra. É necessário observarmos diariamente as obras de Deus e então, adorá-lo por aquilo que Ele é! Seja olhando para o céu, contemplando a imensidão do universo, seja observando as aves do céu, todos os animais, as flores, as fontes das águas... Esta é também uma disciplina tão fundamental quanto as outras, principalmente em nossos dias, onde muitos correm tanto atrás do seu "sucesso", esquecendo-se de olhar ao seu redor e se lembrar que existe um Deus tão grandioso e majestoso, que criou todas as coisas! Mt 6:26-30 Oração - Palavra - Jejum - Culto Público – Contemplação Conclusão Portanto, tenha uma vida disciplinada à luz da palavra de Deus, assim você viverá em paz, assim você terá a direção de Deus para prosseguir corretamente, além de conhecer a vontade de Dele para a sua vida através da sua palavra. Deus te abençoe. 35 Módulo Princípios 36 Um Caráter Aprovado Como torna-se apto para toda boa obra Para entendermos melhor sobre o caráter primeiramente devemos entender o seu conceito: “Caráter é um conjunto de características e traços relativos à maneira de agir e de reagir de um indivíduo ou de um grupo. É um feitio moral. É a firmeza e coerência de atitudes.” Quando falamos de caráter estamos dizendo sobre os fatores internos que contribuem para uma tomada de ação. Que tipo de fatores são estes ? como foi conceituado, é a consciência moral de cada individuo e os seus valores. Uma pessoa conhecida como "sem caráter" ou "mau caráter", geralmente é qualificada como desonesta, pois não apresenta firmeza de princípios ou de moral. Por outro lado, uma pessoa "de caráter" é alguém com formação moral sólida e incontestável. O caráter quando é forte, não se deixa levar por alguma proposta de uma via mais fácil para a realização de algo. Mesmo se naquele momentoparece ser o melhor caminho a seguir, é o caráter que vai determinar a escolha do indivíduo. Porém, a humanidade em si mesmo não tem a capacidade de gerar escolhas que agradam a Deus, pois não há nenhum justo. A própria palavra diz que o homem não deseja Deus e que faça o bem. “Como está escrito: Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda;Não há ninguém que busque a Deus. Todos se extraviaram, e juntamente se fizeram inúteis.Não há quem faça o bem, não há nem um só.” - Romanos 3:10-12 O motivo deste versículo é o fato de como pecado alterou toda estrutura humana. Ela destruiu com toda a moralidade humana de fazer o bem ou até mesmo buscar a Deus. A natureza do homem se conrrompeu, o tornando totalmente depravado, isso começou em Gênises através do pecado original de Adão e Eva. 37 O pecado original e a depravação total da humanidade 1.1 O homem foi criado puro O homem é uma criação de Deus. A Bíblia apresenta claramente o processo pelo qual a humanidade foi formada, por um ato imediato de Deus, e não por um processo evolutivo aleatório. A condição original do homem não é de impiedade, mas de pureza e retidão, santidade e justiç, tendo sido formado a imagem do seu criado. Quando Deus fez o homem ele não o fez depravado, nem predeterimado a cair na tentação, mas foi o p´roprio homem que deixou o seu estado de integridade distanciou- se de Deus, por um ato de voluntário de rebelião. Salmos 8:4-5 diz a respeito da criação do homem formado e indicando o seu estado original. “Que é o homem mortal para que te lembres dele? e o filho do homem, para que o visites? Pois pouco menor o fizeste do que os anjos, e de glória e de honra o coroaste.” – Salmos 8:4-5 Porém, em Hebreus capitulo 2:8 deixa claro a condição inicial que foi perdida: “Tu o fizeste um pouco menor do que os anjos,De glória e de honra o coroaste,E o constituíste sobre as obras de tuas mãos;Todas as coisas lhe sujeitaste debaixo dos pés.Ora, visto que lhe sujeitou todas as coisas, nada deixou que lhe não esteja sujeito. Mas agora ainda não vemos que todas as coisas lhe estejam sujeitas”. Hebreus 2:7-8 O Criador formou-nos em um estado excelente, mas agora ( desde quando homem pecou) esta condição foi mudada, pois o homem não atendeu ao próprosito para o qual ele foi formado. 1.2 A Queda da Humanidade Ainda que o homem tenha sido criado em santidade, havia elementos que tornavam o pecado uma possibilidade real para o homem , pois ele era um 38 agente moral livre ( capaz de tomar decisões morais, de escolher a obediência ou a desobediência à lei divina), sua vontade não era onipotente, portanto era propensa à mudança, ele tinha os desejos físicos, que “embora lícitos em si mesmos, poderiam ser ocasião para o pecado” ( se não fossem submetidos ao controle do Espirito). O Ser humano foi enganado pelos argumentos do tentador, que o incitou a dúvidar da palavra de Deus. A partir desta dúvida, Eva decidiu atender aos seus próprios desejos – de satisfazer a sua vontade , de conhecimento de ser como Deus. A consequência imediata da transgressão humana foi a sua alienação de Deus, pois ao afastar-se de Deus se tornou escravo de Satanás e a perda da graça divina. Romanos 6:16 “Não sabem que, quando vocês se oferecem a alguém para lhe obedecer como escravos, tornam-se escravos daquele a quem obedecem: escravos do pecado que leva à morte, ou da obediência que leva à justiça?” Portanto, isto causou a morte Espiritual, com a consequente degradação moral e a morte física. Sendo, assim o pecado passa a ser uma realidade na vida humana, tanto como um ato assim como um estado ou condição. A morte espiritual é o principal aspecto, que leva aos demais, pela a perda da comunhão com Deus, fonte de vida temporal e eterna. Ao perder a comunhão com o Espirito Santo, o homem perdeu a justiça e a santidade originais. Romanos 5:12, 18-19, o homem perdeu o acesso a arvore da vida, fonte permanente da renovação orgânica, e e permanecendo neste estado, sofrerá a punição final, a morte eterna. O mal natural é, pois, uma consequência do mal moiral. 39 1.3 O homem em total depravação A caracterização da depravação humana como “total” significa, em primeiro lugar , que ela atinge todos os homens. A humanidad inteira está debaixo da condenação e da escravidão do pecado. O testemunho da Palavra de Deus é abudante sobre este fato, da universalidade da iniquidade, de que todos os homens estão debaixo da desobediência. Ela afirma que “não há quem faça o bem”, “ não há justos sobre a terra” e que todos nós somos como o imundo. Referências: Salmos 14.1-3, Ec 7.20, Romanos 3:10, Isaias 64.6, Romanos 3.23, Tiago 3.2. A inclinação pecaminosa foi passado de Adão para todos os seus descendentes – Romanos 5:12. 1.4 A queda e a imagem de Deus no homem A imagem de Deus no homem não foi destruída pelo o pecado, mas ficou seriamente afetada e maculada. Mesmo o pecado entrando Deus preservou a sua imagem no homem e isso se dá por meio da graça divina. A compreensão do homem decaído está confusa, invertendo seus valores. A vontade do homem foi corrompida por paixões malignas, como raiva, medo e vergonha etc. O aspecto moral da imagem de Deus no homem foi o mais afetado pelo o pecado, posto que é esta imagem divina que capacita o homem a usar de maneira adequada os poderes com os quais foi dotado na sua criação. João Wesley em sua teologia pregava que o homem em pecado perdeu por inteiro a imagem moral de Deus, trazendo agora, sobre si a imagem do diabo, em orgulho,malícia e todas as outras disposições diábolicas. A transgressão do homem o alienou do Deus Santo, de sorte que a imagem moral de Deus está terrívelmente distorcida ou mesmo aniquilada. 40 A restauração do caráter do homem Embora a imagem moral de Deus tenha sido quase erradicada pelo pecado de Adão, através dos méritos e do poder de Jesus, ela pode ser renovada. O homem pode permanecer com a imagem moral de Deus em seu caráter, pois Jesus a dará. A menos que imagem moral [renovada] de Deus seja vista no homem, ele nunca poderá entrar na cidade de Deus como vencedor. Sendo assim, Cristo por meio da obra da cruz nos deu a condição de termos a nossa imagem e semelhança restaurada. Isso significa em que o nosso caráter antes preso pelo o pecado, agora pode ser liberto para desfrutar de um relacionamento com Deus que não só nos perdoa, mas imputa em nós a sua justiça e nos comunica os seus atributos por meio do Espirito Santo. A nova natureza não é produto de alguma virtude moral inerente a os seres humanos, requerendo simplesmente ser desenvolvidas. Nem é está nova natureza o produto do desejo ou resolução de fazer o que é correto, a concordância mental com certas doutrinas, nem uma tristeza por males praticados. O novo nascimento significa ser criado novamente, à semelhança de Cristo. 2.1 O que representa para o homem ter a imagem restaurada e como será o estilo de vida do homem renovado em Cristo? Cristo é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda criação’ (Cl. 1:15, compare com 2 Cor. 4:4). Quando viemos a Cristo fomos transformados, criados em Cristo Jesus para boas obras” (Ef. 2:10). É essencial considerar como foi elaborado o desenvolvimento do plano da salvação, restaurar em nós a imagem de Deus. A Bíblia, pelo conceito da imagem de Deus, descreve as características que desenvolveremos ao ser esta imagem restaurada. (Gl. 5:22- 26; 2 Pd. 1:5-7) Quando aceitamos a justiça de Cristo como nossa própria, somos reconciliados com Deus, e sua imagem em nós é restaurada. Essa restauração e reconciliação envolve uma mudança da natureza, através da habitação do Espírito Santo. Como Jesus disse a Nicodemos, “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino Deus” - João 3: 3. 41 O apostolo Paulo é ainda mais dramático:“E, assim, se alguém está em Cristo, é nova criatura; as coisas antigas já passaram; eis que se fizeram novas” - 2 Cor. 5:17. O novo testamento nos mostra a realidade do novo nascimento, de ser novas criaturas em Cristo - Ver Gl. 5:17-26. A realidade de ser nova criatura em Cristo é evidente na vida dos doze discípulos de Cristo. Em diversas ocasiões, Pedro agiu de modo orgulhoso e autoconfiante (Mat. 16:22; 14:28-30; 26:33- 34). E João foi apelidado de filho do trovão (mar.3:17). Mas quando o Espírito Santo viveu em seu coração, eles se tornaram novas criaturas. João se tornou o apóstolo do amor (João 19:26; 20:2; 21:7-20). E Pedro se tornou o apóstolo da humildade (João 21:15-19). É o pecado que nos obscurece o espírito e tira as percepções. Ao ser o pecado expulso de nosso coração, a luz do conhecimento da glória de Deus na face de Jesus Cristo, iluminando Sua palavra e refletida na face da Natureza, declará- Lo-á, cada vez mais plenamente: “misericordioso e piedoso, tardio em iras e grande em beneficência e verdade”- Êxodo 34:6.” 2.2 A ação do Espirito Santo na mudança do Caráter do homem. “E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não crêem em mim; Da justiça, porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; E do juízo, porque já o príncipe deste mundo está julgado. Ainda tenho muito que vos dizer, mas vós não o podeis suportar agora. Mas, quando vier aquele Espírito de verdade, ele vos guiará em toda a verdade; porque não falará de si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará o que há de vir.” João 16:8-13 A ação do Espírito Santo, é de nos guiar em toda verdade, e nos fazer capacitados a tomar decisões acertivas nos moldando mais parecidos com Cristo. Por isso, por meio do Espirito Santo ele nos concede o seu fruto para que sejamos totalmente mudados. Galatas 5:22 “Mas o fruto do Espírito é: amor, gozo, paz, longanimidade, benignidade,bondade,fé,mansidão,temperança.” 42 A provação que refina o caráter. “ Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, porque sabemos que a tribulação produz perseverança;a perseverança, um caráter aprovado;e o caráter aprovado, esperança.E a esperança não nos decepciona, porque Deus derramou seu amor em nossos corações, por meio do Espírito Santo que ele nos concedeu”. - Romanos 5:3-5 Na maioria dos momentos em que passamos por tribulações alguns grupos de pessoas podem tedenciar o pensamento a imaginar que é uma ação demoniaca. Porém a provação faz parte da pedagogia de Deus. Agora porque a nossa vida é provada ? Muitas vezes a nossa fé é provada para que nós sejamos refinados, para que tenhamos uma fé mais firme e um coração mais voltado para Deus. O Pai não nos prova para ver a nossa falha, para que sejamos humilhados ou algo do tipo. Quando somos provados, temos a oportunidade de crescer diante de Deus. Pedro sabia disso e escreveu o seguinte: “Para que a prova da vossa fé, muito mais preciosa do que o ouro que perece e é provado pelo fogo, se ache em louvor, e honra, e glória, na revelação de Jesus Cristo;” - 1 Pedro 1:7. Por isso, quando a nossa fé for provada, saiba que você está sendo moldado para se parecer cada dia mais com Cristo, pois Deus tem o desejo de te fazer Santo e em santidade ninguém verá o Senhor – Hebreus 12:14. Existe uma recomendação de paulo a timoteo sobre ele se manter aprovado diante de Deus e firme na palavra. “Procure apresentar-se a Deus aprovado, como obreiro que não tem do que se envergonhar e que maneja corretamente a palavra da verdade”. 2 Timóteo:15. Deus quer você limpo para subir ao seu Santo monte e permanecer lá ! “Quem subirá ao monte do Senhor, ou quem estará no seu lugar santo? Aquele que é limpo de mãos e puro de coração, que não entrega a sua alma à vaidade, nem jura enganosamente”.Salmos 24:3-4 43 Um coração puro e de mãos limpas Deus espera por uma noiva gloriosa para o seu casamento. “E para apresentá-la a si mesmo como Igreja gloriosa, sem mancha nem ruga ou qualquer outra imperfeição, mas santa e inculpável” – Efésios 5:27 Sendo assim, a maior obra em que podemos apresentar diante de Deus é o quanto buscamos em ser Santos. Pois, a Santidade é a evidência mais clara de uma fé ativa. Não há como esconder do Senhor as nossas intenções e desejos: “Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me, e conhece os meus pensamentos.E vê se há em mim algum caminho mau, e guia-me pelo caminho eterno.” - Salmos 139:23:24 Deus exige de nós os dos frutos dos nossos arrependimentos, essa é a evidência que demonstra que estamos inchertados na videira. No livro de Romanos capitulo 1:23-27 vai dizer que os homens foram entregues aos seus próprios desejos. Não há nada encoberto diante de Deus. Por isso, te convido a se apresentar perante ao trono da graça – Hebreus 4:16 em tempo oportuno para que não seja tarde. Seja cheio do Espirito Santo e tenha um caráter aprovado ! 44 Os Atributos de Deus Como eu vejo Deus altera a forma como eu me vejo Certa vez Jesus perguntou ao seus discipulos “ Quem a multidão dizia quem Ele eu sou ?. Alguns diziam que Ele era Alguns dizem que és João Batista; outros, Elias; e, ainda outros, que és um dos profetas do passado que ressuscitou". – Lucas 9:19 Cristo perguntou também ao seus discipulos: "E vocês, o que dizem? ", perguntou. "Quem vocês dizem que eu sou? " Pedro respondeu: "O Cristo de Deus". Lucas 9:20 A resposta de Jesus a Pedro: Respondeu Jesus: "Feliz é você, Simão, filho de Jonas! Porque isto não foi revelado a você por carne ou sangue, mas por meu Pai que está nos céus.E eu digo que você é Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do Hades não poderão vencê-la. – Mateus 16:17-18 A formação de qualquer identidade, encontra-se na revelação de quem é Deus. Não há construção de um caráter transformado se não nos espelharmos em em Cristo. Pedro teve uma revelação de quem era Cristo e a partir desta revelação ele encontrou com o seu propósito. A forma como enchergamos Deus afeta a nossa forma de viver. A cognoscibilidade de Deus O quanto de Deus podemos conhecer ? Se pretendemos conhecer a Deus, antes é necessário que ele se revele a nós. Paulo diz que o que podemos conhecer sobre Deus está claro às pessoas “ porque Deus lhes manifestou” – Romanos 1:19. A criação natural revela Deus porque Ele mesmo decide revelar-se assim. 45 Quando falamos do conhecimento pessoal de Deus, que vem pela salvação, essa idéia fica ainda mais explícita. Disse Jesus:”Ninguém conhece o Filho, senão o pai; ninguém conhece o Pai, senão o filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar” – Mateus 11:27. Esse tipo de conhecimento de Deus não se encontra por esforços humanos, pois o mundo não conheceu a sua própria sabedoria 1 Corintios 1.21. 1.1 Jamais poderemos compreender plenamente a Deus Como Deus é infinito, e nós seres finitos e limitados, jamais poderemos compreender plenamente a Deus. Nesse sentido, podemos dizer que Deus não pode ser plenamente compreendido. Porém, precisamos distinguir que isso não significa que ele não pode ser compreendido, isto não é verdade, o fato é que Deus não pode ser compreendido de forma plena ou exaustivamente. (Salmos 145-3;Salmos 147-5,Salmos 139-6, 1Corintios 2.10-12). 1.2 Podemos, porém, conhecer a Deus de modo verdadeiro Embora não possamos conhecer exaustivamente a Deus podemos conhecer coisas verdadeiras sobre ele. De fato, tudo o que as Escriturs nos falam sobre Deus é verdadeiro. É verdade dizer que Deus é amor (1 João4:8), que Deus é luz (1João 1.5), que Deus é espirito (João 4:24), que Deus é justo ou reto (Romanos 3.26) e assim por diante. Porém, dizer isso não implica e nem exige que saibamos tudo sobre Deus, ou sobre seu amor,ou sobre sua justiça ou sobre qualquer outro atributos. O Caráterde Deus: O que são os atributos de Deus? Antes de falarmos quais são os atributos de Deus, precisamos entender que a teologia, para facilitar a compreensão desse assunto, divide os atributos de Deus em duas categorias: atributos incomunicáveis e atributos comunicáveis. Os atributos incomunicáveis, também chamados de atributos não-relacionados, são aqueles que Deus não compartilha com nenhuma criatura, ou seja, são atributos exclusivos dele e Ele não os comunicou a mais ninguém. Os atributos comunicáveis são aqueles que Deus compartilha, pelo menos em certa medida, com o homem. Os atributos comunicáveis foram impressos na 46 criação da humanidade, e basicamente por isso o homem foi feito à imagem e semelhança de Deus, isto é, porque Deus comunicou a ele alguns de seus atributos, e por portar tais atributos, o homem se parece com Deus em alguns aspectos. A seguir, conheceremos quais são os atributos de Deus, e entenderemos, mesmo de forma bastante resumida e limitada, uma noção básica de cada um deles. 1.3 Os atributos incomunicáveis 1- Asseidade: significa que Deus é auto-existente, e não necessita de nada nem ninguém para continuar a existir, ou seja, Ele não depende de ninguém fora de si mesmo para ser o que é. Obviamente a asseidade de Deus está diretamente ligada a sua eternidade (Sl 90:1,2). 2- Eternidade: significa que Deus sempre existiu, Ele não foi criado por ninguém e está acima de qualquer limitação de tempo (Gn 21:33; Sl 90:1,2). Ele não tem começo nem fim, e existe sem sucessão de momentos, ou seja, para Ele não existe passado, presente e futuro, pois seu presente é sempre a própria eternidade. 3- Unidade: significa que Deus é um e que todos os atributos dele estão inclusos em seu ser o tempo todo. A doutrina da Trindade não contradiz esse principio, pois as três Pessoas distintas formam um único Deus, ou seja, sua essência é indivisível (Dt 6:4; Ef 4:6; 1Co 8:6; 1Tm 2:5). 4- Imutabilidade: significa que Deus não muda jamais, ou seja, tanto Seu ser como Suas perfeições não sofrem qualquer alteração, e Ele não muda, de forma alguma, os Seus propósitos e promessas (Tg 1:17). Aqui é importante entender que qualquer tipo de alteração que as Escrituras pareçam sugerir é apenas figuras de linguagem para que nós, humanos, possamos compreender de forma mais didática o relacionamento dele conosco. 5- Infinitude: significa que Deus é infinito em seu ser e não sofre qualquer tipo de limitação. O tempo e o espaço não podem limitá-lo (1Rs 8:27; At 17:24-28). Talvez a qualidade da infinitude seja um dos atributos de Deus que apresenta mais dificuldade de compreensão por parte dos homens. Geralmente os estudiosos entendem que a infinitude de Deus também aparece revelada através de outros atributos, como a onipresença, onisciência, onipotência e a eternidade. 47 6- Onipresença: significa que Deus não é limitado de nenhuma forma pelo espaço. Sua presença é infinita, de modo que Ele está presente em toda parte com toda plenitude do Seu ser (Sl 139). Saiba mais o que é a onipresença de Deus. 7- Onipotência: significa que Deus possui todo poder, isto é, seu poder é infinito e ilimitado. Deus é soberano e capaz de cumprir todos os Seus propósitos (2Co 6:18; Ap 1:8). Saiba mais o que é a onipotência de Deus. 8- Onisciência: significa que Deus conhece todas as coisas de modo completo e absoluto. Seu conhecimento é infinito e não está sujeito a qualquer limitação. Ele não precisa pedir nenhuma informação, bem como nunca possui dúvidas (Sl 139; 147:4). Saiba mais sobre a onisciência de Deus. 9- Soberania: significa que Deus controla todas as coisas, pois Ele próprio é soberano e supremo sobre tudo e todos. Ele é quem governa o universo e conduz a História segundo os seus propósitos eternos. Também é importante saber que a soberania de Deus não anula a responsabilidade humana, e nem a responsabilidade humana descaracteriza as ações soberanas de Deus (Fp 2:12,13). 1.4 Os atributos comunicáveis 01- Amor: a Bíblia declara explicitamente que “Deus é amor” (1Jo 4:8). O amor, como um dos atributos de Deus, deve ser entendido, sobretudo, pelo aspecto do que os escritores do Novo Testamento chamaram de “amor ágape“, isto é, um amor profundo e incondicional, que ao mesmo tempo em que revela grande afeição, também revela cuidado, zelo, correção e abnegação. O apóstolo Paulo escreveu que o amor de Deus é derramado no coração dos cristãos genuínos (Rm 5:5). Certamente a maior manifestação do amor de Deus foi enviar Jesus, seu Filho, para morrer por pecadores. Esse ato imerecido é designado como graça (Ef 2:4-8). Aqui mais uma vez vale ressaltar que o atributo do amor não anula os atributos da santidade, justiça e retidão. A própria obra de Cristo no Calvário deixa isso muito bem claro, pois se por um lado vemos seu infinito amor ao enviar seu próprio Filho, por outro vemos que esse ato serviu para satisfazer a sua justiça e santidade. Se Ele fosse mais amor do que justiça, santidade e retidão, Ele poderia ter perdoado os pecadores sem precisar sacrificar seu próprio Filho. Logo, não existe qualquer base bíblica ou fundamentação lógica para dizer que os demais atributos de Deus estão sujeitos e subordinados ao seu atributo do 48 amor, resultando, como já foi dito, na heresia do universalismo, ou, em alguns casos, no próprio aniquilacionismo. 02- Bondade: esse atributo está diretamente ligado ao atributo do amor, enfatizando a benevolência de Deus para com suas criaturas. A bondade de Deus também implica na realidade de que tudo o que Ele faz é essencialmente bom e legítimo, mesmo que o homem não compreenda (2Cr 30:18; Sl 86:5; 100:5; 119:68; At 14:17). 03- Misericórdia: a misericórdia é outro atributo que também está ligado ao atributo do amor, e revela a compaixão e piedade Deus para com os miseráveis e angustiados (Ef 2:4,5). Na verdade, além da misericórdia e bondade (citada acima), existem várias outras características de Deus que estão relacionadas ao atributo do amor, como por exemplo, a benevolência, a benignidade e a longanimidade. Através do capítulo 5 da Epístola aos Gálatas, percebemos que muitos dos atributos comunicáveis de Deus são compartilhados com os cristãos através do fruto gerado pelo Espírito Santo. 04- Sabedoria: significa que Deus é infinitamente sábio, de modo que Ele próprio é a fonte da sabedoria. O profeta Daniel entendeu isso ao dizer que “dele são a sabedoria e a força” (Dn 2:20; cf. Jó 12:13; Jó 36:5; Sl 147:5; Is 40:28; Rm 11:33). Além disso, devemos entender que a sabedoria de Deus é completamente superior à sabedoria dos homens (Is 55:8; cf. Jó 28:12-28; Jr 51:15-17). 05- Justiça: significa que Deus é plenamente justo e perfeito em sua retidão. Não há injustiça em Deus, e dele não provém nenhum tipo de desigualdade. Ele sempre é correto, e seus juízos são perfeitos (Sl 11:7; Dn 9:7; At 17:31). Muitos estudiosos também detalham o atributo da justiça em outras características específicas, como a retidão e a equidade. 06- Santidade: significa que Deus é completamente separado do pecado, e totalmente comprometido com sua honra. Ele nunca está relacionado a qualquer coisa impura ou qualquer comportamento indigno (Is 40:25; Hc 1:12; Jo 17:11; Ap 4:8). O atributo da santidade em Deus exige que os pecadores estejam separados dele, a menos que estes sejam justificados pelos méritos de Cristo, sendo feitos nele santo. 07- Veracidade: significa que Deus, e tudo o que provém dele, é necessariamente verdadeiro, infalível e absolutamente confiável (Hb 10:23), de modo que Ele é o próprio Deus verdadeiro (Jo 17:3). O atributo da veracidade também expressa a fidelidade de Deus, ou seja, tudo o que Ele revelou de si mesmo é genuíno, e por 49 ser fiel, Ele nunca fará nada que afronte a sua própria natureza ou contradiga sua palavra. 08- Liberdade: significa que Deus não precisa de nada nem ninguém para fazer o que quer, ou seja,Ele é completamente livre para executar sua vontade (Mt 11:26; cf. Is 40:13,14) de acordo com a perfeição de sua natureza, ou seja, apesar de ser completamente independente e livre, isso não significa que Ele seja livre para pecar, mentir, deixar de ser Deus ou mesmo morrer, pois trais coisas contrariam seu próprio ser. 09- Paz: esse atributo de Deus nos revela que nele próprio, ou em qualquer uma de suas ações, não há nenhum tipo confusão ou desordem. Gideão entendeu essa qualidade de Deus quando declarou “O Senhor é paz” (Jz 6:24). Conclusão Essa lista de atributos de Deus não deve ser entendida como uma lista exaustiva, já que se trata de um estudo limitado pela nossa compreensão do ser de Deus, bem como não deve ser considerada uma lista padrão, pois há muitas listas sobre os atributos de Deus, algumas mais completas e detalhadas e outras mais diretas e objetivas. Infelizmente muita gente que se intitula cristão e não conhece os atributos de Deus acaba criando para si a visão de um tipo de deus que nada tem a ver com o verdadeiro Deus. Que possamos nos atentar para o conselho do nosso Senhor através do profeta Jeremias, e entender que o nosso maior motivo de orgulho deve ser o de conhecê-lo e compreender os seus atributos (Jr 9:23,24). Sem dúvida, mesmo diante de nossas limitações, estudar sobre quais são os atributos de Deus é algo maravilhoso que nos leva a admirar sua majestade, magnificência e grandiosidade. 50 Metanóia O princípio da mudança de mente Quando entregamos a nossa vida a cristo, precisamos nos manter firmes nesta caminhada. Para isso, é preciso que venhamos nutrir a vida através das disciplinas espirituais e na constância renovação de nossas mentes. O que é a Metanóia ? Metanóia (Gr. μετανοία) “mudança de opinião”, “arrependimento”, “conversão” Meta “além”,Nous (Intelecto, pensamento), assim metanóia é equivalente a uma mudança de pensamento/opinião. A mudança de opinião inclui o reconhecimento de que a opinião anterior estava equivocada. Uma pessoa/sociedade é moldada pelos aspectos da cultura onde ela está inserida, tais como: valores, normas, crenças, costumes, hábitos, educação, artes, entre outros. Paulo escreve aos Romanos no Cap12 vers 2. E não sede conformados (não se amolde) com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso entendimento (mente), para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita vontade de Deus. Paulo nos confronta a não sermos moldados com a cultura desse mundo, mas sim transformados pela renovação de nossa mente. A conversão proposta por Cristo é de retirar toda a influência (molde) do reino das trevas da mente, enxergar uma nova perspectiva e através do Espirito Santo sermos direcionados e movidos por uma nova cultura. Quando estamos em Cristo nova criatura somos e tudo se faz novo, aquilo que está a minha volta não é alterado por eu estar em Cristo, mas a minha mente totalmente renovada e submetida a Cristo me faz enxergar novas possibilidades mesmo que ainda dentro da mesma realidade. Devemos analisar e compreender que o conceito de conversão que o Novo Testamento emprega, se utilizando da palavra Metanóia, demonstra uma maior preocupação em evidenciar uma mudança intelectual/pensamento, que faz a pessoa aprender a pensar agora a partir de sua fé e não mais segundo a cultura que ela estava inserida. A conversão daquele que é discípulo de Jesus deve resumir-se a uma entrega a Deus de todo o coração, alma, mente, sentimentos e vontades. Entregar-se totalmente significa conversão plena a Deus. O novo nascimento não está ligado a uma ação física/natural, mas antes a uma mudança de pensamento acerca das 51 coisas do reino, é como um novo entendimento sobre aquilo que já conhecemos. Observando o que Jesus falou para Nicodemos, que era necessário nascer de novo para ver o reino de Deus, vemos que ele apesar de ser um mestre em Israel, um Fariseu respeitado, não compreende a colocação de Jesus e o questiona como poderia tornar ao ventre de sua mãe e nascer de novo. Nicodemos não entende que muito além de qualquer mudança exterior, tal como nascer novamente, sua mente deveria passar por um processo total de conversão (metanóia), uma mudança de opinião acerca de tudo o que ele já havia aprendido, pois quando renovamos a nossa mente criamos um filtro através do qual, a partir daquele momento, tudo o que pensamos ou produzimos passa por ele. Somente assim ele poderia compreender e ver o reino de Deus. 1.1 Paulo e a metanóia De todos os conceitos que Paulo usa para falar de conversão, nenhum é mais inspirador que o da “Nova Criação” em que ele faz menção a reconciliação quase como essência da conversão. 2 Coríntios 5:17-28 “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. E tudo isto provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o ministério da reconciliação”; Na concepção de Paulo a conversão era como um novo nascimento, no qual o velho homem seria deixado completamente para trás e um novo homem nasceria com responsabilidades e serviços ao Reino de Cristo. Paulo considera a transformação em sua vida a parte mais importante de sua experiência e entendia que ser um exemplo da graça transformadora de cristo era parte integrante da sua missão apostólica. A conversão de Paulo é como “processo pelo qual quem luta com um sentimento de culpa e inferioridade torna-se alguém consciente de estar correto e integrado em consequência de ter conseguido compreender melhor as realidades religiosas”. A experiência de Paulo na estrada de Damasco é um grande exemplo de conversão. Um Judeu farisaico sente profunda mudança quando lhe é revelado que pode ser justificado pela fé em Jesus e não mais nas leis, Antes era um perseguidor, agora com uma nova mente ele é um anunciador. Quando Paulo teve sua experiência de conversão (metanóia), ele reorientou tão radicalmente sua vida e valores religiosos que acabou por criar um novo padrão de religião, longe da lei que antes servia e totalmente próximo da graça de Cristo. 52 Ele mudou suas opiniões, teve a sua mente formatada pelos princípios do Reino o qual ele aceitou, compreendeu a essência do novo nascimento, entendeu que ele precisava se despir de toda cultura que ele havia adquirido durante toda a sua vida. Despiu-se de todo velho homem e vestiu-se da nova criatura, nova cultura, totalmente baseada nos padrões de Cristo e suas palavra. O modelo de pensamento deste século “Sabe, porém, isto: que nos últimos dias sobrevirão tempos trabalhosos. Porque haverá homens amantes de si mesmos, avarentos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a pais e mães, ingratos, profanos, Sem afeto natural, irreconciliáveis, caluniadores, incontinentes, cruéis, sem amor para com os bons,Traidores, obstinados, orgulhosos, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus,Tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”. - 2 Timóteo 3:1-5 Nesta carta a timóteo, ele é advertido sobre os sinais dos últimos dias. E uma das carateristicas principais quanto a este tempo é sobre os amantes de si mesmo.Talvez, nunca em outro tempo na história temos visto, soluções terapeuticas para uma autoestima elevada. Afinal, todos estão buscando algo que satisfaça os seus próprios desejos. Sendo assim, temos sido a cada dia forçados por este mundo que devemos apenas nos comprometer com aquilo que me faz feliz e que faz o meu bem. Porém este não é o evangelho. Pois o evangelho é negar a si mesmo e tomar a sua cruz e seguir a Cristo. “E dizia a todos: Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome cada dia a sua cruz, e siga-me. Porque, qualquer que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas qualquer que, por amor de mim, perder a sua vida, a salvará”. Lucas 9:23-24 Existe um problema grave na maioria das pessoas aoentregarem a sua vida a Senhor. Porque a maioria delas, querem apenas que Deus seja o seu salvador e não o seu Senhor. Deus somente pode ser o Senhor de alguém, se ele for o único provedor. Um grande teólogo chamad Timoty Keller diz:” O coração do homem é uma fábrica de Idolos”. E essa tem sido a maior verdade deste século, pois aquilo que me faz ansiar e desejar é o que de fato eu amo. 53 Existe um erro e não calcular o preço quando entregamos a nossa vida a Jesus. “Disse-lhe o jovem: Tudo isso tenho guardado desde a minha mocidade; que me falta ainda? Disse-lhe Jesus: Se queres ser perfeito, vai, vende tudo o que tens e dá-o aos pobres, e terás um tesouro no céu; e vem, e segue-me.” Mateus 19:20-21 Deus ele não quer apenas uma parcialidade de entrega. Ele quer o tudo seus desejos, afetos e necessidades – Felipenses 2:7-11 Como manter a mente renovada Não existe um método para manter a mente renovada, mas Deus estabeleceu os príncipios que ele requer de nós. Devemos ser perseverantes nos exercicios da disciplinas espirituais, como já falado. Porém quero ressaltar que não tem como um cristão manter-se vivo sem a leitura e a prática da palavra. A palavra de Deus é a chave para a transformação diária da sua forma de pensar e os seus comportamentos. O Salmista sabia que guardar a palavra no coração era a forma dEle se resguardar de pecar contra Deus. Salmos 119 -11 “Escondi a tua palavra no meu coração, para eu não pecar contra ti.” Não existe cristão divorciado da palavra. Desta forma, é necessário um comprometimento prático e real com a palavra de Deus. “Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido." Josué 1:8 54 Cosmovisão Cristã Cosmovisão é basicamente a forma como nós enxergamos a realidade, o mundo, as pessoas e a sociedade. A forma como nós enxergamos o nosso mundo define como nós vamos nos relacionar com ele, como vamos viver, usar nosso tempo, nossos talentos e habilidades, as escolhas que vamos fazer. Tudo isso é definido por nossa cosmovisão, pela forma como nós percebemos a realidade. Por isso eu creio que é tão importante nós refletirmos sobre isso. Nem sempre nós estamos cientes de que nossas escolhas não são feitas pelas circunstâncias, elas são feitas a partir da forma como nós enxergamos nossa vida. Quando a gente para pra pensar sobre uma cosmovisão cristã, nós estamos falando sobre a forma de ver o mundo sob uma ótica cristã. O que é enxergar o mundo com os olhos de Cristo? Cosmovisão cristã é enxergar o mundo com os olhos de Cristo, perceber a realidade não a partir de uma filosofia niilista, não a partir de uma perspectiva espiritualista, mas perceber o mundo a partir dos olhos de Cristo. Eu queria perguntar pra você: como você enxerga o mundo? Como você observa a natureza, a sociedade, as pessoas, o seu trabalho, os seus estudos, o seu lazer? Tudo isso é importante porque quando nós olhamos para ensino de Cristo nós descobrimos que podemos perceber a realidade com olhos totalmente diferentes. Como enxergar a criação a partir da Cosmovisão Cristã Através de uma Cosmovisão Cristã nós podemos, por exemplo, reconhecer que o mundo que nós vivemos foi criado por Deus, não é fruto do acaso, não é fruto de uma coisa que aconteceu há bilhões de anos, de forma impessoal, mas é fruto da mente de um Criador, alguém que trouxe todas as coisas à existência. É por isso que quando nós enxergamos um passarinho. plantas ou as estrelas, não estamos diante de forças impessoais, estamos diante da criação de Deus, o Criador que trouxe todas as coisas a existência com sabedoria, beleza e propósito. Quando se olha a criação dessa forma, você vai enxergar tudo de outra maneira, porque você vai descobrir que até mesmo uma folha, uma flor, um passarinho que está voando, você vê a realidade de Deus. 55 “Os céus declaram a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos. Um dia faz declaração a outro dia, e uma noite mostra sabedoria a outra noite. Não há linguagem nem fala onde não se ouça a sua voz.” – Salmos 19:1-3 Na criação nós ouvimos a voz de Deus. Nós descobrimos que este mundo tem um propósito. Nós descobrimos que nós temos um propósito. A criação é uma voz tão poderosa de Deus que inclusive nos faz responsáveis moralmente diante de Deus, como afirma o apóstolo Paulo: “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda a impiedade e injustiça dos homens, que detêm a verdade em injustiça.Porquanto o que de Deus se pode conhecer neles se manifesta, porque Deus lho manifestou.” – Romanos 1:18,19 Deus nos criou com um propósito As coisas revelam a glória de Deus e é por isso que nós somos responsáveis, porque nós sabemos que existe um Criador. Nós sabemos que Ele é eterno, poderoso e que ele nos criou com um propósito, o propósito de encontrar Nele perfeita alegria. O propósito de sermos gratos, sermos verdadeiros adoradores. Quando nós nos afastamos desse propósito nós experimentamos as consequências de uma vida distante de Deus. Quando nós olhamos o mundo na perspectiva dos olhos de Cristo, quando nós temos essa Cosmovisão Cristã em relação à natureza, à criação, isso define quem nós somos, o que nós pensamos, nossas escolhas, nossas decisões e nossas prioridades. Estudar cosmovisão é algo muito importante. A verdadeira cosmovisão ela nos é dada a partir do próprio ensino de Jesus, dos apóstolos, profetas nas Escrituras. Estude mais sobre cosmovisão cristã, vamos pensar mais sobre essa realidade porque isso vai nos ajudar a olhar para a nossa vida de uma forma diferente, a perceber que há um sentido, um propósito, uma missão, uma vocação. E que nós podemos experimentar a vontade de Deus, que é boa perfeita e agradável. 56 Módulo Missão, Propósito e Destino 57 Chamado E todos foram chamados Chamado e vocação Ambas provêm do verbo grego “kaleo” que significa “chamar ou convocar”. A Bíblia se reporta a duas naturezas diferentes de Vocação e Chamada: A “Vocação e Chamada Geral”, na qual podemos afirmar que todos os crentes são chamados, ou seja, todos os crentes são vocacionados e a “Vocação e Chamada Específica”, na qual Deus escolhe, a dedo, no tempo e no espaço, pessoas especialmente dotadas para trabalhos e ministérios específicos, na igreja e fora dela. A Chamada e Vocação Geral, é feita independentemente dos dons, talentos, habilidades e preferências de cada um. Todos, sejam quais forem os seus dons e capacidades, têm a mesma e única incumbência. Já, a Chamada e Vocação Específica, aquela que acontece no tempo e no espaço, leva em conta os dons e talentos de cada um, bem como suas tendências, suas preferências, e com eles e elas se harmoniza. A igreja, como agência, por excelência, do reino de Deus, na terra, deve estar atenta a essas duas naturezas de Vocação e Chamada, dando a ambas o mesmo enfoque, com a mesma intensidade, sem jamais privilegiar ou priorizar uma em detrimento da outra. Deus convoca tanto cada crente, membro da igreja, para fazer o trabalho de evangelismo e assistência social, em sua vizinhança (sua Jerusalém), como convoca também crentes devidamente dotados para fazer missões além das fronteiras geográficas, culturais e linguísticas da igreja. Vocação e Chamada Geral, de Israel, no atigo Testamento “Agora, portanto, se ouvirdes atentamente a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis minha propriedade exclusiva dentre todos os povos, porque toda a terra é minha; mas vós sereis para mim reino de sacerdotes e nação santa. Essas são as palavras que falarás aos israelitas.” (Êxodo 19.5,6) “Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou,ó Israel: Não temas, porque eu te salvei. Chamei-te pelo teu nome; tu és meu… Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador… Visto que és 58 precioso aos meus olhos e digno de honra, e porque eu te amo, darei pessoas por ti e os povos pela tua vida… Não temas, porque eu sou contigo… Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, e o meu servo, a quem escolhi,” (Isaías 43.1-10) “Pois, irmãos, não quero que ignoreis que nossos pais estiveram todos debaixo da nuvem, e todos passaram pelo mar. Todos foram batizados em Moisés, na nuvem e no mar.” (1Coríntios 10.1,2) Por essa Chamada e por essa Vocação, toda a nação de Israel, assim como cada israelita, individualmente, participava da aliança que Deus tinha feito com o povo. Por essa aliança, cada judeu tinha a incumbência de testemunhar do Deus vivo e verdadeiro, criador do céu e da terra, às demais nações que os circundavam. A Vocação e Chamada Específica, no Antigo Testamento Abraão: “E o SENHOR disse a Abrão: Sai da tua terra, do meio dos teus parentes e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. E farei de ti uma grande nação, te abençoarei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção.” (Gênesis 12:1-2) Moisés: “Agora, portanto, vai. Eu te enviarei ao faraó, para que tires do Egito o meu povo, os israelitas. Então Moisés disse a Deus: Quem sou eu para ir ao faraó e tirar os israelitas do Egito? Deus lhe respondeu: Certamente eu serei contigo, e isto será um sinal de que eu te enviei: Quando houveres tirado o meu povo do Egito, prestareis culto a Deus neste monte.” (Êxodo 3:10-12) Josué: “Depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, este falou a Josué, filho de Num, auxiliar de Moisés: Meu servo Moisés está morto; prepara-te agora, atravessa este Jordão, tu e todo este povo, para a terra que estou dando aos israelitas. Ninguém poderá te resistir todos os dias da tua vida. Como estive com Moisés, assim estarei contigo; não te deixarei, nem te desampararei. Esforça-te e sê corajoso, porque farás este povo herdar a terra que jurei dar a seus pais.” (Josué 1:1-2, 5-6) Gideão: (Juízes 6.11-16) “Então o anjo do SENHOR veio e sentou-se sob o carvalho que estava em Ofra, que pertencia ao abiezrita Joás; seu filho Gideão estava malhando trigo no tanque de espremer uvas, para escondê-lo dos midianitas” (v.11). “Então o anjo do SENHOR apareceu a Gideão e disse: O SENHOR está contigo, homem valente.” (v.12). “O SENHOR virou-se para ele 59 e lhe disse: Vai nesta tua força e livra Israel das mãos dos midianitas. Não sou eu que estou te enviando?” (v.14) Samuel: “E Eli disse a Samuel: Vai deitar-te, e se ele te chamar, diz: Fala, SENHOR, pois o teu servo ouve. Samuel foi e deitou-se no seu lugar. Depois disso, o SENHOR voltou, permaneceu ali e chamou como das outras vezes: Samuel! Samuel! Então ele respondeu: Fala, porque o teu servo ouve.” (1Samuel 3.9,10) Davi: “Jessé mandou buscá-lo e o apresentou a Samuel. Ele era ruivo, de belos olhos e de boa aparência. Então o SENHOR disse: Levanta-te e unge-o, porque é este mesmo (grifo meu). Então Samuel pegou o vaso de azeite e o ungiu diante de seus irmãos; e, daquele dia em diante, o Espírito do SENHOR se apoderou de Davi. Depois, Samuel se levantou e foi para Ramá.” (1Samuel 16.12,13) Isaías: “Depois disso, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei? Quem irá por nós? Eu disse: Aqui estou eu, envia-me.” (Isaías 6.8) Jeremias: “Antes que eu te formasse no ventre te conheci, e antes que nascesses te consagrei e te designei como profeta às nações. Então eu disse: Ah, SENHOR Deus! Eu não sei falar, pois sou apenas um menino. Mas o SENHOR me respondeu: Não digas: Sou apenas um menino; porque irás a todos a quem eu te enviar e falarás tudo quanto eu te ordenar”. (Jeremias 1.5-7) Daniel, Hananias, Misael e Azarias: “ Então o rei disse a Aspenaz, chefe dos seus oficiais, que trouxesse alguns dos israelitas da família real e dos nobres, jovens sem defeito algum, de boa aparência, dotados de sabedoria, inteligência e instrução, e com capacidade para servir no palácio do rei; e disse-lhe que lhes ensinasse a cultura e a língua dos babilônios. Entre eles se achavam alguns vindos de Judá: Daniel, Hananias, Misael e Azarias. O chefe dos oficiais lhes deu outros nomes: a Daniel, o de Beltessazar; a Hananias, o de Sadraque; a Misael, o de Mesaque; e a Azarias, o de Abednego”. (Daniel 1.3-4, 6-7) Amós: “Amós respondeu a Amazias: Eu não sou profeta, nem seguidor de profeta, mas criador de gado e cultivador de sicômoros. Mas o SENHOR me tirou da criação de gado!O SENHOR me disse: Vai, profetiza ao meu povo Israel.”(Amós: 7: 14,15). 60 A Vocação e Chamada geral da Igreja no Novo Testamento “Mas vós sois geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.” (1Pedro 2.9) “Ele nos salvou e nos chamou com uma santa vocação, não por causa das nossas obras, mas devido ao seu propósito e à graça que nos foi concedida em Cristo Jesus antes dos tempos eternos”. (2Timóteo 1.9) “Vós sois o sal da terra; mas se o sal perder suas qualidades, como restaurá-lo? Para nada mais presta, senão para ser jogado fora e pisado pelos homens.” (Mateus 5.13) “Vós sois a luz do mundo. Não se pode esconder uma cidade situada sobre um monte.” (Mateus 5.14) Por essa Vocação e Chamada Geral, não somente a igreja como um todo, mas cada crente em particular, está devidamente chamado e convocado para dar o testemunho de Cristo, ser o sal da terra e a luz do mundo, e servir ao Senhor segundo os seus dons, onde estiver e para onde for. A Vocação e Chamada Específica no Novo Testamento Pedro, André, Tiago e João: “Andando às margens do mar da Galileia, Jesus viu dois irmãos: Simão, chamado Pedro, e seu irmão André. Eles estavam lançando as redes ao mar, pois eram pescadores. E disse-lhes: Vinde a mim, e eu vos farei pescadores de homens. Imediatamente, eles deixaram as redes e o seguiram. Passando mais adiante, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João. Ambos estavam num barco com seu pai Zebedeu, consertando as redes. E Jesus os chamou. Imediatamente, deixando o barco e seu pai, seguiram- no.” (Mateus 4.18-22) Levi (também chamado Mateus): “Quando ia passando, viu Levi, filho de Alfeu, sentado na coletoria, e disse-lhe: Segue-me. E, levantando-se, Levi, o seguiu.” (Marcos 2.14) Os doze: “ Depois Jesus subiu a um monte e chamou os que ele mesmo quis (grifo meu); e estes foram até ele. Então designou doze para que estivessem com ele, e os enviasse a pregar, e para que tivessem autoridade para expulsar demônios. Estes são os doze que ele designou: Simão, a quem deu o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João, aos quais deu o nome de 61 Boanerges, que significa filhos do trovão; André; Filipe; Bartolomeu; Mateus; Tomé; Tiago, filho de Alfeu; Tadeu; Simão, o cananeu, e Judas Iscariotes, que o traiu.” (Marcos 3.13-19) Paulo: “Quando Deus, porém, que desde o ventre de minha mãe me separou e me chamou pela sua graça, se agradou em revelar seu Filho em mim, para que eu o pregasse entre os gentios, não consultei ninguém. (Gálatas 1.15,16). “Ele me disse: Vai, porque eu te enviarei para longe, aos gentios.” (Atos 22.21) Paulo e Barnabé: “Na igreja em Antioquia havia profetas e mestres: Barnabé, Simeão, chamado Níger, Lúcio de Cirene, Manaém, que havia crescido com o governante Herodes, e Saulo. Enquanto cultuavam o Senhor e jejuavam, o Espírito Santo disse: Separai-me Barnabé e Saulo para a obra para a qual os tenho chamado. Então, depois de jejuar, oraram e lhes impuseram as mãos; e deixaram que partissem.” (Atos 13.1-3) Timóteo: “Dirijo essa orientação a ti, meu filho Timóteo, levando em consideração o que as profecias anunciaram a teu respeito; com base nelas, trava o bom combate” (1Tomóteio1.18) “Não deixes de desenvolver o dom que há em ti, que te foi dado por profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros” (1Timóteo 4.14) Judas (chamado Barsabás) e Silas: “Então pareceu bem aos apóstolos e aos presbíteros, com toda a igreja, escolher homens dentre eles e enviá-los a Antioquia com Paulo e Barnabé. Foram escolhidos Judas, chamado Barsabás, e Silas, homens influentes entre os irmãos.” (Atos 15.22). Vocação e Chamada e sua relação com os Dons Espirituais Na Vocação Geral, como já dissemos, todos os crentes estão incumbidos e comprometidos com o testemunho de Cristo, independentemente dos dons espirituais que tenham recebido do Espírito Santo. Já, na Vocação Específica, há uma harmonia entre o chamado de Deus e os dons espirituais recebidos pela pessoa chamada. Quando a Bíblia preconiza que todos os crentes são vocacionados, ela o faz na base dos dons espirituais que cada um recebe, dons, esses, correspondentes com os ministérios que irão exercer. Essa correspondência entre dom e chamada pode ser constatada facilmente nos exemplos das chamadas específicas já demonstradas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Deus não chama pessoas para determinados ministérios sem que elas tenham os dons correspondentes para exercê-los, nem mesmo sem que 62 elas tenham talentos, aptidões, tendências e até mesmo preferências e “jeito” por tal ministério. A Igreja e a Grande Comissão Que a Grande Comissão foi dada à igreja, é ponto pacífico. Porém, tal qual a chamada geral, a Grande Comissão pressupõe que a igreja é composta por pessoas dotadas. Pessoas que receberam, cada uma delas, os seus dons espirituais através dos quais servir a Deus, tanto quanto pressupõe também o envio de missionários. Em Atos 1.8, por exemplo, “Mas recebereis poder quando o Espírito Santo descer sobre vós; e sereis minhas testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até os confins da terra.”, a parte sobre receber o poder do Espírito Santo e a incumbência de ser testemunha de Jesus Cristo, se aplica a todos, tanto aos que ficam em Jerusalém como aos que vão para a Judéia, Samaria e Confins da Terra. Mas, o deslocamento geográfico, a partir de Jerusalém, ou mesmo da Judéia e Samaria, não tem como se aplicar a todos indistintamente. Não dá para a igreja mandar toda a sua membresia para os confins da terra. Quando a igreja de Antioquia enviou Paulo e Barnabé para os gentios, por exemplo, ela estava cumprindo essa parte da Grande Comissão indo aos “gentios de longe” nas pessoas daqueles dois missionários. Em Mateus 28:19-20 temos, em complementação, a tarefa de “fazer discípulos” tarefa essa expressa nas palavras de Jesus: “ensinando-lhes a obedecer a todas as coisas que vos ordenei;’”. Ora, fazer discípulos implica em dom de ensinar. Se tomarmos 2Timóteo 2.2, a tarefa fica um tanto mais específica, porque o discipulador, ali, está sendo incumbido de ensinar outros que tenham também o dom de ensinar outros, formando, assim, uma cadeia de pessoas com dom de ensino: “O que ouviste de mim, diante de muitas testemunhas, transmite a homens fiéis e aptos para também ensinarem a outros”. As Características Da Vocação e Chamada Específica Nominal: Quando Deus chama uma pessoa para um fim especial, ele costuma chamar sempre pelo nome, de modo inconfundível, e não admite substitutos. Quando Deus chama Abraão, Ló não serve; quando chama Jacó, Esaú não serve; quando chama Moisés, Arão não serve; quando chama Samuel, Eli não serve; quando chama Davi, Saul não serve; quando Deus chamou Barnabé e Saulo, na igreja de Antioquia, mesmo que a igreja fosse procurar outros, dos muitos bons que havia lá, não serviriam. 63 Específica: Quando Deus chama alguém, ele diz por quê. Nem sempre ele diz o lugar, mas o motivo da chamada fica sempre bem claro. Deus chamou Abraão para ser o pai de uma grande nação; chamou Moisés para tirar o povo de Israel da escravidão do Egito; chamou Davi, para ser o rei de Israel, e assim por diante. Soberana: Deus chama quem Ele quer. O esperado, segundo a cultura de Israel, seria Deus chamar Esaú, já que ele era o primogênito, mas Deus chamou Jacó. “…o mais velho servirá ao mais moço”. (Gênesis 25.23c). Quando Jesus subiu ao monte para orar e escolher, em seguida, os seus doze apóstolos, ele chamou, para subirem com ele, os que ele mesmo quis. (Marcos 3.13) Coerente: Coerente com os dons espirituais, com as habilidades pessoais, com a função no corpo de Cristo. “Não deixes de desenvolver o dom que há em ti, que te foi dado por profecia, com a imposição das mãos dos presbíteros” (1Timóteo 4.14) Auto capacitadora: Moisés: (Êxodo 3.10-12; 4.10-12) “… Eu nunca fui bom orador…” (4.10b) “… Respondeu-lhe o SENHOR: Quem fez a boca do homem?…” (4.11a) “… Certamente eu serei contigo… ” (3.12a) Gideão: (Juízes 6.11-16) “Então o anjo do SENHOR apareceu a Gideão e disse: O SENHOR está contigo, homem valente.” (v.12) “… Ah, meu senhor, com que livrarei Israel? A minha família é a mais pobre em Manassés, e eu sou o menor na casa de meu pai.” (v.15). “O SENHOR virou-se para ele e lhe disse: Vai nesta tua força e livra Israel das mãos dos midianitas. Não sou eu que estou te enviando?” (v.14) Jeremias: “Então eu disse: Ah, SENHOR Deus! Eu não sei falar, pois sou apenas um menino. Mas o SENHOR me respondeu: Não digas: Sou apenas um menino; porque irás a todos a quem eu te enviar e falarás tudo quanto eu te ordenar” (Jeremias 1.5-7) Paulo: “Não que sejamos capazes de pensar alguma coisa, como se viesse de nós mesmos, mas a nossa capacidade vem de Deus.” (2Coríntios 3.5) Qual identificar o meu chamado ? Comece se informando a respeito dos dons que a Bíblia lista em várias passagens como Romanos 12.6-8; 1 Coríntios 12.8-10, 28; Efésios 4.11 e 1 Pedro 4.9-11. O objetivo aqui é saber para poder identificar. 64 Uma boa dica é envolver-se com todas as áreas de serviço na igreja que você puder. Isso o ajudará a enxergar possíveis dons que você tem e os que definitivamente você não tem. Em seguida, avalie sua atuação e os resultados (os frutos). Examine-se e desenvolva uma autocrítica saudável. Converse com seus líderes e mentores. Peça que eles o ajudem nessa tarefa de aferir seu chamado ministerial. Por fim, e não menos importante, ore sobre isso. Permita que o Espírito Santo sonde seu coração e suas motivações; e se disponha a obedecê-lo, seja qual for a orientação e o chamado que Ele conferir a você. A última pergunta que vamos considerar nesse texto é “Onde devo exercer meu chamado espiritual?” Seria apenas no contexto da igreja local, suas reuniões públicas e encontros ministeriais? Definitivamente não. Nosso chamado deve ser vivenciado em todo o tempo e todo lugar, seja em casa, no trabalho, na sociedade ou na igreja; amando e servindo todas as pessoas à nossa volta, para a glória de Deus Pai. “Assim brilhe a luz de vocês diante dos homens, para que vejam as suas boas obras e glorifiquem ao Pai de vocês, que está nos céus.” Mateus 5.16 Dons Espirituais e os Dons Ministeriais Dons Espirituais Os dons espirituais são “habilidades” que são dadas por Deus para nós, a igreja. Eles são essenciais para o nosso crescimento individual e também de todo o corpo de Cristo. O apóstolo Paulo fala sobre eles em I Coríntios 12 de modo bem detalhado. É neste capítulo também que vemos quantos dons espirituais existem. Paulo fala sobre 9 dons espirituais que a igreja pode receber. Quais são os 9 dons espirituais? Na carta aos Coríntios nós podemos aprender sobre os 9 dons espirituais que são dados à igreja. Cada um deles com um propósito e um significado diferentes. 65 Os 9 dons espirituais são: Palavra de sabedoria; Palavra de conhecimento; Fé; Dom de cura; Operação de maravilhas; Profecia; Discernimento de espíritos; Variedade de línguas; Interpretação de línguas. Além disso, nós podemos dividiros 9 dons espirituais em 3 grupos: dons de fala, dons revelação e dons de poder — 3 dons para cada um desses grupos: Dons de fala – Profecia – Variedade de línguas – Interpretação de línguas Dons de revelação – Palavra de sabedoria – Palavra de conhecimento – Discernimento de espíritos Dons de poder – Fé – Dom de cura – Operação de maravilhas 66 Porém, é importante lembrar que essa divisão não é algo que encontramos na Bíblia. Isso é apenas uma forma de organizar os dons espirituais para estudarmos e compreendermos melhor para o que eles servem. Vamos ver agora um pouco sobre cada dom e suas funções. Eu coloquei em uma ordem que seja mais fácil para entender como eles funcionam: Palavra de conhecimento É quando você tem uma revelação de alguma coisa que já aconteceu ou está acontecendo. Geralmente, é algo em que você precisa refletir sobre o significado do que foi revelado para você. Isso pode pode acontecer através de um testemunho interior — aquilo que você simplesmente sabe sem ninguém precisar ter falado para você — , visões, sonhos etc. Um bom exemplo disso é em Atos 11:1-18 quando Deus revela a Pedro por meio de uma visão que a salvação e o batismo no Espírito Santo não eram somente para o povo judeu, mas também aos gentios. Palavra de sabedoria Este dom é bem parecido com a palavra de conhecimento, mas está mais ligado ao futuro. Ele é a revelação de algo, seguido de um conselho. Muitas pessoas o confundem com o dom de profecia, pois eram os profetas do antigo testamento que exercitavam este dom. Porém, na verdade, é a palavra de sabedoria o dom que mais se aproxima daquilo que chamamos de “profecia” hoje em dia. Vemos muito na Bíblia, em qualquer situação que Deus revela algo para alguém para que esta pessoa possa aconselhar ou dar um aviso para outra pessoa. Vale ressaltar que esse dom não tem a ver com o conhecimento humano ou sobre ciência. O nome “sabedoria” se deve ao fato do conselho gerado após a revelação. Discernimento de espíritos É o 3º dom de revelação que temos acesso. Ele nos dá a capacidade de perceber o mundo espiritual a nossa volta. Se você já ouviu a voz de Deus audivelmente, se já viu anjos — ou demônios — ou conseguiu identificar espíritos malignos em meio a batalhas espirituais, isso foi uma manifestação do dom de discernimento de espíritos. 67 Dom de cura Ele é o dom de poder mais simples de explicar. Resumidamente, é a manifestação de qualquer milagre que envolva cura. Fé A fé também é um dom de poder. Mas este dom não é igual a fé que temos normalmente. Podemos dizer que é uma fé “especial”. Este dom é quando ocorrem milagres cujo único propósito é exaltar o Reino de Deus. Mas é algo que ocorre de forma passiva. Ou seja, o milagre acontece com a pessoa que recebe o dom. Talvez fique mais fácil de entender com um exemplo: Quando Daniel foi lançado na cova dos leões, ou quando seus amigos foram lançados na fornalha, nenhum deles sofreu dano algum. Isso foi uma manifestação do dom espiritual da fé. A diferença dele para os outros dons de poder é que ele coloca a pessoa em uma vitrine para que todos vejam o milagre e o Reino de Deus seja exaltado por conta disso. É exatamente o que aconteceu com os reis da Síria e da Babilônia quando viram Deus protegendo Daniel, Sadraque, Mesaque e Abede-Nego. Eles publicaram decretos que exaltavam ao nosso Deus. Operação de maravilhas Este dom é quando se manifestam milagres que não sejam nem de cura e nem de fé. Ou seja, você realiza o dom de forma ativa e não o recebe. O melhor exemplo disso são os milagres que Jesus realizava, como transformar a água em vinho ou andar sobre as águas. Variedade de línguas Este dom de fala é muito conhecido pelos pentecostais e no meio carismático. Porém, ele não se resume somente a falar em “línguas estranhas”. O dom de variedade de línguas é, como o nome diz, para falar outras línguas. O fato de você não saber o que está sendo dito, não impede que este seja um idioma falado em outro local. Vemos isso claramente em Atos 2, no dia de Pentecostes, quando os discípulos foram batizados e falaram em outras línguas. 68 Ou seja, o dom de variedade de línguas serve para falar qualquer língua e também para edificação pessoal, seja ela o que muitos chamam de “língua estranha” ou “língua dos anjos”, ou uma outra língua de um outro idioma. Interpretação de línguas Este dom, como o próprio nome já diz, é quando ocorre a interpretação daquilo que está sendo dito por outra pessoa que se manifesta no dom de variedade de línguas. O legal é que a Bíblia diz que, somados, os dons de variedade de línguas e o de interpretação de línguas são iguais ao dom de profecia — como podemos ver em I Coríntios 14:5. Profecia E por último, a melhor forma de explicar este dom é: uma fala por meio de uma inspiração de Deus. Este dom geralmente funciona como confirmação de algo que a gente já sabe. Ele serve para 3 propósitos específicos: edificação, encorajamento e consolação das pessoas.Paulo dá o devido reconhecimento para esse dom quando fala aos coríntios em I Coríntios 14. Para que servem os dons espirituais? Os dons espirituais nos são dados visando o bem comum. Ou seja, os dons espirituais são para a edificação da igreja, seu crescimento e amadurecimento. Além disso, serve também como sinal para aqueles que ainda não acreditam em Deus. Quem distribui os dons espirituais? É Deus quem nos dá os dons através do Espírito Santo. Ele que separa os dons para as pessoas e nos ajuda a exercê-los, como podemos ver neste texto: “Mas um só e o mesmo Espírito opera todas estas coisas [os dons], repartindo particularmente a cada um como quer.” — 1 Coríntios 12:11 Então, fica claro que é o Espírito Santo quem reparte os dons entre os irmãos. Por isso, muitas pessoas se movem em algum dom e outros não. Porém, todos nós temos acesso a estes 9 dons espirituais, só precisamos buscá-los. 69 Como desenvolver os dons espirituais? A melhor forma de desenvolver um dom espiritual é praticando. Assim como um músico, que embora saiba as notas e os acordes, só ficará bom se praticar. Além disso, vemos claramente na Bíblia que ninguém nasce sabendo, mas sim vai melhorando no manifestar do dom: “Assim acontece com vocês. Visto que estão ansiosos por terem dons espirituais, procurem crescer naqueles que trazem a edificação para a igreja.” — 1 Coríntios 14:12 Bem, se é possível crescer nos dons espirituais, logo tem um progresso e uma melhora que precisa ser buscada. Os dons existem e já temos acesso a eles, só falta a nossa dedicação em buscá- los e praticá-los. Os dons espirituais cessaram? Diferentemente de algumas linhas de pensamento cristão, eu acredito que os dons espirituais existem e ainda são acessíveis para a igreja de hoje. Não há nenhuma menção na Bíblia de que os dons eram só para a igreja primitiva ou que eles acabaram em um determinado momento. Pelo contrário, vemos Paulo ensinando para toda a igreja de Corinto sobre os dons espirituais, falando no final para que toda a igreja busque por eles: “Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Portanto, procurai com zelo os melhores dons; e eu vos mostrarei um caminho mais excelente.” — 1 Coríntios 12:1;31 Além disso, olha o que ele fala no primeiro capítulo deste livro para toda a igreja: “de modo que não lhes falta nenhum dom espiritual, enquanto vocês aguardam que o nosso Senhor Jesus Cristo seja revelado.” — 1 Coríntios 1:7 A palavra que ele usa no original deste versículo é a mesma palavra usada para falar sobre os dons no capítulo 12: charisma. Ou seja, mesmo naquela época, os dons já eram acessíveis para toda a igreja, não só para os apóstolos — como alguns defendem. Então, não há desculpa para não buscarmos os dons espirituais e desenvolvê-los para o bem do nosso próximo e da igreja. Porque assim como os 5dons 70 ministeriais, estes dons nos são dados para que a igreja de Jesus cresça cada dia mais. Dons Ministeriais Os cinco dons ministeriais Nós podemos ver em Efésios 4:11 uma lista completa de todos os dons ministeriais. Os cinco dons ministeriais são: Apóstolo, Profeta, Evangelista, Pastor e Mestre. Por que são chamados assim? A palavra usada na Bíblia para “dom”, no texto original em grego, é charisma. Significa “presente oferecido de boa vontade”. Um versículo que vêm um pouco antes de Paulo escrever sobre os cinco dons ministeriais de Cristo deixa muito claro este presente oferecido de boa vontade para nós, que é a Graça de Jesus: “Mas a graça foi dada a cada um de nós segundo a medida do dom de Cristo.” — Efésios 4:7 Vamos ver agora sobre cada um dos cinco dons ministeriais: Apóstolo O apóstolo tem como missão trazer os fundamentos necessários para a edificação do corpo através da doutrina. É a pessoa encarregada de fazer missões, abrir novas igrejas, iniciar novos A origem do seu nome significa Enviado, Mensageiro ou Embaixador. É um chamado para representar Aquele que o enviou, sempre procurando expandir o reino de Deus. Os apóstolos são o fundamento da igreja e é através deles que pastores e líderes são separados, preparados e treinados para suas funções. 71 Profeta É aquele que ouve e transmite aquilo o que Deus está falando com Sua igreja olhando para oplano de Deus e trazendo a sua existência em algo palpável e vísivel. Seu chamado é para exortação, consolação e edificação do corpo de Cristo através da Palavra. A origem do seu nome significa “aquele que expõe”. Por isso, tem a ver com trazer uma mensagem de Deus para alertar Seu povo e dar direcionamento para a igreja. Geralmente são pessoas mais sensíveis à experiências espirituais e ao falar de Deus. Evangelista O significado do seu nome é “aquele que anuncia as boas novas”. É a pessoa que tem facilidade para criar relacionamentos, pregar o evangelho para as pessoas e ganhar vidas para Jesus. Seu principal propósito é o trabalho evangelístico, no qual consegue explicar de forma fácil e clara a mensagem da Cruz para as pessoas. Esta pessoa consegue trazer muitas pessoas do mundo para a igreja. Pastor Os pastores são aqueles que cuidam das vidas que os evangelistas trazem para a igreja. Eles são responsáveis por administrar as igrejas e ajudar as pessoas com suas necessidades espirituais. Sua função é conduzir, proteger e alimentar as ovelhas de Cristo. Ele consegue enxergar além do que as pessoas enxergam de si mesmas. Um pastor que é um líder de verdade consegue ajudar as pessoas a descobrirem a qual dom ministerial cada pessoa pertence. Mestre O mestre é aquele que tem facilidade para estudar, entender e ensinar os textos bíblicos para as pessoas. Sua função é ser um “professor” para os outros irmãos, que precisam de alguém para lhes ensinar sobre a palavra. Geralmente gostam e possuem facilidade em ler textos complexos e difíceis de entender. 72 Talvez não tenham um dom igual ao do evangelista para explicar a palavra de uma forma simples e rápida — ainda bem — , porque sua função é se aprofundar nos ensinamentos da Palavra de Deus e ensinar o povo sobre as escrituras de forma detalhada. Porque precisamos dos dons ministeriais ? Os dons ministeriais servem para ajudar a igreja de Cristo a crescer e criar unidade no corpo. Os dons sempre são para ajudar ao seu próximo, não a si mesmo. O funcionamento dos 5 ministérios atua na promoção de uma igreja madura. O funcionamento dos 5 ministérios aperfeiçoa a unidade da fé O funcionamento dos 5 ministérios consolida pessoas a caminharem constantemente; O funcionamento dos 5 ministérios geram pessoas fundamentadas e intensas no amor por Jesus. “ Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo; Até que todos cheguemos à unidade da fé, e ao conhecimento do Filho de Deus, a homem perfeito, à medida da estatura completa de Cristo, Para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo o vento de doutrina, pelo engano dos homens que com astúcia enganam fraudulosamente. Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” Efésios 4:12-15 73 Identidade Quem sou eu? A maioria das pessoas estão ocupando um lugar na igreja, porém sem sentimento nenhum de o porque está ali. A grande verdade é que na maioria das vezes, em alguns momento da nossa caminhada nos sentimos como se tivesse em crise, como ainda algo fizesse falta, gerando em nós um descontentamento. A verdade é que todos procuram um sentido de existir, e essa demanda interna que na maioria das vezes as pessoas procuram em diversos lugares isso revela algo. A falta da identidade e uma grave crise existêncial. Como forjar nossa identidade em Cristo ? Acima de qualquer chamado o que tem nos faltado hoje é a integridade com aquilo que assumimos ser. Isto é uma falha gravissima na caminhada cristã, sendo assim precisamos entender quem somos, pois acima do chamado o que preconiza sua vida é o que você crer e como se comporta. Para fortalecer uma identidade em Deus. Precisamos entender as bases da fé cristã e compreender que as nossas fontes estão no Senhor . A Regeneração do Espirito Todos os cristãos são capacitados a crer no Senhor por meio de uma ação do Espirito e está ação se chama Batismo de Regeneração. Podemos definir regeneração da seguinte maneira: Regeneração é um ato secreto de Deus pelo qual ele nos concede nova vida Espiritual. Isso é às vezes chamado de “nascer de novo”. Um dia estavamos mortos em delitos e pecados e fomos vivificados por Deus. O próprio Deus nos dauma nova vida espiritual. O primeiro ponto para a construção e e de uma sadia e constante vida com Deus é saber que você está vivo em Deus, e está regeneração é capaz de produzir resultados na sua vida. 74 Por meio da regenração temos uma vida espiritual ativa e podemos entender as coisas que vem do Espirito. “Uma das mulheres que nos ouviam era temente a Deus e chamava-se Lídia, vendedora de tecido de púrpura, da cidade de Tiatira. E aconteceu que o Senhor lhe abriu o coração para acolher a mensagem pregada por Paulo”. – Atos 16:14 Lídia teve o seu espirito regenerado e por isso pode compreender as palavras ministradas pelo o Ap. Paulo. Essa mesma regeneração nos faz compreender no Espirito o que devemos fazer, como agir e se comportar. Afinal o Espirito Santo após a conversão habita dentro do coração do homem. Portanto, entender que fomos regenerados de uma vida morta e agora aptos para nos relacionar com cristo é o ponta pé inicial para começarmos a forjar a nossa identidade. A justificação de Deus Como já falado nos modulos anteriores a justificação é parte do plano de Deus, e através de uma perspectiva a respeito da identidade podemos perceber que ser justificado em Deus anula qualquer sentença do acusador contra nós. Entender que somos justificados nos faz andar sobre uma verdade e que em qualquer momento eu tenho os recursos necessários em Deus para me amparar durante a caminhada. A Adoção dos filhos Bíblia diz que os crentes são adotados por Deus. A doutrina da adoção é fundamental, pois explica a comunhão que os redimidos desfrutam com seu Pai Celestial. A graça salvadora não apenas transforma homens escravos do pecado em servos de Cristo, mas também os transforma em membros da família de Deus. Quem são os adotados por Deus? Os adotados por Deus são aqueles que foram redimidos de seus pecados pela obra do Salvador. São aqueles que foram regenerados pelo Espírito Santo e justificados por Deus mediante os méritos de Cristo. Aqueles que foram 75 declarados justos por Deus, são também por Ele adotados como filhos,membros de sua família celestial. Saiba mais sobre quem são os filhos de Deus. O apóstolo Paulo escreve que os crentes receberam o espírito de adoração, e são agora guiados pelo Espírito de Deus. Isso significa que é o Espírito Santo que dá testemunho com nosso espírito que somos filhos de Deus (Romanos 8:14-17). O mesmo apóstolo também escreve que Deus enviou seu Filho, Jesus, para redimir os que estavam debaixo da Lei. Estes recebem a adoção de filhos (Gálatas 4:5). Na verdade o homem caído é “filho da ira” por causa de seu estado de pecado (Efésios 2:3). Isso faz com que seu pai espiritual seja Satanás. Os que não são adotados por Deus em Cristo, são, na verdade, filhos do diabo (Mateus 13:38; João 8:44; Atos 13:10; 1João 3:8-12). O DNA de Cristo Podemos entender por meio destes processos quem somos diante de Deus, porém Deus nos deixou um exemplo a ser seguido, não há construção de uma identidade sem entender quem é cristo. Pois todas as nosas fontes estão no Senhor, como diz o Salmista: ... “todas as minhas fontes estão em ti.” Salmos 87:7 Desta forma, quando cristo nos adotou como filho ele nos tornou co-herdeiro de tudo com Ele, nos dando o seu DNA através da sua imagem e semelhança restaurada. Um povo que carrega o DNA de Deus, ele há manifesta em qualquer ambiente e os ambientes não o pressionam a mudar de posicionamentos. As circustâncias não alteram a sua fé pois sabe em quem tem crido e como o apostolo paulo disse em Felipenses 3: 8 “Mais do que isso, considero tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por cuja causa perdi todas as coisas. Eu as considero como esterco para poder ganhar a Cristo”. Para quem é nascido no espirito negar a si mesmo e tomar a sua cruz não é um peso, mas sim um alívio e estado de felicidade. 76 Como reagimos as ciscurstâncias demonstra a nossa verdadeira identidade. As vezes pensamos que demonstramos a nossa verdadeira identidade por meio das nossas ações. Mas o fato é que todas as nossas ações são programadas ou premeditadas. Agora quem é você quando alguém te aflinge e provoca ou age de forma desonesta ? São nessas horas que enchergamos quem somos. As vezes somos provados no fogo para ser aprovados em nossa identidade. E será que estamos sendo aptos ? Os velhos e antigos hábitos não podem fazer mais parte da nossa realidade, precisamos assumir o caráter de Deus e buscarmos sermos sem variações de pensamentos e atitudes. Deus espera um povo intacto em seu posicionamento naquilo que cre através dos comportamentos, precisamos resistir a vontade de agir em desacordo com a palavra. A Batalha Espiritual e o espirito do engano Todo cristão está em guerra espiritual, e a principal ação do nosso adversário é atacar a nossa identidade e desconfigurar por meio de mentiras e acusações, para que possamos assimilar aquilo como verdade. Satanás opera por meio do engano pois ele é o Pai da mentira – João 8:44. E precisamos nos manter vivos nesta guerra, e a forma de guerrearmos está guerra espiritual é além de entendermos quem somos por meio das escrituras é nos posiconarmos espiritualmente. Tiago 4:7 “Sujeitai-vos, pois, a Deus, resisti ao diabo, e ele fugirá de vós”. A sujeição a Deus é a arma mais agressiva para que possamos lutar contra satanás, pois foi desta forma que Cristo se tornou exaltado nos céus e na terra e até debaixo da terra. Segue abaixo o exemplo do Apostolo paulo para agirmos em confrontos espirituais: 77 “Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.” Felipenses 2:5- 8 Primeiramente Ap. Paulo pede para que todos tenham o mesmo sentimento que houve em cristo. E que sentimento é este ? Assumiu forma de servo; Tornou-se em semelhança aos homens; A si mesmo se humilhou; Foi obediente até a morte e morte de cruz; Qual é o resultado desta atitude de cristo ? “Por isso, também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu um nome que é sobre todo o nome;Para que ao nome de Jesus se dobre todo o joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, E toda a língua confesse que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.” Filipenses 2:9-11 Cristo foi exaltado ! A postura de humildade,servidão e obediência provocará vitórias em meios a guerras ! Qual é o seu nível de sujeição a Deus ? 78 Vivendo o Propósito de Deus Preparando os trabalhadores para o envio a Seara Diferenças entre Ter um Propósito e Estar no Propósito de Deus Muitos de nós temos uma visão equivocada do que é propósito. Propósito é o que se quer alcançar; aquilo que se busca atingir; objetivo e não como costumeiramente e erroneamente é vista por alguns como o que se quer fazer: por exemplo ser algo, servir a Deus, etc. Estes ‘não são propósitos’ e sim são consequências. Propósito é sinônimo de: desígnio, finalidade, intento, intenção, tenção, objetivo, prudência. A um nível mais profundo e transcendental, o propósito de um ser humano é o sentido que dá à sua vida. Todos temos o nosso próprio tempo. O tempo é unidade de medida de vida igual para todos os seres humanos, sabemos quando começou e não sabemos quando ele vai terminar para nós. Propósito não e seguir algo, é definir o caminho, e definir onde vai chegar, propósito e saber onde você vai estar daqui algum tempo. No mundo hoje, dentro desta atual globalização desenfreada de uma de informações. Tudo o que recebemos 24 horas por dia é uma informação, mas nem tudo é conhecimento. Informação é tudo o que se forma, ela verdadeira ou não, ela é informação. Tudo o que recebemos pelos meios de comunicação é informação, pelo whatsApp, pelo facebook, pelos emails, quando acordamos com a TV ligada no jornal das 7, quando entramos no carro e escutamos rádio, quando passamos pelas ruas e vemos Outdoors, tudo isto é informação, informação da maneira que foi informado, mas não é conhecimento. Conhecimento é quando a gente comprova, quando a gente faz as coisas acontecerem do ponto que a gente entendeu, do ponto que a gente comprovou e passa para frente. Conhecimento vem do grego e significa ter razão, e ter razão significa ser passado adiante. 79 O propósito de Deus “Faze-me discernir o propósito dos teus preceitos;então meditarei nas tuas maravilhas.” Salmos 119.27 Deus nunca nos escondeu o seu próposito ou seja aquilo que gostaria de alcançar, ela encontra-se revelada na Bíblia. Deus revelou o seu filho, salvou a humanidade da condenção eterna e nos justificou e adotou como filhos e em breve voltará para reinarmos com Ele eternamente. O seu próposito já foi revelado. Porém como nos inserimos neste próposito ? Este é o “X” da questão, isso significa andarmos proféticamente sobre algo. O próposito nunca será meu porém sempre será de Deus a mim. E o que eu quero alcançar é muito além do que me tornar algo, mas é construir e fazer parte do que Deus está fazendo neste exato momento. Esse deve ser o nosso anseio e jornada ! Já parou para perguntar o que Deus está fazendo nesta hora ? Estar no Propósito de Deus Estar no próposito de Deus é cooperar com aquilo que Ele está fazendo neste momento para o objetivo fim daquilo que Ele irá alcançar, pois já sabemos o que irá acontecer. Saberemos se estamos no próposito a partir do momento que nos movermos a partir desta convicação de cooperação. Devemos observar a vida de João Batista. O ministério de João Batista João Batista cresceu no deserto da Judéia (Lucas 1:80). Em aproximadamente 26 d.C., ele recebeu o chamado para exercer seu ministério profético (Lucas 3:2).Alguns estudiosos tem sugerido que João Batista, durante seus anos de formação, pode ter tido contato com os Essênios. Os Essênios formavam um grupo separatista judaico que observava a Lei com rigor. Esse grupo vivia geralmente em comunidades reclusas no deserto, como os assentamentos descobertos em Qumran. Seja como for, a verdade é que foi uma experiência espiritual completamente diferente que fez com João Batista desempenhasse sua tarefa especial de “preparar ao Senhor um povo bem disposto” (Lucas 1:17). Dessa forma, certamente ele rompeu com qualquer influência anterior. 80 Logo que iniciou seu ministério profético, João Batista começou a ser grandemente reconhecido como o pregador do arrependimento. Por isso tão logo um grande número de judeus se reunia para ouvi-lo. A mensagem de João Batista era dura, mas necessária. Ele se posicionou de forma radical contra as normas judaicas e condenou os fariseus e líderes religiosos da nação como sendo uma “raça de víboras”. Para João Batista, apenas ser descendente de Abraão não bastava; era necessário um recomeço, um arrependimento genuíno. Assim, muitos receberam dele no rio Jordão o batismo do arrependimento, ao confessarem seus pecados. João Batista convocava um remanescente fiel dentre o povo judeu. Com arrependimento sincero, esse remanescente deveria estar pronto para receber a chegada de Alguém muito maior do que ele próprio. João Batista anunciava claramente que ele apenas estava servindo de arauto para o Messias que estava às portas. João também avisava que enquanto ele batizava com água, esse Alguém que viria após ele batizaria com Espírito e com fogo. Isso significa que não haveria meio termo, o Messias traria salvação e juízo. A severidade e urgência da mensagem de João Batista podem ser notadas na sentença: “E também agora está posto o machado à raiz das árvores; toda árvore que não produz bom fruto, é cortada e lançada no fogo” (Mt 3:10). É claro que essa mensagem estava plenamente de acordo com alguém que havia sido escolhido por Deus para preparar o caminho daquele que, em Sua mão, tem a pá para limpar a eira, separar o trigo no celeiro e queimar a palha com fogo inextinguível (Mateus 3:12). Realmente a mensagem do último profeta antes do Messias não poderia ser diferente. João exerceu seu ministério no deserto da Judéia, Samaria e Enom, perto de Salim (João 3:23). Provavelmente seu período em atividade teve curta duração, mas foi bastante intenso. Ele passou seus últimos anos na região de Pereia, que pertencia à tetrarquia de Herodes Antipas. Ele também foi seguido por discípulos fiéis. A eles João Batista ensinava regras práticas e objetivas de caridade, piedade e justiça. O ministério de joão batista estava totalmente conectado ao de cristo pois ele foi “A voz que clama no deserto” preparando o caminho para Jesus. João batista viveu o propósito de Deus, pois ele se tornou cooperador daquilo que Deus estava fazendo naquele tempo. 81 O que queremos alcançar com o que fazemos ? A maioria das pessoas apenas estão preocupadas com o querem fazer, mas não se trata disso. Se trata, de como vamos cooperar com o propósito de Deus a partir do meu chamado e do que eu carrego ? As vezes achamos que os chamados especificos mais simples que seja não tenha a função de causar um impacto grande, isto é um equívoco. Todos tem a sua responsabilidade e a sua função no Reino de Deus. E precisamos estar prontos com as nossas próprias vidas para que cumpramos o próposito de Deus para nós. Deus quer que sejamos seus cooperadores onde estivermos e independente do que fazemos. “E peço-te também a ti, meu verdadeiro companheiro, que ajudes essas mulheres que trabalharam comigo no evangelho, e com Clemente, e com os meus outros cooperadores, cujos nomes estão no livro da vida.”- Filipenses 4:3 A palavra cooperadores significa “Sunergos” – cooperadores de Deus . Deus nos chama para ser sunergos ! O Envio Existe um tipo de envio especifico que Jesus pediu para que fosse enviado ao campo. Em Matheus 9:38 Jesus ensina os discípulos dizendo “peçam para que o Senhor da seara ENVIE trabalhadores para a colheita”. Essa palavra “ENVIE” no original do grego é “EKBALLO” que significa enviar/expulsar sem direito de retorno, Jesus usava essa mesma palavra pra expulsar demônios, e é assim que ele envia os trabalhadores, ele da uma ordem de envio sem direito de retorno. Uma vez que somos enviados não podemos olhar para trás. Jesus respondeu: "Ninguém que põe a mão no arado e olha para trás é apto para o Reino de Deus". - Lucas 9:62 Desta forma, é um caminho sem retorno. Apesar de todo e qualquer sacrifico feito podemos nos deleitar no Senhor, pois ele é aquele que é o pão da vida e a água que quem bebe nunca mais terá sede. 82 Desta forma, seremos cooperadores “ Sunergos” de Deus fazendo como Ap. Pedro disse em 2 Pedro 3:12 “Aguardando o Dia do Senhor e apressando a sua vinda. Naquele Dia, os céus se dissolverão pelo fogo, e todos os elementos, ardendo, se dissiparão com o calor.” O nosso envio apressa a vinda do Senhor ! Deus espera trabalhadores que se movam em compaixão e amem ao Senhor sobre todas as coisas. Certamente colheremos inumeras almas e o poder de Deus nos aperfeiçoará para toda boa obra. Conclusão Que Deus te abençoe neste novo tempo e que os seus frutos se multipliquem e que cheguemos a maturidade pois é o desejo de Deus, sermos filhos maduros HUIÓS. Que o Senhor te abençoe ! “Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus”. Romanos 8:19