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Acesse: www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha 1 FUNDAMENTOS DA ORGANIZAÇÃO DO ESTADO PORTUGUÊS E A EXPANSÃO ULTRAMARINA Portugal foi um país pioneiro em várias medidas entre a Idade Média e a Idade Moderna. Ainda no século XIII, tornou-se o primeiro Estado formalizado na Europa, após a expulsão dos mouros da Península Ibérica, movimento denominado “Reconquista”, o que lhe favoreceu em vários aspectos. Com uma unificação política garantida, a condição de primeiro país incentivou novos investimentos dentro do panorama que se tinha no Velho Mundo. Naquela época, o comércio era muito fundamentado nas negociações de produtos feitas no Mar Mediterrâneo. Entretanto, com a conquista dos turcos nessa rota de navegação, houve a necessidade de se buscar novos caminhos para se obter as especiarias oriundas do Oriente, que tanto agradava ao mercado europeu. Portugal reunia condições favoráveis para os negócios que marcavam o momento, era um país já unificado, dispunha de uma condição geográfica favorável para se lançar ao mar e contava com um grupo de investidores interessados nos negócios marítimos. História Naval A Expansão Marítima Europeia e o Descobrimento do Brasil Quais são os meus objetivos? ❖ Descrever o emprego do poder marítimo no desenvolvimento de Portugal ❖ Descrever o reconhecimento da costa brasileira ❖ Descrever os principais motivos e resultados das primeiras expedições Th aís G on ça lve s S erm en ho CP F 0 56 .98 3.9 67 -01 http://www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha Acesse: www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha 2 DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO E SOCIAL DE PORTUGAL Portugal estava em vantagem para liderar as navegações oceânicas a partir do início do século XV, principalmente, devido a sua estabilidade política e a união de interesses entre a realeza e a burguesia mercantil. A expansão marítima portuguesa caracterizou-se por duas vertentes. A primeira, de aspecto imediatista, realizada ao norte do continente africano, visava à obtenção de riquezas acumuladas naquelas regiões através de prática de pilhagens. Na segunda vertente, o objetivo colocava-se mais a longo prazo, já que se buscava conquistar pontos estratégicos das rotas comerciais com o Oriente, criando ali entrepostos (feitorias) controlados pelos comerciantes lusos. Foi o caso da tomada das cidades asiáticas. Em 1492, Colombo sob as ordens dos Reis Católicos de Espanha, alcançou o continente americano. Então, visando defender seus interesses, enquanto aumentava seu conhecimento náutico, Portugal negociou um tratado com a Espanha, em 1494, conhecido como Tratado de Tordesilhas, para dividir as terras "descobertas e por descobrir" entre ambas as Coroas fora da Europa. O longo processo de desenvolvimento da navegação oceânica português e reconhecimento do litoral africano culminou com a chegada de Vasco da Gama à Índia, em 1498, após circunavegar a África. Th aís G on ça lve s S erm en ho CP F 0 56 .98 3.9 67 -01 http://www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha Acesse: www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha 3 A DESCOBERTA DO BRASIL A segunda expedição portuguesa para as Índias, após a bem-sucedida viagem feita por Vasco da Gama em 1498, tinha o objetivo principal de chegar às Índias para negociar tratados comerciais. A esquadra era composta por experientes navegadores e bastante numerosa, comandados por Pedro Álvares Cabral. Não se confirma ainda se de maneira intencional ou não, mas Cabral ao afastar-se demais da África para fugir das correntes e ventos contrários, acabou chegando ao Brasil em 1500. O RECONHECIMENTO DA COSTA BRASILEIRA A expedição de 1501/1502 Preocupado em realizar o reconhecimento da nova terra, D. Manuel enviou, antes mesmo do retorno de Cabral, uma expedição composta por três caravelas comandadas por Gonçalo Coelho, tendo a companhia do florentino Américo Vespúcio. Nessa expedição seriam nomeados os acidentes geográficos e elaborado um mapa do litoral brasileiro. A expedição de 1502/1503 Essa segunda expedição foi resultado do arrendamento da Terra de Santa Cruz (nome inicial das nossas terras) a um consórcio formado por cristãos-novos (judeus que se converteram ao cristianismo), encabeçado por Fernando de Noronha, e que tinha a obrigação, conforme contrato, de mandar todos os anos seis navios às novas terras com a missão de descobrir, a cada ano, 300 léguas avante e construir uma fortaleza Th aís G on ça lve s S erm en ho CP F 0 56 .98 3.9 67 -01 http://www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha Acesse: www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha 4 A expedição de 1503/1504 Comandada novamente por Gonçalo Coelho, decidiram percorrer o litoral em direção ao sul, onde se detiveram durante cinco meses em um ponto cujas coordenadas indicam ter sido no litoral do Rio de Janeiro, onde ergueram uma fortificação e deixaram 24 homens. As expedições Guarda-Costas Os franceses começaram a frequentar nosso litoral comercializando o pau-brasil clandestinamente com os índios. Portugal procurou, a princípio, usar de mecanismos diplomáticos. Notando que ainda era grande a presença de contrabandistas franceses no Brasil, D. Manuel resolveu enviar o fidalgo português Cristóvão Jaques, com a missão de realizar o patrulhamento da costa brasileira. A expedição colonizadora de Martim Afonso de Souza Em 1530, com o propósito de realizar uma política de colonização efetiva, Dom João III, Rei de Portugal e Algarves, organizou uma expedição ao Brasil. A esquadra de cinco embarcações, bem armada e aparelhada, reunia quatrocentos colonos e tripulantes. Comandada por Martim Afonso de Sousa, tinha uma tríplice missão: combater os traficantes franceses, penetrar nas terras na direção do Rio da Prata para procurar metais preciosos e, ainda, estabelecer núcleos de povoamento no litoral. Portanto, iniciar o povoamento das terras brasileiras. Para isto traziam ferramentas, sementes, mudas de plantas e animais domésticos. Th aís G on ça lve s S erm en ho CP F 0 56 .98 3.9 67 -01 http://www.temporario.engemarinha.com.br/curso-smv-marinha