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MATERIAL DE ESTUDOS - HISTÓRIA DO MARANHÃO

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rafael wolf

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Questões resolvidas

A cultura maranhense é marcada por forte expressividade cultural e religiosa, sendo reconhecida nacionalmente por manifestações populares como o Bumba Meu Boi.
A esse respeito, analise as afirmativas:

I. O Bumba Meu Boi é uma festa popular que integra dança, música e teatro, com variações de sotaques (estilos), como o de matraca, o de zabumba, o de orquestra, entre outros.

II. Apesar de ter raízes rurais, o Bumba Meu Boi se tornou exclusivamente um espetáculo turístico, restrito a apresentações em hotéis e espaços privados na capital, que devido ao apelo turístico durante o São João, apresenta-se nos dias atuais sem conexão com as comunidades locais onde foram idealizados.

III. A celebração do Bumba Meu Boi reflete a herança indígena, africana e europeia, sendo elemento significativo de identidade cultural para as diferentes regiões do Maranhão.

Com base nessas informações, assinale a alternativa correta:
I. O Bumba Meu Boi é uma festa popular que integra dança, música e teatro, com variações de sotaques (estilos), como o de matraca, o de zabumba, o de orquestra, entre outros.
II. Apesar de ter raízes rurais, o Bumba Meu Boi se tornou exclusivamente um espetáculo turístico, restrito a apresentações em hotéis e espaços privados na capital, que devido ao apelo turístico durante o São João, apresenta-se nos dias atuais sem conexão com as comunidades locais onde foram idealizados.
III. A celebração do Bumba Meu Boi reflete a herança indígena, africana e europeia, sendo elemento significativo de identidade cultural para as diferentes regiões do Maranhão.
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
b) Somente a afirmativa II está correta.
c) Somente a afirmativa III está correta.
d) Todas as afirmativas estão corretas.

A tradicional Festa do Divino é um dos muitos festejos que fazem parte da cultura popular do Maranhão. A respectiva festividade gira em torno de um grupo de crianças, chamado império ou reinado. A festa se desenrola em um salão chamado tribuna, que representa um palácio real e é especialmente decorado para este fim. A abertura e o fechamento desse espaço marcam o começo e o fim do ciclo da festa, durante o qual se desenrolam as diversas etapas que, em conjunto, constituem um ritual extremamente complexo, que pode durar até quinze dias: abertura da tribuna, busca e levantamento do mastro, visita dos impérios, missa e cerimônia dos impérios, derrubamento do mastro, repasse das posses reais, fechamento da tribuna e carimbó de caixeiras. Entre os elementos mais importantes da festa do Divino estão as caixeiras, senhoras devotas que cantam e tocam caixa acompanhando todas as etapas da cerimônia. As caixeiras de São Luís são em geral mulheres negras, com mais de cinquenta anos, que moram em bairros periféricos da cidade. É sua responsabilidade não só conhecer perfeitamente todos os detalhes do ritual e do repertório musical da festa, que é vasto e variado, mas também possuir o dom do improviso para poder responder a qualquer situação imprevista. As caixeiras do Divino são portadoras de uma rica tradição que se expressa nas cantigas que pontuam cada uma das etapas da festa.
Dentre os elementos mais importantes da festa do Divino estão:
a) A cuíca e cabaça.
b) A cuíca e o cordão.
c) O cajueiro e os instrumentos.
d) O mandante e o cordão.
e) As caixeiras.

Os portugueses eram os dirigentes do Maranhão e, protestando contra a separação do Brasil dos territórios lusitanos, reuniram-se para resistir, organizando um Governo – a Junta provisória – presidida pelo Bispo Dom Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Esse foi o mais destacado ator político na defesa da pregação da obediência brasileira ao ordenamento constitucional português. Não obstante os cuidados do religioso e companheiros, nos campos e nas cidades eram crescentes os rumores favoráveis à liquidação da subordinação do Brasil a Portugal: o Maranhão, ainda que, a princípio, minoritário, estava contagiado.
À medida, então, que os independentistas se aproximavam do Maranhão, os portugueses,
a) reforçaram uma retórica fundamentada no compromisso de fidelidade e nos interesses econômicos como imperativos da permanência do vínculo colonialista e embasada em argumentos geopolíticos, a exemplo da defesa de que São Luís e Lisboa estavam compelidas à unidade, por constituírem um roteiro natural.
b) defenderam a permanência da integração do Maranhão às austrais províncias brasileiras, por entenderem que essa era a condição indispensável às potencialidades do Itapecuru e do Amazonas, insuficientes para o desenvolvimento autônomo.
c) afirmaram a dificuldade de isolar a província do Maranhão da região Sul do Brasil, por estarem beneficiadas por uma navegação suave, com ventos favoráveis, o que contribuiria para a rápida integração dos mercados entre essas duas regiões.
d) restringiram as lutas contra a independência do Brasil ao campo da resistência ideológica, não avançando para episódios de violência física, a exemplo de condenações à morte ou exílio, situação que se explica por a Junta Provisória ter sido presidida por um membro da Igreja.
e) enfrentaram maior resistência nas cidades de São Luís, Alcântara e Caxias, onde se concentrava uma elite comercial descontente com os rumos tomados pela política econômica da metrópole em relação à província, e fortemente influenciada pelos separatistas piauienses e paraenses.

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Questões resolvidas

A cultura maranhense é marcada por forte expressividade cultural e religiosa, sendo reconhecida nacionalmente por manifestações populares como o Bumba Meu Boi.
A esse respeito, analise as afirmativas:

I. O Bumba Meu Boi é uma festa popular que integra dança, música e teatro, com variações de sotaques (estilos), como o de matraca, o de zabumba, o de orquestra, entre outros.

II. Apesar de ter raízes rurais, o Bumba Meu Boi se tornou exclusivamente um espetáculo turístico, restrito a apresentações em hotéis e espaços privados na capital, que devido ao apelo turístico durante o São João, apresenta-se nos dias atuais sem conexão com as comunidades locais onde foram idealizados.

III. A celebração do Bumba Meu Boi reflete a herança indígena, africana e europeia, sendo elemento significativo de identidade cultural para as diferentes regiões do Maranhão.

Com base nessas informações, assinale a alternativa correta:
I. O Bumba Meu Boi é uma festa popular que integra dança, música e teatro, com variações de sotaques (estilos), como o de matraca, o de zabumba, o de orquestra, entre outros.
II. Apesar de ter raízes rurais, o Bumba Meu Boi se tornou exclusivamente um espetáculo turístico, restrito a apresentações em hotéis e espaços privados na capital, que devido ao apelo turístico durante o São João, apresenta-se nos dias atuais sem conexão com as comunidades locais onde foram idealizados.
III. A celebração do Bumba Meu Boi reflete a herança indígena, africana e europeia, sendo elemento significativo de identidade cultural para as diferentes regiões do Maranhão.
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas.
b) Somente a afirmativa II está correta.
c) Somente a afirmativa III está correta.
d) Todas as afirmativas estão corretas.

A tradicional Festa do Divino é um dos muitos festejos que fazem parte da cultura popular do Maranhão. A respectiva festividade gira em torno de um grupo de crianças, chamado império ou reinado. A festa se desenrola em um salão chamado tribuna, que representa um palácio real e é especialmente decorado para este fim. A abertura e o fechamento desse espaço marcam o começo e o fim do ciclo da festa, durante o qual se desenrolam as diversas etapas que, em conjunto, constituem um ritual extremamente complexo, que pode durar até quinze dias: abertura da tribuna, busca e levantamento do mastro, visita dos impérios, missa e cerimônia dos impérios, derrubamento do mastro, repasse das posses reais, fechamento da tribuna e carimbó de caixeiras. Entre os elementos mais importantes da festa do Divino estão as caixeiras, senhoras devotas que cantam e tocam caixa acompanhando todas as etapas da cerimônia. As caixeiras de São Luís são em geral mulheres negras, com mais de cinquenta anos, que moram em bairros periféricos da cidade. É sua responsabilidade não só conhecer perfeitamente todos os detalhes do ritual e do repertório musical da festa, que é vasto e variado, mas também possuir o dom do improviso para poder responder a qualquer situação imprevista. As caixeiras do Divino são portadoras de uma rica tradição que se expressa nas cantigas que pontuam cada uma das etapas da festa.
Dentre os elementos mais importantes da festa do Divino estão:
a) A cuíca e cabaça.
b) A cuíca e o cordão.
c) O cajueiro e os instrumentos.
d) O mandante e o cordão.
e) As caixeiras.

Os portugueses eram os dirigentes do Maranhão e, protestando contra a separação do Brasil dos territórios lusitanos, reuniram-se para resistir, organizando um Governo – a Junta provisória – presidida pelo Bispo Dom Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Esse foi o mais destacado ator político na defesa da pregação da obediência brasileira ao ordenamento constitucional português. Não obstante os cuidados do religioso e companheiros, nos campos e nas cidades eram crescentes os rumores favoráveis à liquidação da subordinação do Brasil a Portugal: o Maranhão, ainda que, a princípio, minoritário, estava contagiado.
À medida, então, que os independentistas se aproximavam do Maranhão, os portugueses,
a) reforçaram uma retórica fundamentada no compromisso de fidelidade e nos interesses econômicos como imperativos da permanência do vínculo colonialista e embasada em argumentos geopolíticos, a exemplo da defesa de que São Luís e Lisboa estavam compelidas à unidade, por constituírem um roteiro natural.
b) defenderam a permanência da integração do Maranhão às austrais províncias brasileiras, por entenderem que essa era a condição indispensável às potencialidades do Itapecuru e do Amazonas, insuficientes para o desenvolvimento autônomo.
c) afirmaram a dificuldade de isolar a província do Maranhão da região Sul do Brasil, por estarem beneficiadas por uma navegação suave, com ventos favoráveis, o que contribuiria para a rápida integração dos mercados entre essas duas regiões.
d) restringiram as lutas contra a independência do Brasil ao campo da resistência ideológica, não avançando para episódios de violência física, a exemplo de condenações à morte ou exílio, situação que se explica por a Junta Provisória ter sido presidida por um membro da Igreja.
e) enfrentaram maior resistência nas cidades de São Luís, Alcântara e Caxias, onde se concentrava uma elite comercial descontente com os rumos tomados pela política econômica da metrópole em relação à província, e fortemente influenciada pelos separatistas piauienses e paraenses.

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HISTÓRIA DO MARANHÃO 
PROF. WESLEY GUERRA 
QUESTÃO 04 
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CURSO 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
PROF. WESLEY GUERRA 
QUESTÃO 04 
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CURSO 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
 
 
Bumba meu boi do Maranhão, Patrimônio Cultural 
Imaterial da Humanidade 
 
Centro Histórico de São Luís 
 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
PROF. WESLEY GUERRA 
QUESTÃO 04 
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CURSO 
 
Visão da praça e da igreja de São Matias, em 
Alcântara (MA) 
 
Tambor de crioula do Maranhão 
 
Composto por uma moldura dourada e um círculo 
central. No centro há quatro partes que representam 
a bandeira do Maranhão, as cores do Brasil e a 
instrução através de uma pena e um pergaminho. A 
forma do contorno da superfície do escudo será a mesma 
do escudo da Confederação Suíça e será limitada por 
molduras de estilo barroco amoldadas ao contorno; o 
campo do escudo será dividido em quatro partes — duas, 
em um dos lados, contendo as cores nacionais, verde e 
amarelo, e duas, do outro lado, contendo, a de cima, a 
bandeira do Estado reproduzida, e a de baixo o emblema 
da Instrução no meio de raios de luz; o escudo será 
encimado por uma coroa de louros e as molduras, 
ornatos e a coroa serão da cor dourada. 
 
A bandeira foi criada pelo poeta Sousândrade. As cores 
vermelha, preta e branca simbolizam a mistura de raças 
do povo do Maranhão. No canto superior esquerdo está 
um quadrado azul como fundo que representa o céu, e 
uma estrela branca de cinco pontas que simboliza o 
Estado como integrante da federação. A faixa 
governamental maranhense, que também é um símbolo 
estadual, segue as cores da bandeira. 
Segundo o autor da bandeira, as três cores representam 
a composição étnica a população maranhense 
(indígenas, negros e brancos), e a estrela representa a 
estrela β (beta) de Escorpião, que representa o estado 
na bandeira nacional. 
Hino 
Entre o rumor das selvas seculares Ouviste um dia no 
espaço azul, vibrando O troar das bombardas nos 
combates Após, um hino festival, soando 
O troar das bombardas nos combates Após, um hino 
festival, soando 
Após, um hino festival, soando 
Salve Pátria, Pátria amada! 
Maranhão, Maranhão, berço de heróis Por divisa, 
tens a glória 
Por nume, nossos avós 
Por divisa, tens a glória 
Por nume, nossos avós 
Por nume, nossos avós 
Era a guerra, a vitória, a morte e a vida E, com a vitória, 
é a glória entrelaçada Caía do invasor a audácia estranha 
Surgia do direito a luz dourada 
Caía do invasor a audácia estranha Surgia do direito a 
luz dourada 
 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
PROF. WESLEY GUERRA 
QUESTÃO 04 
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CURSO 
Surgia do direito a luz dourada 
Reprimiste o flamengo aventureiro 
E o forçaste a no mar buscar guarida 
E dois séculos depois, disseste ao luso A liberdade é o 
Sol que nos dá vida 
E dois séculos depois, disseste ao luso A liberdade é o 
Sol que nos dá vida 
A liberdade é o Sol que nos dá vida 
Quando às irmãs os braços estendeste Foi com a glória 
a fulgir do teu semblante Sempre envolta na tua luz 
celeste 
Pátria de heróis, tens caminhado avante 
Sempre envolta na tua luz celeste 
Pátria de heróis, tens caminhado avante Pátria de heróis, 
tens caminhado avante 
E na estrada esplendente do futuro 
Fitas o olhar, altiva e sobranceira 
Dê-te o porvir as glórias do passado 
Seja de glória tua existência inteira 
Dê-te o porvir as glórias do passado 
Seja de glória tua existência inteira 
Seja de glória tua existência inteira 
 
 
HISTÓRIA 
❑ Os Tupinambás que deram à Ilha o nome de 
UPAON-AÇÚ – Ilha Grande – e ao tempo da chegada dos 
Franceses seu chefe principal era JUPIAÇÚ. 
❑ Aires da Cunha foi um capitão donatário do 
Brasil. Tendo recebido de João III de Portugal em 1535 
a Capitania do Maranhão, associou-se a Fernando 
Álvares de Andrade e João de Barros, que organizaram 
uma expedição para colonizar a região norte do Brasil. 
❑ A Capitania do Maranhão foi uma das 
subdivisões do território brasileiro no período colonial. 
Seu primeiro donatário foi Fernando Álvares de 
Andrade, que recebeu a capitania em 11 de março de 
1535. 
❑ O estabelecimento da chamada França 
Equinocial iniciou-se em Março de 1612, quando uma 
expedição francesa partiu do porto de Cancale, na 
Bretanha, sob o comando de Daniel de La Touche, 
Senhor de la Ravardière. 
❑ Para facilitar a defesa, os colonos 
estabeleceram-se numa ilha, onde fundaram um 
povoado denominado de "Saint Louis" (atual São Luís), 
em homenagem ao soberano, Luís XIII de França (1610-
1643). No dia 8 de Setembro de 1612, frades 
capuchinhos rezaram a primeira missa, tendo os colonos 
iniciado a construção do "Fort Saint Louis". 
❑ Cientes da presença francesa na região, os 
portugueses reuniram tropas a partir da capitania de 
Pernambuco, sob o comando de Alexandre de Moura. As 
operações militares culminaram com a capitulação 
francesa em 4 de novembro de 1615. 
❑ Depois de terem ocupado a maior parte do 
território do Nordeste da Colônia portuguesa na América, 
os holandeses dominaram as terras da Capitania 
do Maranhão em 1641. Eles desembarcaram em São 
Luís e tinham como objetivo a expansão da indústria 
açucareira com novas áreas de produção de cana-de-
açúcar. Depois, expandiram-se para o interior da 
Capitania. 
❑ Os colonos, insatisfeitos com a presença 
holandesa, começaram movimentos para a expulsão 
dos holandeses do Maranhão em 1642, sendo o primeiro 
movimento contra a dominação holandesa. As lutas só 
acabaram em 1644 e nelas se destaca Antônio Texeira 
de Melo como um dos líderes do movimento. 
❑ O Estado do Maranhão foi uma unidade 
administrativa do Reino de Portugal na América 
Portuguesa, criada em 13 de junho de 1621 por 
determinação de Filipe II de Portugal, no contexto 
da Dinastia Filipina e da União Ibérica (1580-1640). 
Concebido como um governo distinto e separado 
do Estado do Brasil, possuía o mesmo grau hierárquico 
dentro da administração imperial, estando diretamente 
subordinado à Coroa portuguesa e, a partir de 1642, 
ao Conselho Ultramarino. 
1. A Revolta de Beckman, também Revolta dos Irmãos 
Beckman ou Revolta de Bequimão, ocorreu no então 
Estado do Maranhão, em 1684. É tradicionalmente 
considerada como um movimento nativista. Teve como 
causa o descontentamento contra a Companhia de 
Comércio do Maranhão. 
2. A forte atuação dos jesuítas dificultou o uso do 
trabalho escravo indígena, fator que veio a aumentar 
ainda mais a crise de mão de obra. Para tentar resolver 
o problema, os senhores de engenho locais organizaram 
tropas para invadir os aldeamentos organizados 
pelos Jesuítas e capturar indígenas como escravos. 
Estes indígenas, evangelizados, constituíam a mão de 
obra utilizada pelos religiosos na atividade de coleta das 
chamadas drogas do sertão. Diante das agressões, a 
Companhia de Jesus recorreu à Coroa, que interveio e 
 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
PROF. WESLEY GUERRA 
QUESTÃO 04 
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proibiu a escravização do indígena,uma vez que esta 
não trazia lucros para a Metrópole. 
3. Para solucionar esta questão, a Coroa instituiu 
a Companhia do Comércio do Maranhão (1682), em 
moldes semelhantes ao da Companhia Geral do 
Comércio do Brasil (1649). Pelo Regimento, a nova 
Companhia deteria o estanco (monopólio) de todo o 
comércio do Maranhão por um período de vinte anos, 
com a obrigação de introduzir dez mil escravos africanos 
(à razão de quinhentos indivíduos por ano), 
comercializando-os a prazo, a preços tabelados. 
4. Além do fornecimento destes escravos, deveria 
fornecer tecidos manufaturados e outros 
gêneros europeus necessários à população local, como 
por exemplo o bacalhau, os vinhos e a farinha de trigo. 
Em contrapartida, deveria enviar anualmente a Lisboa 
pelo menos um navio do Maranhão e outro do Grão-Pará, 
com produtos locais. O cacau, a baunilha, o pau-cravo e 
o tabaco, produzidos na região, seriam vendidos 
exclusivamente à Companhia, por preços tabelados. 
5. Apontados como líderes, Manuel Beckman e Jorge de 
Sampaio receberam como sentença a morte pela forca. 
Os demais envolvidos foram condenados à prisão 
perpétua. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram 
enforcados em 2 de novembro de 1685 (10 de 
novembro, segundo outras fontes). A última 
declaração de Manuel foi: "Morro feliz pelo povo do 
Maranhão!". Tendo os seus bens ido a hasta pública, 
Gomes Freire arrematou-os todos e devolveu-os à viúva 
e filhas do revoltoso. 
❑ Na segunda metade desse século a 
administração do Marquês de Pombal (1750-1777) 
tentou encaminhar soluções para as graves questões da 
região. A administração pombalina, dentro da política 
reformista adotada, criou, entre outras medidas, 
a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e 
Maranhão. Empresa privilegiada, de caráter 
monopolista, criada pelo Marquês de Pombal, na 
segunda metade do século XVIII, em Portugal. 
❑ A Balaiada, chamada ainda Guerra dos Bem-
te-vis, foi uma revolta popular e social ocorrida no 
estado brasileiro do Maranhão entre os anos 
de 1838 e 1841 (uma das mais longas e numerosas 
revoltas, com início em 13 de dezembro de 1838). Os 
primeiros indícios da revolta ecoaram da então vila da 
Manga do Iguará, também conhecida simplesmente 
Manga (atual cidade de Nina Rodrigues), na região do 
Maranhão oriental. 
❑ A Balaiada eclodiu como um levante social que 
visava obter melhores condições de vida e contou com a 
participação de vaqueiros, escravos e outros 
desfavorecidos. 
❑ No processo de independência do Brasil, 
Piauí, Maranhão, Pará, Mato Grosso e Goiás deviam 
obediência e lealdade a Portugal. 
❑ Na Província do Maranhão, as elites agrícolas e 
pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole. À época, o 
Maranhão era uma das mais ricas províncias do Brasil. O 
intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado 
pela maior proximidade com a Europa, tornava mais fácil 
o acesso e as trocas comerciais com Lisboa do que com 
o sul do país. Os filhos dos comerciantes ricos estudavam 
em Portugal. A região era conservadora e avessa aos 
comandos vindos do Rio de Janeiro. Foi da Junta 
Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa 
da repressão ao movimento da Independência no Piauí. 
❑ São Luís, a capital provincial e tradicional reduto 
português, foi finalmente bloqueada por mar e 
ameaçada de bombardeio pela esquadra de Thomas 
Cochrane, sendo obrigada a aderir à Independência em 
28 de julho de 1823. 
❑ A Greve Geral de 1951 (Balaiada 
Urbana) foi um dos reflexos diretos do desfecho 
polêmico das eleições e da diplomação de Eugênio 
Barros, contrariando expectativas da população e 
amplificando o descontentamento social. Esse 
movimento paralisou setores importantes da capital e 
evidenciou o grau de insatisfação popular, ficando 
marcado na história política do Maranhão. 
❑ O resultado da eleição para o Governo do 
Estado, realizada no bojo das eleições gerais de outubro 
de 1950, com a vitória do empresário caxiense Eugênio 
Barros (PST), candidato escolhido e apoiado pelo então 
todo-poderoso senador Victorino Freire, sobre o 
empresário ludovicense Saturnino Bello (PSP), candidato 
das Oposições Coligadas (PSP/UDN/PSD/PR/PL/PTB), 
conflagrou o Maranhão de maneira dramática, 
mergulhando os maranhenses, principalmente os da Ilha 
de Upaon Açu, num caldeirão de tensões políticas e 
sociais. 
❑ Os números apresentados pela Justiça Eleitoral 
foram contestados com denúncias de fraude, feitas pelas 
Oposições Coligadas, e o embate das duas correntes 
desencadeou uma crise política e institucional de 
proporções gigantescas que, durante nove meses, 
transformou São Luís numa praça de guerra. 
 
História - Greve Geral de 1951 
❑ Nesse período, o Maranhão teve um governador 
eleito, dois governadores interinos, um interino que não 
chegou a assumir, e por pouco não caiu nas mãos de um 
interventor federal, que seria um general. Em meio à 
crise política, a Capital foi sacudida por agitações de 
massa, tiroteios, assassinatos, incêndios criminosos em 
bairros pobres, e o interior participou com um levante 
“guerrilheiro” em São João dos Patos. 
❑ Alimentada por jornais partidários locais, a crise 
maranhense, que parou a vida social e econômica da 
Ilha, se tornou item prioritário na agenda política do 
presidente Getúlio Vargas – que voltara ao poder pelo 
voto direto –, foi acompanhada pelos grandes jornais e 
revistas nacionais, e ganhou repercussão internacional. 
Ocorrida quando o Brasil consolidava a 
redemocratização, a longa sequência de episódios entrou 
para a História como A Greve de 51, também batizada 
de “Revolução do Maranhão”. 
 
 
https://pt.wikipedia.org/wiki/Leil%C3%A3o
 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
PROF. WESLEY GUERRA 
QUESTÃO 04 
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CURSO 
QUESTÃO 01 
A Guerra dos Leda (1898-1909), ocorrida no sul do 
Maranhão, foi um dos maiores conflitos registrados na 
história maranhense. Analise as alternativas a seguir e 
assinale a única opção INCORRETA: 
a) Nas origens do conflito está o assassinato do 
promotor público Eustaquio Polary atribuído a família 
Leão Leda. 
b) A Principal motivação do conflito foi a questão 
fundiária que envolvia a disputa de terras entre 
famílias poderosas. 
c) O conflito foi a expressão da disputa política de Leão 
Leda (que tinha grande influência política no sul 
maranhense) e o oligarca Benedito Leite. 
d) Na motivação do conflito existe a questão separatista 
já que Leão Leda tinha pretensões de exercer seu 
governo no sul do Maranhão. 
 
Guerra dos Leda (1898-1909) 
❑ A Rebelião teve a duração aproximadamente de onze 
anos, se levarmos em consideração o ano de 1898 
data do assassinato de Estolano Polary e do 
atentado contra Leão Léda em 1909. Aconteceu 
em várias localidades do sertão do Maranhão e áreas 
vizinhas especialmente do norte de Goiás. Tal 
“guerra” proclamava por uma independência política 
do sertão. Os que representavam as lideranças 
políticas de cada localidade sertaneja solicitavam 
uma presença maior do Estado, no sentido de 
escolas, estradas, postos de saúde e de 
investimentos que pudessem tirar o sertão do 
“isolamento” ao qual estava submetido. 
❑ Os confrontos das famílias Léda e Moreira contra os 
conservadores (Araújo Costa) e a posteriori 
federalistas, representados na pessoa de Jeferson 
Nunes tiveram raízes ainda no Maranhão Imperial, 
mas só chegaram ao ápice no período Republicano, 
principalmente por volta de 1898. 
❑ Envolvido nesse sistema de disputa política entre 
partidos, o senador Benedito Pereira Leite tentou a 
todo o custo uma hegemonia política do Estado e 
buscando tal fim, investiu de maneira violenta 
contra alguns lideres do partido liberal de Grajaú, 
especificamente o mais destacado, Leão Rodrigues 
de Miranda Léda.É possível observar que durante 
aquele período. O poder político de grande parte do 
Maranhão estava sob o controle do senador 
Benedito Leite, e os liberais do sertão iam contra o 
sistema situacionista implantado pelo primeiro. 
❑ Para a oposição sertaneja, “o governo do estado era 
o fomentador da revolta e toda a responsabilidade 
recaia sobre Benedito Leite, que desejava ter 
hegemonia política no sertão” (VIVEIROS, 1960, p. 
196). Para atacar as organizações formadas nos 
sertões em favor de Leão Léda, foi enviado pelo 
governo do Estado, forças militares com cerca de 
150 homens ao para combater os oposicionistas em 
Grajaú3 . A reação do governo maranhense ao 
assassinato do promotor de Grajaú foi imediata. 
❑ Por onde passavam os representantes do governo, 
as ações eram criminosas, o ambiente ficava 
arrasado, as mulheres eram estupradas, as 
propriedades incendiadas, roubadas e saqueadas, o 
governo não poupava idosos, crianças, mulheres 
grávidas, vaqueiros, dentre outros. A ordem era sair 
em busca de Leão Léda, colocá-lo na prisão, na 
percepção do governo, seria uma forma de impedir 
qualquer atitude do coronel Léda contra o 
mandonismo da capital. As famílias sertanejas já 
não conseguiam ter paz e a inviolabilidade do lar 
deixou de existir. Quase todas as familiais eram 
constantemente ameaçadas de morte. Esse 
terrorismo de Estado foi a principal metodologia 
empregada no sertão na “caça” implacável a Leão 
Léda. 
 
O exílio do líder liberal: Leão Léda no Norte de 
Goiás 
❑ O assassinato de Estolano Eustáquio Polary, 
promotor público de Grajaú fez com que Leão Léda e 
seus aliados políticos buscassem exílio na cidade de 
Boa Vista, naquela época situava-se no norte de 
Goiás. O crime ocorrido na Antiga Vila da Chapada foi 
usado pelo governo do Estado, representado por 
Benedito Leite, como causa para incriminar o ex-líder 
liberal e agora republicano e seus pares. Seguidores 
da politica adotada por Benedito Leite, tanto da 
Capital, quanto sertão queria a todo o custo eliminar 
Leão Léda um dos fundadores do Partido Republicano 
no sertão maranhense. 
❑ Lá, o líder liberal contratou os serviços de um 
advogado. Este requereu habeascorpus para Leão 
Léda, tendo como objetivo provar a inocência de seu 
constituinte e de seus seguidores, que foram 
impossibilitados de o fazerem no Maranhão, posto 
que, nenhum advogado aceitou a defesa do líder 
sertanejo. 
❑ O pedido de habeas-corpus foi negado pelo poder 
judicial de São Luís e por ordens das lideranças 
jurídicas locais, que prestavam serviços ao senador e 
não à justiça. Aqueles aliados a Benedito Leite 
recebiam um bônus no cenário político, adquiriam 
status e poder, eram capazes de realizar atos 
inapropriados para atingirem os seus interesses. Os 
bônus recebidos eram para aniquilar os líderes 
políticos do sertão contrários ao poder central. O 
município de Grajaú passou a ser considerada pelo 
poder central um local propício para a barbárie e seus 
habitantes passaram a ser considerados como um 
“bando de selvagens” que precisavam ser domados. 
❑ A região Sul do Maranhão, não só apresentava, como 
ainda apresentaaspectos totalmente dispares da 
região próxima ao litoral do Estado. Os indivíduos 
que ocuparam a região do sertão foram homens 
vindos, principalmente de Pernambuco e da Bahia, 
que por iniciativa privada, por volta do século XVIII, 
atravessaram o rio Parnaíba e chegaram à localidade 
denominada por eles de “Pastos Bons”, ou seja, um 
lugar amplo, verde e cheio de rios, propícios para a 
criação de gados. 
 
HISTÓRIA DO MARANHÃO 
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QUESTÃO 04 
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❑ Leão Rodrigues de Miranda Leda (Grajaú, 1840 
— Conceição do Araguaia, 9 de março de 1909), 
também conhecido como Leão Leda, foi um 
proprietário rural e político liberal-republicano que 
viveu nas regiões do Alto Sertão do Mearim e no Bico 
do Papagaio. 
❑ Como ativista político republicano, envolveu-se nos 
mais diversos conflitos armados no final do século 
XIX e início do século XX. Entre os conflitos que se 
envolveu estão registrados a "Guerra do Leda" e 
a Segunda revolta de Boa Vista. 
Chegada a Conceição e Morte 
❑ Em finais de 1908, Leão Leda instalou-se 
em Conceição do Araguaia que tinha sido 
incorporada (juntamente com Marabá, São João do 
Araguaia e o restante do sudeste do Pará) ao estado 
de Goiás, durante os desdobramento da segunda 
revolta de Boa Vista no Pará (Revolta dos Galegos e 
Declaração de Marabá). O artífice da vinda de Leda à 
Conceição foi Estevão Maranhão, que era seu 
sobrinho. 
❑ O prelado da Santíssima Conceição do Araguaia, 
dom Domingos Carrerot, aliado de Padre Lima, 
começou a confrontar a ele e seu grupo 
publicamente, em virtude de suas posições liberais e 
da convicção quanto a criação de um estado 
englobando o sudeste do Pará e o norte do Goiás. 
Dom Carrerot começou difamando sua pessoa, 
afirmando ser ele um maçom e herege. Acusou-o 
também de ser judeu, que de fato era. 
❑ Os grupos de Carrerot e Leda atacavam-se 
mutuamente até que em 8 de março de 1909, 
aproximadamente às 11 horas da manhã, uma turba 
incendiada por dom Carrerot cercou a casa de Leão 
Leda; após 24 horas de conflito, a maioria das 
pessoas que estava na casa havia sido morta. A turba 
capturou Leda e seu filho Mariano, sendo linchados e 
mortos em praça pública no dia 9 de março de 1909. 
 
QUESTÃO 02 
A cultura maranhense é marcada por forte 
expressividade cultural e religiosa, sendo reconhecida 
nacionalmente por manifestações populares como o 
Bumba Meu Boi. A esse respeito, analise as afirmativas: 
I. O Bumba Meu Boi é uma festa popular que integra 
dança, música e teatro, com variações de sotaques 
(estilos), como o de matraca, o de zabumba, o de 
orquestra, entre outros. 
II. Apesar de ter raízes rurais, o Bumba Meu Boi se 
tornou exclusivamente um espetáculo turístico, restrito 
a apresentações em hotéis e espaços privados na capital, 
que devido ao apelo turístico durante o São João, 
apresenta-se nos dias atuais sem conexão com as 
comunidades locais onde foram idealizados. 
III. A celebração do Bumba Meu Boi reflete a herança 
indígena, africana e europeia, sendo elemento 
significativo de identidade cultural para as diferentes 
regiões do Maranhão. 
Com base nessas informações, assinale a 
alternativa correta: 
a) Somente as afirmativas I e III estão corretas. 
b) Somente a afirmativa II está correta. 
c) Somente a afirmativa III está correta. 
d) Todas as afirmativas estão corretas. 
 
QUESTÃO 03 
Quais fatores abaixo contribuíram de forma mais 
predominante para a permanência dos franceses na 
região do Maranhão durante o século XVII? 
a) A fragilidade das defesas portuguesas e a instalação 
de uma base comercial francesa no Maranhão. 
b) A resistência indígena contra os portugueses e 
espanhóis, que preferiam a aliança com os franceses. 
c) O apoio das elites locais à colonização francesa 
devido a interesses econômicos na exploração de 
especiarias. 
d) O domínio francês sobre a maior parte do território 
amazônico e sua superioridade naval no Atlântico. 
e) O apoio direto da Coroa Portuguesa à instalação 
francesa como medida para conter os holandeses na 
região. 
 
QUESTÃO 04 
A colonização portuguesa no Maranhão após a expulsão 
francesa ocorreu em duas frentes: Norte e Sul. Assinale 
a opção falsa sobre o processo colonizador português no 
Maranhão: 
a) No Norte a colonização portuguesa ocorreu com a 
criação de gado. 
b) No Sul o processo colonizador ocorreu com a 
atividade criatória e predomínio do trabalho 
assalariado. 
c) A colonização do Norte foi de iniciativa estatal e 
agrícola. 
d) No Sul o processo colonizador foi baseado na criação 
de gado e usode violência contra o nativo. 
 
QUESTÃO 05 
A criação do Estado do Maranhão em 1621, teve como 
motivação: 
a) A luta portuguesa pelo fim da União Ibérica (1580- 
1640). 
b) Objetivo de estimular a atividade mineradora na 
região. 
c) A facilidade de comunicação do Norte e o Sul na 
região. 
d) A dificuldade de comunicação entre o norte e o sul do 
Brasil. 
 
QUESTÃO 06 
“Em razão dos variados recursos junto ao TRE e TSE, o 
resultado das eleições de 03 de outubro só foi divulgado 
 
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QUESTÃO 04 
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ao povo no ano seguinte. A tendência era Saturnino sair 
vitorioso, mas, os governistas conseguiram, junto ao 
TRE, impugnar e anular cerca de 16 mil votos da capital, 
dando vitória a Eugênio Barros com mais de 6mil votos 
de diferença. Para piorar a situação da oposição, que 
exigia eleições suplementares, Saturnino Belo morre de 
infarto fulminante em 16 de janeiro de 1951, quando os 
resultados oficiais ainda não haviam sido divulgados pelo 
TRE. Este, argumentando que o eleitor não poderia votar 
em um candidato morto, diplomou Eugênio Barros como 
governador.” Fernandes Júnior, Luiz C.C. Geohistória do 
Maranhão, 2021. Um dos reflexos das eleições para 
governador do Maranhão em 1950 foi: 
a) O enfraquecimento do Vitorinismo 
b) O crescimento do Sarneysmo 
c) O fim do coronelismo. 
d) A Greve Geral de 1951. 
 
QUESTÃO 07 
A Balaiada (1838-1841) no Maranhão está no círculo das 
chamadas Revoltas Regenciais marcou o período 
Regencial (1831-1840) como o mais agitado da história 
do Brasil. Assinale a opção que contém um elemento 
estranho à referida revolta: 
a) A crise da economia algodoeira. 
b) Abuso das autoridades. 
c) Disputa política entre liberais (Bem-te-Vis) e 
conservadores(cabanos). 
d) O desenvolvimento das manufaturas em choque com 
a expansão agrícola. 
 
QUESTÃO 08 
A Revolta de Beckman em 1684 no Maranhão se insere 
nas chamadas revoltas nativistas que foram movimentos 
localizados que expressavam insatisfação com algum 
aspecto da administração colonial. Uma alternativa está 
incorreta sobre a deferida revolta, assinale-a: 
a) Os abusos da CIA. do Comercio do Maranhão e 
GRÃO-PARÁ, provocaram a revolta. 
b) Choque entre os colonos e jesuítas resultado da 
escravização dos indígenas pelos colonos. 
c) A CIA. do Comercio do Maranhão e GRÃO-PARÁ 
exercia plenamente seus privilégios, mas não 
cumpria devidamente as suas obrigações. 
d) O Maranhão vivia o auge do algodão com uma 
economia agroexportadora, mas os lucros da 
prosperidade econômica não eram distribuídos na 
sociedade local. 
 
QUESTÃO 09 
O processo de ocupação do território maranhense 
principia no período colonial Brasileiro (1500 1822) 
ocorrendo de diferentes atividades. Sobre a ocupação do 
território maranhense, assinale a alternativa correta: 
a) O sul do Maranhão foi ocupado a partir do século 
XVIII com a agricultura de exportação. 
b) O norte maranhense foi ocupado a partir do século 
XVIII com a criação de gado. 
c) A primeira região ocupada foi o sul maranhense. 
d) O sul do Maranhão foi ocupado a partir do século 
XVIII com a criação de gado. 
 
QUESTÃO 10 
Um dos episódios que marcaram a história do Maranhão 
foi o confronto dos portugueses que, com ajuda de povos 
indígenas, conseguiram a expulsão dos franceses do 
território. Esse conflito ficou conhecido como: 
a) Batalha de Guaxenduba. 
b) Balaiada. 
c) Guerra de Canudos. 
d) Revolta Armada. 
 
QUESTÃO 11 
 
A charge faz referência a um fenômeno político que 
vigorou durante o século XX, no início da República no 
Brasil e que se fez bastante presente na política 
praticada no Maranhão. Trata-se do: 
a) Voto Censitário. 
b) Voto de Cabresto. 
c) Regime ditatorial. 
d) Movimento das Diretas Já. 
 
QUESTÃO 12 
Quem foi o líder da expedição que expulsou os franceses 
e estabeleceu o domínio português na região do 
Maranhão? 
a) Aires da Cunha 
b) Fernando Álvares de Andrade 
c) Alexandre de Moura 
d) Jerônimo de Albuquerque 
 
 
 
 
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QUESTÃO 13 
Os holandeses invadiram o Maranhão entre 1641 e 1644, 
estabelecendo um forte domínio militar e econômico 
baseado, sobretudo, na exploração do comércio do 
açúcar. A invasão holandesa no Maranhão é vista na 
historiografia como mais “perigosa” e complexa do que 
a francesa, ocorrida por volta de três décadas antes. Os 
fatores históricos que colaboraram para essa visão “mais 
perigosa” sobre a invasão holandesa denotam que: 
a) A França realizava missões artísticas e obras de 
infraestrutura em suas áreas coloniais, ao passo que 
os holandeses eram reconhecidos por implantar 
impostos proibitivos às atividades comerciais. 
b) A Holanda queria implantar o anglicanismo nas áreas 
coloniais sob o seu domínio, o que gerava fortes 
embates contra os colonos católicos espanhóis e 
portugueses, temerosos de perseguições religiosas. 
c) Os holandeses não realizaram investimentos 
estruturais em Pernambuco durante o seu longo 
domínio. Maurício de Nassau era um reconhecido 
perseguidor de católicos e isso gerava forte medo nos 
colonos do Maranhão. 
d) A Holanda do final do século XVII tem a maior 
marinha do mundo, superando já a espanhola e a 
inglesa; é inimiga declarada do império luso-
castelhano e, ainda por cima, os holandeses eram 
protestantes, considerados ao mesmo tempo 
“rebeldes”, “hereges” e protetores de judeus na 
Europa. 
 
QUESTÃO 14 
No ano de 1612 os franceses tentaram organizar uma 
colônia no Brasil: a França Equinocial. A expedição 
francesa, comandada por Daniel de La Touche, fundou o 
Forte de São Luís, em homenagem ao rei da França, e 
que deu origem à cidade de São Luís, hoje capital do 
Maranhão. A respeito da invasão francesa no Maranhão, 
além dos objetivos comerciais, outro fato que originou 
tal intento foi: 
a) A França estava inserida no Tratado de Tordesilhas 
e, por direito, essas terras eram suas. 
b) O não reconhecimento e a discordância dos franceses 
com relação ao Tratado de Tordesilhas. 
c) O fato dos franceses serem antigos aliados dos 
ingleses e, com isso, almejarem as terras ocupadas 
por Portugal. 
d) Como a capitania do Maranhão estava totalmente 
abandonada e desabitada, os franceses se 
aproveitaram para efetuar a invasão. 
 
QUESTÃO 15 
A ocupação do território maranhense esteve atrelada à 
exploração econômica referente à produção de cana-de-
açúcar, do algodão e do babaçu, desde o período colonial 
até os primeiros anos da República. Essa, contudo, 
sofreu várias transformações derivadas das 
necessidades da França (fundou a capital), de Portugal 
(retomou dos invasores duas vezes e efetivou 
estratégias de ocupação), Holanda (invadiu e dominou 
uma vez por vinte e sete meses) e Inglaterra (interferiu 
em acordos econômicos), que viabilizaram o domínio e 
posse (assentamentos, entradas, engenhos), áreas de 
produção, escravização indígena e negra africana, 
exploração de recursos e ações de políticas territoriais 
(fortes, missões, vias de acesso), culminando na 
ampliação do povoamento. (FERREIRA, 2008.). A 
influência holandesa nas transformações a que se refere 
o trecho em relação ao Maranhão está ligada 
especificamente: 
a) Ao avanço territorial holandês, que, ao substituir 
toda a empresa colonizadora portuguesa na região 
Nordeste, provocou um desgaste político e 
econômico sem precedentes no Brasil. 
b) Ao caso do açúcar que enfrentou a concorrência das 
Antilhas, já que com a expulsão dos flamengos, elesforam para lá e montaram uma estrutura produtiva 
muito mais moderna e eficiente. 
c) À implantação nas terras pernambucanas de posse 
dos holandeses, de uma grandiosa rede de tráfico das 
drogas do sertão, inclusive o babaçu, antes 
comercializado apenas pelos maranhenses. 
d) À ruptura definitiva, por parte não só da Holanda, 
mas também dos países Ibéricos, dos acordos de 
“Aliança e amizade, comércio e navegação”, 
fundamentais para o trânsito de mercadorias do 
Maranhão. 
 
QUESTÃO 16 
Em finais dos anos 1670, por influência dos jesuítas, 
notadamente do padre Antônio Vieira, a Coroa organizou 
uma importante junta composta por notáveis do reino e 
autoridades do Maranhão para se discutir o problema do 
cativeiro dos índios no estado. O argumento da 
experiência “brasileira” com o cativeiro dos indígenas e 
com a entrada de escravos africanos foi então 
recorrentemente invocado. (MELLO, 2009.) Em 
decorrência também desses debates e embates a que se 
refere o trecho anterior, algum tempo depois: 
a) Instituía-se uma companhia de comércio que tinha 
como principal finalidade o abastecimento de 
africanos para o Maranhão. 
b) Instalava-se no Maranhão, e mais tarde por todo o 
Brasil, o sistema de parceria, que viria substituir a 
contento as demandas produtivas do país. 
c) Decretava-se a expulsão incondicional dos indígenas 
e a manutenção dos padres jesuítas na jurisdição da 
província maranhense sob custódia do rei. 
d) Implantava-se, pioneiramente, sob o controle 
presencial e régio, um tipo de trabalho híbrido, 
aproveitando a mão de obra tanto de indígenas 
quanto de africanos. 
 
QUESTÃO 17 
Graças ao prestígio pessoal de Victorino nas altas esferas 
administrativas e junto aos figurões do país (prestígio 
que se conservou em alta e efetivo, passando de 
presidente a presidente, até sua morte e além dela) 
como uma época de grandes vantagens para o Estado, 
com o carreamento de vultosas verbas, que, se bem 
 
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QUESTÃO 04 
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aplicadas, teriam dado ao Maranhão um grande 
progresso. Desviadas, porém, pelos amigos e 
correligionários, aos quais se garantiam todas as 
imunidades e forneciam meio para aniquilamento dos 
contrários. (BOTELHO, Joan. Conhecendo e 
Debatendo a História do Maranhão. 1ª ed. São Luís: 
Fort Gráfica, 2007.) São públicas e notórias as 
estratégias e articulações chefiadas por Vitorino Freire 
que levaram, posteriormente, à montagem do 
“Vitorinismo”, enquanto sistema político, através de suas 
práticas coronelísticas (autoritárias e violentas). A greve 
de 1951 representou para o Vitorinismo: 
a) Um desgaste da oligarquia Vitorinista, mas não a sua 
extinção ainda. 
b) Uma experiência nacional-estatista percebida como 
uma grande vitória do coronelismo, que perdura no 
Maranhão até hoje. 
c) O momento específico em que a figura hegemônica e 
de maior representação do mandonismo oligárquico 
local perdeu por completo seu poder. 
d) Um evento que mudaria a política como um todo no 
Brasil, pois trouxe uma importante contribuição no 
que se refere à derrocada do trabalhismo. 
 
QUESTÃO 18 
No Estado do Maranhão e Grão-Pará, território situado 
em grande parte na região amazônica, os aldeamentos 
missionários constituíram um fator crucial do poder 
político e econômico. Este fato explica que seu status e 
o de seus habitantes indígenas tenha sido objeto 
recorrente de contendas, conflitos, conivências e 
negociações, tanto na colônia quanto na corte. O 
Regimento das Missões, promulgado em dezembro de 
1686, foi uma das leis indigenistas mais duradouras da 
época colonial, destacando- -se na longa lista de 
disposições acerca da mão de obra nativa no norte da 
América portuguesa. (CHAMBOULEYRON, 2016, 59-
63.) Dentre os conflitos mais famosos envolvendo os 
atores históricos da região do Maranhão, a Revolta de 
Bequimão (Revolta de Beckman) se destaca, por seu 
contexto e abrangência. Em relação especificamente a 
esse conflito, podemos apontar como uma das causas: 
a) A ausência de liberdade religiosa e a intolerância às 
práticas distintas do catolicismo. 
b) O fato de que os escravizados da África introduzidos 
no Maranhão estavam fora de alcance da maioria 
devido ao preço elevado. 
c) A ideia, sobretudo, dos que possuíam fazendas nos 
entornos da cidade de que a escravidão, tanto 
indígena quanto africana representavam um 
retrocesso. 
d) O fato de que os objetivos metropolitanos embora 
condizentes com a realidade da colônia e dos colonos 
privilegiavam apenas os moradores mais abastados. 
 
QUESTÃO 19 
A tradicional Festa do Divino é um dos muitos festejos 
que fazem parte da cultura popular do Maranhão. A 
respectiva festividade gira em torno de um grupo de 
crianças, chamado império ou reinado. Dentre os 
elementos mais importantes da festa do Divino estão: 
a) A cuíca e cabaça. 
b) A cuíca e o cordão. 
c) O cajueiro e os instrumentos. 
d) O mandante e o cordão. 
e) As caixeiras. 
 
A festa se desenrola em um salão chamado tribuna, que 
representa um palácio real e é especialmente decorado 
para este fim. A abertura e o fechamento desse espaço 
marcam o começo e o fim do ciclo da festa, durante o 
qual se desenrolam as diversas etapas que, em conjunto, 
constituem um ritual extremamente complexo, que pode 
durar até quinze dias: abertura da tribuna, busca e 
levantamento do mastro, visita dos impérios, missa e 
cerimônia dos impérios, derrubamento do mastro, 
repasse das posses reais, fechamento da tribuna e 
carimbó de caixeiras. 
Entre os elementos mais importantes da festa do Divino 
estão as caixeiras, senhoras devotas que cantam e 
tocam caixa acompanhando todas as etapas da 
cerimônia. As caixeiras de São Luís são em geral 
mulheres negras, com mais de cinquenta anos, que 
moram em bairros periféricos da cidade. É sua 
responsabilidade não só conhecer perfeitamente todos 
os detalhes do ritual e do repertório musical da festa, 
que é vasto e variado, mas também possuir o dom do 
improviso para poder responder a qualquer situação 
imprevista. As caixeiras do Divino são portadoras de uma 
rica tradição que se expressa nas cantigas que pontuam 
cada uma das etapas da festa. 
 
Caixeiras do Divino 
 
QUESTÃO 20 
Os portugueses eram os dirigentes do Maranhão e, 
protestando contra a separação do Brasil dos territórios 
lusitanos, reuniram-se para resistir, organizando um 
Governo – a Junta provisória – presidida pelo Bispo Dom 
Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Esse foi o 
mais destacado ator político na defesa da pregação da 
obediência brasileira ao ordenamento constitucional 
português. Não obstante os cuidados do religioso e 
companheiros, nos campos e nas cidades eram 
crescentes os rumores favoráveis à liquidação da 
subordinação do Brasil a Portugal: o Maranhão, ainda 
que, a princípio, minoritário, estava contagiado. 
 
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(CORRÊA, José Rossini Campos do Couto. Formação 
Social do Maranhão: o presente de uma arqueologia. São 
Luis: Engenho, 2017, p.93, V.II) À medida, então, que 
os independentistas se aproximavam do Maranhão, os 
portugueses, 
a) reforçaram uma retórica fundamentada no 
compromisso de fidelidade e nos interesses 
econômicos como imperativos da permanência do 
vínculo colonialista e embasada em argumentos 
geopolíticos, a exemplo da defesa de que São Luís e 
Lisboa estavam compelidas à unidade, por 
constituírem um roteiro natural. 
b) defenderam a permanência da integração do 
Maranhão às austrais províncias brasileiras,por 
entenderem que essa era a condição indispensável às 
potencialidades do Itapecuru e do Amazonas, 
insuficientes para o desenvolvimento autônomo. 
c) afirmaram a dificuldade de isolar a província do 
Maranhão da região Sul do Brasil, por estarem 
beneficiadas por uma navegação suave, com ventos 
favoráveis, o que contribuiria para a rápida 
integração dos mercados entre essas duas regiões. 
d) restringiram as lutas contra a independência do 
Brasil ao campo da resistência ideológica, não 
avançando para episódios de violência física, a 
exemplo de condenações à morte ou exílio, situação 
que se explica por a Junta Provisória ter sido 
presidida por um membro da Igreja. 
e) enfrentaram maior resistência nas cidades de São 
Luís, Alcântara e Caxias, onde se concentrava uma 
elite comercial descontente com os rumos tomados 
pela política econômica da metrópole em relação à 
província, e fortemente influenciada pelos 
separatistas piauienses e paraenses.

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