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HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO HISTÓRIA DO MARANHÃO Bumba meu boi do Maranhão, Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade Centro Histórico de São Luís HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO Visão da praça e da igreja de São Matias, em Alcântara (MA) Tambor de crioula do Maranhão Composto por uma moldura dourada e um círculo central. No centro há quatro partes que representam a bandeira do Maranhão, as cores do Brasil e a instrução através de uma pena e um pergaminho. A forma do contorno da superfície do escudo será a mesma do escudo da Confederação Suíça e será limitada por molduras de estilo barroco amoldadas ao contorno; o campo do escudo será dividido em quatro partes — duas, em um dos lados, contendo as cores nacionais, verde e amarelo, e duas, do outro lado, contendo, a de cima, a bandeira do Estado reproduzida, e a de baixo o emblema da Instrução no meio de raios de luz; o escudo será encimado por uma coroa de louros e as molduras, ornatos e a coroa serão da cor dourada. A bandeira foi criada pelo poeta Sousândrade. As cores vermelha, preta e branca simbolizam a mistura de raças do povo do Maranhão. No canto superior esquerdo está um quadrado azul como fundo que representa o céu, e uma estrela branca de cinco pontas que simboliza o Estado como integrante da federação. A faixa governamental maranhense, que também é um símbolo estadual, segue as cores da bandeira. Segundo o autor da bandeira, as três cores representam a composição étnica a população maranhense (indígenas, negros e brancos), e a estrela representa a estrela β (beta) de Escorpião, que representa o estado na bandeira nacional. Hino Entre o rumor das selvas seculares Ouviste um dia no espaço azul, vibrando O troar das bombardas nos combates Após, um hino festival, soando O troar das bombardas nos combates Após, um hino festival, soando Após, um hino festival, soando Salve Pátria, Pátria amada! Maranhão, Maranhão, berço de heróis Por divisa, tens a glória Por nume, nossos avós Por divisa, tens a glória Por nume, nossos avós Por nume, nossos avós Era a guerra, a vitória, a morte e a vida E, com a vitória, é a glória entrelaçada Caía do invasor a audácia estranha Surgia do direito a luz dourada Caía do invasor a audácia estranha Surgia do direito a luz dourada HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO Surgia do direito a luz dourada Reprimiste o flamengo aventureiro E o forçaste a no mar buscar guarida E dois séculos depois, disseste ao luso A liberdade é o Sol que nos dá vida E dois séculos depois, disseste ao luso A liberdade é o Sol que nos dá vida A liberdade é o Sol que nos dá vida Quando às irmãs os braços estendeste Foi com a glória a fulgir do teu semblante Sempre envolta na tua luz celeste Pátria de heróis, tens caminhado avante Sempre envolta na tua luz celeste Pátria de heróis, tens caminhado avante Pátria de heróis, tens caminhado avante E na estrada esplendente do futuro Fitas o olhar, altiva e sobranceira Dê-te o porvir as glórias do passado Seja de glória tua existência inteira Dê-te o porvir as glórias do passado Seja de glória tua existência inteira Seja de glória tua existência inteira HISTÓRIA ❑ Os Tupinambás que deram à Ilha o nome de UPAON-AÇÚ – Ilha Grande – e ao tempo da chegada dos Franceses seu chefe principal era JUPIAÇÚ. ❑ Aires da Cunha foi um capitão donatário do Brasil. Tendo recebido de João III de Portugal em 1535 a Capitania do Maranhão, associou-se a Fernando Álvares de Andrade e João de Barros, que organizaram uma expedição para colonizar a região norte do Brasil. ❑ A Capitania do Maranhão foi uma das subdivisões do território brasileiro no período colonial. Seu primeiro donatário foi Fernando Álvares de Andrade, que recebeu a capitania em 11 de março de 1535. ❑ O estabelecimento da chamada França Equinocial iniciou-se em Março de 1612, quando uma expedição francesa partiu do porto de Cancale, na Bretanha, sob o comando de Daniel de La Touche, Senhor de la Ravardière. ❑ Para facilitar a defesa, os colonos estabeleceram-se numa ilha, onde fundaram um povoado denominado de "Saint Louis" (atual São Luís), em homenagem ao soberano, Luís XIII de França (1610- 1643). No dia 8 de Setembro de 1612, frades capuchinhos rezaram a primeira missa, tendo os colonos iniciado a construção do "Fort Saint Louis". ❑ Cientes da presença francesa na região, os portugueses reuniram tropas a partir da capitania de Pernambuco, sob o comando de Alexandre de Moura. As operações militares culminaram com a capitulação francesa em 4 de novembro de 1615. ❑ Depois de terem ocupado a maior parte do território do Nordeste da Colônia portuguesa na América, os holandeses dominaram as terras da Capitania do Maranhão em 1641. Eles desembarcaram em São Luís e tinham como objetivo a expansão da indústria açucareira com novas áreas de produção de cana-de- açúcar. Depois, expandiram-se para o interior da Capitania. ❑ Os colonos, insatisfeitos com a presença holandesa, começaram movimentos para a expulsão dos holandeses do Maranhão em 1642, sendo o primeiro movimento contra a dominação holandesa. As lutas só acabaram em 1644 e nelas se destaca Antônio Texeira de Melo como um dos líderes do movimento. ❑ O Estado do Maranhão foi uma unidade administrativa do Reino de Portugal na América Portuguesa, criada em 13 de junho de 1621 por determinação de Filipe II de Portugal, no contexto da Dinastia Filipina e da União Ibérica (1580-1640). Concebido como um governo distinto e separado do Estado do Brasil, possuía o mesmo grau hierárquico dentro da administração imperial, estando diretamente subordinado à Coroa portuguesa e, a partir de 1642, ao Conselho Ultramarino. 1. A Revolta de Beckman, também Revolta dos Irmãos Beckman ou Revolta de Bequimão, ocorreu no então Estado do Maranhão, em 1684. É tradicionalmente considerada como um movimento nativista. Teve como causa o descontentamento contra a Companhia de Comércio do Maranhão. 2. A forte atuação dos jesuítas dificultou o uso do trabalho escravo indígena, fator que veio a aumentar ainda mais a crise de mão de obra. Para tentar resolver o problema, os senhores de engenho locais organizaram tropas para invadir os aldeamentos organizados pelos Jesuítas e capturar indígenas como escravos. Estes indígenas, evangelizados, constituíam a mão de obra utilizada pelos religiosos na atividade de coleta das chamadas drogas do sertão. Diante das agressões, a Companhia de Jesus recorreu à Coroa, que interveio e HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO proibiu a escravização do indígena,uma vez que esta não trazia lucros para a Metrópole. 3. Para solucionar esta questão, a Coroa instituiu a Companhia do Comércio do Maranhão (1682), em moldes semelhantes ao da Companhia Geral do Comércio do Brasil (1649). Pelo Regimento, a nova Companhia deteria o estanco (monopólio) de todo o comércio do Maranhão por um período de vinte anos, com a obrigação de introduzir dez mil escravos africanos (à razão de quinhentos indivíduos por ano), comercializando-os a prazo, a preços tabelados. 4. Além do fornecimento destes escravos, deveria fornecer tecidos manufaturados e outros gêneros europeus necessários à população local, como por exemplo o bacalhau, os vinhos e a farinha de trigo. Em contrapartida, deveria enviar anualmente a Lisboa pelo menos um navio do Maranhão e outro do Grão-Pará, com produtos locais. O cacau, a baunilha, o pau-cravo e o tabaco, produzidos na região, seriam vendidos exclusivamente à Companhia, por preços tabelados. 5. Apontados como líderes, Manuel Beckman e Jorge de Sampaio receberam como sentença a morte pela forca. Os demais envolvidos foram condenados à prisão perpétua. Manuel Beckman e Jorge Sampaio foram enforcados em 2 de novembro de 1685 (10 de novembro, segundo outras fontes). A última declaração de Manuel foi: "Morro feliz pelo povo do Maranhão!". Tendo os seus bens ido a hasta pública, Gomes Freire arrematou-os todos e devolveu-os à viúva e filhas do revoltoso. ❑ Na segunda metade desse século a administração do Marquês de Pombal (1750-1777) tentou encaminhar soluções para as graves questões da região. A administração pombalina, dentro da política reformista adotada, criou, entre outras medidas, a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. Empresa privilegiada, de caráter monopolista, criada pelo Marquês de Pombal, na segunda metade do século XVIII, em Portugal. ❑ A Balaiada, chamada ainda Guerra dos Bem- te-vis, foi uma revolta popular e social ocorrida no estado brasileiro do Maranhão entre os anos de 1838 e 1841 (uma das mais longas e numerosas revoltas, com início em 13 de dezembro de 1838). Os primeiros indícios da revolta ecoaram da então vila da Manga do Iguará, também conhecida simplesmente Manga (atual cidade de Nina Rodrigues), na região do Maranhão oriental. ❑ A Balaiada eclodiu como um levante social que visava obter melhores condições de vida e contou com a participação de vaqueiros, escravos e outros desfavorecidos. ❑ No processo de independência do Brasil, Piauí, Maranhão, Pará, Mato Grosso e Goiás deviam obediência e lealdade a Portugal. ❑ Na Província do Maranhão, as elites agrícolas e pecuaristas eram muito ligadas à Metrópole. À época, o Maranhão era uma das mais ricas províncias do Brasil. O intenso tráfego marítimo com a Metrópole, justificado pela maior proximidade com a Europa, tornava mais fácil o acesso e as trocas comerciais com Lisboa do que com o sul do país. Os filhos dos comerciantes ricos estudavam em Portugal. A região era conservadora e avessa aos comandos vindos do Rio de Janeiro. Foi da Junta Governativa da Capital, São Luís, que partiu a iniciativa da repressão ao movimento da Independência no Piauí. ❑ São Luís, a capital provincial e tradicional reduto português, foi finalmente bloqueada por mar e ameaçada de bombardeio pela esquadra de Thomas Cochrane, sendo obrigada a aderir à Independência em 28 de julho de 1823. ❑ A Greve Geral de 1951 (Balaiada Urbana) foi um dos reflexos diretos do desfecho polêmico das eleições e da diplomação de Eugênio Barros, contrariando expectativas da população e amplificando o descontentamento social. Esse movimento paralisou setores importantes da capital e evidenciou o grau de insatisfação popular, ficando marcado na história política do Maranhão. ❑ O resultado da eleição para o Governo do Estado, realizada no bojo das eleições gerais de outubro de 1950, com a vitória do empresário caxiense Eugênio Barros (PST), candidato escolhido e apoiado pelo então todo-poderoso senador Victorino Freire, sobre o empresário ludovicense Saturnino Bello (PSP), candidato das Oposições Coligadas (PSP/UDN/PSD/PR/PL/PTB), conflagrou o Maranhão de maneira dramática, mergulhando os maranhenses, principalmente os da Ilha de Upaon Açu, num caldeirão de tensões políticas e sociais. ❑ Os números apresentados pela Justiça Eleitoral foram contestados com denúncias de fraude, feitas pelas Oposições Coligadas, e o embate das duas correntes desencadeou uma crise política e institucional de proporções gigantescas que, durante nove meses, transformou São Luís numa praça de guerra. História - Greve Geral de 1951 ❑ Nesse período, o Maranhão teve um governador eleito, dois governadores interinos, um interino que não chegou a assumir, e por pouco não caiu nas mãos de um interventor federal, que seria um general. Em meio à crise política, a Capital foi sacudida por agitações de massa, tiroteios, assassinatos, incêndios criminosos em bairros pobres, e o interior participou com um levante “guerrilheiro” em São João dos Patos. ❑ Alimentada por jornais partidários locais, a crise maranhense, que parou a vida social e econômica da Ilha, se tornou item prioritário na agenda política do presidente Getúlio Vargas – que voltara ao poder pelo voto direto –, foi acompanhada pelos grandes jornais e revistas nacionais, e ganhou repercussão internacional. Ocorrida quando o Brasil consolidava a redemocratização, a longa sequência de episódios entrou para a História como A Greve de 51, também batizada de “Revolução do Maranhão”. https://pt.wikipedia.org/wiki/Leil%C3%A3o HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO QUESTÃO 01 A Guerra dos Leda (1898-1909), ocorrida no sul do Maranhão, foi um dos maiores conflitos registrados na história maranhense. Analise as alternativas a seguir e assinale a única opção INCORRETA: a) Nas origens do conflito está o assassinato do promotor público Eustaquio Polary atribuído a família Leão Leda. b) A Principal motivação do conflito foi a questão fundiária que envolvia a disputa de terras entre famílias poderosas. c) O conflito foi a expressão da disputa política de Leão Leda (que tinha grande influência política no sul maranhense) e o oligarca Benedito Leite. d) Na motivação do conflito existe a questão separatista já que Leão Leda tinha pretensões de exercer seu governo no sul do Maranhão. Guerra dos Leda (1898-1909) ❑ A Rebelião teve a duração aproximadamente de onze anos, se levarmos em consideração o ano de 1898 data do assassinato de Estolano Polary e do atentado contra Leão Léda em 1909. Aconteceu em várias localidades do sertão do Maranhão e áreas vizinhas especialmente do norte de Goiás. Tal “guerra” proclamava por uma independência política do sertão. Os que representavam as lideranças políticas de cada localidade sertaneja solicitavam uma presença maior do Estado, no sentido de escolas, estradas, postos de saúde e de investimentos que pudessem tirar o sertão do “isolamento” ao qual estava submetido. ❑ Os confrontos das famílias Léda e Moreira contra os conservadores (Araújo Costa) e a posteriori federalistas, representados na pessoa de Jeferson Nunes tiveram raízes ainda no Maranhão Imperial, mas só chegaram ao ápice no período Republicano, principalmente por volta de 1898. ❑ Envolvido nesse sistema de disputa política entre partidos, o senador Benedito Pereira Leite tentou a todo o custo uma hegemonia política do Estado e buscando tal fim, investiu de maneira violenta contra alguns lideres do partido liberal de Grajaú, especificamente o mais destacado, Leão Rodrigues de Miranda Léda.É possível observar que durante aquele período. O poder político de grande parte do Maranhão estava sob o controle do senador Benedito Leite, e os liberais do sertão iam contra o sistema situacionista implantado pelo primeiro. ❑ Para a oposição sertaneja, “o governo do estado era o fomentador da revolta e toda a responsabilidade recaia sobre Benedito Leite, que desejava ter hegemonia política no sertão” (VIVEIROS, 1960, p. 196). Para atacar as organizações formadas nos sertões em favor de Leão Léda, foi enviado pelo governo do Estado, forças militares com cerca de 150 homens ao para combater os oposicionistas em Grajaú3 . A reação do governo maranhense ao assassinato do promotor de Grajaú foi imediata. ❑ Por onde passavam os representantes do governo, as ações eram criminosas, o ambiente ficava arrasado, as mulheres eram estupradas, as propriedades incendiadas, roubadas e saqueadas, o governo não poupava idosos, crianças, mulheres grávidas, vaqueiros, dentre outros. A ordem era sair em busca de Leão Léda, colocá-lo na prisão, na percepção do governo, seria uma forma de impedir qualquer atitude do coronel Léda contra o mandonismo da capital. As famílias sertanejas já não conseguiam ter paz e a inviolabilidade do lar deixou de existir. Quase todas as familiais eram constantemente ameaçadas de morte. Esse terrorismo de Estado foi a principal metodologia empregada no sertão na “caça” implacável a Leão Léda. O exílio do líder liberal: Leão Léda no Norte de Goiás ❑ O assassinato de Estolano Eustáquio Polary, promotor público de Grajaú fez com que Leão Léda e seus aliados políticos buscassem exílio na cidade de Boa Vista, naquela época situava-se no norte de Goiás. O crime ocorrido na Antiga Vila da Chapada foi usado pelo governo do Estado, representado por Benedito Leite, como causa para incriminar o ex-líder liberal e agora republicano e seus pares. Seguidores da politica adotada por Benedito Leite, tanto da Capital, quanto sertão queria a todo o custo eliminar Leão Léda um dos fundadores do Partido Republicano no sertão maranhense. ❑ Lá, o líder liberal contratou os serviços de um advogado. Este requereu habeascorpus para Leão Léda, tendo como objetivo provar a inocência de seu constituinte e de seus seguidores, que foram impossibilitados de o fazerem no Maranhão, posto que, nenhum advogado aceitou a defesa do líder sertanejo. ❑ O pedido de habeas-corpus foi negado pelo poder judicial de São Luís e por ordens das lideranças jurídicas locais, que prestavam serviços ao senador e não à justiça. Aqueles aliados a Benedito Leite recebiam um bônus no cenário político, adquiriam status e poder, eram capazes de realizar atos inapropriados para atingirem os seus interesses. Os bônus recebidos eram para aniquilar os líderes políticos do sertão contrários ao poder central. O município de Grajaú passou a ser considerada pelo poder central um local propício para a barbárie e seus habitantes passaram a ser considerados como um “bando de selvagens” que precisavam ser domados. ❑ A região Sul do Maranhão, não só apresentava, como ainda apresentaaspectos totalmente dispares da região próxima ao litoral do Estado. Os indivíduos que ocuparam a região do sertão foram homens vindos, principalmente de Pernambuco e da Bahia, que por iniciativa privada, por volta do século XVIII, atravessaram o rio Parnaíba e chegaram à localidade denominada por eles de “Pastos Bons”, ou seja, um lugar amplo, verde e cheio de rios, propícios para a criação de gados. HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO ❑ Leão Rodrigues de Miranda Leda (Grajaú, 1840 — Conceição do Araguaia, 9 de março de 1909), também conhecido como Leão Leda, foi um proprietário rural e político liberal-republicano que viveu nas regiões do Alto Sertão do Mearim e no Bico do Papagaio. ❑ Como ativista político republicano, envolveu-se nos mais diversos conflitos armados no final do século XIX e início do século XX. Entre os conflitos que se envolveu estão registrados a "Guerra do Leda" e a Segunda revolta de Boa Vista. Chegada a Conceição e Morte ❑ Em finais de 1908, Leão Leda instalou-se em Conceição do Araguaia que tinha sido incorporada (juntamente com Marabá, São João do Araguaia e o restante do sudeste do Pará) ao estado de Goiás, durante os desdobramento da segunda revolta de Boa Vista no Pará (Revolta dos Galegos e Declaração de Marabá). O artífice da vinda de Leda à Conceição foi Estevão Maranhão, que era seu sobrinho. ❑ O prelado da Santíssima Conceição do Araguaia, dom Domingos Carrerot, aliado de Padre Lima, começou a confrontar a ele e seu grupo publicamente, em virtude de suas posições liberais e da convicção quanto a criação de um estado englobando o sudeste do Pará e o norte do Goiás. Dom Carrerot começou difamando sua pessoa, afirmando ser ele um maçom e herege. Acusou-o também de ser judeu, que de fato era. ❑ Os grupos de Carrerot e Leda atacavam-se mutuamente até que em 8 de março de 1909, aproximadamente às 11 horas da manhã, uma turba incendiada por dom Carrerot cercou a casa de Leão Leda; após 24 horas de conflito, a maioria das pessoas que estava na casa havia sido morta. A turba capturou Leda e seu filho Mariano, sendo linchados e mortos em praça pública no dia 9 de março de 1909. QUESTÃO 02 A cultura maranhense é marcada por forte expressividade cultural e religiosa, sendo reconhecida nacionalmente por manifestações populares como o Bumba Meu Boi. A esse respeito, analise as afirmativas: I. O Bumba Meu Boi é uma festa popular que integra dança, música e teatro, com variações de sotaques (estilos), como o de matraca, o de zabumba, o de orquestra, entre outros. II. Apesar de ter raízes rurais, o Bumba Meu Boi se tornou exclusivamente um espetáculo turístico, restrito a apresentações em hotéis e espaços privados na capital, que devido ao apelo turístico durante o São João, apresenta-se nos dias atuais sem conexão com as comunidades locais onde foram idealizados. III. A celebração do Bumba Meu Boi reflete a herança indígena, africana e europeia, sendo elemento significativo de identidade cultural para as diferentes regiões do Maranhão. Com base nessas informações, assinale a alternativa correta: a) Somente as afirmativas I e III estão corretas. b) Somente a afirmativa II está correta. c) Somente a afirmativa III está correta. d) Todas as afirmativas estão corretas. QUESTÃO 03 Quais fatores abaixo contribuíram de forma mais predominante para a permanência dos franceses na região do Maranhão durante o século XVII? a) A fragilidade das defesas portuguesas e a instalação de uma base comercial francesa no Maranhão. b) A resistência indígena contra os portugueses e espanhóis, que preferiam a aliança com os franceses. c) O apoio das elites locais à colonização francesa devido a interesses econômicos na exploração de especiarias. d) O domínio francês sobre a maior parte do território amazônico e sua superioridade naval no Atlântico. e) O apoio direto da Coroa Portuguesa à instalação francesa como medida para conter os holandeses na região. QUESTÃO 04 A colonização portuguesa no Maranhão após a expulsão francesa ocorreu em duas frentes: Norte e Sul. Assinale a opção falsa sobre o processo colonizador português no Maranhão: a) No Norte a colonização portuguesa ocorreu com a criação de gado. b) No Sul o processo colonizador ocorreu com a atividade criatória e predomínio do trabalho assalariado. c) A colonização do Norte foi de iniciativa estatal e agrícola. d) No Sul o processo colonizador foi baseado na criação de gado e usode violência contra o nativo. QUESTÃO 05 A criação do Estado do Maranhão em 1621, teve como motivação: a) A luta portuguesa pelo fim da União Ibérica (1580- 1640). b) Objetivo de estimular a atividade mineradora na região. c) A facilidade de comunicação do Norte e o Sul na região. d) A dificuldade de comunicação entre o norte e o sul do Brasil. QUESTÃO 06 “Em razão dos variados recursos junto ao TRE e TSE, o resultado das eleições de 03 de outubro só foi divulgado HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO ao povo no ano seguinte. A tendência era Saturnino sair vitorioso, mas, os governistas conseguiram, junto ao TRE, impugnar e anular cerca de 16 mil votos da capital, dando vitória a Eugênio Barros com mais de 6mil votos de diferença. Para piorar a situação da oposição, que exigia eleições suplementares, Saturnino Belo morre de infarto fulminante em 16 de janeiro de 1951, quando os resultados oficiais ainda não haviam sido divulgados pelo TRE. Este, argumentando que o eleitor não poderia votar em um candidato morto, diplomou Eugênio Barros como governador.” Fernandes Júnior, Luiz C.C. Geohistória do Maranhão, 2021. Um dos reflexos das eleições para governador do Maranhão em 1950 foi: a) O enfraquecimento do Vitorinismo b) O crescimento do Sarneysmo c) O fim do coronelismo. d) A Greve Geral de 1951. QUESTÃO 07 A Balaiada (1838-1841) no Maranhão está no círculo das chamadas Revoltas Regenciais marcou o período Regencial (1831-1840) como o mais agitado da história do Brasil. Assinale a opção que contém um elemento estranho à referida revolta: a) A crise da economia algodoeira. b) Abuso das autoridades. c) Disputa política entre liberais (Bem-te-Vis) e conservadores(cabanos). d) O desenvolvimento das manufaturas em choque com a expansão agrícola. QUESTÃO 08 A Revolta de Beckman em 1684 no Maranhão se insere nas chamadas revoltas nativistas que foram movimentos localizados que expressavam insatisfação com algum aspecto da administração colonial. Uma alternativa está incorreta sobre a deferida revolta, assinale-a: a) Os abusos da CIA. do Comercio do Maranhão e GRÃO-PARÁ, provocaram a revolta. b) Choque entre os colonos e jesuítas resultado da escravização dos indígenas pelos colonos. c) A CIA. do Comercio do Maranhão e GRÃO-PARÁ exercia plenamente seus privilégios, mas não cumpria devidamente as suas obrigações. d) O Maranhão vivia o auge do algodão com uma economia agroexportadora, mas os lucros da prosperidade econômica não eram distribuídos na sociedade local. QUESTÃO 09 O processo de ocupação do território maranhense principia no período colonial Brasileiro (1500 1822) ocorrendo de diferentes atividades. Sobre a ocupação do território maranhense, assinale a alternativa correta: a) O sul do Maranhão foi ocupado a partir do século XVIII com a agricultura de exportação. b) O norte maranhense foi ocupado a partir do século XVIII com a criação de gado. c) A primeira região ocupada foi o sul maranhense. d) O sul do Maranhão foi ocupado a partir do século XVIII com a criação de gado. QUESTÃO 10 Um dos episódios que marcaram a história do Maranhão foi o confronto dos portugueses que, com ajuda de povos indígenas, conseguiram a expulsão dos franceses do território. Esse conflito ficou conhecido como: a) Batalha de Guaxenduba. b) Balaiada. c) Guerra de Canudos. d) Revolta Armada. QUESTÃO 11 A charge faz referência a um fenômeno político que vigorou durante o século XX, no início da República no Brasil e que se fez bastante presente na política praticada no Maranhão. Trata-se do: a) Voto Censitário. b) Voto de Cabresto. c) Regime ditatorial. d) Movimento das Diretas Já. QUESTÃO 12 Quem foi o líder da expedição que expulsou os franceses e estabeleceu o domínio português na região do Maranhão? a) Aires da Cunha b) Fernando Álvares de Andrade c) Alexandre de Moura d) Jerônimo de Albuquerque HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO QUESTÃO 13 Os holandeses invadiram o Maranhão entre 1641 e 1644, estabelecendo um forte domínio militar e econômico baseado, sobretudo, na exploração do comércio do açúcar. A invasão holandesa no Maranhão é vista na historiografia como mais “perigosa” e complexa do que a francesa, ocorrida por volta de três décadas antes. Os fatores históricos que colaboraram para essa visão “mais perigosa” sobre a invasão holandesa denotam que: a) A França realizava missões artísticas e obras de infraestrutura em suas áreas coloniais, ao passo que os holandeses eram reconhecidos por implantar impostos proibitivos às atividades comerciais. b) A Holanda queria implantar o anglicanismo nas áreas coloniais sob o seu domínio, o que gerava fortes embates contra os colonos católicos espanhóis e portugueses, temerosos de perseguições religiosas. c) Os holandeses não realizaram investimentos estruturais em Pernambuco durante o seu longo domínio. Maurício de Nassau era um reconhecido perseguidor de católicos e isso gerava forte medo nos colonos do Maranhão. d) A Holanda do final do século XVII tem a maior marinha do mundo, superando já a espanhola e a inglesa; é inimiga declarada do império luso- castelhano e, ainda por cima, os holandeses eram protestantes, considerados ao mesmo tempo “rebeldes”, “hereges” e protetores de judeus na Europa. QUESTÃO 14 No ano de 1612 os franceses tentaram organizar uma colônia no Brasil: a França Equinocial. A expedição francesa, comandada por Daniel de La Touche, fundou o Forte de São Luís, em homenagem ao rei da França, e que deu origem à cidade de São Luís, hoje capital do Maranhão. A respeito da invasão francesa no Maranhão, além dos objetivos comerciais, outro fato que originou tal intento foi: a) A França estava inserida no Tratado de Tordesilhas e, por direito, essas terras eram suas. b) O não reconhecimento e a discordância dos franceses com relação ao Tratado de Tordesilhas. c) O fato dos franceses serem antigos aliados dos ingleses e, com isso, almejarem as terras ocupadas por Portugal. d) Como a capitania do Maranhão estava totalmente abandonada e desabitada, os franceses se aproveitaram para efetuar a invasão. QUESTÃO 15 A ocupação do território maranhense esteve atrelada à exploração econômica referente à produção de cana-de- açúcar, do algodão e do babaçu, desde o período colonial até os primeiros anos da República. Essa, contudo, sofreu várias transformações derivadas das necessidades da França (fundou a capital), de Portugal (retomou dos invasores duas vezes e efetivou estratégias de ocupação), Holanda (invadiu e dominou uma vez por vinte e sete meses) e Inglaterra (interferiu em acordos econômicos), que viabilizaram o domínio e posse (assentamentos, entradas, engenhos), áreas de produção, escravização indígena e negra africana, exploração de recursos e ações de políticas territoriais (fortes, missões, vias de acesso), culminando na ampliação do povoamento. (FERREIRA, 2008.). A influência holandesa nas transformações a que se refere o trecho em relação ao Maranhão está ligada especificamente: a) Ao avanço territorial holandês, que, ao substituir toda a empresa colonizadora portuguesa na região Nordeste, provocou um desgaste político e econômico sem precedentes no Brasil. b) Ao caso do açúcar que enfrentou a concorrência das Antilhas, já que com a expulsão dos flamengos, elesforam para lá e montaram uma estrutura produtiva muito mais moderna e eficiente. c) À implantação nas terras pernambucanas de posse dos holandeses, de uma grandiosa rede de tráfico das drogas do sertão, inclusive o babaçu, antes comercializado apenas pelos maranhenses. d) À ruptura definitiva, por parte não só da Holanda, mas também dos países Ibéricos, dos acordos de “Aliança e amizade, comércio e navegação”, fundamentais para o trânsito de mercadorias do Maranhão. QUESTÃO 16 Em finais dos anos 1670, por influência dos jesuítas, notadamente do padre Antônio Vieira, a Coroa organizou uma importante junta composta por notáveis do reino e autoridades do Maranhão para se discutir o problema do cativeiro dos índios no estado. O argumento da experiência “brasileira” com o cativeiro dos indígenas e com a entrada de escravos africanos foi então recorrentemente invocado. (MELLO, 2009.) Em decorrência também desses debates e embates a que se refere o trecho anterior, algum tempo depois: a) Instituía-se uma companhia de comércio que tinha como principal finalidade o abastecimento de africanos para o Maranhão. b) Instalava-se no Maranhão, e mais tarde por todo o Brasil, o sistema de parceria, que viria substituir a contento as demandas produtivas do país. c) Decretava-se a expulsão incondicional dos indígenas e a manutenção dos padres jesuítas na jurisdição da província maranhense sob custódia do rei. d) Implantava-se, pioneiramente, sob o controle presencial e régio, um tipo de trabalho híbrido, aproveitando a mão de obra tanto de indígenas quanto de africanos. QUESTÃO 17 Graças ao prestígio pessoal de Victorino nas altas esferas administrativas e junto aos figurões do país (prestígio que se conservou em alta e efetivo, passando de presidente a presidente, até sua morte e além dela) como uma época de grandes vantagens para o Estado, com o carreamento de vultosas verbas, que, se bem HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO aplicadas, teriam dado ao Maranhão um grande progresso. Desviadas, porém, pelos amigos e correligionários, aos quais se garantiam todas as imunidades e forneciam meio para aniquilamento dos contrários. (BOTELHO, Joan. Conhecendo e Debatendo a História do Maranhão. 1ª ed. São Luís: Fort Gráfica, 2007.) São públicas e notórias as estratégias e articulações chefiadas por Vitorino Freire que levaram, posteriormente, à montagem do “Vitorinismo”, enquanto sistema político, através de suas práticas coronelísticas (autoritárias e violentas). A greve de 1951 representou para o Vitorinismo: a) Um desgaste da oligarquia Vitorinista, mas não a sua extinção ainda. b) Uma experiência nacional-estatista percebida como uma grande vitória do coronelismo, que perdura no Maranhão até hoje. c) O momento específico em que a figura hegemônica e de maior representação do mandonismo oligárquico local perdeu por completo seu poder. d) Um evento que mudaria a política como um todo no Brasil, pois trouxe uma importante contribuição no que se refere à derrocada do trabalhismo. QUESTÃO 18 No Estado do Maranhão e Grão-Pará, território situado em grande parte na região amazônica, os aldeamentos missionários constituíram um fator crucial do poder político e econômico. Este fato explica que seu status e o de seus habitantes indígenas tenha sido objeto recorrente de contendas, conflitos, conivências e negociações, tanto na colônia quanto na corte. O Regimento das Missões, promulgado em dezembro de 1686, foi uma das leis indigenistas mais duradouras da época colonial, destacando- -se na longa lista de disposições acerca da mão de obra nativa no norte da América portuguesa. (CHAMBOULEYRON, 2016, 59- 63.) Dentre os conflitos mais famosos envolvendo os atores históricos da região do Maranhão, a Revolta de Bequimão (Revolta de Beckman) se destaca, por seu contexto e abrangência. Em relação especificamente a esse conflito, podemos apontar como uma das causas: a) A ausência de liberdade religiosa e a intolerância às práticas distintas do catolicismo. b) O fato de que os escravizados da África introduzidos no Maranhão estavam fora de alcance da maioria devido ao preço elevado. c) A ideia, sobretudo, dos que possuíam fazendas nos entornos da cidade de que a escravidão, tanto indígena quanto africana representavam um retrocesso. d) O fato de que os objetivos metropolitanos embora condizentes com a realidade da colônia e dos colonos privilegiavam apenas os moradores mais abastados. QUESTÃO 19 A tradicional Festa do Divino é um dos muitos festejos que fazem parte da cultura popular do Maranhão. A respectiva festividade gira em torno de um grupo de crianças, chamado império ou reinado. Dentre os elementos mais importantes da festa do Divino estão: a) A cuíca e cabaça. b) A cuíca e o cordão. c) O cajueiro e os instrumentos. d) O mandante e o cordão. e) As caixeiras. A festa se desenrola em um salão chamado tribuna, que representa um palácio real e é especialmente decorado para este fim. A abertura e o fechamento desse espaço marcam o começo e o fim do ciclo da festa, durante o qual se desenrolam as diversas etapas que, em conjunto, constituem um ritual extremamente complexo, que pode durar até quinze dias: abertura da tribuna, busca e levantamento do mastro, visita dos impérios, missa e cerimônia dos impérios, derrubamento do mastro, repasse das posses reais, fechamento da tribuna e carimbó de caixeiras. Entre os elementos mais importantes da festa do Divino estão as caixeiras, senhoras devotas que cantam e tocam caixa acompanhando todas as etapas da cerimônia. As caixeiras de São Luís são em geral mulheres negras, com mais de cinquenta anos, que moram em bairros periféricos da cidade. É sua responsabilidade não só conhecer perfeitamente todos os detalhes do ritual e do repertório musical da festa, que é vasto e variado, mas também possuir o dom do improviso para poder responder a qualquer situação imprevista. As caixeiras do Divino são portadoras de uma rica tradição que se expressa nas cantigas que pontuam cada uma das etapas da festa. Caixeiras do Divino QUESTÃO 20 Os portugueses eram os dirigentes do Maranhão e, protestando contra a separação do Brasil dos territórios lusitanos, reuniram-se para resistir, organizando um Governo – a Junta provisória – presidida pelo Bispo Dom Frei Joaquim de Nossa Senhora de Nazaré. Esse foi o mais destacado ator político na defesa da pregação da obediência brasileira ao ordenamento constitucional português. Não obstante os cuidados do religioso e companheiros, nos campos e nas cidades eram crescentes os rumores favoráveis à liquidação da subordinação do Brasil a Portugal: o Maranhão, ainda que, a princípio, minoritário, estava contagiado. HISTÓRIA DO MARANHÃO PROF. WESLEY GUERRA QUESTÃO 04 www.cursosdoportal.com.br portalconcursos_ LINK PARA COMPRA DO CURSO (CORRÊA, José Rossini Campos do Couto. Formação Social do Maranhão: o presente de uma arqueologia. São Luis: Engenho, 2017, p.93, V.II) À medida, então, que os independentistas se aproximavam do Maranhão, os portugueses, a) reforçaram uma retórica fundamentada no compromisso de fidelidade e nos interesses econômicos como imperativos da permanência do vínculo colonialista e embasada em argumentos geopolíticos, a exemplo da defesa de que São Luís e Lisboa estavam compelidas à unidade, por constituírem um roteiro natural. b) defenderam a permanência da integração do Maranhão às austrais províncias brasileiras,por entenderem que essa era a condição indispensável às potencialidades do Itapecuru e do Amazonas, insuficientes para o desenvolvimento autônomo. c) afirmaram a dificuldade de isolar a província do Maranhão da região Sul do Brasil, por estarem beneficiadas por uma navegação suave, com ventos favoráveis, o que contribuiria para a rápida integração dos mercados entre essas duas regiões. d) restringiram as lutas contra a independência do Brasil ao campo da resistência ideológica, não avançando para episódios de violência física, a exemplo de condenações à morte ou exílio, situação que se explica por a Junta Provisória ter sido presidida por um membro da Igreja. e) enfrentaram maior resistência nas cidades de São Luís, Alcântara e Caxias, onde se concentrava uma elite comercial descontente com os rumos tomados pela política econômica da metrópole em relação à província, e fortemente influenciada pelos separatistas piauienses e paraenses.