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Precipitação Pluvial (Chuva) Grandezas características das precipitações Altura (h): é a espessura ou altura (em mm) de uma lâmina d’água distribuída sobre a área atingida pela precipitação Unidade: mm, cm Duração (d): é o intervalo de tempo durante o qual se considera uma determinada altura de chuva Unidade: minuto, hora Grandezas características das precipitações Intensidade: é a altura de chuva pela respectiva duração (i = h/d) Unidade: mm/min, mm/hora Frequência: é uma característica estatística das chuvas, associada à aleatoriedade do fenômeno. Monitoramento Pluviométrico Pluviômetros : Medida pontual. Permite a leitura da chuva acumulada. As leituras são realizadas em horários fixos. ANA: 07:00 hs INMET: 09:00 , 15:00 e 21:00hs Altura de Chuva h é a altura diária de chuva em mm; VOLcap - é o volume de água recolhido no pluviômetro em cm3; Acap - é a área da superfície de captação, cm2; Acap VOL = A .h h = VOLcap cap cap Utilizando a proveta Se k = 10 (Acap é dez vezes aprov), 1cm na proveta equivale a 1mm de chuva VOLcap = VOLprov Acap.Hcap = aprov.hprov = K Acap = hprov a prov H cap Erros durante o processo de leitura: Perdas por evaporação da água contida no coletor. Contagem incorretas do número de provetas resultantes, no caso de chuvas importantes. Água derramada durante a transferência do coletor para a proveta. Graduação da proveta não correspondente à área da boca do pluviômetro. Leitura defeituosa da escala da proveta. Anotação incorreta na caderneta do observador. O pluviômetro tem capacidade de acumular a precipitação ocorrida durante 24 horas, exceto sob situações de excepcional abundância de chuva Recomenda-se a observância das seguintes condições para instalação de pluviômetros: Deve permitir acesso em qualquer época do ano. Far-se-á um cercado em volta do aparelho para protegê-lo contra animais e crianças, cuidando para que sua maior altura seja 1,50 m. A borda do aro receptor deve estar rigorosamente nivelada a 1,50 m do solo. Deve ser fixado, por braçadeiras próprias, a uma estaca suporte rigidamente enterrada e pintada. Determinar-se-ão as coordenadas do posto e a sua altitude. Proceder-se-á a um cuidadoso ensinamento do observador na operação do pluviômetro e sua manutenção, arrematada pela demonstração prática do conteúdo da folha de instruções que, redigida em termos claros e concisos, lhe deve ser entregue. Deve ser feita em local que permita a livre recepção de toda e qualquer precipitação independente de sua direção ou obliquidade. Obstáculos devem ficar afastados pelo menos a uma distância igual ao dobro de suas próprias alturas. Evitar localizá-los em terreno fortemente inclinados, sobretudo em encostas voltadas para direção predominante de ventos. Para minimizar os efeitos locais do vento devem ser preferidas posições em que a velocidade dos ventos ao nível do receptor seja tão pequena quanto possível, sem interposição, todavia, de obstáculos à livre recepção. Recomenda-se a observância das seguintes condições para instalação de pluviômetros: Recomendação para instalação de pluviômetros e pluviógrafos: Análise de consistência de dados pluviométricos: difícil e subjetiva! Pluviógrafo: mesmo princípio do pluviômetro, mas com registro gráfico das variação da precipitação ao longo do dia. Tipos: de massa e de básculas. Exercício 1: Uma chuva com duração de 40 minutos foi registrada conforme a tabela. a) Qual a precipitação total? b) Qual a intensidade da chuva para 5 min, 10 min, 30 min e 40 min? t (min) P (mm) 0 5 1,78 10 5,08 15 6,35 20 5,59 25 5,33 30 4,06 35 3,05 40 0,76 Tempo Precipitação Exercício 2: Os gráficos a seguir representam dois dias consecutivos de registro de chuva em uma estação pluviográfica. a) O valor precipitado ao longo dos dois dias: b) Os períodos de chuva e os totais precipitados em cada um deles; c) Os períodos de chuva e os totais precipitados em cada um deles; d) A intensidade da precipitação para todos os períodos de chuva. Exercício 2: INSTALAÇÃO DE PLUVIÓGRAFO Além de serem obedecidas as mesmas condições referidas para os pluviômetros, recomenda-se asseguintes: Para sua proteção é colocado no centro de cercado tipo Wild, de forma quadrada com 5 m de lado, altura 2,50, de tábuas unidas. Dever-se-á sempre instalar no mesmo cercado um aparelho para leitura direta da altura de precipitação (pluviômetro). Evita-se a sua instalação próxima a estações ferroviárias ou outros locais sujeitos a vibrações fortes. Se necessário, aumenta-se a estabilidade do aparelho com estais. Aabertura do pluviógrafo deve estar voltada para o quadrante onde menor seja a incidência de chuva e ventos. Fontes de erros nas medições Pluviômetros e Pluviógrafos Defeitos de fabricação Incompatibilidade entre provetas e áreas de captação Falhas mecânicas Operação incorreta Deformação do campo de ventos (2 a 5%) “Molhamento” das paredes internas do coletor (2 a 18%) “Molhamento” das paredes internas do reservatório no momento da leitura ( 2 a 18%) Evaporação da chuva armazenada (0 a 4%) “Gotas” para dentro ou para fora da aparelho (1 a 2%) Erros aleatórios associados as observações ou instrumentos. (Relógio etc) Pluviômetros de báscula Os pluviômetros de báscula são sensores eletrônicos para a medida da chuva, usados nas estações meteorológicas automáticas. Eles possuem duas básculas, dispostas em sistema de gangorra, com capacidade para armazenar de 0,1 a 0,2mm de chuva. Conforme a chuva vai ocorrendo o sistema é acionado e um contador disposto no sistema de aquisição de dados registra a altura pluviométrica acumulada. Esse equipamento registra o total de chuva, o horário de ocorrência e a intensidade. Básculas dispostas em um sistema de gangorra Pluviômetros Automáticos Fontes de erros nas medições Perda de água no movimento das básculas Perda por evaporação Armazenamento inadequado dos dados na ocorrência de tempestades Aderência da água às paredes das básculas. Posição, forma e tamanho do bocal (bico) do funil inadequados. Equipamento desnivelado. Problemas no balanço das básculas. Publicação dos dados pluviométricos Altura diária de precipitação Altura mensal deprecipitação Altura anual de precipitação Altura diária máxima Número de dias chuvosos Análise de dados Pluviométricos Preenchimento de Falhas de Totais Mensais e Anuais (Ponderação Regional) 𝑃𝑥 = 1 𝑛 × 𝑖=1 𝑛 𝑁𝑥 𝑁𝑖 𝑃𝑖 , 𝐸𝑛𝑡ã𝑜 PX PD PE PA PB PC 𝑃𝑥 = 1 3 𝑁𝑥 𝑁𝐴 𝑃𝐴 + 𝑁𝑥 𝑁𝐵 𝑃𝐵 + 𝑁𝑥 𝑁𝐶 𝑃𝐶 Exercício 3: Na tabela a seguir, são apresentadas as precipitações totais mensais (mm) do ano de 1978 em 4 postos pluviométricos próximos. Pede- se para preencher as falhas existentes ESTAÇÃO 1 ESTAÇÃO 2 ESTAÇÃO 3 ESTAÇÃO 4 (mm) (mm) (mm) (mm) 1995 1.061,0 1.165,0 1996 1.300,0 1.568,1 1.020,9 1997 1.210,1 1.862,8 1.106,9 1998 969,6 947,2 1.500,8 1.011,5 1999 1.345,7 1.548,4 1.556,1 1.159,6 2000 1.592,4 1.204,8 1.464,2 1.107,4 2001 1.352,0 1.114,6 1.048,6 852,4 2002 1.107,6 1.046,2 1.356,7 961,0 2003 950,8 1.276,6 1.639,3 1.131,7 2004 1.897,1 1.890,1 1.978,2 1.584,6 2005 1.948,0 1.705,4 2.397,0 1.292,9 2006 1.446,1 1.321,9 1.672,5 933,2 2007 919,3 776,0 1.502,6 1.261,3 2008 1.853,3 1.638,1 1.530,1 ANO Correção de Erros Sistemáticos em Séries Mensais e Anuais (Dupla Massa) ( )PA P correto I A incorreto I= P + − P tan tan Radar Meteorológico Princípio: Radar (RAdio Detection And Ranging) transmite microondas em um feixe concentrado. Parte dessa energia eletromagnética (v=300.000 km/s) reflete em objetos (gotas de chuva) e retorna à antena do radar. A refletividade do eco é uma medida da intensidade da precipitação. A distância até a área de precipitação pode ser medida pelo tempo entre a emissão e a reflexão. Os movimentos verticais (↑↓) e azimutais (O) do radar permitemquantificar a variação tri-dimensional da intensidade da chuva em cada instante, dentro de um raio de até 180 km. Exige calibração por meio de pluviômetros e pluviógrafos convencionais. Precipitação Média im n P = 1 P Método de Thiessen m i i A P = 1 A P 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 1 – Linha que une dois postos pluviométricos próximos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 2 – Linha que divide ao meio a linha anterior (mediatriz) Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 2 – Linha que divide ao meio a linha anterior (mediatriz) Região de influência dos postos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 82 mm75 mm 3 – Linhas que unem todos os postos pluviométricos vizinhos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 4 – Linhas que dividem ao meio (mediatriz) todas as anteriores Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 75 mm 82 mm 5 – Influência de cada um dos postos pluviométricos 70 mm 40% 30% 15% 10% 5% P = 0,15.120 + 0,4.70 + 0,3.50 + 0,05.75 + 0,1.82 Definição dos Polígonos de Thiessen 50 mm 120 mm 70 mm 75 mm 82 mm • Média aritmética = 60 mm •Média aritmética com postos de fora da bacia = 79,4 mm •Média por polígonos de Thiessen = 73 mm Precipitação média Método das Isoietas 2 i,i +1m (Pi +Pi +1 ) A P = 1 A Exercícios 3, 4 e 5 Duração Crítica da Chuva ✓ A duração crítica da chuva é aquela duração que resulta em maior valor para a vazão de dimensionamento de estrutura hidráulica; ✓ Em geral, adota-se o tempo de concentração da bacia como duração crítica da chuva de uma pequena bacia (A 100km2) Bacias rurais i : intensidade de precipitação [mm/h] t : duração da precipitação [min] T : tempo de retorno [anos] - Equações IDF: aTb i = (t + c)d 5.950,00.T 0,217 (t + 26)1,15 i =Ex.: IDF para Curitiba (BR): Equação IDF Há 9 eventos com 𝑅≥ 200 m3/s em 42 anos Conceito de T ✓Há 9 eventos com 𝑅≥ 200 m3/s em 42 anos; ✓Considerando-se esses eventos independentes a frequência de ocorrência de Q ≥ 200 m3/s é: ✓𝐹(Q≥ 200 m3/s) = 9/42 = 0,21 ✓O que é uma estimativa de P (Q ≥ 200 m3/s) Conceito de T ✓ Portanto: ✓Por outro lado, a probabilidade de que um evento (Q ≥ Q0) ocorra em um ano qualquer é dada por: Conceito de T Conceito de T Tipo de Estrutura TR (anos) Bueiros Rodoviários: - Tráfego baixo; - Tráfego intermediário; - Tráfego alto. 5 -- 10 10 -- 25 50 -- 100 Pontes Rodoviárias: - Estradas secundárias; - Estradas principais. 10 -- 50 50 -- 100 Drenagem Urbana: - Galerias de pequenas cidades; - Galerias de grandes cidades; - Canalização de córregos. 2 -- 25 25 -- 50 50 -- 100 Diques: - Área rural: - Área urbana. 2 -- 50 50 -- 200 Barragens: - Sem risco de vidas humanas; - Com risco de vidas humanas. 200 -- 1.000 10.000 Relações I-D-F Equação IDF regionalizada para a Região Metropolitana de Belo Horizonte Equação regionalizada para a RMBH de Pinheiro e Naghettini (1998): iT,t,j: [mm/h] t : [h] Panual [mm]→ Isoietas RMBH µ: quantil de freqüência anual T ,t0,76542t P −0.7059 0,5360 iT ,t, j = Equação IDF regionalizada para a Região Metropolitana de Belo Horizonte T ,t, ji = 0,76542t−0.7059P0,5360 anual T ,t PERÍODO DE RETORNO (anos) 1,05 1,25 2 10 20 50 100 200 DURAÇÕES 5 minutos 0,691 0,828 1,013 1,250 1,428 1,586 1,791 1,945 10 minutos 0,691 0,828 1,013 1,428 1,586 1,791 1,945 2,098 15 minutos 0,695 0,830 1,013 1,422 1,578 1,780 1,932 2,083 30 minutos 0,707 0,836 1,013 1,406 1,557 1,751 1,897 2,043 45 minutos 0,690 0,827 1,013 1,430 1,589 1,795 1,949 2,103 1 hora 0,679 0,821 1,014 1,445 1,610 1,823 1,983 2,143 2 horas 0,683 0,823 1,014 1,439 1,602 1,813 1,970 2,128 3 horas 0,679 0,821 1,014 1,445 1,610 1,823 1,983 2,143 4 horas 0,688 0,826 1,013 1,432 1,591 1,798 1,953 2,108 8 horas 0,674 0,818 1,014 1,451 1,618 1,834 1,996 2,157 14 horas 0,636 0,797 1,016 1,503 1,690 1,931 2,112 2,292 24 horas 0,603 0,779 1,017 1,550 1,754 2,017 2,215 2,412 Pinheiro e Naghettini (1998): Valores de T,t Equação IDF regionalizada para a Região Metropolitana de Belo Horizonte Problema: calcular as intensidades de precipitação para Betim (MG), T = 25 anos, d = entre 0,5 h e 10h anual T ,t−0.7059 0,5360iT ,t , j = 0,76542t P Parâmetros constantes na equação K1= 0,765 K2 = -0,71 K3= 0,536 Variável constantepara o local: Panual = 1400mm Equação IDF regionalizada para a Região Metropolitana de Belo Horizonte Problema: calcular as intensidades de precipitação para Betim (MG), T = 25 anos, d = entre 0,5 h e 10h anual T ,t−0.7059 0,5360iT ,t , j = 0,76542t P Duração Quantil i P (h) mT,t (mm/h) (mm) 0,5 1,589 96,4 48,2 1,0 1,646 61,2 61,2 1,5 1,641 45,8 68,7 2,0 1,637 37,3 74,6 2,5 1,641 32,0 79,9 3,0 1,646 28,2 84,5 4,0 1,626 22,7 90,8 5,0 1,633 19,5 97,4 6,0 1,640 17,2 103,2 8,0 1,654 14,2 113,3 10,0 1,679 12,3 122,8 Precipitação Máxima Provável (PMP) ✓Segundo a Organização Mundial de Meteorologia (WHO - 1973), “a PMP é teoricamente a maior altura pluviométrica, correspondente a uma dada duração, fisicamente possível de ocorrer sobre uma dada área de drenagem em uma dada época do ano”. ✓Em outras palavras, a PMP é o máximo valor de altura de chuva, para uma dada duração, possível de ocorrer sobre uma área, na hipótese da conjugação simultânea das piores condições meteorológicas e orográficas. Distribuição Espacial das Precipitações ✓Uma das maneiras de se empreender o abatimento da chuva pontual para que esta se torne um valor médio válido para toda a bacia, com área maiores que 25 km², pode ser conforme a equação a seguir: Distribuição Temporal das Precipitações ✓Estudos mostram que existe grande variabilidade na distribuição temporal das chuvas durante as tempestades ✓Huff (1970) utilizou 49 postos com 11 anos de registros no estado de Illinois (USA) para determinar as características da distribuição temporal. ✓Huff (1970) classificou as tempestades em quatro grupos (quartis) e a partir de uma análise estatística obteve-se as curvas de distribuição temporal com um determinado nível de probabilidade de ocorrência. ✓Tende-se à utilizar a curva do 2° quartil, com probabilidade de 50% de ocorrência, como padrão de distribuição temporal da chuva. Distribuição Temporal das Precipitações Definições: P: Precipitação total Pe: Precipitação Efetiva Ia: Perda iniciais Fa: infiltração após iníciodo escoamento superficial diretoS: infiltração potencial máxima S P − Ia Fa = P e Hipótese do SCS: Continuidade: P = P e + Ia + F a P − Ia P = Pe +Ia + Pe S Combinando as duas equações e isolando Pe: P −Ia + S (P− Ia)2 Pe = P − Ia P −Ia =Pe P −Ia +S Ia =0,2 S Estudando os resultados de diversas bacias, o SCS chegou a seguinte relação: Substituindo na equação anterior: , P (0,2 S) P +0,8 S (P−0,2S)2 Pe = O SCS criou um adimensional denominado CN (“curve number”), que possui as seguintes propriedades: • 0 75% condições médias, cobertura de grama > 50% 39 49 61 69 74 79 80 84 Terreno preparadopara plantio, descoberto Plantio em linha reta 77 86 91 94 Grupo A Grupo B Grupo C Grupo D Grupos Hidrológicos de Solos solos arenosos, com baixo teor de argila total (inferior a 8%), sem rochas, sem camada argilosa e nem mesmo densificada até a profundidade de 1,5m. O teor de húmus é muito baixo, não atingindo 1% solos arenosos menos profundos que os do Grupo A e com menor teor de argila total, porém ainda inferior a 15%. No caso de terras roxas este limite pode subir a 20% graças a maior porosidade. Os dois teores de húmus podem subir, respectivamente, a 1,2% e 1,5%. Não pode haver pedras e nem camadas argilosas até 1,5m, mas é quase sempre presente uma camada mais densificada que a camada superficial solos barrentos, com teor de argila de 20 a 30%, mas sem camadas argilosas impermeáveis ou contendo pedras até a profundidade de 1,2m. No caso de terras roxas, estes dois limites máximos podem ser de 40% e 1,5m. Nota-se, a cerca de 60cm de profundidade, camada mais densificada que no Grupo B, mas ainda longe das condições de impermeabilidade solos argilosos (30 a 40% de argila total) e com camada densificada a uns 50cm de profundidade ou solos arenosos como B, mas com camada argilosa quase impermeável ou horizonte de seixos rolados Condições de Umidade do Solo Condição I Condição II Condição III solos secos: as chuvas nos últimos 5 dias não ultrapassaram 15mm situação média na época das cheias: as chuvas nos últimos 5 dias totalizaram entre 15 e 40mm solo úmido (próximo da saturação): as chuvas nos últimos 5 dias foram superiores a 40mm e as condições meteorológicas foram desfavoráveis a altas taxas de evaporação Condições de Umidade do Solo (II) CN(III)= 23CN(II) 10+ 0,13CN(II) 10 −0,058CN(II) 4,2CN CN(I)= Os valores de CN apresentados anteriormente referem- se sempre à condição II. Para converter o valor de CN para as condições I e III existem as seguintes expressões: Aplicação • Classificar o tipo de solo existente na bacia • Determinar a ocupação predominante • Com a tabela do SCS para a Condição de Umidade II determinar o valor de CN • Corrigir o CN para a condição de umidade desejada • No caso de existirem na bacia diversos tipos de solo e ocupações, determinar o CN pela média ponderada. Tipo de uso do solo/Tratamento/ Condições hidrológicas Grupo Hidrológico A B C D Uso Residencial Tamanho médiodo lote % Impermeável até 500 m2 65 1000 m2 38 1500 m2 30 77 61 57 85 75 72 90 83 81 92 87 86 Estacionamentos pavimentados,telhados 98 98 98 98 Ruas eestradas: pavimentadas, com guiase drenagem com cascalho de terra 98 76 72 98 85 82 98 89 87 98 91 89 Áreas comerciais(85% de impermeabilização) 89 92 94 95 Distritos industriais (72% impermeável) 81 88 91 93 Espaçosabertos, parques,jardins: boas condições, cobertura de grama > 75% condições médias, cobertura de grama > 50% 39 49 61 69 74 79 80 84 Terreno preparadopara plantio, descoberto Plantio em linha reta 77 86 91 94 Conhecido o hietograma de projeto 1 5 2 10 3 20 4 15 5 10 6 5 mmHoras mm 20 15 10 5 1 2 3 4 5 6 Horas Determinado o valor de CN (por exemplo, CN= 69), aplicar-se a fórmula do SCS da seguinte maneira 1. Acumular as precipitações do hietograma 2. Aplicar as fórmulas às precipitações acumuladas 3. Diferenciar para obter o hietograma de Pef P + 0,8S Pef = ,P 0,2S CN Horas Chuva 1 Ch. Acum. 2 Ch. Efet. Acum. 3 Hietogr. Pef. 1 5 5 0,0 0,0 2 10 15 0,0 0,0 3 20 35 1,17 1,17 = (1,17 –0,0) 4 15 50 5,23 4,05 = (5,23 –1,17) 5 10 60 9,13 3,91 = (9,13 –5,23) 6 5 65 11,38 2,25 = (11,38 –9,13) S = 25400 − 254 =114,12mm (P − 0,2S)2 Hietograma de Precipitação Efetiva 15 10 5 20 mm 1 2 3 4 5 6 Horas Horas 1 5 0 2 10 0 3 20 1,17 4 15 4,05 5 10 3,91 6 5 2,25 Ptot mm Pef mm Exercícios 6 e 7 Referências ▪ Notas de aula e apresentações do prof. Éber José de Andrade Pinto ▪ Notas de aula e apresentações do prof. Mauro Naghettini. • Notas de aula e apresentações do prof. Walter Collischonn • Disponível em: http://professor.ufrgs.br/collischonn/classes ▪ Apresentações dos profs. Paulo Cesar Sentelhas e Luiz Roberto Angelocci - ESALQ/USP – 2005 ▪ Apresentações da Profª Maria Gertrudes Alvarez Justi da Silva – Departamento de Meteorologia/UFRJ http://professor.ufrgs.br/collischonn/classes Slide 1: Precipitação Pluvial (Chuva) Slide 2: Grandezas características das precipitações Slide 3: Grandezas características das precipitações Slide 4: Monitoramento Pluviométrico Slide 5 Slide 6 Slide 7 Slide 8: Altura de Chuva Slide 9: Utilizando a proveta Slide 10: Erros durante o processo de leitura: Slide 11: Recomenda-se a observância das seguintes condições para instalação de pluviômetros: Slide 12: Recomenda-se a observância das seguintes condições para instalação de pluviômetros: Slide 13: Recomendação para instalação de pluviômetros e pluviógrafos: Slide 14: Pluviógrafo: mesmo princípio do pluviômetro, mas com registro gráfico das variação da precipitação ao longo do dia. Tipos: de massa e de básculas. Slide 15 Slide 16: Exercício 1: Slide 17: Exercício 2: Slide 18: Exercício 2: Slide 19: INSTALAÇÃO DE PLUVIÓGRAFO Slide 20: Fontes de erros nas medições Pluviômetros e Pluviógrafos Slide 21: Pluviômetros de báscula Slide 22: Pluviômetros Automáticos Slide 23: Fontes de erros nas medições Slide 24: Publicação dos dados pluviométricos Slide 25 Slide 26 Slide 27: Exercício 3: Slide 28 Slide 29: Radar Meteorológico Princípio: Radar (RAdio Detection And Ranging) transmite microondas em um feixe concentrado. Parte dessa energia eletromagnética (v=300.000 km/s) reflete em objetos (gotas de chuva) e retorna à antena do radar. A refletiv Slide 30 Slide 31: Precipitação Média Slide 32: Método de Thiessen Slide 33: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 34: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 35: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 36: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 37: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 38: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 39: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 40: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 41: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 42: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 43: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 44: Definição dos Polígonos de Thiessen Slide 45: Precipitação média Slide 46: Método das Isoietas Slide 47Slide 48: Duração Crítica da Chuva Slide 49: Desagregação de Chuvas Diárias Slide 50: Duração Crítica da Chuva Slide 51: Equação IDF Slide 52 Slide 53: Conceito de T Slide 54: Conceito de T Slide 55: Conceito de T Slide 56: Relações I-D-F Slide 57 Slide 58: Equação IDF regionalizada para a Região Metropolitana de Belo Horizonte Slide 59 Slide 60: Equação IDF regionalizada para a Região Metropolitana de Belo Horizonte Slide 61: Precipitação Máxima Provável (PMP) Slide 62: Distribuição Espacial das Precipitações Slide 63: Distribuição Temporal das Precipitações Slide 64: Distribuição Temporal das Precipitações Slide 65 Slide 66: Definições: Slide 67: Hipótese do SCS: Slide 68: P Pe Ia Pe S Slide 69: Ia 0,2 S Slide 70 Slide 71 Slide 72: Método do SCS Slide 73 Slide 74: Grupos Hidrológicos de Solos Slide 75: Condições de Umidade do Solo Slide 76: Condições de Umidade do Solo Slide 77: Aplicação Slide 78 Slide 79: Conhecido o hietograma de projeto Slide 80: Determinado o valor de CN (por exemplo, CN= 69), aplicar-se a fórmula do SCS da seguinte maneira Slide 81: Hietograma de Precipitação Efetiva Slide 82: Referências