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expansão marítima europeia Grandes Navegações Expansão Marítima Portuguesa Expansão Marítima Espanhol “Descobrimento” do Brasil I Expansão Marítima Portuguesa - Motivos - Superar as crises dos séculos XIV e XV - Necessidade de metais preciosos (Moeda) - Rota alternativa para as índias (Especiarias) - Propagar o cristianismo (Reforma religiosa) - Encontrar solos férteis (Agricultura/comida) - Fatores - Centralização política - Revolução de Avis (Clique acima para saber mais) - Formação do Estado nacional - Ausência de guerras/estabilidade interna - Invenção náuticas & Escola de Sagres (Caravelas, bussolas, astrolábio, cartografia) - Posição geográfica favorável As Grandes Navegações interessavam a(o) - Rei buscar seu fortalecimento - Nobreza conquistar novas terras - Burguesia ampliar seus lucros - Igreja cristianizar outros povos - 1415: Conquista de Ceuta (Marco do pioneirismo português) Cabia aos árabes o transporte dos produtos das índias orientais até a Europa, onde seus destinos era as cidades italianas Gênova e Veneza, já que serviam como intermediárias para a venda das mercadorias ao restante do ocidente. Outra rota possível era pelo Mar Mediterrâneo, monopolizada por Veneza, que também colocava em alta os preços dos produtos. - 1453: Tomada de Constantinopla - Fechamento comercial do Mediterrâneo - Portugueses contornam continente africano (Périplo africano), visando chegar às índias Durante o périplo africano, criaram feitorias e portos para comercialização com nativos. Com a tomada de Constantinopla pelos turcos otomanos em 1453, os produtos orientais negociados c/ os europeus que passassem por suas rotas terrestres aumentaram seus preços; então, cria-se a necessidade de encontrar uma rota alternativa para às chegar Índias. Com a moeda como principal meio de comércio, os metais preciosos começaram a esgotarem. Com a Reforma Protestante, a Igreja Católica começou a perder muitos fiéis. Com a limitação das terras cultiváveis, as rigorosas mudanças climáticas e a Peste Negra, a diminuição na quantidade de alimentos foi significativa, culminando na crise da Grande Fome. A aliança rei-burguesia deu-se porque o rei possuía prestígio, mas pouco poder e dinheiro; já burguesia tinha dinheiro, mas não poder, nem prestígio. Portugal foi a primeira nação a formar um Estado nacional; logo, enquanto outras nações guerreavam, houve uma coordenação central para as estimular e organizar as incursões marítimas. Nota: o renascimento propiciou aos náuticos coragens para enfrentar o imaginário de ondas gigantes, monstros e abismos no oceano Atlântico, criados pela Igreja católica. Os muçulmanos praticamente cortaram a relação comercial direta entre Europa e o Oriente, passando a monopolizar/controlar com exclusividade o comércio com o oriente. Nota: o renascimento propiciou aos náuticos coragens para enfrentar o imaginário de ondas gigantes, monstros e abismos no oceano Atlântico, criados pela Igreja católica. - 1488: Bartolomeu Dias dobra o Cabo das Tormentas, chamado depois de Cabo da Boa Esperança, encontrando uma rota para o Oceano Índico em alternativa ao Mar Mediterrâneo. - 1498: Vasco da Gama chega às índias, em Calicute, onde estabelece negociações locais, acumulando um lucro alarmante de riquezas e especiarias. - 1500: Pedro Álvares Cabral chega ao Brasil ao afastar da costa da África com o intuito de confirmar se havia terras por ali. Grandes D navegações D https://www.todamateria.com.br/revolucao-de-avis/ II Expansão Marítima Espanhola Cristóvão Colombo pretendia chegar às índias navegando no sentido poente (Oeste-leste), um caminho até então inexplorado. Em 1479, foi assinado o Tratado de Alcáçovas, que traçava um paralelo a partir das Ilhas Canárias, onde as regiões descobertas ao norte seriam de Castela e as do sul, de Portugal. Após o descobrimento da América, foi proposta a Bula Inter Coetera, em 1493, que traçava um meridiano a partir de 100 léguas da Ilha de Cabo Verde, onde as regiões descobertas a oeste seriam da Espanha e a leste seriam de Portugal. - 1492: Cristóvão Colombo descobre a América (Acreditando ter chegado às índias orientais) - Tratado de Tordesilhas (1494) - 1504: Américo Vespúcio afirma que Colombo não chegou nas índias, mas sim em outro continente III “Descobrimento” do Brasil Antes de Cabral chegar às terras brasileiras, estima-se que Duarte Pacheco teria comandado uma expedição secreta em 1498, para confirmar a existência do Brasil; apesar de, segundo alguns autores, o Brasil ter sido descoberto pelo fato de portugueses terem se perdido na rota pra índias. Com os pés no Brasil, desembarcam no atual Porto Seguro, avistam os indígenas, realizam uma missa e batizam a terra de Ilha de Vera Cruz Assim, iniciam a exploração do pau-brasil por 30 anos e, então, colonizam as terras brasileiras. Pero Vaz de Caminha escreve um relato/análise mercantilista das terras brasileiras com possível aproveitamento econômico; além de descrever sua visão eurocêntrica sobre os nativos. Então ele apresenta sua tese aos Reinos de Castela e Aragão, que posteriormente se unificaram e formaram a Espanha, e após anos em discussão, Espanha financia a viagem; partindo Colombo então, em 1492, com apenas duas caravelas: Nina e Pinta e Santa Maria. A proposta foi apresentada ao rei de Portugal, que negou o apoio, pois duvidou que fosse possível Expandiu o limite estabelecido pela Bula Inter Coetera; foram então aumentados, por pressão portuguesa, de 100 para 370 léguas a oeste da Ilha de Cabo Verde. Estipula-se que Portugal não aceitou esse tratado pois já sabia que existiam terras além desse limite; por isso o termo “confirmar” grifado anteriormente. Ao descobrir a América, Colombo acabou invadindo as terras ao sul, infringindo o tratado de Alcáçovas e entrando em conflito com Portugal; por ser tratar de nações católicas, o Papa Alexandre VI intervém no conflito e propõe a Bula Inter Coetera.