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SÍNDROME SWEET Síndrome de Sweet é uma dermatose neutrofílica caracterizada por início súbito de febre, leucocitose e lesões cutâneas eritemato-violáceas. Há um predomínio desta patologia no sexo feminino. A sua origem permanece incógnita mas pensa-se que resulta de uma reação de hipersensibilidade a um antigénio de origem tumoral, bacteriano ou viral. Em 50% dos casos, associa-se a outras patologias como doenças infeciosas, inflamatórias, autoimunes e principalmente neoplásicas (Silva, Antunes, & Silva, 2014). CRITÉRIOS DE DIAGNÓSTICOFigura 1 - Retirado de Um caso típico de Síndrome de Sweet (Ramos, Santiago, & Tomé,2018) Para o diagnóstico de Síndrome de Sweet são necessários dois critérios major e dois minor. MANIFESTAÇÕES/SINAIS DE ALERTA As manifestações clínicas principais do síndrome que são: erupção cutânea, infiltrado neutrofílico dérmico sem atingimento vascular (verificado na biópsia), febre e neutrofilia periférica (Ramos, Santiago, & Tomé, 2018). CARACTERISTÍCAS DAS LESÕES CUTÂNEAS As lesões cutâneas são normalmente sinais da doença e consistem em pápulas ou placas eritematosas de coloração vermelho ou violeta com uma superfície irregular pseudovesicular e uma descoloração central, amarelada. As placas podem causar dor e/ou sensação de queimadura, mas não são pruriginosas. São mais frequentemente encontradas na face, pescoço e extremidades superiores, especialmente no dorso das mãos (Silva et al., 2014). TRATAMENTO Sem tratamento a síndrome pode persistir para semanas ou meses, porém mesmo com tratamento ocorre recidivas, os principais fármacos utilizados no tratamento da síndrome são os corticosteroides sistêmicos (prednisona) e tópicos, os anti-inflamatórios não esteroidais (indometacina), iodeto de potássio, ciclosporinas, doxiciclina, dapsona, colchicina, clofazamina e pentoxifilina (Ramos et al., 2018). CUIDADOS DE ENFERMAGEM · Explicar ao utente em que consiste a patologia; · Explicar sintomatologia da patologia; · Explicar os cuidados a ter com a patologia; · Explicar o regime terapêutico; · Administrar terapêutica; · Dar suporte emocional ao utente e família; · Alertar o médico. BIBLIOGRAFIA 1. Ramos, M. L., Santiago, L. M., & Tomé, T. (2018). Um caso típico de Síndrome de Sweet. Revista Portuguesa de Clínica Geral, 29(3), 186–190. https://doi.org/10.32385/rpmgf.v29i3.11072 2. Silva, E. P., Antunes, F. T. T., & Silva, M. G. da. (2014). Síndromede Sweet (Dermatoseneutrofílica Febril Aguda): Uma Síndrome Rara a Ser Considerada Emsaúde Pública. Revista cientifica do ITPAC, 7(2), 1–12.