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<p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21676</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>Síndrome de Guillain-Barré: uma abordagem diagnóstica, evolução clínica</p><p>e revisão</p><p>Guillain-Barré Syndrome: a diagnostic approach, clinical evolution and</p><p>review</p><p>DOI:10.34119/bjhrv6n5-198</p><p>Recebimento dos originais: 11/08/2023</p><p>Aceitação para publicação: 13/09/2023</p><p>Júlia Rörig de Azevedo</p><p>Graduada em Medicina</p><p>Instituição: São Leopoldo Mandic</p><p>Endereço: Rua Doutor Fábio Fachini, 1380, Vila Candinha, Araras - SP, CEP: 13605-060</p><p>E-mail: ju.rorig@gmail.com</p><p>Daniel Vieira Marques</p><p>Graduado em Medicina</p><p>Instituição: Centro Universitário de Várzea Grande (UNIVAG)</p><p>Endereço: Rodovia Emanuel Pinheiro, 125, Jardim Florianópolis, Cuiabá – MT,</p><p>CEP: 78055-799</p><p>E-mail: dr.danielvmarques@gmail.com</p><p>Ana Carolina Lopes Martins</p><p>Graduanda em Medicina</p><p>Instituição: Centro Universitário Governador Ozanam Coelho</p><p>Endereço: Rua Mamoré, 406, São Mateus, Juiz de Fora - MG</p><p>E-mail: ana.carolinamartins@live.com</p><p>Rafaela da Silva Schottz</p><p>Graduada em Medicina</p><p>Instituição: Centro Universitário do Planalto Central Apparecido dos Santos</p><p>Endereço: QI 02, Conjunto D, 35, Guará 1, Brasília – DF</p><p>E-mail: rafaelaschottz@gmail.com</p><p>Davi Rebello Misukami</p><p>Graduado em Medicina pela Universidade Federal de Mato Grosso Campus Sinop</p><p>Instituição: Hospital Regional Jorge Abreu</p><p>Endereço: Rua das Caviúnas, 1759, Setor Comercial, Sinop - MT</p><p>E-mail: davimisukami@hotmail.com</p><p>Marina Pires Ferreira da Silva</p><p>Graduanda em Medicina</p><p>Instituição: Universidade de Rio Verde (UNIRV)</p><p>Endereço: Rua 1141, 536, Chateau Marista, Setor Marista, Goiânia - GO</p><p>E-mail: marinapiresfs@gmail.com</p><p>mailto:ju.rorig@gmail.com</p><p>mailto:dr.danielvmarques@gmail.com</p><p>mailto:ana.carolinamartins@live.com</p><p>mailto:rafaelaschottz@gmail.com</p><p>mailto:davimisukami@hotmail.com</p><p>mailto:marinapiresfs@gmail.com</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21677</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>Bianca Andrade Ferreira</p><p>Graduada em Medicina</p><p>Instituição: Centro Universitário Fipmoc</p><p>Endereço: Avenida Leão 13, 1230, Alto dos Poções, Januária - MG</p><p>E-mail: bianca_andradef@yahoo.com.br</p><p>Sofia Nunes Pinto de Oliveira</p><p>Graduada em Medicina</p><p>Instituição: Universidade Federal de Campina Grande (UFCG)</p><p>Endereço: Rua Fernandes Vieira, 1394, Condomínio Alphaville, Mirante,</p><p>Campina Grande – PB, CEP: 58407-573</p><p>E-mail: sofisnuns@gmail.com</p><p>Victoria Gutterres Loinaz</p><p>Graduada em Medicina</p><p>Instituição: Universidade Anhanguera Uniderp</p><p>Endereço: Rua Jeribá, 1038, 09, Chácara Cachoeira, Campo Grande - MS, CEP: 79040-120</p><p>E-mail: victorialoinaz@gmail.com</p><p>Taciana Arantes Borges</p><p>Graduanda em Medicina</p><p>Instituição: Instituto Master de Ensino Presidente Antônio Carlos (IMEPAC)</p><p>Endereço: Área Rural, s/n, Fazenda Lagoa Seca, CEP: 75544-899</p><p>E-mail: taci.arantes@hotmail.com</p><p>RESUMO</p><p>Introdução: A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença neurológica autoimune rara e</p><p>potencialmente grave, caracterizada por inflamação aguda dos nervos periféricos, levando a</p><p>fraqueza muscular progressiva e, em casos graves, paralisia temporária ou permanente.</p><p>Acredita-se que a SGB seja desencadeada por uma resposta imunológica anormal após</p><p>infecções virais ou bacterianas. Apresentação do Caso: Um homem de 50 anos, residente em</p><p>Goiânia, Goiás, buscou assistência médica reportando uma fraqueza muscular em crescimento</p><p>que iniciou há aproximadamente três semanas. Ele relatou sensações iniciais de dormência e</p><p>formigamento em mãos e pés, seguidas por dificuldades em realizar tarefas simples como</p><p>segurar objetos e andar. Ele também notou um atraso nos seus reflexos e enfrentava desafios</p><p>para se levantar de posições sentadas e para subir escadas. Vale mencionar que o paciente teve</p><p>uma infecção respiratória leve cerca de um mês antes, que se resolveu espontaneamente sem</p><p>tratamento médico. Discussão: Os sintomas iniciais incluem formigamento, dormência e</p><p>fraqueza nos membros, com progressão rápida. O diagnóstico é baseado em exames</p><p>neurológicos e testes de condução nervosa. O tratamento envolve imunoterapia, como</p><p>imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese, para reduzir a inflamação nos nervos. A</p><p>recuperação varia, mas muitos pacientes se recuperam com tratamento adequado. Conclusão:</p><p>Nesse sentido, cabe ressaltar a importância de novos e contínuos estudos e formas de</p><p>diagnóstico rápido, para evitar a evolução do quadro para consequências potencialmente graves,</p><p>como as insuficiências respiratórias.</p><p>Palavras-chave: Síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica, inflamação, autoimune,</p><p>imunoterapia.</p><p>mailto:bianca_andradef@yahoo.com.br</p><p>mailto:victorialoinaz@gmail.com</p><p>mailto:taci.arantes@hotmail.com</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21678</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>ABSTRACT</p><p>Introduction: Guillain-Barré Syndrome (GBS) is a rare and potentially serious autoimmune</p><p>neurological disease, characterized by acute inflammation of peripheral nerves, leading to</p><p>progressive muscle weakness and, in severe cases, temporary or permanent paralysis. GBS is</p><p>thought to be triggered by an abnormal immune response following viral or bacterial infections.</p><p>Case Presentation: A 50-year-old man, residing in Goiânia, Goiás, sought medical assistance</p><p>reporting a growing muscle weakness that began approximately three weeks ago. He reported</p><p>initial numbness and tingling sensations in his hands and feet, followed by difficulties with</p><p>simple tasks such as holding objects and walking. He also noticed a delay in his reflexes and</p><p>had challenges getting up from sitting positions and going up stairs. It is worth mentioning that</p><p>the patient had a mild respiratory infection about a month before, which resolved spontaneously</p><p>without medical treatment. Discussion: Initial symptoms include tingling, numbness and</p><p>weakness in the limbs, with rapid progression. Diagnosis is based on neurological examinations</p><p>and nerve conduction tests. Treatment involves immunotherapy, such as intravenous immune</p><p>globulin or plasmapheresis, to reduce inflammation in the nerves. Recovery varies, but many</p><p>patients do recover with proper treatment. Conclusion: In this sense, it is worth emphasizing</p><p>the importance of new and continuous studies and forms of rapid diagnosis, to prevent the</p><p>evolution of the condition to potentially serious consequences, such as respiratory failure.</p><p>Keywords: Guillain-Barré Syndrome, neurological disease, inflammation, autoimmune,</p><p>immunotherapy.</p><p>1 INTRODUÇÃO</p><p>A Síndrome de Guillain-Barré (SGB) é uma doença neurológica rara, mas</p><p>potencialmente grave, caracterizada por uma inflamação aguda dos nervos periféricos, levando</p><p>a fraqueza muscular progressiva e, em casos graves, paralisia temporária ou permanente.</p><p>Descrita inicialmente pelos neurologistas franceses Georges Guillain, Jean Alexandre Barré e</p><p>André Strohl em 1916, a SGB é classificada como uma doença autoimune, pois ocorre quando</p><p>o sistema imunológico do próprio corpo ataca os nervos periféricos.</p><p>A SGB geralmente se desenvolve após uma infecção viral ou bacteriana, como infecções</p><p>respiratórias ou gastrointestinais, e pode ser desencadeada por outros fatores, como vacinação</p><p>ou cirurgia. Acredita-se que a resposta imunológica direcionada ao agente infeccioso também</p><p>ataque os nervos periféricos, causando inflamação e danos à mielina, a camada protetora que</p><p>envolve os nervos. Os sintomas iniciais da Síndrome de Guillain-Barré incluem formigamento,</p><p>dormência e fraqueza nos membros, que progridem ao longo de horas a dias. Em casos graves,</p><p>a fraqueza pode se espalhar para os músculos respiratórios, causando dificuldades respiratórias</p><p>e requerendo</p><p>suporte ventilatório.</p><p>O diagnóstico da SGB é baseado na história clínica, exame neurológico e testes de</p><p>condução nervosa, que mostram características específicas de danos aos nervos periféricos.</p><p>Embora a Síndrome de Guillain-Barré seja uma doença séria, muitos pacientes se recuperam</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21679</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>totalmente com tratamento adequado. O tratamento geralmente envolve imunoterapia, como</p><p>imunoglobulina intravenosa ou plasmaférese, que ajudam a reduzir a resposta imunológica e a</p><p>inflamação nos nervos.</p><p>Nesta revisão, abordaremos os principais aspectos clínicos, fisiopatológicos,</p><p>diagnósticos e terapêuticos da Síndrome de Guillain-Barré, destacando a importância do</p><p>diagnóstico precoce e tratamento adequado para melhorar o prognóstico e a qualidade de vida</p><p>dos pacientes afetados por essa complexa doença neurológica autoimune. Além disso,</p><p>discutiremos as complicações potenciais da SGB e as perspectivas futuras para a pesquisa e o</p><p>desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas para essa síndrome neurológica</p><p>desafiadora.</p><p>2 APRESENTAÇÃO DE CASO</p><p>Um homem de 50 anos, residente em Goiânia, Goiás, buscou assistência médica</p><p>reportando uma fraqueza muscular em crescimento que iniciou há aproximadamente três</p><p>semanas. Ele relatou sensações iniciais de dormência e formigamento em mãos e pés, seguidas</p><p>por dificuldades em realizar tarefas simples como segurar objetos e andar. Ele também notou</p><p>um atraso nos seus reflexos e enfrentava desafios para se levantar de posições sentadas e para</p><p>subir escadas. Vale mencionar que o paciente teve uma infecção respiratória leve cerca de um</p><p>mês antes, que se resolveu espontaneamente sem tratamento médico.</p><p>O exame físico revelou que a fraqueza muscular afetava predominantemente as</p><p>extremidades distais de ambos os membros superiores e inferiores, bem como a musculatura</p><p>facial, fazendo com que ele tivesse dificuldade em expressar emoções. Seus reflexos tendinosos</p><p>estavam notavelmente diminuídos ou ausentes, e havia também uma certa dificuldade em</p><p>movimentos oculares laterais. Exames complementares, como testes de condução nervosa,</p><p>confirmaram danos nos nervos periféricos.</p><p>Diante dos achados clínicos e resultados dos testes, foi firmado o diagnóstico de</p><p>Síndrome de Guillain-Barré, uma patologia neurológica autoimune que provoca inflamação e</p><p>danos em nervos periféricos. Devido à severidade da situação, o paciente foi hospitalizado e</p><p>iniciou-se uma intervenção com imunoglobulina intravenosa para mitigar a resposta</p><p>imunológica anormal e a inflamação nos nervos afetados.</p><p>Nos primeiros dias de intervenção, o paciente evidenciou uma melhoria gradual nos</p><p>sintomas, incluindo uma redução da fraqueza e do formigamento. Sua mobilidade melhorou</p><p>substancialmente e a funcionalidade dos músculos faciais também mostrou progresso. Os</p><p>reflexos tendinosos começaram a ser recuperados parcialmente. Embora a evolução fosse</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21680</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>favorável, o acompanhamento clínico contínuo foi mantido para monitorar possíveis sinais de</p><p>deterioração.</p><p>Este caso serve como uma ilustração típica da Síndrome de Guillain-Barré e destaca a</p><p>necessidade de diagnóstico e tratamento precoces. A intervenção terapêutica rápida se mostrou</p><p>crucial para a melhora dos sintomas e para evitar complicações adicionais. A vigilância médica</p><p>contínua é fundamental para assegurar uma recuperação bem-sucedida e para minimizar o risco</p><p>de episódios recorrentes. Este caso reforça a importância da educação e conscientização sobre</p><p>esta síndrome complexa para assegurar que pacientes recebam o tratamento adequado de forma</p><p>tempestiva.</p><p>3 DISCUSSÃO</p><p>A síndrome de Guillain Barré é uma doença imune rara, potencialmente fatal, que</p><p>acomete raízes nervosas, causada por infecções prévias como zika vírus e covid-19. A</p><p>patogênese ainda não é bem compreendida, mas acredita-se que essas infecções geram uma</p><p>resposta imune aberrante lesionando os nervos periféricos (LAMAN, J et al, 2022).</p><p>Pode-se explicar que ocorre devido a um bloqueio de condução nervosa gerado por um</p><p>processo inflamatório, causado por vírus e bactérias que afetam o sistema nervoso periférico,</p><p>atingindo a bainha de mielina e impedindo o impulso nervoso (GALARCE et al 2020).</p><p>Devido a gravidade da ausência ou atraso do início do tratamento em pacientes</p><p>portadores de síndrome de Guillain Barré, é de grande importância realizar o diagnóstico na</p><p>fase inicial da doença para que o portador da síndrome tenha menor perda da sua autonomia e</p><p>tenham menos sequelas (LAMAN, J et al, 2022).</p><p>Assim, é fundamental ter conhecimento sobre o quadro clínico da doença. A forma</p><p>clássica se apresenta com parestesia distal ou perda sensora seguida ou acompanhada de</p><p>fraqueza que começa em pernas e progride para braços e músculos cranianos, os reflexos são</p><p>diminuídos ou até ausentes nos portadores dessa síndrome (LAMAN, J et al, 2022). Além disso,</p><p>consiste em perda súbita das capacidades funcionais como comprometimento da musculatura</p><p>respiratória e dos esfíncteres, além de disfagia e alteração da consciência. (GALARCE et al</p><p>2020). Dessa forma, deve-se suspeitar da síndrome de Guillain Barré quando o paciente</p><p>apresentar fraqueza em membros superiores e inferiores de forma aguda e de rápida progressão.</p><p>Além da forma clássica, a síndrome de Guillain Barré pode se apresentar de formas</p><p>atípicas. Dessa forma, apresentam-se assimétricas ou seja mais intensas de um lado, ou mais</p><p>intensas proximal ou distal. Outras variantes atípicas incluem fraqueza sem perda sensorial,</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21681</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>fraqueza limitada aos nervos cranianos, limitadas a membros superiores ou inferiores, síndrome</p><p>de miller fisher, que consistem em oftalmoplegia, arreflexia e ataxia (LAMAN, J et al, 2022).</p><p>Figura 1 – Padrões de sintomas nas variantes de Guillain-Baré</p><p>Fonte: Peripherial nerves and motors neuron diseases. Guillain-Baré Syndrome (GBS)</p><p>Além do quadro clínico, é importante a investigação de infecções prévias ao momento</p><p>das alterações neurológicas, visto que essas desencadeiam a síndrome de Guillain barré. Para</p><p>investigar quadros de infecções é importante questionar o paciente sobre sintomas prévios ao</p><p>comprometimento neurológico como febre, exantema, vômitos, mialgia, dores articulares e</p><p>conjuntivite (MALTA et al 2017).</p><p>O diagnóstico é baseado na história clínica e exame físico. Outros exames como análise</p><p>do líquor, eletroencefalograma, exames laboratoriais e ressonância magnética são utilizadas</p><p>para descartar outras hipóteses diagnósticas, principalmente nas apresentações atípicas</p><p>(LAMAN, J et al, 2022).</p><p>O tratamento medicamentoso com imunoglobulinas intravenosas ou com a troca de</p><p>plasma são igualmente eficazes. Porém, as imunoglobulinas possuem maior adesão pela</p><p>facilidade de administração e pela disponibilidade. Além do tratamento medicamentoso, a</p><p>fisioterapia se mostra eficaz na redução dos sintomas dos sintomas dessa patologia. Mesmo que</p><p>os tratamentos sejam satisfatórios, os portadores da síndrome podem permanecer com sequelas</p><p>importantes em sua funcionalidade e em sua autonomia (MERCADO et al 2021).</p><p>Outra etapa para esses pacientes é a monitorização regular da progressão da doença e</p><p>de suas complicações. Avaliando a função respiratória, força muscular no pescoço, braços e</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21682</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>pernas, capacidade e dificuldade de deglutição e tosse. Sendo a frequência de monitorização</p><p>adequada às complicações de cada paciente. Outra importante monitorização que deve ser feita</p><p>é avaliar, durante a fase de recuperação, disfunção cardiovascular e pulmonar, devendo ficar</p><p>alerta em caso de arritmias, mudanças na pressão arterial ou dificuldade respiratória por tampão</p><p>de muco (LAMAN, J et al, 2022).</p><p>4 CONCLUSÃO</p><p>A Síndrome de Guillain-Barré representa atualmente a causa mais frequente de fraqueza</p><p>muscular sub aguda não infecciosa à nível mundial, a qual se apresenta desde síntomas</p><p>neurológicos diversos, como acroparestesia, hiporreflexia, paralisia flácida, ascendente e</p><p>simétrica, até manifestações graves de insuficiência respiratória e disautonomia, que carecem</p><p>de emergência.</p><p>Com a sua etiologia ainda não totalmente esclarecida mas relacionada ao sistema imune,</p><p>a SGB conta como arsenal diagnóstico o histórico do paciente, tendo em vista principalmente</p><p>a infecção pelo Campylobacter jejuni, Influenza vírus e mais recentemente o Sars-CoV-2 como</p><p>fatores associados, assim como os exames neurológicos, eletrofisiológicos e a análise do líquido</p><p>cefalorraquidiano.</p><p>A avaliação regular e individual é necessária para o acompanhamento da progressão da</p><p>doença e desenvolvimento de possíveis complicações. O manejo preconizado pelas diretrizes</p><p>clínicas conta com medidas de suporte, medidas modificadoras do curso da doença, como</p><p>administração de imunoglobulina e plasmaférese, e reabilitação do paciente, incluindo a</p><p>recuperação de funções motoras e sensoriais, fadiga, dor e sofrimento psicológico.</p><p>Apesar do prognóstico favorável na maioria dos casos a longo prazo, as complicações</p><p>da Síndrome de Guillain-Barré podem causar morbidade grave e morte, enfatizando a</p><p>importância da investigação e diagnóstico corretos, principalmente em virtude da incidência da</p><p>doença, que tende a ser amplificada nos próximos anos com a emergência de surtos de novos</p><p>patógenos.</p><p>Brazilian Journal of Health Review</p><p>ISSN: 2595-6825</p><p>21683</p><p>Brazilian Journal of Health Review, Curitiba, v. 6, n. 5, p.21676-21684, sep./oct., 2023</p><p>REFERÊNCIAS</p><p>Beneti GM, Silva DLD da. Síndrome de Guillain-Barré. Semin. Cienc. Biol. 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