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Questões resolvidas

A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos "das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos".
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristoteles a identifica como:
finalidade das ações e condutas humanas.
conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
plenitude espiritual e ascese pessoal.
busca por bens materiais e títulos de nobreza.
expressão do sucesso individual e reconhecimento público.

O Professor Fábio Konder Comparato afirma que 'O verdadeiro curso de Direito não é uma simples preparação ao exercício profissional. É uma preparação para a vida'.
A luz de tal consideração, podemos afirmar que, de fato, a Filosofia do Direito é importante, de diversas formas, para a formação do jurista, não sendo correto afirmar, todavia, que:
A) a Filosofia nos obriga a refletir sobre a relação entre Moral e Direito;
B) a Filosofia deixa a descoberto a contraposição entre justiça e realismo, impedindo que sejamos vitimados pelo desprezo ou cinismo latente em relação às mazelas da vida.
C) a Filosofia nos desperta para a mera literalidade de toda a discussão sobre justiça, demonstrando que ela não tem aplicação na vida prática.
D) a Filosofia nos dá ciência da extrema complexidade do ser humano, com o que, a todo momento, teremos de lidar na vida profissional.
E) a Filosofia nos permite eleger o modelo, o critério que pode ser apresentado ou utilizado para fundamentar a validade do Direito, a vigência do Direito ou a eficácia do Direito.

A Justiça é uma espécie de meio-termo, não no mesmo sentido das outras virtudes, mas porque se relaciona com uma quantia ou quantidade intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os extremos.
Esse trecho, extraído de uma obra clássica da Filosofia ocidental, trata de uma discussão da Justiça considerada como:
Valor, no tridimensionalismo de Miguel Reale.
Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
Medida, dentro da concepção rigorosa e positivista de Hans Kelsen.
Nenhuma das respostas.
Simetria, dentro da Filosofia estética de Platão.

A virtude é uma disposição para agir de uma maneira deliberada, consistindo numa mediania relativa a nós a qual é racionalmente determinada e como a determinaria o homem prudente.
Com base no trecho acima, julgue as seguintes conclusões formuladas.
I - A virtude é uma mediana.
II - A mediana é um vício entre dois vícios.
III - O homem prudente determina racionalmente a virtude.
IV - Os vícios são excessos ou faltas.
V - O homem prudente não reconhece o vício.
I, IV e V
II, III e V
I, III e V
II, III e IV
I, III e IV

São características do Direito positivo, EXCETO:
As normas necessitam do respaldo da força para serem impostas, seja no sentido da regulação e organização desta força (estatal).
A ideia do Direito concebido como um sistema fundamental.
O Direito deve funcionar como conjunto ordenado de normas que formam uma unidade plena e carente de contradições.
Estabelece uma concepção rigorosamente estatalista do Direito, que atribui à lei quase o monopólio da produção jurídica (legalismo).
Direito como sinônimo de ideal de justiça e moralmente perfeito.

Em sua obra - Princípios da Filosofia do Direito - , Hegel explica que não há eticidade, moralidade objetiva, no plano da vontade meramente natural e imediata, mas que se requer a sua mediação.
Assinale a alternativa que apresenta em sequência os três desdobramentos da eticidade, de acordo com Hegel.
Religião, arte, filosofia.
Sociedade civil, família, estado.
Família, sociedade civil, estado.
Arte, religião, filosofia.

Para Hobbes, o estado de natureza:
é um estado de paz, de harmonia e de assistência mútua.
faz homens livres e responsáveis pelas próprias ações.
é idêntico ao estado de guerra.
implica a liberdade para cada um fazer o que bem lhe aprouver.
é um estado de paz com guerra e paz ao mesmo tempo.

Sobre a teoria de Hobbes e Rousseau, considere as afirmativas abaixo:
Em vista da análise acima, assinale a opção CORRETA:
I. A argumentação hobbesiana em favor de uma autoridade soberana, instituída por um pacto, representa inequívoca a defesa de um regime político monarquista.
II. Dois dos grandes teóricos sobre o estado de natureza, Hobbes e Rousseau, partilham a convicção de que o afeto predominante nesse estado de natureza seria o medo.
III. Um traço comum da filosofia política moderna é a idealização de um pacto que estabeleceria a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade.
B) apenas a afirmativa II.
E) apenas as afirmativas II e III.
A) apenas a afirmativa I.
D) apenas as afirmativas I e II.
C) apenas a afirmativa III.

Considere a seguinte afirmativa: "A filosofia utiliza primordialmente a razão". Essa sentença está CORRETA?
Sim, primordialmente é pela razão que a filosofia ergue suas considerações.
Depende da situação concreta.
Sim e não, porque em Filosofia a dúvida está presente e atrapalha tudo.
Não, em primeiro lugar está a fé.

A sequência está correta em:
Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta.
V, V, F, F
V, V, V, V
F, V, F, V
V, F, V, V
F, F, V, F

Em sua famosa obra - Ética a Nicômaco, Aristóteles afirma que a virtude é uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania.
Portanto com base no texto e no pensamento aristotélico, pode-se dizer que a virtude ética:
e) baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais perfeitos.
d) pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.
c) consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.
a) reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.
b) implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.

Moral e Ética, muitas vezes, na linguagem cotidiana, são tidas como sinônimos; porém, para a Filosofia, compõem áreas distintas do pensamento filosófico. Partindo desta constatação, estaria CORRETA a afirmação que se completa na alternativa:
A Ética não chamou a atenção de filósofos gregos como Aristóteles.
A Ética se aplica à disciplina filosófica que trata de estabelecer os fundamentos e a validade das normas morais e dos juízos de valor ou de apreciação sobre as ações humanas, qualificando-as de boas ou más.
Os filósofos pré-socráticos negaram a importância dos estudos sobre Ética.
Os estudos sobre Ética só tomaram fôlego no século XX com a obra de filósofos contemporâneos, como Michel Foucault e Jean Paul Sartre.
A questão da moral não se enquadra nos estudos sobre Ética.

Em relação ao Direito Natural, assinale a alternativa INCORRETA:
C) Os juízos de valor compreendidos nas normas de direito natural não são acessíveis ao conhecimento racional.
A) O direito natural, em certa medida, consiste na tentativa de conferir uma roupagem de moralidade ou um aspecto de justiça às normas de direito positivo.
E) As concepções de direito natural fazem apelo à ideia de justiça como fundamento de validade do direito.
B) Três vertentes principais procuram explicar os direitos naturais: cosmológica, teológica e filosófica.
D) Em Kant, o direito natural é provisório e o direito positivo é peremptório.

Em relação às diferenças entre Direito Positivo e Direito Natural, assinale a alternativa INCORRETA:
D) O Direito Positivo estabelece aquilo que é "bom" ou "mau" e não o que é útil, como faz o Direito Natural.
B) O Direito Positivo, ao contrário do Direito Natural, é mutável.
A) O Direito Positivo tem eficácia apenas para as comunidades políticas em que é posto e o Direito Natural é universal, tem validade geral.
C) O Direito Positivo é posto pelo Estado e não por uma força divina ou consequência lógica do pensamento racional.
E) O Direito natural, imutável e universalmente válido, é o fundamento da autoridade legítima.

A Escola da Exegese surgiu como uma das consequências da codificação do Direito, cujo maior exemplo, à época, foi a criação do Código de Napoleão (1804). Utiliza uma forma de interpretação da norma que privilegia os aspectos gramaticais e lógicos, a chamada interpretação literal da letra da lei. Com ela, tem-se o auge do Positivismo jurídico, onde o jusfilósofo italiano Norberto Bobbio afirma que tal Escola foi marcada por uma concepção rigidamente estatal de direito.
Portanto, segundo Bobbio, a Escola da Exegese nos leva a concluir que:
A) A lei não deve ser interpretada segundo a razão e os critérios valorativos daquele que deve aplicá-la; mas, ao contrário, este deve submeter-se completamente à razão expressa na própria lei.
B) O legislador é onipotente porque é representante democraticamente eleito pela população e esse processo representativo deve basear-se sempre no direito consuetudinário, porque este expressa o verdadeiro espírito do povo.

Nos “Princípios da Filosofia do Direito”, Hegel apresenta o conceito de direito a partir das três fases da vontade, são elas: o direito abstrato, a moralidade (moralidade subjetiva) e a eticidade (moralidade objetiva).
Assinale a alternativa que indica como a vontade encontra-se nas três fases, respectivamente: direito abstrato, moralidade e eticidade.
a) Elevada do imediato, como um dever concreto, refluída de volta a si mesma.
b) Elevada do imediato, como um dever concreto, fundamentando a liberdade.
c) Consubstanciada num objeto externo, como um dever concreto, refluída de volta a si mesma.
d) Consubstanciada num objeto externo, refluída de volta a si mesma, como a união de vontade consubstanciada num objeto externo e de vontade que reflui de volta a si mesma.
e) Além do imediato, como dever moral, como a união de vontade consubstanciada num objeto externo e de vontade que reflui de volta a si mesma.

A filosofia da História-o primeiro tema da filosofia de Augusto Comte-foi sistematizada pelo próprio Comte na célebre 'Lei dos Três Estados' e tinha o objetivo de mostrar por que o pensamento positivista deve imperar entre os homens.
Sobre a 'Lei do Três Estados' formulada por Comte, é correto afirmar que:
b) na 'Lei dos Três Estados' a argumentação desempenha um papel de primeiro plano no estado teológico. O estado teológico, na sua visão, corresponde a uma etapa posterior ao estado positivo.
d) para Comte, o estado metafísico não tem contato com o estado teológico, pois somente o estado metafísico procura soluções absolutas e universais para os problemas do homem.
e) O Positivismo jurídico é a manifestação, no campo do Direito, do Estado Metafísico de Comte.
a) Augusto Comte demonstra com essa lei que todas as ciências e o espírito humano desenvolvem-se na seguinte ordem em três fases distintas ao longo da história: a positiva, a teológica e a metafísica.
c) o estado positivista apresenta-se na 'Lei dos Três Estados' como o momento em que a observação prevalece sobre a imaginação e a argumentação, e na busca de leis imutáveis nos fenômenos observáveis.

De acordo com o contratualismo proposto por Thomas Hobbes em sua obra Leviatã, o contrato social só é possível em função de uma lei da natureza que expresse, segundo o autor, a própria ideia de justiça.
Assinale a opção que, segundo o autor na obra em referência, apresenta esta lei da natureza.
A) Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.
B) Dar a cada um o que é seu.
C) Fazer o bem e evitar o mal.
D) Que os homens cumpram os pactos que celebrem.
E) Fazer o bem sem olhar a quem.

O planejamento estratégico consiste na tomada de decisões antecipadas, levando em conta três filosofias de ação: conservadora, otimizadora e prospectiva.
A filosofia otimizadora é:
A) voltada para demandas ambientais e de recursos humanos visando preparar a organização para lidar com questões socioeducacionais.
B) dirigida à adaptabilidade e inovação da organização.
C) dirigida para sanar deficiências e problemas externos da organização.
D) voltada para a estabilidade e manutenção da organização.
E) dirigida para sanar deficiências e realizar ajustes de rotas financeiras da organização.

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Questões resolvidas

A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos "das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos".
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristoteles a identifica como:
finalidade das ações e condutas humanas.
conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
plenitude espiritual e ascese pessoal.
busca por bens materiais e títulos de nobreza.
expressão do sucesso individual e reconhecimento público.

O Professor Fábio Konder Comparato afirma que 'O verdadeiro curso de Direito não é uma simples preparação ao exercício profissional. É uma preparação para a vida'.
A luz de tal consideração, podemos afirmar que, de fato, a Filosofia do Direito é importante, de diversas formas, para a formação do jurista, não sendo correto afirmar, todavia, que:
A) a Filosofia nos obriga a refletir sobre a relação entre Moral e Direito;
B) a Filosofia deixa a descoberto a contraposição entre justiça e realismo, impedindo que sejamos vitimados pelo desprezo ou cinismo latente em relação às mazelas da vida.
C) a Filosofia nos desperta para a mera literalidade de toda a discussão sobre justiça, demonstrando que ela não tem aplicação na vida prática.
D) a Filosofia nos dá ciência da extrema complexidade do ser humano, com o que, a todo momento, teremos de lidar na vida profissional.
E) a Filosofia nos permite eleger o modelo, o critério que pode ser apresentado ou utilizado para fundamentar a validade do Direito, a vigência do Direito ou a eficácia do Direito.

A Justiça é uma espécie de meio-termo, não no mesmo sentido das outras virtudes, mas porque se relaciona com uma quantia ou quantidade intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os extremos.
Esse trecho, extraído de uma obra clássica da Filosofia ocidental, trata de uma discussão da Justiça considerada como:
Valor, no tridimensionalismo de Miguel Reale.
Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
Medida, dentro da concepção rigorosa e positivista de Hans Kelsen.
Nenhuma das respostas.
Simetria, dentro da Filosofia estética de Platão.

A virtude é uma disposição para agir de uma maneira deliberada, consistindo numa mediania relativa a nós a qual é racionalmente determinada e como a determinaria o homem prudente.
Com base no trecho acima, julgue as seguintes conclusões formuladas.
I - A virtude é uma mediana.
II - A mediana é um vício entre dois vícios.
III - O homem prudente determina racionalmente a virtude.
IV - Os vícios são excessos ou faltas.
V - O homem prudente não reconhece o vício.
I, IV e V
II, III e V
I, III e V
II, III e IV
I, III e IV

São características do Direito positivo, EXCETO:
As normas necessitam do respaldo da força para serem impostas, seja no sentido da regulação e organização desta força (estatal).
A ideia do Direito concebido como um sistema fundamental.
O Direito deve funcionar como conjunto ordenado de normas que formam uma unidade plena e carente de contradições.
Estabelece uma concepção rigorosamente estatalista do Direito, que atribui à lei quase o monopólio da produção jurídica (legalismo).
Direito como sinônimo de ideal de justiça e moralmente perfeito.

Em sua obra - Princípios da Filosofia do Direito - , Hegel explica que não há eticidade, moralidade objetiva, no plano da vontade meramente natural e imediata, mas que se requer a sua mediação.
Assinale a alternativa que apresenta em sequência os três desdobramentos da eticidade, de acordo com Hegel.
Religião, arte, filosofia.
Sociedade civil, família, estado.
Família, sociedade civil, estado.
Arte, religião, filosofia.

Para Hobbes, o estado de natureza:
é um estado de paz, de harmonia e de assistência mútua.
faz homens livres e responsáveis pelas próprias ações.
é idêntico ao estado de guerra.
implica a liberdade para cada um fazer o que bem lhe aprouver.
é um estado de paz com guerra e paz ao mesmo tempo.

Sobre a teoria de Hobbes e Rousseau, considere as afirmativas abaixo:
Em vista da análise acima, assinale a opção CORRETA:
I. A argumentação hobbesiana em favor de uma autoridade soberana, instituída por um pacto, representa inequívoca a defesa de um regime político monarquista.
II. Dois dos grandes teóricos sobre o estado de natureza, Hobbes e Rousseau, partilham a convicção de que o afeto predominante nesse estado de natureza seria o medo.
III. Um traço comum da filosofia política moderna é a idealização de um pacto que estabeleceria a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade.
B) apenas a afirmativa II.
E) apenas as afirmativas II e III.
A) apenas a afirmativa I.
D) apenas as afirmativas I e II.
C) apenas a afirmativa III.

Considere a seguinte afirmativa: "A filosofia utiliza primordialmente a razão". Essa sentença está CORRETA?
Sim, primordialmente é pela razão que a filosofia ergue suas considerações.
Depende da situação concreta.
Sim e não, porque em Filosofia a dúvida está presente e atrapalha tudo.
Não, em primeiro lugar está a fé.

A sequência está correta em:
Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmente correta.
V, V, F, F
V, V, V, V
F, V, F, V
V, F, V, V
F, F, V, F

Em sua famosa obra - Ética a Nicômaco, Aristóteles afirma que a virtude é uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania.
Portanto com base no texto e no pensamento aristotélico, pode-se dizer que a virtude ética:
e) baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais perfeitos.
d) pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.
c) consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.
a) reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.
b) implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.

Moral e Ética, muitas vezes, na linguagem cotidiana, são tidas como sinônimos; porém, para a Filosofia, compõem áreas distintas do pensamento filosófico. Partindo desta constatação, estaria CORRETA a afirmação que se completa na alternativa:
A Ética não chamou a atenção de filósofos gregos como Aristóteles.
A Ética se aplica à disciplina filosófica que trata de estabelecer os fundamentos e a validade das normas morais e dos juízos de valor ou de apreciação sobre as ações humanas, qualificando-as de boas ou más.
Os filósofos pré-socráticos negaram a importância dos estudos sobre Ética.
Os estudos sobre Ética só tomaram fôlego no século XX com a obra de filósofos contemporâneos, como Michel Foucault e Jean Paul Sartre.
A questão da moral não se enquadra nos estudos sobre Ética.

Em relação ao Direito Natural, assinale a alternativa INCORRETA:
C) Os juízos de valor compreendidos nas normas de direito natural não são acessíveis ao conhecimento racional.
A) O direito natural, em certa medida, consiste na tentativa de conferir uma roupagem de moralidade ou um aspecto de justiça às normas de direito positivo.
E) As concepções de direito natural fazem apelo à ideia de justiça como fundamento de validade do direito.
B) Três vertentes principais procuram explicar os direitos naturais: cosmológica, teológica e filosófica.
D) Em Kant, o direito natural é provisório e o direito positivo é peremptório.

Em relação às diferenças entre Direito Positivo e Direito Natural, assinale a alternativa INCORRETA:
D) O Direito Positivo estabelece aquilo que é "bom" ou "mau" e não o que é útil, como faz o Direito Natural.
B) O Direito Positivo, ao contrário do Direito Natural, é mutável.
A) O Direito Positivo tem eficácia apenas para as comunidades políticas em que é posto e o Direito Natural é universal, tem validade geral.
C) O Direito Positivo é posto pelo Estado e não por uma força divina ou consequência lógica do pensamento racional.
E) O Direito natural, imutável e universalmente válido, é o fundamento da autoridade legítima.

A Escola da Exegese surgiu como uma das consequências da codificação do Direito, cujo maior exemplo, à época, foi a criação do Código de Napoleão (1804). Utiliza uma forma de interpretação da norma que privilegia os aspectos gramaticais e lógicos, a chamada interpretação literal da letra da lei. Com ela, tem-se o auge do Positivismo jurídico, onde o jusfilósofo italiano Norberto Bobbio afirma que tal Escola foi marcada por uma concepção rigidamente estatal de direito.
Portanto, segundo Bobbio, a Escola da Exegese nos leva a concluir que:
A) A lei não deve ser interpretada segundo a razão e os critérios valorativos daquele que deve aplicá-la; mas, ao contrário, este deve submeter-se completamente à razão expressa na própria lei.
B) O legislador é onipotente porque é representante democraticamente eleito pela população e esse processo representativo deve basear-se sempre no direito consuetudinário, porque este expressa o verdadeiro espírito do povo.

Nos “Princípios da Filosofia do Direito”, Hegel apresenta o conceito de direito a partir das três fases da vontade, são elas: o direito abstrato, a moralidade (moralidade subjetiva) e a eticidade (moralidade objetiva).
Assinale a alternativa que indica como a vontade encontra-se nas três fases, respectivamente: direito abstrato, moralidade e eticidade.
a) Elevada do imediato, como um dever concreto, refluída de volta a si mesma.
b) Elevada do imediato, como um dever concreto, fundamentando a liberdade.
c) Consubstanciada num objeto externo, como um dever concreto, refluída de volta a si mesma.
d) Consubstanciada num objeto externo, refluída de volta a si mesma, como a união de vontade consubstanciada num objeto externo e de vontade que reflui de volta a si mesma.
e) Além do imediato, como dever moral, como a união de vontade consubstanciada num objeto externo e de vontade que reflui de volta a si mesma.

A filosofia da História-o primeiro tema da filosofia de Augusto Comte-foi sistematizada pelo próprio Comte na célebre 'Lei dos Três Estados' e tinha o objetivo de mostrar por que o pensamento positivista deve imperar entre os homens.
Sobre a 'Lei do Três Estados' formulada por Comte, é correto afirmar que:
b) na 'Lei dos Três Estados' a argumentação desempenha um papel de primeiro plano no estado teológico. O estado teológico, na sua visão, corresponde a uma etapa posterior ao estado positivo.
d) para Comte, o estado metafísico não tem contato com o estado teológico, pois somente o estado metafísico procura soluções absolutas e universais para os problemas do homem.
e) O Positivismo jurídico é a manifestação, no campo do Direito, do Estado Metafísico de Comte.
a) Augusto Comte demonstra com essa lei que todas as ciências e o espírito humano desenvolvem-se na seguinte ordem em três fases distintas ao longo da história: a positiva, a teológica e a metafísica.
c) o estado positivista apresenta-se na 'Lei dos Três Estados' como o momento em que a observação prevalece sobre a imaginação e a argumentação, e na busca de leis imutáveis nos fenômenos observáveis.

De acordo com o contratualismo proposto por Thomas Hobbes em sua obra Leviatã, o contrato social só é possível em função de uma lei da natureza que expresse, segundo o autor, a própria ideia de justiça.
Assinale a opção que, segundo o autor na obra em referência, apresenta esta lei da natureza.
A) Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.
B) Dar a cada um o que é seu.
C) Fazer o bem e evitar o mal.
D) Que os homens cumpram os pactos que celebrem.
E) Fazer o bem sem olhar a quem.

O planejamento estratégico consiste na tomada de decisões antecipadas, levando em conta três filosofias de ação: conservadora, otimizadora e prospectiva.
A filosofia otimizadora é:
A) voltada para demandas ambientais e de recursos humanos visando preparar a organização para lidar com questões socioeducacionais.
B) dirigida à adaptabilidade e inovação da organização.
C) dirigida para sanar deficiências e problemas externos da organização.
D) voltada para a estabilidade e manutenção da organização.
E) dirigida para sanar deficiências e realizar ajustes de rotas financeiras da organização.

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1a Questão (Ref.:201610982573)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	O valor e a utilidade da filosofia têm sido, não raras vezes, postos sob suspeita. Uma visão acerca do filósofo é que ele divaga e se perde em reflexões sobre questões abstratas, que nada têm a ver com o cotidiano das pessoas. Em relação à natureza e à finalidade da filosofia, é correto afirmar que elas consistem:
		
	
	em teorias que se contradizem ao longo da sua história, pois os filósofos discordam de tudo e uns dos outros, de modo que o pensamento crítico próprio da filosofia é o de pôr em dúvida toda afirmação, jamais chegando a conclusões.
	
	em um esforço intelectual, em termos gerais, para se interpretar o mundo e os eventos, compreender o próprio homem e iluminar o agir que dele se espera.
	 
	na reflexão sobre valores e conceitos, como liberdade e virtude, que faz parte da atividade do filósofo e, nessa medida, a filosofia se apresenta como uma sabedoria prática, que auxilia na orientação da vida moral e política, proporcionando o bem viver.
	
	em um consenso entre os cientistas porque, na investigação filosófica, o filósofo não verifica suas hipóteses baseando-se na observação empírica e, portanto, a filosofia não contribui para o progresso do conhecimento.
	
	no respeito ao mero pensar ou do saber viver virtuosamente segundo os critérios morais dos grandes líderes da humanidade, sendo esse, propriamente dito, o sentido categórico da filosofia.
	Respondido em 05/04/2020 12:27:08
	
	
	
	2a Questão (Ref.:201610743440)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	O ensino de Filosofia deve propiciar a possibilidade da reflexão. Sobre o conceito de reflexão, é CORRETO afirmar que se trata da(do): 
		
	
	relação estabelecida entre as pessoas, entre os sujeitos.
	 
	ato do conhecimento que se volta sobre si mesmo, tornando como objetivo seu próprio ato.
	
	operação discursiva do pensamento que consiste em encadear logicamente juízos e deles tirar uma conclusão. 
	
	ato de influenciar as pessoas por meio da comunicação de massa. 
	
	operação lógica em que, de dados singulares suficientemente enumerados, inferimos uma verdade universal. 
	Respondido em 05/04/2020 12:28:12
	
	
	
	3a Questão (Ref.:201610982723)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	A felicidade é, portanto, a melhor, a mais nobre e a mais aprazível coisa do mundo, e esses atributos não devem estar separados como na inscrição existente em Delfos "das coisas, a mais nobre é a mais justa, e a melhor é a saúde; porém a mais doce é ter o que amamos". Todos estes atributos estão presentes nas mais excelentes atividades, e entre essas a melhor, nós a identificamos como felicidade.
ARISTOTELES. A Política. São Paulo: Cia das Letras, 2010.
Ao reconhecer na felicidade a reunião dos mais excelentes atributos, Aristoteles a identifica como:
		
	 
	finalidade das ações e condutas humanas.
	
	conhecimento de verdades imutáveis e perfeitas.
	
	plenitude espiritual e ascese pessoal.
	
	busca por bens materiais e títulos de nobreza.
	
	expressão do sucesso individual e reconhecimento público.
	Respondido em 05/04/2020 12:31:48
	
	
	
	4a Questão (Ref.:201611255765)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	O Professor Fábio Konder Comparato afirma que "O verdadeiro curso de Direito não é uma simples preparação ao exercício profissional. É uma preparação para a vida" (O que é a Filosofia do Direito? Manole, 2004), destacando a importância da Filosofia para o ensino e aprendizado do Direito. A luz de tal consideração, podemos afirmar que, de fato, a Filosofia do Direito é importante, de diversas formas, para a formação do jurista, não sendo correto afirmar, todavia, que:
		
	
	D) a Filosofia nos dá ciência da extrema complexidade do ser humano, com o que, a todo momento, teremos de lidar na vida profissional.
	 
	C) a Filosofia nos desperta para a mera literalidade de toda a discussão sobre justiça, demonstrando que ela não tem aplicação na vida prática.
	
	E) a Filosofia nos permite eleger o modelo, o critério que pode ser apresentado ou utilizado para fundamentar a validade do Direito, a vigência do Direito ou a eficácia do Direito.
	
	B) a Filosofia deixa a descoberto a contraposição entre justiça e realismo, impedindo que sejamos vitimados pelo desprezo ou cinismo latente em relação às mazelas da vida.
	
	A) a Filosofia nos obriga a refletir sobre a relação entre Moral e Direito;
	Respondido em 05/04/2020 12:55:27
	
	
	
	5a Questão (Ref.:201610743295)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	A Justiça é uma espécie de meio-termo, não no mesmo sentido das outras virtudes, mas porque se relaciona com uma quantia ou quantidade intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os extremos. E Justiça é aquilo em virtude do qual se diz que o homem justo pratica, por escolha própria, o que é justo [...]. Esse trecho, extraído de uma obra clássica da Filosofia ocidental, trata de uma discussão da Justiça considerada como:
		
	
	Nenhuma das respostas
	
	Medida, dentro da concepção rigorosa e positivista de Hans Kelsen.
	
	Simetria, dentro da Filosofia estética de Platão.
	 
	Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
	
	Valor, no tridimensionalismo de Miguel Reale.
	Respondido em 05/04/2020 12:36:43
	
	
	
	6a Questão (Ref.:201610982314)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	A virtude é uma disposição para agir de uma maneira deliberada, consistindo numa mediania relativa a nós a qual é racionalmente determinada e como a determinaria o homem prudente.  Mas é uma mediana entre doisa vícios, um pelo excesso, outro pela falta.
(Aristóteles. Ética a Nicômaco)
Com base no trecho acima, julgue as seguintes conclusões formuladas.
I  - A virtude é uma mediana.
II - A mediana é um vício entre dois vícios.
III - O homem prudente determina racionalmente a virtude.
IV - Os vícios são excessos ou faltas.
V - O homem prudente não receonhece o vício.
 
Estão certas apenas as conclusões:
		
	
	I, IV e  V
	
	II, III e V
	
	I, III e V
	
	II, III e IV
	 
	I, III e IV
	Respondido em 05/04/2020 12:38:50
	
	
	
	7a Questão (Ref.:201610743299)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	São características do Direito positivo, EXCETO:
		
	
	O Direito deve funcionar como conjunto ordenado de normas que formam uma unidade plena e carente de contradições.
	
	A ideia do Direito concebido como um sistema fundamental.
	
	As normas necessitam do respaldo da força para serem impostas, seja no sentido da regulação e organização desta força (estatal).
	 
	Direito como sinônimo de ideal de justiça e moralmente perfeito.
	
	Estabelece uma concepção rigorosamente estatalista do Direito, que atribui à lei quase o monopólio da produção jurídica (legalismo).
	Respondido em 05/04/2020 12:40:56
	
	
	
	8a Questão (Ref.:201610986019)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	Em sua obra - Princípios da Filosofia do Direito - , Hegel explica que não há eticidade, moralidade objetiva, no plano da vontade meramente natural e imediata, mas que se requer a sua mediação. As instituições são os momentos dos desdobramentos da eticidade.
Assinale a alternativa que apresenta em sequência os três desdobramentos da eticidade, de acordo com Hegel.
		
	
	Religião, arte, filosofia
	
	Sociedade civil, família, estado.
	
	Sociedade civil, estado, religião.
	 
	Família, sociedade civil, estado.
	
	Arte, religião, filosofia.
	Respondido em 05/04/2020 12:43:51
	
	
	
	9a Questão (Ref.:201610743303)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	Para Hobbes, o estado de natureza:
		
	
	é um estado de paz, de harmonia e de assistência mútua.
	
	faz homens livres e responsáveis pelas próprias ações.
	
	implica a liberdade para cada um fazer o que bem lhe aprouver.
	
	é um estado de paz com guerra e paz ao mesmo tempo.
	 
	é idêntico ao estado de guerra. 
	Respondido em 05/04/2020 12:47:20
	
	
	
	10a Questão (Ref.:201610985728)
	Acerto: 1,0  / 1,0
	Sobre a teoria de Hobbes e Rousseau, considere as afirmativas abaixo:
I. A argumentação hobbesiana em favor de uma autoridade soberana, instituída por um pacto, representa inequivocamente a defesade um regime político monarquista.
II. Dois dos grandes teóricos sobre o estado de natureza, Hobbes e Rousseau, partilham a convicção de que o afeto predominante nesse estado de natureza seria o medo.
III. Um traço comum da filosofia política moderna é a idealização de um pacto que estabeleceria a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade.
Em vista da análise acima, assinale a opção CORRETA:
		
	
	B) apenas a afirmativa II.
	
	E) apenas as afirmativas II e III.
	
	A) apenas a afirmativa I.
	
	D) apenas as afirmativas I e II.
	 
	C) apenas a afirmativa III.
	Respondido em 05/04/2020 12:49:08
Teste 1
		1.
		Etimologicamente, a palavra "Filosofia" é definida como "amor a sabedoria"
Historicamente, a sua criação é atribuída a 
	
	
	
	Xenófanes de Cólofon, séc. VI a.C.
	
	
	Pitágoras, séc. VI a.C.
	
	
	Anaxímenes, séc. VI a.C.
	
	
	Anaximandro, séc. VII a.C.
	
	
	Tales de Mileto, séc. VII a.C.
	
Explicação:
	Pitágoras, séc. VI a.C.
	
	
	
	 
		
	
		2.
		Analise as sentenças abaixo sobre discurso jurídico:
I - O discurso filosófico é estudado de maneira mais aprofundada desde os tempos da democracia grega;
II - Tem por objetivo expressar ideias de forma argumentativa e persuasiva;
III - Tem por característica expressar ideias de forma argumentativa e persuasiva e seus conteúdos se alteram na medida em que são modificados os contextos.
Agora, marque a opção CORRETA:
 
	
	
	
	Todas estão corretas.
	
	
	Somente a I e II estão corretas.
	
	
	Somnete II e III estão corretas.
	
	
	Somente a I está correta.
	
	
	Todas estão erradas.
	
Explicação:
	Todas estão corretas.
	
	
	
	 
		
	
		3.
		Não existe uma definição única de Filosofia. Existem diversas definições possíveis acerca de seu significado.
Entretanto, é possível afirmar que a Filosofia NÃO pode ser definida como:
	
	
	
	(A) uma visão de mundo de um povo, de uma civilização ou de uma cultura, nas quais ela corresponderia ao conjunto de ideias, valores e práticas pelos quais uma sociedade apreende e compreende o mundo e a si mesma. 
	
	
	(E) uma visão particular de mundo em que predominam os valores e as opiniões individuais.
	
	
	(C) um esforço racional para conceber o Universo como uma totalidade ordenada e dotada de sentido. 
	
	
	(D) uma fundamentação teórica e crítica dos conhecimentos e das práticas. 
	
	
	(B) uma sabedoria de vida, na medida em que aprende e ensina a controlar os desejos, sentimentos e impulsos e a dirigir a própria vida de modo ético e sábio. 
	
Explicação:
Filosofia não poder ser entendida como uma visão particular de mundo em que predominam os valores e as opiniões individuais.
	
	
	
	 
		
	
		4.
		Tales de Mileto é considerado o pai da filosofia ou o iniciador do pensamento filosófico-científico. Ele foi capaz de calcular a altura de uma pirâmide baseando-se na ideia de cálculo e proporcionalidade, ou seja, através do modo de explicação racional. Com efeito, sua importância na filosofia é inestimável, tendo em vista que:
	
	
	
	Identificou que os fenômenos naturais, tudo aquilo que acontece aos homens, são governados por uma realidade exterior ao mundo humano e natural, uma ordem fundada em verdades superiores e misteriosas.
	
	
	Buscou explicações para a ordem natural fora da "physis", ou seja, distante de causas naturais, vinculadas com a realidade misteriosa e inacessível.
	
	
	Representou uma permanência para a época, na medida em que defende que os fenômenos devem ser explicados através da religião.
	
	
	Significou um novo começo para a história do pensamento, já que parte da razão e da observação na busca das relações entre os fenômenos e acontecimentos mundanos e naturais ao invés de relacioná-los aos deuses.
	
	
	Comprovou que o mito prestava contribuições ao questionamento, à crítica e à correção, tendo em vista sua forma de explicar a realidade com base no sobrenatural, no mistério e no sagrado.
	
Explicação:
Letra E. O surgimento da Filosofia na Grécia Antiga se deve à passagem do pensamento mítico para o filosófico-científico, a partir do qual se verifica a tentativa dos primeiros filósofos na busca de uma explicação do mundo natural (a physis, daí o nosso termo ¿física¿) baseada essencialmente em causas naturais, explicação de mundo estaria, então, no próprio mundo, e não fora dele (em alguma realidade misteriosa e inacessível, o que se revelou de fundamental importância para a construção do pensamento científico do cenário ocidental desde a Antiguidade até os dias de hoje.
	
	
	
	 
		
	
		5.
		Correlacione:
(1) Ética
(2) Metafísica
(3) Lógica
(4) Teoria do conhecimento
(A) Aristóteles afirma que é a ciência do ¿ser enquanto ser¿, ou seja, será a ciência que investiga a realidade em seus traços mais abrangentes e universais.
(B) É o ramo da filosofia que cuida das regras do bem pensar, ou do pensar correto, sendo, portanto, um instrumento do pensar.
(C) Vem de Éthos, que significa, costumes, hábitos e valores de uma sociedade ou cultura.
(D) Tradicionalmente divide-se em duas grandes correntes gnosiológicas quanto à origem do conhecimento humano que são: Racionalidade e Empirismo.
 
	
	
	
	1 A, 2 B, 3 C, 4 D
  
	
	
	1 D, 2 C, 3 A, 4 B
  
	
	
	1 B, 2 A, 3 D, 4 C;
	
	
	1 C, 2 A, 3 B, 4 D; 
  
	
	
	1 C, 2 B, 3 A, 4 D;
  
	
Explicação:
Ética é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. A palavra ética derivada da palavra éthos, originária do grego, e significa aquilo que pertence ao caráter.
Metafísica é uma das disciplinas fundamentais da filosofia, por tratar de problemas centrais da filosofia teórica. Descreve os fundamentos, as condições, as leis, a estrutura básica, as causas ou princípios, o sentido e a finalidade como um todo ou dos seres em geral.
Lógica é de origem grego, logiké, relacionado com o logos, razão, palavra ou discurso, que significa a ciência do raciocínio.
A Teoria do conhecimento é construída pelo Racionalismo e Empirismo, ambos possuem uma ligação com as ciências naturais e exatas
 
 
  
	
	
	
	 
		
	
		6.
		Considere a seguinte afirmativa: "A filosofia utiliza primordialmente a razão". Essa sentença está CORRETA?
	
	
	
	Sim, primordialmente é pela razão que a filosofia ergue suas considerações.
	
	
	Depende da situação concreta.
	
	
	Sim e não, porque em Filosofia a dúvida está presente e atrapalha tudo.
	
	
	Não, em primeiro lugar está a fé.
	
	
	Não, em primeiro lugar está a sensação, o dado empírico.
	
Explicação:
Sim, primordialmente é pela razão que a filosofia ergue suas considerações.
Teste 2
		1.
		É a junção do bom caráter com a boa razão, ou seja, raciocínio desiderativo e desejo raciocinativo:
	
	
	
	Ética.
	
	
	Imaginação.
	
	
	Moral.
	
	
	Prudência.
	
	
	Justiça.
	
Explicação:
Prudência
	
	
	
	 
		
	
		2.
		Muitos são os autores que discutem e conceituam ética. Uma das possíveis definições é de que ela seria uma parte da filosofia que lida com a compreensão das noções e dos princípios que sustentam as bases da moralidade social e da vida individual. Em outras palavras, trata‐se de uma reflexão sobre o valor das ações sociais consideradas tanto no âmbito coletivo quanto no âmbito individual. Analise as afirmativas a seguir, marque V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) Sócrates, Platão e Aristóteles foram responsáveis por propor uma espécie de ¿estudo¿ sobre o que de fato poderia ser compreendido como valores universais a todos os homens, buscando, dessa forma, ser correto, virtuoso, ético.
( ) Os sociólogos clássicos foram os primeiros a discutir sobre ética, num esforço pelo exercício de um pensamento crítico e reflexivo quanto aos valores e costumes dos seres humanos.
( ) A ética seria uma reflexão acerca da influência que o código moral estabelecido exerce sobre a nossa subjetividade, nossa forma de conduta.
( ) Consciência e responsabilidade são condições indispensáveis à vida ética ou moralmentecorreta.
A sequência está correta em:
	
	
	
	V, V, F, F
	
	
	V, V, V, V
	
	
	F, V, F, V
	
	
	V, F, V, V
	
	
	F, F, V, F
	
Explicação:
	V, F, V, V
	
	
	
	 
		
	
		3.
		"Há algo de fundamentalmente novo na maneira como os gregos puseram a serviço do seu problema último "da origem e essência das coisas" as observações empíricas que receberam do Oriente e enriqueceram com as suas próprias, bem como no modo de submeter ao pensamento teórico e casual o reino dos mitos, fundado na observação das realidades aparentes do mundo sensível: os mitos sobre o nascimento do mundo."
Com base no texto acima proferido pelo filósofo alemão e estudioso da Grécia Antiga, Werner Jaeger, e, também, nos conhecimentos estudados sobre a relação entre mito e filosofia na Grécia Antiga, é correto afirmar:
	
	
	
	A filosofia, apesar de ser pensamento racional, desvinculou-se do mito de forma gradual.
	
	
	A filosofia representa uma ruptura radical em relação aos mitos, tendo sido uma nova forma de pensamento plenamente racional, desde a sua origem.
	
	
	O mito busca respostas para problemas que são objeto da pesquisa filosófica e, nesse aspecto, é considerado parte integrante da filosofia.
	
	
	A filosofia, em que pese ser considerada como criação dos gregos, originou-se no Oriente, sob a influência da religião e, apenas posteriormente, alcançou a Grécia.
	
	
	A filosofia e o mito sempre mantiveram uma relação de interdependência, uma vez que o pensamento filosófico necessita do mito para se expressar.
	
Explicação:
	A filosofia, apesar de ser pensamento racional, desvinculou-se do mito de forma gradual.
	
	
	
	 
		
	
		4.
		Leia atentamente a seguinte proposição: "A justiça é uma espécie de meio-termo, porém não no mesmo sentido que as outras virtudes, e sim porque se relaciona com uma quantia ou quantidade intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os extremos. E justiça é aquilo em virtude do qual se diz que o homem justo pratica, por escolha própria, o que é justo."
Este trecho, extraído de uma obra clássica da filosofia ocidental, trata de uma discussão da justiça considerada como:
	
	
	
	E) Liberdade, na concepção de Kant.
	
	
	A) Simetria, dentro da filosofia estética de Platão.
	
	
	C) Medida, dentro da concepção rigorosa e positivista de Hans Kelsen.
	
	
	D) Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
	
	
	B) Valor, no tridimensionalismo de Miguel Reale.
	
Explicação:
Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
	
	
	
	 
		
	
		5.
		Em sua famosa obra - Ética a Nicômaco, Aristóteles afirma que a virtude é uma disposição de caráter relacionada com a escolha e consiste numa mediania, isto é, a mediania relativa a nós, a qual é determinada por um princípio racional próprio do homem dotado de sabedoria prática. Portanto com base no texto e no pensamento aristotélico, pode-se dizer que a virtude ética:
	
	
	
	e) baseia-se no que é mais prazeroso em sintonia com o fato de que a natureza é que nos torna mais perfeitos.
	
	
	d) pauta-se na escolha do que é mais satisfatório em razão de preferências pragmáticas.
	
	
	c) consiste na eleição de um dos extremos como o mais adequado, isto é, ou o excesso ou a falta.
	
	
	a) reside no meio termo, que consiste numa escolha situada entre o excesso e a falta.
	
	
	b) implica na escolha do que é conveniente no excesso e do que é prazeroso na falta.
	
Explicação:
Justificativa: De acordo com a interpretação de Aristóteles, a virtude (aretê) é encontrada no meio termo (mesótês) entre ações opostas.
	
	
	
	 
		
	
		6.
		Moral e Ética, muitas vezes, na linguagem cotidiana, são tidas como sinônimos; porém, para a Filosofia, compõem áreas distintas do pensamento filosófico. Partindo desta constatação, estaria CORRETA a afirmação que se completa na alternativa:
	
	
	
	A questão da moral não se enquadra nos estudos sobre Ética. 
	
	
	A Ética se aplica à disciplina filosófica que trata de estabelecer os fundamentos e a validade das normas morais e dos juízos de valor ou de apreciação sobre as ações humanas, qualificando-as de boas ou más.
 
	
	
	Os estudos sobre Ética só tomaram fôlego no século XX com a obra de filósofos contemporâneos, como Michel Foucault e Jean Paul Sartre. 
	
	
	Os filósofos pré-socráticos negaram a importância dos estudos sobre Ética. 
	
	
	A Ética não chamou a atenção de filósofos gregos como Aristóteles. 
	
Explicação:
A Ética se aplica à disciplina filosófica que trata de estabelecer os fundamentos e a validade das normas morais e dos juízos de valor ou de apreciação sobre as ações humanas, qualificando-as de boas ou más. 
	
	
	
	 
		
	
		7.
		O Professor Fábio Konder Comparato afirma que "O verdadeiro curso de Direito não é uma simples preparação ao exercício profissional. É uma preparação para a vida" (O que é a Filosofia do Direito? Manole, 2004), destacando a importância da Filosofia para o ensino e aprendizado do Direito. A luz de tal consideração, podemos afirmar que, de fato, a Filosofia do Direito é importante, de diversas formas, para a formação do jurista, não sendo correto afirmar, todavia, que:
	
	
	
	A) a Filosofia nos obriga a refletir sobre a relação entre Moral e Direito;
	
	
	D) a Filosofia nos dá ciência da extrema complexidade do ser humano, com o que, a todo momento, teremos de lidar na vida profissional.
	
	
	E) a Filosofia nos permite eleger o modelo, o critério que pode ser apresentado ou utilizado para fundamentar a validade do Direito, a vigência do Direito ou a eficácia do Direito.
	
	
	B) a Filosofia deixa a descoberto a contraposição entre justiça e realismo, impedindo que sejamos vitimados pelo desprezo ou cinismo latente em relação às mazelas da vida.
	
	
	C) a Filosofia nos desperta para a mera literalidade de toda a discussão sobre justiça, demonstrando que ela não tem aplicação na vida prática.
	
Explicação:
Conforme afirmado pelo próprio Professor Fabio konder Comparato na obra O que é a Filosofia do Direito?, a Filosofia nos permite perceber que todo o debate sobre justiça NÃO é algo meramente literário, tendo MUITO aplicação na vida prática, ou seja, no dia a dia da vida profissional do jurista.
	
	
	
	 
		
	
		8.
		Tales de Mileto se indaga sobre a totalidade de tudo o que existe, não para se perguntar qual foi a origem mítica do mundo, mas o que na verdade é a natureza.  Está forma afirma que o princípio de todas as coisa é:
	
	
	
	a divindade
	
	
	a terra
	
	
	a água
	
	
	o fogo
	
	
	o ar
	
Explicação:
a água
	
	
Teste 3
		1.
		Em Filosofia do Direito, Hegel afirma que a liberdade
 
	
	
	
	consiste na subordinação dos indivíduos ao poder da razão.
	
	
	só é possível pela subordinação dos indivíduos ao poder do Estado.
	
	
	consiste no reconhecimento racional pelos indivíduos do que representa o interesse universal do Estado
	
	
	consiste na identidade do interesse particular (da família e da sociedade civil) com o interesse geral (do Estado).
	
	
	  subordinação dos indivíduos ao poder do Estado.
	
Explicação:
Consiste na identidade do interesse particular (da família e da sociedade civil) com o interesse geral (do Estado).
Se a razão ¿ como diz Hegel ¿ ¿é a certeza consciente de ser toda a realidade¿ e a verdade reside apenas no todo, as partes se tornam racionais à medida que participam do todo de forma consciente. O Estado para Hegel é um todo ético organizado, isto é, o verdadeiro, porque é a unidade da vontade universal e da subjetiva. É, como entende o referido autor, a substância ética por excelência, significando com isso que Estado e a constituição são os representantes da liberdade concreta, efetiva. 
	
	
	
	 
		
	
		2.
		"A filosofia passou milênios tentando responder a esta pergunta..." (L. 1/2) - essa frase está incorretamente reescrita, segundo o registro formal da língua, do seguinte modo:
	
	
	
	Faz milênios que a filosofiaestá tentando responder a esta pergunta...
	
	
	Fazem milênios que a filosofia está tentando responder a esta pergunta...
	
	
	Há milênios que a filosofia está tentando responder a esta pergunta...
	
	
	A filosofia está tentando, há milênios, responder a esta pergunta...
	
	
	A filosofia está tentando responder a esta pergunta há milênios...
	
Explicação:
 "Fazer" no sentido de tempo é um verbo impessoal e por isso não deve ser flexionado!
	
	
	
	 
		
	
		3.
		O direito que já nasce com o homem, o direto de viver, de liberdade e igualdade. É denominado também:
	
	
	
	E. Direito Positivo.
	
	
	B. Direito Natural.
	
	
	D. Direito Divino.
	
	
	A. Direito Material.
	
	
	C. Direito Ambiental.
	
Explicação:
Direito Natural.
	
	
	
	 
		
	
		4.
		Em Filosofia do Direito, Hegel afirma que a liberdade
	
	
	
	só é possível pela subordinação  do Estado.
	
	
	só é possível pela subordinação dos indivíduos ao poder do Estado.
	
	
	consiste no reconhecimento racional pelos indivíduos do que representa o interesse universal do Estado
	
	
	consiste na subordinação dos indivíduos ao poder da razão.
	
	
	consiste na identidade do interesse particular (da família e da sociedade civil) com o interesse geral (do Estado).
	
Explicação:
Consiste na identidade do interesse particular (da família e da sociedade civil) com o interesse geral (do Estado).
Se a razão - como diz Hegel - é a certeza consciente de ser toda a realidade¿ e a verdade reside apenas no todo, as partes se tornam racionais à medida que participam do todo de forma consciente. O Estado para Hegel é um todo ético organizado, isto é, o verdadeiro, porque é a unidade da vontade universal e da subjetiva. É, como entende o referido autor, a substância ética por excelência, significando com isso que Estado e a constituição são os representantes da liberdade concreta, efetiva.
	
	
	
	 
		
	
		5.
		A Justiça é uma espécie de meio-termo, não no mesmo sentido das outras virtudes, mas porque se relaciona com uma quantia ou quantidade intermediária, enquanto a injustiça se relaciona com os extremos. E Justiça é aquilo em virtude do qual se diz que o homem justo pratica, por escolha própria, o que é justo [...]. Esse trecho, extraído de uma obra clássica da Filosofia ocidental, trata de uma discussão da Justiça considerada como:
	
	
	
	Simetria, dentro da Filosofia estética de Platão.
	
	
	Medida, dentro da concepção rigorosa e positivista de Hans Kelsen.
	
	
	Valor, no tridimensionalismo de Miguel Reale.
	
	
	Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
	
	
	Nenhuma das respostas
	
Explicação:
Virtude, dentro do pensamento ético de Aristóteles.
	
	
	
	 
		
	
		6.
		Ao longo da história os iniciadores das ciências humanas e sociais não perderam de vista a necessidade do saber. Todavia, apesar da busca por uma unidade, determinada metodologia impunha a fragmentação desse saber, o que de certo modo é o maior obstáculo à interdisciplinaridade. Essa metodologia seria a(o) 
	
	
	
	Filosofia. 
	
	
	Epistemologia. 
	
	
	Dialética. 
	
	
	Positivismo.
	
	
	Marxismo. 
	
Explicação:
Positivismo.
	
	
	
	 
		
	
		7.
		Em relação ao Direito Natural, assinale a alternativa INCORRETA:
	
	
	
	A) O direito natural, em certa medida, consiste na tentativa de conferir uma roupagem de moralidade ou um aspecto de justiça às normas de direito positivo.
	
	
	B) Três vertentes principais procuram explicar os direitos naturais: cosmológica, teológica e filosófica.
	
	
	C) Os juízos de valor compreendidos nas normas de direito natural não são acessíveis ao conhecimento racional.
	
	
	E) As concepções de direito natural fazem apelo à ideia de justiça como fundamento de validade do direito.
	
	
	D) Em Kant, o direito natural é provisório e o direito positivo é peremptório.
	
Explicação:
Afirmativa incorreta: Os juízos de valor compreendidos nas normas de direito natural não são acessíveis ao conhecimento racional.
	
	
	
	 
		
	
		8.
		Em relação às diferenças entre Direito Positivo e Direito Natural, assinale a alternativa INCORRETA:
	
	
	
	E) O Direito natural, imutável e universalmente válido, é o fundamento da autoridade legítima.
	
	
	C) O Direito Positivo é posto pelo Estado e não por uma força divina ou consequência lógica do pensamento racional.
	
	
	 
D) O Direito Positivo estabelece aquilo que é "bom" ou "mau" e não o que é útil, como faz o Direito Natural.
 
	
	
	B) O Direito Positivo, ao contrário do Direito Natural, é mutável.
	
	
	A) O Direito Positivo tem eficácia apenas para as comunidades políticas em que é posto e o Direito Natural é universal, tem validade geral.
	
Explicação:
Afirmativa incorreta: O Direito Positivo estabelece aquilo que é "bom" ou "mau" e não o que é útil, como faz o Direito Natural.
	
	
Teste 4
		1.
		A Escola da Exegese surgiu como uma das consequências da codificação do Direito, cujo maior exemplo, à época, foi a criação do Código de Napoleão (1804). Utiliza uma forma de interpretação da norma que privilegia os aspectos gramaticais e lógicos, a chamada interpretação literal da letra da lei. Com ela, tem-se o auge do Positivismo jurídico, onde o jusfilósofo italiano Norberto Bobbio afirma que tal Escola foi marcada por uma concepção rigidamente estatal de direito. Portanto, segundo Bobbio, a Escola da Exegese nos leva a concluir que:
	
	
	
	B) O legislador é onipotente porque é representante democraticamente eleito pela população e esse processo representativo deve basear-se sempre no direito consuetudinário, porque este expressa o verdadeiro espírito do povo.
	
	
	A) A lei não deve ser interpretada segundo a razão e os critérios valorativos daquele que deve aplicá-la; mas, ao contrário, este deve submeter-se completamente à razão expressa na própria lei.
	
	
	D) A única força jurídica legitimamente superior ao legislador é o direito natural; portanto, o legislador é soberano para tomar suas decisões, desde que não violem os princípios do direito natural.
	
	
	E) A Escola Pandectista alemã foi umas das várias correntes do pensamento jurídico que seguiram os ditames da Escola Exegética que afirmava que todo Direito não está contido apenas na lei e esta, por sua vez, deve ser interpretada também levando-se em conta critérios valorativos.
	
	
	C) Uma vez promulgada a lei pelo legislador, o estado-juiz é competente para interpretá-la buscando aproximar a letra da lei dos valores sociais e das demandas populares legítimas.
	
Explicação:
Justificativa: Para a Escola da Exegese, o papel do jurista era ater-se com rigor absoluto ao texto da lei e revelar seu sentido. Ressalta-se que o exegetismo não negou o direito natural, pois chegou a admitir que os códigos eram elaborados de modo racional e, portanto, uma expressão humana do direito natural e por isso a ciência do direito deveria ater-se a mera exegese dos códigos. Em suma, a Escola da Exegese possui as seguintes características: possuir uma concepção estritamente estatal do direito, o fato de focar-se exclusivamente na lei e interpretar a lei baseando-se na intenção do legislador, pois somente o Estado pode criar o direito por meio do Poder Legislativo.
	
	
	
	 
		
	
		2.
		Das afirmações abaixo, assinale aquela que NÃO é uma tese do positivismo jurídico:
	
	
	
	A teoria do Direito deve possuir a pretensão de ser um saber científico.
	
	
	A Justiça, apesar de ser mutável no tempo e no espaço, é imutável no seu núcleo essencial enquanto expressa pela Lei Natural. 
	
	
	Não há uma conexão necessárias entre o Direito e a Moral.
	
	
	O Direito deve ser estudado tal como ele é, não como ele deveria ser. 
	
	
	O Direito positivo, enquanto sistema hierárquico das leis, pode ser objeto de uma Ciência do Direito.
	
Explicação:
A Justiça, apesar de ser mutável no tempo e no espaço, é imutável no seu núcleo essencial enquanto expressa pela Lei Natural.3.
		A Ciência do Direito (...), se de um lado quebra o elo entre jurisprudência e procedimento dogmático fundado na autoridade dos textos romanos, não rompe, de outro, com o caráter dogmático, que tentou aperfeiçoar, ao dar-lhe a qualidade de sistema, que se constrói a partir de premissas cuja validade repousa na sua generalidade racional. A teoria jurídica passa a ser um construído sistemático da razão e, em nome da própria razão, um instrumento de crítica da realidade¿.
Esta caracterização, realizada por Tercio Sampaio Ferraz Júnior, em sua obra A Ciência do Direito, evoca elementos essenciais do
	
	
	
	humanismo renascentista.
	
	
	realismo crítico.
	
	
	historicismo.
	
	
	jusnaturalismo moderno.
	
	
	positivismo jurídico.
	
Explicação:
GABARITO LETRA A
A Ciência do Direito, nos quadros do jusnaturalismo, se de um lado quebra o elo entre jurisprudência e procedimento dogmático fundado na autoridade dos textos romanos, não rompe, de outro, com o caráter dogmático, que tentou aperfeiçoar, ao dar-lhe a qualidade de sistema, que se constrói a partir de premissas cuja validade repousa na sua generalidade racional. A teoria jurídica passa a ser um [construto - ] sistemático da razão e, em nome da própria razão, um instrumento de crítica da realidade. Duas contribuições importantes, portanto: a) o método sistemático conforme o rigor lógico da dedução; b) o sentido crítico-avaliativo do direito posto em nome de padrões éticos contidos nos princípios reconhecidos pela razão.
	
	
	
	 
		
	
		4.
		Nos Princípios da Filosofia do Direito, Hegel apresenta o conceito de direito a partir das três fases da vontade, são elas: o direito abstrato, a moralidade (moralidade subjetiva) e a eticidade (moralidade objetiva).
Assinale a alternativa que indica como a vontade encontra-se nas três fases, respectivamente: direito abstrato, moralidade e eticidade.
	
	
	
	Consubstanciada num objeto externo, refluída de volta a si mesma, como a união de vontade consubstanciada num objeto externo e de vontade que reflui de volta a si mesma.
	
	
	Além do imediato, como dever moral, como a união de vontade consubstanciada num objeto externo e de vontade que reflui de volta a si mesma.
	
	
	Elevada do imediato, como um dever concreto, refluída de volta a si mesma.
	
	
	Consubstanciada num objeto externo, como um dever concreto, refluída de volta a si mesma
	
	
	Elevada do imediato, como um dever concreto, fundamentando a liberdade.
	
Explicação:
O conteúdo objetivo da moralidade que se substitui ao bem abstrato é, através da subjetividade como forma infinita, a substância concreta. Em si mesma, portanto, estabelece ela diferenças que, assim, são pelo conceito ao mesmo tempo determinadas; por elas a realidade moral objetiva obtém um conteúdo fixo, necessário para si, e que está acima da opinião e da subjetiva boa vontade. É a firmeza que mantém as leis e instituições, que existe em si e para si. (HEGEL 1997 p. 142-143)
	
	
	
	 
		
	
		5.
		A filosofia da História-o primeiro tema da filosofia de Augusto Comte-foi sistematizada pelo próprio Comte na célebre "Lei dos Três Estados" e tinha o objetivo de mostrar por que o pensamento positivista deve imperar entre os homens. Sobre a "Lei do Três Estados" formulada por Comte, é correto afirmar que:
	
	
	
	a) Augusto Comte demonstra com essa lei que todas as ciências e o espírito humano desenvolvem-se na seguinte ordem em três fases distintas ao longo da história: a positiva, a teológica e a metafísica.
	
	
	c) o estado positivista apresenta-se na "Lei dos Três Estados" como o momento em que a observação prevalece sobre a imaginação e a argumentação, e na busca de leis imutáveis nos fenômenos observáveis.
	
	
	e) O Positivismo jurídico é a manifestação, no campo do Direito, do Estado Metafísico de Comte.
	
	
	d) para Comte, o estado metafísico não tem contato com o estado teológico, pois somente o estado metafísico procura soluções absolutas e universais para os problemas do homem.
	
	
	b) na "Lei dos Três Estados" a argumentação desempenha um papel de primeiro plano no estado teológico. O estado teológico, na sua visão, corresponde a uma etapa posterior ao estado positivo.
	
Explicação:
A afirmação correta é a da letra "c". O estado positivo caracteriza-se, segundo Comte, pela subordinação da imaginação e da argumentação à observação. Isso quer dizer que o processo de construção do conhecimento humano ocorre a partir da experimentação própria do método científico.
	
	
	
	 
		
	
		6.
		De acordo com o contratualismo proposto por Thomas Hobbes em sua obra Leviatã, o contrato social só é possível em função de uma lei da natureza que expresse, segundo o autor, a própria ideia de justiça.
Assinale a opção que, segundo o autor na obra em referência, apresenta esta lei da natureza.
	
	
	
	Tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais.
 
	
	
	Dar a cada um o que é seu.
 
	
	
	Fazer o bem e evitar o mal.
	
	
	Que os homens cumpram os pactos que celebrem.
 
	
	
	Fazer o bem sem olhar a quem.
	
Explicação:
A questão do contrato surge devido ele ser uma transferência mútua de direito, em que uma pessoa transfere um direito que era dela para outra pessoa. Hobbes tem uma concepção de que toda a sociedade se baseia em contratos, de todas as espécies, pois para estabelecer uma troca se faz necessário ter um contrato, assim como outras diversas situações é necessário uma transferência de direitos.
Assim se faz necessário que haja o Estado e ele é estabelecido a partir de contratos entre os próprios homens, em que eles abrem mão de parte de sua liberdade e transfere diretos ao estado para ele poder garantir por meio da força, o cumprimento de outros contratos e assim o fim do clima de guerra. O estado pactua com cada um dos homens e garante a cada um que a sua parte do contrato seja cumprido, sendo assim o pacto é recíproco. No Leviatã, Hobbes diz: ¿Diz-se que um Estado foi instituído quando uma multidão de homens concorda e pactua, cada um com cada um dos outros, que a qualquer homem ou assembleia de homens a quem seja atribuído pela maioria o direito de representar a pessoa de todos eles (ou seja, de ser seu representante), todos sem exceção, tanto os que votaram a favor dele como os que votaram contra ele, deverão autorizar todos os atos e decisões desse homem ou assembleia de homens, tal como se fossem seus próprios atos e decisões, a fim de viverem em paz uns com os outros e serem protegidos dos restantes homens.¿
	
	
	
	 
		
	
		7.
		O planejamento estratégico consiste na tomada de decisões antecipadas, levando em conta três filosofias de ação: conservadora, otimizadora e prospectiva. A filosofia otimizadora é :
	
	
	
	voltada para demandas ambientais e de recursos humanos visando preparar a organização para lidar com questões socioeducacionais. 
	
	
	dirigida à adaptabilidade e inovação da organização. 
	
	
	dirigida para sanar deficiências e problemas externos da organização.
	
	
	voltada para a estabilidade e manutenção da organização. 
	
	
	dirigida para sanar deficiências e realizar ajustes de rotas financeiras da organização. 
	
Explicação:
"O planejamento estratégico consiste na tomada de decisões antecipadas, levando em conta três filosofias de ação:
- Filosofia conservadora ou defensiva: voltada para a estabilidade e a manutenção da situação existente.
- Filosofia otimizadora ou analítica: voltada para melhorar as práticas vigentes. As decisões visam à obtenção dos melhores resultados possíveis.
- Filosofia prospectiva ou ofensiva: voltada para as contigências e centrada no futuro da organização. Há uma preocupação em ajustar a empresa às demandas ambientais e preparar-se para o futuro."
 
	
	
	
	 
		
	
		8.
		"Todo Direito Positivo é Direito Objetivo, mas nem todo Direito Objetivo é Direito Positivo". Neste diapasão, a teoria do Positivismo Jurídico engloba doutrinas que:
	
	
	
	E) Repelem a crença em umfundamento valorativo do direito.
	
	
	B) Acreditam ser o direito positivo o desdobramento inevitável do direito natural.
	
	
	A) Igualam o direito natural ao direito positivo.
	
	
	D) Defendem a observância ao direito positivo como um dever moral.
	
	
	C) Afirmam serem as leis do Estado portadoras de valores positivos.
	
Explicação:
Justificativa: Por considerar a justiça um ideal irracional, acessível apenas pelas vias da emoção, o positivismo jurídico se omite em relação aos valores.
	
	
Teste 5 
	
	 1a Questão
	
	
	
	
	Sobre a teoria de Hobbes e Rousseau, considere as afirmativas abaixo:
I. A argumentação hobbesiana em favor de uma autoridade soberana, instituída por um pacto, representa inequivocamente a defesa de um regime político monarquista.
II. Dois dos grandes teóricos sobre o estado de natureza, Hobbes e Rousseau, partilham a convicção de que o afeto predominante nesse estado de natureza seria o medo.
III. Um traço comum da filosofia política moderna é a idealização de um pacto que estabeleceria a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade.
Em vista da análise acima, assinale a opção CORRETA:
		
	
	D) apenas as afirmativas I e II.
	
	E) apenas as afirmativas II e III.
	
	A) apenas a afirmativa I.
	 
	C) apenas a afirmativa III.
	
	B) apenas a afirmativa II.
	Respondido em 12/04/2020 11:44:20
	
Explicação:
A opção correta é a letra C: Um traço comum da filosofia política moderna é a idealização de um pacto que estabeleceria a passagem do estado de natureza para o estado de sociedade.
	
	
	 
	
	 2a Questão
	
	
	
	
	"A lei justa seria a lei proveniente do Estado soberano e absoluto, o qual recebe o seu poder por um pacto social no qual os indivíduos renunciam à sua liberdade individual para adquirirem a proteção estatal." Este princípio foi formulado por:
 
		
	
	E) Kant.
	 
	D) Hobbes.
	
	A) Montesquieu.
	
	B) John Locke.
	
	C) Jean-Jacques Rousseau.
	Respondido em 12/04/2020 11:45:19
	
Explicação:
Justificativa: Hobbes na sua famosa obra O Leviatã utiliza esta figura bíblica como representante do Estado, absoluto e soberano, onde o homem abdica da liberdade, dando plenos poderes ao Estado com a finalidade de proteger a sua própria vida; além disso, o Estado deve garantir o que é meu, me pertença exclusivamente, garantindo, assim, o sistema da propriedade individual.
	
	
	 
	
	 3a Questão
	
	
	
	
	Nasce a concepção de que o Estado, concebido como sociedade política, decorre de um contrato celebrado pelos indivíduos que, desse modo, se transformam em cidadãos, porque aceitam ceder seus direitos naturais a um poder comum, o próprio Estado - o Leviatã (o soberano), cuja autoridade passam a respeitar, sem qualquer tipo de contestação. Legitima o Estado Absoluto (HOGEMANN, 2015).
Com base no texto e, principalmente, nos conhecimentos sobre a teoria contratualista de Hobbes, é correto afirmar:
		
	
	C) Antes da instituição do poder soberano, os homens viviam em paz.
	 
	E) Acusar o soberano de injustiça seria como acusar a si mesmo de injustiça.
	
	D) O poder soberano não deve obediência à lei da natureza.
	
	B) O poder político tem como objetivo principal garantir a liberdade dos indivíduos.
	
	A) O soberano tem deveres contratuais com os seus súditos.
	Respondido em 12/04/2020 11:46:25
	
Explicação:
Justificativa: Para Hobbes, o poder do soberano deve ser absoluto, isto é, total e ilimitado. Cabe ao soberano julgar sobre o bem e o mal, o justo e o injusto, não podendo ninguém discordar, pois tudo o que o soberano faz é investido da autoridade consentida pelo súdito. Por isso é contraditório dizer que o governante abusa do poder, não há abuso quando o poder é ilimitado.
	
	
	 
	
	 4a Questão
	
	
	
	
	Locke parte da concepção que os indivíduos isolados no estado de natureza unem-se mediante contrato social para constituir a sociedade civil onde apenas o pacto torna legitimo o poder do Estado e onde os direitos naturais humanos subsistem para limitar o poder deste Estado. Em vista disso, observado o pensamento acerca da teoria de Locke analise as assertivas abaixo, assinalando a alternativa que condiz com tal pensamento:
I. A passagem do estado de natureza para a sociedade política ou civil, segundo Locke, é realizada mediante um contrato social, através do qual os indivíduos singulares, livres e iguais dão seu consentimento para ingressar no estado civil.
II. O livre consentimento dos indivíduos para formar a sociedade, a proteção dos direitos naturais pelo governo, a subordinação dos poderes, a limitação do poder e o direito à resistência são princípios fundamentais do liberalismo político de Locke.
III. A violação deliberada e sistemática dos direitos naturais e o uso contínuo da força sem amparo legal, segundo Locke, não são suficientes para conferir legitimidade ao direito de resistência, pois o exercício de tal direito causaria a dissolução do estado civil e, em consequência, o retorno ao estado de natureza.
IV. Os indivíduos consentem livremente, segundo Locke, em constituir a sociedade política com a finalidade de preservar e proteger, com o amparo da lei, do arbítrio e da força comum de um corpo político unitário, os seus inalienáveis direitos naturais à vida, à liberdade e à propriedade.
V. Da dissolução do poder legislativo, que é o poder no qual "se unem os membros de uma comunidade para formar um corpo vivo e coerente", decorre, como consequência, a dissolução do estado de natureza.
 
Portanto, das afirmativas feitas acima, a opção CORRETA é:
 
		
	
	D) As afirmações II e III estão corretas.
	
	C) As afirmações III e IV estão corretas.
	
	B) As afirmações I e III estão corretas.
	
	A) Somente a afirmação I está correta.
	 
	E) As afirmações III e V estão incorretas.
	Respondido em 12/04/2020 11:47:31
	
Explicação:
Justificativa: Para Locke, os riscos da paixão e da parcialidade são muito viáveis no estado de natureza e podem desestabilizar as relações entre os indivíduos; portanto, visando a garantia da segurança e tranquilidade necessária ao uso da propriedade e segundo ele, "propriedade" abarca a concepção acerca da conservação da vida, da liberdade e, consequentemente, dos bens, daí todos consentirem em instituir o corpo político.
	
	
	 
	
	 5a Questão
	
	
	
	
	Para Jean Jacques Rousseau todos os seres humanos são livres e partilham todos os bens existentes na natureza. Para o autor, os problemas da pessoa humana começaram quando alguém pegou um pedaço de terra, cercou e se autoproclamou dono dessa terra. E encontrou alguém ingênuo o bastante para acreditar nisso.
Com base no texto acima e nos conhecimentos teóricos sobre o contratualismo de Rousseau, assinale a alternativa correta:
		
	
	B. O homem no estado de natureza é verdadeiramente senhor de si mesmo.
	
	E. Os princípios, que dirigem a conduta dos homens no estado civil, são os impulsos e apetites.
	
	A. Por meio do contrato social, o homem adquire uma liberdade natural e um direito ilimitado.
	 
	C. A obediência à lei que se estatuiu a si mesma é liberdade.
	
	D. A liberdade natural é limitada pela vontade geral.
	Respondido em 12/04/2020 11:48:41
	
Explicação:
Justificativa: "A obediência à lei que se estatuiu a si mesmo é liberdade". Pelo pacto, o indivíduo abdica de sua liberdade, mas como ele próprio é parte integrante e ativa do todo social, ao obedecer a lei, obedece a si mesmo e, portanto, é livre. Isso significa que, para Rousseau, o contrato não faz o povo perder a soberania, pois não é criado um Estado separado dele mesmo. Sob certo aspecto, essa teoria é inovadora por distinguir os conceitos de soberano e governo, atribuindo ao povo a soberania inalienável.
	
	
	 
	
	 6a Questão
	
	
	
	
	"A justiça e a conformidade ao contrato consistem em algo com que a maioria dos homens parece concordar. Constitui um princípio julgado estender-se até os esconderijos dos ladrões e às confederações dos maiores vilões; até os que se afastaram a tal pontoda própria humanidade conservam entre si a fé e as regras da justiça."
Portanto, de acordo com Locke, até a mais precária coletividade depende de uma noção de justiça, pois tal noção:
		
	
	E) Representa os interesses da coletividade, expressos pela vontade da maioria.
	 
	B) Contribui com a manutenção da ordem e do equilíbrio social.
	
	A) Identifica indivíduos despreparados para a vida em comum.
	
	D) Determina o que é certo ou errado num contexto de interesses conflitantes.
	
	C) Estabelece um conjunto de regras para a formação da sociedade.
	Respondido em 12/04/2020 11:52:13
	
Explicação:
Justificativa: Opção correta letra B.
Para JOHN LOCKE a verdadeira justiça surgia de um contrato social que seria um pacto em que todos os homens concordariam livremente em formar uma sociedade com o objetivo de proteger os seus direitos e que obrigatoriamente emanava do exercício da liberdade individual. Segundo o pensamento liberal há uma concepção minimalista de Estado, que teria simplesmente a missão de permitir o exercício dos direitos naturais de cada cidadão (vida, saúde, liberdade e propriedade). Estabelecia-se a prevalência dos direitos individuais sobre o poder do Estado; a plena liberdade do controle substituía o antigo ajuste natural.
	
	
	 
	
	 7a Questão
	
	
	
	
	Para Hobbes, o estado de natureza:
		
	
	é um estado de paz, de harmonia e de assistência mútua.
	
	é um estado de paz com guerra e paz ao mesmo tempo.
	
	faz homens livres e responsáveis pelas próprias ações.
	
	implica a liberdade para cada um fazer o que bem lhe aprouver.
	 
	é idêntico ao estado de guerra. 
	Respondido em 12/04/2020 11:53:41
	
Explicação:
	é idêntico ao estado de guerra.
Teste 6
		1.
		Como vários outros filósofos, Kant pensava que a moralidade poderia ser resumida em um princípio fundamental, diante de tal pensamento e tendo em vista as afirmativas abaixo, assinale a opção que reflita o entendimento de moral na filosofia Kantiana.
	
	
	
	C. Deus e alma são realidades ontológicas necessária apenas no âmbito prático.
	
	
	A. Agir por dever é agir conforme a lei moral por respeito (sentimento puro).
	
	
	D. Uma ação por interesse pode ser moral, desde que ela vise ao bem-comum.
	
	
	E. Para Kant, a lei moral e a lei jurídica têm o mesmo conteúdo e a mesma forma.
 
	
	
	B. A forma lógica do imperativo moral é hipotética.
	
Explicação:
Justificativa: Opção correta - letra A. Segundo Kant, O fundamento da moralidade é a racionalidade, isto é, a autonomia da vontade, a liberdade para tomar as próprias decisões implicando com isto no cumprimento do dever pelo dever.
	
	
	
	 
		
	
		2.
		No pensamento moderno, Kant é o teórico que identificou a racionalidade do direito, ou seja, para ele, o direito é produto da razão. Isto posto, sobre o direito, em Kant, é certo afirmar que:
	
	
	
	C) o direito corresponde à relação interior prática de uma pessoa com outra. 
	
	
	B) a justiça é um conceito moral aplicado ao direito. 
	
	
	E) a pena de morte é inaceitável na doutrina kantiana do direito, porque fere o direito fundamental à vida. 
	
	
	D) a doutrina do direito tem uma estrutura metodológica similar à "Crítica da Razão Prática" e está, pois, em consonância com o projeto crítico. 
	
	
	A) a vontade jurídica é heterônoma.
	
Explicação:
Justificativa: Para Kant, Direito é um conjunto de condições que autorizam que a vontade de uma pessoa possa coexistir com o arbítrio de todos, conforme uma lei universal da liberdade. Portanto, o Direito se aplica às ações externas de um indivíduo, na medida em que elas afetam as ações de outros indivíduos.
	
	
	
	 
		
	
		3.
		Kant afirma: "Quando a vontade é autônoma, ela pode ser vista como outorgando a si mesma a lei, pois, querendo o imperativo categórico, ela é puramente racional e não dependente de qualquer desejo ou inclinação exterior à razão. Na medida em que sou autônomo, legislo para mim mesmo exatamente a mesma lei que todo outro ser racional autônomo legisla para si."
Portanto, com base no texto e nos conhecimentos sobre o entendimento de autonomia segundo Kant, considere as seguintes afirmativas:
I. A vontade autônoma, ao seguir sua própria lei, não segue a razão pura prática.
II. Segundo o princípio da autonomia, as máximas escolhidas devem ser apenas aquelas que se podem querer como lei universal.
III. Seguir os seus próprios desejos e paixões é agir de acordo com o imperativo hipotético
IV. A autonomia compreende toda escolha racional, inclusive a escolha dos meios para atingir o objeto do desejo.
Estão corretas apenas as afirmativas:
	
	
	
	A) I e II.
	
	
	E) II, III e IV.
	
	
	D) II e III.
	
	
	B) II e IV.
	
	
	C) III e IV.
	
Explicação:
Justificativa: Primeira formulação do imperativo categórico: Age unicamente de acordo com a máxima que te faça simultaneamente desejar a sua transformação em lei universal. Significa a determinação de uma ação como necessária em si mesma, isto é, absolutamente desinteressada. É uma espécie de mandamento que, por assim dizer, "obriga" o sujeito moral a submeter-se ao dever.
	
	
	
	 
		
	
		4.
		"Quando a vontade é autônoma, ela pode ser vista como outorgando a sim mesma a lei, pois querendo o imperativo categórico, ela é puramente racional e não dependente de qualquer desejo ou inclinação exterior à razão. (...) Na medida em que sou autônomo, legislo para mim mesmo exatamente a mesma lei que todos outro ser  racional autônomo legisla para si".
(WALKER, Ralph. Kant: Kant e a lei moral.  Trad. De Oswaldo Giacóia Júnior. São Paulo: Unesp, 1999. P. 41.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre autonomia em Kant, considere as seguintes afirmativas:
I. A vontade autônoma, ao seguir sua própria lei, segue a razão pura prática.
II. Segundo o princípio da autonomia, as máximas escolhidas devem ser apenas aquelas que se podem querer como lei universal. 
III. Seguir os seus próprios desejos e paixões é agir de modo autônomo.
IV. A autonomia compreende toda escolha racional, inclusive a escoha dos meios para atingir o objeto do desejo.
 
Estão corretas apenas as afirmativas:
 
	
	
	
	III e IV
	
	
	I e IV
	
	
	II e III
	
	
	II, III e IV
	
	
	I e II
	
Explicação:
WALKER, Ralph. Kant: Kant e a lei moral. Trad. de Oswaldo Giacóia Júnior. São Paulo: Unesp, 1999. p. 41.
	
	
	
	 
		
	
		5.
		Com relação à Ética kantiana, assinale a opção correta.
	
	
	
	O homem não pode conhecer objetivamente, do ponto de vista da Crítica da razão pura, nem a liberdade, nem a imortalidade da alma, nem a existência de Deus. Logo, esses três temas devem ser excluídos da ética, na perspectiva de uma Crítica da razão prática.
	
	
	A boa vontade pode ser entendida a partir do dever e do querer autônomo. Dever é a necessidade de uma ação feita por respeito à lei moral. A lei moral, porém, é dada pela racionalidade prática do sujeito. Ter boa vontade é seguir o imperativo categórico da razão.
	
	
	Submissão ao dever e autonomia do querer se contradizem. Logo, são incompatíveis para funcionar como princípios éticos ao mesmo tempo.
	
	
	A boa vontade é um meio para um fim, valendo tanto quanto os resultados efetivos que ela alcança.
	
	
	A vontade é boa quando o homem age movido por suas paixões, e não quando quer e age movido apenas pela consideração ou pelo respeito ao dever.
	
	
	
	 
		
	
		6.
		Kant estabelece uma distinção entre legalidade e moralidade, e caracteriza o domínio da moralidade apresentando um critério para avaliar a moralidade das ações em sua obra intitulada a Fundamentação da Metafísica dos Costumes onde analisa dois conceitos fundamentais de sua teoria moral: o conceito de vontade boa e o de imperativo categórico. Esses dois conceitos traduzem as duas condições básicas do dever: o seu aspecto objetivo, a lei moral, e o seu aspecto subjetivo, o acatamento da lei pela subjetividade livre, como condição necessária e suficiente da ação. Portanto, a respeitoda teoria moral kantiana, é correto afirmar:
 
	
	
	
	a) A vontade boa, enquanto condição do dever, consiste em respeitar a lei moral, tendo como motivo da ação a simples conformidade à lei.
	
	
	e) A razão, quando se torna livre das condições subjetivas que a coagem, é, em si, necessariamente conforme a vontade e somente por ela suficientemente determinada.
	
	
	c) Para que possa ser qualificada do ponto de vista moral, uma ação deve ter como condição necessária e suficiente uma vontade condicionada por interesses e inclinações sensíveis.
	
	
	d) A razão é capaz de guiar a vontade como meio para a satisfação de todas as necessidades e assim realizar seu verdadeiro destino prático: a felicidade.
	
	
	b) O imperativo categórico incorre na contingência de um querer arbitrário cuja intencionalidade determina subjetivamente o valor moral da ação.
	
Explicação:
Justificativa: Kant faz da boa vontade a condição de toda a moralidade. Sendo governada pela razão, a boa vontade é boa pelo seu próprio querer. A moralidade é concebida independentemente da utilidade ou das consequências que possam advir das ações.
	
	
	
	 
		
	
		7.
		Para Immanuel Kant, o indivíduo moral não visa à felicidade em suas ações, mas ao cumprimento do dever que o torna digno dela. Em sua obra Fundamentação da metafísica dos costumes, ele afirma que a busca por assegurar a própria felicidade seria um dever indireto, por quê:
	
	
	
	Atestaria que há uma ordem moral no mundo.
	
	
	Consistiria na realização do propósito da natureza para o homem.
	
	
	Faria coincidir liberdade e natureza na condição humana.
	
	
	Afastaria a tentação para a transgressão dos deveres decorrente do sofrimento.
	
	
	Nenhuma das respostas.
	
	
	
	 
		
	
		8.
		Kant, na introdução de sua obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes afirma: "Neste mundo e até também fora dele, nada é possível pensar que possa ser considerado como bom sem limitação a não ser uma só coisa: uma boa vontade."
Tendo em vista a Ética Kantiana e o trecho, pode-se acertadamente dizer que:
	
	
	
	As regras morais esgotam-se nos dez mandamentos da Lei mosaica.
	
	
	A utilidade ou inutilidade de alguma coisa em nada pode tirar o valor do bem.
	
	
	A submissão ao dever e autonomia da vontade do querer se contradizem e são incompatíveis.
	
	
	Devemos fazer o bem porque ele nos traz benefícios.
	
	
	Devemos agir de tal modo que o princípio da nossa ação se transforme em princípio particular da ação humana.
Teste 7
		1.
		 
Sobre a teoria da justiça de John Rawls, marque a alternativa CORRETA. 
 
	
	
	
	Segundo Rawls, uma sociedade justa eliminaria toda a desigualdade natural entre os homens.  
	
	
	 
Na teoria rawlsiana da justiça como equidade há uma prevalência do bem sobre o justo. 
 
 
 
	
	
	 
Em Rawls a justiça é definida como equidade e com leve teor do contratualismo do século XVII, para Rawls o conceito de justiça como equidade trata-se de uma posição original de igualdade que corresponde ao estado de natureza na teoria tradicional do contrato social.
 
  
	
	
	 
Um conceito central no contratualismo de Rawls é o de Estado de Natureza. 
  
 
	
	
	Rawls defende um versão renovada do utilitarismo na formulação de seu conceito de justiça.  
	
Explicação:
O conceito apresentado pelo filosofo John Rawls a respeito de justiça é uma concepção de justiça como equidade e com leve teor do contratualismo do século XVII, para Rawls o conceito de justiça como equidade trata-se de uma posição original de igualdade que corresponde ao estado de natureza na teoria tradicional do contrato social. Esses são os princípios que pessoas livres e racionais preocupadas em promover seus próprios interesses.
	
	
	
	 
		
	
		2.
		 
Sobre a teoria da justiça de John Rawls, marque a alternativa CORRETA. 
 
	
	
	
	 
Um conceito central no contratualismo de Rawls é o de Estado de Natureza. 
 
	
	
	Em Rawls a justiça é definida como equidade, baseada em princípios formulados por sujeitos situados no que denominou de "posição original". 
	
	
	 
Rawls defende um versão renovada do utilitarismo na formulação de seu conceito de justiça. 
 
	
	
	 
Segundo Rawls, uma sociedade justa eliminaria toda a desigualdade natural entre os homens. 
  
	
	
	 
Na teoria rawlsiana da justiça como equidade há uma prevalência do bem sobre o justo. 
 
 
 
	
Explicação:
letra D
O conceito apresentado pelo filosofo John Rawls a respeito de justiça é uma concepção de justiça como equidade e com leve teor do contratualismo do século XVII, para Rawls o conceito de justiça como equidade trata-se de uma posição original de igualdade que corresponde ao estado de natureza  na teoria tradicional do contrato social. Esses são os princípios que pessoas livres e racionais preocupadas em promover seus próprios interesses.
 
 
  
	
	
	
	 
		
	
		3.
		É uma característica fundamental da teoria da justiça de John Rawls, na Interpretação de Roberto Gargarella:
 
  
	
	
	
	A ideia de que a herança, por exemplo, só é justificável se fizer parte de um esquema que melhora as expectativas dos membros menos favorecidos da sociedade. 
	
	
	 
Utilitarismo, na forma da postura que considera um ato como correto quando maximiza a felicidade geral.
 
	
	
	 
A eleição de um rol determinado e imutável de bens de vida que deve estar disponível a todos os membros da sociedade, em qualquer época.
 
	
	
	Minimização do papel do Estado junto à sociedade, cuja intervenção deve reservar-se a corrigir ilegalidades patentes. 
	
	
	 
A concepção de um Estado que privilegie a meritocracia, eis que é necessário recompensar adequadamente o esforço individual que, se utilizado em todo seu potencial, terminará por favorecer toda a sociedade.
 
 
  
	
Explicação:
A ideia de que a herança, por exemplo, só é justificável se fizer parte de um esquema que melhora as expectativas dos membros menos favorecidos da sociedade. 
Teste 8
		1.
		Leia o texto a seguir.
A utilização da Internet ampliou e fragmentou, simultaneamente, os nexos de comunicação. Isto impacta no modo como o diálogo é construído entre os indivíduos numa sociedade democrática.
(Adaptado de: HABERMAS, J. O caos da esfera pública. Folha de São Paulo, 13 ago. 2006, Caderno Mais!, p.4-5.)
A partir dos conhecimentos sobre a ação comunicativa em Habermas, considere as afirmativas a seguir.
I.A manipulação das opiniões impede o consenso ao usar os interlocutores como meios e desconsiderar o ser humano como fim em si mesmo.
II.A validade do que é decidido consensualmente assenta-se na negociação em que os interlocutores se instrumentalizam reciprocamente em prol de interesses particulares.
III. Como regra do discurso que busca o entendimento, devem-se excluir os interlocutores que, de algum modo, são afetados pela norma em questão.
IV. O projeto emancipatório dos indivíduos é construído a partir do diálogo e da argumentação que prima pelo entendimento mútuo.
Assinale a alternativa correta.
	
	
	
	Somente as afirmativas I e II são corretas.
	
	
	Somente as afirmativas I, II e III são corretas
	
	
	Somente as afirmativas II e IV são corretas.
	
	
	Somente as afirmativas I e IV são corretas
	
	
	Somente as afirmativas II, III e IV são corretas.
	
Explicação:
Primeiro vamos lembrar que o alicerce da teoria habermasiana é a teoria crítica e o pragmatismo. É nessa tradição que ele busca suas bases. O ponto fundamental da teoria é a distinção entre razão comunicativa emancipatória e razão estratégica e instrumental. O ponto para emancipação seria a comunicação, na liberdade dos discursos entre os indivíduos e cidadãos iguais
	
	
	
	 
		
	
		2.
		Uma moral racional se posiciona criticamente em relação a todas as orientações da ação, sejam elas naturais, autoevidentes, institucionalizadas ou ancoradas em motivos através de padrões de socialização. No momento em que uma alternativa de ação e seu pano de fundo normativo são expostos ao olharcrítico dessa moral, entra em cena a problematização. A moral da razão é especializada em questões de justiça e aborda em princípio tudo à luz forte e restrita da universalidade.¿
(HABERMAS, Jürgen. Direito e democracia: entre facticidade e validade. v. I. Trad. Flávio Beno Siebeneichler. Rio de Janeiro: Tempo Brasileiro, 1997. p. 149.)
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a moral em Habermas, é correto afirmar:
	
	
	
	A positivação da lei contida nos códigos, mesmo sem o consentimento da participação popular, garante a solução moral de conflitos de ação.
	
	
	Os parâmetros de justiça para a avaliação crítica de normas pautam-se no princípio do direito divino.
	
	
	A formação racional de normas de ação ocorre independentemente da efetivação de discursos e da autonomia pública.
	
	
	O discurso moral se estende a todas as normas de ações passíveis de serem justificadas sob o ponto de vista da razão.
	
	
	A validade universal das normas pauta-se no conteúdo dos valores, costumes e tradições praticados no interior das comunidades locais.
	
Explicação:
 
Para tentar uma ligação, a resolução dessa questão tem como base a ideia de ação comunicativa. A moral em Habermas tem orientações racionais.
	
	
	
	 
		
	
		3.
		Leia o texto a seguir. (UEL 2011):
Habermas distingue entre racionalidade instrumental e racionalidade comunicativa. A racionalidade comunicativa ocorre quando os seres humanos recorrem à linguagem com o intuito de alcançar o entendimento não coagido sobre algo, por exemplo, decidir sobre a maneira correta de agir (ação moral). A racionalidade instrumental, por sua vez, ocorre quando os seres humanos utilizam as coisas do mundo, ou até mesmo outras pessoas, como meio para se alcançar um fim (raciocínio meio e fim).
Com base no texto e nos conhecimentos sobre a teoria da ação comunicativa de Habermas, é correto afirmar que:
	
	
	
	Contar uma mentira para outra pessoa buscando obter algo que desejamos e que sabemos que não receberíamos se disséssemos a verdade é um exemplo de racionalidade comunicativa.
	
	
	Alguém que decide economizar dinheiro durante vários anos a fim de fazer uma viagem para os Estados Unidos da América é um exemplo de racionalidade instrumental.
	
	
	 Um adolescente que diz para seu pai que vai dormir na casa de um amigo, mas, na verdade, vai para uma festa com amigos, é um exemplo de racionalidade comunicativa.
	
	
	Um grupo de amigos que se reúne para decidir democraticamente o que irão fazer com o dinheiro que ganharam em um bolão da Mega Sena é um exemplo de racionalidade instrumental.
	
	
	Realizar um debate entre os alunos de turma da faculdade buscando decidir democraticamente a melhor maneira de arrecadar fundos para o baile de formatura é um exemplo de racionalidade instrumental.
	
	
Teste 9
		1.
		Leia as afirmações:
I. Entre a queda do Comunismo russo em 1989 e o triunfo o Liberalismo anglo-americano no mundo até 2007-2008, a sociedade fica sem rumo para as suas novas esperanças, porque
II. Com a necessidade de contestar o Liberalismo, surge o Comunitarismo, para enriquecer os debates políticos do mundo pós-guerra fria.
Sobre as assertivas é correta a opção:
	
	
	
	Ambas estão corretas, mas a primeira não justifica a segunda.
	
	
	A primeira está correta e a segunda está errada.
	
	
	A segunda está correta e a primeira está errada.
	
	
	Ambas estão erradas.
	
	
	Ambas estão corretas e a primeira justifica a segunda.
	
Explicação:
Ambas estão corretas e a primeira justifica a segunda.
	
	
	
	 
		
	
		2.
		A questão da verdade é encarada pelos sofistas como:
	
	
	
	proveniente da divindade.
	
	
	uma prioridade do espírito.
	
	
	produção técnica da racionalidade.
	
	
	expressão de poder absoluto.
	
	
	expressão absoluta do conhecimento.
	
Explicação:
produção técnica da racionalidade.
	
	
	
	 
		
	
		3.
		Thomas Hobbes acreditava que o ¿homem era o lobo do homem¿. O que Hobbes queria dizer com isso?
	
	
	
	Que o homem, assim como os lobos, relacionavam-se em alcateias, formando uma hierarquia em que o objetivo comum era a obtenção de alimento.
	
	
	Que o homem é capaz de agir como predador de sua própria espécie, podendo ser cruel, vingativo e mau quando lhe fosse conveniente em seu estado de natureza.
	
	
	Que o ser humano passou a ver na figura do lobo um espelho de suas atividades sociais, de forma que, em algumas sociedades, o lobo ainda é uma figura simbólica.
	
	
	Nenhuma afirmativa está correta.
	
	
	Que a amizade entre os seres humanos era comparável à relação próxima que os lobos possuem em uma alcateia.
	
Explicação:
Thomas Hobbes acreditava que o homem era naturalmente "mau", bárbaro e egoísta. Em seu estado de natureza, o ser humano estaria sempre disposto a sacrificar o bem-estar do próximo em nome de suas vontades. Daí surgiria o incentivo para o estabelecimento de um contrato social, em que todos se submeteriam a um Estado maior que garantiria a salvaguarda dos direitos básicos, como a vida.
	
	
	
	 
		
	
		4.
		Deodontologia é uma parte da Filosofia que trata dos princípios, fundamentos e sistemas de moral. Uma teoria ética considerada unicamente em dever e direitos, onde se tem uma obrigação moral imutável de se respeitar um conjunto de princípios definidos.
Desta forma é correto afirmar que:
	
	
	
	Os fins de qualquer ação podem justificar o meio neste sistema ético.
	
	
	Os fins de qualquer ação sempre justificam os meios neste sistema ético.
 
	
	
	Os fins  de qualquer ação às vezes justificam os meios neste sistema ético.
 
	
	
	Os fins de qualquer ação justificam o meio neste sistema ético.
 
	
	
	Os fins de qualquer ação nunca justificam o meio neste sistema ético.
 
	
Explicação:
Os fins de qualquer ação nunca justificam o meio neste sistema ético. Se alguém faz seu dever moral, então não importa se isso teve consequências negativas
 
	
	
	
	 
		
	
		5.
		Em 1971, o filósofo estadunidense John Rawls publicou a Theory of Justice, obra na qual apresentou sua teoria da Justiça como equidade. A década de 1980 ambientou o surgimento da corrente do comunitarismo, que se contrapôs à perspectiva de orientação liberal de Hawls. Leia o texto:
"Para os comunitaristas, os liberais (universalistas) estariam simplesmente preocupados com a questão de como estabelecer princípios de Justiça que poderiam determinar a submissão voluntária de todos os indivíduos racionais, mesmo de pessoas com visões diferentes sobre a vida boa. 
O que se estabelece como crítica é que, para os comunitaristas, os princípios morais só podem ser tematizados a partir de sociedades reais, a partir das práticas que prevalecem nas sociedades reais. Para eles, em John Rawls, encontram-se premissas abstratas de base como a liberdade e a igualdade que orientam (ou devem orientar) as práticas legítimas. 
A questão colocada é que, na interpretação comunitarista, a prática tem precedência sobre a teoria, e não seria plausível que pessoas que vivem em sociedades reais identifiquem princípios abstratos para sua existência. A crítica comunitarista aponta como insuficiente a tentativa de identificar princípios abstratos de moralidade através dos quais sejam avaliadas as sociedades existentes. 
A questão-chave é a negação de princípios universais de Justiça que possam ser descobertos pela razão, pois, em sua avaliação, as bases da moral não são encontradas na Filosofia, e, sim, na política". 
(SILVEIRA, Denis Coitinho. "Teoria da Justiça de John Rawls: entre o Liberalismo e o Comunitarismo". In: Trans/Form/Ação, São Paulo, 30(1): 169-190, 2007).
De acordo com o texto e com seus conhecimentos, assinale a alternativa que não corresponde à crítica comunitarista à teoria da Justiça de Hawls:
	
	
	
	É uma teoria deontológica e procedimental, que utiliza uma concepção ética antiperfeccionista, estabelecendo uma prioridade absoluta do justo em relação ao bem.
	
	
	Utiliza princípios universais (deontológicos)com a pretensão de aplicação em todas as sociedades, criando uma supremacia dos direitos individuais em relação aos direitos coletivos.
	
	
	Embora liberal, aproximou-se do marxismo, tendo apenas nas suas obras mais maduras uma veia materialista que olha para as comunidades reais.
	
	
	Opera com uma concepção abstrata de pessoa que é consequência do modelo de representação da posição original sob o véu da ignorância.
	
	
	Utiliza a ideia de um Estado neutro em relação aos valores morais, garantindo apenas a autonomia privada (liberdade dos modernos) e não a autonomia pública (liberdade dos antigos), estando circunscrita a um subjetivismo ético liberal.
	
Explicação:
Embora liberal, aproximou-se do marxismo, tendo apenas nas suas obras mais maduras uma veia materialista que olha para as comunidades reais.
	
	
Teste 10
	
	 
		
	
		1.
		O Contratualismo é uma corrente filosófica teórica central que abrange várias concepções particulares, com propriedades diversas, todas ligadas pela ideia central de que o Estado é fruto de um contrato (ou pacto) entre os indivíduos de uma comunidade, portanto, "os indivíduos isolados no estado de natureza unem-se mediante um contrato social para constituir a sociedade civil." Desse feito, são considerados filósofos contratualistas:
	
	
	
	A) Platão, Aristóteles e Thales de Mileto
	
	
	B) Hobbes, Locke e Rousseau
	
	
	D) Savigny, Hebert Hart e Norberto Bobbio
	
	
	C) Maquiavel, Agostinho e Descartes
	
	
	E) Nietzsche, Horkheimer, Comte.
	
Explicação:
Opção correta letra B.
	
	
	
	 
		
	
		2.
		 
Sobre a interpretação das normas constitucionais, um dos temas que há vários anos permanece em discussão é o da diferença entre regras e princípios, indo desde a proposta de Ronald Dworkin em 1967, passando pela ponderação de valores proposta por Robert Alexy na década de 1980, e alcançando as práticas judiciais atuais no Brasil. Consoante aos autores NEY JR. e ABBOUD (2017),
	(...) de forma concomitante com o crescimento da importância da Constituição, a consolidação de sua força normativa e a criação da jurisdição constitucional especializada (após a 2ª Guerra Mundial), consagrou-se, principalmente, pela revalorização dos princípios constitucionais(...).
NERY JR, Nelson; ABBOUD, Georges Direito Constitucional Brasileiro, Curso Completo. São Paulo RJ, 2017, ´124.
 Diante disso, afirma-se que:
  
	
	
	
	princípios são aplicáveis à maneira do "ou-tudo-ou-nada"
	
	
	o positivismo jurídico aceita a distinção entre regras e princípios.
	
	
	não há diferença entre regras e princípios.
	
	
	o Supremo Tribunal Federal tem adotado a máxima da proporcionalidade, ainda que não rigorosamente, para a solução de colisão de princípios (por exemplo, voto do Ministro Luís Roberto Barroso no Habeas Corpus 126.292 de 17/02/2016).
	
	
	a ponderação de valores não tem sido adotada pelo Poder Judiciário brasileiro.
	
Explicação:
De acordo com o HC 126.292, "os princípios expressam valores a serem preservados ou fins públicos a serem realizados. Designam "estados ideais". Uma das particularidades dos princípios é justamente o fato de eles não se aplicarem com base no "tudo ou nada", constituindo antes "mandados de otimização", a serem realizados na medida das possibilidades fáticas e jurídicas. Como resultado, princípios podem ser aplicados com maior ou menor intensidade, sem que isso afete sua validade. Nos casos de colisão de princípios, será, então, necessário empregar a técnica da ponderação, tendo como fio condutor o princípio instrumental da proporcionalidade.
 
	
	
	
	 
		
	
		3.
		Em seu livro Levando os Direitos a Sério, Ronald Dworkin cita o caso Riggs contra Palmer, em que um jovem matou o próprio avô para ficar com a herança. O Tribunal de Nova Iorque (em 1889) julga o caso considerando que a legislação do local e da época não previa o homicídio como causa de exclusão da sucessão. Para solucionar o caso, o Tribunal aplica o princípio, não legislado, do direito que diz que ninguém pode se beneficiar de sua própria iniquidade ou ilicitude. Assim, o assassino não recebeu sua herança.
Com esse exemplo podemos concluir que a jusfilosofia de Ronald Dworkin, dentre outras coisas, pretende
	
	
	
	mostrar como as cortes podem ser ativistas quando decidem com base em princípios e não com base na lei e que decidir assim fere o estado de direito.
	
	
	argumentar que regras e princípios são normas com características distintas e em certos casos os princípios poderão justificar de forma mais razoável a decisão judicial, pois a tornam também moralmente aceitável.
	
	
	defender que regras e princípios são normas jurídicas que possuem as mesmas características e, por isso, ambos podem ser aplicados livremente pelos tribunais.
	
	
	defender que regras e princípios sempre como normas jurídicas com as mesmas  características.
	
	
	revelar que a responsabilidade sobre o maior ou menor grau de justiça de um ordenamento jurídico é responsabilidade exclusiva do legislador que deve se esforçar por produzir leis justas.
	
Explicação:
Ronald Dworkin foi o responsável para chamar atenção para o fato de que as normas jurídicas se classificavam em regras e princípios e que existem diferenças fundamentais entre tais espécies normativas. Tratando de questões como a história institucional e o romance em cadeia, o filósofo estadunidense promoveu o ingresso dos princípios na interpretação jurídica, de forma a que as decisões pudessem ser tomadas com base em valores, buscando um julgamento mais justo e adequado.

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