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Nome: Cleber Silva Maia Matrícula: 18113110227 Polo: Três Rios Planejamento e Programação na Administração Pública RESUMO DA UD I – INTRODUÇÃO AO PLANEJAMENTO PÚBLICO Como unidade introdutória, se propõe a inserir os conceitos básicos e os modelos mais representativos do planejamento público (planejamento normativo tradicional e planejamento estratégico situacional), fazer a distinção de ambos e nos familiarizar com a linguagem e a lógica do planejamento estratégico situacional (PES). Inicia focando em planejamento e no conceito de “planejar”, ilustrando o assunto em tópicos que definem “por que planejar?”, “quando é preciso planejar?”, “o que não é planejamento?” e, por derradeiro, “o que é planejar?”. Na sequência, a partir da pergunta “pensar é diferente de agir?”, cuja resposta é positiva, apresenta uma sequência de explicações cujo mote é a mistificação do planejamento e a consequente distância entre quem planeja e quem executa, ressaltando que o monitoramento e a avaliação fazem parte do processo de planejamento. Em seguida aborda o plano, que é a expressão de um processo de tomada antecipada de decisões, que auxilia na redução das incertezas e surpresas, serve como garantia para alcançar a situação desejada e organiza os meios para atingir tal situação. Como ponto central da unidade, apresenta as principais abordagens de planejamento público, mostrando as principais diferenças entre o Planejamento Estratégico Situacional e o Planejamento Normativo Tradicional. Este último, cujas bases estão no planejamento econômico, não considera aspectos sociais, estabelece um grande distanciamento entre planejador e executor e baseia-se em cálculos técnicos. O primeiro, o PES, procura interagir e até mesmo se confundir o planejador e o objeto planejado. Há interação de todos os personagens (planejador e executor), bem como outros atores sociais têm grande peso. Os autores utilizam-se da definição de estratégia de Osório, pois o consideram mais pertinente ao tema da administração, fazendo a distinção com tática, sendo essa o uso de recursos escassos na construção do caminho para chegar ao objetivo desejado e estratégia o encadeamento desses passos, das táticas, no processo desse caminho. Também consideram importante definir problema, já que o PES é um método de planejamento por problemas. Definem então problema como a declaração, a formalização, por um ou mais atores sociais, de uma discrepância entre a realidade e uma norma de referência que ele aceite ou cria. Afirmam que o planejamento normativo opera em sistemas e com problemas bem-estruturados, enquanto o PES é o método mais adequado para lidar com a complexidade dos problemas quase-estruturados. O PES vai além dos problemas econômicos, pois considera, além dos recursos econômicos, o poder político, os recursos cognitivos e os recursos organizacionais. O planejamento normativo é uma teoria de controle de um sistema e o PES é uma teoria de participação em um jogo, o jogo situacional, que são jogos sociais parciais e inter-relacionados. Esses jogos sociais motivaram ao desenvolvimento por Matus da Teoria da Produção Social, que se propõe a explicar a existência real ou potencial de todos os produtos da ação dos seres humanos. Essa teoria é importantíssima para o PES, pois considera a mudança da realidade a cada momento. Encerrando a unidade I, os autores apresentam o triângulo do governo, demonstrando suas ligações e o ciclo que representa: o projeto de governo, que é a capacidade em selecionar os problemas a serem enfrentados e na estratégia escolhida; a governabilidade, que tem a ver com o grau de dificuldade do projeto, onde se controla algumas variáveis e outras não; e a capacidade de governo, que diz respeito a qualificação necessária para entender, elucidar e resolver o problema, envolvendo questões técnicas, intelectuais, habilidade, experiência, etc. Concluo que a unidade I traz, de forma bem elucidativa e pedagógica, todas as vertentes que influenciam no planejamento, principalmente mostrando essa distância que precisa ser superada entre planejador e executor. Como ferramenta para superar essa dificuldade nos é mostrado o PES e suas diferenças com o planejamento normativo tradicional. RESUMO DA UD II – PLANEJAMENTO ESTRATÉGICO SITUACIONAL A Unidade II nos apresenta a demonstração das ferramentas para a consecução plena do PES, e, dentro dessa demonstração, são apresentados os tópicos primordiais para o desenvolvimento da Unidade, que são delimitados em quatro momentos: momento explicativo, momento normativo, momento estratégico e momento tático- operacional. Esses momentos não são etapas que devem ser seguidas em sequência, pois interagem constantemente entre si, ou seja, não delimitação correta de início e término de um para que o próximo momento tenha início. São ações constantes e independentes. O momento explicativo consiste na possibilidade de avaliar a realidade da instituição, seguindo um itinerário que passa pela “seleção de problemas”, a “explicação situacional”, “descritores de um problema” e, por último, a “árvore explicativa”. Esses pontos são primordiais para a montagem do momento explicativo e cada um deles representa diversificadas funções. Exemplificando, pode-se dizer que: a) A seleção de problemas - consiste na escolha dos problemas envolvendo basicamente três critérios: o valor dos problemas para os atores sociais envolvidos, a eficiência, eficácia e efetividade no enfrentamento do problema e a possibilidade e oportunidade de ter êxito nesse enfrentamento. b) A explicação situacional – refere-se à explicação dos atores envolvidos na resolução dos problemas. Cada observador/explicador tem visões únicas e particulares da realidade. O momento explicativo segue dois princípios básicos: a participação de todos baseando-se no consenso (não confundir com unanimidade) e a visualização da produção do grupo. c) Os descritores de um problema – podemos entender como o relato de uma coisa, sem incluir as origens ou as consequências dessa coisa. d) A árvore explicativa – refere-se as causas e às consequências do problema, em razão de duas perguntas básicas: Por que isso acontece? e O que isso provoca? Em seguida é abordado o momento normativo, que são as maneiras de se atacar as causas essenciais dos problemas a partir da definição dos atores sociais envolvidos, sempre se contrapondo à análise feita no momento explicativo. Importante mencionar que o ponto de partida se dá na árvore explicativa, o que gera a Situação Objetivo, que nada mais é onde os atores pretendem chegar em determinado espaço de tempo. Entre a Situação Inicial e a Situação Objetivo encontramos os nós críticos, que são os óbices a serem enfrentados e removidos para que se alcance com maior possibilidade a Situação Objetivo. O projeto de ação, as operações, as ações e as subações fundamentam-se nos nós críticos. Fundamental a motivação dos atores sociais, pois agem movidos pela convergência entre interesse (sinal da posição ou intenção do ator) e valor (importância que um ator confere a uma operação ou tema, de acordo com os objetivos que persegue). O momento estratégico preocupa-se com o “dever ser”, que é o desejo, e o “pode ser”. Nesse momento é fundamental as definições de tática, estratégia e plano, vistos na Unidade anterior. Três fatores são preponderantes nesse momento: a análise de cenários (econômicos, políticos, sociais, sindicais e outros que podem interferir na condução do projeto), a análise dos outros fatores sociais (significa identificar aqueles que podem interferir positiva ou negativamente na condução do plano) e a análise deviabilidade do plano (verificação da viabilidade e dos pontos vulneráveis do plano). Por último momento, que encerra o assunto da unidade, temos o momento tático-operacional, que transforma toda análise feita até então em ação concreta. Nesse momento que as coisas são postas em prática. É onde se deve ratificar a ruptura entre o conhecer e o agir, entre mãos e mentes. Resumidamente, esse momento ocorre com a trajetória das operações (definição da sequência das operações), coordenação do plano (“quem fará o quê”) e o monitoramento do plano (formulação detalhada do plano e sua avaliação periódica). A presente Unidade nos informa as etapas do método PES, utilizando conceitos trabalhados na Unidade I. Deixa claro que não há como se garantir o êxito total de um plano, mas que seguindo o caminho mostrado através dos diversos momentos, os quais não seguem uma sequência pré-definida, temos as ferramentas necessárias para alcançarmos nossos objetivos. RESUMO DA UD III – EVOLUÇÃO DO PLANEJAMENTO GOVERNAMENTAL NO BRASIL A presente Unidade inicia com o propósito de explicar como foram criadas as condições para a implantação do planejamento governamental no país e sua evolução. Para isso, apresenta quatro tópicos em ordem cronológica: “Antecedentes a 1930”, “Reforma Administrativa e Planejamento: período de 1930 a 1959”, “As décadas de 1960 e 1970: reforma administrativa e planejamento” e “As décadas de 1980 e 1990: Planos de Estabilização Econômica.” Até 1930 verifica-se uma característica profissional do serviço público existente, pois eram realizados concursos para a admissão de servidores, havia transparência das atividades executadas pelos Ministérios e era obedecida normas para a aquisição e uso de materiais de transporte ferroviário, por exemplo. A estrutura era baseada na burocracia. Nessa época, pelo fato da Pasta da Fazenda se sobressair às demais, surgiu, mais precisamente em 1824, o Tesouro Nacional, responsável pelos orçamentos públicos e balanços gerais. Em 1890 foi oficializada a criação do Tribunal de Contas da União (TCU), com o objetivo de regular e estruturar a escrituração pública no tocante à dívida pública, a aplicação dos recursos públicos e o montante arrecadado pelo Tesouro. Com a República Velha (1889 a 1930), de características agrárias e economia voltada para a exportação de base cafeeira, algumas características do serviço público no Império foram esquecidas, como, por exemplo, a nomeação de servidores sem concurso público, com o objetivo de favorecer a elite política. Com a necessidade de unificar e organizar a sociedade brasileira e a economia, inicia em 1930 o governo Vargas. Como traço marcante pode-se citar a intervenção estatal na economia, a centralização política, a reforma administrativa, a racionalização e a modernização do Estado, o universalismo de procedimentos e a criação do DASP – Departamento Administrativo do Serviço Público. A década de 1930 pode ser considerada o marco inicial das reformas administrativas no país. Importante ressaltar que nessa época a noção de eficiência foi inserida no serviço público, foi reconhecida a existência da ciência administrativa, o treinamento e aperfeiçoamento dos servidores públicos foi institucionalizado, a criação da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a criação de novos órgãos e Ministérios e o surgimento do assessor técnico. Com a deposição de Vargas, o DASP perde força no governo liberal do General Dutra e, consequentemente, pouco se avança na modernização da gestão pública, ficando como marco positivo a necessidade de planejamento econômico e governamental. Nesse sentido destacam-se como instrumentos de planejamento o Plano Salte, o Programa de Metas e o Plano Trienal de Desenvolvimento Econômico e Social. Nas décadas de 60 e 70, com a ditadura estabelecida em 64, temos uma nova iniciativa de reforma estatal, onde, segundo Nogueira (1998), destaca-se o planejamento, a descentralização, a coordenação, a delegação de competência e o controle; o estímulo à expansão das empresas públicas, sociedades de economia mista e autarquias; o fortalecimento e a expansão do sistema de méritos; a fixação de diretrizes gerais para um novo plano de cargos e salários; o reagrupamento de departamentos, divisões e de serviços em ministérios como estratégia de racionalização e coordenação. Como estávamos sob regime militar, houve um enrijecimento dos órgãos centrais, o que não é salutar para a administração pública. No final da década de 70, em 1979, numa tentativa de modernizar as organizações estatais e com o propósito de fomentar a descentralização administrativa e a desconcentração de poder, foi lançado o Plano Nacional de Desburocratização (PRND). Em razão da alta inflação que marcou as décadas de 1980 e 1990, não tivemos grandes mudanças na administração pública brasileira, pois o foco era livrar o povo do empobrecimento constante, o que foi feito através da tentativa de diversos planos econômicos. A redemocratização era necessária. Em 1990 o reformismo público foi marcado pelo enxugamento da máquina pública, em razão da dificuldade de se financiar o setor público. Segundo Nogueira (1998, p.118) “Não se tratava mais de construir, mas de desconstruir o Estado.” No último item da Unidade verifica-se a reforma da administração pública a partir da crise fiscal, criando uma nova relação do Estado com a economia. Seguindo essa linha tivemos em 1995 o Plano Diretor da Reforma de Estado, através do ministro Bresser no governo de Fernando Henrique Cardoso. Esse plano tinha como objetivo o ajuste fiscal, o qual gerou a EC n. 19, cujos artigos focavam no funcionalismo público, reduzindo vantagens e direitos. Concluindo essa Unidade, percebe-se claramente que as diversas etapas da história de nosso país se complementam e que em cada uma delas sempre se objetivou organizar e modernizar a administração pública, a qual, entendo, deve ser sempre revista na tentativa de que o planejamento governamental gere melhores condições de vida para a sociedade. Sou de opinião que a administração pública não pode ser vista como um pacote fechado e, por isso, em cada momento aparecerão novas necessidades da sociedade que ensejarão novas formas de se conduzir a máquina pública. Referência Bibliográfica MISOCZKY, Maria Ceci Araujo; GUEDES, Paulo. Planejamento e programação na administração pública. Florianópolis: Departamento de Ciências da Administração/ UFSC; [Brasília]: CAPES: UAB, 2011. 182p.