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O que é um projeto? 
Para conhecer tudo sobre Gestão de Projetos, primeiro, devemos entender o que é um 
projeto, certo? 
Existem muitos tipos de projetos, os mais conhecidos: Projeto de pesquisa, projeto de lei, 
projeto social, ambiental e projeto de sistemas. 
Um projeto é um esforço temporário e distinto de qualquer outra atividade repetitiva. Em 
outras palavras, é um empreendimento com resultado exclusivo a ser alcançado dentro de 
um prazo estabelecido. 
 
A definição de projeto mais adotada no mundo é aquela oferecida pelo PMI: 
 
Um projeto é um esforço temporário empreendido para criar um produto, serviço ou 
resultado exclusivo. Os projetos e as operações diferem, principalmente, no fato de que os 
projetos são temporários e exclusivos, enquanto as operações são contínuas e repetitivas. 
 
Em síntese, projetos são únicos. Afinal, eles precisam atingir um objetivo claro, dentro de 
um prazo determinado, contando com um conjunto limitado de recursos (humanos, 
financeiros e materiais) que devem ser otimizados para alcançar as metas estipuladas, sem 
frustrar as expectativas iniciais de seus patrocinadores. 
 
Logo, projetos não devem ter duração indeterminada ou recursos ilimitados. Eles devem 
atingir os resultados esperados segundo o planejamento. 
 
Exemplos de projetos incluem, mas não se limitam, a: 
 
Desenvolver um novo produto, serviço ou resultado; 
Efetuar uma mudança na estrutura, envolvendo pessoas e/ou processos; 
Adquirir, modificar ou desenvolver um sistema; 
Realizar uma pesquisa cujo resultado será registrado; 
Construir um prédio, planta industrial ou infraestrutura; 
 
Resumindo: 
O que é um projeto 
 
É único: se uma empresa de desenvolvimento de software receber, de dois clientes 
diferentes, a demanda de criar um sistema com a mesma finalidade, ainda assim cada 
sistema precisará de um projeto específico. Isso se dá pelo caráter individual de um projeto 
que considera membros envolvidos, local de aplicação, relação com clientes, recursos 
disponíveis etc. 
 
Tem início e fim definidos: partindo do pressuposto de que cada projeto é único, também 
cada projeto tem não apenas um momento de início definido, mas também um prazo de 
conclusão bem claro. As demais características, listadas abaixo, influenciam diretamente no 
estabelecimento desse prazo para que seja realista e executável, inclusive considerando 
desvios e riscos envolvidos. 
 
É progressivo: a partir do prazo definido para sua execução, todo projeto tem etapas. Um 
projeto nunca é feito de uma entrega só. Mas sim de entregas gradativas à medida em que 
etapas vão sendo superadas. Sua execução é progressiva, tarefa após tarefa, em direção 
ao objetivo maior do projeto geral. 
 
Tem delimitação de recursos: um projeto tem recursos previamente delimitados, com base 
em seu escopo e prevendo a resolutividade do objetivo definido. Um projeto deve ter o 
levantamento de custos, investimentos e orçamentos feito antes de sua execução, uma vez 
que tais itens são diretamente responsáveis por tornar o projeto viável ou inviável. 
 
Tem objetivo claro e viável: um projeto não é uma meta, um desejo da empresa ou mesmo 
a visão da empresa, ele precisa ter um objetivo individual, claro e viável. Entenda a 
diferença: uma construtora pode ter a visão de construir 10 prédios nos próximos 10 anos; 
para isso, terá que um projeto criado para um dos edifícios. 
 
Diferentemente de uma tarefa, um projeto tem várias etapas, com vários envolvidos e 
diversas entregas. Também diferentemente de um processo, como você verá na 
continuação da leitura, um projeto não é contínuo – sempre tem começo, e sempre tem fim. 
 
Diferenças entre projeto e processo 
Processo é um trabalho contínuo que produz resultados padronizados. As características de 
um processo são: 
 
Contínuo; 
Gera resultados padronizados; 
Fortemente definido. 
Já as características de um projeto são: 
 
Temporário; 
Gera resultado único; 
Elaborado progressivamente. 
 
Embora alguns elementos possam ser repetidos no projeto, como o apontamento de horas 
e a gestão de custos, essa repetição não muda as características exclusivas do trabalho do 
projeto. 
 
Por exemplo: prédios podem ser construídos com materiais iguais e pelas mesmas equipes. 
Entretanto, cada projeto de prédio é único, com circunstâncias, situações, localização e 
partes interessadas diferentes. 
Para deixar ainda mais claro, vamos imaginar o lançamento de um veículo em uma 
determinada data. 
 
Tudo que acontece no planejamento de projetos desse novo veículo, desde o design até a 
criação de uma linha de montagem ― que vai permitir que ele seja produzido ― e toda a 
campanha de marketing para que o público conheça esse novo produto, deve estar 
estruturado em um projeto. Isso é um produto único com uma data de término. 
Após isso, a produção do novo veículo passa a ser um processo repetitivo, não sendo mais 
aplicável o conceito de projeto. 
 
Resumindo: 
 
processos e projetos 
 
O que é gestão de projetos 
Gestão de projetos é o conjunto de conhecimentos, habilidades, técnicas e ferramentas 
utilizadas para planejar, executar e monitorar um projeto. 
 
Como mostramos anteriormente, a gestão de projetos envolve uma série de aspectos 
derivados de cinco fundamentos: A inicialização, o planejamento, a execução, o 
acompanhamento/controle e o encerramento. 
(Nos aprofundaremos mais sobre esses processos no tópico 5) 
 
É comum que algumas pessoas confundam “projeto”, com a sua gestão. A gestão de 
projetos está diretamente ligada a execução e controle do projeto, o gerenciamento de 
mudanças, alterações no escopo etc., portanto, tem o papel de garantir a finalização do 
projeto dentro dos recursos estimados ou o mais similar do que foi planejado inicialmente. 
 
De forma resumida: Gestão de Projetos nada mais é que o conjunto de conhecimento, 
técnicas, metodologias e habilidades para garantir o sucesso de um objetivo ou meta. 
 
Por isso, quando falamos em “gerenciar”, não falamos apenas sobre chefiar e distribuir 
atividades aos membros da equipe de projeto. É sobre liderar um projeto para entregar o 
melhor resultado possível para as partes interessadas. 
Para compreender melhor o que essa disciplina gerencial faz, entenda qual o seu papel em 
uma organização. 
 
Para que serve a gestão de projetos 
O gerenciamento serve para que o projeto seja concluído com sucesso. Esse resultado é 
alcançado quando o projeto é finalizado e atende aos requisitos estabelecidos na etapa de 
planejamento do projeto. Isso quer dizer que, quando ​concluído, o resultado deve ser 
satisfatório em relação ao prazo e aos custos estabelecidos. 
Vale lembrar que o conceito de sucesso de um projeto transcende o atendimento a 
restrições de escopo, tempo e custo, ele também reflete a satisfação do cliente com 
o resultado entregue. Assim, é fácil entender que um projeto concluído com êxito 
não é uma tarefa tão simples — e é isso que justifica a necessidade do 
gerenciamento. 
Cada vez mais as empresas vêm observando que não é possível viver de apostas e 
fundamentar sua gestão em práticas intuitivas. Por isso, o gerenciamento de 
projetos surge como solução ao permitir que cada decisão de gerenciamento seja 
embasada em práticas recomendadas por especialistas e estratégias eficazes. 
 
Vantagens da gestão de projetos 
A gestão de projetos tem como base não apenas as habilidades técnicas para 
realizar o trabalho, mas também reúne as habilidades de gestão de pessoas e de 
relacionamento com o cliente. 
Por isso, as ​vantagens​ trazidas pela gestão de projetos precisam atender a todos 
os envolvidos no processo: o gerente (responsável pelo planejamento, execução e 
supervisão do trabalho), a equipe de produção e o cliente, que aguarda 
ansiosamente para que o projeto seja entregue dentro do prazo, com custos 
previstos e todas as entregas realizadas. 
Conheça, a seguir, sete vantagens da gestão de projetos e descubra como esse 
recurso pode ajudar a sua empresa a ​alcançar ótimos resultados​. 
1. Maiorcontrole dos processos 
O acompanhamento de todos os processos de um projeto é uma tarefa complexa, 
então, que tal ​simplificar​ e ​otimizar​ essa gestão? 
Esse é justamente um dos benefícios da gestão de projetos. Com ela, você 
consegue centralizar todas as ​etapas​, ​recursos​, ​prazos​ e ​envolvidos​ no projeto, 
desde o planejamento até a conclusão e entrega do trabalho. 
Torna-se mais fácil realizar o acompanhamento e o controle de cada um dos 
processos, contribuindo para o aumento da produtividade. Melhor ainda é quando 
você tem, à disposição, um ​software de gestão de projetos​. 
Essa ferramenta é extremamente eficiente no gerenciamento de todas as 
informações relacionadas. A boa notícia é que, graças à sua versatilidade, o 
software de gestão pode ser utilizado nos mais diferentes tipos de processos, então, 
certamente você vai encontrar a ferramenta na medida certa para você. 
2. Cumprimento do cronograma 
Todo gerente sabe que não existe nenhuma ​garantia do cumprimento dos prazos​ de 
um projeto, já que imprevistos sempre podem acontecer. 
https://artia.com/blog/gestao-de-projetos-internos-o-que-fazer-para-alcancar-otimos-resultados/
https://artia.com/blog/saiba-como-e-onde-um-software-de-gestao-de-projetos-pode-ser-util/
https://artia.com/blog/saiba-como-manter-um-projeto-dentro-do-prazo/
E é por isso que a gestão de projetos é tão importante, pois, com o 
acompanhamento​ e a ​verificação​ de todas as informações disponíveis, é possível 
prever, minimizar e, até mesmo, evitar atrasos. Se for o caso, é possível ainda 
informar o cliente com uma maior antecedência sobre alterações no prazo e nos 
custos do projeto. 
3. Monitoramento da lucratividade 
Quando o gerente de projetos está ciente dos ​custos​ envolvidos em cada uma das 
etapas do trabalho, é possível ter um maior controle do retorno sobre os 
investimentos realizados. 
Esse ​gerenciamento de custos​ é útil para o controle de despesas e das negociações 
com fornecedores ou clientes e faz com que você fique cada vez mais ciente dos 
lucros obtidos. 
4. Riscos minimizados 
Todo projeto está exposto a riscos, mas a boa gestão contribui para a redução de 
possíveis prejuízos, já que o gestor está preparado para ​identificá-los e 
minimizá-los​. 
Quanto maior a quantidade de informações sobre o projeto, mais fácil será antecipar 
as soluções preventivas e corretivas para que esses ​riscos​ não se transformem em 
problemas reais. 
Você também pode utilizar sua experiência de projetos anteriores, afinal, as lições 
aprendidas no passado estão entre as ​questões que não podem ser 
desconsideradas na gestão de projetos​ atuais. 
5. Agilidade na tomada de decisões 
Tempo é dinheiro e, se for mal administrado, pode resultar em mais trabalho. A 
prática da gestão de projetos tem, entre seus benefícios, a possibilidade de uma 
maior agilidade nos processos decisórios​. 
https://artia.com/blog/gerenciamento-de-custos-de-projetos/
https://artia.com/blog/como-identificar-e-minimizar-os-riscos-do-projeto/
https://artia.com/blog/como-identificar-e-minimizar-os-riscos-do-projeto/
https://artia.com/blog/gerenciamento-de-projeto-4-coisas-que-voce-nao-pode-desconsiderar/
https://artia.com/blog/gerenciamento-de-projeto-4-coisas-que-voce-nao-pode-desconsiderar/
Com todas as informações estruturadas e o levantamento daquilo que pode sair 
errado no projeto, é mais fácil pensar em ações imediatas e eficazes. 
Outro impacto positivo da agilidade na tomada de decisões é a maior eficiência de 
gestão, o que permite que você se envolva em uma maior quantidade de ações, 
sem perder a qualidade do serviço apresentado. 
6. Maior engajamento do time 
O gerenciamento eficiente permite que você deixe claro para a equipe qual será o 
trabalho de cada membro e o prazo que eles têm para a entrega das atividades. 
Quer resultados ainda melhores? Aproveite a gestão de projetos para melhorar sua 
relação com a equipe e ​melhorar o engajamento​ desses profissionais em cada um 
dos processos. 
Nunca se esqueça de que são eles que colocam o planejamento em prática e é 
necessário que eles entendam a lógica de cada um dos processos. Parte de seu 
trabalho como gerente de projetos está em facilitar a execução de cada um dos 
colaboradores, inclusive no que diz respeito à gestão de pessoas. 
Comunique-se abertamente com eles, compartilhe informações do projeto e tente 
explicar o motivo de cada uma das decisões tomadas. Aproveite a oportunidade 
para também ​otimizar as reuniões com a equipe​. 
Esse alinhamento das informações e a comunicação de cada passo do 
planejamento ajuda a equipe a se envolver mais no projeto, apresentando um 
resultado alinhado àquilo que foi proposto no planejamento inicial. 
Isso sem falar no resultado prático no ambiente de trabalho, que se torna cada vez 
mais amigável e colaborativo. 
Além disso, quando as responsabilidades são definidas logo no início do 
planejamento do projeto, fica mais fácil eliminar as chances de ​fracasso​, porque 
https://artia.com/blog/eliminar-otimizar-reunioes-gestao-projetos/
https://artia.com/blog/saiba-como-lidar-com-o-fracasso-de-um-projeto/
você consegue acompanhar cada uma das tarefas enquanto a equipe também fica 
ciente do direcionamento de foco para o cumprimento dessas ações. 
7​. Maior satisfação do cliente 
Um projeto entregue dentro do cronograma e sem custos adicionais é garantia de 
um ​cliente satisfeito e feliz​! 
E cliente feliz é aquele que voltará a fazer negócios e que recomendará o seu 
trabalho para outras pessoas, o que mostra que uma gestão de projetos eficiente 
também resulta em maiores lucros para o negócio. 
Para alcançar esse resultado, é preciso que você seja capaz de gerenciar as 
expectativas dos seus clientes. Converse com eles, avalie as sugestões e 
comunique-os sobre o andamento do projeto. Ofereça a eles o mesmo tratamento 
que você gostaria de receber ao procurar um produto ou serviço. 
Ciclo de vida de projeto 
O ciclo de vida de um Projeto é a divisão da Gestão do Projeto em fases menores, pelas 
quais ele deve passar desde seu início até o seu término. 
As fases do ciclo de vida de projetos são definidas pela organização ou pelo gerente de 
projetos, conforme aspectos específicos da organização, setor ou tecnologia empregada. 
 
No entanto, é possível mapear 4 fases genéricas a todos os ciclos de vida: 
 
Início do Projeto; 
Organização e preparação; 
Execução do trabalho do projeto; 
Encerramento do Projeto. 
A estrutura de fases permite que o controle seja segmentado em subconjuntos lógicos para 
facilitar o gerenciamento, o planejamento de projetos e o controle. 
 
ciclo-de-vida-de-projeto 
Aqui no blog já postamos um texto com detalhes e exemplos sobre como funciona o ciclo de 
vida de projetos. Vale a pena conferir! 
 
E temos um webinar para complementar ainda mais esse assunto: 
 
Conheça o ciclo de vida de um projeto em detalhes 
 
Os 5 processos de gestão de projetos 
Processos de iniciação do projeto 
Esse grupo é responsável pela autorização formal para iniciar um novo projeto ou uma nova 
fase. Aqui são definidos necessidades e objetivos, incluindo as razões e motivos de sua 
realização. As premissas e as restrições são determinadas e documentadas, fazendo com 
que o termo de abertura do projeto seja aprovado. Também é feita uma previsão de 
recursos para a análise de investimentos do negócio. 
 
É válido contar com a participação dos clientes e todas as partes interessadas durante essa 
fase, a fim de aumentar a satisfação e aceitação na entrega. Isso garante o sucesso do 
projeto e faz com que todos se sintam engajados e importantes para a obtenção de 
resultados. 
 
Processos de planejamento do projeto 
Como o próprio nome já diz, esse grupo planeja todo o desenvolvimento do projeto. Para 
que isso aconteça, é necessário coletar informações, determinar custos, definir quem deve 
realizar cada atividade e, até mesmo, estipular o cronograma e os prazos de entrega aserem cumpridos. 
 
Em outras palavras, os processos de planejamento desenvolvem e amadurecem o escopo 
do projeto e como ele deve ser realizado. Eles envolvem os seguintes exemplos: 
 
documentação e publicação da Declaração de Escopo de Projeto; 
desenvolvimento da Estrutura Analítica de Projeto (EAP); 
criação das métricas de qualidade; 
estimativa de custos; 
planejamento de qualidade; 
análises qualitativa e quantitativa de riscos; 
definição dos materiais, equipamentos e recursos; 
desenvolvimento do Plano de Gerenciamento do Projeto. 
Nessas horas, é fundamental contar com uma equipe integrada e que saiba compartilhar 
informações e ideias. O ambiente de trabalho deve ser amigável e saudável, favorecendo a 
participação e contribuição de todos os seus integrantes. 
 
Processos de execução do projeto 
Esse grupo tem a responsabilidade de executar tudo aquilo que foi planejado e estipulado 
nas etapas anteriores. É agora que o trabalho do projeto é colocado em prática, sendo 
necessária a mobilização da equipe de execução. Essa etapa envolve a coordenação dos 
trabalhos e dos recursos, além de exigir a integração das atividades descritas no escopo. 
 
Por mais bem preparada e capacitada que a gestão seja, imprevistos podem acontecer 
nessa etapa. Seja por riscos não esperados ou pela redução na taxa de produtividade, é 
muito importante analisar suas causas e readequar o planejamento. 
 
Lembre-se que os processos de execução representam a fase que mais demanda recursos 
financeiros, humanos e materiais. 
 
Processos de monitoramento e controle do projeto 
Os processos de monitoramento devem ser realizados em conjunto com a etapa anterior. 
Porém, eles devem controlar e monitorar tudo o que é desenvolvido no projeto. Seu foco é 
verificar e medir o trabalho realizado e constatar se ele condiz com que o foi planejado. 
 
Medidas corretivas ou preventivas podem ser aplicadas caso seja encontrado algum 
problema no decorrer das atividades. Isso só pode acontecer quando as linhas de base de 
escopo, custo, tempo e riscos operacionais são levadas em consideração. Uma de suas 
principais vantagens está relacionada ao controle de qualidade do projeto. 
 
Resumidamente, essa fase pode ser descrita da seguinte maneira: 
 
análise da performance do projeto; 
avaliação das variações e recorrentes ações corretivas e preventivas; 
auditoria de riscos; 
administração de contratos; 
realização de relatórios de desempenho. 
Processos de encerramento do projeto 
Etapa final em que tudo o que foi feito é analisado. Nessas horas, a equipe de trabalho 
verifica os resultados obtidos e conclui se o projeto alcançou seus objetivos. A entrega final 
é feita ao cliente e a atualização da base de conhecimento e de lições aprendidas também é 
realizada. 
 
É fundamental analisar e solucionar os erros que atrapalham a performance para que não 
voltem a acontecer no futuro. 
 
Para fazer uma boa gestão de projeto e de seus processos é comum adotar metodologias 
consagradas de gerenciamento. Acompanhe para saber mais: 
 
Metodologias de gestão de projetos 
O gerenciamento de projetos é uma atividade que exige a aplicação de conhecimentos 
provenientes de diferentes áreas. Felizmente, para contornar esse desafio e atingir os 
objetivos propostos, é possível contar com o auxílio das metodologias de gestão de 
projetos, que tornam esse processo mais prático, organizado e eficiente. 
 
Metodologias de gestão de projetos 
Resumo simplificado das diferenças entre Metodologias Tradicionais e Ágeis de gestão de 
projetos 
 
A metodologia de gestão de projetos se caracteriza como um padrão que está relacionado à 
implantação, desenvolvimento e uso dos projetos para atingir as metas de uma 
organização. Esse conceito se baseia em três pilares: 
 
os processos, que são os passos da tarefa a ser efetuada; 
as ferramentas de suporte, como os softwares; 
os padrõesque são compostos por relatórios, formulários e controles. 
A partir da integração dos elementos citados acima, os trabalhos em um projeto são 
distribuídos em fases e são marcados com entregas específicas, além de receberem o 
suporte da documentação correta. 
 
Há dois tipos de metodologias: as tradicionais e as ágeis. As metodologias ágeis surgiram a 
partir da necessidade de suprir as carências das tradicionais, que são consideradas 
ultrapassadas devido ao fato de serem extremamente rígidas e não atenderem por 
completo às necessidades dos clientes, além de prolongarem a entrega das propostas. 
 
Sobre as metodologias tradicionais, a maior parte do planejamento de projetos é feita com 
muita antecedência, bem como todas as etapas são preconcebidas. Aqui, as especificações 
são mais importantes que o custo e prazo — no final eles são uma consequência. 
 
Enquanto as metodologias ágeis planejam-se de maneira iterativa e incremental, de acordo 
com as descobertas que são feitas ao longo do caminho, tendo como finalidade solucionar 
um problema com prazo e orçamento fixos. 
Quer saber mais? Confira abaixo algumas das principais metodologias de gestão de 
projetos! 
 
Metodologias tradicionais PRINCE 2 
O PRINCE 2 (Project in Controlled Enviroment) — Projeto em Ambiente Controlado, em 
português — foi lançado no ano de 1996, concebido por meio de estudos feitos com o 
gerenciador de projetos PROMPTS II. Alguns dos seus princípios básicos são: 
 
justificativa para desenvolver o projeto; 
aprendizado com acertos e erros passados; 
distribuição bem definida de papéis; 
divisão do projeto em etapas; 
compreensão com adversidades; 
foco no alcance dos resultados; 
grau de flexibilidade, de modo a adaptar o método ao projeto. 
Pode-se dizer que o PRINCE 2 possibilita o acompanhamento integral do projeto, 
planejando desde o início — quando é feita a idealização e busca da sua viabilidade—, até 
o encerramento, além de passar pelas etapas de controle, revisão e monitoramento. 
 
Esse método é bastante popular entre as organizações, mas tem poucas técnicas e, no 
geral, a sua biografia está em inglês. Além disso, é uma metodologia que não comporta 
mudanças de ideia, sendo mais indicada para projetos específicos e de prazos curtos. 
 
PMBOK 
Nesse conjunto de boas práticas, o gerente de projetos encontra cinco grupos de processo: 
iniciação, planejamento, execução, monitoramento/controle e encerramento. As suas áreas 
de conhecimentos são: 
 
escopo; 
cronograma; 
custo; 
qualidade; 
recursos; 
comunicação; 
riscos; 
aquisições; 
partes interessadas. 
integração; 
 
O PMBOK pode ser aplicado em qualquer projeto, contudo, é mais adequado para as 
propostas que tenham um escopo bem demarcado, com predominância do uso da 
tecnologia durante o desenvolvimento do produto. 
 
Ao utilizar esse padrão, você tem como vantagem o fato de melhorar o fluxo de 
comunicação, otimizar a utilização dos recursos que estão disponíveis, controlar 
efetivamente o desenvolvimento da iniciativa, gerenciar as oportunidades e os riscos, 
potencializando a possibilidade de ser bem-sucedido. 
Metodologias ágeis Scrum 
Considerado um framework ágil para gerenciar projeto, a metodologia Scrum é iniciada a 
partir da criação de um ‘’backlog’’ — uma lista com tudo que o projeto tem que desenvolver, 
ou seja, o que o produto precisa conter para ficar pronto para a entrega. 
 
A lista é enxergada como prioridade e dividida em ciclos que, por sua vez, são chamados 
de sprints, cuja validade é de duas a quatro semanas. Em cada sprint há um conjunto de 
tarefas determinado que deve ser colocado em prática e entregue ao usuário final. Com 
isso, o cliente não vai esperar a conclusão do projeto para testar o produto. 
 
O uso do Scrum é mais recomendado para projetos de inovação, onde o produto não é 
conhecido por completo no início da proposta e nos casos em que não se domina a 
tecnologia com a qual o projeto será feito. 
 
scrum pdf: guia completo para implementar o scrum na sua empresa 
FDD 
Desenvolvido em Cingapura no final da década de 90, o Feature Driven Development (FDD) 
foca em funcionalidade,possibilitando que a equipe faça um planejamento por etapas. 
Antes de qualquer coisa, obtém-se um panorama do negócio, uma vez que a programação 
do FDD atribui maior relevância ao total do projeto do que às etapas visualizadas 
separadamente. 
 
Assim, o FDD passa pelo detalhamento do produto, que é subdividido por áreas a serem 
modeladas, resultando na descrição minuciosa de cada uma das suas funcionalidades. As 
práticas dessa metodologia são as seguintes: 
 
é desenvolvido por funcionalidade; 
tem apenas um programador responsável pela criação de cada funcionalidade; 
faz o controle de qualidade em todas as etapas do projeto; 
gerencia as configurações; 
integra as funcionalidades continuamente; 
utiliza planejamento incremental; 
testa o software. 
Essa metodologia é mais apropriada para projetos trabalhados em ambientes de muita 
incerteza, e que já se sabe que as alterações serão inevitáveis. 
 
XP 
O eXtreme Programming (XP) é uma metodologia ágil criada em meados da década de 
1990, focada no desenvolvimento de softwares e se sustenta em três pontos primordiais: 
agilidade para desenvolver a solução, promoção da economia de recursos e o aumento da 
qualidade do produto final. 
 
Para atingir as metas com nível de excelência, a equipe se orienta a partir de valores, ou 
seja, um conjunto de comportamentos e atitudes que facilitam o sucesso das tarefas. Desse 
modo, os colaboradores sabem exatamente o que cumprir em cada atividade, assegurando 
a integração e a sinergia necessárias para o seu bom andamento. Seus pilares são: 
 
simplicidade; 
comunicação; 
feedback; 
respeito; 
coragem. 
Além dessas premissas, o método XP também considera as melhores práticas de trabalho, 
que objetiva garantir a eficiência das ações da equipe, buscando a satisfação do cliente do 
início ao fim do desenvolvimento do projeto. São elas: 
 
uso de metáforas; 
cliente sempre à disposição; 
planning game (reuniões de planejamento); 
stand up meeting (reuniões diárias, com duração de 15 minutos, visando alinhar os 
processos); 
integração contínua de cada módulo desenvolvido; 
alterações incrementais; 
design funcional e simples; 
testes de aceitação; 
refactoring (melhoria contínua). 
Essa metodologia é mais indicada para as empresas de pequeno e médio portes, que 
mudam os seus projetos constantemente. 
 
Como pudemos ver, há diversas metodologias de gestão de projetos que podem ser 
aplicadas na sua organização, a fim de melhorar os seus resultados ao iniciar o 
desenvolvimento de uma nova proposta. 
É necessário ter uma metodologia em gestão de projetos? 
Para ter sucesso na gestão de projetos, somente o uso de boas ferramentas e o 
conhecimento das melhores práticas não são suficientes. Você precisará investir na adoção 
e implantação de uma metodologia adequada à sua equipe e cultura empresarial. 
 
Quase sempre esse é um dos fatores de maior resistência entre as equipes e gestores, pois 
estabelece regras, responsabilidades, processos e mecanismos de controle da qualidade 
que interferem diretamente em suas atividades. 
 
Os profissionais afirmam com frequência que uma metodologia gera burocracia e exige a 
execução de tarefas com pouco valor agregado para a empresa, como o apontamento de 
horas. Outros dizem que os processos definidos inibem a criatividade. Contudo, o objetivo 
da metodologia é exatamente o contrário. 
 
Ao implantar uma metodologia, os colaboradores saberão exatamente o que fazer, podendo 
focar naquilo que deve ser feito, e não nas discussões sobre o que e quando deve ser feito. 
Ela também libera a criatividade, pois várias tarefas são padronizadas, podendo até ser 
automatizadas, o que exige menos consciência e preocupação com essas atividades de 
baixo valor agregado. 
 
Para implantar uma boa metodologia, é necessário considerar quatro passos: 
 
1. Entenda a cultura e necessidades de sua empresa 
O primeiro passo para implantar uma metodologia é entender a cultura de sua empresa ou 
de sua gestão de projetos. Caso contrário, você vai selecionar as metodologias que exigem 
competências e habilidades as quais seus colaboradores estão pouco familiarizados. 
 
Por exemplo, se as equipes estão acostumadas a processos mais longos e exigentes, 
provavelmente as práticas difundidas pelo PMBOK serão bem recebidas. Já se gostam da 
autogestão e não se importam em receber feedbacks mais transparentes, desde que 
tenham maior liberdade na execução de tarefas, então as metodologias ágeis podem ser 
mais adequadas. Por outro lado, se as pessoas forem mais visuais, a metodologia Kanban 
pode ser uma alternativa. 
 
Nesse primeiro passo é importante conhecer tanto a cultura de sua empresa quanto os 
princípios que norteiam cada metodologia. Assim, você gastará menos tempo convencendo 
sua equipe e diretoria sobre a necessidade de adoção de uma boa metodologia. 
 
2. Considere os tipos de projetos 
O segundo passo é pensar nos tipos de projetos e em suas possíveis trilhas para o 
sucesso. 
 
Por exemplo, é possível criar padrões para indicadores, papéis e responsabilidades? Os 
riscos e prioridades obedecem a mesma hierarquia? Os processos de comunicação podem 
ser os mesmos ou cada projeto segue um fluxo customizado? Os recursos usados na 
execução dos projetos são padronizados? 
 
Ao analisar os projetos em andamento na sua área ou empresa, você notará que eles 
podem ser agrupados por resultados esperados ou fluxos de trabalho. Essa categorização 
ajuda a pensar em padrões e critérios de sucesso a serem usados para medir a 
performance de cada um deles. 
 
A tipificação também auxilia a separar itens extremamente necessários para uma 
metodologia, daqueles que são desnecessários. Por exemplo, ao usar o gerenciamento de 
custos do PMBOK, sua empresa terá uma visão clara sobre os gastos do projeto. Já se 
utilizar o SCRUM, essa clareza será relativa, pois a metodologia não possui processos 
preestabelecidos de gestão de custos. 
 
3. Crie um projeto piloto 
Só há uma maneira de saber se uma metodologia é adequada para sua empresa: testando! 
Para isso, é importante utilizar um projeto como piloto e treinar sua equipe para realizar 
corretamente suas tarefas. 
Preferencialmente, escolha um projeto com grandes chances de sucesso e baixos riscos, 
assim você ajudará sua equipe a entender suas responsabilidades e não ficar desorientada 
em tarefas mais complexas. Também aumentará a confiança dela na adoção do método 
proposto. 
 
4. Reveja periodicamente 
Rever é a chance de corrigir falhas, capacitar melhor a equipe, aprender com os erros para 
não os repetir. 
 
A cada revisão, procure aperfeiçoar os processos e fluxos de trabalho, automatizando tudo 
o que pode ser realizado por um software e liberando sua equipe para aquilo que é mais 
importante para o sucesso dos projetos. 
 
Caso um projeto piloto falhe, busque entender se seu fracasso é fruto de negligência da 
equipe, inadequação da metodologia ou falta de gestão adequada. Mais que encontrar 
culpados, sua análise deve buscar pontos de melhoria e ser eficaz na proposta de solução. 
 
Como vimos, adotar uma metodologia para fazer a gestão dos seus projetos é muito 
importante. Além disso, outro fator fundamental para fazer um bom gerenciamento é 
conhecer: 
 
As 10 áreas do conhecimento em gestão de projetos 
As áreas de conhecimento em projetos foram definidas pelo Project Management Institute 
(PMI) no guia Project Management Body of Knowledge (PMBOK) para facilitar o 
agrupamento de processos, ferramentas e técnicas comprovadamente eficientes quando 
utilizadas na gestão de projetos. 
 
A função dessas áreas é aumentar a probabilidade de sucesso do projeto como um todo e 
orientar as melhores práticas em 10 áreas distintas: 
 
Gerenciamento de Escopo; 
Gerenciamento do Cronograma; 
Gerenciamento de Custos; 
Gerenciamento de Qualidade; 
Gerenciamento dos Recursos; 
Gerenciamento das Comunicações; 
Gerenciamento de Riscos; 
Gerenciamento das Aquisições; 
Gerenciamento das Partes Interessadas; 
Gerenciamento da Integração. 
Gerenciamentode escopo do projeto 
A definição da palavra escopo segundo o dicionário Aurélio é: “Objetivo que se pretende 
atingir; e limite ou abrangência de uma operação”. 
A função do gerenciamento do escopo é exatamente a expressa pelo significado da frase: 
garantir que todas as entregas, os requisitos e objetivos do projeto sejam plenamente 
atendidos por meio da organização das atividades necessárias. 
 
Existem 6 processos nessa área de conhecimento: 
 
Planejar o gerenciamento do escopo: determina como o escopo será definido, por quem 
será validado e como será controlado; 
Coletar os requisitos: quais entregas e objetivos o projeto precisa atender? 
Detalhar o escopo: é uma descrição de cada parte do projeto e de suas entregas; 
Elaborar a Estrutura Analítica do Projeto (EAP): cria um diagrama hierarquizando e 
detalhando todos os agrupamentos de atividades que precisam ser realizadas em cada 
parte do projeto. É o detalhamento em cascata das atividades a serem realizadas; 
Validar o escopo: realiza o alinhamento entre as partes interessadas e documenta a 
aceitação do planejamento; 
Monitorar o escopo: controla as alterações para evitar distorções no escopo. 
 
O risco de não executar os processos do gerenciamento do escopo é não atender aos 
requisitos do projeto ou trabalhar muito mais que o necessário para atingir os objetivos 
inicialmente definidos. 
 
Gerenciamento do cronograma do projeto 
Essa é a área de ​gerenciamento do cronograma​. Sua função é assegurar que o 
prazo previsto não seja extrapolado. Ela inclui 7 processos a serem realizados: 
● Planejar o gerenciamento do cronograma​: indica procedimentos e 
ferramentas para definir, gerenciar e controlar os tempos de execução das 
atividades; 
https://artia.com/biblioteca/o-guia-definitivo-de-gestao-do-tempo-em-projetos/
● Define as tarefas​: estabelece as atividades necessárias para atingir os 
objetivos definidos pelo escopo; 
● Sequência as atividades​: documenta as dependências e relações entre as 
atividades para organizar o encadeamento delas; 
● Estima os recursos​: determina quando, quanto e quais tipos de recursos 
serão empregados na atividade; 
● Estima os prazos​: estipula quantas horas de trabalho são necessárias para 
a conclusão de cada atividade; 
● Cria o cronograma​: é a ​elaboração do cronograma​, propriamente dito, com 
todas as informações anteriores; 
● Controla o cronograma​: avaliando como as mudanças impactam nos prazos 
e altera as datas das atividades. 
Ao não utilizar essa área de conhecimento, os projetos tendem a ​se perpetuar por 
causa de solicitações fora do escopo​, pela não execução das atividades em uma 
ordem correta, gerando retrabalhos, ou pelo uso de mais horas que as necessárias 
em cada grupo de atividades. 
Gerenciamento de custos do projeto 
Aqui são somadas todas as despesas necessárias para executar e finalizar o projeto. 
Também é possível avaliar quais serão os ganhos financeiros com o alcance do objetivo 
inicial e determinar a viabilidade do projeto. Existem 4 processos dessa área: 
 
Planejar o gerenciamento de custos: indica a política a ser seguida na hora de estimar 
custos, realizar orçamentos e controlá-los; 
Estimar os custos: prever a quantidade de recursos financeiros necessários para a 
execução das atividades. Vale destacar que, na estimativa, as horas de trabalho podem ser 
transformadas em valor monetário e somadas aos custos; 
Estabelecer um orçamento: estabelece uma linha base para os custos de cada atividade; 
Controlar o orçamento: realiza a apuração do realizado e avalia se ele está dentro do 
previsto. Também replaneja o orçamento para mantê-lo dentro das estimativas iniciais, caso 
seja necessário. 
 
O gerenciamento dos custos tem por objetivo fazer com que a execução de um projeto não 
gera gastos superiores aos seus ganhos potenciais. 
 
Gerenciamento de qualidade do projeto 
A função dessa área é determinar critérios objetivos para avaliar as entregas e a qualidade 
dos projetos. Os três processos da gestão de qualidade são: 
https://artia.com/biblioteca/webinar-tecnicas-de-estimativas/
https://artia.com/biblioteca/webinar-como-elaborar-um-cronograma/
 
Identificar os padrões, requisitos e objetivos que o projeto precisa atender para garantir sua 
conformidade com as expectativas dos envolvidos, bem como indicar quais ferramentas e 
técnicas serão usadas para auditar a qualidade das entregas em cada fase; 
Auditar por meio das ferramentas planejadas se o projeto atende aos padrões, medidas e 
métricas definidos; 
Documentar os resultados obtidos, sinalizando mudanças que propiciem a melhoria 
contínua do projeto em execução ou no futuro. 
Muitos projetos não utilizam nenhum processo de gerenciamento da qualidade. O resultado 
é que cada parte envolvida avalia de maneira diferente as entregas e os objetivos atingidos. 
Por se tratar de uma percepção subjetiva de cada pessoa, o único jeito de alinhar as 
diferentes análises é estabelecer inicialmente quais serão os critérios de qualidade que o 
projeto deve atender. 
 
Um exemplo de ferramenta da qualidade é a documentação das “Lições Aprendidas”. 
 
Gerenciamento dos recursos do projeto 
Tudo o que se relaciona à gestão e organização dos recursos necessários para a 
construção do projeto é responsabilidade da área de gerenciamento de recursos. Essa 
gestão envolve 6 processos: 
 
Planejar o gerenciamento dos recursos: documentação e definição de como os recursos 
serão gerenciados no projeto; 
Estimar os recursos das atividades: estimativa de quais recursos serão necessários para 
executar cada atividade do projeto. Desde materiais até recursos humanos; 
Adquirir recursos: obter os recursos necessários; 
Desenvolver a equipe: promover práticas de treinamento e desenvolvimento para capacitar 
a equipe para o trabalho; 
Gerenciar a equipe: dar feedbacks, fazer reuniões de alinhamento, procurar soluções 
coletivas para os problemas para melhorar o desempenho e produtividade da equipe 
durante a execução do projeto; 
Controlar os recursos: acompanhar a utilização dos recursos para cada atividade, 
comparando o que foi planejado com o que foi executado. 
 
Uma boa gestão de recursos promove o aperfeiçoamento da equipe de trabalho, mesmo em 
projetos de curta duração. 
 
Gerenciamento das comunicações do projeto 
Ao contrário do que muita gente pensa, a função do gerenciamento das comunicações não 
é apenas definir o fluxo das informações. Sua principal atribuição é integrar as diversas 
partes envolvidas, eliminando dificuldades culturais e alinhando o interesse de cada uma 
com o objetivo final do projeto. 
 
Muitos gerentes de projeto chegam a afirmar que 90% do sucesso de um projeto depende 
de uma boa gestão da comunicação, com estratégias bem definidas para gerar, coletar, 
organizar, armazenar, recuperar e distribuir as informações de maneira adequada. 
 
O PMBOK define 3 processos básicos para viabilizar a gestão da comunicação: 
 
Planejar a comunicação com base na relevância e criticidade da informação, definindo seus 
canais de veiculação e possíveis locais de armazenamento para consultas futuras. No 
planejamento é possível detalhar quando um comunicado precisa ser escrito e quando 
meios verbais são admitidos. Por exemplo, os termos de abertura e encerramento do 
projeto precisam ser escritos, já os feedbacks para os membros da equipe podem ser 
apenas verbais; 
Gerenciar a comunicação para que as informações adequadas estejam disponíveis para as 
partes interessadas quando elas precisarem; 
Controlar as informações para assegurar que as partes interessadas estejam alinhadas 
sobre as necessidades e os objetivos do projeto. 
Sem a correta compreensão das informações e dos elementos-chave para o sucesso do 
projeto, corre-se o risco de que as partes interessadas tenham expectativas irreais ou 
executem trabalhos que não eram adequados para aquele momento do projeto. O fruto 
disso seria o uso de tempo e recursos que impactam no gerenciamento de custos, recursos 
humanos, cronogramae escopo do projeto. 
 
como diminuir os retrabalhos com um gerenciamento de comunicação assertivo 
Gerenciamento de riscos do projeto 
Fazer o gerenciamento de riscos é prevenir os acontecimentos negativos que possam 
impactar o projeto de alguma forma. Basicamente, esse planejamento busca antecipar 
possíveis respostas para pontos de vulnerabilidade do projeto. Sua gestão inclui 6 
processos: 
 
Indicar como serão conduzidas as atividades de gerenciamento de riscos; 
Identificar todos os riscos que podem impactar o projeto e documentar suas caraterísticas; 
Analisar qualitativamente os riscos para indicar a prioridade de sua resolução em ações 
corretivas; 
Fazer a análise quantitativa apresentando os números que um risco pode gerar em outras 
áreas, como a da gestão de custos, recursos humanos ou cronograma; 
Planejar as respostas para reduzir as ameaças e aumentar as oportunidades relacionadas 
ao objetivo do projeto; 
Monitorar os riscos durante o ciclo de vida do projeto para responder rapidamente caso 
alguma ameaça comece a se concretizar. 
 
Quase sempre a falta de uma gestão de riscos leva os projetos a serem descontinuados ou 
a frustrar as partes interessadas sobre custos e prazos estimados. 
 
webinar sobre gerenciamento de riscos em projetos 
Gerenciamento de aquisições do projeto 
Terceirizações, compras de produtos, requisições de serviços especializados e qualquer 
outra tarefa que envolva tratativas comerciais com uma parte não relacionada ao projeto faz 
parte do gerenciamento de aquisições. 
 
Os 4 processos de aquisição são voltados para a pessoa que exercerá o papel de 
comprador e visa facilitar suas tarefas. 
Determinar o que será adquirido, especificando os requisitos técnicos que o produto ou 
serviço deve cumprir, estabelecendo os critérios de avaliação dos fornecedores e realizando 
as solicitações de propostas; 
Conduzir as aquisições por meio da comparação das propostas, seleção de fornecedores e 
assinatura de contratos; 
Gerenciar a relação com fornecedores e parceiros, realizando mudanças e correções 
contratuais sempre que o desempenho deles estiver abaixo do acordo em contrato; 
Encerrar a relação com vendedores quando não houver mais a necessidade de seus 
produtos ou serviços para o projeto. 
Quando não é bem planejada e executada, uma aquisição pode impactar no prazo e gerar 
ociosidade para a equipe de projetos. Também pode elevar os custos em caso de 
negociações mal-feitas ou aquisições pouco adequadas ao momento do projeto. 
 
Gerenciamento das partes interessadas do projeto 
O gerenciamento das partes interessadas, ou stakeholders, é uma novidade da 5ª edição do 
PMBOK. Ao longo dos anos, o PMI identificou que, para o sucesso dos projetos, não 
bastava gerenciar a comunicação com os stakeholders. Era preciso criar estratégias para 
aumentar o engajamento e diminuir as possíveis resistências das partes. 
 
Os stakeholders podem ser os patrocinadores, os usuários-chave, clientes ou parceiros do 
solicitante do projeto. O envolvimento deles pode ser voluntário, obrigatório ou involuntário. 
 
Algumas vezes, é difícil perceber como uma parte pouco dependente e envolvida 
involuntariamente possui forte poder de interferência quando seus interesses são 
contrariados durante a execução do projeto. 
 
As tarefas da gestão dos stakeholders visam mitigar esse risco. São elas: 
 
Identificar quem são as partes interessadas, quais são seus interesses e qual o impacto de 
seu envolvimento para o projeto; 
Definir as estratégias para ampliar o engajamento e diminuir as resistências dos 
stakeholders; 
Atender às necessidades dos interessados por meio de interações e comunicação; 
Controlar o relacionamento dos stakeholders com o projeto para evitar riscos e maximizar 
as oportunidades. 
Gerenciamento da integração do projeto 
Tradicionalmente — e no próprio PMBOK —, a área de gerenciamento da integração do 
projeto é apresentada como a primeira. Aqui decidimos inverter a ordem por uma boa razão: 
ela agrega, sintetiza e alinha todas as demais áreas. 
 
Sua função é garantir que os problemas sejam tratados antes de se tornarem críticos, que 
as mudanças ocorram conforme as definições iniciais do projeto e que os envolvidos 
estejam cientes de implicações, planejamentos ou alterações necessárias para garantir o 
alcance das metas e do objetivo. 
 
Suas tarefas são: 
Criar o termo de abertura do projeto, autorizando sua execução e documentando seus 
requisitos iniciais; 
Elaborar o plano de gerenciamento do projeto, indicando as ações necessárias para sua 
execução; 
Orientar o trabalho do projeto, realizando as tarefas e norteando as etapas definidas 
inicialmente; 
Monitorar o trabalho, servindo para acompanhamento e revisão de todos os itens definidos 
no plano; 
Controlar as mudanças, apontando os impactos que cada uma possui para o projeto como 
um todo, aprovando ou solicitando uma reavaliação delas; 
Desenvolver o termo de encerramento, documentando o que foi realizado no projeto ou em 
alguma de suas fases e obtendo a anuência dos envolvidos de que aquele projeto está 
finalizado com sucesso. 
A área de integração permite uma visão geral do projeto. Não a utilizar pode significar ceder 
a mudanças de escopo, aumento de custos, prejuízo da qualidade ou outros desgastes 
causados pelo fato de não se ter avaliado como um simples problema ou alteração 
impactaria todo o projeto. 
 
Agora que você já conhece quais são as 10 áreas do conhecimento em gestão de projetos, 
conheça também: 
 
Técnicas de gestão de projetos 
O modelo de trabalho clássico, em que cada colaborador recebe uma função e a repete 
todos os dias, está pouco a pouco se desfazendo. Cada vez mais o foco tem mudado para 
projetos conjuntos, com objetivos concretos, nos quais toda a equipe trabalha ativamente. 
 
Diante disso, é importante que você, enquanto gestor, aplique novas técnicas de gestão de 
projetos condizentes com essa realidade. 
 
O que são técnicas de gestão de projetos? 
De forma bem simples, são ferramentas e procedimentos que a sua equipe pode adotar 
para facilitar a condução de um projeto. As técnicas envolvem desde a organização de 
tarefas e o estabelecimento de prioridades até formas mais complexas de lidar com 
problemas e construir a identidade de uma empresa. 
 
Por que utilizar técnicas de gestão de projetos? 
O uso de técnicas bem elaboradas na sua gestão não serve apenas para formalizar seus 
processos. Ao estruturar melhor o fluxo de trabalho na sua empresa, você melhora o nível 
de coordenação do seu time e aumenta sua capacidade de entregar um bom serviço. 
Mesmo que você não consiga seguir as regras à risca, ter algumas linhas-guia já fará muita 
diferença no seu desempenho. 
 
Quais são as principais técnicas de gestão de projetos? 1. EAP 
Abreviação de “Estrutura Analítica de Projeto”, a EAP é uma técnica de gestão com foco em 
simplificar a sua estrutura e identificar quais são os principais estágios do projeto. Para isso, 
é utilizado um reforço visual, que é bem parecido com um organograma de trabalho. Se 
você está iniciando um novo projeto, essa técnica deve ser aplicada no seu estágio de 
planejamento. 
 
Na prática, a EAP ajuda a alcançar os seguintes objetivos: 
 
definir o escopo total do projeto; 
estabelecer seus estágios; 
identificar os responsáveis por cada estágio e tarefa; 
descrever o pacote de entrega do projeto; 
estimar o custo, o tempo e o esforço; 
facilitar a mensuração de riscos. 
Existem várias formas de colocar a EAP em prática, que variam de acordo com a 
composição da sua equipe e a natureza do seu projeto (por equipe, por fases de produção 
ou por entrega). No geral, essa é uma boa técnica para aplicar em seu estágio de 
planejamento. 
 
Como criar uma eap - estrutura analítica do projeto 
2. Kanban 
Quem lida com equipes amplas e recursos enxutos geralmente precisa ter tudo entregue 
sob demanda. A partir disso, a Toyota desenvolveu o método Kanban — palavra japonesa 
para “cartão” —, uma das técnicas de gestão de projetos maissimples e abrangente que 
existe. 
 
O Kanban consiste em um quadro dividido em várias colunas, que representam os estágios 
de execução de uma tarefa. No mínimo, você terá 3 colunas: a fazer, fazendo e concluído. 
Nesse quadro, são inseridos diversos cartões com as tarefas do projeto, que são movidos à 
medida que avançam de um estágio para o outro. 
 
Esse método oferece duas vantagens principais: 
 
toda a equipe sempre saberá em que passo está a execução das tarefas; 
é fácil identificar gargalos e descobrir como lidar com eles. 
Se a sua equipe precisa ser mais coordenada e eficiente, o Kanban é um bom ponto de 
partida. 
 
Como usar a metodologia kanban para aumentar a produtividade da equipe 
3. Curva S 
Quando um projeto possui longo prazo e diversas implicações no meio do caminho, como 
um fluxo de caixa mensal, então a Curva S é uma das melhores técnicas de gestão de 
projetos para avaliar seu desempenho. 
O propósito desta metodologia é acompanhar o ciclo de vida de um projeto e avaliar seu 
histórico. A partir daí, são traçadas projeções que ajudam a lidar melhor com cada situação 
em particular. Um projeto com alta rentabilidade, por exemplo, pode ser melhor explorado, 
enquanto um de baixa rentabilidade pode ser descontinuado. 
 
Para descobrir esse contexto, a Curva S faz uma comparação entre o que foi projetado e o 
que foi realizado a cada período. Com base nessa diferença, é possível concluir se as 
estimativas foram realistas ou se houve algum outro problema que impediu o progresso da 
equipe. 
 
O que é curva S e como aplicar em seus projetos 
4. Caminho crítico 
Se você já trabalhou em um projeto amplo, sabe como diferentes tarefas sempre têm uma 
interdependência forte. Enquanto o trabalho A não é concluído, B não pode ser entregue. 
Por consequência, isso também bloqueia a tarefa C que depende de B, e assim por diante. 
Isso é, em essência, um caminho crítico dentro do seu fluxo de trabalho. 
 
Essa dependência cria uma hierarquia entre as tarefas, o que muda a ordem de prioridade 
entre elas. Se você tem tarefas A e B que podem ser cumpridas, mas A está no começo de 
um caminho crítico para C e D, então A terá prioridade na sua hierarquia. 
 
5. Pomodoro 
Essa técnica foi desenvolvida por Francesco Cirillo no final dos anos 80, com o objetivo de 
melhorar o gerenciamento do tempo. Basicamente, Pomodoro é uma sessão de trabalho de 
25 minutos seguida de uma pausa, que pode variar de acordo com quantos pomodoros já 
passaram. 
 
O ciclo funciona da seguinte forma: 
 
liste todas as tarefas pendentes; 
marque 25 minutos e trabalhe sem nenhum tipo de interrupção; 
após o término desse tempo, faça uma pausa de 5 minutos, de preferência com algum 
movimento físico; 
volte à tarefa até que esteja concluída e risque-a da sua lista depois disso; 
após o 4º pomodoro, faça uma pausa de 30 minutos; 
repita o processo com a próxima tarefa. 
Esse é um método bem rígido, baseado no que seria uma “sessão de trabalho ideal”. 
Qualquer interrupção, por menor que seja, pode prejudicar o seu desempenho. Se for algo 
extremo, o certo é reiniciar completamente o processo. 
 
técnica de pomodoro para a gestão de projetos 
6. Cronograma/Gantt 
Se você lida melhor com linhas do tempo, então o Gráfico Gantt pode ser a técnica ideal 
para o seu estilo de gestão. Basicamente o Gantt é um tipo de cronograma, só que muito 
mais detalhado. 
 
Primeiramente é preciso dividir e subdividir cada tarefa de acordo com uma hierarquia, em 
que as tarefas abaixo dependem da conclusão das tarefas acima. Depois disso, é preciso 
colocar todas essas tarefas em uma lista — também de acordo com a sua hierarquia — e 
traça uma linha do tempo para cada uma delas, indicando quando começou e quando foi 
concluída. 
 
Essa técnica permite monitorar de forma visual o progresso de qualquer trabalho, além das 
tarefas envolvidas. É perfeito para gerenciar um time amplo em um projeto de logo prazo. 
 
Depois de conhecer essas técnicas de gestão de projetos você já tem boas opções para 
coordenar melhor a sua equipe. Mas para saber se o seu projeto está realmente tendo um 
bom desempenho é preciso conhecer os: 
 
Indicadores de desempenho de projetos 
Os indicadores de desempenho em projetos ou, índice-chave de desempenho (Key 
Performance Indicators), são basicamente uma comparação entre o objetivo final e o que já 
foi atingido. Estudando-os é possível detectar quais são os problemas e como eles 
surgiram, a fim de reprogramar a rota do planejamento do projeto. 
 
Os indicadores podem ser agrupados em quatro grandes categorias: os de impacto, de 
efetividade, de desempenho e os operacionais. Os operacionais podem ser subdivididos em 
diversas outras categorias, como qualidade, lucratividade, eficácia etc. 
 
É importante conhecer a natureza de cada indicador a fim de realizar a análise no tempo 
dentro do ciclo do projeto. Dessa forma, pode-se tirar o melhor de cada indicador e obter 
resultados mais relevantes. 
 
Quem trabalha com a gestão de vários projetos sabe que vai enfrentar uma série de 
contratempos, que vêm pôr à prova um planejamento feito. Com o aumento do número de 
projetos, sua complexidade e urgência, como saber quando mudar a estratégia e o que 
fazer em cada caso? 
 
Os indicadores de desempenho revelam a situação atual e em longo prazo de um projeto. 
Isso é realizado por meio do estabelecimento de padrões ou medidas. Qualquer variação 
mostrada além desses padrões indica uma possível situação de instabilidade, que pode 
comprometer o planejamento no curto ou longo prazo. 
 
Analisando essas medidas, o gestor pode realizar um diagnóstico das causas das variações 
encontradas e estabelecer um plano de ação para resolvê-las. 
 
Conheça os KPIs (indicadores de desempenho) mais importantes para a saúde de seus 
projetos 
Confira a seguir alguns dos principais tipos de indicadores de desempenho de projetos, e 
suas respectivas finalidades para ajudá-lo no acompanhamento dos seus projetos. 
 
Retorno sobre o investimento (ROI) 
Um dos indicadores mais importantes em gestão de projetos tem como principal finalidade 
indicar a rentabilidade do projeto para o cliente. Dessa forma, torna-se o principal dos 
fatores a serem analisados quando queremos saber qual é o índice de satisfação do cliente. 
 
O cálculo desse índice é feito pela razão entre quantidade de dinheiro ganho como 
resultado de um investimento e a quantidade de dinheiro investido. 
 
Índice de Desempenho de Custos (IDC) 
Esse indicador proporciona a medida do gasto do orçamento e avanço do projeto, 
comparando o que já foi realizado do cronograma com a quantidade de recursos prevista. 
 
Essa comparação permite a análise dos gastos no sentido de indicar o que não representa 
real progresso no desenvolvimento do projeto e mostra o retorno de cada valor investido. O 
cálculo pode ser representado por meio da expressão: 
 
Valor agregado das entregas / custos calculados previamente 
 
O valor agregado refere-se simplesmente ao que já foi realizado em valores monetários, ou 
seja, o quanto se gastou até então no desenvolvimento das tarefas. 
 
Se o resultado do cálculo for igual a 1, o desenvolvimento segue dentro do esperado; se for 
maior do que 1, há uma economia de recursos, que deve ser investigada (ou não), 
dependendo dos objetivos do projeto. Se, por fim, o resultado for menor do que 1, deve-se 
ter atenção para o gasto de recursos, pois o orçamento está claramente comprometido. 
 
Índice de desenvolvimento do prazo (IDP) 
O raciocínio aqui é semelhante ao IDC, só que o foco está nos prazos estabelecidos, e não 
no orçamento. Sendo assim, o índice garante a demonstração do que já foi realizado, 
contrapondo-se ao que foi programado. O cálculo é feito por meio da expressão: 
 
Valor agregado das entregas / valor planejado para as entregas 
 
Se valor obtido na expressão é igual a 1, temos um desenvolvimento das atividades dentro 
dos prazos estipulados. No caso do valor retornado ser maior do que 1, o projeto está 
sendo realizado antesdo esperado. Por fim, se o resultado for menor do que 1, o projeto 
está em atraso e precisa ser revisto. 
 
Taxa de tarefas realizadas 
Indicador que demonstra o avanço da conclusão das tarefas estipuladas. O cálculo aqui é 
bem simples: basta dividir a quantidade de tarefas que já foram realizadas pelo número total 
de tarefas estipuladas. Esse indicador é bastante válido quando se trabalha com muitas 
tarefas de alta complexidade. 
 
Desvios de esforço 
Esse indicador trata de mensurar a diferença entre os esforços planejados e o que foi 
realmente realizado no projeto. Esse cálculo pode considera a contagem do que foi 
realizado por meio da contagem de horas previstas em comparação ao que foi executado 
de fato, por exemplo. 
 
Se há grandes discrepâncias entre os dados comparados, é necessária uma investigação 
para descobrir se o problema tem origem no planejamento executado previamente ou se há 
uma improdutividade crítica por parte da equipe que está realizando o projeto. 
 
Nível de satisfação do cliente 
Esse indicador é de vital importância para medir o sucesso do produto ou serviço oferecido. 
Não adianta ter um projeto extremamente bem executado e dentro dos prazos mas com 
baixa aceitação por parte do cliente. 
 
O método tradicional de medir a satisfação do cliente é via pesquisa — por meio de 
formulário de satisfação. Com o advento da internet e das novas ferramentas que surgem a 
cada dia, esse método pode ser utilizado de diversas formas e com resultados muito mais 
rápidos. 
 
Vale salientar que todos esses indicadores acima devem ser monitorados pelo gerente de 
projetos. 
 
 O papel do gerente de projetos 
O trabalho no gerenciamento de projetos está presente nos mais diversos segmentos dos 
setores público e privado. 
 
Independentemente da área de atuação, uma coisa é certa: o gerente de projetos 
desempenha um papel estratégico em qualquer negócio. 
 
O que um gerente de projetos faz? 
O gerente de projetos é o profissional responsável por manter os projetos em ordem, ou 
seja, é ele quem planeja, executa e supervisiona todas as etapas de um projeto para que 
ele se desenvolva sem problemas. 
 
 
Vale lembrar que as tarefas variam entre as diferentes áreas de atuação do gerenciamento 
de projetos. 
Por exemplo: um gerente de projetos de TI pode também ser responsável por fornecer não 
apenas o produto, mas também a assistência técnica aos clientes quando necessário. 
 
Quais são as habilidades necessárias para o gerente de projetos? 
O gerente de projetos trabalha sob constante pressão. Os prazos e orçamentos para o 
desenvolvimento de um projeto nem sempre são ideais, isso sem falar nas cobranças 
constantes dos clientes e da chefia. Para deixar o ambiente ainda mais desafiador, existem 
os imprevistos, é claro. 
 
Calma, esse cenário não é para desanimá-lo! Esses desafios fazem parte do dia a dia do 
gerente de projetos, e vão exigir de você algumas habilidades imprescindíveis. Veja, 
resumidamente, quais são as aptidões de um gerente de projetos e acompanhe mais a 
seguir: 
 
capacidade de trabalhar sob pressão; 
gestão de tempo e de tarefas; 
conhecimento de todas as funções e etapas associadas ao projeto; 
flexibilidade; 
boa comunicação interpessoal; 
capacidade de trabalhar em equipe; 
liderança; 
ser capaz de identificar e administrar todas as pessoas que participam do projeto. 
Organização 
Para se tornar um gerente de projetos, uma habilidade essencial é a organização. 
 
A gestão de tempo, além da disciplina, da objetividade e do controle de cada uma das 
etapas do projeto são essenciais! Sem elas você certamente se verá perdido em meio a 
diferentes processos que estão acontecendo ao mesmo tempo. 
 
Flexibilidade 
O famoso jogo de cintura também é fundamental para um profissional que atua em um 
ambiente como o do gerenciamento de projetos. 
A flexibilidade será útil no momento de gerir crises com objetividade e fornecerá a 
persistência necessária para encontrar uma rápida solução. 
 
Boa comunicação 
A comunicação é outra habilidade indispensável para quem segue essa carreira, uma vez 
que os gerentes de projetos são responsáveis por fornecer detalhes para as equipes que 
vão executá-los. 
 
Isso sem mencionar que é preciso ser um bom comunicador para ter um relacionamento 
saudável com os clientes e os superiores. 
 
Liderança 
Você precisa também ser um bom líder. Um bom gerente de projetos sabe ouvir e respeitar 
seus colegas de trabalho. 
 
Essa empatia faz toda a diferença no ambiente laboral, fazendo com que sua liderança gere 
resultados concretos. 
 
Ter um gerente de projetos com todas essas aptidões é fundamental. Além disso, conheça 
outros fatores importantes para fazer uma gestão de projetos eficiente a seguir. 
 
Como fazer um bom gerenciamento de projetos 
1. Defina metas 
Não é incomum ouvir gerentes de projeto ou de departamentos dizendo que sua equipe se 
dedica muito, mas os diretores cobram outros resultados ao invés de olharem as entregas 
feitas. 
 
O objetivo final de um projeto é seu verdadeiro critério de sucesso e as entregas são os 
meios para atingi-lo. Ou seja, sua equipe pode ser ótima em tudo, mas se a expectativa 
inicial dos stakeholders não for alcançada, então as entregas terão pouco ou nenhum valor. 
 
Por isso, antes de iniciar um projeto, define muito bem as metas intermediárias e objetivo 
principal a ser alcançado. Avalie se os prazos e recursos disponíveis serão suficientes para 
obter o resultado desejado e alinhe os possíveis riscos e mudanças que podem ocorrer. 
 
Quanto mais nítido for o alinhamento de expectativas entre sua equipe e os stakeholders, 
melhor será a avaliação do trabalho e das entregas. 
 
2. Planeje e siga o escopo 
Mudanças no escopo são os motivos mais comuns de projetos atrasarem, estourarem o 
orçamento ou serem completamente abandonados. 
 
Reuniões de alinhamento, termos de aceite e revisões no escopo são alguns modos de 
evitar essa situação, antes mesmo de o projeto iniciar. Todo o empenho gasto para planejar 
um bom escopo é revertido em chances de sucesso. 
 
Logo, não apresse o aceite, valide o entendimento dos envolvidos sobre o escopo e só o 
altere, após aceito, em último caso. Aliás, se alterar o escopo, lembre-se de comunicar 
novos prazos, necessidade de recursos e formalizar o aceite dos interessados relacionado 
às mudanças. 
 
Após definido, cumpra o escopo acordado. Essa é a única maneira de evitar cobranças 
indevidas ou de permitir que o projeto seja analisado por critérios que não faziam parte de 
seu planejamento. 
 
3. Cuide dos custos 
Cuidar dos custos significa elaborar um orçamento detalhando com o quanto será gasto em 
cada atividade ou etapa do projeto e, durante sua execução, controlar se os gastos 
indicados no planejamento estão iguais ou menores. Caso estejam maiores, uma revisão do 
orçamento será necessária. 
A importância da gestão de custos é indicar para os stakeholders os reais motivos pelos 
quais eles foram extrapolados ou destacar a capacidade de sua equipe em se manter 
dentro do planejado. 
 
Cursos de gestão de projetos na modalidade livre 
Cursos livres são aqueles que não possuem nenhuma exigência para que o aluno comece a 
assistir suas aulas. Eles possuem um papel importante na carreira do gerente de projetos e 
são a porta de entrada nessa área do conhecimento. 
 
Afinal, quase todas as certificações do Instituto de Gerenciamento de Projetos (PMI) exigem 
uma comprovação de horas de estudo sobre a teoria, horas de participação ou gestão de 
projetos e, em alguns casos, comprovação de anos de experiência na área. 
 
A seguir, indico 3 cursos que podem ser feitos por qualquer interessado: 
 
1. Gerenciamento de Projetos (Euax) 
Nossa primeira indicação é o curso oferecido pela Euax, desenvolvido por uma equipe de 
especialistas com muita experiência em gestão de projetos. O seu diferencial é o caráter 
prático das aulas, fazendo com que o aluno utilize modelos de documentos para resolver 
problemas reais. 
 
Ele trabalha, portanto,na capacitação teórica e prática dos alunos. Soma-se a isso a oferta 
de documentos digitais que depois podem ser utilizados no dia a dia da gestão de projetos. 
 
2. ABC da Gestão de Projetos 
O curso desenvolvido pela Fundação Instituto de Administração (FIA) e disponibilizado 
mundialmente pelo Coursera tem um caráter bastante introdutório. O programa do curso 
aborda tópicos sobre a gestão de escopo, definição e acompanhamento de cronograma e 
orçamento de projetos. 
Sua principal vantagem é ser realizado totalmente online e fornecer uma certificação emitida 
pelo Coursera, mas validada pela FIA. O custo do curso é de 49 dólares e sua duração é de 
apenas 3 semanas. 
 
3. Gestão de Projetos 
Ministrado por professores da USP, o curso de 45 horas aborda o PMBOK e a gestão ágil 
de projetos. Sua metodologia de ensino também é a distância. Sua vantagem é ter uma 
versão paga que oferece certificação e outra gratuita para quem quer se aprofundar no 
tema, mas não precisa de um comprovante de horas. 
 
Os cursos de gestão de projetos são necessários para comprovar os conhecimentos dos 
gerentes, exercem um papel importante na reciclagem dos profissionais, na atualização das 
melhores práticas adotadas pelo mercado e na padronização da linguagem utilizada na 
documentação e no gerenciamento dos projetos. 
 
Além dos cursos, há certificações de gestão de projetos, importantes para o mercado de 
trabalho e para aprimorar o trabalho de um gerente de projetos. 
 
 
 
Certificações mais importantes em gestão de projetos 
Existem 8 certificações oferecidas pelo PMI. Contudo, 4 delas tratam de temas específicos, 
nos quais o gestor de projetos pode se aprofundar durante sua carreira. 
 
Veja abaixo as 4 mais relevantes e comuns entre os gerentes de projetos: 
 
1. Certified Associate in Project Management (CAPM) 
A certificação de Técnico em Gerenciamento de Projetos é destinada a profissionais 
iniciantes e sem muita experiência em conduzir um projeto. Ela é mais voltada para os 
membros de uma equipe de projetos, não para o seu líder. 
 
2. Project Management Professional (PMP) 
Essa é a mais comum das certificações do PMI. Ser um Profissional de Gerenciamento de 
Projetos certificado comprova que a pessoa já liderou equipes multidisciplinares para 
entregar um resultado específico, conduziu todo o seu ciclo de vida do projeto e sabe 
aplicar o Guia PMBOK. 
 
Além de conhecimento para realizar a prova, é necessário ter, no mínimo, 35 horas de 
estudos sobre gerenciamento de projetos (os cursos livres podem ser usados para cumprir 
esse requisito), 3 anos de experiência na área e 4500 horas de liderança de equipes. 
 
3. PMI Agile Certified Practitioner (PMI-ACPSM) 
O Profissional Certificado em Métodos Ágeis demonstra conhecimentos mais específicos 
em conceitos e práticas ágeis. Mais que uma certificação, trata-se de um treinamento feito 
pelo PMI, e seu teste é a aplicação da teoria aprendida no curso. 
 
Aqui também existem requisitos específicos, como ter 1500 horas de experiência na 
participação de projetos com metodologia ágil e, no mínimo, 2000 horas de participação em 
algum tipo de projeto. No entanto, os requisitos são menos rígidos que os exigidos para a 
obtenção do título de PMP. 
 
4. Program Management Professional (PgMP) 
Essa é uma das certificações mais complexas e com exigências difíceis de serem 
atendidas. O Profissional de Gerenciamento de Programas comprova que consegue 
gerenciar múltiplos projetos ao mesmo tempo. 
 
Aqui, os requisitos são: ser graduado e ter, no mínimo, 4 anos gerenciando programas de 
projetos mais complexos. 
 
Outro fator muito importante para a gestão de projetos é o uso da tecnologia. Afinal, gerir 
projetos não precisa mais ser sinônimo de papéis e arquivos enormes. Acompanhe mais 
para saber: 
 
A evolução da tecnologia e o seu impacto na gestão de projetos 
Antes da evolução tecnológica, muitas empresas faziam gestão de projetos sem realmente 
saber que era isso que estavam fazendo. A tecnologia trouxe uma nova visão para as 
empresas e possibilitou um trabalho mais ágil e eficiente, afinal, utilizar somente o e-mail 
para a comunicação no ambiente corporativo e manusear muitos documentos impressos e 
planilhas, já se tornou coisa do passado. 
 
Um dos benefícios que a tecnologia trouxe para a gestão de projetos foi a implementação 
de softwares. Isso possibilitou maior visibilidade aos projetos, resolvendo problemas na 
comunicação e na qualidade de produção, permitindo informações mais transparentes e 
deixando os usuários mais satisfeitos. 
 
Confira abaixo 5 efeitos que a tecnologia trouxe para o gerenciamento de projetos! 
 
Segurança de dados 
Com o crescimento das empresas, gerenciar dados em planilhas para fazer a gestão de 
projetos começou a se tornar inviável. O volume de informações aumentou, os projetos se 
multiplicaram e os dados começaram a ficar vulneráveis. Utilizar o armazenamento na 
nuvem aumenta a eficiência do trabalho, oferece maior segurança para os dados e permite 
que as pessoas possam acessá-los simultaneamente. 
 
Ganho de produtividade 
Ter acesso a dados e informações em qualquer lugar aumenta a produtividade. Poder 
contar com a tecnologia para realizar projetos fora do escritório resulta em alguns ganhos, 
como a otimização do tempo e um escopo ainda mais claro e, com isso, as pessoas que 
estão trabalhando no projeto ficam mais focadas e a entrega do projeto é feita com sucesso. 
 
Melhor comunicação 
Com o uso de softwares para o gerenciamento de projetos, a comunicação entre os 
envolvidos no projeto passa a ser mais fácil. Utilizar um software melhora desde a divisão 
do projeto em etapas até a possibilidade de ser feito um comentário online, dentro da 
própria plataforma, notificando todos os membros envolvidos. 
 
Padronização 
Com plataformas de gestão de projetos cada vez mais sofisticadas, hoje você pode 
encontrar todos os dados dos projetos em um só lugar. O próprio software padroniza todas 
as informações sobre o projeto a ser desenvolvido e, sem esse avanço tecnológico, cada 
colaborador envolvido faria o gerenciamento de um jeito diferente. Loucura, né? 
 
Benefícios para os envolvidos do projeto 
Com a implementação de softwares ficou muito fácil resolver problemas dentro das 
empresas. A tecnologia permite que o usuário do software acompanhe todo o andamento 
do projeto. Ele tem acesso ao que já foi feito: porcentagem do que evoluiu, tarefas 
realizadas dentro do projeto e prazos de entrega, tudo isso em tempo real. Com isso, a 
entrega do projeto final se torna mais rápida e eficiente. 
 
De fato, a tecnologia transformou a gestão de projetos. Se você ainda está sofrendo por 
falta de tecnologia no seu negócio, te aconselhamos a ler esse E-book sobre os desafios de 
implementar tecnologia na gestão de projetos! Nele você aprende a instalar novos métodos 
tecnológicos no gerenciamento de projetos e a como treinar sua equipe para receber essas 
mudanças. 
 
Benefícios de um software de gestão de projetos 
A tecnologia deve ser vista como uma aliada para facilitar a gestão de projetos de seu 
departamento ou empresa. Afinal, usar planilhas, documentos impressos, pastas com 
arquivos compartilhados e/ou enviar informações críticas por e-mails, são formas 
antiquadas e extremamente exaustivas de fazer o gerenciamento de projetos. 
 
Com o uso de um bom software de gestão de projetos você obterá 5 importantes vantagens 
para seu gerenciamento! 
 
1. Ganhe transparência 
Ao usar um software de gestão de projetos para centralizar, documentar e rastrear todas as 
tarefas planejadas, executadas e entregues, você permitirá que as pessoas tenham acesso 
às informações relacionadas às suas atividades de forma clara e precisa. 
 
Outra vantagem é identificar rapidamente quais são as tarefas em atraso, possíveis 
ameaças para o andamento do projeto ou simplesmente saber o que está sendo feito no 
momento de sua análise. Isso agiliza o processo decisório e permite uma revisão da 
estratégia para manter o projetodentro do esperado. 
 
2. Reforce a comunicação e o engajamento 
Juntamente à transparência das informações, é possível otimizar a comunicação entre os 
envolvidos no projeto. Um sistema facilita a divisão de tarefas, agiliza a comunicação com 
seus respectivos responsáveis, simplifica a consulta a documentos básicos para a execução 
de trabalhos e permite que todos estejam cientes sobre prazos, custos, recursos e 
processos. 
 
Se em uma gestão de projetos mais antiquada, a principal função do gerente é indicar o que 
cada pessoa deve fazer, na estrutura moderna, com o uso de um sistema, ele consegue 
acompanhar múltiplos projetos, apoiar a equipe, identificar riscos de maneira proativa e 
revisar as estratégias a serem aplicadas, sempre que necessário. 
 
3. Agilize as decisões 
Por meio de indicadores de desempenho e de informações consolidadas em um dashboard, 
você fará análises e avaliações sobre a qualidade e eficiência no uso de recursos para 
realizar as atividades, ao invés de ficar solicitando o status sobre o andamento de cada uma 
delas. 
 
Com o uso de indicadores você colocará de forma mais eficaz os recursos e mitigar o risco 
de atrasar entregas, exceder o orçamento ou ter profissionais ociosos durante a execução 
do projeto. 
 
4. Controle os recursos adequadamente 
Já aconteceu de duas pessoas se envolverem em uma mesma atividade e, apenas horas 
depois, descobrirem que estavam duplicando uma tarefa? E de alguém reservar um 
recurso, mas depois não o usar, impedindo que outra pessoa agilizasse suas atividades? 
 
Alguns projetos preveem que uma atividade seja concluída para, só então, permitir que uma 
outra se inicie. O problema é que nem sempre há a devida comunicação entre os 
responsáveis, o que gera ociosidade e gasto de recursos desnecessários, como as horas 
dos colaboradores. 
 
Um software de gestão de projetos permite uma melhor utilização e controle de recursos, 
desde o tempo dos colaboradores até máquinas, softwares e equipamentos específicos. O 
resultado disso é uma redução de custos e melhor aproveitamento do orçamento dos 
projetos. 
 
5. Otimize os futuros planejamentos 
Quase todas as metodologias preveem a documentação de lições aprendidas que são 
usadas para otimizar os projetos futuros. A verdade, no entanto, é que muitos gestores não 
consultam esse conhecimento antes de realizar o próximo planejamento, principalmente se 
essa documentação estiver arquivada em pastas paralelas de projetos antigos. 
 
Ao utilizar um software de gestão de projetos, é possível facilitar a consulta a fóruns, wikis, 
documentos e dados que ajudam no planejamento e execução de futuros projetos. 
 
O que é PMBOK? 
 
O PMBOK® (Guide to the Project Management Body of Knowledge), consiste, na verdade, 
em uma padronização que identifica e conceitua processos, áreas de conhecimento, 
ferramentas e técnicas da gestão de projetos. 
 
A gestão de projetos, nos últimos anos, se tornou essencial para o bom desempenho de 
uma empresa de qualquer área de atuação. E, com o passar dos anos, novas técnicas 
foram criadas e aprimoradas para o gerenciamento de prioridades, prazos e custos nos 
projetos. O PMBOK é um de seus principais exemplos. Veja neste post a relevância do 
PMBOK® para o sucesso de um negócio. 
 
O que é PMBOK®? 
Ele é um guia criado para indicar boas práticas no gerenciamento de projetos. As 
orientações do Guia PMBOK® não devem ser seguidas à risca, já que cada projeto possui 
características e especificidades que os diferenciam dos demais. 
 
O PMBOK® é uma espécie de enciclopédia sobre gerenciamento de projetos publicada. 
Sua publicação é regularmente revisada pelo PMI (Project Management Institute). Sua 
função é padronizar e difundir as práticas mais eficientes, testadas e comprovadas por 
gerentes de projetos do mundo inteiro em um só guia. 
 
Antes de continuarmos, um intervalo para explicar o que é PMI. O Project Management 
Institute (PMI) é uma instituição internacional sem fins lucrativos que associa profissionais 
de gestão de projetos. 
 
Os principais objetivos do PMI são: 
- Formular padrões profissionais de gestão de projetos; 
 
- Gerar conhecimento por intermédio da investigação; 
 
- Promover a gestão de projetos como profissão através de seus programas de certificação. 
 
Pois bem, agora que você já sabe o que é PMI, saiba que a primeira edição do PMBOK® 
surgiu em 1996. E, em média, a cada 4 anos o PMI reedita o PMBOK®. 
 
Ao revisar e publicar o PMBOK, o PMI visa oferecer um conjunto de melhores práticas que 
se forem seguidas no gerenciamento de projetos aumentarão as chances de sucesso. 
 
Por exemplo, no novo Guia PMBOK® 6ª Edição foram introduzidas algumas ferramentas 
específicas da Metodologia Ágil. Também, foi dada maior ênfase a cobertura expandida de 
Métodos Ágeis e outras práticas adaptativas ou ágeis e iterativas (é o processo chamado na 
programação de repetição de uma ou mais ações.) 
 
Só para relembrar, a Metodologia Ágil surgiu em 2001, quando um grupo de programadores 
lançou o Manifesto Ágil, pregando uma metodologia que tem como objetivo satisfazer os 
clientes entregando com rapidez e com maior frequência versões do software conforme as 
necessidades. 
 
Continuando com o guia: outra vantagem obtida com a publicação do PMBOK® foi a 
padronização da gestão de projetos. Antes, cada empresa ou gestor definia processos, 
ferramentas e técnicas únicas para cada tipo de projetos que assumia. 
 
Essa falta de padronização levava a algumas situações embaraçosas como: 
 
_ Dificuldade em determinar em qual momento de seu ciclo de vida o projeto estava; 
 
- Os objetivos dos projetos dificilmente eram documentos e, por isso, quase sempre não 
eram atingidos; 
 
- Alguns projetos se tornavam processos ou a fase de suporte se perpetuava, o que impedia 
seu encerramento. 
 
O PMBOK® é fundamentado em dois conceitos principais: as áreas de conhecimento e o 
processo de gerenciar um projeto. 
 
A primeira questão está relacionada aos conteúdos que devem ser administrados. Eles são 
definidos pelos conhecimentos necessários para a composição e a execução das atividades 
e técnicas a serem realizadas. Seus principais exemplos são o escopo, a integração, o 
tempo e o custo. 
 
Já a segunda parte é focada nas etapas essenciais da gestão de projetos. Ela as divide em 
grupos e subgrupos que facilitam a aplicação e o acompanhamento das atividades, como: 
iniciação, planejamento, execução, monitoramento, controle e encerramento. 
 
Qual é a importância? 
O PMBOK®é considerado um guia e não uma metodologia. A princípio, podem parecer 
expressões equivalentes, mas não são: metodologias normalmente são baseadas em 
sistemas de gestão empresarial que incluem requisitos associados ao cumprimento de 
determinados objetivos. 
 
Ao denominarmos o PMBOK® como um guia, significa que deve ser utilizado como uma 
referência de conhecimento para gestão de projetos, precisa ser adaptada para cada 
ambiente empresarial. O guia não determina qualquer requisito ou obrigatoriedade, ele 
apenas documenta e disponibiliza as boas práticas. 
 
Ao saber o que é PMBOK®, você conhece as melhores práticas de gerenciamento de 
projetos, podendo aplicá-las em inúmeras áreas de atuação. Esses conceitos podem ser 
introduzidos em processos simples e que fazem parte do cotidiano de sua empresa, como a 
criação de um novo software ou a gestão do setor relacionamentos humanos. 
 
Além disso, isso facilita a padronização das atividades, a melhoria do fluxo de informações 
e dados, a mitigação de riscos, o aumento dos lucros, o controle dos prazos de entrega e a 
redução de despesas. 
 
Onde aplicar o PMBOK®? 
As melhores práticas de gerenciamento de projetos descritas no PMBOK® podem ser 
aplicadas a todos os tipos de projetos, independentemente do nicho, da dimensão, do 
pessoal envolvido, dos prazos e orçamentos. 
 
Infelizmente, porém, é até bastante comum que projetos não sejam percebidos como tais, 
de forma a não serem gerenciados como deveriam. Com base nisso, é importantese 
atentar para o fato de que os projetos fazem parte do cotidiano, tanto que lidamos com eles 
a todo o momento, como, por exemplo, ao: 
 
- Criar um novo meio de transporte;; 
 
- Construir um prédio ou uma instalação; 
 
-;Desenvolver um site; 
 
-;Conduzir uma campanha publicitária; 
 
-;Implementar um software; 
 
- Organizar uma festa de aniversário. 
 
Quais são os principais benefícios do PMBOK®? 
Dentre os vários benefícios que o PMBOK® promove no gerenciamento de projetos, 
podemos destacar os seguintes: 
 
- Padronização das atividades do gerenciamento do projeto; 
 
- Melhoria no fluxo de comunicação entre as partes envolvidas; 
 
- Redução da negligência de atividades importantes; 
 
- Ênfase no uso dos recursos de maneira eficiente; 
 
- Controle sobre o andamento do projeto; 
 
- Tratamento otimizado de riscos; 
 
- Potencialização das chances de sucesso do projeto 
 
Qual a influência do PMP® e PMO nos projetos? 
Existe uma maneira de você se tornar um especialista em gestão de projetos reconhecido 
pelo PMI. Para isso você deve obter a certificação PMP®, que o habilitará a ser um Gerente 
de Projetos reconhecido internacionalmente por utilizar as melhores práticas do PMBOK®. 
 
Para obter a certificação você pode fazer um Curso PMP®. 
 
Além disso, caso você decida abrir um escritório focado em Gerenciamento de Projetos, 
você deve buscar a implantação de um PMO. Assim você poderá gerenciar diversos 
projetos, com diferentes responsabilidades. 
 
Um profissional PMP e um escritório PMO têm bastante influência na execução de projetos. 
Ambos têm a capacidade de utilizar os padrões do PMBOK® em seus projetos. 
 
Portanto, PMO é uma estrutura organizacional e PMO é s sigla em inglês para Escritório de 
Gerenciamento de Projetos. 
 
Outra vantagem de se contar com profissionais ou escritórios certificados é que você tem a 
garantia de que o seu projeto está sendo amparado por profissionais gabaritados. 
 
O PMBOK® tem se mostrado, portanto, uma excelente diretriz para o gerenciamento de 
projetos, com sua contribuição indo além do sucesso nos esforços de gestão ao colaborar 
para a construção de uma cultura universal de planejamento.

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