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Programa de Atenção Integral a Saúde da Criança - PAISC INTRODUÇÃO Programa criado na década de 80, voltado para a maximização do alcance da assistência à saúde infantil, o que significa tanto estender a cobertura dos serviços de saúde quanto aperfeiçoar seu poder de resolução diante dos problemas de saúde mais prevalentes e relevantes. Dentre as estratégias adotadas pelo Ministério da Saúde está a identificação e priorização de ações básicas de saúde de alto custo-efetividade. Tais ações receberam o nome de “ações básicas na assistência integral à saúde da criança” e envolvem acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, aleitamento materno, controle de doenças diarréicas, controle de infecções respiratórias agudas e controle de doenças que se podem prevenir por imunização. Constituição Federal de 1988, foram adotadas importantes iniciativas para a melhoria da saúde e redução da mortalidade infantil e na infância, entre as quais se destaca o Programa Nacional de Imunizações (PNI), instituído em 1973, com a ampliação da cobertura vacinal média da população, em especial das crianças. Em 1981 o Programa Nacional de Incentivo ao Aleitamento Materno (Pniam), para induzir um conjunto de ações relacionadas à promoção, à proteção e ao apoio ao aleitamento materno. Políticas e Programas de Saúde Voltados à Criança Brasileira Políticas e Programas de Saúde Voltados à Criança Brasileira A ampliação do acesso à Atenção Básica no Brasil e a incorporação da filosofia do Paisc na atenção à saúde da criança foram aspectos decisivos para o avanço nos indicadores assistenciais e da situação de saúde das crianças brasileiras. As ações programáticas relacionadas à imunização, à promoção, à proteção e ao apoio ao aleitamento materno, ao acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento e à prevenção e controle das doenças diarreicas e respiratórias são as expressões de ações perenes ao longo das últimas décadas. O Ministério da Saúde (MS), para efeitos da Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança (Pnaisc), segue o conceito da Organização Mundial da Saúde (OMS), que considera: “Criança” – pessoa na faixa etária de zero a 9 anos, ou seja, de zero até completar 10 anos ou 120 meses; “Primeira infância” – pessoa de zero a 5 anos, ou seja, de zero até completar 6 anos ou 72 meses. E IX O S E S T R A T É G IC O S D A P N A IS C ❑Atenção humanizada e qualificada à gestação, ao parto, ao nascimento e ao recém-nascido ❑Aleitamento materno e alimentação complementar saudável ❑Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral ❑Atenção integral a crianças com agravos prevalentes na infância e com doenças Crônicas. ❑Atenção integral à criança em situação de violências, prevenção de acidentes e promoção da cultura de paz. ❑Atenção à saúde de crianças com deficiência ou em situações específicas e de Vulnerabilidade ❑Vigilância e prevenção do óbito infantil, fetal e materno. ❑Saúde da Criança na Atenção Básica Programa Nacional de Imunização – PNI Programa Saúde na Escola – PSE Atenção à Saúde Bucal ❑Saúde da Criança nas Redes Temáticas A Pnaisc organiza-se a partir da Rede de Atenção à Saúde e de seus eixos estratégicos, mediante a articulação das ações e serviços de saúde disponíveis nas redes temáticas, em especial aquelas desenvolvidas na rede de saúde materna, neonatal e infantil – Rede Cegonha, e na Atenção Básica, está sendo coordenadora do cuidado no território. O foco dos profissionais deve ser a criança, dentro do contexto da sua família e sociedade. Cada olhar, de cada profissional da equipe de saúde e de acordo com a sua competência, adiciona saberes e possibilidades de atuação integral sobre a criança. Na rede de saúde a articulação é fundamental, desde o nascimento, com a alta responsável pela maternidade, utilizando a Caderneta de Saúde da Criança e já com agendamento do “5º Dia de Saúde Integral” da mãe e bebê. A visita domiciliar para a puérpera e o recém-nascido, prioritariamente o recém-nascido de risco, deve ser realizada também na primeira semana após a alta hospitalar, independentemente da idade cronológica, em especial nos casos em que mãe e bebê não compareceram à UBS para o atendimento no “5º Ddia de Saúde Integral”. Saúde da Criança na Atenção Básica Programa Nacional de Imunização – PNI A continuidade do acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança necessariamente deve incorporar as ações de imunoprevenção para o cuidado integral nos serviços de saúde. As equipes de saúde devem organizar-se para acompanhar a cobertura vacinal das crianças de sua área, realizar o controle e a busca ativa de crianças com vacinas atrasadas. A organização das ações do PSE, por meio das equipes das Unidades Básicas de Saúde e das escolas, está estruturada de forma intersetorial, segundo os seguintes componentes: avaliação das condições de saúde, promoção da saúde e prevenção de doenças e agravos, e formação de profissionais de saúde e educação. A avaliação das condições de saúde tem por objetivo avaliar a saúde bucal, ocular, auditiva, situação vacinal, vigilância alimentar e nutricional e o desenvolvimento, com encaminhamento para a rede de saúde, quando necessário. A avaliação conjunta das equipes de Saúde e da Educação, com a participação da família e/ou responsáveis, promove o desenvolvimento integral da criança e permite trocas de saberes, de informações e corresponsabilidades. Programa Saúde na Escola – PSE Atenção à Saúde Bucal O acesso à saúde bucal deve ter início no pré-natal e será incorporado no acompanhamento do crescimento e no desenvolvimento da criança. A equipe de saúde deve trabalhar de forma articulada, encaminhando a gestante para a consulta odontológica ao iniciar o pré-natal. Deve-se garantir ao menos uma consulta odontológica durante o pré-natal, com agendamento das demais consultas, conforme as necessidades individuais da gestante. A equipe de Saúde Bucal deverá efetuar os registros das ações realizadas nas Cadernetas de Saúde da Criança e da Gestante. Nas ações de saúde direcionadas à criança, recomenda-se que todos os profissionais da equipe de saúde incorporem, em sua rotina, o exame da cavidade bucal das crianças e orientações aos pais e responsáveis sobre prevenção de doenças e agravos e de promoção da saúde bucal, enfatizando a importância do acompanhamento da saúde bucal e direcionando a criança para as consultas odontológicas periódicas, evitando assim que o acesso ocorra tardiamente devido à doença já instalada Saúde da Criança nas Redes Temáticas As Redes de Atenção à Saúde (RAS) são arranjos organizativos de ações e serviços de saúde, de diferentes densidades tecnológicas que, integradas por meio de sistemas de apoio técnico, logístico e de gestão, buscam garantir a integralidade do cuidado. Para assegurar resolutividade na rede de atenção, alguns fundamentos precisam ser considerados: economia de escala, qualidade, suficiência, acesso e disponibilidade de recursos. A partir de pactuação tripartite, em 2011, baseada na necessidade de enfrentamentos de vulnerabilidades, agravos ou doenças mais prevalentes, foi priorizada a estruturação de Redes Temáticas, tendo sido criadas as seguintes: ❑Rede Cegonha, abrangendo a atenção à gestante e atenção à criança até 24 meses. ❑Rede de Atenção às Urgências e Emergências. ❑Rede de Atenção Psicossocial (com prioridade para o enfrentamento do álcool, crack, e outras drogas). ❑Rede de Atenção às Doenças e Condições Crônicas: iniciando-se pelo câncer (a partir da intensificação da prevenção e controle do câncer de mama e colo do útero). ❑Rede de Cuidado à Pessoa com Deficiência. Saúde da Criança nas Redes Temáticas Saúde da Criança na Rede de Atenção Materna, Neonatal e Infantil – Rede Cegonha Conceitua-se que a saúde da criança se inicia na gravidez, há muitas décadas, conforme o Decreto-Lei n.º 2.024, de 17 de fevereirode 1940 (BRASIL, 1940), e, mais recentemente, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n.º 8.069, de 13 de julho de 1990. Em 2011, o Ministério da Saúde, lançou a Rede de Atenção Materna, Neonatal e Infantil – Rede Cegonha (RC), Portaria n.º 1.459, de 24 de junho de 2011, com o objetivo de garantir o acesso oportuno, com resolutividade e qualificação da assistência, com a implementação de um novo modelo de atenção à gestação, ao parto e ao nascimento e à criança, visando promover a saúde neste ciclo da vida e reduzir a morbimortalidade materna, fetal e infantil, com ênfase no componente neonatal Rede de Atenção às Urgências e Emergências A organização da Rede de Atenção às Urgências (RUE) tem a finalidade de articular e integrar todos os equipamentos de saúde, objetivando ampliar e qualificar o acesso humanizado e integral aos usuários em situação de urgência e emergência nos serviços de saúde, de forma ágil e oportuna. Pontos de Atenção Pontos de Atenção Atenção Básica SAMU - 192 Central de Regulação Médica de Urgências Sala de Estabilização Unidade de Pronto Atendimento Atenção/Internação Domiciliar Rede de Atenção às Urgências e Emergências Entre as diretrizes da Rede de Atenção às Urgências temos: ❑A ampliação do acesso e acolhimento, contemplando a classificação de risco e a intervenção adequada aos diferentes agravos; ❑A garantia da universalidade, equidade e integralidade no atendimento às urgências; ❑A humanização da atenção, garantindo efetivação de um modelo centrado no usuário e baseado nas suas necessidades de saúde; ❑A regulação articulada entre todos os componentes da RUE, com garantia da equidade e integralidade do cuidado; o bem como a qualificação da assistência por meio da educação permanente das equipes. Saúde da Criança na Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência – RCPD A Rede de Cuidados à Saúde da Pessoa com Deficiência, no âmbito do SUS, Portaria n.º 793, de 24 de abril de 2012, estabeleceu diretrizes para o cuidado às pessoas com deficiência, temporária ou permanente, progressiva, regressiva ou estável, intermitente ou contínua. O eixo de Atenção à Saúde tem como foco a organização do cuidado integral em rede, contemplando as áreas de deficiência auditiva, física, visual, intelectual, ostomia e transtorno do espectro do autismo. Pontos de Atenção Atenção Básica Atenção Especializada Centro Especializado em Reabilitação (CER) Oficina Ortopédica Centro Especializado em Odontologia (CEO) Saúde da Criança na Rede de Cuidados da Pessoa com Deficiência – RCPD Atenção Hospitalar e de Urgência e Emergência Porta aberta 24 horas para situações de emergência, com internação, entre outras ofertas de intervenções e procedimentos cirúrgicos. Saúde da Criança na Rede de Atenção Psicossocial – Raps A Raps tem por finalidade promover cuidado em saúde às pessoas com sofrimento ou transtorno mental, incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de álcool e outras drogas, mediante a criação, ampliação e articulação de pontos de atenção à saúde no âmbito SUS. A rede destaca como um dos objetivos essenciais a promoção do cuidado para grupos mais vulneráveis, especialmente crianças adolescentes, jovens, pessoas em situação de rua e populações indígenas, com sofrimento ou transtorno mental e crianças que sofreram violências A rede de saúde mental conta com conjunto de dispositivos de atenção psicossocial, denominados Centros de Atenção Psicossocial (Caps). Nas modalidades: Caps I, II, III, IV; Caps- AD (álcool e drogas) e Capsi (infantojuvenil). O Caps III e o Caps-AD III funcionam 24 horas. São serviços constituídos por equipe multiprofissional (médico, enfermeiro, psicólogo, terapeuta ocupacional, assistente social etc.) que atua sob a ótica interdisciplinar e realiza, prioritariamente, atendimento às pessoas com sofrimento ou transtornos mentais graves e persistentes,incluindo aquelas com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas, ou outras situações clínicas que dificultem o estabelecimento de laços sociais e a realização de projetos de vida. Atuam de forma territorial, seja em situaçõesde crise ou nos processos de reabilitação psicossocial. Saúde da Criança na Rede de Atenção Psicossocial – Raps Saúde da Criança na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas A Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas, instituída pela Portaria n.º 483, de 1º de abril de 2014 (BRASIL, 2014d), tem como finalidade realizar a atenção de forma integral às pessoas, neste caso às crianças com doenças crônicas, em todos os pontos de atenção, com oferta de ações e serviços de promoção e proteção da saúde, prevenção de agravos, diagnóstico, tratamento, reabilitação, redução de danos e manutenção da saúde. Saúde da Criança na Rede de Atenção à Saúde das Pessoas com Doenças Crônicas O objetivo dessa rede é fomentar a mudança do modelo de atenção, com fortalecimento da Atenção Básica, por meio da qualificação da atenção integral às crianças com doenças crônicas e da ampliação das estratégias para promoção da saúde e para prevenção do desenvolvimento dessas doenças e suas complicações, entre elas o câncer, Pontos de Atenção Atenção Básica Nível ambulatorial Nível Hospitalar Urgência/Emergência AÇÕES DE SAÚDE DA CRIANÇA # Vigilância Nutricional; # Imunização # Assistência às doenças prevalentes na infância. • Vigilância Nutricional Acompanhamento do crescimento e desenvolvimento; Promoção do aleitamento materno; Combate as carências nutricionais; Implantação e alimentação regular do SISVAN (sistema de vigilância alimentar e nutricional). ACOMPANHAMENTO DO DESENVOLVIMENTO O acompanhamento do desenvolvimento deve fazer parte da consulta geral da criança nos serviços de saúde e nas visitas domiciliares. Ao fazer as visitas domiciliares, é importante observar como as mães lidam com seus filhos. O cartão da criança foi feito para acompanhar o desenvolvimento a saúde da criança até os 5 anos de idade. Acompanhando o desenvolvimento, podemos avaliar, cuidar e promover a saúde da criança. Existem 2 tipos de cartões: femininos e masculinos, pois o desenvolvimento dos meninos difere do desenvolvimento das meninas. O cartão da criança será usado pelos pais e pelos profissionais da saúde, que atendem a criança. Deverá ser apresentado a cada consulta e na visita do ACS, também chamamos de Cartão Sombra, que é uma cópia do cartão da criança que fica com os ACS. # Anotar no cartão: • Dados de identificação e nascimento da criança; • Indicadores de desenvolvimento: peso e atividade; • Doenças da criança; • Vacina das crianças. INDICADORES DE DESENVOLVIMENTO PESO E ATIVIDADE Para acompanhar o desenvolvimento físico da criança, precisamos observar como o seu corpo está crescendo. Para isso, medimos o peso, um indicador que mostra rapidamente se a criança está tendo progresso ou problemas no seu crescimento. O crescimento é acompanhado através do gráfico Peso-Idade. Toda vez que a criança é pesada, esse ponto é marcado com uma bolinha no gráfico, mas uma bolinha só não basta para demonstrar o crescimento da criança. Para isso, é preciso que a criança seja pesada regularmente, marcar cada pesagem e ligar as bolinhas com um traço, formando assim a Curva de Peso da criança. Toda criança deve ser pesada mensalmente até os 24 meses, sendo registrado todas as doenças e internações hospitalares, como também deverá ser anotado todas essas observações no cartão da criança. No cartão deverá ser registrado todas as vacinas administradas, como também anotar as datas das próximas vacinas e orientar a mãe, quanto a importância da vacinação na data prevista. PROMOÇÃO DO ALEITAMENTO MATERNO Segundo o Ministério da Saúde (2000) os profissionais da ESF têm um papel fundamental nas orientações das mães, em suas comunidades, sobre a amamentação do bebêdesde o seu nascimento. * Vantagens do aleitamento materno: Contém anticorpos que protege o bebê de infecções; Prático e higiênico; Econômico; Favorece relacionamento mãe-filho; Composição e aparência variam de acordo com a idade do bebê. 10 PASSOS PARA UMA ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL 1º Dar somente leite materno até 06 meses, sem oferecer água, chás ou qualquer outro alimento; 2º A partir dos 06 meses, introduzir de forma lenta e gradual outros alimentos, mantendo o leite materno até os dois anos de idade ou mais; 3º Após 06 meses, dar alimentos complementares (cereais, tubérculos, carnes, legumes e frutas) 03 vezes ao dia, se a criança receber leite materno, e 05 vezes ao dia, se estiver desmamada; 4º A alimentação complementar deve ser oferecida sem rigidez de horários, respeitando sempre a vontade da criança; 5º A alimentação complementar deve ser espessa desde o início e oferecida de colher; começar com consistência pastosa (papas /purês) e, gradativamente, aumentar sua consistência até chegar à alimentação da família. 6º Oferecer à criança diferentes alimentos ao dia. Uma alimentação variada é uma alimentação colorida. 7º Estimular o consumo diário de frutas, verduras e legumes nas refeições. 8º Evitar açúcar, café, enlatados, frituras, refrigerantes, balas, salgadinhos e outras guloseimas, nos primeiros anos de vida. Usar sal com moderação. 9º Cuidar da higiene no preparo e manuseio dos alimentos, garantir o seu armazenamento e conservação adequados. 10º Estimular a criança doente e convalescente a se alimentar, oferecendo sua alimentação habitual e seus alimentos preferidos, respeitando a sua aceitação. COMBATE À DESNUTRIÇÃO E ANEMIAS CARENCIAIS As equipes de saúde deverão incentivar ações de promoção à saúde e prevenção da desnutrição, como orientação alimentar para as famílias, acompanhamento pré-natal, incentivo ao aleitamento materno, orientação no desmame, acompanhamento do crescimento e desenvolvimento, uso do ferro profilático e vitaminas para recém-nascidos prematuros e de baixo peso, suplementação medicamentosa de vitamina “A” em áreas endêmicas, suplementação alimentar para gestantes desnutridas, nutrizes e crianças em risco nutricional. As equipes de saúde deverão estar preparadas para avaliar o Cartão da Criança em todos os atendimentos, promover atividades educativas, identificar e captar gestantes desnutridas, crianças em risco nutricional e/ou desnutrição segundo protocolo específico, manter arquivo atualizado de crianças cadastradas e tratamento, fazer busca ativa de faltosos ao calendário de acompanhamento proposto. É ainda papel das equipes de saúde e do município a identificação da necessidade e priorização do atendimento das famílias e crianças em programas de transferência de renda ou de distribuição de alimentos disponíveis. PREVENÇÃO DE ACIDENTES, MAUS-TRATOS / VIOLÊNCIA E TRABALHO INFANTIL A abordagem de problemas relevantes em saúde pública na atualidade, como a violência urbana, a violência doméstica, os acidentes domésticos (quedas, choques elétricos, queimaduras e ingestão de substâncias químicas) e do trânsito, causas importantes de morbidade na infância e primeira causa de mortalidade a partir de 4 anos, traz aos serviços de saúde a necessidade de estruturação diferenciada. Muitas vezes levando à morte, outras formas de violência, tais como, o abuso sexual, o abandono, a negligência e a violência psicológica, deixam marcas nem sempre visíveis por toda a vida. Cabe às equipes de saúde identificar e notificar os casos de violência e maus-tratos, comunicar e referenciar todos os casos suspeitos ou confirmados, de acordo com fluxo local, além de proceder ao acolhimento, assistência, tratamento e encaminhamentos necessários utilizando a rede de apoio existente (Pastoral da Criança, Juizado, Conselho Tutelar, Delegacia, Hospital, Serviços de Saúde mental, Abrigo, etc).