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AFYA 
CURSO DE MEDICINA - AFYA
NOTA FINAL
Aluno:
Componente Curricular: Integração Ensino Serviço Comunidade IV
Professor (es):
Período: 202402 Turma: Data:
N1 ESPECÍFICA_4 PERIODO_26 SETEMBRO_2024.2_PROVA_IESC
RELATÓRIO DE DEVOLUTIVA DE PROVA
PROVA 13612 - CADERNO 002
1ª QUESTÃO
Enunciado:
( AFYA PALMAS) A escola, em colaboração com a Estratégia Saúde da Família (ESF),
desempenha um papel crucial na promoção da saúde dos estudantes. O Componente I do
Programa Saúde na Escola (PSE) inclui diversas ações de prevenção e diagnóstico precoce, que
se alinham com as diretrizes do ESF.
BRASIL, Ministério da Saúde. Ministério da Educação. Passo a passo PSE programa saúde na escola Brasília, 2011. 
Com base nessa integração e nas diretrizes do Ministério da Saúde, avalie as afirmações a
seguir, marcando a alternativa que contém apenas as ações consideradas prioritárias no
componente citado acima.
I. Avaliação oftalmológica está entre as ações prioritárias do Componente I do Saúde na Escola.
II. Avaliação nutricional é considerada uma das ações prioritárias do Componente I.
III. Avaliação auditiva faz parte das ações prioritárias do Componente I.
IV. Avaliação intelectual é uma das ações prioritárias listadas para o Componente I do Saúde na
Escola.
Com base nas informações fornecidas, marque a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
Apenas os itens I, II e III estão corretos.
(alternativa B)
Os itens I, II, III e IV estão corretos.
(alternativa C)
Apenas os itens I e III estão corretos.
(alternativa D)
Apenas os itens II e IV estão corretos.
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Resposta comentada:
As ações do ponto de vista epidemiológico que são prioritárias para os educandos no
Componente I do Programa Saúde na Escola incluem:
Avaliação antropométrica;
Atualização do calendário vacinal;
Detecção precoce de hipertensão arterial sistêmica (HAS);
Detecção precoce de agravos de saúde negligenciados (prevalentes na região:
hanseníase, tuberculose, malária etc.);
Avaliação oftalmológica;
Avaliação auditiva;
Avaliação nutricional;
Avaliação da saúde bucal;
Avaliação psicossocial.
Dado isso, as avaliações oftalmológica, nutricional e auditiva estão explicitamente mencionadas
como ações prioritárias, enquanto a avaliação intelectual não é listada entre as ações prioritárias
do Componente I, conforme as diretrizes do Programa Saúde na Escola.
Alternativa Correta: Apenas os itens I, II e III estão corretos.
Feedback: Esta questão ressalta a importância da integração entre as equipes de saúde e
educação na promoção da saúde escolar, enfatizando ações específicas do Componente I do
Programa Saúde na Escola que visam à prevenção e ao diagnóstico precoce de condições que
podem afetar o bem-estar e o desempenho educacional dos estudantes. A avaliação intelectual,
embora importante no contexto educacional mais amplo, não é citada entre as ações prioritárias
específicas do Componente I do PSE, de acordo com as diretrizes do Ministério da Saúde e do
Ministério da Educação do Brasil.
Referências: 
BRASIL, Ministério da Saúde. Ministério da Educação. Passo a passo PSE programa saúde na
escola Brasília, 2011. (Relacionar com o Previne Brasil).
BRASIL, Ministério da Saúde. Ministério da Educação. Passo a passo PSE programa saúde na
escola Brasília, 2011. (Relacionar com o Previne Brasil).
Feedback:
--
2ª QUESTÃO
Enunciado:
( UNIREDENTOR) Maria, 02 anos de idade, é trazida ao pronto atendimento com queixa de tosse
há 03 dias, dificuldade respiratória e febre (38,5°C). Ao exame físico, observa-se que a criança
apresenta sinais de desconforto respiratório, com retrações intercostais e batimento de asas
nasais. A ausculta pulmonar revela estertores finos bilaterais. A mãe relata que a criança está
com a alimentação reduzida e recusa líquidos. Não há histórico de doenças crônicas. Qual a
conduta inicial mais adequada?
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Alternativas:
(alternativa A)
Realizar raio-X de tórax para confirmação de pneumonia bacteriana e prescrever antibiótico
específico.
(alternativa B)
Internar a criança imediatamente em UTI, realizar broncodilatação com nebulização e iniciar
hidratação venosa.
(alternativa C) (CORRETA) 
Avaliar a gravidade da infecção respiratória aguda pela frequência respiratória, presença de
tiragem subcostal e nível de saturação de oxigênio.
(alternativa D)
Prescrever antibiótico de amplo espectro devido à febre e ao desconforto respiratório, associando
corticoide oral.
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Resposta comentada:
- Prescrever antibiótico de amplo espectro devido à febre e ao desconforto respiratório,
associando corticoide oral - A prescrição de antibiótico de amplo espectro sem uma avaliação
adequada é contraindicado, especialmente em casos de infecção viral, que é comum em crianças
com sintomas respiratórios agudos. Além disso, o uso de corticoides orais não é recomendado de
forma rotineira, pois pode suprimir a resposta imunológica e não há evidência clara de benefício
no manejo inicial de infecções respiratórias agudas em crianças sem um diagnóstico específico
que justifique seu uso.
- Internar a criança imediatamente em UTI, realizar broncodilatação com nebulização e iniciar
hidratação venosa - A internação em UTI é uma medida extrema e não é justificada de imediato
nesta situação. A criança apresenta sinais de desconforto respiratório, mas isso não implica
automaticamente a necessidade de terapia intensiva. A broncodilatação com nebulização pode
ser indicada em casos de broncoespasmo, mas não é apropriada como uma medida inicial sem
uma avaliação mais detalhada. A hidratação venosa deve ser considerada em casos de
desidratação grave ou incapacidade de ingestão oral, o que ainda não foi estabelecido neste caso.
- Realizar raio-X de tórax para confirmação de pneumonia bacteriana e prescrever antibiótico
específico - Embora um raio-X de tórax possa ser útil para confirmar a presença de pneumonia,
ele não deve ser realizado de forma indiscriminada. Além disso, a prescrição de antibióticos deve
ser baseada em uma suspeita clínica sólida de infecção bacteriana. Neste caso, os estertores
finos podem sugerir uma infecção viral, como a bronquiolite, em vez de pneumonia bacteriana,
portanto, o tratamento antibiótico específico pode não ser necessário de imediato.
Resposta correta: "Avaliar a gravidade da infecção respiratória aguda pela frequência respiratória,
presença de tiragem subcostal e nível de saturação de oxigênio" - Esta alternativa é a mais
adequada, pois propõe uma avaliação inicial da gravidade da condição da criança antes de decidir
a conduta. A avaliação da frequência respiratória, presença de tiragem e saturação de oxigênio é
crucial para determinar a necessidade de intervenção. A administração de oxigênio e a
consideração de internação são medidas apropriadas se a criança apresentar sinais de
gravidade, alinhando-se às recomendações para o manejo de infecções respiratórias agudas em
crianças.
A conduta inicial envolve a avaliação da gravidade da infecção respiratória aguda, considerando
parâmetros como a frequência respiratória, presença de tiragem e saturação de oxigênio. Em
caso de sinais de gravidade, como tiragem subcostal e dessaturação, deve-se administrar
oxigênio e, se necessário, considerar internação para suporte clínico.
Referência:
ALVIM C.G.; LASMAR L.M.L.B.F. Saúde da criança e do adolescente: doenças respiratórias.
Nescon UFMG Editora Coopmed, 2009).
Feedback:
--
3ª QUESTÃO
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Enunciado:
(UNIGRANRIO CAXIAS) Uma adolescente do sexo feminino de 13 anos de idade comparece à
Unidade Básica de Saúde com queixa de que "ainda não menstruou". Sua mãe está ansiosa,
acreditando que o desenvolvimento puberal da filha está atrasado em comparação com as
amigas da mesma idade. No exame físico, a adolescente apresenta altura epeso compatíveis
com o percentil 40 do gráfico de crescimento da Organização Mundial da Saúde (OMS).
Observa-se desenvolvimento mamário, aumento da aréola e da papila, mas sem separação do
contorno da mama. Além disso, há presença de pelos pigmentados, longos e encaracolados na
região púbica. 
Considerando o caso clínico apresentado, responda:
a) (0,5 ponto). Analise se a ausência de menarca neste estágio é motivo de preocupação.
Justifique. 
b) (1,0 ponto). Proponha uma abordagem de atuação na APS para a orientação e o
acompanhamento dessa adolescente e de sua mãe, levando em conta a preocupação com o
suposto atraso no desenvolvimento puberal.
Alternativas:
--
Resposta comentada:
a) Considerando o desenvolvimento Puberal, a ausência de menarca nesta fase é comum. Os
parâmetros apresentados pela adolescente de 13 anos estão dentro da normalidade. Atentar que
a idade média da menarca em nosso meio é de 12 anos e 4 meses, mas pode ocorrer entre 9 e
16 anos.
b) Observar comportamento do evento na família e acompanhar o processo de cada adolescente.
Orientar que existem alguns fatores influenciadores e de variabilidade que podem influenciar o
início da menarca, como genética, nutrição e saúde geral, é importante discutir a importância da
variabilidade individual na avaliação do desenvolvimento puberal.
O médico deverá realizar o acolhimento e acompanhamento da adolescente utilizando
estratégias para lidar com a preocupação dos pais e fornecer suporte à adolescente,
considerando a necessidade de tranquilizar e orientar sobre o desenvolvimento puberal muito
comum nesta fase de vida. 
Referência: 
Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações
Programáticas e Estratégicas. Proteger e cuidar da saúde de adolescentes na atenção básica
[recurso eletrônico] / Ministério da Saúde, Secretaria de Atenção à Saúde, Departamento de
Ações Programáticas e Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2017. 234p. Disponível em:
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/proteger_cuidar_adolescentes_atencao_basica.pdf. 
Feedback:
--
4ª QUESTÃO
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Enunciado:
( AFYA PARAÍBA) Raquel, mãe de primeira viagem, traz sua filha Valentina, de 1 mês de idade,
para sua primeira consulta de puericultura na unidade de saúde com a médica Clarice. Durante a
consulta, Raquel manifesta algumas preocupações sobre o aleitamento materno. Ela relata que
Valentina mama exclusivamente no peito, mas parece estar mais inquieta e acorda várias vezes
durante a noite. Raquel também menciona que sua própria mãe e sua sogra disseram que o leite
dela era fraco e sugeriram introduzir fórmulas infantis ou chás para "ajudar a acalmar" Valentina.
Preocupada, ela pergunta à médica da unidade de saúde se seu leite está sendo suficiente ou se
deve seguir as orientações da família. Acerca da situação relatada, analise as assertivas:
I. A médica orienta a mãe que mantenha o aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, pois é
o recomendado e contém todos os nutrientes necessários para o desenvolvimento da Valentina.
 PORQUE
II. A médica explica que as fórmulas infantis são indicadas em casos específicos como por
exemplo em condições clínicas maternas que contraindiquem formalmente o aleitamento materno
exclusivo, o que não é o caso de Raquel.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
Alternativas:
(alternativa A)
A assertiva I é uma proposição verdadeira, mas a II é uma proposição falsa.
(alternativa B)
As assertivas I e II são proposições verdadeiras, mas a II não é uma justifica correta da I.
(alternativa C)
A assertiva I é uma proposição falsa, e a II é uma proposição verdadeira.
(alternativa D) (CORRETA) 
As assertivas I e II são proposições verdadeiras, e a II justifica corretamente a I.
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Resposta comentada:
De fato, o aleitamento materno exclusivo é recomendado por proporcionar todos os nutrientes
necessários para o crescimento e desenvolvimento do bebê, além de diminuir o risco de
obesidade infantil e hospitalizações frequentes. No entanto, a decisão de amamentar é da mãe e
deve ser respeitada pelos profissionais de saúde, que também devem sempre orientar a mãe
sobre os benefícios do aleitamento materno para o bebê. Em alguns casos, há contraindicação
formal ao aleitamento materno, como em casos de mães que vivem com HIV, mas essas não
são as únicas situações em que se pode usar fórmulas infantis. É importante que o estudante
saiba que a escolha de amamentar é da mulher e, caso ela não queira, a escolha deve ser
respeitada. Apesar de existirem contraindicações médicas específicas para a amamentação, a
fórmula infantil também é indicada, caso a mulher não deseje amamentar. Além disso, condições
clínicas do bebê também podem contraindicar o aleitamento materno exclusivo, como em casos
de galactosemia e fenilcetonúria, ambas diagnosticadas por meio do teste do pezinho.
 
Referências:
Brasília: Ministério da Saúde, 2022. BRASIL. Caderneta de Saúde da Criança. 5ª edição.
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de atenção básica.
Saúde da Criança: Crescimento e desenvolvimento Brasília, 2012.
BRASIL. Ministério da Saúde. Manual de Triagem Neonatal. 3. ed. Brasília, DF: Ministério da
Saúde, 2020. 120 p.
Feedback:
--
5ª QUESTÃO
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Enunciado:
( ITPAC PORTO NACIONAL) O processo de formação dos gestores e das equipes de Educação
e de Saúde que atuam no Programa Saúde na Escola (PSE) é um compromisso das três esferas
de governo e deve ser trabalhado de maneira contínua e permanente. Entende-se que a
construção de políticas públicas integradas é condição indispensável para atualizar e renovar, de
forma permanente, os significados fundamentais da Educação e da Saúde, com vistas à
integralidade. 
Analise as assertivas abaixo e identifique quais fazem parte do Componente III (PSE): 
I - Formação do Grupo de Trabalho Intersetorial (GTI): Formação permanente que se dá por meio
de oficinas, ensino a distância e apoio institucional da esfera federal aos estados e municípios e
dos estados aos municípios.
II - Formação de jovens protagonistas para o PSE: Por meio da metodologia de educação de
pares, busca-se a valorização do jovem como protagonista na defesa dos direitos à saúde. 
III - Formação de profissionais da Educação e da Saúde nos temas relativos ao Programa Saúde
na Escola: Realização de atividades de educação permanente de diversas naturezas, junto aos
professores, merendeiros, agentes comunitários de saúde, auxiliares de Enfermagem,
enfermeiros, médicos e outros profissionais das escolas e das equipes de Atenção Básica.
IV - Cursos de educação a distância (EaD) – Divulgação de cursos online elaborados em parceria
com universidades, agências das Nações Unidas e órgãos do governo para profissionais da
Saúde e da Educação abrangendo as temáticas do PSE.
Em relação as ações do Componete III (PSE), assinale a alternativa correta:
Alternativas:
(alternativa A)
I, apenas.
(alternativa B) (CORRETA) 
I, II, III e IV. 
(alternativa C)
I, III e IV, apenas
(alternativa D)
I e II, apenas.
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Resposta comentada:
A parceria entre Educação e Saúde desenvolve estruturas de formação e materiais didático-
pedagógicos que atendem às necessidades de implantação das ações de:
– Planejamento, monitoramento e avaliação do PSE, no qual o público-alvo são os integrantes da
Saúde e da Educação que compõem os Grupos de Trabalhos Intersetoriais (GTIs).
– Avaliação das condições de saúde, de promoção da saúde e de prevenção a riscos e agravos à
saúde, no qual o público-alvo são os profissionais das equipes de Atenção Básica, das Unidades
de Saúde, das escolas e dos jovens educandos.
Nesse sentido, são utilizadas as seguintes estratégias: a) Formação do Grupo de Trabalho
Intersetorial(GTI) – Formação permanente que se dá por meio de oficinas, ensino a distância e
apoio institucional da esfera federal aos estados e municípios e dos estados aos municípios.
COMPONENTE III FORMAÇÃO 8 28 MINISTÉRIO DA SAÚDE b) Formação de jovens
protagonistas para o PSE/SPE – Por meio da metodologia de educação de pares, busca-se a
valorização do jovem como protagonista na defesa dos direitos à saúde. c) Formação de
profissionais da Educação e da Saúde nos temas relativos ao Programa Saúde na Escola –
Realização de atividades de educação permanente de diversas naturezas, junto aos professores,
merendeiros, agentes comunitários de saúde, auxiliares de Enfermagem, enfermeiros, médicos e
outros profissionais das escolas e das equipes de Atenção Básica, em relação aos vários temas
de avaliação das condições de saúde, de prevenção e promoção da saúde, objeto das demais
atividades propostas pelo PSE. d) Cursos de educação a distância (EaD) – Divulgação de cursos
online elaborados em parceria com universidades, agências das Nações Unidas e órgãos do
governo para profissionais da Saúde e da Educação abrangendo as temáticas do PSE: Saber
Saúde (Instituto Nacional de Câncer – Inca); Juventudes e Sexualidades (Organização das
Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura – Unesco); Prevenção ao Uso de Drogas
(Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas – Senad/Universidade de Brasília – UnB/Ministério
da Educação – MEC); Desenvolvimento Integral na Primeira Infância (Ministério da Saúde – MS);
entre outros. 
Referência Bibliográfica:
Brasil. Ministério da Saúde. Caderno do gestor do PSE / Ministério da Saúde, Ministério da
Educação. – Brasília : Ministério da Saúde, 2015.
Feedback:
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6ª QUESTÃO
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Enunciado:
(UNIFIPMOC) Bruna, 30 anos, procura a Unidade de Saúde a fim de obter atendimento para seu
filho de 15 dias de vida. Durante o atendimento, informa que o menino nasceu de parto cesárea e
está tendo muita dificuldade para amamentar, e que está usando o complemento à base de
fórmula infantil. Isso a deixa triste porque deseja amamentar seu filho de maneira exclusiva. A
médica realizou várias orientações sobre como proceder para estimular o aleitamento materno
exclusivo. Além disso, a encaminhou para a enfermeira da unidade para que possa ser realizado
um acompanhamento acerca da estimulação do aleitamento materno exclusivo. Após a consulta,
Bruna participou de uma atividade educativa sobre a importância do acompanhamento de
puericultura para o adequado crescimento e desenvolvimento da criança. A Política Nacional de
Atenção Integral à Saúde da Criança (PNAISC) estrutura-se em 07 (sete) eixos estratégicos. 
Sobre os eixos que foram contemplados por meio das ações apresentadas nesse caso veja as
afirmações seguintes:
 
I Foram abordados os dois eixos Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável e
Atenção Integral à Criança em Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e Promoção da
Cultura de Paz.
II O eixo Atenção Integral à Criança em Situação de Violências, Prevenção de Acidentes e
Promoção da Cultura de Paz foi a base para as abordagens realizadas.
III Foram abordados os eixos Aleitamento Materno e Alimentação Complementar Saudável e
Promoção e acompanhamento do crescimento e do desenvolvimento integral.
IV Um dos eixos norteadores foi Vigilância e Prevenção do Óbito Infantil, Fetal e Materno
evidenciado pela ação de orientar sobre a importância da puericultura.
É correto apenas o que se afirma em:
Alternativas:
(alternativa A)
I e II.
(alternativa B) (CORRETA) 
III.
(alternativa C)
I e IV.
(alternativa D)
II e III.
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Resposta comentada:
As ações estratégicas do eixo: Aleitamento materno e alimentação complementar saudável são
voltadas para a promoção do aleitamento materno de maneira exclusiva até o sexto mês e até os
dois anos de forma complementar. Inclui ações estratégicas durante o pré-natal, parto e puerpério
que serão fundamentais para favorecer o aleitamento materno. Prevê ainda a criação de locais
específicos para esse apoio como os bancos de leite.
As ações estratégicas do eixo: Promoção e acompanhamento do crescimento e do
desenvolvimento integral: A reflexão por parte dos profissionais de saúde é importante na
abordagem da importância da puericultura e do seu impacto positivo no crescimento e
desenvolvimento das crianças.
Referência:
Política Nacional de Atenção Integral à Saúde da Criança: orientações para implementação /
Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de Ações Programáticas
Estratégicas. – Brasília: Ministério da Saúde, 2018. Disponível em: Política-Nacional-de-
AtençãoIntegral-à-Saúde-da-Criança-PNAISC-Versão-Eletrônica.pdf (fiocruz.br).
Feedback:
--
7ª QUESTÃO
Enunciado:
( AFYA IPATINGA) Puérpera de 29 anos recebe, em sua casa, a visita do médico da UBS para
conhecer seu filho com 5 dias de vida. RN nasceu via parto vaginal, prematuro tardio (IG = 35
semanas), AIG, Apgar 8/9, peso de nascimento 3.650 g e permaneceu em alojamento conjunto
todo o tempo e teve alta com a mãe após 24 horas de vida. Mãe sem queixas. A criança foi
avaliada em sua primeira consulta de puericultura. Ao exame físico, recém nascido alerta,
tranquilo ao manuseio, ictérico 1+/4+, em aleitamento materno exclusivo, com eliminações
fisiológicas presentes. Peso na consulta = 3465 g. Demais exame físico sem anormalidades.
Qual a orientação adequada para o binômio mãe bebê neste momento?
Alternativas:
(alternativa A) (CORRETA) 
A criança perdeu menos de 10% do peso de nascimento na 1ª semana de vida, sendo esperado e
adequado para o momento, e por isso, deve seguir em aleitamento materno exclusivo.
(alternativa B)
A criança perdeu menos de 10% do peso de nascimento na 1ª semana de vida, porém como está
ictérica, precisa de fórmula láctea complementar para aumentar a depuração de bilirrubinas.
(alternativa C)
A criança está perdendo peso após 72 horas de vida, sendo essa perda inadequada para seu
tempo de vida, já que deveria ganhar peso e, por isso, precisa de fórmula láctea complementar.
(alternativa D)
A criança perdeu mais de 5% do peso de nascimento na 1ª semana de vida e por isso precisa de
complemento com fórmula láctea adequada para a idade.
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Resposta comentada:
A criança a termo, AIG, como a do relato de caso, pode perder até 10% do peso de nascimento
na primeira semana de vida. Dessa forma, neste caso, a criança deve ser mantida em
aleitamento materno exclusivo. A icterícia descrita é fisiológica e não requer nenhuma medida
neste momento além de observação e reavaliação se progressão. A prescrição de fórmula láctea
mesmo que adequada para a idade deve ocorrer apenas frente a indicações específicas como,
por exemplo, hipogalactia materna confirmada.
Referência bibliográfica:
BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de atenção básica.
Saúde da Criança: Crescimento e desenvolvimento Brasília, 2012. Cap.2 e 3. 
CAMPOS JUNIOR, D. et al. Tratado de Pediatria da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
5 ed. São Paulo: Manole, 2022.
Feedback:
--
8ª QUESTÃO
Enunciado:
(FMIT) Uma menina de 18 meses é levada à consulta de puericultura pela mãe, que relata
preocupações sobre o desenvolvimento da filha. A mãe menciona que a criança começou a andar
sozinha aos 13 meses e agora já consegue subir escadas com apoio. Ela também fala algumas
palavras como “mamãe” e “papai”, e gosta de brincar de empilhar blocos. No entanto, a mãe está
preocupada porque sua filha ainda usa fraldas e não consegue controlar os esfíncteres.
Com base nas informações fornecidas e nos marcos do desenvolvimento infantil, avalie as
seguintes assertivas:
I. A menina está dentro do esperado para o desenvolvimento motor grosso, considerando que já
anda sozinha e sobe escadas com apoio.
II. A habilidade de falar algumaspalavras simples como “mamãe” e “papai” está dentro do
esperado para sua idade.
III. A capacidade de brincar de empilhar blocos é um indicativo de que a criança está
desenvolvendo habilidades motoras finas adequadas para sua idade.
IV. O fato de a menina ainda usar fraldas e não controlar os esfíncteres é considerado normal
para a sua idade.
Após análise das assertivas, qual das alternativas a seguir está correta?
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Alternativas:
(alternativa A)
Apenas as assertivas I, II e III estão corretas.
(alternativa B) (CORRETA) 
As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
(alternativa C)
Apenas as assertivas I, II e IV estão corretas.
(alternativa D)
Apenas as assertivas II e IV estão corretas.
Resposta comentada:
Resposta correta: As assertivas I, II, III e IV estão corretas.
Comentário:
I. A menina está dentro do esperado para o desenvolvimento motor grosso, considerando que já
anda sozinha e sobe escadas com apoio.
Correto. A menina está dentro do esperado para o desenvolvimento motor grosso ao andar
sozinha e subir escadas com apoio, conforme os marcos de desenvolvimento para sua idade.
II.O fato de falar algumas palavras simples como “mamãe” e “papai” está dentro do esperado para
sua idade.
Correto. Falar palavras simples como “mamãe” e “papai” é esperado para crianças de 18 meses
e está alinhado com os marcos de desenvolvimento da linguagem.
III.A habilidade de brincar de empilhar blocos é um indicativo de que a criança está desenvolvendo
habilidades motoras finas adequadas para sua idade.
Correto. Brincar de empilhar blocos demonstra habilidades motoras finas apropriadas para a
idade da criança.
IV. O fato de a menina ainda usar fraldas e não controlar os esfíncteres é considerado normal
para a sua idade.
Correto. O uso de fraldas e a falta de controle dos esfíncteres ainda são esperados para uma
criança de 18 meses, conforme os marcos de desenvolvimento. O treinamento para o controle
dos esfíncteres geralmente começa por volta dos 2 anos de idade.
Referência: 
BRASIL. Acompanhamento do desenvolvimento. In: BRASIL. Saúde da Criança: Crescimento e
desenvolvimento. Brasília, 2012. Cap. 8, p. 119.
Feedback:
--
9ª QUESTÃO
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Enunciado:
( UNIFIPMOC) A médica Renata trabalha há 6 meses na equipe “Raio de Sol” e durante uma
análise dos dados do relatório do Sisab ela percebeu um alto registro de crianças com problemas
respiratórios. Isso a deixou preocupada. Na semana seguinte, a agente comunitária, Adriana,
pediu a médica para realizar uma visita em sua área. Tratava-se da família de Sara, uma criança
de 6 anos, que apresentava dificuldades respiratórias como: tosse frequente que piora durante a
noite e também quando faz esforços como correr ou brincar de bola. Essa situação tem piorado
nos últimos meses. Durante a visita a médica pode observar que há uma obra de um prédio em
um lote exatamente na parte de trás da casa de Sara. Por isso a poeira tem se acumulado muito
mais que antes.
Com base no caso clínico acima, responda:
a) (0,5 ponto) Qual a hipótese diagnóstica de Sara?
b) (1,0) Indique três condutas importantes para o controle da situação. Justifique.
Alternativas:
--
Resposta comentada:
Asma. Asma é uma das doenças respiratórias crônicas mais comuns. As principais
características dessa doença pulmonar são dificuldade de respirar, chiado e aperto no peito,
respiração curta e rápida. Os sintomas pioram à noite e nas primeiras horas da manhã ou em
resposta à prática de exercícios físicos, à exposição a alérgenos, à poluição ambiental e a
mudanças climáticas.
 Para o controle da doença é importante:
Deixar o ambiente limpo e ventilado a fim de evitar a proliferação de ácaros;
Usar vapor para limpar a casa a fim de evitar ácaros e outros alérgenos;
Cuidar diariamente da poeira que está se acumulando na casa com a retirada de
tapetes, sofás de tecido, pelúcias e cortinas. Importante também utilizar capas
impermeáveis nos colchões e travesseiros.
Como a prática de atividade física é desejável para a criança o ideal é praticar
exercícios e usar medicamentos para o broncoespasmo antes do exercício. Se
necessário.
Referência: 
SATO, M; SUCUPIRA, ACSL. Criança com sibilância. In: GUSSO, G.; LOPES, J. M. C.
(Org.). Tratado de medicina de família e comunidade: princípios, formação e prática. Porto
Alegre: Artmed, 2018. Cap. 115.
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10ª QUESTÃO
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Enunciado:
( AFYA MANACAPURU) Durante uma consulta de rotina em uma Unidade Básica de Saúde, um
estudante de medicina acompanha uma consulta de puericultura. O Médico de Família e
Comunidade, recebe João, uma criança de 3 anos, acompanhado por sua mãe. Durante a
avaliação, foram registrados os dados de peso e altura da criança e inseridas essas informações
em uma curva de crescimento. Analise o gráfico de crescimento apresentado abaixo.
Padrões de Crescimento Infantil da OMS, 2006. (Adaptado)
Com base na análise do gráfico apresentado, avalie a conduta mais adequada diante desse
achado.
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Alternativas:
(alternativa A)
Informar à mãe que a variação no gráfico não é preocupante, pois nessa idade a criança ainda
está em desenvolvimento e João vai recuperar o peso com o tempo, sem necessidade de
intervenções adicionais.
(alternativa B)
Prescrever um suplemento vitamínico e recomendar que a mãe o ofereça a João de modo
contínuo sem realizar qualquer outra mudança na dieta ou rotina, sem necessidade de
intervenções médicas adicionais.
(alternativa C)
Orientar a mãe a aumentar a quantidade de alimentos calóricos na dieta de João, incluindo mais
doces e alimentos processados para acelerar o ganho de peso, sem necessidade de
intervenções médicas adicionais.
(alternativa D) (CORRETA) 
Investigar as causas da magreza acentuada e monitorar regularmente seu crescimento com o
plano alimentar e de saúde adequado. Além disso, realizar uma avaliação multidisciplinar com
equipe da unidade. 
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Resposta comentada:
Resposta correta: Encaminhar João para uma avaliação multidisciplinar com nutricionista e
pediatra, investigar as causas da magreza acentuada, e monitorar regularmente seu crescimento
com o plano alimentar e de saúde adequado.
Resposta comentada: Interpretação do Gráfico: O gráfico de crescimento indica que a criança
está com peso abaixo dos padrões normais para a idade, situando-se em uma faixa que sugere
magreza acentuada. Isso pode ser identificado pelo posicionamento do peso abaixo do percentil 3
ou 5, dependendo do padrão de referência utilizado.
Suspeita Clínica: Magreza acentuada em crianças pequenas pode ser um sinal de desnutrição
ou de algum outro problema de saúde subjacente, como má absorção de nutrientes, doenças
crônicas ou infecções recorrentes.
Conduta recomendada: diante dessa situação, a conduta recomendada inclui:
Investigação das Causas: O pediatra deve investigar possíveis causas subjacentes, como
problemas gastrointestinais, distúrbios endócrinos, ou outras condições médicas que possam
estar afetando o crescimento da criança.
Intervenção Nutricional: É essencial iniciar uma intervenção nutricional intensiva para corrigir o
déficit de peso. Isso pode incluir o aumento da ingestão calórica, suplementação alimentar, e o
acompanhamento por um nutricionista pediátrico para assegurar que a criança está recebendo
uma nutrição adequada.
Monitoramento Contínuo: O acompanhamento contínuo do crescimento da criança é
necessário para avaliar a eficácia da intervenção e ajustar o plano de cuidado conforme
necessário.
Referência: 
BRASIL, Ministério da Saúde. Secretaria de Atenção à Saúde. Departamento de atenção básica.
Saúde da Criança: Crescimento e desenvolvimento Brasília, 2012. Cap. 7 e 8. Disponível em:
https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cadernos_atencao_basica_33.pd.
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