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Universidade Federal de 
Santa Catarina - UFSC 
 
Assistente em Administração 
 
 
 
Língua Portuguesa 
Compreensão e interpretação de textos: ideias principais e secundárias, explícitas e implícitas; fatos e 
opiniões; relações intratextuais e intertextuais. ............................................................................................................ 1 
Coesão e coerência textual. .............................................................................................................................................. 12 
 Vocabulário: sentido de palavras e de expressões no texto; denotação e conotação. ........................................ 16 
Aspectos gramaticais: concordância e regência verbal e nominal; funcionamento de diferentes recursos 
gramaticais no texto (níveis fonético-fonológico, morfológico, sintático e semântico); ..................................... 21 
Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 66 
Gêneros textuais: formas e funções. .............................................................................................................................. 68 
 
 
Noções de Informática 
Componentes de um computador e periféricos; ............................................................................................................ 1 
Utilização do sistema operacional Windows. ................................................................................................................. 9 
Utilização dos aplicativos Microsoft Office Word, Excel e Power Point 2013. ...................................................... 18 
Utilização de tecnologias, ferramentas e aplicativos associados à Internet. ......................................................... 38 
 
 
Raciocínio Lógico 
Sequências lógicas ................................................................................................................................................................ 1 
Gráficos e séries estatísticas: análise e interpretação ................................................................................................ 12 
Problemas com números naturais ................................................................................................................................. 17 
Problemas com números fracionários........................................................................................................................... 18 
Grandezas diretamente proporcionais; Grandezas inversamente proporcionais; Divisão de um número em 
partes diretamente proporcionais e inversamente proporcionais .......................................................................... 20 
Porcentagem ...................................................................................................................................................................... 25 
Regra de três simples e composta .................................................................................................................................. 26 
Cálculo de probabilidades................................................................................................................................................ 29 
 
 
Noções de Sustentabilidade 
Agenda Ambiental da Administração Pública – A3P (seis eixos temáticos: Uso dos recursos naturais; Qualidade 
de vida no ambiente de trabalho; Sensibilização dos servidores para a sustentabilidade; Compras sustentáveis; 
Construções sustentáveis; e Gestão de resíduos sólidos.) ........................................................................................... 1 
 
 
Apostila Digital Licenciada para Cintia Luiz - tita.cintia@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
Conhecimentos Específicos 
1. Administração geral: evolução das teorias da administração, ideias e conceitos fundamentais. ..................... 1 
2. Organização do trabalho: departamentalização, planejamento, tomada de decisão, objetivos, gráficos de 
organização, controle, ambiente externo. .................................................................................................................... 21 
3. Relações humanas no trabalho: motivação, comunicação, liderança, trabalho em equipe, a organização 
informal. ............................................................................................................................................................................. 51 
4. Gestão de pessoas nas organizações. ........................................................................................................................ 73 
5. Orçamento e finanças públicas. .................................................................................................................................. 80 
Constituição Federal de 1988, Título VI, Capítulo II e suas alterações. ................................................................. 105 
6. Administração de compras, administração de materiais, ................................................................................... 111 
Lei 8.666, de 21 de junho de 1993 e suas alterações. .............................................................................................. 125 
7. Arquivo e documentação. Lei nº 8.159, de 8 de janeiro de 1991 e suas alterações. ...................................... 152 
8. Redação oficial. ........................................................................................................................................................... 160 
9. Noções de direito administrativo: estrutura e princípios da administração pública ..................................... 180 
Ato administrativo. ........................................................................................................................................................ 187 
10. Estrutura e funcionamento da Universidade: Estatuto ..................................................................................... 196 
Regimento da Universidade Federal de Santa Catarina. ......................................................................................... 206 
11. Regime Jurídico Único (Lei 8.112, de 11 de dezembro de 1990 e suas alterações). ..................................... 218 
 
 
 
Apostila Digital Licenciada para Cintia Luiz - tita.cintia@hotmail.com (Proibida a Revenda) - www.apostilasopcao.com.br
 
 
 
 
 
A apostila OPÇÃO não está vinculada a empresa organizadora do concurso público a que se destina, 
assim como sua aquisição não garante a inscrição do candidato ou mesmo o seu ingresso na carreira 
pública. 
 
O conteúdo dessa apostila almeja abordar os tópicos do edital de forma prática e esquematizada, 
porém, isso não impede que se utilize o manuseio de livros, sites, jornais, revistas, entre outros meios 
que ampliem os conhecimentos do candidato, visando sua melhor preparação. 
 
Atualizações legislativas, que não tenham sido colocadas à disposição até a data da elaboração da 
apostila, poderão ser encontradas gratuitamente no site das apostilas opção, ou nos sites 
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Informamos que não são de nossa responsabilidade as alterações e retificações nos editais dos 
concursos, assim como a distribuição gratuita do material retificado, na versão impressa, tendo em vista 
que nossas apostilas são elaboradas de acordo com o edital inicial. Porém, quando isso ocorrer, inserimos 
em nosso site, www.apostilasopcao.com.br, no link “erratas”, a matéria retificada, e disponibilizamos 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 1 
 
 
 
 
COMPREENSÃO DO TEXTO 
 
Há duas operações diferentes no entendimento de um texto. 
A primeira é a apreensão, que é a captação das relações que 
cada parte mantém com as outras no interior do texto. No 
entanto, ela não é suficiente para entender o sentido integral. 
Uma pessoa que conhecesse todas as palavras do texto, mas 
não conhecesse o universo dos discursos, não entenderia o 
significado do mesmo. Por isso, é preciso colocar o texto 
dentro do universo discursivo a que ele pertence e no interior 
do qual ganha sentido. Alguns teóricos chamam o universo 
discursivo de “conhecimento de mundo”, mas chamaremos essa 
operação de compreensão. 
E assim teremos: 
 
Apreensão + Compreensão = Entendimento do texto 
 
Para ler e entender um texto é preciso atingir dois níveis 
de leitura, sendo a primeira a informativa e a segunda à de 
reconhecimento. 
A primeira deve ser feita cuidadosamente por ser o 
primeiro contato com o texto, extraindo-se informações e se 
preparando para a leitura interpretativa. Durante a 
interpretação grife palavras-chave, passagens importantes; 
tente ligar uma palavra à ideia central de cada parágrafo. 
A última fase de interpretação concentra-se nas perguntas 
e opções de respostas. Marque palavras como não, exceto, 
respectivamente, etc., pois fazem diferença na escolha 
adequada. 
Retorne ao texto mesmo que pareça ser perda de tempo. 
Leia a frase anterior e posterior para ter ideia do sentido global 
proposto pelo autor. 
Um texto para ser compreendido deve apresentar ideias 
seletas e organizadas, através dos parágrafos que é composto 
pela ideia central, argumentação e/ou desenvolvimento e a 
conclusão do texto. 
A alusão histórica serve para dividir o texto em pontos 
menores, tendo em vista os diversos enfoques. 
Convencionalmente, o parágrafo é indicado através da 
mudança de linha e um espaçamento da margem esquerda. 
Uma das partes bem distintas do parágrafo é o tópico 
frasal, ou seja, a ideia central extraída de maneira clara e 
resumida. 
Atentando-se para a ideia principal de cada parágrafo, 
asseguramos um caminho que nos levará à compreensão do 
texto. 
Produzir um texto é semelhante à arte de produzir um 
tecido, o fio deve ser trabalhado com muito cuidado para que 
o trabalho não se perca. Por isso se faz necessária a 
compressão da coesão e coerência. 
 
Coesão 
É a amarração entre as várias partes do texto. Os principais 
elementos de coesão são os conectivos e vocábulos 
gramaticais, que estabelecem conexão entre palavras ou 
partes de uma frase. O texto deve ser organizado por nexos 
adequados, com sequência de ideias encadeadas logicamente, 
evitando frases e períodos desconexos. Para perceber a falta 
de coesão, a melhor atitude é ler atentamente o seu texto, 
procurando estabelecer as possíveis relações entre palavras 
que formam a oração e as orações que formam o período e, 
finalmente, entre os vários períodos que formam o texto. Um 
texto bem trabalhado sintática e semanticamente resulta num 
texto coeso. 
 
Coerência 
 
A coerência está diretamente ligada à possibilidade de 
estabelecer um sentido para o texto, ou seja, ela é que faz com 
que o texto tenha sentido para quem lê. Na avaliação da 
coerência será levado em conta o tipo de texto. Em um texto 
dissertativo, será avaliada a capacidade de relacionar os 
argumentos e de organizá-los de forma a extrair deles 
conclusões apropriadas; num texto narrativo, será avaliada 
sua capacidade de construir personagens e de relacionar ações 
e motivações. 
 
Tipos de Composição 
 
Descrição: é representar verbalmente um objeto, uma 
pessoa, um lugar, mediante a indicação de aspectos 
característicos, de pormenores individualizantes. Requer 
observação cuidadosa, para tornar aquilo que vai ser descrito 
um modelo inconfundível. Não se trata de enumerar uma série 
de elementos, mas de captar os traços capazes de transmitir 
uma impressão autêntica. Descrever é mais que apontar, é 
muito mais que fotografar. É pintar, é criar. Por isso, impõe-se 
o uso de palavras específicas, exatas. 
 
Narração: é um relato organizado de acontecimentos reais 
ou imaginários. São seus elementos constitutivos: 
personagens, circunstâncias, ação; o seu núcleo é o incidente, 
o episódio, e o que a distingue da descrição é a presença de 
personagens atuantes, que estão quase sempre em conflito. A 
narração envolve: 
- Quem? Personagem; 
- Quê? Fatos, enredo; 
- Quando? A época em que ocorreram os acontecimentos; 
- Onde? O lugar da ocorrência; 
- Como? O modo como se desenvolveram os 
acontecimentos; 
- Por quê? A causa dos acontecimentos; 
 
Dissertação: é apresentar ideias, analisá-las, é estabelecer 
um ponto de vista baseado em argumentos lógicos; é 
estabelecer relações de causa e efeito. Aqui não basta expor, 
narrar ou descrever, é necessário explanar e explicar. O 
raciocínio é que deve imperar neste tipo de composição, e 
quanto maior a fundamentação argumentativa, mais brilhante 
será o desempenho. 
 
Sentidos Próprio e Figurado 
 
Comumente afirma-se que certas ocorrências de discurso 
têm sentido próprio e sentido figurado. Geralmente os 
exemplos de tais ocorrências são metáforas. Assim, em “Maria 
é uma flor” diz-se que “flor” tem um sentido próprio e um 
sentido figurado. O sentido próprio é o mesmo do enunciado: 
“parte do vegetal que gera a semente”. O sentido figurado é o 
mesmo de “Maria, mulher bela, etc.” O sentido próprio, na 
acepção tradicional não é próprio ao contexto, mas ao termo. 
Compreensão e 
interpretação de textos: ideias 
principais e secundárias, 
explícitas e implícitas; fatos e 
opiniões; relações 
intratextuais e intertextuais. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 2 
O sentido tradicionalmente dito próprio sempre 
corresponde ao que definimos aqui como sentido imediato do 
enunciado. Além disso, alguns autores o julgam como sendo o 
sentido preferencial, o que comumente ocorre. 
O sentido dito figurado é o do enunciado que substitui a 
metáfora, e que em leitura imediata leva à mesma mensagem 
que se obtém pela decifração da metáfora. 
O conceito de sentido próprio nasce do mito da existência 
da leitura ingênua, que ocorre esporadicamente, é verdade, 
mas nunca mais que esporadicamente. 
Não há muito que criticar na adoção dos conceitos de 
sentido próprio e sentido figurado, pois ela abre um caminho 
de abordagem do fenômeno da metáfora. O que é passível de 
crítica é a atribuição de status diferenciado para cada uma das 
categorias. Tradicionalmente o sentido próprio carrega uma 
conotação de sentido “natural”, sentido “primeiro”. 
Invertendo a perspectiva, com os mesmos argumentos, 
poderíamos afirmar que “natural”, “primeiro” é o sentido 
figurado, afinal, é o sentido figurado que possibilita a correta 
interpretação do enunciado e não o sentido próprio. Se o 
sentido figurado é o “verdadeiro” para o enunciado,por que 
não chamá-lo de “natural”, “primeiro”? 
Pela lógica da Retórica tradicional, essa inversão de 
perspectiva não é possível, pois o sentido figurado está 
impregnado de uma conotação desfavorável. O sentido 
figurado é visto como anormal e o sentido próprio, não. Ele 
carrega uma conotação positiva, logo, é natural, primeiro. 
A Retórica tradicional é impregnada de moralismo e 
estetização e até a geração de categorias se ressente disso. 
Essa tendência para atribuir status às categorias é uma 
constante do pensamento antigo, cuja índole era 
hierarquizante, sempre buscando uma estrutura piramidal 
para o conhecimento, o que se estende até hoje em algumas 
teorias modernas. 
Ainda hoje, apesar da imparcialidade típica e necessária ao 
conhecimento científico, vemos conotações de valor sendo 
atribuídas a categorias retóricas a partir de considerações 
totalmente externas a ela. Um exemplo: o retórico que tenha 
para si a convicção de que a qualidade de qualquer discurso se 
fundamenta na sua novidade, originalidade, imprevisibilidade, 
tenderá a descrever os recursos retóricos como “desvios da 
normalidade”, pois o que lhe interessa é pôr esses recursos 
retóricos a serviço de sua concepção estética. 
 
Sentido Imediato 
 
Sentido imediato é o que resulta de uma leitura imediata 
que, com certa reserva, poderia ser chamada de leitura 
ingênua ou leitura de máquina de ler. 
Uma leitura imediata é aquela em que se supõe a existência 
de uma série de premissas que restringem a decodificação tais 
como: 
- As frases seguem modelos completos de oração da língua. 
- O discurso é lógico. 
- Se a forma usada no discurso é a mesma usada para 
estabelecer identidades lógicas ou atribuições, então, tem-se, 
respectivamente, identidade lógica e atribuição. 
- Os significados são os encontrados no dicionário. 
- Existe concordância entre termos sintáticos. 
- Abstrai-se a conotação. 
- Supõe-se que não há anomalias linguísticas. 
- Abstrai-se o gestual, o entoativo e editorial enquanto 
modificadores do código linguístico. 
- Supõe-se pertinência ao contexto. 
- Abstrai-se iconias. 
- Abstrai-se alegorias, ironias, paráfrases, trocadilhos, etc. 
- Não se concebe a existência de locuções e frases feitas. 
- Supõe-se que o uso do discurso é comunicativo. Abstrai-
se o uso expressivo, cerimonial. 
 
Admitindo essas premissas, o discurso será indecifrável, 
ininteligível ou compreendido parcialmente toda vez que nele 
surgirem elipses, metáforas, metonímias, oximoros, ironias, 
alegorias, anomalias, etc. Também passam despercebidas as 
conotações, as iconias, os modificadores gestuais, entoativos, 
editoriais, etc. 
Na verdade, não existe o leitor absolutamente ingênuo, que 
se comporte como uma máquina de ler, o que faz do conceito 
de leitura imediata apenas um pressuposto metodológico. O 
que existe são ocorrências eventuais que se aproximam de 
uma leitura imediata, como quando alguém toma o sentido 
literal pelo figurado, quando não capta uma ironia ou fica 
perplexo diante de um oximoro. 
Há quem chame o discurso que admite leitura imediata de 
grau zero da escritura, identificando-a como uma forma mais 
primitiva de expressão. Esse grau zero não tem realidade, é 
apenas um pressuposto. Os recursos de Retórica são 
anteriores a ele. 
 
Sentido Preferencial 
Para compreender o sentido preferencial é preciso 
conceber o enunciado descontextualizado ou em contexto de 
dicionário. Quando um enunciado é realizado em contexto 
muito rarefeito, como é o contexto em que se encontra uma 
palavra no dicionário, dizemos que ela está 
descontextualizada. Nesta situação, o sentido preferencial é o 
que, na média, primeiro se impõe para o enunciado. Óbvio, o 
sentido que primeiro se impõe para um receptor pode não ser 
o mesmo para outro. Por isso a definição tem de considerar o 
resultado médio, o que não impede que pela necessidade 
momentânea consideremos o significado preferencial para 
dado indivíduo. 
Algumas regularidades podem ser observadas nos 
significados preferenciais. Por exemplo: o sentido preferencial 
da palavra porco costuma ser: “animal criado em granja para 
abate”, e nunca o de “indivíduo sem higiene”. Em outras 
palavras, geralmente o sentido que admite leitura imediata se 
impõe sobre o que teve origem em processos metafóricos, 
alegóricos, metonímicos. Mas esta regra não é geral. Vejamos 
o seguinte exemplo: “Um caminhão de cimento”. O sentido 
preferencial para a frase dada é o mesmo de “caminhão 
carregado com cimento” e não o de “caminhão construído com 
cimento”. Neste caso o sentido preferencial é o metonímico, o 
que contrapõe a tese que diz que o sentido “figurado” não é o 
“primeiro significado da palavra”. Também é comum o sentido 
mais usado se impor sobre o menos usado. 
Para certos termos é difícil estabelecer o sentido 
preferencial. Um exemplo: Qual o sentido preferencial de 
manga? O de fruto ou de uma parte da roupa? 
 
Questões 
 
01. (SEDS/PE - Sargento Polícia Militar - 
MS/CONCURSOS) O preenchimento adequado da manchete: 
“Pelé afirma que a seleção está bem, ______Portugal e Espanha 
também estão bem preparadas.” faz parte de um recurso de: 
 
(A) Adequação vocabular. 
(B) Falta de coesão. 
(C) Incoerência. 
(D) Coesão. 
(E) Coerência. 
 
02. (SEDUC/PI - Professor - NUCEP) O sentido da frase: 
Equivale dizer, ainda, que nós somos sujeitos de nossa história 
e de nossa realidade, considerando-se a palavra destacada, 
continuará inalterado, em: 
 
(A) Equivale dizer, talvez, que nós somos sujeitos de nossa 
história e de nossa realidade. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 3 
(B) Equivale dizer, por outro lado, que nós somos sujeitos 
de nossa história e de nossa realidade. 
(C) Equivale dizer, preferencialmente, que nós somos 
sujeitos de nossa história e de nossa realidade. 
(D) Equivale dizer, novamente, que nós somos sujeitos de 
nossa história e de nossa realidade. 
(E) Equivale dizer, também, que nós somos sujeitos de 
nossa história e de nossa realidade. 
 
03. (TJ/SP - Agente de Fiscalização Judiciária - 
VUNESP) 
 
No fim da década de 90, atormentado pelos chás de cadeira 
que enfrentou no Brasil, Levine resolveu fazer um 
levantamento em grandes cidades de 31 países para descobrir 
como diferentes culturas lidam com a questão do tempo. A 
conclusão foi que os brasileiros estão entre os povos mais 
atrasados - do ponto de vista temporal, bem entendido - do 
mundo. Foram analisadas a velocidade com que as pessoas 
percorrem determinada distância a pé no centro da cidade, o 
número de relógios corretamente ajustados e a eficiência dos 
correios. Os brasileiros pontuaram muito mal nos dois 
primeiros quesitos. No ranking geral, os suíços ocupam o 
primeiro lugar. O país dos relógios é, portanto, o que tem o 
povo mais pontual. Já as oito últimas posições no ranking são 
ocupadas por países pobres. 
O estudo de Robert Levine associa a administração do 
tempo aos traços culturais de um país. "Nos Estados Unidos, 
por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor 
cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância 
às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz 
o psicólogo. Uma série de entrevistas com cariocas, por 
exemplo, revelou que a maioria considera aceitável que um 
convidado chegue mais de duas horas depois do combinado a 
uma festa de aniversário. Pode-se argumentar que os 
brasileiros são obrigados a ser mais flexíveis com os horários 
porque a infraestrutura não ajuda. Como ser pontual se o 
trânsito é um pesadelo e não se pode confiar no transporte 
público? 
(Veja, 2009.) 
 
Há emprego do sentido figurado das palavras em: 
(A) ... os brasileiros estão entre os povos mais atrasados... 
(B) No ranking geral, os suíços ocupam o primeiro lugar. 
(C) Os brasileiros ... dão mais importância às relações 
sociais... 
(D) Como ser pontual se o trânsitoé um pesadelo... 
(E) ... não se pode confiar no serviço público? 
 
04. (UNESP - Assistente Administrativo - 
VUNESP/2016) 
 
O gavião 
 
Gente olhando para o céu: não é mais disco voador. Disco 
voador perdeu o cartaz com tanto satélite beirando o sol e a 
lua. Olhamos todos para o céu em busca de algo mais 
sensacional e comovente – o gavião malvado, que mata 
pombas. 
O centro da cidade do Rio de Janeiro retorna assim à 
contemplação de um drama bem antigo, e há o partido das 
pombas e o partido do gavião. Os pombistas ou pombeiros 
(qualquer palavra é melhor que “columbófilo”) querem matar 
o gavião. Os amigos deste dizem que ele não é malvado tal; na 
verdade come a sua pombinha com a mesma inocência com 
que a pomba come seu grão de milho. 
Não tomarei partido; admiro a túrgida inocência das 
pombas e também o lance magnífico em que o gavião se 
despenca sobre uma delas. Comer pombas é, como diria Saint-
Exupéry, “a verdade do gavião”, mas matar um gavião no ar 
com um belo tiro pode também ser a verdade do caçador. 
Que o gavião mate a pomba e o homem mate alegremente 
o gavião; ao homem, se não houver outro bicho que o mate, 
pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro 
homem. 
 (Rubem Braga. Ai de ti, Copacabana, 1999) 
 
O termo gavião, destacado em sua última ocorrência no texto 
– … pode lhe suceder que ele encontre seu gavião em outro 
homem. –, é empregado com sentido: 
 
(A) próprio, equivalendo a inspiração. 
(B) próprio, equivalendo a conquistador. 
(C) figurado, equivalendo a ave de rapina. 
(D) figurado, equivalendo a alimento. 
(E) figurado, equivalendo a predador. 
 
Gabarito 
01.D / 02.E / 03.D / 04.E 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
 
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao 
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não 
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade, é 
dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de 
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, 
narrativo, possibilidades que se misturam e as tornam 
infinitas. É preciso, para uma boa leitura, exercitar-se na arte 
de pensar, de captar ideias, de investigar as palavras… Para 
isso, devemos entender, primeiro, algumas definições 
importantes: 
 
Texto 
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de 
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações 
de modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, 
um símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma 
novela de televisão também são formas textuais. 
 
Interlocutor 
É a pessoa a quem o texto se dirige. 
 
Texto-modelo 
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você, 
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente. 
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando. 
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado 
com outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? 
(…) 
É normal você querer o máximo de atenção do seu 
namorado, das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte 
mais importante da sua vida.” 
(Revista Capricho) 
 
Modelo de Perguntas 
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar 
quem é o seu interlocutor preferencial? 
Um leitor jovem. 
 
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que 
permitem a você identificar o interlocutor preferencial do 
texto? 
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor 
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser 
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista 
Capricho tem como público-alvo preferencial: meninas 
adolescentes. 
A linguagem informal típica dos adolescentes. 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 4 
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE 
TEXTOS 
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do 
assunto; 
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa 
a leitura; 
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto 
pelo menos duas vezes; 
04) Inferir; 
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar; 
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do 
autor; 
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor 
compreensão; 
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada 
questão; 
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las; 
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-
melhorar-a-interpretacao-de-textos-em-provas/ 
 
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar 
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento 
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O 
mundo moderno cobra de nós inúmeras competências, uma 
delas é a proficiência na língua, e isso não se refere apenas a 
uma boa comunicação verbal, mas também à capacidade de 
entender aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional 
está relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas 
do código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura 
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e 
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise 
de textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar 
suas dúvidas. 
Uma interpretação de texto competente depende de 
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar 
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas 
vezes, apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes 
em um texto, achamos que apenas uma leitura já se faz 
suficiente, o que não é verdade. Interpretar demanda paciência 
e, por isso, sempre releia, pois uma segunda leitura pode 
apresentar aspectos surpreendentes que não foram 
observados anteriormente. Para auxiliar na busca de sentidos 
do texto, você pode também retirar dele os tópicos frasais 
presentes em cada parágrafo, isso certamente auxiliará na 
apreensão do conteúdo exposto. Lembre-se de que os 
parágrafos não estão organizados, pelo menos em um bom 
texto, de maneira aleatória, se estão no lugar que estão, é 
porque ali se fazem necessários, estabelecendo uma relação 
hierárquica do pensamento defendido, retomando ideias 
supracitadas ou apresentando novos conceitos. 
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram 
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não 
costumam conceder espaço para divagações ou hipóteses, 
supostamente contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às 
ideias do autor, isso não quer dizer que você precise ficar preso 
na superfície do texto, mas é fundamental que não criemos, à 
revelia do autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com 
cuidado certamente incorre menos no risco de tornar-se um 
analfabeto funcional e ler com atenção é um exercício que deve 
ser praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de 
nós leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece 
nossas dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos! 
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
interpretacao-texto.html 
 
Questões 
 
O uso da bicicleta no Brasil 
 
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil 
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países 
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta 
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez 
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa 
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que 
oferecem mais vantagens. 
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas e 
a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais na 
calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos 
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e 
prioridade sobre os automotores. 
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à 
bicicleta no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, 
pois as bikes não emitem gases nocivos ao ambiente, não 
consomem petróleo e produzem muito menos sucata de 
metais, plásticos e borracha; a diminuição dos 
congestionamentospor excesso de veículos motorizados, que 
atingem principalmente as grandes cidades; o favorecimento 
da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito bom; e a 
economia no combustível, na manutenção, no seguro e, claro, 
nos impostos. 
No Brasil, está sendo implantado o sistema de 
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por 
exemplo, o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da 
Prefeitura, em parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, 
com quase um ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São 
Paulo, Santos, Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país 
aderirem a esse sistema, mais duas capitais já estão com o 
projeto pronto em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do 
compartilhamento é semelhante em todas as cidades. Em 
Porto Alegre, os usuários devem fazer um cadastro pelo site. O 
valor do passe mensal é R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, 
podendo-se utilizar o sistema durante todo o dia, das 6h às 
22h, nas duas modalidades. Em todas as cidades que já 
aderiram ao projeto, as bicicletas estão espalhadas em pontos 
estratégicos. 
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção não 
está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não sabem 
que a bicicleta já é considerada um meio de transporte, ou 
desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de um 
trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas, 
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas 
vezes, discussões e acidentes que poderiam ser evitados. 
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A 
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão 
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso é 
tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A 
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e 
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos 
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos e 
deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de 
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender 
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para 
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro, 
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com 
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e 
nos pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. 
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) 
 
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de 
locomoção nas metrópoles brasileiras 
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra 
devido à falta de regulamentação. 
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido 
incentivado em várias cidades. 
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela 
maioria dos moradores. 
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os 
demais meios de transporte. 
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade 
arriscada e pouco salutar. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 5 
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos 
objetivos centrais do texto é 
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do 
ciclista. 
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é 
mais seguro do que dirigir um carro. 
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta 
no Brasil. 
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio 
de locomoção se consolidou no Brasil. 
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista 
deve dar prioridade ao pedestre. 
 
03. Considere o cartum de Evandro Alves. 
 
Afogado no Trânsito 
 
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) 
 
Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto 
concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum 
é 
(A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas. 
(B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas. 
(C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas. 
(D) o número excessivo de automóveis nas ruas. 
(E) o uso de novas tecnologias no transporte público. 
 
04. Considere o cartum de Douglas Vieira. 
 
Televisão 
 
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br. Adaptado) 
 
É correto concluir que, de acordo com o cartum , 
(A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro 
ou pela TV são equivalentes. 
(B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma 
imaginação mais ativa. 
(C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém 
que não sabe se distrair. 
(D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto 
assistir a um programa de televisão. 
(E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo 
idêntico, embora ler seja mais prazeroso. 
 
 
Leia o texto para responder às questões: 
 
Propensão à ira de trânsito 
 
Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente 
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro 
do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como 
clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas. 
E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas 
não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas 
também se engajam num comportamento de risco – algumas 
até agem especificamente para irritar o outro motorista ou 
impedir que este chegue onde precisa. 
Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá ter 
antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um 
motorista a tomar decisões irracionais. 
Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante. 
Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa 
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos. 
Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas 
também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de 
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no 
momento. 
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que 
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros 
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao 
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um 
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos 
concentrarmos em nós mesmos, descartando o aspecto 
comunitário do ato de dirigir. 
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o Dr. 
James acredita que a causa principal da ira de trânsito não são 
os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim 
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças 
aprendem que as regras normais em relação ao 
comportamento e à civilidade não se aplicam quando 
dirigimos um carro. Elas podem ver seus pais envolvidos em 
comportamentos de disputa ao volante, mudando de faixa 
continuamente ou dirigindo em alta velocidade, sempre com 
pressa para chegar ao destino. 
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos 
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era 
descarregar a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a 
descarga de frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma 
situação de ira de trânsito, a descarga de frustrações pode 
transformar um incidente em uma violenta briga. 
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas 
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está 
predisposta a apresentar um comportamento irracional 
quando dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior 
parte das pessoas fica emocionalmente incapacitada quando 
dirige. O que deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente 
de seu estado emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo 
quando estiver tentado a agir só com a emoção. 
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/furia-no-
transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado) 
 
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é 
correto afirmar que 
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à 
medida que os motoristas se envolvem em decisões 
conscientes. 
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas 
pela constante preocupação dos motoristascom o aspecto 
comunitário do ato de dirigir. 
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é o 
principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção 
agressiva. 
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de 
experiências e atividades não só individuais como também 
sociais. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 6 
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das 
emoções positivas por parte dos motoristas. 
 
Gabarito 
 
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) 
 
IDEIAS PRINCIPAIS E IDEIAS SECUNDÁRIAS 
 
Para uma boa compreensão textual é necessário entender 
a estrutura interna do texto, analisar as ideias primárias e 
secundárias1 e verificar como elas se relacionam. 
As ideias principais estão relacionadas com o tema central, 
o assunto núcleo. Já as ideias secundárias unem-se às ideias 
principais e formam uma cadeia, ou seja, ocorre a explanação 
da ideia básica e a seguir o desdobramento dessa ideia nos 
parágrafos seguintes, a fim de aprofundar o assunto. 
Exemplos: 
 “Meu primo já havia chegado à metade da perigosa ponte 
de ferro quando, de repente, um trem saiu do trilho, a cem 
metros da ponte. (Ideia principal) 
Com isso, ele não teve tempo de correr para a frente ou 
para trás, mas, demonstrando grande presença de espírito, 
agachou-se, segurou com as mãos um dos dormentes e deixou 
o corpo, pendurado.” (Ideia secundária) 
 
Com este exemplo podemos perceber que a ideia principal 
refere-se a ação perigosa, agravada pelo aparecimento do trem 
e as ideias secundárias aparecem para complementar a ideia 
principal, no qual mostra como o primo do narrador conseguiu 
sair-se da perigosa situação em que se encontrava. 
 
Em geral os parágrafos devem conter apenas uma ideia 
principal acompanhado de ideias secundárias. Entretanto, é 
muito comum encontrarmos, em parágrafos pequenos, apenas 
a ideia principal. Veja outro exemplo: 
 
“O dia amanhecera lindo na Fazenda Santo Inácio. Os dois 
filhos do Sr. Soares, administrador da fazenda, resolveram 
aproveitar o bom tempo. Pegaram um animal, montaram e 
seguiram contentes pelos campos, levando um farto lanche, 
preparado pela mãe.” 
 
Nesse trecho, há dois parágrafos. 
No primeiro, só há uma ideia desenvolvida, que 
corresponde à ideia principal do parágrafo: “O dia amanhecera 
lindo na Fazenda Santo Inácio.” 
E no segundo, já podemos perceber a relação ideia 
principal + ideias secundárias. Observe: 
 
Ideia principal = Os dois filhos do Sr. Soares, administrador 
da fazenda, resolveram aproveitar o bom tempo. 
 
Ideia secundárias = Pegaram um animal, montaram e 
seguiram contentes pelos campos, levando um farto lanche, 
preparado pela mãe. 
 
Agora que já vimos alguns exemplos, você deve estar se 
perguntando: “Afinal, de que tamanho será o parágrafo?” 
Bem, o que podemos responder é que não há como apontar 
um padrão, no que se refere ao tamanho ou extensão do 
parágrafo. Há exemplos em que se veem parágrafos muito 
pequenos; outros, em que são maiores e outros, ainda, muito 
extensos. 
Também não há como dizer o que é certo ou errado em 
termos da extensão do parágrafo, pois o que é importante 
 
1http://portugues.camerapro.com.br/redacao-8-o-paragrafo-narrativo-ideia-
principal-e-ideia-secundaria/. 
mesmo, é a organização das ideias. No entanto, é sempre útil 
observar o que diz o dito popular – “nem oito, nem oitenta…”. 
Assim como não é aconselhável escrevermos um texto, 
usando apenas parágrafos muito curtos, também não é 
aconselhável empregarmos os muito longos. 
Essas observações são muito úteis para quem está 
iniciando os trabalhos de redação. Com o tempo, a prática dirá 
quando e como usar parágrafos – pequenos, grandes ou muito 
grandes. 
Até aqui, vimos que o parágrafo apresenta em sua 
estrutura, uma ideia principal e outras secundárias. Isso não 
significa, no entanto, que sempre a ideia principal apareça no 
início do parágrafo. Há casos em que a ideia secundária inicia 
o parágrafo, sendo seguida pela ideia principal. Veja o 
exemplo: 
“As estacas da cabana tremiam fortemente, e duas ou três 
vezes, o solo estremeceu violentamente sob meus pés. Logo 
percebi que se tratava de um terremoto.” 
 
Observe que a ideia mais importante está contida na frase: 
“Logo percebi que se tratava de um terremoto”, que aparece no 
final do parágrafo. As outras frases (ou ideias) apenas 
explicam ou comprovam a afirmação: “as estacas tremiam 
fortemente, e duas ou três vezes, o solo estremeceu 
violentamente sob meus pés” e estas estão localizadas no início 
do parágrafo. 
Então, a respeito da estrutura do parágrafo, concluímos 
que as ideias podem organizar-se da seguinte maneira: 
 
Ideia principal + ideias secundárias 
ou 
Ideias secundárias + ideia principal 
 
Lembrando que ideia principal e as ideias secundárias não 
são ideias diferentes e, por isso, não podem ser separadas em 
parágrafos diferentes. Ao selecionarmos as ideias secundárias 
devemos verificar as que realmente interessam ao 
desenvolvimento da ideia principal e mantê-las juntas no 
mesmo parágrafo. Com isso, estaremos evitando e repetição de 
palavras e assegurando a sua clareza. 
E ao termos várias ideias secundárias, é importante que 
sejam identificadas aquelas que realmente se relacionam à 
ideia principal. Esse cuidado é de grande valia ao se redigir 
parágrafos sobre qualquer assunto. 
 
Questões 
 
01. Assinale a alternativa cuja ideia não se relaciona com 
as outras ideias do parágrafo. Depois, complete o parágrafo 
utilizando qualquer uma que possa completar a ideia dada. 
 
Havia no rosto de cada criança a expectativa de uma festa 
maravilhosa. 
(A) a mesa, arrumada com todo carinho, estava repleta de 
docinhos e enfeites coloridos, reservando surpresas deliciosas 
para a meninada. 
(B) os palhaços entraram no palco, dando cambalhotas, 
fazendo piruetas e alegrando a todos. 
(C) O dentista chegou e as foi chamando, uma a uma, para 
iniciar o tratamento. 
 
02. Assinale a alternativa cuja ideia não se relaciona com 
as outras ideias do parágrafo. Depois, complete o parágrafo 
utilizando qualquer uma que possa completar a ideia dada. 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 7 
Os peixes nadavam agilmente no aquário. 
(A) na casa repleta, os animais viviam tranquilos e em 
harmonia. 
(B) todos davam reviravoltas, iam até o fundo, subiam à 
tona para pegar alimento, numa agitação encantadora. 
(C) as crianças, num alegria contagiante, jogavam migalhas 
de pão, e os peixes, muito agitados, vinham à tona para 
alcançá-las. 
 
03. Assinale a alternativa cuja ideia não se relaciona com as 
outras ideias do parágrafo. Depois, complete o parágrafo 
utilizando qualquer uma que possa completar a ideia dada. 
 
Na sala, a professora iniciava sua aula de Português. 
(A) os alunos, atenciosos, iam arrumando o material de 
desenho sobre as carteiras: régua, esquadro, compasso, lápis 
de cor, etc. 
(B) os alunos, a pedido da professora, abriram os livros à 
pág. 40, e iniciaram a leitura silenciosa do texto. 
(C) todos os alunos abriram o livro e a professora iniciou a 
explicação do texto. 
 
04. Assinale a alternativa cuja ideia não se relaciona com as 
outras ideias do parágrafo. Depois, complete o parágrafo 
utilizando qualquer uma que possa completar a ideia dada. 
 
O cantor popular iniciou o espetáculo musical. 
(A) em seu repertório havia canções variadas com que ele 
homenageava todos os Estados brasileiros. 
(B) no teatro lotado, o povo assistia ao balé moderno. 
(C) o som alegre dos instrumentos musicais misturava-se 
às canções mais conhecidas da plateia. 
 
05. Complete os parágrafos a seguir, escolhendo no 
retângulo uma ou mais ideias que estejam relacionadascom a 
ideia em dada. 
No meio da noite, despertei e ouvi vozes agitadas no 
corredor. ………….. 
 
(A) o quarto estava claro e silencioso. 
(B) pelas frestas da janela entravam alguns raios de sol. 
(C) a luz do lampião entrava por debaixo da porta. Sentei-
me na cama e fiquei a ouvir a discussão. 
(D) na casa reinava silêncio absoluto. 
 
Gabarito 
01.C / 02. A / 03. A / 04.B / 05.C 
 
 
INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS E EXPLÍCITAS 
 
Para que seja possível compreender o que vem a ser 
informação explícita2 em um texto, é preciso compreender que 
a linguagem verbal é polissêmica: um mesmo enunciado pode 
assumir diferentes sentidos em diferentes contextos e 
diferentes leitores podem atribuir sentidos distintos a um 
texto, segundo Kátia Lomba Bräkling. Vejamos a interação a 
seguir: 
 
Aluno: [levantando a mão] Professora, você pode me dizer 
que horas são? 
Professora: [olha no relógio e responde] Podem guardar o 
material, pessoal! 
Aluno: Êba! [rapidamente, guarda o material, seguido por 
outros colegas] 
 
Podemos observar que o aluno não perguntou se poderia 
 
2http://educacao.globo.com/portugues/assunto/estudo-do-texto/implicitos-e-
pressupostos.html (Adaptado) 
guardar o material. No entanto, pela reação dele era o que 
queria saber. A professora, interpretando a sua intenção, 
autorizou a guarda do material, encerrando a aula. Nesse caso, 
o sentido dos enunciados foi definido por fatores externos ao 
texto, autorizados pelas características da situação 
comunicativa e pelo conhecimento mútuo dos interlocutores 
sobre si mesmos e sobre as regras de convivência colocadas. 
Se o texto tivesse sido compreendido no sentido literal – 
ou seja, se tivessem sido consideradas as suas informações 
explícitas– a resposta da professora teria que ser outra- como, 
por exemplo, “São cinco para as 11”. Nesse caso, as 
autorizações não teriam sido dadas e os alunos continuariam 
executando as tarefas. 
Podemos dizer, então, que o sentido de um texto é 
constituído tanto por informações que são apresentadas 
explicitamente na superfície ou linearidade do texto, quanto 
por outras, que se encontram implícitas. As primeiras são 
facilmente localizáveis no texto, pois se encontram escritas 
com todas as letras. Já as segundas são dependentes do 
repertório prévio dos interlocutores e das características da 
situação comunicativa. 
A capacidade de localizar informações explícitas no texto é 
fundamental para a constituição da proficiência leitora e deve 
ser objeto de ensino, desde os primeiros anos de escolarização, 
já no processo de alfabetização. 
Muitos consideram essa capacidade a mais simples de 
todas. No entanto, é preciso considerar que nenhuma 
capacidade de leitura é mobilizada no vazio, mas sempre em 
função da materialidade textual. Assim, se o texto for mais 
complexo ou extenso, o processo de localização da informação 
solicitada – e a decorrente atribuição de sentido - poderá ser 
igualmente mais complexo. 
 
Informações Implícitas 
 
Muitos candidatos ao ENEM se perguntam como melhorar 
sua capacidade de interpretação dos textos. Primeiramente, é 
preciso ter em mente que um texto é formado por informações 
explícitas e implícitas. As informações explícitas são aquelas 
manifestadas pelo autor no próprio texto. As informações 
implícitas não são manifestadas pelo autor no texto, mas 
podem ser subentendidas. Muitas vezes, para efetuarmos uma 
leitura eficiente, é preciso ir além do que foi dito, ou seja, ler 
nas entrelinhas. 
Por exemplo, observe este enunciado: 
 
- Patrícia parou de tomar refrigerante. 
A informação explícita é “Patrícia parou de tomar 
refrigerante”. A informação implícita é “Patrícia tomava 
refrigerante antes”. 
Agora, veja este outro exemplo: 
- Felizmente, Patrícia parou de tomar refrigerante. 
A informação explícita é “Patrícia parou de tomar 
refrigerante”. A palavra “felizmente” indica que o falante tem 
uma opinião positiva sobre o fato – essa é a informação 
implícita. 
Com esses exemplos, mostramos como podemos inferir 
informações a partir de um texto. Fazer uma inferência 
significa concluir alguma coisa a partir de outra já conhecida. 
Nos vestibulares, fazer inferências é uma habilidade 
fundamental para a interpretação adequada dos textos e dos 
enunciados. 
A seguir, veremos dois tipos de informações que podem ser 
inferidas: as pressupostas e as subentendidas. 
 
Pressupostos 
Uma informação é considerada pressuposta quando um 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 8 
enunciado depende dela para fazer sentido. 
Considere, por exemplo, a seguinte pergunta: “Quando 
Patrícia voltará para casa?”. Esse enunciado só faz sentido se 
considerarmos que Patrícia saiu de casa, ao menos 
temporariamente – essa é a informação pressuposta. Caso 
Patrícia se encontre em casa, o pressuposto não é válido, o que 
torna o enunciado sem sentido. 
Repare que as informações pressupostas estão marcadas 
através de palavras e expressões presentes no próprio 
enunciado e resultam de um raciocínio lógico. Portanto, no 
enunciado “Patrícia ainda não voltou para casa”, a palavra 
“ainda” indica que a volta de Patrícia para casa é dada como 
certa pelo falante. 
 
Subentendidos 
Ao contrário das informações pressupostas, as 
informações subentendidas não são marcadas no próprio 
enunciado, são apenas sugeridas, ou seja, podem ser 
entendidas como insinuações. 
O uso de subentendidos faz com que o enunciador se 
esconda atrás de uma afirmação, pois não quer se 
comprometer com ela. Por isso, dizemos que os subentendidos 
são de responsabilidade do receptor, enquanto os 
pressupostos são partilhados por enunciadores e receptores. 
Em nosso cotidiano, somos cercados por informações 
subentendidas. A publicidade, por exemplo, parte de hábitos e 
pensamentos da sociedade para criar subentendidos. Já a 
anedota é um gênero textual cuja interpretação depende a 
quebra de subentendidos. 
 
Questão 
 
01. Texto I 
 
(Época. 12 out. 2009 - Foto: Reprodução/Enem) 
 
Texto II 
Conexão Sem Fio no Brasil 
Onde haverá cobertura de telefonia celular para baixar 
publicações para o Kindle. 
 
 
(Época. 12 out. 2009 - Foto: Reprodução/Enem) 
 
A capa da revista Época de 12 de outubro de 2009 traz um 
anúncio sobre o lançamento do livro digital no Brasil. Já o texto 
II traz informações referentes à abrangência de acessibilidade 
das tecnologias de comunicação e informação nas diferentes 
regiões do país. A partir da leitura dos dois textos, infere-se 
que o advento do livro digital no Brasil 
(A) possibilitará o acesso das diferentes regiões do país às 
informações antes restritas, uma vez que eliminará as 
distâncias, por meio da distribuição virtual. 
(B) criará a expectativa de viabilizar a democratização da 
leitura, porém esbarra na insuficiência do acesso à internet por 
telefonia celular, ainda deficiente no país. 
(C) fará com que os livros impressos tornem-se obsoletos, 
em razão da diminuição dos gastos com os produtos digitais 
gratuitamente distribuídos pela internet. 
(D) garantirá a democratização dos usos da tecnologia no 
país, levando em consideração as características de cada 
região no que se refere aos hábitos de leitura e acesso à 
informação. 
(E) impulsionará o crescimento da qualidade da leitura dos 
brasileiros, uma vez que as características do produto 
permitem que a leitura aconteça a despeito das adversidades 
geopolíticas. 
 
Gabarito 
01.B 
 
FATO E OPINIÃO 
 
Muitas vezes nos encontramos com pessoas dialogando 
sobre qualquer que seja o tópico em questão, porém no meio 
do diálogo ouvimos “o fato é que...”, “mas na minha opinião...” 
E será que todos nós sabemos distinguir o que é FATO e o 
que é OPINIÃO? 
Então vejamos: 
- Fato: é algo que é de conhecimento de todos. Sendo um 
fato, ele pode ser provado através de documentos,ou de outras 
formas de registros. 
Ex.: O crescimento acelerado dos grandes centros 
econômicos mundiais, aumenta os problemas sociais. /O 
aumento dos estudantes estrangeiros nas universidades 
brasileiras. 
- Opinião: é a maneira particular de olhar um fato. A 
opinião vai divergir de acordo com inúmeros fatores 
socioculturais. 
Ex.: Se meu amigo não fosse tão baixinho, ele poderia jogar 
futebol. / Homens que assistem novelas são bons maridos. 
 
Quando é Importante Saber a Diferença 
 
Várias são as oportunidades de usar a diferença com 
propriedade, mas duas delas são principais. 
a) Quando nos engajamos em um debate de algum tema 
polêmico; 
b) Quando somos testados e devemos escrever um texto 
dissertativo. 
 
Variantes Dissertativas 
1. Expositiva: quando as ideias do texto estão claramente 
vinculadas a alguma reportagem ou notícia de jornais, revistas 
impressas ou eletrônicas, cujo conteúdo é conhecido por todos 
através do rádio ou da televisão, sendo, por sua vez, 
inquestionável. A dissertação expositiva tem como objetivo 
expor o fato, ficando em segundo plano a discussão sobre ele. 
 
2. Argumentativa: a dissertação argumentativa é aquela 
que exige de nós maior reflexão ao escrever sobre certos 
temas, mas que possui por objetivo a exposição do ponto de 
vista pessoal. Quem disserta, através de sua opinião bem 
embasada, faz com que os fatos ali apresentados e discutidos 
tenham uma conclusão. Esta é uma das maneiras mais difíceis 
de dissertar por apresentar juízos de valores que endossam a 
análise crítica de quem escreve. 
 
3- Mista: esta é uma forma de dissertação que tem 
inseridos nela os elementos dos dois outros tipos 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 9 
dissertativos. Nela podemos expor os fatos como forma de 
exemplo, ou mesmo como argumento de autoridade para dar 
força às opiniões, juízos e análise crítica a serem feitos sobre o 
tópico ou tópicos discutidos.3 
 
Questões 
 
01. Leia o texto e responda à pergunta. 
 
Um pouco da história de Cecília Meireles 
 
Cecília Meireles é uma das grandes escritoras da literatura 
brasileira. Ela nasceu no dia 7 de novembro de 1901, na cidade 
do Rio de Janeiro e eu nome completo era Cecília Benevides de 
Carvalho Meireles. Sua infância foi marcada pela dor e solidão, 
pois perdeu a mãe com apenas três anos de idade e o pai não 
chegou a conhecer (morreu antes do seu nascimento). Foi 
criada pela avó dona Jacinta. Por volta dos nove anos de idade, 
Cecília começou a escrever suas primeiras poesias. Estudiosos 
de sua obra dizem que seus poemas encantam os leitores de 
todas as idades. 
 
Qual frase apresenta uma opinião sobre Cecília Meireles? 
(A) Foi criada pela avó Dona Jacinta 
(B) Nasceu no dia 7 de novembro de 1901. 
(C) Perdeu a sua mãe com apenas três anos de idade. 
(D) Seus poemas encantam os leitores de todas as idades. 
 
02. Leia o fragmento do texto O outro príncipe sapo de Jon 
Scieszka e responda o que se pede: 
 
Era uma vez um sapo. 
 
Certo dia, quando estava sentado na sua vitória-régia, viu 
uma linda princesa descansando à beira do lago. O sapo pulou 
dentro da água, foi nadando até ela e mostrou a cabeça por 
cima das plantas aquáticas. “Perdão, ó linda princesa”, disse ele 
com sua voz mais triste e patética... 
Qual é a opinião do autor a respeito da voz do sapo: 
(A) voz mansa e suave 
(B) estridente e aguda 
(C) triste e melancólica 
(D) triste e patética 
 
Gabarito 
01.D / 02.D 
 
INTERTEXTUALIDADE 
 
4Diálogo entre dois ou mais textos, que não precisam ser 
necessariamente de um mesmo gênero, a intertextualidade é 
um fenômeno que pode manifestar-se de diferentes maneiras. 
Essa ocorrência pode ser implícita ou explícita, feita por 
meio de paródia ou por meio da paráfrase. O que esses 
variados tipos têm em comum? Todos eles resgatam 
referências nos chamados textos-fonte, que são aqueles textos 
considerados fundamentais em uma cultura. 
Para que você entenda melhor o conceito de 
intertextualidade, basta analisar a estrutura da palavra: inter 
é um sufixo de origem latina e faz referência à noção de 
relação. Por isso, é correto afirmar que a intertextualidade 
refere-se às relações entre os textos, assim como é correto 
afirmar que todo texto, em maior ou menor grau, é um 
intertexto, e isso acontece em virtude das relações dialógicas 
firmadas. Veja só um exemplo: 
 
 
3 http://pt.slideshare.net/ElieteFarneda/diferena-entre-fato-e-opinio//lingua-
agem.blogspot.com.br/2011/06/fato-algo-cuja-existencia-independe-de.html 
 
Bom conselho 
Ouça um bom conselho 
Que eu lhe dou de graça 
Inútil dormir que a dor não passa 
Espere sentado 
Ou você se cansa 
Está provado, quem espera nunca alcança 
 
Venha, meu amigo 
Deixe esse regaço 
Brinque com meu fogo 
Venha se queimar 
Faça como eu digo 
Faça como eu faço 
Aja duas vezes antes de pensar 
 
Corro atrás do tempo 
Vim de não sei onde 
Devagar é que não se vai longe 
Eu semeio o vento 
Na minha cidade 
Vou pra rua e bebo a tempestade. 
(Chico Buarque) 
 
Ao ler a letra da música composta por Chico Buarque, você 
notou algo familiar? Provavelmente sim! Isso aconteceu 
porque o cantor e compositor apropriou-se de alguns ditados 
populares, mas em vez de citá-los, isto é, empregá-los como 
eles exatamente são, Chico optou por parodiá-los, invertendo 
seus significados e atribuindo-lhes novos sentidos, o que 
confere à música o efeito de humor. Esse tipo de estratégia 
textual é muito comum na literatura brasileira, recorrente 
principalmente no gênero poema. Veja outro exemplo de 
intertextualidade: 
 
Canção do Exílio 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá; 
As aves, que aqui gorjeiam, 
Não gorjeiam como lá. 
 
Nosso céu tem mais estrelas, 
Nossas várzeas têm mais flores, 
Nossos bosques têm mais vida, 
Nossa vida mais amores. 
 
Em cismar, sozinho, à noite, 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
 
Minha terra tem primores, 
Que tais não encontro eu cá; 
Em cismar — sozinho, à noite — 
Mais prazer encontro eu lá; 
Minha terra tem palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
 
Não permita Deus que eu morra, 
Sem que eu volte para lá; 
Sem que desfrute os primores 
 
Que não encontro por cá; 
Sem qu’inda aviste as palmeiras, 
Onde canta o Sabiá. 
(Gonçalves Dias) 
4 brasilescola.uol.com.br/redacao/intertextualidade-.htm 
escolakids.uol.com.br/intertextualidade.htm 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 10 
Canto de regresso à pátria 
Minha terra tem palmares 
Onde gorjeia o mar 
Os passarinhos daqui 
Não cantam como os de lá 
 
Minha terra tem mais rosas 
E quase que mais amores 
Minha terra tem mais ouro 
Minha terra tem mais terra 
 
Ouro terra amor e rosas 
Eu quero tudo de lá 
Não permita Deus que eu morra 
Sem que volte para lá 
 
Não permita Deus que eu morra 
Sem que volte pra São Paulo 
Sem que veja a Rua 15 
E o progresso de São Paulo. 
(Oswald de Andrade) 
 
5Gonçalves Dias é um dos principais representantes da 
primeira fase do Romantismo brasileiro. A partir dele, Oswald 
de Andrade, integrou o movimento modernista, construiu uma 
paródia, transportando o poema escrito no século XIX para a 
então realidade da segunda década do século XX, dando-lhe 
assim um ar de modernidade. 
Como você pôde perceber, a intertextualidade pode 
acontecer com textos dos variados gêneros: pode surgir em 
uma letra de música, em um poema, nos textos em prosa e até 
mesmo nos textos publicitários. Só é capaz de reconhecê-la o 
leitor habilidoso, aquele que já entrou em contato com 
diversos textos-fonte ao longo da vida. 
Isso significa que a interpretação de texto não depende 
apenas do conhecimento do código (nossa língua portuguesa), 
mas também das relaçõesintertextuais que influenciam de 
maneira decisiva o processo de compreensão e de produção de 
textos. 
Nas nossas conversas do dia a dia, muitas vezes fazemos 
referência ao modo de dizer, aos gestos, às palavras ditas, 
manifestados por uma determinada pessoa, seja aquele 
personagem da televisão, aquele amigo de quem gostamos 
muito, alguém da família, enfim, várias são as pessoas às quais 
podemos nos referir. Quando escrevemos, também podemos 
proceder da mesma forma, fazendo alusão (referência) às 
palavras ditas por aquele escritor que admiramos, àquela 
canção de que gostamos, entre outros casos. Saiba que todas 
essas situações representam casos de intertextualidade. No 
entanto, ela pode estar presente em muitas outras 
circunstâncias. Veja alguns exemplos: 
 
- A ilustração abaixo se trata de um anúncio publicitário de 
uma marca de produto de limpeza (Bombril), no qual 
referência a obra de Leonardo da Vinci - “Mona Lisa”. 
 
 
 
5 http://exercicios.mundoeducacao.bol.uol.com.br/exercicios-redacao/exercicios-
sobre-intertextualidade-explicita-implicita.htm 
- Nesse temos um anúncio publicitário de um produto 
alimentício (Leite Moça) que faz referência à música de Rita 
Lee – “Mania de você.’ 
 
 
 
- Aqui temos a intertextualidade realizada entre a criação 
de Matt Groening, criador dos Simpsons, e a obra “A 
persistência da memória”, de Salvador Dalí. 
 
 
 
Ao analisarmos todos esses exemplos, chegamos à 
conclusão de que intertextualidade se conceitua como o 
diálogo que se estabelece entre os textos verbais e não verbais. 
 
Questões 
 
01. 
Ideologia 
 
Meu partido 
É um coração partido 
E as ilusões estão todas perdidas 
Os meus sonhos foram todos vendidos 
Tão barato que eu nem acredito 
Eu nem acredito 
Que aquele garoto que ia mudar o mundo 
(Mudar o mundo) 
Frequenta agora as festas do “Grand Monde” 
 
Meus heróis morreram de overdose 
Meus inimigos estão no poder 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver 
O meu prazer 
Agora é risco de vida 
Meu sex and drugs não tem nenhum rock ‘n’ roll 
Eu vou pagar a conta do analista 
Pra nunca mais ter que saber quem eu sou 
Pois aquele garoto que ia mudar o mundo 
(Mudar o mundo) 
Agora assiste a tudo em cima do muro 
 
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Língua Portuguesa 11 
Meus heróis morreram de overdose 
Meus inimigos estão no poder 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver 
Ideologia 
Eu quero uma pra viver 
(Cazuza e Roberto Frejat) 
 
E as ilusões estão todas perdidas (v. 3) 
Este verso pode ser lido como uma alusão a um livro 
intitulado Ilusões perdidas, de Honoré de Balzac. Tal 
procedimento constitui o que se chama de: 
(A) intertextualidade 
(B) pertinência 
(C) pressuposição 
(D) metáfora 
(E) anáfora. 
 
02. 
Hora do mergulho 
 
Feche a porta, esqueça o barulho 
feche os olhos, tome ar: é hora do mergulho 
 
eu sou moço, seu moço, e o poço não é tão fundo 
super-homem não supera a superfície 
nós mortais viemos do fundo 
eu sou velho, meu velho, tão velho quanto o mundo 
 
eu quero paz: 
uma trégua do lilás-neon-Las Vegas 
profundidade: 20.000 léguas 
“se queres paz, te prepara para a guerra” 
“se não queres nada, descansa em paz” 
“luz” - pediu o poeta 
(últimas palavras, lucidez completa) 
depois: silêncio 
 
esqueça a luz... respire o fundo 
eu sou um déspota esclarecido 
nessa escura e profunda mediocracia. 
 
(Engenheiros do Hawaii, composição de Humberto Gessinger) 
 
Na letra da canção, Humberto Gessinger faz referência a 
um famoso provérbio latino: si uis pacem, para bellum, cuja 
tradução é Se queres paz, te prepara para a guerra. Nesse tipo 
de citação, encontramos o seguinte recurso: 
(A) intertextualidade explícita. 
(B) intertextualidade implícita. 
(C) intertextualidade implícita e explícita. 
(D) tradução. 
(E) referência e alusão. 
 
03. a) 
 
(Super Interessante. Editora Abril, 2014.) 
 
b) 
O gordo é o novo fumante 
Nunca houve tanta gente acima do peso – nem tanto 
preconceito contra gordos. 
De um lado, o que há por trás é uma positiva discussão 
sobre saúde. Por outro, algo de podre: o nascimento de uma 
nova eugenia. 
(Super Interessante. Editora Abril. 2012.) 
 
Em relação ao texto, considere as afirmativas a seguir: 
I. O código não verbal, principalmente no que se refere ao 
segundo desenho, revela o discurso preconceituoso e, 
consequentemente, um aspecto ideológico. 
II. O sentido de proibição é captado por meio da 
intertextualidade estabelecida entre os códigos não verbais a 
qual, por sua vez, revela aspectos ligados ao gênero do humor. 
III. O conteúdo expresso na placa revela que, futuramente, 
indivíduos obesos sofrerão ainda mais discriminação social. 
IV. O efeito de sentido expresso pelo conteúdo não verbal 
serve para reforçar o caráter polissêmico da placa. 
 
Assinale a alternativa correta: 
(A) Somente as afirmativas I e II são corretas. 
(B) Somente as afirmativas I e IV são corretas. 
(C) Somente as afirmativas III e IV são corretas. 
(D) Somente as afirmativas I, II e III são corretas. 
(E) Somente as afirmativas II, III e IV são corretas. 
 
04. Sobre a intertextualidade, assinale a alternativa 
incorreta: 
(A) A intertextualidade implícita não se encontra na 
superfície textual, visto que não fornece para o leitor 
elementos que possam ser imediatamente relacionados com 
algum outro tipo de texto-fonte. 
(B) Todo texto, em maior ou menor grau, é um intertexto, 
pois é normal que durante o processo da escrita aconteçam 
relações dialógicas entre o que estamos escrevendo e outros 
textos previamente lidos por nós. 
(C) Na intertextualidade explícita, ficam claras as fontes 
nas quais o texto baseou-se e acontece, obrigatoriamente, de 
maneira intencional. Pode ser encontrada em textos do tipo 
resumo, resenhas, citações e traduções. 
(D) A intertextualidade sempre acontece de maneira 
proposital. É um recurso que deve ser evitado, pois privilegia 
o plágio dos textos-fonte em detrimento de elementos que 
confiram originalidade à escrita. 
 
05. 
 
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Língua Portuguesa 12 
 
 
O cartum Vida de Passarinho, do cartunista Caulos, 
estabelece um interessante diálogo com um famoso texto-
fonte de nossa literatura. Assinale a alternativa que cita esse 
texto-fonte: 
(A) Canção do exílio, de Gonçalves Dias. 
(B) Erro de português, de Oswald de Andrade. 
(C) No meio do caminho, de Carlos Drummond de Andrade. 
(D) Não há vagas, de Ferreira Gullar. 
(E) José, de Carlos Drummond de Andrade. 
 
Gabarito 
01.A / 02.B / 03.D / 04.D / 05.C 
 
 
 
COESÃO 
 
Coesão6 é a conexão e a harmonia entre os elementos de 
um texto, como descreve Marina Cabral. Percebemos tal 
definição quando lemos um texto e verificamos que as 
palavras, as frases e os parágrafos estão entrelaçados, um 
dando continuidade ao outro. 
 
Os elementos de coesão determinam a transição de ideias 
entre as frases e os parágrafos. 
 
Observe a coesão presente no texto a seguir: 
 
“Os sem-terra fizeram um protesto em Brasília contra a 
política agrária do país, porque consideram injusta a atual 
distribuição de terras. Porém o ministro da Agricultura 
considerou a manifestação um ato de rebeldia, uma vez que o 
 
6 http://brasilescola.uol.com.br/redacao/coesao.htm 
projeto de Reforma Agrária pretende assentar milhares de 
sem-terra.” 
(JORDÃO, R., BELLEZI C. Linguagens. São Paulo: Escala Educacional, 2007) 
 
As palavras destacadas têm o papel de ligar as partes do 
texto, podemos dizer que elas são responsáveis pela coesão do 
texto. 
Há vários recursos que respondem pela coesão do texto, os 
principais são: 
 
- Palavras de transição: são palavras responsáveis pela 
coesão do texto,estabelecem a interrelação entre os 
enunciados (orações, frases, parágrafos), são preposições, 
conjunções, alguns advérbios e locuções adverbiais. 
 
Veja algumas palavras e expressões de transição e 
seus respectivos sentidos: 
- inicialmente (começo, introdução) 
- primeiramente (começo, introdução) 
- antes de tudo (começo, introdução) 
- desde já (começo, introdução) 
- além disso (continuação) 
- do mesmo modo (continuação) 
- acresce que (continuação) 
- ainda por cima (continuação) 
- bem como (continuação) 
- outrossim (continuação) 
- enfim (conclusão) 
- dessa forma (conclusão) 
- em suma (conclusão) 
- nesse sentido (conclusão) 
- portanto (conclusão) 
- afinal (conclusão) 
- logo após (tempo) 
- ocasionalmente (tempo) 
- posteriormente (tempo) 
- atualmente (tempo) 
- enquanto isso (tempo) 
- imediatamente (tempo) 
- não raro (tempo) 
- concomitantemente (tempo) 
- igualmente (semelhança, conformidade) 
- segundo (semelhança, conformidade) 
- conforme (semelhança, conformidade) 
- quer dizer (exemplificação, esclarecimento) 
- rigorosamente falando (exemplificação, esclarecimento) 
 
Ex.: A prática de atividade física é essencial ao nosso 
cotidiano. Assim sendo, quem a pratica possui uma melhor 
qualidade de vida. 
 
- Coesão por referência: existem palavras que têm a 
função de fazer referência, são elas: 
- pronomes pessoais: eu, tu, ele, me, te, os... 
- pronomes possessivos: meu, teu, seu, nosso... 
- pronomes demonstrativos: este, esse, aquele... 
- pronomes indefinidos: algum, nenhum, todo... 
- pronomes relativos: que, o qual, onde... 
- advérbios de lugar: aqui, aí, lá... 
 
Ex.: Marcela obteve uma ótima colocação no concurso. Tal 
resultado demonstra que ela se esforçou bastante para 
alcançar o objetivo que tanto almejava. 
 
- Coesão por substituição: substituição de um nome 
(pessoa, objeto, lugar etc.), verbos, períodos ou trechos do 
texto por uma palavra ou expressão que tenha sentido 
próximo, evitando a repetição no corpo do texto. 
 
Coesão e coerência textual. 
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Língua Portuguesa 13 
 
Ex.: Porto Alegre pode ser substituída por “a capital 
gaúcha”; 
Castro Alves pode ser substituído por “O Poeta dos 
Escravos”; 
João Paulo II: Sua Santidade; 
Vênus: A Deusa da Beleza. 
 
Ex.: Castro Alves é autor de uma vastíssima obra literária. 
Não é por acaso que o “Poeta dos Escravos” é considerado o 
mais importante da geração a qual representou. 
 
Assim, a coesão confere textualidade aos enunciados 
agrupados em conjuntos. 
 
Questões 
 
01. Bem tratada, faz bem 
 
O arquiteto Jaime Lerner cunhou esta frase premonitória: 
“O carro é o cigarro do futuro.” Quem poderia imaginar a 
reversão cultural que se deu no consumo do tabaco? 
Talvez o automóvel não seja descartável tão facilmente. 
Este jornal, em uma série de reportagens, nestes dias, mostrou 
o privilégio que os governos dão ao uso do carro e o desprezo 
ao transporte coletivo. Surpreendentemente, houve 
entrevistado que opinou favoravelmente, valorizando Los 
Angeles – um caso típico de cidade rodoviária e dispersa. 
Ainda nestes dias, a ONU reafirmou o compromisso desta 
geração com o futuro da humanidade e contra o aquecimento 
global – para o qual a emissão de CO2 do rodoviarismo é 
agente básico. (A USP acaba de divulgar estudo advertindo que 
a poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito.) 
O transporte também esteve no centro dos protestos de 
junho de 2013. Lembremos: ele está interrelacionado com a 
moradia, o emprego, o lazer. Como se vê, não faltam razões 
para o debate do tema. 
(Sérgio Magalhães, O Globo) 
 
“Como se vê, não faltam razões para o debate do tema.” 
 
Substituindo o termo destacado por uma oração 
desenvolvida, a forma correta e adequada seria: 
(A) para que se debatesse o tema; 
(B) para se debater o tema; 
(C) para que se debata o tema; 
(D) para debater-se o tema; 
(E) para que o tema fosse debatido. 
 
02. “A USP acaba de divulgar estudo advertindo que a 
poluição em São Paulo mata o dobro do que o trânsito”. 
A oração em forma desenvolvida que substitui correta e 
adequadamente o gerúndio “advertindo” é: 
(A) com a advertência de; 
(B) quando adverte; 
(C) em que adverte; 
(D) no qual advertia; 
(E) para advertir. 
 
03. Corrida contra o ebola 
 
Já faz seis meses que o atual surto de ebola na África 
Ocidental despertou a atenção da comunidade internacional, 
mas nada sugere que as medidas até agora adotadas para 
refrear o avanço da doença tenham sido eficazes. 
Ao contrário, quase metade das cerca de 4.000 
contaminações registradas neste ano ocorreram nas últimas 
três semanas, e as mais de 2.000 mortes atestam a força da 
enfermidade. A escalada levou o diretor do CDC (Centro de 
Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA, Tom Frieden, a 
afirmar que a epidemia está fora de controle. 
O vírus encontrou ambiente propício para se propagar. De 
um lado, as condições sanitárias e econômicas dos países 
afetados são as piores possíveis. De outro, a Organização 
Mundial da Saúde foi incapaz de mobilizar com celeridade um 
contingente expressivo de profissionais para atuar nessas 
localidades afetadas. 
Verdade que uma parcela das debilidades da OMS se 
explica por problemas financeiros. Só 20% dos recursos da 
entidade vêm de contribuições compulsórias dos países-
membros – o restante é formado por doações voluntárias. 
A crise econômica mundial se fez sentir também nessa 
área, e a organização perdeu quase US$ 1 bilhão de seu 
orçamento bianual, hoje de quase US$ 4 bilhões. Para 
comparação, o CDC dos EUA contou, somente no ano de 2013, 
com cerca de US$ 6 bilhões. 
Os cortes obrigaram a OMS a fazer escolhas difíceis. A 
agência passou a dar mais ênfase à luta contra enfermidades 
globais crônicas, como doenças coronárias e diabetes. O 
departamento de respostas a epidemias e pandemias foi 
dissolvido e integrado a outros. Muitos profissionais 
experimentados deixaram seus cargos. 
Pesa contra o órgão da ONU, de todo modo, a demora para 
reconhecer a gravidade da situação. Seus esforços iniciais 
foram limitados e mal liderados. 
O surto agora atingiu proporções tais que já não é mais 
possível enfrentá-lo de Genebra, cidade suíça sede da OMS. 
Tornou-se crucial estabelecer um comando central na África 
Ocidental, com representantes dos países afetados. 
Espera-se também maior comprometimento das potências 
mundiais, sobretudo Estados Unidos, Inglaterra e França, que 
possuem antigos laços com Libéria, Serra Leoa e Guiné, 
respectivamente. 
A comunidade internacional tem diante de si um desafio 
enorme, mas é ainda maior a necessidade de agir com rapidez. 
Nessa batalha global contra o ebola, todo tempo perdido conta 
a favor da doença. 
 
( http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2014/09/1512104-editorial-corrida-contra-o-
ebola.shtml, 2014) 
 
Assinale a opção em que se indica, INCORRETAMENTE, o 
referente do termo em destaque. 
(A) “quase US$ 1 bilhão de seu orçamento bianual” (5º§) – 
organização 
(B) “A agência passou a dar mais ênfase” (6º§) – OMS 
(C) “Pesa contra o órgão da ONU”(7º§) – OMS 
(D) “Seus esforços iniciais foram limitados” (7º§) – 
gravidade da situação 
(E) “A comunidade tem diante de si” (10º§) – comunidade 
internacional 
 
4. Leia o texto para responder a questão. 
As cotas raciais deram certo porque seus beneficiados são, 
sim, competentes. Merecem, sim, frequentar uma 
universidade pública e de qualidade. No vestibular, que é o 
princípio de tudo, os cotistas estão só um pouco atrás. Segundo 
dados do Sistema de Seleção Unificada, a nota de corte para os 
candidatos convencionais a vagas de medicina nas federais foi 
de 787,56 pontos. Para os cotistas, foi de 761,67 pontos. A 
diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. IstoÉ 
entrevistou educadores e todos disseram que essa distância é 
mais do que razoável. Na verdade, é quase nada. Se em umadisciplina tão concorrida quanto medicina um coeficiente de 
apenas 3% separa os privilegiados, que estudaram em colégios 
privados, dos negros e pobres, que frequentaram escolas 
públicas, então é justo supor que a diferença mínima pode, 
perfeitamente, ser igualada ou superada no decorrer dos 
cursos. Depende só da disposição do aluno. Na Universidade 
Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), uma das mais conceituadas 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 14 
do País, os resultados do último vestibular surpreenderam. “A 
maior diferença entre as notas de ingresso de cotistas e não 
cotistas foi observada no curso de economia”, diz Ângela 
Rocha, pró-reitora da UFRJ. “Mesmo assim, essa distância foi 
de 11%, o que, estatisticamente, não é significativo”. 
(www.istoe.com.br) 
 
Para responder a questão, considere a passagem – A 
diferença entre eles, portanto, ficou próxima de 3%. 
O pronome eles tem como referente: 
(A) candidatos convencionais e cotistas. 
(B) beneficiados. 
(C) dados do Sistema de Seleção Unificada. 
(D) dados do Sistema de Seleção Unificada e pontos. 
(E) pontos. 
 
05. Leia os quadrinhos para responder a questão. 
 
 
Um enunciado possível em substituição à fala do terceiro 
quadrinho, em conformidade com a norma- padrão da língua 
portuguesa, é: 
(A) Se você ir pelos caminhos da verdade, leve um 
capacete. 
(B) Caso você vá pelos caminhos da verdade, lembra-se de 
levar um capacete. 
(C) Se você se mantiver nos caminhos da verdade, leve um 
capacete. 
(D) Caso você se mantém nos caminhos da verdade, lembre 
de levar um capacete. 
(E) Ainda que você se mantêm nos caminhos da verdade, 
leva um capacete. 
 
Respostas 
01.C / 02.C / 03.D / 04.A / 05.C 
 
COERÊNCIA 
 
A coerência textual7 não está na superfície do texto: a 
construção de sentidos será feita de acordo com o 
conhecimento prévio de cada leitor 
Quando você se propõe a escrever um texto, certamente se 
lembra de quem vai ler, não é verdade? Provavelmente, você 
também se lembra de que alguns cuidados devem ser tomados 
para que o leitor compreenda o texto. Nessa tentativa de fazer-
se compreendido, você estabelece alguns padrões mentais que 
diferem o que é coerente daquilo que não faz o menor sentido, 
certo? 
Pois bem, intuitivamente, você está seguindo um princípio 
básico para uma boa redação, chamado de coerência textual. 
Você pode até não conhecer a exata definição desse elemento 
da linguística textual, mas possivelmente evita construções 
ininteligíveis em sua redação e recorre aos seus 
conhecimentos sociocognitivos. A coerência é uma 
conformidade entre fatos ou ideias, próprio daquilo que tem 
nexo, conexão, portanto, podemos associá-la ao processo de 
construção de sentidos do texto e à articulação das ideias. Por 
serem os sentidos elementos subjetivos, podemos dizer que a 
coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o 
responsável pela constituição dos significados do texto. 
 
7 http://mundoeducacao.bol.uol.com.br/redacao/coerencia-textual.htm 
 
Três princípios básicos são necessários para 
compreendermos melhor o que é coerência textual: 
1) Princípio da Não Contradição: um texto deve 
apresentar situações ou ideias lógicas que em momento algum 
se contradigam; 
2) Princípio da Não Tautologia: a tautologia nada mais é 
do que um vício de linguagem que repete ideias com palavras 
diferentes ao longo do texto, o que compromete a transmissão 
da informação; 
3) Princípio da Relevância: um texto com informações 
fragmentadas torna as ideias incoerentes, ainda que cada 
fragmento apresente certa coerência individual. Se as ideias 
não dialogam entre si, então elas são irrelevantes. 
 
É importante ressaltarmos que o uso adequado dos 
conectivos também colabora na construção de um texto 
coerente: a coesão textual é um importante mecanismo de 
estruturação do texto, presente em dois movimentos 
essenciais: retrospecção e prospecção. Lembre-se de que a 
coerência é um princípio de interpretabilidade, portanto, cabe 
a você depreender os sentidos do texto. 
 
Tipos de Coerência 
 
São seis os tipos de coerência: sintática, semântica, 
temática, pragmática, estilística e genérica. Conhecê-los 
contribui para a escrita de uma boa redação. 
 
Coerência sintática: está relacionada com a estrutura 
linguística, como termo de ordem dos elementos, seleção 
lexical etc., e também à coesão. Quando empregada, 
eliminamos estruturas ambíguas, bem como o uso inadequado 
dos conectivos. 
 
Coerência semântica: para que a coerência semântica 
esteja presente em um texto, é preciso, antes de tudo, que o 
texto não seja contraditório, mesmo porque a semântica está 
relacionada com as relações de sentido entre as estruturas. 
Para detectar uma incoerência, é preciso que se faça uma 
leitura cuidadosa, ancorada nos processos de analogia e 
inferência. 
 
Coerência temática: todos os enunciados de um texto 
precisam ser coerentes e relevantes para o tema, com exceção 
das inserções explicativas. Os trechos irrelevantes devem ser 
evitados, impedindo assim o comprometimento da coerência 
temática. 
 
Coerência pragmática: refere-se ao texto visto como uma 
sequência de atos de fala. Os textos, orais ou escritos, são 
exemplos dessas sequências, portanto, devem obedecer às 
condições para a sua realização. Se o locutor ordena algo a 
alguém, é contraditório que ele faça, ao mesmo tempo, um 
pedido. Quando fazemos uma pergunta para alguém, 
esperamos receber como resposta uma afirmação ou uma 
negação, jamais uma sequência de fala desconectada daquilo 
que foi indagado. Quando essas condições são ignoradas, 
temos como resultado a incoerência pragmática. 
 
Coerência estilística: diz respeito ao emprego de uma 
variedade de língua adequada, que deve ser mantida do início 
ao fim de um texto para garantir a coerência estilística. A 
incoerência estilística não provoca prejuízos para a 
interpretabilidade de um texto, contudo, a mistura de registros 
- como o uso concomitante da linguagem coloquial e linguagem 
formal - deve ser evitada, principalmente nos textos não 
literários. 
http://portugues.uol.com.br/redacao/tipos-coerencia.html 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 15 
 
Coerência genérica: refere-se à escolha adequada do 
gênero textual, que deve estar de acordo com o conteúdo do 
enunciado. Em um anúncio de classificados, a prática social 
exige que ele tenha como objetivo ofertar algum serviço, bem 
como vender ou comprar algum produto, e que sua linguagem 
seja concisa e objetiva, pois essas são as características 
essenciais do gênero. Uma ruptura com esse padrão, 
entretanto, é comum nos textos literários, nos quais podemos 
encontrar um determinado gênero assumindo a forma de 
outro. 
É importante ressaltar que em alguns tipos de texto, 
especialmente nos textos literários, uma ruptura com os tipos 
de coerência descritos anteriormente pode acontecer. Nos 
demais textos, a coerência contribui para a construção de 
enunciados cuja significação seja aceitável, ajudando na 
compreensão do leitor ou do interlocutor. Todavia, a coerência 
depende de outros aspectos, como o conhecimento linguístico 
de quem acessa o conteúdo, a situacionalidade, a 
informatividade, a intertextualidade e a intencionalidade. 
 
Sendo assim não se esqueça que coerência8 é a relação 
semântica que se estabelece entre as diversas partes do texto, 
criando uma unidade de sentido. Está ligada ao entendimento, 
à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê. 
Enquanto a coesão está para os elementos conectores de ideias 
no texto, a coerência está para a harmonia interna do texto e 
sentido. 
 
Questões 
 
01. Sobre a coerência textual, é incorreto afirmar: 
(A) A coerência é uma conformidadeentre fatos ou ideias, 
própria daquilo que tem nexo, conexão, portanto, podemos 
associá-la ao processo de construção de sentidos do texto e à 
articulação das ideias. 
(B) Por serem os sentidos elementos subjetivos, podemos 
dizer que a coerência não pode ser delimitada, pois o leitor é o 
responsável pela constituição dos significados do texto. 
(C) A coerência é imaterial e não está na superfície textual. 
Compreender aquilo que está escrito dependerá dos níveis de 
interação entre o leitor, o autor e o texto. Por esse motivo, um 
mesmo texto pode apresentar múltiplas interpretações. 
(D) A não contradição, a não tautologia e o princípio da 
relevância são elementos básicos que garantem a coerência 
textual. 
(E) A coerência textual dispensa o uso adequado dos 
conectivos, elementos que apenas colaboram para a 
estruturação do texto sem apresentar relação direta com a 
semântica textual. 
 
02. Observe a tirinha Calvin e Haroldo, de Bill 
Watterson, e responda à questão: 
 
 
 
Para cada situação interativa existe uma variedade de 
língua adequada. O falante pode optar pela variedade padrão 
ou pela variedade não padrão. 
Sobre o nível de linguagem adotado por Calvin, podemos 
afirmar que se trata, em relação aos tipos de coerência, de uma 
 
8 PESTANA, Fernando. A gramática para concursos. Elsevier. 2011. 
(A) incoerência pragmática. 
(B) incoerência genérica. 
(C) incoerência estilística. 
(D) incoerência temática. 
(E) incoerência semântica. 
 
03. Observe o discurso de Calvin e responda à questão: 
 
A identificação de elementos textuais como as figuras de 
linguagem é essencial para a interpretação de textos. 
 
A incoerência na fala de Calvin sobre a TV pode ser 
explicada através da seguinte figura de linguagem: 
(A) Eufemismo. 
(B) Hipérbole. 
(C) Paradoxo. 
(D) Ironia. 
(E) Personificação. 
 
04. 
Oito Anos 
 
“Por que você é Flamengo 
E meu pai Botafogo 
O que significa 
“Impávido colosso”? 
Por que os ossos doem 
enquanto a gente dorme 
Por que os dentes caem 
Por onde os filhos saem 
Por que os dedos murcham 
quando estou no banho 
Por que as ruas enchem 
quando está chovendo 
Quanto é mil trilhões 
vezes infinito 
Quem é Jesus Cristo 
Onde estão meus primos 
Well, well, well 
Gabriel (...)”. 
 
(Paula Toller/Dunga. CD Partimpim, de Adriana Calcanhoto, São Paulo, 
2004) 
Julgue as seguintes proposições: 
I. Pode-se dizer que se trata de um conjunto de frases 
interrogativas sem ligação entre si, configurando então um 
texto desprovido de coerência. 
II. Embora o texto apresente uma série de interrogações 
aparentemente sem ligação entre si, existem nele elementos 
linguísticos que nos permitem construir a coerência textual. 
III. A letra da canção é constituída por uma “lista” das 
perguntas que um filho faz para a mãe, e a sequenciação de 
perguntas aparentemente desconexas, na verdade, explicita o 
grande número de questionamentos que povoam o imaginário 
infantil. 
IV. A ausência de elementos sintáticos, como conectivos, 
prejudica a construção de sentidos do texto. 
 
(A) Todas estão corretas. 
(B) Apenas II e III estão corretas. 
(C) Apenas I e IV estão corretas. 
(D) Apenas I e III estão corretas. 
(E) I, III e IV estão corretas. 
 
Gabarito 
01.E / 02.C / 03.D / 04.B 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 16 
 
 
SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
O significado das palavras9 é estudado pela semântica, a 
parte da gramática que estuda não só o sentido das palavras 
como as relações de sentido que as palavras estabelecem entre 
si: relações de sinonímia, antonímia, paronímia, homonímia... 
Compreender essas relações nos proporciona o 
alargamento do nosso universo semântico, contribuindo para 
uma maior diversidade vocabular e maior adequação aos 
diversos contextos e intenções comunicativas. 
 
Sinônimos 
 
Trata10 de palavras diferentes na forma, mas com sentidos 
iguais ou aproximados. Tudo depende do contexto e da 
intenção do falante. 
Vale lembrar também que muitas palavras são sinônimas, 
se levarmos em conta as variações geográficas (aipim = 
macaxeira; mexerica = tangerina; pipa = papagaio; aipo = 
salsão...). 
Exemplos de sinônimos: 
- Brado, grito, clamor. 
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. 
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. 
 
Na maioria das vezes não tem diferença usar um sinônimo 
ou outro. Embora tenham sentido comum, os sinônimos 
diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por nuances de 
significação e certas propriedades que o escritor não pode 
desconhecer. 
Com efeito, estes têm sentido mais amplo, aqueles, mais 
restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios da fala 
corrente, vulgar, outros, ao invés, pertencem à esfera da 
linguagem culta, literária, científica ou poética (orador e 
tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). 
Exemplos: 
- Adversário e antagonista. 
- Translúcido e diáfano. 
- Semicírculo e hemiciclo. 
- Contraveneno e antídoto. 
- Moral e ética. 
- Colóquio e diálogo. 
- Transformação e metamorfose. 
- Oposição e antítese. 
 
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se 
sinonímia, palavra que também designa o emprego de 
sinônimos. 
 
Antônimos 
 
Trata de palavras, expressões ou frases diferentes na 
forma e com significações opostas, excludentes. Normalmente 
ocorre por meio de palavras de radicais diferentes, com 
prefixo negativo ou com prefixos de significação contrária. 
Exemplos: 
- Ordem e anarquia. 
- Soberba e humildade. 
- Louvar e censurar. 
 
9 https://www.normaculta.com.br/significacao-das-palavras/ 
- Mal e bem. 
 
A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido 
oposto ou negativo. 
Exemplos: 
- bendizer/maldizer 
- simpático/antipático 
- progredir/regredir 
- concórdia/discórdia 
- explícito/implícito 
- ativo/inativo 
- esperar/desesperar 
 
Questões 
 
01. (MPE/SP – Biólogo – VUNESP) McLuhan já alertava 
que a aldeia global resultante das mídias eletrônicas não 
implica necessariamente harmonia, implica, sim, que cada 
participante das novas mídias terá um envolvimento 
gigantesco na vida dos demais membros, que terá a chance de 
meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que quiser das 
informações que conseguir. A aclamada transparência da coisa 
pública carrega consigo o risco de fim da privacidade e a 
superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas 
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos 
participar. 
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, 
apenas em número de atualizações nas páginas e na 
capacidade dos usuários de distinguir essas variações como 
relevantes no conjunto virtualmente infinito das 
possibilidades das redes. Para achar o fio de Ariadne no 
labirinto das redes sociais, os usuários precisam ter a 
habilidade de identificar e estimar parâmetros, aprender a 
extrair informações relevantes de um conjunto finito de 
observações e reconhecer a organização geral da rede de que 
participam. 
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes 
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos 
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens 
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem 
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o 
sentimento de pânico experimentados por um número 
crescente de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo 
móvel ou quando ficam sem conexão com a Internet. Essa 
informação, como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir 
os poros da sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto 
um veneno para o espírito. 
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. 
Revista USP, no 92. Adaptado) 
 
As expressões destacadas nos trechos – meter o bedelho 
/ estimar parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos 
adequados respectivamente em: 
(A)procurar / gostar de / ilustrar 
(B) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer 
(C) interferir / propor / embrutecer 
(D) intrometer-se / prezar / esclarecer 
(E) contrapor-se / consolidar / iluminar 
 
02. (Pref. Itaquitinga/PE – Psicólogo – IDHTEC) A 
entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os combatentes 
contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-se; 
comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante, 
naquele armistício transitório, uma legião desarmada, 
mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o 
das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela 
gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres 
10 Pestana, Fernando. A gramática para concursos públicos / Fernando 
Pestana. – 1. ed. – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. 
Vocabulário: sentido de 
palavras e de expressões no 
texto; denotação e conotação. 
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Língua Portuguesa 17 
bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os 
rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos 
molambos em tiras não encobriam lanhos, escaras e 
escalavros – a vitória tão longamente apetecida decaía de 
súbito. Repugnava aquele triunfo. Envergonhava. Era, com 
efeito, contraproducente compensação a tão luxuosos gastos 
de combates, de reveses e de milhares de vidas, o apresamento 
daquela caqueirada humana – do mesmo passo angulhenta e 
sinistra, entre trágica e imunda, passando-lhes pelos olhos, 
num longo enxurro de carcaças e molambos... 
Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender uma 
arma, nem um peito resfolegante de campeador domado: 
mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais, moças 
envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma fealdade, 
escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris 
desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos 
aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando; 
crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de 
velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e 
mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante. 
(CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos. 
Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.) 
 
Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de 
sinônimos? 
(A) Armistício – destruição 
(B) Claudicante – manco 
(C) Reveses – infortúnios 
(D) Fealdade – feiura 
(E) Opilados – desnutridos 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.A 
 
Homônimos 
 
 Trata de palavras iguais na pronúncia e/ou na grafia, mas 
com significados diferentes. Exemplos: 
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). 
- Aço (substantivo) e asso (verbo). 
 
Só o contexto é que determina a significação dos 
homônimos. A homonímia pode ser causa de ambiguidade, 
por isso é considerada uma deficiência dos idiomas. 
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto 
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: 
 
Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes 
no timbre ou na intensidade das vogais. 
- Rego (substantivo) e rego (verbo). 
- Colher (verbo) e colher (substantivo). 
- Jogo (substantivo) e jogo (verbo). 
- Apoio (verbo) e apoio (substantivo). 
- Para (verbo parar) e para (preposição). 
- Providência (substantivo) e providencia (verbo). 
- Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de 
per+o). 
 
Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e 
diferentes na escrita. 
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir). 
- Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar). 
- Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de 
consertar). 
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar). 
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar 
(acelerar). 
- Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar). 
- Censo (recenseamento) e senso (juízo). 
- Cerrar (fechar) e serrar (cortar). 
- Paço (palácio) e passo (andar). 
- Hera (trepadeira), era (época), era (verbo). 
- Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar = 
anular). 
- Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão 
(tempo de uma reunião ou espetáculo). 
 
Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na 
pronúncia. 
- Caminhada (substantivo), caminhada (verbo). 
- Cedo (verbo), cedo (advérbio). 
- Somem (verbo somar), somem (verbo sumir). 
- Livre (adjetivo), livre (verbo livrar). 
- Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr). 
- Alude (avalancha), alude (verbo aludir). 
 
Parônimos 
 
São palavras parecidas na escrita e na pronúncia: 
- coro e couro, 
- cesta e sesta, 
- eminente e iminente, 
- degradar e degredar, 
- cético e séptico, 
- prescrever e proscrever, 
- descrição e discrição, 
- infligir (aplicar) e infringir (transgredir), 
- sede (vontade de beber) e cede (verbo ceder), 
- comprimento e cumprimento, 
- deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente, 
divergir, adiar), 
- ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto, corrigir), 
- vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e 
vultuoso (congestionado: rosto vultuoso). 
 
Questões 
 
01. (Pref. Lauro Muller/SC – Auxiliar Administrativo – 
FAEPESUL) Atento ao emprego dos Homônimos, analise as 
palavras sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
(A) Ainda vivemos no Brasil a descriminação racial. Isso é 
crime! 
(B) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente. 
(C) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão 
agora expiar seus crimes. 
(D) Em todos os momentos, para agir corretamente, é 
preciso o bom censo. 
(E) Prefiro macarronada com molho, mas sem estrato de 
tomate. 
 
02. (Pref. Cruzeiro/SP – Instrutor de Desenho Técnico 
e Mecânico – Instituto Excelência) Assinale a alternativa em 
que as palavras podem servir de exemplos de parônimos: 
(A) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem 
gentil). 
(B) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo). 
(C) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se 
senta). 
(D) Nenhuma das alternativas. 
 
03. (TJ/MT – Analista Judiciário – Ciências Contábeis – 
UFMT) Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas, 
seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por 
exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada 
uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, 
grafias diferentes, denomina-se homônimo heterográfico. 
Assinale a alternativa em que todas as palavras se encontram 
nesse caso. 
(A) taxa, cesta, assento 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 18 
(B) conserto, pleito, ótico 
(C) cheque, descrição, manga 
(D) serrar, ratificar, emergir 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.A 
 
Hiperonímia e Hiponímia 
 
Partindo do princípio de que as palavras estabelecem 
entre si uma relação de significado, observe este enunciado11: 
Fomos à feira e compramos maçã, banana, abacaxi, melão... 
Nossa! Como estavam baratas, pois são frutas da estação. 
Atenção aos vocábulos “maçã”, “banana”, “abacaxi”, 
“melão” e também “frutas”, perguntamo-nos: existe alguma 
relação entre eles? Toda, não é verdade? Desse modo, ao 
observar o conceito de hiperonímia e hiponímia, chegaremos 
à conclusão pretendida. Note: 
 
Hiperonímia12 - como o próprio prefixo já nos indica, esta 
palavra confere-nos uma ideia de um todo, sendo que deste 
todo se originam outras ramificações, como é o caso de frutas. 
Palavras e expressões de sentido mais geral. 
 
Hiponímia - demarcando o oposto do conceito da palavra 
anterior, podemos afirmar que ela representa cada parte, cada 
item de um todo, no caso: maçã, banana, abacaxi, melão. Sim, 
essas são palavras hipônimas. Palavras e expressões com 
sentido mais restrito, mas estão associadas ao conjunto maior 
que são as frutas. 
 
Questões 
 
01. Os vocábulos destacados em “Na banca da feira da 
vinte e cinco, havia cupuaçu, bacuri, taperebá e outras frutasregionais.”, têm relação entre si por possuírem o mesmo 
campo semântico, isto é, todos são frutas inclusive típicas da 
Amazônia. 
Tais termos destacados, em relação à palavra “fruta”, são 
designados como: 
(A) hiperônimos. 
(B) hipônimos. 
(C) cognatos. 
(D) polissêmicos. 
(E) parônimos. 
 
02. “O caminhão atravessou a pista e bateu na mureta de 
proteção, o veículo ficou totalmente destruído”. Na frase acima 
a palavra “veículo” representa um caso de: 
(A) polissemia; 
(B) antonímia; 
(C) hiponímia; 
(D) hiperonímia; 
(E) heteronímia. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.D 
 
Polissemia 
 
A palavra polissêmica é aquela que, dependendo do 
contexto, muda de sentido (mas não muda de classe 
gramatical!). Por exemplo, veja os sentidos de “peça”: “peça de 
automóvel”, “peça de teatro”, “peça de bronze”, “és uma boa 
peça”, “uma peça de carne” etc. 
 
11 https://portugues.uol.com.br/gramatica/hiperonimia-hiponimia.html 
12 https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/hiperonimia-
hiponimia.htm 
Agora, observe mais estes exemplos: 
Desculpe o bolo que te dei ontem. 
Comemos um bolo delicioso na casa da Jéssica. 
Tenho um bolo de revistas lá em casa.13 
 
Monossemia é o oposto de polissemia, ou seja, quando a 
palavra tem um único significado. 
 
É possível perceber que alguns desses contextos passaram 
a fazer sentido por questões sociais, culturais ou históricas 
adquiridas ao longo do tempo. Vale ressaltar, no entanto, que 
o sentido original descrito no dicionário é o que prevalece, 
sendo os demais atribuídos pela analise contextual. 
 
Polissemia e Homonímia 
Não confunda polissemia e homonímia. Polissemia remete 
a uma palavra que apresenta diversos significados que se 
encaixam em diversos contextos, enquanto homonímia refere-
se as duas ou mais palavras que apresentam origens e 
significados distintos, mas possuem grafia e fonologia 
idênticas. 
Por exemplo, “manga” é uma palavra que representa um 
caso de homonímia. O termo designa tanto uma fruta quanto 
uma parte da camisa. Não se trata de uma polissemia por que 
os dois significados são próprios da palavra e têm origens 
diferentes. Por esse motivo, muitos especialistas defendem 
que a palavra “manga” deveria possuir duas entradas distintas 
no dicionário. 
 
Polissemia e Ambiguidade 
Tanto a polissemia quanto a ambiguidade são elementos 
da linguagem que podem provocar confusões na interpretação 
de frases. No caso da ambiguidade, geralmente, o enunciado 
apresenta uma construção de palavras que permite mais de 
uma interpretação para a frase em questão. 
Nem sempre se trata de uma palavra que tenha mais de um 
significado, mas de como as palavras estão dispostas na frase, 
permitindo que as informações sejam interpretadas de mais 
de uma maneira. Ex. Jorge criticou severamente a prima de sua 
amiga, que frequentava o mesmo clube que ele. Nesse caso, o 
pronome que pode estar referindo-se a amiga ou a prima. 
Já no caso da polissemia, por uma mesma palavra possuir 
mais de um significado, ela pode fazer com que as pessoas não 
compreendam o sentido usado no primeiro contato com a 
frase e interpretem o enunciado de uma maneira diferente do 
que ele era intencionado. Neste caso, para que isso não ocorra, 
é importante que fique claro qual é o contexto em que a 
palavra foi usada. 
 
Questão 
 
01. (SANEAGO/GO - Agente de Saneamento - CS/2018) 
 
Predestinação 
 
Tinha no nome seu destino líquido: mar, rio e lago. 
Pois chamava-se Mário Lago. 
Viu a luz sob o signo de Piscis. 
Brilhava no céu a constelação de Aquário. 
Veio morar no Rio. 
Quando discutia, sempre levava um banho. 
Pois era um temperamento transbordante. 
Sua arte preferida: água-forte. 
Seu provérbio predileto: "Quem tem capa, escapa". 
Sua piada favorita: "Ser como o rio: 
seguir o curso sem deixar o leito". 
Pois estudava: engenharia hidráulica. 
13 PESTANA, Fernando. A gramática para concursos. Elsevier. 2013. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 19 
Quando conheceu uma moça de primeira água. 
Foi na onda. 
Teve que desistir dos estudos quando 
já estava na bica para se formar. 
Então arranjou um emprego em Ribeirão das Lajes. 
Donde desceu até ser leiteiro. 
Encarregado de pôr água no leite. 
Ficou noivo e deu à moça uma água-marinha. 
Mas ela o traiu com um escafandrista. 
E fugiu sem dizer água vai. 
Foi aquela água. 
Desde então ele só vivia na chuva 
Virou pau de água. 
Portanto, com hidrofobia. 
Foi morar numa água-furtada. 
Deu-lhe água no pulmão. 
Rim flutuante. 
Água no joelho. 
Hidropsia. 
Bolha d’água. 
Gota. 
Catarata. 
Morreu afogado. 
FERNANDES, Millôr. Trinta anos de mim mesmo. Editora 
Círculo do Livro: São Paulo, 1975. 
 
O humor do texto é construído por meio do jogo entre 
palavras denotativas e conotativas. O principal recurso de 
sentido usado, portanto, foi a: 
(A) polissemia. 
(B) ironia. 
(C) intertextualidade. 
(D) ambiguidade. 
 
02. (SEDUC/PI - Professor Temporário - Língua 
Portuguesa - NUCEPE/2018) 
 
 
 
O efeito de humor, na tirinha, é explorado pelo recurso 
semântico da: 
(A) Sinonímia. 
(B) Polissemia 
(C) Contradição. 
(D) Antonímia. 
(E) Ambiguidade. 
 
03. (SAMAE de Caxias do Sul/RS - Assistente de 
Planejamento - OBJETIVA/2017) 
 
 
 
Considerando-se a representação semântica da palavra 
“vendo” no contexto da tirinha abaixo, é CORRETO afirmar 
que ocorre: 
(A) Denotação. 
(B) Conotação. 
(C) Homonímia. 
(D) Homofonia. 
(E) Sinonímia. 
 
04. (Pref. Videira/SC - Agente Administrativo - 
ASSCONPP/2016) Observe as frases abaixo: 
I. A mãe vela pelo sono do filho doente. 
II. O barco à vela foi movido pelo vento. 
 
A palavra vela presenta vários sentidos, esta propriedade 
das palavras é denominada: 
(A) Homonímia; 
(B) Polissemia; 
(C) Sinonímia; 
(D) Antonímia; 
(E) Nenhuma das alternativas anteriores. 
 
05. (Pref. Fronteira/MG - Contador - MÁXIMA/2016) 
 
 
 
A mensagem dessa tirinha apoia-se no duplo sentido de 
uma palavra através de um recurso: 
(A) Vida - homonímia; 
(B) Balanço - polissemia; 
(C) Balanço - sinonímia; 
(D) Vida - polissemia. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.B / 03.C / 04.B / 05.B 
 
Sentido Próprio e Sentido Figurado 
 
As palavras podem ser empregadas no sentido próprio ou 
no sentido figurado. Exemplos: 
- Construí um muro de pedra. (Sentido próprio). 
- Ênio tem um coração de pedra. (Sentido figurado). 
- As águas pingavam da torneira. (Sentido próprio). 
- As horas iam pingando lentamente. (Sentido figurado). 
 
Denotação e Conotação 
 
Denotação é o sentido da palavra interpretada ao pé da 
letra, isto é, de acordo com o sentido geral que ela tem na 
maioria dos contextos em que ocorre. É o sentido próprio da 
palavra, aquele encontrado no dicionário. Exemplo: “Uma 
pedra no meio da rua foi a causa do acidente.” 
A palavra “pedra” aqui está usada em sentido literal, ou 
seja, o objeto mesmo. 
 
Conotação é o sentido da palavra desviado do usual, isto é, 
aquele que se distancia do sentido próprio e costumeiro. 
Exemplo: “As pedras atiradas pela boca ferem mais do que as 
atiradas pela mão.” 
“Pedras”, nesse contexto, não está indicando o que 
usualmente significa, mas um insulto, uma ofensa produzida 
pelas palavras. 
 
Ampliação de Sentido 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 20 
Fala-se em ampliação de sentido quando a palavra passa a 
designar uma quantidade mais ampla de significado do que o 
seu original. 
“Embarcar”, por exemplo, que originariamente era usada 
para designar o ato de viajar em um barco, ampliou 
consideravelmente o sentido e passou a designar a ação de 
viajar em outros veículos. Hoje se diz, por ampliação de 
sentido, que um passageiro: 
- embarcou em um trem. 
- embarcou no ônibus das dez. 
- embarcou no avião da força aérea. 
-embarcou num transatlântico. 
 
“Alpinista”, na origem, era usado para indicar aquele que 
escala os Alpes (cadeia montanhosa europeia). Depois, por 
ampliação de sentido, passou a designar qualquer tipo de 
praticante de escalar montanhas. 
 
Restrição de Sentido 
Ao lado da ampliação de sentido, existe o movimento 
inverso, isto é, uma palavra passa a designar uma quantidade 
mais restrita de objetos ou noções do que originariamente. É o 
caso, por exemplo, das palavras que saem da língua geral e 
passam a ser usadas com sentido determinado, dentro de um 
universo restrito do conhecimento. 
A palavra aglutinação, por exemplo, na nomenclatura 
gramatical, é bom exemplo de especialização de sentido. Na 
língua geral, ela significa qualquer junção de elementos para 
formar um todo, porém em Gramática designa apenas um tipo 
de formação de palavras por composição em que a junção dos 
elementos acarreta alteração de pronúncia, como é o caso de 
pernilongo (perna + longa). 
Se não houver alteração de pronúncia, já não se diz mais 
aglutinação, mas justaposição. A palavra Pernalonga, por 
exemplo, que designa uma personagem de desenhos 
animados, não se formou por aglutinação, mas por 
justaposição. 
Em linguagem científica é muito comum restringir-se o 
significado das palavras para dar precisão à comunicação. 
A palavra girassol, formada de gira (do verbo girar) + sol, 
não pode ser usada para designar, por exemplo, um astro que 
gira em torno do Sol, seu sentido sofreu restrição, e ela serve 
para designar apenas um tipo de flor que tem a propriedade 
de acompanhar o movimento do Sol. 
Há certas palavras que, além do significado explícito, 
contêm outros implícitos (ou pressupostos). Os exemplos são 
muitos. É o caso do adjetivo outro, por exemplo, que indica 
certa pessoa ou coisa, pressupondo necessariamente a 
existência de ao menos uma além daquela indicada. 
Prova disso é que não faz sentido, para um escritor que 
nunca lançou um livro, dizer que ele estará autografando seu 
outro livro. O uso de outro pressupõe necessariamente ao 
menos um livro além daquele que está sendo autografado. 
 
Questões 
 
01. (PC/CE – Delegado de Polícia Civil – VUNESP) 
 
A morte do narrador 
 
Recentemente recebi um e-mail de uma leitora 
perguntando a razão de eu ter, segundo ela, uma visão tão dura 
para com os idosos. O motivo da sua pergunta era eu ter dito, 
em uma de minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais 
vovôs e vovós, porque estavam todos na academia querendo 
parecer com seus netos. 
Claro, minha leitora me entendeu mal. Mas o fato de ela ter 
me entendido mal, o que acontece com frequência quando se 
discute o tema da velhice, é comum, principalmente porque o 
próprio termo “velhice" já pede sinônimos politicamente 
corretos, como “terceira idade", “melhor idade", “maturidade", 
entre outros. 
Uma característica do politicamente correto é que, quando 
ele se manifesta num uso linguístico específico, é porque esse 
uso se refere a um conceito já considerado como algo ruim. A 
marca essencial do politicamente correto é a hipocrisia 
articulada como gesto falso, ideias bem comportadas. 
Voltando à velhice. Minha leitora entendeu que eu dizia 
que idosos devem se afundar na doença, na solidão e no 
abandono, e não procurar ser felizes. Mas, quando eu dizia que 
eles estão fugindo da condição de avós, usava isso como 
metáfora da mentira (politicamente correta) quanto ao medo 
que temos de afundar na doença, antes de tudo psicológica, 
devido ao abandono e à solidão, típicos do mundo 
contemporâneo. Minha crítica era à nossa cultura, e não às 
vítimas dela. Ela cultua a juventude como padrão de vida e está 
intimamente associada ao medo do envelhecimento, da dor e 
da morte. Sua opção é pela “negação", traço de um dos 
sintomas neuróticos descritos por Freud. 
Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia que 
na modernidade o narrador da vida desapareceu. Isso quer 
dizer que as pessoas encarregadas, antigamente, de narrar a 
vida e propor sentido para ela perderam esse lugar. Hoje os 
mais velhos querem “aprender" com os mais jovens (aprender 
a amar, se relacionar, comprar, vestir, viajar, estar nas redes 
sociais). Esse fenômeno, além de cruel com o envelhecimento, 
é também desorganizador da própria juventude. Ouço 
cotidianamente, na sala de aula, os alunos demonstrarem seu 
desprezo por pais e mães que querem aprender a viver com 
eles. 
Alguns elementos do mundo moderno não ajudam a 
combater essa desvalorização dos mais velhos. As ferramentas 
de informação, normalmente mais acessíveis aos jovens, 
aumentam a percepção negativa dos mais velhos diante do 
acúmulo de conhecimento posto a serviço dos consumidores, 
que questionam as “verdades constituídas do passado". A 
própria estrutura sobre a qual se funda a experiência moderna 
– ciência, técnica, superação de tradição – agrava a 
invisibilidade dos mais velhos. Em termos humanos, o passado 
(que “nada" serve ao mundo do progresso) tem um nome: 
idoso. Enfim, resta aos vovôs e vovós ir para a academia ou 
para as redes sociais. 
(Luiz Felipe Pondé, Somma, agosto 2014, p. 31. Adaptado) 
 
O termo empregado com sentido figurado está em 
destaque na seguinte passagem do texto: 
(A) Mas o fato de ela ter me entendido mal, o que acontece 
com frequência quando se discute o tema da velhice… 
(segundo parágrafo). 
(B) O motivo da sua pergunta era eu ter dito, em uma de 
minhas colunas, que hoje em dia não existiam mais vovôs e 
vovós… (primeiro parágrafo). 
(C) Walter Benjamim, filósofo alemão do século XX, dizia 
que na modernidade o narrador da vida desapareceu. 
(Penúltimo parágrafo). 
(D) A própria estrutura sobre a qual se funda a experiência 
moderna – ciência, técnica, superação de tradição – agrava a 
invisibilidade dos mais velhos. (Último parágrafo). 
(E) Minha leitora entendeu que eu dizia que idosos devem 
se afundar na doença, na solidão e no abandono… (quarto 
parágrafo). 
 
02. (PC/CE – Escrivão de Polícia Civil – VUNESP) 
 
Ficção universitária 
 
Os dados do Ranking Universitário publicados em 
setembro de 2013 trazem elementos para que tentemos 
desfazer o mito, que consta da Constituição, de que pesquisa e 
ensino são indissociáveis. É claro que universidades que fazem 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 21 
pesquisa tendem a reunir a nata dos especialistas, produzir 
mais inovação e atrair os alunos mais qualificados, tornando-
se assim instituições que se destacam também no ensino. 
O Ranking Universitário mostra essa correlação de forma 
cristalina: das 20 universidades mais bem avaliadas em 
termos de ensino, 15 lideram no quesito pesquisa (e as demais 
estão relativamente bem posicionadas). Das 20 que saem à 
frente em inovação, 15 encabeçam também a pesquisa. Daí não 
decorre que só quem pesquisa, atividade estupidamente cara, 
seja capaz de ensinar. 
O gasto médio anual por aluno numa das três 
universidades estaduais paulistas, aí embutidas todas as 
despesas que contribuem direta e indiretamente para a boa 
pesquisa, incluindo inativos e aportes de Fapesp, CNPq e 
Capes, é de R$ 46 mil (dados de 2008). Ora, um aluno do 
ProUni custa ao governo algo em torno de R$ 1.000 por ano em 
renúncias fiscais. 
Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber 
que o país não dispõe de recursos para colocar os quase sete 
milhões de universitários em instituições com o padrão de 
investimento das estaduais paulistas. E o Brasil precisa 
aumentar rapidamente sua população universitária. Nossa 
taxa bruta de escolarização no nível superior beira os 30%, 
contra 59% do Chile e 63% do Uruguai. 
Isso para não mencionar países desenvolvidos como EUA 
(89%) e Finlândia (92%). Em vez de insistir na ficção 
constitucional de que todas as universidades do país precisam 
dedicar-se à pesquisa, faria mais sentido aceitar o mundo 
como ele é e distinguirentre instituições de elite voltadas para 
a produção de conhecimento e as que se destinam a difundi-lo. 
O Brasil tem necessidade de ambas. 
(Hélio Schwartsman,: http://www1.folha.uol.com.br, 2013.) 
 
Assinale a alternativa em que a expressão destacada é 
empregada em sentido figurado. 
(A) ... universidades que fazem pesquisa tendem a reunir a 
nata dos especialistas... 
(B) Os dados do Ranking Universitário publicados em 
setembro de 2013... 
(C) Não é preciso ser um gênio da aritmética para perceber 
que o país não dispõe de recursos... 
(D) ... das 20 universidades mais bem avaliadas em termos 
de ensino... 
(E) ... todas as despesas que contribuem direta e 
indiretamente para a boa pesquisa... 
 
03. (TJ/SP – Escrevente Técnico Judiciário – VUNESP) 
Leia o texto para responder a questão. 
 
Um pé de milho 
 
Aconteceu que no meu quintal, em um monte de terra 
trazido pelo jardineiro, nasceu alguma coisa que podia ser um 
pé de capim – mas descobri que era um pé de milho. 
Transplantei-o para o exíguo canteiro na frente da casa. 
Secaram as pequenas folhas, pensei que fosse morrer. Mas ele 
reagiu. Quando estava do tamanho de um palmo, veio um 
amigo e declarou desdenhosamente que na verdade aquilo era 
capim. Quando estava com dois palmos veio outro amigo e 
afirmou que era cana. 
Sou um ignorante, um pobre homem da cidade. Mas eu 
tinha razão. Ele cresceu, está com dois metros, lança as suas 
folhas além do muro – e é um esplêndido pé de milho. Já viu o 
leitor um pé de milho? Eu nunca tinha visto. Tinha visto 
centenas de milharais – mas é diferente. Um pé de milho 
sozinho, em um anteiro, espremido, junto do portão, numa 
esquina de rua – não é um número numa lavoura, é um ser vivo 
e independente. Suas raízes roxas se agarra mão chão e suas 
folhas longas e verdes nunca estão imóveis. 
Anteontem aconteceu o que era inevitável, mas que nos 
encantou como se fosse inesperado: meu pé de milho pendoou. 
Há muitas flores belas no mundo, e a flor do meu pé de milho 
não será a mais linda. Mas aquele pendão firme, vertical, 
beijado pelo vento do mar, veio enriquecer nosso canteirinho 
vulgar com uma força e uma alegria que fazem bem. É alguma 
coisa de vivo que se afirma com ímpeto e certeza. Meu pé de 
milho é um belo gesto da terra. E eu não sou mais um medíocre 
homem que vive atrás de uma chata máquina de escrever: sou 
um rico lavrador da Rua Júlio de Castilhos. 
(Rubem Braga. 200 crônicas escolhidas, 2001) 
 
Assinale a alternativa em que, nas duas passagens, há 
termos empregados em sentido figurado. 
(A) ... beijado pelo vento do mar... (3º §) / Meu pé de milho 
é um belo gesto da terra. (3º §) 
(B) Mas ele reagiu. (1º §) / ... na verdade aquilo era capim. 
(1º §) 
(C) Secaram as pequenas folhas... (1º §) / Sou um 
ignorante... (2º §) 
(D) Ele cresceu, está com dois metros... (2º §) / Tinha visto 
centenas de milharais... (2º §) 
(E) ... lança as suas folhas além do muro... (2º §) / Há muitas 
flores belas no mundo... (3º §) 
 
04. (IF/SC – Técnico de Laboratório) 
Assinale a opção em que NÃO há palavra usada em sentido 
conotativo. 
(A) Tuas atitudes são o espelho do teu caráter. 
(B) Regras podem ser estabelecidas para uma convivência 
pacífica. 
(C) Pipocavam palavras no texto, como se fossem rabiscos 
coloridos do próprio pensamento 
(D) Choviam risadas naquela peça de humor. 
(E) A sabedoria abre as portas do conhecimento. 
 
05. (FAPESE - Assistente em Administração - 
UFS/2018) No período “Tomara que a revolta que eu e muitos 
sentiram não morra nas redes sociais”, a forma verbal “morra” 
(do verbo morrer) é: 
(A) usada em sentido denotativo; 
(B) 3ª. pessoa do singular do pretérito perfeito, do modo 
indicativo; 
(C) uma flexão regular da 3ª. pessoa do singular, do 
pretérito imperfeito, do modo subjuntivo; 
(D) a flexão de 3ª. pessoa do singular, do futuro do 
pretérito, do modo indicativo; 
(E) usada em sentido conotativo. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.A / 03.A / 04.B / 05.E 
 
 
 
CONCORDÂNCIA NOMINAL 
 
Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos 
Aspectos gramaticais: 
concordância e regência 
verbal e nominal; 
funcionamento de diferentes 
recursos gramaticais no texto 
(níveis fonético-fonológico, 
morfológico, sintático e 
semântico); 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 22 
demais termos da oração para que concordem em gênero e 
número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o 
artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos 
também o verbo, que se flexionará à sua maneira. 
 
Regra geral: o artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome 
concordam em gênero e número com o substantivo. 
A pequena criança é uma gracinha. / O garoto que encontrei 
era muito gentil e simpático. 
 
Casos especiais: veremos alguns casos que fogem à regra 
geral mostrada acima. 
 
a) Um adjetivo após vários substantivos 
1- Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o 
plural ou concorda com o substantivo mais próximo. 
 Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui. / Irmão 
e primo recém-chegados estiveram aqui. 
 
2- Substantivos de gêneros diferentes: vai para o 
plural masculino ou concorda com o substantivo mais 
próximo. 
Ela tem pai e mãe louros. / Ela tem pai e mãe loura. 
 
3- Adjetivo funciona como predicativo: vai 
obrigatoriamente para o plural. 
O homem e o menino estavam perdidos. / O homem e sua 
esposa estiveram hospedados aqui. 
 
b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos 
1- Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais 
próximo. 
Comi delicioso almoço e sobremesa. / Provei deliciosa fruta 
e suco. 
2- Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: 
concorda com o mais próximo ou vai para o plural. 
Estavam feridos o pai e os filhos. / Estava ferido o pai e os 
filhos. 
 
c) Um substantivo e mais de um adjetivo 
1- antecede todos os adjetivos com um artigo. Falava 
fluentemente a língua inglesa e a espanhola. 
2- coloca o substantivo no plural. Falava fluentemente as 
línguas inglesa e espanhola. 
 
d) Pronomes de tratamento 
 Sempre concordam com a 3ª pessoa. Vossa Santidade 
esteve no Brasil. 
 
e) Anexo, incluso, próprio, obrigado 
Concordam com o substantivo a que se referem. 
As cartas estão anexas. / A bebida está inclusa. 
 
f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a) 
Após essas expressões o substantivo fica sempre no 
singular e o adjetivo no plural. 
Renato advogou um e outro caso fáceis. / Pusemos numa e 
noutra bandeja rasas o peixe. 
 
g) É bom, é necessario, é proibido 
Essas expressões não variam se o sujeito não vier 
precedido de artigo ou outro determinante. 
É necessário sua presença. / É necessária a sua presença. 
É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada 
é proibida. 
 
h) Muito, pouco, caro 
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. 
Comi muitas frutas durante a viagem. / Pouco arroz é 
suficiente para mim. 
 
2- Como advérbios: são invariáveis. 
Comi muito durante a viagem. / Pouco lutei, por isso perdi 
a batalha. 
 
i) Mesmo, bastante 
1- Como advérbios: invariáveis 
Preciso mesmo da sua ajuda. 
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. 
 
2- Como pronomes: seguem a regra geral. 
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. 
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. 
 
j) Menos, alerta 
Em todas as ocasiões são invariáveis. 
Preciso de menos comida para perder peso. / Estamos alerta 
para com suas chamadas. 
 
k) Tal Qual 
“Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o 
consequente. 
As garotas são vaidosas tais qual a tia. / Os pais vieram 
fantasiados tais quais os filhos. 
 
l) Possível 
Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou 
“pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. 
A mais possível das alternativas é a que você expôs. 
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da 
cidade.m) Meio 
1- Como advérbio: invariável. 
Estou meio (um pouco) insegura. 
 
2- Como numeral: segue a regra geral. 
Comi meia (metade) laranja pela manhã. 
 
n) Só 
1- apenas, somente (advérbio): invariável. 
Só consegui comprar uma passagem. 
 
2- sozinho (adjetivo): variável. 
Estiveram sós durante horas. 
 
Questões 
 
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou 
nominal: 
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical. 
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam 
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. 
(C) Alguma solução é necessária, e logo! 
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a 
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido 
não pode prosperar. 
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. 
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição 
de Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil 
obter certa autonomia econômica. 
 
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de 
gênero, número ou pessoa): 
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer 
a diferença.” 
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil. 
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às 
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 23 
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de 
longe... 
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais 
compreensivo. 
 
03. A concordância nominal está INCORRETA em: 
(A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o 
envolvimento da empresa. 
(B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessária. 
(C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da 
empresa e a campanha. 
(D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa 
desnecessárias. 
 
04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos 
parênteses. 
(A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/ 
necessária) 
(B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas) 
(C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/ 
bastantes) 
(D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios) 
(E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino. 
(meio/ meia) 
 
05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em: 
(A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos. 
(B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre 
o assunto. 
(C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e 
criança viciadas. 
(D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de 
parentes. 
 
Respostas 
01.D / 02.D / 03.B / 04. a) necessária b) alerta c) 
bastantes d) vazia e) meio / 05. C 
 
CONCORDÂNCIA VERBAL 
 
Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos 
referindo à relação de dependência estabelecida entre um 
termo e outro mediante um contexto oracional. 
 
Casos Referentes a Sujeito Simples 
1) Sujeito simples, o verbo concorda com o núcleo em 
número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 
 
2) O verbo concorda no singular com o sujeito coletivo do 
singular, o verbo permanece na terceira pessoa do 
singular: A multidão, apavorada, saiu aos gritos. 
Observação: no caso de o coletivo aparecer seguido de 
adjunto adnominal no plural, o verbo permanecerá no singular 
ou poderá ir para o plural: Uma multidão de pessoas saiu aos 
gritos. / Uma multidão de pessoas saíram aos gritos. 
 
3) Quando o sujeito é representado por expressões 
partitivas, representadas por “a maioria de, a maior parte de, a 
metade de, uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode 
concordar com o núcleo dessas expressões quanto com o 
substantivo que a segue: A maioria dos alunos resolveu ficar. 
/ A maioria dos alunos resolveram ficar. 
 
4) No caso de o sujeito ser representado por expressões 
aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo 
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de 
vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas. 
 
5) Em casos em que o sujeito é representado pela 
expressão “mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais 
de um candidato se inscreveu no concurso de piadas. 
Observação: no caso da referida expressão aparecer 
repetida ou associada a um verbo que exprime reciprocidade, 
o verbo, necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais 
de um aluno, mais de um professor contribuíram na campanha 
de doação de alimentos. / Mais de um formando se 
abraçaram durante as solenidades de formatura. 
 
6) O sujeito for composto da expressão “um dos que”, o 
verbo permanecerá no plural: Paulo é um dos que mais 
trabalhar. 
 
7) Quanto aos relativos à concordância com locuções 
pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós, 
quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário 
nos atermos a duas questões básicas: 
- No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural, 
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também 
concordar com o pronome pessoal: Alguns 
de nós o receberemos. / Alguns de nós o receberão. 
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso 
no singular, o verbo também permanecerá no singular: Algum 
de nós o receberá. 
 
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo 
pronome “quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do 
singular ou poderá concordar com o antecedente desse 
pronome: Fomos nós quem contou toda a verdade para ela. / 
Fomos nós quem contamos toda a verdade para ela. 
 
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela 
palavra “que”, o verbo deverá concordar com o termo que 
antecede essa palavra: Nesta empresa somos nós 
que tomamos as decisões. / Em casa sou eu que decido tudo. 
 
10) No caso de o sujeito aparecer representado por 
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará 
com o numeral ou com o substantivo a que se refere essa 
porcentagem: 50% dos funcionários aprovaram a decisão da 
diretoria. / 50% do eleitorado apoiou a decisão. 
Observações: 
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de 
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: 
Aprovaram a decisão da diretoria 50% dos funcionários. 
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no 
singular: 1% dos funcionários não aprovou a decisão da 
diretoria. 
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de 
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os 
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria. 
 
11) Quando o sujeito estiver representado por pronomes 
de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira 
pessoa do singular ou do plural: Vossas 
Majestades gostaram das homenagens. Vossas Excelência agiu 
com inteligência. 
 
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo 
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos 
que os determinam: 
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo 
ser, este permanece no singular, contanto que o predicativo 
também esteja no singular: Memórias póstumas de Brás 
Cubas é uma criação de Machado de Assis. 
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também 
permanece no plural: Os Estados Unidos são uma potência 
mundial. 
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele 
nem aparece, o verbo permanece no singular: Estados Unidos 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 24 
é uma potência mundial. 
 
Casos Referentes a Sujeito Composto 
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas 
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando 
relacionado a dois pressupostos básicos: 
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as 
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. 
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá flexionar na 
2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. / Tu e ele são primos. 
 
2) Nos casos em que o sujeitocomposto aparecer 
anteposto (antes) ao verbo, este permanecerá no plural: O pai 
e seus dois filhos compareceram ao evento. 
 
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto (depois) ao 
verbo, este poderá concordar com o núcleo mais próximo ou 
permanecer no plural: Compareceram ao evento o pai e seus 
dois filhos. Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. 
 
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com 
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: 
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do 
mundo. 
 
5) Casos relativos a sujeito composto de palavras 
sinônimas ou ordenado por elementos em gradação, o verbo 
poderá permanecer no singular ou ir para o plural: Minha 
vitória, minha conquista, minha premiação são frutos de meu 
esforço. / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é 
fruto de meu esforço. 
 
Questões 
 
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual 
alternativa? 
(A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior 
potência econômica do planeta, mas há quem aposte que a 
China, em breve, o ultrapassará. 
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos 
que chegarão atrasados, tenho certeza disso. 
(C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode 
comê-las sem receio! 
(D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na 
janela do hotel! 
 
02. Uma pergunta 
 
Frequentemente cabe aos detentores de cargos de 
responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves 
consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para 
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador e 
político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a 
decisão: - Quem sofrerá? 
Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a 
se considerar. 
(Salvador Nicola, inédito) 
 
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no 
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de 
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. 
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre 
o peso de suas mais graves decisões. 
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) 
tomar decisões sem medir suas consequências. 
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... 
(costumar) sobrevir consequências imprevistas e injustas. 
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade, 
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor 
humana. 
 
03. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando 
a constatação do satélite Kepler de que existem muitos 
planetas com características físicas semelhantes ao nosso, 
reafirmou sua fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que 
a vida complexa (animal) é um fenômeno não tão comum no 
Universo. 
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo 
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida 
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até 
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na 
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, 
o que, se não permite estimar o número de civilizações extra 
terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas 
expectativas. 
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da 
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos 
complexos leva necessariamente à consciência e à 
inteligência? 
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 
matemático do que biológico: complexidade engendra 
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre 
espécies cujo subproduto é a inteligência. 
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para 
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e 
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade 
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se 
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o 
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes 
as chances de não chegarmos a nada parecido com a 
inteligência. 
 
 (Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, 2012.) 
 
A frase em que as regras de concordância estão 
plenamente respeitadas é: 
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado, 
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos 
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. 
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na 
natureza sobrevivem de forma quase automática, sem se 
valerem de criatividade e planejamento. 
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter 
energia por meio de alimentos, os organismos simples podem 
preservar a vida ao longo do tempo com relativa facilidade. 
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio 
de dificuldades para obter a energia necessária a sua 
sobrevivência e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. 
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um 
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a 
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. 
 
04. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, 
a concordância verbal está correta em: 
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois 
acabou os créditos. 
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis 
que executa diversos serviços para os clientes. 
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis 
para os passageiros que chegavam à cidade. 
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas 
lembranças que seu tio lhe deixou. 
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de 
táxi para bater um papo com o motorista. 
 
Respostas 
01.C / 02.C / 03.E / 04.C 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 25 
REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL 
Regência Verbal 
 
A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre 
os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos 
e objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais). 
O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa 
capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de 
conhecermos as diversas significações que um verbo pode 
assumir com a simples mudança ou retirada de uma 
preposição. 
Observe: 
A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, 
contentar. 
A mãe agrada ao filho. -> agradar significa "causar agrado 
ou prazer", satisfazer. 
 
Logo, conclui-se que "agradar alguém" é diferente de 
"agradar a alguém". 
 
Saiba que: 
O conhecimento do uso adequado das preposições é um 
dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e 
também nominal). As preposições são capazes de modificar 
completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os 
exemplos: 
Cheguei ao metrô. 
Cheguei no metrô. 
 
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo 
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração 
"Cheguei no metrô", popularmente usada a fim de indicar o 
lugar a que se vai, possui, no padrão culto da língua, 
sentido diferente. Aliás, é muito comum existirem 
divergências entre a regência coloquial, cotidiana de alguns 
verbos, e a regência culta. 
 
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de 
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é 
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes 
formas em frases distintas. 
 
Verbos Intransitivos 
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É 
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos 
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. 
a) Chegar, Ir; 
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais 
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para 
indicar destino ou direção são: a, para. 
Fui ao teatro. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
Ricardo foi para a Espanha. 
 Adjunto Adverbial de Lugar 
 
b) Comparecer; 
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido 
por em ou a. 
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último 
jogo. 
 
VerbosTransitivos Diretos 
Os verbos transitivos diretos são complementados por 
objetos diretos. Isso significa que não exigem preposição para 
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses 
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os, 
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem 
assumir as formas lo, los, la, las (após formas verbais 
terminadas em -r, -s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas 
verbais terminadas em sons nasais), enquanto lhe e lhes são, 
quando complementos verbais, objetos indiretos. 
São verbos transitivos diretos: abandonar, abençoar, 
aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, adorar, 
alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, 
condenar, conhecer, conservar, convidar, defender, eleger, 
estimar, humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, 
proteger, respeitar, socorrer, suportar, ver, visitar, dentre 
outros. 
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como 
o verbo amar: 
Amo aquele rapaz. / Amo-o. 
Amo aquela moça. / Amo-a. 
Amam aquele rapaz. / Amam-no. 
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. 
 
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos 
para indicar posse (caso em que atuam como adjuntos 
adnominais). 
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) 
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) 
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) 
 
Verbos Transitivos Indiretos 
Os verbos transitivos indiretos são complementados por 
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma 
preposição para o estabelecimento da relação de regência. Os 
pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que 
podem atuar como objetos indiretos são o "lhe", o "lhes", para 
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, 
as como complementos de verbos transitivos indiretos. Com os 
objetos indiretos que não representam pessoas, usam-se 
pronomes oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em 
lugar dos pronomes átonos lhe, lhes. 
Os verbos transitivos indiretos são os seguintes: 
a) Consistir - tem complemento introduzido pela 
preposição "em". 
A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para 
todos. 
 
b) Obedecer e Desobedecer - possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição "a". 
Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais. 
Eles desobedeceram às leis do trânsito. 
 
c) Responder - tem complemento introduzido pela 
preposição "a". Esse verbo pede objeto indireto para indicar "a 
quem" ou "ao que" se responde. 
Respondi ao meu patrão. 
Respondemos às perguntas. 
Respondeu-lhe à altura. 
Obs.: o verbo responder, apesar de transitivo indireto 
quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva 
analítica. Veja: O questionário foi respondido corretamente. / 
Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente. 
 
d) Simpatizar e Antipatizar - Possuem seus complementos 
introduzidos pela preposição "com". 
Antipatizo com aquela apresentadora. 
Simpatizo com os que condenam os políticos que governam 
para uma minoria privilegiada. 
 
Verbos Transitivos Diretos e Indiretos 
Os verbos transitivos diretos e indiretos são 
acompanhados de um objeto direto e um indireto. Merecem 
destaque, nesse grupo: 
 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 26 
Agradecer, Perdoar e Pagar 
São verbos que apresentam objeto direto 
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas. 
Veja os exemplos: 
Agradeço aos ouvintes a audiência. 
 Objeto Indireto Objeto Direto 
 
Cristo ensina que é preciso perdoar o pecado ao pecador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
Paguei o débito ao cobrador. 
 Objeto Direto Objeto Indireto 
 
- O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com 
particular cuidado. Observe: 
Agradeci o presente. / Agradeci-o. 
Agradeço a você. / Agradeço-lhe. 
Perdoei a ofensa. / Perdoei-a. 
Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe. 
Paguei minhas contas. / Paguei-as. 
Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes. 
 
Informar 
- Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto 
indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa. 
Informe os novos preços aos clientes. 
Informe os clientes dos novos preços. (ou sobre os novos 
preços) 
 
- Na utilização de pronomes como complementos, veja as 
construções: 
Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços. 
Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre 
eles) 
 
Obs.: a mesma regência do verbo informar é usada para os 
seguintes: avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir. 
 
Comparar 
Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as 
preposições "a" ou "com" para introduzir o complemento 
indireto. 
Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma 
criança. 
 
Pedir 
Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na 
forma de oração subordinada substantiva) e indireto de 
pessoa. 
Pedi-lhe favores. 
Objeto Indireto Objeto Direto 
 
Pedi-lhe que mantivesse em silêncio. 
Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva 
 Objetiva Direta 
 
Saiba que: 
1) A construção "pedir para", muito comum na linguagem 
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No 
entanto, é considerada correta quando a 
palavra licença estiver subentendida. 
 
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. 
 
Observe que, nesse caso, a preposição "para" introduz uma 
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo 
(para ir entregar-lhe os catálogos em casa). 
 
2) A construção "dizer para", também muito usada 
popularmente, é igualmente considerada incorreta. 
 
 
Preferir 
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto 
indireto introduzido pela preposição "a". Por Exemplo: 
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. 
Prefiro trem a ônibus. 
Obs.: na língua culta, o verbo "preferir" deve ser usado sem 
termos intensificadores, tais como: muito, antes, mil vezes, um 
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente 
no próprio verbo (pre). 
 
Mudança de Transitividade versus Mudança de 
Significado 
Há verbos que, de acordo com a mudança de 
transitividade, apresentam mudança de significado. O 
conhecimento das diferentes regências desses verbos é um 
recurso linguístico muito importante, pois além de permitir a 
correta interpretação de passagens escritas, oferece 
possibilidades expressivas a quem fala ou escreve. Dentre os 
principais, estão: 
 
Agradar 
- Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos, 
acariciar. 
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada 
quando o revê. 
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / 
Cláudia não perde oportunidade de agradá-lo. 
- Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado 
a, satisfazer, ser agradável a. Rege complemento introduzido 
pela preposição "a". 
O cantor não agradou aos presentes. 
O cantor não lhes agradou. 
 
Aspirar 
- Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar 
(o ar), inalar. 
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) 
- Aspirar é transitivo indireto no sentido de desejar, ter 
como ambição. 
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a 
elas) 
Obs.: como o objeto direto do verbo "aspirar" não é pessoa, 
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas "lhe" e 
"lhes" e sim as formas tônicas "a ele (s)", " a ela (s)". Veja o 
exemplo: 
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) 
 
Assistir 
- Assistir é transitivo direto no sentido de ajudar, prestar 
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: 
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. 
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. 
- Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, 
presenciar,estar presente, caber, pertencer. 
 
Exemplos: 
Assistimos ao documentário. 
Não assisti às últimas sessões. 
Essa lei assiste ao inquilino. 
Obs.: no sentido de morar, residir, o verbo "assistir" é 
intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de 
lugar introduzido pela preposição "em". 
Assistimos numa conturbada cidade. 
 
Chamar 
- Chamar é transitivo direto no sentido de convocar, 
solicitar a atenção ou a presença de. 
Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-
la. 
Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 27 
- Chamar no sentido de denominar, apelidar pode 
apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere 
predicativo preposicionado ou não. 
A torcida chamou o jogador mercenário. 
A torcida chamou ao jogador mercenário. 
A torcida chamou o jogador de mercenário. 
A torcida chamou ao jogador de mercenário. 
 
Custar 
- Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor 
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial. 
Frutas e verduras não deveriam custar muito. 
- No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou 
transitivo indireto. 
 
Muito custa viver tão longe da família. 
 Verbo Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
 Intransitivo Reduzida de Infinitivo 
 
Custa-me (a mim) crer que tomou realmente aquela atitude. 
 Objeto Indireto Oração Subordinada Substantiva - 
Subjetiva Reduzida de Infinitivo 
 
Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que 
atribuem ao verbo "custar" um sujeito representado por 
pessoa. Observe o exemplo abaixo: 
Custei para entender o problema. 
Forma correta: Custou-me entender o problema. 
 
Implicar 
- Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos: 
a) dar a entender, fazer supor, pressupor 
Suas atitudes implicavam um firme propósito. 
b) Ter como consequência, trazer como consequência, 
acarretar, provocar 
Liberdade de escolha implica amadurecimento político de 
um povo. 
 
- Como transitivo direto e indireto, significa comprometer, 
envolver 
Implicaram aquele jornalista em questões econômicas. 
Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo 
indireto e rege com preposição "com". 
Implicava com quem não trabalhasse arduamente. 
 
Proceder 
- Proceder é intransitivo no sentido de ser decisivo, ter 
cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se, 
agir. Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de 
adjunto adverbial de modo. 
As afirmações da testemunha procediam, não havia como 
refutá-las. 
Você procede muito mal. 
- Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a 
preposição" de") e fazer, executar (rege complemento 
introduzido pela preposição "a") é transitivo indireto. 
O avião procede de Maceió. 
Procedeu-se aos exames. 
O delegado procederá ao inquérito. 
 
Querer 
- Querer é transitivo direto no sentido de desejar, ter 
vontade de, cobiçar. 
Querem melhor atendimento. 
Queremos um país melhor. 
- Querer é transitivo indireto no sentido de ter afeição, 
estimar, amar. 
Quero muito aos meus amigos. 
Ele quer bem à linda menina. 
Despede-se o filho que muito lhe quer. 
 
Visar 
- Como transitivo direto, apresenta os sentidos de mirar, 
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. 
O homem visou o alvo. 
O gerente não quis visar o cheque. 
- No sentido de ter em vista, ter como meta, ter como 
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição "a". 
O ensino deve sempre visar ao progresso social. 
Prometeram tomar medidas que visassem ao bem-estar 
público. 
 
Regência Nominal 
 
É o nome da relação existente entre um nome (substantivo, 
adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa 
relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo 
da regência nominal, é preciso levar em conta que vários 
nomes apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de 
que derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses 
casos, conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o 
exemplo: Verbo obedecer e os nomes correspondentes: todos 
regem complementos introduzidos pela preposição "a". Veja: 
Obedecer a algo/ a alguém. 
Obediente a algo/ a alguém. 
 
Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados da 
preposição ou preposições que os regem. Observe-os 
atentamente e procure, sempre que possível, associar esses 
nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece. 
 
Substantivos 
Admiração a, por 
Devoção a, para, com, por 
Medo a, de 
Aversão a, para, por 
Doutor em 
Obediência a 
Atentado a, contra 
Dúvida acerca de, em, sobre 
Ojeriza a, por 
Bacharel em 
Horror a 
Proeminência sobre 
Capacidade de, para 
Impaciência com 
Respeito a, com, para com, por 
 
Adjetivos 
Acessível a 
Diferente de 
Necessário a 
Acostumado a, com 
Entendido em 
Nocivo a 
Afável com, para com 
Equivalente a 
Paralelo a 
Agradável a 
Escasso de 
Parco em, de 
Alheio a, de 
Essencial a, para 
Passível de 
Análogo a 
Fácil de 
Preferível a 
Ansioso de, para, por 
Fanático por 
Prejudicial a 
Apto a, para 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 28 
Favorável a 
Prestes a 
Ávido de 
Generoso com 
Propício a 
Benéfico a 
Grato a, por 
Próximo a 
Capaz de, para 
Hábil em 
Relacionado com 
Compatível com 
Habituado a 
Relativo a 
Contemporâneo a, de 
Idêntico a 
Satisfeito com, de, em, por 
Contíguo a 
Impróprio para 
Semelhante a 
Contrário a 
Indeciso em 
Sensível a 
Curioso de, por 
Insensível a 
Sito em 
Descontente com 
Liberal com 
Suspeito de 
Desejoso de 
Natural de 
Vazio de 
 
Advérbios 
- Longe de; 
- Perto de. 
 
Obs.: os advérbios terminados em -mente tendem a seguir 
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela à; 
paralelamente a; relativa a; relativamente a.14 
 
Questões 
 
01. (Administrador - FCC) 
... a que ponto a astronomia facilitou a obra das outras 
ciências ... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o 
grifado acima está empregado em: 
(A) ...astros que ficam tão distantes... 
(B) ...que a astronomia é uma das ciências... 
(C) ...que nos proporcionou um espírito... 
(D) ...cuja importância ninguém ignora... 
(E) ...onde seu corpo não passa de um ponto obscuro... 
 
02. (Agente de Apoio Administrativo - FCC) 
...pediu ao delegado do bairro que desse um jeito nos filhos 
do sueco. 
O verbo que exige, no contexto, o mesmo tipo de 
complementos que o grifado acima está empregado em: 
(A) ...que existe uma coisa chamada EXÉRCITO... 
(B) ...como se isso aqui fosse casa da sogra? 
(C) ...compareceu em companhia da mulher à delegacia... 
(D) Eu ensino o senhor a cumprir a lei, ali no duro... 
(E) O delegado apenas olhou-a espantado com o 
atrevimento. 
 
03. (Agente de Defensoria Pública - FCC) 
 
14 www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php 
... constava simplesmente de uma vareta quebrada em partes 
desiguais... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o 
grifado acima está empregado em: 
(A) Em campos extensos, chegavam em alguns casos a 
extremos de sutileza. 
(B) ...eram comumente assinalados a golpes de machado nos 
troncos mais robustos. 
(C) Os toscos desenhos e os nomes estropiados desorientam, 
não raro, quem... 
(D) Koch-Grünberg viu uma dessas marcas de caminho na 
serra de Tunuí... 
(E) ...em que tão bem se revelam suas afinidades com o 
gentio, mestre e colaborador... 
 
04. (Agente Técnico - FCC) 
... para lidar com as múltiplas vertentes da justiça... 
O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o da 
frase acima se encontra em: 
(A) A palavra direito, em português, vem de directum, do 
verbo latino dirigere... 
(B) ...o Direito tem uma complexa função de gestão dassociedades... 
(C) ...o de que o Direito [...] esteja permeado e regulado pela 
justiça. 
(D) Essa problematicidade não afasta a força das aspirações 
da justiça... 
(E) Na dinâmica dessa tensão tem papel relevante o 
sentimento de justiça. 
 
05. Leia a tira a seguir. 
 
 
 
Considerando as regras de regência da norma-padrão da 
língua portuguesa, a frase do primeiro quadrinho está 
corretamente reescrita, e sem alteração de sentido, em: 
(A) Ter amigos ajuda contra o combate pela depressão. 
(B) Ter amigos ajuda o combate sob a depressão. 
(C) Ter amigos ajuda do combate com a depressão. 
(D) Ter amigos ajuda ao combate na depressão. 
(E) Ter amigos ajuda no combate à depressão. 
 
06. (Escrevente TJ SP - VUNESP) Assinale a alternativa 
em que o período, adaptado da revista Pesquisa Fapesp de 
junho de 2012, está correto quanto à regência nominal e à 
pontuação. 
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, 
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais 
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em 
outros. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 29 
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um 
exemplo!, do que em outros. 
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um 
exemplo, do que em outros. 
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um 
exemplo - do que em outros. 
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, 
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais 
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em 
outros. 
 
07. (Papiloscopista Policial - VUNESP) Assinale a 
alternativa correta quanto à regência dos termos em destaque. 
(A) Ele tentava convencer duas senhoras a assumir a 
responsabilidade pelo problema. 
(B) A menina tinha o receio a levar uma bronca por ter se 
perdido. 
(C) A garota tinha apenas a lembrança pelo desenho de 
um índio na porta do prédio. 
(D) A menina não tinha orgulho sob o fato de ter se 
perdido de sua família. 
(E) A família toda se organizou para realizar a procura à 
garotinha. 
 
08. (Analista de Sistemas - VUNESP) Assinale a 
alternativa que completa, correta e respectivamente, as 
lacunas do texto, de acordo com as regras de regência. 
Os estudos _______ quais a pesquisadora se reportou já 
assinalavam uma relação entre os distúrbios da imagem 
corporal e a exposição a imagens idealizadas pela mídia. 
A pesquisa faz um alerta ______ influência negativa que a 
mídia pode exercer sobre os jovens. 
(A) dos … na 
(B) nos … entre a 
(C) aos … para a 
(D) sobre os … pela 
(E) pelos … sob a 
 
09. (Analista em Planejamento, Orçamento e Finanças 
Públicas - VUNESP) Considerando a norma-padrão da língua, 
assinale a alternativa em que os trechos destacados estão 
corretos quanto à regência, verbal ou nominal. 
(A) O prédio que o taxista mostrou dispunha de mais de 
dez mil tomadas. 
(B) O autor fez conjecturas sob a possibilidade de haver 
um homem que estaria ouvindo as notas de um oboé. 
(C) Centenas de trabalhadores estão empenhados de criar 
logotipos e negociar. 
(D) O taxista levou o autor a indagar no número de 
tomadas do edifício. 
(E) A corrida com o taxista possibilitou que o autor 
reparasse a um prédio na marginal. 
 
10. (Assistente de Informática II - VUNESP) Assinale a 
alternativa que substitui a expressão destacada na frase, 
conforme as regras de regência da norma-padrão da língua e 
sem alteração de sentido. 
Muitas organizações lutaram a favor da igualdade de 
direitos dos trabalhadores domésticos. 
(A) da 
(B) na 
(C) pela 
 
15 www.infoescola.com/portugues/distincao-entre-fonetica-e-fonologia/ 
(D) sob a 
E) sobre a 
 
Respostas 
1.D / 2.D / 3.A / 4.A / 5.E / 6.D / 7.A / 8.C / 9.A / 10.C 
 
FONÉTICA 
 
A fonética, de acordo com Paula Perin dos Santos, estuda 
os sons como entidades físico-articulatórias isoladas 
(aparelho fonador). Cabe a ela descrever os sons da linguagem 
e analisar suas particularidades acústicas e perceptivas. Ela 
fundamenta-se em estudar os sons da voz humana, 
examinando suas propriedades físicas independentemente do 
seu “papel lingüístico de construir as formas da língua”. Sua 
unidade mínima de estudo é o som da fala, ou seja, o fone.15 
A Fonética se diferencia da Fonologia por considerar os 
sons independentes das oposições paradigmáticas e 
combinações sintagmáticas. Observe no esquema: 
 
1. Oposições paradigmáticas: aquelas cuja presença ou 
ausência implica em mudança de sentido. Ex. 
/p/ata /b/ata /m/ata 
Oclusiva Oclusiva Oclusiva 
Bilabial Bilabial Bilabial 
Surda Sonora Surda 
Oral Oral Nasal 
 
2. Combinações Sintagmáticas: arranjos e disposições 
lineares no contínuo sonoro. Troca na posição dos fonemas 
entre si. Ex. 
 
Roma, amor, mora, ramo 
 
A Fonética e a Fonologia são duas disciplinas 
interdependentes, uma vez que, para qualquer estudo de 
natureza fonológica, é imprescindível partir do conteúdo 
fonético, articulatório e/ou acústico, para determinar as 
unidades distintivas de cada língua. Desta forma, a Fonética e 
a Fonologia não são dicotômicas, pois a Fonética trata da 
substância da expressão, enquanto a Fonologia trata da forma 
da expressão, constituindo, as duas ciências, dentro de um 
mesmo plano de expressão. 
O termo ‘Fonética’ pode significar tanto o estudo de 
qualquer som produzido pelos seres humanos, quando o 
estudo da articulação, da acústica e da percepção dos sons 
utilizados em línguas específicas. No primeiro tipo de 
investigação, torna-se evidente a autonomia da Fonética em 
relação à Fonologia. No segundo tipo de investigação, porém, 
as relações entre as duas ciências se tornam patentes. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
VOGAIS 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 30 
Tr
anscrição Fonética: 
 
As transcrições fonéticas são feitas entre colchetes [...] e 
para fazê-las, os linguistas recorrem ao Quadro Fonético 
Internacional. Nesse quadro há para cada fone um símbolo 
fonético específico. 
Segue abaixo uma versão adaptada do quadro: 
 
 
www.fonologia.org/fonetica_articulatoria.php 
 
Exemplos de transcrições fonéticas de palavras: 
 
 
 
Questões 
 
01. (Pref. de Cruzeiro/SP - Instrutor - 
INST.EXCELÊNCIA/2016) Sobre fonologia e fonética, observe 
as afirmativas a seguir: 
 
I - A fonética se diferencia da Fonologia por considerar os 
sons independentes das oposições paradigmáticas e 
combinações sintagmáticas. 
II - A fonética estuda os sons como entidades físico-
articulatórias associadas. É a parte da Gramática que estuda de 
forma geral os fonemas, ou seja, os sons que as letras emitem. 
III - À fonologia cabe estudar as diferenças fônicas 
intencionais, distintivas, isto é, que se unem a diferenças de 
significação; estabelecer a relação entre os elementos de 
diferenciação e quais as condições em que se combinam uns 
com os outros para formar morfemas, palavras e frases. 
Assinale a alternativa CORRETA: 
(A) As afirmativas I e II estão corretas. 
(B) As afirmativas II e III estão corretas. 
(C) As afirmativas I e III estão corretas. 
(D) Nenhuma das alternativas. 
 
02. (Pref. de Cruzeiro/SP - Professor Língua Portuguesa - 
INST.EXCELÊNCIA/2016) 
 
Qualquer comunicação realizada com sucesso pressupõe 
alguns requisitos básicos para os interlocutores: um 
funcionamento físico adequado docérebro, dos pulmões, da 
laringe, do ouvido, dentre outros órgãos, responsáveis pela 
produção e audição (percepção) dos sons da fala. Além desses, 
deve haver o reconhecimento da pronúncia de cada um dos 
interlocutores, pois, mesmo que tivessem os órgãos da fala e 
da audição em perfeito estado, essa comunicação poderia não 
ter sucesso se um deles não compreendesse a língua falada 
pelo outro. Sobre fonética e fonologia, assinale a alternativa 
CORRETA. 
I - Podemos estudar a fala a partir da sua fisiologia, ou seja, 
a partir dos órgãos que a produzem, tais como a língua, 
responsável pela articulação da maior parte dos sons da fala; e 
a laringe, responsável principalmente pela produção de “voz” 
que leva à distinção entre sons vozeados (sonoros) e não 
vozeados (surdos). 
II - A fala tem como principal objetivo o aporte de 
significado, mas, para isso, deve se constituir em uma atividade 
sistematicamente organizada. 
III - A fala pode ser descrita sob diferentes aspectos, uns 
mais próximos do que se convenciona chamar de Fonética, 
outros mais próximos do que se convenciona chamar de 
Fonética. 
IV - Tanto a fonética quanto a fonologia investigam como 
os seres humanos produzem e ouvem os sons da fala. 
V - A Fonética pode ser vista como a organização da fala 
focalizando línguas específicas. 
 
(A) Somente a alternativa I está correta. 
(B) As alternativas I, II e IV estão corretas. 
(C) Somente as alternativas II e IV estão corretas. 
(D) As alternativas III e V estão corretas. 
 
03. (IF/SC - Professor Português - IF/SC) 
 
Durante uma aula de Português, enquanto os alunos de 
uma turma do Ensino Técnico Integrado fazem algumas 
atividades, uma das estudantes chama a professora e propõe-
lhe o seguinte desafio: “Professora, quero só ver se consegue 
pronunciar a palavra ‘bebê’ sem encostar os lábios.” Apesar de 
não fazer parte do assunto da aula, a professora decide 
explicar à aluna os motivos de sua dificuldade em pronunciar 
a referida palavra sem encostar os lábios. No momento da 
explicação, a professora modaliza a fala, mas menciona, a título 
de curiosidade, que [b], de acordo com a tabela fonética 
consonantal, recebe uma determinada classificação. 
 
Assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE 
essa classificação. 
(A)Consoante oclusiva dental/alveolar surda/desvozeada. 
(B) Consoante oclusiva bilabial surda/desvozeada. 
(C) Consoante oclusiva velar surda/desvozeada. 
(D) Consoante oclusiva dental/alveolar sonora/vozeada. 
(E) Consoante oclusiva bilabial sonora/vozeada. 
 
Gabarito 
01.C / 02.B / 03.E 
 
 
 
MORFOLOGIA 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 31 
A Morfologia16 é o estudo a respeito da estrutura, formação 
e classificação das palavras. Estudar morfologia significa 
estudar, isoladamente, as classes das palavras; diferentemente 
da sintaxe, que trata do estudo das funções das palavras na 
oração. 
Podemos dividir o estudo das classes morfológicas da 
seguinte forma: 
 
- Processos de estrutura e formação das palavras; 
- Classe de Palavras: substantivo, adjetivo, artigo, numeral, 
pronome, verbo, advérbio, preposição, conjunção e interjeição. 
 
ESTRUTURA E FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
 
Observe as seguintes palavras: 
escol-a 
escol-ar 
escol-arização 
escol-arizar 
sub-escol-arização 
 
Percebemos17 que há um elemento comum a todas elas: a 
forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis, 
responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por 
exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se 
escolar pelo acréscimo do elemento destacável: ar. 
Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas 
palavras que selecionamos, podemos depreender a existência 
de diferentes elementos formadores. Cada um desses 
elementos formadores é uma unidade mínima de significação, 
um elemento significativo indecomponível, a que damos o 
nome de morfema. 
 
Classificação dos Morfemas 
 
Radical: há um morfema comum a todas as palavras que 
estamos analisando: escol-. 
É esse morfema comum - o radical - que faz com que as 
consideremos palavras de uma mesma família de significação. 
- Nos cognatos o radical é a parte da palavra responsável 
por sua significação principal. 
 
Afixos: como vimos, o acréscimo do morfema - ar - cria 
uma nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante, o 
acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol 
criou subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de 
afixos. 
Quando são colocados antes do radical, como acontece 
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como 
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados 
de sufixos. 
- Prefixos e Sufixos, além de operar mudança de classe 
gramatical, são capazes de introduzir modificações de 
significado no radical a que são acrescentados. 
 
Desinências: quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se 
formas como amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, 
amavam. Essas modificações ocorrem à medida que o verbo 
vai sendo flexionado em número (singular e plural) e pessoa 
(primeira, segunda ou terceira). Também ocorrem se 
modificarmos o tempo e o modo do verbo (amava, amara, 
amasse, por exemplo). 
Assim, podemos concluir, que existem morfemas que 
indicam as flexões das palavras. Esses morfemas sempre 
surgem no fim das palavras variáveis e recebem o nome de 
desinências, no qual podem ser divididos em: 
 
16 https://portugues.uol.com.br/gramatica/morfologia.html 
17 http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e-formacao-de-palavras-
i.htm 
 
a) Desinências nominais: indicam o gênero e o número 
dos nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma 
opor as desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. 
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o 
morfema –s, que indica o plural em oposição à ausência de 
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; 
garota/garotas; menino/meninos; menina/meninas. 
No caso dos nomes terminados em –r e – z, a desinência de 
plural assume a forma -es: 
mar/mares; 
revólver/revólveres; 
cruz/cruzes. 
 
b) Desinências verbais: em nossa língua, as desinências 
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que 
indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e 
aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos 
(desinência número-pessoais): 
 cant-á-va-mos 
 cant-á-sse-is 
cant: radical 
 cant: radical 
-á-: vogal temática 
 -á-: vogal temática 
 
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito 
imperfeito do indicativo). 
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito 
imperfeito do subjuntivo). 
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira 
pessoa do plural). 
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda 
pessoa do plural). 
 
Vogal Temática: observe que, entre o radical cant- e as 
desinências verbais, surge sempre o morfema – a. 
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado 
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo 
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se 
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes 
apresentam vogais temáticas. 
 
Vogais Temáticas Nominais: são -a, -e, e -o, quando 
átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, 
triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que 
essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois 
a mesa, a escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. 
É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora 
de plural: 
mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais 
tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam 
vogal temática. 
 
Vogais temáticas verbais: são -a, -e e - i, que caracterizam 
três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. 
Assim, os verbos cuja vogaltemática é -a pertencem à primeira 
conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à 
segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem 
à terceira conjugação. 
 
primeira conj. segunda conj. terceira conj. 
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra 
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse 
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 32 
Vogal ou consoante de ligação: as vogais ou consoantes 
de ligação são morfemas que surgem por motivos eufônicos, 
ou seja, para facilitar ou mesmo possibilitar a leitura de uma 
determinada palavra. Temos um exemplo de vogal de ligação 
na palavra escolaridade: o - i - entre os sufixos - ar- e -dade 
facilita a emissão vocal da palavra. Outros exemplos: 
gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira, chaleira, 
tricota. 
 
Processos de Formação de Palavras 
 
Composição 
Haverá composição quando se juntarem dois ou mais 
radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de 
composição: justaposição e aglutinação. 
a) Justaposição: ocorre quando os elementos que formam 
o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos. Por 
exemplo: Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol. 
 
b) Aglutinação: ocorre quando os elementos que formam 
o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde sua 
integridade sonora. Por exemplo: Aguardente (água + 
ardente), planalto (plano + alto), pernalta (perna + alta), 
vinagre (vinho + acre) 
 
Derivação por Acréscimo de Afixos 
É o processo pelo qual se obtêm palavras novas 
(derivadas) pela anexação de afixos à palavra primitiva. A 
derivação pode ser: prefixal, sufixal e parassintética. 
 
a) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de prefixo. 
In------ --feliz des----------leal 
Prefixo radical prefixo radical 
 
b) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por 
acréscimo de sufixo. 
 Feliz---- mente leal------dade 
Radical sufixo radical sufixo 
 
c) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo 
simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem 
o sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não 
“existiria”). Por parassíntese formam-se principalmente 
verbos. 
En-- -----trist- ----ecer 
Prefixo radical sufixo 
 
en----- ---tard--- --ecer 
prefixo radical sufixo 
 
Outros Tipos de Derivação 
Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem 
que haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva 
e a derivação imprópria. 
 
a) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por 
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação 
de substantivos derivados de verbos. 
Por exemplo: A pesca está proibida. (pescar). Proibida a 
caça. (caçar) 
 
b) Derivação imprópria: a palavra nova (derivada) é 
obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra 
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão 
somente na classe gramatical. Por exemplo: 
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê 
deriva da conjunção porque) 
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, 
substantivo) 
 
Outros processos de formação de palavras 
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos 
oriundos de línguas diferentes. 
automóvel (auto: grego; móvel: latim) 
sociologia (socio: latim; logia: grego) 
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) 
 
- Abreviação vocabular: cujo traço peculiar manifesta-se 
por meio da eliminação de um segmento de uma palavra no 
intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente 
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
metropolitano – metrô 
extraordinário – extra 
otorrinolaringologista – otorrino 
telefone – fone 
pneumático – pneu 
 
- Onomatopeia: consiste em criar palavras, tentando 
imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por 
exemplo: zum-zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-
blá-blá. 
 
- Siglas: as siglas são formadas pela combinação das letras 
iniciais de uma sequência de palavras que constitui um nome. 
Por exemplo: IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e 
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). 
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não 
ser que haja mais de três letras e a sigla seja 
pronunciável sílaba por sílaba. 
Por exemplo: Unicamp, Petrobras. 
 
Questões 
 
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam 
pelo mesmo processo: 
A) ajoelhar / antebraço / assinatura 
B) atraso / embarque / pesca 
C) o jota / o sim / o tropeço 
D) entrega / estupidez / sobreviver 
E) antepor / exportação / sanguessuga 
 
02. A palavra “aguardente” formou-se por: 
A) hibridismo 
B) aglutinação 
C) justaposição 
D) parassíntese 
E) derivação regressiva 
 
03. Que item contém somente palavras formadas por 
justaposição? 
A) desagradável - complemente 
B) vaga-lume - pé-de-cabra 
C) encruzilhada - estremeceu 
D) supersticiosa - valiosas 
E) desatarraxou - estremeceu 
 
04. “Sarampo” é: 
A) forma primitiva 
B) formado por derivação parassintética 
C) formado por derivação regressiva 
D) formado por derivação imprópria 
E) formado por onomatopeia 
 
05. As palavras são formadas através de derivação 
parassintética em 
A)infelizmente, desleal, boteco, barraco. 
B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer. 
C)caça, pesca, choro, combate. 
D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 33 
 
Gabarito 
01.B / 02.B / 03.B / 04.C / 05.B 
CLASSES DE PALAVRAS 
 
Em Classes de Palavras, estudaremos artigo, substantivo, 
adjetivo, numeral, pronome, verbo, advérbio, preposição, 
interjeição e conjunção. E dentro de cada uma, abordaremos 
seu emprego e quando houver, sua flexão. 
 
Artigo 
 
É a palavra que acompanha o substantivo, indicando-lhe o 
gênero e o número, determinando-o ou generalizando-o. Os 
artigos podem ser: 
Definidos: o, a, os, as; determinam os substantivos, trata de 
um ser já conhecido; denota familiaridade: “A grande reforma 
do ensino superior é a reforma do ensino fundamental e do 
médio.” 
Indefinidos: um, uma, uns, umas; Trata-se de um ser 
desconhecido, dá ao substantivo valor vago: “...foi chegando 
um caboclinho magro, com uma taquara na mão.” (A. Lima) 
 
Usa-se o artigo definido: 
- com a palavra ambos: falou-nos que ambos os culpados 
foram punidos. 
- com nomes próprios geográficos de estado, país, oceano, 
montanha, rio, lago: o Brasil, o rio Amazonas, a Argentina, o 
oceano Pacífico. Ex.: Conheço o Canadá mas não conheço 
Brasília. 
- depois de todos/todas + numeral + substantivo: Todos 
os vinte atletas participarão do campeonato. 
- com o superlativo relativo: Mariane escolheu as mais 
lindas flores da floricultura. 
- com a palavra outro, com sentido determinado: Marcelo 
tem dois amigos: Rui é alto e lindo, o outro é atlético e 
simpático. 
- antes dos nomes das quatro estações do ano: Depois da 
primavera vem o verão. 
- com expressões de peso e medida: O álcool custa um real 
o litro. (=cada litro) 
 
Não se usa o artigo definido: 
- antes de pronomes de tratamento iniciados por 
possessivos: Vossa Excelência, Vossa Senhoria. Ex.: Vossa 
Alteza estará presente ao debate? 
- antes de nomes de meses: O campeonato aconteceu em 
maio de 2002. 
- alguns nomes de países, como Espanha, França, 
Inglaterra, Itália podem ser construídos sem o artigo, 
principalmente quando regidos de preposição. Ex.: “Viveu 
muito tempo em Espanha.” 
- antes de todos / todas + numeral: Eles são, todos 
quatro, amigosde João Luís e Laurinha. 
- antes de palavras que designam matéria de estudo, 
empregadas com os verbos: aprender, estudar, cursar, 
ensinar. Ex.: Estudo Inglês e Cristiane estuda Francês. 
 
O uso do artigo é facultativo: 
- antes do pronome possessivo: Sua / A sua incompetência 
é irritante. 
- antes de nomes próprios de pessoas: Você já visitou 
Luciana / a Luciana? 
- “Daqui para a frente, tudo vai ser diferente.” (Para a 
frente: exige a preposição) 
 
Formas combinadas do artigo definido: Preposição + o = ao 
/ de + o, a = do, da / em + o, a = no, na / por + o, a = pelo, pela. 
 
Usa-se o artigo indefinido: 
- para indicar aproximação numérica: Nicole devia ter uns 
oito anos. 
- antes dos nomes de partes do corpo ou de objetos em 
pares: Usava umas calças largas e umas botas longas. 
- em linguagem coloquial, com valor intensivo: Rafaela é 
uma meiguice só. 
- para comparar alguém com um personagem célebre: Luís 
August é um Rui Barbosa. 
 
O artigo indefinido não é usado: 
- em expressões de quantidade: pessoa, porção, parte, 
gente, quantidade. Ex.: Reservou para todos boa parte do lucro. 
- com adjetivos como: escasso, excessivo, suficiente. Ex.: 
Não há suficiente espaço para todos. 
- com substantivo que denota espécie. Ex.: Cão que ladra 
não morde. 
 
Formas combinadas do artigo indefinido: Preposição de e 
em + um, uma = num, numa, dum, duma. 
 
O artigo (o, a, um, uma) anteposto a qualquer palavra 
transforma-a em substantivo. O ato literário é o conjunto do 
ler e do escrever. 
 
Questões 
 
01. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão 
Contábil - FGV/2018) A frase abaixo em que o emprego do 
artigo mostra inadequação é: 
(A) Todas as coisas que hoje se creem antiquíssimas já 
foram novas; 
(B) Cuidado com todas as coisas que requeiram roupas 
novas; 
(C) Todos os bons pensamentos estão presentes no 
mundo, só falta aplicá-los; 
(D) Em toda a separação existe uma imagem da morte; 
(E) Alegria de amor dura apenas um instante, mas 
sofrimento de amor dura toda a vida. 
 
02. (IF/AP – Auxiliar em Administração – 
FUNIVERSA/2016) 
 
 
Internet: <http://educacaoepraxis.blogspot.com.br>. 
 
No segundo quadrinho, correspondem, respectivamente, a 
substantivo, pronome, artigo e advérbio: 
(A) “guerra”, “o”, “a” e “por que”. 
(B) “mundo”, “a”, “o” e “lá”. 
(C) “quando”, “por que”, “e” e “lá”. 
(D) “por que”, “não”, “a” e “quando”. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 34 
(E) “guerra”, “quando”, “a” e “não”. 
 
03. (SESAP/RN - Técnico em Enfermagem - 
COMPERVE/2018) 
 
Nas décadas subsequentes, vários estudos 
correlacionaram os hábitos dos pacientes como fatores de 
risco para doenças cardiovasculares. Sedentarismo, 
tabagismo, obesidade, entre outros, aumentam drasticamente 
as chances de enfarte. 
 
Com relação à quantidade de artigos no trecho, há 
(A) cinco. 
(B) três. 
(C) quatro. 
(D) dois. 
 
04. (Prefeitura Tanguá/RJ - Técnico de Enfermagem - 
MS Concursos/2017) Considere as afirmações sobre artigo e 
numeral e assinale a alternativa correta: 
I - Algumas palavras que atendem o substantivo, como um, 
em “um dia”, podem modificar-lhe o sentido. Podemos 
entender a expressão como “um dia qualquer” e também como 
“um único dia.” Na primeira situação, a palavra um é artigo; na 
segunda, um é numeral. 
II - Artigo é a palavra que antecede o substantivo, 
definindo-o ou indefinindo-o. Numeral é a palavra que 
expressa quantidade exata de pessoas ou coisas, ou lugar que 
elas ocupam numa determinada sequência. 
III - Os numerais classificam-se em: cardinais (designam 
uma quantidade de seres); ordinais (indicam série, ordem, 
posição); multiplicativos (expressam aumento proporcional a 
um múltiplo da unidade); fracionários (denotam diminuição 
proporcional a divisões, frações da unidade). 
IV - O numeral pode referir-se a um substantivo ou 
substituí-lo; no primeiro caso, é numeral substantivo; no 
segundo, numeral adjetivo. 
 
(A) Apenas II, III e IV estão corretas. 
(B) Apenas I, III e IV estão corretas. 
(C) Apenas I, II e III estão corretas. 
(D) Apenas I, II e IV estão corretas. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.E / 03.C / 04.C 
 
Substantivo 
 
É a palavra que dá nomes aos seres. Inclui os nomes de 
pessoas, de lugares, coisas, entes de natureza espiritual ou 
mitológica: vegetação, sereia, cidade, anjo, árvore, respeito, 
criança. 
 
Classificação 
- Comuns: nomeiam os seres da mesma espécie. Ex.: 
menina, piano, estrela, rio, animal, árvore. 
- Próprios: referem-se a um ser em particular. Ex.: Brasil, 
América do Norte, Deus, Paulo, Lucélia. 
- Concretos: são aqueles que têm existência própria; são 
independentes; reais ou imaginários. Ex.: mãe, mar, água, anjo, 
alma, Deus, vento, saci. 
- Abstrato: são os que não têm existência própria; depende 
sempre de um ser para existir. Designam qualidades, 
sentimentos, ações, estados dos seres: dor, doença, amor, fé, 
beijo, abraço, juventude, covardia. Ex.: É necessário alguém ser 
ou estar triste para a tristeza manifestar-se. 
Formação 
- Simples: são aqueles formados por apenas um radical: 
chuva, tempo, sol, guarda. 
- Compostos: são os que são formados por mais de dois 
radicais: guarda-chuva, girassol, água-de-colônia. 
- Primitivos: são os que não derivam de outras palavras; 
vieram primeiro, deram origem a outras palavras. Ex.: ferro, 
Pedro, mês, queijo. 
- Derivados: são formados de outra palavra já existente; 
vieram depois. Ex.: ferradura, pedreiro, mesada, requeijão. 
- Coletivos: os substantivos comuns que, mesmo no 
singular, designam um conjunto de seres de uma mesma 
espécie. Ex.: 
 
Álbum de fotografias Colmeia de abelhas 
Alcateia de lobos Concílio 
de bispos em 
assembleia 
Antologia 
de textos 
escolhidos 
Conclave de cardeais 
Arquipélago ilhas Cordilheira de montanhas 
 
Reflexão do Substantivo 
Os substantivos apresentam variações ou flexões de gênero 
(masculino/feminino), de número (plural/singular) e de grau 
(aumentativo/diminutivo). 
 
Gênero (masculino/feminino) 
Na língua portuguesa há dois gêneros: masculino e 
feminino. A regra para a flexão do gênero é a troca de o por a, 
ou o acréscimo da vogal a, no final da palavra: mestre, mestra. 
 
Formação do Feminino 
O feminino se realiza de três modos: 
- Flexionando-se o substantivo masculino: filho, filha / 
mestre, mestra / leão, leoa; 
- Acrescentando-se ao masculino a desinência “a” ou um 
sufixo feminino: autor, autora / deus, deusa / cônsul, 
consulesa / cantor, cantora / reitor, reitora. 
- Utilizando-se uma palavra feminina com radical 
diferente: pai, mãe / homem, mulher / boi, vaca / carneiro, 
ovelha / cavalo, égua. 
 
Substantivos Uniformes 
- Epicenos: designam certos animais e têm um só gênero, 
quer se refiram ao macho ou à fêmea. – jacaré macho ou fêmea 
/ a cobra macho ou fêmea. 
- Comuns de dois gêneros: apenas uma forma e designam 
indivíduos dos dois sexos. São masculinos ou femininos. A 
indicação do sexo é feita com uso do artigo masculino ou 
feminino: o, a intérprete / o, a colega / o, a médium / o, a 
pianista. 
- Sobrecomuns: designam pessoas e têm um só gênero 
para homem ou a mulher: a criança (menino, menina) / a 
testemunha (homem, mulher) / o cônjuge (marido, mulher). 
 
Alguns substantivos que mudam de sentido, quando se 
troca o gênero: 
o lotação (veículo) - a lotação (efeito de lotar); 
o capital (dinheiro) - a capital (cidade); 
o cabeça (chefe, líder) - a cabeça (parte do corpo); 
o guia (acompanhante) - a guia (documentação). 
 
São masculinos: o eclipse, o dó, o dengue (manha), o 
champanha, o soprano, o clã, o alvará, o sanduíche, o clarinete, 
o Hosana, o espécime, o guaraná, o diabete ou diabetes, o tapa, 
o lança-perfume, o praça (soldado raso), o pernoite, o 
formicida, o herpes, o sósia, o telefonema, o saca-rolha, o 
plasma, o estigma. 
 
São femininos: a dinamite, a derme, a hélice, a aluvião,a 
análise, a cal, a gênese, a entorse, a faringe, a cólera (doença), 
a cataplasma, a pane, a mascote, a libido (desejo sexual), a rês, 
a sentinela, a sucuri, a usucapião, a omelete, a hortelã, a fama, 
a Xerox, a aguardente. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 35 
 
Número (plural/singular) 
Acrescentam-se: 
- S – aos substantivos terminados em vogal ou ditongo: 
povo, povos / feira, feiras / série, séries. 
- S – aos substantivos terminados em N: líquen, liquens / 
abdômen, abdomens / hífen, hífens. Também: líquenes, 
abdômenes, hífenes. 
- ES – aos substantivos terminados em R, S, Z: cartaz, 
cartazes / motor, motores / mês, meses. Alguns terminados em 
R mudam sua sílaba tônica, no plural: júnior, juniores / caráter, 
caracteres / sênior, seniores. 
- IS – aos substantivos terminados em al, el, ol, ul: jornal, 
jornais / sol, sóis / túnel, túneis / mel, meles, méis. Exceções: 
mal, males / cônsul, cônsules / real, réis. 
- ÃO – aos substantivos terminados em ão, acrescenta S: 
cidadão, cidadãos / irmão, irmãos / mão, mãos. 
 
Trocam-se: 
- ão por ões: botão, botões / limão, limões / portão, portões 
/ mamão, mamões. 
- ão por ãe: pão, pães / charlatão, charlatães / alemão, 
alemães / cão, cães. 
- il por is (oxítonas): funil, funis / fuzil, fuzis / canil, canis / 
pernil, pernis. 
- por eis (paroxítonas): fóssil, fósseis / réptil, répteis / 
projétil, projéteis. 
- m por ns: nuvem, nuvens / som, sons / vintém, vinténs / 
atum, atuns. 
- zito, zinho - 1º coloca-se o substantivo no plural: balão, 
balões. 2º elimina-se o S + zinhos. 
Balão – balões – balões + zinhos: balõezinhos. 
Papel – papéis – papel + zinhos: papeizinhos. 
Cão – cães - cãe + zitos: Cãezitos. 
 
Alguns substantivos terminados em X são invariáveis 
(valor fonético = cs): os tórax, os tórax / o ônix, os ônix / a fênix, 
as fênix / uma Xerox, duas Xerox / um fax, dois fax. 
 
Substantivos terminados em ÃO com mais de uma forma 
no plural: 
aldeão, aldeões, aldeãos; 
verão, verões, verãos; 
anão, anões, anãos; 
guardião, guardiões, guardiães; 
corrimão, corrimãos, corrimões; 
ancião, anciões, anciães, anciãos; 
ermitão, ermitões, ermitães, ermitãos. 
 
Metafonia - apresentam o “o” tônico fechado no singular e 
aberto no plural: caroço (ô), caroços (ó) / imposto (ô), 
impostos (ó). 
 
Substantivos que mudam de sentido quando usados no 
plural: Fez bem a todos (alegria); Houve separação de bens. 
(Patrimônio); Conferiu a féria do dia. (Salário); As férias foram 
maravilhosas. (Descanso). 
 
Substantivos empregados somente no plural: Arredores, 
belas-artes, bodas (ô), condolências, cócegas, costas, exéquias, 
férias, olheiras, fezes, núpcias, óculos, parabéns, pêsames, 
viveres, idos, afazeres, algemas. 
 
Plural dos Substantivos Compostos 
 
Somente o segundo (ou último) elemento vai para o plural: 
 
- palavra unida sem hífen: pontapé = pontapés / girassol 
= girassóis / autopeça = autopeças. 
- verbo + substantivo: saca-rolha = saca-rolhas / arranha-
céu = arranha-céus / bate-bola = bate-bolas / guarda-roupa = 
guarda-roupas / guarda-sol = guarda-sóis / vale-refeição = 
vale-refeições. 
- elemento invariável + palavra variável: sempre-viva = 
sempre-vivas / abaixo-assinado = abaixo-assinados / recém-
nascido = recém-nascidos / ex-marido = ex-maridos / auto-
escola = auto-escolas. 
- palavras repetidas: o reco-reco = os reco-recos / o tico-
tico = os tico-ticos / o corre-corre = os corre-corres. 
- substantivo composto de três ou mais elementos não 
ligados por preposição: o bem-me-quer = os bem-me-queres / 
o bem-te-vi = os bem-te-vis / o sem-terra = os sem-terra / o 
fora-da-lei = os fora-da-lei / o João-ninguém = os joões-ninguém 
/ o ponto-e-vírgula = os ponto e vírgulas / o bumba meu boi = 
os bumba meu bois. 
- quando o primeiro elemento for: grão, grã (grande), bel: 
grão-duque = grão-duques / grã-cruz = grã-cruzes / bel-prazer 
= bel-prazeres. 
 
Somente o primeiro elemento vai para o plural: 
 
- substantivo + preposição + substantivo: água de colônia 
= águas-de-colônia / mula-sem-cabeça = mulas-sem-cabeça / 
pão-de-ló = pães-de-ló / sinal-da-cruz = sinais-da-cruz. 
- quando o segundo elemento limita o primeiro ou dá 
ideia de tipo, finalidade: samba-enredo = sambas-enredo / 
pombo-correio = pombos-correio / salário-família = salários-
família / banana-maçã = bananas-maçã / vale-refeição = vales-
refeição (vale = ter valor de, substantivo+especificador) 
 
Os dois elementos ficam invariáveis quando houver: 
 
- verbo + advérbio: o ganha-pouco = os ganha-pouco / o 
cola-tudo = os cola-tudo / o bota-fora = os bota-fora 
- os compostos de verbos de sentido oposto: o entra-e-sai 
= os entra-e-sai / o leva-e-traz = os leva-e-traz / o vai-e-volta 
= os vai-e-volta. 
 
Os dois elementos, vão para o plural: 
 
- substantivo + substantivo: decreto-lei = decretos-leis / 
abelha-mestra = abelhas-mestras / tia-avó = tias-avós / 
tenente-coronel = tenentes-coronéis / redator-chefe = 
redatores-chefes. 
- substantivo + adjetivo: amor-perfeito = amores-
perfeitos / capitão-mor = capitães-mores / carro-forte = 
carros-fortes / obra-prima = obras-primas / cachorro-quente 
= cachorros-quentes. 
- adjetivo + substantivo: boa-vida = boas-vidas / curta-
metragem = curtas-metragens / má-língua = más-línguas / 
- numeral ordinal + substantivo: segunda-feira = 
segundas-feiras / quinta-feira = quintas-feiras. 
 
Composto com a palavra guarda só vai para o plural se 
for pessoa: guarda-noturno = guardas-noturnos / guarda-
florestal = guardas-florestais / guarda-civil = guardas-civis / 
guarda-marinha = guardas-marinha. 
 
Plural dos nomes próprios personalizados: os Almeidas 
/ os Oliveiras / os Picassos / os Mozarts / os Kennedys / os 
Silvas. 
 
Plural das siglas, acrescenta-se um s minúsculo: CDs / 
DVDs / ONGs / PMs / Ufirs. 
 
Grau (aumentativo/diminutivo) 
Os substantivos podem ser modificados a fim de exprimir 
intensidade, exagero ou diminuição. A essas modificações é 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 36 
que damos o nome de grau do substantivo. Os graus 
aumentativos e diminutivos são formados por dois processos: 
 
- Sintético: com o acréscimo de um sufixo aumentativo ou 
diminutivo: peixe – peixão; peixe-peixinho; sufixo inho ou 
isinho. 
 
- Analítico: formado com palavras de aumento: grande, 
enorme, imensa, gigantesca (obra imensa / lucro enorme / 
carro grande / prédio gigantesco); e formado com as palavras 
de diminuição (diminuto, pequeno, minúscula, casa pequena, 
peça minúscula, saia diminuta). 
 
- Sem falar em aumentativo e diminutivo alguns 
substantivos exprimem também desprezo, crítica, indiferença 
em relação a certas pessoas e objetos: gentalha, mulherengo, 
narigão, gentinha, coisinha, povinho, livreco. 
- Já alguns diminutivos dão ideia de afetividade: filhinho, 
Toninho, mãezinha. 
- Em consequência do dinamismo da língua, alguns 
substantivos no grau diminutivo e aumentativo adquiriram 
um significado novo: portão, cartão, fogão, cartilha, folhinha 
(calendário). 
- As palavras proparoxítonas e as palavras terminadas em 
sílabas nasal, ditongo, hiato ou vogal tônica recebem o sufixo 
zinho(a): lâmpada (proparoxítona) = lampadazinha; irmão 
(sílaba nasal) = irmãozinho; herói (ditongo) = heroizinho; baú 
(hiato) = bauzinho; café (voga tônica) = cafezinho. 
- As palavras terminadas em s ou z, ou em uma dessas 
consoantes seguidas de vogal recebem o sufixo inho: país = 
paisinho; rapaz = rapazinho; rosa = rosinha; beleza = 
belezinha. 
- Há ainda aumentativos e diminutivos formados por 
prefixação: minissaia, maxissaia, supermercado, 
minicalculadora. 
 
Questões 
 
01. Assinale o par de vocábulos que fazem o plural da 
mesma forma que “balão” e “caneta-tinteiro”: 
(A) vulcão, abaixo-assinado;(B) irmão, salário-família; 
(C) questão, manga-rosa; 
(D) bênção, papel-moeda; 
(E) razão, guarda-chuva. 
 
02. Assinale a alternativa em que está correta a formação 
do plural: 
(A) cadáver – cadáveis; 
(B) gavião – gaviães; 
(C) fuzil – fuzíveis; 
(D) mal – maus; 
(E) atlas – os atlas. 
 
03. A palavra livro é um substantivo 
(A) próprio, concreto, primitivo e simples. 
(B) comum, abstrato, derivado e composto. 
(C) comum, abstrato, primitivo e simples. 
(D) comum, concreto, primitivo e simples. 
 
04. Assinale a alternativa em que todos os substantivos são 
masculinos: 
(A) enigma – idioma – cal; 
(B) pianista – presidente – planta; 
(C) champanha – dó(pena) – telefonema; 
(D) estudante – cal – alface; 
(E) edema – diabete – alface. 
 
05. Sabendo-se que há substantivos que no masculino têm 
um significado; e no feminino têm outro, diferente. Marque a 
alternativa em que há um substantivo que não corresponde ao 
seu significado: 
(A) O capital = dinheiro; 
 A capital = cidade principal; 
(B) O grama = unidade de medida; 
 A grama = vegetação rasteira; 
(C) O rádio = aparelho transmissor; 
 A rádio = estação geradora; 
(D) O cabeça = o chefe; 
 A cabeça = parte do corpo; 
(E) A cura = o médico. 
 O cura = ato de curar. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.D / 04.C / 05.E 
 
Adjetivo 
 
É a palavra variável em gênero, número e grau que 
modifica um substantivo, atribuindo-lhe uma qualidade, 
estado, ou modo de ser: laranjeira florida; céu azul; mau tempo. 
Os adjetivos classificam-se em: 
- simples: apresentam um único radical, uma única palavra 
em sua estrutura: alegre, medroso, simpático. 
- compostos: apresentam mais de um radical, mais de duas 
palavras em sua estrutura: estrelas azul-claras; sapatos 
marrom-escuros. 
- primitivos: são os que vieram primeiro; dão origem a 
outras palavras: atual, livre, triste, amarelo, brando. 
- derivados: são aqueles formados por derivação, vieram 
depois dos primitivos: amarelado, ilegal, infeliz, 
desconfortável. 
- pátrios: indicam procedência ou nacionalidade, referem-
se a cidades, estados, países. Amapá: amapaense; Amazonas: 
amazonense ou baré; Anápolis: anapolino; Angra dos Reis: 
angrense; Aracajú: aracajuano ou aracajuense; Bahia: baiano. 
 
Pode-se utilizar os adjetivos pátrios compostos, como: 
afro-brasileiro; Anglo-americano, franco-italiano, sino-
japonês (China e Japão); Américo-francês; luso-brasileira; 
nipo-argentina (Japão e Argentina); teuto-argentinos 
(alemão). 
 
Locução Adjetiva: é a expressão que tem o mesmo valor 
de um adjetivo. É formada por preposição + um substantivo. 
Vejamos algumas locuções adjetivas: 
 
Angelical de anjo Etário de idade 
Abdominal de abdômen Fabril de fábrica 
Apícola de abelha Filatélico de selos 
Aquilino de águia Urbano da cidade 
 
Flexões do Adjetivo 
Como palavra variável, sofre flexões de gênero, número e 
grau: 
 
Gênero 
 
- uniformes: têm forma única para o masculino e o 
feminino. Funcionário incompetente = funcionária 
incompetente. 
- biformes: troca-se a vogal “o” pela vogal “a” ou com o 
acréscimo da vogal “a” no final da palavra: ator famoso = atriz 
famosa / jogador brasileiro = jogadora brasileira. 
 
Os adjetivos compostos recebem a flexão feminina apenas 
no segundo elemento: sociedade luso-brasileira / festa cívico-
religiosa / são – sã. 
Às vezes, os adjetivos são empregados como substantivos 
ou como advérbios: Agia como um ingênuo. (adjetivo como 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 37 
substantivo: acompanha um artigo). A cerveja que desce 
redondo. (adjetivo como advérbio: redondamente). 
 
Número 
 
O plural dos adjetivos simples flexiona de acordo com o 
substantivo a que se referem: menino chorão = meninos 
chorões / garota sensível = garotas sensíveis. 
 
- quando os dois elementos formadores são adjetivos, só o 
segundo vai para o plural: questões político-partidárias, olhos 
castanho-claros, senadores democrata-cristãos. 
- composto formado de adjetivo + substantivo referindo-se 
a cores, o adjetivo cor e o substantivo permanecem invariáveis, 
não vão para o plural: terno azul-petróleo = ternos azul-
petróleo (adjetivo azul, substantivo petróleo); saia amarelo-
canário = saias amarelo-canário (adjetivo, amarelo; 
substantivo canário). 
- as locuções adjetivas formadas de cor + de + substantivo, 
ficam invariáveis: papel cor-de-rosa = papéis cor-de-rosa / 
olho cor-de-mel = olhos cor-de-mel. 
- são invariáveis os adjetivos raios ultravioleta / alegrias 
sem-par, piadas sem-sal. 
 
Grau 
 
O grau do adjetivo exprime a intensidade das qualidades 
dos seres. O adjetivo apresenta duas variações de grau: 
comparativo e superlativo. 
 
O grau comparativo é usado para comparar uma 
qualidade entre dois ou mais seres, ou duas ou mais 
qualidades de um mesmo ser. Pode ser de igualdade, de 
superioridade e de inferioridade: 
 
- de igualdade: iguala duas coisas ou duas pessoas: Sou 
tão alto quão / quanto / como você. (As duas pessoas têm a 
mesma altura) 
 
- de superioridade: iguala duas pessoas / coisas sendo que 
uma é mais do que a outra: Minha amiga Manu é mais 
elegante do que / que eu. (Das duas, a Manu é mais) Podem 
ser: 
Analítico: mais bom / mais mau / mais grande / mais 
pequeno: O salário é mais pequeno do que / que justo (salário 
pequeno e justo). Quando comparamos duas qualidades de um 
mesmo ser, podemos usar as formas: mais grande, mais mau, 
mais bom, mais pequeno. 
Sintético: bom, melhor / mau, pior / grande, maior / 
pequeno, menor: Esta sala é melhor do que / que aquela. 
 
- de inferioridade: um elemento é menor do que outro: 
Somos menos passivos do que / que tolerantes. 
 
O grau superlativo apresenta característica intensificada. 
Pode ser absoluto ou relativo: 
 
- Absoluto: atribuída a um só ser; de forma absoluta. Pode 
ser: 
Analítico: advérbio de intensidade muito, intensamente, 
bastante, extremamente, excepcionalmente + adjetivo (Nicola é 
extremamente simpático). 
Sintético: adjetivo + issimo, imo, ílimo, érrimo (Minha 
comadre Mariinha é agradabilíssima). 
 
- o sufixo -érrimo é restrito aos adjetivos latinos 
terminados em r; pauper (pobre) = paupérrimo; macer 
(magro) = macérrimo; 
- forma popular: radical do adjetivo português + íssimo 
(pobríssimo); 
- adjetivos terminados em vel + bilíssimo: amável = 
amabilíssimo; 
- adjetivos terminados em eio formam o superlativo 
apenas com i: feio = feíssimo / cheio = cheíssimo. 
- os adjetivos terminados em io forma o superlativo em 
iíssimo: sério = seriíssimo / necessário = necessariíssimo / 
frio = friíssimo. 
 
Usa-se também, no superlativo: 
 
- prefixos: maxinflação / hipermercado / 
ultrassonografia / supersimpática. 
- expressões: suja à beça / pra lá de sério / duro que nem 
sola / podre de rico / linda de morrer / magro de dar pena. 
- adjetivos repetidos: fofinho, fofinho (=fofíssimo) / 
linda, linda (=lindíssima). 
- diminutivo ou aumentativo: cheinha / pequenininha / 
grandalhão / gostosão / bonitão. 
- linguagem informal, sufixo érrimo, em vez de íssimo: 
chiquérrimo, chiquetérrimo, elegantérrimo. 
 
- Relativo: ressalta a qualidade de um ser entre muitos, 
com a mesma qualidade. Pode ser: 
De Superioridade: Wilma é a mais prendada de todas as 
suas amigas. (Ela é a mais de todas) 
De Inferioridade: Paulo César é o menos tímido dos filhos. 
 
Questões 
 
01. (COMPESA - Analista de Gestão - Advogado - 
FGV/2016) A substituição da oração adjetiva por um adjetivo 
de valor equivalente está feita de forma inadequada em: 
(A) “Quando você elimina o impossível, o que sobra, por 
mais improvável que pareça, só pode ser a verdade”. / restante 
(B) “Sábio é aquele que conhece os limites da própria 
ignorância”. / consciente dos limites da própria ignorância. 
(C) “A única coisa que vem sem esforço é a idade”. / 
indiferente 
(D) “Adoro a humanidade. O que não suporto são as 
pessoas”./ insuportável 
(E) “Com o tempo não vamos ficando sozinhos apenas 
pelos que se foram: vamos ficando sozinhos uns dos outros”. / 
falecidos 
 
02. (SEPOG/RO - Técnico em Tecnologia da Informação 
e Comunicação - FGV/2018) Temos uma notícia triste: o 
coração não é o órgão do amor! Ao contrário do que dizem, não 
é ali que moram os sentimentos. Puxa, para que serve ele, 
afinal? Calma, não jogue o coração para escanteio, ele é 
superimportante. “É um órgão vital. É dele a função de 
bombear sangue para todas as células de nosso corpo”, explica 
Sérgio Jardim, cardiologista do Hospital do Coração. 
O coração é um músculo oco, por onde passa o sangue, e 
tem dois sistemas de bombeamento independentes. Com essas 
“bombas” ele recebe o sangue das veias e lança para as 
artérias. Para isso contrai e relaxa, diminuindo e aumentando 
de tamanho. E o que tem a ver com o amor? “Ele realmente 
bate mais rápido quando uma pessoa está apaixonada. O corpo 
libera adrenalina, aumentando os batimentos cardíacos e a 
pressão arterial”. 
(O Estado de São Paulo, 09/06/2012, caderno suplementar, p. 6) 
 
Nas frases “ele é superimportante” e “Ele realmente bate 
mais rápido quando uma pessoa está apaixonada”, há dois 
exemplos de variação de grau. 
 
Sobre essas variações, assinale a afirmativa correta. 
(A) Apenas na primeira frase há uma variação de grau de 
adjetivo. 
(B) Nas duas ocorrências ocorre o superlativo de adjetivos. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 38 
(C) Apenas na segunda ocorrência ocorre o grau 
comparativo do adjetivo. 
(D) Na primeira ocorrência, a variação de grau ocorre por 
meio de um sufixo. 
(E) Apenas na primeira frase há variação de grau. 
 
03. (Banestes - Técnico Bancário - FGV/2018) O 
adjetivo ilimitado corresponde à locução “sem limites”; a 
locução com igual estrutura que NÃO corresponde ao adjetivo 
abaixo destacado é: 
(A) Os turistas ficaram inertes durante a ação policial / 
sem ação; 
(B) O turista incauto ficou assustado com a ação policial / 
sem cautela; 
(C) O vocalista da banda saiu ileso do acidente / sem 
ferimento; 
(D) O presidente da Coreia passou incógnito pela França / 
sem ser percebido; 
(E) O novo livro do autor estava ainda inédito / sem editor. 
 
04. (Banestes - Analista Econômico Financeiro - Gestão 
Contábil - FGV/2018) Na escrita, pode-se optar 
frequentemente entre uma construção de substantivo + 
locução adjetiva ou substantivo + adjetivo (esportes da água = 
esportes aquáticos). 
 
O termo abaixo sublinhado que NÃO pode ser substituído 
por um adjetivo é: 
(A) A indústria causou a poluição do rio; 
(B) As águas do rio ficaram poluídas; 
(C) As margens do rio estão cheias de lama; 
(D) Os turistas se encantam com a imagem do rio; 
(E) Os peixes do rio são bem saborosos. 
 
05. (Pref. Paulínia/SP - Engenheiro Agrônomo - 
FGV/2016) “O povo, ingênuo e sem fé das verdades, quer ao 
menos crer na fábula, e pouco apreço dá às demonstrações 
científicas.” (Machado de Assis) 
 
No fragmento acima, os dois adjetivos sublinhados 
possuem, respectivamente, os valores de 
(A) qualidade e estado. 
(B) estado e relação. 
(C) relação e característica. 
(D) característica e qualidade. 
(E) qualidade e relação. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.E / 04.A / 05.E 
 
Numeral 
 
Os numerais exprimem quantidade, posição em uma série, 
multiplicação e divisão. Daí a sua classificação, 
respectivamente, em: 
 
- Cardinal - indica número, quantidade: um, dois, três, 
quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, onze, doze, treze, 
catorze ou quatorze, quinze, dezesseis, vinte..., trinta..., cem..., 
duzentos..., oitocentos..., novecentos..., mil. 
 
- Ordinal - indica ordem ou posição: primeiro, segundo, 
terceiro, quarto, quinto, sexto, sétimo, oitavo, nono, décimo, 
décimo primeiro, vigésimo..., trigésimo..., quingentésimo..., 
sexcentésimo..., septingentésimo..., octingentésimo..., 
nongentésimo..., milésimo. 
 
- Fracionário - indica uma fração ou divisão: meia, metade, 
terço, quarto, décimo, onze avos, doze avos, vinte avos..., trinta 
avos..., centésimo..., ducentésimo..., trecentésimo..., milésimo. 
 
- Multiplicativo - indica a multiplicação de um número: 
dobro, triplo, quádruplo, quíntuplo, sêxtuplo, sétuplo, óctuplo, 
nônuplo, décuplo, undécuplo, duodécuplo, cêntuplo. 
 
Os numerais que indicam conjunto de elementos de 
quantidade exata são os coletivos: 
 
BIMESTRE: período de dois meses 
CENTENÁRIO: período de cem anos 
DECÁLOGO: conjunto de dez leis 
DECÚRIA: período de dez anos 
DEZENA: conjunto de dez coisas 
LUSTRO: período de cinco anos 
MILÊNIO: período de mil anos 
MILHAR: conjunto de mil coisas 
NOVENA: período de nove dias 
QUARENTENA: período de quarenta dias 
QUINQUÊNIO: período de cinco anos 
RESMA: quinhentas folhas de papel 
SEMESTRE: período de seis meses 
TRIÊNIO: período de três anos 
TRINCA: conjunto de três coisas 
 
Algarismos 
Arábicos e Romanos, respectivamente: 1-I, 2-II, 3-III, 4-IV, 
5-V, 6-VI, 7-VII, 8-VIII, 9-IX, 10-X, 11-XI, 12-XII, 13-XIII, 14-XIV, 
15-XV, 16-XVI, 17-XVII, 18-XVIII, 19-XIX, 20-XX, 30-XXX, 40-
XL, 50-L, 60-LX, 70-LXX, 80-LXXX, 90-XC, 100-C, 200-CC, 300-
CCC, 400-CD, 500-D, 600-DC, 700-DCC, 800-DCCC, 900-CM, 
1.000-M. 
 
Flexão dos Numerais 
Gênero 
- os numerais cardinais um, dois e as centenas a partir de 
duzentos apresentam flexão de gênero: Um menino e uma 
menina foram os vencedores. / Comprei duzentos gramas de 
presunto e duzentas rosquinhas. 
- os numerais ordinais variam em gênero: Marcela foi a 
nona colocada no vestibular. 
- os numerais multiplicativos, quando usados com o valor 
de substantivos, são variáveis: A minha nota é o triplo da sua. 
(Triplo – valor de substantivo) 
- quando usados com valor de adjetivo, apresentam flexão 
de gênero: Eu fiz duas apostas triplas na loto fácil. (Triplas 
valor de adjetivo) 
- os numerais fracionários concordam com os cardinais 
que indicam o número das partes: Dois terços dos alunos foram 
contemplados. 
- o fracionário meio concorda em gênero e número com o 
substantivo no qual se refere: O início do concurso será meio-
dia e meia. (Hora) / Usou apenas meias palavras. 
 
Número 
- os numerais cardinais milhão, bilhão, trilhão, e outros, 
variam em número: Venderam um milhão de ingressos para a 
festa do peão. / Somos 180 milhões de brasileiros. 
- os numerais ordinais variam em número: As segundas 
colocadas disputarão o campeonato. 
- os numerais multiplicativos são invariáveis quando 
usados com valor de substantivo: Minha dívida é o dobro da 
sua. (Valor de substantivo – invariável) 
- os numerais multiplicativos variam quando usados como 
adjetivos: Fizemos duas apostas triplas. (Valor de adjetivo – 
variável) 
- os numerais fracionários variam em número, 
concordando com os cardinais que indicam números das 
partes. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 39 
- Um quarto de litro equivale a 250 ml; três quartos 
equivalem a 750 ml. 
 
Grau 
Na linguagem coloquial é comum a flexão de grau dos 
numerais: Já lhe disse isso mil vezes. / Aquele quarentão é um 
“gato”! / Morri com cincão para a “vaquinha”, lá da escola. 
 
Emprego dos Numerais 
- para designar séculos, reis, papas, capítulos, cantos (na 
poesia épica), empregam-se: os ordinais até décimo: João Paulo 
II (segundo), Canto X (décimo), Luís IX (nono); os cardinais 
para os demais: Papa Bento XVI (dezesseis), Século XXI (vinte 
e um). 
- se o numeral vier antes do substantivo, usa-se o ordinal. 
O XX século foi de descobertas científicas. (vigésimo século) 
- com referência ao primeiro dia do mês, usa-se o numeral 
ordinal: O pagamento do pessoal será sempre no dia primeiro. 
- na enumeração de leis, decretos, artigos, circulares, 
portarias e outros textos oficiais, emprega-se o numeralordinal até o nono: O diretor leu pausadamente a portaria 8ª 
(portaria oitava); emprega-se o numeral cardinal, a partir de 
dez: O artigo 16 não foi justificado. (artigo dezesseis) 
- enumeração de casa, páginas, folhas, textos, 
apartamentos, quartos, poltronas, emprega-se o numeral 
cardinal: Reservei a poltrona vinte e oito. / O texto quatro está 
na página sessenta e cinco. 
- se o numeral vier antes do substantivo, emprega-se o 
ordinal. Paulo César é adepto da 7ª Arte. (sétima) 
- não se usa o numeral um antes de mil: Mil e duzentos 
reais é muito para mim. 
- o artigo e o numeral, antes dos substantivos milhão, 
milhar e bilhão, devem concordar no masculino: 
- emprega-se, na escrita das horas, o símbolo de cada 
unidade após o numeral que a indica, sem espaço ou ponto: 
10h20min – dez horas, vinte minutos. 
 
Questões 
 
01. Marque o emprego incorreto do numeral: 
(A) século III (três) 
(B) página 102 (cento e dois) 
(C) 80º (octogésimo) 
(D) capítulo XI (onze) 
(E) X tomo (décimo) 
 
02. Indique o item em que os numerais estão corretamente 
empregados: 
(A) Ao Papa Paulo seis sucedeu João Paulo primeiro. 
(B) após o parágrafo nono, virá o parágrafo dez. 
(C) depois do capítulo sexto, li o capítulo décimo primeiro. 
(D) antes do artigo décimo vem o artigo nono. 
(E) o artigo vigésimo segundo foi revogado. 
 
03. (Pref. Chapecó/SC - Procurador Municipal - 
IOBV/2016) Quanto à classificação dos numerais, os que 
indicam o aumento proporcional de quantidade, podendo ter 
valor de adjetivo ou substantivo são os numerais: 
(A) Multiplicativos. 
(B) Ordinais. 
(C) Cardinais. 
(D) Fracionários. 
 
04. (Pref. Barra de Guabiraba/PE - IDHTEC/2016) 
Assinale a alternativa em que o numeral está escrito por 
extenso corretamente, de acordo com a sua aplicação na frase: 
(A) Os moradores do bairro Matão, em Sumaré (SP), 
temem que suas casas desabem após uma cratera se abrir na 
Avenida Papa Pio X. (décima) 
(B) O acidente ocorreu nessa terça-feira, na BR-401 
(quatrocentas e uma) 
(C) A 22ª edição do Guia impresso traz uma matéria e teve 
a sua página Classitêxtil reformulada. (vigésima segunda) 
(D) Art. 171 - Obter, para si ou para outrem, vantagem 
ilícita, em prejuízo alheio, induzindo ou mantendo alguém em 
erro, mediante artifício, ardil. (centésimo setésimo primeiro) 
(E) A Semana de Arte Moderna aconteceu no início do 
século XX. (século ducentésimo) 
 
05. (MPE/SP - Oficial de Promotoria I - VUNESP/2016) 
 
O SBT fará uma homenagem digna da história de seu 
proprietário e principal apresentador: no próximo dia 12 
[12.12.2015] colocará no ar um especial com 2h30 de duração 
em homenagem a Silvio Santos. É o dia de seu aniversário de 
85 anos. 
(http://tvefamosos.uol.com.br/noticias) 
 
As informações textuais permitem afirmar que, em 
12.12.2015, Sílvio Santos completou seu 
(A) octogenário quinquagésimo aniversário. 
(B) octogésimo quinto aniversário. 
(C) octingentésimo quinto aniversário. 
(D) otogésimo quinto aniversário. 
(E) oitavo quinto aniversário. 
 
Gabarito 
 
01.A / 02.B / 03.A / 04.C / 05.B 
 
Pronome 
 
É a palavra que acompanha ou substitui o nome, 
relacionando-o a uma das três pessoas do discurso. As três 
pessoas do discurso são: 
1ª pessoa: eu (singular) nós (plural): aquela que fala ou 
emissor; 
2ª pessoa: tu (singular) vós (plural): aquela com quem se 
fala ou receptor; 
3ª pessoa: ele, ela (singular) eles, elas (plural): aquela de 
quem se fala ou referente. 
 
Os pronomes são classificados em: pessoais, de tratamento, 
possessivos, demonstrativos, indefinidos, interrogativos e 
relativos. 
 
Pronomes Pessoais 
Os pronomes pessoais dividem-se em: 
- Retos - exercem a função de sujeito da oração. 
- Oblíquos - exercem a função de complemento do verbo 
(objeto direto / objeto indireto). São: tônicos com preposição 
ou átonos sem preposição. 
 
 Pessoas do 
Discurso 
Retos Oblíquos 
Átonos Tônicos 
Singular 1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
eu 
tu 
ele/ela 
me 
te 
se, o, a, 
lhe 
mim, 
comigo 
ti, contigo 
si, ele, 
consigo 
Plural 1ª pessoa 
2ª pessoa 
3ª pessoa 
nós 
vós 
eles/elas 
nos 
vos 
se, os, as, 
lhes 
nós, 
conosco 
vós, 
convosco 
si, eles, 
consigo 
 
- Colocados antes do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª 
pessoa, apresentam sempre a forma: o, a, os, as: Eu os vi saindo 
do teatro. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 40 
- As palavras “só” e “todos” sempre acompanham os 
pronomes pessoais do caso reto: Eu vi só ele ontem. 
- Colocados depois do verbo, os pronomes oblíquos da 3ª 
pessoa apresentam as formas: 
o, a, os, as: se o verbo terminar em vogal ou ditongo oral: 
Encontrei-a sozinha. Vejo-os diariamente. 
o, a, os, as, precedidos de verbos terminados em: R/S/Z, 
assumem as formas: lo, Ia, los, las, perdendo, 
consequentemente, as terminações R, S, Z. Preciso pagar ao 
verdureiro. (= pagá-lo); Fiz os exercícios a lápis. (= Fi-los a 
lápis) 
lo, la, los, las: se vierem depois de: eis / nos / vos - Eis a 
prova do suborno. (= Ei-la); O tempo nos dirá. (= no-lo dirá). 
(eis, nos, vos perdem o S) 
no, na, nos, nas: se o verbo terminar em ditongo nasal: m, 
ão, õe: Deram-na como vencedora; Põe-nos sobre a mesa. 
lhe, lhes colocados depois do verbo na 1ª pessoa do plural, 
terminado em S não modificado: Nós entregamoS-lhe a cópia 
do contrato. (o S permanece) 
nos: colocado depois do verbo na 1ª pessoa do plural, 
perde o S: Sentamo-nos à mesa para um café rápido. 
me, te, lhe, nos, vos: quando colocado com verbos 
transitivos diretos (TD), têm sentido possessivo, equivalendo 
a meu, teu, seu, dele, nosso, vosso: Os anos roubaram-lhe a 
esperança. (sua, dele, dela possessivo) 
 
Os pronomes pessoais oblíquos nos, vos, e se recebem o 
nome de pronomes recíprocos quando expressam uma ação 
mútua ou recíproca: Nós nos encontramos emocionados. 
(pronome recíproco, nós mesmos). Nunca diga: Eu se apavorei. 
/ Eu jà se arrumei; Eu me apavorei. / Eu me arrumei. (certos) 
- Os pronomes pessoais retos eu e tu serão substituidos 
por mim e ti após preposição: O segredo ficará somente entre 
mim e ti. 
- É obrigatório o emprego dos pronomes pessoais eu e tu, 
quando funcionarem como sujeito: Todos pediram para eu 
relatar os fatos cuidadosamente. (pronome reto + verbo no 
infinitivo). Lembre-se de que mim não fala, não escreve, não 
compra, não anda. 
- As formas oblíquas o, a, os, as são sempre empregadas 
como complemento de verbos transitivos diretos ao passo 
que as formas lhe, lhes são empregadas como complementos 
de verbos transitivos indiretos: Dona Cecília, querida amiga, 
chamou-a. (verbo transitivo direto, VTD); Minha saudosa 
comadre, Nircléia, obedeceu-lhe. (verbo transitivo 
indireto,VTI) 
 
- É comum, na linguagem coloquial, usar o brasileiríssimo 
a gente, substituindo o pronome pessoal nós: A gente deve 
fazer caridade com os mais necessitados. 
- Chamam-se pronomes pessoais reflexivos os pronomes 
que se referem ao sujeito: Eu me feri com o canivete. (eu- 1ª 
pessoa- sujeito / me- pronome pessoal reflexivo) 
- Os pronomes pessoais oblíquos se, si e consigo devem ser 
empregados somente como pronomes pessoais reflexivos e 
funcionam como complementos de um verbo na 3ª pessoa, 
cujo sujeito é também da 3ª pessoa: Nicole levantou-se com 
elegância e levou consigo (com ela própria) todos os olhares. 
(Nicole- sujeito, 3ª pessoa / levantou- verbo, 3ª pessoa / 
se- complemento, 3ª pessoa / levou- verbo, 3ª pessoa / 
consigo- complemento, 3ª pessoa). 
- Os pronomes oblíquos me, te, lhe, nos, vos, lhes (formas de 
Objeto Indireto) juntam-se a o, a, os, as (formas de Objeto 
Direto), assim: 
me+o (mo). Ex.: Recebi a carta e agradeci ao jovem, que ma 
trouxe. 
nos+o (no-lo). Ex.: Venderíamos a casa, se no-la exigissem. 
te+o: (to). Ex.: Dei-te os meus melhores dias. Dei-tos. 
lhe+o: (lho). Ex.: Ofereci-lhe flores. Ofereci-lhas. 
vos+o: (vo-lo).E.: Pedi-vos conselho. Pedi vo-lo. 
 
No Brasil, quase não se usam essas combinações (mo, to, 
lho, no-lo, vo-lo), são usadas somente em escritores mais 
sofisticados. 
 
Pronomes de Tratamento 
São usados no trato com as pessoas. Dependendo da 
pessoa a quem nos dirigimos, do seu cargo, idade, título, o 
tratamento será familiar ou cerimonioso. 
 
Vossa Alteza - V.A. - príncipes, duques; 
Vossa Eminência - V.Ema - cardeais; 
Vossa Excelência - V.Ex.a - altas autoridades, presidente, 
oficiais; 
Vossa Magnificência - V.Mag.a - reitores de universidades; 
Vossa Majestade - V.M. - reis, imperadores; 
Vossa Santidade - V.S. - Papa; 
Vossa Senhoria -V.Sa - tratamento cerimonioso. 
- São também pronomes de tratamento: o senhor, a 
senhora, a senhorita, dona, você. 
- Doutor não é forma de tratamento, e sim título acadêmico. 
 
Nas comunicações oficiais devem ser utilizados somente 
dois fechos: 
Respeitosamente: para autoridades superiores, inclusive 
para o presidente da República. 
Atenciosamente: para autoridades de mesma hierarquia 
ou de hierarquia inferior. 
 
- A forma Vossa (Senhoria, Excelência) é empregada 
quando se fala com a própria pessoa: Vossa Senhoria não 
compareceu à reunião dos sem-terra? (falando com a pessoa) 
- A forma Sua (Senhoria, Excelência ) é empregada quando 
se fala sobre a pessoa: Sua Eminência, o cardeal, viajou para 
um congresso. (falando a respeito do cardeal) 
- Os pronomes de tratamento com a forma Vossa (Senhoria, 
Excelência, Eminência, Majestade), embora indiquem a 2ª 
pessoa (com quem se fala), exigem que outros pronomes e o 
verbo sejam usados na 3ª pessoa. Vossa Excelência sabe que 
seus ministros o apoiarão. 
 
Pronomes Possessivos 
São os pronomes que indicam posse em relação às pessoas 
da fala. 
 
Masculino Feminino 
Singular Plural Singular Plural 
meu meus minha minhas 
teu teus tua tuas 
seu seus sua suas 
nosso nossos nossa nossas 
vosso vossos vossa vossas 
seu seus sua suas 
 
Emprego dos Pronomes Possessivos 
 
- O uso do pronome possessivo da 3ª pessoa pode 
provocar, às vezes, a ambiguidade da frase. Ex.: João Luís disse 
que Laurinha estava trabalhando em seu consultório. O 
pronome seu toma o sentido ambíguo, pois pode referir-se 
tanto ao consultório de João Luís como ao de Laurinha. No 
caso, usa-se o pronome dele, dela para desfazer a ambiguidade. 
- Os possessivos, às vezes, podem indicar aproximações 
numéricas e não posse: Cláudia e Haroldo devem ter seus 
trinta anos. 
- Na linguagem popular, o tratamento seu como em: Seu 
Ricardo, pode entrar!, não tem valor possessivo, pois é uma 
alteração fonética da palavra senhor. 
- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo 
concorda com o mais próximo. Ex.: Trouxe-me seus livros e 
anotações. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 41 
- Usam-se elegantemente certos pronomes oblíquos: me, 
te, lhe, nos, vos, com o valor de possessivos. Vou seguir-lhe os 
passos. (os seus passos) 
- Deve-se observar as correlações entre os pronomes 
pessoais e possessivos. “Sendo hoje o dia do teu aniversário, 
apresso-me em apresentar-te os meus sinceros parabéns; 
Peço a Deus pela tua felicidade; Abraça-te o teu amigo que te 
preza.” 
- Não se emprega o pronome possessivo (seu, sua) quando 
se trata de parte do corpo. Ex.: Um cavaleiro todo vestido de 
negro, com um falcão em seu ombro esquerdo e uma espada 
em sua, mão. (usa-se: no ombro; na mão) 
 
Pronomes Demonstrativos 
Indicam a posição dos seres designados em relação às 
pessoas do discurso, situando-os no espaço ou no tempo. 
Apresentam-se em formas variáveis e invariáveis. 
 
este, esta, isto, estes, estas 
Ex.: 
Não gostei deste livro aqui. 
Neste ano, tenho realizado bons negócios. 
Esta afirmação me deixou surpresa: gostava de química. 
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, 
mas esta é mais oprimida. 
esse, essa, esses, essas 
Ex.: 
Não gostei desse livro que está em tuas mãos. 
Nesse último ano, realizei bons negócios. 
Gostava de química. Essa afirmação me deixou surpresa. 
aquele, aquela, aquilo, aqueles, aquelas 
Ex.: 
Não gostei daquele livro que a Roberta trouxe. 
Tenho boas recordações de 1960, pois naquele ano realizei 
bons negócios. 
O homem e a mulher são massacrados pela cultura atual, 
mas esta é mais oprimida que aquele. 
 
- para retomar elementos já enunciados, usamos aquele (e 
variações) para o elemento que foi referido em 1º Iugar e este 
(e variações) para o que foi referido em último lugar. Ex.: Pais 
e mães vieram à festa de encerramento; aqueles, sérios e 
orgulhosos, estas, elegantes e risonhas. 
- dependendo do contexto os demonstrativos também 
servem como palavras de função intensificadora ou 
depreciativa. Ex.: Júlia fez o exercício com aquela calma! 
(=expressão intensificadora). Não se preocupe; aquilo é uma 
tranqueira! (=expressão depreciativa) 
- as formas nisso e nisto podem ser usadas com valor de 
então ou nesse momento. Ex.: A festa estava desanimada; nisso, 
a orquestra tocou um samba e todos caíram na dança. 
- os demonstrativos esse, essa, são usados para destacar um 
elemento anteriormente expresso. Ex.: Ninguém ligou para o 
incidente, mas os pais, esses resolveram tirar tudo a limpo. 
 
Pronomes Indefinidos 
São aqueles que se referem à 3ª pessoa do discurso de 
modo vago indefinido, impreciso: Alguém disse que Paulo 
César seria o vencedor. Alguns desses pronomes são variáveis 
em gênero e número; outros são invariáveis. 
Variáveis: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, 
certo, vários, tanto, quanto, um, bastante, qualquer. 
Invariáveis: alguém, ninguém, tudo, outrem, algo, quem, 
nada, cada, mais, menos, demais. 
 
Emprego dos Pronomes Indefinidos 
 
- O indefinido cada deve sempre vir acompanhado de um 
substantivo ou numeral, nunca sozinho: Ganharam cem 
dólares cada um. (inadequado: Ganharam cem dólares cada.) 
- Certo, certa, certos, certas, vários, várias, são indefinidos 
quando colocados antes dos substantivos, e adjetivos quando 
colocados depois do substantivo: Certo dia perdi o controle da 
situação. (antes do substantivo= indefinido); Eles voltarão no 
dia certo. (depois do substantivo=adjetivo). 
- Todo, toda (somente no singular) sem artigo, equivale a 
qualquer: Todo ser nasce chorando. (=qualquer ser; 
indetermina, generaliza). 
- Outrem significa outra pessoa. Ex.: Nunca se sabe o 
pensamento de outrem. 
- Qualquer, plural quaisquer. Ex.: Fazemos quaisquer 
negócios. 
 
Locuções Pronominais Indefinidas: são locuções 
pronominais indefinidas duas ou mais palavras que equivalem 
ao pronome indefinido: cada qual / cada um / quem quer que 
seja / seja quem for / qualquer um / todo aquele que / um ou 
outro / tal qual (=certo). 
 
Pronomes Relativos 
São aqueles que representam, numa 2ª oração, alguma 
palavra que já apareceu na oração anterior. Essa palavra da 
oração anterior chama-se antecedente: Comprei um carro que 
é movido a álcool e à gasolina. É Flex Power. Percebe-se que o 
pronome relativo que, substitui na 2ª oração, o carro, por isso 
a palavra que é um pronome relativo. Dica: substituir que por 
o, a, os, as, qual / quais. 
Os pronomes relativos estão divididos em variáveis e 
invariáveis. 
Variáveis: o qual, os quais, a qual, as quais, cujo, cujos, cuja, 
cujas, quanto, quantos; 
Invariáveis: que, quem, quando, como, onde. 
 
Emprego dos Pronomes Relativos 
 
- O relativo que, por ser o mais usado, é chamado de 
relativo universal. Ele pode ser empregado com referência à 
pessoa ou coisa, no plural ou no singular. Ex.: Este é o CD novo 
que acabei de comprar; João Adolfo é o cara que pedi a Deus. 
- O relativo que pode ter por seu antecedente o pronome 
demonstrativo o, a, os, as. Ex.: Não entendi o que você quis 
dizer. (o que = aquilo que). 
- O relativo quem refere se a pessoa e vem sempre 
precedido de preposição. Ex.: Marco Aurélio é o advogadoa 
quem eu me referi. 
- O relativo cujo e suas flexões equivalem a de que, do qual, 
de quem e estabelecem relação de posse entre o antecedente e 
o termo seguinte. (cujo, vem sempre entre dois substantivos) 
- O pronome relativo pode vir sem antecedente claro, 
explícito; é classificado, portanto, como relativo indefinido, e 
não vem precedido de preposição. Ex.: Quem casa quer casa; 
Feliz o homem cujo objetivo é a honestidade; Estas são as 
pessoas de cujos nomes nunca vou me esquecer. 
- Só se usa o relativo cujo quando o consequente é 
diferente do antecedente. Ex.: O escritor cujo livro te falei é 
paulista. 
- O pronome cujo não admite artigo nem antes nem depois 
de si. 
- O relativo onde é usado para indicar lugar e equivale a: 
em que, no qual. Ex.: Desconheço o lugar onde vende tudo 
mais barato. (= lugar em que) 
- Quanto, quantos e quantas são relativos quando usados 
depois de tudo, todos, tanto. Ex.: Naquele momento, a querida 
comadre Naldete, falou tudo quanto sabia. 
 
Pronomes Interrogativos 
São os pronomes em frases interrogativas diretas ou 
indiretas. Os principais interrogativos são: que, quem, qual, 
quanto: 
- Afinal, quem foram os prefeitos desta cidade? 
(interrogativa direta, COM o ponto de interrogação) 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 42 
- Gostaria de saber quem foram os prefeitos desta cidade. 
(interrogativa indireta, SEM a interrogação) 
 
Questões 
 
01. (CRP 2º Região/PE - Psicólogo Orientador - Fiscal - 
Quadrix/2018) 
 
 
Em "Mas ele não tinha muitas chances", as palavras 
classificam-se, morfologicamente, na ordem em que aparecem, 
como 
(A) preposição, pronome, advérbio, ação, nome e adjetivo. 
(B) conjunção, pronome, advérbio, verbo, pronome e 
substantivo. 
(C) interjeição, pronome, nome, verbo, artigo e adjetivo. 
(D) conector, nome, adjetivo, verbo, pronome e nome. 
(E) conjunção, substantivo, advérbio, verbo, advérbio e 
adjetivo. 
 
02. (IF/PA - Auxiliar em Administração - 
FUNRIO/2016) O emprego do pronome relativo está de 
acordo com as normas da língua-padrão em: 
(A) Finalmente aprovaram o decreto que lutamos tanto 
por ele. 
(B) Nas próximas férias, minha meta é fazer tudo que tenho 
direito. 
(C) Eu aprovaria o texto daquele parecer que o relator 
apresentou ontem. 
(D) Existe um escritor brasileiro que todos os brasileiros 
nos orgulhamos. 
(E) Na política, às vezes acontecem traições onde mostram 
muita sordidez. 
 
03. (Eletrobras/Eletrosul - Técnico de Segurança do 
Trabalho - FCC/2016) 
 
Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a 
energia solar 
 
Bem no meio do deserto, há um lugar onde o calor é extremo. 
Sessenta e três graus ou até mais no verão. E foi exatamente por 
causa da temperatura que foi construída em Abu Dhabi uma das 
maiores usinas de energia solar do mundo. 
Os Emirados Árabes estão investindo em fontes energéticas 
renováveis. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra 
por mais 100 anos pelo menos. O que pretendem é diversificar e 
poluir menos. Uma aposta no futuro. 
A preocupação com o planeta levou Abu Dhabi a tirar do 
papel a cidade sustentável de Masdar. Dez por cento do 
planejado está pronto. Um traçado urbanístico ousado, que 
deixa os carros de fora. Lá só se anda a pé ou de bicicleta. As ruas 
são bem estreitas para que um prédio faça sombra no outro. É 
perfeito para o deserto. Os revestimentos das paredes isolam o 
calor. E a direção dos ventos foi estudada para criar corredores 
de brisa. 
(Adaptado de: “Abu Dhabi constrói cidade do futuro, com tudo movido a 
energia solar”. Disponível 
em:http://g1.globo.com/globoreporter/noticia/2016/04/abu-dhabi-constroi-
cidade-do-futuro-com-tudo-movido-energia-solar.html) 
 
Considere as seguintes passagens do texto: 
I. E foi exatamente por causa da temperatura que foi 
construída em Abu Dhabi uma das maiores usinas de energia 
solar do mundo. (1º parágrafo) 
II. Não vão substituir o petróleo, que eles têm de sobra por 
mais 100 anos pelo menos. (2º parágrafo) 
III. Um traçado urbanístico ousado, que deixa os carros de 
fora. (3º parágrafo) 
IV. As ruas são bem estreitas para que um prédio faça 
sombra no outro. (3º parágrafo) 
 
O termo “que” é pronome e pode ser substituído por “o 
qual” APENAS em 
(A) I e II. 
(B) II e III. 
(C) I, II e IV. 
(D) I e IV. 
(E) III e IV. 
 
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - 
IDHTEC/2016) 
 
 
O emprego do pronome “aquela” na charge: 
(A) Dá uma conotação irônica à frase. 
(B) Representa uma forma indireta de se dirigir ao casal. 
(C) Permite situar no espaço aquilo a que se refere. 
(D) Indica posse do falante. 
(E) Evita a repetição do verbo. 
 
05. (Pref. Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - 
FEPESE/2016) Analise a frase abaixo: 
 
“O professor discutiu............mesmos a respeito da 
desavença entre .........e ........ . 
 
Assinale a alternativa que completa corretamente as 
lacunas do texto. 
(A) com nós - eu - ti 
(B) conosco - eu - tu 
(C) conosco - mim - ti 
(D) conosco - mim - tu 
(E) com nós - mim - ti 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.C / 03.B / 04.C / 05.E 
 
 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 43 
Verbo 
 
É a palavra que indica ação, movimento, fenômenos da 
natureza, estado, mudança de estado. Flexiona-se em: 
- número (singular e plural); 
- pessoa (primeira, segunda e terceira); 
- modo (indicativo, subjuntivo e imperativo, formas 
nominais: gerúndio, infinitivo e particípio); 
- tempo (presente, passado e futuro); 
- e apresenta voz (ativa, passiva, reflexiva). 
 
De acordo com a vogal temática, os verbos estão agrupados 
em três conjugações: 
1ª conjugação – ar: cantar, dançar, pular. 
2ª conjugação – er: beber, correr, entreter. 
3ª conjugação – ir: partir, rir, abrir. 
 
O verbo pôr e seus derivados (repor, depor, dispor, 
compor, impor) pertencem a 2ª conjugação devido à sua 
origem latina poer. 
 
Elementos Estruturais do Verbo 
As formas verbais apresentam três elementos em sua 
estrutura: radical, vogal temática e tema. 
Radical: elemento mórfico (morfema) que concentra o 
significado essencial do verbo. Observe as formas verbais da 
1ª conjugação: contar, esperar, brincar. Flexionando esses 
verbos, nota-se que há uma parte que não muda, e que nela 
está o significado real do verbo. 
cont é o radical do verbo contar; 
esper é o radical do verbo esperar; 
brinc é o radical do verbo brincar. 
 
Se tirarmos as terminações ar, er, ir do infinitivo dos 
verbos, teremos o radical desses verbos. Também podemos 
antepor prefixos ao radical: desnutrir / reconduzir. 
 
Vogal Temática: é o elemento mórfico que designa a qual 
conjugação pertence o verbo. Há três vogais temáticas: 1ª 
conjugação: a; 2ª conjugação: e; 3ª conjugação: i. 
 
Tema: é o elemento constituído pelo radical mais a vogal 
temática. Ex.: contar - cont (radical) + a (vogal temática) = 
tema. Se não houver a vogal temática, o tema será apenas o 
radical (contei = cont ei). 
 
Desinências: são elementos que se juntam ao radical, ou 
ao tema, para indicar as flexões de modo e tempo, desinências 
modo temporais e desinências número pessoais. 
 
Contávamos 
Cont = radical 
a = vogal temática 
va = desinência modo temporal 
mos = desinência número pessoal 
 
Flexões Verbais 
Flexão de número e de pessoa: o verbo varia para indicar 
o número e a pessoa. 
- eu estudo – 1ª pessoa do singular; 
- nós estudamos – 1ª pessoa do plural; 
- tu estudas – 2ª pessoa do singular; 
- vós estudais – 2ª pessoa do plural; 
- ele estuda – 3ª pessoa do singular; 
- eles estudam – 3ª pessoa do plural. 
 
- Algumas regiões do Brasil, usam o pronome tu de forma 
diferente da fala culta, exigida pela gramática oficial, ou seja, 
tu foi, tu pega, tu tem, em vez de: tu fostes, tu pegas, tu tens. 
- Opronome vós aparece somente em textos literários ou 
bíblicos. 
- Os pronomes: você, vocês, que levam o verbo na 3ª 
pessoa, é o mais usado no Brasil. 
 
Flexão de tempo e de modo: os tempos situam o fato ou a 
ação verbal dentro de determinado momento; pode estar em 
plena ocorrência, pode já ter ocorrido ou não. Essas três 
possibilidades básicas, mas não únicas, são: presente, 
pretérito e futuro. 
 
O modo indica as diversas atitudes do falante com relação 
ao fato que enuncia. São três os modos: 
- Modo Indicativo: a atitude do falante é de certeza, 
precisão. O fato é ou foi uma realidade. Apresenta presente, 
pretérito perfeito, imperfeito e mais que perfeito, futuro do 
presente e futuro do pretérito. 
- Modo Subjuntivo: a atitude do falante é de incerteza, de 
dúvida, exprime uma possibilidade. O subjuntivo expressa 
uma incerteza, dúvida, possibilidade, hipótese. Apresenta 
presente, pretérito imperfeito e futuro. Ex: Tenha paciência, 
Lourdes; Se tivesse dinheiro compraria um carro zero; 
Quando o vir, dê lembranças minhas. 
- Modo Imperativo: a atitude do falante é de ordem, um 
desejo, uma vontade, uma solicitação. Indica uma ordem, um 
pedido, uma súplica. Apresenta imperativo afirmativo e 
imperativo negativo. 
 
Emprego dos Tempos do Indicativo 
- Presente do Indicativo: para enunciar um fato 
momentâneo. Ex.: Estou feliz hoje. Para expressar um fato que 
ocorre com frequência. Ex.: Eu almoço todos os dias na casa de 
minha mãe. Na indicação de ações ou estados permanentes, 
verdades universais. Ex.: A água é incolor, inodora, insípida. 
- Pretérito Imperfeito: para expressar um fato passado, 
não concluído. Ex.: Nós comíamos pastel na feira; Eu cantava 
muito bem. 
- Pretérito Perfeito: é usado na indicação de um fato 
passado concluído. Ex.: Cantei, dancei, pulei, chorei, dormi... 
- Pretérito Mais-Que-Perfeito: expressa um fato passado 
anterior a outro acontecimento passado. Ex.: Nós cantáramos 
no congresso de música. 
- Futuro do Presente: na indicação de um fato realizado 
num instante posterior ao que se fala. Ex.: Cantarei domingo 
no coro da igreja matriz. 
- Futuro do Pretérito: para expressar um acontecimento 
posterior a um outro acontecimento passado. Ex.: Compraria 
um carro se tivesse dinheiro 
 
1ª Conjugação: -AR 
Presente: danço, danças, dança, dançamos, dançais, 
dançam. 
Pretérito Perfeito: dancei, dançaste, dançou, dançamos, 
dançastes, dançaram. 
Pretérito Imperfeito: dançava, dançavas, dançava, 
dançávamos, dançáveis, dançavam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: dançara, dançaras, dançara, 
dançáramos, dançáreis, dançaram. 
Futuro do Presente: dançarei, dançarás, dançará, 
dançaremos, dançareis, dançarão. 
Futuro do Pretérito: dançaria, dançarias, dançaria, 
dançaríamos, dançaríeis, dançariam. 
 
2ª Conjugação: -ER 
Presente: como, comes, come, comemos, comeis, comem. 
Pretérito Perfeito: comi, comeste, comeu, comemos, 
comestes, comeram. 
Pretérito Imperfeito: comia, comias, comia, comíamos, 
comíeis, comiam. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 44 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: comera, comeras, comera, 
comêramos, comêreis, comeram. 
Futuro do Presente: comerei, comerás, comerá, 
comeremos, comereis, comerão. 
Futuro do Pretérito: comeria, comerias, comeria, 
comeríamos, comeríeis, comeriam. 
 
3ª Conjugação: -IR 
Presente: parto, partes, parte, partimos, partis, partem. 
Pretérito Perfeito: parti, partiste, partiu, partimos, 
partistes, partiram. 
Pretérito Imperfeito: partia, partias, partia, partíamos, 
partíeis, partiam. 
Pretérito Mais-Que-Perfeito: partira, partiras, partira, 
partíramos, partíreis, partiram. 
Futuro do Presente: partirei, partirás, partirá, partiremos, 
partireis, partirão. 
Futuro do Pretérito: partiria, partirias, partiria, 
partiríamos, partiríeis, partiriam. 
 
Emprego dos Tempos do Subjuntivo 
- Presente: é empregado para indicar um fato incerto ou 
duvidoso, muitas vezes ligados ao desejo, à suposição. Ex.: 
Duvido de que apurem os fatos; Que surjam novos e honestos 
políticos. 
- Pretérito Imperfeito: é empregado para indicar uma 
condição ou hipótese. Ex.: Se recebesse o prêmio, voltaria à 
universidade. 
- Futuro: é empregado para indicar um fato hipotético, 
pode ou não acontecer. Quando você fizer o trabalho, será 
generosamente gratificado. 
 
1ª Conjugação –AR 
Presente: que eu dance, que tu dances, que ele dance, que 
nós dancemos, que vós danceis, que eles dancem. 
Pretérito Imperfeito: se eu dançasse, se tu dançasses, se 
ele dançasse, se nós dançássemos, se vós dançásseis, se eles 
dançassem. 
Futuro: quando eu dançar, quando tu dançares, quando ele 
dançar, quando nós dançarmos, quando vós dançardes, 
quando eles dançarem. 
 
2ª Conjugação -ER 
Presente: que eu coma, que tu comas, que ele coma, que nós 
comamos, que vós comais, que eles comam. 
Pretérito Imperfeito: se eu comesse, se tu comesses, se ele 
comesse, se nós comêssemos, se vós comêsseis, se eles 
comessem. 
Futuro: quando eu comer, quando tu comeres, quando ele 
comer, quando nós comermos, quando vós comerdes, 
quando eles comerem. 
 
3ª conjugação – IR 
Presente: que eu parta, que tu partas, que ele parta, que nós 
partamos, que vós partais, que eles partam. 
Pretérito Imperfeito: se eu partisse, se tu partisses, se ele 
partisse, se nós partíssemos, se vós partísseis, se eles 
partissem. 
Futuro: quando eu partir, quando tu partires, quando ele 
partir, quando nós partirmos, quando vós partirdes, 
quando eles partirem. 
 
Emprego do Imperativo 
Imperativo Afirmativo 
- Não apresenta a primeira pessoa do singular. 
- É formado pelo presente do indicativo e pelo presente do 
subjuntivo. 
- O Tu e o Vós saem do presente do indicativo sem o “s”. 
 
18 https://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf69.php 
- O restante é cópia fiel do presente do subjuntivo. 
 
Presente do Indicativo: eu amo, tu amas, ele ama, nós 
amamos, vós amais, eles amam. 
Presente do subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele 
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. 
Imperativo afirmativo: (X), ama tu, ame você, amemos 
nós, amai vós, amem vocês. 
 
Imperativo Negativo 
- É formado através do presente do subjuntivo sem a 
primeira pessoa do singular. 
- Não retira os “s” do tu e do vós. 
 
Presente do Subjuntivo: que eu ame, que tu ames, que ele 
ame, que nós amemos, que vós ameis, que eles amem. 
Imperativo negativo: (X), não ames tu, não ame você, não 
amemos nós, não ameis vós, não amem vocês. 
 
Além dos três modos citados (Indicativo, Subjuntivo e 
Imperativo), os verbos apresentam ainda as formas nominais: 
infinitivo – impessoal e pessoal, gerúndio e particípio. 
 
Infinitivo Impessoal18 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo impessoal, 
isso significa que ele apresenta sentido genérico ou indefinido, 
não relacionado a nenhuma pessoa, e sua forma é invariável. 
Assim, considera-se apenas o processo verbal. Ex.: Amar é 
sofrer. 
Podendo ter valor e função de substantivo. Ex.: Viver é 
lutar. (= vida é luta); É indispensável combater a corrupção. (= 
combate à) 
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente 
(forma simples) ou no passado (forma composta). Ex.: É 
preciso ler este livro; Era preciso ter lido este livro. 
Observe que, embora não haja desinências para a 1ª e 3ª 
pessoas do singular (cujas formas são iguais às do infinitivo 
impessoal), elas não deixam de referir-se às respectivas 
pessoas do discurso (o que será esclarecido apenas pelo 
contexto da frase). Ex.: Para ler melhor, eu uso estes óculos. 
(1ª pessoa); Para ler melhor, ela usa estes óculos. (3ª pessoa) 
 
O infinitivo impessoal é usado: 
 
- Quando apresenta uma ideia vaga, genérica, sem se 
referir a um sujeito determinado. Ex. Querer é poder. 
Fumar prejudica a saúde. É proibido colar cartazes neste 
muro. 
- Quando tem valor de Imperativo. Ex. Soldados,marchar! (= Marchai!) Esquerda, volver! 
- Quando é regido de preposição (geralmente 
precedido da preposição “de”) e funciona como 
complemento de um substantivo, adjetivo ou verbo da 
oração anterior. Ex.: Eles não têm o direito de gritar assim. 
As meninas foram impedidas de participar do jogo. Eu os 
convenci a aceitar. 
 
No entanto, na voz passiva dos verbos "contentar", 
"tomar" e "ouvir", por exemplo, o Infinitivo (verbo auxiliar) 
deve ser flexionado. Exs.: 
Eram pessoas difíceis de serem contentadas. 
Aqueles remédios são ruins de serem tomados. 
Os jogos que você me emprestou são agradáveis de serem 
jogados. 
 
- Nas locuções verbais. Ex.: Queremos acordar bem cedo 
amanhã. Eles não podiam reclamar do colégio. Vamos pensar 
no seu caso. 
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Língua Portuguesa 45 
- Quando o sujeito do infinitivo é o mesmo do verbo da 
oração anterior. Ex. Eles foram condenados a pagar pesadas 
multas. Devemos sorrir ao invés de chorar. Tenho ainda alguns 
livros por (para) publicar. 
 
Observação: quando o infinitivo preposicionado, ou não, 
preceder ou estiver distante do verbo da oração principal 
(verbo regente), pode ser flexionado para melhor clareza do 
período e também para se enfatizar o sujeito (agente) da ação 
verbal. Exs.: 
Na esperança de sermos atendidos, muito lhe 
agradecemos. 
Foram dois amigos à casa de outro, a fim de jogarem 
futebol. 
Para estudarmos, estaremos sempre dispostos. 
Antes de nascerem, já estão condenadas à fome muitas 
crianças. 
 
- Com os verbos causativos "deixar", "mandar" e 
"fazer" e seus sinônimos que não formam locução verbal 
com o infinitivo que os segue. Ex.: Deixei-os sair cedo hoje. 
- Com os verbos sensitivos "ver", "ouvir", "sentir" e 
sinônimos, deve-se também deixar o infinitivo sem flexão. 
Ex.: Vi-os entrar atrasados. Ouvi-as dizer que não iriam à 
festa. 
 
Infinitivo Pessoal 
É o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 
1ª e 3ª pessoas do singular, não apresenta desinências, 
assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-
se da seguinte maneira: 
2ª pessoa do singular: radical + ES. Ex.: teres (tu) 
1ª pessoa do plural: radical + mos. Ex.: termos (nós) 
2ª pessoa do plural: radical + dês. Ex.: terdes (vós) 
3ª pessoa do plural: radical + em. Ex.: terem (eles) 
 
Por exemplo: Foste elogiado por teres alcançado uma boa 
colocação. 
 
Quando se diz que um verbo está no infinitivo pessoal, isso 
significa que ele atribui um agente ao processo verbal, 
flexionando-se. 
O infinitivo deve ser flexionado nos seguintes casos: 
 
- Quando o sujeito da oração estiver claramente 
expresso. Exs.: 
Se tu não perceberes isto... 
Convém vocês irem primeiro. 
O bom é sempre lembrarmos (sujeito desinencial, sujeito 
implícito = nós) desta regra. 
 
- Quando tiver sujeito diferente daquele da oração 
principal. Exs.: 
O professor deu um prazo de cinco dias para os alunos 
estudarem bastante para a prova. 
Perdoo-te por me traíres. 
O hotel preparou tudo para os turistas ficarem à vontade. 
O guarda fez sinal para os motoristas pararem. 
 
- Quando se quiser indeterminar o sujeito (utilizado na 
terceira pessoa do plural). Exs.: 
Faço isso para não me acharem inútil. 
Temos de agir assim para nos promoverem. 
Ela não sai sozinha à noite a fim de não falarem mal da sua 
conduta. 
 
- Quando apresentar reciprocidade ou reflexibilidade 
de ação. Exs.: 
Vi os alunos abraçarem-se alegremente. 
Fizemos os adversários cumprimentarem-se com 
gentileza. 
Mandei as meninas olharem-se no espelho. 
 
Gerúndio 
Pode funcionar como adjetivo ou advérbio. Ex.: Saindo de 
casa, encontrei alguns amigos. (Função de advérbio); Nas ruas, 
havia crianças vendendo doces. (Função adjetivo) 
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; 
na forma composta, uma ação concluída. Ex.: Trabalhando, 
aprenderás o valor do dinheiro; Tendo trabalhado, aprendeu o 
valor do dinheiro. 
 
Particípio 
Quando não é empregado na formação dos tempos 
compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma 
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau. Ex.: 
Terminados os exames, os candidatos saíram. Quando o 
particípio exprime somente estado, sem nenhuma relação 
temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo 
(adjetivo verbal). Ex.: Ela foi a aluna escolhida para 
representar a escola. 
 
1ª Conjugação –AR 
Infinitivo Impessoal: dançar. 
Infinitivo Pessoal: dançar eu, dançares tu; dançar ele, 
dançarmos nós, dançardes vós, dançarem eles. 
Gerúndio: dançando. 
Particípio: dançado. 
 
2ª Conjugação –ER 
Infinitivo Impessoal: comer. 
Infinitivo pessoal: comer eu, comeres tu, comer ele, 
comermos nós, comerdes vós, comerem eles. 
Gerúndio: comendo. 
Particípio: comido. 
 
3ª Conjugação –IR 
Infinitivo Impessoal: partir. 
Infinitivo pessoal: partir eu, partires tu, partir ele, 
partirmos nós, partirdes vós, partirem eles. 
Gerúndio: partindo. 
Particípio: partido. 
 
Questões 
 
01. (UNEMAT - Psicólogo - 2018) 
 
 
Disponível 
https://www.facebook.com/tirasamandinho/photos/a.488361671209144.11396
3. 
488356901209621/1568398126538821/?type=3&theater. 
Acesso em: fev.2018. 
 
Na tirinha, Fê conversa com Camilo sobre o que ela 
considera ser machismo na cerimônia de casamento, enquanto 
Pudim diz a Armandinho que tudo aquilo que a garota 
questiona é algo natural. 
Nas falas atribuídas à menina, o verbo ter aparece em Tem 
casamentos [...] (quadro 1) e em [...] essas coisas têm 
significados! (quadro 2). 
 
Em relação a esses empregos do verbo ter, assinale a 
alternativa correta. 
(A) Em ambos, o verbo é impessoal. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 46 
(B) Ambos estão na terceira pessoa do plural do presente 
do modo indicativo. 
(C) Ambos estão na terceira pessoa do singular do presente 
do modo indicativo. 
(D) Ambos estão no presente do modo indicativo, embora 
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na 
terceira pessoa do plural. 
(E) Ambos estão no presente do modo subjuntivo, embora 
o primeiro esteja na terceira pessoa do singular e o segundo na 
terceira pessoa do plural. 
 
02. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) 
 
O drama dos viciados em dívidas 
 
Apesar dos sinais de recuperação da economia, o número 
de brasileiros endividados chegou a 61,7 milhões em fevereiro 
passado – o equivalente a 40% da população adulta. O número 
é alto porque o hábito de manter as contas em dia não é apenas 
uma questão financeira decorrente do estado geral da 
economia – pode ser uma questão comportamental. Por isso, 
há grupos especializados que promovem reuniões semanais 
com devedores, com a finalidade de trocar experiências sobre 
consumo impulsivo e propensão a viver no vermelho. Uma 
dessas organizações é o Devedores Anônimos (DA), que 
funciona nos mesmos moldes do Alcoólicos Anônimos (AA). 
Pertencer a uma classe social mais alta não livra ninguém 
do problema. As pessoas de maior renda são justamente as que 
têm maior resistência em admitir a compulsão. Pior. É comum 
que, diante dos apuros, como a perda do emprego, algumas 
tentem manter o mesmo padrão de vida em lugar de cortar 
gastos para se encaixar na nova realidade. Pedir um 
empréstimo para quitar outra dívida é um comportamento 
recorrente entre os endividados. 
Para sair do vermelho, aceitar o vício é o primeiro passo. 
Uma vez que o devedor reconhece o problema, a próxima 
etapa é se planejar. 
(Felipe Machado e Tatiana Babadobulos, Veja, 04.04.2018. Adaptado) 
 
Assinale a alternativa em que os verbos estão conjugados 
de acordo com a norma-padrão, em substituição aos trechos 
destacados na passagem – É comum que, diante dos apuros, 
como a perda do emprego, algumas tentem manter o mesmo 
padrão de vida.(A) Poderia acontecer que ... mantêm 
(B) Pôde acontecer que ... mantessem 
(C) Podia acontecer que ... mantivessem 
(D) Pôde acontecer que ... manteram 
(E) Podia acontecer que ... mantiveram 
 
03. (PC/SP - Escrivão de Polícia - VUNESP/2018) A vida 
de Dorinha Duval foi, ____ . O processo ainda não havia ido a 
Júri quando a tese da defesa foi mudada. Não seria mais 
violenta emoção, mas legítima defesa. Ela não teria atirado no 
marido por ter sido ___ e chamada de velha, mas ______ o marido 
passou a agredi-la. De fato, o exame pericial de corpo de delito 
realizado em Dorinha constatou a existência de _______ em seu 
corpo. A versão da legítima defesa era ______ . 
(Luiza Nagib Eluf, A paixão no banco dos réus. Adaptado) 
 
As expressões verbais empregadas em tempo que exprime 
a ideia de hipótese são: 
(A) seria e teria. 
(B) foi e seria. 
(C) teria e ter sido. 
(D) foi e constatou. 
(E) ter sido e passou. 
 
 
19 https://www.conjugacao.com.br/locucao-verbal/ 
04. (Pref. Itaquitinga/PE - Assistente Administrativo - 
IDHTEC/2016) Morto em 2015, o pai afirma que Jules Bianchi 
não __________culpa pelo acidente. Em entrevista, Philippe 
Bianchi afirma que a verdade nunca vai aparecer, pois os 
pilotos __________ medo de falar. "Um piloto não vai dizer nada 
se existir uma câmera, mas quando não existem câmeras, 
todos __________ até mim e me dizem. Jules Bianchi bateu com 
seu carro em um trator durante um GP, aquaplanou e não 
conseguiu __________para evitar o choque. 
(http://espn.uol.com.br/noticia/603278_pai-diz-que-pilotos-da-f-1-
temmedo-de-falar-a-verdade-sobre-o-acidente-fatal-de-bianchi) 
 
Complete com a sequência de verbos que está no tempo, 
modo e pessoa corretos: 
(A) Tem – tem – vem - freiar 
(B) Tem – tiveram – vieram - frear 
(C) Teve – tinham – vinham – frenar 
(D) Teve – tem – veem – freiar 
(E) Teve – têm – vêm – frear 
 
05. (Prefeitura Florianópolis/SC - Auxiliar de Sala - 
FEPESE/2016) Assinale a alternativa em que está correta a 
correlação entre os tempos e os modos verbais nas frases 
abaixo. 
(A) A entonação correta ao falarmos colabora com o 
entendimento que o outro tem do assunto tratado e reforçaria 
a nossa persuasão. 
(B) Para falar bem em público, organize as ideias de acordo 
com o tempo que você terá e, antes de falar, ensaie sua 
apresentação. 
(C) A capacidade de os adolescentes virem a falar em 
público, teria dependido dos bons ensinamentos da escola. 
(D) Quem vier a comparar a fala dos jovens de hoje com os 
da geração passada, haveria de concluir que os jovens de hoje 
leem muito menos. 
(E) O contato visual também é importante ao falar em 
público. Passa empatia e envolveria o outro. 
 
Gabarito 
 
01.D / 02.C / 03.A / 04.E / 05.B 
 
Locução Verbal 
 
Uma locução verbal19 é a combinação de um verbo 
auxiliar e um verbo principal. Esses dois verbos, aparecendo 
juntos na oração, transmitem apenas uma ação verbal, 
desempenhando o papel de um único verbo. Exemplo: 
- estive pensando 
- quero sair 
- pode ocorrer 
- tem investigado 
- tinha decidido 
 
Função dos verbos auxiliares nas locuções verbais 
Apenas o verbo auxiliar é flexionado. Verbo auxiliar é o 
que perdendo significado próprio, é utilizado para auxiliar na 
conjugação de outro, o verbo principal. Assim, o tempo, o 
modo, o número, a pessoa e o aspecto da ação verbal são 
indicados pelo verbo auxiliar. 
 
Os auxiliares mais comuns são: “Ter, Haver, Ser e Estar”. 
Contudo, outros verbos também atuam como verbos auxiliares 
nas locuções verbais, como os verbos poder, dever, querer, 
começar a, deixar de, voltar a, continuar a, entre outros. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 47 
Função dos verbos principais nas locuções verbais 
Nas locuções verbais o verbo auxiliar aparece conjugado e 
o principal numa das formas nominais: no gerúndio, no 
infinitivo ou no particípio. 
 
Locução verbal com verbo principal no gerúndio 
Ex.: Estou escrevendo 
verbo auxiliar flexionado: estou 
verbo principal no gerúndio: escrevendo 
 
Locução verbal com verbo principal no infinitivo 
Ex.: Quero sair 
verbo auxiliar flexionado: quero 
verbo principal no infinitivo: sair 
 
Locução verbal com verbo principal no particípio 
Ex.: Tinha decidido 
verbo auxiliar flexionado: tinha 
verbo principal no particípio: decidido 
 
Em todos os exemplos a ideia central é expressa pelo verbo 
principal, os verbos auxiliares apenas indicam flexões de 
tempo, modo, pessoa, número e voz. Sem os verbos principais, 
os auxiliares não teriam sentido algum. 
 
Questões 
 
01. (CISSUL/MG - Condutor Socorrista - IBGP/2017) 
 
 
Assinale a alternativa que contém uma locução verbal 
extraída do cartum. 
(A) Não terão. 
(B) Como andar. 
(C) Vai chegar. 
(D) Todos terão. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
02. (CRQ 4ª REGIÃO/SP - Fiscal - QUADRIX) 
 
 
 
Qual forma verbal substituiria, sem causar alteração de 
sentido, a locução verbal "vou ter", que aparece no primeiro 
quadrinho? 
(A) "terei". 
(B) "teria". 
(C) "tivera". 
(D) "tenha". 
(E) "tinha". 
 
03. (Pref. João Pessoa/PB - Professor Língua 
Portuguesa - FGV) Uma locução verbal é o conjunto formado 
por um verbo auxiliar + um verbo principal, este último 
sempre em forma nominal. Nas frases a seguir as formas 
verbais sublinhadas constituem uma locução verbal, à exceção 
de uma. Assinale‐a. 
(A) Todos podem entrar assim que chegarem. 
(B) Se os grevistas querem trabalhar menos, não vou 
atendê‐los. 
(C) Deixem entrar todos os atrasados. 
(D) Elas não sabem cozinhar como antigamente. 
(E) A plantação foi‐se expandindo para os lados 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.A / 03.C 
 
Advérbio 
 
É a palavra invariável que modifica um verbo (Chegou 
cedo), um outro advérbio (Falou muito bem), um adjetivo 
(Estava muito bonita). 
 
De acordo com a circunstância que exprime, o advérbio 
pode ser de: 
Tempo: ainda, agora, antigamente, antes, amiúde 
(=sempre), amanhã, breve, brevemente, cedo, diariamente, 
depois, depressa, hoje, imediatamente, já, lentamente, logo, 
novamente, outrora. 
Lugar: aqui, acolá, atrás, acima, adiante, ali, abaixo, além, 
algures (=em algum lugar), aquém, alhures (= em outro lugar), 
dentro, defronte, fora, longe, perto. 
Modo: assim, bem, depressa, aliás (= de outro modo ), 
devagar, mal, melhor, pior, e a maior parte dos advérbios que 
termina em mente: calmamente, suavemente, rapidamente, 
tristemente. 
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Língua Portuguesa 48 
Afirmação: certamente, decerto, deveras, efetivamente, 
realmente, sim, seguramente. 
Negação: absolutamente, de modo algum, de jeito 
nenhum, nem, não, tampouco (=também não). 
Intensidade: apenas, assaz, bastante, bem, demais, mais, 
meio, menos, muito, quase, quanto, tão, tanto, pouco. 
Dúvida: acaso, eventuamente, por ventura, quiçá, 
possivelmente, talvez. 
 
Locuçoes Adverbiais: são duas ou mais palavras que têm 
o valor de advérbio: às cegas, às claras, às toa, às pressas, às 
escondidas, à noite, à tarde, às vezes, ao acaso, de repente, de 
chofre, de cor, de improviso, de propósito, de viva voz, de 
medo, com certeza, por perto, por um triz, de vez em quando, 
sem dúvida, de forma alguma, em vão, por certo, à esquerda, à 
direta, a pé, a esmo, por ali, a distância. 
- De repente o dia se fez noite. 
- Por um triz eu não me denunciei. 
- Sem dúvida você é o melhor. 
 
Graus dos Advérbios: o advérbio não vai para o plural, são 
palavras invariáveis, mas alguns admitem a flexão de grau: 
comparativo e superlativo. 
 
Comparativo de: 
Igualdade - tão + advérbio + quanto, como: Sou tão feliz 
quanto / como você. 
Superioridade - Analítico: mais do que. Ex.: Raquel é mais 
elegante do que eu. 
 - Sintético: melhor, pior que. Ex.: 
Amanhãserá melhor do que hoje. 
Inferioridade - menos do que: Falei menos do que devia. 
 
Superlativo Absoluto: 
Analítico - mais, muito, pouco,menos: O candidato 
defendeu-se muito mal. 
Sintético - íssimo, érrimo: Localizei-o rapídíssimo. 
 
Emprego do Advérbio 
- Na linguagem coloquial, familiar, é comum o emprego do 
sufixo diminutivo dando aos advérbios o valor de superlativo 
sintético: agorinha, cedinho, pertinho, devagarinho, 
depressinha, rapidinho (bem rápido). Exs.: Rapidinho chegou 
a casa; Moro pertinho da universidade. 
- Frequentemente empregamos adjetivos com valor de 
advérbio: A cerveja que desce redondo. (redondamente) 
- Bastante - antes de adjetivo, é advérbio, portanto, não vai 
para o plural; equivale a muito / a: Aquelas jovens são bastante 
simpáticas e gentis. 
- Bastante - antes de substantivo, é adjetivo, portanto vai 
para o plural, equivale a muitos / as: Contei bastantes estrelas 
no céu. 
- Não confunda mal (advérbio, oposto de bem) com mau 
(adjetivo, oposto de bom): Mal cheguei a casa, encontrei-a de 
mau humor. 
- Antes de verbo no particípio, diz-se mais bem, mais mal: 
Ficamos mais bem informados depois do noticiário notumo. 
- Em frase negativa o advérbio já equivale a mais: Já não se 
fazem professores como antigamente. (=não se fazem mais) 
- Na locução adverbial a olhos vistos (=claramente), o 
particípio permanece no masculino plural: Minha irmã Zuleide 
emagrecia a olhos vistos. 
- Dois ou mais advérbios terminados em mente, apenas no 
último permanece mente: Educada e pacientemente, falei a 
todos. 
- A repetição de um mesmo advérbio assume o valor 
superlativo: Levantei cedo, cedo. 
 
Palavras e Locuções Denotativas: São palavras 
semelhantes a advérbios e que não possuem classificação 
especial. Não se enquadram em nenhuma das dez classes de 
palavras. São chamadas de denotativas e exprimem: 
Afetividade: felizmente, infelizmente, ainda bem. Ex.: Ainda 
bem que você veio. 
Designação, Indicação: eis. Ex.: Eis aqui o herói da turma. 
Exclusão: exclusive, menos, exceto, fora, salvo, senão, 
sequer: Ex.: Não me disse sequer uma palavra de amor. 
Inclusão: inclusive, também, mesmo, ainda, até, além disso, 
de mais a mais. Ex.: Também há flores no céu. 
Limitação: só, apenas, somente, unicamente. Ex.: Só Deus é 
perfeito. 
Realce: cá, lá, é que, sobretudo, mesmo. Ex.: Sei lá o que ele 
quis dizer! 
Retificação: aliás, ou melhor, isto é, ou antes. Ex.: Irei à 
Bahia na próxima semana, ou melhor, no próximo mês. 
Explicação: por exemplo, a saber. Ex.: Você, por exemplo, 
tem bom caráter. 
 
Questões 
 
01. Assinale a frase em que meio funciona como advérbio: 
(A) Só quero meio quilo. 
(B) Achei-o meio triste. 
(C) Descobri o meio de acertar. 
(D) Parou no meio da rua. 
(E) Comprou um metro e meio. 
 
02. Só não há advérbio em: 
(A) Não o quero. 
(B) Ali está o material. 
(C) Tudo está correto. 
(D) Talvez ele fale. 
(E) Já cheguei. 
 
03. Qual das frases abaixo possui advérbio de modo? 
(A) Realmente ela errou. 
(B) Antigamente era mais pacato o mundo. 
(C) Lá está teu primo. 
(D) Ela fala bem. 
(E) Estava bem cansado. 
 
04. Classifique a locução adverbial que aparece em 
"Machucou-se com a lâmina". 
(A) modo 
(B) instrumento 
(C) causa 
(D) concessão 
(E) fim 
 
05. (PC/SP - Investigador de Polícia - VUNESP/2018) 
Nos EUA, a psicanálise lembra um pouco certas seitas – as 
ideias do fundador são institucionalizadas e defendidas por 
discípulos ferrenhos, mas suas instituições parecem não 
responder às necessidades atuais da sociedade. Talvez porque 
o autor das ideias não esteja mais aqui para atualizá-las. 
Freud era um neurologista, e queria encontrar na Biologia 
as bases do comportamento. Como a tecnologia de então não 
lhe permitia avançar, passou a elaborar uma teoria, criando a 
psicanálise. Cientista que era, contudo, nunca se apaixonou por 
suas ideias, revisando sua obra ao longo da vida. Ele chegou a 
afirmar: “A Biologia é realmente um campo de possibilidades 
ilimitadas do qual podemos esperar as elucidações mais 
surpreendentes. Portanto, não podemos imaginar que 
respostas ela dará, em poucos decêndios, aos problemas que 
formulamos. Talvez essas respostas venham a ser tais que 
farão o edifício de nossas hipóteses colapsar”. Provavelmente, 
é sua frase menos citada. Por razões óbvias. 
(Galileu, novembro de 2017. Adaptado) 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 49 
Nos trechos – … Talvez porque o autor das ideias não esteja 
mais aqui… – ; – … nunca se apaixonou por suas ideias… – ; – A 
Biologia é realmente um campo de possibilidades ilimitadas… 
– e – Provavelmente, é sua frase menos citada. –, os advérbios 
destacados expressam, correta e respectivamente, 
circunstância de: 
(A) lugar; tempo; modo; afirmação. 
(B) lugar; tempo; afirmação; dúvida. 
(C) lugar; negação; modo; intensidade. 
(D) afirmação; negação; afirmação; afirmação. 
(E) afirmação; negação; modo; dúvida. 
 
Gabarito 
 
01.B / 02.C / 03.D / 04.B / 05.B 
 
Preposição 
 
É a palavra invariável que liga um termo dependente a um 
termo principal, estabelecendo uma relação entre ambos. As 
preposições podem ser: essenciais ou acidentais. 
 
As preposições essenciais atuam exclusivamente como 
preposições. São: a, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, 
entre, para, perante, por, sem, sob, sobre, trás. Exs.: Não dê 
atenção a fofocas; Perante todos disse, sim. 
 
As preposições acidentais são palavras de outras classes 
que atuam eventualmente como preposições. São: como (=na 
qualidade de), conforme (=de acordo com), consoante, exceto, 
mediante, salvo, visto, segundo, senão, tirante. Ex.: Agia 
conforme sua vontade. (= de acordo com) 
 
- O artigo definido a que vem sempre acompanhado de um 
substantivo, é flexionado: a casa, as casas, a árvore, as árvores, 
a estrela, as estrelas. A preposição a nunca vai para o plural e 
não estabelece concordância com o substantivo. Ex.: Fiz todo o 
percurso a pé. (não há concordância com o substantivo 
masculino pé) 
- As preposições essenciais são sempre seguidas dos 
pronomes pessoais oblíquos: Despediu-se de mim 
rapidamente. Não vá sem mim. 
 
Locuções Prepositivas: é o conjunto de duas ou mais 
palavras que têm o valor de uma preposição. A última palavra 
é sempre uma preposição. Veja quais são: abaixo de, acerca de, 
acima de, ao lado de, a respeito de, de acordo com, dentro de, 
embaixo de, em cima de, em frente a, em redor de, graças a, 
junto a, junto de, perto de, por causa de, por cima de, por trás 
de, a fim de, além de, antes de, a par de, a partir de, apesar de, 
através de, defronte de, em favor de, em lugar de, em vez de, 
(=no lugar de), ao invés de (=ao contrário de), para com, até a. 
- Não confunda locução prepositiva com locução adverbial. 
Na locução adverbial, nunca há uma preposição no final, e sim 
no começo: Vimos de perto o fenômeno do “tsunami”. 
(locução adverbial); O acidente ocorreu perto de meu atelier. 
(locução prepositiva) 
- Uma preposição ou locução prepositiva pode vir com 
outra preposição: Abola passou por entre as pernas do 
goleiro. Mas é inadequado dizer: Proibido para menores de até 
18 anos; Financiamento em até 24 meses. 
 
Combinações e Contrações 
Combinação: ocorre quando não há perda de fonemas: 
a+o, os= ao, aos / a+onde = aonde. 
Contração: ocorre quando a preposição perde fonemas: 
de+a, o, as, os, esta, este, isto = da, do, das, dos, desta, deste, 
disto. 
- em+ um, uma, uns, umas, isto, isso, aquilo, aquele, aquela, 
aqueles, aquelas = num, numa, nuns, numas, nisto, nisso, 
naquilo, naquele, naquela, naqueles. 
- de+ entre, aquele, aquela, aquilo = dentre, daquele, 
daquela, daquilo. 
- para+ a = pra. 
A contração da preposição a com os artigos ou pronomes 
demonstrativos a, as, aquele, aquela, aquilo recebe o nome de 
crase e é assinalada na escrita pelo acento grave ficando assim: 
à,às, àquele, àquela, àquilo. 
 
Valores das Preposições 
 
A 
(movimento=direção): Foram a Lucélia comemorar os 
Anos Dourados. 
Modo: Partiu às pressas. 
Tempo: Iremos nos ver ao entardecer. 
Apreposição a indica deslocamento rápido: Vamos à praia. 
(ideia de passear) 
 
Ante 
(diante de): Parou ante mim sem dizer nada, tanta era a 
emoção. 
Tempo (substituída por antes de): Preciso chegar ao 
encontro antes das quatro horas. 
 
Após (depois de): Após alguns momentos desabou num 
choro arrependido. 
 
Até 
(aproximação): Correu até mim. 
Tempo: Certamente teremos o resultado do exame até a 
semana que vem. 
Atenção: Se a preposição até equivaler a inclusive, será 
palavra de inclusão e não preposição. Os sonhadores amam 
até quem os despreza. (inclusive) 
 
Com (companhia): Rir de alguém é falta de caridade; 
deve-se rir com alguém. 
Causa: A cidade foi destruída com o temporal. 
Instrumento: Feriu-se com as próprias armas. 
Modo: Marfinha, minha comadre, veste-se sempre com 
elegância. 
 
Contra 
(oposição, hostilidade): Revoltou-se contra a decisão do 
tribunal. 
Direção a um limite: Bateu contra o muro e caiu. 
 
De (origem): Descendi de pais trabalhadores e honestos. 
Lugar: Os corruptos vieram da capital. 
Causa: O bebê chorava de fome. 
Posse: Dizem que o dinheiro do povo sumiu. 
Assunto: Falávamos do casamento da Mariele. 
Matéria: Era uma casa de sapé. 
A preposição de não deve contrair-se com o artigo, que 
precede o sujeito de um verbo. É tempo de os alunos 
estudarem. (e não: dos alunos estudarem) 
 
Desde 
(afastamento de um ponto no espaço): Essa neblina vem 
desde São Paulo. 
Tempo: Desde o ano passado quero mudar de casa. 
 
Em 
(lugar): Moramos em Lucélia há alguns anos. 
Matéria: As queridas amigas Nilceia e Nadélgia moram em 
Curitiba. 
Especialidade: Minha amiga Cidinha formou-se em Letras. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 50 
Tempo: Tudo aconteceu em doze horas. 
 
Entre (posição entre dois limites): Convém colocar o vidro 
entre dois suportes. 
 
Para 
Direção: Não lhe interessava mais ir para a Europa. 
Tempo: Pretendo vê-lo lá para o final da semana. 
Finalidade: Lute sempre para viver com dignidade. 
A preposição para indica permanência definitiva. Vou 
para o litoral. (ideia de morar) 
 
Perante (posição anterior): Permaneceu calado perante 
todos. 
 
Por (percurso, espaço, lugar): Caminhava por ruas 
desconhecidas. 
Causa: Por ser muito caro, não compramos um pendrive 
novo. 
Espaço: Por cima dela havia um raio de luz. 
 
Sem (ausência): Eu vou sem lenço sem documento. 
 
Sob (debaixo de / situação): Prefiro cavalgar sob o luar. 
Viveu, sob pressão dos pais. 
 
Sobre 
(em cima de, com contato): Colocou as taças de cristal 
sobre a toalha rendada. 
Assunto: Conversávamos sobre política financeira. 
 
Trás (situação posterior; é preposição fora de uso. É 
substituída por atrás de, depois de): Por trás desta carinha 
vê-se muita falsidade. 
 
Questões 
 
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) 
 
 
 
No 3º quadrinho, nas três ocorrências, o sentido da 
preposição “sem” e o das expressões que ela forma são, 
respectivamente, de 
(A) negação e causa. 
(B) adição e condição. 
(C) ausência e modo. 
(D) falta e consequência. 
(E) exceção e intensidade. 
 
02. (Pref. Itaquitinga/PE - Técnico em Enfermagem - 
IDHTEC/2016) 
 
MAMÃ NEGRA (Canto de esperança) 
 
Tua presença, minha Mãe - drama vivo duma Raça, Drama 
de carne e sangue Que a Vida escreveu com a pena dos séculos! 
Pelo teu regaço, minha Mãe, Outras gentes embaladas à voz da 
ternura ninadas do teu leite alimentadas de bondade e poesia 
de música ritmo e graça... santos poetas e sábios... Outras 
gentes... não teus filhos, que estes nascendo alimárias 
semoventes, coisas várias, mais são filhos da desgraça: a 
enxada é o seu brinquedo trabalho escravo - folguedo... Pelos 
teus olhos, minha Mãe Vejo oceanos de dor Claridades de sol-
posto, paisagens Roxas paisagens Mas vejo (Oh! se vejo!...) mas 
vejo também que a luz roubada aos teus [olhos, ora esplende 
demoniacamente tentadora - como a Certeza... cintilantemente 
firme - como a Esperança... em nós outros, teus filhos, gerando, 
formando, anunciando -o dia da humanidade. 
(Viriato da Cruz. Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império) 
 
Em qual das alternativas o acento grave foi mal 
empregado, pois não houve crase? 
(A) “Milena Nogueira foi pela primeira vez à quadra da 
escola de samba Império Serrano, na Zona Norte do Rio.” 
(B) "Os relatos dos casos mostram repetidas violações dos 
direitos à moradia, a um trabalho digno, à integridade cultural, 
a vida e ao território." 
(C) “O corpo de Lucilene foi encontrado próximo à ponte 
do Moa no dia 11 de maio.” 
(D) “Fifa afirma que Blatter e Valcke enriqueceram às 
custas da entidade.” 
(E) “Doriva saiu e Milton Cruz fez às vezes de técnico até a 
chegada de Edgardo Bauza no fim do ano passado.” 
 
03. (TJ/AL - Analista Judiciário - Oficial de Justiça 
Avaliador - FGV/2018) 
 
Além do celular e da carteira, cuidado com as figurinhas 
da Copa 
Gilberto Porcidônio – O Globo, 12/04/2018 
 
A febre do troca-troca de figurinhas pode estar atingindo 
uma temperatura muito alta. Preocupados que os mais afoitos 
pelos cromos possam até roubá-los, muitos jornaleiros estão 
levando seus estoques para casa quando termina o expediente. 
Pode parecer piada, mas há até boatos sobre quadrilhas de 
roubo de figurinha espalhados por mensagens de celular. 
 
No texto aparecem três ocorrências da preposição DE. 
1. “troca-troca de figurinhas”; 
2. “roubo de figurinha”; 
3. “mensagens de celular”. 
 
Sobre o emprego dessa preposição nesses casos, é correto 
afirmar que: 
(A) os termos precedidos da preposição DE indicam 
pacientes dos vocábulos anteriores; 
(B) os termos precedidos da preposição DE indicam 
agentes dos termos anteriores; 
(C) os termos “de figurinha” e “de celular” são 
complementos dos termos anteriores; 
(D) os termos “de figurinhas” e “de celular” são adjuntos 
dos vocábulos precedentes; 
(E) os termos “de figurinhas” e “de figurinha” são 
complementos dos vocábulos precedentes. 
 
04. Assinale a alternativa em que a preposição destacada 
estabeleça o mesmo tipo de relação que na frase matriz: 
Criaram-se a pão e água. 
(A) Desejo todo o bem a você. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 51 
(B) A julgar por esses dados, tudo está perdido. 
(C) Feriram-me a pauladas. 
(D) Andou a colher alguns frutos do mar. 
(E) Ao entardecer, estarei aí. 
 
05. (TJ/AL - Técnico Judiciário - FGV/2018) 
 
Ressentimento e Covardia 
 
Tenho comentado aqui na Folha em diversas crônicas, os 
usos da internet, que se ressente ainda da falta de uma 
legislação específica que coíba não somente os usos mas os 
abusos deste importante e eficaz veículo de comunicação. A 
maioria dos abusos, se praticados em outros meios, seriam 
crimes já especificados em lei, como a da imprensa, que pune 
injúrias, difamações e calúnias, bem como a violação dos 
direitos autorais, os plágios e outros recursos de apropriação 
indébita. 
No fundo, é um problema técnico que os avanços da 
informática mais cedo ou mais tarde colocarão à disposição 
dos usuários e das autoridades. Como digo repetidas vezes, me 
valendo do óbvio, a comunicação virtual está em sua pré-
história. 
Atualmente, apesar dos abusos e crimes cometidos na 
internet, no que diz respeito aos cronistas, articulistas e 
escritores em geral, os mais comuns são os textos atribuídos 
ou deformados que circulam por aí e que não podem ser 
desmentidos ou esclarecidos caso por caso. Um jornal ou 
revista é processado se publicar sem autorização do autor um 
texto qualquer, ainda que em citação longa e sem aspas. Em 
caso de injúria,calúnia ou difamação, também. E em caso de 
falsear a verdade propositadamente, é obrigado pela justiça a 
desmentir e dar espaço ao contraditório. 
Nada disso, por ora, acontece na internet. Prevalece a lei do 
cão em nome da liberdade de expressão, que é mais expressão 
de ressentidos e covardes do que de liberdade, da verdadeira 
liberdade. (Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 16/05/2006 – adaptado) 
 
O segmento do texto em que o emprego da preposição EM 
indica valor semântico diferente dos demais é: 
(A) “Tenho comentado aqui na Folha em diversas 
crônicas”; 
(B) A maioria dos abusos, se praticados em outros meios”; 
(C) “... seriam crimes já especificados em lei”; 
(D) “...a comunicação virtual está em sua pré-história”; 
(E) “...ainda que em citação longa e sem aspas”. 
 
Gabarito 
 
01.C / 02.E / 03.E / 04.C / 05.D 
 
Interjeição 
 
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, 
estados de espírito ou apelos. 
 
Locução Interjetiva: é o conjunto de duas ou mais 
palavras com valor de uma interjeição: Muito bem! Que pena! 
Quem me dera! Puxa, que legal! 
 
Classificaçao das Interjeições e Locuções Interjetivas 
 
As intejeições e as locuções interjetivas são classificadas de 
acordo com o sentido que elas expressam em determinado 
contexto. Assim, uma mesma palavra ou expressão pode 
exprimir emoções variadas. 
Admiração ou Espanto: Oh!, Caramba!, Oba!, Nossa!, Meu 
Deus!, Céus! 
Advertência: Cuidado!, Atenção!, Alerta!, Calma!, Alto!, 
Olha lá! 
Alegria: Viva!, Oba!, Que bom!, Oh!, Ah!; 
Ânimo: Avante!, Ânimo!, Vamos!, Força!, Eia!, Toca! 
Aplauso: Bravo!, Parabéns!, Muito bem! 
Chamamento: Olá!, Alô!, Psiu!, Psit! 
Aversão: Droga!, Raios!, Xi!, Essa não!, lh! 
Medo: Cruzes!, Credo!, Ui!, Jesus!, Uh! Uai! 
Pedido de Silêncio: Quieto!, Bico fechado!, Silêncio!, 
Chega!, Basta! 
Saudação: Oi!, Olá!, Adeus!, Tchau! 
Concordância: Claro!, Certo!, Sim!, Sem dúvida! 
Desejo: Oxalá!, Tomara!, Pudera!, Queira Deus! Quem me 
dera! 
 
Observe na relação acima, que as interjeições muitas vezes 
são formadas por palavras de outras classes gramaticais: 
Cuidado! Não beba ao dirigir! (cuidado é substantivo). 
 
Questões 
 
01. Assinale o par de frases em que as palavras destacadas 
são substantivo e pronome, respectivamente: 
(A) A imigração tornou-se necessária. / É dever cristão 
praticar o bem. 
(B) A Inglaterra é responsável por sua economia. / Havia 
muito movimento na praça. 
(C) Fale sobre tudo o que for preciso. / O consumo de 
drogas é condenável. 
(D) Pessoas inconformadas lutaram pela abolição. / 
Pesca-se muito em Angra dos Reis. 
(E) Os prejudicados não tinham o direito de reclamar. / 
Não entendi o que você disse. 
 
02. Assinale o item que só contenha preposições: 
(A) durante, entre, sobre 
(B) com, sob, depois 
(C) para, atrás, por 
(D) em, caso, após 
(E) após, sobre, acima 
 
03. Observe as palavras grifadas da seguinte frase: 
“Encaminhamos a V. Senhoria cópia autêntica do Edital nº 
19/82.” Elas são, respectivamente: 
(A) verbo, substantivo, substantivo 
(B) verbo, substantivo, advérbio 
(C) verbo, substantivo, adjetivo 
(D) pronome, adjetivo, substantivo 
(E) pronome, adjetivo, adjetivo 
 
04. Assinale a opção em que a locução grifada tem valor 
adjetivo: 
(A) “Comprei móveis e objetos diversos que entrei a 
utilizar com receio.” 
(B) “Azevedo Gondim compôs sobre ela dois artigos.” 
(C) “Pediu-me com voz baixa cinquenta mil réis.” 
(D) “Expliquei em resumo a prensa, o dínamo, as serras...” 
(E) “Resolvi abrir o olho para que vizinhos sem 
escrúpulos não se apoderassem do que era delas.” 
 
05. O "que" está com função de preposição na alternativa: 
(A) Veja que lindo está o cabelo da nossa amiga! 
(B) Diz-me com quem andas, que eu te direi quem és. 
(C) João não estudou mais que José, mas entrou na 
Faculdade. 
(D) O Fiscal teve que acompanhar o candidato ao banheiro. 
(E) Não chore que eu já volto. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.A / 03.C / 04.E / 05.D 
 
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Língua Portuguesa 52 
Conjunções 
 
Exercem a função de conectar as palavras dentro de uma 
oração. Desta forma, elas estabelecem uma relação de 
coordenação ou subordinação e são classificadas em: 
Conjunções Coordenativas e Conjunções Subordinativas. 
 
Conjunções Coordenativas 
 
1. Aditivas (Adição) 
E 
Nem 
Não só... Mas também 
Mas ainda 
Senão 
 
Exemplos: 
Viajamos e descansamos. 
Eu não só estudo, mas também trabalho. 
 
2. Adversativas (posição contrária) 
 
Mas 
Porém 
Todavia 
Entretanto 
No entanto 
 
Exemplos: 
Ela era explorada, mas não se queixava. 
Os alunos estudaram, no entanto não conseguiram as 
notas necessárias. 
 
3. Alternativas (alternância) 
 
Ou, ou 
Ora, ora 
Quer, quer 
Já, já 
 
Exemplos: 
Ou você vem agora, ou não haverá mais ingressos. 
Ora chovia, ora fazia sol. 
 
4. Conclusivas (conclusão) 
Logo 
Portanto 
Por conseguinte 
Pois (após o verbo) 
 
Exemplos: 
O caminho é perigoso; vá, pois, com cuidado! 
Estamos nos esforçando, logo seremos recompensados. 
 
5. Explicativas (explicação) 
Que 
Porque 
Porquanto 
Pois (antes do verbo) 
 
Exemplos: 
Não leia no escuro, que faz mal à vista. 
Compre estas mercadorias, pois já estamos ficando sem. 
 
Conjunções Subordinativas 
 
Ligam uma oração principal a uma oração subordinativa, 
com verbo flexionado. 
 
1. Integrantes: iniciam a oração subordinada substantiva 
– Que / Se / Como 
 
Exemplos: 
Todos perceberam que você estava atrasado. 
Aposto como você estava nervosa. 
 
2. Temporais (Tempo) – Quando / Enquanto / Logo que / 
Assim que / Desde que 
Exemplos: 
Logo que chegaram, a festa acabou. 
Quando eu disse a verdade, ninguém acreditou. 
 
3. Finais (Finalidade) – Para que / A fim de que 
Exemplo: 
Foi embora logo, a fim de que ninguém o perturbasse. 
 
4. Proporcionais (Proporcionalidade) – À proporção que 
/ À medida que / Quanto mais ... mais / Quanto menos... menos 
Exemplos: 
À medida que se vive, mais se aprende. 
Quanto mais se preocupa, mais se aborrece. 
 
5. Causais (Causa) – Porque / Como / Visto que / Uma vez 
que 
Exemplo: Como estivesse doente, não pôde sair. 
 
6. Condicionais (Condição) – Se / Caso / Desde que 
Exemplos: 
Comprarei o livro, desde que esteja disponível. 
Se chover, não poderemos ir. 
 
7. Comparativas (Comparação) – Como / Que / Do que / 
Quanto / Que nem 
Exemplos: 
Os filhos comeram como leões. 
A luz é mais veloz do que o som. 
 
8. Conformativas (Conformidade) – Como / Conforme / 
Segundo 
Exemplos: 
As coisas não são como parecem. 
Farei tudo, conforme foi pedido. 
 
9. Consecutivas (Consequência) – Que (precedido dos 
termos: tal, tão, tanto...) / De forma que 
Exemplos: 
A menina chorou tanto, que não conseguiu ir para a escola. 
Ontem estive viajando, de forma que não consegui 
participar da reunião. 
 
10. Concessivas (Concessão) – Embora / Conquanto / 
Ainda que / Mesmo que / Por mais que 
Exemplos: 
Todos gostaram, embora estivesse mal feito. 
Por mais que gritasse, ninguém o socorreu. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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Língua Portuguesa 53 
Questões 
 
01. (PC/SP - Papiloscopista Policial - VUNESP/2018) 
 
 
 
Na fala do personagem no segundo quadrinho “Apesar da 
aparência, sou um homem ultramoderno!”, a expressão 
destacada estabelece entre as informações relação de sentido 
de 
(A) comparação. 
(B) finalidade. 
(C) consequência. 
(D) conclusão. 
(E) concessão. 
 
02. (Prefeitura Trindade/GO - Auxiliar Administrativo 
- FUNRIO/2016) 
 
OMS recomenda ingerir menos de cinco gramas de sal 
por dia 
 
Se você tem o hábito de pegar no saleiro e polvilhar a 
comida com umas pitadas de sal, é melhor pensar duas vezes. 
A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou esta 
quinta-feira que um adulto consuma por dia menosde dois 
gramas de sódio – ou seja, menos de cinco gramas de sal – para 
reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças 
cardiovasculares. 
Pela primeira vez, a OMS faz recomendações também para 
as crianças com mais de dois anos de idade, para que as 
doenças relacionadas com a alimentação não se tornem 
crônicas na idade adulta. Neste caso, a OMS diz que os valores 
devem ainda ser mais baixos do que os dois gramas de sódio, 
devendo ser adaptados tendo em conta o tamanho, a idade e 
as necessidades energéticas. 
Teresa Firmino Adaptado de publico.pt/ciencia 
 
Em para reduzir os níveis de pressão arterial e as doenças 
cardiovasculares, a palavra para expressa o seguinte 
significado: 
(A) oposição 
(B) finalidade 
(C) causalidade 
(D) comparação 
(E) temporalidade 
 
03. (SEDUC/PA - Professor Classe I - Português - 
CONSULPLAN/2018) 
 
Coisas & Pessoas 
 
Desde pequeno, tive tendência para personificar as coisas. 
Tia Tula, que achava que mormaço fazia mal, sempre gritava: 
“Vem pra dentro, menino, olha o mormaço!”. Mas eu ouvia o 
mormaço com M maiúsculo. Mormaço, para mim, era um velho 
que pegava crianças! Ia pra dentro logo. E ainda hoje, quando 
leio que alguém se viu perseguido pelo clamor público, vejo 
com estes olhos o Sr. Clamor Público, magro, arquejante, de 
preto, brandindo um guarda-chuva, com um gogó 
protuberante que se abaixa e levanta no excitamento da 
perseguição. E já estava devidamente grandezinho, pois devia 
contar uns trinta anos, quando me fui, com um grupo de 
colegas, a ver o lançamento da pedra fundamental da ponte 
Uruguaiana-Libres, ocasião de grandes solenidades, com os 
presidentes Justo e Getúlio, e gente muita, tanto assim que 
fomos alojados os do meu grupo num casarão que creio fosse 
a Prefeitura, com os demais jornalistas do Brasil e Argentina. 
Era como um alojamento de quartel, com breve espaço entre 
as camas e todas as portas e janelas abertas, tudo com os 
alegres incômodos e duvidosos encantos, um vulto junto à 
minha cama, senti-me estremunhado e olhei atônito para um 
tipo de chiru, ali parado, de bigodes caídos, pala pendente e 
chapéu descido sobre os olhos. Diante da minha muda 
interrogação, ele resolveu explicar-se, com a devida calma: 
– Pois é! Não vê que eu sou o sereno… 
E eis que, por milésimo de segundo, ou talvez mais, julguei 
que se tratasse do sereno noturno em pessoa. [...] 
(Mário Quintana. Caderno H. 5. ed. São Paulo: Globo, 1989, p. 153-154.) 
 
Após a leitura do texto e considerando seu conteúdo, pode-
se afirmar quanto ao emprego da conjunção em relação à 
titulação do texto que o sentido produzido indica 
(A) compensação de um elemento em relação ao outro. 
(B) acrescentamento de um elemento em relação ao outro. 
(C) sobreposição do último elemento em detrimento do 
primeiro. 
(D) estabelecimento de uma relação de um elemento para 
com o outro. 
 
04. (IF/PE - Técnico em Enfermagem - 2016) 
 
Crônica da cidade do Rio de Janeiro 
 
No alto da noite do Rio de Janeiro, luminoso, generoso, o 
Cristo Redentor estende os braços. Debaixo desses braços os 
netos dos escravos encontram amparo. 
Uma mulher descalça olha o Cristo, lá de baixo, e 
apontando seu fulgor, diz, muito tristemente: 
- Daqui a pouco não estará mais aí. Ouvi dizer que vão tirar 
Ele daí. 
- Não se preocupe – tranquiliza uma vizinha. – Não se 
preocupe: Ele volta. 
A polícia mata muitos, e mais ainda mata a economia. Na 
cidade violenta soam tiros e também tambores: os atabaques, 
ansiosos de consolo e de vingança, chamam os deuses 
africanos. Cristo sozinho não basta. 
(GALEANO, Eduardo. O livro dos abraços. Porto Alegre: L&PM Pocket, 
2009.) 
 
Na construção “A polícia mata muitos, e mais ainda mata a 
economia”, a conjunção em destaque estabelece, entre as 
orações, 
(A) uma relação de adição. 
(B) uma relação de oposição. 
(C) uma relação de conclusão. 
(D) uma relação de explicação. 
(E) uma relação de consequência. 
 
05. (COPASA - Analista de Saneamento - Administrador 
- FUMARC/2018) 
 
Se você não corresponde ao figurino neoliberal é porque 
sofre de algum transtorno. As doenças estão em moda. 
Respiramos a cultura da medicalização. Não nos perguntamos 
por que há tantas enfermidades e enfermos. Esta indagação 
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Língua Portuguesa 54 
não convém à indústria farmacêutica nem ao sistema cujo 
objetivo primordial é a apropriação privada da riqueza. 
 
Sobre os itens lexicais destacados no fragmento, estão 
corretas as afirmativas, EXCETO: 
(A) A conjunção “nem” liga dois itens (indústria / sistema) 
indicando oposição entre eles. 
(B) A conjunção “porque” introduz uma relação de 
causalidade entre as partes do período de que faz a ligação. 
(C) O conectivo “se” poderia ser substituído por “caso” e 
indica condicionalidade. 
(D) O pronome “algum” transfere sua indefinitude ao 
substantivo que acompanha, “transtorno”. 
 
Gabarito 
 
01.E / 02.B / 03.D / 04.B / 05.A 
 
SINTAXE 
 
Sintaxe20 é a parte da gramática que estuda a disposição 
das palavras nos períodos, bem como a relação lógica entre 
elas. 
De maneira geral, podemos dizer que a sintaxe é o conjunto 
das regras que determinam as diferentes possibilidades de 
associação entre as palavras da língua para a formação de 
enunciados verbais. 
Para que a comunicação/interação verbal ocorra de 
maneira eficiente e organizada entre os falantes, as línguas 
possuem não somente um léxico composto por milhares de 
palavras, mas também algumas regras que determinam o 
modo como as palavras podem combinar-se para formar os 
enunciados a partir de uma relação lógica. Essas regras são 
aquilo que definem a sintaxe das línguas. 
 
Funções e Relações Sintáticas 
 
O enunciado21 se encaixa em uma 
organização/estruturação específica prevista na língua. Essa 
organização é sempre regulada pela sintaxe, a qual define as 
sequências possíveis no interior dessas estruturas. 
 
Funções Sintáticas 
Consiste na função específica de cada elemento na 
sentença ao se relacionar com outros elementos que também 
compõem o enunciado. 
 
Relações Sintáticas 
Consiste nas relações estabelecidas entre as palavras que 
definem as estruturas possíveis na sintaxe das línguas. 
 
Quando falamos em sintaxe, devemos estudar os seguintes 
assuntos dentro da gramática: 
- Análise Sintática; 
 
 
ANÁLISE SINTÁTICA 
 
A Análise Sintática examina a estrutura do período, divide 
e classifica as orações que o constituem e reconhece a função 
sintática dos termos de cada oração. 
 
Frase 
 
É todo enunciado suficiente por si mesmo para estabelecer 
comunicação. Pode expressar um juízo, indicar uma ação, 
 
20 https://mundoeducacao.bol.uol.com.br/gramatica/sintaxe.htm 
21 https://portugues.uol.com.br/gramatica/sintaxe.html 
estado ou fenômeno, transmitir um apelo, uma ordem ou 
exteriorizar emoções22. São exemplos de frases23: 
 
“Por favor!” 
“Bom dia, tudo bem com você?” 
 
Os sinais de pontuação são as pausas especiais nas frases, 
e quando ocorre a inversão do sujeito + predicado, a sua 
compreensão depende do contexto. 
 
 Chamam-se frases nominais as que se apresentam sem o 
verbo ou seja frases constituídas apenas por nomes, 
substantivo, adjetivo e pronome. 
Exemplo: Cada louco com sua mania. 
 
Tipos de Frases 
Declarativas: anuncia algo de forma afirmativa ou 
negativa, ou juízo acerca de alguma coisa ou alguém: 
Pedro estuda muito. (afirmativa) 
Jamais comprarei aquele carro. (negativa) 
 
Interrogativas: pergunta alguma coisa (com ponto de 
interrogação) ou de forma indireta (sem o ponto de 
interrogação). 
Por que quebraste o vidro? 
Gostaria de comprar uma casa. 
 
Imperativas: expressa uma ordem, pedido, pode ser 
afirmativa ou negativa. 
“Silêncio! Respeite o professor.” (afirmativa) 
Não faça loucuras. (negativa) 
 
Exclamativas: expressa uma admiração, surpresa,arrependimento e etc. 
Como ela é inteligente! 
Não acertaram mais! 
 
Optativas: exprimir um desejo. 
Deus te acompanhe! 
Que você consiga passar no concurso. 
 
Imprecativas: uma imprecação (lançar uma praga, 
maldição). 
Não conseguindo atingir seu intento, dirigiu maldições 
contra seu desafeto. 
Maldito seja quem encontrar você. 
 
Atenção: Algumas frases só podem ser entendidas quando 
compreendemos o contexto em que são empregadas, como por 
exemplo em frases que contém ironia, sarcasmo, deboche e 
escárnio. Pois estas as vezes acabam expressando o contrário 
do que aparentemente se diz. 
 
Questões 
 
01. Marque apenas as frases nominais: 
(A) Que voz estranha! 
(B) A lanterna produzia boa claridade. 
(C) As risadas não eram normais. 
(D) Luisinho, não! 
 
02. Classifique as frases em declarativa, interrogativa, 
exclamativa, optativa ou imperativa. 
(A) Você está bem? 
(B) Não olhe; não olhe, Luisinho! 
(C) Que alívio! 
(D) Tomara que Luisinho não fique impressionado! 
22 OTHON, Garcia, Comunicação em Prosa Moderna. FGV.2011. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 55 
(E) Você se machucou? 
(F) A luz jorrou na caverna. 
(G) Agora suma, seu monstro! 
(H) O túnel ficava cada vez mais escuro. 
 
03. Transforme a frase declarativa em imperativa. Siga o 
modelo: 
Luisinho ficou pra trás. (declarativa) 
Lusinho, fique para trás. (imperativa) 
 
(A) Eugênio e Marcelo caminhavam juntos. 
(B) Luisinho procurou os fósforos no bolso. 
(C) Os meninos olharam à sua volta. 
 
04. Sabemos que frases verbais são aquelas que têm 
verbos. Assinale, pois, as frases verbais: 
(A) Deus te guarde! 
(B) As risadas não eram normais. 
(C) Que ideia absurda! 
(D) O fósforo quebrou – se em três pedacinhos. 
(E) Tão preta como o túnel! 
(F) Quem bom! 
(G) As ovelhas são mansas e pacientes. 
(H) Que espírito irônico e livre! 
 
Respostas 
 
01. “a” e “d” 
 
02. a) interrogativa; b) imperativa; c) exclamativa; d) 
optativa; e) interrogativa; f) declarativa; g) imperativa; h) 
declarativa 
 
03. a) Eugênio e Marcelo, caminhem juntos!; b) Luisinho, 
procure os fósforos no bolso!; c) Meninos, olhem à sua volta! 
 
04. a = guarde / b = eram / d = quebrou / g = são 
 
Oração 
 
É todo enunciado linguístico dotado de sentido, porém há, 
necessariamente, a presença do verbo. A oração encerra uma 
frase (ou segmento de frase), várias frases ou um período, 
completando um pensamento e concluindo o enunciado 
através de ponto final, interrogação, exclamação e, em alguns 
casos, através de reticências. 
Em toda oração há um verbo ou locução verbal (às vezes 
elípticos - ocultos). 
Não têm estrutura sintática, portanto não são orações, 
assim não podem ser analisadas sintaticamente frases como: 
 
Socorro! 
Com licença! 
Que rapaz impertinente! 
 
Na oração as palavras estão relacionadas entre si, como 
partes de um conjunto harmônico: elas formam os termos ou 
as unidades sintáticas da oração. Cada termo da oração 
desempenha uma função sintática. 
 
Os termos da oração na língua portuguesa são classificados 
em três grandes níveis: 
- Termos Essenciais da Oração: Sujeito e Predicado. 
- Termos Integrantes da Oração: Complemento Nominal e 
Complementos Verbais (Objeto Direto, Objeto indireto e 
Agente da Passiva). 
- Termos Acessórios da Oração: Adjunto Adnominal, 
Adjunto Adverbial, Aposto e Vocativo. 
 
24 www.portalsaofrancisco.com.br/portugues/sujeito 
 Termos Essenciais da Oração 
Dois termos fundamentais da oração: sujeito e predicado. 
 
Sujeito Predicado 
Felicidade é estar satisfeito. 
Os jovens compraram os doces. 
Um carro forte tombou nas ruas. 
 
Sujeito: é equivocado dizer que o sujeito é aquele que 
pratica uma ação ou é aquele (ou aquilo) do qual se diz alguma 
coisa. Ao fazer tal afirmação estamos considerando o aspecto 
semântico do sujeito (agente de uma ação) ou o seu aspecto 
estilístico (o tópico da sentença). 
Já que o sujeito é depreendido de uma análise sintática, 
vamos restringir a definição apenas ao seu papel sintático na 
sentença: aquele que estabelece concordância com o núcleo do 
predicado. 
Quando se trata de predicado verbal, o núcleo é sempre um 
verbo; sendo um predicado nominal, o núcleo é sempre um 
nome. 24Tendo assim por características básicas: 
- Estabelecer concordância com o núcleo do predicado; 
- Apresentar-se como elemento determinante em relação 
ao predicado; 
- Constituir-se de um substantivo, ou pronome substantivo 
ou, ainda, qualquer palavra substantivada. Exemplo: 
 
O banco está interditado hoje. 
está interditado hoje: predicado nominal. 
interditado: nome adjetivo = núcleo do predicado. 
O banco: sujeito. 
Banco: núcleo do sujeito - nome masculino singular. 
 
No interior de uma sentença, o sujeito é o termo 
determinante, ao passo que o predicado é o termo 
determinado. Essa posição de determinante do sujeito em 
relação ao predicado adquire sentido com o fato de ser 
possível, na língua portuguesa, uma sentença sem sujeito, mas 
nunca uma sentença sem predicado. Exemplos: 
 
As formigas invadiram minha casa. 
as formigas: sujeito = termo determinante. 
invadiram minha casa: predicado = termo determinado. 
 
Há formigas na minha casa. 
há formigas na minha casa: predicado = termo 
determinado. 
sujeito: inexistente. 
 
O sujeito sempre se manifesta em termos de sintagma 
nominal, isto é, seu núcleo é sempre um nome. Quando esse 
nome se refere a objetos da primeira e segunda pessoa, o 
sujeito é representado por um pronome pessoal do caso reto 
(eu, tu, ele, etc.). 
Se o sujeito se refere a um objeto da terceira pessoa, sua 
representação pode ser feita através de um substantivo, de um 
pronome substantivo ou de qualquer conjunto de palavras, 
cujo núcleo funcione, na sentença, como um substantivo. 
Exemplos: 
 
Eu acompanho você até o guichê. 
eu: sujeito = pronome pessoal de primeira pessoa. 
 
Vocês disseram alguma coisa? 
vocês: sujeito = pronome pessoal de segunda pessoa (tu) 
 
Marcos tem um fã-clube no seu bairro. 
Marcos: sujeito = substantivo próprio. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 56 
Ninguém entra na sala agora. 
ninguém: sujeito = pronome substantivo. 
 
O andar deve ser uma atividade diária. 
o andar: sujeito = núcleo: verbo substantivado nessa 
oração. 
 
Além dessas formas, o sujeito também pode se constituir 
de uma oração inteira. Nesse caso, a oração recebe o nome de 
oração substantiva subjetiva: 
 
É difícil optar por esse ou aquele doce... 
É difícil: oração principal. 
optar por esse ou aquele doce: oração substantiva 
subjetiva. 
 
O sujeito é constituído por um substantivo ou pronome, ou 
por uma palavra ou expressão substantivada. Exemplos: 
 
O sino era grande. 
Ela tem uma educação fina. 
Vossa Excelência agiu com imparcialidade. 
 
O núcleo (isto é, a palavra base) do sujeito é, pois, um 
substantivo ou pronome. Em torno do núcleo podem aparecer 
palavras secundárias (artigos, adjetivos, locuções adjetivas, 
etc.). Exemplo: “Todos os ligeiros rumores da mata tinham 
uma voz para a selvagem filha do sertão.” (José de Alencar) 
 
Classificação dos Sujeitos 
Simples - tem um só núcleo, no singular ou plural: O 
cachorro tem uma casinha linda. 
Composto - apresenta mais de um núcleo: O garoto e a 
menina brincavam alegremente. 
 Expresso - está explícito, enunciado: Eu trabalharei 
amanhã. 
Oculto (ou elíptico) - está implícito, não está expresso, 
funciona como algo que não está claro, porém, no texto está o 
significado dele: Trabalharei amanhã. (se deduz “eu” a partir 
da desinência do verbo). 
Agente - ação expressa pelo verbo da voz ativa: O garoto 
chutou a bola. 
Paciente - recebe os efeitos da ação expressa pelo verbo 
passivo: A bola é chutada pelo menino.Construíram-se 
açudes. (= Açudes foram construídos.) 
Agente e Paciente - quando o sujeito realiza a ação 
expressa por um verbo reflexivo e ele mesmo sofre ou recebe 
os efeitos dessa ação: O operário feriu-se durante o trabalho; 
Regina trancou-se no quarto. 
Indeterminado - quando não se indica o agente da ação 
verbal: Atropelaram uma senhora na esquina. (Quem 
atropelou a senhora? Não se diz, não se sabe quem a 
atropelou.); Come-se bem naquele restaurante (quem come).25 
 
Observações: 
- Não confunda sujeito indeterminado com sujeito oculto. 
- Sujeito formado por pronome indefinido não é 
indeterminado, mas expresso: Ninguém lhe telefonou. 
- Assinala-se a indeterminação do sujeito usando-se o 
verbo na 3ª pessoa do plural, sem referência a qualquer agente 
já expresso nas orações anteriores: Na rua olhavam-no com 
admiração. “De qualquer modo, foi uma judiação matarem a 
moça .” 
- Assinala-se a indeterminação do sujeito com um verbo 
ativo na 3ª pessoa do singular, acompanhado do pronome se. 
O pronome se, neste caso, é índice de indeterminação do 
sujeito. Pode ser omitido junto de infinitivos. Exemplos: 
Aqui paga-se bem. 
 
25 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
Devagar se vai ao longe. 
Quando se é jovem, a vida é vigorosa. 
 
- O verbo no infinitivo impessoal, ocorre a indeterminação 
do sujeito. Exemplo: É legal assistir a estes filmes clássicos. 
 
Normalmente, o sujeito antecede o predicado; todavia, a 
posposição do sujeito ao verbo é fato corriqueiro em nossa 
língua. Exemplo: Da casa próxima apareceu aquela moça. / É 
difícil esta situação. 
 
Sem Sujeito - são enunciados através do predicado, o 
verbo não é atribuído a nenhum sujeito. Construídas com 
verbos impessoais na 3ª pessoa do singular: Havia gatos na 
sala. / Choveu durante a festa. 
 
São verbos impessoais: Haver (nos sentidos de existir, 
acontecer, realizar-se, decorrer). 
 Fazer, passar, ser e estar, com referência ao tempo. 
Chover, ventar, nevar, gear, relampejar, amanhecer, 
anoitecer e outros que exprimem fenômenos meteorológicos. 
 
Predicado - é a soma de todos os termos da oração, exceto 
o sujeito e o vocativo. É tudo o que se declara na oração 
referindo-se ao sujeito (quando há sujeito). Sempre apresenta 
um verbo.26 Exemplo: 
 
Victor conhece os amigos do rei. 
sujeito: Victor = termo determinante. 
predicado: conhece os amigos do rei = termo determinado. 
 
No predicado o núcleo pode ser de dois tipos: um nome, 
quase sempre um atributo que se refere ao sujeito da oração, 
ou um verbo (ou locução verbal). 
Predicado nominal - (seu núcleo significativo é um nome, 
substantivo, adjetivo, pronome, ligado ao sujeito por um verbo 
de ligação). 
Predicado verbal - (seu núcleo é um verbo, seguido, ou 
não, de complemento(s) ou termos acessórios). Quando, num 
mesmo segmento o nome e o verbo são de igual importância, 
ambos constituem o núcleo do predicado e resultam no tipo de 
predicado verbo-nominal (tem dois núcleos significativos: 
um verbo e um nome). Exemplos: 
 
Victor era jogador. 
predicado: era jogador. 
núcleo do predicado: jogador = atributo do sujeito. 
tipo de predicado: nominal. 
 
Predicativo do sujeito - é o nome dado ao núcleo do 
predicado nominal, é atribuído uma qualidade ou 
característica ao sujeito. Os verbos de ligação (ser, estar, 
parecer, etc.) são a ligação entre o sujeito e o predicado. 
Exemplo: 
 
A prefeitura comprou várias coisas na licitação. 
predicado: comprou várias coisas na licitação. 
núcleo do predicado: comprou = nova informação sobre o 
sujeito 
tipo de predicado: verbal 
 
Os meninos jogavam bola contentes. 
predicado: jogavam bola contentes. 
núcleos do predicado: jogavam = nova informação sobre o 
sujeito; contentes = atributo do sujeito. 
tipo de predicado: verbo-nominal. 
 
Nos predicados verbais e verbo-nominais o verbo é 
26 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011. 
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Língua Portuguesa 57 
responsável também por definir os tipos de elementos que 
aparecerão no segmento. Em alguns casos o verbo sozinho 
basta para compor o predicado (verbo intransitivo). 
Em outros casos é necessário um complemento que, 
juntamente com o verbo, constituem a nova informação sobre 
o sujeito. De qualquer forma, esses complementos do verbo 
não interferem na tipologia do predicado. 
Entretanto, é muito comum a elipse (ou omissão) do verbo, 
quando este puder ser facilmente subentendido, em geral por 
estar expresso ou implícito na oração anterior. Exemplos: 
 
“A fraqueza de Pilatos é enorme, a ferocidade dos algozes 
inexcedível.” (Machado de Assis) (Está subentendido o verbo 
é depois de algozes) 
“Mas o sal está no Norte, o peixe, no Sul” (Paulo Moreira da 
Silva) (Subentende-se o verbo está depois de peixe) 
 
Predicação verbal - tem como núcleo um verbo que 
transmite ideia de ação, pode ser uma locução verbal (dois 
verbos). Alguns verbos, por natureza, têm sentido completo, 
podendo, por si mesmos, constituir o predicado: são os verbos 
de predicação completa denominados intransitivos. 
Exemplos: A planta nasceu. / Os meninos correm. 
 
Outros verbos, que tem predicação incompleta (sentido 
incompleto) conhecido como transitivos (precisam de 
complemento) Exemplos: Paulo comprou cinco pães. / A casa 
pertence ao Júlio. 
 
Observe que, sem os seus complementos, os verbos 
“comprou” e “pertence” não transmitiriam informações 
completas, pois ainda fica a dúvida: Comprou o quê? Pertence 
a quem? 
 
Os verbos de predicação completa denominam-se de 
intransitivos e os de predicação incompleta de transitivos. 
Os verbos transitivos subdividem-se em: transitivos 
diretos, transitivos indiretos e transitivos diretos e 
indiretos (bitransitivos). 
 
Além dos verbos transitivos e intransitivos, que encerram 
uma noção definida ou conteúdo significativo, ainda existem 
os de ligação, verbos que entram na formação do predicado 
nominal, relacionando o predicativo com o sujeito. 
 
Quanto à predicação classificam-se, pois os verbos em: 
Intransitivos: são os que não precisam de complemento, 
pois têm sentido completo. Exemplo: “Três contos bastavam, 
insistiu ele.” (Machado de Assis) 
 
Observações: Os verbos intransitivos podem vir 
acompanhados de um adjunto adverbial e mesmo de um 
predicativo (qualidade, características). Exemplos: 
 
Fui cedo; Passeamos pela cidade; Cheguei atrasado; 
Entrei em casa aborrecido. 
 
As orações formadas com verbos intransitivos não podem 
“transitar” (= passar) para a voz passiva. 27 
Verbos intransitivos passam, ocasionalmente, a transitivos 
quando construídos com o objeto direto ou indireto. Exemplo: 
 
 “Inutilmente a minha alma o chora!” (Cabral do 
Nascimento) 
 “Depois me deitei e dormi um sono pesado.” (Luís 
Jardim) 
 “Morrerás morte vil da mão de um forte.” (Gonçalves 
Dias) 
 
27 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
 “Inútil tentativa de viajar o passado, penetrar no mundo 
que já morreu...” (Ciro dos Anjos) 
 
Alguns verbos essencialmente intransitivos: anoitecer, 
crescer, brilhar, ir, agir, sair, nascer, latir, rir, tremer, brincar, 
chegar, vir, mentir, suar, adoecer, etc. 
 
Transitivos Diretos: pedem um objeto direto, ou seja, 
sempre um complemento sem preposição. Alguns verbos 
deste grupo: julgar, chamar, nomear, eleger, proclamar, 
designar, considerar, declarar, adotar, ter, fazer, etc. Exemplos: 
Comprei um terreno e construí a casa. 
“Trabalho honesto produz riqueza honrada.” (Marquês de 
Maricá) 
 
Dentre os verbos transitivos diretos merecem destaque os 
que formam o predicado verbo nominal e se constrói com o 
complemento acompanhado de predicativo. Exemplos: 
Consideramos a situação difícil. 
Fernando trazia os documentos.Em geral, os verbos transitivos diretos são usados na voz 
passiva. 
Podem receber como objeto direto, os pronomes o, a, os, 
as: convido-o, encontro-os, incomodo-a, conheço-as. 
Podem ser construídos acidentalmente com preposição, a 
qual lhes acrescenta novo sentido: arrancar da espada; puxar 
da faca; pegar de uma ferramenta; tomar do lápis; cumprir 
com o dever; 
Alguns verbos transitivos diretos: abençoar, achar, colher, 
avisar, abraçar, comprar, castigar, contrariar, convidar, 
desculpar, dizer, estimar, elogiar, entristecer, encontrar, ferir, 
imitar, levar, perseguir, prejudicar, receber, saldar, socorrer, 
ter, unir, ver, etc. 
 
Transitivos Indiretos: são os que reclamam um 
complemento regido de preposição, chamado objeto indireto. 
Exemplos: 
“Ninguém perdoa ao quarentão que se apaixona por uma 
adolescente.” (Ciro dos Anjos) 
“Populares assistiam à cena aparentemente apáticos e 
neutros.” (Érico Veríssimo) 
 
Observações: Entre os verbos transitivos indiretos 
importa distinguir os que se constroem com os pronomes 
objetivos lhe, lhes. Em geral são verbos que exigem a 
preposição a: agradar-lhe, agradeço-lhe, apraz-lhe, bate-lhe, 
desagrada-lhe, desobedecem-lhe, etc. 
Entre os verbos transitivos indiretos importa distinguir os 
que não admitem para objeto indireto as formas oblíquas lhe, 
lhes, construindo-se com os pronomes retos precedidos de 
preposição: aludir a ele, anuir a ele, assistir a ela, atentar nele, 
depender dele, investir contra ele, não ligar para ele, etc. 
 
Em princípio, verbos transitivos indiretos não comportam 
a forma passiva. Excetuam-se pagar, perdoar, obedecer, e 
pouco mais, usados também como transitivos diretos. 
Exemplos: 
João paga (perdoa, obedece) o médico. 
O médico é pago (perdoado, obedecido) por João. 
 
Há verbos transitivos indiretos, como atirar, investir, 
contentar-se, etc., que admitem mais de uma preposição, sem 
mudança de sentido. Outros mudam de sentido com a troca da 
preposição. Exemplos: 
Trate de sua vida. (tratar=cuidar). 
É desagradável tratar com gente grosseira. (tratar=lidar). 
 
Verbos como aspirar, assistir, dispor, servir, etc., variam de 
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Língua Portuguesa 58 
significação conforme sejam usados como transitivos diretos 
ou indiretos. 
 
Transitivos Diretos e Indiretos: utilizam com dois 
objetos: um direto, outro indireto, ao mesmo tempo. 
Exemplos: 
A jornalista fornece informações para os concorrentes. 
Oferecemos rosas a nossa amiga. 
Ceda o carro para sua mãe. 
 
De Ligação: ligam ao sujeito o predicativo, uma palavra. 
Esses verbos, formam o predicado nominal. Exemplos: 
A casa é feia. 
A carroça está torta. 
A menina anda (=está) alegre. 
A vizinha parecia uma mulher virtuosa. 
 
Observações: os verbos de ligação não servem apenas de 
anexo, mas exprimem ainda os diversos aspectos sob os quais 
se considera a qualidade atribuída ao sujeito. O verbo ser, por 
exemplo, traduz aspecto permanente e o verbo estar, aspecto 
transitório. Exemplos: 
Ele é doente. (aspecto permanente) 
Ele está doente. (aspecto transitório). 
Muito desses verbos passam à categoria dos intransitivos 
em frases como por exemplo: Era = existia) uma vez uma 
princesa.; 
Eu não estava em casa. / Fiquei à sombra. / Anda com 
dificuldades. / Parece que vai chover.28 
 
Os verbos, relativamente à predicação, não fixos. Variam 
conforme apresentado na frase, a sua regência e sentido 
podem pertencer a outro grupo. Exemplos: 
O homem anda. (intransitivo) 
O homem anda triste. (de ligação) 
 
O cego não vê. (intransitivo) 
O cego não vê o obstáculo. (transitivo direto) 
 
Predicativo: expressa estado, qualidade ou condição do 
ser ao qual se refere, ou seja, é um atributo. Dois predicativos 
são apontados. 
 
Predicativo do Sujeito: exprime um atributo, estado ou 
modo de ser do sujeito, aparece como verbo de ligação, no 
predicado nominal. Exemplos: 
O aluno é estudioso e exemplar. 
A casa era toda feita de pedras raras. 
 
Outro tipo de predicativo, aparece no predicado verbo-
nominal. Exemplos: 
José chegou cansado. 
Os meninos chegaram cansados. 
 
O predicativo subjetivo pode estar preposicionado; E pode 
o predicativo ser antes do sujeito e do verbo. Exemplo: 
São horríveis essas coisas! 
Que linda estava Amélia! 
Completamente feliz ninguém é. 
 
Predicativo do Objeto: é o termo que se refere ao objeto 
de um verbo transitivo. Exemplos: 
As paixões tornam os homens felizes. 
Nós julgamos o fato estranho. 
 
Observações: O predicativo objetivo, pode estar regido de 
preposição. É facultativo, as vezes. E o predicativo objetivo em 
geral se refere ao objeto direto. Em casos especiais, pode 
 
28 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
referir-se ao objeto indireto do verbo chamar. Exemplo: 
Chamavam-lhe poeta. 
 Podemos também antepor o predicativo a seu objeto como 
por exemplo: O advogado considerava indiscutíveis os 
direitos da herdeira. / Julgo inoportuna essa viagem. / “E até 
embriagado o vi muitas vezes.” / “Tinha estendida a seus pés 
uma planta rústica da cidade.” / “Sentia ainda muito abertos 
os ferimentos que aquele choque com o mundo me causara.” 
 
Termos Integrantes da Oração 
Complementam o sentido de certos verbos e nomes para 
que a oração fique completa, são chamados de: 
 
- Complemento Verbais (Objeto Direto e Objeto Indireto); 
- Complemento Nominal; 
- Agente da Passiva. 
 
Objeto Direto: complementa o sentido de um verbo 
transitivo direto, não regido por preposição. Dica: faça as 
perguntas “o quê?” ou “quem?”. Exemplos: 
O menino matou o passarinho. (o menino matou quem ?) 
Geraldo ama Andressa. (Geraldo ama o quê?) 
 
Características do objeto direto: 
- Completa a significação dos verbos transitivos diretos; 
- Normalmente, não vem regido de preposição; 
- Traduz o ser sobre o qual recai a ação expressa por um 
verbo ativo. Ex. Caim matou Abel. 
- Torna-se sujeito da oração na voz passiva. Ex. Abel foi 
morto por Caim. 
 
O objeto direto pode ser constituído: 
- Por um substantivo ou expressão substantivada: O 
lavrador cultiva a terra; Unimos o útil ao agradável. 
- Pelos pronomes oblíquos o, a, os, as, me, te, se, nos, vos: 
Espero-o na estação; Estimo-os muito; Sílvia olhou-se ao 
espelho; Não me convidas?; Ela nos chama.; Avisamo-lo a 
tempo.; Procuram-na em toda parte.; Meu Deus, eu vos amo.; 
“Marchei resolutamente para a maluca e intimei-a a ficar 
quieta.”; “Vós haveis de crescer, perder-vos-ei de vista.” 
- Por qualquer pronome substantivo: Não vi ninguém na 
loja; A árvore que plantei floresceu. (que: objeto direto de 
plantei); Onde foi que você achou isso? Quando vira as folhas 
do livro, ela o faz com cuidado; “Que teria o homem percebido 
nos meus escritos?” 
 
Frequentemente transitivam-se verbos intransitivos, 
dando-se-lhes por objeto direto uma palavra cognata ou da 
mesma esfera semântica. Exemlos: 
“Viveu José Joaquim Alves vida tranquila e patriarcal.” 
(Vivaldo Coaraci) 
“Pela primeira vez chorou o choro da tristeza.” (Aníbal 
Machado) 
“Nenhum de nós pelejou a batalha de Salamina.” 
(Machado de Assis) 
Em tais construções é de rigor que o objeto venha 
acompanhado de um adjunto.29 
 
Objeto Direto Preposicionado: antecipado por preposição 
não obrigatória. Exemplos: 
Identifiquei a vocês todos naquela foto (quem identifica, 
identifica a algo, o verbo não pede preposição). 
 
Em certos casos, o objeto direto, vem precedido de 
preposição, e ocorrerá: 
- Quando o objeto direto é um pronome pessoal tônico: 
Deste modo, prejudicas a ti e a ela; “Mas dona Carolina amava 
mais a ele do que aos outros filhos.”; “Pareceu-me que Roberto 
29 PESTANA, Fernando. Gramática para concursos. Elsevier.2011. 
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Língua Portuguesa 59 
hostilizava antes a mim do que à ideia.”; “Ricardina lastimava 
o seu amigo como a si própria.”; “Amava-a tanto como a nós”. 
- Quando o objeto é o pronome relativo quem: “Pedro 
Severiano tinha um filho a quem idolatrava.”; “Abraçou a 
todos; deu um beijo em Adelaide, a quem felicitou pelo 
desenvolvimento das suas graças.”; “Agora sabia que podia 
manobrar com ele, com aquele homem a quem na realidade 
também temia, como todos ali”. 
- Quando precisamos assegurar a clareza da frase, evitando 
que o objeto direto seja tomado como sujeito, impedindo 
construções ambíguas: Convence, enfim, ao pai o filho amado; 
“Vence o mal ao remédio.”; “Tratava-me sem cerimônia, como 
a um irmão.”; A qual delas iria homenagear o cavaleiro? 
- Em expressões de reciprocidade, para garantir a clareza 
e a eufonia da frase: “Os tigres despedaçam-se uns aos 
outros.”; “As companheiras convidavam-se umas às outras.”; 
“Era o abraço de duas criaturas que só tinham uma à outra”. 
- Com nomes próprios ou comuns, referentes a pessoas, 
principalmente na expressão dos sentimentos ou por amor da 
eufonia da frase: Judas traiu a Cristo; Amemos a Deus sobre 
todas as coisas. “Provavelmente, enganavam é a Pedro.”; “O 
estrangeiro foi quem ofendeu a Tupã”. 
- Em construções enfáticas, nas quais antecipamos o objeto 
direto para dar-lhe realce: A você é que não enganam!; Ao 
médico, confessor e letrado nunca enganes.; “A este 
confrade conheço desde os seus mais tenros anos”. 
- Sendo objeto direto o numeral ambos(as): “O aguaceiro 
caiu, molhou a ambos.”; “Se eu previsse que os matava a 
ambos...”. 
- Com certos pronomes indefinidos, sobretudo referentes 
a pessoas: Se todos são teus irmãos, por que amas a uns e 
odeias a outros?; Aumente a sua felicidade, tornando felizes 
também aos outros.; A quantos a vida ilude!. 
- Em certas construções enfáticas, como puxar (ou 
arrancar) da espada, pegar da pena, cumprir com o dever, 
atirar com os livros sobre a mesa, etc.: “Arrancam das espadas 
de aço fino...”; “Chegou a costureira, pegou do pano, pegou da 
agulha, pegou da linha, enfiou a linha na agulha e entrou a 
coser.”; “Imagina-se a consternação de Itaguaí, quando soube 
do caso.” 
 
Observações: Nos quatro primeiros casos estudados a 
preposição é de rigor, nos cinco outros, facultativo; A 
substituição do objeto direto preposicionado pelo pronome 
oblíquo átono, quando possível, se faz com as formas o(s), a(s) 
e não lhe, lhes: amar a Deus (amá-lo); convencer ao amigo 
(convencê-lo); O objeto direto preposicionado, é obvio, só 
ocorre com verbo transitivo direto; Podem resumir-se em três 
as razões ou finalidades do emprego do objeto direto 
preposicionado: a clareza da frase; a harmonia da frase; a 
ênfase ou a força da expressão. 
 
Objeto Direto Pleonástico: aquele que se repete na 
sequência da frase. Quando queremos dar destaque ou ênfase 
à ideia contida no objeto direto, colocamo-lo no início da frase 
e depois o repetimos ou reforçamos por meio do pronome 
oblíquo. A esse objeto repetido sob forma pronominal chama-
se pleonástico, enfático ou redundante. Exemplos: 
O pão, Paulo o trazia dentro da sacola. 
Seus cachorros, ele os cuidava em amor. 
 
Objeto Indireto: por meio de uma preposição obrigatória, 
completa o sentido de um verbo transitivo indireto. Dica: faça 
às perguntas “para quê, em quê, de quê, ou preposição mais 
quem?” 
Exemplos:Meu irmão cuidava de toda a sua casa. (cuidava 
de quê ?) João gosta de goiaba. (gosta do quê ?) 
 
 
30 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
- Transitivos Indiretos: Assisti ao filme; Assistimos à 
festa e à folia; Aludiu ao fato; Aspiro a uma casa boa. 
 
- Transitivos Diretos e Indiretos (na voz ativa ou 
passiva): Dou graças a Deus; Dedicou sua vida aos doentes e 
aos pobres; Disse-lhe a verdade. (Disse a verdade ao moço.) 
 
O objeto indireto pode ainda acompanhar verbos de outras 
categorias, os quais, no caso, são considerados acidentalmente 
transitivos indiretos: A bom entendedor meia palavra basta; 
Sobram-lhe qualidades e recursos. (lhe=a ele); Isto não lhe 
convém; A proposta pareceu-lhe aceitável. 
 
Observações: Há verbos que podem construir-se com dois 
objetos indiretos, regidos de preposições diferentes: Rogue a 
Deus por nós; Ela queixou-se de mim a seu pai.; Pedirei para 
ti a meu senhor um rico presente; Não confundir o objeto 
direto com o complemento nominal nem com o adjunto 
adverbial; Em frases como “Para mim tudo eram alegrias”, 
“Para ele nada é impossível”, os pronomes em destaque 
podem ser considerados adjuntos adverbiais. 
 
O objeto indireto é sempre regido de preposição, expressa 
ou implícita. A preposição está implícita nos pronomes 
objetivos indiretos (átonos) me, te, se, lhe, nos, vos, lhes. 
Exemplos: Obedece-me. (=Obedece a mim.); Isto te pertence. 
(=Isto pertence a ti.); Rogo-lhe que fique. (=Rogo a você...); 
Peço-vos isto. (=Peço isto a vós.). Nos demais casos a 
preposição é expressa, como característica do objeto indireto: 
Recorro a Deus; Dê isto a (ou para) ele.; Contenta-se com 
pouco.; Ele só pensa em si.; Esperei por ti.; Falou contra nós.; 
Conto com você.; Não preciso disto.; O filme a que assisti 
agradou ao público.; Assisti ao desenrolar da luta.; A coisa de 
que mais gosto é pescar.; A pessoa a quem me refiro você a 
conhece.; Os obstáculos contra os quais luto são muitos.; As 
pessoas com quem conto são poucas. 
 
Como atestam os exemplos acima, o objeto indireto é 
representado pelos substantivos (ou expressões substantivas) 
ou pelos pronomes. As preposições que o ligam ao verbo são: 
a, com, contra, de, em, para e por. 
 
Objeto Indireto Pleonástico: sempre representado por um 
pronome oblíquo átono para dar ênfase a um objeto indireto 
que já tem na frase. Exemplos: 
A mim o que me deu foi pena.”; “Que me importa a mim o 
destino de uma mulher tísica...? “E, aos brigões, incapazes de 
se moverem, basta-lhes xingarem-se a distância.” 
 
Complemento Nominal: completa o sentido de um (nome) 
substantivo, de um adjetivo e um advérbio, sempre regido por 
preposição. Exemplos: A defesa da pátria; “O ódio ao mal é 
amor do bem, e a ira contra o mal, entusiasmo divino.”; “Ah, 
não fosse ele surdo à minha voz!” 
 
Observações: O complemento nominal representa o 
recebedor, o paciente, o alvo da declaração expressa por um 
nome: amor a Deus, a condenação da violência, o medo de 
assaltos, a remessa de cartas, útil ao homem, compositor de 
músicas, etc. É regido pelas mesmas preposições usadas no 
objeto indireto. Difere deste apenas porque, em vez de 
complementar verbos, complementa nomes (substantivos, 
adjetivos) e alguns advérbios em –mente. Os nomes que 
requerem complemento nominal correspondem, geralmente, 
a verbos de mesmo radical: amor ao próximo, amar o 
próximo ;perdão das injúrias, perdoar as injúrias; obediente 
aos pais, obedecer aos pais; regresso à pátria, regressar à 
pátria; etc.30 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 60 
Agente da Passiva: complementa um verbo na voz 
passiva. Sempre representa quem pratica a ação expressa pelo 
verbo passivo. Vem regido na maioria das vezes pela 
preposição por, e menos frequentemente pela preposição de: 
O vencedor foi escolhido pelos jurados. 
O menino estava cercado pelo seu pai e mãe. 
 
O agente da passiva pode ser expresso pelos substantivos 
ou pelos pronomes: 
O cão foi atropelado pelo carro. 
Este caderno foi rabiscado por mim. 
 
O agente da passiva corresponde ao sujeito da oração na 
voz ativa: 
A menina foi penteada pela mãe. (voz passiva) 
A mãe penteou a menina. (voz ativa) 
Ele será acompanhado por ti. (voz passiva) 
 
Observações: Frase de forma passiva analítica sem 
complemento agente expresso, ao passar para a ativa, terá 
sujeito indeterminado e o verbo na3ª pessoa do plural: Ele foi 
expulso da cidade. (Expulsaram-no da cidade.); As florestas 
são devastadas. (Devastam as florestas.); Na passiva 
pronominal não se declara o agente: Nas ruas assobiavam-se 
as canções dele pelos pedestres. (errado); Nas ruas eram 
assobiadas as canções dele pelos pedestres. (certo); 
Assobiavam-se as canções dele nas ruas. (certo) 
 
Termos Acessórios da Oração 
São os que desempenham na oração uma função 
secundária, qual seja a de caracterizar um ser, determinar os 
substantivos, exprimir alguma circunstância. São três os 
termos acessórios da oração: adjunto adnominal, adjunto 
adverbial e aposto. 
 
Adjunto adnominal: é o termo (expressão) que se junta a 
um nome para melhor função especificar, detalhar ou 
caracterizar o sentido desse nome (substantivos).31 Exemplo: 
Meu irmão veste roupas vistosas. (Meu determina o 
substantivo irmão: é um adjunto adnominal – vistosas 
caracteriza o substantivo roupas: é também adjunto 
adnominal). 
O adjunto adnominal pode ser expresso: Pelos adjetivos: 
água fresca, animal feroz; Pelos artigos: o mundo, as ruas; 
Pelos pronomes adjetivos: nosso tio, este lugar, pouco sal, 
muitas rãs ,país cuja história conheço, que rua? Pelos 
numerais: dois pés ,quinto ano; Pelas locuções ou expressões 
adjetivas que exprimem qualidade, posse, origem, fim ou outra 
especificação: 
- presente de rei (=régio): qualidade 
- livro do mestre, as mãos dele: posse, pertença 
- água da fonte, filho de fazendeiros: origem 
- fio de aço, casa de madeira: matéria 
- casa de ensino, aulas de inglês: fim, especialidade 
 
Observações: Não confundir o adjunto adnominal 
formado por locução adjetiva com complemento nominal. Este 
representa o alvo da ação expressa por um nome transitivo: a 
eleição do presidente, aviso de perigo, declaração de guerra, 
empréstimo de dinheiro, plantio de árvores, colheita de 
trigo, destruidor de matas, descoberta de petróleo, amor ao 
próximo, etc. O adjunto adnominal formado por locução 
adjetiva representa o agente da ação, ou a origem, pertença, 
qualidade de alguém ou de alguma coisa: o discurso do 
presidente, aviso de amigo, declaração do ministro, 
empréstimo do banco, a casa do fazendeiro, folhas de 
árvores, farinha de trigo, beleza das matas, cheiro de 
petróleo, amor de mãe.32 
 
31 AMARAL, Emília. Novas Palavras. Editora FTD.2016. 
Adjunto adverbial: termo que exprime uma circunstância 
(de tempo, lugar, modo, etc.) ou, em outras palavras, que 
modifica o sentido de um verbo, adjetivo ou advérbio. 
Exemplo: “Meninas numa tarde brincavam de roda na 
praça”. O adjunto adverbial é expresso: Pelos advérbios: 
Cheguei tarde; Maria é mais alta; Não durma na cabana; Ele 
fala bem, fala corretamente; Talvez esteja enganado.; Pelas 
locuções ou expressões adverbiais: Compreendo sem 
esforço.; Saí com meu pai.; Paulo reside em São Paulo.; 
Escureceu de repente. 
 
Observações: Pode ocorrer a elipse da preposição antes 
de adjuntos adverbiais de tempo e modo: Aquela noite, não 
dormi. (=Naquela noite...); Domingo que vem não sairei. (=No 
domingo...); Ouvidos atentos, aproximei-me da porta. (=De 
ouvidos atentos...); Os adjuntos adverbiais classificam-se de 
acordo com as circunstâncias que exprimem: adjunto 
adverbial de lugar, modo, tempo, intensidade, causa, 
companhia, meio, assunto, negação, etc. É importante saber 
distinguir adjunto adverbial de adjunto adnominal, de objeto 
indireto e de complemento nominal: sair do mar (ad. adv.); 
água do mar (adj. adn.); gosta do mar (obj. indir.); ter medo 
do mar (compl. nom.). 
 
Aposto: um termo ou expressão que associa a um nome 
anterior, e explica ou esclarece o sentido desse nome. 
Geralmente, separado dos outros termos da oração por dois 
pontos, travessão e vírgula. 
Exemplos: 
Ontem, segunda-feira, passei o dia com dor de estômago. 
“Nicanor, ascensorista, expôs-me seu caso de consciência.” 
(Carlos Drummond de Andrade) 
 
O núcleo do aposto pode ser expresso por um substantivo 
ou por um pronome substantivo. Exemplo: 
Os responsáveis pelo projeto, tu e a arquiteta, não podem 
se ausentar. 
 
O aposto não pode ser formado por adjetivos. Nas frases 
seguintes, por exemplo, não há aposto, mas predicativo do 
sujeito. Ex. 
Audaciosos, os dois surfistas atiraram-se às ondas. 
As borboletas, leves e graciosas, esvoaçavam num balé de 
cores. 
 
Os apostos, em geral, têm pausas, indicadas, na escrita, por 
vírgulas, dois pontos ou travessões. Não havendo pausa, não 
haverá vírgula, como nestes exemplos: 
O romance Tróia; o rio Amazonas; a Rua Osvaldo Cruz; o 
Colégio Tiradentes, etc. 
“Onde estariam os descendentes de Amaro vaqueiro?” 
(Graciliano Ramos) 
 
O aposto pode preceder o termo a que se refere, o qual, às 
vezes, está elíptico. Exemplos: 
Rapaz impulsivo, Mário não se conteve. 
Mensageira da ideia, a palavra é a mais bela expressão da 
alma humana. 
 
O aposto, às vezes, refere-se a toda uma oração. Exemplos: 
Nuvens escuras borravam os espaços silenciosos, sinal de 
tempestade iminente. 
O espaço é incomensurável, fato que me deixa atônito. 
 
Um aposto refere a outro aposto, às vezes: 
“Serafim Gonçalves casou-se com Lígia Tavares, filha do 
velho coronel Tavares, senhor de engenho.” (Ledo Ivo) 
 
32 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 61 
O aposto pode vir antecedido das expressões explicativas, 
ou da preposição acidental como: 
 
Dois países sul-americanos, isto é, a Colômbia e o Chile, 
não são banhados pelo mar. 
 
O aposto que se refere a objeto indireto, complemento 
nominal ou adjunto adverbial vem precedido de preposição: 
O rei perdoou aos dois: ao fidalgo e ao criado. 
“Acho que adoeci disso, de beleza, da intensidade das 
coisas.” (Raquel Jardim) 
 
Vocativo: termo que exprime um nome, título, apelido, 
usado para chamar o interlocutor. 
 
“Elesbão? Ó Elesbão! Venha ajudar-nos, por favor!” (Maria 
de Lourdes Teixeira) 
“A ordem, meus amigos, é a base do governo.” (Machado 
de Assis) 
“Correi, correi, ó lágrimas saudosas!” (Fagundes Varela) 
 
Observação: Profere-se o vocativo com entoação 
exclamativa. Na escrita é separado por vírgula(s). No exemplo 
inicial, os pontos interrogativo e exclamativo indicam um 
chamado alto e prolongado. O vocativo se refere sempre à 2ª 
pessoa do discurso, que pode ser uma pessoa, um animal, uma 
coisa real ou entidade abstrata personificada. Podemos 
antepor-lhe uma interjeição de apelo (ó, olá, eh!): 
 
“Tem compaixão de nós, ó Cristo!” (Alexandre Herculano) 
“Ó Dr. Nogueira, mande-me cá o Padilha, amanhã!” 
(Graciliano Ramos) 
“Esconde-te, ó sol de maio ,ó alegria do mundo!” (Camilo 
Castelo Branco) 
O vocativo é um tempo à parte. Não pertence à estrutura 
da oração, por isso não se anexa ao sujeito nem ao predicado.33 
 
Questões 
 
01. O termo em destaque é adjunto adverbial de 
intensidade em: 
(A) pode aprender e assimilar MUITA coisa 
(B) enfrentamos MUITAS novidades 
(C) precisa de um parceiro com MUITO caráter 
(D) não gostam de mulheres MUITO inteligentes 
(E) assumimos MUITO conflito e confusão 
 
02. Assinale a alternativa correta: “para todos os males, há 
dois remédios: o tempo e o silêncio”, os termos grifados são 
respectivamente: 
(A) sujeito – objeto direto; 
(B) sujeito – aposto; 
(C) objeto direto – aposto; 
(D) objeto direto – objeto direto; 
(E) objeto direto – complemento nominal. 
 
03. Assinale a alternativa em que o termo destacado é 
objeto indireto. 
(A) “Quem faz um poema abre uma janela.” (Mário 
Quintana) 
(B) “Toda gente que eu conheço e que fala comigo / Nunca 
teve um ato ridículo / Nunca sofreu enxovalho (...)” 
(Fernando Pessoa) 
(C) “Quando Ismália enlouqueceu / Pôs-se na torre a 
sonhar / Viu uma lua no céu, / Viu uma lua no mar.” 
(Alphonsus de Guimarães) 
(D) “Mas, quando responderama Nhô Augusto: ‘– É a 
jagunçada de seu Joãozinho Bem-Bem, que está descendo para 
 
33 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
a Bahia.’ – ele, de alegre, não se pôde conter.” (Guimarães 
Rosa) 
 
04. “Recebeu o prêmio o jogador que fez o gol”. Nessa frase 
o sujeito de “fez”? 
(A) o prêmio; 
(B) o jogador; 
(C) que; 
(D) o gol; 
(E) recebeu. 
 
05. Assinale a alternativa correspondente ao período onde 
há predicativo do sujeito: 
(A) como o povo anda tristonho! 
(B) agradou ao chefe o novo funcionário; 
(C) ele nos garantiu que viria; 
(D) no Rio não faltam diversões; 
(E) o aluno ficou sabendo hoje cedo de sua aprovação. 
 
Gabarito 
01.D \ 02.C \ 03.D \ 04.C \ 05.A 
 
Período 
 
Toda frase com uma ou mais orações constitui um período, 
que se encerra com ponto de exclamação, interrogação ou 
reticências. 
O período de uma oração pode ser: simples quando só traz 
uma oração, também conhecida como oração absoluta; ou 
composto quando traz mais de uma oração. Exemplo: 
Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração absoluta.) 
Quero que você aprenda. (Período composto.) 
 
Existe uma maneira prática de saber quantas orações há 
num período, e para isso basta contar os verbos ou locuções 
verbais. Num período haverá tantas orações quantos forem os 
verbos ou as locuções verbais neles existentes. Exemplos: 
 
Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração) 
Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações) 
Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma 
oração) 
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas 
locuções verbais, duas orações) 
 
Há três tipos de período composto: por coordenação, por 
subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo 
tempo (também chamada de período misto). 
 
Período Composto por Coordenação – Orações 
Coordenadas 
 
Considere, por exemplo, este período composto: 
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os 
tempos de infância. 
1ª oração: Passeamos pela praia 
2ª oração: brincamos 
3ª oração: recordamos os tempos de infância 
As três orações que compõem esse período têm sentido 
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência 
sintática: elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma 
relação de sentido, mas, como já dissemos, uma não depende 
da outra sintaticamente. 
As orações independentes de um período são chamadas de 
orações coordenadas (OC), e o período formado só de 
orações coordenadas é chamado de período composto por 
coordenação. 
 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 62 
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas 
e sindéticas. 
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando 
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: 
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. 
 OCA OCA OCA 
 
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de 
Assis) 
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” 
(Antônio Olavo Pereira) 
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” 
(Coelho Neto) 
 
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando 
vêm introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo: 
O homem saiu do carro / e entrou na casa. 
 OCA OCS 
 
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de 
acordo com o sentido expresso pelas conjunções 
coordenativas que as introduzem. E podem ser: 
 
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não 
só... mas também, não só... mas ainda. 
Saí da escola / e fui à lanchonete. 
 OCA OCS Aditiva 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que expressa ideia de acréscimo ou adição com 
referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção 
coordenativa aditiva. 
 
O menino comprou pães e um leite. 
As crianças não gritavam e nem choravam. 
Os celulares não somente instruem mas também 
divertem. 
 
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, 
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. 
 
Estudei bastante / mas não passei no teste. 
 OCA OCS Adversativa 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que expressa ideia de oposição à oração anterior, ou 
seja, por uma conjunção coordenativa adversativa. 
 
O aluno é estudioso, porém, suas notas são baixas. 
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) 
 
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto, 
por isso, pois, logo. 
 
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. 
 OCA OCS Conclusiva 
 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que expressa ideia de conclusão de um fato 
enunciado na oração anterior, ou seja, por uma conjunção 
coordenativa conclusiva. 
 
Vives mentindo; logo, não mereces fé. 
Não tenho dinheiro, portanto não posso pagar. 
 
- Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou... ou, 
ora... ora, seja... seja, quer... quer. 
 
Seja mais educado / ou retire-se da reunião! 
 OCA OCS Alternativa 
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma 
conjunção que estabelece uma relação de alternância ou 
escolha com referência à oração anterior, ou seja, por uma 
conjunção coordenativa alternativa. 
 
Cale-se agora ou nunca mais fale. 
Ora colocava a luca, ora a retirava. 
 
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que, 
porque, pois, porquanto. 
Vamos andar depressa / que estamos atrasados. 
 OCA OCS Explicativa 
Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção 
que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação à 
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa 
explicativa. 
 
Não comprei o carro, porque estava muito caro. 
Cumprimente-a, pois hoje é o seu aniversário. 
 
Questões 
 
01. Relacione as orações coordenadas por meio de 
conjunções: 
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões 
surgiram. 
(B) Não durma sem cobertor. A noite está fria. 
(C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los. 
 
02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o 
marulhar das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de: 
(A) causa 
(B) explicação 
(C) conclusão 
(D) proporção 
(E) comparação 
 
03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração 
sublinhada pode indicar uma ideia de: 
(A) concessão 
(B) oposição 
(C) condição 
(D) lugar 
(E) consequência 
 
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem, 
entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido. 
1. Correu demais, ... caiu. 
2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz. 
3. A matéria perece, ... a alma é imortal. 
4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com 
detalhes. 
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde. 
 
(A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto 
(B) por isso, porque, mas, portanto, que 
(C) logo, porém, pois, porque, mas 
(D) porém, pois, logo, todavia, porque 
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto 
 
05. Reúna as três orações em um período composto por 
coordenação, usando conjunções adequadas. 
 
Os dias já eram quentes. 
A água do mar ainda estava fria. 
As praias permaneciam desertas. 
 
 
 
 
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Língua Portuguesa 63 
Respostas 
 
01. Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões 
surgiram. 
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. 
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. 
 
02. E\03. C\04. B 
 
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda 
estava fria, por isso as praias permaneciam desertas. 
 
Período Composto por Subordinação 
Observe os termos destacados em cada uma destas 
orações: 
Vi uma cena triste. (adjuntoadnominal) 
Todos querem sua participação. (objeto direto) 
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de 
causa) 
 
Veja, agora, como podemos transformar esses termos em 
orações com a mesma função sintática: 
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada 
com função de adjunto adnominal) 
Todos querem / que você participe. (oração subordinada 
com função de objeto direto) 
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração 
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) 
 
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma 
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, 
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo 
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a 
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele 
é classificado como período composto por subordinação. 
As orações subordinadas são classificadas de acordo com a 
função que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. 
 
Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 
São aquelas que exercem a função de adjunto adverbial da 
oração principal (OP). São classificadas de acordo com a 
conjunção subordinativa que as introduz: 
 
- Causais: expressam a causa do fato enunciado na oração 
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que, 
visto que. 
Não fui à escola / porque fiquei doente. 
 OP OSA Causal 
 
O tambor soa porque é oco. 
Como não me atendessem, repreendi-os severamente. 
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. 
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de 
Sousa) 
 
- Condicionais: expressam hipóteses ou condição para a 
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, 
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que. 
Irei à sua casa / se não chover. 
 OP OSA Condicional 
 
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos 
ofensores. 
Se o conhecesses, não o condenarias. 
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond 
de Andrade) 
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência 
tenha êxito. 
 
- Concessivas: expressam ideia ou fato contrário ao da 
oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização. 
Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais 
que, mesmo que. 
Ela saiu à noite / embora estivesse doente. 
 OP OSA Concessiva 
Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que 
ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente. 
Embora não possuísse informações seguras, ainda 
assim arriscou uma opinião. 
Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo 
quando ou ainda quando ou mesmo que) todos nos 
critiquem. 
Por mais que gritasse, não me ouviram. 
 
- Conformativas: expressam a conformidade de um fato 
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo. 
O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado. 
 OP OSA Conformativa 
 
O homem age conforme pensa. 
Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi. 
Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas. 
O jornal, como sabemos, é um grande veículo de 
informação. 
 
- Temporais: acrescentam uma circunstância de tempo ao 
que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, 
assim que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal 
(=assim que). 
Ele saiu da sala / assim que eu cheguei. 
 OP OSA Temporal 
 
Formiga, quando quer se perder, cria asas. 
“Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se 
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti) 
“Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” 
(Marquês de Maricá) 
Enquanto foi rico, todos o procuravam. 
 
- Finais: expressam a finalidade ou o objetivo do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de 
que, porque (=para que), que. 
Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar. 
 OP OSA Final 
 
“O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.” 
(Marquês de Maricá) 
Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor. 
“Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que = 
para que) 
“Instara muito comigo não deixasse de frequentar as 
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse = 
para que não deixasse) 
 
- Consecutivas: expressam a consequência do que foi 
enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como 
(= porque), pois que, visto que. 
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade. 
 OP OSA Consecutiva 
 
Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos. 
“A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” 
(José J. Veiga) 
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais. 
As notícias de casa eram boas, de maneira que pude 
prolongar minha viagem. 
 
- Comparativas: expressam ideia de comparação com 
referência à oração principal. Conjunções: como, assim como, 
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 64 
com menos ou mais). 
Ela é bonita / como a mãe. 
 OP OSA Comparativa 
 
A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o 
ferro.” (Marquês de Maricá) 
Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro. 
Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram. 
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à 
luz daquele olhar. 
 
Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam 
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está 
subentendido o verbo ser (como a mãe é). 
 
- Proporcionais: expressam uma ideia que se relaciona 
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. 
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, 
quanto mais, quanto menos. 
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. 
 OSA Proporcional OP 
 
À medida que se vive, mais se aprende. 
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. 
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai 
diminuindo. 
 
Orações Subordinadas Substantivas 
As orações subordinadas substantivas (OSS) são 
aquelas que, num período, exercem funções sintáticas 
próprias de substantivos, geralmente são introduzidas pelas 
conjunções integrantes que e se. Elas podem ser: 
 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: é 
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração 
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) 
O grupo quer / que você ajude. 
 OP OSS Objetiva Direta 
 
O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O 
mestre exigia a presença de todos.) 
Mariana esperou que o marido voltasse. 
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. 
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: é 
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da 
oração principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto 
indireto) 
Necessito / de que você me ajude. 
 OP OSS Objetiva Indireta 
 
Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua 
viagem.) 
Aconselha-o a que trabalhe mais. 
Daremos o prêmio a quem o merecer. 
Lembre-se de que a vida é breve. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: é aquela 
que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. 
Observe :É importante sua colaboração. (sujeito) 
É importante / que você colabore. 
 OP OSS Subjetiva 
 
A oração subjetiva geralmente vem: 
- Depois de um verbo de ligação + predicativo, em 
construções do tipo é bom ,é útil ,é certo ,é conveniente, etc. 
Ex.: É certo que ele voltará amanhã. 
- Depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta-
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. 
- Depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, 
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e 
seguidos das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos 
participem dareunião. 
 
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é 
necessária.) 
Parece que a situação melhorou. 
Aconteceu que não o encontrei em casa. 
Importa que saibas isso bem. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Completiva 
Nominal: É aquela que exerce a função de complemento 
nominal de um termo da oração principal. Observe: Estou 
convencido de sua inocência. (complemento nominal) 
Estou convencido / de que ele é inocente. 
 OP OSS Completiva Nominal 
 
Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão 
dele.) 
Estava ansioso por que voltasses. 
Sê grato a quem te ensina. 
“Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão 
cedo.” (Graciliano Ramos) 
 
- Oração Subordinada Substantiva Predicativa: é 
aquela que exerce a função de predicativo do sujeito da oração 
principal, vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O 
importante é sua felicidade. (predicativo) 
O importante é / que você seja feliz. 
 OP OSS Predicativa 
Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.) 
Minha esperança era que ele desistisse. 
Meu maior desejo agora é que me deixem em paz. 
Não sou quem você pensa. 
 
- Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela 
que exerce a função de aposto de um termo da oração 
principal. Observe: Ele tinha um sonho a união de todos em 
benefício do país. (aposto) 
Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício 
do país. 
 OP OSS Apositiva 
 
Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma 
coisa: a sua felicidade) 
Só lhe peço isto: honre o nosso nome. 
“Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: 
de que virias a morrer...” (Osmã Lins) 
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum 
motivo oculto?” (Machado de Assis) 
As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de 
dois-pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à 
oração principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho 
recuperasse a saúde, tornou-se realidade. 
 
Observação: Além das conjunções integrantes que e se, as 
orações substantivas podem ser introduzidas por outros 
conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos: 
Não sei quando ele chegou. 
Diga-me como resolver esse problema. 
 
Orações Subordinadas Adjetivas 
As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem a 
função de adjunto adnominal de algum termo da oração 
principal. Observe como podemos transformar um adjunto 
adnominal em oração subordinada adjetiva: 
Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal) 
Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada 
adjetiva) 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 65 
As orações subordinadas adjetivas são sempre 
introduzidas por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, 
etc.) e podem ser classificadas em: 
 
- Subordinadas Adjetivas Restritivas: são restritivas 
quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que 
se referem. Exemplo: 
O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar. 
 OP OSA Restritiva 
 
Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica 
o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não 
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º 
lugar. Exemplo: 
 
Pedra que rola não cria limo. 
Os animais que se alimentam de carne chamam-se 
carnívoros. 
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas 
escreveram. 
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário 
Mariano) 
 
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: são explicativas 
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se 
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem 
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: 
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um 
novo livro. 
 OP OSA Explicativa OP 
 
Deus, que é nosso pai, nos salvará. 
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. 
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. 
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. 
Observação: As explicativas são isoladas por pausas, que 
na escrita se indicam por vírgulas.34 
 
Orações Reduzidas 
Observe que as orações subordinadas eram sempre 
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e 
apresentavam o verbo na forma do indicativo ou do 
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há 
outras que se apresentam com o verbo numa das formas 
nominais (infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos: 
 
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. 
(infinitivo) 
Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio) 
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 
(particípio) 
 
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa 
das formas nominais são chamadas de reduzidas. 
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, 
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: 
colocamos a conjunção ou o pronome relativo adequado ao 
sentido e passamos o verbo para uma forma do indicativo ou 
subjuntivo, conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma 
classificação da oração desenvolvida. 
 
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. 
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de 
inglês. 
 OSA Temporal 
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial 
temporal, reduzida de infinitivo. 
 
 
34 CEGALLA, Paschoal. Minigramática Língua Portuguesa. Nacional. 2004. 
Precisando de ajuda, telefone-me. 
Se precisar de ajuda, / telefone-me. 
 OSA Condicional 
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial 
condicional, reduzida de gerúndio. 
 
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o 
vestiário. 
 OSA Temporal 
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal, 
reduzida de particípio. 
 
Observações: 
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de 
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas 
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de 
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa 
cidade. 
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem 
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. 
Exemplos: 
Preciso terminar este exercício. 
Ele está jantando na sala. 
Essa casa foi construída por meu pai. 
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma 
reduzida. Exemplo: 
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. 
O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração 
coordenada sindética aditiva) 
Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de 
gerúndio. 
Qual é a diferença entre as orações coordenadas 
explicativas e as orações subordinadas causais, já que ambas 
podem ser iniciadas por que e porquê? Às vezes não é fácil 
estabelecer a diferença entre explicativas e causais, mas como 
o próprio nome indica, as causais sempre trazem a causa de 
algo que se revela na oração principal, que traz o efeito. 
Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre a 
oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes, 
imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal. 
Essa noção de causa e efeito não existe no período 
composto por coordenação. Exemplo: 
Rosa chorou porque levou uma surra. Está claro que a 
oração iniciada pela conjunção é causal, visto que a surra foi 
sem dúvida a causa do choro, que é efeito. 
Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O 
período agora é composto por coordenação, pois a oração 
iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se 
revelou na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e 
efeito: o fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é 
causa de ela ter chorado. 
 
Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto. 
OP OSA Comparativa OSA CondicionalQuestões 
 
01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que 
estava para ser mãe”, a oração destacada é: 
(A) subordinada substantiva objetiva indireta 
(B) subordinada substantiva completiva nominal 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) coordenada sindética conclusiva 
(E) coordenada sindética explicativa 
 
02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada. Há 
reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 66 
realidade.” A oração sublinhada é: 
(A) adverbial conformativa 
(B) adjetiva 
(C) adverbial consecutiva 
(D) adverbial proporcional 
(E) adverbial causal 
 
03. “Esses produtos podem ser encontrados nos 
supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com 
características adaptadas às dificuldades para mastigar e para 
engolir dos mais velhos, e preparados para se encaixar em seus 
hábitos de consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter 
sua forma verbal reduzida adequadamente desenvolvida em 
(A) para se encaixarem. 
(B) para seu encaixotamento. 
(C) para que se encaixassem. 
(D) para que se encaixem. 
(E) para que se encaixariam. 
 
04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir 
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das 
orações seguintes? 
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão. 
(B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo. 
(C) O aluno fez-se passar por doutor. 
(D) Precisa-se de operários. 
(E) Não sei se o vinho está bom. 
 
05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A 
oração sublinhada é: 
(A) subordinada substantiva completiva nominal 
(B) subordinada substantiva objetiva indireta 
(C) subordinada substantiva predicativa 
(D) subordinada substantiva subjetiva 
(E) subordinada substantiva objetiva direta 
 
Respostas 
01.B \ 02.A \ 03.D \ 04.E \ 05.B 
 
 
 
PONTUAÇÃO 
 
Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem 
para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar 
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as 
principais funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo 
uso da língua portuguesa.35 
 
Ponto 
 
1) Indica o término do discurso ou de parte dele. 
Ex.: Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em 
que se encontra. / Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga 
e leite. 
 
2) Usa-se nas abreviações. 
Ex.: V.Exª (Vossa Exelencia) , Sr. (Senhor), S.A (Sociedade 
Anonima). 
 
Ponto e Vírgula 
 
1) Separa várias partes do discurso, que têm a mesma 
importância. 
 
35 http://tudodeconcursosevestibulares.blogspot.com/2013/04/pontuacao-
resumo-com-questoes.html 
Ex.: “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo 
pão a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; 
os de nenhum espírito dão pelo pão a alma...” 
(Vieira) 
2) Separa partes de frases que já estão separadas por 
vírgulas. 
Ex.: Alguns quiseram verão, praia e calor; outros 
montanhas, frio e cobertor. 
 
3) Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos, 
decreto de lei, etc. Ex.: 
- Ir ao supermercado; 
- Pegar as crianças na escola; 
- Caminhada na praia; 
- Reunião com amigos. 
 
Dois Pontos 
 
1) Antes de uma citação. 
Ex.: Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:... 
 
2) Antes de um aposto. 
Ex.: Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à 
tarde e calor à noite. 
 
3) Antes de uma explicação ou esclarecimento. 
Ex.: Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, 
vivendo a rotina de sempre. 
 
4) Em frases de estilo direto. Ex.: 
 Maria perguntou: 
- Por que você não toma uma decisão? 
 
Ponto de Exclamação 
 
1) Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto, 
súplica, etc. 
Ex.: - Sim! Claro que eu quero me casar com você! 
 
2) Depois de interjeições ou vocativos. 
Ex.: - João! Há quanto tempo! 
 
Ponto de Interrogação 
 
Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres. 
 “Então? Que é isso? Desertaram ambos?” 
(Artur Azevedo) 
 
Reticências 
 
1) Indica que palavras foram suprimidas. 
 Ex.: Comprei lápis, canetas, cadernos... 
 
2) Indica interrupção violenta da frase. 
 Ex.: Não... quero dizer... é verdade... Ah! 
 
3) Indica interrupções de hesitação ou dúvida 
Ex.: Este mal... pega doutor? 
 
4) Indica que o sentido vai além do que foi dito 
Ex.: Deixa, depois, o coração falar... 
 
Vírgula 
 
Não se usa Vírgula 
Separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-
se diretamente entre si: 
 
Pontuação. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 67 
1) Entre sujeito e predicado. 
Todos os alunos da sala foram advertidos. 
 sujeito predicado 
 
2) Entre o verbo e seus objetos. 
O trabalho custou sacrifício aos realizadores. 
 V.T.D.I . O.D . O.I. 
 
3) Entre nome e complemento nominal; entre nome e 
adjunto adnominal. 
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores 
despertou reações entre os empresários. 
 adj. adnominal nome adj. adn. Compl. nominal 
 
Usa-se a Vírgula 
1) Para marcar intercalação: 
a) Do adjunto adverbial: O café, em razão da sua 
abundância, vem caindo de preço. 
b) Da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão 
produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos. 
c) Das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias 
não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem 
abrir mão dos lucros altos. 
 
2) Para marcar inversão: 
a) Do adjunto adverbial (colocado no início da oração): 
Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas. 
b) Dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos 
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. 
c) Do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio 
de 1982. 
 
3) Para separar entre si elementos coordenados (dispostos 
em enumeração): Era um garoto de 15 anos, alto, magro. / A 
ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. 
 
4) Para marcar elipse (omissão) do verbo: Nós queremos 
comer pizza; e vocês, churrasco. 
 
5) Para isolar: 
a) O aposto: São Paulo, considerada a metrópole brasileira, 
possui um trânsito caótico. 
b) O vocativo: Ora, Thiago, não diga bobagem. 
 
Questões 
 
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está 
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da 
língua portuguesa. 
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora, experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, 
embora experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, 
embora, experimentasse a sensação de violar uma intimidade, 
procurou a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo 
que pudesse ajudar a revelar quem era a sua dona. 
 
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as 
lacunas da frase abaixo: 
 “Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas 
devem ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica queo 
trabalho oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter. 
(A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula 
(B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula; 
(C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
(D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; 
(E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. 
 
03. Os sinais de pontuação estão empregados 
corretamente em: 
(A) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(B) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(C) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(D) Duas explicações do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar 
das metas de vendas associadas aos dois temas. 
(E) Duas explicações, do treinamento para consultores 
iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a 
construção de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar 
das metas, de vendas associadas aos dois temas. 
 
04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da 
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto 
à regência nominal e à pontuação. 
(A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente, 
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais 
notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em 
outros. 
(B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica; ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países, o Brasil é um 
exemplo!, do que em outros. 
(C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam 
rapidamente seu espaço, na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável, em alguns países: o Brasil é um 
exemplo, do que em outros. 
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam 
rapidamente seu espaço na carreira científica, ainda que o 
avanço seja mais notável em alguns países - o Brasil é um 
exemplo - do que em outros. 
(E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente, 
seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais 
notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em 
outros. 
 
05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se 
correta após o acréscimo das vírgulas. 
(A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na 
pulseira instruções para que envie, uma mensagem eletrônica 
ao grupo ou acione o código na internet. 
(B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o 
código foi acionado. 
(C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados, 
recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a 
criança foi encontrada. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 68 
(D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega 
primeiro às, areias do Guarujá. 
(E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone 
de quem a encontrou e informar um ponto de referência 
 
Respostas 
1.C / 2.C / 3.B / 4.D / 5.E 
 
 
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
 
O gênero textual é a forma como a língua é empregada nos 
textos em suas diversas situações de comunicação, de acordo 
com o seu uso temos gêneros textuais diferentes. É importante 
lembrar que um texto não precisa ter apenas um gênero 
textual, porém há apenas um que se sobressai. 
Os textos, tanto orais quanto escritos, que têm o objetivo 
de estabelecer algum tipo de comunicação, possuem algumas 
características básicas que fazem com que possamos saber em 
qual gênero textual o texto se encaixa. Algumas dessas 
características são: o tipo de assunto abordado, quem está 
falando, para quem está falando, qual a finalidade do texto, 
qual o tipo do texto (narrativo, argumentativo, instrucional, 
etc.). 
 
Distinguindo 
 
É essencial saber distinguir o que é gênero textual, gênero 
literário e tipo textual. Cada uma dessas classificações é 
referente aos textos, porém é preciso ter atenção, cada uma 
possui um significado totalmente diferente da outra. Veja uma 
breve descrição do que é um gênero literário e um tipo textual: 
Gênero Literário – nestes os textos abordados são apenas 
os literários, diferente do gênero textual, que abrange todo 
tipo de texto. O gênero literário é classificado de acordo com a 
sua forma, podendo ser do gênero líricos, dramático, épico, 
narrativo e etc. 
Tipo textual – este é a forma como o texto se apresenta, 
podendo ser classificado como narrativo, argumentativo, 
dissertativo, descritivo, informativo ou injuntivo. Cada uma 
dessas classificações varia de acordo como o texto se 
apresenta e com a finalidade para o qual foi escrito. 
Os gêneros textuais são infinitos e cada um deles possui o 
seu próprio estilo de escrita e de estrutura. Desta forma fica 
mais fácil compreender as diferenças entre cada um deles e 
poder classifica-los de acordo com suas características. 
 
Exemplos de gêneros textuais36 
 
Diário – é escrito em linguagem informal, sempre consta a 
data e não há um destinatário específico, geralmente, é para a 
própria pessoa que está escrevendo, é um relato dos 
acontecimentos do dia. O objetivo desse tipo de texto é guardar 
as lembranças e em alguns momentos desabafar. Veja um 
exemplo: 
“Domingo, 14 de junho de 1942 
Vou começar a partir do momento em que ganhei você, 
quando o vi na mesa, no meio dos meus outros presentes de 
aniversário. (Eu estava junto quando você foi comprado, e com 
isso eu não contava.) 
 
 
36 http://www.portuguesxconcursos.com.br/p/tipologia-textual-tipos-
generos.html 
http://www.estudopratico.com.br/generos-textuais/ 
Na sexta-feira, 12 de junho, acordei às seis horas, o que não 
é de espantar; afinal, era meu aniversário. Mas não me deixam 
levantar a essa hora; por isso, tive de controlar minha 
curiosidade até quinze para as sete. Quando não dava mais 
para esperar, fui até a sala de jantar, onde Moortje (a gata) me 
deu as boas-vindas, esfregando-se em minhas pernas.” 
Trecho retirado do livro “Diário de Anne Frank”. 
 
Carta – esta, dependendo do destinatário pode ser 
informal, quando é destinada a algum amigo ou pessoa com 
quem se tem intimidade. E formal quando destinada a alguém 
mais culto ou que não se tenha intimidade. Dependendo do 
objetivo da carta a mesma terá diferentes estilos de escrita, 
podendo ser dissertativa, narrativa ou descritiva. As cartas se 
iniciam com a data, em seguida vem a saudação, o corpo da 
carta e para finalizar a despedida. 
 
Propaganda – este gênero geralmente aparece na forma 
oral, diferente da maioria dos outros gêneros. Suas principais 
características são a linguagem argumentativa e expositiva, 
pois a intenção da propaganda é fazer com que o destinatário 
se interesse pelo produto da propaganda. O texto pode conter 
algum tipo de descrição e sempre é claro e objetivo. 
 
Notícia – este é um dos tipos de texto que é mais fácil de 
identificar. Sua linguagem é narrativa e descritiva e o objetivo 
desse texto é informar algo que aconteceu. 
 
Artigo de Opinião 
 
É comum37 encontrar circulando no rádio, na TV, nas 
revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição 
por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o 
autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema 
em questão através do artigo de opinião. 
Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a 
intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa 
apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e 
opiniões. 
O artigo de opiniãoé fundamentado em impressões 
pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar. 
 
Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável 
seguir algumas orientações. Observe: 
a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num 
papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser 
úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá 
desenvolver. 
 
b) Ao compor seu texto, leve em consideração o 
interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve 
ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor. 
 
c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem 
fundamentar a ideia principal do texto de modo mais 
consciente, e desenvolva-os. 
 
d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia 
principal que pretende defender. 
 
e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: 
retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça 
uma citação de algum escritor ou alguém importante na área 
relativa ao tema debatido. 
 
f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade 
do leitor. 
37 http://www.odiarioonline.com.br/noticia/43077/VENDEDOR-BRASILEIRO-
ESTA-MENOS-SIMPATICO 
Gêneros textuais: formas e 
funções. 
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Língua Portuguesa 69 
g) Após o término do texto, releia e observe se nele você se 
posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está 
fundamentada em argumentos fortes e se estão bem 
desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o 
texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se 
o texto como um todo é persuasivo. 
 
Argumentações de Artigos de Opinião 
 
Argumento de Causa: Propor uma relação com uma causa 
e consequência em sua argumentação. 
 
Argumento de Autoridade: Sempre usar uma fonte, ou um 
estudo confiável para ter uma credibilidade ao que você 
defende. 
 
Argumento de Exemplificação: Mostrar inúmeras 
comparações e exemplos para ilustrar o seu argumento. 
 
Veja um exemplo de Artigo de Opinião: 
 
Vendedor brasileiro está menos simpático 
Por Bruno Caetano 
 
O brasileiro é sorridente, certo? Nem sempre... Pesquisa 
realizada pela empresa sueca Better Business World Wide, 
divulgada no final de agosto, mostra o Brasil no penúltimo 
lugar na classificação sobre atendimento a clientes iniciados 
com um sorriso. Ou seja, o consumidor entra na loja e muitas 
vezes encontra o vendedor de cara fechada. Será que a 
simpatia deixou de ser uma das nossas marcas registradas? O 
levantamento em questão, chamado Smiling Report, foi feito 
em 2014 em 69 países e resultou em um ranking com 16 
posições. A liderança é dos irlandeses, com 97% de 
atendimentos começados com sorriso. O Brasil aparece em 
15º, com 79%, na frente apenas do Japão. 
Como se não bastasse o mau posicionamento, pioramos 
nesse quesito, já que na edição de 2013 da pesquisa estávamos 
na nona colocação. Pela conclusão da Shopper Experience, 
empresa parceira da pesquisa no Brasil, é grave o fato de dois 
em cada dez consumidores entrarem nas lojas do nosso País e 
serem recebidos sem um sorriso, dada a quantidade de 
estabelecimentos. E realmente é, pois estamos falando de 
milhares de pontos de venda de produtos e serviços, onde o 
contato direto com o público tem papel determinante para a 
imagem da empresa. O levantamento aponta que também 
estamos mal no índice de vendas adicionais conquistadas 
pelos atendentes. A média dos países nesse item foi de 52%; o 
Brasil ficou em 37%, de novo apenas antes do Japão. Honduras 
foi o líder nesse indicador, com 97%. Não tem segredo para 
melhorar a situação: é preciso investir em atendimento de 
qualidade. 
Quando preços e produtos são iguais ou similares, é o 
relacionamento com o cliente que faz a diferença, pois é capaz 
de despertar no consumidor a vontade de adquirir algo e ainda 
fidelizá-lo. O dono de um negócio deve, portanto, escolher 
muito bem os integrantes da sua equipe, treiná-los e motivá-
los para que o sorriso apareça, seja sincero e o público se sinta 
bem no estabelecimento. Com tanta concorrência, é fácil o 
cliente virar as costas porque não se sentiu bem recebido e 
preferir gastar seu dinheiro em outra loja. Além disso, na atual 
conjuntura econômica, em que as pessoas estão mais seletivas 
e com poder de compra reduzido, perder negócio porque o 
vendedor está de mau humor ou é impensável. 
Bruno Caetano é diretor superintendente do Sebrae-SP 
 
 
 
 
 
Carta 
A carta é um dos instrumentos mais úteis em situações 
diversas. É um dos mais antigos meios de comunicação. Em 
uma carta formal é preciso ter cuidado na coerência do 
tratamento, por exemplo, se começamos a carta no tratamento 
em terceira pessoa devemos ir até o fim em terceira pessoa: se, 
si, consigo, o, a, lhe, sua, diga, não digas, etc., seguindo também 
os pronomes e formas verbais na terceira pessoa. 
Atenção aos pronomes de tratamento como Vossa 
Senhoria, Vossa Excelência, eles devem concordar sempre na 
terceira pessoa. 
Há vários tipos de cartas, a forma da carta depende do seu 
conteúdo: 
 
- Carta Pessoal é a carta que escrevemos para amigos, 
parentes, namorado(a), o remetente é a própria pessoa que 
assina a carta, estas cartas não têm um modelo pronto, são 
escritas de uma maneira particular. 
- Carta Comercial se torna o meio mais efetivo e seguro de 
comunicação dentro de uma organização. A linguagem deve 
ser clara, simples, correta e objetiva. Existem alguns tipos de 
carta comercial: 
 
Particular, familiar ou social: são tipos de 
correspondência que são trocadas entre particulares, cujo 
assunto, se enquadra em particular, íntimo e pessoal. 
Bancária: este é focalizado nos assuntos relacionados à 
vida bancária. 
Comercial: associado às transações industriais ou 
comerciais. 
Oficial: Destinada ao serviço militar, público ou civil. 
 
A documentação comercial compreende os papéis 
empregados em todas as transações da empresa como: Carta, 
Telegrama, Cheque, Pedido de Duplicatas, Faturas, 
Memorandos, Relatórios, Avisos, Recibos, Fax. Na 
correspondência a linguagem mais correta é aquela que é 
adequada ao contexto, ao momento, e à relação entre o 
emissor e o destinatário. 
Por exemplo: a linguagem que você usa para falar com um 
amigo, não é a mesma que você usa para falar com sua avó, ou 
com um parente distante. 
Existem vários tipos de cartas, e pessoas diferentes para 
qual deve mandá-las, cartas de amor, de familiares que moram 
muito longe, ou se alguém é parabenizado por seu aniversário. 
A carta ao ser escrita deve ser primeiramente bem analisada 
em termos de língua portuguesa, ou seja, deve-se observar a 
concordância, a pontuação e a maneira de escrever com início, 
meio e então o fim, contendo também um cabeçalho e se for 
uma carta formal, deve conter pronomes de tratamento 
(Senhor, Senhora, V. Ex.ª etc.) e por fim a finalização da carta 
que deve conter somente um cumprimento formal ou não 
(grato, beijos, abraços, adeus etc.). 
Depois de todos esses itens terem sido colocados na carta, 
a mesma deverá ser colocada em um envelope para ser 
enviado ao destinatário. Na parte de trás e superior do 
envelope deve-se conter alguns dados muito importantes tais 
como: nome do destinatário, endereço (rua, bairro e cidade) e 
por fim o CEP. Já o remetente (quem vai enviar a carta), 
também deve inserir na carta os mesmos dados que o do 
destinatário, que devem ser escritos na parte da frente do 
envelope. E por fim deve ser colocado no envelope um selo que 
serve para que a carta seja levada à pessoa mencionada. 
Exemplo: 
- Cabeçalho: cidade, data, mês e ano. 
- Conteúdo: o texto da carta com começo, meio e fim. 
- Saudações: finalização da carta. 
 
No envelope deve conter: Atrás do envelope, lado com aba. 
Remetente. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa70 
- Nome completo. 
- Rua – número – bairro (não obrigatório) 
- Cidade – Estado. 
- CEP. 
 
Alguns concursos e exames vestibulares trazem como 
prova de redação o pedido de elaboração de uma carta 
argumentativa. Significa que o estudante deverá elaborar uma 
carta que tenha "tese" (o assunto propriamente dito) 
argumentação (o conjunto de ideias ou fatos que constituem 
os argumentos que levam ao convencimento ou à conclusão de 
algo) e conclusão. 
A carta argumentativa que apresento como exemplo tem 
como tese o "casamento", ou melhor, "a manutenção do 
casamento". A argumentação, em dois parágrafos, tenta 
convencer o interlocutor de que o casamento não deve ser 
desfeito, sendo esta a conclusão. 
 
Caro Nicolo 
 
Chegou-me a notícia de que você e Maria Lúcia estão em 
vias de separação. Isso me entristeceu deveras, já que vocês 
sempre foram considerados o casal exemplar. Lembra-se 
daquela época quando brincávamos, dizendo que vocês eram 
"mais" perfeitos que Tarcísio Meira e Glória Meneses, o casal 
modelo da televisão brasileira? Pois é. E agora me vem essa 
informação estapafúrdia de que a perfeição é imperfeita. 
Fiquei chocado, mas ainda tenho a esperança de que não passa 
de uma crise superável. Por isso peguei a caneta para escrever-
lhes minhas considerações sobre o assunto e tentar ajudá-los 
a superar isso. Como amigo de infância e mais velho que você, 
portanto mais experiente, acho que tenho esse direito, não é 
mesmo? E também porque, conforme você sabe muito bem, 
minha tese sempre foi a de que casamento é dedicação e 
sacrifício. Isso que quero evidenciar a vocês nestas linhas. 
Quando vocês se uniram, não apenas formaram um casal, 
mas sim se tornaram um casal, o que significa que a 
individualidade de cada um não foi extinta. Cada um de vocês 
traz uma bagagem de história pessoal e familiar muito forte, e 
isso não pode ser jamais desprezado. Em alguma crise 
conjugal, cada um deve ter isso em mente, para entender os 
pontos de vista do outro e, assim, relevar pequenos deslizes e 
perdoá-los. Perdoar não significa esquecer completamente o 
problema, mas sim renunciar à punição e deixar de considerar 
essenciais os erros. O mais importante está na harmonia do 
casal e do próprio ser. Quem consegue agir dessa maneira 
desenvolve, certamente, suas inteligências interpessoais e 
intrapessoais. 
O segundo aspecto que quero frisar é o da honra, esse 
princípio ético que leva alguém a ter uma conduta proba, 
virtuosa, corajosa, e que lhe permite gozar de bom conceito 
junto à sociedade. Muito bem. Não quero entrar em detalhes 
de caráter religioso, mas quero lembrar-lhes que prometeram 
perante a comunidade e perante seu líder religioso ficar juntos 
"até que a morte os separe". Foi uma promessa solene. Uma 
pessoa honrada cumpre suas promessas e não se deixa abater 
por seus problemas, e sim os resolve conforme surgirem, por 
mais graves que sejam. 
Vocês são extremamente inteligentes e têm aquelas duas 
inteligências, intrapessoal e interpessoal, bem desenvolvidas, 
eu o sei. Devem, portanto, renunciar à punição que estão 
infligindo a si mesmos e enfrentar a situação com dignidade, já 
que são pessoas honradas. Devem, portanto, tentar, até a 
última esperança, manter o casamento. E não podem deixar 
que essa última esperança se esgote. "Aparem as arestas", 
como dizem alguns, e não esgotem os recursos para 
permanecerem juntos, afinal casamento é dedicação e 
sacrifício. Espero que essas poucas palavras produzam o efeito 
desejado: a conscientização de que vocês são unos, de que o 
casal que se tornaram não deve e não pode ser desfeito e de 
que são capazes de solucionar as desavenças e transformá-las 
em aprendizagem. 
Abraços fraternos de seu amigo. 
Noslid Takannory 
 
Carta Argumentativa 
 
Relembrando, é preciso destacar dois tipos básicos de 
carta. O primeiro é a correspondência oficial e comercial, que 
nos é enviada pelos poderes políticos ou por empresas 
privadas (comunicações de multas de trânsito, mudanças de 
endereço e telefone, propostas para renovar assinaturas de 
revistas, etc.). 
Este tipo de carta caracteriza-se por seguir modelos 
prontos, em que o remetente só altera alguns dados. 
Apresentam uma linguagem padronizada (repare que elas são 
extremamente parecidas, começando geralmente por “Vimos 
por meio desta…”) e normalmente são redigidas na linguagem 
formal culta. Nesse tipo de correspondência, mesmo que 
venha assinada por uma pessoa física, o emissor é uma pessoa 
jurídica (órgão público ou empresa privada), no caso, 
devidamente representada por um funcionário. 
Outro tipo de correspondência é a carta pessoal, que 
utilizamos para estabelecer contato com amigos, parentes, 
namorado(a). Tais cartas, por serem mais informais que a 
correspondência oficial e comercial, não seguem modelos 
prontos, caracterizando-se pela linguagem coloquial. Nesse 
caso o remetente é a própria pessoa que assina a 
correspondência. 
Embora você possa encontrar por aí livros que trazem 
“modelos” de cartas pessoais (principalmente “modelos de 
carta de amor”), fuja deles, pois tais “modelos” se caracterizam 
por uma linguagem artificial, surrada, repleta de expressões 
desgastadas, além de serem completamente ultrapassados. 
Não há regras fixas (nem modelos) para se escrever uma 
carta pessoal, afora a data, o nome (ou apelido) da pessoa a 
quem se destina e o nome (ou apelido) de quem a escreve, a 
forma de redação de uma carta pessoal é extremamente 
particular. 
No processo de comunicação (e a correspondência é uma 
forma de comunicação entre pessoas), não se pode falar em 
linguagem correta, mas em linguagem adequada. Não falamos 
com uma criança do mesmo modo que falamos com um adulto. 
A linguagem que utilizamos quando discutimos um filme 
com os amigos é bastante diferente daquela a que recorremos 
quando vamos requerer vaga para um estágio ao diretor de 
uma empresa. Em síntese: a linguagem correta é a adequada 
ao assunto tratado (mais formal ou mais informal), à situação 
em que está sendo produzida, à relação entre emissor e 
destinatário (a linguagem que você utiliza com um amigo 
íntimo é bastante diferente da que se utiliza com um parente 
distante ou mesmo com um estranho). 
Na correspondência deve ocorrer exatamente a mesma 
coisa: a linguagem e o tratamento utilizados vão variar em 
função da intimidade dos correspondentes, bem como do 
assunto tratado. Uma carta a um parente distante 
comunicando um fato grave ocorrido com alguém da família 
apresentará uma linguagem mais formal. Já uma carta ao 
melhor amigo comunicando a aprovação no vestibular terá 
uma linguagem mais simples e descontraída, sem formalismos 
de qualquer espécie. 
 
Partes da Carta 
 
- local e data; 
- destinatário; 
- saudação; 
- interlocução com o destinatário; 
- despedida; 
- assinatura. 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 71 
Esses itens estão na ordem em que devem aparecer. 
Caso se esqueça de dizer algo importante e já tenha 
finalizado a carta é só acrescentar a abreviação latina P.S 
(post scriptum) ou Obs. (observação). Essa sigla é 
originada do verbo latino “post scribere” que significa 
“escrever depois”. 
 
As Expressões Surradas 
 
Na produção de textos, devemos evitar frases feitas e 
expressões surradas (os chamados clichês), como “nos 
píncaros da glória”, “silêncio sepulcral”, “nos primórdios da 
humanidade”, etc. Na carta, não é diferente. Fuja de expressões 
surradas que já apareceram em milhares de cartas, como 
“Escrevo-lhes estas mal traçadas linhas” ou “Espero que esta vá 
encontrá-lo gozando de saúde”. 
 
A Coerência no Tratamento 
 
Na carta formal, é necessário a coerência no tratamento. Se 
a iniciamos tratando o destinatário por tu, devemos manter 
esse tratamento até o fim, tomando todo o cuidado com 
pronome e formas verbais. Nesse tipo de carta, são comuns os 
erros de uniformidade de tratamentocomo o que 
apresentamos abaixo: 
“Você deverá comparecer à reunião. Espero-te 
ansiosamente. Não se esqueça de trazer tua agenda.” 
 
Observe que não há nenhuma uniformidade de 
tratamento: começa-se por você (terceira pessoa), depois se 
passa para a segunda pessoa (te), volta-se à terceira (se), 
terminando com a segunda (tua). 
Ainda com relação à uniformidade, fique atento ao 
emprego de pronomes de tratamento como Vossa Senhoria, 
Vossa Excelência, etc. Embora se refiram às pessoas com quem 
falamos, esses pronomes devem concordar na terceira pessoa. 
Veja: 
“Aguardo que Vossa Senhoria possa enviar-me ainda hoje os 
relatórios de sua autoria. Vossa Excelência não precisa 
preocupar-se com seus auxiliares.” 
 
Carta aberta 
 
A Carta Aberta38 é um modelo de carta (texto epistolar) 
que tem como principal característica informar, instruir, 
alertar, protestar, reivindicar ou argumentar sobre 
determinado assunto. 
É um veículo de comunicação coletiva, ou seja, é destinada 
a várias pessoas (algum público, sindicatos, representações, 
comunidade, etc.). 
Portanto, o destinatário e o remetente da carta aberta não 
são seres individuais e por isso, ela é diferente das cartas 
pessoais. 
A carta aberta não está reduzida a somente um gênero 
textual, ou seja, ela pode ser um texto instrucional, expositivo, 
argumentativo ou descritivo. 
Diante disso, vale lembrar que ela pode englobar mais de 
um gênero, ou seja, ela pode ser ao mesmo tempo descritiva e 
argumentativa. 
Dessa maneira, a carta aberta representa uma importante 
ferramenta de participação política dos cidadãos, uma vez que 
apresenta determinado assunto de interesse coletivo. 
Lembre-se que a carta aberta não é um texto muito extenso 
e sua linguagem é clara, coesa e está de acordo com as normas 
gramaticais. 
Geralmente são veiculadas nos meios de comunicação 
(televisão, rádio, internet, etc.) sendo que os assuntos mais 
 
38 https://www.todamateria.com.br/carta-aberta/ 
abordados apontam algum problema, demanda da 
comunidade, apoio a uma causa, dentre outros. 
 
Estrutura: Como fazer uma Carta Aberta? 
 
Para produzir uma carta aberta, devemos estar atentos a 
seguinte estrutura: 
Título: geralmente é acrescentado um título que indica a 
quem será destinada a carta (comunidade, associação, 
instituição, organização, entidade, autoridade municipais, 
estaduais e nacionais, etc.) 
Introdução: tal qual um texto dissertativo, ela apresenta 
introdução, desenvolvimento e conclusão. Na introdução, as 
principais ideias são abordadas pelos destinatários. 
Desenvolvimento: segundo a proposta da carta, nesse 
momento serão apontados os principais argumentos e pontos de 
vista referentes ao assunto abordado. 
Conclusão: momento de arrematar a ideia e sugerir alguma 
ação dos interlocutores ou possível resolução do problema 
posto em causa. Na conclusão, ocorre o fechamento da ideia e 
busca de soluções. 
Despedida: com saudações cordiais e assinatura dos 
remetentes, a despedida finaliza a carta aberta. 
 
Para compreender melhor o conceito, segue abaixo um 
exemplo de Carta Aberta: 
 
Carta Aberta a Comunidade de Manaus 
 
De acordo com os problemas que temos passado durante 
os últimos dias no centro de Manaus, resolvemos apontar 
alguns temas para a reflexão, os quais consideramos de suma 
importância para a comunidade manauara. 
Primeiramente, devemos salientar que o pagamento dos 
espaços destinados à comercialização dos produtos artesanais 
inclui todos os profissionais que comercializam seus produtos 
no centro do município. 
Assim, após a inscrição na Prefeitura Municipal, os 
inscritos deverão pagar a matrícula do espaço alugado e ainda 
um valor de 20% das vendas anuais. 
Esse evento de mudança na legislação a partir do mês de 
outubro, acarretou diversos problemas para os artesões que 
sofreram com a fiscalização na semana passada no centro da 
cidade. 
Visto a repercussão do episódio, decidimos entrar em 
contato com o órgão responsável para ampliar o tempo de 
cadastramento de todos os artesãos, visto a desorganização 
das últimas inscrições, bem como a falta de informação. 
Além disso, depois de nosso contato, a rádio e canal local 
de televisão, ficaram encarregadas de divulgar durante um 
mês, informações sobre a nova legislação, bem como a 
importância do cadastramento e detalhes sobre o pagamento 
dos espaços locais. 
Esperamos que todos estejam atentos uma vez que o 
trabalho de produção e comercialização de produtos 
artesanais representa uma parte considerável de nosso 
patrimônio, e, portanto, possui um valor inestimável para a 
comunidade. 
 
Atenciosamente, 
 
Associação de Artesãos de Manaus 
 
Carta de reclamação 
 
A carta de reclamação39 é utilizada quando o remetente 
descreve um problema ocorrido a um destinatário que pode 
resolvê-lo. É considerado um texto persuasivo, pois o 
39 http://brasilescola.uol.com.br/redacao/carta-reclamacao.htm 
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APOSTILAS OPÇÃO 
 
 
Língua Portuguesa 72 
interlocutor tenta convencer o receptor da mensagem a 
encontrar uma solução para o problema apontado na carta. 
Por este motivo, quem reclama deve se utilizar de um 
discurso argumentativo: descrevendo de maneira clara o(s) 
problema(s), motivo(s) pelo qual pode ter ocorrido, as 
consequências se não for resolvido. A exposição dos fatos deve 
comprovar que o remetente é quem tem razão, o qual pode 
ainda, apontar as possíveis soluções para que haja 
entendimento entre as partes. 
É essencial que a carta de reclamação tenha: identificação 
do remetente e do destinatário, data e local, assinatura, 
documentos em anexo (caso necessário). 
Lembre-se de expor claramente os antecedentes, pois 
neles estão os motivos pelos quais a reclamação está sendo 
feita. 
A carta deve ser preferencialmente digitada, pois facilita a 
leitura e evita equívocos. 
 
Importante: Sempre tenha uma cópia e caso entregue em 
mão, solicite a assinatura de quem recebeu com a data, se 
possível carimbada (no caso de empresa). 
 
Carta de solicitação 
 
A carta de solicitação40 faz parte das cartas comerciais e 
deverá possuir: timbre da empresa, iniciais do departamento, 
número da carta, local e data, destinatário, referência, assunto, 
saudação, corpo do texto, despedida e assinatura. 
 
O objetivo desse tipo de carta, como o próprio nome já diz, 
é fazer um pedido (solicitar algo) ao destinatário. 
 
Veja um exemplo: 
 
Timbre da empresa 
Dep. de vendas 
Nº 02/09 
 
Ao Diretor do Dep.de Faturamento 
João Esleveriano da Costa 
 
Recife, _____ de fevereiro de 2009. 
 
Prezado Senhor, 
Solicito a esse departamento, do qual V.Sª. é diretor, que 
tenha a gentileza de enviar-me a tabela de faturamento do 
último mês, a fim de que possamos conferir algumas vendas 
realizadas. 
 
Antecipo-lhe meus agradecimentos, certo de que serei 
prontamente atendido, dada a eficiência desta seção. 
 
Subscrevo-me. 
 
Cordialmente, 
 
Antonie Bernardo da Luz. 
Chefe do departamento de vendas. 
 
Há alguns sinônimos que podem ser utilizados: estimado 
senhor, peço-lhe o obséquio de, peço-lhe a gentileza, solicito a 
V.Sª. A especial fineza de, informar-me, comunicar-me, desde 
já, apresento-lhe meus agradecimentos, antecipadamente 
grato, me firmo. 
 
Carta do leitor 
 
 
40 https://brasilcola.wordpress.com/category/carta-de-solicitacao/ 
A Carta do leitor41 é um tipo de carta (gênero epistolar) 
veiculada geralmente em jornais e revistas, onde os leitores 
podem apresentar suas opiniões. 
É um espaço reservado donde as opiniões, sugestões, 
críticas, perguntas, elogios e reclamações dos leitores são 
publicadas e podem ser visualizadas por qualquer indivíduo. 
Possui uma função relevante para os meios de 
comunicação, de modo que a carta do leitor assegura uma 
resposta (feed-back) de seus leitores. 
É um

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