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CENTEC 
Centro de Ensino 
Técnico 
 
PROCESSO SELETIVO PARA 
PROFESSORES DO EMI 
 
Teoria, dicas, Legislação e exercícios 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 
Prof. Augusto Sá 
 
 
EDUCAÇÃO PROFISSIONAL 
 
 
DIDÁTICA 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
2021
 
 
 
CENTEC 
Copyright 2021 DIN.CE Edções Ténicas. 
 
Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/98. 
Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem autorização expressa e por escrito dos 
autores e da editora. 
Capa: 
Kelton 
 
Diagramação: 
Carlos 
 
Ilustração: 
Carlos 
 
Impressão: 
Gráfica DIN.CE 
Editoração Gráfica: 
Arisson 
 
Acabamento: 
Antônio / Jailson 
 
Revisão: 
Autores 
 
Supervisão editorial: 
Vanques de Melo 
_______________________ 
NOTA DA EDITORA: 
As informações e opiniões apresentadas nesta apostila são de inteira responsabilidade dos autores e/ou 
organizadores das respectivas matérias. 
A Editora DIN.CE se responsabiliza apenas pelos vícios do produto no que se refere à sua edição, considerando 
a impressão e apresentação. Vícios de atualização, revisão ou opiniões são de responsabilidade do(s) autor(res) ou 
organizador(res), respondendo este(s) pelas sanções previstas na lei. 
 
NOTA DO(S) AUTOR(ES) ORGANIZADOR(ES) 
A matéria ora apresentada nesta apostila tem como objetivo auxiliar ao candidato na preparação ao cargo 
almejado. Todo o seu conteúdo é abordado de forma objetiva e resumido, o que nem sempre é suficiente para lograr o 
êxito almejado, qual seja, a aprovação. Sendo assim, sugerimos ao candidato que, na medida do possível, busque 
outras fontes de consulta. 
 
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preparatórios nas respectivas áreas, portanto, confiável e de procedência. Todavia, por se tratar de 
apostila, é um material resumindo, porém, de significativa importância. No entanto, sugerimos, como forma 
de melhor preparo, a leitura de outras fontes tais como livros específicos, resumos e exercícios. Nosso 
objetivo é prepara-lo(a) para uma aprovação. 
Possíveis falhas de impressão ou mesmo de digitação podem ocorrer, assim, caso seja constatado 
ou mesmo tenha dúvida em algum conteúdo ou gabarito, entre em contato pelo o e-mail dos professores 
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NOSSOS PROFESSORES: 
Prof. Adeildo Oliveira 
Prof. Augusto Sá 
Prof. Augusto César 
Prof. Deivis Cavalcante 
Prof. Gilmar Pereira 
Prof. Gustavo Brígido 
Prof. Italo Trigueiro 
Prof. Janilson Santos 
 
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Profª.Raíssa Vasconcelos Chaves 
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Prof. Walber Siqueira 
Prof. Xavier Teixeira 
 
 
 
Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si 
mesmo naquilo que aprova. (Romanos 14) 
Bem aventura o homem que não anda segundo o caminho dos ímpios, nem se detém no caminho 
dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. 
Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. (Salmo, 1.2 e 2) 
Por isso vos digo que todas as coisas que pedires, orando, crede receber e tê-las-ei (Marcos, 11.24) 
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 4 
 
 
 
 
 
LÍNGUA PORTUGUESA 1 
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LÍNGUA PORTUGUESA 
Teoria, dicas e questões comentadas 
Prof. Augusto Sá 
augustosaa@hotmail.com 
 
 
CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: 
Interpretação de textos...................................................... 1 
Estrutura textual e análise do discurso.............................. 3 
Gêneros textuais ............................................................. 19 
Variação linguística ........................................................... 3 
Figuras de linguagem ........................................................ 3 
Função da linguagem ........................................................ 3 
Denotação e Conotação.................................................... 4 
Recursos expressivos da linguagem ................................. 3 
Análise sintática .............................................................. 75 
Uso adequado de: paragrafação, ortografia, translineação, 
pontuação, sinais gráficos ......................................... 29 
 Relações de coesão e coerência ................................... 14 
 
INTERPRETAÇÃO DE TEXTO 
Antes de tudo, vamos explicar como se dá o 
processo de interpretação, depois vamos resolver 
questões de provas da banca AOCP, mas antes fica a 
dica: A AOCP tem uma semelhança muito grande com 
a Fundação Carlos Chagas (FCC) na cobrança de 
suas questões. 
Pois bem! 
A Hermenêutica, área da filosofia que estuda o 
assunto, diz que é preciso seguir três etapas para se 
obter uma leitura ou uma abordagem eficaz de um 
texto: 
a) Pré-compreensão: toda leitura supõe que o 
leitor entre no texto já com conhecimentos 
prévios sobre o assunto ou área específica. 
Isso significa dizer, por exemplo, que se você 
pegar um texto do 3º ano do curso de Direito 
estando ainda no 1º ano, vai encontrar 
dificuldades para entender o assunto, porque 
você não tem conhecimentos prévios que 
possam embasar a leitura. 
b) Compreensão: já com a pré-compreensão ao 
entrar no texto, o leitor vai se deparar com 
informações novas ou reconhecer as que já 
sabia. Por meio da pré-compreensão o leitor 
“prende” a informação nova com a dele e 
“agarra” (compreende) a intencionalidade do 
texto. É costume dizer: “Eu entendi, mas não 
compreendi”. Isso significa dizer que quem leu 
entendeu o significado das palavras, a 
explicação, mas não as justificativas ou o 
alcance social do texto. 
c) Interpretação: agora sim. A interpretação é a 
resposta que você dará ao texto, depois de 
compreendê-lo (sim, é preciso “conversar” com 
o texto para haver a interpretação de fato). É 
formada então o que se chama “fusão de 
horizontes”: o do texto e o do leitor. A 
interpretação supõe um novo texto. Significa 
abertura, o crescimento e a ampliação para 
novos sentidos. 
Sabendo disso, aqui vão 4 dicas para fazer com 
que você consiga atingir essas três etapas! Confira 
abaixo: 
1) Leia com um dicionário por perto 
Não existe mágica para atingir a primeira etapa, a 
da pré-compreensão. O único jeito é ter um bom nível de 
leituras. Além de ler bastante, você pode potencializar 
essa leitura se estiver com um dicionário por perto. Viu 
uma palavra esquisita, que você não conhece? Pegue um 
caderninho (vale a pena separar um só pra isso) e anote-
a. Em seguida, vá ao dicionário e marque o significado ao 
lado da palavra. Com o tempo o seu vocabulário irá 
crescer e não vai ser mais preciso ficar recorrendo ao 
dicionário toda hora. 
 
2) Faça paráfrases 
Para chegar ao nível da compreensão, é 
recomendável fazer paráfrases, que é uma explicação ou 
uma nova apresentação do texto, seguindo as ideias do 
autor, mas sem copiar fielmente as palavras dele. Existem 
diversos tipos de paráfrase, só que as mais interessantes 
para quem está estudando para o vestibular são três: a 
paráfrase-resumo, a paráfrase-resenha e paráfrase-
esquema. 
– Paráfrase-resumo:da Receita Federal possa causar algum dano 
à imagem do clube. 
e) O presidente do clube Os Independentes afirma não ter 
receio quanto à arrecadação de impostos e que achando 
normal a atitude dos auditores da Receita Federal.” 
Sabemos que eles estão fazendo isso com todas as 
entidades sem fins lucrativos.” 
Gabarito: E – “... afirma não ter receio E (afirma) achar normal a 
....(frase corrigida) 
DICAS: Nem toda alternativa vem estruturada com 
paralelismo. Se você observar, na questão acima, apenas a 
letra E apresenta estruturas paralelas, com a mesma função 
sintática, ligada pela conjunção E, tendo como verbo de base 
AFIRMA. Na primeira estrutura foi flexionado o verbo no 
infinitivo (ter receio - reduzida) e na segunda, foi flexionado 
no gerúndio (achando – reduzida). Os verbos devem estar 
flexionados no mesmo tempo e modo verbal. 
 
02. Assinale o período em que há erro de paralelismo 
sintático: 
a) Os ministros negaram estar o governo atacando a 
Assembléia e estar fazendo tudo para prolongar a votação 
do projeto.(OK – sem erro) 
b) O presidente sentia-se acuado pelas constantes denúncias 
de corrupção em seu governo e o crescimento na 
Constituinte da pressão em favor da fixação de seu 
mandato em quatro anos. 
c) Quando o ditador morreu, seu porta-voz conseguiu 
transformar-se no comandante das Forças de Defesa e 
ser o homem forte do país.(OK – sem erro) 
d) Poucas horas antes de um emissário lhe trazer a notícia e 
antes de inteirá-lo dos fatos, ele se divertia com os 
netos.(OK – sem erro) 
e) Aos poucos ele foi tomando consciência de que nem tudo 
dependia de sua presença e de que uma mão forte agia 
por trás dos últimos acontecimentos.(OK-sem erro) 
 
Gabarito: B – “... sentia-se acuado pelas constantes denúncias de 
corrupção em seu governo e pelo crescimento na Constituinte 
(frase corrigida) 
 
 
COESÃO, COERÊNCIA, TEXTUALIDADE, 
REFERÊNCIA 
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA 
Todo texto parte de uma intenção comunicativa e que 
para se realizar de forma adequada precisa estar de acordo 
com a situação geral em que vai ocorrer, que são os 
interlocutores e que são produções organizadas por critérios 
de coerência e coesão. 
Um texto visto fora de suas circunstâncias de 
produção, tem um sentido plural, é testemunha de múltiplas 
vozes; nesse caso estamos realizando o discurso. Já um 
texto, visto em relação às circunstâncias que o produziram, é 
portador de um sentido plural mais organizado, ordenado, 
domesticado pela projeção da fala; neste caso estamos 
realizando o texto. 
Todo texto parte de uma intenção comunicativa que, 
para se realizar de forma adequada, precisa estar de acordo 
com a situação geral em que vai ocorrer, quem são os 
interlocutores, qual a relação social entre eles, em que local 
acontece, etc. 
 
CONCEITO DE TEXTUALIDADE 
Textualidade é o conjunto de características que 
fazem com que um texto seja um todo significativo e não 
apenas uma sequência de frases. Para Beaugrande e 
Dressler (1981) existem sete fatores responsáveis pela 
textualidade. São eles: 
Coerência – por ser responsável pelo sentido do texto é 
considerada fator fundamental da textualidade. Abrange 
não só os aspectos lógicos e semânticos, mas também os 
cognitivos. Dessa forma a coerência é um fenômeno que 
está ligado à interpretação do texto por parte do 
interlocutor, ou seja, está ligado diretamente á 
interlocução. 
Coesão – responsável pela unidade formal do texto. 
Constrói-se através de mecanismos gramaticais e 
lexicais. É decorrente da coerência de um texto. 
Intencionalidade – está ligada diretamente à intenção do 
locutor em construir um discurso coerente numa 
determinada situação comunicativa. Está relacionado aos 
protagonistas do ato de comunicação. 
Aceitabilidade – esta, por sua vez, está ligada diretamente à 
expectativa do interlocutor ao que vai ser apreendido. Ou 
seja, se o texto é coerente, coeso, aceitável. 
Situacionalidade - responsável pela pertinência e 
relevância de um texto quanto ao contexto em que 
ocorre. É a adequação do texto quanto à situação sócio 
comunicativa. 
Informatividade – Diz respeito à medida na qual as 
ocorrências de um texto são esperadas, ou não, 
conhecidas, ou não, no plano conceitual e no formal. 
http://www.editoradince.com/
LÍNGUA PORTUGUESA 15 
www.editoradince.com 
Intertextualidade – essa, “diz respeito aos modos como a 
produção e recepção de um texto dependem do 
conhecimento que se tenha de outros textos com os quais 
ele, de alguma forma, se relaciona”. (Koch, 2000) 
 
COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL: 
Relações de referência, substituição, elipse, 
conjunção, repetição, entre outras 
Para não ser enganado pela articulação do contexto, é 
necessário que se esteja atento à coesão e à coerência 
textuais. 
COESÃO TEXTUAL é “o fenômeno que diz respeito 
ao modo como os elementos linguísticos presentes na 
superfície textual se encontram interligados entre si, por meio 
de recursos também linguísticos, formando sequências 
veiculadoras de sentidos.” (Ingedore V. Koch). 
Diz-se que um texto tem coesão quando seus vários 
enunciados estão organicamente articulados entre si, quando 
há concatenação entre eles. A conexão entre os vários 
enunciados é fruto das relações de sentido que existem entre 
eles. A título de exemplificação do que foi dito, observe-se o 
texto a seguir: 
É sabido que o sistema do Império Romano 
dependiada escravidão, sobretudo para a produção 
agrícola. É sabido ainda que a população escrava 
era recrutada principalmente entre os prisioneiros de 
guerra. 
Em vista disso, a pacificação das fronteiras fez 
diminuir consideravelmente a população escrava. 
Como o sistema não podia prescindir da mão-de-
obra escrava, foi necessário encontrar outra forma 
de manter inalterada essa população. 
Como se pode observar, os enunciados desse texto 
não estão amontoados caoticamente, mas estritamente 
interligados entre si: ao se ler, percebe-se que há conexão 
entre cada uma das partes. 
Quando escrevemos um texto, uma das maiores 
preocupações é como amarrar a frase seguinte à anterior. 
Isso só é possível se dominarmos os princípios básicos de 
coesão. A cada frase enunciada devemos ver se ela mantém 
um vínculo com a anterior ou anteriores para não perdermos 
o fio do pensamento. 
Uma das modalidades de coesão é a remissão. E a 
coesão pode desempenhar a função de (re)ativação do 
referente. A reativação do referente no texto é realizada por 
meio da referenciação anafórica ou catafórica, formando-se 
cadeias coesivas mais ou menos longas. 
A REMISSÃO ANAFÓRICA realiza-se por meio de 
pronomes pessoais de 3ª pessoa(retos e oblíquos) e os 
demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos. 
Exemplos: 
1. A jovem acordou sobressaltada. Ela não conseguia 
lembrar-se do que havia acontecido e como fora 
parar ali. 
2. Márcia olhou em torno de si. Seus pais e seus 
irmãos observavam-na com carinho. 
3. O concurso selecionará os melhores candidatos. O 
primeiro deverá desempenhar o papel principal na 
nova peça. 
4. O juiz olhou para o auditório. Ali estavam os 
parentes e amigos do réu, aguardando ansiosos o 
veredito final. 
A remissão catafórica (para a frente) realiza-se 
preferencialmente através de pronomes demonstrativos ou 
indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por 
meio das demais espécies de pronomes, de advérbios e de 
numerais. Exemplos: 
1. O incêndio havia destruído tudo: casas, móveis, 
plantações. 
2. Desejo somente isto: que me deem a oportunidade 
de me defender das acusações injustas. 
3. O enfermo esperava uma coisa apenas: o alívio de 
seus sofrimentos. 
4. Ele era tão bom, o presidente assassinado! 
 
COERÊNCIA TEXTUAL “diz respeito ao modo como 
os elementos subjacentes à superfície textual vêm a 
constituir, na mente dos interlocutores, uma configuração 
veiculadora de sentido.” É a relação que se estabelece entre 
as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido. 
Estáligada ao entendimento, à possibilidade de interpretação 
daquilo que se ouve ou lê. Mas não basta costurar uma frase 
a outra para dizer que estamos escrevendo bem. Além da 
coesão, é preciso pensar na coerência. É possível escrever 
um texto coeso sem ser coerente. Observe: 
Os problemas de um povo têm de ser resolvidos pelo 
presidente. Este deve ter ideais muito elevados. Esses ideais 
se concretizarão durante a vigência de seu mandato .O seu 
mandato deve ser respeitado por todos. Ninguém pode dizer 
que falta coesão a esse parágrafo. Mas de que ele trata 
mesmo? Dos problemas do povo? Do presidente? Do seu 
mandato? Fica difícil dizer. Embora ele tenha coesão, não 
tem coerência. A coesão não funciona sozinha. No exemplo 
acima, teríamos que, de imediato, decidir qual a sua palavra-
chave: presidente ou problemas do povo? A palavra 
escolhida daria estabilidade ao parágrafo. Sem essa base 
estável, não haverá coerência no que se escrever; e o 
resultado será um amontoado de ideias. Enquanto a coesão 
se preocupa com a parte visível do texto, sua superfície, 
a coerência vai mais longe, preocupa-se com o que se 
deduz do todo. 
Na verdade a coerência não está no texto, ela deve 
ser construída a partir dele, levando-se, portanto, em conta 
os recursos coesivos presentes no texto, funcionando como 
pistas para orientar o interlocutor na construção do sentido. 
A coerência exige uma concatenação perfeita entre 
as diversas frases, sempre em busca de uma unidade de 
sentido. Não se pode dizer, por exemplo, numa frase, que o 
"desarmamento da população pode contribuir para diminuir a 
violência", e, na seguinte, escrever: "Além disso, o 
desemprego tem aumentado substancialmente". 
É evidente a incoerência existente entre elas. 
Assim também é incoerente defender o ponto de vista 
contrário a qualquer tipo de violência e ser favorável à pena 
de morte, a não ser que não se considere a ação de matar 
como uma ação violenta. 
 
RECURSOS DE COESÃO 
Para escrevermos de forma coesa, há uma série de 
recursos, como: 
1. Epítetos (palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa) 
Glauber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o 
cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão 
cedo. 
 
2. Nominalizações (emprego de um substantivo que remete 
a um verbo enunciado anteriormente) 
Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, 
porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes 
do assassino. 
http://www.editoradince.com/
16 LÍNGUA PORTUGUESA 
www.editoradince.com 
 
3. Palavras ou expressões sinônimas ou quase 
sinônimas. 
Os quadros de Van Gogh não tinham nenhum valor 
em sua época. Houve telas que serviram até de porta de 
galinheiro. 
São Paulo é sempre vítima das enchentes de verão. 
Os alagamentos prejudicam o trânsito, provocando 
engarrafamentos de até 200 quilômetros. 
 
4. Um termo-síntese 
O país é cheio de entraves burocráticos. É preciso 
preencher um sem-número de papéis. Depois, pagar uma 
infinidade de taxas. Todas essas limitações acabam 
prejudicando o importador. 
 
5. Pronomes 
Vitaminas fazem bem à saúde. Mas não devemos 
tomá-las ao acaso. 
O colégio é um dos melhores da cidade. Seus 
dirigentes se preocupam muito com a educação integral. 
Aquele político deve ter um discurso muito 
convincente. Ele já foi eleito seis vezes. 
Há uma grande diferença entre Paulo e Maurício. Este 
guarda rancor de todos, enquanto aquele tende a perdoar. 
 
6. Numerais 
Recebemos dois telegramas. O primeiro confirmava a 
sua chegada; o segundo dizia justamente o contrário. 
 
7. Advérbios pronominais (aqui, ali, lá, aí) 
Não podíamos deixar de ir ao Louvre. Lá está a obra-
prima de Leonardo da Vinci: a "Monalisa". 
 
8. Elipse 
O ministro foi o primeiro a chegar. (Ele) Abriu a sessão 
às oito horas em ponto e (ele) fez então seu discurso 
emocionado. 
 
9. Repetição do nome próprio (ou parte dele) 
Lygia Fagundes Teles é uma das principais escritoras 
brasileiras da atualidade. Lygia é autora de "Antes do baile 
verde", um dos melhores livros de contos de nossa literatura. 
 
10. Metonímia (processo de substituição de uma palavra por 
outra) 
O governo tem-se preocupado com os índices de 
inflação. O planalto diz que não aceita qualquer remarcação 
de preço. 
 
OS CONECTIVOS 
Uma preocupação de quem escreve é ver se os 
conectores estão empregados com precisão. A toda hora 
estamos fazendo uso deles. Por isso, a seguir será dada uma 
lista sucinta dos conectivos e suas respectivas funções: 
 
*Conjunções, locuções conjuntivas, preposições e 
locuções prepositivas 
1. adição – e, nem, também, não só... mas também 
2. alternância – ou... ou, quer...quer, seja...seja 
3. causa – porque, já que, visto que, graças a, em 
virtude de, por (+ infinitivo), porquanto 
4. conclusão – logo, portanto, pois 
5. condição – se, caso, desde que, a não ser, que, a 
menos que 
6. comparação - como, assim como 
7. conformidade - conforme, segundo 
8. consequência - tão...que, tanto...que, de modo 
que, de sorte que, de forma que, de maneira que 
9. explicação - pois, porque, porquanto 
10. finalidade - para que, a fim de que,para (+ 
infinitivo) 
11. oposição - mas, porém, todavia, embora, mesmo 
que, apesar de (+ infinitivo), posto que, conquanto 
12. proporção – à medida que, à proporção que, 
quanto mais, quanto menos 
13. tempo – quando, logo que, assim que, toda vez 
que, enquanto 
 
• Pronomes relativos: 
que – quem - cujo – onde 
Ao empregar um pronome relativo, devemos ter o 
seguinte cuidado: 
1. Observar a palavra a que ele se refere para evitar erros 
de concordância verbal 
Encontramos um bom número de pessoas que 
estavam reivindicando os mesmos direitos dos vinte 
funcionários vitoriosos. (que = as quais - pessoas) 
Pode haver um verbo ou um substantivo que exija 
uma preposição. Nesse caso, ela deve preceder o 
pronome relativo. 
Ninguém conseguiu até hoje esquecer a cilada de que 
ele foi vítima. (de que= da qual – cilada). A preposição de foi 
exigida pelo substantivo vítima. 
As dificuldades a que você se refere são normais 
dentro de sua carreira. (a que= às quais – dificuldades). O 
verbo referir-se pede a preposição a. 
 
As Transições 
Alguns dos conectores citados também aparecem 
iniciando frases, como se fossem uma espécie de ponte entre 
um pensamento e outro. O conhecimento desses elementos 
de transição ajuda a dar maior organicidade ao pensamento, 
o que faz o texto progredir mais facilmente. Saber usar os 
termos de transição deve ser uma preocupação constante de 
quem deseja escrever bem. Eles são muito úteis ao 
mudarmos de parágrafo porque estabelecem pontes seguras 
entre dois blocos de ideias. 
Eis os mais importantes e suas respectivas funções: 
1. Afetividade: felizmente, queira Deus, pudera, 
Oxalá, ainda bem (que). 
2. Afirmação: com certeza, indubitavelmente, por 
certo, certamente, de fato. 
3. Conclusão: em suma, em síntese, em resumo. 
4. Consequência: assim, consequentemente, com 
efeito. 
5. Continuidade: além de, ainda por cima, bem como, 
também. 
6. Dúvida: talvez, provavelmente, quiçá. 
7.Ênfase: até, até mesmo, no mínimo, no máximo, só. 
8. Exclusão: apenas, exceto, menos, salvo, só, 
somente, senão. 
9. Explicação: a saber, isto é, por exemplo. 
10. Inclusão: inclusive, também, mesmo, até. 
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LÍNGUA PORTUGUESA 17 
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11. Oposição: pelo contrário, ao contrário de. 
12.Prioridade: em primeiro lugar, primeiramente, 
antes de tudo, acima de tudo, inicialmente. 
13. Restrição: apenas, só, somente, unicamente. 
14. Retificação: aliás, isto é, ou seja. 
15.Tempo: antes, depois, então, já, posteriormente. 
 
 Correlação verbal 
 Damos o nome de correlação verbal à coerência que, em 
uma frase ou sequência de frases, deve haver entre as 
formas verbais utilizadas. Ou seja, é preciso que haja 
articulação temporal entre os verbos, que eles se 
correspondam, de maneira a expressar as ideias com lógica.Tempos e modos verbais devem, portanto, combinar entre si. 
 
Vejamos este exemplo: 
Seu eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderia a 
lição. 
No caso, o verbo dormir está no pretérito imperfeito do 
subjuntivo. Sabemos que o subjuntivo expressa dúvida, 
incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que tempo 
o verbo aprender deve estar, de maneira a garantir que o 
período tenha lógica? 
Na frase, aprender é usado no futuro do pretérito 
(aprenderia), um tempo que expressa, dentre outras ideias, 
uma afirmação condicionada (que depende de algo), quando 
esta se refere a fatos que não se realizaram e que, 
provavelmente, não se realizarão. O período, portanto, está 
correto, já que a ideia transmitida por dormisse é exatamente 
a de uma dúvida, a de uma possibilidade que não temos 
certeza se ocorrerá. 
Parece complicado - mas não é. 
Para tornar mais clara a questão, vejamos o mesmo 
exemplo, mas sem correlação verbal: 

 Se eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderei a 
lição. 
Temos dormir no subjuntivo, novamente. Mas 
aprender está conjugado no futuro do presente, um tempo 
verbal que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou 
prováveis. 
Ora, nesse caso não podemos dizer que jamais 
aprenderemos a lição, pois o ato de aprender está 
condicionado não a uma certeza, mas apenas à hipótese 
(transmitida pelo pretérito imperfeito do subjuntivo) de dormir. 
 
Correlações verbais corretas 
A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais 
são concordantes: 
 presente do indicativo + presente do subjuntivo: 
Exijo que você faça o dever. 
 pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito 
do subjuntivo: 
Exigi que ele fizesse o dever. 
 presente do indicativo + pretérito perfeito composto 
do subjuntivo: 
Espero que ele tenha feito o dever. 
 pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito 
composto do subjuntivo: 
Queria que ele tivesse feito o dever. 
 futuro do subjuntivo + futuro do presente do 
indicativo: 
Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. 
 pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito 
do indicativo: 
Se você fizesse o dever, eu leria suas respostas. 
 pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + 
futuro do pretérito composto do indicativo: 
Se você tivesse feito o dever, eu teria lido suas 
respostas. 
 futuro do subjuntivo + futuro do presente do 
indicativo: 
Quando você fizer o dever, dormirei. 
 futuro do subjuntivo + futuro do presente composto 
do indicativo: 
Quando você fizer o dever, já terei dormido. 
 
 
QUESTÕES 
Texto 
 
 
 
 
Questão 01 
ASSUNTO: Interpretação de Texto / Coesão 
Sobre os quadrinhos, analise as afirmações. 
I. Texto verbal e não verbal, em conjunto, contribuem para a 
construção do humor. 
II. Há, no texto, passagens em que a linguagem não é literal, 
como ocorre com a palavra museu. 
III. A palavra laser, no contexto em que aparece, deveria ser 
grafada com Z. 
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IV. As palavras máquina e museu têm exatamente o mesmo 
referencial concreto: um computador Core i7 com 8 gigas de 
RAM. 
Está correto o que se afirma em: 
a) I e IV, somente. b) II e III, somente. 
c) III e IV, somente. d) I e II, somente. 
e) I, II e IV, somente. 
 
Texto 
Qual é a classificação morfológica da palavra em destaque 
em “O medicamento genérico ganhou a confiança da 
população, que passou a cuidar melhor da saúde sem ter de 
abrir mão de outras prioridades, como alimentação, 
educação, moradia”? 
 
Questão 02 
ASSUNTO: Coesão por Pronome Relativo 
Ainda sobre a palavra que em destaque no trecho citado na 
questão anterior, assinale a alternativa que apresenta o 
mecanismo de coesão que ela ajuda a construir. 
a) Coesão Referencial Endofórica Catafórica. 
b) Coesão Referencial Endofórica Anafórica. 
c) Coesão Referencial Exofórica Catafórica. 
d) Coesão Sequencial. 
e) Coesão Externa e Indireta. 
 
 
 
 
 
 
 
Questão 03 
ASSUNTO: Interpretação de Texto / Pronome Relativo / 
Coessão por Pronome Demonstrativo / Regência Nominal 
 
 
Questão 04 
ASSUNTO: Elementos Coesivos / Conjunções 
 
 
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Ministério Público identifica novo caso de adulteração de 
leite no RS 
O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou 
em Três de Maio (a 468 km de Porto Alegre), mais uma 
etapa da Operação Leite Compen$ado para desarcticular um 
esquema de adulteração de leite. Segundo as investigações, 
um transportador de 31 anos, preso em flagrante por posse 
ilegal de arma, chefia uma quadrilha composta por esposa e 
dois sobrinhos, que são os motoristas do grupo. 
De acordo com o Ministério Público, o grupo 
adicionava produtos químicos ao leite in natura para 
mascarar a água adicionada para aumentar o volume do 
produto final, o que causa redução do valor nutritivo do leite e 
riscos à saúde dos consumidores. Além disso, os fraudadores 
também colocavam peróxido de hidrogênio (água oxigenada) 
para elevar a durabilidade do leite, já que o produto é 
bactericida. 
 
Questão 05 
ASSUNTO: Coesão 
Releia atentamente o segundo parágrafo do texto. 
O termo “o produto” exerce um processo de coesão 
referencial anafórica e remete a (à): 
a) leite in natura. b) água. 
c) volume do produto final. 
d) peróxido de hidrogênio. e) durabilidade. 
 
Gabarito 01 D 02 B 03 B 04 C 05 D 
 
TIPOLOGIA TEXTUAL 
A todo o momento nos deparamos com vários textos, 
sejam eles verbais e não verbais. Em todos há a presença do 
discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo que 
está sendo transmitido entre os interlocutores. 
Esses interlocutores são as peças principais em um 
diálogo ou em um texto escrito, pois nunca escrevemos para 
nós mesmos, nem mesmo falamos sozinhos. 
É de fundamental importância sabermos classificar os 
textos dos quais travamos convivência no nosso dia a dia. 
Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e 
gêneros textuais. 
Comumente relatamos sobre um acontecimento, um 
fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa 
opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum 
lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um retrato verbal 
sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. 
É exatamente nestas situações corriqueiras que 
classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: 
Narração, Descrição e Dissertação. 
Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos 
como exemplo um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto 
de vista sobre determinado assunto, uma descrição de um 
ambiente e um texto literário escrito em prosa. 
Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é 
diferente, pois se conceituam como gêneros textuais as 
diversas situações sociocomunciativas que participam da 
nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: uma 
receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma 
monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos 
classificar-se-iam como: instrucional, correspondência 
pessoal (em meio eletrônico), texto do ramo jornalístico e, por 
último, um texto de cunho científico. 
 
 
 
 
GÊNEROS TEXTUAIS 
Para a Linguística, os gêneros textuais englobam 
estes e todos os textos produzidos por usuários de uma 
língua. Assim, ao lado da crônica, do conto, vamos também 
identificar a carta pessoal, a conversa telefônica, o e-mail, e 
tantos outros exemplares de gêneros que circulam em nossa 
sociedade. Quanto à forma ou estrutura das sequências 
linguísticas encontradas em cada texto, podemos classificá-
los dentro dos tipos textuais a partir de suas estruturas e 
estilos composicionais. 
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Gêneros Orais e Escritos na Escola 
Domínios sociais 
de comunicação 
Aspectos 
tipológicos 
Capacidade de 
linguagem dominante 
 
Exemplo de gêneros orais e escritos 
 
Cultura Literária 
Ficcional 
 
 
 
Narrar; 
 
Mimesesde ação 
através da criação da 
intriga no domínio do 
verossímil 
[Conto Maravilhoso], Conto de Fadas, fábula, 
lenda,narrativa de aventura, narrativa de ficção cientifica, 
narrativa de enigma, narrativa mítica, sketch ou história 
engraçada, biografia romanceada, romance, romance 
histórico, novela fantástica, conto, crônica literária, 
adivinha, piada 
 
Documentação e 
memorização das 
ações humanas 
 
 
 
Relatar 
 
Representação pelo 
discurso de 
experiências vividas, 
situadas no tempo 
Relato de experiência vivida, relato de viagem, diário 
íntimo, testemunho, anedota ou caso, autobiografia, 
curriculum vitae, noticia, reportagem, crônica social, 
crônica esportiva, histórico, relato histórico, ensaio ou 
perfil biográfico, biografia 
 
Discussão de 
problemas sociais 
controversos 
 
 
 
Argumentar 
 
Sustentação, refutação 
e negociação de 
tomadas de posição 
Textos de opinião, diálogo argumentativo, carta de 
leitor, carta de solicitação, deliberação informal, 
debate regrado, assembleia, discurso de defesa 
(advocacia), discurso de acusação (advocacia), 
resenha crítica, artigos de opinião ou assinados, 
editorial, ensaio 
 
Transmissão e 
construção de 
saberes 
 
 
 
Expor 
 
Apresentação textual 
de diferentes formas 
dos saberes 
Texto expositivo, exposição oral, seminário, 
conferência, comunicação oral, palestra, entrevista de 
especialista, verbete, artigo enciclopédico, texto 
explicativo, tomada de notas, resumo de textos 
expositivos e explicativos, resenha, relatório científico, 
relatório oral de experiência 
Instruções e 
prescrições 
Descrever 
ações 
Regulação mútua de 
comportamentos 
Instruções de montagem, receita, regulamento, regras 
de jogo, instruções de uso, comandos diversos, textos 
prescritivos 
 
Sempre que nos manifestamos linguisticamente, o fazemos por meio de textos. E cada texto realiza sempre um gênero 
textual. Cada vez que nos expressamos linguisticamente estamos fazendo algo social, estamos agindo, estamos trabalhando. 
Cada produção textual, oral ou escrita, realiza um gênero porque é um trabalho social e discursivo. As práticas sociais é que 
determinam o gênero adequado. Mas o que então pode ser classificado como gênero textual? Pode –se dizer que os 
gêneros textuais estão intimamente ligados à nossa situação cotidiana. Eles existem como mecanismo organização das 
atividades sociocomunicativas do dia-a-dia. Assim caracterizam-se como eventos textuais maleáveis e dinâmicos. Vejamos: 
Nas sociedades modernas, trabalho e obtenção de dinheiro estão intrinsecamente ligados. Por isso, muitas vezes não 
percebemos que algumas de nossas atividades cotidianas não remuneradas também são trabalho. O trabalho representa, na 
sociedade em que vivemos, para cada indivíduo, uma forma de se situar na sociedade, sendo ele remunerado ou não. Por isso 
trabalho é parte integrante da vida de cada um de nós. Nessa perspectiva, a linguagem é um dos nossos mais relevantes 
trabalhos. 
 
GÊNEROS TEXTUAIS - TIPOS 
Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza, literários ou não. Modalidades discursivas 
constituem as estruturas e as funções sociais (narrativas, discursivas, argumentativas) utilizadas como formas de 
organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atas, 
avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, cartazes, comédias, contos de fadas, crônicas, editoriais, ensaios, entrevistas, 
contratos, decretos, discursos políticos, histórias, instruções de uso, letras de música, leis, mensagens, notícias. São textos 
que circulam no mundo, que têm uma função específica, para um público específico e com características próprias. Aliás, 
essas características peculiares de um gênero discursivo nos permitem abordar aspectos da textualidade, tais como 
coerência e coesão textuais, impessoalidade, técnicas de argumentação e outros aspectos pertinentes ao gênero em 
questão. 
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Tipologia textual Existem três maneiras de 
classificar os textos QUANTO À FORMA: 
1- POEMA- é um gênero que se constrói não só 
com ideias, mas também por meio do emprego 
do verso- linhas quebradas – e da sonoridade . 
2- PROSA- é um discurso que reproduz a 
maneira natural de falar, usando o parágrafo- 
linha completa- a fim de ocupar todo o espaço 
da página. 
3- PICTÓRICO- é o texto em desenhos, 
gráficos, esquemas, enfim é a mensagem 
que reproduz a realidade por meio do traço 
concreto. 
 
Existem três maneiras de classificar os textos 
QUANTO AO CONTEÚDO: 
1- NARRAÇÃO- 
Relatos sobre um fato, mostrando episódios, 
acontecimentos, enfim, é uma história que pode ser 
verdade ou ficção. 
Os elementos da narrativa são : 
1- enredo- é a sequência da história, a principal 
característica da narração. Com quatro 
momentos: apresentação, complicação, clímax e 
desfecho. O enredo pode ser linear- os fatos se 
desenrolam em ordem cronológica- ou não-
linear- os fatos são interrompidos por um retorno 
ao passado. 
2- narrador- é o elemento que conta a história, 
não é o autor dela. Os tipos de narrador : 
personagem, observador e onisciente. 
3- personagem- ser que está na história, divide-
se em categorias de acordo com a importância 
na trama: principal, secundária, escada, tipo. 
4- tempo- quando ocorre a história, pode ser real: 
medido por marcadores temporais ( 
cronológico) ou subjetivo: não é medido, mas 
sentido pela personagem ( psicológico). 
5- espaço- local onde os fatos ocorrem, pode ser 
físico ou social 
6- foco narrativo- depende do tipo de narrador, 
se ele é personagem, primeira pessoa: se é 
observador, terceira pessoa. 
7- discurso- é a fala da personagem, 
reproduzida pelo narrador, apresenta-se de 
três formas: 
a. discurso direto- o autor reproduz 
fielmente a fala, usando travessão ou 
aspas.O candidato disse: _ Eu posso fazer 
chover no sertão. 
b. discurso indireto- o narrador conta o que 
a personagem disse. O candidato disse 
que poderia fazer chover no sertão. 
c. - discurso indireto-livre- o narrador é 
onisciente- conhece tudo da personagem, 
até o pensamento. O candidato ia 
pensando no que dizer ao eleitor, meu 
Deus, como o povo me ama, como acredita 
em mim. 
8- Espécies narrativas- o texto narrativo 
apresenta as formas: 
- romance- grande extensão, um conflito central, 
várias personagens. 
- conto- pequena extensão, um conflito, poucas 
personagens. O final surpreendente é a tônica 
do conto. 
- crônica- é o relato de fatos do cotidiano, pode 
ser literária (ficção), esportiva, social. 
- fábula e apólogo- são personificações, seres 
não-humanos agem como se fossem gente 
.Animais e objetos são os protagonistas. Textos 
moralizantes, trazem uma lição de moral. 
- parábola- texto bíblico ou moralizante por meio 
de ensinamentos. 
 
2- DESCRIÇÃO 
Texto que caracteriza uma pessoa, objeto, lugar. 
Os manuais , as receitas, os relatórios são descritivos. 
Também podem ser classificados, modernamente, de 
textos injuntivos ou imperativos . 
A descrição pode ser: 
- dinâmica – relata ações, como uma filmagem. 
- estática- mostra qualidades, como uma 
fotografia. 
-Objetiva- apresenta a realidade. 
- subjetiva- é criativa, depende de opinião. 
 
3-DISSERTAÇÃO 
Texto mais cobrado em provas de concurso. È 
uma análise de um fato- está nos textos de jornal 
(informativos, reportagens) , revistas, livros didáticos, 
correspondências oficiais, produções técnicas. 
Apresenta as partes: 
1- introdução- a tese ou ideia central do texto; 
2- desenvolvimento- argumentação ou 
explicação ; 
3- conclusão- reforço da tese ou resolução do 
problema em pauta. 
A dissertação pode ser: 
-expositiva- o autor analisa um fato; 
- argumentativa- o autor coloca sua posição em 
frente ao fato; 
- argumentativa-expositiva- a junção das duas 
modalidades. 
 
TEXTO INJUNTIVO:Qualquer texto que tenha a finalidade de instruir o 
leitor (interlocutor). Por esse motivo, sua estrutura se 
caracteriza por verbos no imperativo: ordenando ou 
sugerindo. 
 
a) Injuntivo-instrucional: 
Quando a orientação não é coercitiva, não 
estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, 
um conselho. 
Exemplos: 
a) o texto que predomina num livro de autoajuda; 
b) o manual de instruções de um eletroeletrônico; 
c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a 
determinados funcionários de uma empresa – sobre 
metas, funções etc.; 
d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó... 
 
b) Injuntivo-prescritivo: 
A orientação é uma imposição, uma ordem 
baseada em condições sine qua non. 
Exemplos: 
a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida 
à enfermeira responsável; 
b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo 
Penal; 
c) a norma culta da Língua Portuguesa; 
d) manuais de guerrilha; 
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d)as cláusulas de um contrato; 
e) o edital de um concurso público... 
 
exemplos de gêneros textuais injuntivos: 
 Propaganda 
 Receita culinária 
 Bula de remédio 
 Manual de instruções 
 Regulamento 
 Textos prescritivos 
 
TEXTO EXPOSITIVO 
Os textos expositivos possuem a função de expor 
determinada ideia, por meio de recursos como: definição, 
conceituação, informação, descrição e comparação. 
Assim, alguns exemplos de gêneros textuais expositivos: 
 Seminários 
 Palestras 
 Conferências 
 Entrevistas 
 Trabalhos acadêmicos 
 Enciclopédia 
 Verbetes de dicionários 
 
TEXTO DIALOGAL / CONVERSACIONAL 
É quando ocorre um diálogo, uma conversa entre 
interlocutores. É o que ocorre na entrevista, conversa 
telefônica, chat, etc. 
 
TEXTO PREDITIVO 
Aquele tipo de texto que leva a premonições. Algo 
que está por acontecer. Exemplos: previsões astrológicas, 
previsões meteorológicas, previsões escatológicas/ 
apocalípticas. 
 
 
REGISTROS DA NORMA; USO ADEQUADO 
DE: PARAGRAFAÇÃO 
A paragrafação é a “ação de construir parágrafos”. 
São os parágrafos que organizam as partes de um texto 
em prosa (os textos verbais – que usam a palavra escrita 
– podem ser em prosa ou em poesia, os textos em forma 
de poesia são organizados em estrofes e versos, e os 
textos em prosa, em parágrafos e frases). A marcação de 
parágrafos ocorre pelo recuo da primeira frase do 
parágrafo em relação a margem (ou seja, deixando um 
espaço em branco). É importante lembrar que não se 
coloca marcadores, como flechas, pontos ou travessão no 
início dos parágrafos; o travessão só pode aparecer se for 
a fala de um personagem – ainda assim o recuo em 
relação à margem deve ser deixado, é apenas o recuo (o 
espaço em branco). 
 
Quando fazer e com quantas linhas 
Os parágrafos variam de extensão, dependendo 
da ideia que está sendo construída dentro do texto. 
Assim, não há um número de linhas correto. Quando 
fazemos nossos textos, vamos encadeando as ideias, 
ligando-as umas às outras. Cada ideia desenvolvida deve 
vir em um parágrafo diferente. E cada vez que mudamos 
de ideia (ou mudamos de “assunto” – como meus alunos 
gostam de dizer), iniciamos um novo parágrafo. 
 
A construção de parágrafos dentro dos diversos 
textos Só para relembrar, os textos que construímos 
podem ser narrativos/descritivos (contar uma história), 
dissertativos/argumentativos (discorrer sobre algum 
tema/assunto, expressando uma opinião), expositivos 
(expor algum tema, explicando), e por aí vai. 
 
a) nas narrativas 
Nas narrativas, por exemplo, os parágrafos vão 
sendo construindo seguindo as partes da tipologia 
narrativa (situação inicial, conflito, clímax, desfecho). Para 
cada uma dessas partes deve ter pelo menos um 
parágrafo, quer dizer, o início da história com a 
apresentação dos personagens, por exemplo, vem em um 
parágrafo, e conforme vamos mudando as cenas e 
desenvolvendo a história, vamos construindo os 
parágrafos (assim, nas narrativas, cada cena/parte do 
enredo corresponde a um parágrafo). Outra situação que 
marca os parágrafos nas narrativas é a fala de 
personagens. Cada fala deve vir em um parágrafo 
diferente para marcarmos a diferença dessas vozes da 
voz do narrador (é como nos balões das HQs, cada fala 
em um balãozinho diferente!). E, lembrando, primeiro o 
recuo (espaço) e depois o travessão e a fala. 
 
 
b) nos textos dissertativos 
No caso dos textos dissertativo-argumentativo (as 
redações de vestibular, por exemplo), a paragrafação 
segue a construção deste tipo texto (introdução, 
desenvolvimento com argumentos, conclusão). A 
introdução e a conclusão geralmente tem um parágrafo e 
o desenvolvimento vai ter um parágrafo para cada 
argumento/ideia desenvolvida. Por exemplo, se o tema é 
“Violência na escola”, podemos iniciar situando o tema e a 
sua gravidade, e dizendo como a violência está presente 
na escola (tipos, em relação a quais pessoas). No 
desenvolvimento podemos falar, por exemplo, da 
violência entre alunos em um parágrafo, de professor com 
alunos em outro e de alunos para professores em um 
outro. Por fim, podemos concluir, em um outro parágrafo, 
dizendo que se trata de um tema complexo, a ser 
discutido por toda a sociedade e propor algumas 
possíveis soluções (como a participação da família na 
escola). 
 
A pontuação dentro dos parágrafos 
A unidade seguinte ao parágrafo e menor que este 
são as frases que estão dentro de cada parágrafo e estas, 
claro, são organizadas pelos sinais de pontuação, 
principalmente o ponto final e a vírgula. Vale lembrar que 
em cada parágrafo cabe fazer mais de uma frase, ou seja, 
deve ter mais de um ponto final (pois é pelo tanto de 
pontos finais – ou por outros sinais de fechamento de 
frase como a interrogação e a exclamação – que 
sabemos quantas frases construímos). Se o parágrafo 
tem por exemplo sete linhas só pontuado com vírgulas, 
isso quer dizer que há ali apenas uma frase (e uma frase 
com nove linhas pode muito provavelmente estar mal 
construída); é preciso em algum momento colocar um 
ponto e iniciar nova frase. Resumindo, o ponto é pra ser 
usado em fim de frase e não apenas só no fim do 
parágrafo. Quanto às vírgulas, é preciso saber os casos 
(ver em Pontuação) para não colocar nem a mais e nem a 
menos! 
 
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EXERCÍCIO SOBRE TEXTO 
01. Com relação ao fragmento de texto abaixo, julgue os 
itens a seguir. 
A ética é o mundo das relações inter-subjetivas , 
isto é, entre o eu e o outro como sujeitos e pessoas, 
portanto, como seres conscientes, livres e responsáveis. 
Nenhuma experiência evidencia tanto a dimensão 
essencialmente inter-subjetiva da vida e da vida ética 
quanto a do diálogo. (Marilena Chauí) 
1 .(C) (E) A ética diz respeito às relações entre as 
pessoas e a experiência ética maior é a do diálogo. 
2. (C) (E) Relações inter-subjetivas e relações 
entre o eu e o outro são expressões 
equivalentes em termos de sentido, o que é 
evidenciado pelo isto é. 
3. (C) (E) Os conectivos “isto é” e “portanto” 
estabelecem o mesmo tipo de relação 
significativa entre as partes que unem. 
4. (C) (E) O diálogo é a manifestação menos 
visível da vida e da vida ética. . 
5 (C) (E) Trata-se de um texto dissertativo com ênfase 
na função emotiva de linguagem, visto que a autora 
expõe, subjetivamente, seu posicionamento sobre 
ética. 
 
02. (Leia o poema e julgue os itens 01, 02 e 03. Não te 
amo mais. 
Estarei mentindo dizendo que Ainda te quero 
como sempre quis. Tenho certeza de que 
Nada foi em vão. 
Sinto dentro de mim que Você não significa nada. 
Não poderia dizer jamais que Alimento um grande amor. 
Sinto cada vez mais que 
Já te esqueci! 
E jamais usarei a frase EU TE AMO! 
Sinto, mas tenho que dizer a verdade: 
É tarde demais... (Clarice Lispector) 
O texto artístico de Clarice Lispector reproduzido 
acima propiciaduas leituras distintas: descendente ou 
ascendente. Com base nessas duas leituras, julgue os 
itens que se seguem. 
1. (C) (E) A relação que se estabelece entre a leitura 
descendente e a leitura ascendente é antitética. 
2. (C) (E) Qualquer que seja a leitura feita, o texto 
classifica-se como um poema lírico. 
3. (C) (E) O emprego dos sinais de pontuação 
evidencia que, além da função poética, faz-se 
presente a função emotiva da linguagem. 
 
03. Considere o seguinte trecho de texto para julgar os 
itens 4 e 5. 
E aí, Blz? 
Vc naum imagina como foi barra a parada de 
ontem! 
4. (C) (E) Nesse bilhete, encontra-se uma mensagem 
ininteligível, dado que foi escrita desprezando-se as 
convenções da norma culta da língua portuguesa. 
5. (C) (E) Nesse texto, há as funções fática e referencial. 
 
04. Considere os parágrafos: 
PARÁGRAFO 1: 
Cada país é soberano para decidir quem será 
admitido em seu território. Pelas regras vigentes, a nação 
que nega entrada não precisa dar nenhuma 
explicação. Trata-se de simples ato administrativo, do 
qual não cabe recurso judicial, e imune à interferência 
de governos estrangeiros. Isso vale tanto para a Espanha 
quanto para o Brasil. (Folha de S.Paulo, 07.03.2008) 
PARÁGRAFO 2: 
Uma amiga minha, veterana dos pés-sujos 
cariocas, me garante que os melhores lugares para 
comer são os botequins preferidos pelos motoristas de 
táxi. Seus PFs são os mais lautos e saborosos: uma 
montanha de arroz com feijão, escoltada por impecável 
carne assada com molho ferrugem e competente 
abobrinha, chuchu ou jiló. (Folha de S.Paulo, 
28.04.2008) 
Quanto às suas características textuais, os parágrafos 1 
e 2 podem ser classificados, respectivamente, 
como: 
a) ( ) dissertativo e descritivo. 
b) ( ) dissertativo e narrativo. 
c) ( ) narrativo e dissertativo. 
d) ( ) descritivo e dissertativo. 
e) ( ) descritivo e narrativo. 
 
05. Leia o texto abaixo para responder à questão a seguir. 
Quem primeiro me falou sobre as terras-raras 
acho que deve ter sido minha mãe, que era uma 
fumante inveterada e acendia um cigarro atrás do outro 
com um pequeno isqueiro Ronson. 
Certo dia ela me mostrou a “pedra” do isqueiro, 
retirando-a do mecanismo, e explicou que não era 
realmente uma pedra, e sim um metal que produzia 
faíscas quando raspado. Esse “misch metal” – 
consistindo, sobretudo, em cério – era uma mistura de 
meia dúzia de metais, todos eles muito semelhantes, e 
todos eles terras- raras. Esse nome curioso, terras-raras, 
tinha algo de mítico, de conto de fadas, e eu imaginava 
que as terras--raras não eram somente raras e 
preciosas. Acreditava que eram também dotadas de 
qualidades secretas, especiais, não possuídas por 
nenhum outro elemento. (SACKS, Oliver. Tio 
Tungstênio. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. 
Adaptado). 
O texto apresentado é predominantemente: 
a) ( ) Argumentativo em que o autor expõe as 
investigações de sua mãe acerca da função 
de alguns elementos químicos. 
b) ( ) Descritivo em que o autor apresenta, em 
uma sequência cronológica, a composição de 
um elemento observado por ele de forma 
objetiva e imparcial. 
c) ( ) Expositivo que prioriza a apresentação do 
clímax de uma ação dinâmica iniciada no 
passado. 
d) ( ) Narrativo em que o sujeito relata uma 
sequência de eventos experienciados numa 
perspectiva subjetiva. 
e) ( ) Dissertativo por meio do qual o autor 
explana sobre a vida de uma criança e os efeitos 
da aprendizagem. 
 
06. Classifique os textos quanto à predominância de uma 
tipologia textual. 
a) Era alto, magro, vestido todo de preto, com o 
pescoço entalado num colarinho direito. O rosto 
aguçado no queixo ia-se alargando até à calva, 
vasta e polida, um pouco amolgado no alto; tingia 
os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam 
colar por trás da nuca - e aquele preto lustroso 
dava, pelo contraste, mais brilho à calva; mas não 
tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto, caído aos 
cantos da boca. Era muito pálido; nunca tirava as 
lunetas escuras. Tinha uma covinha no queixo, e as 
orelhas grandes muito despegadas do crânio." (Eça 
de Queiroz - O Primo Basílio) 
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b) “O Brasil registrou a criação de 209.425 empregos 
formais em fevereiro, de acordo com dados do 
Caged (Cadastro Geral de Empregados e 
Desempregados). O número é recorde para o mês 
em toda a série, que se inicia em 1992. Na última 
segunda-feira, o ministro do Trabalho já havia 
adiantado que o desempenho em fevereiro havia 
sido recorde, com mais de 205 mil vagas abertas. 
Nos últimos 12 meses foram criados 1,47 milhão 
de empregos. O ministro atribuiu o bom resultado 
de fevereiro ao Carnaval e férias, que estimularam 
as contratações no setor de serviços, e ao 
desempenho da indústria e da construção civil. 
c) Ainda bem que Deus é brasileiro. Apesar de 
convivermos em meio a tragédias sociais, tão 
dramáticas, como a fome, o abandono, os 
homicídios, o tráfico de drogas, o desemprego, a 
desigualdade, o analfabetismo e a miséria. 
Finalmente, tudo vai melhorar. Teremos Copa do 
mundo e Olimpíada no Brasil. Teremos motivo para 
festejar. Carnaval, festa, trio elétrico – como se 
estivéssemos em uma verdadeira celebração à 
estupidez humana. Estupidez que nos cega, nos 
aliena, nos faz esquecer de problemas tão sérios e 
nos deixa, ainda, orgulhosos de sermos brasileiros. 
d) Era uma casa pequena e apertada, onde mal cabiam 
as quatro pessoas que ali viviam sem muito luxo ou 
mesmo conforto.As crianças ficavam o dia inteiro à 
espera da mãe que voltava do trabalho e sempre 
trazia o pão quentinho e saboroso. Mas aquela tarde 
seria especial: havia uma coisa boa, um visitante 
ilustre, um homem de terno, com uma pasta e 
papéis severo, andando sem olhar o rosto daqueles 
meninos raquíticos. A mãe entrou e se assustou 
com o visitante: “Quem é o senhor?” “ Sou da Vara 
da Infância e da juventude, a senhora está sendo 
acusada de abandono de incapaz, deve me 
acompanhar até a DPCA.” 
 
Gabarito: 1- C C E E E; 2- C C E; 3- E C; 4- A; 5; D 6- 
descritivo/ dissertativo/ dissertativo/ narrativo 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
Leia o Texto II e responda as questões. 
TEXTO II 
Os viajantes e a árvore ( Esopo) 
Dois viajantes, exaustos, após caminharem sob o 
escaldante sol do meio dia, decidiram descansar à 
sombra de uma frondosa árvore à beira da estrada. 
Assim, depois de deitarem-se debaixo daquela 
refrescante e oportuna sombra, já relaxados e aliviados 
do escaldante calor, um dos viajantes, ao reconhecer que 
tipo de árvore era aquela, disse para o outro: 
"Como é inútil esse Plátano! Não produz nenhum 
fruto, e apenas serve para sujar o chão com suas folhas." 
"Criaturas ingratas!", disse uma voz vindo da 
árvore. "Vocês estão aqui sob minha refrescante e 
acolhedora sombra, e ainda se atrevem a dizer que sou 
inútil e improdutiva?" 
 
Gênero Textual 
1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO 
EXITUS) É CORRETO afirmar que o Texto II é 
um(a): 
a) Lenda. b) Romance. c) Conto. 
d) Crônica. e) Fábula. 
 
Tipologia Textual 
2. (Câmara de Acaraú – 2014 – Agent Adm. FUNCEPE) 
É característica do texto descritivo: 
A) Tem por objetivo contar uma história real, fictícia ou 
que mescla dados reais e imaginários. 
B) É a defesa de um ponto de vista em relação a algo. 
C) Explica com detalhes o que se observou ou imaginou. 
D) Baseia-se numa evolução de acontecimentos. 
E) Por meio da apresentação de ideias, dados e 
conceitos, busca-se chegar a conclusões. 
 
TEXTO III 
A Última Crônica 
A caminho de casa, entro num botequim da 
Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade 
estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me 
assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito 
mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no 
cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da 
vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto 
da convivência, que a faz mais digna de servivida. Visava 
ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do 
acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas 
palavras de uma criança ou num acidente doméstico, 
torno-me simples espectador e perco a noção do 
essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e 
tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na 
lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não 
sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último 
olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem 
uma crônica. 
Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba 
de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao 
longo da parede de espelhos. A compostura da 
humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se 
acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três 
anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, 
que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as 
perninhas curtas ou correr os olhos grandes de 
curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem 
em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula 
da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo 
mais que matar a fome. 
Passo a observá-los. O pai, depois de contar o 
dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o 
garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no 
balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se 
a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se 
aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, 
concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para 
atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a 
reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A 
meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. 
O homem atrás do balcão apanha a porção do 
bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, 
amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A 
negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de 
Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. 
Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe 
e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A 
mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira 
qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, 
e espera. A filha aguarda também, atenta como um 
animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. 
São três velinhas brancas, minúsculas, que a 
mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto 
ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as 
velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o 
queixo no mármore e sopra com força, apagando as 
chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito 
compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se 
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juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra 
você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las 
na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as 
duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está 
olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no 
cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. 
O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se 
convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá 
comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se 
encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça 
abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim 
se abre num sorriso. 
“Assim eu quereria minha última crônica: que 
fosse pura como esse sorriso." 
Fernando Sabino 
Características da Crônica 
3. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) De 
acordo com a leitura do Texto I, é correto afirmar 
que os assuntos abordados nas crônicas são: 
a) Fatos corriqueiros. 
b) Experiências importantes. 
c) Casos considerados extremos. 
d) Conflitos envolvendo pessoas importantes. 
e) Histórias muito conhecidas. 
 
Tipologia Textual 
4. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) 
Sobre o Texto I é correto afirmar que: 
a) É completamente narrativo. 
b) Tem passagens dissertativas. 
c) Não apresenta descrição. 
d) É narrativo e descritivo. 
e) É totalmente dissertativo. 
 
Tipologia Textual 
5. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) 
NÃO é característica desse texto: 
a) Narrador-personagem. 
b) Sequência cronológica. 
c) Ausência de parágrafos. 
d) Está escrito em prosa. 
e) Introdução, desenvolvimento e conclusão. 
 
Leia atentamente o texto a seguir e responda às 
questões. 
“A história das secas na região Nordeste é uma prova de 
fogo para quem lê ou escuta os relatos que vêm desde 
o século XVI. As duras consequências da falta de 
água acentuaram um quadro que em diversos 
momentos da biografia do semiárido chega a ser 
assustador: migração desenfreada, epidemias, fome, 
sede, miséria. Os relatos de pesquisadores e 
historiadores datam da época da colonização 
portuguesa na região. Até a primeira metade do século 
XVII, quem ocupava as áreas mais interioranas do 
semiárido brasileiro era a população indígena. Uma 
das primeiras secas que se tem notícia aconteceu 
entre 1580 e 1583. As capitanias tiveram seus 
engenhos prejudicados, as fazendas sofreram com a 
falta de água e cerca de 5 mil índios desceram o 
sertão em busca de comida. (...)” 
(BARRETO, Pedro Henrique. Seca, fenômeno secular na vida dos 
nordestinos) 
Gênero Textual 
6. (Câmara de Acaraú – 2014 – Consultor Legisl. 
FUNCEPE) O texto acima é classificado como: 
A) artigo B) notícia 
C) instrucional D) aviso E) declaração 
 
Gênero Textual 
7. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Analise as opções a seguir, quanto aos gêneros 
textuais e marque a opção INCORRETA. 
a) Uma receita de bolo é um texto instrucional. 
b) A “moral da história” está presente nas fábulas. 
c) Uma lenda é um texto narrativo. 
d) Um poema tem que ter rimas. 
e) Um e-mail é considerado um gênero textual. 
 
PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPAJÉ – CE – 
ASSISTENTE SOCIAL – 29/09/2013 
TEXTO I 
Inclusão no Ensino Superior 
Nos últimos anos, o país assistiu a uma notável 
ampliação no número de alunos matriculados no ensino 
superior. Segundo dados do Censo da Educação 
Superior, de 2002 a 2011, o aumento de matrículas em 
graduação foi de 91%. As matrículas em instituições de 
ensino superior (IES) públicas cresceram 63% no mesmo 
período e, nas privadas, o número de matrículas mais que 
dobrou, com um crescimento de 104%. Mas qual é o perfil 
dos alunos que ingressam no ensino superior no Brasil? 
"A expansão recente no número de matrículas 
revela que o acesso à educação superior 
ainda se mostra bastante concentrado nos jovens 
das faixas de renda alta e média e brancos", afirma 
Clarissa Eckert Baeta Neves, professora da Universidade 
Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), em trabalho 
apresentado no Congresso da Associação de Estudos 
Americanos (Lasa). 
No último Censo do Instituto Brasileiro de 
Geografia e Estatística (IBGE, 2010), pela primeira vez os 
afrodescendentes passaram a ser maioria na sociedade 
brasileira (com 51% da população). Os brancos 
representam 48%. Mas essa mudança está muito longe 
de acontecer no ensino superior. Analisando o perfil 
socioeconômico do estudante de graduação no Brasil1, 
Dilvo Ristoff, professor da Universidade Federal de Santa 
Catarina (UFSC), mostra que, nos cursos de Medicina e 
Odontologia, mais de 70% dos alunos são brancos. No 
curso de Direito, eles somam 66%. 
Nesse contexto, algumas políticas públicas têm 
buscado amenizar essas desigualdades, por meio de 
mecanismos para ampliar o número de alunos do ensino 
público e de negros, pardos e índios no ensino superior. 
(Pré- universo, nº 33 agosto de 2013) 
8. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Refletindo sobre o texto I, marque a opção 
CORRETA. 
a) As matrículas nas instituições de ensino superior 
públicas cresceram mais que nas instituições privadas. 
b) Os pobres e negros ainda são minoria nesse processo. 
c) Não há políticas públicas voltadas para esse fim. 
d) Há igualdade de oportunidades para o acesso ao 
ensino de nível superior para osalunos de diferentes 
classes sociais. 
e) A porcentagem da população afrodescendente na 
sociedade brasileira é proporcional ao ingresso deles 
nas instituições de ensino superior. 
 
Gênero Textual 
9. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Quanto ao gênero textual, podemos classificar o 
Texto I como: 
a) Crônica. b) Entrevista. c) Reportagem. 
d) Fábula. e) Conto. 
 
10. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Marque a opção CORRETA em que as palavras 
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destacadas apresentam a mesma relação 
semântica que “ausência” e “presença”. 
a) A participação em nosso grupo provoca sentimentos de 
segurança e bem-estar. 
b) O desconhecido provoca a nossa desconfiança, às 
vezes, nosso medo. 
c) Sentimos que aqueles que mais nos conhecem são 
também capazes de ignorar o que de melhor trazemos 
conosco. 
d) As situações novas são atraentes e provocantes. 
e) Ainda sonhamos com o país distante, a terra prometida 
onde possamos ser felizes. 
 
Gabarito 
1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 
E C A D C A D B C C 
 
 
ACENTUAÇÃO GRÁFICA 
Na língua portuguesa, quase todas as palavras 
apresentam uma sílaba tônica, ou seja, uma sílaba que é 
pronunciada com mais força, com mais vigor, com mais 
tom. Em alguns casos, a mudança de posição de sílaba 
tônica implica mudança de significado. 
Observe: 
Secretária secretaria 
Fábrica fabrica 
Dependendo da posição da sílaba tônica na 
palavra, podemos ter três casos: 
 palavras oxítonas: quando a última sílaba da palavra é 
a tônica, como em Aracaju, café, caju, mister, 
Nobel, Pará, saci, sutil, ureter, etc. 
 palavras paroxítonas: quando a penúltima sílaba da 
palavra é a tônica, como em avaro, aziago, ibero, 
janela, literatura, necropsia, pudico, rubrica, etc. 
 palavras proparoxítonas: quando a antepenúltima 
sílaba da palavra é a tônica, como em álibi, Ângelo, 
chávena, côvado, etíope, lâmpada, míope, xícara, 
etc. 
IMPORTANTE! 
Os monossílabos (vocábulos formados por 
apenas uma sílaba) não são oxítonos. A classificação em 
oxítona só é usada para palavras de duas ou mais 
sílabas. 
Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos. 
Os monossílabos tônicos são aqueles que têm acento 
próprio e, portanto, são pronunciados com maior 
intensidade, como lá, cá, pé, sol, etc. 
Os monossílabos átonos (átono, “sem tom”, “sem 
força”) não se destacam e aparecem ligados, 
foneticamente, às palavras próximas, como os artigos o, 
a, os, as; alguns pronomes como me, nos, vos, que, se 
te; as preposições de, com; etc. 
Os únicos casos de palavras que não apresentam 
sílabas tônicas são: 
 as monossílabas átonas, exemplificadas 
anteriormente. 
 as dissílabas átonas, em número reduzido, 
representadas pela preposição para, pela contração 
pelo (a, os, as), pelas conjunções como e porque e 
pelo artigo indefinido uma(s) 
 
Regras básicas 
As regras de acentuação gráfica procuram 
reservar os acentos para as palavras que se enquadram 
nos padrões prosódicos menos comuns da língua 
portuguesa. Disso, resultam as seguintes regras básicas: 
a) Proparoxítonas – são todas acentuadas. É o caso 
de: alcoólico, lâmpada, Atlântico, Júpiter, ótimo, 
flácido, relâmpago, trôpego, lúcido, víssemos. 
b) Paroxítonas – são as palavras mais numerosas da 
língua e justamente por isso as que recebem menos 
acentos. São acentuados as que terminam em: 
 i, is, : táxi, beribéri, biquíni, lápis, grátis; 
 us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum 
(arma de fogo), álbuns, parabéluns; 
 I, n, r, x, ps: incrível, útil, próton, elétron, éter, 
pôquer, mártir, Vítor, dúplex, tórax, ônix, bíceps, 
fórceps; 
 ATENÇÃO! 
Elétron, elétrons... mas hífen, hifens 
Uma palavra oxítona terminada em EM (ENS) 
recebe acento: armazém, armazéns. Seria, portanto, 
redundância acentuar hifens, afinal se a pronúncia fosse 
hiféns teria acento. 
 ã, ãs, ão, ãos, : ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, 
órgão, órfãos, sótãos; 
 ditongo oral, crescente ou decrescente seguido 
ou não de s: água, árduo, pônei, vôlei, cáries, 
mágoas, pôneis, jóqueis. 
 ATENÇÃO! 
 As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, 
que apresentam na sílaba tônica as vogais abertas 
grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por 
vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós-
tônicas praticamente consideradas como ditongos 
crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.): álea, 
náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; 
lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo. 
 As paroxítonas terminadas em ditongo crescente 
são também consideradas proparoxítonas: 
Fa-mí-lia ou fa-mí-li-a 
 
c) Oxítonas – são acentuadas as que terminam em: 
 a, as: Pará, vatapá, estás, irás, matá-lo; 
 e, es: você, café, Urupês, jacarés, fazê-lo; 
 o, os: jiló, avô, retrós, supôs, supô-lo; 
 em, ens: alguém, vintém, armazéns, parabéns. 
Verifique que essas regras criam um sistema de 
oposição entre as terminações das oxítonas e as das 
paroxítonas. Compare as palavras dos pares seguintes e 
note que os acentos das paroxítonas e os das oxítonas 
são mutuamente excludentes: 
 portas (paroxítona, sem acento) e café (oxítona, 
com acento); 
 pele (paroxítona, sem acento) e maiô (oxítona, 
com acento); 
 garantem (paroxítona, sem acento) e alguém 
(oxítona, com acento); 
 hifens (paroxítona, sem acento) e vinténs 
(oxítona com acento); 
 táxi (paroxítona, com acento) e aqui (oxítona, sem 
acento). 
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d) Monossílabos tônicos – são acentuados os 
terminados em: 
 a, as: pá, vá, gás, Brás; 
 e, es: pé, fé, mês, três; 
 o, os: só, xô, nós, pôs. 
 
COMO SABER SE UM MONOSSÍLABO É ÁTONO OU 
TÔNICOS 
 Pela classe gramatical: das dez classes 
morfológicas os substantivos (o pé), os adjetivos (Maria 
é má), os advérbios (Só ele não veio), alguns 
pronomes (Nós que fazemos a Editora Public), os 
verbos (Dê o que se pede), as interjeições (Quê! Você 
ainda não tomou banho nesta semana), os numerais 
(Quero três mariolas) são tônicos; as preposições (Vim 
de Fortaleza), as conjunções (Pedro não disse que 
voltaria), alguns pronomes (Eles nos viram), os artigos 
(Vi um belo cajueiro)são átonos. 
 Pela semântica: os tônicos têm significado 
mesmo quando isolados; os átonos não significam nada 
quando isolados: O que significa o vocábulo de? . 
 Pela pronúncia: os tônicos têm pronúncia 
forte: Bebida é água, comida é pasto, você tem sede de 
quê |que|?; os átonos têm pronúncia fraca: Pedro disse 
que |qui| voltaria logo. 
Observação! 
O vocábulo que é átono, mas sendo substantivado 
é tônico. 
“Ela tem um quê de misteriosa...” 
 
REGRAS ESPECIAIS 
Hiatos 
Quando a Segunda vogal do hiato for i ou u, 
tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento: 
saída, proíbo, faísca, caíste, saúva, viúva, balaústre, 
carnaúba, país, aí, uísque, substituí-lo, baú, jaú, Icaraí, 
Luís, Maracanaú. 
 
 CUIDADO! 
Atraí-lo... mas feri-lo 
No primeiro caso justifica-se o acento em virtude 
do I hiato tônico; no caso de feri-lo, é uma oxítona 
terminada em I; não recebe, por conseguinte, acento. 
Segunda vogal: i ou u tônico. 
CUIDADO: 
Se o i for seguido de nh, não haverá acento. É o 
caso de: rainha, moinho, tainha, campainha. Também não 
haverá acento se a vogal i ou a vogal u se repetirem, o 
que ocorre em poucas palavras: vadiice, sucuuba, 
mandriice, xiita. 
 
 CUIDADO! 
A palavra iídiche é acentuada por ser uma 
proparoxítona e não pela regra do hiato. 
Convêm lembrar que, quando a vogal i ou a vogal 
u forem acompanhadas de outra letra que não seja s, não 
haverá acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, contribuiu, 
contribuinte. 
 
Novas Regras 
Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o 
acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um 
ditongo. 
Como era Como fica 
baiúca baiuca 
bocaiúva bocaiuvacauíla cauila 
feiúra feiura 
ATENÇÃO: 
Se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em 
posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. 
Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí. 
 
Grupos EE e OO — Novas Regras 
Não se usa mais o acento das palavras terminadas 
em eem e oo(s). 
Como era Como fica 
abençôo abençoo 
crêem (verbo crer) creem 
enjôo enjoo 
 
Note que a terminação eem é exclusiva dos verbos 
crer, dar, ler, ver e derivados (descrer, reler, prever, 
rever, antever e outros). Não ocorre a terminação eem 
nos verbos ter, vir e derivados (deter, manter, entreter, 
conter, reter, obter, abster, intervir, convir, provir e outros). 
Os verbos VIR e TER na 3ª pessoa do plural do 
presente do indicativo, apesar de serem monossílabos 
tônicos terminados em EM, recebem o acento circunflexo 
para diferenciar-se da 3ª pessoa do singular. 
Ele tem Eles têm 
Ele vem Eles vêm 
Os verbos derivados de TER e VIR, como deter, 
reter, intervir, etc. na 3ª p. do pres. Indicativo são oxítonas 
terminadas em EM, portando, recebem acento. 
Ele detém Eles detêm 
Ele intervém Eles intervêm 
 
DITONGOS ABERTOS 
Mudanças nas regras de acentuação 
1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói 
das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico 
na penúltima sílaba). 
Como era Como fica 
alcalóide alcaloide 
alcatéia alcateia 
bóia boia 
 
ATENÇÃO: 
Essa regra é válida somente para palavras 
paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as 
palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. 
Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. 
 CUIDADO! 
Observe o plural destas palavras 
chapéu chapéus 
troféu troféus 
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degrau degraus 
A palavra só recebe o I caso ela termine em L, 
como paul: pauis, funil: funis, projétil: projéteis 
CUIDADO!!! 
Não haverá acento se o ditongo for aberto, mas 
não tônico: chapeuzinho, heroizinho, aneizinhos, 
pasteizinhos, ideiazinha. Você notou que, em todas essas 
palavras, a sílaba tônica é zi. Se o ditongo apresentar 
timbre fechado, também não haverá acento, como em 
azeite, manteiga, eu, judeu, hebreu, apoio, arroio, 
comboio. 
 
ATENÇÃO: 
O til (~) é um sinal gráfico que se coloca sobre 
uma vogal para indicar sua nasalização; vale como acento 
tônico se não figura outro acento no vocábulo, como em: 
afã, capitães, coração, devoções, etc. Se a sílaba em que 
o til aparece for átona, acentua-se graficamente a sílaba 
tônica, como em: órfão, bênção, acórdão. 
 
IMPORTANTE! 
Os monossílabos átonos nunca devem ser 
acentuados. 
Os monossílabos tônicos terminados em i(s) e u(s) 
não devem ser acentuados: Lu Produções. 
 
TREMA 
Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre 
a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos 
grupos gue, gui, que, qui. 
Como era Como fica 
agüentar aguentar 
argüir arguir 
bilíngüe bilíngue 
cinqüenta cinquenta 
freqüente frequente 
lingüeta lingueta 
lingüiça linguiça 
ATENÇÃO: O Trema permanece apenas nas palavras 
estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, 
mülleriano. 
 
O ACENTO DIFERENCIAL 
Não se usa mais o acento que diferenciava os 
pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), 
pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. 
Como era Como fica 
Ele pára o carro. Ele para o carro. 
Ele foi ao pólo Norte Ele foi ao polo Norte. 
Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. 
Ele tem pêlos brancos. Ele tem pelos brancos. 
Comi uma pêra. Comi uma pera. 
ATENÇÃO: 
• Permanece o acento diferencial em pôde/pode. 
Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito 
perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. 
Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª 
pessoa do singular. 
Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, 
mas hoje ele pode. 
• Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é 
verbo. Por é preposição. 
Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita 
por mim. 
• Permanecem os acentos que diferenciam o 
singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de 
seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, 
intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles 
têm dois carros. 
Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. 
Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. 
Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos 
estudantes. 
Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. 
Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm 
em todas as aulas. 
• É facultativo o uso do acento circunflexo para 
diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o 
uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO 
EXITUS) Marque a opção CORRETA que apresenta 
as palavras acentuadas pela mesma regra da 
palavra circunstância. 
a) Lâmpada / cajá / história. 
b) Paralelepípedo / árvore / pêssego. 
c) História / secretária / salário. 
d) Álbum / órfão / látex. 
e) Ganância / aniversário / revólver. 
 
2. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 –
Fundamental – NEO EXITUS) Marque a opção 
CORRETA em que as duas palavras recebem 
acento gráfico em razão da mesma regra 
ortográfica. 
a) Já / está. b) Três / até. 
c) Café / você. d) Xícara / segurá-la. 
e) Fenômeno / armazém. 
 
3. (Pref. Tabuleiro Norte– mensageiro – Fundamental- 
2014 – NEO EXITUS) Marque a opção que NÃO 
contém erro de acentuação gráfica. 
a) O aluno vêm para a escola a pe. 
b) A mãe ficou mágoada com o filho. 
c) O revolver não estava carregado. 
d) Maria só toma café solúvel. 
e) Cajú é minha fruta preferida. 
 
4. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) 
Marque a opção que apresenta acentuação 
CORRETA. 
a) Maracujá / tambêm / saída. 
b) Pacaembú / série / órgão. 
c) Cafézinho / carnaúba / sanduíche. 
d) Paraíso / diário / jaú. 
e) Ôvo / cajú / cipó. 
 
Gabarito 1 C 2 C 3D 4 D 
 
MORFOSSINTAXE 
A morfossintaxe é a parte da gramática que 
estuda e analisa as palavras simultaneamente segundo 
uma perspectiva morfológica e uma perspectiva sintática. 
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A análise morfológica das palavras preconiza a 
classificação isolada das palavras em diferentes classes 
gramaticais. 
A análise sintática das palavras preconiza a 
classificação da função que as palavras desempenham 
inseridas numa oração. 
Sendo a morfossintaxe a compreensão simultânea 
dessas duas perspectivas, a análise morfossintática 
estuda, por exemplo, a função que um substantivo pode 
desempenhar numa oração, ou que funções gramaticais 
pode desempenhar um pronome. 
 
ANÁLISE MORFOLÓGICA 
Tendo como base uma análise morfológica, as 
palavras podem ser classificadas em: 
 substantivo; 
 artigo; 
 adjetivo; 
 pronome; 
 numeral; 
 verbo; 
 advérbio; 
 preposição; 
 conjunção; 
 interjeição. 
Exemplo de análise morfológica 
Ontem, a Ana comprou um livro novo. 
ontem: advérbio 
a: artigo definido 
Ana: substantivo próprio 
comprou: verbo comprar 
um: artigo indefinido 
livro: substantivo comum 
novo: adjetivo 
 
ANÁLISE SINTÁTICA 
Tendo como base uma análise sintática, os termos 
de uma oração podem ser classificados em: 
 sujeito; 
 predicado; 
 objeto direto; 
 objeto indireto; 
 predicativo do sujeito; 
 predicativo do objeto; 
 complemento nominal; 
 agente da passiva; 
 adjunto adnominal; 
 adjunto adverbial; 
 aposto. 
Exemplo de análise sintática 
A Ana comprou um livro novo. 
sujeito: A Ana 
predicado: comprou um livro novo 
objeto direto: um livro novo 
adjunto adverbial: ontem 
adjunto adnominal: a, um, novo 
 
ANÁLISE MORFOSSINTÁTICA 
Através da análise morfossintática, ou seja, 
através da análise simultânea desses dois tipos de 
classificação, é possível compreender quais as funções 
que uma determinada classe gramatical pode 
desempenharnuma oração. 
 
Relação entre funções sintáticas e classes 
gramaticais 
Sujeito: Pode ser representado por substantivos, 
pronomes pessoais retos, pronomes demonstrativos, 
pronomes relativos, pronomes interrogativos, pronomes 
indefinidos e numerais. 
Predicado: Pode ter como núcleo um verbo ou um 
nome. 
Objeto direto: É representado principalmente por 
substantivos, pronomes substantivos e pronomes 
oblíquos átonos. 
Objeto indireto: É representado principalmente 
por substantivos e pronomes pessoais oblíquos. 
Predicativo do sujeito: Pode ser desempenhado 
por adjetivos, locuções adjetivas, substantivos, pronomes 
e numerais. 
Predicativo do objeto: Pode ser desempenhado 
por adjetivo, locuções adjetivas e substantivos. 
Agente da passiva: Pode ser representado por 
substantivos e pronomes. 
Complemento nominal: Pode ser representado 
por substantivos, pronomes e numerais. 
Adjunto adnominal: Pode ser representado 
adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos, 
numerais adjetivos e artigos. 
Adjunto adverbial: Pode ser desempenhado por 
advérbios e locuções adverbiais. 
 
 
ORTOGRAFIA OFICIAL 
CONCEITO 
Ortografia (deriva das palavras gregas ortho = 
“correcto) + graphos = "escrita") é a parte da Gramática 
que trata do emprego da grafia correta das letras e dos 
sinais gráficos. 
 
ALGUMAS REGRAS BÁSICAS 
Emprego das letras K, W e Y 
Em palavras estrangeiras aportuguesadas, o K foi 
substituído por c ou qu; o W, por u ou v; o Y, por i: 
Ex.: Uísque, Iorque, sanduíche, vermute, Válter, 
Osvaldo, jóquei, guarani, viquingue. 
Usa-se a letra H 
Hábito, hérnia, hesitar, ah!, oh!, Bahia (cuidado! baiano), 
 
Não se usa-se a letra H 
Ontem, úmido, ume, iate, ombro, erva (cuidado! 
herbívoro, herbicida), inverno (cuidado! hibernal), reaver 
(re + haver), desonesto (des + honesto), turboélice (turbo 
+ hélice). 
 
Emprego do I 
Na 3ª p dos verbos terminados em AIR, UIR, OER: 
Ele atrai, possui, rói. 
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Nas palavras: antiaéreo, Anticristo, antitetânico 
(pref. Anti ‘contra’), aborígine, açoriano, crânio, crioulo, 
digladiar, Filipe, inclinar, incinerar, invólucro, lajiano, 
lampião, privilégio, requisito. 
 
Emprego do E 
Na 3ª p dos verbos terminados em OAR, UAR: 
Quero que você continue, perdoe. 
Nas palavras: antebraço, antediluviano, (pref. Ante 
‘antes’), candeeiro, creolina, cumeeira, desperdiçar, 
disenteria, empecilho, irrequieto, 
 
Emprego do O 
Ex.: Botequim, bússola, engolir, goela, mágoa, 
mocambo, moela, tribo 
 
Emprego do U 
Ex.: Buliçoso, bulir, burburinho, camundongo, 
chuviscar, curtume, cutucar, entupir, jabuti, 
jabuticaba, Manuel, mutuca, rebuliço, tabuada. 
 
Emprega-se a letra Z: 
a) nos substantivos abstratos femininos formados a partir 
de adjetivos: 
rápido → rapidez 
limpo → limpeza 
lúcido → lucidez 
nobre → nobreza 
ácido → acidez 
pobre → pobreza 
b) nos verbos terminados em izar, tomados a partir de 
palavras que não têm s no fim do radical: 
padrão → padronizar 
economia → economizar 
terror → aterrorizar 
frágil → fragilizar 
ATENÇÃO: 
Catequese → catequizar 
Síntese → sintetizar 
Hipnose → hipnotizar 
Batismo → batizar 
c) em numerosas palavras: 
Ex.: azedo, baliza, buzina, bazar, prezado, vazar 
 
Emprega-se a letra S: 
a) na terminação -ês de palavras indicativas de origem, 
procedência: 
Burgo → burguês→ burguesia 
Holanda → holandês 
Corte → cortês →cortesão → cortesia 
 
b) nos substantivos com os sufixos gregos –ese, -isa, -
ose: 
Ex.: profetisa, poetisa, chinesa, Heloísa, Marisa, 
catequese, diocese, diurese, pitonisa, sacerdotisa, 
glicose, metamorfose, virose 
 
c) nos verbos terminados em -isar, formados a partir de 
palavras que têm s no fim do radical: 
friso → frisar 
análise → analisar 
pesquisa → pesquisar 
paralisia → paralisar 
 
d) em todas as formas dos verbos querer e pôr: 
quiseram 
puseram 
quiser 
 
e) nos substantivos femininos designativos de títulos 
nobiliárquicos e funções diplomáticas ou religiosas: 
Ex.: baronesa, duquesa, marquesa, princesa, 
consulesa, prioresa 
 
f) nos seguintes nomes próprios: 
Ex.: Baltasar, Brás, Eliseu, Heloísa, Inês, Isabel, 
Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Resende, Sousa, Teresa 
 
g) em numerosas palavras 
atrás → atraso → atrasar 
através 
liso → alisar 
Cuidado: deslize → deslizar 
 Aviso → avisar 
Colisão 
Cuidado: coalizão 
Defender → defesa 
Despender → Despesa 
Empreender → empresa 
Surpreender → surpresa 
Esplêndido 
Espontâneo 
Freguesia 
Fusível 
Querosene 
 
Emprega-se a letra G: 
a) os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: 
garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, 
ferrugem, lanugem 
 Exceção: lajem, pajem, lambujem 
 
b) as palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, -
úgio: contágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio. 
OBSERVE: 
Rabugem → rabugento → rabugice 
Ângelo → anjo → angelical 
Monge → monja 
Tânger, no norte de África, → tangerina 
Viagem → Faça uma boa viagem! 
Ex.: Gesso, ginete, herege, tigela 
 
Emprega-se a letra J: 
Ex.: jipe, Jeca, jiló, berinjela, pajé, canjerê, jenipapo, 
jequitibá, jirau, Moji, mojiano, alfanje, alforje, cafajeste, 
manjedoura, manjericão, ojeriza, rijeza, traje, ultraje. 
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a) nas palavras formadas a partir de palavras terminadas 
em -ja (ex.: franja - franjinha); 
b) nas formas verbais dos verbos terminados em -jar (ex: 
velejar- velejei). 
 
OBSERVE 
Sarjar → sarjeta 
Gorja → gorjeta, gorjeio, gorjear 
Maior → majoritário → majestade 
Loja → lojista 
Canja → canjica 
Jia → jibóia 
Viajar → Espero que vocês viajem bem. 
Laje → lajedo, Lajes, lajiano, lajense. 
Jeito → jeitoso, ajeitar, desajeitado, enjeitar, 
conjectura, dejetar, ejetar, injeção, interjeição, objetar, 
objeção, objeto, projetar, rejeitar, sujeitar, trajeto, 
trajetória, trejeito. 
 
Emprega-se a letra X: 
a) depois de ditongo: 
Ex.: deixa, seixo ,ameixa, queixa, feixe, peixe, gueixa 
Exceção: caucho, recauchutar. 
 
b) depois da sílaba inicial en-: 
Ex.: enxaqueca, enxugar, enxada, enxerto, enxerido, 
enxurrada 
Exceções: palavras formadas a partir de outras que 
tenham ch (enchente - de cheio, encharcar - de 
charco) e a palavra enchova (ou anchova), nome de 
um peixe. 
 
c) após –me: 
Ex.: mexilhão, mexer , mexerica, México, mexerico. 
Exceção: mecha 
A / HÁ 
A: Em relação a tempo, indica futuro (normalmente vem 
acompanhado da expressão DAQUI): 
Ex.: Viajaremos daqui a seis meses. 
A: Em relação a distância: 
Ex.: Moro a dois quilômetros daqui. 
 
HÁ: Indica tempo passado (pode ser substituído por 
FAZ): 
Ex.: Há seis meses Pedro faleceu. 
 
HÁ: Usado no sentido de EXISTIR: 
Ex.: Há seis alunos nesta sala. 
 
ACERCA, HÁ CERCA DE, A CERCA DE 
Ex.: Os vizinhos saíram de casa há cerca de uma 
hora. Não devem demorar, pois só foram ao sítio, a cerca 
de 10 km daqui. 
Ex.: Sempre tenho dúvidas acerca da sinceridade 
de suas palavras, principalmente quando repete que me 
ama “há cerca” de dez anos. 
A locução cerca de significa “aproximadamente”. 
Na primeira frase, antecedida da forma verbal "há", tem o 
sentido de certo tempo transcorrido = faz mais ou menos 
uma hora. Na segunda, antecedida da preposição "a", 
marca distância aproximada. Já a grafia numa só palavra 
( acerca) quer dizer que se está usando a preposição 
"sobre". 
 
SAIBA MAIS 
Existem também expressões que apresentam 
semelhanças entre si, e têm significação diferente. Tal 
semelhança pode levar os utentes da língua a usar 
uma expressão uma em vez de outra. 
 
Vir ao encontro de / vir de encontro a 
M. T. Piacentini 
Com o título Mas afinal que Bolshoi é esse?, "O 
Estado de S. Paulo" do dia 20 de março último traz 
matéria sobre a inauguração, em Joinville (SC), da Escola 
do Teatro Bolshoi. A articulista, Helena Katz, transcrevecomece sublinhando as 
ideias principais, selecione as palavras-chave que 
identificar no texto e parta para o resumo. Atente-se ao 
fato de que resumir não é copiar partes, mas sim fazer 
uma indicação, com suas próprias palavras, das ideias 
básicas do que estava escrito. 
– Paráfrase-resenha: esse outro tipo, além dos 
passos do resumo, também inclui a sua participação com 
um comentário sobre o texto. Você deve pensar sobre as 
qualidades e defeitos da produção, justificando o porquê. 
– Paráfrase-esquema: depois de encontrar as 
ideias ou palavras básicas de um texto, esse tipo de 
paráfrase apresenta o esqueleto do texto em tópicos ou 
em pequenas frases. Você pode usar setinhas, canetas 
coloridas para diferenciar as palavras do seu esquema… 
Vai do seu gosto! 
 
3) Leia no papel 
Um estudo feito em 2014 descobriu que leitores de 
pequenas histórias de mistério em um Kindle, um tipo de 
leitor digital, foram significantemente piores na hora de 
elencar a ordem dos eventos do que aqueles que leram a 
mesma história em papel. Os pesquisadores justificam 
que a falta de possibilidade de virar as páginas pra frente 
e pra trás ou controlar o texto fisicamente (fazendo notas 
e dobrando as páginas) limita a experiência sensorial e 
reduz a memória de longo prazo do texto e, portanto, a 
sua capacidade de interpretar o que aprendemos. Ou 
seja, sempre que possível, estude por livros de papel ou 
imprima as explicações (claro, fazendo um uso sábio do 
papel, sem desperdícios!). Vale fazer notas em cadernos, 
pois já foi provado também que quem faz anotações à 
mão consegue lembrar melhor do que estuda. 
 
4) Reserve um tempo do seu dia para ler devagar 
Uma das maiores dificuldades de quem precisa ler 
muito é a falta de concentração. Quem tem dificuldades 
para interpretar textos e fica lendo e relendo sem 
entender nada pode estar sofrendo de um mal que vem 
crescendo na população da era digital. Antes da internet, 
o nosso cérebro lia de forma linear, aproveitando a 
vantagem de detalhes sensoriais (a própria distribuição do 
desenho da página) para lembrar de informações chave 
de um livro. Conforme nós aumentamos a nossa 
frequência de leitura em telas, os nossos hábitos de 
leitura se adaptaram aos textos resumidos e superficiais 
(afinal, muitas vezes você tem links em que poderá “ler 
mais” – a internet é isso) e essa leitura rasa fez com que a 
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mailto:augustosaa@hotmail.com
http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/anotar-mao-melhor-memorizar-usar-computador-aponta-estudo-782668.shtml
2 LÍNGUA PORTUGUESA 
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gente tivesse muito mais dificuldade de entender textos 
longos. 
Os especialistas explicam que essa capacidade de 
ler longas sentenças (principalmente as sem links e 
distrações) é uma capacidade que você perde se você 
não a usar. Os defensores do “slow-reading” (em tradução 
literal, da leitura lenta) dizem que o recomendável é que 
você reserve de 30 a 45 minutos do seu dia longe de 
distrações tecnológicas para ler. Fazendo isso, o seu 
cérebro poderá recuperar a capacidade de fazer a leitura 
linear. Os benefícios da leitura lenta vão bem além. Ajuda 
a reduzir o estresse e a melhorar a sua concentração! 
Depois de treinar bastante e ler muito, você estará 
pronto para interpretar os mais diversos tipos de texto! 
Mãos à obra!. 
 
PARTES COMPONENTES DE UM TEXTO 
Para comunicar eficazmente é essencial planejar e 
organizar as ideias no texto, de tal que a redação clara 
concisa e objetiva. 
Componentes principais de um texto 
 Plano de trabalho 
 Organização 
 Montagem de parágrafos 
Vejamos em seguida cada um destes 
componentes detalhadamente. 
 
Plano de trabalho 
O que você quer comunicar? 
Para quem você quer comunicar? (qual o perfil do 
interlocutor, “sua língua”) 
Quando você vai comunicar? (agendar ou 
imediato) 
Qual o meio/veículo vai utilizar? (e-mail, ofício, 
carta etc) 
Por que você vai comunicar? (o que você espera 
alcançar). 
O tempo investido em planejamento evita mal-
entendidos que costumam aparecer e elimina a 
necessidade de contatos posteriores para "consertar" o 
que não ficou claro na primeira vez. 
 
Organização 
Como todo texto, a redação deve ter uma 
introdução ao assunto; em seguida, faça o 
desenvolvimento de suas idéias e, finalmente, chegue à 
conclusão ou desfecho. 
O texto da redação deve ser claro, direto, preciso, 
objetivo e conciso. Use frases curtas e evite demasiadas 
intercalações ou ordens inversas desnecessárias. Ele 
deve ter uma ordem direta que conduzirá o leitor à 
essência deste de forma objetiva. 
É importante lembrar que se deve anotar tudo o 
que vier à cabeça à medida que as idéias forem fluindo 
livremente. Depois, deve-se fazer uma seleção, organizar 
as idéias e finalmente preparar um roteiro com os 
principais pontos do que se pretende escrever, 
começando pelo principal. 
 
INFORMAÇÕES TEXTUAIS E 
INFORMAÇÕES EXTRATEXTUAIS 
Texto: elementos intra e extratextuais 
Por Teresinha Brandão 
O amor é finalmente 
um embaraço de pernas, 
uma união de barrigas, 
um breve tremor de artérias, 
uma confusão de bocas, 
uma batalha de veias, 
um reboliço de ancas, 
quem diz outra coisa é besta 
(Gregório de Matos) 
Temos lido em posts anteriores sobre textos, tecer, 
produzir e contar textos... Mas, afinal, o que podemos 
entender por "texto"? 
É comum e verdadeira a afirmação segundo a 
qual um texto admite a possibilidade de mais de uma 
leitura, mas não menos verdadeiro é o fato de ele não 
aceitar toda e qualquer leitura. 
Essas leituras são viáveis porque não há 
separação categórica entre autor/leitor/texto/contexto. 
Todos esses elementos são constitutivos do processo de 
leitura. Sobre isso, lembremos: 
1º) O texto não é o ponto de partida nem de 
chegada do(s) sentido(s) pois, se os aspectos exteriores a 
ele (as condições de produção, noção a referida 
posteriormente) são determinantes na construção de 
sentido(s), há de salientarmos que o próprio texto, no 
seu interior, também sugere pistas linguísticas (assim 
como as pistas contextuais) para o leitor compreendê-lo. 
Explico mais detalhadamente essa afirmação valendo-me 
do poema acima, cuja autoria remete à época do Barroco 
no Brasil, aqui, acompanhado da escultura _ embora de 
mármore, ardente! _ O beijo, de Rodin. 
Na tentativa de definir o amor, o poeta cria, por 
meio da escolha e da combinação lexical, imagens que, 
na mente do leitor, apontam para a hipótese de uma 
leitura do poema: o amor "carnal" é, para o eu-lírico, o 
"verdadeiro" amor, absoluto e único. "Quem diz outra 
coisa é besta" ratifica essa concepção absoluta e exclui 
muitas outras possibilidades de leitura do texto. 
Os termos selecionados _ 
artérias/bocas/veias/ancas/, e ainda, 
embaraço/união/tremor/confusão/batalha/reboliço _, 
quando combinados, funcionam como pistas, inseridas no 
interior do próprio texto, aludindo à concepção do amor 
carnal como valor/sentimento máximo defendido pelo eu-
lírico. 
2º) O(s) sentido(s) de um texto não é (são) 
determinado(s) exclusivamente pelo seu autor uma vez 
que, se assim o fosse, entenderíamos claramente a 
intenção desse autor ... Será possível captar-se 
plenamente essa intenção? 
3º) Esse(s) sentido(s) não é (são) determinado(s) 
igualmente pelo leitor já que explicações como "Mas essa 
é a 'minha' leitura" ou "Essa é a leitura que 'eu' fiz do 
texto" permitiriam ao leitor tornar-se fonte exclusiva e 
principal de sentido(s), possibilitando-lhe, assim, 
apropriar-se de "toda e qualquer" leitura. 
4º) Por fim, ressalto a importância das condições 
de produção e das pistas contextuais, estas a serem 
analisadas posteriormente. No entanto, a estrutura 
linguística não pode ser ignorada sob a pena de o texto 
"ficar à deriva" dessas condições de produção que, no 
decorrer do tempo, não necessariamente podem ser 
resgatadas. 
 
RECONHECIMENTO DE ESPECIFICIDADES, 
TAIS COMO FUNÇÕES, ELEMENTOS 
CONSTITUTIVOS E ORGANIZAÇÃO 
Linguagem é qualquertrecho do discurso do Ministro da Cultura, Francisco 
Weffort, na solenidade realizada no Centreventos Cau 
Hansen na noite anterior: "Venho, em nome do Professor 
Fernando Henrique Cardoso, Presidente da República, e 
no meu, que o represento neste momento, e em nome da 
cultura no Brasil, dizer a Joinville simplesmente duas 
coisas: obrigado e parabéns. Obrigado por este fenômeno 
histórico mundial, cuja significação para a cultura 
brasileira é excepcional e que vem de encontro ao que 
praticamos como política no nosso Ministério, que vem 
buscando resgatar o nosso senso de dignidade nacional; 
e parabéns por Joinville estar se tornando não apenas a 
capital da dança clássica no Brasil como de toda a 
América Latina". 
Controvérsias à parte, não posso deixar de apontar 
a gafe cometida pelo representante governamental: ao 
invés de dizer que a abertura de tal escola é tudo o que o 
seu Ministério quer e pratica, acabou dizendo que ela 
contraria a política cultural do governo! 
Vir de encontro a e vir ao encontro de são duas 
expressões semelhantes na forma mas opostas na ideia 
que exprimem. É importantíssimo saber a diferença entre 
elas, não só para interpretar corretamente um texto 
(supondo que ele esteja correto) como para informar de 
maneira precisa o que se quer dizer ao usar tal 
expressão. O problema é que ambas podem se encontrar 
no mesmo tipo de frase, por exemplo: 
1. A promessa veio de encontro aos nossos 
desejos. 
2. A promessa veio ao encontro dos nossos 
desejos. 
Dependendo da promessa, você escolhe a 
primeira ou a segunda opção. Em (1), o prometido deve 
ser desagradável, ruim, pois de encontro a dá ideia de 
oposição, contrariedade. Em (2), o sentido da frase muda 
completamente, pois ao encontro de sugere algo 
agradável, bem-vindo; dá ideia de favorecimento. 
Portanto, ao ler cada uma das frases abaixo, você 
a interpreta conforme a expressão em uso: 
 Sem dúvida, a construção de uma usina 
termelétrica virá de encontro aos interesses 
dos habitantes da localidade a ser atingida. 
 Os homens públicos devem vislumbrar saídas 
que venham ao encontro das aspirações não 
só do seu eleitorado mas de toda a população. 
 
Além disso, as expressões são usadas no seu 
sentido mais óbvio, de encontrar mesmo, por um lado, e 
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de bater, ir contra, por outro, como nos seguintes 
exemplos: 
 Subiu a rampa para ir ao encontro do Presidente. 
 O carro desgovernou-se e foi de encontro ao 
muro. 
GUARDE ESTE RESUMO: 
Ao encontro de: para junto de 
favorável a 
De encontro a: contra 
em prejuízo de 
 
CUIDADO MUDANÇA!!!!! 
À-toa (adjetivo): ordinário, imprestável. 
Ex.: Pedro é um advogado à-toa. 
À toa (advérbio): sem rumo. 
Ex.: Andava à toa pela vila. 
Depois da Nova Reforma Ortográfica não existe 
mais a forma com hífen. 
 
Cuidado!!!!! Mudança!!!! 
Dia a dia ( locução adverbial de tempo) ‘dia após 
dia’ 
Ex.: Dia a dia Maria envelhecia. 
Dia-a-dia ( substantivo) ‘cotidiano’ 
Ex.: Facilite seu dia-a-dia, Maria. 
O brasileiro gosta de falar da sua rotina, do seu 
trabalho, do seu dia a dia (ou dia-a-dia?). Se fosse antes 
do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o 
certo seria grafar a expressão com hífen. Mas, pela nova 
regra, o hífen não é mais exigido nas palavras compostas 
que têm entre os termos um elemento de ligação 
(preposição, artigo ou pronome). 
Ex.: Gosto de trabalhar, mas o dia a dia daquela 
empresa me mata! 
 
Tão pouco e tampouco 
A expressão tão pouco acompanha um 
substantivo; e a palavra "pouco", no caso, é variável. 
Ex.: Eu tive tão pouco tempo para preparar a festa de 
Natal. 
Ex.: Eu estava com tão pouca disposição para o 
trabalho! 
A expressão tampouco se refere a um verbo; é, 
portanto, invariável e significa "também não". 
Ex.: Se a professora não resolveu o problema, 
tampouco o inspetor o resolverá. 
 
ONDE/ AONDE/ PARA ONDE/ ATÉ ONDE/ ATÉ 
AONDE/ DE ONDE 
O Advérbio Interrogativo de Lugar (ONDE) é usado 
para saber o lugar em que se encontra algo ou a que 
lugar se vai. Agora se vamos utilizar ONDE ou AONDE 
basta verificar a REGÊNCIA do verbo. 
 
Onde você mora? 
Quem mora mora EM algum lugar. 
A palavra ONDE significa EM QUE LUGAR. 
 
Aonde você vai? 
Quem vai vai A algum lugar. 
 
De onde você vem? 
Quem vem vem DE algum lugar. 
 
Até onde você vai? 
Até aonde vai? 
 
Quem vai vai A (ou ATÉ, quando você quiser dar a 
ideia de limite. Acontece que a preposição ATÉ aceita a 
preposição A após ela, facultativamente. 
OBSERVE 
Fui até o meio do rio. 
Fui até (a)o meio do rio. 
As duas formas acima estão corretas. 
Veja mais exemplos: 
Até onde você quer chegar. 
Até aonde você quer chegar. 
Quem chega chega A algum lugar. 
 
SENÃO/ SE NÃO 
I. SE NÃO 
SE: conjunção subordinativa circunstancial condicional 
NÃO: advérbio de negação (tem a função de negar o 
verbo) 
 
EX1.: Vou à fazenda se não chover. (= Vou à fazenda caso não 
chova.) 
Vou à fazenda se não chover. 
 Or. Principal Or. Subord. Adv. Condicional 
 
II. SENÃO 
1) substantivo: 
Sinônimo de “inconveniente”, “problema”, “defeito”, 
“deficiência”, etc. 
EX1.: Não há bela sem senão. 
 
2) conjunção 
2.1 conjunção coordenativa aditiva 
Este valor (pouco frequente) aparece apenas nas 
locuções não só... senão também e não só... senão que. 
 
EX1.: Não só trouxeram água, senão também 
presunto. 
EX1.: Não só trouxeram água, MAS também 
presunto. 
 
MAS TAMBÉM é CONJUNÇÃO COORDENATIVA 
ADITIVA 
 
2.2 conjunção coordenada adversativa 
“A conjunção simples representativa deste valor [de 
contraste entre membros coordenados] é mas. Alerta a 
gramática para o fato de esta conjunção requerer “a 
presença de um elemento negativo precedendo-a”, tal 
como acontece com nem de sentido aditivo. 
EX1: Não obteve aplausos nem respeito, senão 
escárnio e menoscabo. 
EX1: Não obteve aplausos nem respeito, MAS 
escárnio e menoscabo 
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2.3 conjunção coordenada alternativa 
 
EX1: Toma os medicamentos senão poderás piorar. 
EX1: Ou tu tomas os medicamentos, ou podes piorar; 
 Or. Coord. Alternativa Or. C. Alternativa 
 
3) ADVÉRBIO 
A palavra senão é considerada pela gramática 
tradicional um “advérbio de exclusão”, assim como 
apenas, somente, unicamente. 
Os advérbios de exclusão, que não modificam 
nomes, têm comportamentos distintos da maioria dos 
elementos desta classe. 
EX1.: A sessão não durou senão até à noite. 
EX2.: Ana não comprou esta revista senão ontem. 
OBS: 
Num exemplo como “Ana não comprou senão esta 
revista ontem”, senão pode ser reanalisado como 
preposição, se for interpretado como “Ana ontem não 
comprou nada sem ser (=exceto) esta revista”. Mas é 
advérbio quando significa “Ana comprou apenas 
(=somente) a revista ontem”. Do mesmo modo, “não 
pretendo senão uma coisa, que me encerrem 
definitivamente no meu pensamento” pode entender-se 
como “apenas pretendo uma coisa...”, ou “pretendo tudo, 
exceto...”. 
Na teoria gramatical mais recente, os advérbios de 
exclusão denominam-se advérbios focalizadores. Os 
advérbios podem ser classificados segundo o seu valor 
restritor, que senão também tem. É obrigatoriamente 
correlativo de uma expressão negativa (nunca, não, etc.). 
OBS: Celso Cunha, Nova Gramática do Português 
Contemporâneo adota a designação “palavras 
denotativas” para estes advérbios porque “não modificam 
o verbo, nem o adjetivo, nem outro advérbio”. 
 
4) PREPOSIÇÃO: 
Quando significar EXCETO 
 
 EX1: Todos, senão eu, estiveram presentes no jantar. 
 EX1: Todos, EXCETO eu, estiveram presentes no 
jantar. 
 
REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /S/ 
a) C, Ç 
acetinado, açafrão, almaço, contorção, exceção, Iguaçu, 
Maçarico, Miçanga, Muçurana,Suíça, sucinto, Vicissitude 
b) S 
ânsia, farsa, hortênsia, pretensão, remorso 
c) SS 
acesso, acessório, acessível, carrossel, concessão, 
discussão, escassez, obsessão 
d) SC, SÇ 
acréscimo, adolescente 
ascender essa terminação gera s: ascensão 
consciência, disciplina, fascinar, florescer, 
imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, 
suscetível, suscitar, víscera 
e) XC 
exceção, excepcional, excesso. 
 
USOS DOS PORQUÊS 
Há quatro maneiras de se escrever o porquê: 
porquê, porque, por que e por quê. Vejamo-las: 
Porquê 
É um substantivo, por isso somente poderá ser 
utilizado, quando for precedido de artigo (o, os), 
pronome adjetivo (meu(s), este(s), esse(s), 
aquele(s), quantos(s)...) ou numeral (um, dois, três, 
quatro) 
 Ex.: Ninguém entende o porquê de tanta confusão. 
 Ex.: Este porquê é um substantivo. 
 Ex.: Quantos porquês existem na Língua 
Portuguesa? 
 Ex.: Existem quatro porquês. 
 
Por quê (Utilizado nas perguntas / pode ser 
substituído pela expressão por qual razão) 
Quando a palavra que estiver em final de frase, 
deverá receber acento. 
 Ex.: Ela não me ligou e nem disse por quê. 
 Ex.: Você está rindo de quê? 
 Ex.: Você veio aqui para quê? 
 
Por que 
Usa-se por que, quando houver a junção da 
preposição por com o pronome interrogativo que ou 
com o pronome relativo que. Para facilitar, dizemos que 
se pode substituí-lo por por qual razão, pelo qual, 
pela qual, pelos quais, pelas quais, por qual. 
 
Ex1.: Por que você não me disse a verdade? = por qual 
razão 
Ex2.: Gostaria de saber por que não me disse a verdade. 
= por qual razão 
Ex3.: As causas por que discuti com ele são particulares. 
= pelas quais 
Ex4.: Ester é a mulher por que vivo. = pela qual. 
 
Porque 
É uma conjunção subordinativa causal ou 
conjunção coordenativa explicativa, portanto estará 
ligando duas orações, indicando causa ou explicação. 
Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por já 
que ou pois. 
 
Ex1.: Não saí de casa, porque estava doente. = já 
que 
 Ex2.: É uma conjunção, porque liga duas orações. 
= pois 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – 
NEO EXITUS) Observe as afirmativas a seguir: 
I. Querida, _________ você não chega na hora? 
II. Eu cheguei atrasada __________ estava doente. 
III. Gostaria de saber o ____________ de sua ausência. 
IV. Não há ______ ser feliz, se não for por um grande 
amor. 
 
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Marque a opção que preenche corretamente e 
respectivamente as lacunas. 
a) Porque / porque / por que / por-que. 
b) Por que / porque / porquê / por que. 
c) Por quê / porquê / porque / por quê. 
d) Porquê / porque / por quê / porque. 
e) Porque / por quê / porque / porquê. 
 
2. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO 
EXITUS) Leia as afirmativas a seguir: 
I. ______ ela chegou, eu saí. 
II. O _____ está em todos os lugares. 
III. Marta está muito _______. 
 
Marque a opção que preenche corretamente e 
respectivamente as lacunas. 
a) Mal / mal / mal. b) Mau / mau / mau. 
c) Mal / mau / mal. d) Mau / mal / mau. 
e) Mal / mal / mau. 
 
3. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO 
EXITUS) Indique a alternativa em que todas as 
palavras são escritas com “z”. 
a) Bele__a / me__a / certe__a. 
b) Alte__a / ga__olina / despe__a. 
c) Bali__a / bu__ina / desli__e. 
d) Bra__a / u__ina / despe__a. 
e) Avi__o / ami__ade / pra__o. 
 
4. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – 
Fundamental – NEO EXITUS) Considerando as 
frases a seguir relacionadas, marque a que não 
apresenta erro nenhum quanto ao uso de algumas 
palavras ou expressões da língua portuguesa: 
a) O ministro falou a cerca de vinte jornalistas. 
b) Houve bastante encomendas deste produto. 
c) Ainda não instalaram o corremão. 
d) Na excusão eles deram uma gorjeta ao motorista. 
e) Estou satisfeito. Seu apoio à iniciativa veio de encontro 
a nossos desejos. 
 
5. (Câmara de Acaraú – 2014 – Consultor Legisl. 
FUNCEPE) A palavra “debruçando-se” se escreve 
corretamente com Ç. Assinale a palavra que, sendo 
escrita com essa letra, apresenta um erro de grafia: 
A) sumiço B) detenção 
C) exceção D) obseção E) balaço 
 
6. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) 
Quanto à ortografia, marque a opção CORRETA. 
a) Em seu olhar não havia mágua. 
b) Vasculhou toda a sessão masculina. 
c) Não tinha geito para cozinha. 
d) Não gosto de animais, mais crio gatos. 
e) Aonde você vai? 
 
7. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) 
Leia a frase a seguir: 
Tantas ___________ constituem ______________. 
Marque a opção que completa corretamente e 
respectivamente as lacunas. 
a) Exceções / privilégio inadmissível. 
b) Exceções / previlégio inadmissível. 
c) Excessões / privilégio inadmissível. 
d) Excessões / previlégio inadmissível. 
e) Esceções / previlégio inadmissível. 
 
GABARITO 
1 B 2 A 3 C 4 A 5 D 6 E 7 A 
 
GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA 
Saiba o que mudou na ortografia brasileira 
Douglas Tufano 
Guia Reforma Ortográfica 
© 2008 Douglas Tufano 
© 2008 Editora Melhoramentos Ltda. 
1.ª edição, agosto de 2008 
 
ACORDO ORTOGRÁFICO 
Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, 
assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por 
Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo 
Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por 
Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo 
Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995. 
Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, 
restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum 
aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as 
diferenças ortográficas observadas nos países que têm a 
língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo 
em direção à pretendida unificação ortográfica desses 
países. 
 
Uso do hífen 
Algumas regras do uso do hífen foram alteradas 
pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria 
controvertida em muitos aspectos, para facilitar a 
compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das 
regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais 
comuns, assim como as novas orientações estabelecidas 
pelo Acordo. 
As observações a seguir referem-se ao uso do 
hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos 
que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, 
além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, 
eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, 
macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, 
pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, 
ultra, vice, etc. 
 
1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra 
iniciada por h. 
Exemplos: anti-higiênico, ,anti-histórico, co-herdeiro 
macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano 
super-homem, ultra-humano 
Exceção: 
Subumano (nesse caso, a palavra humano perde o 
h). 
 
2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal 
diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. 
Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, 
antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, 
autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, 
extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, 
semianalfabeto, semiesférico, semiopaco 
Exceção: 
O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo 
elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, 
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, 
coocupante, etc. 
 
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3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal 
e o segundo elemento começa por consoante diferente de 
r ou s. 
Exemplos: Anteprojeto, antipedagógico, autopeça 
Autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador 
Pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo 
ultramoderno 
Atenção: 
Com o prefixovice, usa-se sempre o hífen. 
Exemplos: vice-rei, vice-almirante, etc. 
4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal 
e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, 
duplicam-se essas letras. Exemplos: 
Antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas 
Antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso 
Cosseno, infrassom, microssistema, minissaia 
Multissecular, neorrealismo, neossimbolista 
Semirreta, ultrarresistente., ultrassom 
 
5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o 
segundo elemento começar pela mesma vogal. 
Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário 
anti-inflamatório, auto-observação, contra-almirante, 
contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas 
micro-ônibus, semi-internato, semi-interno 
 
6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen 
se o segundo elemento começar pela mesma consoante. 
Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, 
sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário 
super-resistente, super-romântico 
Atenção: 
• Nos demais casos não se usa o hífen. 
Exemplos: hipermercado, intermunicipal, 
superinteressante, superproteção. 
• Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante 
de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc. 
• Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen 
diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-
navegação, pan-americano etc. 
 
7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o 
hífen se o segundo elemento começar por vogal. 
Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar 
Interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo 
Superaquecimento, supereconômico, superexigente 
Superinteressante, superotimismo 
 
8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, 
pré, pró, usa-se sempre o hífen. 
Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno 
ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente 
pós-graduação, pré-história, pré-vestibular 
pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra 
 
9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-
guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, 
anajá-mirim, capim-açu. 
 
10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras 
que ocasionalmente se combinam, formando não 
propriamente vocábulos, mas encadeamentos 
vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São 
Paulo. 
 
11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que 
perderam a noção de composição. Exemplos: 
Girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas 
Paraquedista, pontapé 
 
12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de 
uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o 
hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. 
Exemplos: 
Ex.: Na cidade, conta- 
 -se que ele foi viajar. 
Ex.: O diretor recebeu os ex- 
 -alunos. 
 
RESUMO: 
EMPREGO DO HÍFEN COM PREFIXOS 
Regra básica 
Sempre se usa o hífen diante de h: 
anti-higiênico, super-homem. 
 
Outros casos 
1. Prefixo terminado em vogal: 
• Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, 
antiaéreo. 
• Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: 
anteprojeto, semicírculo. 
• Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: 
antirracismo, antissocial, ultrassom. 
• Com hífen diante de mesma vogal: 
contra-ataque, micro-ondas. 
 
2. Prefixo terminado em consoante: 
• Com hífen diante de mesma consoante: 
inter-regional, sub-bibliotecário. 
• Sem hífen diante de consoante diferente: 
intermunicipal, supersônico. 
• Sem hífen diante de vogal: interestadual, 
superinteressante. 
 
Observações 
1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de 
palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras 
iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: 
subumano, subumanidade. 
2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante 
de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, 
pan-americano etc. 
3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo 
elemento, mesmo quando este se inicia por o: 
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, 
coocupante, etc. 
4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: 
vice-rei, vice-almirante etc. 
5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que 
perderam a noção de composição, como girassol, 
madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, 
paraquedista, etc. 
6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, 
pré, pró, usa-se sempre o hífen: 
ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém-
casado, pós-graduação, pré-vestibular, 
pró-europeu. 
FONTE: A Editora Melhoramentos 
 
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QUESTÕES 
01. Assinale o item falso. 
A) Com prefixos ou falsos prefixos AERO, AGRO, ALÉM, 
ANTE, ANTI, AQUÉM, ARQUI, AUTO, CIRCUM, CO, 
CONTRA, ELETRO, ENTRE, EX, EXTRA, GEO, 
HIDRO, HIPER, INFRA, INTER, INTRA, MACRO, 
MICRO, MINI, MULTI, NEO, PAN, PLURI, PROTO, 
PÓS, PRÉ, PRÓ, PSEUDO, RETRO, SEMI, SOBRE, 
SUB, SUPER, SUPRA, TELE, ULTRA, VICE usa-se 
sempre o hífen diante de palavra iniciada por h: 
anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, mini-hotel 
super-homem, ultra-humano, pré-história, sub-hepático 
ultra-hiperbólico, eletro-higrómetro, geo-história, neo-
helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar. 
B) Usa-se o hífen em formações que contêm em geral os 
prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento 
costumava perder (agora não perde mais) o h inicial: 
des-humano, in-hábil, in-humano, etc. 
C) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo 
termina na mesma vogal com que se inicia o segundo 
elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, 
supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, 
eletro-ótica, micro-onda, semi-interno. 
D) Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em 
geral com o segundo elemento mesmo quando 
iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, 
cooperação, cooperar, etc. 
E) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, 
quando o segundo elemento começa por vogal, m, n 
ou h: circum-escolar, circum-murado, circum-
navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude. 
 
02. Assinale o item falso. 
A) Usamos o hífen nas formações com os prefixos hiper-, 
inter- e super-, quando combinados com elementos 
iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, 
super-revista. 
B) Usamos o hífen nas formações com os prefixos ex- 
(com o sentido de estado anterior ou cessamento), 
sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex-
hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; 
sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, 
vizo-rei. 
C) Usamos o hífen nas formações com os prefixos tônicos 
acentuados graficamente pós-, pré- e pró-, quando o 
segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do 
que acontece com as correspondentes formas átonas 
que se aglutinam com o elemento seguinte): pós-
graduação, pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, 
pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas 
promover). 
D) Não se emprega o hífen nas formações em que o 
prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo 
elemento começa por r ou s, devendo estas 
consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada 
em palavras deste tipo pertencentes aos domínios 
científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, 
contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, 
infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite. 
eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia. 
E) Usa-se o hífen nas formações em que o prefixo ou 
pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento 
começa por vogal diferente, prática esta em geral já 
adotada também para os termos técnicos e científicos. 
Assim: anti-aéreo, co-educaçao, extra-escolar, aero-
espacial, auto-estrada, auto-aprendizagem, agro-
industrial, hidro-elétrico, pluri-anual. 
 
03. Assinale o item falso. 
A) Nas formações por sufixação apenas se emprega o 
hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem 
tupi-guarani que representam formasadjetivas, como 
açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento 
acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a 
pronúncia exige a distinção gráfica dos dois 
elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, 
capim-açu, Ceará-Mirim. 
B) Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de 
às formas monossilábicas do presente do indicativo do 
verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc. 
C) Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal 
diferente da vogal com que se inicia o segundo 
elemento: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, 
antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, 
autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, 
coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, 
semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco 
D) O prefixo CO NÃO se aglutina com o segundo 
elemento, quando este se inicia por o: co-obrigar, co-
obrigação, co-ordenar, co-operar, co-operação, co-
optar, co-ocupante. 
E) Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal 
e o segundo elemento começa por consoante 
diferente de r ou s: anteprojeto, antipedagógico, 
autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, 
microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, 
semideus, seminovo, ultramoderno; porém com o 
prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-
almirante 
 
04. Assinale a afirmação falsa: 
 REGRA ANTIGA REGRA NOVA 
A Antiibérico Anti-ibérico 
B Auto-observação Auto-observação 
C Contra-almirante Contra-almirante 
D Micro-ondas Microondas 
 
05. Assinale o item falso. 
A) Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o 
hífen se o segundo elemento começar pela mesma 
consoante: hiper-requintado, inter-racial, inter-
regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-
reacionário, super-resistente, super-romântico 
B) Nos demais caos não se usa o hífen: hipermercado, 
intermunicipal, superinteressante, superproteção. 
C) Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante 
de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-
navegação, pan-americano. 
D) Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o 
hífen se o segundo elemento começar por vogal. 
Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, 
Interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, 
superaquecimento, supereconômico, superexigente, 
superinteressante, superotimismo 
E) Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, 
pré, pró, NUNCA se usa o hífen: alémmar, 
alémtúmulo, aquémmar, exaluno, exdiretor, 
exhospedeiro, exprefeito, expresidente, pósgraduação, 
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préhistória, prévestibular, próeuropeu, recémcasado, 
recémnascido, semterra 
 
06. Assinale o item que traz a informação VERDADEIRA. 
A) Não se deve usar o hífen com os sufixos de origem 
tupiguarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: 
amoréguaçu, anajámirim, capimaçu. 
B) Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras 
que ocasionalmente se combinam, formando não 
propriamente vocábulos, mas encadeamentos 
vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-
São Paulo. 
C) Deve-se usar o hífen em certas palavras que perderam 
a noção de composição. 
Exemplos: Gira-sol, madre-silva, manda-chuva, para-
quedas, para-quedista, ponta-pé 
D) Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de 
uma palavra ou combinação de palavras coincidir com 
o hífen, ele não deve ser repetido na linha seguinte. 
Ex.: Na cidade, conta- 
 se que ele foi viajar. 
Ex.: O diretor recebeu os ex- 
 alunos. 
 
GABARITO COMENTADO 
01. b 
Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em 
geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento 
perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, 
etc. 
 
02. e 
E) Não se usa hífen nas formações em que o prefixo ou 
pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa 
por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também 
para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, 
coeducaçao, extraescolar, aeroespacial, autoestrada, 
autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual. 
 
03. D 
D) Contrariando a regra geral o prefixo co aglutina-se em geral 
com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o (a 
mesma vogal o que contraria a regra geral): coobrigar, 
coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, 
coocupante 
 
04. D 
 REGRA ANTIGA REGRA NOVA 
D Microondas Micro-ondas 
REGRA ANTIGA: Os elementos MICRO, MACRO e MINI 
não admitem o hífen: macrorregião, microcomputador, 
miniconselho. 
REGRA NOVA: Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o 
hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal: contra-
almirante, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro-
ônibus, semi-internato, semi-interno 
 
05. E 
Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, 
usa-se sempre o hífen. 
Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex-
diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós-
graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém-
casado, recém-nascido, sem-terra 
 
06. B 
A) Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: 
açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, 
capim-açu. 
CUIDADO ESSA REGRA MUDOU TOTALMENTE EM 
RELAÇAÕ À ANTIGA. 
C) Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a 
noção de composição. 
Exemplos: Girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, 
paraquedista, pontapé 
D) Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma 
palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele 
deve ser repetido na linha seguinte. 
Ex.: Na cidade, conta- 
 -se que ele foi viajar. 
Ex.: O diretor recebeu os ex- 
 -alunos. 
 
SEMÂNTICA - SIGNIFICAÇÃO DAS 
PALAVRAS 
Semântica é a parte da gramática que estuda a 
significação das palavras no texto. 
Quanto à significação, as palavras são divididas 
nas seguintes categorias: 
 
Sinônimos 
As palavras que possuem significados próximos 
são chamadas sinônimos. Exemplos: 
casa - lar - moradia - residência 
longe - distante 
delicioso - saboroso 
carro - automóvel 
Observe que o sentido dessas palavras são 
próximos, mas não são exatamente equivalentes. 
Dificilmente encontraremos um sinônimo perfeito, uma 
palavra que signifique exatamente a mesma coisa que 
outra. 
Há uma pequena diferença de significado entre 
palavras sinônimas. Veja que, embora casa e lar sejam 
sinônimos, ficaria estranho se falássemos a seguinte 
frase: 
Comprei um novo lar. 
OBS.: o uso de palavras sinônimas pode ser de 
grande utilidade nos processos de retomada de 
elementos que inter-relacionam as partes dos textos. 
 
Antônimos 
São palavras que possuem significados opostos, 
contrários. Ex.: 
mal / bem 
ausência / presença 
fraco / forte 
claro / escuro 
subir / descer 
cheio / vazio 
possível / impossível 
 
Polissemia 
Polissemia é a propriedade que uma mesma 
palavra tem de apresentar mais de um significado nos 
múltiplos contextos em que aparece. Veja alguns 
exemplos de palavras polissêmicas: 
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cabo (posto militar, acidente geográfico, cabo da 
vassoura, da faca) 
banco (instituição comercial financeira, assento) 
manga (parte da roupa, fruta) 
 
Homônimos: 
São palavras iguais na forma (pronúncia ou grafia), 
mas diferentes no significado. Os homônimos podem ser: 
 
Homônimos homógrafos 
Iguais na grafia, mas diferentes na pronúncia e no 
significado. 
Exemplo: governo /ê/ (substantivo) 
Governo /é/ (verbo) 
Molho /ô/ (substantivo) 
Molho /ó/ (verbo) 
 
Homônimos homófonos 
Iguais na pronúncia, mas diferentes na grafia e no 
significado. 
Exemplo: cheque (de banco) 
Xeque (lance de xadrez) 
Censo (recenseamento) 
Senso (sensatez, juízo) 
 
Parônimos: 
São palavras semelhantes na forma (pronúncia e 
grafia), mas diferentes no significado. 
Exemplo: Tráfego (trânsito) 
 Tráfico (comércio ilegal) 
 Mandado (ordem judicial) 
 Mandato (tempode um político no cargo) 
 
PALAVRAS HOMÔNIMAS E PARÔNIMAS 
ABSOLVER: inocentar, perdoar 
Ex.: (A tortura) é o meio mais seguro de absolver os 
criminosos robustos e condenar os fracos inocentes. 
(Cesare Beccaria) 
Ex.: A história absolver-me-á. 
(Fidel Castro) 
ABSORVER: sorver, consumir, esgotar. 
Ex.: o jogo absorveu toda a fortuna dele. 
 
ACENDER: pôr fogo, alumiar 
Ex.: Aqui jaz tio Zé que acendeu um fósforo para ver se o 
tambor tinha gasolina...E tinha! 
 
ASCENDER: subir 
Ex.: Para o consenso da maioria dos cristãos, a doutrina 
da Ascensão afirma que o corpo de Jesus de Nazaré, 
depois de quarenta dias da sua Ressurreição, na 
presença das testemunhas 
dos apóstolos, ascendeu aos céus 
onde se encontrou na presença 
de Deus Pai, não só em espírito, mas 
também em sua pessoa humana 
(corpo e alma). 
 
ACIDENTE: um desastre, 
acontecimento de que resulta 
ferimento, prejuízo, dano pessoal ou 
material. 
Ex.: Três pessoas, entre elas uma 
criança de 10 anos, morreram em dois 
acidentes em açudes. 
INCIDENTE: episódio casual sem consequências graves 
Ex.: O incidente entre as primeiras-damas atrasou a 
cerimônia. 
 
ACENTO: tom de voz; sinal gráfico 
Ex.: Percebi um acento emotivo em sua voz. 
ASSENTO: lugar de sentar-se 
Ex.: devemos chegar cedo ao cinema para pegarmos 
assentos na frente. 
 
A CERCA DE: sobre, a respeito de 
Ex.: O deputado fez um discurso acerca dos prejuízos 
causados à natureza pelas queimadas. 
CERCA DE: aproximadamente 
Ex.: Morávamos a cerca de seis léguas daqui. 
HÁ CERCA DE: faz aproximadamente (passado) 
Ex.: Há cerca de seis meses Pedro fugiu do Carandiru. 
 
AFERIR: conferir, avaliar 
Ex.: O número de entradas de água em cada apartamento 
é um fator que pode encarecer as obras, sobretudo nos 
prédios mais antigos que possuem mais de uma coluna 
de água. Como cada entrada deve receber um hidrômetro 
para aferir o consumo, os gastos com a instalação podem 
ultrapassar os R$ 2.000. Folha de São Paulo, 12/07/201 
AUFERIR: colher, obter, ter, tirar 
Ex.: Para o professor Darton, uma biblioteca pública 
digital americana servirá como alternativa institucional, 
sem fins lucrativos, ao Google Books. Existe um conflito 
entre a razão de ser do Google, que é auferir lucros para 
seus acionistas, e as bibliotecas, cuja meta é colocar 
livros à disposição dos leitores”, diz Folha de São Paulo, 
10/08/2011. 
 
AFIM: que semelhanças ou afinidades com algo ou 
alguém 
Ex.: trataram o assunto em agenda e um outro afim 
deste. 
Ex.: Não tinham interesses afins. 
A FIM DE: para, com a finalidade de, para que 
Ex.: Estudamos muito a fim de passarmos neste 
concurso. 
 
MORAL: o que está “de acordo com os bons costumes e 
regras de conduta; conjunto de regras de conduta 
proposto por uma determinada doutrina ou inerente a uma 
determinada condição.” “conjunto dos princípios da 
honestidade e do pudor”. 
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http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_de_Nazar%C3%A9
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3stolo
http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus_Pai
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IMORAL: é tudo aquilo que contraria o que foi exposto 
acima a respeito da moral. Quando há falta de pudor, 
quando algo induz ao pecado, à indecência, há falta de 
moral, ou seja, há imoralidade. 
AMORAL: é a pessoa que não tem senso do que seja 
moral, ética. A questão moral para este indivíduo é 
desconhecida, estranha e, portanto, “não leva em 
consideração preceitos morais”. É o caso, por exemplo, 
dos índios no tempo do descobrimento ou de uma 
sociedade, como a chinesa, que não vê o fato de matar 
meninas, a fim de controlar a natalidade, como algo 
mórbido e triste. 
 
ARREAR: pôr arreios 
Ex.: Ele arreou o cavalo esta manhã e saiu. 
ARRIAR: abaixar, descer 
Ex.: Ele arriou as calças e fez as necessidades ali 
mesmo. 
 
ASSOAR: limpar o nariz 
Ex.: A umidade nas narinas é fundamental para o cão 
perceber o mundo pelo focinho. Ou seja, uma mãe-
cachorro nunca mandaria seu filho assoar o 
nariz! Folha de São Paulo, 30/04/2011 
ASSUAR: vaiar, insultar com vaias, apupar 
Ex.: O candidato foi assuado pela oposição. 
 
CAÇAR: apanhar animais ou aves 
Ex.: Quando adolescente, costumava caçar ciganas nos 
aninguais do Aritapera. 
CASSAR: anular 
Ex.: Um deputado federal teve o mandato cassado por 
ter se envolvido em licitações fraudulentas. 
 
CALDA: solução açucarada. 
Ex.: Gosto de pêssegos em calda. 
CAUDA: rabo 
Ex.: O avião perdeu a cauda em pleno voo. 
 
CAVALEIRO: aquele que sabe andar a cavalo 
Ex.: Os cavaleiros costumavam viver em duelo. 
 
Jovem sendo elevado à dignidade de cavaleiro 
 
CAVALHEIRO: homem educado 
Ex.: Atitudes que fazem de você um perfeito cavalheiro. 
 
Ao andar na calçada com ela, você fica para o lado da 
rua. 
CELA: pequeno quarto de 
dormir 
Ex.: ...há um santinho querendo 
fugir da cela. 
 
SELA: arreio 
Ex.: Coloque a sela no cavalo, 
por favor! 
 
CENSO: recenseamento 
Ex.: O IBGE realizou um censo que definiu a 
quantidade de membros em cada família. 
SENSO: raciocínio, juízo claro 
Ex.: Ele não faria isso porque tem bom senso. 
 
CESTO: balaio, cesta pequena 
Ex.: Ele se declarou culpado por ter roubado 
um cesto de lixo de uma loja de departamentos no 
bairro de Romford, e será julgado por um tribunal para 
menores no fim deste mês. Folha de São Paulo, 
11/08/2011 
SEXTO: numeral ordinal (seis) 
Ex.: Thiago Pereira ficou em sexto nos 200 m medley e 
deverá nadar as eliminatórias dos 400 m medley no 
sábado. Folha de São Paulo, 29/07/2011 
 
CHÁ: bebida 
Ex.: É costume entre os ingleses tomar o chá da tarde 
XÁ: título do ex-imperador do Irã 
Ex.: Mohammad Reza Pahlevi foi o último xá da Pérsia. 
 
Consertos e reformas em todos os tipos 
de Janelas e Persianas. 
CONSERTO: reparo 
Ex.: Preciso levar meu carro para um 
conserto na parte elétrica. 
CONCERTO: sessão musical, acordo 
Ex.: Fui a um concerto de rock pela primeira vez quando 
tinha 16 anos. 
 
 
 
COSER: costurar 
Ex.: Maria vive de coser para fora. 
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COZER: cozinhar 
Ex.: Em "O Grande Livro de Receitas: Carnes e 
Grelhados", escrito por Hilaire Walden e editado pela 
Publifolha, é possível aprender a cozer carnes, peixes e 
frutos do mar no tempo certo e preparar um bom 
churrasco. Saiba mais sobre o livro. Folha de São Paulo, 
04/07/200. 
 
CHEQUE: ordem de 
pagamento 
Ex.: Passei um cheque 
para pagar as compras. 
XEQUE: lance de jogo no 
xadrez; perigo; situação má 
Ex.: Ele terminou o jogo com xeque-mate ao rei. 
Ex.: O telefonema dela colocou o amigo em xeque. 
 
DELATAR: denunciar 
Ex.: Nelsinho não foi punido, pois havia recebido 
imunidade da FIA por delatar o esquema. Folha de São 
Paulo, 24/09/2009. 
DILATAR: alargar, ampliar 
Ex.: A Abbott faz uma ampla gama de medicamentos, 
incluindo estatinas para baixar o colesterol, e dispositivos 
médicos, como stents (dispositivos para dilatar vasos 
sanguíneos), usados em pacientes cardíacos com artérias 
obstruídas. Folha de São Paulo, 20/05/2011 
 
DESAPERCEBIDO: desprovido, desprevenido 
Ex.: “A custo terminara-se a linha telegráfica de 
Queimadas, pela comissão de engenheiros militares, 
dirigida pelo tenente-coronel Siqueira de Meneses. E foi a 
única coisa apreciável durante tanto tempo perdido. O 
comandante-em-chefe, sem carretas para o transporte de 
munições, desapercebido dos mais elementares 
recursos, quedava-se, sem deliberar, diante da tropa 
acampada, e mal avitualhada por alguns bois magros e 
famintos dispersos em torno sobre as macegas secas das 
várzeas.” 
DESPERCEBIDO: sem ser notado 
Ex.: O motorista teria dito ainda que a ideia de alugar um 
carro com placas de uma cidade da região foi de quem o 
contratou, que acreditava que assimo carro passaria 
despercebido pela fiscalização. Folha de São Paulo, 
26/07/2011 
 
DESCRIÇÃO: ato de descrever, expor 
Ex.: Segundo descrição em seu currículo no site do 
Ministério do Turismo, sua função era a de gerenciamento 
de recursos e investimentos financeiros para a 
infraestrutura turística e atrair investimentos nacionais e 
estrangeiros para o setor. Folha de São Paulo, 
09/08/2011 
DISCRIÇÃO: Qualidade do que é discreto. 
Circunspeção, prudência, tino; discernimento; sensatez. 
Recato, modéstia. Reserva, segredo, reservada, 
qualidade de discreto 
Ex.: A discrição é para a alma o que o pudor é para o 
corpo. (Francis Bacon) 
Ex.: Carvalho ressaltou que a presidente Dilma Rousseff 
exigiu discrição sobre o caso. "Essa é uma questão que 
a presidente tomou muito pra si. Ela não tem aberto esse 
debate dentro do governo. Ela pediu que a gente deixasse 
com ela esse tema e eu vou respeitar." Folha de São 
Paulo, 31/07/2011 
 
Tem “alguém” infringindo a lei... e vai precisar de um 
advogado para descriminá-lo. 
DESCRIMINAR: inocentar 
Ex.: Tem “alguém” infringindo a lei... e vai precisar de um 
advogado para descriminá-lo. 
DISCRIMINAR: distinguir, segregar, separar 
Ex.: É doloroso ser vítima de discriminação. 
Ex.: Você tem de discriminar os produtos em uma nota 
fiscal. 
 
 
DESPENSA: onde se guardam alimentos 
Ex.: Babi procura sua pulseira na despensa e encontra 
com Pedro. Eric reclama ao ver Josiane cumprimentando 
um amigo na porta do colégio. Folha de São Paulo, 
11/07/2011 
DISPENSA: ato de dispensar, isenção de serviço 
Ex.: Os demais jogadores da NBA pediram dispensa ou 
foram liberados da seleção. Folha de São Paulo, 
09/08/2011. 
 
DESTRATAR: maltratar com palavras, descompor, 
insultar 
Ex.: Guilherme conta para Catarina que viu Pedro entrar 
num carro com um homem que ela identifica como sendo 
Rique e se desespera. Babi elogia Maicon e os dois se 
beijam. Duda questiona Eric o motivo de 
ele destratar Josiane. Dona Zica teme quando Cláudia 
diz que ela pode não ter se curado. Rique alcança 
Pedro. Folha de São Paulo, 12/05/2011. 
DISTRATAR: desfazer o acordo, rescindir um trato . 
 
DISCENTE: referente a alunos 
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Ex.: “Depois de destinar 45% de suas vagas para negros 
e índios oriundos da rede pública de ensino fundamental, 
a Universidade Federal da Bahia (UFBA) agora pretende 
acabar definitivamente com os exames vestibulares, como 
forma de seleção de seu corpo discente.” 
DOCENTE: referente a professores 
Ex.: "Na época dos primeiros contatos de missionários 
cristãos com os iorubás na África, Exu foi grosseiramente 
confundido com o diabo e ele carrega esse fardo até os 
dias de hoje", diz Reginaldo Prandi, mestre, doutor e livre-
docente em sociologia pela Universidade de São Paulo 
(USP). Folha de São Paulo, 27/07/2011. 
 
EMINENTE: ilustre, excelente 
Ex.: Supremo Tribunal Federal dá exemplo pedindo 
desculpas a eminente autoridade! 
IMINENTE: que ameaça acontecer 
Ex.: A Segurança da Casa estava na iminência de perder 
o controle da multidão. 
 
EMERGIR: vir à tona; manifestar-se; surgir 
Ex.: A aprovação desse pacote foi positiva, mas há outros 
problemas que podem emergir a partir dos próximos 
meses", disse Hamilton. "A única certeza no cenário 
internacional é que há muita incerteza." Folha de São 
Paulo, 29/06/2011. 
IMERGIR: mergulhar; entrar, penetrar em alguma coisa 
Ex.: Mostra convida público a imergir na poesia de Paulo 
Leminski Folha de São Paulo, 23/10/2009 
 
EMIGRAR: sair da pátria, deixar a terra natal, o país, para 
estabelecer-se em outra região. 
Ex.: O Brasil também aparece como opção para 
espanhóis de alta formação. Um estudo elaborado pela 
consultora Adecco e pela Universidade de Navarra indica 
que os espanhóis com alto grau de formação e que 
também foram atingidos pela crise colocam o Brasil como 
um dos seis destinos preferidos para emigrar por 
emprego. Folha de São Paulo, 22/06/2011. 
IMIGRAR: entrar num país estranho para nele morar 
Ex.: Fugir do tema parece impossível para Sacco, que, 
após "Notas sobre Gaza", fez gibis sobre africanos que 
tentam imigrar para a Europa, a pobreza na zona rural da 
Índia e a indústria de carvão nos EUA, inéditos 
aqui. Folha de São Paulo, 02/07/2011. 
 
ESPERTO: ativo, inteligente, vivo, sagaz, destro, hábil, 
ativo, diligente 
Ex.: Preciso de um auxiliar mais esperto. 
EXPERTO: perito, entendido em determinado assunto 
Ex.: Expertos são chamados a opinar sobre os assuntos 
que dominam, mas nem sempre concordam sobre as 
particularidades de um campo de estudo. 
 
ESPIAR: observar, espionar 
Ex.: E então, como você ousa espiar o nosso ensaio? 
EXPIAR: sofrer castigo 
Ex.: Deus os colocou num mundo ingrato, para expiarem 
suas faltas, através de um trabalho penoso e das misérias 
da vida, até que se façam merecedores de passar para 
um mundo mais feliz." 
 
ESTÁTICO: firme, imóvel 
Ex.: Em compensação, a cada vez que voltava para as 
décadas de 70 e 80, Erasmo ganhava a plateia - "Sou 
uma Criança, Não Entendo Nada", "Mesmo que Seja Eu", 
"Mulher", "Minha Superstar", "Sentado à Beira do 
Caminho", todas tiveram coro do público, mesmo com o 
Tremendão estático no centro do palco. Folha de São 
Paulo, 03/07/2011. 
EXTÁTICO: admirado, pasmado, com êxtase 
Ex.: Fiquei extático diante de tamanha maravilha divina. 
 
ESTRATO: Geologia: Camada formada pelas rochas 
sedimentares. Meteorologia Nuvem que se apresenta em 
forma de faixas cinzentas e paralelas, e aparece 
geralmente ao crepúsculo. Fig. Camada, faixa: estrato 
social. 
Ex.: A presidente Dilma Rousseff viu dados de pesquisas 
internas de opinião, analisou o impacto do caso 
nesse estrato social e, em seguida, concluiu que "a linha 
[de ação] está boa". Folha de São Paulo, 18/07/2011. 
EXTRATO: resumo, essência 
Ex.: Ao acompanhar meu extrato bancário, percebi que a 
cobrança indevida havia sido feita. Após conversa com 
atendente, fui informado de que a contestação fora 
negada e que a cobrança era devida", queixa-se. Folha de 
São Paulo, 12/07/2011. 
 
FLAGRANTE: evidente, incontestável 
Ex.: A vítima ainda foi levada para um hospital, mas não 
sobreviveu. Os três militares foram presos em flagrante, 
por suposto abandono de posto e consumo de bebidas 
alcoólicas em serviço, o que é considerado crime 
militar. Folha de São Paulo, 10/08/2011. 
FRAGRANTE: perfumado, aromático 
Ex.: 
 
Pequena e fragrante flor de cera 
 
FLUIR: correr em estado líquido; Fig. Derivar, proceder 
Ex.: As águas fluem calmas 
FRUIR: gozar, desfrutar, tirar proveito de 
Ex.: É claro que, para Singer, nem todos os seres vivos 
têm os mesmos "direitos". O nível de consideração que 
cabe a cada qual é uma função direta de sua capacidade 
de perceber dor, prazer e até de fruir o transcendente --
ou seja, de seu grau de consciência. Folha de São Paulo, 
11/02/2010. 
 
FUSÍVEL: aquele que funde 
Ex.: Um curto-circuito pode ser causado por um acidente 
e originar um incêndio. Um fusível evita isto. 
FUZIL: arma 
Ex.: Somos a favor da abolição da guerra, não queremos 
a guerra. Mas a guerra só pode ser abolida com a guerra. 
Para que não existam mais fuzis, é preciso empunhar 
o fuzil. -- Mao Tse-Tung 
 
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INCIPIENTE: principiante 
Ex.: Afinal, Cuba ainda é um país de mídia incipiente. A 
televisão tem poucos canais. A internet é acessada por 
conexões dial-up. E, embora a música pareça estar 
presente em todo lugar (clubes e bares incluídos), a maior 
parte dela ocupa o espectro estreito delimitado pelas 
baladas (trova) e pelo rebolante reggaeton. Folha de São 
Paulo, 11/08/2011. 
INSIPIENTE: ignorante, não sapiente, insensato, 
imprudente 
Ex.: O governador, insipiente conhecido, negou-se a 
conversar com os representantes dos professores, daí a 
greve. 
 
INFLIGIR: aplicar pena 
Ex.:O juiz infligiu grande pena ao criminoso. 
INFRINGIR: violar, desrespeitar 
Ex.: O motoqueiro infringiu as leis de trânsito. 
 
LAÇO: nó, vínculo, união 
Ex.: O laço essencial que nos une é que todos habitamos 
este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. 
Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. 
E todos somos mortais. (John Kennedy) 
LASSO: frouxo, que sente profunda fadiga física 
Ex.: 
ÉBRIOS E CEGOS 
Fim de tarde sombria. 
Torvo e pressago todo o céu nevoento. 
Densamente chovia. 
Na estrada o lodo e pelo espaço o vento. 
Monótonos gemidos 
Do vento, mornos, lânguidos, sensíveis: 
Plangentes ais perdidos 
De solitários seres invisíveis... 
Dois secretos mendigos 
Vinham, bambos, os dois, de braço dado, 
Como estranhos amigos 
Que se houvessem nos tempos encontrado. 
Parecia que a bruma 
Crepuscular os envolvia, absortos 
Numa visão, nalguma 
Visão fatal de vivos ou de mortos. 
E de ambos o andar lasso 
Tinha talvez algum sonambulismo, 
Como através do espaço 
Duas sombras volteando num abismo 
(CRUZ E SOUSA) 
 
MANDADO: ordem judicial 
Ex.: A polícia chegou ao acusado através de uma 
denúncia anônima e foi preso com um mandado de 
prisão temporária por policiais do 70º DP 
(Sapopemba). Folha de São Paulo, 09/08/2011. 
MANDATO: Autorização dada por uma pessoa a outra 
para agir em seu nome (procuração). 
Missão, delegação, procuração. Função, representação 
delegada pelo povo ou por uma classe de cidadãos. 
Ex.: O filme, abordando um dos maiores feitos 
no mandato do presidente Barack Obama, deve ser 
lançado em outubro de 2012, menos de um mês antes de 
Obama disputar a reeleição. Folha de São Paulo, 
11/08/2011. 
 
PAÇO: palácio real ou episcopal (do bispo) 
Ex.: 
 
PASSO: passada 
Ex.: 
 
PEÃO: aquele que anda a pé; trabalhador rural nas 
estâncias gaúchas; peça do xadrez. 
Ex.: Leopoldo surpreende Tião e estrangula mais uma 
testemunha. Ana brilha no rodeio de Jaguariúna e ofusca 
a apresentação de Daniel. A velha Biga cerca Daniel no 
rodeio e deixa o peão preocupado com suas 
profecias. Folha de São Paulo, 01/03/2011 
PIÃO: brinquedo 
Ex.: Isabela Franco de Figueiredo, 6, correu para a família 
com uma rosa pintada no rosto. "Eu aprendi a fazer 
um pião. Usei palito, jornal e fita [adesiva]", diz. Folha de 
São Paulo, 06/06/2011. 
 
PRESCRITO: Estabelecido, ordenado, regulado. 
Que prescreveu, deixou de vigorar por motivo de 
prescrição. 
Ex.: Seus advogados alegavam que todas as acusações 
já haviam prescrito. Os ministros do tribunal entenderam, 
porém, que somente alguns dos atos, de fato, não 
poderiam ser investigados por conta da prescrição. Folha 
de São Paulo, 30/06/2011. 
 
Ex.: A presidente Dilma Rousseff decidiu aprofundar o 
receituário prescrito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula 
da Silva: dialogar mais com a base aliada e fazer 
aparições públicas. O objetivo é mostrar normalidade e 
tocar agendas fora de Brasília. Folha de São Paulo, 
04/06/2011. 
 
PROSCRITO: desterrado, emigrado 
Ex.: A campanha oficial para as eleições legislativas de 7 
de março no Iraque começou na sexta-feira num ambiente 
político agitado, marcado por um clima de caça a 
supostos partidários do proscrito partido Baath, 
traduzindo-se na eliminação de centenas de candidatos, 
entre eles um líder sunita do Parlamento. Folha de São 
Paulo, 14/02/2010 
 
SEÇÃO: divisão administrativa, parte, parcela 
Ex.: Ela aparece na seção preliminares da edição de 
agosto da revista "VIP". Folha de São Paulo, 02/08/2011 
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CESSÃO: ato de ceder 
Ex.: O segundo caso é relativo à cessão de um terreno 
destinado em um primeiro momento a ser transformado 
em um espaço verde e que foi revendido a uma empresa 
que pertence a Sajr al-Materi, no mesmo bairro da 
Tunísia. Folha de São Paulo, 28/07/2011. 
SESSÃO: Tempo em que uma assembleia, um 
congresso, um corpo deliberativo ou consultivo se 
mantém em reunião, estudando, discutindo e resolvendo 
questões. Tempo de duração de um espetáculo: 
Ex.: Vimos o filme na sessão das dez. 
 
CESTA: utensílio de transporte 
Ex.: 
 
SESTA: descanso depois do almoço (o qual acontece na 
sexta hora do dia) 
Ex.: O melhor meio de não esquecer uma poesia ou um 
teorema que uma pessoa acaba de aprender pode ser o 
simples ato de fazer a sesta, consideram cientistas 
alemães, eles mesmos surpreendidos com a 
descoberta. Folha de São Paulo, 26/01/2011. 
 
SORTIR: abastecer 
Ex.: Estas atenções do negociante pelo rapaz não eram 
puro espírito de hospitalidade e provinha sem dúvida dos 
interesses que o barão dava anualmente à casa comercial 
dele. Sampaio era o encarregado de lhe sortir a fazenda 
de tudo que precisava ir da corte, e nessas faturas o 
fornecedor de antemão pagava-se de todas aquelas 
galanterias. 
SURTIR: produzir efeito 
Ex.: As medidas do governo de restrição de crédito e de 
aumento dos juros já começam a surtir efeito nas vendas 
do comércio, que interromperam, em abril, a tendência de 
alta em vigor desde maio do ano passado na comparação 
com o mês imediatamente anterior. Folha de São Paulo, 
10/06/2011 
 
Acessório com tacha deixa muito mais bonito e não 
deixa tão carregado. 
 
TACHA: pequeno prego chato usado por estofadores 
Ex.: Compre para mim um quilo de tacha. 
TAXA: tributo 
Ex.: Apesar de manter a taxa básica de juros do país 
próxima de zero, o Fed confirmou os temores dos 
investidores sobre uma desaceleração do crescimento 
americano. Folha de São Paulo, 10/08/2011. 
TACHAR: censurar, pôr defeito 
Ex.: Um grupo nacionalista chegou a tachar a cantora de 
"satanista", ressaltando que ela insulta a religião católica 
e seus seguidores. Folha de São Paulo, 14/08/2009 
TAXAR: Estabelecer 
autoritariamente o preço de: 
taxar uma mercadoria. Onerar 
com imposto. 
Ex.: O número de julho é o 
maior resultado desde março, 
quando o governo decidiu 
taxar operações de 
empréstimos externos para 
conter a entrada de dólares no país, que havia caído nos 
meses seguintes. Folha de São Paulo, 20/07/2011. 
 
TRÁFEGO: movimento, trânsito; fluxo 
 
Ex.: Neste fim de semana o tráfego, na grande São 
Paulo, será bom. 
 
 
TRÁFICO: comércio lícito ou não 
Ex.: Aí, magro. Tá a fim de trabalhar pro tráfico? 
 
VULTOSO: volumoso 
Ex.: (...) O procurador mencionou ainda que o empresário 
Marcos Valério tinha acesso livre com Dirceu. Também 
citou uma reunião de diretores dos bancos BMG e Banco 
Rural com o ex-dirigente do PT Delúbio Soares e Marcos 
Valério. Antes, ele lembrou que houve a liberação de 
vultoso empréstimo de dinheiro para o PT. 
VULTUOSO: atacado de congestão na face 
Ex.: "O rosto vultuoso, cianótico, empolado em vergões, 
era uma máscara hedionda. "(Coelho Neto) 
 
PALAVRAS HOMÓGRAFAS: 
A relação abaixo mostra palavras escritas de forma 
idêntica, mas possuem a sílaba tônica em posição 
diferente (proparoxítonas e paroxítonas): 
crédito (substantivo)- credito (verbo) 
crítica (substantivo) - critica (verbo) 
cópia (substantivo) - copia (verbo) 
filósofo (substantivo) - filosofo (verbo) 
 
EXERCÍCIOS 
01. FLAGRANTE e FRAGRANTRE são vocábulos 
semelhantes na pronúncia e na escrita, mas de sentido 
diferente. Um a outro está devidamente empregado em: 
a) A polícia chegou na hora e prendeu o assaltante em 
fragrante. 
b) A noiva usava flores flagrantes, isto é, cheirosas nos 
cabelos. 
c) Segundo a Constituição, assaltantes devem ser 
presos em fragrantes. 
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d) O criminoso foi preso em flagrante. 
 
02. Por sugestão de porque, há correção gramatical em: 
a) Na carta, o autor mostra por quê pede perdão a 
Maria. 
b) Não há quem explique o porque de sua paixão. 
c) A carta apresenta a justifica por que o autor não quis 
ver Maria. 
d) O meu amor cresceu, porquê houve a separação. 
 
03. Por sugestão de SELA, está correto o empregoda 
palavra sublinhada do item: 
a) Todos devemos pagar a tacha do imposto predial 
b) De 10 em 10 anos, o Brasil realiza o senso 
demográfico. 
c) O homem que duvida se diz céptico. 
d) Após o almoço, o sertanejo dorme uma agradável 
cesta. 
 
04. Os últimos acontecimentos na cidade vieram ..... 
as suspeitas do ........ Chefe de Polícia quanto ao 
perigo.........que a população poderia vir a sofrer. 
a) Retificar / iminente/ eminente 
b) Retificar / eminente / iminente 
c) Ratificar / iminente / iminente 
d) Ratificar / eminente / iminente 
e) Ratificar / iminente / eminente 
 
05. Analise as palavras entre parênteses e assinale a 
alternativa em que a PRIMEIRA Palavra completa, 
corretamente, a frase. 
a) motorista foi multado porque .............. (infligiu, 
infringiu) as regras de trânsito. 
b) Naquela assembleia, foi aprovada a .......... (sessão, 
cessão) de terras aos colonos. 
c) Solicitei ao banco o meu ...... (estrato, extrato) de 
contas. 
d) As mercadorias devem ser........ (descriminadas, 
 discriminadas) na nota fiscal. 
e) supermercado deveria estar.... (sortido, surtido) de 
mercadorias. 
 
06. No último.........da orquestra sinfônica, houve......entre 
convidados, apesar de ser uma festa .......... . 
a) conserto – flagrantes descriminações –beneficente 
b) concerto - fragrantes discriminações – beneficiente 
c) conserto - flagrantes descriminações –benefiente 
d) concerto - fragrantes discriminações – beneficiente 
e) concerto - flagrantes discriminações - beneficente 
 
07. Complete as frases, usando convenientemente os 
homônimos sessão, seção e cessão: 
a) prefeito da Capital fez......... de vários terrenos às 
famílias desabrigadas. 
b) Lúcia participou da última ........ sobre os problemas 
de Ecologia. 
c) Os livros de Matemática estão todos na 
.......reservada às Ciências Exatas. 
 
08. Assinale a alternativa que completa correta- mente as 
frases: 
- Todos estão de acordo com a .......... dos bens aos 
pobres. 
- A hora da verdade está ............ Aproveite o 
momento! 
- É melhor ................. o fogo, pois o frio vem aí. 
- O acontecimento passou ................. até aquele dia. 
- Os culpados foram apanhados em .......................... 
a) cessão, eminente, ascendermos, despercebido, 
fragante. 
b) secção, iminente, ascendermos, desapercebido, 
flagrante. 
c) cessão, iminente, acendermos, despercebido, flagrante. 
d) seção, iminente, acendermos, desapercebido, 
flagrante. 
e) cessão, eminente, ascendermos, despercebido, 
faglante. 
 
Leia o texto abaixo e responda à questão. 
“O homem sério que contava dinheiro parou. 
O faroleiro que contava vantagem parou. 
A namorada que contava as estrelas parou 
para ver, ouvir e dar passagem” 
 
09. Considerando o sentido do verbo contar, em cada um 
dos versos acima, verifica-se a presença de 
A) sinonímia. B) antonímia. 
C) paronímia. D) metonímia. E) polissemia. 
 
10. Marque o item em que o significado da palavra 
grifada é inadequado à frase: 
A) A discrição como agia, mascarava suas atitudes 
discriminatórias contra os mestiços; 
B) O perigo era iminente e ninguém percebia; 
C) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever; 
D) A incipiência do povo o faz escolher maus 
governantes; 
E) O mercantil estava sempre sortido. 
 
GABARITO: 
01 D 02 C 03 C 04 D 05 E 
06 E 07 08 C 09 E 10 D 
07. a) cessão b) sessão c) seção 
 
ESTRUTURAS E PROCESSOS DE 
FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
ESTRUTURA DE PALAVRAS 
A palavra é subdivida em partes menores, esses 
elementos são chamados elementos mórficos. 
 
MORFEMA 
É a menor unidade portadora de sentido de uma 
palavra. Ex.: Menin - o 
Menin é o primeiro morfema, que designa 
‘criança’. 
O é o segundo morfema, que informa sobre o 
‘gênero’. 
 
ELEMENTOS MÓRFICOS 
Os elementos mórficos são: 
Radical; 
Vogal temática; 
Tema; 
Desinência; 
Afixo; 
Vogais e consoantes de ligação. 
 
RADICAL: 
O significado básico da palavra está contido nesse 
elemento; a ele são acrescentados outros elementos. 
 Ex.: pedra, pedreiro, pedrinha. 
 
 
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VOGAL TEMÁTICA: 
Tem como função preparar o radical para ser 
acrescido pelas desinências e também indicar a 
conjugação a que o verbo pertence. 
Ex.: Casa, poço, peixe, inteligente. 
Ex.: cantar, vender, partir. 
 OBSERVAÇÃO: 
Nem todas as formas verbais possuem a vogal 
temática. 
Ex.: parto (radical + desinência número pessoal) 
 
TEMA: 
É o radical com a presença da vogal temática. 
Ex.: CHOR A VA 
 Rad. VT 
 
DESINÊNCIAS: 
São elementos que indicam as flexões que os 
nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas 
em: 
- DESINÊNCIAS NOMINAIS; 
- DESINÊNCIAS VERBAIS. 
 
DESINÊNCIAS NOMINAIS 
Indicam o gênero e número. As desinências de 
gênero são a e o; as desinências de número são o s para 
o plural e o singular não tem desinência própria. 
Ex.: GAT O S 
 Rad. Desinência nominal de 
gênero 
Desinência nominal 
de número 
 
DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, 
pessoa e tempo dos verbos. 
Ex.: CANT Á VA MOS 
 Rad. Vogal 
Temática 
Desin. Modo 
Temporal 
Desin. Número-
Pessoal 
 
AFIXOS 
 São elementos que se juntam aos radicais para 
formação de novas palavras. Os afixos podem ser: 
PREFIXOS – quando colocado antes do radical; 
SUFIXOS – quando colocado depois do radical 
Exemplo: 
Pedrada. 
Inviável. 
Infelizmente 
 
VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO 
São elementos que são inseridos entre os 
morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de 
eufonia, ou seja, para facilitar a pronúncia de certas 
palavras. 
Ex.: SILVÍCOLA, PAULADA, CAFEICULTURA. 
 
PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS 
Inicialmente observemos alguns conceitos sobre 
palavras primitivas e derivadas e palavras simples e 
compostas: 
 
PALAVRAS PRIMITIVAS 
Palavras que não são formadas a partir de outras. 
Ex.: PEDRA, CASA, PAZ, ETC. 
 
PALAVRAS DERIVADAS 
Palavras que são formadas a partir de outras já 
existentes. 
Ex.: PEDRADA (derivada de pedra), FERREIRO 
(derivada de ferro). 
 
PALAVRAS SIMPLES 
São aquelas que possuem apenas um radical. 
Ex.: FLOR, PÉ, BEIJO. 
 
PALAVRAS COMPOSTAS 
São palavras que apresentam dois ou mais 
radicais. 
Ex.: PÉ-DE-MOLEQUE, BEIJA-FLOR, GUARDA-
CHUVA. 
Na língua portuguesa existem dois processos de 
formação de novas palavras: derivação e composição. 
 
DERIVAÇÃO 
É o processo pelo qual palavras novas 
(derivadas) são formadas a partir de outras que já existem 
(primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras: 
Prefixal; 
Sufixal; 
Parassintética; 
Regressiva; 
Imprópria. 
 
PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido 
um prefixo a um radical. 
Ex.: DESFAZER, INÚTIL. 
Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais 
utilizados: 
 PREFIXO 
LATINO 
PREFIX
O 
GREGO 
SIGNIFICAD
O 
 EXEMPLOS 
PREF. 
LATINO 
PREF. 
GREGO 
Ab-, abs- Apo- Afastamento Abs ter Apo geu 
Ambi- Anfi- Duplicidade Ambí guo Anfí bio 
Bi- di- Dois Bí pede Dí grafo 
Ex- Ex- Para fora Ex ternar Êx odo 
Supra Epi- Acima de Supra citar Epi táfio 
 
SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido 
um sufixo a um radical. 
Ex.: CARRINHO, LIVRARIA. 
 
Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos: 
 SUFIXO 
LATINO 
EXEMPLO SUFIXO 
GREGO 
EXEMPLO 
-ada Paulada -ia Geologia 
-eria Selvageria -ismo Catolicismo 
-ável Amável -ose Micose 
 
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PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é 
acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. 
 Ex.: A NOIT ECER, PER NOIT AR. 
 OBSERVAÇÃO!! 
Existem palavras que apresentam prefixo e 
sufixo, mas não são formadas por parassíntese. Para que 
ocorra a parassíntese é necessários que o prefixo e o 
sufixojuntem-se ao radical ao mesmo tempo. Para 
verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da 
palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi 
formada por derivação parassintética. Caso a palavra 
continue a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo 
ou do sufixo, ela terá sido formada por DERIVAÇÃO 
PREFIXAL E SUFIXAL. 
 Ex.: DES + CAPITAL + IZAR + AÇÃO 
 
REGRESSIVA - processo de derivação em que são 
formados substantivos a partir de verbos. São os 
substantivos abstratos que funcionam como ação de 
(resgate: ação de resgatar), esses substantivos terminam 
em A, E, O (sendo vogais temáticas). 
Ex.: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) 
Ex.: O debate foi longo. (do verbo debater) 
 
IMPRÓPRIA — processo de derivação que consiste na 
mudança de classe gramatical da palavra sem que sua 
forma se altere. 
Jantar é verbo, mas usamos como se fosse um 
substantivo 
Ex.: O jantar estava ótimo 
 
COMPOSIÇÃO — o processo pelo qual a palavra é 
formada pela junção de dois ou mais radicais. A 
composição pode ocorrer de duas formas: 
 
JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO 
JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas 
palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma 
forma como eram antes da composição. 
Ex.: GIRASSOL (gira + sol) 
Ex.: PÉ-DE-MOLEQUE (pé + de + moleque) 
 
AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos 
uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. 
Exemplo: planalto (plano + alto) 
Além da derivação e da composição existem 
outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, 
abreviação e onomatopeia. 
 
ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO 
É a forma reduzida apresentada por algumas 
palavras: 
Ex.: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto 
(motocicleta). 
 
HIBRIDISMO 
É a formação de palavras a partir da junção de 
elementos de idiomas diferentes. 
Ex.: automóvel (auto – grego + móvel – latim) 
Ex.: burocracia (buro – francês + cracia – grego). 
 
 
ONOMATOPÉIA 
Consiste na criação de palavras através da 
tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. 
Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!. 
 
COMPLEMENTO 
• Desinências verbais: em nossa língua, as 
desinências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há 
aqueles que indicam o modo e o tempo (desinências 
modo-temporais) e aquelas que indicam o número e a 
pessoa dos verbos (desinência número-pessoais): 
 
CANT Á VA MOS 
Rad. Vogal 
Temática 
Desin. Modo Temporal 
caracteriza o Pretérito 
Imperfeito do 
Indicativo 
Desin. Número-
Pessoal 
caracteriza a 1ª 
pessoa do plural 
 
CANT Á SSE IS 
Rad. Vogal 
Temática 
Desin. Modo Temporal 
caracteriza o Pretérito 
Imperfeito do 
Subjuntivo 
Desin. Número-
Pessoal 
caracteriza a 2ª 
pessoa do plural 
 
 VOGAL TEMÁTICA 
Observe que, entre o radical cant- e as 
desinências verbais, surge sempre o morfema – a. 
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é 
chamado de vogal temática. Sua função é ligar-se ao 
radical, constituindo o chamado tema. É ao tema (radical 
+ vogal temática) que se acrescentam as desinências. 
Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais 
temáticas. 
• Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, 
quando átonas finais, como em mesa, artista, busca, 
perda, escola, triste, base, combate. Nesses casos, não 
poderíamos pensar que essas terminações são 
desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, escola, 
por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas 
vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de 
plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados 
em vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) 
não apresentam vogal temática. 
• Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que 
caracterizam três grupos de verbos a que se dá o nome 
de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é -
a pertencem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal 
temática é -e pertencem à segunda conjugação e os que 
têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação. 
primeira 
conjugação 
segunda 
conjugação 
terceira 
conjugação 
govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra 
atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse 
realiz-a-sse mex-e-rá ag-i-mos 
Terminando os nomes em consoante ou vogal 
tônica são ATEMÁTICOS, não têm vogal temática. 
Aqueles que terminam em -r, -z ou -l apresentam a 
vogal temática somente no plural. 
Ex.: cor - corES, cruz, - cruzES, flor - florES, 
Cuidado: 
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Sal - saIS, a vogal temática é a semivogal -i com a 
supressão ou síncope do - l, vejam a cadeia evolutiva: 
saleCLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO 
01. CONCRETOS E ABSTRATOS 
Concretos 
São aqueles que denominam os seres 
propriamente ditos. São os nomes de pessoas, animais 
(reais ou imaginários), lugares, coisas e entidades. 
Exemplos: rua, luz, Brasília, alma, Deus, dragão, saci, 
bruxa. 
 
Abstratos 
São os substantivos que indicam: 
 Sentimentos: ódio, solidão, amor. 
 Qualidade/defeitos: beleza, falsidade, rapidez. 
 Sensações: calor, fome, dor. 
 Ações: vingança, crítica, choro. 
 Estados: vida, morte, viuvez. 
 
02. COMUNS E PRÓPRIOS 
Comuns: aqueles que indicam, genericamente, 
todos os elementos de uma certa espécie. 
Exemplos: rua, luz, criança, livro. 
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Próprios: aqueles que denominam um único ser de 
uma certa espécie. 
Exemplos: Brasília, Gustavo, Atlântico, Goiás, 
França. 
 
03. COLETIVOS 
Chama-se de coletivo todo substantivo comum 
que, mesmo no singular, denomina um agrupamento, um 
conjunto de seres de uma mesma espécie. 
Exemplos: 
Rebanho (agrupamento de bois, ovelhas etc) 
Esquadra (agrupamento de navios de guerra) 
 OBSERVAÇÃO: 
Além das classificações anteriores, podemos 
classificar o substantivo sob o aspecto de sua formação: 
primitivo ou derivado, simples ou composto. 
 
04. FLEXÕES DO SUBSTANTIVO 
O substantivo apresenta três possibilidades de 
flexão, isto é, de variação: 
Gênero: masculino e feminino 
Número: singular e plural 
Grau: aumentativo e diminutivo 
 
05. GÊNEROS — MASCULINOS E FEMININOS 
Os substantivos, quanto ao gênero, são 
masculinos ou femininos. Quanto às formas, eles 
podem ser: 
 
01) Substantivos Biformes: Substantivos biformes são 
os que apresentam duas formas, uma para o masculino, 
outra para o feminino, com apenas um radical. 
Ex. 
 menino - menina. 
 traidor - traidora. 
 aluno - aluna 
 
02) Substantivos Heterônimos: Substantivos 
heterônimos são os que apresentam duas formas, uma 
para o masculino, outra para o feminino, com dois radicais 
diferentes. 
Ex. 
 homem - mulher. 
 bode - cabra. 
 boi - vaca. 
 
03) Substantivos Uniformes: Substantivos uniformes 
são os que apresentam apenas um forma, para ambos os 
gêneros. Os substantivos uniformes recebem nomes 
especiais, que são os seguintes: 
 
A) Comum-de-dois: 
Os comuns-de-dois são os que têm uma só forma 
para ambos os gêneros, com artigos distintos: Eis alguns 
exemplos: o / a estudante, o / a imigrante, o / a acrobata, 
o / a agente, o / a intérprete, o / a lojista, o / a patriota, o / 
a mártir, o / a viajante, o / a artista, o / a aspirante, o / a 
atleta, o / a camelô, o / a fã, o / a gerente, o / a médium, o 
/ a modelo (indivíduo contratado por agência ou casa de 
modas para desfilar com as roupas que devem ser 
exibidas à clientela), o / a personagem, o / a protagonista, 
o / a puxa-saco, o / a sem-terra, o / a sem-vergonha, o / a 
xereta. 
 
B) Sobrecomum: 
Os sobrecomuns são os que têm uma só forma e 
um só artigo para ambos os gêneros: Eis alguns 
exemplos: o cônjuge, a criança, o carrasco, o indivíduo, o 
apóstolo, o monstro, a pessoa, a testemunha, o algoz, o 
verdugo, a vítima, o tipo, o animal, o cadáver, a criatura, o 
dedo-duro, o defunto, o gênio, o ídolo, o nó-cego, o pé-
quente, o pivô, a sentinela, o sujeito. 
 
C) Epiceno: 
Os epicenos são os que têm uma só forma e um só 
artigo para ambos os gêneros de certos animais, 
acrescentando as palavras macho e fêmea, para se 
distinguir o sexo do animal. Eis alguns exemplos: a girafa, 
a águia, a barata, a cobra. 
 
06. GÊNERO VACILANTE 
Existem alguns substantivos que trazem 
dificuldades, quanto ao gênero. Estude, então, com muita 
atenção estas listas: 
 
São Masculinos: o açúcar, o afã, o alvará, o anátema, o 
aneurisma, o antílope, o apêndice, o apetite, o algoz, o 
cataclismo, o cônjuge, o champanha, o clã, o cola-tudo, o 
cós, o coma, o derma, o diagrama, o dó, o diadema, o 
decalque, o eclipse, o estigma, o estratagema, o eczema, 
o formicida, o guaraná, o gengibre, o herpes, o lança-
perfume, o haras, o lotação (= ônibus), o magma, o matiz, 
o magazine, o milhar, o nó-cego, o pijama, o plasma, o 
talismã, o telefonema, o tira-teimas. 
 
São Femininos: a abusão, a acne, a aguarrás, a alface, a 
apendicite, a aguardente, a alcunha, a aluvião, a bacanal, 
a bólide, a couve, a couve-flor, a cal, a comichão, a 
derme, a dinamite, a debênture, a elipse, a ênfase, a 
echarpe, a enzima, a faringe, a ferrugem, a fênix, a libido, 
a matinê, a mascote, a nuança, a omoplata, a patinete, a 
quitinete, a sentinela, a soja, a toalete. 
 
07. MUDANÇA DE GÊNERO COM MUDANÇA DE 
SIGNIFICADO 
 Alguns substantivos, quando mudam de gênero, 
mudam também de significado. Eis alguns deles: 
 o caixa = o funcionário 
 a caixa = o objeto 
 o capital = dinheiro 
 a capital = sede de governo 
 o coma = sono mórbido 
 a coma = cabeleira, juba 
 o grama = medida de massa 
 a grama = a relva, o capim 
 o guarda = o soldado 
 a guarda = vigilância, corporação 
 o guia = aquele que serve de guia, cicerone 
 a guia = documento, formulário; meio-fio 
 o moral = estado de espírito 
 a moral = ética, conclusão 
 o banana = o molenga. 
 a banana = a fruta 
 
08. PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES 
Na pluralização de um substantivo simples, há de 
se analisar a terminação dele, a fim de acrescentar a 
desinência nominal de número. Vejamos, então, as 
possíveis terminações de um substantivo na Língua 
Portuguesa e sua respectiva pluralização: 
 
01) Substantivos terminados em Vogal: 
Acrescenta-se a desinência nominal de número S. 
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 saci = sacis 
 chapéu = chapéus 
 troféu = troféus 
 degrau = degraus. 
 
02) Substativos terminados em ão: 
Fazem o plural em ões: 
 gavião = gaviões 
 formão = formões 
 folião = foliões 
 questão = questões 
 
Fazem o plural em ães: 
 escrivão = escrivães 
 tabelião = tabeliães 
 capelão = capelães 
 sacristão = sacristães 
 
Fazem o plural em ãos: 
 artesão = artesãos 
 cidadão = cidadãos 
 cristão = cristãos 
 pagão = pagãos 
 todas as paroxítonas terminadas em -ão. Por 
exemplo bênçãos, sótãos, órgãos. 
 
Admitem mais de uma forma para o plural: 
 aldeão = aldeões, aldeães, aldeãos 
 ancião = anciões, anciães, anciãos 
 ermitão = ermitões, ermitães, ermitãos 
 pião = piões, piães, piãos 
 vilão = vilões, vilães, vilãos 
 alcorão = alcorões, alcorães 
 charlatão = charlatões, charlatães 
 cirurgião = cirurgiões, cirurgiães 
 faisão = faisões, faisães 
 guardião = guardiões, guardiães 
 peão = peões, peães 
 anão = anões, anãos 
 corrimão = corrimões, corrimãos 
 verão = verões, verãos 
 vulcão = vulcões, vulcãos 
 
03) Substantivos terminados em L: 
A) Terminados em -al, -el, -ol ou -ul: 
Troca-se o L por IS: 
 vogal = vogais 
 animal = animais 
 papel = papéis 
 anel = anéis 
 paiol = paióis 
 álcool = alcoóis 
 paul = pauis 
 
OBS.: O dicionários eletrônico Aurélio versão 5.0 
registra o plural álcoois. Já o mesmo Aurélio, porém 
versão 3.0, registra alcoóis. O Houaiss eletrônico 
também registra alcoóis, e o Michaelis álcoois! Que 
bagunça! 
Os estudantes sempre procuram um dicionário 
para saber como escrever tal e qual palavra quando 
deveriam procurar nosso documento oficial, o 
Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o 
Volp. Para ele, o plural de álcool é alcoóis. Este é o 
plural oficial. O problema é que não se encontra o Volp 
em lugar algum, e poucos sabem da existência desse 
documento. Encontra-se a versão dele no site da 
Academia Brasileira de Letras. O ideal seria pesquisar o 
livro Volp, pois na internet ele não está completo. 
Sempre que houver dúvida quanto à ortografia, 
pesquise no Volp, e não em dicionários. 
 
Cuidado com as seguintes palavras: 
 mal = males 
 cal = cais ou cales 
 aval = avais ou avales 
 mele todo sistema de signos 
que serve de meio de comunicação de ideias ou 
sentimentos através de signos convencionados, sonoros, 
gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos 
diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem-
se várias espécies ou tipos: linguagem visual, corporal, 
gestual, etc., ou, ainda, outras mais complexas, 
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constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos. 
Os elementos constitutivos da linguagem são, pois, 
gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para 
representar conceitos, ideias, significados e pensamentos. 
 
Tipos de Linguagem: 
Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala 
como meio de comunicação. 
Linguagem não-verbal é o uso de imagens, 
figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura 
corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos 
como meio de comunicação. 
A linguagem não-verbal pode ser até percebida 
nos animais, quando um cachorro balança a cauda quer 
dizer que está feliz ou coloca a cauda entre as pernas 
medo, tristeza. 
Dentro do contexto temos a simbologia que é 
uma forma de comunicação não-verba 
Exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, 
logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a atenção 
ou exprimir uma mensagem. 
Linguagem mista é o uso simultâneo da 
linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando 
palavras escritas e figuras ao mesmo tempo. 
 
ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO 
A comunicação confunde-se com nossa própria 
vida, estamos a todo tempo nos comunicando, seja 
através da fala, da escrita, de gestos, de um sorriso e até 
mesmo através do manuseio de documentos, jornais e 
revistas. Em cada um desses atos que realizamos 
notamos a presença dos seguintes elementos: 
Emissor ou remetente: é aquele que envia a 
mensagem (uma pessoa, uma empresa, uma 
emissora de televisão etc.) Destinatário: é 
aquele a quem a mensagem é endereçada (um 
indivíduo ou um grupo). 
Mensagem: é o conteúdo das informações 
transmitidas. 
Canal de comunicação: é o meio pelo qual a 
mensagem será transmitida (carta, palestra, 
jornal televisivo) Código: é o conjunto de signos 
e de regras de combinação desses signos 
utilizado para elaborar a mensagem; o emissor 
codifica aquilo que o receptor irá descodificar. 
Contexto: é o objeto ou a situação a que a 
mensagem se refere. 
 
VARIAÇÃO LINGUÍSTICA 
A variação linguística é um fenômeno natural que 
ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em 
realção às possibilidades de mudança de seus elementos 
(vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe 
porque as línguas possuem a característica de serem 
dinâmicas e sensíveis a fatores como a região 
geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e 
o grau de formalidade do contexto da comunicação. 
É importante observar que toda variação linguística 
é adequada para atender às necessidades comunicativas 
e cognitivas do falante. Assim, quando julgamos errada 
determinada variedade, estamos emitindo um juízo de 
valor sobre os seus falantes e, portanto, agindo 
com preconceito linguístico. 
 
TIPOS DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA 
Variedade regional 
São aquelas que demonstram a diferença entre as 
falas dos habitantes de diferentes regiões do país, 
diferentes estado e cidades. Por exemplo, os falantes do 
Estado de Minas Gerais possuem uma forma diferente em 
relação à fala dos falantes do Rio de Janeiro. 
Observe a abordagem de variação regional em um 
poema de Oswald de Andrade: 
Vício da fala 
Para dizerem milho dizem mio 
Para melhor dizem mió 
Para pior pió 
Para telha dizem teia 
Para telhado dizem teiado 
E vão fazendo telhados. 
Agora, veja um quadro comparativo de algumas 
variações de expressões utilizadas nas regiões Nordeste, 
Norte e Sul: 
Região 
Nordeste 
Região Sul Região Norte 
Racha – pelada, 
jogo de futebol 
Campo 
Santo – 
cemitério 
Não pare 
agora... Tem 
mais depois da 
publicidade ;) 
Miudinho – 
pequeno 
Jerimum –
 abóbora 
Alçar a perna – 
montar a cavalo 
Umborimbora? –
 Vamos embora? 
Sustança – 
energia dos 
alimentos 
Guacho – 
animal que foi 
criado sem mãe 
Levou o farelo –
 morreu 
 
Variedades sociais 
São variedades que possuem diferenças em nível 
fonológico ou morfossintático. Veja: 
 Fonológicos - “prantar” em vez de “plantar”; 
“bão” em vez de “bom”; “pobrema” em vez de “problema”; 
“bicicreta” em vez de “bicicleta”. 
 Morfossintáticos - “dez real” em vez de “dez 
reais”; “eu vi ela” em vez de “eu a vi”; “eu truci” em vez de 
“eu trouxe”; “a gente fumo” em vez de “nós fomos”. 
 
Variedades estilísticas 
São as mudanças da língua de acordo com o grau 
de formalidade, ou seja, a língua pode variar entre uma 
linguagem formal ou uma linguagem informal. 
 Linguagem formal: é usada em situações 
comunicativas formais, como uma palestra, um 
congresso, uma reunião empresarial, etc. 
 Linguagem Informal: é usada em situações 
comunicativas informais, como reuniões familiares, 
encontro com amigos, etc. Nesses casos, há o uso 
da linguagem coloquial. 
 Gíria ou Jargão 
É um tipo de linguagem utilizada por um 
determinado grupo social, fazendo com que se diferencie 
dos demais falantes da língua. A gíria é normalmente 
relacionada à linguagem de grupos de jovens (skatistas, 
surfistas, rappers, etc.). O jargão é, em geral, 
relacionadao à linguagem de grupos profissionais 
(professores, médicos, advogados, etc.) 
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DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO 
Denotação é a forma de uso e manifestação da 
linguagem em seu sentido literal, dicionarizado. A 
conotação é a forma de uso e manifestação da 
linguagem em seu sentido figurado 
A linguagem é o maior instrumento de 
interação entre sujeitos socialmente organizados. Isso 
porque ela possibilita a troca de ideias, a circulação de 
saberes e faz intermediação entre todas as formas de 
relação humanas. Quando queremos nos expressar 
verbalmente, seja de maneira oral (fala), seja na 
forma escrita, recorremos às palavras, expressões e 
enunciados de uma língua, os quais atuam em dois 
planos de sentido distintos: o denotativo, que é o sentido 
literal da palavra, expressão ou enunciado, e 
o conotativo, que é o sentido figurado da palavra, 
expressão ou enunciado. 
Vejamos mais detalhadamente cada um deles: 
 
DENOTAÇÃO 
Quando a linguagem está no sentido denotativo, 
significa que ela está sendo utilizada em seu sentido 
literal, ou seja, o sentido que carrega o significado 
básico das palavras, expressões e enunciados de uma 
língua. Em outras palavras, o sentido denotativo é o 
sentido real, dicionarizado das palavras. 
De maneira geral, o sentido denotativo é utilizado 
na produção de textos que tenham função referencial, 
cujo objetivo é transmitir informações, argumentar, 
orientar a respeito de diversos assuntos, como é o caso 
da reportagem, editorial, artigo de opinião, resenha, 
artigo científico, ata, memorando, receita, manual de 
instrução, bula de remédios, entre outros. 
Nesses gêneros discursivos textuais, as palavras são 
utilizadas para fazer referência a conceitos, fatos, ações 
em seu sentido literal. 
 
Exemplos: 
 A professora pediu aos alunos que pegassem o 
caderno de Geografia. 
 A polícia capturou os três detentos que haviam 
fugido da penitenciária de Santa Cruz do Céu. 
 O hibisco é uma planta que pode ser utilizada 
tanto para ornamentação de jardins quanto para a 
fabricação de chás terapêuticos a partir das suas flores. 
 Amor: forte afeição por outra pessoa, nascida de 
laços de consanguinidade ou de relações sociais. 
 
CONOTAÇÃO 
Quando a linguagem está no sentido conotativo, 
significa que ela está sendo utilizada em seu sentido 
figurado, ou seja, aquele cujas palavras, expressões ou 
enunciados ganham um novo significado em situações e 
contextos particulares de uso. O sentido conotativo 
modifica o sentido denotativo (literal) das= méis ou meles 
 cônsul = cônsules 
 real (moeda antiga) = réis 
 mol = Apesar de os dicionários Aurélio, Houaiss 
e Michaelis registrarem mols como o plural de 
mol, o Vocabulário Ortográfico da Língua 
Portuguesa, o documento oficial de nosso 
idioma, registra móis e moles. Esses são, 
portanto, os plurais oficiais de mol: móis e 
moles. 
 
B) Terminados em -il: 
B1) Palavras oxítonas: 
Troca-se a terminação L por S: 
o cantil = cantis 
o canil = canis 
o barril = barris 
 
B2) Palavras paroxítonas ou proparoxítonas: 
Troca-se a terminação IL por EIS: 
o fóssil = fósseis 
Cuidado: 
o projetil (oxítona) = projetis 
o projétil (paroxítona) = projéteis 
o reptil (oxítona) = reptis 
o réptil (paroxítona) = répteis 
 
04) Substantivos terminados em M: 
Troca-se o M por NS: 
 item = itens 
 nuvem = nuvens 
 álbum = álbuns 
 
05) Substantivos terminados em N: 
Soma-se S ou ES: 
 hífen = hifens ou hífenes 
 pólen = polens ou pólenes 
 espécimen = espécimens ou especímenes 
 
06) Substantivos terminados em R ou Z: 
Acrescenta-se ES: 
 carácter ou caráter = caracteres 
 sênior = seniores 
 júnior = juniores 
 
07) Substantivos terminados em X: 
Ficam invariáveis. 
 o tórax = os tórax 
 a fênix = as fênix 
 
08) Substantivos terminados em S: 
A) Palavras monossílabas ou oxítonas: 
Acrescenta-se ES. 
 ás = ases 
 deus = deuses 
 ananás = ananases 
B) Palavras paroxítonas ou proparoxítonas: 
Ficam invariáveis. 
 os lápis. 
 os tênis 
 os atlas 
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Cuidado: Cais é invariável. 
 
09) Substantivos só usados no plural: 
 as calças 
 as costas 
 os óculos 
 os parabéns 
 as férias 
 as olheiras 
 as hemorroidas 
 as núpcias 
 as trevas 
 os arredores 
 
10) Substantivos terminados em ZINHO: 
Ignora-se a terminação -zinho, pluraliza-se o substantivo, 
ignora-se o s do plural, devolve-se o -zinho ao local 
original e, finalmente, acrescenta-se o s no final. 
Por exemplo pãozinho: 
ignora-se o -zinho: pão; 
pluraliza-se o substantivo: pães; 
ignora-se o s: pãe; 
devolve-se o -zinho: pãezinho; 
acrescenta-se o s: pãezinhos. 
 
 mulherzinha 
ignora-se o -zinha: mulher; 
pluraliza-se o substantivo: mulheres; 
ignora-se o s: mulhere; 
devolve-se o -zinha: mulherezinha; 
acrescenta-se o s: mulherezinhas. 
 
 alemãozinho 
ignora-se o -zinho: alemão; 
pluraliza-se o substantivo: alemães; 
ignora-se o s: alemãe; 
evolve-se o -zinho: alemãezinho; 
acrescenta-se o s: alemãezinhos. 
 
 barzinho 
ignora-se o -zinho: bar; 
pluraliza-se o substantivo: bares; 
ignora-se o s: bare; 
devolve-se o -zinho: barezinho; 
acrescenta-se o s: barezinhos. 
 
11) Substantivos terminados em INHO, sem Z: 
Acrescenta-se S. 
 lapisinho = lapisinhos 
 patinho = patinhos 
 chinesinho = chinesinhos 
 
12) Plural com deslocamento da sílaba tônica: 
 carácter = caracteres 
 espécimen = especímenes 
 júnior = juniores 
 sênior = seniores 
 
Plural do substantivos compostos 
Para se pluralizar um substantivo composto, os 
elementos que o formam devem ser analisados 
individualmente. Por exemplo: 
couve-flor: é composto por dois substantivos 
pluralizáveis, portanto seu plural será couves-flores; 
beija-flor: é composto por um verbo, invariável quanto à 
pluralização, e um substantivo pluralizável, portanto seu 
plural será beija-flores. 
Estudemos, então, os elementos que formam um 
substantivo composto e sua respectiva pluralização. 
 
01) Substantivo / Adjetivo / Numeral: 
São elementos pluralizáveis, portanto, quando formarem 
um substantivo composto, normalmente irão para o plural. 
 aluno-mestre = alunos-mestres 
 erva-doce = ervas-doces 
 alto-relevo = altos-relevos 
 gentil-homem = gentis-homens 
 segunda-feira = segundas-feiras 
 cachorro-quente = cachorros-quentes 
 
02) Pronome: 
Alguns pronomes admitem plural; outros, não. Por 
exemplo, os pronomes possessivos são pluralizáveis 
(meu - meus; nosso - nossos), mas os pronomes 
indefinidos, não (ninguém, tudo). Na formação de um 
substantivo composto o mesmo ocorre. 
 padre-nosso = padres-nossos 
 Zé-ninguém = Zés-ninguém 
 
03) Verbo / Advérbio / Interjeição: 
São elementos invariáveis, em relação à pluralização, 
portanto, quando formarem um substantivo composto, 
ficarão invariáveis. 
 pica-pau = pica-paus 
 beija-flor = beija-flores 
 alto-falante = alto-falantes 
 abaixo-assinado = abaixo-assinados 
 salve-rainha = salve-rainhas 
 ave-maria = ave-marias 
Os substantivos compostos iniciados pelo verbo 
parar perderam o acento em virtude da Reforma 
Ortográfica: para-brisa, para-raios, para-choque, para-
lama. O substantivo composto paraquedas e seus 
derivados (paraquedista e paraquedismo) perderam 
também o hífen. 
 
Casos especiais 
01) Substantivo + Substantivo: 
Como vimos anteriormente, ambos irão para o plural, 
porém, quando o último elemento indicar tipo ou finalidade 
do primeiro, somente este irá para o plural. 
 banana-maçã = bananas-maçã 
 navio-escola = navios-escola 
 salário-desemprego = salários-desemprego 
Cuidado: laranjas-baianas e salários- mínimos, pois é 
a soma de substantivo com adjetivo. 
 
02) Três ou mais palavras: 
A) Se o segundo elemento for uma preposição, só o 
primeiro irá para o plural. 
 pé de moleque = pés de moleque 
 pimenta-do-reino = pimentas-do-reino 
 mula sem cabeça = mulas sem cabeça 
Observe que pé de moleque e mula sem cabeça 
perderam o hífen em virtude da Reforma. Os substantivos 
compostos cujos elementos são ligados por uma 
preposição ou por uma conjunção não mais têm hífen, a 
não ser que se forme palavra denominadora de espécie 
botânica ou zoológica, como pimenta-do-reino, cana-de- 
açúcar, copo-de-leite... 
CUIDADO: 
Se o primeiro elemento for invariável, o substantivo 
todo ficará invariável. Por ex. os fora da lei, os fora de 
série. 
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B) Se o segundo elemento não for uma preposição, só 
o último irá para o plural. 
 bem-te-vi = bem-te-vis 
 bem-me-quer = bem-me-queres 
 
03) Verbo + Verbo: 
A) Se os verbos forem iguais, alguns gramáticos 
admitem ambos no plural, outros, somente o último. 
 corre-corre = corres-corres ou corre-corres. 
 pisca-pisca = piscas-piscas ou pisca-piscas 
 lambe-lambe = lambes-lambes ou lambe-lambes 
 
B) Se os verbos possuírem significação oposta, ficam 
invariáveis. 
 o leva e traz = os leva e traz 
 o ganha-perde = os ganha-perde 
 
04) Palavras Repetidas ou Onomatopeia: 
Quando o substantivo for formado por palavras repetidas, 
com ou sem alternância vocálica ou consonantal, ou 
quando formar uma onomatopeia, somente o último irá 
para o plural. 
 tico-tico = tico-ticos 
 blá-blá-blá = blá-blá-blás 
 zum-zum = zum-zuns 
 tique-taque = tique-taques 
 lero-lero = lero-leros 
 pingue-pongue = pingue-pongues 
 
05) Substantivo composto iniciado por Guarda: 
A) Formando uma pessoa: 
Ambos irão para o plural. 
 guarda-urbano = guardas-urbanos 
 guarda-noturno = guardas-noturnos 
 guarda-florestal = guardas-florestais 
 guarda-mirim = guardas-mirins 
 
B) Formando um objeto: 
Somente o último irá para o plural. 
 guarda-chuva = guarda-chuvas 
 guarda-roupa = guarda-roupas 
 guarda-sol = guarda-sóis 
 
C) Sendo o segundo elemento invariável ou já 
surgindo no plural: 
Ficam invariáveis. 
O mesmo acontece com os substantivos iniciados por 
porta. 
o guarda-costas = os guarda-costas 
 o guarda-volumes = os guarda-volumes 
 o porta-joias = os porta-joias 
 o porta-malas = os porta-malas 
Substantivos que admitem mais de um plural 
 fruta-pão = frutas-pães, fruta-pães, frutas-pão, 
 guarda-marinha = guardas-marinhas, guarda- 
marinhas 
 padre-nosso = padres-nossos, padre-nossos 
 terra-nova = terras-novas, terra-novas 
 salvo-conduto = salvos-condutos,salvo-
condutos 
 xeque-mate = xeques-mates, xeque-mates. 
 chá-mate = chás-mates, chás-mate 
 
SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM DITONGO 
Troféu — Troféus 
Chapéu — Chapéus 
Degrau — Degraus 
 OBSERVAÇÃO: Cais e cós são 
substantivos invariáveis. 
 
EXERCÍCIOS 
1. Assinale a alternativa cuja flexão de número dos 
substantivos se faz como a de CAIXEIRO–VIAJANTE. 
A) Terça-feira; caça-níquel. 
B) Alto-relevo; obra-prima. 
C) Lança-perfume; puro-sangue. 
D) Navio-tanque; pombo-correio. 
E) Guarda-noturno; guarda-roupa. 
 
2. Assinale a alternativa em que o diminutivo traduz ideia 
de afetividade. 
A) Você é um professorzinho muito afobado. 
B) O tropeiro cavalgava encostadinho ao barranco. 
C) Não sei, paizinho, quando irei encontrá-lo na cidade. 
D) Os caixeiros marcavam suas andanças nas folhinhas. 
E) A profissão de tropeiro foi desaparecendo devagarinho. 
 
3. Assinale a alternativa em que o termo grifado tem valor 
de substantivo. 
A) A gente lavava os vidros vazios. 
B) Com os tropeiros aconteceu o mesmo. 
C) Toda vocação nasce de um grande amor. 
D) Os boticários tiveram o destino igualmente triste. 
E) Foram-se também as esperanças daquele passado. 
 
4. Assinale a alternativa em que o termo grifado pertence 
à mesma classe da palavra destacada, na passagem: 
Levasse adiante a boa nova. 
A) Sorriu abertamente. 
B) Ninguém se impacientou. 
C) O coração coletivo seguia mais leve. 
D) O tempo trabalhou sobre os rostos jovens. 
E) O cronista louvava o amor daqueles dois. 
 
5. Assinale a alternativa em que todas as palavras 
formam o plural do mesmo modo que a palavra 
sublinhada em “a redução no consumo de 
combustíveis fósseis” . 
A) Funil – ágil. B) Civil – ardil. 
C) Barril – fácil. D) Fuzil – volátil. 
E) Míssil – estéril. 
 
6. Sobre a palavra destacada da frase O egoísta é um 
indivíduo fracote, é correto afirmar: 
A) tem sufixo de grau com valor de afetividade. 
B) está flexionada no grau superlativo de inferioridade. 
C) apresenta sufixo –te com o mesmo valor do de filhote. 
D) é formada por sufixo derivacional que indica tamanho. 
E) possui sufixo diminutivo que expressa 
desconsideração. 
 
Gabarito 
1. B 2. C 3. B 4. C 5. E 6. E 
 
ADJETIVO 
Adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, 
indicando características de defeito, qualidade, estado, 
etc. 
Ex.: Comida gostosa. 
 Menino bonito. 
 Gosto ruim. 
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Formação do adjetivo 
O adjetivo pode ser: 
Simples - possui apenas um radical, um só elemento: 
azul, surdo, 
Composto – possui mais de um radical, mais de um 
elemento: azul-escuro, surdo-mudo. 
Primitivo – é aquele que não deriva de outra palavra; 
servindo de base para a formação de outras palavras: 
triste, bom, pobre. 
Derivado – é aquele que deriva de outras palavras, 
geralmente de substantivos e de verbos: tristonho, 
bondoso, pobretão. 
 
Flexão do adjetivo 
O adjetivo varia em gênero, número e grau. 
1) Gênero do adjetivo 
Uniformes: apresenta uma só forma para os dois 
gêneros, masculino e feminino. 
Ex.: Menino feliz – menina feliz 
Ex.: Empregado competente – empregada competente 
 
Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para 
o masculino e outra para o feminino. 
Ex.: O atleta brasileiro – a atleta brasileira. 
Ex.: O menino lindo – a menina linda. 
 
2) Número do adjetivo 
O adjetivo simples faz o plural seguindo a mesma regra 
do substantivo: 
Rapaz feliz – rapazes felizes 
Roupa branca – roupas brancas 
No plural dos adjetivos compostos acrescenta-se o s 
apenas no último elemento: 
Ex.: Lente côncavo-convexa – lentes côncavo-convexa 
Ex.: Camisa amarelo-clara — Camisas amarelo-claras 
 
PARTICULARIDADES 
Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam 
invariáveis: 
 Ex.: Carro azul-marinho – carros azul-marinho 
 Ex.: Vestido azul-celeste – vestidos azul-celeste 
» O adjetivo composto surdo-mudo flexiona os dois 
elementos: 
 Ex.: Rapaz surdo-mudo – rapazes surdos-
mudos 
» Nos adjetivos referentes a cores, o adjetivo composto 
fica invariável quando o segundo elemento for um 
substantivo: 
 Ex.: Saia verde-oliva – saias verde-oliva 
 Ex.: Sofá marrom-café – sofás marrom-café 
 
3) Grau do adjetivo 
O adjetivo possui dois graus: comparativo e 
superlativo: 
Grau comparativo: transmite a ideia de igualdade, 
superioridade ou inferioridade de um ser em relação a 
outro. 
Igualdade – tão + adjetivo + quanto (como): 
 Ex.: Ela é tão alegre quanto (ou como) ele. 
 Ex.: Lídia é tão bonita quanto Raquel. 
Superioridade – mais + adjetivo + que (do que): 
 Ex.: Ele é mais alegre que (ou do que) ela. 
 Ex.: Lídia é mais bonita que Raquel. 
Inferioridade – menos + adjetivo + que (do que): 
 Ex.: Ele é menos alegre que (ou do que) ela. 
 Ex.: Lídia é menos bonita que Raquel. 
 
PARTICULARIDADES 
» O grau comparativo de superioridade dos adjetivos 
grande, bom, pequeno, mau usam-se as formas 
sintéticas maior, melhor, menor e pior. 
 » Quando comparamos duas qualidades do mesmo ser, 
usa-se a forma analítica: 
 Ex.: A casa é mais grande do que confortável. 
 Ex.: Grau superlativo: o grau superlativo pode ser: 
 
Relativo – quando se faz sobressair, com vantagem 
desvantagem, a qualidade de um ser em relação a outros 
(a um conjunto de seres). Pode ser de superioridade ou 
de inferioridade: 
Ex.: Mateus é o mais inteligente da turma. 
(superioridade) 
Ex.: Mateus é o menos inteligente da turma. 
(inferioridade) 
 
Absoluto – quando a qualidade de um ser é 
intensificada sem a relação com outros seres. Pode ser 
analítico ou sintético: 
 
Analítico: quando o adjetivo é modificado pelo advérbio 
muito, extremamente, etc. 
Paula é extremamente bela. 
 
Sintético: quando se acrescenta o sufixo –íssimo, -
imo ou -rimo ao radical do adjetivo: 
Ex.: Conversa agradabilíssima. 
Alguns superlativos absolutos sintéticos: 
Ágil – agilíssimo, agílimo 
Agudo – acutíssimo 
Cruel – crudelíssimo, cruelíssimo 
Dócil – docílimo, docilíssimo 
Feio – feiíssimo 
Feliz – felicíssimo 
Fiel – fidelíssimo 
São – saníssimo 
Útil – utilíssimo 
Voraz – voracíssimo 
 
Locução adjetiva 
Em Gramática , chamamos de locução à reunião 
de duas ou mais palavras com o valor de uma só. 
Locução adjetiva é, portanto, a união de duas ou mais 
palavras que equivalem a um adjetivo. Elas são 
usualmente formadas por: 
» uma preposição e um substantivo 
» uma preposição e um advérbio 
Ex.: Dente de cão = dente canino 
Ex.: Conselho de mãe = conselho materno 
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Ex.: Pneus de trás = pneus traseiros 
Ex.: Ataque de frente = ataque frontal 
 
Adjetivos pátrios 
O adjetivo pátrio é aquele que se refere a países, 
estados, cidades, etc. A maioria desses adjetivos forma-
se pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo que os 
origina. Os principais sufixos formadores de adjetivos 
pátrios são: aco, -ano, -ão, -eiro, -ês, -ense, -eu, -ino, -ita. 
Acre – acreano 
Amapá – amapaense 
Espírito Santo – espírito-santense ou capixaba 
Mato Grosso – mato-grossense 
Pará – paraense 
 
Adjetivos pátrios compostos: 
Na formação de adjetivos pátrios compostos, o 
primeiro elemento aparece na forma reduzida e, 
normalmente, erudita. Observe alguns exemplos: 
África = afro- / Cultura afro-americana 
Alemanha = germano- ou teuto- / Competições teuto-
inglesas 
América = américo- / Companhia américo-africana 
Ásia = ásio- / Encontros ásio-europeus 
Áustria = austro- / Peças austro-búlgaras 
Bélgica = belgo- / Acampamentos belgo-franceses 
Brasil = brasilo, brasílico - / Comissões brasilo-
argentinas. 
China = sino, chino- / Acordos sino-japoneses 
Espanha = hispano- / Mercado hispano-português 
Europa = euro- / Negociações euro-americanas 
França = franco- ou galo- / Reuniões franco-
italianas 
Grécia = greco-/ Filmes greco-romanos 
Índia = indo- / Guerras indo-paquistanesas 
Inglaterra = anglo- / Letras anglo-portuguesas 
Itália = ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa 
Japão = nipo- / Associações nipo-brasileiras 
Portugal = luso- / Acordos luso-brasileiros 
 
COMPLEMENTO 
Gênero e Número: 
O adjetivo concorda com o substantivo a que se 
refere em gênero e número (masculino e feminino; 
singular e plural). Caso o adjetivo seja representado por 
um substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que 
estiver qualificando um elemento for, originalmente, um 
substantivo, ela manterá sua forma primitiva e passará a 
ser denominado de substantivo adjetivado. Por exemplo, 
a palavra cinza é originalmente um substantivo, porém, se 
estiver qualificando um elemento, funcionará como 
adjetivo. Ficará, então invariável. Camisas cinza, ternos 
cinza. 
Ex.: Carros amarelos e motos vinho. 
Ex.: Telhados marrons e paredes musgo. 
Ex.: Espetáculos gigantescos e comícios monstro. 
 
Superlativos absolutos sintéticos eruditos 
Alguns adjetivos no grau superlativo absoluto 
sintético apresentam a primitiva forma latina, daí serem 
chamados de eruditos. Por exemplo, o adjetivo magro 
possui dois superlativos absolutos sintéticos: o normal, 
magríssimo, e o erudito, macérrimo. 
 
Formação do Superlativo Absoluto Sintético 
a) Regra Geral: acrescenta-se o sufixo íssimo. 
 Ex.: Final, finalíssimo; normal, normalíssimo 
b) Regras especiais: adjetivos terminados em: 
 b1. vogal: corta-se a vogal e acrescenta-se íssimo; 
 Ex.: contente, contentíssimo; estranho, 
estranhíssimo 
 b2. vel: troca-se essa terminação por bilíssimo; 
 Ex.: notável, notabilíssimo; agradável, 
agradabilíssimo 
 b3. z: troca-se essa terminação por císsimo; 
 Ex.: audaz, audacíssimo; veloz, velocíssimo 
 b4. m: troca-se esta terminação por níssimo. 
 Ex.: bom, boníssimo; comum, comuníssimo 
ATENÇÃO!!!!! Jovem, Juveníssimo 
 
 b5. ário (a), ério(a), ório (a): corta-se a vogal o(a) 
e acrescenta-se íssimo. 
Ex.: libertário, libertariíssimo; sério, seriíssimo: 
Eis uma pequena lista de superlativos absolutos 
sintéticos: 
benéfico = beneficentíssimo 
bom = boníssimo ou ótimo 
célebre = celebérrimo 
comum = comuníssimo 
cruel = crudelíssimo 
difícil = dificílimo 
doce = dulcíssimo 
fácil = facílimo 
fiel = fidelíssimo 
frágil = fragílimo 
frio = friíssimo ou frigidíssimo 
humilde = humílimo 
jovem = juveníssimo 
livre = libérrimo 
magnífico = magnificentíssimo 
magro = macérrimo ou magríssimo 
manso = mansuetíssimo 
mau = péssimo 
nobre = nobilíssimo 
pequeno = mínimo 
pobre = paupérrimo ou pobríssimo 
preguiçoso = pigérrimo 
próspero = prospérrimo 
sábio = sapientíssimo 
agrado = sacratíssimo 
 
Superlativo relativo: 
- de superioridade = Enaltece a qualidade do substantivo 
como "o mais" dentre todos os outros. 
Ex. Carla é a mais inteligente. 
- de inferioridade = Enaltece a qualidade do substantivo 
como "o menos" dentre todos os outros. 
Ex. Carla é a menos inteligente. 
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EXERCÍCIOS 
01. Ache a frase que apresenta superlativo absoluto 
analítico: 
a) Estas peças são antiquíssimas. 
b) O aço é mais resistente que o ferro. 
c) As mães são excessivamente cautelosas. 
d) Pedro é o mais baixo de todos. 
e) Esta fruta é a melhor. 
 
02. Que construção não é aceita na norma culta? 
a) Este automóvel é mais moderno que aquele. 
b) A Lua é mais pequena que a Terra. 
c) Este chocolate é mais ruim que o outro. 
d) Publicaram uma obra mais perfeita que a anterior. 
e) Seu irmão já está mais grande que você. 
 
03. Marque a alternativa em que o adjetivo está flexionado 
corretamente: 
a) Comprei uns ternos verde-mar, azul-claros. 
b) As árvores têm folhas verdes-escuras. 
c) Ela tem cabelos afros-oxigenados. 
d) Comprei duas cabeleiras afras-oxigenadas. 
e) Vendi dois tapetes com estampas azuis-piscinas. 
 
04 – Assinale a alternativa cujas palavras substituem 
corretamente as locuções grifadas em "As águas do 
rio eram um verdadeiro espetáculo de dança". 
a) fluviais – coreográfico 
b) pluviais – flamejante 
c) fluviais – magistral 
d) pluviais – dançante 
 
05. Assinale a alternativa em que a expressão destacada 
classifica-se como locução adjetiva. 
a) Ao invadir o local, os terroristas manifestavam fúria de 
cão. 
b) De repente, aquele artista recuperou-se da doença. 
c) Os estudantes chegaram atrasados à escola de 
propósito. 
d) Aquela religiosa acompanhou a procissão a pé. 
 
06. Assinale a alternativa em que o adjetivo está no grau 
superlativo absoluto sintético. 
a) O atleta ficou felicíssimo com sua medalha. 
b) O amor é o mais precioso dos bens da vida. 
c) É melhor aquecer-se em frente à lareira do que expor-
se ao frio da rua. 
d) O filme era menos importante do que o livro. 
 
07. Analise as frases abaixo quanto ao grau dos adjetivos 
destacados. 
I - "Um dos caboclos, o mais forte, teve uma ideia." 
(Dinah S. Queirós) 
II - "Aquele dia foi belíssimo, pra ficar na memória por 
muito tempo..." 
III - "Pessoas muito ocupadas quase não percebem a 
vida passar." 
IV - "Ele se sentia livre que nem um passarinho." 
Pode-se afirmar que 
a) o grau do adjetivo destacado na frase I é comparativo 
de superioridade. 
b) "belíssimo", na frase II, é superlativo absoluto 
analítico. 
c) o grau do adjetivo destacado na frase III é superlativo 
absoluto analítico, assim como o adjetivo da frase II. 
d) na frase IV tem-se o comparativo de igualdade 
expresso no nível coloquial. 
 
08. Assinale a alternativa em que todas as expressões 
sublinhadas têm valor de adjetivo. 
A) Era digital trouxe inovações e facilidades que 
superaram o que previa a ficção. 
B) Deixemos de lado atividades que envolvem diversas 
funções do cérebro. 
C) Hoje, úteis ou não, as informações é que nos 
assediam. 
D) Responda qual era a manchete do jornal de ontem. 
 
09- O adjetivo é suficiente para definir o gênero do 
substantivo em: 
a) antevisão difícil b) forma livre 
c) gente grave d) puro romance 
e) romance usual 
 
GABARITO 
01. C 02. E 03. A 04. A 05.A 06. A 
07. D 08. D 09. D 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
TEXTO 
O matemático americano Salman Khan, ou Sal, 
tornou-se o mais bem-sucedido professor de todos os 
tempos sem nenhuma base teórica na área da pedagogia 
nem trânsito no mundo dos especialistas em educação. 
 
ADJETIVO: GRAU 
01) No trecho “... o mais bem-sucedido professor de todos 
os tempos...” é possível reconhecer o emprego 
adequado do: 
a) comparativo analítico 
b) superlativo de totalidade 
c) superlativo absoluto sintético 
d) comparativo de superioridade 
e) superlativo relativo de superioridade 
 
COMENTÁRIO 
01) No trecho “... o mais bem-sucedido professor de todos os 
tempos...” é possível reconhecer o emprego adequado do: 
a) comparativo analítico 
b) superlativo de totalidade 
c) superlativo absoluto sintético 
d) comparativo de superioridade 
e) superlativo relativo de superioridade 
 
GRAU DO ADJETIVO 
O adjetivo apresenta flexão de grau em três níveis: 
 NORMAL 
 COMPARATIVO 
 SUPERLATIVO. 
 
Grau normal: o adjetivo está na sua forma comum de uso: 
Ex.: Rafael é elegante. 
 
Grau comparativo: admite três posições: 
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 Igualdade TÃO ADJETIVO QUANTO 
 Ex.: Rafael é tão elegante quanto João. 
 
 
Inferioridade 
MENOS ADJETIVO (DO) QUE 
 Ex.: Rafael é menos elegante (do)* que Paulo. 
 *O uso da preposição é facultativo 
 
 
Superioridade 
MAIS ADJETIVO (DO) QUE 
 Ex.: Rafael é mais elegante (do) que Paulo. 
 
Grau superlativo: admite duas posições: 
 Superlativo relativo, com dois modos: 
 ┌ARTIGO DEFINIDO 
 
SuperioridadeO/A MAIS ADJETIVO 
 Ex.: Raí foi o conviva mais elegante da festa. 
 
 Inferioridade O/A MENOS ADJETIVO 
 Ex.: Raí é o conviva menos elegante da festa. 
 
 Superlativo absoluto, com dois modos: 
 
 Analítico: usa-se um advérbio para modificar o 
adjetivo. 
 Ex.: Rafael é muito elegante. 
 ┌íssimo/érrimo 
 Sintético: usa-se um sufixo para modificar o 
adjetivo 
 
 Ex.: Rafael é elegantÍSSIMO 
 
CONCEITOS 
Grau superlativo: Usamos o grau superlativo para 
elevar ao máximo uma qualidade, o que pode ser feito de duas 
maneiras: o superlativo relativo e o absoluto. 
 
 Superlativo relativo: Trata-se de elevar a qualidade 
de um ser comparando-o com outro ser, podendo 
ocorrer superioridade ou inferioridade: 
Ex.: Esta árvore é a mais alta de todas. (superioridade) 
Ex.: Paulo é o atleta menos ágil do time. (inferioridade) 
 
 Superlativo absoluto: assume duas formas: absoluto 
sintético e absoluto analítico. 
O absoluto sintético divide-se em regular e irregular. 
 Absoluto sintético regular - sufixo -íssimo logo depois 
da palavra: Ex.: limpo - limpíssimo 
 Absoluto sintético irregular - sufixo -rimo ou -íssimo 
após a forma erudita da palavra, ou seja, a sua forma 
latina ou até mesmo uma forma especial: Ex.: áspero - 
aspérrimo 
O absoluto analítico é formado com auxílio de uma palavra 
intensiva, seja adjetivo ou advérbio: 
Ex.: Ela é muito alta. 
Ex.: Ela é muitíssimo inteligente. 
Ex.: Paulo é extraordinariamente atencioso. 
 
Os adjetivos bom, mau, grande, pequeno, possuem formas 
diferentes para o comparativo de superioridade. Veja: 
 
Adjetivo Comparativo de 
Superioridade 
Exemplos 
Bom Melhor Ela é melhor que ele. 
Mau Pior Ele é pior que você. 
Grande Maior Carlos é maior que João. 
Pequeno * Menor Caio é menor que Ana. 
*A forma mais pequeno é considerada correta. Ex.: Caio é 
mais pequeno que Ana. 
 
RESPOSTA ITEM E 
 
O PRONOME 
CONCEITO: 
Pronome é a palavra que substitui o substantivo ou 
acompanha o substantivo, definindo-lhe os limites de 
significação. 
Ex: Meu irmão comprou um livro, mas não o leu. 
Meu pronome que acompanha o subst. irmão. 
O pronome que substitui o substantivo livro. 
 
CLASSIFICAÇÃO: 
a) Pronomes pessoais: representam as três pessoas 
gramaticais. 
 Pessoa 
Gramatical 
Reto Oblíquo 
 Átono Tônico 
1ª do singular eu me mim, comigo 
2ª do singular tu te ti, contigo 
3ª do singular ele/ ela se, o, a, lhe si, consigo, ele, ela 
1ª do plural nós nos nós, conosco 
2º do plural vós vos vós, convosco 
3º do plural eles/elas se, os, as, 
lhes 
si, consigo, eles, 
elas. 
 
As formas alomórficas de O, A, OS, AS 
 Transformam-se em LO, LA, LOS, LAS: após 
formas verbais terminadas em R, S, Z. 
— Você fez o exercício? 
— Sim, fi-lo. 
— Você fez a questão? 
— Sim, fi-la. 
— Pedro quis a refeição? 
— Sim, qui-la. 
— É preciso enfeitar as mesas. 
— Sim, é preciso enfeitá-las 
 Transformam-se em NO, NA, NOS, NAS: após 
formas verbais terminadas em fonemas nasais 
(m, õe, õem) 
— Encontraram a garota? 
— Sim, encontraram-na. 
— Os garotos fizeram as bandeiras? 
— Sim, fizeram-nas. 
Põe o lixo ali. 
Põe-no ali. 
 
ENTRE EU E TU ou ENTRE MIM E TI? 
Após a preposição ENTRE não se usa o pronome 
EU nem o pronome TU, pois após preposição o pronome 
pessoal a ser usado é o oblíquo tônico; logo a forma 
correta é ENTRE MIM E TI. 
ISSO É PARA EU ou ISSO É PARA MIM? 
ISSO É PARA EU FAZER ou ISSO É PARA MIM FAZER? 
ISSO É PARA TU ou ISSO É PARA TI? 
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ISSO É PARA TU FAZERES ou ISSO É PARA TI 
FAZERES? 
Devo dizer: Isso é para mim. Mas, se a frase 
continuar, aí devo usar EU: Isso é para eu preencher. 
Observe que o mim não faz nada, quem faz é o eu. 
Da mesma acontece com o pronome TU/TI: Isso é 
para ti/ Isso é para tu fazeres. 
CUIDADO! 
Às vezes a frase está invertida para enganar o 
candidato: Para mim aprender Matemática é difícil. Na 
verdade, na ordem direta fica: 
Aprender Matemática é difícil para mim. 
 Sujeito Predicativo Sujeito┘ Complemento Nominal 
Observe que para mim complementa o adjetivo difícil. 
E não seria assim? 
Para mim, aprender matemática é difícil. 
Poderia ser assim. Afinal a inversão de uma função 
sintática (complemento nominal) não exige vírgula 
obrigatória. 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) 
Assinale a alternativa em que o pronome pessoal está 
empregado corretamente: 
a) Este é um problema para mim resolver. 
b) Para mim, viajar de avião é um suplício. 
c) Entre eu e tu não há mais nada. 
d) A questão deve ser resolvida por eu e você. 
e) Quando voltei a si, não sabia onde estava. 
Gabarito B 
 
b) Pronomes possessivos: referem-se às três 
pessoas gramaticais, indicando que elas possuem 
alguma coisa. Os pronomes possessivos relacionam-
se diretamente aos pronomes pessoais: 
Pronome 
Pessoal 
Pronome 
Possessivos 
Pronome 
Pessoal 
Pronome 
Possessivo 
eu meu(s),minha(s) nós nosso(s), 
nossa(s) 
tu teu(s), tua(s) vós vosso(s), 
vossa(s) 
ele seu(s), sua(s) eles seu(s), sua(s) 
 
c) Pronomes demonstrativos: indicam o lugar 
ocupado por um determinado ser, em relação a uma 
das pessoas gramaticais. 
 
 
Emprego básico: 
 As formas de primeira pessoa indicam 
proximidade de quem fala ou escreve: 
Ex.: Este senhor ao meu lado é o meu avô. 
 Os demonstrativos de primeira pessoa podem 
indicar também o tempo presente em relação a quem 
fala ou escreve. 
Ex.: Nestas últimas horas tenho me sentido mais 
cansado que nunca. 
 as formas de segunda pessoa indicam 
proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve: 
Ex.: Essa foto que tens na mão é antiga? 
 os pronomes de terceira pessoa marcam 
posição próxima da pessoa de quem se fala ou 
posição distante dos dois interlocutores. 
Ex.: Aquela foto que ele tem na mão é antiga. 
Os pronomes demonstrativos, além de marcar 
posição no espaço, marcam posição no tempo. 
 Este (e flexões) marca um tempo atual ao ato da 
fala. 
Ex.: Neste instante minha irmã está trabalhando. 
 Esse (e flexões) marca um tempo anterior 
relativamente próximo ao ato da fala. 
Ex.: No mês passado fui promovida no trabalho. Nesse 
mesmo mês comprei meu apartamento. 
 Aquele (e flexões) marca um tempo 
remotamente anterior ao ato da fala. 
Ex.: Meu avô nasceu na década de 1930. Naquela época 
podia-se caminhar à noite em segurança. 
Os pronomes demonstrativos servem para fazer 
referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer, no 
interior do discurso. 
 Este (e flexões) faz referência àquilo que vai ser 
dito posteriormente. 
Ex.: Espero sinceramente isto: que seja muito feliz. 
 Esse (e flexões) faz referência àquilo que já fio 
dito no discurso. 
Ex.: Que seja muito feliz: é isso que espero. 
 Este em oposição a aquele quando se quer 
fazer referência a elementos já mencionados, este se 
refere ao mais próximo, aquele, ao mais distante. 
Ex.: Romance e Suspense são gêneros que me agradam, 
este me deixa ansioso, aquele, sensível. 
 
d) Pronomes indefinidos: referem-se, de modo 
indeterminado, à 3ª pessoa gramatical. 
Indefinidos mais usados: algum, nenhum, todo, 
outro, muito, pouco, certo, qualquer, alguém, ninguém, 
algo. 
Ex: alguns investidores perderam muito dinheiro. 
“O senhor admite ter desempenhado um papel 
fundamental na organização dos ataques do PCC? 
Não se pode dispensar todo o barril por causa de 
algumas maçãs podres. Eu ajudo mais de 90 milhões de 
brasileiros a se comunicarem diariamente. Sou um 
aparelho democrático.” 
 
e) Pronome Relativo é uma classe de pronomes que 
substituem um termo da oração anterior e estabelece 
relação entre duas orações. 
 nome repetidoNão conhecemos o aluno. O aluno saiu. 
Reunindo os dois períodos num único teremos: 
 
Não conhecemos o aluno / que saiu. 
 Oração Principal Or. Sub. Adjetiva Restritiva 
Ou seja, período composto por subordinação. 
Como se pode perceber, o que, nessa frase está 
substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda 
oração com a primeira. 
 
Os pronomes relativos classificam-se em: 
Variáveis 
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O qual, a qual 
Os quais, as quais 
Cujo, cuja 
Cujos, cujas 
Quanto, quanta 
Quantos, quantas 
 
Invariáveis 
Que (quando equivale a o qual e flexões) 
Quem (quando equivale a o qual e flexões) 
Onde (quando equivale a no qual e flexões) 
 
Emprego dos pronomes relativos 
1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição 
se a regência assim determinar. 
Prepos. exigida p/ verbo↓ 
Pronome 
Relativo 
Termo regente 
Havia condições a que 
 nos opúnhamos. 
(opor-se a) 
Havia condições com que 
 não concordávamos. 
(concordar com) 
Havia condições de que 
 desconfiávamos. 
(desconfiar de) 
Havia condições - que 
 nos prejudicavam. 
(= sujeito) 
Havia condições em que 
 insistíamos. 
(insistir em) 
 
2. O pronome relativo quem se refere a uma pessoa ou a 
uma coisa personificada. 
Não conheço a médica de quem você falou. 
Esse é o livro a quem prezo como companheiro. 
 
3. Quando o relativo quem aparecer sem antecedente 
claro é classificado como pronome relativo indefinido. 
Quem atravessou, foi multado. 
 
4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem 
virá precedido de preposição. 
João era o filho a quem ele amava. 
 
5. O pronome relativo que é o de mais largo emprego, 
chamado de relativo universal, pode ser empregado com 
referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural. 
Conheço bem a moça que saiu. 
Não gostei do vestido que comprei. 
Eis os instrumentos de que necessitamos. 
 
6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o 
demonstrativo o (a, os, as). 
Ex1: Sei o que digo. (Sei AQUILO que digo.) 
Ex2: Comprei uma casa igual A1 + A2 que você comprou. 
 (Comprei uma casa igual à / que você comprou) 
 (Comprei uma casa igual a + aquela que você 
comprou) 
A1 → Preposição exigida pelo adjetivo igual. 
A2 → Pronome Demonstrativo aquela. 
Ex3: Dentre as pessoas escolhi as que mais 
interessavam à escola. 
As – pronome demonstrativo (as = aquelas) 
Que – pronome relativo 
 
7. Quando precedido de preposição monossilábica, 
emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de 
mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões). 
Ou seja, se a preposição tiver mais de uma sílaba 
(perante, sobre, etc.), o relativo que deve ser substituído 
por o/a qual, os/as quais. Compare: 
Ex.: A notícia segundo que ele havia viajado é falsa 
(forma inadequada) 
Ex.: A notícia segundo a qual ele havia viajado é falsa 
(forma adequada) 
Outros exemplos 
Aquele é o machado com que trabalho. 
Aquele é o empresário para o qual trabalho. 
Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas 
dúvidas? (Não se poderia usar que depois de sobre.) 
 
8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo 
possessivo equivale a do qual, de que, de quem. 
Deve concordar com a coisa possuída. 
Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres. 
 
9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são 
pronomes relativos quando seguem os pronomes 
indefinidos tudo, todos ou todas. 
Recolheu tudo quanto viu. 
 
10. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e 
tem sentido aproximado de em que, no qual. 
Esta é a terra onde habito. 
a) onde é empregado com verbos que não dão ideia de 
movimento. Pode ser usado sem antecedente. 
Nunca mais morei na cidade onde nasci. 
b) aonde é empregado com verbos que dão ideia de 
movimento e equivale a para onde, sendo resultado 
da combinação da preposição a + onde. 
As crianças estavam perdidas, sem saber aonde ir. 
Por Marina Cabral 
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura 
Equipe Brasil Escola. 
 
f) Pronomes interrogativos: usados em frases 
interrogativas. 
São interrogativos: que, quem, qual, quanto. 
Ex.: Quanto tempo você viveu lá? 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO 
EXITUS) Marque a opção CORRETA que apresenta um 
pronome demonstrativo. 
a) Maria é minha tia. 
b) Eu e você estamos felizes. 
c) Vossa excelência está com a razão. 
d) Quando lhe encontrar, ficarei feliz. 
e) Esse livro foi o mais vendido. 
 
Leia o texto 2 e responda às questões. 
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TEXTO 2 
“Tudo que é seu, meu bem, 
também pertence a mim. 
Vou dizer agora tudo 
do princípio ao fim. 
Da sua cabeça até 
a ponta do dedão do pé 
tudo que é seu meu bem 
é meu, é meu, é meu...”. 
 
2. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – 
Fundamental – NEO EXITUS) O texto é fragmento de 
uma música de Roberto Carlos e aborda alguns 
pronomes possessivos. Analise as opções e marque 
aquela em que o pronome possessivo não dá ideia de 
posse: 
a) Ela trouxe sua contribuição, como prometera. 
b) Os pais defenderam seu filho. 
c) Minha esperança é que a situação melhore. 
d) Minha senhora, muito obrigado. 
e) Cumprimos com nossos compromissos. 
 
3. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – 
Fundamental – NEO EXITUS) No verso “também 
pertence a mim” o uso do pronome mim está de 
acordo com a norma gramatical. Nas opções abaixo, 
apenas em uma o uso do pronome mim não segue a 
referida norma, indique-a: 
a) Não quis vir até mim. 
b) Sem ti e mim ele não voltaria. 
c) Revoltou-se contra você e mim. 
d) Ele não falaria isso para mim. 
e) Disse para mim analisar com cuidado. 
 
4. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) O 
termo observá-los equivale a: 
a) Observar os. b) Observar eles. 
c) Observar as. d) Observar elas. 
e) Observar ele. 
 
Leia a tirinha a seguir: e responda as questões. 
 
5. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Em relação à tirinha, marque a opção CORRETA. 
a) Apenas um dos quadrinhos não apresenta pronome 
possessivo. 
b) No primeiro quadrinho há a presença de adjetivo. 
c) No terceiro quadrinho há uma classe de palavra 
subtendida. 
d) Os verbos de todos os quadrinhos estão no presente. 
e) Em dois dos quadrinhos há pronome pessoal. 
 
Neologismo 
Beijo pouco, falo menos ainda. 
Mas invento palavras 
Que traduzem a ternura mais funda 
E mais cotidiana. 
Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. 
Intransitivo: 
Teadoro, Teodora. 
 
6. (Pref. Capistrano - Assist. Social-2013– I NEO EXITUS) 
Assinale a opção que analisa CORRETAMENTE a 
classe gramatical da palavra que, no terceiro verso: 
a) É uma conjunção integrante. 
b) É um pronome oblíquo. 
c) É uma conjunção aditiva. 
d) É um pronome relativo. 
e) É um pronome demonstrativo. 
 
GABARITO 
1 E 2 D 3 E 4 B 5 C 6 D 
 
QUESTÕES 
1. Na passagem “Os empresários que não se adequarem 
à lei em noventa dias poderão ser multados em até 3,2 
milhões de reais.” , o termo que apresenta a mesma 
classe gramatical que em 
(A) “A lei é tão rigorosa que mesmo ambientes com teto 
alto e sem paredes,”... 
(B) “ ‘Ficou tão difícil fumar que até decidi parar’,”... 
(C) “Quem considera a lei exagerada deve saber que São 
Paulo apenas se alinha a uma tendência mundial.” 
(D) “Os fumantes americanos têm outro problema com 
que se preocupar:” 
(E) “E a maioria não fumante não quer deixar que ela seja 
reavivada.” 
 
2. A opção em que o termo em negrito não pode ser 
substituído pelo pronome pessoal oblíquo átono 
correspondente é 
(A) rejeitar o bar. 
(B) andar de skate. 
(C) comer uma pizza. 
(D) adotar o vocabulário. 
(E) importar o indispensável. 
 
3. Assinale a alternativa que completa corretamente, na 
sequência, as lacunas dapassagem: Professor, passe 
__________ livro que está aí com você; _________ 
aqui não serve para _________ estudar. 
A) aquele / este / mim. B) aquele / esse / eu. 
C) esse / esse / mim. D) este / este / mim. 
E) esse / este / eu. 
 
4. Assinale a alternativa em que a frase: “Eu não protejo 
ele” foi transcrita para o padrão formal da língua. 
A) Eu não o protejo. B) Eu não protejo-o. 
C) Eu não lhe protejo. D) Eu não protejo-lhe. 
E) Eu não protejo a ele. 
 
5. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado tem 
a mesma classificação morfológica que a palavra 
destacada, na passagem: Ela o desprezava. 
A) Um refletia sobre o outro. 
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B) O que estava sentado ficou a vê-los. 
C) Já se disse tudo o que havia de importante. 
D) Louvava encantado o amor daqueles dois. 
E) O mito passeava para que todos o vissem. 
 
6. Assinale a alternativa em que o termo destacado tem a 
mesma classificação morfológica da palavra 
sublinhada na oração: Esses assuntos são chocantes. 
A) A fome é um instinto primário. 
B) Eles vivem com abundância de tais alimentos. 
C) Após duas guerras, a fome causou milhões de mortes. 
D) Foi Josué de Castro que denunciou a situação de 
fome. 
E) As emissões dos gases provocaram o aquecimento 
global. 
 
Gabarito: 
1 D 2 B 3 E 4 A 5 E 6 B 
 
PRONOMES DE TRATAMENTO 
Pronomes de tratamento são axiônimos, ou 
seja, nomes que constituem formas corteses de 
tratamento, expressões de reverência, títulos honoríficos, 
etc. São pronomes como outros quaisquer, inclusive 
empregados da mesma forma que os pronomes pessoais, 
porém são utilizados em situações formais específicas 
antepondo-se a determinadas palavras que designam 
cargos ou posições sociais de prestígio, como já 
mencionado acima. 
A conjugação dos pronomes de tratamento é da 3ª 
pessoa, mas normalmente se identificam mais com a 
segunda pessoa, já que se referem à pessoa com quem 
se fala. Um exemplo disso é o pronome “você” que 
substitui o pronome “tu” em muitas regiões que tem como 
língua oficial a língua portuguesa. A substituição já está 
tão comum que os pronomes “tu” e “vós” estão aos 
poucos tornando-se arcaicos, já que estão rapidamente 
perdendo a frequência de seu uso. 
Alguns gramáticos mais modernos já chegam até a 
incluir o pronome “você” entre os pronomes pessoais. 
Quanto ao emprego de iniciais maiúsculas ou 
minúsculas nos pronomes de tratamento, há ainda um 
certo impasse, porém alguns gramáticos sugerem que se 
use letras minúsculas nos pronomes mais usuais ou 
comuns, tais quais: senhor, senhora, doutor, dona, dom, 
senhorita, professor, você. Já nos demais pronomes, 
menos usuais e mais formais, utiliza-se letras maiúsculas, 
como por exemplo: Vossa Senhoria, Vossa Excelência, 
Vossa Santidade, etc. 
Quando se trata das abreviações, no entanto, 
utiliza-se apenas iniciais maiúsculas, e nunca minúsculas. 
Vejamos os principais pronomes de tratamento e a 
ocasião de seu uso: 
Pronome de 
Tratamento 
Abreviatura 
no Singular 
Abreviatura 
no Plural 
Usos 
Você V. VV. Usado para um 
tratamento mais 
informal. Em 
algumas regiões é 
substituído pelo "tu" 
Senhor, 
Senhora 
Sr., Sr.ª Srs., Srª.s Usado quando 
falamos com 
pessoas com as 
quais não temos 
intimidade 
Vossa 
Senhoria 
V. S.ª V. Sª.s Pouco utilizado 
atualmente; para 
quando nos 
dirigimos à 
autoridades em 
geral, como 
diretores, chefes, 
vereadores, 
secretários, etc. 
Vossa 
Excelência 
V. Ex.ª V. Ex.ªs Usado para 
referenciar 
autoridades mais 
altas, como 
Presidente da 
República, Ministros 
de Estado, 
Senadores, 
Deputados, etc. 
Vossa 
Eminência 
V. Em.ª V. Em.ªs Usados para 
falarmos com 
Cardeais 
Vossa Alteza V. A. V V. A A. Para nos referirmos 
a Príncipes e 
Princesas, Duques 
Vossa 
Santidade 
V.S. - Para o Papa 
Vossa 
Reverendíssi
ma 
V. Rev.mª V. Rev.mªs Bispos e Sacerdotes 
Vossa 
Paternidade 
V. P. VV. PP. Superiores de 
Ordens Religiosas. 
Vossa 
Magnificência 
V. Mag.ª V. Mag.ªs Reitores de 
Universidades 
Vossa 
Majestade 
V. M. V V. M M. Reis e Rainhas. 
 
COLOCAÇÃO PRONOMINAL 
Em nossa língua, os pronomes pessoais oblíquos 
átonos ocupam três posições em relação aos verbos. 
 Antes do verbo (próclise ou pronome proclítico) 
 Sempre nos encontramos aqui. 
 Depois do verbo (ênclise ou pronome enclítico) 
 Encontramo-nos sempre aqui. 
 No meio do verbo (mesóclise ou pronome 
mesoclítico) 
Encontrar-nos-emos sempre aqui. 
A gramática apresenta algumas regras quanto à 
colocação desses pronomes. 
 
PRÓCLISE 
Usa-se a próclise quando, antes do verbo, ocorrer 
uma palavra dos seguintes grupos: 
a) palavras ou expressões de sentido negativo: 
Ninguém me contou isso antes. 
Em hipótese alguma lhe faria mal. 
b) advérbios: 
Ontem o encontrei na praia. 
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Importante! 
Se houver vírgula depois do advérbio, ele deixa de 
atrair o pronome: 
Antes, via-a sempre. 
c) pronomes relativos: 
As pessoas que me convidaram não estavam lá. 
d) pronomes indefinidos: 
Alguém lhe fez outra proposta. 
e) pronomes demonstrativos neutros: 
Isso te incomoda? 
f) conjunções subordinativas: 
Embora o respeite muito, discordo de sua opinião. 
g) frases exclamativas, optativas e interrogativas 
diretas: 
Quanto me foi difícil partir! 
Quem nos deixou aqui? 
Deus te ajude, meu amigo. 
 
ÊNCLISE 
Usa-se a ênclise nas seguintes situações: 
1. verbo no início da frase: 
Roubaram-me os documentos também. 
2. verbo no imperativo afirmativo: 
Crianças, lavem-se mais depressa. 
3. verbo no gerúndio: 
Entrou, queixando-se de dores fortes. 
Importante! 
Se houver preposição em seguida de gerúndio, 
usa-se a próclise: 
Em se tratando de fofocas, estou fora. 
4. verbo no infinitivo impessoal: 
Convém ajudá-lo imediatamente. 
 
5. junto ao infinitivo não-flexionado, precedido da 
preposição a, em se tratando dos pronomes o, a, os, 
as: 
Começou a maltratá-la. 
Importante! 
Junto ao infinitivo flexionado, regido de preposição, 
é de rigor a próclise. 
 Repreendi-os por se queixarem sem razão. 
6. Vindo o infinitivo regido da preposição para, quase 
sempre é indiferente a colocação do pronome oblíquo 
antes ou depois do verbo, mesmo com a presença do 
advérbio não: 
 Corri para defendê-lo. 
 Corri para o defender. 
 Calei-me para não contrariá-lo. 
 Calei-me para não o contrariar. 
 
MESÓCLISE 
Ocorrerá a mesóclise quando o verbo estiver no 
futuro do presente ou no futuro do pretérito, sem que 
venha precedido por palavra atrativa: 
Informar-lhe-ei hoje 
Facilitar-me-iam os pagamentos. 
Importante! 
Com palavras atrativas, ocorreria a próclise: 
De modo algum lhe informarei hoje. 
Alguns me facilitariam os pagamentos. 
Veja o seguinte exemplo: 
A colocação dos pronomes no terceiro quadrinho, se 
atendesse aos padrões da língua culta, deveria 
contemplar a mesóclise: “afundar-me-ei..., rebelar-me-
ei..., enforcar-me-ei...". 
 
Pronomes átonos em locuções verbais 
Estando o verbo principal no infinitivo ou no 
gerúndio, coloca-se o pronome oblíquo depois do verbo 
auxiliar ou depois do verbo principal: 
Posso-lhe afirmar isso Estou-lhe afirmando isso. 
Posso lhe afirmar isso Estou lhe afirmando isso. 
Posso afirmar-lhe isso. Estou afirmando-lhe isso. 
TENÇÃO 
Se houver palavra atrativa, o pronome pode ser 
colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo 
principal: 
Não lhe posso afirmar isso. 
Não posso afirmar-lhe isso. 
 
Pronomes átonos em tempos compostos 
Nos tempos compostos (ter ou haver + particípio), 
o pronome se junta ao verbo auxiliar, NUNCA ao 
particípio: 
Tinha-lhe falado outras coisas. 
Ter-lhe-ia falado outras coisas. 
TENÇÃO 
Se houver palavra atrativa, o pronome será 
colocado antes do verbo auxiliar: 
Ninguém lhe tinha falado outras coisas 
 
EXERCÍCIOS 
Texto 
Qualquerbarulho que se fizesse, principalmente os mais 
desagradáveis, ecoava pelo edifício inteiro, verdadeira 
caixa acústica. Mas nada de alguém assobiando ou 
cantando uma canção. Um amigo meu casou-se com a 
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mais bela do bairro porque a conquistou com O Vôo da 
Abelha, o grande desafio dos assobiadores. 
 Certamente ouvíamos música no edifício, mas 
emitida por aparelhos de som, alguns muito possantes, 
não, porém, pela voz natural, direto da garganta, 
amadora, desafinada, catarrenta e sem 
acompanhamento de orquestra. A voz do CD não é a voz 
ao vivo, solta, gratuita, à qual nos referimos. 
 – Não se incomode, dona Mariana – replicou 
ela. – Acabo de assinar contrato com a Tupi, vou ganhar 
uma nota preta. 
1. Assinale a alternativa em que, mudando-se a 
colocação pronominal de próclise para ênclise e 
vice-versa, a frase continua correta. 
(A) que se fizesse 
(B) um amigo meu casou-se 
(C) porque a conquistou 
(D) à qual nos referimos 
(E) não se incomode 
 
Texto 
Assim como no progresso alucinante de nossos 
dias há um negativo inerente, também nas vivências 
anteriores e superadas havia um positivo injustamente 
sepultado junto com o negativo que as caracterizou. 
2. Como em “que as caracterizou”, a colocação 
pronominal está correta em 
A) Entregarei-as na próxima semana. 
B) Os seres humanos haviam conseguido-as. 
C) Não se sabe quem as revelou. 
D) Espero que examinem-se todos os detalhes. 
Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o 
Brasil daqui a vinte e cinco anos. Nem daqui a vinte e 
cinco minutos, quanto mais vinte e cinco anos. 
 
3. Da mesma maneira que em “Perguntaram-me”, linha 
01, a colocação do pronome oblíquo átono está 
correta em 
A) Os alunos leram muito, preparando-se para as 
avaliações. 
B) Se pudesse, o professor educaria-os. 
C) Os estudantes haviam preparado-se para as 
avaliações. 
D) Os estudantes que indagaram-me são interessados. 
E, na maioria das vezes, quando se descrevem as 
características físicas, morais e mentais de um 
brasileiro, não se nota que na verdade se estão 
descrevendo os sintomas físicos, morais e mentais da 
fome. 
 
4. O pronome “se” está posto antes do verbo, por estar 
atraído por 
A) outro pronome. 
B) um advérbio. 
C) uma conjunção coordenativa. 
D) uma conjunção subordinativa. 
 
05. Considere os itens seguintes: 
I. Os agentes penitenciários haviam deslocado-se para o 
presídio. 
II. Há menas confusão na rua. 
III. Cada um dos agentes prestarão juramento. 
IV. Todos os agentes devem assistir ao hasteamento da 
bandeira. 
Marque a alternativa verdadeira. 
A) Em I, está correta a colocação do pronome oblíquo 
átono. 
B) Em II, está correta a concordância nominal. 
C) Em III, está correta a concordância verbal. 
D) Em IV, está correta a regência verbal. 
 
06. Do mesmo modo que em “que lhes permita” a 
colocação do pronome átono está correta em: 
A) O bombeiro o qual ajudou-me é educado. 
B) O bombeiro entrou logo em ação, nos revelando 
eficiência. 
C) Os bombeiros se tinham preparado para o trabalho. 
D) Haviam arrastado-se até o prédio os bombeiros. 
 
07. Assinale a alternativa em que a colocação do 
pronome átono, de acordo com a norma culta, pode 
ser tanto proclítica quanto enclítica. 
a) Ninguém dirá a verdade. (lhe) 
b) Começou a maltratar. (a) 
c) Chamaria louca, com certeza. (a) 
d) Corri para ajudar. (o) 
 
08. Da mesma maneira que em “Dois haviam-se 
prontificado a servir de testemunha” a colocação do 
pronome oblíquo átono está correta em: 
A) O sargento nunca se tinha prontificado a servir de 
testemunha. 
B) O soldado nunca tinha prontificado-se a servir de 
testemunha. 
C) Se havia prontificado a servir de testemunha o 
sargento. 
D) O soldado havia prontificado-se a servir de 
testemunha. 
 
Gabarito 
01. B 02. C 03. A 04. D 05.D 
06. C 07.D 08.A 
 
O VERBO 
FLEXÃO VERBAL: VERBO 
CONCEITUAÇÃO 
Verbo é a palavra que, por si só, indica um fato 
(ação, estado, mudança de estado, fenômeno) e situa-se 
no tempo. 
 
FLEXÕES DO VERBO 
Número 
Os verbos apresentam variações de número: está 
no singular quando se refere a uma só pessoa ou coisa, 
está no plural quando se refere a mais de uma pessoa ou 
coisa. 
- Estudas música há muito tempo? (singular) 
- Meu irmão e eu estudamos música há três anos. 
(plural). 
 
Pessoa 
Os verbos possuem três pessoas que 
correspondem aos pronomes pessoais que lhes servem 
de sujeito: 
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 Primeira pessoa - aquela que fala - corresponde 
aos pronomes pessoais eu e nós; 
 Segunda pessoa - aquela com quem se fala - 
corresponde aos pronomes pessoais tu e vós; 
 Terceira pessoa - aquela de quem se fala - 
corresponde aos pronomes pessoais ele, ela, 
eles e elas. 
 
CONJUGAÇÕES VERBAIS 
1ª conjugação (terminação AR) Ex.: louvAR 
2ª conjugação (terminação ER) Ex.: vendER 
3ª conjugação (terminação IR) Ex.: partIR 
ATENÇÃO: O verbo pôr (e seus derivados repor, depor, 
compor, transpor, etc.) pertence à 2ª conjugação, porque 
sua origem é essa: ponere › poer › pôr. 
 
TEMPO 
Os tempos verbais indicam o momento em que se 
dá o fato expresso pelo verbo. Basicamente são três, 
sendo dois deles subdivididos: 
 Presente - O fato se dá no momento em que se fala: 
Vou agora à locadora 
 Pretérito - o fato se dá antes do momento em que se 
fala: 
Perfeito - indica um fato concluído: 
Aluguei dois filmes italianos. 
Imperfeito - toma o fato em curso, no passado: 
Durante a infância, fazia desenhos incríveis. 
Mais-que-perfeito - indica um fato ocorrido no 
passado, mas anterior a outro fato ocorrido: 
Quando entramos, o filme já começara. 
 Futuro - o fato se dá depois do momento em que se 
fala: 
Do presente - exprime um fato futuro ao presente: 
Cacá Diegues também filmará esse tema. 
Do pretérito - indica um fato futuro em relação a 
um fato passado: é um futuro hipotético. 
Ele falou aos repórteres que faria o filme. 
Nos modos verbais, os tempos aparecem assim 
esquematizados: 
MODO TEMPO 
Indicativo 
 
Presente: Falo 
 
 Imperfeito: Falava 
Pretérito Perfeito: Falei 
 Mais-que-perfeito: 
Falara 
 
 Do Presente: 
Falarei 
Futuro 
 Do Pretérito: Falaria 
 
Subjuntivo 
 
Presente: Fale 
Pretérito Imperfeito: Falasse 
Futuro: Falar 
 
Imperativo 
Afirmativo: 
Falemos 
 
 
Negativo: 
Não Falemos 
 
 
IMPORTANTE! 
Existem outras variações nos tempos verbais para 
atender à diversidade de situações comunicativas. Além 
das subdivisões vistas acima, os tempos verbais 
assumem significações que pouco têm a ver com seus 
significados originais. 
Observe algumas dessas variações: 
1. Presente do Indicativo 
a) Faço minhas lições todas as noites. (exprime uma 
ação habitual) 
b) Os corpos são constituídos de átomos. (exprime uma 
verdade científica) 
c) Eles viajam depois de amanhã. (exprime futuro 
próximo e certo) 
 
2. Pretérito Perfeito (composto) 
Ele tem trabalhado muito nos últimos meses. (a 
forma composta - verbo auxiliar + verbo principal no 
particípio - indica uma ação passada que se prolonga até 
o presente) 
 
3. Futuro do Pretérito 
a) Gostaria de um cafezinho agora? (exprime gentileza) 
b) Se meu pai permitisse, viajaria com vocês. (exprime 
futuro atrelado a uma condição) 
c) Ele falaria tal coisa (exprime incerteza) 
 
MODO 
Os modos dos verbos são três: indicativo, 
subjuntivo e imperativo. Eles indicam certeza, dúvida, 
ordem , pedido, desejo, possibilidade, etc. 
Indicativo: exprime uma atitude de certeza 
Comprei os ingressos ontem 
Subjuntivo: exprime uma atitude de dúvida, de 
possibilidade: Eles querem que você viaje amanhã. 
Imperativo: indica uma atitude de mando, conselho ou 
súplica ou ainda convite. 
Faça exercícios físicos apropriados. 
 
Na frase “Filho, faça boa 
prova!” o modo é 
SUBJUNTIVO, não 
IMPERATIVO,pois não está 
exprimido um pedido , mas 
um desejo. 
 
FORMAS NOMINAIS 
Os verbos assumem algumas formas que, por 
exercerem funções não verbais, são chamados nominais: 
Infinitivo – termina sempre em R e, em função de ter, ou 
não, sujeito próprio subdivide-se em: 
 Infinitivo impessoal: quando não se refere a 
nenhuma pessoal gramatical, isso equivale a dizer: 
quando não tem sujeito. 
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 Ex.: Convém ajudar este rapaz. 
 Infinitivo pessoal: quando tem um sujeito 
específico, determinado. 
 
Gerúndio – é caracterizado pela terminação NDO. 
 Ex.: Vivendo sozinho ele era mais feliz. 
 
Particípio – apresenta, em geral a terminação ADO (na 
1ª conjugação) e IDO (na 2ª e 3ª conjugações). 
 Ex.: Encontrado o garoto, voltamos para casa. 
 Ex.: Vendido o carro, voltamos para casa. 
 
COMPOSIÇÃO DO MODOS VERBAIS 
 Os três modos verbais são constituídos pelos 
tempos verbais que constam do quadro abaixo. 
Modo Indicativo 
Presente Eu volto 
Pretérito imperfeito Eu voltava 
Pretérito perfeito simples Eu voltei 
Pretérito perfeito 
composto 
Eu tenho voltado 
Pretérito mais-que-
perfeito simples 
Eu voltara 
Pretérito-mais-que-
perfeito composto 
Eu tinha (havia) voltado 
Futuro do presente 
simples 
Eu voltarei 
Futuro do presente 
composto 
Eu terei (haverei) voltado 
Futuro do pretérito 
simples 
Eu voltaria 
Futuro do pretérito 
composto 
Eu teria (haveria) voltado 
 
Modo Subjuntivo 
Presente Que eu volte 
Pretérito imperfeito Se eu voltasse 
Pretérito perfeito Que eu tenha voltado 
Pretérito mais-que-
perfeito 
Se eu tivesse voltado 
Futuro simples Quando eu voltar 
Futuro composto Quando eu tiver voltado 
 
Modo Imperativo 
Afirmativo Volta (tu); volte (você) 
Negativo Não voltes (tu); não volte 
(você) 
 
FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS 
 Toda palavra tem uma sílaba mais forte: a sílaba 
tônica. No caso das formas verbais, essa sílaba tônica 
pode estar dentro ou fora do radical do verbo. Para se 
obter o radical deste, basta tomar seu infinitivo e eliminar 
dele a terminação AR, ER, IR. 
 
Ex.: LOUVAR→Radical→LOUV 
 Dependendo de apresentar a vogal da sílaba 
tônica dentro ou fora do Radical, uma forma verbal 
classifica-se em: 
 
FORMA RIZOTÔNICA: quando a vogal da sílaba tônica 
está dentro do radical. 
 ⌐VOGAL DA SÍLABA TÔNICA 
Ex.: Eu LOUV O meu Deus. 
 └ RADICAL 
 
FORMA ARRIZOTÔNICA: quando a vogal da sílaba 
tônica está fora do radical. 
 ⌐VOGAL DA SÍLABA TÔNICA 
Ex.: Eu LOUV AVA meu Deus. 
 └ RADICAL 
 
CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS 
QUANTOÀ CLASSIFICAÇÃO UM VERBO PODE SER: 
a) REGULAR é aquele cujo radical não sofre alteração 
em nenhum tempo, modo, número ou pessoa. 
Ex.: Cantar — Vender — Partir — Negociar —Averiguar 
— Apaziguar 
IMPORTANTE: Quando a alteração no radical é uma 
simples adaptação fonética exigida pelo idioma, nesse 
caso não se considera traço de verbo irregular. 
Ex.: EU FICO QUE EU FIQUE 
Ex.: TOCAR, CORRIGIR, 
 
b) IRREGULAR é aquele que sofre alteração no radical 
ou no quadro das desinências. 
Ex.: FAZ ER → Eu FAÇ O 
 TRAZ ER → Eu TRAG O 
 POL IR → Eu PUL O 
IMPORTANTE: 
 Normalmente a irregularidade de um verbo se 
mostra logo na 1ª pessoa do Presente do Indicativo. 
Exemplos de VERBOS IRREGULARES: 
aguar, dar, sentir, estar, querer, requerer, passear, 
cear, bloquear, ansiar, incendiar, mediar odiar, remediar, 
ver, vir (seguem-no advir, convir, intervir, provir, sobrevir) 
pôr, mobiliar (apresenta irregularidade na pronúncia), ter, 
haver, caber, crer, dizer, poder, saber, escrever (irregular 
no particípio: escrito), moer, perder, valer, ferir (conjugam-
se como ferir: aderir, advertir, aferir, assentir, compelir, 
competir, conferir, conseguir, consentir, convergir, deferir, 
desferir, desmentir, despir, digerir, discernir, divergir, 
divertir, expelir, gerir, impelir, ingerir, inserir, interferir, 
investir, mentir, perseguir, preferir, pressentir, preterir, 
proferir, prosseguir, referir, refletir, repelir, repetir, 
ressentir, revestir, seguir, servir, sugerir, transferir e 
vestir), atribuir (seguem-no possuir, concluir, constituir, 
destituir, instruir, arguir, etc.), cair (seguem-no abstrair, 
atrair contrair, decair, distrair, esvair, extrair, recair, retrair, 
sair, sobressair, trair), construir (seguem-no destruir, 
reconstruir), rir, mentir, ouvir, pedir (seguem-no 
desimpedir, despedir, expedir, impedir e medir). 
 
c) ANÔMALO é aquele que apresenta profundas 
alterações na sua conjugação em virtude de 
possuir mais de um radical. 
Ex.: SER, IR 
IMPORTANTE: 
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O verbo SER é constituído de três radicais 
primários: SEDERE, ESSE e IRE. Este último é o radial 
do verbo IR, razão por que os verbos SER e IR se 
confundem no pretérito perfeito e seus derivados (mais-
que-perfeito, futuro do subjuntivo). 
 
d) ABUNDANTE é aquele que apresenta mais de uma 
possibilidade de conjugação. Em geral, tal fato ocorre no 
particípio, mas não somente. Muitos são os verbos que, 
ao lado do particípio regular terminado em –do, possuem 
outro, irregular. 
Ex.:HAVER ENTUPIR 
 
CONSTRUIR APIEDAR-SE 
Hei Entupo 
 
Construo Apiedo-me ou 
Apiado-me 
Hás Entupes ou 
Entopes 
 
Constróis ou 
Construis 
 
Há Entupe ou 
Entope 
 
 
Hemos ou 
Havemos 
Entupimos 
 
 
Heis ou 
Haveis 
Entupis 
 
 
Hão Entupem ou 
Entopem 
 
 
 
INFINITIVO PARTICÍPIO 
REGULAR 
PARTICÍPIO 
IRREGULAR 
aceitar aceitado aceito 
acender acendido aceso 
anexar anexado anexo 
benzer benzido bento 
desenvolver desenvolvido desenvolto 
despertar despertado desperto 
dispersar dispersado disperso 
distinguir distinguido distinto 
eleger elegido eleito 
emergir emergido emerso 
encher enchido cheio 
entregar entregado entregue 
envolver envolvido envolto 
enxugar enxugado enxuto 
erigir erigido ereto 
expelir expelido expulso 
expressar expressado expresso 
exprimir exprimido expresso 
expulsar expulsado expulso 
extinguir extinguido extinto 
findar findado findo 
fixar fixado fixo 
fritar fritado frito 
ganhar ganhado ganho 
gastar gastado gasto 
imergir imergir imerso 
imprimir imprimido impresso 
incluir incluído incluso 
isentar isentado isento 
juntar juntado junto 
limpar limpado limpo 
malquerer malquerido malquisto 
matar matado morto 
misturar misturado misto 
morrer morrido morto 
murchar murchado murcho 
ocultar ocultado oculto 
omitir omitido omisso 
pagar pagado pago 
pegar pegado pego 
prender prendido preso 
romper rompido roto 
salvar salvado salvo 
secar secado seco 
segurar segurado seguro 
soltar soltado solto 
submergir submergido submerso 
sujeitar sujeitado sujeito 
suprimir suprimido supresso 
suspender suspendido suspenso 
tingir tingido tinto 
vagar vagado vago 
Os particípios regulares são usados, em geral, 
com os auxiliares ter e haver, ou seja, na voz ativa; e os 
irregulares com o verbo ser, na voz passiva. 
Ex.: Julieta havia acendido o fogo. 
Ex.: O fogo foi aceso por Julieta. 
OBSERVAÇÕES 
1ª) Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, 
pôr, ver, vir e seus derivados possuem apenas o particípio 
irregular: aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto, 
vindo. 
2ª) Na língua contemporânea há uma tendência 
pelo uso dos particípios irregulares, o que justifica o 
desuso de ganhado, gastado, pagado e pegado. 
 
e) DEFECTIVO é aquele que não é conjugado em todos 
os tempos, modos, números ou pessoas. 
Ex.: REAVER segue a conjugação do verbo HAVER, na 
íntegra, mas só possui as formas em que o verbo HAVER 
apresenta a letra V. 
REAVER 
PRESENTE PRETÉRITO PERFEITO 
Hei HOUVE → REOUVE 
Hás HOUVESTE → REOUVESTE 
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Hás HOUVE →REOUVE 
Havemos → REAVEMOS HOUVEMOS→ REOUVEMOS 
Haveis → REAVEIS HOUVESTES→ REOUVESTES 
Hão HOUVERAM → REOUVERAM 
PRET.-MAIS-
QUE-PERFEITO 
PRETÉRITO 
IMPERFEITO 
FUTURO DO 
PRESENTE 
FUTURO DO 
PRETÉRITO 
REOUVERA REAVIA REAVEREI REAVERIA 
REOUVERAS REAVIAS REAVERÁS REAVERIAS 
REOUVERA REAVIA REAVERÁ REAVERIA 
REOUVÉRAMOS REAVÍAMOS REAVEREMOS REAVERÍAMOS 
REOUVÉREIS REAVÍEIS REAVEREIS REAVERÍEIS 
REOUVERAM REAVIAM REAVERÃO REAVERIAM 
 
FORMAS NOMINAIS 
INFINITIVO IMPESSOAL INFINITIVO PESSOAL 
REAVER REAVER 
 REAVERES 
 REAVER 
 REAVERMOS 
 REAVERDES 
 REAVEREM 
 
REAVER 
SUBJUNTIVO FORMAS 
NOMINAIS 
PRESENT
E 
PRETÉRITO 
IMPERFEITO 
FUTURO GERÚNDIO 
REAVENDO 
— REOUVESSE REOUVER PARTICÍPIO 
REAVIDO — REOUVESSES REOUVERES 
— REOUVESSE REOUVER 
— REOUVÉSSEMOS REOUVERMOS 
— REOUVÉSSEIS REOUVERDES 
— REOUVESSEM REOUVEREM 
IMPERATIVO 
AFIRMATIVO NEGATIVO 
— — 
— — 
— — 
REAVEI — 
— — 
EX.: Precaver-se, adequar, falir, ressarcir (esses 
verbos só são conjugados nas formas arrizotônicas); 
abolir, banir, colorir, demolir, exaurir, explodir, extorquir, 
fremir, retorquir (não possuem a 1ª pessoa do singular do 
presente do indicativo); acontecer, ocorrer, suceder, 
prazer, doer, constar, urgir, fluir (conjugados apenas na 3ª 
p. do singular e do plural); chover, nevar, ventar, trovejar, 
gear, haver (só são conjugados na 3ª p. do singular). 
PRECAVER: é conjugado apenas nas formas 
arrizotônicas. As formas inexistentes são substituídas por 
sinônimos: acautelar-se, precatar-se, prevenir-se. 
PRECAVER 
INDICATIVO 
FORMAS 
NOMINAIS 
PRESENTE 
PRETÉRITO 
IMPERFEITO 
PRET. 
PERFEITO 
INFINITIVO 
IMPESSOA
L 
— precavia precavi precaver 
— precavias precaveste INFINITIVO 
PESSOAL 
— precavia precaveu precaver 
precavemos precavíamos precavemos precaveres 
precaveis precavíeis precavestes precaver 
— Precaviam precaveram precavermo
s 
PRET. MAIS-
QUE-
PERFEITO 
FUTURO DO 
PRESENTE 
FUTURO 
DO 
PRETÉRITO 
precaverdes 
precavera precaverei precaveria precaverem 
precaveras precaverás precaverias GERÚNDIO 
precavera precaverá precaveria precavendo 
precavêram
os 
precaveremos precaveríam
os 
PARTICÍPIO 
precavêreis precavereis precaveríeis precavido 
precaveram precaverão precaveriam 
SUBJUNTIVO 
PRESEN
TE 
PRET. 
IMPERFEITO 
FUTURO 
— precavesse precaver 
— precavesses precaveres 
— precavesse precaver 
— precavêssemos precavermos 
— precavêsseis precaverdes 
— precavessem precaverem 
 
 
IMPERATIVO 
 
AFIRMATIVO NEGATIVO 
— — 
— — 
— — 
precavei — 
— — 
 
VERBOS AUXILIARES 
 São auxiliares os verbos que entram na formação 
dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo 
principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é 
expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio 
ou particípio. 
 ┌Verbo Principal 
Ex.: Vou conversar com meus amigos. 
 └Verbo Auxiliar 
 ┌Verbo Principal 
Ex.: Maria está chegando. 
 └Verbo Auxiliar 
 ┌Verbo Principal 
Ex.: Esta parede foi pintada por mim. 
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 └Verbo Auxiliar 
 
VERBOS PRONOMINAIS 
 São pronominais os verbos que só se conjugam com 
os pronomes oblíquos átonos; esses pronomes fazem 
parte intrínseca do verbo. 
 São essencialmente pronominais os verbos 
arrepender-se e queixar-se. 
Ex.: Eu me arrependi do que disse. 
Ex.: Os fracos se queixam muito da vida. 
OBSERVAÇÕES: 
1ª) Por fazerem parte integrante do verbo, os 
pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não 
possuem função sintática. 
2ª) Há verbos que também são acompanhados de 
pronomes oblíquos átonos, mas que não são 
essencialmente pronominais, são os verbos reflexivos. 
Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se 
encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem 
funções sintáticas. 
Ex.: Ele se cortou. 
 └ Objeto Direto reflexivo 
 
VOZES DO VERBO 
Quanto à voz, os verbos se apresentam de três 
formas: 
a) Voz Ativa - o fato expresso pelo verbo é praticado 
pelo sujeito: 
 O presidente criticou o novo ministro. 
 └SUJEITO AGENTE 
 
b) Voz passiva - o fato expresso pelo verbo é recebido 
pelo sujeito. Pode ser: 
 Passiva Analítica (verbo no particípio + verbo 
auxiliar ser) 
 O novo ministro foi criticado pelo presidente. 
 └SUJEITO PACIENTE 
IMPORTANTE: 
Observe que da VOZ ATIVA para a PASSIVA 
passamos de um verbo a dois: se tivéssemos dois na 
ATIVA, teríamos três na PASSIVA, e vice-versa. 
 
 Passiva Sintética (verbo na 3ª pessoa + partícula 
apassivadora se) 
 ┌O D transforma-se em SUJEITO PACIENTE 
 C r i t i c o u –se o n o v o m i n i s t r o. 
 VTD └ P. APASSIVADORA 
 
c) Voz Reflexiva - o sujeito pratica e recebe a ação 
expressa pelo verbo: 
 O novo ministro demitiu-se. 
 └ OBJETO DIRETO REFLEXIVO 
OBSERVAÇÃO: 
Quando o verbo está no plural, a voz reflexiva pode 
indicar reciprocidade da ação. 
Ex.: Os deputados agrediram-se. 
 └ VOZ REFLEXIVA RECÍPROCA 
 
FORMAÇÃO DOS PRINCIPAIS TEMPOS 
VERBAIS SIMPLES 
1ª Etapa: Formação dos Presentes 
 O presente do indicativo é considerado um 
tempo primitivo e dele deriva-se o presente do subjuntivo, 
da maneira como mostra o esquema a seguir: 
Verbo de 1ª conjugação 
1ª pessoa singular 
do presente do 
indicativo 
 
 
-O 
→ 
+E 
 1ª pessoa singular do 
presente do subjuntivo 
 
Ex.: Eu louvo 
 
→ Que eu louve 
 
Presente d Indicativo 
 
 Presente do Subjuntivo 
Eu louvo 
 
 Que eu louve 
Tu louvas 
 
 Que tu louves 
Ele louva 
 
 Que ele louve 
Nós louvamos 
 
 Que nós louvemos 
Vós louvais 
 
 Que vós louveis 
Eles louvam 
 
 Que eles louvem 
Note como a desinência modo-temporal E se 
mantém em todas as pessoas do presente do subjuntivo. 
 
Verbos de 2ª e 3ª conjugações. 
1ª pessoa singular 
do presente do 
indicativo 
 
-O 
→ 
+A 
 1ª pessoa singular do 
presente do subjuntivo 
 
Ex.: Eu vendo 
 
→ Que eu venda 
 
Presente d Indicativo 
 
 Presente do Subjuntivo 
Eu vendo 
 
 Que eu venda 
Tu vendes 
 
 Que tu vendas 
Ele vende 
 
 Que ele venda 
Nós vendemos 
 
 Que nós vendamos 
Vós vendeis 
 
 Que vós vendais 
Eles vendem 
 
 Que eles vendam 
Note como a desinência modo-temporal A se 
mantém em todas as pessoas do presente do subjuntivo. 
ATENÇÃO! 
 Essa derivação só é possível quando a 1ª 
pessoa do singular do presente do indicativo termina em 
O. Por isso ela não vale para os seguintes verbos: 
ser (Eu sou — Que eu seja) 
estar (Eu estou — Que eu esteja) 
ir (Eu vou — Que eu vá) 
dar (Eu dou — Que eu dê) 
haver (Eu hei — Que eu haja) 
saber (Eu sei — Que eu saiba) 
 
2ª Etapa: FORMAÇÃO DO IMPERATIVO 
O Imperativo Afirmativo forma-se a partir dos dois 
presentes (do indicativo e do subjuntivo) 
 Do Presente do Indicativo: usamos as 2ªs pessoas (Tu 
e Vós), eliminando o S final. 
 Do Presente do Subjuntivo usamos as demais 
pessoas (Você, Nós, Vocês), sem nenhuma alteração. 
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Veja o esquema 
Presente do 
indicativo 
Imperativo 
Afirmativo 
Presente do 
Subjuntivo 
Eu canto --------------- Que eu cante 
Tu cantas → Canta tua música Que tu cantes 
Ele canta Cante sua 
música 
← Que ele cante 
Nós 
cantamos 
Cantemos nossa 
música 
← Que nós 
cantemos 
Vós cantais 
→ 
Cantai vossas 
canções 
 Que vós 
canteis 
Eles cantam Cantem suas 
canções 
← Que eles 
cantem 
O Imperativo Negativo forma-se a partir do 
presente do subjuntivo, sem nenhuma alteração. 
Veja o esquema:Imperativo Negativo 
Presente do 
Subjuntivo 
----------------------- ← Que eu cante 
Não Cantes tua música ← Que tu cantes 
Não Cante sua música ← Que ele cante 
Não Cantemos nossa música ← Que nós 
cantemos 
Não Canteis vossas canções ← Que vós canteis 
Não Cantem suas canções ← Que eles cantem 
 
ATENÇÃO! 
 Para o verbo SER essa derivação não é válida. 
Para esse verbo, temos, na 2ª p. singular e plural, as 
seguintes formas: 
 Sê tu 
 Sede vós 
 
3ª Etapa: PRETÉRITO PERFEITO E SEUS DERIVADOS 
 O pretérito perfeito é um tempo primitivo e dá 
origem a três outros tempos verbais, conforme o esquema 
abaixo: 
Ex.: verbo louvar 
 Pretérito Perfeito 
Eu louvei 
Tu louvaste 
Ele louvou 
Nós louvamos 
Vós louvastes 
 
 
 
 
 
 
 Eles louvaram 
 / 
 / 
 
│ 
│ 
 \ 
 \ 
 
 
-M -AM -RAM+SSE 
▼ ▼ ▼ 
Pretérito 
Mais-Que-
Perfeito 
 
Futuro do 
Subjuntivo 
 Pretérito 
imperfeito do 
Subjuntivo 
Eu louvara 
 
Qdo. eu 
louvar 
 Se eu louvasse 
Tu louvaras 
 
Qdo. tu 
louvares 
 Se tu louvasses 
Ele louvara 
 
Qdo. ele 
louvar 
 Se ele louvasse 
Nós 
louváramos 
 
Qdo. nós 
louvarmos 
 Se nós 
louvássemos 
Vós louváreis 
 
Qdo. vós 
louvardes 
 Se vós louvásseis 
Eles louvaram 
 
Qdo. eles 
louvarem 
 Se eles 
louvassem 
 
 
4ª Etapa: FORMAÇÃO DOS TEMPOS FUTUROS 
 Os dois tempos futuros formam-se pelo 
acréscimo de determinadas desinências ao infinitivo. 
 
FUTURO DO PRESENTE 
 Futuro do 
Presente 
 ⁄ +ei → Louvarei 
INFINITIVO ⁄ +ás → Louvarás 
LOUVAR ─ +á → Louvará 
 \ +emos → Louvaremos 
 \ +eis → Louvareis 
 
\ 
+ão → Louvarão 
 
FUTURO DO PRETÉRITO 
 Futuro do 
Presente 
 ⁄ +ia → Louvaria 
INFINITIVO ⁄ +ias → Louvarias 
LOUVAR ─ +ia → Louvaria 
 \ +íamos → Louvaríamos 
 \ +íeis → Louvaríeis 
 
\ 
+iam → Louvariam 
 
Correlação entre os tempos verbais 
Quando se constrói uma determinada frase, os verbos 
que ela apresenta estabelecem entre si certas 
correlações, de tal forma que se ajustem 
convenientemente no que se refere às variadas 
possibilidades de uso dos tempos e modos verbais. 
Observe, por exemplo, a frase: 
Se elas voltassem, eu ficaria feliz 
 
 Correlação 
O uso da forma voltassem, que é uma hipótese, 
uma condição, implica o emprego da forma ficaria, que, 
no contexto da frase, expressa uma possibilidade 
dependente da realização - ou não - do fato contido em 
voltassem. 
A essa articulação temporal entre duas formas 
verbais dá-se o nome de correlação verbal. 
Veja como, na frase acima, a correlação não 
estaria adequada se, em lugar de ficaria, usássemos, por 
exemplo, ficarei: 
 
Se elas voltassem, eu ficarei feliz 
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 Correlação Inadequada 
Observe que a forma ficarei estabelece correlação 
com outra forma do verbo voltar: 
Se elas voltarem, eu ficarei feliz 
 
 Correlação Adequada 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
Leia os trechos a seguir para responder a questão. 
Trecho 1 
O usuário só pagará pelo serviço se obter informações 
sobre o carro roubado. 
(Trecho de reportagem de jornal.) 
 
Trecho 2 
Como mostram nossas imagens, o protesto dos 
funcionários municipais terminou em confusão que 
causou danos às instalações da subprefeitura, mas a 
polícia militar não interviu na ação dos manifestantes. 
(Fala de um repórter que transmitia ao vivo uma notícia 
em um telejornal). 
1. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – 
Fundamental – NEO EXITUS) Ao compararmos os 
trechos 1 e 2, é CORRETO afirmar que. 
a) Há, em cada trecho, uma forma verbal que não está 
adequada à variedade padrão do idioma. 
b) Apenas o trecho 1 apresenta inadequação da forma 
verbal. 
c) Apenas o trecho 2 apresenta inadequação da forma 
verbal. 
d) Nos dois trechos as formas verbais foram empregadas 
corretamente. 
e) No trecho 1 a falha seria mais compreensível que no 
trecho 2. 
 
2. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 –
Fundamental – NEO EXITUS) Observando o sentido 
exigido pelo contexto, marque a opção que 
completa corretamente as lacunas do período 
abaixo. 
Quando tu __________ ao meu escritório, ___________à 
esquerda, assim que __________ uma 
igrejinha azul. 
a) Vieres – vire – ver. b) Vier – vire – vê. 
c) Vieres – vira – vires. d) Vier – vires – vir. 
e) Vieres – vires – ver. 
 
3. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) 
No período “A comissão irá precisar também de 70 
mil voluntários...” a locução irá precisar equivale 
a: 
a) Precisa. b) Estará precisando. 
c) Precisará. d) Poderá precisar. 
e) Precisaria. 
 
4. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Analise o uso correto dos verbos intervir, 
contrapropor e haver, para completar o período, a 
seguir: 
 
Se o governo federal não tivesse ____________naquele 
momento e não tivesse____________ soluções para o 
problema, certamente os empresários ____________ 
de criticá-lo. 
 
Marque a opção CORRETA que completa as lacunas 
respectivamente. 
a) Intervindo, contraproposto, haveriam. 
b) Intervido, contraposto, haviam. 
c) Intervisto, contraproposto, haviam. 
d) Intervindo, contraproposto, haviam. 
e) Intervindo, contraposto, haveriam. 
 
GABARITO 1: A; 2: C; 3:C; 4: A 
 
QUESTÕES COMENTADAS 
01. Noticiando é forma do gerúndio do verbo noticiar; a 
frase em que a forma verbal destacada pode NÃO 
estar no gerúndio é: 
a) As notícias estão chegando da Itália cada vez mais 
rapidamente; 
b) Transformando-se o ódio em amor, acabam-se as 
guerras; 
c) Vindo o resultado, os clientes começaram a protestar; 
d) Os jogadores italianos estão reclamando dos 
estrangeiros; 
e) O atleta viajou, completando sua missão. 
COMENTÁRIO: 
O verbo "vir" faz o particípio e o gerúndio de uma 
única forma: "vindo". 
 
02. Considerando que a ação de agredir o jogador 
brasileiro Antônio Carlos ocorreu antes de o Lazio 
perder o mando do campo, ação também passada, o 
verbo agredir deveria estar no: 
a) mais-que-perfeito do indicativo; 
b) imperfeito do indicativo; 
c) futuro do pretérito; 
d) imperfeito do subjuntivo; 
e) presente do subjuntivo. 
COMENTÁRIO: 
O tempo verbal usado para se referir a uma ação no 
passado que aconteceu antes de outra ação também no 
passado se chama pretérito-mais-que-perfeito. 
 ┌Pret. Perfeito 
Quando o árbitro apitou, a bola já entrara. 
 Pret. Mais-Que-Perfeito┘ 
 
O tempo MAIS-QUE-PERFEITO como o próprio nome diz: 
MAIS que o PERFEITO; ou seja, um acontecimento 
anterior a outro também no passado. 
A bola havia entrado antes de o árbitro ter apitado; ambas 
ações já aconteceram. 
 
Gabarito: 01/C; 02/A 
 
EXERCÍCIOS COMENTADO 
Verbo: reconhecimento do tempo de modo verbais. 
01. ... os nobres enviavam marinheiros mundo afora ... 
O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que os 
do grifado acima está na frase: 
(A) ... todas tratam o colecionismo como algo mais que 
um simples passatempo de adolescentes. 
(B) Mas não pense que todo colecionador... 
(C) Quem passa da adolescência... 
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(D) Os portos de Roterdã e Amsterdã enchiam-se de 
coisas maravilhosas e exóticas. 
(E) Sem elas, até mesmo a paisagem de alguns países 
seria diferente. 
 
COMENTÁRIO 
ENVI A VA M 
Radical V. T. DMT* DNP** 
*Desinência Modo Temporal do Pretérito Imperfeito do 
Indicativo para os verbos de 1ª conjugação. Em se 
tratando da 2ª e 3ª conjugações a DMT é IA. 
** Desinência Número Pessoal 
(A) tratam: presente do indicativo. 
(B) não pense: imperativo negativo. 
(C) passa: presente do indicativo. 
(D) enchiam-se: pretérito imperfeito do indicativo. 
(E) seria: futuro do pretérito. 
 
VOZES VERBAIS 
02. Ele não é emitido por motores... 
Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a formapalavras e 
expressões, ressignificando-as. 
De maneira geral, é possível encontrarmos o uso 
da linguagem conotativa nos gêneros discursivos 
textuais primários, ou seja, nos diálogos informais do 
cotidiano. Entretanto, são nos textos secundários, ou seja, 
aqueles mais elaborados, como os literários e 
publicitários, que a linguagem conotativa aparece com 
maior expressividade. A utilização da linguagem 
conotativa nos gêneros discursivos literários e 
publicitários ocorre para que se possa atribuir mais 
expressividade às palavras, enunciados e expressões, 
causando diferentes efeitos de sentido nos 
leitores/ouvintes. 
Exemplo: 
Leia um trecho do poema Amor é fogo que arde 
sem se ver, de Luiz Vaz de Camões, e observe a 
maneira como o poeta define a palavra/sentimento 'amor' 
utilizando linguagem conotativa: 
 
Amor é fogo que arde sem se ver 
Amor é fogo que arde sem se ver; 
É ferida que dói, e não se sente; 
É um contentamento descontente; 
É dor que desatina sem doer. 
É um não querer mais que bem querer; 
É um andar solitário entre a gente; 
É nunca contentar-se de contente; 
É um cuidar que se ganha em se perder. 
É querer estar preso por vontade; 
É servir a quem vence, o vencedor; 
É ter com quem nos mata, lealdade. 
Mas como causar pode seu favor 
Nos corações humanos amizade, 
Se tão contrário a si é o mesmo Amor? 
(Luís Vaz de Camões, séc. XVI) 
 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
PROVA 01 
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO /INSTITUTO BENJAMIM 
CONSTANTAOCP2014 
 
E AGORA O QUE FAZEMOS? 
Lya Luft 
Passaram as festas. Traçados os projetos, dados os 
abraços, reuniões de família e amigos superadas, boas e 
alegres ou chatas e fingidas. De repente, cessa o tumulto 
e estamos sós diante da lista de boas intenções, no papel 
ou na memória. 
Ou, se formos mais realistas, apenas com esse desejo 
real de que as coisas andem direito, que a saúde 
aguente, que os afetos persistam, que a alegria seja 
maior do que a angústia, e que alguma coisa afinal se 
realize. 
Temos pela frente o chamado ano de eleições: há 
meses começaram as campanhas várias e variadas, as 
alianças certas ou bizarras, as mudanças, as traições 
óbvias ou sorrateiras, nesse relacionamento espúrio da 
política. 
Com exceções, procurando bem ainda encontramos 
em quem confiar, mas a máquina do poder é tão 
poderosa que é preciso lutar bem, torcer direito, batalhar 
de peito aberto para que tudo melhore. 
Lembramos os infelizes massacrados por 
deslizamentos e enchentes de dois anos atrás, cujas 
casas continuam destruídas, carros afundados na lama, 
escolas fechadas, ruas inexistentes, cidadezinha quase 
fantasmal – tudo repetido ainda agora. 
E o resto sendo o de todo ano: as mesmas enchentes, 
os mesmos deslizamentos, parece até que sempre as 
mesmas mortes, e nada, quase nada, se fez. O dinheiro 
que havia não foi empregado. Se foi desviado, não 
sabemos, e é melhor nem saber: há desgostos que se 
acumulam e turvam nossa visão da vida, parece que 
nunca mais ninguém terá direito de ser alegre, 
esperançoso, otimista. 
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https://www.portugues.com.br/redacao/linguagem-persuasao.html
https://www.portugues.com.br/redacao/funcao-referencial.html
https://www.portugues.com.br/redacao/a-reportagem-seus-aspectos-relevantes-.html
https://www.portugues.com.br/redacao/o-editorial-uma-modalidade-que-circunda-no-cotidiano-jornalistico-.html
https://www.portugues.com.br/redacao/artigo-opiniao-.html
https://www.portugues.com.br/redacao/resenha.html
https://www.portugues.com.br/redacao/textos-divulgacao-cientifica-.html
https://www.portugues.com.br/redacao/ata---formalizando-registrando-informacoes-.html
https://www.portugues.com.br/redacao/a-estruturacao-um-memorando-.html
https://www.portugues.com.br/literatura/textosinstrucionais.html
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LÍNGUA PORTUGUESA 5 
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Melhor não ver todos os noticiosos, que são a 
repetição cruel de acontecimentos cruéis, melhor se 
alienar? Não sei se isso seria o melhor, mas é preciso, 
neste novo ano, mais do que nunca, construir uma 
espécie de escudo para a alma, ou morreremos flechados 
como um São Sebastião varado de ferros pontudos. 
A gente precisa continuar acreditando: que vale a 
pena ser honesto. Que vale a pena estudar. Que vale a 
pena trabalhar. Que é preciso construir: a vida, o futuro, o 
caráter, a família, as amizades e os amores. Pois tudo é 
construção, nós os operários. Construir uma existência 
que não desmorone com as chuvas, não solte avalanches 
que vão deslizar e sufocar, aos outros ou a nós mesmos, 
e arrasar o que foi feito. 
É difícil? Às vezes é. É tedioso eventualmente, como 
ter de educar uma criança. Um rapaz que foi pai muito 
jovem, e era um pai maravilhoso, certa vez se queixou 
sorrindo: “Todo dia a mesma coisa, levanta a tampa do 
vaso, escova os dentes, não fala de boca cheia, aquelas 
coisas”. Mas ainda bem que não é só isso, comentamos, 
tem também a graça, a ternura, a alegria, o assombro 
quando a pessoazinha evolui, cresce, se manifesta, se 
transforma. 
Tem as risadas, o jogo de bola, ou a boneca nova, ou 
ensinar a andar de bicicleta, ou ficar abraçados de noite 
olhando as estrelas. Tem muita coisa boa. Tem o chato 
também, como em tudo na vida. Então nós nos 
educamos, neste novo ano já em curso, para fazer tudo 
direitinho, dentro do possível. Pensar, discernir, escolher, 
escolher bem, no pessoal e no público. 
Tem também a Copa, essa eu havia esquecido, com 
tantos comentários negativos, bilhões para a Copa e tão 
pouco para a fome, a miséria, a ignorância, a doença. A 
moradia, casinhas caindo aos pedaços no primeiro dia, ou 
casa nenhuma, barracos, tendas, papelão e lata. 
Mas este ano da Copa pode também trazer coisas 
boas: algum dinheiro, algum turista, algum comentário no 
exterior que não se limite à pobreza, à violência, ao 
Carnaval e às nossas mazelas. Que lá fora sejam menos 
ignorantes, não, não temos onças nas esquinas, e às 
vezes se consegue sair para estudar ou trabalhar sem ser 
varado de bala perdida. 
Sim, aqui temos editoras, e leitores, algumas boas 
universidades, e excelente medicina em algumas ilhas de 
excelência. (Temos ilhas de excelência.) 
E, por que não?, temos uma democracia que tem de 
funcionar e proporcionar a este povo brasileiro decência, 
dignidade, alegria, segurança, respeito, seriedade. Que 
sejamos, com eleições e Copa e toda a balbúrdia, menos 
alienados e menos fúteis – para sermos menos sofridos. 
Adaptado de http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica-
cia/lya -luft-e-agora-o-que-fazemos/ 
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL 
QUESTÃO 01 
De acordo com o texto, 
(A) as alianças firmadas no contexto político pré-eleição 
presidencial são aquelas já previstas e comuns para o 
cenário. 
(B) é preciso permanecer acreditando que é válido ser 
honesto, estudar e trabalhar. 
(C) as relações estabelecidas no meio político são 
legítimas, verdadeiras e honestas. 
(D) os mesmos recursos que estão sendo direcionados 
para a copa têm sido aplicados na saúde e na 
educação. 
(E) a autora afirma que é melhor se alienar e não ver 
todos os noticiosos, que são a repetição cruel de 
acontecimentos. 
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL 
QUESTÃO 02 
Em “Que lá fora sejam menos ignorantes, não, não 
temos onças nas esquinas...”, considerando o 
contexto, nos leva a compreender que 
(A) em nossas esquinas, há onças imaginárias que 
perseguem os usuários de drogas. 
(B) há indivíduos extremamente zangados em nossas 
esquinas capazes de atacar os turistas. 
(C) a autora se refere à existência de notas de cinquenta 
reais em nossas esquinas, notas essas que 
apresentamverbal correta passa a ser 
(A) emitia. (B) emitem. 
(C) tinham emitido. (D) serão emitidos. 
(E) é para ser emitido. 
COMENTÁRIO 
Ele não é emitido por motores... 
Esta oração está na voz passiva, você deve passá-la para a 
ativa. Siga os passos: conte os verbos, verifique o tempo 
e o modo verbal, encontre o sujeito (que será o OBJETO 
DIRETO, na ATIVA), encontre o agente da passiva (que 
será o SUJEITO, na ATIVA). 
É EMITIDO: 2 verbos na passiva, 1 na ativa. Eliminam-
se, desse modo, os itens C, D, E. 
É EMITIDO: verbo no presente do indicativo. A resposta 
deve trazer o verbo no mesmo tempo e modo. Eliminam-
se, portanto, os itens A, C, D. 
 
MODO VERBAL 
03. Até o fim do século, dizia-se, seria preciso usar 
máscaras de oxigênio nas cidades... 
O emprego da forma verbal grifada acima denota, no 
contexto, 
(A) prolongamento de um fato que se realiza até o 
momento presente. 
(B) declaração real com um limite determinado de tempo. 
(C) ideia aproximada da realização de um fato atual. 
(D) possibilidade de realização de um fato a partir de certa 
condição. 
(E) afirmação categórica a partir de uma situação anterior. 
COMENTÁRIO 
SERIA: RIA é a DMT do Futuro do Pretérito. Este é 
um futuro que tem um pé no passado. Só chega a se 
realizar se você tivesse feito algo no passado. É também 
conhecido como Futuro Condicional, pois está depende de 
uma condição para se realizar. 
Mais um pouco... 
Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: 
 Um fato futuro em relação a outro no passado 
o "Se eu morresse amanhã, viria ao menos 
Fechar meus olhos minha triste irmã; 
Minha mãe de saudades morreria. (Álvares Azevedo, Se 
Eu Morresse Amanhã). 
 Uma ironia ou um pedido de cortesia: 
o Daria para fazer silêncio! 
o Poderia fazer o favor de sair!? 
 
Verbo 
04. O verbo corretamente flexionado está grifado na 
frase: 
(A) As tropas americanas não conteram os ataques da 
população enfurecida à Biblioteca Nacional. 
(B) Saqueadores de museus contrabandeiam obras de 
raro valor arqueológico no mercado internacional. 
(C) Nazistas se proporam a destruir, em enormes 
fogueiras, livros considerados perigosos na Alemanha. 
(D) O problema que sobreviu à invasão americana no 
Iraque foi a destruição de peças arqueológicas 
raríssimas. 
(E) Os invasores do Iraque não antevieram as funestas 
consequências dos saques, como o contrabando de 
obras valiosas. 
COMENTÁRIO 
(A) conteram: segue o verbo TER: contiveram 
(B) contrabandeiam: segue os verbos terminados em 
EAR: passear, frear, arrear, cear, etc. 
Todos os verbos terminados em -ear têm o 
acréscimo da letra i, colocada imediatamente antes da 
terminação verbal (ar), somente nas formas rizotônicas. 
O verbo passear, então, tem a seguinte conjugação 
no Presente do Indicativo: Todos os dias eu passeio, tu 
passeias, ele passeia, nós passeamos, vós passeais, eles 
passeiam; 
No Presente do Subjuntivo: espero que eu 
passeie, que tu passeies, que ele passeie, que nós 
passeemos, que vós passeeis, que eles passeiem. 
Nenhuma outra estrutura verbal de nenhum outro 
tempo tem a letra i. 
(C) proporam: segue o verbo PÔR: propuseram 
(D) sobreviu: segue o verbo VIR: sobreveio 
(E) antevieram: segue o verbo VER: anteviram 
 
Modo Verbal 
05. Que ele nade bem esses cinquenta ou sessenta 
metros ... 
O emprego do verbo grifado indica, no contexto, 
(A) dúvida provável. (B) certeza absoluta. 
(C) desejo realizável. (D) ação habitual. 
(E) surpresa real. 
COMENTÁRIO 
Uma oração que comece com que traz o verbo no modo 
subjuntivo. O mundo subjuntivo expressa DÚVIDA, 
POSSIBILIDADE, PROBALIDADE, DESEJO. 
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06. Todos os verbos estão corretamente flexionados na 
frase: 
(A) Cientistas exporam recentemente resultados de uma 
pesquisa que busca explicar por que o ser humano se 
tornou bípede. 
(B) Muitas condições favoráveis à sobrevivência da 
espécie humana advieram do fato de que o homem se 
transformou em bípede. 
(C) O resultado da pesquisa constitue um avanço nas 
teorias que tentam esclarecer as condições que 
facilitaram o processo de evolução do homem. 
(D) Pesquisadores se deteram em fatos da natureza, 
como a incidência dos raios solares, para desenvolver 
suas teorias de como o homem evoluiu. 
(E) Nos testes realizados em esteiras, os chimpanzés 
consomiram mais energia, porque suas características 
físicas não satisfazeram as necessidades da 
caminhada. 
COMENTÁRIO 
(A) Cientistas exporam ... 
EX + PÔR= No Pretérito Perfeito = Eu pus, tu puseste, 
ele pôs, nós pusemos, vós pusestes, eles Expuseram. 
(B) Muitas condições favoráveis à sobrevivência da 
espécie humana advieram do fato de que o homem se 
transformou em bípede. 
AD+ VIR: Pretérito Perfeito = Eu vim, tu vieste, ele veio, 
nós viemos, vós viestes, eles vieram. 
(C) O resultado da pesquisa constitue 
CONSTITUIR: Verbos terminados em UIR, NA 3ª pessoa 
recebem um I, não um E. Ex.: Isto constitui... 
(D) Pesquisadores se deteram 
DE+ TER: no pretérito perfeito: Eu tive, tu tiveste, ele 
teve, nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram. Logo, eu 
detive, tu detiveste, ele deteve, nós detivemos, vós 
detivestes, eles detiveram. 
(E) Nos testes realizados em esteiras, os chimpanzés 
consomiram ... não satisfazeram ... 
CONSUMIR: eu consumi, tu consumiste, ele consumiu, 
nós consumimos, vós consumistes, eles consumiram. 
SATISFAZER: paradigma de FAZER. Pretérito 
Perfeito do Indicativo eu satisFIZ, tu satisFIZESTE, ele 
satisFEZ, nós satisFIZEMOS, vós satisFIZESTES, eles 
satisFIZERAM. 
 
Gabarito: 1.D 2.B 3.D 4.B 5.C 6.B 
 
ADVÉRBIO 
 
 Ele bebeu muito. 
 Adv. Intensidade 
Na frase acima o advérbio muito está 
intensificando o sentido do verbo BEBER. 
 
 A banda chegou hoje. 
Nessa outra frase o advérbio hoje acrescenta ao 
verbo CHEGAR uma circunstância de tempo. 
 
 Gil está muito alegre. 
O advérbio muito está intensificando o adjetivo 
alegre. 
 
 A seleção jogou muito bem. 
Na frase acima o advérbio muito está 
intensificando o advérbio de modo BEM. 
Então, podemos concluir que: 
Advérbio é uma palavra que modifica o sentido 
do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio. 
 
CLASSIFICAÇÃO DO ADVÉRBIO 
De acordo com as circunstâncias que exprimem 
o advérbio pode ser classificado: 
CIRCUNSTÂNCIA ADVÉRBIO 
 
Tempo Ontem, hoje, amanhã, breve, logo, antes, 
depois, agora, já, sempre, nunca, jamais, 
cedo, tarde, outrora, ainda, antigamente, 
novamente, brevemente, raramente. 
Lugar Aqui, ali, aí, cá, lá, acolá, atrás, perto, 
longe, acima, abaixo, adiante, dentro, fora, 
além. 
Modo Bem, mal, assim, depressa, calmamente, 
suavemente, alegremente. 
Afirmação Sim, deverás, certamente, realmente, 
efetivamente. 
Negação Não, tampouco. 
Dúvida Talvez, quiçá, acaso, decerto, porventura, 
provavelmente, possivelmente. 
Intensidade Muito, pouco, bastante, mais, menos, 
demais, tão, tanto, meio. 
 
DISTINÇÃO ENTRE ADVÉRBIO E PRONOME 
INDEFINIDO 
Alguns advérbios podem ser confundidos com 
pronomes indefinidos; isso porque as palavras muito, 
bastante, etc., podem aparecer como advérbio e como 
pronome indefinido. Veja como diferencia-los: 
 
 Advérbio » modifica um verbo, adjetivo ou o próprio 
advérbio e não sofre flexão (em gênero e número). 
Ex.: Ele bebeu muito. 
 
 Pronome indefinido » relaciona-se com 
substantivos e sofre flexões. 
Ex.: As meninas caminharam muitos quilômetros. 
 
FLEXÃO DO ADVÉRBIO 
O advérbio é uma palavra invariável em número 
e gênero, mas é flexionado em grau. 
Igualmente aos substantivos o advérbio admite 
dois graus: comparativo e superlativo. 
 
 
LOCUÇÃO ADVERBIAL 
São palavras que tem a função de advérbio e 
são iniciadas por preposição. 
Ex.: O gol surgiu de repente. 
Ex.: Tivemos que sair às pressas. 
Ex.: Há crianças que morrem de fome. 
As locuções adverbiaisclassificam-se como os 
advérbios, de acordo com as circunstâncias que 
exprimem. 
Abaixo a relação de algumas locuções 
adverbiais: 
Às vezes com certeza às cegas 
À esquerda às claras a distância 
Ao lado à direita às pressas 
Ao vivo a pé à toa 
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De repente por ali por perto 
Por fora sem dúvida em cima 
De fome de medo 
 
ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS 
São advérbios interrogativos quando, como, 
onde, por que e se referem às circunstâncias de tempo, 
de modo, de lugar, e de causa, respectivamente. Podem 
aparecer tanto nas interrogativas diretas quanto nas 
interrogativas indiretas. 
 
Interrogativa direta interrogativa indireta 
Quando sairemos? Não sei quando sairemos 
Como você caiu? Não sei como você caiu. 
Onde você mora? Não sei onde você mora. 
Por que você não veio? Não sei por que você não 
veio. 
 
ADJETIVOS ADVERBIALIZADOS 
Consideramos adjetivos adverbializados aqueles 
empregados com valor de advérbio. Por isso, são 
mantidos invariáveis. 
Ex.: Os bombeiros chegaram rápido ao local do 
incêndio. (rapidamente) 
Ex.: A seleção venceu fácil o jogo. (facilmente) 
 
PALAVRAS E LOCUÇÕES DENOTATIVAS 
As palavras e locuções denotativas são 
classificadas à parte pela NGB (Nomenclatura Gramatical 
Brasileira) porque não se enquadram em nenhuma das 
dez classes gramaticais. Antigamente, eram consideradas 
advérbios, hoje são classificadas de acordo com o 
significado que elas expressam; por isso chamadas 
palavras denotativas e exprimem: 
 Adição: ainda, além disso. 
Ex.: Jogou uma ótima partida e ainda tem fôlego 
para outra. 
 Afastamento: embora. 
Ex.: Vamos embora daqui. 
 Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente. 
Ex.: Felizmente tudo acabou bem. 
Ex.: Ainda bem que vencemos o jogo. 
 Designação: eis. 
Ex.: Eis o candidato que lhe falei. 
 Exclusão: somente, só, exclusive, exceto, senão, 
apenas, etc. 
Ex.: Acertamos apenas dois números. 
 Explicação: isto é, por exemplo. 
Ex.: Mereço um bom presente, por exemplo, um 
carro. 
 Inclusão: até, ainda, também, inclusive. 
Ex.: Consegui boas notas nas provas inclusive 
em matemática. 
Ex.: Você também não foi trabalhar. 
 Limitação: só, somente, unicamente, apenas. 
Ex.: Apenas você optou pela carreira 
acadêmica. 
Ex.: Só o comercial conseguiu atingir as metas. 
 Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes. 
Ex.: O dia está quente, aliás, muito quente. 
Ex.: O Brasil jogou bem, ou melhor, deu aula de 
futebol. 
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EXERCÍCIOS 
1. Assinale a alternativa em que a expressão grifada 
exprime uma circunstância, como na oração: Eles 
assentavam-se para o almoço. 
A) A vida no interior anda a passo lento. 
B) Lembro-me do destino do caixeiro viajante. 
C) O artesão não sobreviveu ao advento da indústria. 
D) Profissões e vocações são como plantas: florescem. 
E) Ele foi transformado em operário de segunda classe. 
 
2. Assinale a alternativa em que o termo grifado tem a 
mesma classe gramatical da palavra destacada, na 
passagem: Ele se revelaria adiante parente do casal 
de velhinhos. 
A) Ele desceu para ajudá-la a saltar. 
B) Algo de diferente havia acontecido. 
C) Vagos sorrisos suavizavam seus lábios. 
D) Outros passageiros comentavam entre si. 
E) Os gestos delicados são apenas reflexo de formação. 
 
3. Assinale a alternativa em que a locução adverbial 
destacada tem a mesma classificação que à toa no 
verso “mas não esquece à toa” (verso 17). 
A) Não olhei para trás. 
B) Morrendo por amor. 
C) Morrendo aos poucos. 
D) Sou fera ferida, na alma. 
E) Tive os sonhos rasgados na saída. 
 
4. Na frase “alguns até entrariam em colapso” (texto 1, 
linhas 07-08), o termo sublinhado expressa ideia de: 
A) precisão. B) inclusão. 
C) restrição. D) explicação. E) retificação. 
 
5. A classificação que NÃO corresponde à palavra em 
destaque é 
(A) “...até o clarear do dia,” – substantivo 
(B) “...era serviço de mulher.” – locução adjetiva 
(C) “...sabiam que não era fácil assim o seu trabalho,”– 
conjunção 
(D) “de noite bem dormida,” – adjetivo 
(E) “diriam do esforço, da resistência contra o frio e o 
sono.” – preposição 
 
Gabarito:1 A 2 E 3 C 4 B 5 D 
 
PREPOSIÇÃO 
Preposição é a palavra que estabelece uma 
relação entre dois ou mais termos da oração. Essa 
relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os 
elementos ligados pela preposição não há sentido 
dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o 
sentido da expressão é dependente da união de todos os 
elementos que a preposição vincula. 
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Exemplos 
Os amigos de João estranharam o seu modo de 
vestir. 
[amigos de João / modo de vestir: elementos 
ligados por preposição] 
[de: preposição] 
 
Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio. 
[esperou com entusiasmo: elementos ligados por 
preposição] 
[com: preposição] 
 
Esse tipo de relação é considerada uma conexão, 
em que os conectivos cumprem a função de ligar 
elementos. A preposição é um desses conectivos e se 
presta a ligar palavras entre si num processo de 
subordinação denominado regência. 
Diz-se regência devido ao fato de que, na relação 
estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – 
chamado antecedente - é o termo que rege, que impõe 
um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado 
consequente – é o temo regido, aquele que cumpre o 
regime estabelecido pelo antecedente. 
Exemplos 
A hora das refeições é sagrada. 
[hora das refeições: elementos ligados por 
preposição] 
[de + as = das: preposição] 
[hora: termo antecedente = rege a construção "das 
refeições"] 
[refeições: termo consequente = é regido pela 
construção "hora da"] 
 
Alguém passou por aqui. 
[passou por aqui: elementos ligados por 
preposição] 
[por: preposição] 
[passou: termo antecedente = rege a construção 
"por aqui"] 
[aqui: termo consequente = é regido pela 
construção "passou por"] 
 
As preposições são palavras invariáveis, pois não 
sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau 
como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, 
aspecto e voz como os verbos. No entanto em diversas 
situações as preposições se combinam a outras palavras 
da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem 
uma relação de concordância em gênero e número com 
essas palavras às quais se liga. Mesmo assim, não se 
trata de uma variação própria da preposição, mas sim da 
palavra com a qual ela se funde (ex.: de + o = do; por + a 
= pela; em + um = num, etc.). 
 
USO DA PREPOSIÇÃO 
Algumas particularidades no uso das preposições: 
1. O sujeito das orações reduzidas de infinitivo não 
deve vir contraído com uma preposição. 
Exemplos: 
A maneira dele estudar não é correta. [Inadequado] 
A maneira de ele estudar não é correta. [Adequado] 
 
2. A preposição "a" não deve ser utilizada após a 
preposição "perante". 
Exemplos: 
Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou 
perante a todos. [Inadequado] 
Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou 
perante todos. [Adequado] 
 
3. Do mesmo modo, não podemos utilizar a 
preposição "a" depois da preposição "após". 
Exemplos 
Todos nos reunimos após à reunião. [Inadequado] 
Todos nos reunimos após a reunião. [Adequado] 
 
4. A preposição "desde" não admite em sua 
sequência a preposição "de". 
Exemplos 
Estamos esperando aqui desde das 12 h. [Inadequado] 
Estamos esperando aqui desde as 12 h. [Adequado] 
 
5. Em vez de utilizar a preposição "após" antes de 
verbos no particípio, prefira a locução "depois de". 
Exemplos: 
O aluno partiu após difundida a notícia. [Inadequado] 
O aluno partiu depois de difundida a notícia. [Adequado] 
 
OMISSÃODAS PREPOSIÇÕES 
Antes de alguns advérbios de tempo, modo e lugar, 
a preposição pode ou não ser omitida. 
Exemplos: 
Chegarão domingo. [Adequado] 
Chegarão no domingo. [Adequado] 
 
O filho, cabeça baixa, ouvia a reprimenda. [Adequado] 
O filho, de cabeça baixa, ouvia a reprimenda. [Adequado] 
 
A crase e as preposições 
A crase não deve ser empregada junto a algumas 
preposições. 
Dois casos, no entanto, devem ser observados 
quanto ao emprego da crase. Trata-se das preposições 
"a" e "até" empregadas antes de palavra feminina. Essas 
únicas exceções se devem ao fato de ambas indicarem, 
além de outras, a noção de movimento. Por isso, com 
relação à preposição "a" torna-se obrigatório o emprego 
da crase, já que haverá a fusão entre a preposição "a" e o 
artigo "a" (ou a simples possibilidade de emprego desse 
artigo). Já a preposição "até" admitirá a crase somente se 
a ideia expressa apontar para movimento. 
Exemplos 
A entrada será permitida mediante à entrega da 
passagem. [Inadequado] 
A entrada será permitida mediante a entrega da 
passagem. [Adequado] 
 
Desde à assembleia os operários clamavam por greve. 
[Inadequado] 
Desde a assembleia os operários clamavam por greve. 
[Adequado] 
 
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Os médicos eram chamados a sala de cirurgia. 
[Inadequado] 
Os médicos eram chamados à sala de cirurgia. 
[Adequado] 
[termo regente: chamar a / "a" = preposição indicativa de 
movimento] 
[termo regido: (a) sala / "a" = artigo] 
[sala: palavra feminina] 
 
Os escravos eram levados vagarosamente até a senzala. 
Os escravos eram levados vagarosamente até à senzala. 
[termo regente: levar a / "a" = preposição indicativa 
de movimento] 
[termo regido: (a) senzala / "a" = artigo] 
[senzala: palavra feminina] 
 
Observe que não foi apontado no exemplo (4) o 
uso inadequado e adequado das ocorrências de crase. 
Isso se dá porque atualmente no Brasil o emprego da 
crase diante da preposição "até" é facultativo. 
 
USO DAS LOCUÇÕES PREPOSITIVAS 
Certas construções da língua portuguesa 
constituem casos em que determinados termos se 
combinam de tal forma que não é permitida a variação 
seja qual for o contexto em que estão inseridas. 
Normalmente, trata-se de locuções (conjunto de palavras 
que formam uma unidade expressiva). 
As locuções prepositivas são elementos que não 
variam em gênero (feminino ou masculino) e número 
(singular ou plural). São, por isso, expressões fixas na 
língua portuguesa. A forma fixa dessas locuções, porém, 
não se resume à variação de gênero e número. No 
decorrer da história da língua portuguesa, determinadas 
formas se consagraram. Muitos gramáticos postulam a 
adequação de uma forma e não outra para a língua 
escrita. Por isso, o emprego inadequado dessas 
construções configura-se um problema de linguagem. 
 
Vejamos alguns exemplos frequentes de uso 
inadequado de locuções prepositivas: 
Exemplos: 
A nível de experiência, tudo é válido. [Inadequado] 
Em nível de experiência, tudo é válido. [Adequado] 
 
Eles estavam em vias de cometer uma loucura. 
[Inadequado] 
Eles estavam em via de cometer uma loucura. 
[Adequado] 
 
A seguir, alguns exemplos de locuções em uso 
inadequado: 
EMPREGO 
INADEQUADO 
EMPREGO ADEQUADO 
a nível de em nível de 
à medida em que na medida em que 
ao mesmo tempo que ao mesmo tempo em que 
apesar que apesar de que 
de modo a de modo que 
a longo prazo em longo prazo 
em vias de em via de 
ao ponto de a ponto de 
de vez que uma vez que / portanto 
Note que o uso corrente das inadequações 
promove substituição ou supressão das preposições que 
compõem a expressão. 
Além disso, é importante ressaltar que, embora 
estejamos nos referindo apenas às locuções prepositivas, 
o mesmo princípio pode ser aplicado às locuções 
conjuncionais ou locuções adverbiais. Vejamos, por 
exemplo, um caso em que a inadequação recai sobre 
uma locução adverbial: 
 
Os amigos, na surdina, combinavam sobre tua festa. 
[Inadequado] 
Os amigos, à surdina, combinavam sobre tua festa. 
[Adequado] 
Fonte: www.nilc.icmc.usp.br 
 
TIPOS DE PREPOSIÇÕES 
Essenciais: por, para, perante, a, ante, até, após, de, 
desde, em, entre, com, contra, sem, sob, sobre, trás 
As essenciais são as que só desempenham a 
função de preposição. 
 
Acidentais: afora, fora, exceto, salvo, malgrado, durante, 
mediante, segundo, menos. 
As acidentais são palavras de outras classes 
gramaticais que eventualmente são empregadas como 
preposições. São, também, invariáveis. 
 
Locução Prepositiva 
São duas ou mais palavras, exercendo a função de 
uma preposição: acerca de, a fim de, apesar de, através 
de, de acordo com, em vez de, junto de, para com, à 
procura de, à busca de, à distância de, além de, antes de, 
depois de, à maneira de, junto de, junto a, a par de... 
As locuções prepositivas têm sempre como último 
componente uma preposição. 
 
Combinação 
Junção de algumas preposições com outras 
palavras, quando não há alteração fonética. 
Exemplos 
 ao (a + o) 
 aonde (a + onde) 
 
Contração 
Junção de algumas preposições com outras 
palavras, quando a preposição sofre redução. 
Exemplos 
 do (de + o) 
 neste (em + este) 
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 à (a + a) 
OBSERVAÇÃO: 
Não se deve contrair a preposição de com o artigo 
que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome 
ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de 
um verbo. 
Ex.: "Isso não depende do professor querer" está errada, 
pois professor funciona como sujeito do verbo querer. 
Portanto a frase deve ser "Isso não depende de o 
professor querer" ou "Isso não depende de ele querer". 
 
Circunstâncias: 
As preposições podem indicar diversas 
circunstâncias: 
Lugar = Estivemos em São Paulo. 
Origem = Essas maçãs vieram da Argentina. 
Causa = Ele morreu, por cair de um andaime. 
Assunto = Conversamos bastante sobre você. 
Meio = Passeei de bicicleta ontem. 
Posse = Recebeu a herança do avô. 
Matéria = Comprei roupas de lã. 
Fonte: www.gramaticaonline.com.br 
 
EXERCÍCIOS 
1. Numere a segunda coluna, relacionando as locuções 
prepositivas sinônimas. 
( 1 ) devido a ( ) não obstante. 
( 2 ) a respeito de ( ) por causa de 
( 3 ) apesar de ( ) acerca de 
( ) em virtude de 
A sequência correta é: 
A) 1, 2, 3, 2. B) 2, 3, 2, 1. 
C) 3, 1, 2, 1. D) 1, 3, 1, 2. E) 2, 1, 2, 3. 
FERA FERIDA 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
07 
Não vou mudar 
Esse caso não tem solução 
Sou fera ferida 
No corpo, na alma e no coração 
Eu andei demais 
Não olhei pra trás 
Era solto em meus passos 
 
2. No verso “Era solto em meus passos” (verso 07), a 
preposição em expressa: 
A) fim. B) meio. 
C) lugar. D) tempo. E) causa. 
 
3. Assinale a alternativa em que a locução destacada é 
prepositiva. 
A) As mães, hoje, trabalham fora de casa. 
B) O egoísta tem que ser simpático e extrovertido. 
C) De fato, se um cai, poderá ser levantado pelo 
companheiro. 
D) Ao contrário, observo o completo desenvolvimento 
emocional. 
E) É difícil para as crianças brincarem, já que não têm 
playground. 
 
Gabarito: 1. C/ 2.C/ 3. A 
 
A CONJUNÇÃO 
Conceituação: 
Palavra que tem por função básica ligar duas 
orações. 
Classificação das conjunções 
Dividem-se em dois tipos: coordenativas e 
subordinativas. 
 
Tipos de conjunções coordenativas 
1. Aditivas - ligam ideias equivalentes: e, nem, mas 
também, etc. 
 Não devolvi os jornais nem (devolvi) as revistas.. 
2. Adversativas - ligam ideias contrastantes: mas, porém, 
contudo, todavia, etc. 
 Lemos sobre o assunto, mas não redigimos o trabalho. 
3. Alternativas - ligam ideias que se alternam: ou, 
ou....ou, ora.....ora, etc. 
 Apresento um trabalho malfeito ou peço novo prazo? 
4. Conclusivas - dão ideia de dedução, conclusão, de 
consequência lógica: logo, portanto, pois (após o 
verbo da 2ª oração), porisso, por conseguinte, etc. 
 Ex.: Ele é uma pessoa acessível; farei, portanto, a 
proposta. 
5. Explicativas - indicam explicação, justificativa: pois, 
porque, que ( = pois), etc. 
 Pedirei com cautela, pois a falha foi minha. 
 
Tipos de conjunções subordinativas 
1. Adverbiais - ligam duas orações, sendo a segunda 
adjunto adverbial da primeira. Subdividem-se em nove 
tipos, conforme as circunstâncias que expressam: 
Causais (exprimem motivo) : porque, visto que, 
porquanto, como, já que, uma vez que, etc. 
 Como todos saíram, fiquei preocupado. 
Comparativas (indicam comparação): como, (tal).....qual, 
(menos)...do que, etc. 
O âncora do jornal é mais jovem (do) que seu 
antecessor. 
Concessivas (exprimem concessão): embora, ainda que, 
por mais que, por menos que, mesmo que, conquanto, 
não obstante, posto que, sem bem que, a despeito de, 
apesar de, em que pese a, etc. 
Ex.: Não posso lhe contar a história, embora tenha 
alguns motivos para isso. 
Condicionais (exprimem condição): se, caso, desde que, 
salvo se, sem que, etc. 
 Se tiver paciência, ouça-me mais um pouquinho. 
Conformativas (exprimem conformidade): 
conforme, como, segundo, consoante, etc. 
Houve cortes nas filmagens, como sugeriu o 
diretor. 
Consecutivas (exprimem consequência: (tão)...que, 
(tal)....que, (tanto)....que, (tamanho)...que, de sorte que, 
de modo que. 
Ex.: Fez tanto estardalhaço, que decidimos acatar 
a decisão. 
Finais (indicam finalidade): para que, a fim de que, que, 
etc. 
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Ex.: Fez tudo para que saísse o financiamento. 
Ex.: Fiz-lhe sinal que voltasse. 
Proporcionais (indicam proporção): à medida que, à 
proporção que, quanto mais... mais, quanto 
menos...menos, enquanto, etc. 
 Ex.: À medida que cai a inflação, aumenta o 
consumo. 
Temporais ( indicam tempo) : quando, enquanto, mal, 
logo que, antes que, depois que, etc. 
 Ex.: Enquanto chovia, organizei minhas coisas. 
 
2. Integrantes - ligam duas orações, sendo a segunda 
sujeito ou complemento da primeira: que, se. 
 Ex.: É bem possível que nosso plano dê certo. 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – 
Fundamental – NEO EXITUS) Nos versos “Quando 
eu era pequeno” e “Mas eu não dei o braço a 
torcer”, as palavras quando e mas denotam, 
respectivamente: 
a) Condição e finalidade. 
b) Finalidade e condição. 
c) Tempo e adversidade. 
d) Causa e consequência. 
e) Adversidade e tempo. 
 
2. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) 
Indique a alternativa CORRETA que traz a ideia de 
adversidade. 
a) Ou você resolve o exercício, ou fica sem nota. 
b) Ele não resolveu o exercício, logo ficou sem nota. 
c) Resolva o exercício, porque você ficará sem nota. 
d) Ele preferia ficar sem nota a resolver o exercício. 
e) Ele ficou sem nota, mas não resolveu o exercício. 
 
3. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) 
“Mesmo sendo ricos, não quiseram educar os 
filhos em colégios particulares.” A conjunção 
mesmo tem o mesmo sentido de: 
a) Contudo. b) No entanto. 
c) Enquanto. d) Embora. e) Mas. 
 
4. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Em “Fez tudo porque eu não obtivesse bons 
resultados”, o valor da conjunção do período é de: 
a) Causa. b) Condição. 
c) Conformidade. d) Explicação. 
e) Finalidade. 
 
Gabarito 
1 C 2 E 3 D 4 E 
 
EXERCÍCIOS 
1. Em, “Mas, se tudo isso for o objetivo, perde a graça, 
deixa de ser brincadeira.” (l. 15-16), o conectivo 
destacado estabelece, entre a ideia que introduz e a 
anterior, uma relação de 
(A) causa. (B) condição. 
(C) conclusão. (D) conformidade. 
(E) oposição. 
 
2. Em “As visitas no hospital acontecem em média duas 
vezes por mês, mas o grupo pretende expandir a 
periodicidade das visitas.” (l. 33-35), o conectivo 
destacado só NÃO pode ser substituído, devido a 
alterar o sentido original, por: 
(A) não obstante. (B) no entanto. 
(C) todavia. (D) contudo. 
(E) porquanto. 
 
3. “Porém aquele que fala, mal ou bem, sempre fala de si 
mesmo.” (l. 5). 
Por qual conector a conjunção destacada acima pode ser 
substituída sem que haja alteração de sentido? 
(A) Logo. (B) Pois. 
(C) Entretanto. (D) Porquanto. (E) Quando. 
 
4. Na oração A maior fonte, no entanto, é a queima de 
combustíveis fósseis, o conectivo oracional indica: 
A) exclusão. B) conclusão. 
C) contraste. D) concessão. E) explicação. 
 
Gabarito: 1 B 2 E 3 C 4 C 
 
 
ANÁLISE SINTÁTICA 
1. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA ORAÇÃO 
A oração é constituída de termos essenciais, 
integrantes e acessórios. Os termos essenciais são as 
vigas-mestras de estrutura oracional: sujeito e 
predicado. 
SUJEITO é o “ser de quem se diz alguma coisa”. 
 Pode ser: 
1. SIMPLES: quando tem um só núcleo. 
Ex1.: O datilógrafo é o bom! 
Ex2.: As belas moças estudavam. 
Ex3.: Navegar é preciso. 
Ex4.: Ninguém compareceu à recepção. 
Ex5.: Chegaram as férias. 
Ex6.: Vendem-se lugares no Céu. 
ATENÇÃO! 
Chama-se núcleo do sujeito a palavra “base” que 
representa o sujeito. Ao núcleo do sujeito ajuntam-se 
palavras secundárias (artigos, adjetivos, preposições…). 
VEJA! 
“As águas majestosas do rio banham a planície.” 
 
O QUE banha a planície? 
Resposta: As majestosas do rioáguas
núcleo
Sujeito 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 –
Fundamental – NEO EXITUS) Releia a segunda estrofe 
do texto, Águas escuras dos rios que levam a 
fertilidade ao sertão, e marque a opção CORRETA 
quanto ao sujeito da oração. 
a) Sujeito simples – águas. 
b) Sujeito simples – águas escuras. 
c) Sujeito composto – águas escuras dos rios. 
d) Sujeito simples – águas escuras dos rios. 
e) Sujeito composto – águas escuras. 
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GABARITO D 
 
2. COMPOSTO: quando tem mais de um núcleo. 
Ex1.: Ele e ela são bons. 
Ex2.: Tibúrcio e Filisbina saíram por aí. 
Ex3.: Obedeceram ao pai os filhos e as filhas. 
 
3. OCULTO (OU ELÍPTICO/ DESINENCIAL/ 
SUBENTENDIDO): quando o agente verbal não vem 
expresso porque 
a) é facilmente subentendido pela desinência verbal ou 
b) já figura na oração anterior. 
Ex1.: Matei. 
Ex2.: “Choraste em presença da morte.” 
Ex3.: Brincastes com o fogo. 
Ex4.: Bonifácio comeu o pepino / e não quis mais nada. 
 
4. INDETERMINADO: quando não sabemos ou não 
queremos determinar com precisão o sujeito da oração. 
Temos certeza de que a ação verbal foi praticada por 
um ser, mas nem por isso desejamos ou podemos 
apontá-lo. 
 A indeterminação do sujeito pode ocorrer de 
dois modos: 
a) Estando o verbo na 3ª PESSOA DO PLURAL, sem se 
referir a algum agente expresso. 
Ex1.: Falaram mal de você. 
Ex2.: Abriram as janela do palácio. 
 
b) Estando o verbo na 3ª PESSOA DO SINGULAR, 
acompanhado da partícula SE e não se referindo a 
nenhum sujeito expresso: 
Ex1.: Aqui se trabalha. 
Ex2.: Hoje, dorme-se no chão. 
Ex3.: Precisa-se de empregados. 
Ex4.: Trata-se de casos urgentes. 
 
5. INEXISTENTE 
 Eis os principais casos em que apresenta 
ORAÇÃO SEM SUJEITO (OU SUJEITO INEXISTENTE): 
1. Com verbos que exprimem fenômenos 
meteorológicos: 
chover, nevar, garoar, trovejar, amanhecer, etc. 
Ex1.: Choveu muito em Curitiba. 
Ex2.: Anoitecera nas campinas. 
Observação: 
Tais verbos, ditos impessoais, podem vir a admitir 
sujeito expresso: 
Ex1.: O dia amanheceu lindo. 
Ex2.: Os canhões trovejam. 
 
2. Com o verbo HAVER, no sentido de “existir”. 
Ex1.: Havia lugares no centro da sala. 
Ex2.: Para isso, não há explicações. 
 
3. Com o verbo HAVER, no sentido de “Ter decorrido”: 
Ex1.: Havia dias que ele desaparecera. 
Ex2.: Há séculos que não se escuta falar nele. 
 
4. Com o verbo FAZER, indicando “fenômeno natural” 
ou “tempo decorrido”: 
Ex1.: Fazia calor ali. 
Ex2.: Faz onze anos que moro aqui. 
 
5. Com o verbo SER, indicando horas, datas, tempos: 
Ex1.: São dez horas.Ex2.: É 1º de agosto. 
 
EXERCÍCIOS 
PREDICAÇÃO VERBAL 
Verbo Intransitivo 
 É aquele que tem sentido completo e não 
necessita de complementos para tornar o processo 
verbal mais claro: 
Ex.: O ancião faleceu. 
 No exemplo, o verbo falecer não precisa de 
complemento para que se compreenda o sentido desse 
processo verbal. 
Ex2.: A criança acordou. 
 Ex3.: O bebê dormiu. 
 
Verbo Transitivo 
 É aquele em que o sentido precisa ser 
complementado para que a informação transmitida pelo 
processo verbal fique clara. Observe: 
 Ex.: Pedro engoliu uma moeda 
 
No exemplo, a forma verbal engoliu precisa de 
um complemento – uma moeda – que conclua e 
complete o processo do verbo engolir. 
 Os complementos podem ser ligados direta ou 
indiretamente ao verbo, com o auxílio de preposição ou 
sem ela. Então, os verbos transitivos podem ser diretos, 
indiretos ou diretos e indiretos. 
 
1.Verbo Transitivo Direto 
 É aquele cujo sentido é completado por um 
termo que se junta a ele sem o auxílio de preposição. O 
complemento do verbo transitivo direto é chamado de 
objeto direto (OD). 
Ex1.: Os alunos vencedores receberam troféus. 
 
2. Verbo Transitivo Indireto 
 É aquele cujo sentido é completado por um 
termo que se junta a ele com o auxílio de preposição. 
Observe: 
Ex1.: Se você gosta de flores, São Paulo é o lugar certo. 
 Na frase acima, o verbo em destaque é 
transitivo indireto, pois necessita de complemento que 
está ligado a ele indiretamente, por uma preposição. 
Esse tipo de complemento denomina-se objeto indireto 
(OI). 
Ex1.: Todos confiam em suas palavras. 
 
3. Verbo Transitivo Direto e Indireto 
 É aquele que necessita simultaneamente de 
dois complementos, um sem preposição – o objeto 
direto – e outro com preposição – o objeto indireto. 
Observe: 
Ex1.: Ensinamos gramática a nossos alunos. 
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  prep.  
 OD OI 
VERBO DE LIGAÇÃO 
 Verbo de ligação é o que une simplesmente o 
predicativo ao sujeito. Assim, não pode existir verbo de 
ligação se não houver predicativo do sujeito. 
 A seguir, os principais verbos de ligação e os 
aspectos que exprimem: 
 
1. SER – estado normal habitual (aspecto permansivo): 
Ex1.: Sônia é minha cunhada. 
Ex2.: O triângulo é perfeito. 
 
2. ESTAR, ANDAR, ACHAR-SE, etc. – estado adquirido, 
passageiro (aspecto transitório) 
Ex1.: Luciana está alegre. 
Ex2.: Você anda zangado comigo? 
Ex3.: Ele se acha acamado. 
 
3. FICAR, TORNAR-SE – mudança de estado (aspecto 
inceptivo): 
Ex1.: Luciana ficou aborrecida. 
Ex2.: Marlene tornou-se professora. 
 
4. FICAR, CONTINUAR, PERMANECER – duração ou 
continuidade de estado (aspecto durativo): 
Ex1.: Luciana ficou aborrecida. 
Ex2.: O governador continua carrancudo. 
Ex3.: Durante a reunião, Antunes permaneceu calado. 
 
5. PARECER – semelhança dúvida de estado (aspecto 
dubitativo): 
Ex1.: Manoel só parecia preocupado. 
 
Observações: 
1. Lembre-se de que a predicação não é fixa. Alguns 
dos verbos apresentados como de ligação podem vir a 
ser classificados como intransitivos ou transitivos. Tudo 
dependerá do sentido. 
Compare! 
Ele está feliz. 
 VL PS 
 Predicado Nominal 
 
Ele está aqui. 
 VI ADJ.ADV. 
 Predicado Verbal 
 
2. Não confundir predicativo com adjunto adverbial de 
modo. O predicativo é variável em gênero e número e o 
advérbio é invariável: 
 Ele está bom. (predicativo do sujeito) 
 Ele está bem. (adjunto adverbial de modo) 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Tabuleiro Norte– mensageiro – Fundamental- 
2014 – NEO EXITUS) Analise a frase a seguir: 
 
“Assisti a um espetáculo riquíssimo.” 
Marque a alternativa CORRETA. O verbo assistir é: 
a) Transitivo direto. b) Transitivo indireto. 
c) Intransitivo. d) De ligação. 
e) Transitivo direto e indireto. 
 
2. (Pref. Tabuleiro Norte– mensageiro – Fundamental- 
2014 – NEO EXITUS) Considere a oração “Não serei o 
poeta de um mundo caduco”. Sobre a oração marque 
a opção CORRETA. 
a) Há um predicado verbal. 
b) Há um sujeito indeterminado. 
c) Há um predicado nominal. 
d) Há um verbo intransitivo. 
e) É uma oração sem sujeito. 
Gabarito: 1 B; 2 C 
 
TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO 
Função sintática Liga-se a Preposição 
Objeto direto verbo sem preposição 
Objeto indireto verbo com preposição exigida 
pelo verbo 
Agente da passiva verbo com preposição de ou por 
Complemento 
nominal 
adjetivo, 
advérbio ou 
substantivo 
com preposição 
obrigatória 
 
OBSERVAÇÕES: 
1. O agente da passiva aparece apenas em orações 
que estão na voz passiva. 
2. Expressões preposicionadas ligadas a um 
substantivo só poderão ser classificadas como 
complemento nominal se o substantivo for abstrato e a 
expressão representar o alvo desse nome. 
 Ex.: medo de baratas. 
 
TERMOS INTEGRANTES LIGADOS AO VERBO 
Complementos verbais 
 Os complementos verbais integram o sentido 
dos verbos transitivos e ligam-se ao verbo: 
a. diretamente, sem auxílio de preposição. Nesse caso, 
são chamados de objeto direto (OD); 
b. indiretamente, com auxílio de preposição. Nesse 
caso, são chamados de objeto indireto (IO). 
 
Objeto direto (OD) 
 Esse complemento verbal integra o sentido de 
um verbo transitivo direto (VTD), ao qual se liga 
diretamente. 
 Normalmente, o núcleo do objeto é 
representado na oração por um substantivo ou uma 
expressão substantiva, um numeral, um pronome 
substantivo, um pronome oblíquo ou uma oração 
(introduzida por conjunção integrante ou por pronome ou 
advérbio interrogativo). Veja este exemplo: 
 As crianças receberam troféus. 
 O verbo “receber” pede objeto direto. No caso 
de “receber”, um substantivo desempenha essa função 
(troféus); 
 Quando completam o verbo, os pronomes 
oblíquos o, a os, as exercem sempre a função de objeto 
direto. 
 
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 “Tio Palha felicitou-a.” (Marcos Rey) 
  
 OD 
 Os pronomes me, te, se, nos, vos podem 
exercer a função de objeto direto ou indireto, 
dependendo da transitividade do verbo. 
“Puxou-me para a escada.” (Marcos Rey) 
   
 VTD OD 
 “O homem pagou-me e desapareceu. 
   
 VTI OI 
 
Objeto Indireto (OI) 
 É o termo que completa o sentido do verbo 
transitivo indireto (VTI), ao qual se liga com o auxílio de 
preposição. Veja: 
 Acreditamos em vidas passadas. 
 O verbo acreditar é transitivo indireto, regendo 
a preposição em. No caso, o objeto indireto é “em vidas 
passadas”. 
 
Agente da passiva 
 É o termo que, na voz passiva, pratica a ação 
do verbo. O agente da passiva,, em geral, vem 
acompanhado da preposição por ou, mais raramente, 
da preposição de. 
 
 preposição por + artigo o 
A carta foi entregue à moça pelo carteiro. 
voz passiva  OI  agente da passiva 
 
No exemplo, o agente da passiva corresponde, na voz 
ativa, ao respectivo sujeito da oração. 
Observe os esquemas de conversão das vozes: 
 
Voz passiva: 
A carta foi entregue à moça pelo carteiro. 
 sujeito paciente  agente da passiva 
 
Voz ativa: 
O carteiro entregou a carta à moça. 
 sujeito agente  objeto direto 
 
Tanto na oração de voz passiva como de voz ativa, o 
agente e o paciente continuam sendo os mesmos 
termos. Apenas a função sintática é diferente. Tomando-
se um desses exemplos, observe que, na voz passiva, 
“pelo carteiro” é agente (função sintática: agente da 
passiva). Já na voz ativa, “o carteiro” também é agente 
(o que age, atua) com a função sintática de sujeito. 
 
MUITO IMPORTANTE!!! 
O agente da passiva aparece como 
complemento apenas dos verbos transitivos diretos e 
transitivos direto e indiretos, que admitem a voz 
passiva, pois somenteorações na voz ativa com objeto 
direto podem ser transformadas em orações na passiva. 
Como consequência, não pode haver agente da passiva 
junto a verbos transitivos indiretos, intransitivos e de 
ligação, que não admitem a voz passiva; apenas a ativa. 
Observe: 
 O menino precisa de amor. 
  VTI 
 O homem saiu apressado. Voz ativa 
  VI 
 Eu sou feliz. 
  VL 
 Tais orações não podem ser transformadas em 
orações na voz passiva. 
 
COMPLEMENTO NOMINAL 
 É o termo que completa o sentido de um nome 
de significação transitiva. Esse nome pode ser 
representado por um substantivo abstrato, por um 
adjetivo ou por um advérbio. 
 Não somente verbos, mas substantivos, 
adjetivos e advérbios podem também necessitar de 
complemento. 
Obs.: O complemento nominal vem sempre ligado por 
preposição. 
Ex.: Os conhecimentos são úteis a todos. 
 Adjetivo Comp. Nominal 
 
Nós agimos favoravelmente às discussões. 
 Advérbio Comp. Nominal 
 
Todo filho tem amor aos pais. 
 Substantivo Comp. Nominal 
 
Tenho apenas a certeza do ontem. 
 Substantivo Comp. Nominal 
 
 
 
TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 
1. Adjunto Adnominal 
 Adjunto adnominal é o termo acessório da 
oração que restringe, qualificando ou determinando a 
significação de um substantivo. 
Pode ser expresso: 
a) Por um artigo definido ou indefinido: 
 Ex.: A aluna era linda. 
 Ex.: Ronaldo fez um gol aos 10 minutos de jogo. 
 
b) Por um adjetivo: 
 Ex.: O aluno estudioso passa no vestibular. 
 
c) Por um pronome adjetivo: 
 Ex1.: Teu lápis é preto? (=possessivo) 
 Ex2.: Aquele livro é bom? (=demonstrativo) 
 Ex3.: Alguns alunos chegaram. (=indefinido) 
 Ex4.: Qual casa compraste? (=interrogativo) 
 Ex5.: Eis a mulher cuja filha é minha esposa. 
(=relativo) 
 
d) Por um numeral adjetivo: 
 Ex.: Pediu duas cartas. 
 
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e) Por uma locução adjetiva (preposição + substantivo), 
indicando posse, origem, matéria, semelhança, 
qualidade. 
 Ex1.: Achei o livro de Pedro (=posse) 
 Ex2.: É boa a água da fonte. (=origem) 
 Ex3.: Ganhou um anel de alumínio. (=matéria) 
 Ex4.: Ele tem cara de macaco. (= semelhança) 
 Ex5.: É um rapaz sem educação. (=qualidade) 
OBSERVAÇÕES: 
1. Os pronomes oblíquos ME, TE, LHE(S), NOS E VOS, 
quando na função de possessivos, serão classificados 
como adjuntos adnominais. 
 Ex1.: Roubaram=ME a carteira. (ME = a minha) 
 Ex2.: Quebrei-LHE a cara. (LHE = a sua) 
 Ex3.: Tiraram-NOS a alegria. (NOS = a nossa) 
 
2. Às vezes, o adjunto adnominal expresso por adjetivo 
se liga ao substantivo por meio da preposição DE; 
principalmente depois de expressões de sentimento 
como pobre, triste, feliz, infeliz, etc. 
 Ex1.: O pobre do rapaz ficou perplexo. 
 Ex2.: O bom do padre ajudou os humildes. 
 
3. A preposição EM pode ser empregada, em boa 
linguagem, em construções como as seguintes: 
Ex.: ouro em pó 
Ex.: prata em barra 
(As expressões em destaque são adjuntos 
adnominais). 
 
ADJUNTO ADVERBIAIS 
1.NOÇÃO 
 Se em torno de um núcleo nominal aparece o 
adjunto adnominal, em torno do núcleo verbal gira o 
adjunto adverbial. 
 Ex.: Não estudaremos hoje. 
 O adjunto adverbial pode referir-se ainda ao 
adjetivo: 
 Ex.: José está muito doente. 
Ou a outro advérbio: 
 Ex.: Pelé jogava muito bem. 
Assim, adjunto adverbial é o termo que exprime 
circunstância a um verbo, adjetivo ou outro advérbio. 
 
OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: 
 O adjunto adverbial não se flexiona em gênero 
ou número. 
 Ex.: Ele saiu muito cedo. 
 Ela saiu muito cedo. 
 Eles saíram muito cedo. 
 Elas saíram muito cedo. 
 A única exceção é TODO, usado como 
advérbio, no sentido de “completamente”. 
 Ex.: Ele molhou-se todo. 
 Ela molhou-se toda. 
 Eles molharam-se todos. 
 Elas molharam-se todas. 
 
 
Aposto e Vocativo 
Vocativo é a expressão de apelo, chamamento, 
invocação. 
 Ex.: Ajudai-me, Senhor Deus! 
 Ex.: Josefino, vem cá. 
 Ex.: Você, meu irmão, precisa estudar mais. 
 Ex.: Ó minha amada, que olhos os teus! 
 Ex.: Olá, companheiro, tudo bem? 
OBSERVAÇÕES: 
1. O vocativo sempre será separado por vírgula. 
 Ex.: Ó triste mendigo, dorme teu sono. 
 Dorme, ó triste mendigo, teu sono final. 
 Dorme teu sono final, ó triste mendigo. 
 
2. O vocativo é um termo alheio à estrutura da oração: 
não pertence nem ao sujeito nem ao predicado. 
Aposto é a expressão que, referindo-se à outra, 
explica-a ou resume-a. Há diversos tipos de aposto: 
 
1. APOSTO EXPLICATIVO 
Ex.: Jânio Quadros, Presidente da República, escreveu 
um livro de Português. (aposto do sujeito). 
Ex.: Muito devemos a Gutemberg, o inventor da 
imprensa. (aposto do objeto indireto). 
Ex.: Amanhã, segunda-feira, não haverá espetáculo. 
(aposto do adjunto adverbial de tempo) 
Ex.: A República foi escrita por Platão, gênio da filosofia 
grega. (aposto do agente da passiva) 
Ex.: Yolanda casou-se com João, filho do velho 
Francisco, banqueiro famoso. (aposto do aposto) 
 
2. APOSTO ENUMERATIVO: 
Ex.: Apresento-lhe duas grandes amigas: Leila e Maria. 
Ex.: Foram as duas, a loira e a morena. 
 
3. APOSTO RECAPITULATIVO: 
Ex.: Reclamações, tristezas, dores nas costas, 
dificuldades, nada me impedirá de terminar este 
trabalho. 
Ex.: De cobras, lagartos, aranhas, de tudo ele tinha 
medo. 
Ex.: Marleta, Marly, Augusta, ninguém conseguiu 
convencê-lo do contrário. 
 
4. APOSTO ESPECIFICATIVO/ RESTRITIVO/ 
NOMINATIVO: (nome próprio especifica nome comum) 
Ex.: Comprei esta gravata na loja Dez Irmãos. 
Ex.: O poeta Castro Alves foi ferido. 
Ex.: O professor Ricardo programou o curso de 
Português. 
Ex.: A cidade de Curitiba cresce assustadoramente. 
 
QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 
1. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 –
Fundamental – NEO EXITUS) Considere a oração: Ao 
reino vegetal pertencem os seres com vida. Observa-
se que foi empregada a ordem inversa dos termos da 
oração. Escrita na ordem direta, a oração seria: 
a) Os seres com vida pertencem ao reino vegetal. 
b) Os seres com vida ao reino vegetal pertencem. 
c) Pertencem ao reino vegetal os seres com vida. 
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d) Pertencem os seres com vida ao reino vegetal. 
e) Ao reino vegetal os seres com vida pertencem. 
 
Leia o texto III para responder as questões. 
TEXTO III 
“Eu queria saber é quem está no aparelho. 
Ah, sim. No aparelho não está ninguém. 
Como não está, se você está me respondendo? 
Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe 
ninguém. 
Engraçadinho! Então quem está ao aparelho? 
Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.” 
( Carlos Drummond de Andrade ) 
 
2. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 –
Fundamental – NEO EXITUS) Indique a opção 
CORRETA quanto à análise do termo ninguém, 
empregado na segunda linha do texto. 
a) É pronome indefinido e tem a função de sujeito. 
b) É pronome possessivo e tem a função de objeto direto. 
c) É pronome indefinido e tem a função de objeto direto. 
d) É pronome adjetivo e tem a função de complemento 
nominal. 
e) É pronome pessoal e tem a função de sujeito. 
 
3. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) Em 
“A vida é uma peça de teatro”, temos: 
a) Sujeito simples e predicado verbal. 
b) Sujeito simples e predicado nominal. 
c) Sujeito indeterminado e predicado verbo-nominal. 
d) Sujeito composto e predicado verbal. 
e) Sujeito oculto e predicado nominal. 
 
Leia o Texto II e responda às questões. 
TEXTO II 
 
 
4. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) 
No segundo quadrinho do Texto II há um verbo: 
a) Transitivo indireto. b) Transitivo direto. 
c) Intransitivo. d) De ligação. e) Irregular.5. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
No trecho “afirma Clarissa Eckert Baeta Neves, 
professora da Universidade Federal do Rio Grande do 
Sul (UFRS), em trabalho apresentado no Congresso 
da Associação de Estudos Americanos (Lasa).”, o 
termo entre vírgulas é classificado como: 
a) Vocativo. b) Adjunto adverbial. 
c) Oração subordinada adjetiva. d) Aposto. 
e) Predicativo do sujeito. 
 
6. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Considere o período a seguir: 
O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral 
divulgou pesquisa feita pelo Ibope. 
Em relação à afirmativa, marque a opção CORRETA. 
a) Tem sujeito simples: “o movimento”. 
b) Tem sujeito simples cujo núcleo é “combate”. 
c) Apresenta verbo transitivo indireto regido pela 
preposição “pelo”. 
d) Apresenta agente da passiva: pelo Ibope. 
e) Tem o termo “pelo Ibope” como complemento nominal. 
 
Leia a tirinha a seguir: e responda as questões. 
 
 
7. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) 
Ainda em relação à tirinha, marque a opção 
INCORRETA. 
a) O verbo ter, usado nos quadrinhos, é transitivo direto. 
b) Em “nosso céu”, a palavra nosso funciona como 
adjunto adnominal. 
c) O termo “minha terra” tem a função de sujeito. 
d) No último quadrinho, temos um predicativo do sujeito. 
e) O termo “mais” está sempre modificando um adjetivo. 
 
Gabarito 1 A 2 A 3 B 4B 5D 6 D 7E 
 
SINTAXE 
A Sintaxe é a parte da língua portuguesa que 
trabalha com a disposição das palavras em uma frase e a 
lógica entre elas. Ela é muito importante para 
compreender a combinação de orações e palavras. Nos 
estudos gramaticais a sintaxe é estudada por meio da 
análise sintática para analisar o sujeito, o predicado e os 
termos acessórios de uma oração. 
 
ORAÇÕES COORDENADAS 
Classificação 
De acordo com o tipo de conjunção que as 
introduz, as orações coordenadas sindéticas podem 
ser: aditivas, adversativas, alternativas, 
conclusivas ou explicativas. 
 
ADITIVAS estabelecem, em relação a outra oração, uma 
noção de adição: 
São introduzidas pelas conjunções coordenativas 
aditivas: e, nem, que, ou pelas locuções não só ...mas 
(também), como ou quanto (depois de tanto) e 
análogas. 
Ex.: Ele comprou passagem e partiu no primeiro trem 
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Ex.: Chora que chora. 
Ex.: Tanto é dona de casa como (ou quanto) trabalha 
fora. 
 
ADVERSATIVAS estabelecem, em relação a outra 
oração, uma ideia de oposição, compensação, ressalva, 
adversidade, contrariedade, contraste: 
São introduzidas pelas conjunções coordenativas 
adversativas: mas, porém, contudo, todavia, 
entretanto, no entanto, senão, não obstante. 
Ex.: Estuda, mas não aprende. 
Ex.: O nosso time era o favorito, não obstante foi 
derrotado. 
 
ALTERNATIVAS estabelecem, em relação a outra 
oração, uma ideia de separação ou exclusão ou 
alternância: 
São introduzidas pelas conjunções coordenativas 
alternativas: ou...ou, quer ... quer, seja ... seja, ora 
...ora, já ... já. 
Ex.: Todas as tardes, ia ao cinema ou fazia pequenas 
compras em lojas da região. 
Ex.: “Nunca nele a firmeza permanece; 
 se nos dá gosto algum, muda-se logo; 
 já chora, já se ri, já se enfurece.” (Luís V.Camões) 
 
CONCLUSIVAS exprimem, em relação a outra oração, 
uma ideia de conclusão ou de consequência lógica. 
São introduzidas pelas conjunções coordenativas 
conclusivas: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, de 
modo que, por isso, por conseguinte, etc. 
Ex.: Seu amigo está triste e decepcionado; deve, 
portanto, confortá-lo nesse momento difícil. 
 
EXPLICATIVAS explicam o motivo da declaração contida 
na oração anterior: 
São introduzidas pelas conjunções coordenativas 
explicativas: porque, pois (anteposto ao verbo), que, 
porquanto, etc. 
Ex.: Volte logo, porque eu preciso de você. 
 
DISTINÇÃO ENTRE ORAÇÕES COORDENADAS 
EXPLICATIVAS E ORAÇÕES SUBORDINADAS 
ADVERBIAIS CAUSAIS 
 Choveu, porque a rua está molhada. 
 Or. C. Assind. Or. Coord. Sindética Explicativa 
 
 Choveu porque houve muita evaporação 
 Or. Principal Or. Subordinada Adverbial Causal 
 
 As orações coordenadas explicativas são 
empregadas com frequência depois de orações 
imperativas e optativas: 
 
Ex.: Não zombe dele, que está apaixonado. 
 
Ex.: Que Deus te ajude, porque ousado és. 
 
ORAÇÃO INTERCALADA 
Dá-se o nome de oração intercalada ou 
interferente à oração que se insere em outra, com a 
finalidade de se fazer um esclarecimento, uma ressalva, 
uma advertência, um desabafo. 
Esse tipo de oração é sintaticamente 
independente e normalmente aparece entre vírgulas, 
travessões ou parênteses: 
Ex.: “Tive (por que não direi tudo?), tive remorsos”. 
 (M. de Assis) 
Às vezes, não é apenas uma oração que se 
insere numa frase, mas um período composto: 
E ela – não existe quem possa provar o contrário – foi 
acusada de ladra. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS 
Classificação 
Causal indica a causa do efeito expresso na oração 
regente: 
É introduzida pelas conjunções causais: porque, 
visto que, que, como(sempre anteposto à oração à 
oração principal), posto que (seguido de verbo no 
indicativo), uma vez que, já que. 
Ex.: Não veio porque estava doente. 
 
Comparativa estabelece uma relação de comparação 
relativamente a um elemento da outra oração: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
comparativas: como, que, do que, assim como, (tanto) 
quanto, etc. 
Ex.: Trabalha como um escravo. 
 
 
 
 
 
Concessiva indica uma concessão, uma exceção, um 
caso particular, relativamente à outra oração: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, 
mesmo que, por mais que, se bem que, etc. 
Ex.: Não percebeu nada embora estivesse atento. 
 
Condicional expressa uma condição para que ocorra o 
fato expresso na outra oração: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo 
se, a menos que, sem que, etc. 
Ex.: Irei à fazenda, se não chover. 
 
Conformativa estabelece uma ideia de conformidade 
em relação ao fato da outra oração: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
conformativas: como, conforme, segundo, consoante. 
Ex.: Conforme prometeu, pagará a dívida amanhã. 
 
Consecutiva expressa uma consequência, um efeito do 
fato mencionado na outra oração: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
consecutivas: que (precedida de tal, tão, tanto, 
tamanho), de sorte que, de modo que, etc. 
Ex.: Trabalhou tanto que adoeceu. 
 
Nas orações comparativas, o verbo costuma ser o 
mesmo nas duas orações e frequentemente aparece 
subentendido. 
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Final apresenta uma finalidade para o fato expresso na 
outra oração: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
finais: para que, a fim de que, que. 
Ex.: Fiz de tudo para que ele aprendesse bons modos. 
 
Proporcional indica uma proporção em relação a outro 
fato: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
proporcionais: à proporção que, à medida que, ao 
passo que, quanto mais ... (mais), etc. 
Ex.: À medida que se aproximava a hora, a tensão 
aumentava. 
 
Temporal indica o momento, a época de ocorrência de 
um fato: 
É introduzida pelas conjunções subordinativas 
temporais: quando, enquanto, mal, logo que, assim 
que, etc. 
 Ex.: Houve protestos depois que o diretor saiu da 
reunião. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS 
Dá-se o nome de oração subordinada substantiva 
à oração que tem valor de substantivo e exerce, em 
relação à principal, a função de sujeito, objeto direto, 
objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou 
aposto. 
ATENÇÃO: 
As orações subordinadas substantivas são 
normalmente introduzidas pelasconjunções 
subordinativas integrantes que ou se e por pronome 
indefinido, pronome ou advérbio interrogativo ou 
exclamativo. 
Observe: 
 quanto 
 quem 
 por que 
Não sabemos comprou 
 como 
 quando 
 onde 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 Subjetiva exerce a função de sujeito da oração de 
que depende ou em que se insere: 
Ex.: É claro que eu não tenho medo de escuro 
Ex.: Convém que você volte logo. 
Neste exemplo o reconhecimento do verbo convir como 
unipessoal facilita a classificação. Verbos unipessoais 
são aqueles utilizados na 3ª pessoa do singular; fazem 
parte de uma oração principal que tem como subordinada 
uma substantiva subjetiva. Os mais usados são: convir, 
constar, parecer, cumprir, acontecer, suceder, importar. 
 
Ex.: Parece que o tempo melhorou. 
 V. Unip. Or. Sub. Subst. Subjetiva 
 
Ex.: Ainda não se sabe se Pedro voltará. 
 
CUIDADO! 
Amigo, nesse exemplo há uma tendência a você 
classificar como Or. Sub. Substantiva Objetiva Direta; 
porém há o se (antes do sabe), que se classifica como 
partícula apassivadora, cujo papel é transformar o 
objeto direto em sujeito, ou seja, passar da voz ativa para 
a passiva sintética. 
 
 Objetiva direta exerce a função de objeto direto do 
verbo da oração principal: 
Ex.: “Dizem que os cães vêem coisas.” 
 
 Objetiva indireta exerce a função de objeto indireto 
do verbo da oração principal: 
Ex.: Convenceu-o de que o trabalho era fácil. 
 
 Predicativa exerce a função de predicativo da oração 
principal: 
Ex.: O problema é que o prazo para as inscrições já se 
esgotou. 
 
 Completiva Nominal exerce a função de 
complemento nominal de um substantivo ou adjetivo 
transitivos da oração principal: 
Ex.: Estava convicto de que ele era inocente. 
 
 Apositiva exerce a função de aposto de um nome da 
oração principal. Frequentemente é precedida por 
dois pontos e, às vezes, pode vir entre vírgulas: 
Ex.: Dei-lhe um conselho: (que) não se importasse mais 
com o caso. 
 
ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS 
As orações subordinadas adjetivas são 
introduzidas pelos pronomes relativos que, quem, onde, 
o qual (a qual, os quais, as quais), cujo (cuja, cujos, 
cujas), quanto, etc. 
 
CLASSIFICAÇÃO 
 RESTRITIVA delimita o sentido do substantivo (nome 
ou pronome) antecedente, sendo, por isso, 
indispensável ao sentido completo do enunciado. 
Liga-se ao antecedente sem vírgula: 
Ex.: As árvores que dão frutos são raras no Parque 
Ecológico do Cocó. 
Já assisti ao filme que você me indicou. 
 
 EXPLICATIVA encerra uma simples explicação ou 
informação adicional ao antecedente, já definido 
plenamente, podendo, por isso mesmo, ser omitida 
sem prejuízo para o sentido completo do enunciado. 
A oração adjetiva explicativa sempre aparece entre 
vírgulas: 
Ex.: Deus, que é nosso pai, nos salvará. 
 
DISTINÇÃO ENTRE AS ORAÇÕES SUBORDINADAS 
APOSITIVAS E AS ADJETIVAS EXPLICATIVAS 
Ele revelou as suas razões, que estava cansado e 
com fome, e foi embora. 
Ele revelou as suas razões, que todos já 
conheciam, e foi embora. 
 
 
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Conversando... 
No primeiro caso, a oração destacada explica 
(função do aposto) as razões; no segundo caso, a palavra 
que retoma o termo razões, sendo assim um pronome 
relativo. O pronome relativo inicia uma oração 
subordinada adjetiva. 
 
ORDEM DIRETA E ORDEM INVERSA DAS 
PALAVRAS 
Com o objetivo de compreendermos melhor o 
assunto a ser discutido, analisaremos primeiramente a 
oração em destaque: 
Descontraídos, alegres e peraltas na sala os 
garotos estão. 
Houve alguma dificuldade no que se refere à 
compreensão da mensagem? Ficou meio confuso e você 
sentiu necessidade de pronunciar pausadamente os 
termos constituintes desta oração? 
Naturalmente que sua resposta é positiva, mas por 
que isso acontece? 
Justamente porque o emissor da mensagem não 
usou a Ordem Direta das palavras, que por sua vez, é 
responsável pelo bom entendimento daquilo que é 
pronunciado ou escrito no momento da comunicação. 
É importante sabermos que há certa distinção 
entre oralidade e escrita, já que nesta há o predomínio da 
linguagem formal, bem como o uso correto da pontuação, 
da concordância e da grafia de acordo com a gramática 
normativa. E naquela, a linguagem já é mais livre de 
convenções e regras, predominando, portanto, um nível 
mais coloquial. 
E por assim dizer, o uso da ordem direta das 
palavras refere-se mais precisamente à língua escrita. 
Mas qual seria a ordem direta da oração acima? 
Os garotos alegres, descontraídos e peraltas 
estão na sala. 
Para compreendermos melhor sobre a mesma, 
basta fazermos a análise sintática: 
Os garotos - Sujeito Simples 
Estão na sala- Predicado Nominal 
Alegres, peraltas e descontraídos - Predicativo 
do sujeito. 
 
Na sala - Adjunto adverbial de lugar. 
Diante da análise feita, notamos que a oração 
dispõe de todos os requisitos básicos para que haja uma 
perfeita compreensão do enunciado linguístico, ou seja, 
possui: Sujeito + Predicado + Complemento - Eis a 
grande questão. 
 
EXERCÍCIOS 
1. Observe a sentença abaixo. 
É preciso priorizar o transporte coletivo. Caso contrário, 
as cidades vão parar. 
Marque a opção em que a reescritura causa 
ALTERAÇÃO de significado. 
(A) É preciso priorizar o transporte coletivo, ou então, as 
cidades vão parar. 
(B) É preciso priorizar o transporte coletivo, pelo contrário, 
as cidades vão parar. 
(C) É preciso priorizar o transporte coletivo, senão as 
cidades vão parar. 
(D) Se não se priorizar o transporte coletivo, as cidades 
vão parar. 
(E) Caso não se priorize o transporte coletivo, as cidades 
vão parar. 
 
“O boticário fazia as suas poções, e a gente lavava, 
em água quente, os vidros vazios em que ele iria 
pôr os seus remédios.” 
 
2. Assinale a alternativa que analisa corretamente as 
orações do período acima. 
A) A segunda oração é principal em relação à terceira. 
B) A terceira oração é uma subordinada substantiva. 
C) Há uma oração reduzida de infinitivo. 
D) A primeira oração é principal em relação à segunda. 
E) As duas primeiras orações são coordenadas 
assindéticas. 
 
3. A passagem em negrito, no período: A vida quis que 
Rubem conhecesse uma jovem senhora exerce a 
função de: 
A) aposto B) sujeito 
C) objeto direto D) objeto indireto 
E) complemento nominal 
 
4. Avalie as afirmações abaixo sobre a passagem: Viram 
quando ele deu a vez para que ela sentasse à janela. 
I. Período composto por duas orações. 
II. A segunda oração expressa ideia de tempo. 
III. A oração iniciada por para que expressa ideia de 
proporcionalidade. 
Assinale a alternativa: 
A) Apenas I é verdadeira. 
B) Apenas II é verdadeira. 
C) Apenas III é verdadeira. 
D) Apenas I e II são verdadeiras. 
E) Apenas II e III são verdadeiras. 
 
5. O período Os cientistas admitem que aumentou o teor 
do gás carbônico, mas lembram que parte desse gás 
tem origem na concentração de vapor de água, é 
composto por: 
A) uma oração principal e três coordenadas. 
B) uma oração principal e três subordinadas. 
C) duas orações coordenadas e uma subordinada. 
D) uma oração principal, uma coordenada e duas 
subordinadas. 
E) uma oração principal, duas coordenadas e uma 
subordinada. 
 
6. No verso “Eu sei que as cicatrizes falam” (verso 37), a 
oração subordinada é: 
A) adverbial causal. 
B) substantiva subjetiva. 
C) adverbial concessiva. 
D) substantiva objetiva direta. 
E) substantiva objetiva indireta. 
 
7. As orações do período “elevadas concentrações de 
dopamina são associadas não apenas ao aumento da 
vigilância, mas também fazem com que o indivíduo 
solitário identifique a falta” (linhas 06-07) se 
relacionam por uma ideia de: 
A) adição. B) restrição. 
C) oposição. D) concessão. E) conclusão. 
 
8. A passagem sublinhada na frase “O interessante é que 
a ONG faz a campanha num barco a óleo diesel” 
(texto 2, linhas 03-04) tem função sintáticade: 
A) aposto. B) sujeito. 
C) predicativo. D) objeto direto. 
E) complemento nominal. 
 
9. No período “As maiores vítimas serão os pobres 
mesmo que não sejam os maiores poluidores” (texto 1, 
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linhas 05-06), a oração sublinhada é uma subordinada 
adverbial: 
A) final. B) causal. 
C) temporal. D) concessiva. E) consecutiva. 
 
10. As orações do trecho: ... para gerar tudo aquilo de 
que necessita classificam-se respectivamente como: 
A) adverbial final / adjetiva restritiva. 
B) adverbial consecutiva / predicativa. 
C) adverbial temporal / completiva nominal. 
D) adverbial proporcional / adjetiva explicativa. 
E) adverbial causal / substantiva objetiva indireta. 
 
Gabarito 
1 A 2 C 3 C 4 B 5 D 6 D 
7 A 8 C 9 D 10 A 
 
 
REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL 
REGÊNCIA VERBAL 
A Regência Verbal se ocupa do estudo da relação 
entre VERBOS e os termos que os complementam 
(OBJETO DIRETO ou INDIRETO) ou caracterizam 
(ADJUNTO ADVERBIAL) 
A regência de um verbo é determinada pela 
relação do mesmo com seu complemento. 
Logo, o verbo é o termo regente e o complemento é o 
termo regido. Observe: 
Exemplos: Joana assistiu um paciente no hospital 
onde trabalha. 
Joana assistiu ao jogo da seleção brasileira. 
Observe que na primeira oração o verbo assistir é 
transitivo direto, ou seja, exige complemento (objeto 
direto) e tem significado aproximado de “prestar 
assistência”. 
Já na segunda oração o verbo “assistir” é transitivo 
indireto, ou seja, exige complemento, porém precedido de 
preposição e significa “ver”. 
Reger é determinar a flexão de um termo, que 
neste caso é o complemento, já que o verbo é o termo 
regente. 
Há uma dependência sintática entre regente 
(verbo) e termo regido (complemento), uma vez que o 
último completa o sentido do primeiro. Veja: 
Joana comprou uma bolsa para Jussara. 
O verbo “comprou” é transitivo direto e pede um 
complemento: Joana comprou o que? Uma bolsa (termo 
regido), para quem? Para Jussara (objeto indireto: 
precedido da preposição “para”). 
Os pronomes pessoais oblíquos o, a, os, as e suas 
variações la, lo, los, las, no, na, nos, nas são objetos 
diretos. Já os pronomes lhe, lhes são objetos indiretos. 
Exemplos: Joana disse que iria comprá-la. (Joana 
disse que iria comprar. Comprar o que? La (algo, um 
objeto, o qual pode ser uma bolsa, uma blusa, etc.) 
Joana lhe explicou por que não era para comprar. 
(Joana explicou. Explicou o que? O motivo pelo qual não 
era para comprar. Explicou para quem? Lhe (para você: 
objeto indireto precedido de preposição). 
 
VERBO INTRANSITIVO: 
Não possui objeto direto/ objeto indireto; porém, 
normalmente, são acompanhados de adjunto adverbial. 
Exemplos: chegar, ir, sair, morrer, nascer, etc. 
Ex.: Ronaldo chegou ao Rio de Janeiro. 
 Verbo Intransitivo┘ Adjunto Adverbial de Lugar 
 
VERBO TRANSITIVO DIRETO: 
Verbo que exige objeto direto como complemento. 
Exemplos: amar, comer, aborrecer, socorrer, ver, 
admirar, etc. 
Ex.: Maria socorreu o garoto. 
 Verbo Transitivo Direto┘ Objeto Direto 
 
VERBO TRANSITIVO INDIRETO: 
Verbo que exige objeto por meio de uma 
preposição, ou seja, o objeto indireto. 
Exemplos: gostar de, confiar em, precisar de, concordar 
com, etc. 
Ex.: Maria precisa de ajuda. 
 Verbo Transitivo Indireto┘ Objeto Direto 
 
VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO: 
Verbo que exige objeto direto e indireto. 
Exemplos: pagar algo A alguém, ensinar algo A alguém, 
informar alguém sobre algo, etc. 
Ex.: Maria Bonita pagou a dívida ao rapaz. 
 Verbo Transitivo Direto e Indireto┘ Objeto Direto Objeto Indireto 
 
REGÊNCIA NOMINAL 
A Regência Nominal trata de algumas palavras 
que exigem complementos (assim como muitos verbos) 
por meio de PREPOSIÇÕES; o estudo é para você ficar 
ciente de quais são as preposições. 
Exemplo: Junto A/DE: aceita as duas preposições. 
Ex.: Pedro foi nomeado embaixador junto ao 
governo italiano. 
Ex.: Esperei socorro junto do portão. 
Exemplo: Preferível isto A aquilo 
Ex.: É preferível trabalhar a vadiar. (Forma correta) 
CUIDADO! Ex.: É preferível trabalhar do que vadiar. 
(Forma errada) 
 
REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS 
a) Aspirar 
= respirar  é VTD. Ex.: Ele aspirou o gás 
= desejar  é VTI. Ex.: Ele aspira ao sucesso. 
IMPORTANTE para todos os verbos doravante 
estudados 
 
Primeiro caso 
Ex.: A menina aspirou o gás tóxico: nesse sentido, por ser 
transitivo direto, aspirar admite: 
 Voz Passiva: O gás tóxico foi aspirado pela 
menina. 
 A substituição do objeto por O. A menina 
aspirou-o. 
Ao usar pronome relativo, não há necessidade da 
preposição. 
Ex.: 
O gás tóxico a que a menina aspirou era fortíssima.
 
Segundo caso 
Ex.: O rapaz aspirava a uma vitória. Nesse sentido, 
aspirar é verbo transitivo indireto; não aceita, portanto, 
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voz passiva. Uma vitória era aspirada pelo rapaz é uma 
frase considerada errada. 
Esse verbo não admite o pronome LHE: Você aspirava 
ao diploma? 
Sim, eu aspirava-lhe. (resposta errada. O lhe refere-se 
a pessoa) 
Sim, eu aspirava a ele. (resposta correta) 
Sim, eu aspirava-a. (resposta errada. Este pronome é 
obj. direto.) 
Ao usar pronome relativo, deve-se colocar a 
preposição diante dele. 
Ex.: Você desconhece as vantagens a que aspiro. 
Ex.: Você desconhece as vantagens às quais aspiro. 
 
b) Assistir 
= ver  é VTI, exige a preposição A. 
Ex.: Eu assisti ao filme. 
= socorrer  é VTD. 
Ex.: Assistimos o rapaz doente 
= pertencer  é VTI. 
Ex.: Esse direito assiste aos jovens. 
= residir  é V. Intransitivo (com a preposição EM) 
Ex.: Pelé assistia em Santos 
 
c) Antipatizar e simpatizar 
VTI exige preposição Com 
Ex.: Eu simpatizo com aquela moça. (forma correta) 
CUIDADO! Este verbo não é pronominal. 
Ex.: Eu ME simpatizo com aquela moça. (forma 
errada) 
 
 
d) Chegar 
V. Intransitivo; normalmente acompanhado de Adjunto 
Adverbial de Lugar. 
Quem chega chega A algum lugar 
Ex.: A noiva chegou tarde ao cartório. (forma correta) 
CUIDADO! 
É incorreto dizer quem chega chega EM algum 
lugar. 
Ex.: A noiva chegou tarde no cartório. (forma 
errada) 
 
e) Esquecer e Lembrar 
Quando desacompanhados de pronome oblíquo, são 
VTD. 
Ex.: Eu esqueci o problema. 
Quando acompanhados de pronome oblíquo, são VTI. 
Ex.: Eu me esqueci do problema. 
 
f) Informar 
É VTDI (exige um objeto direto e um objeto indireto). 
Admite duas construções: 
 Informar alguma coisa a alguém. 
Ex.: Ela informou o fato aos alunos. 
 Informar alguém de (sobre) alguma coisa. 
Ex.: Ela informou os alunos do (sobre) fato. 
Os verbos avisar, esclarecer, lembrar, prevenir, 
notificar e cientificar admitem as mesmas construções que 
o verbo informar 
 
g) Namorar 
É verbo VTD, não há necessidade da preposição 
COM. 
Ex.: Maria namora seu ex-cunhado. 
 
h) Obedecer e Desobedecer 
São VTI (exigem preposição a) 
Ex.: Ele nunca obedece aos regulamentos 
 
i) Pagar e Perdoar 
São VTI quando o objeto refere-se a pessoa. 
Ex.: O pai sempre perdoa aos filhos 
São VTD quando o objeto refere-se a coisa 
Ex.: Nós já pagamos os impostos. 
CUIDADO! Quem paga (ou perdoa) paga A alguém. 
Ex.: Maria pagou o pedreiro. (forma errada) 
Ex.: Maria pagou ao pedreiro. (forma correta) 
 
j) Pisar 
É VTD. Ex.: Não pise o terreno molhado. 
CUIDADO! Este verbo não exige preposição e nem é 
verbo intransitivo exigindo Adjunto Adverbial de Lugar. 
 ┌ EM + A (artigo) 
Ex.: Não pise NA grama. (fora errada) 
 Verbo Intransitivo┘ └Adjunto Adverbial de Lugar 
Ex.: Não pise a grama. (forma correta) 
 Verbo Transitivo┘ Objeto Direto 
 
 
k) Preferir 
É VTDI (preferir alguma coisa a outra) 
Ex.: Ele prefere o futebol ao vôlei. 
 
l) Querer 
= desejar é VTD. Ex.: Todos queriam o prêmio 
= gostar  é VTI. Ex.: As mães querem aos 
filhos. 
 
m) Visar 
= pretender  é VTI. Ex.: Ele visava ao sucesso 
= mirar  é VTD. Ex.: O jogador visou o gol. 
= assinar  é VTD. Ex.: Você já visou o cheque? 
 
EXERCÍCIOS COMENTADOS 
01. Quanto à regência verbal, marque a opção correta: 
A) Meu Deus, esqueci da matéria da prova. 
B) Ainda bem que eu lembrei a matéria da prova. 
C) Você não obedeceu as ordens do patrão. 
D) Paulo namora com Maria, minha amiga de escola. 
E) Há muito ele aspirava o cargo de diretor. 
COMENTÁRIO: 
(A) Meu Deus, esqueci da matéria da prova. 
Esquecer e Lembrar 
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Quando desacompanhados de pronome 
oblíquo, são VTD. 
Ex.: Eu esqueci o problema. 
Quando acompanhados de pronome oblíquo, 
são VTI. 
Ex.: Eu me esqueci do problema. 
A forma correta é 
Meu Deus, esqueci a matéria da prova. 
Meu Deus, esqueci-me da matéria da prova 
(B) Ainda bem que eu lembrei a matéria da prova. 
Lembrar 
Quando desacompanhados de pronome 
oblíquo, são VTD. 
Ex.: Eu lembrei o problema. 
Quando acompanhados de pronome 
oblíquo, são VTI. 
Ex.: Eu me lembrei do problema. 
(C) Você não obedeceu ÀS ordens do patrão. 
 Artigo que acompanha o substantivo ordens┐ 
 Quem obedece obedece A1 + AS 
Preposição exigida pelo VTI obedecer┘ 
(D) Paulo namora Maria, minha amiga de escola. 
NAMORAR é verbo transitivo DIRETO: não há 
necessidade da preposição COM. 
(E) Há muito ele aspirava Ao cargo de diretor. 
ASPIRAR é verbo transitivo INDIRETO: há 
necessidade da preposição A. 
 
02. Considere os itens seguintes: 
I. Os agentes penitenciários haviam deslocado-se para o 
presídio. 
II. Há menas confusão na rua. 
III. Cada um dos agentes prestarão juramento. 
IV. Todos os agentes devem assistir ao hasteamento da 
bandeira. 
Marque a alternativa verdadeira. 
A) Em I, está correta a colocação do pronome oblíquo 
átono. 
B) Em II, está correta a concordância nominal. 
C) Em III, está correta a concordância verbal. 
D) Em IV, está correta a regência verbal. 
COMENTÁRIO: 
I. Os agentes penitenciários haviam 
deslocado-se para o presídio. 
O pronome oblíquo átono NUNCA pode ser 
colocado depois do verbo no particípio. 
A forma correta seria: 
Os agentes penitenciários haviam se 
deslocado para o presídio. 
Ou 
Os agentes penitenciários haviam-se 
deslocado para o presídio. 
II. Há menOs confusão na rua. 
Não existe a palavra MENAS. 
III. Cada um dos agentes prestarÁ juramento. 
Sujeito formado por 
Cada um dos agentes... 
Pronome Indefinido no singular + Elemento no 
plural 
O verbo concorda com o pronome indefinido 
no singular, obrigatoriamente. Ou seja, ficará no 
singular. 
I
V. 
Todos os agentes devem assistir ao 
hasteamento da bandeira. 
Assistir no sentido de ver é VTI, exige a 
preposição A. 
Ex.: Eu assisti ao filme. 
 
03. Assinale a alternativa gramaticalmente correta. 
A) Não o conheço; como se atreve a falar-me? 
B) Não lhe conheço; como se atreve a falar-me? 
C) Não lhe conheço; como te atreves a me falar? 
D) Não o conheço; como atreves-te a me falar? 
E) Não conheço tu; como atreve a me falar? 
COMENTÁRIO: 
(A) Não o conheço; como se atreve a falar-me? 
Conhecer é VTD aceita o O como 
complemento. 
O O é pronome oblíquo átono da 3ª pessoa, e o 
SE também pertence a 3ª pessoa. Assim, está 
havendo fidelidade da pessoa gramatical. 
(B) Não lhe conheço; como se atreve a falar-me? 
Conhecer é VTD não aceita o LHE como 
complemento. 
 
(C) Não lhe conheço; como te atreves a me falar? 
Conhecer é VTD não aceita o LHE como 
complemento. 
 
(D) Não o conheço; como atreves-te a me falar? 
Conhecer é VTD aceita o O como 
complemento. 
O O é pronome oblíquo átono da 3ª pessoa, 
mas o TE pertence a 2ª pessoa. Assim, não 
está havendo fidelidade da pessoa gramatical. 
(E) Não conheço tu; como atreve a me falar? 
Depois do verbo, o pronome a ser usado é o 
oblíquo (te), não o pessoal (tu). 
 
04. Marque o item em que há erro na regência verbal: 
A) Costumo obedecer preceitos éticos; 
B) São essas as atitudes de que discordo; 
C) É preferível comprar sapato toda semana a abastecer 
o carro; 
D) O governo assistiu os desabrigados, dando-lhes 
comida e água; 
E) Paguei-lhe o salário do mês. 
COMENTÁRIO: 
(A) Costumo obedecer A (os)preceitos éticos; 
Obedecer é VTI (exige preposição a) 
Ex.: Ele nunca obedece aos regulamentos 
(B) São essas as atitudes/ de que discordo; 
Quem discorda discorda DE 
Errado estaria se escrevêssemos: 
São essas as atitudes/ que discordo 
(C) É preferível comprar sapato toda semana a 
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abastecer o carro; 
É preferível isto A aquilo. 
Errado estaria se escrevêssemos: 
É preferível comprar sapato toda semana do 
que abastecer o carro; 
(D) O governo assistiu os desabrigados, dando-
lhes comida e água; 
Assistir no sentido de socorrer é VTD. 
Ex.: Assistimos o rapaz doente. 
 Objeto Direto 
(E) Paguei-lhe o salário do mês. 
 VTDI OI OBJETO DIRETO 
Pagar e Perdoar 
São VTI quando o objeto refere-se a pessoa. 
Ex.: O pai sempre perdoa aos filhos 
São VTD quando o objeto refere-se a coisa 
Ex.: Nós já pagamos os impostos. 
CUIDADO! 
Quem paga (ou perdoa) paga A alguém. 
Ex.: Maria pagou o pedreiro. (forma 
errada) 
Ex.: Maria pagou ao pedreiro. (forma 
correta) 
 
05. Marque o item que apresenta erro de regência: 
A) Cheguei ao cinema meia hora depois dele; 
B) Simpatizava com a ideia de ser guarda municipal; 
C) Assistimos à inauguração da piscina; 
D) O juiz não perdoou o réu pelos delitos e julgou 
procedente a ação; 
E) O motorista não respeitava os sinais nem obedecia às 
normas de trânsito. 
COMENTÁRIO: 
A) Cheguei ao cinema meia hora depois dele; 
B) Simpatizava com a ideia de ser guarda municipal; 
C) Assistimos à inauguração da piscina; 
D) O juiz não perdoou o réu pelos delitos e julgou 
procedente a ação; 
E) O motorista não respeitava os sinais nem obedecia às 
normas de trânsito. 
 
06. As sentenças abaixo, exceto uma, apresentam 
desvios relativos à regência verbal. Assinale a que não 
apresenta esse desvio: 
A) Vi e gostei muito do filme; 
B) Eu não pisei na grama; 
C) Deve haver professores que preferem negociar do que 
trabalhar, devido aos vencimentos serem irrisórios; 
D) Esta é a escola na qual confio; 
E) A importância que eu preciso é vultuosa. 
COMENTÁRIO: 
(A) Vi e gostei muito do filme; 
VER é VTD e GOSTAR é VTI. Não podemos 
colocar um único complemento (do filme) a 
verbos com predicações diferentes. 
A forma apropriada deveria ser assim: 
Vi o filme e gostei muito dele. 
 O DIRETO O INDIRETO 
(B) Eu não pisei a grama; 
Pisar 
É VTD. Ex.: Não pise o terreno molhado. 
CUIDADO!!! 
Este verbo não exige preposição e nem 
é verbo intransitivo exigindo Adjunto Adverbial 
de Lugar. 
 ┌ EM + A (artigo) 
 Ex.: Não pise NA grama. (fora errada) 
 Verbo Intransitivo┘ └Adjunto Adverbial de Lugar 
 
 Ex.: Não pise a grama. (forma correta) 
 Verbo Transitivo┘ Objeto Direto 
(C) Deve haver professores que preferem negociar 
A trabalhar, devido aos vencimentos serem 
irrisórios; 
Preferir 
É VTDI (preferir alguma coisa a outra) 
 ┌Objeto Indireto 
Ex.: Ele prefere futebol a vôlei. 
 └Objeto Direto 
Ou 
Ele prefere o futebol ao vôlei. 
(D) Esta é a escola/ na qual confio; 
Quem confia confia EM 
Errado estaria se escrevêssemos: 
Esta é a escola/ a qual confio; 
Lembrando que NA é a aglutinação da 
Preposição EM + o Artigo A. 
(E) A importância/ DE que eu preciso/ é vultuosa. 
Quem precisa precisa DE 
 
07. Marquea figura da onça pintada. 
(D) no exterior, por falta de conhecimento, as pessoas 
pensam que há animais ferozes soltos em nossas 
cidades. 
(E) as onças das florestas estão invadindo as cidades por 
causa do desmatamento. 
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL X SEMÂNTICA 
QUESTÃO 03 
No excerto citado na questão anterior, o termo 
“onças” foi usado 
(A) no sentido denotativo, significando pessoa 
extremamente zangada. 
(B) no sentido conotativo, significando pessoa 
extremamente zangada. 
(C) no sentido denotativo, significando o animal de grande 
porte pertencente à classe dos felídeos. 
(D) no sentido conotativo, significando o animal de grande 
porte pertencente à classe dos felídeos. 
(E) nos dois sentidos, conotativo e denotativo, 
significando tanto pessoa extremamente zangada 
quanto o animal de grande porte pertencente à classe 
dos felídeos. 
 
Gabarito: 01/B; 02/D; 03/C 
 
PROVA 02 
COREN –DMINISTRADOR DE REDES/AOCP/ 2013 
 “NYT” destaca crescimento populacional na 
Amazônia e preocupação ambientalista 
1.§ Reportagem do jornal americano “New York 
Times” publicada neste domingo revela o surgimento e o 
crescimento de diversas cidades em meio à Amazônia, 
dizendo que os cientistas estão alarmados com a 
chegada de projetos industriais na região. 
2.§ O jornal diz que a expansão dessas cidades é 
evidente em locais como Parauapebas, que, em uma 
geração, evoluiu de uma pequena colônia marcada por 
conflitos de mineiros para uma cidade com shopping e 
concessionária da Chevrolet. 
3.§ Embora a ditadura militar tenha construído 
estradas no intuito de ocupar a Amazônia e defendê-la 
dos estrangeiros, o desmatamento que o crescimento 
populacional tem causado na região preocupa cientistas. 
4.§ Alguns pesquisadores dizem que o êxodo rural em 
países tropicais como o Brasil na verdade ajuda a diminuir 
o desmatamento, já que algumas áreas rurais se 
conservam por ter uma diminuição populacional, o que 
ajuda no reflorestamento. 
5.§ Porém, a maior parte dos cientistas discorda 
dessa visão. Eles dizem que a migração aumenta o 
desmatamento porque dá espaço para que pecuaristas, 
que já são responsáveis por reduzir em boa parte as 
áreas florestais, comprem terras de pequenos agricultores 
e expandam seus negócios. 
6.§ Das 19 cidades brasileiras que dobraram seu 
número de habitantes na última década, dez se 
encontram na região amazônica, de acordo com o último 
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censo. Manaus, capital do Estado do Amazonas, cresceu 
22% em população entre 2000 e 2010. 
7.§ O jornal diz que aproximadamente 25 milhões de 
pessoas vivem atualmente na Amazônia. Enquanto o 
Brasil no geral cresceu 12% nos últimos dez anos, na 
região o salto foi de 23%. 
8.§ O “New York Times” diz que o crescimento se 
deveu ao aumento das famílias e à pobreza local, que 
leva pessoas a deixarem o campo e se mudar para essas 
cidades em busca de trabalho. Mas a razão principal é a 
expansão econômica. 
9.§ Incentivos fiscais para a indústria de manufatura 
promoveram crescimento populacional em Manaus e nas 
cidades vizinhas. Já cidades como Sinop, no Mato 
Grosso, cresceram cerca de 50% graças à expansão da 
soja. Construções de grandes hidrelétricas também 
impulsionaram os dados habitacionais na Amazônia. 
http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1191018-nyt- 
 
QUESTÃO 01 
Uma das causas do crescimento populacional em 
diversas cidades da Amazônia é 
(A) o desmatamento. 
(B) a chegada de estrangeiros. 
(C) a construção de hidrelétricas. 
(D) o conflito de mineiros. 
(E) a ditadura militar. 
 
Gabarito: 01/ C 
 
PROVA 03 
PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS/AGENTE 
ADMINISTRATIVO/AOCP/ 2015 
Espectadores têm chance de “degustação” das 
Paralimpíadas. Ingressos estão à venda 
 
07/09/2015 
Cadeiras de roda e próteses entre bicicletas, skates e 
patins: a integração entre atletas paralímpicos e o público 
na Lagoa Rodrigo de Freitas marcou a celebração da data 
de um ano para as Paralimpíadas Rio 2016, nesta 
segunda-feira (7.09). Durante o Festival Paralímpico, que 
teve dois dias de programação na capital fluminense, os 
espectadores puderam ter um gostinho de como serão os 
primeiros Jogos da América do Sul, no ano que vem. 
O cronômetro que marca o tempo até o dia do evento 
foi acionado de dentro de uma roda de confraternização 
que reuniu atletas brasileiros e estrangeiros, o mascote 
das Paralimpíadas, Tom, autoridades e dirigentes. O 
ministro do Esporte, George Hilton, esteve presente ao 
lado do presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur 
Nuzman, e dos presidentes dos comitês paralímpicos 
internacional e brasileiro (Phillip Craven e Andrew 
Parsons). 
“Quero dizer que neste um ano para os Jogos, os 
esforços são para que a gente tenha não apenas um 
grande evento, mas que possamos despertar a cultura 
desportiva em todo o território nacional. O Rio terá a 
missão de espalhar por todo o país a chama paralímpica, 
e nós daremos todo o apoio que for preciso para que o 
paradesporto no Brasil continue nos orgulhando”, disse 
George Hilton. 
Andrew Parsons lembrou que o 7 de setembro 
também marca o início da venda de ingressos para os 
Jogos Paralímpicos. “Nossa meta é vender 3,3 milhões de 
entradas. Se conseguirmos, vai ser o maior número de 
ingressos vendidos de toda a história da Paralimpíada. Os 
preços são bem convidativos, tem ingresso a R$ 10, é 
muito barato. A ideia não é fazer uma grande 
arrecadação, mas expor o esporte paralímpico ao maior 
número de pessoas possível”, afirmou. 
Fonte: http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/noticias 
 
01. De acordo com o texto, 
(A) o dia 7 de setembro foi um dia importante para as 
Paralimpíadas, que estão relacionadas à 
Independência do Brasil, comemorada também nessa 
data. 
(B) a comemoração das Paralimpíadas teve uma 
programação que durou o dia todo, dia 07 de 
setembro de 2015, segunda-feira. 
(C) as vendas dos ingressos para as Paralimpíadas se 
iniciaram no dia 7 de setembro. A meta é vender 3,3 
milhões de entradas e fazer uma grande arrecadação. 
(D) com as Paralimpíadas de 2016, o ministro do Esporte 
pretende despertar a cultura do desporto no território 
brasileiro. 
(E) entre atletas, dirigentes e outros participantes do 
evento, durante uma confraternização e faltando um 
ano para o início dos Jogos Paralímpicos, inicia-se a 
contagem do tempo até o início dos jogos em 2016. 
 
ASSUNTO: SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS/ RELAÇÃO 
DE SINONÍMIA 
02. Em “Espectadores têm chance de ‘degustação’ das 
Paralimpíadas”, a palavra que mais se aproxima do 
sentido da palavra em destaque utilizada nesse 
contexto é 
(A) experimentar. 
(B) engolir. 
(C) comer. 
(D) ingerir. 
(E) jogar. 
 
Como o celular influencia no comportamento das 
formigas? 
Por Heverton Paulo 
Podemos afirmar com toda certeza que, hoje em dia, o 
celular é para as pessoas o que a água é para uma 
planta: completamente essencial. O aparelho eletrônico 
tornou-se quase um “membro” extra de indivíduos de toda 
e qualquer faixa etária, sexo, ou escolaridade. Para enviar 
mensagens, fazer ligações, ouvir música e assistir vídeos, 
acessar a internet, tirar fotos e até se localizar em algum 
lugar — GPS —, o celular é usado para quase tudo que 
se possa imaginar. 
Entretanto, já parou para pensar que esse aparelho, 
aparentemente inofensivo, também pode afetar a sua 
saúde? Pois saiba que a radiação (mesmo que mínima) e 
as ondas magnéticas emitidas por um telefone celular 
podem alterar o cérebro de uma pessoa. 
Segundo um estudo norte-americano conduzido pela 
Doutora Nora Volkow, em 2009, reuniu 47 voluntários que 
tiveram dois celulares desligados colocados em cada 
orelha e, logo depois, seus cérebros foram escaneados 
usando o método PET scan. Depois desse um segundo 
escaneamento foi feito, mas dessa vez com o celular da 
orelha direita ligado e com uma chamada ativa durante 50 
minutos. 
Constatou-se que a área perto da antena do celular 
sofreu um aumento de 7% emo item que apresenta erro de regência 
nominal: 
A) Estava seguro de que conseguiria uma vaga no 
concurso; 
B) Tínhamos dúvida a cerca da melhor opção de cargo; 
C) Carlos Alberto, residente a rua Alvorada, Nº 01; 
D) Éramos quatro em casa; 
E) Ela está meio triste hoje. 
COMENTÁRIO: 
(A) Estava seguro de que conseguiria uma vaga no 
concurso; 
(B) Tínhamos dúvida a cerca da melhor opção de 
cargo; 
(C) Carlos Alberto, residente a rua Alvorada, Nº 01; 
A forma residente A é considerada ERRADA. 
Quem reside/mora reside/ mora EM alguma 
lugar 
Carlos Alberto reside na (em+a) rua Alvorada 
Rural, ... 
Carlos Alberto mora na (em+a) rua Alvorada 
Rural, ... 
Formas derivadas 
Carlos Alberto, residente na rua Alvorada Rural, 
... 
Carlos Alberto morador na rua Alvorada Rural, 
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... 
(D) Éramos quatro em casa; 
Errado estaria se escrevêssemos: 
Éramos EM quatro em casa; 
(E) Ela está meio triste hoje. 
Errado estaria se escrevêssemos: 
Ela está MEIA triste hoje. 
Porque meio (advérbio) altera triste (adjetivo); e 
advérbio é uma classe invariável. 
 
08. Em “Não gosto de morangos”. O verbo gostar exige a 
preposição de. Assinale o item que está correto em 
relação à regência verbal: 
A) Prefiro morango a uva; 
B) Assiste o jogo pela TV; 
C) Vou na praia sempre que posso; 
D) As crianças devem obedecer os professores; 
E) Desculpe, não lhe convidei para meu aniversário. 
COMENTÁRIO: 
(A) Prefiro morango a uva; 
(B) Assiste Ao jogo pela TV; 
(C) Vou à praia sempre que posso; 
IR é verbo intransitivo que exige a preposição A. 
Vou A1 + A2 praia 
A1 → Preposição exigida pelo verbo IR. 
A2 → Artigo que acompanha o substantivo 
PRAIA. 
(D) As crianças devem obedecer Aos professores; 
Obedecer e Desobedecer 
São VTI (exigem preposição a) 
Ex.: Ele nunca obedece À sinalização. 
(E) Desculpe, não O convidei para meu aniversário. 
 OD VTD 
Convidar é VTD não aceita o LHE como 
complemento. Pois o LHE assume, entre outras 
funções) a função de Objeto Indireto. 
 
09. Numa das seguintes frases, há erro no emprego da 
preposição. Assinale-a: 
A) Esta é uma decisão de que não deves ter dúvidas. 
B) Nunca aceites encargos a que não te possas 
desobrigar. 
C) Aquela é a pessoa com quem não simpatizas? 
D) Ele era um professor contra cujas atitudes eu não me 
revoltava. 
COMENTÁRIO: 
(A) Esta é uma decisão/ de que não deves ter 
dúvidas. 
Quem tem dúvida tem dúvida DE 
(B) Nunca aceites encargos/ DE que não te possas 
desobrigar. 
Verbo Pronominal: desobrigar-se DE 
(C) Aquela é a pessoa/ com quem não simpatizas? 
Quem simpatiza simpatiza COM 
(D) Ele era um professor/ contra cujas atitudes eu 
não me revoltava. 
Revoltar-se contra 
Ex.: “Condenar os capitalistas, considerando-os 
inúteis para a sociedade, é revoltar-se 
irrefletidamente contra os próprios instrumentos 
de trabalho. 
 
Gabarito 
01 B 02 D 03 A 04 A 05 D 06 D 
07 C 08 A 09 B 
 
 
EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE 
CRASE 
CONCEITO 
Crase é a fusão de a + a(s). Ex.: Ele vai A1 + A2 
feira  Ele vai à feira. 
REGRA PRÁTICA 
Troca-se a palavra feminina por uma masculina 
correspondente. Se, antes da masculina, aparecer ao(s), 
coloca-se o sinal da crase no a(s) antes da feminina. 
Ex: 
Ele vai à feira (Ele vai ao banco) 
 
Ele visitou a exposição (Ele visitou o salão de arte) 
 
 
CASOS EM QUE NÃO OCORRE CRASE 
A crase é proibida antes das palavras que não 
apresentam o artigo a(s). 
a) Antes de masculinos 
 Ex.: Ele foi a pé para casa 
b) Antes de verbos 
 Ex.: A torcida começou a gritar. 
c) Antes de pronomes pessoais (inclusive os de 
tratamento) 
 Ex.: Nada disse a ela nem a Vossa Senhoria. 
d) Antes dos pronomes esta(s), quem e cuja(s). 
 Ex.: Essa é pessoa a quem pedi ajuda. 
e) Com a no singular + palavra no plural 
 Ex.: Ele se refere a acusações mentirosas. 
f) Entre duas palavras repetidas 
 Ex.: Ficamos cara a cara. 
g) Antes de nomes de cidades sem especificativo 
 Ex.: Ele gosta de ir a Fortaleza. 
 Se o nome da cidade estiver caracterizado por 
um especificativo, ocorre crase. 
 Ex.: Ele gosta de ir à ensolarada Fortaleza. 
 
CASOS EM QUE OCORRE CRASE 
a) Locuções adverbiais femininas de: 
 Tempo  Ex.: Ele chegou à noite e saiu às seis horas. 
 Lugar  Ex.: Ninguém chegou à cidade. 
 Modo  Ex.: Ele entrou às escondidas no armazém. 
b) Locuções prepositivas ( à + palavra feminina + de) 
 Ex.: Nós ficamos à espera de ajuda. 
c) Locuções conjuntivas (à + palavra feminina + que ) 
 Ex.: O tempo esfria, à medida que escurece. 
 
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CASOS EM QUE A CRASE É FACULTATIVA 
a) Antes de pronomes possessivos femininos 
 Ex: A vizinha pediu ajuda à minha mãe 
 A vizinha pediu ajuda a minha mãe 
b) Antes de nomes de mulher 
 Ex: O juiz fez uma advertência à Paula 
 O juiz fez uma advertência a Paula 
c) Depois da preposição até 
 Ex: Eu andei até à esquina 
 Eu andei até a esquina 
 
CRASE COM PRONOMES DEMONSTRATIVOS E 
RELATIVOS 
a) Preposição a + pronome demonstrativo a(s) 
O pronome demonstrativo a(s) aparece seguido de 
que ou de. 
Critério prático: 
Troca-se por um substantivo masculino o feminino 
que vem antes do a(s). 
Só ocorre crase se, com o masculino, aparecer 
ao(s) antes de que ou de. 
Ex.: Esta casa é igual à que você comprou 
 
 
Este carro é igual ao que você comprou 
 
b) Preposição a + aquele(s) 
Critério prático: 
Troca-se aquele(s) por este(s). Só ocorre crase se 
aparecer a antes do este(s). 
Ex.: Ele se refere àquele fato. 
 
Ele se refere a este fato 
Esse critério prático vale também para os 
demonstrativos aquela(s) e aquilo. 
 
c) Crase antes de qual / quais. 
Critério prático: 
Troca-se por um substantivo masculino o feminino 
anterior ao qual / quais. Só ocorre crase se, com o 
masculino, aparecer ao qual / aos quais. 
Ex.: Estas são as crianças às quais me refiro. 
 
Estes são os alunos aos quais me refiro 
 
CASOS ESPECIAIS DE CRASE 









pai.meu do casa à cedo Chegamos Ex. 
crase. com tivoespecifica Com 
casa. a cedo Chegamos Ex. 
crase sem tivoespecifica Sem 
 casa )a
 









avós. dos terraà voltou Ele Ex. 
crase. com planeta e natal terrade sentido Com 
 terra.a voltaramsjangadeiro Os Ex. 
crase. sem água de ao oposto sentido Com 
 terra)b
 
Emprego de Há e A 
Em referência a tempo, essas duas formas têm os 
seguintes usos: 
Há: é usado na indicação de tempo decorrido, tempo 
passado. 
Na prática, pode ser trocado pelo verbo fazer. 
Exemplo: 
 Os viajantes partiram 
)( faz
há três semanas. 
A forma há também pode ser usada com outros 
sentidos. 
Ex.: Aqui não há nenhuma dificuldade. (existir) 
Ele há de voltar. (ter) 
A: é usado na indicação de tempo futuro (em geral, 
aparece na locução daqui a). 
Ex.: Os viajantes partirão daqui a três semanas. 
Daqui a muitos anos, essa região será um deserto. 
 
QUANTO A, JUNTO A, DEVIDO A, DADO 
Vamos tratar do uso da crase com as locuções 
prepositivas quanto a, junto a, relativamente a, etc. A 
locução prepositiva é composta de dois ou mais 
vocábulos, sendo o último deles uma preposição simples 
(ex.: ao lado de, de acordo com, frente a). Sua função é a 
mesma da preposição. Só nos interessam agora as 
locuções que acabam na preposição "a", pois estas 
exigem o a craseado quando se ligam a um substantivo 
feminino determinado. 
Como são relativamente poucas as locuções que 
se enquadram nesta categoria, pode-se memorizá-las 
para evitar os condenáveis erros de crase: 
1. Graças à competência do médico, o menino se 
curou completamente. 
2. Em atenção à reclamação formulada por sua 
empresa, revisaremos o produto. 
3. Foram abertas inscrições com vistas à 
renovaçãoconsumo de glicose em 
relação ao escaneamento anterior, se tornando um pouco 
mais ativa. Como a ligação era sem áudio, a área do 
cérebro que apresentou atividade no segundo 
escaneamento não estava relacionado com o interlocutor 
pensando ou conversando com uma pessoa do outro lado 
da linha. 
Que as ondas do celular podem afetar mesmo que 
minimamente o cérebro humano, isso já foi comprovado 
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LÍNGUA PORTUGUESA 7 
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cientificamente. Mas será que o aparelho também pode 
afetar animais? Bem, as formigas parecem provar que 
sim, segundo um recente vídeo que está viralizando nas 
redes sociais. 
O vídeo mostra um iPhone no chão com uma certa 
‘multidão’ de formigas ao redor dele. O comportamento 
dos insetinhos é aparentemente normal, correndo 
confusas e desordenadas. Entretanto, assim que o celular 
recebe uma ligação e começa a tocar, algo incrível 
acontece: as formigas imediatamente, como que 
comandadas por um ser invisível, entram em uma 
formação circular e começam a rodear o celular 
organizada e metodicamente, de maneira veloz e precisa. 
Não existe uma explicação 100% concreta de tal 
fenômeno, mas algumas teorias fazem sentido. Segundo 
o site Ciência Hoje, as formigas possuem partículas 
magnéticas em suas antenas, que as fazem seguir 
caminhos de acordo com a orientação magnética da 
Terra. O sinal do iPhone teria interferido nesse sistema, 
confundido os insetos e fazendo com que eles agisse da 
maneira vista no vídeo. 
Texto adaptado. Fonte: http://www.ultracurioso.com.br/ 
 
03. De acordo com o texto, 
(A) o celular tem benefícios, mas pode também causar 
alguns problemas de saúde. A parte do corpo humano 
mais afetada são os ouvidos. 
(B) o uso excessivo do celular tem influenciado o 
comportamento das formigas e afetado a sua saúde. 
(C) os maiores problemas surgem quando há do outro 
lado da linha um interlocutor conversando com a 
pessoa. 
(D) quando os celulares estão desligados perto das 
orelhas, ainda que sejam dois aparelhos, o consumo 
de glicose é menor do que quando apenas um 
aparelho está ligado. 
(E) a mudança de comportamento das formigas é visível 
somente quando é utilizado o iPhone. Em testes feitos 
com outros celulares, não se verificou mudança de 
comportamento das formigas. 
 
Gabarito: 01/E; 02/A; 03/D 
 
 
UFC-CCV/Técnico-Administrativos em Educação/2012 
As questões de 1 a 11 abordam o texto 1. 
TEXTO 1 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
07 
08 
09 
10 
11 
12 
13 
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15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
26 
27 
28 
29 
30 
31 
32 
33 
34 
35 
36 
37 
38 
Se trabalho fosse bom, não se chamava trabalho. É o que diz a gracinha que inevitavelmente ouvimos 
quando estamos pê da vida com o emprego e somos lembrados de que, se o propósito fosse se divertir, o nome 
da coisa seria outro — diversão — e não precisaríamos ser pagos para fazer. Boa notícia: essa dureza está 
prestes a acabar. Vamos continuar tendo chefes, escritórios e tarefas a cumprir, mas (...) o trabalho tende a ficar 
cada vez mais leve e divertido. 
Uma das principais forças por trás dessas mudanças é a tecnologia. Hoje, você não consegue nem 
imaginar como seria viver sem internet e celular. E são justamente essas duas ferramentas que permitem que as 
pessoas possam trabalhar de qualquer lugar — de casa, do cibercafé, da beira da praia tomando açaí. O 
teletrabalho, em que as pessoas trabalham de um local remoto, via computador, e fazem reuniões via 
videoconferência, já é uma realidade: nos EUA, são 33,7 milhões de pessoas fazendo isso ao menos uma vez por 
mês. 
Com internet e celular, as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar — até mesmo de outros países. É 
o caso do projeto Mechanical Turk, da Amazon, uma espécie de classificados de pequenos serviços, como 
legendar fotos ou fazer buscas em sites. Nele, as pessoas de todo o mundo podem se cadastrar, escolher entre 
as milhares de tarefas disponíveis e serem pagas por cada uma delas. Nem todas as atividades que executamos 
podem ser delegadas e terceirizadas dessa forma, mas é uma mostra do que dá para fazer quando a banda larga 
é barata e todos têm acesso a um computador. 
Permitir que as pessoas trabalhem de casa não é apenas uma maravilha mas também um diferencial 
poderoso na hora de conservar os funcionários. E essa vantagem vai mesmo ser necessária: pesquisa da Rand 
Corporation mostra que o crescimento da força de trabalho está diminuindo com os anos, nos EUA. De um 
aumento de 2,6% ao ano, na década de 1970, esse número caiu para 0,4%, nos anos 2000. Com um número tão 
pequeno, o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos. Enfim, de todo mundo. 
Atrair funcionários vai virar um desafio nos próximos anos. Para chegar lá, a palavra-chave é uma só: 
flexibilidade. Isso não significa apenas trabalhar de casa de vez em quando, mas também poder chegar mais 
cedo ou mais tarde conforme a conveniência, sair no meio do dia para ver o teatrinho na escola das crianças, ter 
empregos de meio período ou semanas de 4 dias. Mesmo quem tem um tipo de trabalho presencial, como 
funcionários de uma fábrica, por exemplo, pode se beneficiar dessas práticas. É o que vai permitir às mulheres 
subirem cada vez mais alto na carreira sem abrir mão de passar tempo com os filhos e aos jovens da geração Y 
cuidarem da coisa que mais importa para eles: a vida pessoal. Criados no ambiente coletivo e colaborativo da 
internet, essa geração até se preocupa com dinheiro, mas é capaz de abrir mão de um emprego que pague bem, 
mas seja chato, em nome de fazer o que gosta, em uma empresa menor. 
O impacto dos jovens no mercado de trabalho se faz notar em tudo, inclusive na organização dos 
escritórios. Quem recebeu por e-mail as fotos das instalações do Google ficou morrendo de inveja: tobogãs, mesa 
de sinuca, sala para jogar videogame, pufes coloridos, tudo que é divertido está presente para ajudar o pessoal 
da empresa a criar novos produtos. A sede do Twitter é mais modesta, mas também inspiradora: uma sala grande 
com TV, pebolim, fliperama — e estacionamento para dezenas de bicicletas. Assim como o home office fez com 
que o trabalho invadisse a casa das pessoas, o universo dos jovens está invadindo os escritórios. E o ambiente 
de trabalho de todo mundo vai ficar mais prazeroso por causa disso. 
CALLEGARI, Jeanne. O fim do trabalho. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2012. 
 
Assunto: Reconhecimento do PROPÓSITO DO AUTOR 
01. O objetivo central do texto 1 é: 
A) criticar as pessoas que enxergam o trabalho como algo desagradável. 
B) alertar contra o fato de a força de trabalho vir diminuindo desde 1970. 
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8 LÍNGUA PORTUGUESA 
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C) defender o projeto da Amazon que emprega pessoas de todo o mundo. 
D) descrever o ambiente de trabalho de empresas que lidam com a internet. 
E) abordar mudanças no mundo do trabalho que podem ser benéficas a todos. 
 
Assunto: Reconhecimento de FATO e OPINIÃO 
02. Assinale a alternativa cuja frase expressa um fato. 
A) “Se trabalho fosse bom, não se chamava trabalho” (linha 01). 
B) “nos EUA, são 33,7 milhões de pessoas fazendo isso ao menos uma vez por mês” (linhas 10-11). 
C) “Permitir que as pessoas trabalhem de casa não é apenas uma maravilha...” (linha 18). 
D) “Mesmo quem tem um tipo de trabalho presencial (...) pode se beneficiar dessas práticas” (linhas 26-27). 
E) “o ambiente de trabalho de todo mundo vai ficar mais prazeroso por causa disso” (linhas 37-38). 
 
Assunto: Reconhecimento das INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS 
03. No trecho “...o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos” (linhas 22-23), 
depreende-se que os jovens, as mulheres e os idosos: 
A) constituem classes de trabalhadores mais comprometidos com o trabalho. 
B) ocupam, hoje, no mercado de trabalho, espaço menor que outras categorias. 
C) representamcategorias com aversão natural ao trabalho e tendência à diversão. 
D) são minorias excluídas da vida pública e do mundo do trabalho nas grandes cidades. 
E) serão um mal necessário diante da falta de bons funcionários no mercado de trabalho. 
 
Assunto: Relação COESIVA por REFERÊNCIA 
04. O termo “geração Y” (linha 29) refere-se a pessoas: 
A) nascidas por volta dos anos 90, que foram habituadas desde cedo à tecnologia. 
B) nascidas por volta dos anos 60, que cultivam os ideais de liberdade e paz social. 
C) nascidas a partir de 2010, que são viciadas em internet e novidades tecnológicas. 
D) nascidas após 1980, que buscam, acima de tudo, segurança e estabilidade no emprego. 
E) nascidas entre os anos 60 e 70, que cresceram jogando videogames e usando computadores. 
 
Assunto: Reconhecimento dos efeitos de sentido decorrentes do emprego de recursos expressivos 
05. O texto 1 faz referência à mulher em vários trechos. A imagem da mulher que o texto permite construir é a da 
pessoa que: 
A) prejudica o ambiente de trabalho devido aos filhos. B) costuma não levar a sério as obrigações do trabalho. 
C) trabalha em condições de igualdade com os homens. D) prioriza a carreira profissional em toda circunstância. 
E) coloca sobre si a responsabilidade de cuidar dos filhos. 
 
Assunto: Relação de coesão e coerência entre os parágrafos do texto. Mecanismos (estratégias) de 
Desenvolvimento da Argumentação 
06. A ideia central do último parágrafo é desenvolvida por: 
A) oposição. B) definição. C) comparação. D) exemplificação. E) enumeração de detalhes. 
 
Assunto: Reconhecimento dos efeitos de sentido decorrentes do emprego de recursos expressivos 
07. Assinale a alternativa em que o trecho grifado apresenta termos ou expressões organizados numa sequência 
gradativa crescente. 
A) “Vamos continuar tendo chefes, escritórios e tarefas a cumprir” (linhas 04-05). 
B) “Hoje, você não consegue nem imaginar como seria viver sem internet e celular” (linhas 06-07). 
C) “É o caso do projeto Mechanical Turk, da Amazon, uma espécie de classificados de pequenos serviços, como 
legendar fotos ou fazer buscas em sites (linhas 13-14). 
D) “Com um número tão pequeno, o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos. 
Enfim, de todo mundo” (linhas 21-22). 
E) “A sede do Twitter é mais modesta, mas também inspiradora: uma sala grande com TV, pebolim, fliperama” (linhas 
35-36). 
 
Assunto: Fonema: Classificação das Consoantes 
08. No trecho “...a gracinha que inevitavelmente ouvimos quando estamos pê da vida com o emprego” (linhas 01-02), a 
forma grifada reproduz o nome da letra P que, em português, representa fonema: 
A) palatal. B) sonoro. C) oclusivo. D) vibrante. E) linguodental. 
 
Assunto: Pontuação: Vírgula marcando uma Or. Subord. Adv. Condicional ANTECIPADA 
09. Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula se dá pela mesma razão que em “Se trabalho fosse bom, não se 
chamava trabalho” (linha 01). 
A) “Hoje, você não consegue nem imaginar como seria viver sem internet e celular” (linhas 06-07). 
B) “Com internet e celular, as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar...” (linha 12). 
C) “...sair no meio do dia para ver o teatrinho na escola das crianças, ter empregos de meio período ou 
semanas de 4 dias...” (linhas 25-26). 
D) “O impacto dos jovens no mercado de trabalho se faz notar em tudo, inclusive na organização dos escritórios” (linha 
32). 
E) “Assim como o home office fez com que o trabalho invadisse a casa das pessoas, o universo dos jovens está 
invadindo os escritórios” (linhas 36-37). 
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Assunto: Verbo: Particípios regulares e irregulares 
10. Como o particípio de pagar em “e não precisaríamos ser pagos para fazer” (linha 03), está empregada conforme a 
regra gramatical a forma grifada em: 
A) A pesquisa sobre o teletrabalho não ficou concluída. 
B) As pessoas vivem imergidas em atividades diversas. 
C) Na verdade, nem todos ali estavam isentos de culpa. 
D) Aquele funcionário disse ter sido aceitado no novo emprego. 
E) No futuro, o emprego tradicional terá sido extinguido de vez. 
 
Assunto: Concordância Verbal com Pronome Relativo 
11. No trecho: “E são justamente essas duas ferramentas que permitem que as pessoas possam trabalhar de qualquer 
lugar” (linhas 07-08), a forma grifada está no plural: 
A) para haver paralelismo com o verbo da outra oração. 
B) por concordar com o antecedente do pronome relativo. 
C) por conta de “pessoas” que está no plural indeterminado. 
D) por o núcleo do sujeito da oração adjetiva ser “ferramentas”. 
E) para indicar indeterminação do agente da oração subordinada. 
 
As questões 12 a 19 dizem respeito ao texto 2. 
 
TEXTO 2 
01 
02 
03 
04 
05 
06 
07 
08 
09 
10 
11 
12 
13 
14 
15 
16 
17 
18 
19 
20 
21 
22 
23 
24 
25 
 
O serviço público reproduz velhas estruturas estatais, carcomidas por modos políticos censuráveis. Neste 
século há que revisar conceitos, abolindo os velhos e criando novos. 
A vetusta noção de funcionário público deita raízes no modo clientelista e patrimonial, em que o 
governante usava influência e prestígio para lotear cargos, baseado em critérios de filiação política, lealdade 
partidária, recompensa pessoal e alguma competência específica, não necessariamente nessa ordem. 
A Constituição de 1988 quis corrigir as distorções adotando a meritocracia pelo concurso e estabilidade 
funcional. Contudo, não extirpou o velho modelo de cargos em comissão e acúmulos de vantagens. Opera-se, 
ainda, uma série de malandragens urdidas sob a égide da lei. Trata-se de concessões legais de duvidosa taxa de 
moralidade pública e adequação principiológica. 
Quem disse que o legal é moral e justo? A concessão de benesses pessoais torna difícil a interpretação e 
a aplicação do direito, com improvável revogação, assentada no nebuloso conceito de “direito adquirido”. Tal 
direito subsiste em face do “poder constituinte? Subsiste diante do interesse da sociedade? Afinal, a supremacia 
do interesse público sobre o particular não deveria ser medida de adequação à razoabilidade e à 
proporcionalidade? 
Não cabe mais o velho conceito de funcionário público do Direito Administrativo francês do século XVIII 
com garantias de classe incrustadas na estrutura burocrática. O que se vê é a vocação corporativa das categorias 
funcionais presas ao conceito de vantagens, esquecendo-se da real razão do serviço público: qualidade e 
economicidade. 
A estrutura funcional deve ser simplificada com atribuições e remunerações claras e compatíveis à regra 
orçamentária. Do que servem ao cidadão contribuinte ascensoristas, motoristas, digitadores e outras meras 
funções intermediárias com estabilidade e altos salários? A simples aprovação em concurso público não pode ser 
critério fixo e balizador de vantagens e remunerações absurdas. Há, ainda, que se revisar o conceito de carreiras 
de Estado. Por que um juiz tem que ganhar muitas vezes o que ganha uma professora? 
Ao Estado bastam servidores públicos republicanos e democráticos com a eficiência que o modelo 
capitalista pós-industrial e concorrencial exige, inclusive na esfera pública. 
 
RAVA, Ben-Hur. Estrutural estatal. Disponível em: . Acesso 
em 25 fev. 2012. 
 
Assunto: Identificação do significado de palavras recorrendo ao contexto 
12. Na linha 3, “vetusta” significa: 
A) antiga. 
B) duvidosa. 
C) complexa. 
D) irracional. 
E) inadequada. 
 
Assunto: Rescrita de Período, considerando as relações de coesão/ coerência / semântica e normas 
gramaticais/ a boa técnica da redação. 
13. Assinale a alternativa que reescreve o trecho “A concessão de benesses pessoais torna difícil a interpretação e a 
aplicação do direito” (linha 10), sem alteração de sentido. 
A) A concessão de benesses pessoais fica difícil por conta da interpretação e aplicação do direito. 
B) Para a interpretação e a aplicação do direito,torna-se difícil a concessão de benesses pessoais. 
C) Tal como a concessão de benesses pessoais, a interpretação e a aplicação do direito são difíceis. 
D) A interpretação e a aplicação do direito ficam difíceis, devido à concessão de benesses pessoais. 
E) Tanto a interpretação como a aplicação do direito tornam difícil a concessão de benesses pessoais. 
 
Assunto: Compreensão Textual 
14. Conforme o 4º parágrafo, é correto afirmar que o autor defende que: 
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A) os interesses coletivos devem suplantar os interesses particulares. 
B) o interesse público não deve ser medida de adequação aos princípios legais. 
C) o direito adquirido precisa subsistir em face do poder constituinte democrático. 
D) a legalidade, como é exata medida de justiça e moralidade, deve ser perseguida. 
E) a adequação aos princípios democráticos deve ser buscada na primazia do particular. 
 
Assunto: Tipologia Textual: descritivo, dissertativo-expositivo, dissertativo-argumentativo, narrativo, injuntivo 
15. O texto 2 apresenta natureza: 
A) descritiva, pois caracteriza o funcionalismo público atual. 
B) argumentativa, pois critica o modelo do funcionalismo público. 
C) injuntiva, pois se refere ao ouvinte, através de perguntas diretas. 
D) expositiva, pois fala do funcionalismo público de forma imparcial. 
E) narrativa, pois alude a períodos bem delimitados, como o século XVIII. 
 
Assunto: Crase 
16. Como em “A estrutura funcional deve ser simplificada com atribuições e remunerações claras e compatíveis à regra 
orçamentária” (linhas 19-20), a crase está bem empregada em: 
A) A estrutura funcional deve, pouco à pouco, ser simplificada. 
B) As distorções na interpretação da lei raramente vêm à público. 
C) O mundo pós-moderno exige funcionários aptos à função pública. 
D) Concessões legais nem sempre são adequadas à princípios morais. 
E) Com os concursos, os empregos públicos se tornaram acessíveis à todos. 
 
Assunto: Conjugação Verbal: REQUERER, BENEFICIAR, REAVER, LOTEAR, PRECAVER-SE 
17. Assinale a alternativa em que o verbo grifado está conjugado corretamente, conforme a norma gramatical. 
A) Se todos requisessem moralidade, o serviço melhoraria. 
B) Embora nem sempre se beneficeiem, acabam se calando. 
C) É necessário que as pessoas reavejam os princípios morais. 
D) Ainda hoje alguns políticos loteiam os cargos de comissão. 
E) O funcionário inteligente se precavê contra atitudes ilícitas. 
 
Assunto: Morfologia/ Classes de Palavras: Preposição 
18. Assinale a alternativa que classifica corretamente a forma destacada em “Opera-se, ainda, uma série de 
malandragens urdidas sob a égide da lei” (linha 08). 
A) Advérbio, dando ideia de lugar. 
B) Conjunção, unindo duas orações. 
C) Preposição, relacionando dois termos. 
D) Palavra denotativa, indicando inclusão. 
E) Marcador discursivo, estabelecendo adição. 
 
Assunto: Concordância Verbal 
19. Assinale a alternativa cuja concordância verbal se explica pela mesma regra que justifica a concordância do verbo 
na frase “Ao Estado bastam servidores públicos republicanos e democráticos” (linha 24). 
A) No serviço público, reproduzem-se velhas estruturas estatais. 
B) No funcionalismo público, deve haver eficiência e moralidade. 
C) Trata-se de uma revogação improvável por conta do direito adquirido. 
D) Eis os princípios que devem ser obedecidos: qualidade e economicidade. 
E) Cargos em comissão, acúmulo de vantagens, tudo isso são malandragens. 
 
A questão 20 aborda os textos 1 e 2 
Assunto: Relação intertextual: Exploração de leitura para a compreensão literal, interpretativa e crítica dos 
diversos tipos de textos. 
20. Os textos 1 e 2 se diferenciam, por apenas: 
A) o texto 1 fazer referência ao passado. 
B) o texto 2 referir-se a dados concretos. 
C) o texto 2 aludir à remuneração salarial. 
D) o texto 1 propor mudanças no trabalho. 
E) o texto 2 tratar de funcionalismo estatal. 
 
Gabarito 
01 E 02 B 03 B 04 A 05 E 06 D 07 D 08 C 09 E 10 C 
11 B 12 A 13 D 14 A 15 B 16 C 17 D 18 C 19 A 20 E 
 
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UNILAB/UFC ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2011 
 
 
 
ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL 
01. No seu discurso (linhas 14-23), a presidenta apela, como mulher, para algumas palavras como carro-chefe, cujos 
valores: 
A) têm conotação positiva. 
B) explicitam feminismo radical. 
C) são igualitárias quanto à hierarquia. 
D) evidenciam postura anti-imperalista. 
E) contrariam a ordem econômica vigente. 
 
 
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ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES DE 
COERÊNCIA: RELAÇÃO DE COMPARAÇÃO E 
CONTRASTE 
02. Há contradição no seguinte trecho: 
A) “É a voz da democracia e da igualdade se ampliando 
nesta tribuna” (linhas 15-16). 
B) “É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho 
de mulher...” (linhas 16-17). 
C) “E são também femininas duas outras palavras muito 
especiais para mim: coragem e sinceridade” (linhas 21-
22). 
D) “Mas, com isso não deseja excluir de sua fala o seu 
semelhante” (linhas 33-34). 
E) “É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos 
de linguagem, feitos de consensos e discordâncias” 
(linhas 37-38). 
 
ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES COESIVAS 
03. Assinale a alternativa em que há elipse de termo 
expresso na frase anterior. 
A) “que, como eu, nasceram mulher” (linhas 18-19). 
B) “Caímos na questão das figuras de linguagem” (linhas 25-
26). 
C) “Quando se fala alegoricamente” (linha 31). 
D) “Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher” (linhas 
32-33). 
E) “Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder 
retórico da linguagem” (linhas 42-43). 
 
ASSUNTO: RECONHECIMENTO DO PROPÓSITO DO 
AUTOR 
04. Por meio do trecho “Dilma pode ser presidenta e 
presidente” (linha 38), o autor: 
A) menospreza qualidades retoricamente vazias. 
B) mostra repúdio no tocante a questões gramaticais. 
C) mostra o caráter mais gramatical que retórico do gênero. 
D) indica a prevalência do gênero humano sobre o gênero 
sexual. 
E) defende a independência da gramática em relação a 
assuntos políticos. 
 
ASSUNTO: RECONHECIMENTO DO PROPÓSITO DO 
AUTOR 
04. Por meio do trecho “Dilma pode ser presidenta e 
presidente” (linha 38), o autor: 
A) menospreza qualidades retoricamente vazias. 
B) mostra repúdio no tocante a questões gramaticais. 
C) mostra o caráter mais gramatical que retórico do gênero. 
D) indica a prevalência do gênero humano sobre o gênero 
sexual. 
E) defende a independência da gramática em relação a 
assuntos políticos. 
 
ASSUNTO: RECONHECIMENTO DOS EFEITOS DE 
SENTIDO DECORRENTES DO EMPREGO DE 
RECURSOS EXPRESSIVOS. 
05. “Lugar de fala” (linhas 13-14) significa: 
A) o lugar de destaque ganho nas manchetes. 
B) o assento ocupado pela presidenta na ONU. 
C) a interação social mantida com as mulheres. 
D) a vanguarda entre as nações emergentes na ONU. 
E) o contexto sociodiscursivo representado na ONU. 
 
ASSUNTO: Identificação do sentido entre palavras: 
hiponímia / hiperonímia 
06. Assinale a alternativa em que as palavras estão 
ordenadas do geral para o específico, no texto. 
A) mulher (linha 06) – mulher (linha 19). 
B) sentido (linha 28) – sentido (linha 29). 
C) discurso (linha 31) – discurso (linha 40). 
D) gênero (linha 02) – gênero (linha 40). 
E) mulheres (linha 12) – mulheres (linha 32). 
 
ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE 
PALAVRAS RECORRENDO AO CONTEXTO 
07. Assinale a alternativa que relaciona corretamente a 
palavra e seu sentido no texto. 
A) tenacidade (linha 19) – “firmeza”. 
B) alegoricamente (linha 31) – “semanticamente”. 
C) Enfaticamente (linha 32) – “enfadonhamente”. 
D) diabólica (linha 36) – “maldosa”. 
E) emancipação (linha 40) – “valorização”. 
 
ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE 
PALAVRAS RECORRENDO AO CONTEXTO. 
IDENTIFICAÇÃO DO SENTIDO ENTRE PALAVRAS: 
SINONÍMIA/ ANTONÍMIA / POLISSEMIA; HIPONÍMIA 
/HIPERONÍMIA; CAMPO SEMÂNTICO.08. Assinale a alternativa em que as palavras pertencem ao 
mesmo campo semântico no texto. 
A) marketing (linha 35) – metonímias (linha 28). 
B) alegorias (linha 30) – metáforas (linha 27). 
C) linguagem (linha 38) – tribuna (linha 16). 
D) emoção (linha 18) – voz (linha 15). 
E) governo (linha 02) – discurso (linha 29). 
 
ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE 
PALAVRAS RECORRENDO AO CONTEXTO. 
IDENTIFICAÇÃO DO SENTIDO ENTRE PALAVRAS: 
SINONÍMIA/ ANTONÍMIA / POLISSEMIA; HIPONÍMIA 
/HIPERONÍMIA; CAMPO SEMÂNTICO. 
09. Assinale a alternativa cuja palavra equivale 
semanticamente a lulista (linha 11). 
A) neolulista. 
B) pós-Lula. 
C) pró-Lula. 
D) co-lulista. 
E) arquilulista. 
 
ASSUNTO: reconhecimento dos elementos mórficos das 
palavras (decomposição dos vocábulos em suas 
unidades mínimas de significação) 
10. Assinale a alternativa que indica corretamente o 
significado do sufixo –ado, presente na palavra 
eleitorado (linha 03). 
A) adesão. 
B) ideologia. 
C) conjunto. 
D) tendência. 
E) partidarismo. 
 
ASSUNTO: FONEMA 
11. Existe fonema velar oclusivo surdo na palavra: 
A) fala. 
B) figura. 
C) gênero. 
D) coragem. 
E) sinceridade. 
 
ASSUNTO: Aplicação das normas estabelecidas no 
sistema ortográfico adotado no Brasil, considerando-
se o que prescreve o Decreto Nº. 6.583, de 29 de 
setembro de 2008. USO DO HÍFEN 
12. O prefixo de interlocução (linha 39) está empregado 
conforme as regras do Novo Acordo Ortográfico em: 
A) inter-social. 
B) inter-ação. 
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LÍNGUA PORTUGUESA 13 
www.editoradince.com 
C) interrelação. 
D) interhispânico. 
E) interpartidário. 
 
ASSUNTO: CLASSE DE PALAVRAS: SUBSTANTIVOS 
ABSTRATOS; SUFIXOS 
13. Assinale a alternativa em que o nome possui sufixo 
formador de substantivo abstrato a partir de adjetivo. 
A) certeza. 
B) coragem. 
C) consenso. 
D) eleitorado. 
E) interlocução. 
 
ASSUNTO: Decomposição dos vocábulos em suas 
unidades mínimas de significação 
14. Assinale a alternativa em que a segmentação do 
vocábulo em seus elementos mórficos está correta. 
A) prim–eir–a (linha 14). 
B) dis–cur–sos (linha 26). 
C) enfatic–a–mente (linha 32). 
D) e–mancipa–ção (linha 40). 
E) goia–no (linha 41). 
 
ASSUNTO: FLEXÃO DE PALAVRAS 
15. Assinale a palavra cuja variação de gênero é marcada 
apenas sintaticamente. 
A) presidenta (linha 01). 
B) brasileiras (linha 01). 
C) senador (linha 01). 
D) representante (linha 11). 
E) marqueteiro (linha 42). 
 
ASSUNTO: Morfologia: identificação, pela função 
sintática, da classe das palavras 
16. Assinale a alternativa em que a palavra destacada está 
corretamente classificada no contexto. 
A) “está deixando para um segundo plano” (linhas 02-03) – 
conjunção conformativa. 
B) “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas...” 
(linhas 14-15) – advérbio. 
C) “quer-se chamar a presença do outro” (linha 31) – 
numeral. 
D) “ela discursa metafórica e alegoricamente” (linha 41) – 
adjetivo. 
E) “que certamente lhe dão maior sabor” (linhas 41-42) – 
pronome relativo. 
 
ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS QUANTO À 
SUA PREDICAÇÃO: VI, VL, VTD, VTI, VTDI 
(Consultar pág. ) 
17. Assinale a alternativa cujo verbo está empregado como 
transitivo direto. 
A) “revista que dedicou a ela a sua capa” (linha 10). 
B) “vivo esse momento histórico” (linha 17). 
C) “que, como eu, nasceram mulher” (linhas 18-19). 
D) “quero lhes falar no dia de hoje” (linhas 22-23). 
E) “Existe também uma visão diabólica” (linha 36). 
 
 
ASSUNTO: SINTAXE DA ORAÇÃO 
18. Assinale a alternativa que indica corretamente a função 
sintática do termo destacado. 
A) “‘Dilma se bate pelas mulheres’” (linha 10) – objeto direto. 
B) “E são também femininas duas outras palavras” (linha 21) 
– predicativo. 
C) “figuras que dão ao discurso a ideia do outro” (linha 30) – 
adjunto adnominal. 
D) “Possui, (...) um discurso afinado com a emancipação” 
(linhas 39-40) – objeto indireto. 
E) “Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos 
sites de jornais” (linha 09) – aposto. 
 
ASSUNTO: SINTAXE DO PERÍODO COMPOSTO 
19. A oração subordinada está corretamente analisada em: 
A) “de ser mal interpretada” (linhas 07-08) – completiva 
nominal. 
B) “de falar para toda a humanidade” (linhas 27-28) – objetiva 
indireta. 
C) “em que se ajusta um sentido ao outro” (linhas 28-29) – 
adverbial conformativa. 
D) “que luta contra a mesmice do simbólico” (linhas 36-37) – 
adverbial consecutiva. 
E) “como clama o senador goiano” (linha 41) – adjetiva 
restritiva. 
 
ASSUNTO: RECONHECIMENTO DO VALOR CONECTIVO 
DA CONJUNÇÃO 
20. Assinale a alternativa que reescreve, mantendo o 
sentido, segundo a norma padrão, o período “Possui, 
certamente, um discurso afinado com a emancipação 
feminina, mas não faz um governo de gênero” (linhas 39-
40). 
A) Certamente, faz um discurso afinado com a emancipação 
feminina, se bem que venha fazendo um governo de 
gênero. 
B) Mesmo que tenha feito um governo de gênero, possui, 
certamente, um discurso afinado com a 
emancipação feminina. 
C) Embora possua, certamente, um discurso afinado com a 
emancipação feminina, não faz um governo de gênero. 
D) Ao possuir um discurso afinado com a emancipação 
feminina, certamente, ainda assim nunca tem feito um 
governo de gênero. 
E) Se possuísse um discurso afinado com a emancipação 
feminina, certamente faria um governo de gênero. 
 
Gabarito 
01. A 02. B 03. D 04. D 05. E 
06. C 07. A 08. B 09. C 10. C 
11. D 12. E 13. A 14. C 15. D 
16. E 17. B 18. E 19. A 20. C 
 
PARALELISMO 
Paralelismo é o nome que damos à organização de 
ideias e expressões de estrutura idêntica. 
A função do paralelismo é veicular informações novas 
através de determinada estrutura sintática que se repete, 
fazendo o texto progredir de forma precisa. 
Temos dois tipos de paralelismo: o sintático, 
relacionado aos termos de mesma estrutura sintática dentro 
de uma frase; o semântico, relacionado às ideias 
semelhantes dentro de uma frase. 
 
Paralelismo Sintático 
Exemplo de paralelismo sintático 
A preservação do meio ambiente representa não 
só um dever de cidadania, mas também a sobrevivência do 
planeta. 
Os termos não só e mas também vem para ligar dois 
fragmentos gramaticalmente semelhantes. É possível 
concluir, desta forma, que os conectivos tem papel 
fundamental no paralelismo sintático. A frase estaria incorreta 
se fosse colocada desta forma: 
A preservação do meio ambiente representa não só 
um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. 
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14 LÍNGUA PORTUGUESA 
www.editoradince.com 
 
Paralelismo Semântico 
Exemplo de paralelismo semântico 
Marcos gosta de chocolate e de pipoca. 
Gostar de chocolate e pipoca constituem uma frase 
com ideais coerentes. A situação, no entanto, fugiria do 
paralelismo semântico se fosse a seguinte: 
Marcos gosta de chocolate e de jogar futebol. 
Apesar de termos o paralelismo sintático, não temos o 
semântico. Gostar de chocolate e jogar futebol representam 
duas coisas diferentes, que não caberiam numa sequência 
semântica lógica. 
 
QUESTÕES DE CONCURSOS 
01.(TRF) Assinale o segmento do texto em que há erro de 
paralelismo sintático. 
a) Estão participando da operação em Barretos cerca de 18 
auditores da Receita. Ainda fazem parte da equipe 
especialistas em programas de computadores para 
acessar arquivos que possam conter dados importantes 
nas empresas. 
b) Quanto aos documentos que forem recolhidos pelos 
agentes, todos serão analisados. Caso haja indício de 
sonegação, será instaurado processo no Ministério 
Público. 
c) Além da ação judicial, poderão ser feitas autuações nos 
estabelecimentos em que as irregularidades se 
comprovarem. O valor das autuações ainda não foi 
divulgado pelo delegado, mas ele garantiu que a cobrança 
pode ser retroativa. 
d) Disse ainda, que o escritório que cuida da contabilidade do 
clube Os Independentes está acompanhando o caso ao 
lado da Receita Federal. Ele não acredita que a 
fiscalização

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