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CENTEC Centro de Ensino Técnico PROCESSO SELETIVO PARA PROFESSORES DO EMI Teoria, dicas, Legislação e exercícios LÍNGUA PORTUGUESA Prof. Augusto Sá EDUCAÇÃO PROFISSIONAL DIDÁTICA 2021 CENTEC Copyright 2021 DIN.CE Edções Ténicas. Todos os direitos reservados e protegidos pela Lei nº 9.610/98. Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio, sem autorização expressa e por escrito dos autores e da editora. Capa: Kelton Diagramação: Carlos Ilustração: Carlos Impressão: Gráfica DIN.CE Editoração Gráfica: Arisson Acabamento: Antônio / Jailson Revisão: Autores Supervisão editorial: Vanques de Melo _______________________ NOTA DA EDITORA: As informações e opiniões apresentadas nesta apostila são de inteira responsabilidade dos autores e/ou organizadores das respectivas matérias. A Editora DIN.CE se responsabiliza apenas pelos vícios do produto no que se refere à sua edição, considerando a impressão e apresentação. 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Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. (Romanos 14) Bem aventura o homem que não anda segundo o caminho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do SENHOR, e na sua lei medita de dia e de noite. (Salmo, 1.2 e 2) Por isso vos digo que todas as coisas que pedires, orando, crede receber e tê-las-ei (Marcos, 11.24) mailto:din.ce@hotmail.com http://www.editoradince.com.br/ mailto:in.ce@hotmail.com 4 LÍNGUA PORTUGUESA 1 www.editoradince.com LÍNGUA PORTUGUESA Teoria, dicas e questões comentadas Prof. Augusto Sá augustosaa@hotmail.com CONTEÚDO PROGRAMÁTICO: Interpretação de textos...................................................... 1 Estrutura textual e análise do discurso.............................. 3 Gêneros textuais ............................................................. 19 Variação linguística ........................................................... 3 Figuras de linguagem ........................................................ 3 Função da linguagem ........................................................ 3 Denotação e Conotação.................................................... 4 Recursos expressivos da linguagem ................................. 3 Análise sintática .............................................................. 75 Uso adequado de: paragrafação, ortografia, translineação, pontuação, sinais gráficos ......................................... 29 Relações de coesão e coerência ................................... 14 INTERPRETAÇÃO DE TEXTO Antes de tudo, vamos explicar como se dá o processo de interpretação, depois vamos resolver questões de provas da banca AOCP, mas antes fica a dica: A AOCP tem uma semelhança muito grande com a Fundação Carlos Chagas (FCC) na cobrança de suas questões. Pois bem! A Hermenêutica, área da filosofia que estuda o assunto, diz que é preciso seguir três etapas para se obter uma leitura ou uma abordagem eficaz de um texto: a) Pré-compreensão: toda leitura supõe que o leitor entre no texto já com conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica. Isso significa dizer, por exemplo, que se você pegar um texto do 3º ano do curso de Direito estando ainda no 1º ano, vai encontrar dificuldades para entender o assunto, porque você não tem conhecimentos prévios que possam embasar a leitura. b) Compreensão: já com a pré-compreensão ao entrar no texto, o leitor vai se deparar com informações novas ou reconhecer as que já sabia. Por meio da pré-compreensão o leitor “prende” a informação nova com a dele e “agarra” (compreende) a intencionalidade do texto. É costume dizer: “Eu entendi, mas não compreendi”. Isso significa dizer que quem leu entendeu o significado das palavras, a explicação, mas não as justificativas ou o alcance social do texto. c) Interpretação: agora sim. A interpretação é a resposta que você dará ao texto, depois de compreendê-lo (sim, é preciso “conversar” com o texto para haver a interpretação de fato). É formada então o que se chama “fusão de horizontes”: o do texto e o do leitor. A interpretação supõe um novo texto. Significa abertura, o crescimento e a ampliação para novos sentidos. Sabendo disso, aqui vão 4 dicas para fazer com que você consiga atingir essas três etapas! Confira abaixo: 1) Leia com um dicionário por perto Não existe mágica para atingir a primeira etapa, a da pré-compreensão. O único jeito é ter um bom nível de leituras. Além de ler bastante, você pode potencializar essa leitura se estiver com um dicionário por perto. Viu uma palavra esquisita, que você não conhece? Pegue um caderninho (vale a pena separar um só pra isso) e anote- a. Em seguida, vá ao dicionário e marque o significado ao lado da palavra. Com o tempo o seu vocabulário irá crescer e não vai ser mais preciso ficar recorrendo ao dicionário toda hora. 2) Faça paráfrases Para chegar ao nível da compreensão, é recomendável fazer paráfrases, que é uma explicação ou uma nova apresentação do texto, seguindo as ideias do autor, mas sem copiar fielmente as palavras dele. Existem diversos tipos de paráfrase, só que as mais interessantes para quem está estudando para o vestibular são três: a paráfrase-resumo, a paráfrase-resenha e paráfrase- esquema. – Paráfrase-resumo:da Receita Federal possa causar algum dano à imagem do clube. e) O presidente do clube Os Independentes afirma não ter receio quanto à arrecadação de impostos e que achando normal a atitude dos auditores da Receita Federal.” Sabemos que eles estão fazendo isso com todas as entidades sem fins lucrativos.” Gabarito: E – “... afirma não ter receio E (afirma) achar normal a ....(frase corrigida) DICAS: Nem toda alternativa vem estruturada com paralelismo. Se você observar, na questão acima, apenas a letra E apresenta estruturas paralelas, com a mesma função sintática, ligada pela conjunção E, tendo como verbo de base AFIRMA. Na primeira estrutura foi flexionado o verbo no infinitivo (ter receio - reduzida) e na segunda, foi flexionado no gerúndio (achando – reduzida). Os verbos devem estar flexionados no mesmo tempo e modo verbal. 02. Assinale o período em que há erro de paralelismo sintático: a) Os ministros negaram estar o governo atacando a Assembléia e estar fazendo tudo para prolongar a votação do projeto.(OK – sem erro) b) O presidente sentia-se acuado pelas constantes denúncias de corrupção em seu governo e o crescimento na Constituinte da pressão em favor da fixação de seu mandato em quatro anos. c) Quando o ditador morreu, seu porta-voz conseguiu transformar-se no comandante das Forças de Defesa e ser o homem forte do país.(OK – sem erro) d) Poucas horas antes de um emissário lhe trazer a notícia e antes de inteirá-lo dos fatos, ele se divertia com os netos.(OK – sem erro) e) Aos poucos ele foi tomando consciência de que nem tudo dependia de sua presença e de que uma mão forte agia por trás dos últimos acontecimentos.(OK-sem erro) Gabarito: B – “... sentia-se acuado pelas constantes denúncias de corrupção em seu governo e pelo crescimento na Constituinte (frase corrigida) COESÃO, COERÊNCIA, TEXTUALIDADE, REFERÊNCIA FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA Todo texto parte de uma intenção comunicativa e que para se realizar de forma adequada precisa estar de acordo com a situação geral em que vai ocorrer, que são os interlocutores e que são produções organizadas por critérios de coerência e coesão. Um texto visto fora de suas circunstâncias de produção, tem um sentido plural, é testemunha de múltiplas vozes; nesse caso estamos realizando o discurso. Já um texto, visto em relação às circunstâncias que o produziram, é portador de um sentido plural mais organizado, ordenado, domesticado pela projeção da fala; neste caso estamos realizando o texto. Todo texto parte de uma intenção comunicativa que, para se realizar de forma adequada, precisa estar de acordo com a situação geral em que vai ocorrer, quem são os interlocutores, qual a relação social entre eles, em que local acontece, etc. CONCEITO DE TEXTUALIDADE Textualidade é o conjunto de características que fazem com que um texto seja um todo significativo e não apenas uma sequência de frases. Para Beaugrande e Dressler (1981) existem sete fatores responsáveis pela textualidade. São eles: Coerência – por ser responsável pelo sentido do texto é considerada fator fundamental da textualidade. Abrange não só os aspectos lógicos e semânticos, mas também os cognitivos. Dessa forma a coerência é um fenômeno que está ligado à interpretação do texto por parte do interlocutor, ou seja, está ligado diretamente á interlocução. Coesão – responsável pela unidade formal do texto. Constrói-se através de mecanismos gramaticais e lexicais. É decorrente da coerência de um texto. Intencionalidade – está ligada diretamente à intenção do locutor em construir um discurso coerente numa determinada situação comunicativa. Está relacionado aos protagonistas do ato de comunicação. Aceitabilidade – esta, por sua vez, está ligada diretamente à expectativa do interlocutor ao que vai ser apreendido. Ou seja, se o texto é coerente, coeso, aceitável. Situacionalidade - responsável pela pertinência e relevância de um texto quanto ao contexto em que ocorre. É a adequação do texto quanto à situação sócio comunicativa. Informatividade – Diz respeito à medida na qual as ocorrências de um texto são esperadas, ou não, conhecidas, ou não, no plano conceitual e no formal. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 15 www.editoradince.com Intertextualidade – essa, “diz respeito aos modos como a produção e recepção de um texto dependem do conhecimento que se tenha de outros textos com os quais ele, de alguma forma, se relaciona”. (Koch, 2000) COESÃO E COERÊNCIA TEXTUAL: Relações de referência, substituição, elipse, conjunção, repetição, entre outras Para não ser enganado pela articulação do contexto, é necessário que se esteja atento à coesão e à coerência textuais. COESÃO TEXTUAL é “o fenômeno que diz respeito ao modo como os elementos linguísticos presentes na superfície textual se encontram interligados entre si, por meio de recursos também linguísticos, formando sequências veiculadoras de sentidos.” (Ingedore V. Koch). Diz-se que um texto tem coesão quando seus vários enunciados estão organicamente articulados entre si, quando há concatenação entre eles. A conexão entre os vários enunciados é fruto das relações de sentido que existem entre eles. A título de exemplificação do que foi dito, observe-se o texto a seguir: É sabido que o sistema do Império Romano dependiada escravidão, sobretudo para a produção agrícola. É sabido ainda que a população escrava era recrutada principalmente entre os prisioneiros de guerra. Em vista disso, a pacificação das fronteiras fez diminuir consideravelmente a população escrava. Como o sistema não podia prescindir da mão-de- obra escrava, foi necessário encontrar outra forma de manter inalterada essa população. Como se pode observar, os enunciados desse texto não estão amontoados caoticamente, mas estritamente interligados entre si: ao se ler, percebe-se que há conexão entre cada uma das partes. Quando escrevemos um texto, uma das maiores preocupações é como amarrar a frase seguinte à anterior. Isso só é possível se dominarmos os princípios básicos de coesão. A cada frase enunciada devemos ver se ela mantém um vínculo com a anterior ou anteriores para não perdermos o fio do pensamento. Uma das modalidades de coesão é a remissão. E a coesão pode desempenhar a função de (re)ativação do referente. A reativação do referente no texto é realizada por meio da referenciação anafórica ou catafórica, formando-se cadeias coesivas mais ou menos longas. A REMISSÃO ANAFÓRICA realiza-se por meio de pronomes pessoais de 3ª pessoa(retos e oblíquos) e os demais pronomes; também por numerais, advérbios e artigos. Exemplos: 1. A jovem acordou sobressaltada. Ela não conseguia lembrar-se do que havia acontecido e como fora parar ali. 2. Márcia olhou em torno de si. Seus pais e seus irmãos observavam-na com carinho. 3. O concurso selecionará os melhores candidatos. O primeiro deverá desempenhar o papel principal na nova peça. 4. O juiz olhou para o auditório. Ali estavam os parentes e amigos do réu, aguardando ansiosos o veredito final. A remissão catafórica (para a frente) realiza-se preferencialmente através de pronomes demonstrativos ou indefinidos neutros, ou de nomes genéricos, mas também por meio das demais espécies de pronomes, de advérbios e de numerais. Exemplos: 1. O incêndio havia destruído tudo: casas, móveis, plantações. 2. Desejo somente isto: que me deem a oportunidade de me defender das acusações injustas. 3. O enfermo esperava uma coisa apenas: o alívio de seus sofrimentos. 4. Ele era tão bom, o presidente assassinado! COERÊNCIA TEXTUAL “diz respeito ao modo como os elementos subjacentes à superfície textual vêm a constituir, na mente dos interlocutores, uma configuração veiculadora de sentido.” É a relação que se estabelece entre as diversas partes do texto, criando uma unidade de sentido. Estáligada ao entendimento, à possibilidade de interpretação daquilo que se ouve ou lê. Mas não basta costurar uma frase a outra para dizer que estamos escrevendo bem. Além da coesão, é preciso pensar na coerência. É possível escrever um texto coeso sem ser coerente. Observe: Os problemas de um povo têm de ser resolvidos pelo presidente. Este deve ter ideais muito elevados. Esses ideais se concretizarão durante a vigência de seu mandato .O seu mandato deve ser respeitado por todos. Ninguém pode dizer que falta coesão a esse parágrafo. Mas de que ele trata mesmo? Dos problemas do povo? Do presidente? Do seu mandato? Fica difícil dizer. Embora ele tenha coesão, não tem coerência. A coesão não funciona sozinha. No exemplo acima, teríamos que, de imediato, decidir qual a sua palavra- chave: presidente ou problemas do povo? A palavra escolhida daria estabilidade ao parágrafo. Sem essa base estável, não haverá coerência no que se escrever; e o resultado será um amontoado de ideias. Enquanto a coesão se preocupa com a parte visível do texto, sua superfície, a coerência vai mais longe, preocupa-se com o que se deduz do todo. Na verdade a coerência não está no texto, ela deve ser construída a partir dele, levando-se, portanto, em conta os recursos coesivos presentes no texto, funcionando como pistas para orientar o interlocutor na construção do sentido. A coerência exige uma concatenação perfeita entre as diversas frases, sempre em busca de uma unidade de sentido. Não se pode dizer, por exemplo, numa frase, que o "desarmamento da população pode contribuir para diminuir a violência", e, na seguinte, escrever: "Além disso, o desemprego tem aumentado substancialmente". É evidente a incoerência existente entre elas. Assim também é incoerente defender o ponto de vista contrário a qualquer tipo de violência e ser favorável à pena de morte, a não ser que não se considere a ação de matar como uma ação violenta. RECURSOS DE COESÃO Para escrevermos de forma coesa, há uma série de recursos, como: 1. Epítetos (palavra ou frase que qualifica pessoa ou coisa) Glauber Rocha fez filmes memoráveis. Pena que o cineasta mais famoso do cinema brasileiro tenha morrido tão cedo. 2. Nominalizações (emprego de um substantivo que remete a um verbo enunciado anteriormente) Eles foram testemunhar sobre o caso. O juiz disse, porém, que tal testemunho não era válido por serem parentes do assassino. http://www.editoradince.com/ 16 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com 3. Palavras ou expressões sinônimas ou quase sinônimas. Os quadros de Van Gogh não tinham nenhum valor em sua época. Houve telas que serviram até de porta de galinheiro. São Paulo é sempre vítima das enchentes de verão. Os alagamentos prejudicam o trânsito, provocando engarrafamentos de até 200 quilômetros. 4. Um termo-síntese O país é cheio de entraves burocráticos. É preciso preencher um sem-número de papéis. Depois, pagar uma infinidade de taxas. Todas essas limitações acabam prejudicando o importador. 5. Pronomes Vitaminas fazem bem à saúde. Mas não devemos tomá-las ao acaso. O colégio é um dos melhores da cidade. Seus dirigentes se preocupam muito com a educação integral. Aquele político deve ter um discurso muito convincente. Ele já foi eleito seis vezes. Há uma grande diferença entre Paulo e Maurício. Este guarda rancor de todos, enquanto aquele tende a perdoar. 6. Numerais Recebemos dois telegramas. O primeiro confirmava a sua chegada; o segundo dizia justamente o contrário. 7. Advérbios pronominais (aqui, ali, lá, aí) Não podíamos deixar de ir ao Louvre. Lá está a obra- prima de Leonardo da Vinci: a "Monalisa". 8. Elipse O ministro foi o primeiro a chegar. (Ele) Abriu a sessão às oito horas em ponto e (ele) fez então seu discurso emocionado. 9. Repetição do nome próprio (ou parte dele) Lygia Fagundes Teles é uma das principais escritoras brasileiras da atualidade. Lygia é autora de "Antes do baile verde", um dos melhores livros de contos de nossa literatura. 10. Metonímia (processo de substituição de uma palavra por outra) O governo tem-se preocupado com os índices de inflação. O planalto diz que não aceita qualquer remarcação de preço. OS CONECTIVOS Uma preocupação de quem escreve é ver se os conectores estão empregados com precisão. A toda hora estamos fazendo uso deles. Por isso, a seguir será dada uma lista sucinta dos conectivos e suas respectivas funções: *Conjunções, locuções conjuntivas, preposições e locuções prepositivas 1. adição – e, nem, também, não só... mas também 2. alternância – ou... ou, quer...quer, seja...seja 3. causa – porque, já que, visto que, graças a, em virtude de, por (+ infinitivo), porquanto 4. conclusão – logo, portanto, pois 5. condição – se, caso, desde que, a não ser, que, a menos que 6. comparação - como, assim como 7. conformidade - conforme, segundo 8. consequência - tão...que, tanto...que, de modo que, de sorte que, de forma que, de maneira que 9. explicação - pois, porque, porquanto 10. finalidade - para que, a fim de que,para (+ infinitivo) 11. oposição - mas, porém, todavia, embora, mesmo que, apesar de (+ infinitivo), posto que, conquanto 12. proporção – à medida que, à proporção que, quanto mais, quanto menos 13. tempo – quando, logo que, assim que, toda vez que, enquanto • Pronomes relativos: que – quem - cujo – onde Ao empregar um pronome relativo, devemos ter o seguinte cuidado: 1. Observar a palavra a que ele se refere para evitar erros de concordância verbal Encontramos um bom número de pessoas que estavam reivindicando os mesmos direitos dos vinte funcionários vitoriosos. (que = as quais - pessoas) Pode haver um verbo ou um substantivo que exija uma preposição. Nesse caso, ela deve preceder o pronome relativo. Ninguém conseguiu até hoje esquecer a cilada de que ele foi vítima. (de que= da qual – cilada). A preposição de foi exigida pelo substantivo vítima. As dificuldades a que você se refere são normais dentro de sua carreira. (a que= às quais – dificuldades). O verbo referir-se pede a preposição a. As Transições Alguns dos conectores citados também aparecem iniciando frases, como se fossem uma espécie de ponte entre um pensamento e outro. O conhecimento desses elementos de transição ajuda a dar maior organicidade ao pensamento, o que faz o texto progredir mais facilmente. Saber usar os termos de transição deve ser uma preocupação constante de quem deseja escrever bem. Eles são muito úteis ao mudarmos de parágrafo porque estabelecem pontes seguras entre dois blocos de ideias. Eis os mais importantes e suas respectivas funções: 1. Afetividade: felizmente, queira Deus, pudera, Oxalá, ainda bem (que). 2. Afirmação: com certeza, indubitavelmente, por certo, certamente, de fato. 3. Conclusão: em suma, em síntese, em resumo. 4. Consequência: assim, consequentemente, com efeito. 5. Continuidade: além de, ainda por cima, bem como, também. 6. Dúvida: talvez, provavelmente, quiçá. 7.Ênfase: até, até mesmo, no mínimo, no máximo, só. 8. Exclusão: apenas, exceto, menos, salvo, só, somente, senão. 9. Explicação: a saber, isto é, por exemplo. 10. Inclusão: inclusive, também, mesmo, até. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 17 www.editoradince.com 11. Oposição: pelo contrário, ao contrário de. 12.Prioridade: em primeiro lugar, primeiramente, antes de tudo, acima de tudo, inicialmente. 13. Restrição: apenas, só, somente, unicamente. 14. Retificação: aliás, isto é, ou seja. 15.Tempo: antes, depois, então, já, posteriormente. Correlação verbal Damos o nome de correlação verbal à coerência que, em uma frase ou sequência de frases, deve haver entre as formas verbais utilizadas. Ou seja, é preciso que haja articulação temporal entre os verbos, que eles se correspondam, de maneira a expressar as ideias com lógica.Tempos e modos verbais devem, portanto, combinar entre si. Vejamos este exemplo: Seu eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderia a lição. No caso, o verbo dormir está no pretérito imperfeito do subjuntivo. Sabemos que o subjuntivo expressa dúvida, incerteza, possibilidade, eventualidade. Assim, em que tempo o verbo aprender deve estar, de maneira a garantir que o período tenha lógica? Na frase, aprender é usado no futuro do pretérito (aprenderia), um tempo que expressa, dentre outras ideias, uma afirmação condicionada (que depende de algo), quando esta se refere a fatos que não se realizaram e que, provavelmente, não se realizarão. O período, portanto, está correto, já que a ideia transmitida por dormisse é exatamente a de uma dúvida, a de uma possibilidade que não temos certeza se ocorrerá. Parece complicado - mas não é. Para tornar mais clara a questão, vejamos o mesmo exemplo, mas sem correlação verbal: Se eu dormisse durante as aulas, jamais aprenderei a lição. Temos dormir no subjuntivo, novamente. Mas aprender está conjugado no futuro do presente, um tempo verbal que expressa, dentre outras ideias, fatos certos ou prováveis. Ora, nesse caso não podemos dizer que jamais aprenderemos a lição, pois o ato de aprender está condicionado não a uma certeza, mas apenas à hipótese (transmitida pelo pretérito imperfeito do subjuntivo) de dormir. Correlações verbais corretas A seguir, veja alguns casos em que os tempos verbais são concordantes: presente do indicativo + presente do subjuntivo: Exijo que você faça o dever. pretérito perfeito do indicativo + pretérito imperfeito do subjuntivo: Exigi que ele fizesse o dever. presente do indicativo + pretérito perfeito composto do subjuntivo: Espero que ele tenha feito o dever. pretérito imperfeito do indicativo + mais-que-perfeito composto do subjuntivo: Queria que ele tivesse feito o dever. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Se você fizer o dever, eu ficarei feliz. pretérito imperfeito do subjuntivo + futuro do pretérito do indicativo: Se você fizesse o dever, eu leria suas respostas. pretérito mais-que-perfeito composto do subjuntivo + futuro do pretérito composto do indicativo: Se você tivesse feito o dever, eu teria lido suas respostas. futuro do subjuntivo + futuro do presente do indicativo: Quando você fizer o dever, dormirei. futuro do subjuntivo + futuro do presente composto do indicativo: Quando você fizer o dever, já terei dormido. QUESTÕES Texto Questão 01 ASSUNTO: Interpretação de Texto / Coesão Sobre os quadrinhos, analise as afirmações. I. Texto verbal e não verbal, em conjunto, contribuem para a construção do humor. II. Há, no texto, passagens em que a linguagem não é literal, como ocorre com a palavra museu. III. A palavra laser, no contexto em que aparece, deveria ser grafada com Z. http://www.editoradince.com/ 18 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com IV. As palavras máquina e museu têm exatamente o mesmo referencial concreto: um computador Core i7 com 8 gigas de RAM. Está correto o que se afirma em: a) I e IV, somente. b) II e III, somente. c) III e IV, somente. d) I e II, somente. e) I, II e IV, somente. Texto Qual é a classificação morfológica da palavra em destaque em “O medicamento genérico ganhou a confiança da população, que passou a cuidar melhor da saúde sem ter de abrir mão de outras prioridades, como alimentação, educação, moradia”? Questão 02 ASSUNTO: Coesão por Pronome Relativo Ainda sobre a palavra que em destaque no trecho citado na questão anterior, assinale a alternativa que apresenta o mecanismo de coesão que ela ajuda a construir. a) Coesão Referencial Endofórica Catafórica. b) Coesão Referencial Endofórica Anafórica. c) Coesão Referencial Exofórica Catafórica. d) Coesão Sequencial. e) Coesão Externa e Indireta. Questão 03 ASSUNTO: Interpretação de Texto / Pronome Relativo / Coessão por Pronome Demonstrativo / Regência Nominal Questão 04 ASSUNTO: Elementos Coesivos / Conjunções http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 19 www.editoradince.com Ministério Público identifica novo caso de adulteração de leite no RS O Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou em Três de Maio (a 468 km de Porto Alegre), mais uma etapa da Operação Leite Compen$ado para desarcticular um esquema de adulteração de leite. Segundo as investigações, um transportador de 31 anos, preso em flagrante por posse ilegal de arma, chefia uma quadrilha composta por esposa e dois sobrinhos, que são os motoristas do grupo. De acordo com o Ministério Público, o grupo adicionava produtos químicos ao leite in natura para mascarar a água adicionada para aumentar o volume do produto final, o que causa redução do valor nutritivo do leite e riscos à saúde dos consumidores. Além disso, os fraudadores também colocavam peróxido de hidrogênio (água oxigenada) para elevar a durabilidade do leite, já que o produto é bactericida. Questão 05 ASSUNTO: Coesão Releia atentamente o segundo parágrafo do texto. O termo “o produto” exerce um processo de coesão referencial anafórica e remete a (à): a) leite in natura. b) água. c) volume do produto final. d) peróxido de hidrogênio. e) durabilidade. Gabarito 01 D 02 B 03 B 04 C 05 D TIPOLOGIA TEXTUAL A todo o momento nos deparamos com vários textos, sejam eles verbais e não verbais. Em todos há a presença do discurso, isto é, a ideia intrínseca, a essência daquilo que está sendo transmitido entre os interlocutores. Esses interlocutores são as peças principais em um diálogo ou em um texto escrito, pois nunca escrevemos para nós mesmos, nem mesmo falamos sozinhos. É de fundamental importância sabermos classificar os textos dos quais travamos convivência no nosso dia a dia. Para isso, precisamos saber que existem tipos textuais e gêneros textuais. Comumente relatamos sobre um acontecimento, um fato presenciado ou ocorrido conosco, expomos nossa opinião sobre determinado assunto, ou descrevemos algum lugar pelo qual visitamos, e ainda, fazemos um retrato verbal sobre alguém que acabamos de conhecer ou ver. É exatamente nestas situações corriqueiras que classificamos os nossos textos naquela tradicional tipologia: Narração, Descrição e Dissertação. Para melhor exemplificarmos o que foi dito, tomamos como exemplo um Editorial, no qual o autor expõe seu ponto de vista sobre determinado assunto, uma descrição de um ambiente e um texto literário escrito em prosa. Em se tratando de gêneros textuais, a situação não é diferente, pois se conceituam como gêneros textuais as diversas situações sociocomunciativas que participam da nossa vida em sociedade. Como exemplo, temos: uma receita culinária, um e-mail, uma reportagem, uma monografia, e assim por diante. Respectivamente, tais textos classificar-se-iam como: instrucional, correspondência pessoal (em meio eletrônico), texto do ramo jornalístico e, por último, um texto de cunho científico. GÊNEROS TEXTUAIS Para a Linguística, os gêneros textuais englobam estes e todos os textos produzidos por usuários de uma língua. Assim, ao lado da crônica, do conto, vamos também identificar a carta pessoal, a conversa telefônica, o e-mail, e tantos outros exemplares de gêneros que circulam em nossa sociedade. Quanto à forma ou estrutura das sequências linguísticas encontradas em cada texto, podemos classificá- los dentro dos tipos textuais a partir de suas estruturas e estilos composicionais. http://www.editoradince.com/ 20 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Gêneros Orais e Escritos na Escola Domínios sociais de comunicação Aspectos tipológicos Capacidade de linguagem dominante Exemplo de gêneros orais e escritos Cultura Literária Ficcional Narrar; Mimesesde ação através da criação da intriga no domínio do verossímil [Conto Maravilhoso], Conto de Fadas, fábula, lenda,narrativa de aventura, narrativa de ficção cientifica, narrativa de enigma, narrativa mítica, sketch ou história engraçada, biografia romanceada, romance, romance histórico, novela fantástica, conto, crônica literária, adivinha, piada Documentação e memorização das ações humanas Relatar Representação pelo discurso de experiências vividas, situadas no tempo Relato de experiência vivida, relato de viagem, diário íntimo, testemunho, anedota ou caso, autobiografia, curriculum vitae, noticia, reportagem, crônica social, crônica esportiva, histórico, relato histórico, ensaio ou perfil biográfico, biografia Discussão de problemas sociais controversos Argumentar Sustentação, refutação e negociação de tomadas de posição Textos de opinião, diálogo argumentativo, carta de leitor, carta de solicitação, deliberação informal, debate regrado, assembleia, discurso de defesa (advocacia), discurso de acusação (advocacia), resenha crítica, artigos de opinião ou assinados, editorial, ensaio Transmissão e construção de saberes Expor Apresentação textual de diferentes formas dos saberes Texto expositivo, exposição oral, seminário, conferência, comunicação oral, palestra, entrevista de especialista, verbete, artigo enciclopédico, texto explicativo, tomada de notas, resumo de textos expositivos e explicativos, resenha, relatório científico, relatório oral de experiência Instruções e prescrições Descrever ações Regulação mútua de comportamentos Instruções de montagem, receita, regulamento, regras de jogo, instruções de uso, comandos diversos, textos prescritivos Sempre que nos manifestamos linguisticamente, o fazemos por meio de textos. E cada texto realiza sempre um gênero textual. Cada vez que nos expressamos linguisticamente estamos fazendo algo social, estamos agindo, estamos trabalhando. Cada produção textual, oral ou escrita, realiza um gênero porque é um trabalho social e discursivo. As práticas sociais é que determinam o gênero adequado. Mas o que então pode ser classificado como gênero textual? Pode –se dizer que os gêneros textuais estão intimamente ligados à nossa situação cotidiana. Eles existem como mecanismo organização das atividades sociocomunicativas do dia-a-dia. Assim caracterizam-se como eventos textuais maleáveis e dinâmicos. Vejamos: Nas sociedades modernas, trabalho e obtenção de dinheiro estão intrinsecamente ligados. Por isso, muitas vezes não percebemos que algumas de nossas atividades cotidianas não remuneradas também são trabalho. O trabalho representa, na sociedade em que vivemos, para cada indivíduo, uma forma de se situar na sociedade, sendo ele remunerado ou não. Por isso trabalho é parte integrante da vida de cada um de nós. Nessa perspectiva, a linguagem é um dos nossos mais relevantes trabalhos. GÊNEROS TEXTUAIS - TIPOS Gêneros textuais são tipos específicos de textos de qualquer natureza, literários ou não. Modalidades discursivas constituem as estruturas e as funções sociais (narrativas, discursivas, argumentativas) utilizadas como formas de organizar a linguagem. Dessa forma, podem ser considerados exemplos de gêneros textuais: anúncios, convites, atas, avisos, programas de auditórios, bulas, cartas, cartazes, comédias, contos de fadas, crônicas, editoriais, ensaios, entrevistas, contratos, decretos, discursos políticos, histórias, instruções de uso, letras de música, leis, mensagens, notícias. São textos que circulam no mundo, que têm uma função específica, para um público específico e com características próprias. Aliás, essas características peculiares de um gênero discursivo nos permitem abordar aspectos da textualidade, tais como coerência e coesão textuais, impessoalidade, técnicas de argumentação e outros aspectos pertinentes ao gênero em questão. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 21 www.editoradince.com Tipologia textual Existem três maneiras de classificar os textos QUANTO À FORMA: 1- POEMA- é um gênero que se constrói não só com ideias, mas também por meio do emprego do verso- linhas quebradas – e da sonoridade . 2- PROSA- é um discurso que reproduz a maneira natural de falar, usando o parágrafo- linha completa- a fim de ocupar todo o espaço da página. 3- PICTÓRICO- é o texto em desenhos, gráficos, esquemas, enfim é a mensagem que reproduz a realidade por meio do traço concreto. Existem três maneiras de classificar os textos QUANTO AO CONTEÚDO: 1- NARRAÇÃO- Relatos sobre um fato, mostrando episódios, acontecimentos, enfim, é uma história que pode ser verdade ou ficção. Os elementos da narrativa são : 1- enredo- é a sequência da história, a principal característica da narração. Com quatro momentos: apresentação, complicação, clímax e desfecho. O enredo pode ser linear- os fatos se desenrolam em ordem cronológica- ou não- linear- os fatos são interrompidos por um retorno ao passado. 2- narrador- é o elemento que conta a história, não é o autor dela. Os tipos de narrador : personagem, observador e onisciente. 3- personagem- ser que está na história, divide- se em categorias de acordo com a importância na trama: principal, secundária, escada, tipo. 4- tempo- quando ocorre a história, pode ser real: medido por marcadores temporais ( cronológico) ou subjetivo: não é medido, mas sentido pela personagem ( psicológico). 5- espaço- local onde os fatos ocorrem, pode ser físico ou social 6- foco narrativo- depende do tipo de narrador, se ele é personagem, primeira pessoa: se é observador, terceira pessoa. 7- discurso- é a fala da personagem, reproduzida pelo narrador, apresenta-se de três formas: a. discurso direto- o autor reproduz fielmente a fala, usando travessão ou aspas.O candidato disse: _ Eu posso fazer chover no sertão. b. discurso indireto- o narrador conta o que a personagem disse. O candidato disse que poderia fazer chover no sertão. c. - discurso indireto-livre- o narrador é onisciente- conhece tudo da personagem, até o pensamento. O candidato ia pensando no que dizer ao eleitor, meu Deus, como o povo me ama, como acredita em mim. 8- Espécies narrativas- o texto narrativo apresenta as formas: - romance- grande extensão, um conflito central, várias personagens. - conto- pequena extensão, um conflito, poucas personagens. O final surpreendente é a tônica do conto. - crônica- é o relato de fatos do cotidiano, pode ser literária (ficção), esportiva, social. - fábula e apólogo- são personificações, seres não-humanos agem como se fossem gente .Animais e objetos são os protagonistas. Textos moralizantes, trazem uma lição de moral. - parábola- texto bíblico ou moralizante por meio de ensinamentos. 2- DESCRIÇÃO Texto que caracteriza uma pessoa, objeto, lugar. Os manuais , as receitas, os relatórios são descritivos. Também podem ser classificados, modernamente, de textos injuntivos ou imperativos . A descrição pode ser: - dinâmica – relata ações, como uma filmagem. - estática- mostra qualidades, como uma fotografia. -Objetiva- apresenta a realidade. - subjetiva- é criativa, depende de opinião. 3-DISSERTAÇÃO Texto mais cobrado em provas de concurso. È uma análise de um fato- está nos textos de jornal (informativos, reportagens) , revistas, livros didáticos, correspondências oficiais, produções técnicas. Apresenta as partes: 1- introdução- a tese ou ideia central do texto; 2- desenvolvimento- argumentação ou explicação ; 3- conclusão- reforço da tese ou resolução do problema em pauta. A dissertação pode ser: -expositiva- o autor analisa um fato; - argumentativa- o autor coloca sua posição em frente ao fato; - argumentativa-expositiva- a junção das duas modalidades. TEXTO INJUNTIVO:Qualquer texto que tenha a finalidade de instruir o leitor (interlocutor). Por esse motivo, sua estrutura se caracteriza por verbos no imperativo: ordenando ou sugerindo. a) Injuntivo-instrucional: Quando a orientação não é coercitiva, não estabelece claramente uma ordem, mas uma sugestão, um conselho. Exemplos: a) o texto que predomina num livro de autoajuda; b) o manual de instruções de um eletroeletrônico; c) o manual de instruções ( programação ) - dirigido a determinados funcionários de uma empresa – sobre metas, funções etc.; d) uma ingênua receita de bolo escrita pela avó... b) Injuntivo-prescritivo: A orientação é uma imposição, uma ordem baseada em condições sine qua non. Exemplos: a) a receita de um médico (a um paciente) transmitida à enfermeira responsável; b) os artigos da Constituição ou do Código de Processo Penal; c) a norma culta da Língua Portuguesa; d) manuais de guerrilha; http://www.editoradince.com/ 22 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com d)as cláusulas de um contrato; e) o edital de um concurso público... exemplos de gêneros textuais injuntivos: Propaganda Receita culinária Bula de remédio Manual de instruções Regulamento Textos prescritivos TEXTO EXPOSITIVO Os textos expositivos possuem a função de expor determinada ideia, por meio de recursos como: definição, conceituação, informação, descrição e comparação. Assim, alguns exemplos de gêneros textuais expositivos: Seminários Palestras Conferências Entrevistas Trabalhos acadêmicos Enciclopédia Verbetes de dicionários TEXTO DIALOGAL / CONVERSACIONAL É quando ocorre um diálogo, uma conversa entre interlocutores. É o que ocorre na entrevista, conversa telefônica, chat, etc. TEXTO PREDITIVO Aquele tipo de texto que leva a premonições. Algo que está por acontecer. Exemplos: previsões astrológicas, previsões meteorológicas, previsões escatológicas/ apocalípticas. REGISTROS DA NORMA; USO ADEQUADO DE: PARAGRAFAÇÃO A paragrafação é a “ação de construir parágrafos”. São os parágrafos que organizam as partes de um texto em prosa (os textos verbais – que usam a palavra escrita – podem ser em prosa ou em poesia, os textos em forma de poesia são organizados em estrofes e versos, e os textos em prosa, em parágrafos e frases). A marcação de parágrafos ocorre pelo recuo da primeira frase do parágrafo em relação a margem (ou seja, deixando um espaço em branco). É importante lembrar que não se coloca marcadores, como flechas, pontos ou travessão no início dos parágrafos; o travessão só pode aparecer se for a fala de um personagem – ainda assim o recuo em relação à margem deve ser deixado, é apenas o recuo (o espaço em branco). Quando fazer e com quantas linhas Os parágrafos variam de extensão, dependendo da ideia que está sendo construída dentro do texto. Assim, não há um número de linhas correto. Quando fazemos nossos textos, vamos encadeando as ideias, ligando-as umas às outras. Cada ideia desenvolvida deve vir em um parágrafo diferente. E cada vez que mudamos de ideia (ou mudamos de “assunto” – como meus alunos gostam de dizer), iniciamos um novo parágrafo. A construção de parágrafos dentro dos diversos textos Só para relembrar, os textos que construímos podem ser narrativos/descritivos (contar uma história), dissertativos/argumentativos (discorrer sobre algum tema/assunto, expressando uma opinião), expositivos (expor algum tema, explicando), e por aí vai. a) nas narrativas Nas narrativas, por exemplo, os parágrafos vão sendo construindo seguindo as partes da tipologia narrativa (situação inicial, conflito, clímax, desfecho). Para cada uma dessas partes deve ter pelo menos um parágrafo, quer dizer, o início da história com a apresentação dos personagens, por exemplo, vem em um parágrafo, e conforme vamos mudando as cenas e desenvolvendo a história, vamos construindo os parágrafos (assim, nas narrativas, cada cena/parte do enredo corresponde a um parágrafo). Outra situação que marca os parágrafos nas narrativas é a fala de personagens. Cada fala deve vir em um parágrafo diferente para marcarmos a diferença dessas vozes da voz do narrador (é como nos balões das HQs, cada fala em um balãozinho diferente!). E, lembrando, primeiro o recuo (espaço) e depois o travessão e a fala. b) nos textos dissertativos No caso dos textos dissertativo-argumentativo (as redações de vestibular, por exemplo), a paragrafação segue a construção deste tipo texto (introdução, desenvolvimento com argumentos, conclusão). A introdução e a conclusão geralmente tem um parágrafo e o desenvolvimento vai ter um parágrafo para cada argumento/ideia desenvolvida. Por exemplo, se o tema é “Violência na escola”, podemos iniciar situando o tema e a sua gravidade, e dizendo como a violência está presente na escola (tipos, em relação a quais pessoas). No desenvolvimento podemos falar, por exemplo, da violência entre alunos em um parágrafo, de professor com alunos em outro e de alunos para professores em um outro. Por fim, podemos concluir, em um outro parágrafo, dizendo que se trata de um tema complexo, a ser discutido por toda a sociedade e propor algumas possíveis soluções (como a participação da família na escola). A pontuação dentro dos parágrafos A unidade seguinte ao parágrafo e menor que este são as frases que estão dentro de cada parágrafo e estas, claro, são organizadas pelos sinais de pontuação, principalmente o ponto final e a vírgula. Vale lembrar que em cada parágrafo cabe fazer mais de uma frase, ou seja, deve ter mais de um ponto final (pois é pelo tanto de pontos finais – ou por outros sinais de fechamento de frase como a interrogação e a exclamação – que sabemos quantas frases construímos). Se o parágrafo tem por exemplo sete linhas só pontuado com vírgulas, isso quer dizer que há ali apenas uma frase (e uma frase com nove linhas pode muito provavelmente estar mal construída); é preciso em algum momento colocar um ponto e iniciar nova frase. Resumindo, o ponto é pra ser usado em fim de frase e não apenas só no fim do parágrafo. Quanto às vírgulas, é preciso saber os casos (ver em Pontuação) para não colocar nem a mais e nem a menos! http://www.editoradince.com/ https://www.todamateria.com.br/texto-expositivo/ LÍNGUA PORTUGUESA 23 www.editoradince.com EXERCÍCIO SOBRE TEXTO 01. Com relação ao fragmento de texto abaixo, julgue os itens a seguir. A ética é o mundo das relações inter-subjetivas , isto é, entre o eu e o outro como sujeitos e pessoas, portanto, como seres conscientes, livres e responsáveis. Nenhuma experiência evidencia tanto a dimensão essencialmente inter-subjetiva da vida e da vida ética quanto a do diálogo. (Marilena Chauí) 1 .(C) (E) A ética diz respeito às relações entre as pessoas e a experiência ética maior é a do diálogo. 2. (C) (E) Relações inter-subjetivas e relações entre o eu e o outro são expressões equivalentes em termos de sentido, o que é evidenciado pelo isto é. 3. (C) (E) Os conectivos “isto é” e “portanto” estabelecem o mesmo tipo de relação significativa entre as partes que unem. 4. (C) (E) O diálogo é a manifestação menos visível da vida e da vida ética. . 5 (C) (E) Trata-se de um texto dissertativo com ênfase na função emotiva de linguagem, visto que a autora expõe, subjetivamente, seu posicionamento sobre ética. 02. (Leia o poema e julgue os itens 01, 02 e 03. Não te amo mais. Estarei mentindo dizendo que Ainda te quero como sempre quis. Tenho certeza de que Nada foi em vão. Sinto dentro de mim que Você não significa nada. Não poderia dizer jamais que Alimento um grande amor. Sinto cada vez mais que Já te esqueci! E jamais usarei a frase EU TE AMO! Sinto, mas tenho que dizer a verdade: É tarde demais... (Clarice Lispector) O texto artístico de Clarice Lispector reproduzido acima propiciaduas leituras distintas: descendente ou ascendente. Com base nessas duas leituras, julgue os itens que se seguem. 1. (C) (E) A relação que se estabelece entre a leitura descendente e a leitura ascendente é antitética. 2. (C) (E) Qualquer que seja a leitura feita, o texto classifica-se como um poema lírico. 3. (C) (E) O emprego dos sinais de pontuação evidencia que, além da função poética, faz-se presente a função emotiva da linguagem. 03. Considere o seguinte trecho de texto para julgar os itens 4 e 5. E aí, Blz? Vc naum imagina como foi barra a parada de ontem! 4. (C) (E) Nesse bilhete, encontra-se uma mensagem ininteligível, dado que foi escrita desprezando-se as convenções da norma culta da língua portuguesa. 5. (C) (E) Nesse texto, há as funções fática e referencial. 04. Considere os parágrafos: PARÁGRAFO 1: Cada país é soberano para decidir quem será admitido em seu território. Pelas regras vigentes, a nação que nega entrada não precisa dar nenhuma explicação. Trata-se de simples ato administrativo, do qual não cabe recurso judicial, e imune à interferência de governos estrangeiros. Isso vale tanto para a Espanha quanto para o Brasil. (Folha de S.Paulo, 07.03.2008) PARÁGRAFO 2: Uma amiga minha, veterana dos pés-sujos cariocas, me garante que os melhores lugares para comer são os botequins preferidos pelos motoristas de táxi. Seus PFs são os mais lautos e saborosos: uma montanha de arroz com feijão, escoltada por impecável carne assada com molho ferrugem e competente abobrinha, chuchu ou jiló. (Folha de S.Paulo, 28.04.2008) Quanto às suas características textuais, os parágrafos 1 e 2 podem ser classificados, respectivamente, como: a) ( ) dissertativo e descritivo. b) ( ) dissertativo e narrativo. c) ( ) narrativo e dissertativo. d) ( ) descritivo e dissertativo. e) ( ) descritivo e narrativo. 05. Leia o texto abaixo para responder à questão a seguir. Quem primeiro me falou sobre as terras-raras acho que deve ter sido minha mãe, que era uma fumante inveterada e acendia um cigarro atrás do outro com um pequeno isqueiro Ronson. Certo dia ela me mostrou a “pedra” do isqueiro, retirando-a do mecanismo, e explicou que não era realmente uma pedra, e sim um metal que produzia faíscas quando raspado. Esse “misch metal” – consistindo, sobretudo, em cério – era uma mistura de meia dúzia de metais, todos eles muito semelhantes, e todos eles terras- raras. Esse nome curioso, terras-raras, tinha algo de mítico, de conto de fadas, e eu imaginava que as terras--raras não eram somente raras e preciosas. Acreditava que eram também dotadas de qualidades secretas, especiais, não possuídas por nenhum outro elemento. (SACKS, Oliver. Tio Tungstênio. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. Adaptado). O texto apresentado é predominantemente: a) ( ) Argumentativo em que o autor expõe as investigações de sua mãe acerca da função de alguns elementos químicos. b) ( ) Descritivo em que o autor apresenta, em uma sequência cronológica, a composição de um elemento observado por ele de forma objetiva e imparcial. c) ( ) Expositivo que prioriza a apresentação do clímax de uma ação dinâmica iniciada no passado. d) ( ) Narrativo em que o sujeito relata uma sequência de eventos experienciados numa perspectiva subjetiva. e) ( ) Dissertativo por meio do qual o autor explana sobre a vida de uma criança e os efeitos da aprendizagem. 06. Classifique os textos quanto à predominância de uma tipologia textual. a) Era alto, magro, vestido todo de preto, com o pescoço entalado num colarinho direito. O rosto aguçado no queixo ia-se alargando até à calva, vasta e polida, um pouco amolgado no alto; tingia os cabelos que de uma orelha à outra lhe faziam colar por trás da nuca - e aquele preto lustroso dava, pelo contraste, mais brilho à calva; mas não tingia o bigode; tinha-o grisalho, farto, caído aos cantos da boca. Era muito pálido; nunca tirava as lunetas escuras. Tinha uma covinha no queixo, e as orelhas grandes muito despegadas do crânio." (Eça de Queiroz - O Primo Basílio) http://www.editoradince.com/ 24 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com b) “O Brasil registrou a criação de 209.425 empregos formais em fevereiro, de acordo com dados do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). O número é recorde para o mês em toda a série, que se inicia em 1992. Na última segunda-feira, o ministro do Trabalho já havia adiantado que o desempenho em fevereiro havia sido recorde, com mais de 205 mil vagas abertas. Nos últimos 12 meses foram criados 1,47 milhão de empregos. O ministro atribuiu o bom resultado de fevereiro ao Carnaval e férias, que estimularam as contratações no setor de serviços, e ao desempenho da indústria e da construção civil. c) Ainda bem que Deus é brasileiro. Apesar de convivermos em meio a tragédias sociais, tão dramáticas, como a fome, o abandono, os homicídios, o tráfico de drogas, o desemprego, a desigualdade, o analfabetismo e a miséria. Finalmente, tudo vai melhorar. Teremos Copa do mundo e Olimpíada no Brasil. Teremos motivo para festejar. Carnaval, festa, trio elétrico – como se estivéssemos em uma verdadeira celebração à estupidez humana. Estupidez que nos cega, nos aliena, nos faz esquecer de problemas tão sérios e nos deixa, ainda, orgulhosos de sermos brasileiros. d) Era uma casa pequena e apertada, onde mal cabiam as quatro pessoas que ali viviam sem muito luxo ou mesmo conforto.As crianças ficavam o dia inteiro à espera da mãe que voltava do trabalho e sempre trazia o pão quentinho e saboroso. Mas aquela tarde seria especial: havia uma coisa boa, um visitante ilustre, um homem de terno, com uma pasta e papéis severo, andando sem olhar o rosto daqueles meninos raquíticos. A mãe entrou e se assustou com o visitante: “Quem é o senhor?” “ Sou da Vara da Infância e da juventude, a senhora está sendo acusada de abandono de incapaz, deve me acompanhar até a DPCA.” Gabarito: 1- C C E E E; 2- C C E; 3- E C; 4- A; 5; D 6- descritivo/ dissertativo/ dissertativo/ narrativo QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS Leia o Texto II e responda as questões. TEXTO II Os viajantes e a árvore ( Esopo) Dois viajantes, exaustos, após caminharem sob o escaldante sol do meio dia, decidiram descansar à sombra de uma frondosa árvore à beira da estrada. Assim, depois de deitarem-se debaixo daquela refrescante e oportuna sombra, já relaxados e aliviados do escaldante calor, um dos viajantes, ao reconhecer que tipo de árvore era aquela, disse para o outro: "Como é inútil esse Plátano! Não produz nenhum fruto, e apenas serve para sujar o chão com suas folhas." "Criaturas ingratas!", disse uma voz vindo da árvore. "Vocês estão aqui sob minha refrescante e acolhedora sombra, e ainda se atrevem a dizer que sou inútil e improdutiva?" Gênero Textual 1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO EXITUS) É CORRETO afirmar que o Texto II é um(a): a) Lenda. b) Romance. c) Conto. d) Crônica. e) Fábula. Tipologia Textual 2. (Câmara de Acaraú – 2014 – Agent Adm. FUNCEPE) É característica do texto descritivo: A) Tem por objetivo contar uma história real, fictícia ou que mescla dados reais e imaginários. B) É a defesa de um ponto de vista em relação a algo. C) Explica com detalhes o que se observou ou imaginou. D) Baseia-se numa evolução de acontecimentos. E) Por meio da apresentação de ideias, dados e conceitos, busca-se chegar a conclusões. TEXTO III A Última Crônica A caminho de casa, entro num botequim da Gávea para tomar um café junto ao balcão. Na realidade estou adiando o momento de escrever. A perspectiva me assusta. Gostaria de estar inspirado, de coroar com êxito mais um ano nesta busca do pitoresco ou do irrisório no cotidiano de cada um. Eu pretendia apenas recolher da vida diária algo de seu disperso conteúdo humano, fruto da convivência, que a faz mais digna de servivida. Visava ao circunstancial, ao episódico. Nesta perseguição do acidental, quer num flagrante de esquina, quer nas palavras de uma criança ou num acidente doméstico, torno-me simples espectador e perco a noção do essencial. Sem mais nada para contar, curvo a cabeça e tomo meu café, enquanto o verso do poeta se repete na lembrança: "assim eu quereria o meu último poema". Não sou poeta e estou sem assunto. Lanço então um último olhar fora de mim, onde vivem os assuntos que merecem uma crônica. Ao fundo do botequim um casal de pretos acaba de sentar-se, numa das últimas mesas de mármore ao longo da parede de espelhos. A compostura da humildade, na contenção de gestos e palavras, deixa-se acrescentar pela presença de uma negrinha de seus três anos, laço na cabeça, toda arrumadinha no vestido pobre, que se instalou também à mesa: mal ousa balançar as perninhas curtas ou correr os olhos grandes de curiosidade ao redor. Três seres esquivos que compõem em torno à mesa a instituição tradicional da família, célula da sociedade. Vejo, porém, que se preparam para algo mais que matar a fome. Passo a observá-los. O pai, depois de contar o dinheiro que discretamente retirou do bolso, aborda o garçom, inclinando-se para trás na cadeira, e aponta no balcão um pedaço de bolo sob a redoma. A mãe limita-se a ficar olhando imóvel, vagamente ansiosa, como se aguardasse a aprovação do garçom. Este ouve, concentrado, o pedido do homem e depois se afasta para atendê-lo. A mulher suspira, olhando para os lados, a reassegurar-se da naturalidade de sua presença ali. A meu lado o garçom encaminha a ordem do freguês. O homem atrás do balcão apanha a porção do bolo com a mão, larga-o no pratinho - um bolo simples, amarelo-escuro, apenas uma pequena fatia triangular. A negrinha, contida na sua expectativa, olha a garrafa de Coca-Cola e o pratinho que o garçom deixou à sua frente. Por que não começa a comer? Vejo que os três, pai, mãe e filha, obedecem em torno à mesa um discreto ritual. A mãe remexe na bolsa de plástico preto e brilhante, retira qualquer coisa. O pai se mune de uma caixa de fósforos, e espera. A filha aguarda também, atenta como um animalzinho. Ninguém mais os observa além de mim. São três velinhas brancas, minúsculas, que a mãe espeta caprichosamente na fatia do bolo. E enquanto ela serve a Coca-Cola, o pai risca o fósforo e acende as velas. Como a um gesto ensaiado, a menininha repousa o queixo no mármore e sopra com força, apagando as chamas. Imediatamente põe-se a bater palmas, muito compenetrada, cantando num balbucio, a que os pais se http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 25 www.editoradince.com juntam, discretos: "Parabéns pra você, parabéns pra você..." Depois a mãe recolhe as velas, torna a guardá-las na bolsa. A negrinha agarra finalmente o bolo com as duas mãos sôfregas e põe-se a comê-lo. A mulher está olhando para ela com ternura - ajeita-lhe a fitinha no cabelo crespo, limpa o farelo de bolo que lhe cai ao colo. O pai corre os olhos pelo botequim, satisfeito, como a se convencer intimamente do sucesso da celebração. Dá comigo de súbito, a observá-lo, nossos olhos se encontram, ele se perturba, constrangido - vacila, ameaça abaixar a cabeça, mas acaba sustentando o olhar e enfim se abre num sorriso. “Assim eu quereria minha última crônica: que fosse pura como esse sorriso." Fernando Sabino Características da Crônica 3. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) De acordo com a leitura do Texto I, é correto afirmar que os assuntos abordados nas crônicas são: a) Fatos corriqueiros. b) Experiências importantes. c) Casos considerados extremos. d) Conflitos envolvendo pessoas importantes. e) Histórias muito conhecidas. Tipologia Textual 4. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) Sobre o Texto I é correto afirmar que: a) É completamente narrativo. b) Tem passagens dissertativas. c) Não apresenta descrição. d) É narrativo e descritivo. e) É totalmente dissertativo. Tipologia Textual 5. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) NÃO é característica desse texto: a) Narrador-personagem. b) Sequência cronológica. c) Ausência de parágrafos. d) Está escrito em prosa. e) Introdução, desenvolvimento e conclusão. Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões. “A história das secas na região Nordeste é uma prova de fogo para quem lê ou escuta os relatos que vêm desde o século XVI. As duras consequências da falta de água acentuaram um quadro que em diversos momentos da biografia do semiárido chega a ser assustador: migração desenfreada, epidemias, fome, sede, miséria. Os relatos de pesquisadores e historiadores datam da época da colonização portuguesa na região. Até a primeira metade do século XVII, quem ocupava as áreas mais interioranas do semiárido brasileiro era a população indígena. Uma das primeiras secas que se tem notícia aconteceu entre 1580 e 1583. As capitanias tiveram seus engenhos prejudicados, as fazendas sofreram com a falta de água e cerca de 5 mil índios desceram o sertão em busca de comida. (...)” (BARRETO, Pedro Henrique. Seca, fenômeno secular na vida dos nordestinos) Gênero Textual 6. (Câmara de Acaraú – 2014 – Consultor Legisl. FUNCEPE) O texto acima é classificado como: A) artigo B) notícia C) instrucional D) aviso E) declaração Gênero Textual 7. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Analise as opções a seguir, quanto aos gêneros textuais e marque a opção INCORRETA. a) Uma receita de bolo é um texto instrucional. b) A “moral da história” está presente nas fábulas. c) Uma lenda é um texto narrativo. d) Um poema tem que ter rimas. e) Um e-mail é considerado um gênero textual. PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAPAJÉ – CE – ASSISTENTE SOCIAL – 29/09/2013 TEXTO I Inclusão no Ensino Superior Nos últimos anos, o país assistiu a uma notável ampliação no número de alunos matriculados no ensino superior. Segundo dados do Censo da Educação Superior, de 2002 a 2011, o aumento de matrículas em graduação foi de 91%. As matrículas em instituições de ensino superior (IES) públicas cresceram 63% no mesmo período e, nas privadas, o número de matrículas mais que dobrou, com um crescimento de 104%. Mas qual é o perfil dos alunos que ingressam no ensino superior no Brasil? "A expansão recente no número de matrículas revela que o acesso à educação superior ainda se mostra bastante concentrado nos jovens das faixas de renda alta e média e brancos", afirma Clarissa Eckert Baeta Neves, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), em trabalho apresentado no Congresso da Associação de Estudos Americanos (Lasa). No último Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010), pela primeira vez os afrodescendentes passaram a ser maioria na sociedade brasileira (com 51% da população). Os brancos representam 48%. Mas essa mudança está muito longe de acontecer no ensino superior. Analisando o perfil socioeconômico do estudante de graduação no Brasil1, Dilvo Ristoff, professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), mostra que, nos cursos de Medicina e Odontologia, mais de 70% dos alunos são brancos. No curso de Direito, eles somam 66%. Nesse contexto, algumas políticas públicas têm buscado amenizar essas desigualdades, por meio de mecanismos para ampliar o número de alunos do ensino público e de negros, pardos e índios no ensino superior. (Pré- universo, nº 33 agosto de 2013) 8. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Refletindo sobre o texto I, marque a opção CORRETA. a) As matrículas nas instituições de ensino superior públicas cresceram mais que nas instituições privadas. b) Os pobres e negros ainda são minoria nesse processo. c) Não há políticas públicas voltadas para esse fim. d) Há igualdade de oportunidades para o acesso ao ensino de nível superior para osalunos de diferentes classes sociais. e) A porcentagem da população afrodescendente na sociedade brasileira é proporcional ao ingresso deles nas instituições de ensino superior. Gênero Textual 9. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Quanto ao gênero textual, podemos classificar o Texto I como: a) Crônica. b) Entrevista. c) Reportagem. d) Fábula. e) Conto. 10. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Marque a opção CORRETA em que as palavras http://www.editoradince.com/ 26 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com destacadas apresentam a mesma relação semântica que “ausência” e “presença”. a) A participação em nosso grupo provoca sentimentos de segurança e bem-estar. b) O desconhecido provoca a nossa desconfiança, às vezes, nosso medo. c) Sentimos que aqueles que mais nos conhecem são também capazes de ignorar o que de melhor trazemos conosco. d) As situações novas são atraentes e provocantes. e) Ainda sonhamos com o país distante, a terra prometida onde possamos ser felizes. Gabarito 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 E C A D C A D B C C ACENTUAÇÃO GRÁFICA Na língua portuguesa, quase todas as palavras apresentam uma sílaba tônica, ou seja, uma sílaba que é pronunciada com mais força, com mais vigor, com mais tom. Em alguns casos, a mudança de posição de sílaba tônica implica mudança de significado. Observe: Secretária secretaria Fábrica fabrica Dependendo da posição da sílaba tônica na palavra, podemos ter três casos: palavras oxítonas: quando a última sílaba da palavra é a tônica, como em Aracaju, café, caju, mister, Nobel, Pará, saci, sutil, ureter, etc. palavras paroxítonas: quando a penúltima sílaba da palavra é a tônica, como em avaro, aziago, ibero, janela, literatura, necropsia, pudico, rubrica, etc. palavras proparoxítonas: quando a antepenúltima sílaba da palavra é a tônica, como em álibi, Ângelo, chávena, côvado, etíope, lâmpada, míope, xícara, etc. IMPORTANTE! Os monossílabos (vocábulos formados por apenas uma sílaba) não são oxítonos. A classificação em oxítona só é usada para palavras de duas ou mais sílabas. Os monossílabos podem ser tônicos ou átonos. Os monossílabos tônicos são aqueles que têm acento próprio e, portanto, são pronunciados com maior intensidade, como lá, cá, pé, sol, etc. Os monossílabos átonos (átono, “sem tom”, “sem força”) não se destacam e aparecem ligados, foneticamente, às palavras próximas, como os artigos o, a, os, as; alguns pronomes como me, nos, vos, que, se te; as preposições de, com; etc. Os únicos casos de palavras que não apresentam sílabas tônicas são: as monossílabas átonas, exemplificadas anteriormente. as dissílabas átonas, em número reduzido, representadas pela preposição para, pela contração pelo (a, os, as), pelas conjunções como e porque e pelo artigo indefinido uma(s) Regras básicas As regras de acentuação gráfica procuram reservar os acentos para as palavras que se enquadram nos padrões prosódicos menos comuns da língua portuguesa. Disso, resultam as seguintes regras básicas: a) Proparoxítonas – são todas acentuadas. É o caso de: alcoólico, lâmpada, Atlântico, Júpiter, ótimo, flácido, relâmpago, trôpego, lúcido, víssemos. b) Paroxítonas – são as palavras mais numerosas da língua e justamente por isso as que recebem menos acentos. São acentuados as que terminam em: i, is, : táxi, beribéri, biquíni, lápis, grátis; us, um, uns: vírus, bônus, álbum, parabélum (arma de fogo), álbuns, parabéluns; I, n, r, x, ps: incrível, útil, próton, elétron, éter, pôquer, mártir, Vítor, dúplex, tórax, ônix, bíceps, fórceps; ATENÇÃO! Elétron, elétrons... mas hífen, hifens Uma palavra oxítona terminada em EM (ENS) recebe acento: armazém, armazéns. Seria, portanto, redundância acentuar hifens, afinal se a pronúncia fosse hiféns teria acento. ã, ãs, ão, ãos, : ímã, órfã, ímãs, órfãs, bênção, órgão, órfãos, sótãos; ditongo oral, crescente ou decrescente seguido ou não de s: água, árduo, pônei, vôlei, cáries, mágoas, pôneis, jóqueis. ATENÇÃO! As chamadas proparoxítonas aparentes, isto é, que apresentam na sílaba tônica as vogais abertas grafadas a, e, o e ainda i, u ou ditongo oral começado por vogal aberta, e que terminam por sequências vocálicas pós- tônicas praticamente consideradas como ditongos crescentes (-ea, -eo, -ia, -ie, -io, -oa, -ua, -uo, etc.): álea, náusea; etéreo, níveo; enciclopédia, glória; barbárie, série; lírio, prélio; mágoa, nódoa; exígua, língua; exíguo, vácuo. As paroxítonas terminadas em ditongo crescente são também consideradas proparoxítonas: Fa-mí-lia ou fa-mí-li-a c) Oxítonas – são acentuadas as que terminam em: a, as: Pará, vatapá, estás, irás, matá-lo; e, es: você, café, Urupês, jacarés, fazê-lo; o, os: jiló, avô, retrós, supôs, supô-lo; em, ens: alguém, vintém, armazéns, parabéns. Verifique que essas regras criam um sistema de oposição entre as terminações das oxítonas e as das paroxítonas. Compare as palavras dos pares seguintes e note que os acentos das paroxítonas e os das oxítonas são mutuamente excludentes: portas (paroxítona, sem acento) e café (oxítona, com acento); pele (paroxítona, sem acento) e maiô (oxítona, com acento); garantem (paroxítona, sem acento) e alguém (oxítona, com acento); hifens (paroxítona, sem acento) e vinténs (oxítona com acento); táxi (paroxítona, com acento) e aqui (oxítona, sem acento). http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 27 www.editoradince.com d) Monossílabos tônicos – são acentuados os terminados em: a, as: pá, vá, gás, Brás; e, es: pé, fé, mês, três; o, os: só, xô, nós, pôs. COMO SABER SE UM MONOSSÍLABO É ÁTONO OU TÔNICOS Pela classe gramatical: das dez classes morfológicas os substantivos (o pé), os adjetivos (Maria é má), os advérbios (Só ele não veio), alguns pronomes (Nós que fazemos a Editora Public), os verbos (Dê o que se pede), as interjeições (Quê! Você ainda não tomou banho nesta semana), os numerais (Quero três mariolas) são tônicos; as preposições (Vim de Fortaleza), as conjunções (Pedro não disse que voltaria), alguns pronomes (Eles nos viram), os artigos (Vi um belo cajueiro)são átonos. Pela semântica: os tônicos têm significado mesmo quando isolados; os átonos não significam nada quando isolados: O que significa o vocábulo de? . Pela pronúncia: os tônicos têm pronúncia forte: Bebida é água, comida é pasto, você tem sede de quê |que|?; os átonos têm pronúncia fraca: Pedro disse que |qui| voltaria logo. Observação! O vocábulo que é átono, mas sendo substantivado é tônico. “Ela tem um quê de misteriosa...” REGRAS ESPECIAIS Hiatos Quando a Segunda vogal do hiato for i ou u, tônicos, acompanhados ou não de s, haverá acento: saída, proíbo, faísca, caíste, saúva, viúva, balaústre, carnaúba, país, aí, uísque, substituí-lo, baú, jaú, Icaraí, Luís, Maracanaú. CUIDADO! Atraí-lo... mas feri-lo No primeiro caso justifica-se o acento em virtude do I hiato tônico; no caso de feri-lo, é uma oxítona terminada em I; não recebe, por conseguinte, acento. Segunda vogal: i ou u tônico. CUIDADO: Se o i for seguido de nh, não haverá acento. É o caso de: rainha, moinho, tainha, campainha. Também não haverá acento se a vogal i ou a vogal u se repetirem, o que ocorre em poucas palavras: vadiice, sucuuba, mandriice, xiita. CUIDADO! A palavra iídiche é acentuada por ser uma proparoxítona e não pela regra do hiato. Convêm lembrar que, quando a vogal i ou a vogal u forem acompanhadas de outra letra que não seja s, não haverá acento: ruim, juiz, paul, Raul, cairmos, contribuiu, contribuinte. Novas Regras Nas palavras paroxítonas, não se usa mais o acento no i e no u tônicos quando vierem depois de um ditongo. Como era Como fica baiúca baiuca bocaiúva bocaiuvacauíla cauila feiúra feiura ATENÇÃO: Se a palavra for oxítona e o i ou o u estiverem em posição final (ou seguidos de s), o acento permanece. Exemplos: tuiuiú, tuiuiús, Piauí. Grupos EE e OO — Novas Regras Não se usa mais o acento das palavras terminadas em eem e oo(s). Como era Como fica abençôo abençoo crêem (verbo crer) creem enjôo enjoo Note que a terminação eem é exclusiva dos verbos crer, dar, ler, ver e derivados (descrer, reler, prever, rever, antever e outros). Não ocorre a terminação eem nos verbos ter, vir e derivados (deter, manter, entreter, conter, reter, obter, abster, intervir, convir, provir e outros). Os verbos VIR e TER na 3ª pessoa do plural do presente do indicativo, apesar de serem monossílabos tônicos terminados em EM, recebem o acento circunflexo para diferenciar-se da 3ª pessoa do singular. Ele tem Eles têm Ele vem Eles vêm Os verbos derivados de TER e VIR, como deter, reter, intervir, etc. na 3ª p. do pres. Indicativo são oxítonas terminadas em EM, portando, recebem acento. Ele detém Eles detêm Ele intervém Eles intervêm DITONGOS ABERTOS Mudanças nas regras de acentuação 1. Não se usa mais o acento dos ditongos abertos éi e ói das palavras paroxítonas (palavras que têm acento tônico na penúltima sílaba). Como era Como fica alcalóide alcaloide alcatéia alcateia bóia boia ATENÇÃO: Essa regra é válida somente para palavras paroxítonas. Assim, continuam a ser acentuadas as palavras oxítonas terminadas em éis, éu, éus, ói, óis. Exemplos: papéis, herói, heróis, troféu, troféus. CUIDADO! Observe o plural destas palavras chapéu chapéus troféu troféus http://www.editoradince.com/ 28 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com degrau degraus A palavra só recebe o I caso ela termine em L, como paul: pauis, funil: funis, projétil: projéteis CUIDADO!!! Não haverá acento se o ditongo for aberto, mas não tônico: chapeuzinho, heroizinho, aneizinhos, pasteizinhos, ideiazinha. Você notou que, em todas essas palavras, a sílaba tônica é zi. Se o ditongo apresentar timbre fechado, também não haverá acento, como em azeite, manteiga, eu, judeu, hebreu, apoio, arroio, comboio. ATENÇÃO: O til (~) é um sinal gráfico que se coloca sobre uma vogal para indicar sua nasalização; vale como acento tônico se não figura outro acento no vocábulo, como em: afã, capitães, coração, devoções, etc. Se a sílaba em que o til aparece for átona, acentua-se graficamente a sílaba tônica, como em: órfão, bênção, acórdão. IMPORTANTE! Os monossílabos átonos nunca devem ser acentuados. Os monossílabos tônicos terminados em i(s) e u(s) não devem ser acentuados: Lu Produções. TREMA Não se usa mais o trema (¨), sinal colocado sobre a letra u para indicar que ela deve ser pronunciada nos grupos gue, gui, que, qui. Como era Como fica agüentar aguentar argüir arguir bilíngüe bilíngue cinqüenta cinquenta freqüente frequente lingüeta lingueta lingüiça linguiça ATENÇÃO: O Trema permanece apenas nas palavras estrangeiras e em suas derivadas. Exemplos: Müller, mülleriano. O ACENTO DIFERENCIAL Não se usa mais o acento que diferenciava os pares pára/para, péla(s)/ pela(s), pêlo(s)/pelo(s), pólo(s)/polo(s) e pêra/pera. Como era Como fica Ele pára o carro. Ele para o carro. Ele foi ao pólo Norte Ele foi ao polo Norte. Ele gosta de jogar pólo. Ele gosta de jogar polo. Ele tem pêlos brancos. Ele tem pelos brancos. Comi uma pêra. Comi uma pera. ATENÇÃO: • Permanece o acento diferencial em pôde/pode. Pôde é a forma do passado do verbo poder (pretérito perfeito do indicativo), na 3ª pessoa do singular. Pode é a forma do presente do indicativo, na 3ª pessoa do singular. Exemplo: Ontem, ele não pôde sair mais cedo, mas hoje ele pode. • Permanece o acento diferencial em pôr/por. Pôr é verbo. Por é preposição. Exemplo: Vou pôr o livro na estante que foi feita por mim. • Permanecem os acentos que diferenciam o singular do plural dos verbos ter e vir, assim como de seus derivados (manter, deter, reter, conter, convir, intervir, advir etc.). Exemplos: Ele tem dois carros. / Eles têm dois carros. Ele vem de Sorocaba. / Eles vêm de Sorocaba. Ele mantém a palavra. / Eles mantêm a palavra. Ele convém aos estudantes. / Eles convêm aos estudantes. Ele detém o poder. / Eles detêm o poder. Ele intervém em todas as aulas. / Eles intervêm em todas as aulas. • É facultativo o uso do acento circunflexo para diferenciar as palavras forma/ fôrma. Em alguns casos, o uso do acento deixa a frase mais clara. Veja este QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO EXITUS) Marque a opção CORRETA que apresenta as palavras acentuadas pela mesma regra da palavra circunstância. a) Lâmpada / cajá / história. b) Paralelepípedo / árvore / pêssego. c) História / secretária / salário. d) Álbum / órfão / látex. e) Ganância / aniversário / revólver. 2. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Marque a opção CORRETA em que as duas palavras recebem acento gráfico em razão da mesma regra ortográfica. a) Já / está. b) Três / até. c) Café / você. d) Xícara / segurá-la. e) Fenômeno / armazém. 3. (Pref. Tabuleiro Norte– mensageiro – Fundamental- 2014 – NEO EXITUS) Marque a opção que NÃO contém erro de acentuação gráfica. a) O aluno vêm para a escola a pe. b) A mãe ficou mágoada com o filho. c) O revolver não estava carregado. d) Maria só toma café solúvel. e) Cajú é minha fruta preferida. 4. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) Marque a opção que apresenta acentuação CORRETA. a) Maracujá / tambêm / saída. b) Pacaembú / série / órgão. c) Cafézinho / carnaúba / sanduíche. d) Paraíso / diário / jaú. e) Ôvo / cajú / cipó. Gabarito 1 C 2 C 3D 4 D MORFOSSINTAXE A morfossintaxe é a parte da gramática que estuda e analisa as palavras simultaneamente segundo uma perspectiva morfológica e uma perspectiva sintática. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 29 www.editoradince.com A análise morfológica das palavras preconiza a classificação isolada das palavras em diferentes classes gramaticais. A análise sintática das palavras preconiza a classificação da função que as palavras desempenham inseridas numa oração. Sendo a morfossintaxe a compreensão simultânea dessas duas perspectivas, a análise morfossintática estuda, por exemplo, a função que um substantivo pode desempenhar numa oração, ou que funções gramaticais pode desempenhar um pronome. ANÁLISE MORFOLÓGICA Tendo como base uma análise morfológica, as palavras podem ser classificadas em: substantivo; artigo; adjetivo; pronome; numeral; verbo; advérbio; preposição; conjunção; interjeição. Exemplo de análise morfológica Ontem, a Ana comprou um livro novo. ontem: advérbio a: artigo definido Ana: substantivo próprio comprou: verbo comprar um: artigo indefinido livro: substantivo comum novo: adjetivo ANÁLISE SINTÁTICA Tendo como base uma análise sintática, os termos de uma oração podem ser classificados em: sujeito; predicado; objeto direto; objeto indireto; predicativo do sujeito; predicativo do objeto; complemento nominal; agente da passiva; adjunto adnominal; adjunto adverbial; aposto. Exemplo de análise sintática A Ana comprou um livro novo. sujeito: A Ana predicado: comprou um livro novo objeto direto: um livro novo adjunto adverbial: ontem adjunto adnominal: a, um, novo ANÁLISE MORFOSSINTÁTICA Através da análise morfossintática, ou seja, através da análise simultânea desses dois tipos de classificação, é possível compreender quais as funções que uma determinada classe gramatical pode desempenharnuma oração. Relação entre funções sintáticas e classes gramaticais Sujeito: Pode ser representado por substantivos, pronomes pessoais retos, pronomes demonstrativos, pronomes relativos, pronomes interrogativos, pronomes indefinidos e numerais. Predicado: Pode ter como núcleo um verbo ou um nome. Objeto direto: É representado principalmente por substantivos, pronomes substantivos e pronomes oblíquos átonos. Objeto indireto: É representado principalmente por substantivos e pronomes pessoais oblíquos. Predicativo do sujeito: Pode ser desempenhado por adjetivos, locuções adjetivas, substantivos, pronomes e numerais. Predicativo do objeto: Pode ser desempenhado por adjetivo, locuções adjetivas e substantivos. Agente da passiva: Pode ser representado por substantivos e pronomes. Complemento nominal: Pode ser representado por substantivos, pronomes e numerais. Adjunto adnominal: Pode ser representado adjetivos, locuções adjetivas, pronomes adjetivos, numerais adjetivos e artigos. Adjunto adverbial: Pode ser desempenhado por advérbios e locuções adverbiais. ORTOGRAFIA OFICIAL CONCEITO Ortografia (deriva das palavras gregas ortho = “correcto) + graphos = "escrita") é a parte da Gramática que trata do emprego da grafia correta das letras e dos sinais gráficos. ALGUMAS REGRAS BÁSICAS Emprego das letras K, W e Y Em palavras estrangeiras aportuguesadas, o K foi substituído por c ou qu; o W, por u ou v; o Y, por i: Ex.: Uísque, Iorque, sanduíche, vermute, Válter, Osvaldo, jóquei, guarani, viquingue. Usa-se a letra H Hábito, hérnia, hesitar, ah!, oh!, Bahia (cuidado! baiano), Não se usa-se a letra H Ontem, úmido, ume, iate, ombro, erva (cuidado! herbívoro, herbicida), inverno (cuidado! hibernal), reaver (re + haver), desonesto (des + honesto), turboélice (turbo + hélice). Emprego do I Na 3ª p dos verbos terminados em AIR, UIR, OER: Ele atrai, possui, rói. http://www.editoradince.com/ 30 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Nas palavras: antiaéreo, Anticristo, antitetânico (pref. Anti ‘contra’), aborígine, açoriano, crânio, crioulo, digladiar, Filipe, inclinar, incinerar, invólucro, lajiano, lampião, privilégio, requisito. Emprego do E Na 3ª p dos verbos terminados em OAR, UAR: Quero que você continue, perdoe. Nas palavras: antebraço, antediluviano, (pref. Ante ‘antes’), candeeiro, creolina, cumeeira, desperdiçar, disenteria, empecilho, irrequieto, Emprego do O Ex.: Botequim, bússola, engolir, goela, mágoa, mocambo, moela, tribo Emprego do U Ex.: Buliçoso, bulir, burburinho, camundongo, chuviscar, curtume, cutucar, entupir, jabuti, jabuticaba, Manuel, mutuca, rebuliço, tabuada. Emprega-se a letra Z: a) nos substantivos abstratos femininos formados a partir de adjetivos: rápido → rapidez limpo → limpeza lúcido → lucidez nobre → nobreza ácido → acidez pobre → pobreza b) nos verbos terminados em izar, tomados a partir de palavras que não têm s no fim do radical: padrão → padronizar economia → economizar terror → aterrorizar frágil → fragilizar ATENÇÃO: Catequese → catequizar Síntese → sintetizar Hipnose → hipnotizar Batismo → batizar c) em numerosas palavras: Ex.: azedo, baliza, buzina, bazar, prezado, vazar Emprega-se a letra S: a) na terminação -ês de palavras indicativas de origem, procedência: Burgo → burguês→ burguesia Holanda → holandês Corte → cortês →cortesão → cortesia b) nos substantivos com os sufixos gregos –ese, -isa, - ose: Ex.: profetisa, poetisa, chinesa, Heloísa, Marisa, catequese, diocese, diurese, pitonisa, sacerdotisa, glicose, metamorfose, virose c) nos verbos terminados em -isar, formados a partir de palavras que têm s no fim do radical: friso → frisar análise → analisar pesquisa → pesquisar paralisia → paralisar d) em todas as formas dos verbos querer e pôr: quiseram puseram quiser e) nos substantivos femininos designativos de títulos nobiliárquicos e funções diplomáticas ou religiosas: Ex.: baronesa, duquesa, marquesa, princesa, consulesa, prioresa f) nos seguintes nomes próprios: Ex.: Baltasar, Brás, Eliseu, Heloísa, Inês, Isabel, Isaura, Luís, Luísa, Queirós, Resende, Sousa, Teresa g) em numerosas palavras atrás → atraso → atrasar através liso → alisar Cuidado: deslize → deslizar Aviso → avisar Colisão Cuidado: coalizão Defender → defesa Despender → Despesa Empreender → empresa Surpreender → surpresa Esplêndido Espontâneo Freguesia Fusível Querosene Emprega-se a letra G: a) os substantivos terminados em –agem, -igem, -ugem: garagem, massagem, viagem, origem, vertigem, ferrugem, lanugem Exceção: lajem, pajem, lambujem b) as palavras terminadas em –ágio, -égio, -ígio, -ógio, - úgio: contágio, egrégio, prodígio, relógio, refúgio. OBSERVE: Rabugem → rabugento → rabugice Ângelo → anjo → angelical Monge → monja Tânger, no norte de África, → tangerina Viagem → Faça uma boa viagem! Ex.: Gesso, ginete, herege, tigela Emprega-se a letra J: Ex.: jipe, Jeca, jiló, berinjela, pajé, canjerê, jenipapo, jequitibá, jirau, Moji, mojiano, alfanje, alforje, cafajeste, manjedoura, manjericão, ojeriza, rijeza, traje, ultraje. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 31 www.editoradince.com a) nas palavras formadas a partir de palavras terminadas em -ja (ex.: franja - franjinha); b) nas formas verbais dos verbos terminados em -jar (ex: velejar- velejei). OBSERVE Sarjar → sarjeta Gorja → gorjeta, gorjeio, gorjear Maior → majoritário → majestade Loja → lojista Canja → canjica Jia → jibóia Viajar → Espero que vocês viajem bem. Laje → lajedo, Lajes, lajiano, lajense. Jeito → jeitoso, ajeitar, desajeitado, enjeitar, conjectura, dejetar, ejetar, injeção, interjeição, objetar, objeção, objeto, projetar, rejeitar, sujeitar, trajeto, trajetória, trejeito. Emprega-se a letra X: a) depois de ditongo: Ex.: deixa, seixo ,ameixa, queixa, feixe, peixe, gueixa Exceção: caucho, recauchutar. b) depois da sílaba inicial en-: Ex.: enxaqueca, enxugar, enxada, enxerto, enxerido, enxurrada Exceções: palavras formadas a partir de outras que tenham ch (enchente - de cheio, encharcar - de charco) e a palavra enchova (ou anchova), nome de um peixe. c) após –me: Ex.: mexilhão, mexer , mexerica, México, mexerico. Exceção: mecha A / HÁ A: Em relação a tempo, indica futuro (normalmente vem acompanhado da expressão DAQUI): Ex.: Viajaremos daqui a seis meses. A: Em relação a distância: Ex.: Moro a dois quilômetros daqui. HÁ: Indica tempo passado (pode ser substituído por FAZ): Ex.: Há seis meses Pedro faleceu. HÁ: Usado no sentido de EXISTIR: Ex.: Há seis alunos nesta sala. ACERCA, HÁ CERCA DE, A CERCA DE Ex.: Os vizinhos saíram de casa há cerca de uma hora. Não devem demorar, pois só foram ao sítio, a cerca de 10 km daqui. Ex.: Sempre tenho dúvidas acerca da sinceridade de suas palavras, principalmente quando repete que me ama “há cerca” de dez anos. A locução cerca de significa “aproximadamente”. Na primeira frase, antecedida da forma verbal "há", tem o sentido de certo tempo transcorrido = faz mais ou menos uma hora. Na segunda, antecedida da preposição "a", marca distância aproximada. Já a grafia numa só palavra ( acerca) quer dizer que se está usando a preposição "sobre". SAIBA MAIS Existem também expressões que apresentam semelhanças entre si, e têm significação diferente. Tal semelhança pode levar os utentes da língua a usar uma expressão uma em vez de outra. Vir ao encontro de / vir de encontro a M. T. Piacentini Com o título Mas afinal que Bolshoi é esse?, "O Estado de S. Paulo" do dia 20 de março último traz matéria sobre a inauguração, em Joinville (SC), da Escola do Teatro Bolshoi. A articulista, Helena Katz, transcrevecomece sublinhando as ideias principais, selecione as palavras-chave que identificar no texto e parta para o resumo. Atente-se ao fato de que resumir não é copiar partes, mas sim fazer uma indicação, com suas próprias palavras, das ideias básicas do que estava escrito. – Paráfrase-resenha: esse outro tipo, além dos passos do resumo, também inclui a sua participação com um comentário sobre o texto. Você deve pensar sobre as qualidades e defeitos da produção, justificando o porquê. – Paráfrase-esquema: depois de encontrar as ideias ou palavras básicas de um texto, esse tipo de paráfrase apresenta o esqueleto do texto em tópicos ou em pequenas frases. Você pode usar setinhas, canetas coloridas para diferenciar as palavras do seu esquema… Vai do seu gosto! 3) Leia no papel Um estudo feito em 2014 descobriu que leitores de pequenas histórias de mistério em um Kindle, um tipo de leitor digital, foram significantemente piores na hora de elencar a ordem dos eventos do que aqueles que leram a mesma história em papel. Os pesquisadores justificam que a falta de possibilidade de virar as páginas pra frente e pra trás ou controlar o texto fisicamente (fazendo notas e dobrando as páginas) limita a experiência sensorial e reduz a memória de longo prazo do texto e, portanto, a sua capacidade de interpretar o que aprendemos. Ou seja, sempre que possível, estude por livros de papel ou imprima as explicações (claro, fazendo um uso sábio do papel, sem desperdícios!). Vale fazer notas em cadernos, pois já foi provado também que quem faz anotações à mão consegue lembrar melhor do que estuda. 4) Reserve um tempo do seu dia para ler devagar Uma das maiores dificuldades de quem precisa ler muito é a falta de concentração. Quem tem dificuldades para interpretar textos e fica lendo e relendo sem entender nada pode estar sofrendo de um mal que vem crescendo na população da era digital. Antes da internet, o nosso cérebro lia de forma linear, aproveitando a vantagem de detalhes sensoriais (a própria distribuição do desenho da página) para lembrar de informações chave de um livro. Conforme nós aumentamos a nossa frequência de leitura em telas, os nossos hábitos de leitura se adaptaram aos textos resumidos e superficiais (afinal, muitas vezes você tem links em que poderá “ler mais” – a internet é isso) e essa leitura rasa fez com que a http://www.editoradince.com/ mailto:augustosaa@hotmail.com http://guiadoestudante.abril.com.br/vestibular-enem/anotar-mao-melhor-memorizar-usar-computador-aponta-estudo-782668.shtml 2 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com gente tivesse muito mais dificuldade de entender textos longos. Os especialistas explicam que essa capacidade de ler longas sentenças (principalmente as sem links e distrações) é uma capacidade que você perde se você não a usar. Os defensores do “slow-reading” (em tradução literal, da leitura lenta) dizem que o recomendável é que você reserve de 30 a 45 minutos do seu dia longe de distrações tecnológicas para ler. Fazendo isso, o seu cérebro poderá recuperar a capacidade de fazer a leitura linear. Os benefícios da leitura lenta vão bem além. Ajuda a reduzir o estresse e a melhorar a sua concentração! Depois de treinar bastante e ler muito, você estará pronto para interpretar os mais diversos tipos de texto! Mãos à obra!. PARTES COMPONENTES DE UM TEXTO Para comunicar eficazmente é essencial planejar e organizar as ideias no texto, de tal que a redação clara concisa e objetiva. Componentes principais de um texto Plano de trabalho Organização Montagem de parágrafos Vejamos em seguida cada um destes componentes detalhadamente. Plano de trabalho O que você quer comunicar? Para quem você quer comunicar? (qual o perfil do interlocutor, “sua língua”) Quando você vai comunicar? (agendar ou imediato) Qual o meio/veículo vai utilizar? (e-mail, ofício, carta etc) Por que você vai comunicar? (o que você espera alcançar). O tempo investido em planejamento evita mal- entendidos que costumam aparecer e elimina a necessidade de contatos posteriores para "consertar" o que não ficou claro na primeira vez. Organização Como todo texto, a redação deve ter uma introdução ao assunto; em seguida, faça o desenvolvimento de suas idéias e, finalmente, chegue à conclusão ou desfecho. O texto da redação deve ser claro, direto, preciso, objetivo e conciso. Use frases curtas e evite demasiadas intercalações ou ordens inversas desnecessárias. Ele deve ter uma ordem direta que conduzirá o leitor à essência deste de forma objetiva. É importante lembrar que se deve anotar tudo o que vier à cabeça à medida que as idéias forem fluindo livremente. Depois, deve-se fazer uma seleção, organizar as idéias e finalmente preparar um roteiro com os principais pontos do que se pretende escrever, começando pelo principal. INFORMAÇÕES TEXTUAIS E INFORMAÇÕES EXTRATEXTUAIS Texto: elementos intra e extratextuais Por Teresinha Brandão O amor é finalmente um embaraço de pernas, uma união de barrigas, um breve tremor de artérias, uma confusão de bocas, uma batalha de veias, um reboliço de ancas, quem diz outra coisa é besta (Gregório de Matos) Temos lido em posts anteriores sobre textos, tecer, produzir e contar textos... Mas, afinal, o que podemos entender por "texto"? É comum e verdadeira a afirmação segundo a qual um texto admite a possibilidade de mais de uma leitura, mas não menos verdadeiro é o fato de ele não aceitar toda e qualquer leitura. Essas leituras são viáveis porque não há separação categórica entre autor/leitor/texto/contexto. Todos esses elementos são constitutivos do processo de leitura. Sobre isso, lembremos: 1º) O texto não é o ponto de partida nem de chegada do(s) sentido(s) pois, se os aspectos exteriores a ele (as condições de produção, noção a referida posteriormente) são determinantes na construção de sentido(s), há de salientarmos que o próprio texto, no seu interior, também sugere pistas linguísticas (assim como as pistas contextuais) para o leitor compreendê-lo. Explico mais detalhadamente essa afirmação valendo-me do poema acima, cuja autoria remete à época do Barroco no Brasil, aqui, acompanhado da escultura _ embora de mármore, ardente! _ O beijo, de Rodin. Na tentativa de definir o amor, o poeta cria, por meio da escolha e da combinação lexical, imagens que, na mente do leitor, apontam para a hipótese de uma leitura do poema: o amor "carnal" é, para o eu-lírico, o "verdadeiro" amor, absoluto e único. "Quem diz outra coisa é besta" ratifica essa concepção absoluta e exclui muitas outras possibilidades de leitura do texto. Os termos selecionados _ artérias/bocas/veias/ancas/, e ainda, embaraço/união/tremor/confusão/batalha/reboliço _, quando combinados, funcionam como pistas, inseridas no interior do próprio texto, aludindo à concepção do amor carnal como valor/sentimento máximo defendido pelo eu- lírico. 2º) O(s) sentido(s) de um texto não é (são) determinado(s) exclusivamente pelo seu autor uma vez que, se assim o fosse, entenderíamos claramente a intenção desse autor ... Será possível captar-se plenamente essa intenção? 3º) Esse(s) sentido(s) não é (são) determinado(s) igualmente pelo leitor já que explicações como "Mas essa é a 'minha' leitura" ou "Essa é a leitura que 'eu' fiz do texto" permitiriam ao leitor tornar-se fonte exclusiva e principal de sentido(s), possibilitando-lhe, assim, apropriar-se de "toda e qualquer" leitura. 4º) Por fim, ressalto a importância das condições de produção e das pistas contextuais, estas a serem analisadas posteriormente. No entanto, a estrutura linguística não pode ser ignorada sob a pena de o texto "ficar à deriva" dessas condições de produção que, no decorrer do tempo, não necessariamente podem ser resgatadas. RECONHECIMENTO DE ESPECIFICIDADES, TAIS COMO FUNÇÕES, ELEMENTOS CONSTITUTIVOS E ORGANIZAÇÃO Linguagem é qualquertrecho do discurso do Ministro da Cultura, Francisco Weffort, na solenidade realizada no Centreventos Cau Hansen na noite anterior: "Venho, em nome do Professor Fernando Henrique Cardoso, Presidente da República, e no meu, que o represento neste momento, e em nome da cultura no Brasil, dizer a Joinville simplesmente duas coisas: obrigado e parabéns. Obrigado por este fenômeno histórico mundial, cuja significação para a cultura brasileira é excepcional e que vem de encontro ao que praticamos como política no nosso Ministério, que vem buscando resgatar o nosso senso de dignidade nacional; e parabéns por Joinville estar se tornando não apenas a capital da dança clássica no Brasil como de toda a América Latina". Controvérsias à parte, não posso deixar de apontar a gafe cometida pelo representante governamental: ao invés de dizer que a abertura de tal escola é tudo o que o seu Ministério quer e pratica, acabou dizendo que ela contraria a política cultural do governo! Vir de encontro a e vir ao encontro de são duas expressões semelhantes na forma mas opostas na ideia que exprimem. É importantíssimo saber a diferença entre elas, não só para interpretar corretamente um texto (supondo que ele esteja correto) como para informar de maneira precisa o que se quer dizer ao usar tal expressão. O problema é que ambas podem se encontrar no mesmo tipo de frase, por exemplo: 1. A promessa veio de encontro aos nossos desejos. 2. A promessa veio ao encontro dos nossos desejos. Dependendo da promessa, você escolhe a primeira ou a segunda opção. Em (1), o prometido deve ser desagradável, ruim, pois de encontro a dá ideia de oposição, contrariedade. Em (2), o sentido da frase muda completamente, pois ao encontro de sugere algo agradável, bem-vindo; dá ideia de favorecimento. Portanto, ao ler cada uma das frases abaixo, você a interpreta conforme a expressão em uso: Sem dúvida, a construção de uma usina termelétrica virá de encontro aos interesses dos habitantes da localidade a ser atingida. Os homens públicos devem vislumbrar saídas que venham ao encontro das aspirações não só do seu eleitorado mas de toda a população. Além disso, as expressões são usadas no seu sentido mais óbvio, de encontrar mesmo, por um lado, e http://www.editoradince.com/ 32 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com de bater, ir contra, por outro, como nos seguintes exemplos: Subiu a rampa para ir ao encontro do Presidente. O carro desgovernou-se e foi de encontro ao muro. GUARDE ESTE RESUMO: Ao encontro de: para junto de favorável a De encontro a: contra em prejuízo de CUIDADO MUDANÇA!!!!! À-toa (adjetivo): ordinário, imprestável. Ex.: Pedro é um advogado à-toa. À toa (advérbio): sem rumo. Ex.: Andava à toa pela vila. Depois da Nova Reforma Ortográfica não existe mais a forma com hífen. Cuidado!!!!! Mudança!!!! Dia a dia ( locução adverbial de tempo) ‘dia após dia’ Ex.: Dia a dia Maria envelhecia. Dia-a-dia ( substantivo) ‘cotidiano’ Ex.: Facilite seu dia-a-dia, Maria. O brasileiro gosta de falar da sua rotina, do seu trabalho, do seu dia a dia (ou dia-a-dia?). Se fosse antes do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, o certo seria grafar a expressão com hífen. Mas, pela nova regra, o hífen não é mais exigido nas palavras compostas que têm entre os termos um elemento de ligação (preposição, artigo ou pronome). Ex.: Gosto de trabalhar, mas o dia a dia daquela empresa me mata! Tão pouco e tampouco A expressão tão pouco acompanha um substantivo; e a palavra "pouco", no caso, é variável. Ex.: Eu tive tão pouco tempo para preparar a festa de Natal. Ex.: Eu estava com tão pouca disposição para o trabalho! A expressão tampouco se refere a um verbo; é, portanto, invariável e significa "também não". Ex.: Se a professora não resolveu o problema, tampouco o inspetor o resolverá. ONDE/ AONDE/ PARA ONDE/ ATÉ ONDE/ ATÉ AONDE/ DE ONDE O Advérbio Interrogativo de Lugar (ONDE) é usado para saber o lugar em que se encontra algo ou a que lugar se vai. Agora se vamos utilizar ONDE ou AONDE basta verificar a REGÊNCIA do verbo. Onde você mora? Quem mora mora EM algum lugar. A palavra ONDE significa EM QUE LUGAR. Aonde você vai? Quem vai vai A algum lugar. De onde você vem? Quem vem vem DE algum lugar. Até onde você vai? Até aonde vai? Quem vai vai A (ou ATÉ, quando você quiser dar a ideia de limite. Acontece que a preposição ATÉ aceita a preposição A após ela, facultativamente. OBSERVE Fui até o meio do rio. Fui até (a)o meio do rio. As duas formas acima estão corretas. Veja mais exemplos: Até onde você quer chegar. Até aonde você quer chegar. Quem chega chega A algum lugar. SENÃO/ SE NÃO I. SE NÃO SE: conjunção subordinativa circunstancial condicional NÃO: advérbio de negação (tem a função de negar o verbo) EX1.: Vou à fazenda se não chover. (= Vou à fazenda caso não chova.) Vou à fazenda se não chover. Or. Principal Or. Subord. Adv. Condicional II. SENÃO 1) substantivo: Sinônimo de “inconveniente”, “problema”, “defeito”, “deficiência”, etc. EX1.: Não há bela sem senão. 2) conjunção 2.1 conjunção coordenativa aditiva Este valor (pouco frequente) aparece apenas nas locuções não só... senão também e não só... senão que. EX1.: Não só trouxeram água, senão também presunto. EX1.: Não só trouxeram água, MAS também presunto. MAS TAMBÉM é CONJUNÇÃO COORDENATIVA ADITIVA 2.2 conjunção coordenada adversativa “A conjunção simples representativa deste valor [de contraste entre membros coordenados] é mas. Alerta a gramática para o fato de esta conjunção requerer “a presença de um elemento negativo precedendo-a”, tal como acontece com nem de sentido aditivo. EX1: Não obteve aplausos nem respeito, senão escárnio e menoscabo. EX1: Não obteve aplausos nem respeito, MAS escárnio e menoscabo http://www.editoradince.com/ http://quemtemmedodeportugues.wordpress.com/novo-acordo/ LÍNGUA PORTUGUESA 33 www.editoradince.com 2.3 conjunção coordenada alternativa EX1: Toma os medicamentos senão poderás piorar. EX1: Ou tu tomas os medicamentos, ou podes piorar; Or. Coord. Alternativa Or. C. Alternativa 3) ADVÉRBIO A palavra senão é considerada pela gramática tradicional um “advérbio de exclusão”, assim como apenas, somente, unicamente. Os advérbios de exclusão, que não modificam nomes, têm comportamentos distintos da maioria dos elementos desta classe. EX1.: A sessão não durou senão até à noite. EX2.: Ana não comprou esta revista senão ontem. OBS: Num exemplo como “Ana não comprou senão esta revista ontem”, senão pode ser reanalisado como preposição, se for interpretado como “Ana ontem não comprou nada sem ser (=exceto) esta revista”. Mas é advérbio quando significa “Ana comprou apenas (=somente) a revista ontem”. Do mesmo modo, “não pretendo senão uma coisa, que me encerrem definitivamente no meu pensamento” pode entender-se como “apenas pretendo uma coisa...”, ou “pretendo tudo, exceto...”. Na teoria gramatical mais recente, os advérbios de exclusão denominam-se advérbios focalizadores. Os advérbios podem ser classificados segundo o seu valor restritor, que senão também tem. É obrigatoriamente correlativo de uma expressão negativa (nunca, não, etc.). OBS: Celso Cunha, Nova Gramática do Português Contemporâneo adota a designação “palavras denotativas” para estes advérbios porque “não modificam o verbo, nem o adjetivo, nem outro advérbio”. 4) PREPOSIÇÃO: Quando significar EXCETO EX1: Todos, senão eu, estiveram presentes no jantar. EX1: Todos, EXCETO eu, estiveram presentes no jantar. REPRESENTAÇÃO DO FONEMA /S/ a) C, Ç acetinado, açafrão, almaço, contorção, exceção, Iguaçu, Maçarico, Miçanga, Muçurana,Suíça, sucinto, Vicissitude b) S ânsia, farsa, hortênsia, pretensão, remorso c) SS acesso, acessório, acessível, carrossel, concessão, discussão, escassez, obsessão d) SC, SÇ acréscimo, adolescente ascender essa terminação gera s: ascensão consciência, disciplina, fascinar, florescer, imprescindível, néscio, oscilar, piscina, ressuscitar, suscetível, suscitar, víscera e) XC exceção, excepcional, excesso. USOS DOS PORQUÊS Há quatro maneiras de se escrever o porquê: porquê, porque, por que e por quê. Vejamo-las: Porquê É um substantivo, por isso somente poderá ser utilizado, quando for precedido de artigo (o, os), pronome adjetivo (meu(s), este(s), esse(s), aquele(s), quantos(s)...) ou numeral (um, dois, três, quatro) Ex.: Ninguém entende o porquê de tanta confusão. Ex.: Este porquê é um substantivo. Ex.: Quantos porquês existem na Língua Portuguesa? Ex.: Existem quatro porquês. Por quê (Utilizado nas perguntas / pode ser substituído pela expressão por qual razão) Quando a palavra que estiver em final de frase, deverá receber acento. Ex.: Ela não me ligou e nem disse por quê. Ex.: Você está rindo de quê? Ex.: Você veio aqui para quê? Por que Usa-se por que, quando houver a junção da preposição por com o pronome interrogativo que ou com o pronome relativo que. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por por qual razão, pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, por qual. Ex1.: Por que você não me disse a verdade? = por qual razão Ex2.: Gostaria de saber por que não me disse a verdade. = por qual razão Ex3.: As causas por que discuti com ele são particulares. = pelas quais Ex4.: Ester é a mulher por que vivo. = pela qual. Porque É uma conjunção subordinativa causal ou conjunção coordenativa explicativa, portanto estará ligando duas orações, indicando causa ou explicação. Para facilitar, dizemos que se pode substituí-lo por já que ou pois. Ex1.: Não saí de casa, porque estava doente. = já que Ex2.: É uma conjunção, porque liga duas orações. = pois QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO EXITUS) Observe as afirmativas a seguir: I. Querida, _________ você não chega na hora? II. Eu cheguei atrasada __________ estava doente. III. Gostaria de saber o ____________ de sua ausência. IV. Não há ______ ser feliz, se não for por um grande amor. http://www.editoradince.com/ 34 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Marque a opção que preenche corretamente e respectivamente as lacunas. a) Porque / porque / por que / por-que. b) Por que / porque / porquê / por que. c) Por quê / porquê / porque / por quê. d) Porquê / porque / por quê / porque. e) Porque / por quê / porque / porquê. 2. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO EXITUS) Leia as afirmativas a seguir: I. ______ ela chegou, eu saí. II. O _____ está em todos os lugares. III. Marta está muito _______. Marque a opção que preenche corretamente e respectivamente as lacunas. a) Mal / mal / mal. b) Mau / mau / mau. c) Mal / mau / mal. d) Mau / mal / mau. e) Mal / mal / mau. 3. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO EXITUS) Indique a alternativa em que todas as palavras são escritas com “z”. a) Bele__a / me__a / certe__a. b) Alte__a / ga__olina / despe__a. c) Bali__a / bu__ina / desli__e. d) Bra__a / u__ina / despe__a. e) Avi__o / ami__ade / pra__o. 4. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Considerando as frases a seguir relacionadas, marque a que não apresenta erro nenhum quanto ao uso de algumas palavras ou expressões da língua portuguesa: a) O ministro falou a cerca de vinte jornalistas. b) Houve bastante encomendas deste produto. c) Ainda não instalaram o corremão. d) Na excusão eles deram uma gorjeta ao motorista. e) Estou satisfeito. Seu apoio à iniciativa veio de encontro a nossos desejos. 5. (Câmara de Acaraú – 2014 – Consultor Legisl. FUNCEPE) A palavra “debruçando-se” se escreve corretamente com Ç. Assinale a palavra que, sendo escrita com essa letra, apresenta um erro de grafia: A) sumiço B) detenção C) exceção D) obseção E) balaço 6. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) Quanto à ortografia, marque a opção CORRETA. a) Em seu olhar não havia mágua. b) Vasculhou toda a sessão masculina. c) Não tinha geito para cozinha. d) Não gosto de animais, mais crio gatos. e) Aonde você vai? 7. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) Leia a frase a seguir: Tantas ___________ constituem ______________. Marque a opção que completa corretamente e respectivamente as lacunas. a) Exceções / privilégio inadmissível. b) Exceções / previlégio inadmissível. c) Excessões / privilégio inadmissível. d) Excessões / previlégio inadmissível. e) Esceções / previlégio inadmissível. GABARITO 1 B 2 A 3 C 4 A 5 D 6 E 7 A GUIA PRÁTICO DA NOVA ORTOGRAFIA Saiba o que mudou na ortografia brasileira Douglas Tufano Guia Reforma Ortográfica © 2008 Douglas Tufano © 2008 Editora Melhoramentos Ltda. 1.ª edição, agosto de 2008 ACORDO ORTOGRÁFICO Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinado em Lisboa, em 16 de dezembro de 1990, por Portugal, Brasil, Angola, São Tomé e Príncipe, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e, posteriormente, por Timor Leste. No Brasil, o Acordo foi aprovado pelo Decreto Legislativo nº 54, de 18 de abril de 1995. Esse Acordo é meramente ortográfico; portanto, restringe-se à língua escrita, não afetando nenhum aspecto da língua falada. Ele não elimina todas as diferenças ortográficas observadas nos países que têm a língua portuguesa como idioma oficial, mas é um passo em direção à pretendida unificação ortográfica desses países. Uso do hífen Algumas regras do uso do hífen foram alteradas pelo novo Acordo. Mas, como se trata ainda de matéria controvertida em muitos aspectos, para facilitar a compreensão dos leitores, apresentamos um resumo das regras que orientam o uso do hífen com os prefixos mais comuns, assim como as novas orientações estabelecidas pelo Acordo. As observações a seguir referem-se ao uso do hífen em palavras formadas por prefixos ou por elementos que podem funcionar como prefixos, como: aero, agro, além, ante, anti, aquém, arqui, auto, circum, co, contra, eletro, entre, ex, extra, geo, hidro, hiper, infra, inter, intra, macro, micro, mini, multi, neo, pan, pluri, proto, pós, pré, pró, pseudo, retro, semi, sobre, sub, super, supra, tele, ultra, vice, etc. 1. Com prefixos, usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h. Exemplos: anti-higiênico, ,anti-histórico, co-herdeiro macro-história, mini-hotel, proto-história, sobre-humano super-homem, ultra-humano Exceção: Subumano (nesse caso, a palavra humano perde o h). 2. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento. Exemplos: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco Exceção: O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante, etc. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 35 www.editoradince.com 3. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s. Exemplos: Anteprojeto, antipedagógico, autopeça Autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador Pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo ultramoderno Atenção: Com o prefixovice, usa-se sempre o hífen. Exemplos: vice-rei, vice-almirante, etc. 4. Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s. Nesse caso, duplicam-se essas letras. Exemplos: Antirrábico, antirracismo, antirreligioso, antirrugas Antissocial, biorritmo, contrarregra, contrassenso Cosseno, infrassom, microssistema, minissaia Multissecular, neorrealismo, neossimbolista Semirreta, ultrarresistente., ultrassom 5. Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal. Exemplos: anti-ibérico, anti-imperialista, anti-inflacionário anti-inflamatório, auto-observação, contra-almirante, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas micro-ônibus, semi-internato, semi-interno 6. Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante. Exemplos: hiper-requintado, inter-racial, inter-regional, sub-bibliotecário, super-racista, super-reacionário super-resistente, super-romântico Atenção: • Nos demais casos não se usa o hífen. Exemplos: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção. • Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r: sub-região, sub-raça etc. • Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum- navegação, pan-americano etc. 7. Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar Interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo Superaquecimento, supereconômico, superexigente Superinteressante, superotimismo 8. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno ex-diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente pós-graduação, pré-história, pré-vestibular pró-europeu, recém-casado, recém-nascido, sem-terra 9. Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi- guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu. 10. Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio-São Paulo. 11. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: Girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas Paraquedista, pontapé 12. Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Exemplos: Ex.: Na cidade, conta- -se que ele foi viajar. Ex.: O diretor recebeu os ex- -alunos. RESUMO: EMPREGO DO HÍFEN COM PREFIXOS Regra básica Sempre se usa o hífen diante de h: anti-higiênico, super-homem. Outros casos 1. Prefixo terminado em vogal: • Sem hífen diante de vogal diferente: autoescola, antiaéreo. • Sem hífen diante de consoante diferente de r e s: anteprojeto, semicírculo. • Sem hífen diante de r e s. Dobram-se essas letras: antirracismo, antissocial, ultrassom. • Com hífen diante de mesma vogal: contra-ataque, micro-ondas. 2. Prefixo terminado em consoante: • Com hífen diante de mesma consoante: inter-regional, sub-bibliotecário. • Sem hífen diante de consoante diferente: intermunicipal, supersônico. • Sem hífen diante de vogal: interestadual, superinteressante. Observações 1. Com o prefixo sub, usa-se o hífen também diante de palavra iniciada por r sub-região, sub-raça etc. Palavras iniciadas por h perdem essa letra e juntam-se sem hífen: subumano, subumanidade. 2. Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum-navegação, pan-americano etc. 3. O prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o: coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante, etc. 4. Com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice-almirante etc. 5. Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição, como girassol, madressilva, mandachuva, pontapé, paraquedas, paraquedista, etc. 6. Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen: ex-aluno, sem-terra, além-mar, aquém-mar, recém- casado, pós-graduação, pré-vestibular, pró-europeu. FONTE: A Editora Melhoramentos http://www.editoradince.com/ 36 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com QUESTÕES 01. Assinale o item falso. A) Com prefixos ou falsos prefixos AERO, AGRO, ALÉM, ANTE, ANTI, AQUÉM, ARQUI, AUTO, CIRCUM, CO, CONTRA, ELETRO, ENTRE, EX, EXTRA, GEO, HIDRO, HIPER, INFRA, INTER, INTRA, MACRO, MICRO, MINI, MULTI, NEO, PAN, PLURI, PROTO, PÓS, PRÉ, PRÓ, PSEUDO, RETRO, SEMI, SOBRE, SUB, SUPER, SUPRA, TELE, ULTRA, VICE usa-se sempre o hífen diante de palavra iniciada por h: anti-higiênico, circum-hospitalar, co-herdeiro, mini-hotel super-homem, ultra-humano, pré-história, sub-hepático ultra-hiperbólico, eletro-higrómetro, geo-história, neo- helênico, pan-helenismo, semi-hospitalar. B) Usa-se o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento costumava perder (agora não perde mais) o h inicial: des-humano, in-hábil, in-humano, etc. C) Nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno. D) Nas formações com o prefixo co-, este aglutina-se em geral com o segundo elemento mesmo quando iniciado por o: coobrigação, coocupante, coordenar, cooperação, cooperar, etc. E) Nas formações com os prefixos circum- e pan-, quando o segundo elemento começa por vogal, m, n ou h: circum-escolar, circum-murado, circum- navegação; pan-africano, pan-mágico, pan-negritude. 02. Assinale o item falso. A) Usamos o hífen nas formações com os prefixos hiper-, inter- e super-, quando combinados com elementos iniciados por r: hiper-requintado, inter-resistente, super-revista. B) Usamos o hífen nas formações com os prefixos ex- (com o sentido de estado anterior ou cessamento), sota-, soto-, vice- e vizo-: ex-almirante, ex-diretor, ex- hospedeira, ex-presidente, ex-primeiro-ministro, ex-rei; sota-piloto, soto-mestre, vice-presidente, vice-reitor, vizo-rei. C) Usamos o hífen nas formações com os prefixos tônicos acentuados graficamente pós-, pré- e pró-, quando o segundo elemento tem vida à parte (ao contrário do que acontece com as correspondentes formas átonas que se aglutinam com o elemento seguinte): pós- graduação, pós-tônicos (mas pospor); pré-escolar, pré-natal (mas prever); pró-africano, pró-europeu (mas promover). D) Não se emprega o hífen nas formações em que o prefixo ou falso prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por r ou s, devendo estas consoantes duplicar-se, prática aliás já generalizada em palavras deste tipo pertencentes aos domínios científico e técnico. Assim: antirreligioso, antissemita, contrarregra, contrassenha, cosseno, extrarregular, infrassom, minissaia, tal como biorritmo, biossatélite. eletrossiderurgia, microssistema, microrradiografia. E) Usa-se o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: anti-aéreo, co-educaçao, extra-escolar, aero- espacial, auto-estrada, auto-aprendizagem, agro- industrial, hidro-elétrico, pluri-anual. 03. Assinale o item falso. A) Nas formações por sufixação apenas se emprega o hífen nos vocábulos terminados por sufixos de origem tupi-guarani que representam formasadjetivas, como açu, guaçu e mirim, quando o primeiro elemento acaba em vogal acentuada graficamente ou quando a pronúncia exige a distinção gráfica dos dois elementos: amoré-guaçu, anajá-mirim, andá-açu, capim-açu, Ceará-Mirim. B) Não se emprega o hífen nas ligações da preposição de às formas monossilábicas do presente do indicativo do verbo haver: hei de, hás de, hão de, etc. C) Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal diferente da vogal com que se inicia o segundo elemento: aeroespacial, agroindustrial, anteontem, antiaéreo, antieducativo, autoaprendizagem, autoescola, autoestrada, autoinstrução, coautor, coedição, extraescolar, infraestrutura, plurianual, semiaberto, semianalfabeto, semiesférico, semiopaco D) O prefixo CO NÃO se aglutina com o segundo elemento, quando este se inicia por o: co-obrigar, co- obrigação, co-ordenar, co-operar, co-operação, co- optar, co-ocupante. E) Não se usa o hífen quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por consoante diferente de r ou s: anteprojeto, antipedagógico, autopeça, autoproteção, coprodução, geopolítica, microcomputador, pseudoprofessor, semicírculo, semideus, seminovo, ultramoderno; porém com o prefixo vice, usa-se sempre o hífen: vice-rei, vice- almirante 04. Assinale a afirmação falsa: REGRA ANTIGA REGRA NOVA A Antiibérico Anti-ibérico B Auto-observação Auto-observação C Contra-almirante Contra-almirante D Micro-ondas Microondas 05. Assinale o item falso. A) Quando o prefixo termina por consoante, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma consoante: hiper-requintado, inter-racial, inter- regional, sub-bibliotecário, super-racista, super- reacionário, super-resistente, super-romântico B) Nos demais caos não se usa o hífen: hipermercado, intermunicipal, superinteressante, superproteção. C) Com os prefixos circum e pan, usa-se o hífen diante de palavra iniciada por m, n e vogal: circum- navegação, pan-americano. D) Quando o prefixo termina por consoante, não se usa o hífen se o segundo elemento começar por vogal. Exemplos: hiperacidez, hiperativo, interescolar, Interestadual, interestelar, interestudantil, superamigo, superaquecimento, supereconômico, superexigente, superinteressante, superotimismo E) Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, NUNCA se usa o hífen: alémmar, alémtúmulo, aquémmar, exaluno, exdiretor, exhospedeiro, exprefeito, expresidente, pósgraduação, http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 37 www.editoradince.com préhistória, prévestibular, próeuropeu, recémcasado, recémnascido, semterra 06. Assinale o item que traz a informação VERDADEIRA. A) Não se deve usar o hífen com os sufixos de origem tupiguarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoréguaçu, anajámirim, capimaçu. B) Deve-se usar o hífen para ligar duas ou mais palavras que ocasionalmente se combinam, formando não propriamente vocábulos, mas encadeamentos vocabulares. Exemplos: ponte Rio-Niterói, eixo Rio- São Paulo. C) Deve-se usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: Gira-sol, madre-silva, manda-chuva, para- quedas, para-quedista, ponta-pé D) Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele não deve ser repetido na linha seguinte. Ex.: Na cidade, conta- se que ele foi viajar. Ex.: O diretor recebeu os ex- alunos. GABARITO COMENTADO 01. b Não se usa, no entanto, o hífen em formações que contêm em geral os prefixos des- e in- e nas quais o segundo elemento perdeu o h inicial: desumano, desumidificar, inábil, inumano, etc. 02. e E) Não se usa hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente, prática esta em geral já adotada também para os termos técnicos e científicos. Assim: antiaéreo, coeducaçao, extraescolar, aeroespacial, autoestrada, autoaprendizagem, agroindustrial, hidroelétrico, plurianual. 03. D D) Contrariando a regra geral o prefixo co aglutina-se em geral com o segundo elemento, mesmo quando este se inicia por o (a mesma vogal o que contraria a regra geral): coobrigar, coobrigação, coordenar, cooperar, cooperação, cooptar, coocupante 04. D REGRA ANTIGA REGRA NOVA D Microondas Micro-ondas REGRA ANTIGA: Os elementos MICRO, MACRO e MINI não admitem o hífen: macrorregião, microcomputador, miniconselho. REGRA NOVA: Quando o prefixo termina por vogal, usa-se o hífen se o segundo elemento começar pela mesma vogal: contra- almirante, contra-atacar, contra-ataque, micro-ondas, micro- ônibus, semi-internato, semi-interno 05. E Com os prefixos ex, sem, além, aquém, recém, pós, pré, pró, usa-se sempre o hífen. Exemplos: além-mar, além-túmulo, aquém-mar, ex-aluno, ex- diretor, ex-hospedeiro, ex-prefeito, ex-presidente, pós- graduação, pré-história, pré-vestibular, pró-europeu, recém- casado, recém-nascido, sem-terra 06. B A) Deve-se usar o hífen com os sufixos de origem tupi-guarani: açu, guaçu e mirim. Exemplos: amoré-guaçu, anajá-mirim, capim-açu. CUIDADO ESSA REGRA MUDOU TOTALMENTE EM RELAÇAÕ À ANTIGA. C) Não se deve usar o hífen em certas palavras que perderam a noção de composição. Exemplos: Girassol, madressilva, mandachuva, paraquedas, paraquedista, pontapé D) Para clareza gráfica, se no final da linha a partição de uma palavra ou combinação de palavras coincidir com o hífen, ele deve ser repetido na linha seguinte. Ex.: Na cidade, conta- -se que ele foi viajar. Ex.: O diretor recebeu os ex- -alunos. SEMÂNTICA - SIGNIFICAÇÃO DAS PALAVRAS Semântica é a parte da gramática que estuda a significação das palavras no texto. Quanto à significação, as palavras são divididas nas seguintes categorias: Sinônimos As palavras que possuem significados próximos são chamadas sinônimos. Exemplos: casa - lar - moradia - residência longe - distante delicioso - saboroso carro - automóvel Observe que o sentido dessas palavras são próximos, mas não são exatamente equivalentes. Dificilmente encontraremos um sinônimo perfeito, uma palavra que signifique exatamente a mesma coisa que outra. Há uma pequena diferença de significado entre palavras sinônimas. Veja que, embora casa e lar sejam sinônimos, ficaria estranho se falássemos a seguinte frase: Comprei um novo lar. OBS.: o uso de palavras sinônimas pode ser de grande utilidade nos processos de retomada de elementos que inter-relacionam as partes dos textos. Antônimos São palavras que possuem significados opostos, contrários. Ex.: mal / bem ausência / presença fraco / forte claro / escuro subir / descer cheio / vazio possível / impossível Polissemia Polissemia é a propriedade que uma mesma palavra tem de apresentar mais de um significado nos múltiplos contextos em que aparece. Veja alguns exemplos de palavras polissêmicas: http://www.editoradince.com/ 38 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com cabo (posto militar, acidente geográfico, cabo da vassoura, da faca) banco (instituição comercial financeira, assento) manga (parte da roupa, fruta) Homônimos: São palavras iguais na forma (pronúncia ou grafia), mas diferentes no significado. Os homônimos podem ser: Homônimos homógrafos Iguais na grafia, mas diferentes na pronúncia e no significado. Exemplo: governo /ê/ (substantivo) Governo /é/ (verbo) Molho /ô/ (substantivo) Molho /ó/ (verbo) Homônimos homófonos Iguais na pronúncia, mas diferentes na grafia e no significado. Exemplo: cheque (de banco) Xeque (lance de xadrez) Censo (recenseamento) Senso (sensatez, juízo) Parônimos: São palavras semelhantes na forma (pronúncia e grafia), mas diferentes no significado. Exemplo: Tráfego (trânsito) Tráfico (comércio ilegal) Mandado (ordem judicial) Mandato (tempode um político no cargo) PALAVRAS HOMÔNIMAS E PARÔNIMAS ABSOLVER: inocentar, perdoar Ex.: (A tortura) é o meio mais seguro de absolver os criminosos robustos e condenar os fracos inocentes. (Cesare Beccaria) Ex.: A história absolver-me-á. (Fidel Castro) ABSORVER: sorver, consumir, esgotar. Ex.: o jogo absorveu toda a fortuna dele. ACENDER: pôr fogo, alumiar Ex.: Aqui jaz tio Zé que acendeu um fósforo para ver se o tambor tinha gasolina...E tinha! ASCENDER: subir Ex.: Para o consenso da maioria dos cristãos, a doutrina da Ascensão afirma que o corpo de Jesus de Nazaré, depois de quarenta dias da sua Ressurreição, na presença das testemunhas dos apóstolos, ascendeu aos céus onde se encontrou na presença de Deus Pai, não só em espírito, mas também em sua pessoa humana (corpo e alma). ACIDENTE: um desastre, acontecimento de que resulta ferimento, prejuízo, dano pessoal ou material. Ex.: Três pessoas, entre elas uma criança de 10 anos, morreram em dois acidentes em açudes. INCIDENTE: episódio casual sem consequências graves Ex.: O incidente entre as primeiras-damas atrasou a cerimônia. ACENTO: tom de voz; sinal gráfico Ex.: Percebi um acento emotivo em sua voz. ASSENTO: lugar de sentar-se Ex.: devemos chegar cedo ao cinema para pegarmos assentos na frente. A CERCA DE: sobre, a respeito de Ex.: O deputado fez um discurso acerca dos prejuízos causados à natureza pelas queimadas. CERCA DE: aproximadamente Ex.: Morávamos a cerca de seis léguas daqui. HÁ CERCA DE: faz aproximadamente (passado) Ex.: Há cerca de seis meses Pedro fugiu do Carandiru. AFERIR: conferir, avaliar Ex.: O número de entradas de água em cada apartamento é um fator que pode encarecer as obras, sobretudo nos prédios mais antigos que possuem mais de uma coluna de água. Como cada entrada deve receber um hidrômetro para aferir o consumo, os gastos com a instalação podem ultrapassar os R$ 2.000. Folha de São Paulo, 12/07/201 AUFERIR: colher, obter, ter, tirar Ex.: Para o professor Darton, uma biblioteca pública digital americana servirá como alternativa institucional, sem fins lucrativos, ao Google Books. Existe um conflito entre a razão de ser do Google, que é auferir lucros para seus acionistas, e as bibliotecas, cuja meta é colocar livros à disposição dos leitores”, diz Folha de São Paulo, 10/08/2011. AFIM: que semelhanças ou afinidades com algo ou alguém Ex.: trataram o assunto em agenda e um outro afim deste. Ex.: Não tinham interesses afins. A FIM DE: para, com a finalidade de, para que Ex.: Estudamos muito a fim de passarmos neste concurso. MORAL: o que está “de acordo com os bons costumes e regras de conduta; conjunto de regras de conduta proposto por uma determinada doutrina ou inerente a uma determinada condição.” “conjunto dos princípios da honestidade e do pudor”. http://www.editoradince.com/ http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo http://pt.wikipedia.org/wiki/Jesus_de_Nazar%C3%A9 http://pt.wikipedia.org/wiki/Ressurrei%C3%A7%C3%A3o http://pt.wikipedia.org/wiki/Ap%C3%B3stolo http://pt.wikipedia.org/wiki/Deus_Pai LÍNGUA PORTUGUESA 39 www.editoradince.com IMORAL: é tudo aquilo que contraria o que foi exposto acima a respeito da moral. Quando há falta de pudor, quando algo induz ao pecado, à indecência, há falta de moral, ou seja, há imoralidade. AMORAL: é a pessoa que não tem senso do que seja moral, ética. A questão moral para este indivíduo é desconhecida, estranha e, portanto, “não leva em consideração preceitos morais”. É o caso, por exemplo, dos índios no tempo do descobrimento ou de uma sociedade, como a chinesa, que não vê o fato de matar meninas, a fim de controlar a natalidade, como algo mórbido e triste. ARREAR: pôr arreios Ex.: Ele arreou o cavalo esta manhã e saiu. ARRIAR: abaixar, descer Ex.: Ele arriou as calças e fez as necessidades ali mesmo. ASSOAR: limpar o nariz Ex.: A umidade nas narinas é fundamental para o cão perceber o mundo pelo focinho. Ou seja, uma mãe- cachorro nunca mandaria seu filho assoar o nariz! Folha de São Paulo, 30/04/2011 ASSUAR: vaiar, insultar com vaias, apupar Ex.: O candidato foi assuado pela oposição. CAÇAR: apanhar animais ou aves Ex.: Quando adolescente, costumava caçar ciganas nos aninguais do Aritapera. CASSAR: anular Ex.: Um deputado federal teve o mandato cassado por ter se envolvido em licitações fraudulentas. CALDA: solução açucarada. Ex.: Gosto de pêssegos em calda. CAUDA: rabo Ex.: O avião perdeu a cauda em pleno voo. CAVALEIRO: aquele que sabe andar a cavalo Ex.: Os cavaleiros costumavam viver em duelo. Jovem sendo elevado à dignidade de cavaleiro CAVALHEIRO: homem educado Ex.: Atitudes que fazem de você um perfeito cavalheiro. Ao andar na calçada com ela, você fica para o lado da rua. CELA: pequeno quarto de dormir Ex.: ...há um santinho querendo fugir da cela. SELA: arreio Ex.: Coloque a sela no cavalo, por favor! CENSO: recenseamento Ex.: O IBGE realizou um censo que definiu a quantidade de membros em cada família. SENSO: raciocínio, juízo claro Ex.: Ele não faria isso porque tem bom senso. CESTO: balaio, cesta pequena Ex.: Ele se declarou culpado por ter roubado um cesto de lixo de uma loja de departamentos no bairro de Romford, e será julgado por um tribunal para menores no fim deste mês. Folha de São Paulo, 11/08/2011 SEXTO: numeral ordinal (seis) Ex.: Thiago Pereira ficou em sexto nos 200 m medley e deverá nadar as eliminatórias dos 400 m medley no sábado. Folha de São Paulo, 29/07/2011 CHÁ: bebida Ex.: É costume entre os ingleses tomar o chá da tarde XÁ: título do ex-imperador do Irã Ex.: Mohammad Reza Pahlevi foi o último xá da Pérsia. Consertos e reformas em todos os tipos de Janelas e Persianas. CONSERTO: reparo Ex.: Preciso levar meu carro para um conserto na parte elétrica. CONCERTO: sessão musical, acordo Ex.: Fui a um concerto de rock pela primeira vez quando tinha 16 anos. COSER: costurar Ex.: Maria vive de coser para fora. http://www.editoradince.com/ 40 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com COZER: cozinhar Ex.: Em "O Grande Livro de Receitas: Carnes e Grelhados", escrito por Hilaire Walden e editado pela Publifolha, é possível aprender a cozer carnes, peixes e frutos do mar no tempo certo e preparar um bom churrasco. Saiba mais sobre o livro. Folha de São Paulo, 04/07/200. CHEQUE: ordem de pagamento Ex.: Passei um cheque para pagar as compras. XEQUE: lance de jogo no xadrez; perigo; situação má Ex.: Ele terminou o jogo com xeque-mate ao rei. Ex.: O telefonema dela colocou o amigo em xeque. DELATAR: denunciar Ex.: Nelsinho não foi punido, pois havia recebido imunidade da FIA por delatar o esquema. Folha de São Paulo, 24/09/2009. DILATAR: alargar, ampliar Ex.: A Abbott faz uma ampla gama de medicamentos, incluindo estatinas para baixar o colesterol, e dispositivos médicos, como stents (dispositivos para dilatar vasos sanguíneos), usados em pacientes cardíacos com artérias obstruídas. Folha de São Paulo, 20/05/2011 DESAPERCEBIDO: desprovido, desprevenido Ex.: “A custo terminara-se a linha telegráfica de Queimadas, pela comissão de engenheiros militares, dirigida pelo tenente-coronel Siqueira de Meneses. E foi a única coisa apreciável durante tanto tempo perdido. O comandante-em-chefe, sem carretas para o transporte de munições, desapercebido dos mais elementares recursos, quedava-se, sem deliberar, diante da tropa acampada, e mal avitualhada por alguns bois magros e famintos dispersos em torno sobre as macegas secas das várzeas.” DESPERCEBIDO: sem ser notado Ex.: O motorista teria dito ainda que a ideia de alugar um carro com placas de uma cidade da região foi de quem o contratou, que acreditava que assimo carro passaria despercebido pela fiscalização. Folha de São Paulo, 26/07/2011 DESCRIÇÃO: ato de descrever, expor Ex.: Segundo descrição em seu currículo no site do Ministério do Turismo, sua função era a de gerenciamento de recursos e investimentos financeiros para a infraestrutura turística e atrair investimentos nacionais e estrangeiros para o setor. Folha de São Paulo, 09/08/2011 DISCRIÇÃO: Qualidade do que é discreto. Circunspeção, prudência, tino; discernimento; sensatez. Recato, modéstia. Reserva, segredo, reservada, qualidade de discreto Ex.: A discrição é para a alma o que o pudor é para o corpo. (Francis Bacon) Ex.: Carvalho ressaltou que a presidente Dilma Rousseff exigiu discrição sobre o caso. "Essa é uma questão que a presidente tomou muito pra si. Ela não tem aberto esse debate dentro do governo. Ela pediu que a gente deixasse com ela esse tema e eu vou respeitar." Folha de São Paulo, 31/07/2011 Tem “alguém” infringindo a lei... e vai precisar de um advogado para descriminá-lo. DESCRIMINAR: inocentar Ex.: Tem “alguém” infringindo a lei... e vai precisar de um advogado para descriminá-lo. DISCRIMINAR: distinguir, segregar, separar Ex.: É doloroso ser vítima de discriminação. Ex.: Você tem de discriminar os produtos em uma nota fiscal. DESPENSA: onde se guardam alimentos Ex.: Babi procura sua pulseira na despensa e encontra com Pedro. Eric reclama ao ver Josiane cumprimentando um amigo na porta do colégio. Folha de São Paulo, 11/07/2011 DISPENSA: ato de dispensar, isenção de serviço Ex.: Os demais jogadores da NBA pediram dispensa ou foram liberados da seleção. Folha de São Paulo, 09/08/2011. DESTRATAR: maltratar com palavras, descompor, insultar Ex.: Guilherme conta para Catarina que viu Pedro entrar num carro com um homem que ela identifica como sendo Rique e se desespera. Babi elogia Maicon e os dois se beijam. Duda questiona Eric o motivo de ele destratar Josiane. Dona Zica teme quando Cláudia diz que ela pode não ter se curado. Rique alcança Pedro. Folha de São Paulo, 12/05/2011. DISTRATAR: desfazer o acordo, rescindir um trato . DISCENTE: referente a alunos http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 41 www.editoradince.com Ex.: “Depois de destinar 45% de suas vagas para negros e índios oriundos da rede pública de ensino fundamental, a Universidade Federal da Bahia (UFBA) agora pretende acabar definitivamente com os exames vestibulares, como forma de seleção de seu corpo discente.” DOCENTE: referente a professores Ex.: "Na época dos primeiros contatos de missionários cristãos com os iorubás na África, Exu foi grosseiramente confundido com o diabo e ele carrega esse fardo até os dias de hoje", diz Reginaldo Prandi, mestre, doutor e livre- docente em sociologia pela Universidade de São Paulo (USP). Folha de São Paulo, 27/07/2011. EMINENTE: ilustre, excelente Ex.: Supremo Tribunal Federal dá exemplo pedindo desculpas a eminente autoridade! IMINENTE: que ameaça acontecer Ex.: A Segurança da Casa estava na iminência de perder o controle da multidão. EMERGIR: vir à tona; manifestar-se; surgir Ex.: A aprovação desse pacote foi positiva, mas há outros problemas que podem emergir a partir dos próximos meses", disse Hamilton. "A única certeza no cenário internacional é que há muita incerteza." Folha de São Paulo, 29/06/2011. IMERGIR: mergulhar; entrar, penetrar em alguma coisa Ex.: Mostra convida público a imergir na poesia de Paulo Leminski Folha de São Paulo, 23/10/2009 EMIGRAR: sair da pátria, deixar a terra natal, o país, para estabelecer-se em outra região. Ex.: O Brasil também aparece como opção para espanhóis de alta formação. Um estudo elaborado pela consultora Adecco e pela Universidade de Navarra indica que os espanhóis com alto grau de formação e que também foram atingidos pela crise colocam o Brasil como um dos seis destinos preferidos para emigrar por emprego. Folha de São Paulo, 22/06/2011. IMIGRAR: entrar num país estranho para nele morar Ex.: Fugir do tema parece impossível para Sacco, que, após "Notas sobre Gaza", fez gibis sobre africanos que tentam imigrar para a Europa, a pobreza na zona rural da Índia e a indústria de carvão nos EUA, inéditos aqui. Folha de São Paulo, 02/07/2011. ESPERTO: ativo, inteligente, vivo, sagaz, destro, hábil, ativo, diligente Ex.: Preciso de um auxiliar mais esperto. EXPERTO: perito, entendido em determinado assunto Ex.: Expertos são chamados a opinar sobre os assuntos que dominam, mas nem sempre concordam sobre as particularidades de um campo de estudo. ESPIAR: observar, espionar Ex.: E então, como você ousa espiar o nosso ensaio? EXPIAR: sofrer castigo Ex.: Deus os colocou num mundo ingrato, para expiarem suas faltas, através de um trabalho penoso e das misérias da vida, até que se façam merecedores de passar para um mundo mais feliz." ESTÁTICO: firme, imóvel Ex.: Em compensação, a cada vez que voltava para as décadas de 70 e 80, Erasmo ganhava a plateia - "Sou uma Criança, Não Entendo Nada", "Mesmo que Seja Eu", "Mulher", "Minha Superstar", "Sentado à Beira do Caminho", todas tiveram coro do público, mesmo com o Tremendão estático no centro do palco. Folha de São Paulo, 03/07/2011. EXTÁTICO: admirado, pasmado, com êxtase Ex.: Fiquei extático diante de tamanha maravilha divina. ESTRATO: Geologia: Camada formada pelas rochas sedimentares. Meteorologia Nuvem que se apresenta em forma de faixas cinzentas e paralelas, e aparece geralmente ao crepúsculo. Fig. Camada, faixa: estrato social. Ex.: A presidente Dilma Rousseff viu dados de pesquisas internas de opinião, analisou o impacto do caso nesse estrato social e, em seguida, concluiu que "a linha [de ação] está boa". Folha de São Paulo, 18/07/2011. EXTRATO: resumo, essência Ex.: Ao acompanhar meu extrato bancário, percebi que a cobrança indevida havia sido feita. Após conversa com atendente, fui informado de que a contestação fora negada e que a cobrança era devida", queixa-se. Folha de São Paulo, 12/07/2011. FLAGRANTE: evidente, incontestável Ex.: A vítima ainda foi levada para um hospital, mas não sobreviveu. Os três militares foram presos em flagrante, por suposto abandono de posto e consumo de bebidas alcoólicas em serviço, o que é considerado crime militar. Folha de São Paulo, 10/08/2011. FRAGRANTE: perfumado, aromático Ex.: Pequena e fragrante flor de cera FLUIR: correr em estado líquido; Fig. Derivar, proceder Ex.: As águas fluem calmas FRUIR: gozar, desfrutar, tirar proveito de Ex.: É claro que, para Singer, nem todos os seres vivos têm os mesmos "direitos". O nível de consideração que cabe a cada qual é uma função direta de sua capacidade de perceber dor, prazer e até de fruir o transcendente -- ou seja, de seu grau de consciência. Folha de São Paulo, 11/02/2010. FUSÍVEL: aquele que funde Ex.: Um curto-circuito pode ser causado por um acidente e originar um incêndio. Um fusível evita isto. FUZIL: arma Ex.: Somos a favor da abolição da guerra, não queremos a guerra. Mas a guerra só pode ser abolida com a guerra. Para que não existam mais fuzis, é preciso empunhar o fuzil. -- Mao Tse-Tung http://www.editoradince.com/ 42 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com INCIPIENTE: principiante Ex.: Afinal, Cuba ainda é um país de mídia incipiente. A televisão tem poucos canais. A internet é acessada por conexões dial-up. E, embora a música pareça estar presente em todo lugar (clubes e bares incluídos), a maior parte dela ocupa o espectro estreito delimitado pelas baladas (trova) e pelo rebolante reggaeton. Folha de São Paulo, 11/08/2011. INSIPIENTE: ignorante, não sapiente, insensato, imprudente Ex.: O governador, insipiente conhecido, negou-se a conversar com os representantes dos professores, daí a greve. INFLIGIR: aplicar pena Ex.:O juiz infligiu grande pena ao criminoso. INFRINGIR: violar, desrespeitar Ex.: O motoqueiro infringiu as leis de trânsito. LAÇO: nó, vínculo, união Ex.: O laço essencial que nos une é que todos habitamos este pequeno planeta. Todos respiramos o mesmo ar. Todos nos preocupamos com o futuro dos nossos filhos. E todos somos mortais. (John Kennedy) LASSO: frouxo, que sente profunda fadiga física Ex.: ÉBRIOS E CEGOS Fim de tarde sombria. Torvo e pressago todo o céu nevoento. Densamente chovia. Na estrada o lodo e pelo espaço o vento. Monótonos gemidos Do vento, mornos, lânguidos, sensíveis: Plangentes ais perdidos De solitários seres invisíveis... Dois secretos mendigos Vinham, bambos, os dois, de braço dado, Como estranhos amigos Que se houvessem nos tempos encontrado. Parecia que a bruma Crepuscular os envolvia, absortos Numa visão, nalguma Visão fatal de vivos ou de mortos. E de ambos o andar lasso Tinha talvez algum sonambulismo, Como através do espaço Duas sombras volteando num abismo (CRUZ E SOUSA) MANDADO: ordem judicial Ex.: A polícia chegou ao acusado através de uma denúncia anônima e foi preso com um mandado de prisão temporária por policiais do 70º DP (Sapopemba). Folha de São Paulo, 09/08/2011. MANDATO: Autorização dada por uma pessoa a outra para agir em seu nome (procuração). Missão, delegação, procuração. Função, representação delegada pelo povo ou por uma classe de cidadãos. Ex.: O filme, abordando um dos maiores feitos no mandato do presidente Barack Obama, deve ser lançado em outubro de 2012, menos de um mês antes de Obama disputar a reeleição. Folha de São Paulo, 11/08/2011. PAÇO: palácio real ou episcopal (do bispo) Ex.: PASSO: passada Ex.: PEÃO: aquele que anda a pé; trabalhador rural nas estâncias gaúchas; peça do xadrez. Ex.: Leopoldo surpreende Tião e estrangula mais uma testemunha. Ana brilha no rodeio de Jaguariúna e ofusca a apresentação de Daniel. A velha Biga cerca Daniel no rodeio e deixa o peão preocupado com suas profecias. Folha de São Paulo, 01/03/2011 PIÃO: brinquedo Ex.: Isabela Franco de Figueiredo, 6, correu para a família com uma rosa pintada no rosto. "Eu aprendi a fazer um pião. Usei palito, jornal e fita [adesiva]", diz. Folha de São Paulo, 06/06/2011. PRESCRITO: Estabelecido, ordenado, regulado. Que prescreveu, deixou de vigorar por motivo de prescrição. Ex.: Seus advogados alegavam que todas as acusações já haviam prescrito. Os ministros do tribunal entenderam, porém, que somente alguns dos atos, de fato, não poderiam ser investigados por conta da prescrição. Folha de São Paulo, 30/06/2011. Ex.: A presidente Dilma Rousseff decidiu aprofundar o receituário prescrito pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva: dialogar mais com a base aliada e fazer aparições públicas. O objetivo é mostrar normalidade e tocar agendas fora de Brasília. Folha de São Paulo, 04/06/2011. PROSCRITO: desterrado, emigrado Ex.: A campanha oficial para as eleições legislativas de 7 de março no Iraque começou na sexta-feira num ambiente político agitado, marcado por um clima de caça a supostos partidários do proscrito partido Baath, traduzindo-se na eliminação de centenas de candidatos, entre eles um líder sunita do Parlamento. Folha de São Paulo, 14/02/2010 SEÇÃO: divisão administrativa, parte, parcela Ex.: Ela aparece na seção preliminares da edição de agosto da revista "VIP". Folha de São Paulo, 02/08/2011 http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 43 www.editoradince.com CESSÃO: ato de ceder Ex.: O segundo caso é relativo à cessão de um terreno destinado em um primeiro momento a ser transformado em um espaço verde e que foi revendido a uma empresa que pertence a Sajr al-Materi, no mesmo bairro da Tunísia. Folha de São Paulo, 28/07/2011. SESSÃO: Tempo em que uma assembleia, um congresso, um corpo deliberativo ou consultivo se mantém em reunião, estudando, discutindo e resolvendo questões. Tempo de duração de um espetáculo: Ex.: Vimos o filme na sessão das dez. CESTA: utensílio de transporte Ex.: SESTA: descanso depois do almoço (o qual acontece na sexta hora do dia) Ex.: O melhor meio de não esquecer uma poesia ou um teorema que uma pessoa acaba de aprender pode ser o simples ato de fazer a sesta, consideram cientistas alemães, eles mesmos surpreendidos com a descoberta. Folha de São Paulo, 26/01/2011. SORTIR: abastecer Ex.: Estas atenções do negociante pelo rapaz não eram puro espírito de hospitalidade e provinha sem dúvida dos interesses que o barão dava anualmente à casa comercial dele. Sampaio era o encarregado de lhe sortir a fazenda de tudo que precisava ir da corte, e nessas faturas o fornecedor de antemão pagava-se de todas aquelas galanterias. SURTIR: produzir efeito Ex.: As medidas do governo de restrição de crédito e de aumento dos juros já começam a surtir efeito nas vendas do comércio, que interromperam, em abril, a tendência de alta em vigor desde maio do ano passado na comparação com o mês imediatamente anterior. Folha de São Paulo, 10/06/2011 Acessório com tacha deixa muito mais bonito e não deixa tão carregado. TACHA: pequeno prego chato usado por estofadores Ex.: Compre para mim um quilo de tacha. TAXA: tributo Ex.: Apesar de manter a taxa básica de juros do país próxima de zero, o Fed confirmou os temores dos investidores sobre uma desaceleração do crescimento americano. Folha de São Paulo, 10/08/2011. TACHAR: censurar, pôr defeito Ex.: Um grupo nacionalista chegou a tachar a cantora de "satanista", ressaltando que ela insulta a religião católica e seus seguidores. Folha de São Paulo, 14/08/2009 TAXAR: Estabelecer autoritariamente o preço de: taxar uma mercadoria. Onerar com imposto. Ex.: O número de julho é o maior resultado desde março, quando o governo decidiu taxar operações de empréstimos externos para conter a entrada de dólares no país, que havia caído nos meses seguintes. Folha de São Paulo, 20/07/2011. TRÁFEGO: movimento, trânsito; fluxo Ex.: Neste fim de semana o tráfego, na grande São Paulo, será bom. TRÁFICO: comércio lícito ou não Ex.: Aí, magro. Tá a fim de trabalhar pro tráfico? VULTOSO: volumoso Ex.: (...) O procurador mencionou ainda que o empresário Marcos Valério tinha acesso livre com Dirceu. Também citou uma reunião de diretores dos bancos BMG e Banco Rural com o ex-dirigente do PT Delúbio Soares e Marcos Valério. Antes, ele lembrou que houve a liberação de vultoso empréstimo de dinheiro para o PT. VULTUOSO: atacado de congestão na face Ex.: "O rosto vultuoso, cianótico, empolado em vergões, era uma máscara hedionda. "(Coelho Neto) PALAVRAS HOMÓGRAFAS: A relação abaixo mostra palavras escritas de forma idêntica, mas possuem a sílaba tônica em posição diferente (proparoxítonas e paroxítonas): crédito (substantivo)- credito (verbo) crítica (substantivo) - critica (verbo) cópia (substantivo) - copia (verbo) filósofo (substantivo) - filosofo (verbo) EXERCÍCIOS 01. FLAGRANTE e FRAGRANTRE são vocábulos semelhantes na pronúncia e na escrita, mas de sentido diferente. Um a outro está devidamente empregado em: a) A polícia chegou na hora e prendeu o assaltante em fragrante. b) A noiva usava flores flagrantes, isto é, cheirosas nos cabelos. c) Segundo a Constituição, assaltantes devem ser presos em fragrantes. http://www.editoradince.com/ 44 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com d) O criminoso foi preso em flagrante. 02. Por sugestão de porque, há correção gramatical em: a) Na carta, o autor mostra por quê pede perdão a Maria. b) Não há quem explique o porque de sua paixão. c) A carta apresenta a justifica por que o autor não quis ver Maria. d) O meu amor cresceu, porquê houve a separação. 03. Por sugestão de SELA, está correto o empregoda palavra sublinhada do item: a) Todos devemos pagar a tacha do imposto predial b) De 10 em 10 anos, o Brasil realiza o senso demográfico. c) O homem que duvida se diz céptico. d) Após o almoço, o sertanejo dorme uma agradável cesta. 04. Os últimos acontecimentos na cidade vieram ..... as suspeitas do ........ Chefe de Polícia quanto ao perigo.........que a população poderia vir a sofrer. a) Retificar / iminente/ eminente b) Retificar / eminente / iminente c) Ratificar / iminente / iminente d) Ratificar / eminente / iminente e) Ratificar / iminente / eminente 05. Analise as palavras entre parênteses e assinale a alternativa em que a PRIMEIRA Palavra completa, corretamente, a frase. a) motorista foi multado porque .............. (infligiu, infringiu) as regras de trânsito. b) Naquela assembleia, foi aprovada a .......... (sessão, cessão) de terras aos colonos. c) Solicitei ao banco o meu ...... (estrato, extrato) de contas. d) As mercadorias devem ser........ (descriminadas, discriminadas) na nota fiscal. e) supermercado deveria estar.... (sortido, surtido) de mercadorias. 06. No último.........da orquestra sinfônica, houve......entre convidados, apesar de ser uma festa .......... . a) conserto – flagrantes descriminações –beneficente b) concerto - fragrantes discriminações – beneficiente c) conserto - flagrantes descriminações –benefiente d) concerto - fragrantes discriminações – beneficiente e) concerto - flagrantes discriminações - beneficente 07. Complete as frases, usando convenientemente os homônimos sessão, seção e cessão: a) prefeito da Capital fez......... de vários terrenos às famílias desabrigadas. b) Lúcia participou da última ........ sobre os problemas de Ecologia. c) Os livros de Matemática estão todos na .......reservada às Ciências Exatas. 08. Assinale a alternativa que completa correta- mente as frases: - Todos estão de acordo com a .......... dos bens aos pobres. - A hora da verdade está ............ Aproveite o momento! - É melhor ................. o fogo, pois o frio vem aí. - O acontecimento passou ................. até aquele dia. - Os culpados foram apanhados em .......................... a) cessão, eminente, ascendermos, despercebido, fragante. b) secção, iminente, ascendermos, desapercebido, flagrante. c) cessão, iminente, acendermos, despercebido, flagrante. d) seção, iminente, acendermos, desapercebido, flagrante. e) cessão, eminente, ascendermos, despercebido, faglante. Leia o texto abaixo e responda à questão. “O homem sério que contava dinheiro parou. O faroleiro que contava vantagem parou. A namorada que contava as estrelas parou para ver, ouvir e dar passagem” 09. Considerando o sentido do verbo contar, em cada um dos versos acima, verifica-se a presença de A) sinonímia. B) antonímia. C) paronímia. D) metonímia. E) polissemia. 10. Marque o item em que o significado da palavra grifada é inadequado à frase: A) A discrição como agia, mascarava suas atitudes discriminatórias contra os mestiços; B) O perigo era iminente e ninguém percebia; C) Devemos ser fiéis ao cumprimento do dever; D) A incipiência do povo o faz escolher maus governantes; E) O mercantil estava sempre sortido. GABARITO: 01 D 02 C 03 C 04 D 05 E 06 E 07 08 C 09 E 10 D 07. a) cessão b) sessão c) seção ESTRUTURAS E PROCESSOS DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS ESTRUTURA DE PALAVRAS A palavra é subdivida em partes menores, esses elementos são chamados elementos mórficos. MORFEMA É a menor unidade portadora de sentido de uma palavra. Ex.: Menin - o Menin é o primeiro morfema, que designa ‘criança’. O é o segundo morfema, que informa sobre o ‘gênero’. ELEMENTOS MÓRFICOS Os elementos mórficos são: Radical; Vogal temática; Tema; Desinência; Afixo; Vogais e consoantes de ligação. RADICAL: O significado básico da palavra está contido nesse elemento; a ele são acrescentados outros elementos. Ex.: pedra, pedreiro, pedrinha. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 45 www.editoradince.com VOGAL TEMÁTICA: Tem como função preparar o radical para ser acrescido pelas desinências e também indicar a conjugação a que o verbo pertence. Ex.: Casa, poço, peixe, inteligente. Ex.: cantar, vender, partir. OBSERVAÇÃO: Nem todas as formas verbais possuem a vogal temática. Ex.: parto (radical + desinência número pessoal) TEMA: É o radical com a presença da vogal temática. Ex.: CHOR A VA Rad. VT DESINÊNCIAS: São elementos que indicam as flexões que os nomes e os verbos podem apresentar. São subdivididas em: - DESINÊNCIAS NOMINAIS; - DESINÊNCIAS VERBAIS. DESINÊNCIAS NOMINAIS Indicam o gênero e número. As desinências de gênero são a e o; as desinências de número são o s para o plural e o singular não tem desinência própria. Ex.: GAT O S Rad. Desinência nominal de gênero Desinência nominal de número DESINÊNCIAS VERBAIS – indicam o modo, número, pessoa e tempo dos verbos. Ex.: CANT Á VA MOS Rad. Vogal Temática Desin. Modo Temporal Desin. Número- Pessoal AFIXOS São elementos que se juntam aos radicais para formação de novas palavras. Os afixos podem ser: PREFIXOS – quando colocado antes do radical; SUFIXOS – quando colocado depois do radical Exemplo: Pedrada. Inviável. Infelizmente VOGAIS E CONSOANTES DE LIGAÇÃO São elementos que são inseridos entre os morfemas (elementos mórficos), em geral, por motivos de eufonia, ou seja, para facilitar a pronúncia de certas palavras. Ex.: SILVÍCOLA, PAULADA, CAFEICULTURA. PROCESSO DE FORMAÇÃO DAS PALAVRAS Inicialmente observemos alguns conceitos sobre palavras primitivas e derivadas e palavras simples e compostas: PALAVRAS PRIMITIVAS Palavras que não são formadas a partir de outras. Ex.: PEDRA, CASA, PAZ, ETC. PALAVRAS DERIVADAS Palavras que são formadas a partir de outras já existentes. Ex.: PEDRADA (derivada de pedra), FERREIRO (derivada de ferro). PALAVRAS SIMPLES São aquelas que possuem apenas um radical. Ex.: FLOR, PÉ, BEIJO. PALAVRAS COMPOSTAS São palavras que apresentam dois ou mais radicais. Ex.: PÉ-DE-MOLEQUE, BEIJA-FLOR, GUARDA- CHUVA. Na língua portuguesa existem dois processos de formação de novas palavras: derivação e composição. DERIVAÇÃO É o processo pelo qual palavras novas (derivadas) são formadas a partir de outras que já existem (primitivas). Podem ocorrer das seguintes maneiras: Prefixal; Sufixal; Parassintética; Regressiva; Imprópria. PREFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo a um radical. Ex.: DESFAZER, INÚTIL. Vejamos alguns prefixos latinos e gregos mais utilizados: PREFIXO LATINO PREFIX O GREGO SIGNIFICAD O EXEMPLOS PREF. LATINO PREF. GREGO Ab-, abs- Apo- Afastamento Abs ter Apo geu Ambi- Anfi- Duplicidade Ambí guo Anfí bio Bi- di- Dois Bí pede Dí grafo Ex- Ex- Para fora Ex ternar Êx odo Supra Epi- Acima de Supra citar Epi táfio SUFIXAL – processo de derivação pelo qual é acrescido um sufixo a um radical. Ex.: CARRINHO, LIVRARIA. Vejamos alguns sufixos latinos e alguns gregos: SUFIXO LATINO EXEMPLO SUFIXO GREGO EXEMPLO -ada Paulada -ia Geologia -eria Selvageria -ismo Catolicismo -ável Amável -ose Micose http://www.editoradince.com/ 46 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com PARASSINTÉTICA – processo de derivação pelo qual é acrescido um prefixo e sufixo simultaneamente ao radical. Ex.: A NOIT ECER, PER NOIT AR. OBSERVAÇÃO!! Existem palavras que apresentam prefixo e sufixo, mas não são formadas por parassíntese. Para que ocorra a parassíntese é necessários que o prefixo e o sufixojuntem-se ao radical ao mesmo tempo. Para verificar tal derivação basta retirar o prefixo ou o sufixo da palavra. Se a palavra deixar de ter sentido, então ela foi formada por derivação parassintética. Caso a palavra continue a ter sentido, mesmo com a retirada do prefixo ou do sufixo, ela terá sido formada por DERIVAÇÃO PREFIXAL E SUFIXAL. Ex.: DES + CAPITAL + IZAR + AÇÃO REGRESSIVA - processo de derivação em que são formados substantivos a partir de verbos. São os substantivos abstratos que funcionam como ação de (resgate: ação de resgatar), esses substantivos terminam em A, E, O (sendo vogais temáticas). Ex.: Ninguém justificou o atraso. (do verbo atrasar) Ex.: O debate foi longo. (do verbo debater) IMPRÓPRIA — processo de derivação que consiste na mudança de classe gramatical da palavra sem que sua forma se altere. Jantar é verbo, mas usamos como se fosse um substantivo Ex.: O jantar estava ótimo COMPOSIÇÃO — o processo pelo qual a palavra é formada pela junção de dois ou mais radicais. A composição pode ocorrer de duas formas: JUSTAPOSIÇÃO e AGLUTINAÇÃO JUSTAPOSIÇÃO – quando não há alteração nas palavras e continua a serem faladas (escritas) da mesma forma como eram antes da composição. Ex.: GIRASSOL (gira + sol) Ex.: PÉ-DE-MOLEQUE (pé + de + moleque) AGLUTINAÇÃO – quando há alteração em pelo menos uma das palavras seja na grafia ou na pronúncia. Exemplo: planalto (plano + alto) Além da derivação e da composição existem outros tipos de formação de palavras que são hibridismo, abreviação e onomatopeia. ABREVIAÇÃO OU REDUÇÃO É a forma reduzida apresentada por algumas palavras: Ex.: auto (automóvel), quilo (quilograma), moto (motocicleta). HIBRIDISMO É a formação de palavras a partir da junção de elementos de idiomas diferentes. Ex.: automóvel (auto – grego + móvel – latim) Ex.: burocracia (buro – francês + cracia – grego). ONOMATOPÉIA Consiste na criação de palavras através da tentativa de imitar vozes ou sons da natureza. Exemplo: fonfom, cocoricó, tique-taque, boom!. COMPLEMENTO • Desinências verbais: em nossa língua, as desinências verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número-pessoais): CANT Á VA MOS Rad. Vogal Temática Desin. Modo Temporal caracteriza o Pretérito Imperfeito do Indicativo Desin. Número- Pessoal caracteriza a 1ª pessoa do plural CANT Á SSE IS Rad. Vogal Temática Desin. Modo Temporal caracteriza o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo Desin. Número- Pessoal caracteriza a 2ª pessoa do plural VOGAL TEMÁTICA Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais, surge sempre o morfema – a. Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes apresentam vogais temáticas. • Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base, combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa, escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural: mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam vogal temática. • Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações. Assim, os verbos cuja vogal temática é - a pertencem à primeira conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à terceira conjugação. primeira conjugação segunda conjugação terceira conjugação govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse realiz-a-sse mex-e-rá ag-i-mos Terminando os nomes em consoante ou vogal tônica são ATEMÁTICOS, não têm vogal temática. Aqueles que terminam em -r, -z ou -l apresentam a vogal temática somente no plural. Ex.: cor - corES, cruz, - cruzES, flor - florES, Cuidado: http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 47 www.editoradince.com Sal - saIS, a vogal temática é a semivogal -i com a supressão ou síncope do - l, vejam a cadeia evolutiva: saleCLASSIFICAÇÃO DO SUBSTANTIVO 01. CONCRETOS E ABSTRATOS Concretos São aqueles que denominam os seres propriamente ditos. São os nomes de pessoas, animais (reais ou imaginários), lugares, coisas e entidades. Exemplos: rua, luz, Brasília, alma, Deus, dragão, saci, bruxa. Abstratos São os substantivos que indicam: Sentimentos: ódio, solidão, amor. Qualidade/defeitos: beleza, falsidade, rapidez. Sensações: calor, fome, dor. Ações: vingança, crítica, choro. Estados: vida, morte, viuvez. 02. COMUNS E PRÓPRIOS Comuns: aqueles que indicam, genericamente, todos os elementos de uma certa espécie. Exemplos: rua, luz, criança, livro. http://www.editoradince.com/ 48 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Próprios: aqueles que denominam um único ser de uma certa espécie. Exemplos: Brasília, Gustavo, Atlântico, Goiás, França. 03. COLETIVOS Chama-se de coletivo todo substantivo comum que, mesmo no singular, denomina um agrupamento, um conjunto de seres de uma mesma espécie. Exemplos: Rebanho (agrupamento de bois, ovelhas etc) Esquadra (agrupamento de navios de guerra) OBSERVAÇÃO: Além das classificações anteriores, podemos classificar o substantivo sob o aspecto de sua formação: primitivo ou derivado, simples ou composto. 04. FLEXÕES DO SUBSTANTIVO O substantivo apresenta três possibilidades de flexão, isto é, de variação: Gênero: masculino e feminino Número: singular e plural Grau: aumentativo e diminutivo 05. GÊNEROS — MASCULINOS E FEMININOS Os substantivos, quanto ao gênero, são masculinos ou femininos. Quanto às formas, eles podem ser: 01) Substantivos Biformes: Substantivos biformes são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com apenas um radical. Ex. menino - menina. traidor - traidora. aluno - aluna 02) Substantivos Heterônimos: Substantivos heterônimos são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com dois radicais diferentes. Ex. homem - mulher. bode - cabra. boi - vaca. 03) Substantivos Uniformes: Substantivos uniformes são os que apresentam apenas um forma, para ambos os gêneros. Os substantivos uniformes recebem nomes especiais, que são os seguintes: A) Comum-de-dois: Os comuns-de-dois são os que têm uma só forma para ambos os gêneros, com artigos distintos: Eis alguns exemplos: o / a estudante, o / a imigrante, o / a acrobata, o / a agente, o / a intérprete, o / a lojista, o / a patriota, o / a mártir, o / a viajante, o / a artista, o / a aspirante, o / a atleta, o / a camelô, o / a fã, o / a gerente, o / a médium, o / a modelo (indivíduo contratado por agência ou casa de modas para desfilar com as roupas que devem ser exibidas à clientela), o / a personagem, o / a protagonista, o / a puxa-saco, o / a sem-terra, o / a sem-vergonha, o / a xereta. B) Sobrecomum: Os sobrecomuns são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros: Eis alguns exemplos: o cônjuge, a criança, o carrasco, o indivíduo, o apóstolo, o monstro, a pessoa, a testemunha, o algoz, o verdugo, a vítima, o tipo, o animal, o cadáver, a criatura, o dedo-duro, o defunto, o gênio, o ídolo, o nó-cego, o pé- quente, o pivô, a sentinela, o sujeito. C) Epiceno: Os epicenos são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros de certos animais, acrescentando as palavras macho e fêmea, para se distinguir o sexo do animal. Eis alguns exemplos: a girafa, a águia, a barata, a cobra. 06. GÊNERO VACILANTE Existem alguns substantivos que trazem dificuldades, quanto ao gênero. Estude, então, com muita atenção estas listas: São Masculinos: o açúcar, o afã, o alvará, o anátema, o aneurisma, o antílope, o apêndice, o apetite, o algoz, o cataclismo, o cônjuge, o champanha, o clã, o cola-tudo, o cós, o coma, o derma, o diagrama, o dó, o diadema, o decalque, o eclipse, o estigma, o estratagema, o eczema, o formicida, o guaraná, o gengibre, o herpes, o lança- perfume, o haras, o lotação (= ônibus), o magma, o matiz, o magazine, o milhar, o nó-cego, o pijama, o plasma, o talismã, o telefonema, o tira-teimas. São Femininos: a abusão, a acne, a aguarrás, a alface, a apendicite, a aguardente, a alcunha, a aluvião, a bacanal, a bólide, a couve, a couve-flor, a cal, a comichão, a derme, a dinamite, a debênture, a elipse, a ênfase, a echarpe, a enzima, a faringe, a ferrugem, a fênix, a libido, a matinê, a mascote, a nuança, a omoplata, a patinete, a quitinete, a sentinela, a soja, a toalete. 07. MUDANÇA DE GÊNERO COM MUDANÇA DE SIGNIFICADO Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam também de significado. Eis alguns deles: o caixa = o funcionário a caixa = o objeto o capital = dinheiro a capital = sede de governo o coma = sono mórbido a coma = cabeleira, juba o grama = medida de massa a grama = a relva, o capim o guarda = o soldado a guarda = vigilância, corporação o guia = aquele que serve de guia, cicerone a guia = documento, formulário; meio-fio o moral = estado de espírito a moral = ética, conclusão o banana = o molenga. a banana = a fruta 08. PLURAL DOS SUBSTANTIVOS SIMPLES Na pluralização de um substantivo simples, há de se analisar a terminação dele, a fim de acrescentar a desinência nominal de número. Vejamos, então, as possíveis terminações de um substantivo na Língua Portuguesa e sua respectiva pluralização: 01) Substantivos terminados em Vogal: Acrescenta-se a desinência nominal de número S. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 49 www.editoradince.com saci = sacis chapéu = chapéus troféu = troféus degrau = degraus. 02) Substativos terminados em ão: Fazem o plural em ões: gavião = gaviões formão = formões folião = foliões questão = questões Fazem o plural em ães: escrivão = escrivães tabelião = tabeliães capelão = capelães sacristão = sacristães Fazem o plural em ãos: artesão = artesãos cidadão = cidadãos cristão = cristãos pagão = pagãos todas as paroxítonas terminadas em -ão. Por exemplo bênçãos, sótãos, órgãos. Admitem mais de uma forma para o plural: aldeão = aldeões, aldeães, aldeãos ancião = anciões, anciães, anciãos ermitão = ermitões, ermitães, ermitãos pião = piões, piães, piãos vilão = vilões, vilães, vilãos alcorão = alcorões, alcorães charlatão = charlatões, charlatães cirurgião = cirurgiões, cirurgiães faisão = faisões, faisães guardião = guardiões, guardiães peão = peões, peães anão = anões, anãos corrimão = corrimões, corrimãos verão = verões, verãos vulcão = vulcões, vulcãos 03) Substantivos terminados em L: A) Terminados em -al, -el, -ol ou -ul: Troca-se o L por IS: vogal = vogais animal = animais papel = papéis anel = anéis paiol = paióis álcool = alcoóis paul = pauis OBS.: O dicionários eletrônico Aurélio versão 5.0 registra o plural álcoois. Já o mesmo Aurélio, porém versão 3.0, registra alcoóis. O Houaiss eletrônico também registra alcoóis, e o Michaelis álcoois! Que bagunça! Os estudantes sempre procuram um dicionário para saber como escrever tal e qual palavra quando deveriam procurar nosso documento oficial, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o Volp. Para ele, o plural de álcool é alcoóis. Este é o plural oficial. O problema é que não se encontra o Volp em lugar algum, e poucos sabem da existência desse documento. Encontra-se a versão dele no site da Academia Brasileira de Letras. O ideal seria pesquisar o livro Volp, pois na internet ele não está completo. Sempre que houver dúvida quanto à ortografia, pesquise no Volp, e não em dicionários. Cuidado com as seguintes palavras: mal = males cal = cais ou cales aval = avais ou avales mele todo sistema de signos que serve de meio de comunicação de ideias ou sentimentos através de signos convencionados, sonoros, gráficos, gestuais etc., podendo ser percebida pelos diversos órgãos dos sentidos, o que leva a distinguirem- se várias espécies ou tipos: linguagem visual, corporal, gestual, etc., ou, ainda, outras mais complexas, http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 3 www.editoradince.com.br constituídas, ao mesmo tempo, de elementos diversos. Os elementos constitutivos da linguagem são, pois, gestos, sinais, sons, símbolos ou palavras, usados para representar conceitos, ideias, significados e pensamentos. Tipos de Linguagem: Linguagem verbal é uso da escrita ou da fala como meio de comunicação. Linguagem não-verbal é o uso de imagens, figuras, desenhos, símbolos, dança, tom de voz, postura corporal, pintura, música, mímica, escultura e gestos como meio de comunicação. A linguagem não-verbal pode ser até percebida nos animais, quando um cachorro balança a cauda quer dizer que está feliz ou coloca a cauda entre as pernas medo, tristeza. Dentro do contexto temos a simbologia que é uma forma de comunicação não-verba Exemplos: sinalização de trânsito, semáforo, logotipos, bandeiras, uso de cores para chamar a atenção ou exprimir uma mensagem. Linguagem mista é o uso simultâneo da linguagem verbal e da linguagem não-verbal, usando palavras escritas e figuras ao mesmo tempo. ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO A comunicação confunde-se com nossa própria vida, estamos a todo tempo nos comunicando, seja através da fala, da escrita, de gestos, de um sorriso e até mesmo através do manuseio de documentos, jornais e revistas. Em cada um desses atos que realizamos notamos a presença dos seguintes elementos: Emissor ou remetente: é aquele que envia a mensagem (uma pessoa, uma empresa, uma emissora de televisão etc.) Destinatário: é aquele a quem a mensagem é endereçada (um indivíduo ou um grupo). Mensagem: é o conteúdo das informações transmitidas. Canal de comunicação: é o meio pelo qual a mensagem será transmitida (carta, palestra, jornal televisivo) Código: é o conjunto de signos e de regras de combinação desses signos utilizado para elaborar a mensagem; o emissor codifica aquilo que o receptor irá descodificar. Contexto: é o objeto ou a situação a que a mensagem se refere. VARIAÇÃO LINGUÍSTICA A variação linguística é um fenômeno natural que ocorre pela diversificação dos sistemas de uma língua em realção às possibilidades de mudança de seus elementos (vocabulário, pronúncia, morfologia, sintaxe). Ela existe porque as línguas possuem a característica de serem dinâmicas e sensíveis a fatores como a região geográfica, o sexo, a idade, a classe social do falante e o grau de formalidade do contexto da comunicação. É importante observar que toda variação linguística é adequada para atender às necessidades comunicativas e cognitivas do falante. Assim, quando julgamos errada determinada variedade, estamos emitindo um juízo de valor sobre os seus falantes e, portanto, agindo com preconceito linguístico. TIPOS DE VARIAÇÃO LINGUÍSTICA Variedade regional São aquelas que demonstram a diferença entre as falas dos habitantes de diferentes regiões do país, diferentes estado e cidades. Por exemplo, os falantes do Estado de Minas Gerais possuem uma forma diferente em relação à fala dos falantes do Rio de Janeiro. Observe a abordagem de variação regional em um poema de Oswald de Andrade: Vício da fala Para dizerem milho dizem mio Para melhor dizem mió Para pior pió Para telha dizem teia Para telhado dizem teiado E vão fazendo telhados. Agora, veja um quadro comparativo de algumas variações de expressões utilizadas nas regiões Nordeste, Norte e Sul: Região Nordeste Região Sul Região Norte Racha – pelada, jogo de futebol Campo Santo – cemitério Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;) Miudinho – pequeno Jerimum – abóbora Alçar a perna – montar a cavalo Umborimbora? – Vamos embora? Sustança – energia dos alimentos Guacho – animal que foi criado sem mãe Levou o farelo – morreu Variedades sociais São variedades que possuem diferenças em nível fonológico ou morfossintático. Veja: Fonológicos - “prantar” em vez de “plantar”; “bão” em vez de “bom”; “pobrema” em vez de “problema”; “bicicreta” em vez de “bicicleta”. Morfossintáticos - “dez real” em vez de “dez reais”; “eu vi ela” em vez de “eu a vi”; “eu truci” em vez de “eu trouxe”; “a gente fumo” em vez de “nós fomos”. Variedades estilísticas São as mudanças da língua de acordo com o grau de formalidade, ou seja, a língua pode variar entre uma linguagem formal ou uma linguagem informal. Linguagem formal: é usada em situações comunicativas formais, como uma palestra, um congresso, uma reunião empresarial, etc. Linguagem Informal: é usada em situações comunicativas informais, como reuniões familiares, encontro com amigos, etc. Nesses casos, há o uso da linguagem coloquial. Gíria ou Jargão É um tipo de linguagem utilizada por um determinado grupo social, fazendo com que se diferencie dos demais falantes da língua. A gíria é normalmente relacionada à linguagem de grupos de jovens (skatistas, surfistas, rappers, etc.). O jargão é, em geral, relacionadao à linguagem de grupos profissionais (professores, médicos, advogados, etc.) http://www.editoradince.com.br/ 4 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com DENOTAÇÃO E CONOTAÇÃO Denotação é a forma de uso e manifestação da linguagem em seu sentido literal, dicionarizado. A conotação é a forma de uso e manifestação da linguagem em seu sentido figurado A linguagem é o maior instrumento de interação entre sujeitos socialmente organizados. Isso porque ela possibilita a troca de ideias, a circulação de saberes e faz intermediação entre todas as formas de relação humanas. Quando queremos nos expressar verbalmente, seja de maneira oral (fala), seja na forma escrita, recorremos às palavras, expressões e enunciados de uma língua, os quais atuam em dois planos de sentido distintos: o denotativo, que é o sentido literal da palavra, expressão ou enunciado, e o conotativo, que é o sentido figurado da palavra, expressão ou enunciado. Vejamos mais detalhadamente cada um deles: DENOTAÇÃO Quando a linguagem está no sentido denotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu sentido literal, ou seja, o sentido que carrega o significado básico das palavras, expressões e enunciados de uma língua. Em outras palavras, o sentido denotativo é o sentido real, dicionarizado das palavras. De maneira geral, o sentido denotativo é utilizado na produção de textos que tenham função referencial, cujo objetivo é transmitir informações, argumentar, orientar a respeito de diversos assuntos, como é o caso da reportagem, editorial, artigo de opinião, resenha, artigo científico, ata, memorando, receita, manual de instrução, bula de remédios, entre outros. Nesses gêneros discursivos textuais, as palavras são utilizadas para fazer referência a conceitos, fatos, ações em seu sentido literal. Exemplos: A professora pediu aos alunos que pegassem o caderno de Geografia. A polícia capturou os três detentos que haviam fugido da penitenciária de Santa Cruz do Céu. O hibisco é uma planta que pode ser utilizada tanto para ornamentação de jardins quanto para a fabricação de chás terapêuticos a partir das suas flores. Amor: forte afeição por outra pessoa, nascida de laços de consanguinidade ou de relações sociais. CONOTAÇÃO Quando a linguagem está no sentido conotativo, significa que ela está sendo utilizada em seu sentido figurado, ou seja, aquele cujas palavras, expressões ou enunciados ganham um novo significado em situações e contextos particulares de uso. O sentido conotativo modifica o sentido denotativo (literal) das= méis ou meles cônsul = cônsules real (moeda antiga) = réis mol = Apesar de os dicionários Aurélio, Houaiss e Michaelis registrarem mols como o plural de mol, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, o documento oficial de nosso idioma, registra móis e moles. Esses são, portanto, os plurais oficiais de mol: móis e moles. B) Terminados em -il: B1) Palavras oxítonas: Troca-se a terminação L por S: o cantil = cantis o canil = canis o barril = barris B2) Palavras paroxítonas ou proparoxítonas: Troca-se a terminação IL por EIS: o fóssil = fósseis Cuidado: o projetil (oxítona) = projetis o projétil (paroxítona) = projéteis o reptil (oxítona) = reptis o réptil (paroxítona) = répteis 04) Substantivos terminados em M: Troca-se o M por NS: item = itens nuvem = nuvens álbum = álbuns 05) Substantivos terminados em N: Soma-se S ou ES: hífen = hifens ou hífenes pólen = polens ou pólenes espécimen = espécimens ou especímenes 06) Substantivos terminados em R ou Z: Acrescenta-se ES: carácter ou caráter = caracteres sênior = seniores júnior = juniores 07) Substantivos terminados em X: Ficam invariáveis. o tórax = os tórax a fênix = as fênix 08) Substantivos terminados em S: A) Palavras monossílabas ou oxítonas: Acrescenta-se ES. ás = ases deus = deuses ananás = ananases B) Palavras paroxítonas ou proparoxítonas: Ficam invariáveis. os lápis. os tênis os atlas http://www.editoradince.com/ 50 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Cuidado: Cais é invariável. 09) Substantivos só usados no plural: as calças as costas os óculos os parabéns as férias as olheiras as hemorroidas as núpcias as trevas os arredores 10) Substantivos terminados em ZINHO: Ignora-se a terminação -zinho, pluraliza-se o substantivo, ignora-se o s do plural, devolve-se o -zinho ao local original e, finalmente, acrescenta-se o s no final. Por exemplo pãozinho: ignora-se o -zinho: pão; pluraliza-se o substantivo: pães; ignora-se o s: pãe; devolve-se o -zinho: pãezinho; acrescenta-se o s: pãezinhos. mulherzinha ignora-se o -zinha: mulher; pluraliza-se o substantivo: mulheres; ignora-se o s: mulhere; devolve-se o -zinha: mulherezinha; acrescenta-se o s: mulherezinhas. alemãozinho ignora-se o -zinho: alemão; pluraliza-se o substantivo: alemães; ignora-se o s: alemãe; evolve-se o -zinho: alemãezinho; acrescenta-se o s: alemãezinhos. barzinho ignora-se o -zinho: bar; pluraliza-se o substantivo: bares; ignora-se o s: bare; devolve-se o -zinho: barezinho; acrescenta-se o s: barezinhos. 11) Substantivos terminados em INHO, sem Z: Acrescenta-se S. lapisinho = lapisinhos patinho = patinhos chinesinho = chinesinhos 12) Plural com deslocamento da sílaba tônica: carácter = caracteres espécimen = especímenes júnior = juniores sênior = seniores Plural do substantivos compostos Para se pluralizar um substantivo composto, os elementos que o formam devem ser analisados individualmente. Por exemplo: couve-flor: é composto por dois substantivos pluralizáveis, portanto seu plural será couves-flores; beija-flor: é composto por um verbo, invariável quanto à pluralização, e um substantivo pluralizável, portanto seu plural será beija-flores. Estudemos, então, os elementos que formam um substantivo composto e sua respectiva pluralização. 01) Substantivo / Adjetivo / Numeral: São elementos pluralizáveis, portanto, quando formarem um substantivo composto, normalmente irão para o plural. aluno-mestre = alunos-mestres erva-doce = ervas-doces alto-relevo = altos-relevos gentil-homem = gentis-homens segunda-feira = segundas-feiras cachorro-quente = cachorros-quentes 02) Pronome: Alguns pronomes admitem plural; outros, não. Por exemplo, os pronomes possessivos são pluralizáveis (meu - meus; nosso - nossos), mas os pronomes indefinidos, não (ninguém, tudo). Na formação de um substantivo composto o mesmo ocorre. padre-nosso = padres-nossos Zé-ninguém = Zés-ninguém 03) Verbo / Advérbio / Interjeição: São elementos invariáveis, em relação à pluralização, portanto, quando formarem um substantivo composto, ficarão invariáveis. pica-pau = pica-paus beija-flor = beija-flores alto-falante = alto-falantes abaixo-assinado = abaixo-assinados salve-rainha = salve-rainhas ave-maria = ave-marias Os substantivos compostos iniciados pelo verbo parar perderam o acento em virtude da Reforma Ortográfica: para-brisa, para-raios, para-choque, para- lama. O substantivo composto paraquedas e seus derivados (paraquedista e paraquedismo) perderam também o hífen. Casos especiais 01) Substantivo + Substantivo: Como vimos anteriormente, ambos irão para o plural, porém, quando o último elemento indicar tipo ou finalidade do primeiro, somente este irá para o plural. banana-maçã = bananas-maçã navio-escola = navios-escola salário-desemprego = salários-desemprego Cuidado: laranjas-baianas e salários- mínimos, pois é a soma de substantivo com adjetivo. 02) Três ou mais palavras: A) Se o segundo elemento for uma preposição, só o primeiro irá para o plural. pé de moleque = pés de moleque pimenta-do-reino = pimentas-do-reino mula sem cabeça = mulas sem cabeça Observe que pé de moleque e mula sem cabeça perderam o hífen em virtude da Reforma. Os substantivos compostos cujos elementos são ligados por uma preposição ou por uma conjunção não mais têm hífen, a não ser que se forme palavra denominadora de espécie botânica ou zoológica, como pimenta-do-reino, cana-de- açúcar, copo-de-leite... CUIDADO: Se o primeiro elemento for invariável, o substantivo todo ficará invariável. Por ex. os fora da lei, os fora de série. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 51 www.editoradince.com B) Se o segundo elemento não for uma preposição, só o último irá para o plural. bem-te-vi = bem-te-vis bem-me-quer = bem-me-queres 03) Verbo + Verbo: A) Se os verbos forem iguais, alguns gramáticos admitem ambos no plural, outros, somente o último. corre-corre = corres-corres ou corre-corres. pisca-pisca = piscas-piscas ou pisca-piscas lambe-lambe = lambes-lambes ou lambe-lambes B) Se os verbos possuírem significação oposta, ficam invariáveis. o leva e traz = os leva e traz o ganha-perde = os ganha-perde 04) Palavras Repetidas ou Onomatopeia: Quando o substantivo for formado por palavras repetidas, com ou sem alternância vocálica ou consonantal, ou quando formar uma onomatopeia, somente o último irá para o plural. tico-tico = tico-ticos blá-blá-blá = blá-blá-blás zum-zum = zum-zuns tique-taque = tique-taques lero-lero = lero-leros pingue-pongue = pingue-pongues 05) Substantivo composto iniciado por Guarda: A) Formando uma pessoa: Ambos irão para o plural. guarda-urbano = guardas-urbanos guarda-noturno = guardas-noturnos guarda-florestal = guardas-florestais guarda-mirim = guardas-mirins B) Formando um objeto: Somente o último irá para o plural. guarda-chuva = guarda-chuvas guarda-roupa = guarda-roupas guarda-sol = guarda-sóis C) Sendo o segundo elemento invariável ou já surgindo no plural: Ficam invariáveis. O mesmo acontece com os substantivos iniciados por porta. o guarda-costas = os guarda-costas o guarda-volumes = os guarda-volumes o porta-joias = os porta-joias o porta-malas = os porta-malas Substantivos que admitem mais de um plural fruta-pão = frutas-pães, fruta-pães, frutas-pão, guarda-marinha = guardas-marinhas, guarda- marinhas padre-nosso = padres-nossos, padre-nossos terra-nova = terras-novas, terra-novas salvo-conduto = salvos-condutos,salvo- condutos xeque-mate = xeques-mates, xeque-mates. chá-mate = chás-mates, chás-mate SUBSTANTIVOS TERMINADOS EM DITONGO Troféu — Troféus Chapéu — Chapéus Degrau — Degraus OBSERVAÇÃO: Cais e cós são substantivos invariáveis. EXERCÍCIOS 1. Assinale a alternativa cuja flexão de número dos substantivos se faz como a de CAIXEIRO–VIAJANTE. A) Terça-feira; caça-níquel. B) Alto-relevo; obra-prima. C) Lança-perfume; puro-sangue. D) Navio-tanque; pombo-correio. E) Guarda-noturno; guarda-roupa. 2. Assinale a alternativa em que o diminutivo traduz ideia de afetividade. A) Você é um professorzinho muito afobado. B) O tropeiro cavalgava encostadinho ao barranco. C) Não sei, paizinho, quando irei encontrá-lo na cidade. D) Os caixeiros marcavam suas andanças nas folhinhas. E) A profissão de tropeiro foi desaparecendo devagarinho. 3. Assinale a alternativa em que o termo grifado tem valor de substantivo. A) A gente lavava os vidros vazios. B) Com os tropeiros aconteceu o mesmo. C) Toda vocação nasce de um grande amor. D) Os boticários tiveram o destino igualmente triste. E) Foram-se também as esperanças daquele passado. 4. Assinale a alternativa em que o termo grifado pertence à mesma classe da palavra destacada, na passagem: Levasse adiante a boa nova. A) Sorriu abertamente. B) Ninguém se impacientou. C) O coração coletivo seguia mais leve. D) O tempo trabalhou sobre os rostos jovens. E) O cronista louvava o amor daqueles dois. 5. Assinale a alternativa em que todas as palavras formam o plural do mesmo modo que a palavra sublinhada em “a redução no consumo de combustíveis fósseis” . A) Funil – ágil. B) Civil – ardil. C) Barril – fácil. D) Fuzil – volátil. E) Míssil – estéril. 6. Sobre a palavra destacada da frase O egoísta é um indivíduo fracote, é correto afirmar: A) tem sufixo de grau com valor de afetividade. B) está flexionada no grau superlativo de inferioridade. C) apresenta sufixo –te com o mesmo valor do de filhote. D) é formada por sufixo derivacional que indica tamanho. E) possui sufixo diminutivo que expressa desconsideração. Gabarito 1. B 2. C 3. B 4. C 5. E 6. E ADJETIVO Adjetivo é a palavra que modifica o substantivo, indicando características de defeito, qualidade, estado, etc. Ex.: Comida gostosa. Menino bonito. Gosto ruim. http://www.editoradince.com/ 52 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Formação do adjetivo O adjetivo pode ser: Simples - possui apenas um radical, um só elemento: azul, surdo, Composto – possui mais de um radical, mais de um elemento: azul-escuro, surdo-mudo. Primitivo – é aquele que não deriva de outra palavra; servindo de base para a formação de outras palavras: triste, bom, pobre. Derivado – é aquele que deriva de outras palavras, geralmente de substantivos e de verbos: tristonho, bondoso, pobretão. Flexão do adjetivo O adjetivo varia em gênero, número e grau. 1) Gênero do adjetivo Uniformes: apresenta uma só forma para os dois gêneros, masculino e feminino. Ex.: Menino feliz – menina feliz Ex.: Empregado competente – empregada competente Biformes: são aqueles que apresentam uma forma para o masculino e outra para o feminino. Ex.: O atleta brasileiro – a atleta brasileira. Ex.: O menino lindo – a menina linda. 2) Número do adjetivo O adjetivo simples faz o plural seguindo a mesma regra do substantivo: Rapaz feliz – rapazes felizes Roupa branca – roupas brancas No plural dos adjetivos compostos acrescenta-se o s apenas no último elemento: Ex.: Lente côncavo-convexa – lentes côncavo-convexa Ex.: Camisa amarelo-clara — Camisas amarelo-claras PARTICULARIDADES Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste ficam invariáveis: Ex.: Carro azul-marinho – carros azul-marinho Ex.: Vestido azul-celeste – vestidos azul-celeste » O adjetivo composto surdo-mudo flexiona os dois elementos: Ex.: Rapaz surdo-mudo – rapazes surdos- mudos » Nos adjetivos referentes a cores, o adjetivo composto fica invariável quando o segundo elemento for um substantivo: Ex.: Saia verde-oliva – saias verde-oliva Ex.: Sofá marrom-café – sofás marrom-café 3) Grau do adjetivo O adjetivo possui dois graus: comparativo e superlativo: Grau comparativo: transmite a ideia de igualdade, superioridade ou inferioridade de um ser em relação a outro. Igualdade – tão + adjetivo + quanto (como): Ex.: Ela é tão alegre quanto (ou como) ele. Ex.: Lídia é tão bonita quanto Raquel. Superioridade – mais + adjetivo + que (do que): Ex.: Ele é mais alegre que (ou do que) ela. Ex.: Lídia é mais bonita que Raquel. Inferioridade – menos + adjetivo + que (do que): Ex.: Ele é menos alegre que (ou do que) ela. Ex.: Lídia é menos bonita que Raquel. PARTICULARIDADES » O grau comparativo de superioridade dos adjetivos grande, bom, pequeno, mau usam-se as formas sintéticas maior, melhor, menor e pior. » Quando comparamos duas qualidades do mesmo ser, usa-se a forma analítica: Ex.: A casa é mais grande do que confortável. Ex.: Grau superlativo: o grau superlativo pode ser: Relativo – quando se faz sobressair, com vantagem desvantagem, a qualidade de um ser em relação a outros (a um conjunto de seres). Pode ser de superioridade ou de inferioridade: Ex.: Mateus é o mais inteligente da turma. (superioridade) Ex.: Mateus é o menos inteligente da turma. (inferioridade) Absoluto – quando a qualidade de um ser é intensificada sem a relação com outros seres. Pode ser analítico ou sintético: Analítico: quando o adjetivo é modificado pelo advérbio muito, extremamente, etc. Paula é extremamente bela. Sintético: quando se acrescenta o sufixo –íssimo, - imo ou -rimo ao radical do adjetivo: Ex.: Conversa agradabilíssima. Alguns superlativos absolutos sintéticos: Ágil – agilíssimo, agílimo Agudo – acutíssimo Cruel – crudelíssimo, cruelíssimo Dócil – docílimo, docilíssimo Feio – feiíssimo Feliz – felicíssimo Fiel – fidelíssimo São – saníssimo Útil – utilíssimo Voraz – voracíssimo Locução adjetiva Em Gramática , chamamos de locução à reunião de duas ou mais palavras com o valor de uma só. Locução adjetiva é, portanto, a união de duas ou mais palavras que equivalem a um adjetivo. Elas são usualmente formadas por: » uma preposição e um substantivo » uma preposição e um advérbio Ex.: Dente de cão = dente canino Ex.: Conselho de mãe = conselho materno http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 53 www.editoradince.com Ex.: Pneus de trás = pneus traseiros Ex.: Ataque de frente = ataque frontal Adjetivos pátrios O adjetivo pátrio é aquele que se refere a países, estados, cidades, etc. A maioria desses adjetivos forma- se pelo acréscimo de um sufixo ao substantivo que os origina. Os principais sufixos formadores de adjetivos pátrios são: aco, -ano, -ão, -eiro, -ês, -ense, -eu, -ino, -ita. Acre – acreano Amapá – amapaense Espírito Santo – espírito-santense ou capixaba Mato Grosso – mato-grossense Pará – paraense Adjetivos pátrios compostos: Na formação de adjetivos pátrios compostos, o primeiro elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. Observe alguns exemplos: África = afro- / Cultura afro-americana Alemanha = germano- ou teuto- / Competições teuto- inglesas América = américo- / Companhia américo-africana Ásia = ásio- / Encontros ásio-europeus Áustria = austro- / Peças austro-búlgaras Bélgica = belgo- / Acampamentos belgo-franceses Brasil = brasilo, brasílico - / Comissões brasilo- argentinas. China = sino, chino- / Acordos sino-japoneses Espanha = hispano- / Mercado hispano-português Europa = euro- / Negociações euro-americanas França = franco- ou galo- / Reuniões franco- italianas Grécia = greco-/ Filmes greco-romanos Índia = indo- / Guerras indo-paquistanesas Inglaterra = anglo- / Letras anglo-portuguesas Itália = ítalo- / Sociedade ítalo-portuguesa Japão = nipo- / Associações nipo-brasileiras Portugal = luso- / Acordos luso-brasileiros COMPLEMENTO Gênero e Número: O adjetivo concorda com o substantivo a que se refere em gênero e número (masculino e feminino; singular e plural). Caso o adjetivo seja representado por um substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo, ela manterá sua forma primitiva e passará a ser denominado de substantivo adjetivado. Por exemplo, a palavra cinza é originalmente um substantivo, porém, se estiver qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então invariável. Camisas cinza, ternos cinza. Ex.: Carros amarelos e motos vinho. Ex.: Telhados marrons e paredes musgo. Ex.: Espetáculos gigantescos e comícios monstro. Superlativos absolutos sintéticos eruditos Alguns adjetivos no grau superlativo absoluto sintético apresentam a primitiva forma latina, daí serem chamados de eruditos. Por exemplo, o adjetivo magro possui dois superlativos absolutos sintéticos: o normal, magríssimo, e o erudito, macérrimo. Formação do Superlativo Absoluto Sintético a) Regra Geral: acrescenta-se o sufixo íssimo. Ex.: Final, finalíssimo; normal, normalíssimo b) Regras especiais: adjetivos terminados em: b1. vogal: corta-se a vogal e acrescenta-se íssimo; Ex.: contente, contentíssimo; estranho, estranhíssimo b2. vel: troca-se essa terminação por bilíssimo; Ex.: notável, notabilíssimo; agradável, agradabilíssimo b3. z: troca-se essa terminação por císsimo; Ex.: audaz, audacíssimo; veloz, velocíssimo b4. m: troca-se esta terminação por níssimo. Ex.: bom, boníssimo; comum, comuníssimo ATENÇÃO!!!!! Jovem, Juveníssimo b5. ário (a), ério(a), ório (a): corta-se a vogal o(a) e acrescenta-se íssimo. Ex.: libertário, libertariíssimo; sério, seriíssimo: Eis uma pequena lista de superlativos absolutos sintéticos: benéfico = beneficentíssimo bom = boníssimo ou ótimo célebre = celebérrimo comum = comuníssimo cruel = crudelíssimo difícil = dificílimo doce = dulcíssimo fácil = facílimo fiel = fidelíssimo frágil = fragílimo frio = friíssimo ou frigidíssimo humilde = humílimo jovem = juveníssimo livre = libérrimo magnífico = magnificentíssimo magro = macérrimo ou magríssimo manso = mansuetíssimo mau = péssimo nobre = nobilíssimo pequeno = mínimo pobre = paupérrimo ou pobríssimo preguiçoso = pigérrimo próspero = prospérrimo sábio = sapientíssimo agrado = sacratíssimo Superlativo relativo: - de superioridade = Enaltece a qualidade do substantivo como "o mais" dentre todos os outros. Ex. Carla é a mais inteligente. - de inferioridade = Enaltece a qualidade do substantivo como "o menos" dentre todos os outros. Ex. Carla é a menos inteligente. http://www.editoradince.com/ 54 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com EXERCÍCIOS 01. Ache a frase que apresenta superlativo absoluto analítico: a) Estas peças são antiquíssimas. b) O aço é mais resistente que o ferro. c) As mães são excessivamente cautelosas. d) Pedro é o mais baixo de todos. e) Esta fruta é a melhor. 02. Que construção não é aceita na norma culta? a) Este automóvel é mais moderno que aquele. b) A Lua é mais pequena que a Terra. c) Este chocolate é mais ruim que o outro. d) Publicaram uma obra mais perfeita que a anterior. e) Seu irmão já está mais grande que você. 03. Marque a alternativa em que o adjetivo está flexionado corretamente: a) Comprei uns ternos verde-mar, azul-claros. b) As árvores têm folhas verdes-escuras. c) Ela tem cabelos afros-oxigenados. d) Comprei duas cabeleiras afras-oxigenadas. e) Vendi dois tapetes com estampas azuis-piscinas. 04 – Assinale a alternativa cujas palavras substituem corretamente as locuções grifadas em "As águas do rio eram um verdadeiro espetáculo de dança". a) fluviais – coreográfico b) pluviais – flamejante c) fluviais – magistral d) pluviais – dançante 05. Assinale a alternativa em que a expressão destacada classifica-se como locução adjetiva. a) Ao invadir o local, os terroristas manifestavam fúria de cão. b) De repente, aquele artista recuperou-se da doença. c) Os estudantes chegaram atrasados à escola de propósito. d) Aquela religiosa acompanhou a procissão a pé. 06. Assinale a alternativa em que o adjetivo está no grau superlativo absoluto sintético. a) O atleta ficou felicíssimo com sua medalha. b) O amor é o mais precioso dos bens da vida. c) É melhor aquecer-se em frente à lareira do que expor- se ao frio da rua. d) O filme era menos importante do que o livro. 07. Analise as frases abaixo quanto ao grau dos adjetivos destacados. I - "Um dos caboclos, o mais forte, teve uma ideia." (Dinah S. Queirós) II - "Aquele dia foi belíssimo, pra ficar na memória por muito tempo..." III - "Pessoas muito ocupadas quase não percebem a vida passar." IV - "Ele se sentia livre que nem um passarinho." Pode-se afirmar que a) o grau do adjetivo destacado na frase I é comparativo de superioridade. b) "belíssimo", na frase II, é superlativo absoluto analítico. c) o grau do adjetivo destacado na frase III é superlativo absoluto analítico, assim como o adjetivo da frase II. d) na frase IV tem-se o comparativo de igualdade expresso no nível coloquial. 08. Assinale a alternativa em que todas as expressões sublinhadas têm valor de adjetivo. A) Era digital trouxe inovações e facilidades que superaram o que previa a ficção. B) Deixemos de lado atividades que envolvem diversas funções do cérebro. C) Hoje, úteis ou não, as informações é que nos assediam. D) Responda qual era a manchete do jornal de ontem. 09- O adjetivo é suficiente para definir o gênero do substantivo em: a) antevisão difícil b) forma livre c) gente grave d) puro romance e) romance usual GABARITO 01. C 02. E 03. A 04. A 05.A 06. A 07. D 08. D 09. D QUESTÕES COMENTADAS TEXTO O matemático americano Salman Khan, ou Sal, tornou-se o mais bem-sucedido professor de todos os tempos sem nenhuma base teórica na área da pedagogia nem trânsito no mundo dos especialistas em educação. ADJETIVO: GRAU 01) No trecho “... o mais bem-sucedido professor de todos os tempos...” é possível reconhecer o emprego adequado do: a) comparativo analítico b) superlativo de totalidade c) superlativo absoluto sintético d) comparativo de superioridade e) superlativo relativo de superioridade COMENTÁRIO 01) No trecho “... o mais bem-sucedido professor de todos os tempos...” é possível reconhecer o emprego adequado do: a) comparativo analítico b) superlativo de totalidade c) superlativo absoluto sintético d) comparativo de superioridade e) superlativo relativo de superioridade GRAU DO ADJETIVO O adjetivo apresenta flexão de grau em três níveis: NORMAL COMPARATIVO SUPERLATIVO. Grau normal: o adjetivo está na sua forma comum de uso: Ex.: Rafael é elegante. Grau comparativo: admite três posições: http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 55 www.editoradince.com Igualdade TÃO ADJETIVO QUANTO Ex.: Rafael é tão elegante quanto João. Inferioridade MENOS ADJETIVO (DO) QUE Ex.: Rafael é menos elegante (do)* que Paulo. *O uso da preposição é facultativo Superioridade MAIS ADJETIVO (DO) QUE Ex.: Rafael é mais elegante (do) que Paulo. Grau superlativo: admite duas posições: Superlativo relativo, com dois modos: ┌ARTIGO DEFINIDO SuperioridadeO/A MAIS ADJETIVO Ex.: Raí foi o conviva mais elegante da festa. Inferioridade O/A MENOS ADJETIVO Ex.: Raí é o conviva menos elegante da festa. Superlativo absoluto, com dois modos: Analítico: usa-se um advérbio para modificar o adjetivo. Ex.: Rafael é muito elegante. ┌íssimo/érrimo Sintético: usa-se um sufixo para modificar o adjetivo Ex.: Rafael é elegantÍSSIMO CONCEITOS Grau superlativo: Usamos o grau superlativo para elevar ao máximo uma qualidade, o que pode ser feito de duas maneiras: o superlativo relativo e o absoluto. Superlativo relativo: Trata-se de elevar a qualidade de um ser comparando-o com outro ser, podendo ocorrer superioridade ou inferioridade: Ex.: Esta árvore é a mais alta de todas. (superioridade) Ex.: Paulo é o atleta menos ágil do time. (inferioridade) Superlativo absoluto: assume duas formas: absoluto sintético e absoluto analítico. O absoluto sintético divide-se em regular e irregular. Absoluto sintético regular - sufixo -íssimo logo depois da palavra: Ex.: limpo - limpíssimo Absoluto sintético irregular - sufixo -rimo ou -íssimo após a forma erudita da palavra, ou seja, a sua forma latina ou até mesmo uma forma especial: Ex.: áspero - aspérrimo O absoluto analítico é formado com auxílio de uma palavra intensiva, seja adjetivo ou advérbio: Ex.: Ela é muito alta. Ex.: Ela é muitíssimo inteligente. Ex.: Paulo é extraordinariamente atencioso. Os adjetivos bom, mau, grande, pequeno, possuem formas diferentes para o comparativo de superioridade. Veja: Adjetivo Comparativo de Superioridade Exemplos Bom Melhor Ela é melhor que ele. Mau Pior Ele é pior que você. Grande Maior Carlos é maior que João. Pequeno * Menor Caio é menor que Ana. *A forma mais pequeno é considerada correta. Ex.: Caio é mais pequeno que Ana. RESPOSTA ITEM E O PRONOME CONCEITO: Pronome é a palavra que substitui o substantivo ou acompanha o substantivo, definindo-lhe os limites de significação. Ex: Meu irmão comprou um livro, mas não o leu. Meu pronome que acompanha o subst. irmão. O pronome que substitui o substantivo livro. CLASSIFICAÇÃO: a) Pronomes pessoais: representam as três pessoas gramaticais. Pessoa Gramatical Reto Oblíquo Átono Tônico 1ª do singular eu me mim, comigo 2ª do singular tu te ti, contigo 3ª do singular ele/ ela se, o, a, lhe si, consigo, ele, ela 1ª do plural nós nos nós, conosco 2º do plural vós vos vós, convosco 3º do plural eles/elas se, os, as, lhes si, consigo, eles, elas. As formas alomórficas de O, A, OS, AS Transformam-se em LO, LA, LOS, LAS: após formas verbais terminadas em R, S, Z. — Você fez o exercício? — Sim, fi-lo. — Você fez a questão? — Sim, fi-la. — Pedro quis a refeição? — Sim, qui-la. — É preciso enfeitar as mesas. — Sim, é preciso enfeitá-las Transformam-se em NO, NA, NOS, NAS: após formas verbais terminadas em fonemas nasais (m, õe, õem) — Encontraram a garota? — Sim, encontraram-na. — Os garotos fizeram as bandeiras? — Sim, fizeram-nas. Põe o lixo ali. Põe-no ali. ENTRE EU E TU ou ENTRE MIM E TI? Após a preposição ENTRE não se usa o pronome EU nem o pronome TU, pois após preposição o pronome pessoal a ser usado é o oblíquo tônico; logo a forma correta é ENTRE MIM E TI. ISSO É PARA EU ou ISSO É PARA MIM? ISSO É PARA EU FAZER ou ISSO É PARA MIM FAZER? ISSO É PARA TU ou ISSO É PARA TI? http://www.editoradince.com/ 56 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com ISSO É PARA TU FAZERES ou ISSO É PARA TI FAZERES? Devo dizer: Isso é para mim. Mas, se a frase continuar, aí devo usar EU: Isso é para eu preencher. Observe que o mim não faz nada, quem faz é o eu. Da mesma acontece com o pronome TU/TI: Isso é para ti/ Isso é para tu fazeres. CUIDADO! Às vezes a frase está invertida para enganar o candidato: Para mim aprender Matemática é difícil. Na verdade, na ordem direta fica: Aprender Matemática é difícil para mim. Sujeito Predicativo Sujeito┘ Complemento Nominal Observe que para mim complementa o adjetivo difícil. E não seria assim? Para mim, aprender matemática é difícil. Poderia ser assim. Afinal a inversão de uma função sintática (complemento nominal) não exige vírgula obrigatória. QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) Assinale a alternativa em que o pronome pessoal está empregado corretamente: a) Este é um problema para mim resolver. b) Para mim, viajar de avião é um suplício. c) Entre eu e tu não há mais nada. d) A questão deve ser resolvida por eu e você. e) Quando voltei a si, não sabia onde estava. Gabarito B b) Pronomes possessivos: referem-se às três pessoas gramaticais, indicando que elas possuem alguma coisa. Os pronomes possessivos relacionam- se diretamente aos pronomes pessoais: Pronome Pessoal Pronome Possessivos Pronome Pessoal Pronome Possessivo eu meu(s),minha(s) nós nosso(s), nossa(s) tu teu(s), tua(s) vós vosso(s), vossa(s) ele seu(s), sua(s) eles seu(s), sua(s) c) Pronomes demonstrativos: indicam o lugar ocupado por um determinado ser, em relação a uma das pessoas gramaticais. Emprego básico: As formas de primeira pessoa indicam proximidade de quem fala ou escreve: Ex.: Este senhor ao meu lado é o meu avô. Os demonstrativos de primeira pessoa podem indicar também o tempo presente em relação a quem fala ou escreve. Ex.: Nestas últimas horas tenho me sentido mais cansado que nunca. as formas de segunda pessoa indicam proximidade da pessoa a quem se fala ou escreve: Ex.: Essa foto que tens na mão é antiga? os pronomes de terceira pessoa marcam posição próxima da pessoa de quem se fala ou posição distante dos dois interlocutores. Ex.: Aquela foto que ele tem na mão é antiga. Os pronomes demonstrativos, além de marcar posição no espaço, marcam posição no tempo. Este (e flexões) marca um tempo atual ao ato da fala. Ex.: Neste instante minha irmã está trabalhando. Esse (e flexões) marca um tempo anterior relativamente próximo ao ato da fala. Ex.: No mês passado fui promovida no trabalho. Nesse mesmo mês comprei meu apartamento. Aquele (e flexões) marca um tempo remotamente anterior ao ato da fala. Ex.: Meu avô nasceu na década de 1930. Naquela época podia-se caminhar à noite em segurança. Os pronomes demonstrativos servem para fazer referência ao que já foi dito e ao que se vai dizer, no interior do discurso. Este (e flexões) faz referência àquilo que vai ser dito posteriormente. Ex.: Espero sinceramente isto: que seja muito feliz. Esse (e flexões) faz referência àquilo que já fio dito no discurso. Ex.: Que seja muito feliz: é isso que espero. Este em oposição a aquele quando se quer fazer referência a elementos já mencionados, este se refere ao mais próximo, aquele, ao mais distante. Ex.: Romance e Suspense são gêneros que me agradam, este me deixa ansioso, aquele, sensível. d) Pronomes indefinidos: referem-se, de modo indeterminado, à 3ª pessoa gramatical. Indefinidos mais usados: algum, nenhum, todo, outro, muito, pouco, certo, qualquer, alguém, ninguém, algo. Ex: alguns investidores perderam muito dinheiro. “O senhor admite ter desempenhado um papel fundamental na organização dos ataques do PCC? Não se pode dispensar todo o barril por causa de algumas maçãs podres. Eu ajudo mais de 90 milhões de brasileiros a se comunicarem diariamente. Sou um aparelho democrático.” e) Pronome Relativo é uma classe de pronomes que substituem um termo da oração anterior e estabelece relação entre duas orações. nome repetidoNão conhecemos o aluno. O aluno saiu. Reunindo os dois períodos num único teremos: Não conhecemos o aluno / que saiu. Oração Principal Or. Sub. Adjetiva Restritiva Ou seja, período composto por subordinação. Como se pode perceber, o que, nessa frase está substituindo o termo aluno e está relacionando a segunda oração com a primeira. Os pronomes relativos classificam-se em: Variáveis http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 57 www.editoradince.com O qual, a qual Os quais, as quais Cujo, cuja Cujos, cujas Quanto, quanta Quantos, quantas Invariáveis Que (quando equivale a o qual e flexões) Quem (quando equivale a o qual e flexões) Onde (quando equivale a no qual e flexões) Emprego dos pronomes relativos 1. Os pronomes relativos virão precedidos de preposição se a regência assim determinar. Prepos. exigida p/ verbo↓ Pronome Relativo Termo regente Havia condições a que nos opúnhamos. (opor-se a) Havia condições com que não concordávamos. (concordar com) Havia condições de que desconfiávamos. (desconfiar de) Havia condições - que nos prejudicavam. (= sujeito) Havia condições em que insistíamos. (insistir em) 2. O pronome relativo quem se refere a uma pessoa ou a uma coisa personificada. Não conheço a médica de quem você falou. Esse é o livro a quem prezo como companheiro. 3. Quando o relativo quem aparecer sem antecedente claro é classificado como pronome relativo indefinido. Quem atravessou, foi multado. 4. Quando possuir antecedente, o pronome relativo quem virá precedido de preposição. João era o filho a quem ele amava. 5. O pronome relativo que é o de mais largo emprego, chamado de relativo universal, pode ser empregado com referência a pessoas ou coisas, no singular ou no plural. Conheço bem a moça que saiu. Não gostei do vestido que comprei. Eis os instrumentos de que necessitamos. 6. O pronome relativo que pode ter por antecedente o demonstrativo o (a, os, as). Ex1: Sei o que digo. (Sei AQUILO que digo.) Ex2: Comprei uma casa igual A1 + A2 que você comprou. (Comprei uma casa igual à / que você comprou) (Comprei uma casa igual a + aquela que você comprou) A1 → Preposição exigida pelo adjetivo igual. A2 → Pronome Demonstrativo aquela. Ex3: Dentre as pessoas escolhi as que mais interessavam à escola. As – pronome demonstrativo (as = aquelas) Que – pronome relativo 7. Quando precedido de preposição monossilábica, emprega-se o pronome relativo que. Com preposições de mais de uma sílaba, usa-se o relativo o qual (e flexões). Ou seja, se a preposição tiver mais de uma sílaba (perante, sobre, etc.), o relativo que deve ser substituído por o/a qual, os/as quais. Compare: Ex.: A notícia segundo que ele havia viajado é falsa (forma inadequada) Ex.: A notícia segundo a qual ele havia viajado é falsa (forma adequada) Outros exemplos Aquele é o machado com que trabalho. Aquele é o empresário para o qual trabalho. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas dúvidas? (Não se poderia usar que depois de sobre.) 8. O pronome relativo cujo (e flexões) é relativo possessivo equivale a do qual, de que, de quem. Deve concordar com a coisa possuída. Cortaram as árvores cujos troncos estavam podres. 9. O pronome relativo quanto, quantos e quantas são pronomes relativos quando seguem os pronomes indefinidos tudo, todos ou todas. Recolheu tudo quanto viu. 10. O relativo onde deve ser usado para indicar lugar e tem sentido aproximado de em que, no qual. Esta é a terra onde habito. a) onde é empregado com verbos que não dão ideia de movimento. Pode ser usado sem antecedente. Nunca mais morei na cidade onde nasci. b) aonde é empregado com verbos que dão ideia de movimento e equivale a para onde, sendo resultado da combinação da preposição a + onde. As crianças estavam perdidas, sem saber aonde ir. Por Marina Cabral Especialista em Língua Portuguesa e Literatura Equipe Brasil Escola. f) Pronomes interrogativos: usados em frases interrogativas. São interrogativos: que, quem, qual, quanto. Ex.: Quanto tempo você viveu lá? QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Jucás - Almoxarife – 2014 – Fundamental – NEO EXITUS) Marque a opção CORRETA que apresenta um pronome demonstrativo. a) Maria é minha tia. b) Eu e você estamos felizes. c) Vossa excelência está com a razão. d) Quando lhe encontrar, ficarei feliz. e) Esse livro foi o mais vendido. Leia o texto 2 e responda às questões. http://www.editoradince.com/ 58 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com TEXTO 2 “Tudo que é seu, meu bem, também pertence a mim. Vou dizer agora tudo do princípio ao fim. Da sua cabeça até a ponta do dedão do pé tudo que é seu meu bem é meu, é meu, é meu...”. 2. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) O texto é fragmento de uma música de Roberto Carlos e aborda alguns pronomes possessivos. Analise as opções e marque aquela em que o pronome possessivo não dá ideia de posse: a) Ela trouxe sua contribuição, como prometera. b) Os pais defenderam seu filho. c) Minha esperança é que a situação melhore. d) Minha senhora, muito obrigado. e) Cumprimos com nossos compromissos. 3. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) No verso “também pertence a mim” o uso do pronome mim está de acordo com a norma gramatical. Nas opções abaixo, apenas em uma o uso do pronome mim não segue a referida norma, indique-a: a) Não quis vir até mim. b) Sem ti e mim ele não voltaria. c) Revoltou-se contra você e mim. d) Ele não falaria isso para mim. e) Disse para mim analisar com cuidado. 4. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) O termo observá-los equivale a: a) Observar os. b) Observar eles. c) Observar as. d) Observar elas. e) Observar ele. Leia a tirinha a seguir: e responda as questões. 5. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Em relação à tirinha, marque a opção CORRETA. a) Apenas um dos quadrinhos não apresenta pronome possessivo. b) No primeiro quadrinho há a presença de adjetivo. c) No terceiro quadrinho há uma classe de palavra subtendida. d) Os verbos de todos os quadrinhos estão no presente. e) Em dois dos quadrinhos há pronome pessoal. Neologismo Beijo pouco, falo menos ainda. Mas invento palavras Que traduzem a ternura mais funda E mais cotidiana. Inventei, por exemplo, o verbo teadorar. Intransitivo: Teadoro, Teodora. 6. (Pref. Capistrano - Assist. Social-2013– I NEO EXITUS) Assinale a opção que analisa CORRETAMENTE a classe gramatical da palavra que, no terceiro verso: a) É uma conjunção integrante. b) É um pronome oblíquo. c) É uma conjunção aditiva. d) É um pronome relativo. e) É um pronome demonstrativo. GABARITO 1 E 2 D 3 E 4 B 5 C 6 D QUESTÕES 1. Na passagem “Os empresários que não se adequarem à lei em noventa dias poderão ser multados em até 3,2 milhões de reais.” , o termo que apresenta a mesma classe gramatical que em (A) “A lei é tão rigorosa que mesmo ambientes com teto alto e sem paredes,”... (B) “ ‘Ficou tão difícil fumar que até decidi parar’,”... (C) “Quem considera a lei exagerada deve saber que São Paulo apenas se alinha a uma tendência mundial.” (D) “Os fumantes americanos têm outro problema com que se preocupar:” (E) “E a maioria não fumante não quer deixar que ela seja reavivada.” 2. A opção em que o termo em negrito não pode ser substituído pelo pronome pessoal oblíquo átono correspondente é (A) rejeitar o bar. (B) andar de skate. (C) comer uma pizza. (D) adotar o vocabulário. (E) importar o indispensável. 3. Assinale a alternativa que completa corretamente, na sequência, as lacunas dapassagem: Professor, passe __________ livro que está aí com você; _________ aqui não serve para _________ estudar. A) aquele / este / mim. B) aquele / esse / eu. C) esse / esse / mim. D) este / este / mim. E) esse / este / eu. 4. Assinale a alternativa em que a frase: “Eu não protejo ele” foi transcrita para o padrão formal da língua. A) Eu não o protejo. B) Eu não protejo-o. C) Eu não lhe protejo. D) Eu não protejo-lhe. E) Eu não protejo a ele. 5. Assinale a alternativa em que o termo sublinhado tem a mesma classificação morfológica que a palavra destacada, na passagem: Ela o desprezava. A) Um refletia sobre o outro. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 59 www.editoradince.com B) O que estava sentado ficou a vê-los. C) Já se disse tudo o que havia de importante. D) Louvava encantado o amor daqueles dois. E) O mito passeava para que todos o vissem. 6. Assinale a alternativa em que o termo destacado tem a mesma classificação morfológica da palavra sublinhada na oração: Esses assuntos são chocantes. A) A fome é um instinto primário. B) Eles vivem com abundância de tais alimentos. C) Após duas guerras, a fome causou milhões de mortes. D) Foi Josué de Castro que denunciou a situação de fome. E) As emissões dos gases provocaram o aquecimento global. Gabarito: 1 D 2 B 3 E 4 A 5 E 6 B PRONOMES DE TRATAMENTO Pronomes de tratamento são axiônimos, ou seja, nomes que constituem formas corteses de tratamento, expressões de reverência, títulos honoríficos, etc. São pronomes como outros quaisquer, inclusive empregados da mesma forma que os pronomes pessoais, porém são utilizados em situações formais específicas antepondo-se a determinadas palavras que designam cargos ou posições sociais de prestígio, como já mencionado acima. A conjugação dos pronomes de tratamento é da 3ª pessoa, mas normalmente se identificam mais com a segunda pessoa, já que se referem à pessoa com quem se fala. Um exemplo disso é o pronome “você” que substitui o pronome “tu” em muitas regiões que tem como língua oficial a língua portuguesa. A substituição já está tão comum que os pronomes “tu” e “vós” estão aos poucos tornando-se arcaicos, já que estão rapidamente perdendo a frequência de seu uso. Alguns gramáticos mais modernos já chegam até a incluir o pronome “você” entre os pronomes pessoais. Quanto ao emprego de iniciais maiúsculas ou minúsculas nos pronomes de tratamento, há ainda um certo impasse, porém alguns gramáticos sugerem que se use letras minúsculas nos pronomes mais usuais ou comuns, tais quais: senhor, senhora, doutor, dona, dom, senhorita, professor, você. Já nos demais pronomes, menos usuais e mais formais, utiliza-se letras maiúsculas, como por exemplo: Vossa Senhoria, Vossa Excelência, Vossa Santidade, etc. Quando se trata das abreviações, no entanto, utiliza-se apenas iniciais maiúsculas, e nunca minúsculas. Vejamos os principais pronomes de tratamento e a ocasião de seu uso: Pronome de Tratamento Abreviatura no Singular Abreviatura no Plural Usos Você V. VV. Usado para um tratamento mais informal. Em algumas regiões é substituído pelo "tu" Senhor, Senhora Sr., Sr.ª Srs., Srª.s Usado quando falamos com pessoas com as quais não temos intimidade Vossa Senhoria V. S.ª V. Sª.s Pouco utilizado atualmente; para quando nos dirigimos à autoridades em geral, como diretores, chefes, vereadores, secretários, etc. Vossa Excelência V. Ex.ª V. Ex.ªs Usado para referenciar autoridades mais altas, como Presidente da República, Ministros de Estado, Senadores, Deputados, etc. Vossa Eminência V. Em.ª V. Em.ªs Usados para falarmos com Cardeais Vossa Alteza V. A. V V. A A. Para nos referirmos a Príncipes e Princesas, Duques Vossa Santidade V.S. - Para o Papa Vossa Reverendíssi ma V. Rev.mª V. Rev.mªs Bispos e Sacerdotes Vossa Paternidade V. P. VV. PP. Superiores de Ordens Religiosas. Vossa Magnificência V. Mag.ª V. Mag.ªs Reitores de Universidades Vossa Majestade V. M. V V. M M. Reis e Rainhas. COLOCAÇÃO PRONOMINAL Em nossa língua, os pronomes pessoais oblíquos átonos ocupam três posições em relação aos verbos. Antes do verbo (próclise ou pronome proclítico) Sempre nos encontramos aqui. Depois do verbo (ênclise ou pronome enclítico) Encontramo-nos sempre aqui. No meio do verbo (mesóclise ou pronome mesoclítico) Encontrar-nos-emos sempre aqui. A gramática apresenta algumas regras quanto à colocação desses pronomes. PRÓCLISE Usa-se a próclise quando, antes do verbo, ocorrer uma palavra dos seguintes grupos: a) palavras ou expressões de sentido negativo: Ninguém me contou isso antes. Em hipótese alguma lhe faria mal. b) advérbios: Ontem o encontrei na praia. http://www.editoradince.com/ 60 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Importante! Se houver vírgula depois do advérbio, ele deixa de atrair o pronome: Antes, via-a sempre. c) pronomes relativos: As pessoas que me convidaram não estavam lá. d) pronomes indefinidos: Alguém lhe fez outra proposta. e) pronomes demonstrativos neutros: Isso te incomoda? f) conjunções subordinativas: Embora o respeite muito, discordo de sua opinião. g) frases exclamativas, optativas e interrogativas diretas: Quanto me foi difícil partir! Quem nos deixou aqui? Deus te ajude, meu amigo. ÊNCLISE Usa-se a ênclise nas seguintes situações: 1. verbo no início da frase: Roubaram-me os documentos também. 2. verbo no imperativo afirmativo: Crianças, lavem-se mais depressa. 3. verbo no gerúndio: Entrou, queixando-se de dores fortes. Importante! Se houver preposição em seguida de gerúndio, usa-se a próclise: Em se tratando de fofocas, estou fora. 4. verbo no infinitivo impessoal: Convém ajudá-lo imediatamente. 5. junto ao infinitivo não-flexionado, precedido da preposição a, em se tratando dos pronomes o, a, os, as: Começou a maltratá-la. Importante! Junto ao infinitivo flexionado, regido de preposição, é de rigor a próclise. Repreendi-os por se queixarem sem razão. 6. Vindo o infinitivo regido da preposição para, quase sempre é indiferente a colocação do pronome oblíquo antes ou depois do verbo, mesmo com a presença do advérbio não: Corri para defendê-lo. Corri para o defender. Calei-me para não contrariá-lo. Calei-me para não o contrariar. MESÓCLISE Ocorrerá a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito, sem que venha precedido por palavra atrativa: Informar-lhe-ei hoje Facilitar-me-iam os pagamentos. Importante! Com palavras atrativas, ocorreria a próclise: De modo algum lhe informarei hoje. Alguns me facilitariam os pagamentos. Veja o seguinte exemplo: A colocação dos pronomes no terceiro quadrinho, se atendesse aos padrões da língua culta, deveria contemplar a mesóclise: “afundar-me-ei..., rebelar-me- ei..., enforcar-me-ei...". Pronomes átonos em locuções verbais Estando o verbo principal no infinitivo ou no gerúndio, coloca-se o pronome oblíquo depois do verbo auxiliar ou depois do verbo principal: Posso-lhe afirmar isso Estou-lhe afirmando isso. Posso lhe afirmar isso Estou lhe afirmando isso. Posso afirmar-lhe isso. Estou afirmando-lhe isso. TENÇÃO Se houver palavra atrativa, o pronome pode ser colocado antes do verbo auxiliar ou depois do verbo principal: Não lhe posso afirmar isso. Não posso afirmar-lhe isso. Pronomes átonos em tempos compostos Nos tempos compostos (ter ou haver + particípio), o pronome se junta ao verbo auxiliar, NUNCA ao particípio: Tinha-lhe falado outras coisas. Ter-lhe-ia falado outras coisas. TENÇÃO Se houver palavra atrativa, o pronome será colocado antes do verbo auxiliar: Ninguém lhe tinha falado outras coisas EXERCÍCIOS Texto Qualquerbarulho que se fizesse, principalmente os mais desagradáveis, ecoava pelo edifício inteiro, verdadeira caixa acústica. Mas nada de alguém assobiando ou cantando uma canção. Um amigo meu casou-se com a http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 61 www.editoradince.com mais bela do bairro porque a conquistou com O Vôo da Abelha, o grande desafio dos assobiadores. Certamente ouvíamos música no edifício, mas emitida por aparelhos de som, alguns muito possantes, não, porém, pela voz natural, direto da garganta, amadora, desafinada, catarrenta e sem acompanhamento de orquestra. A voz do CD não é a voz ao vivo, solta, gratuita, à qual nos referimos. – Não se incomode, dona Mariana – replicou ela. – Acabo de assinar contrato com a Tupi, vou ganhar uma nota preta. 1. Assinale a alternativa em que, mudando-se a colocação pronominal de próclise para ênclise e vice-versa, a frase continua correta. (A) que se fizesse (B) um amigo meu casou-se (C) porque a conquistou (D) à qual nos referimos (E) não se incomode Texto Assim como no progresso alucinante de nossos dias há um negativo inerente, também nas vivências anteriores e superadas havia um positivo injustamente sepultado junto com o negativo que as caracterizou. 2. Como em “que as caracterizou”, a colocação pronominal está correta em A) Entregarei-as na próxima semana. B) Os seres humanos haviam conseguido-as. C) Não se sabe quem as revelou. D) Espero que examinem-se todos os detalhes. Perguntaram-me uma vez se eu saberia calcular o Brasil daqui a vinte e cinco anos. Nem daqui a vinte e cinco minutos, quanto mais vinte e cinco anos. 3. Da mesma maneira que em “Perguntaram-me”, linha 01, a colocação do pronome oblíquo átono está correta em A) Os alunos leram muito, preparando-se para as avaliações. B) Se pudesse, o professor educaria-os. C) Os estudantes haviam preparado-se para as avaliações. D) Os estudantes que indagaram-me são interessados. E, na maioria das vezes, quando se descrevem as características físicas, morais e mentais de um brasileiro, não se nota que na verdade se estão descrevendo os sintomas físicos, morais e mentais da fome. 4. O pronome “se” está posto antes do verbo, por estar atraído por A) outro pronome. B) um advérbio. C) uma conjunção coordenativa. D) uma conjunção subordinativa. 05. Considere os itens seguintes: I. Os agentes penitenciários haviam deslocado-se para o presídio. II. Há menas confusão na rua. III. Cada um dos agentes prestarão juramento. IV. Todos os agentes devem assistir ao hasteamento da bandeira. Marque a alternativa verdadeira. A) Em I, está correta a colocação do pronome oblíquo átono. B) Em II, está correta a concordância nominal. C) Em III, está correta a concordância verbal. D) Em IV, está correta a regência verbal. 06. Do mesmo modo que em “que lhes permita” a colocação do pronome átono está correta em: A) O bombeiro o qual ajudou-me é educado. B) O bombeiro entrou logo em ação, nos revelando eficiência. C) Os bombeiros se tinham preparado para o trabalho. D) Haviam arrastado-se até o prédio os bombeiros. 07. Assinale a alternativa em que a colocação do pronome átono, de acordo com a norma culta, pode ser tanto proclítica quanto enclítica. a) Ninguém dirá a verdade. (lhe) b) Começou a maltratar. (a) c) Chamaria louca, com certeza. (a) d) Corri para ajudar. (o) 08. Da mesma maneira que em “Dois haviam-se prontificado a servir de testemunha” a colocação do pronome oblíquo átono está correta em: A) O sargento nunca se tinha prontificado a servir de testemunha. B) O soldado nunca tinha prontificado-se a servir de testemunha. C) Se havia prontificado a servir de testemunha o sargento. D) O soldado havia prontificado-se a servir de testemunha. Gabarito 01. B 02. C 03. A 04. D 05.D 06. C 07.D 08.A O VERBO FLEXÃO VERBAL: VERBO CONCEITUAÇÃO Verbo é a palavra que, por si só, indica um fato (ação, estado, mudança de estado, fenômeno) e situa-se no tempo. FLEXÕES DO VERBO Número Os verbos apresentam variações de número: está no singular quando se refere a uma só pessoa ou coisa, está no plural quando se refere a mais de uma pessoa ou coisa. - Estudas música há muito tempo? (singular) - Meu irmão e eu estudamos música há três anos. (plural). Pessoa Os verbos possuem três pessoas que correspondem aos pronomes pessoais que lhes servem de sujeito: http://www.editoradince.com/ 62 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Primeira pessoa - aquela que fala - corresponde aos pronomes pessoais eu e nós; Segunda pessoa - aquela com quem se fala - corresponde aos pronomes pessoais tu e vós; Terceira pessoa - aquela de quem se fala - corresponde aos pronomes pessoais ele, ela, eles e elas. CONJUGAÇÕES VERBAIS 1ª conjugação (terminação AR) Ex.: louvAR 2ª conjugação (terminação ER) Ex.: vendER 3ª conjugação (terminação IR) Ex.: partIR ATENÇÃO: O verbo pôr (e seus derivados repor, depor, compor, transpor, etc.) pertence à 2ª conjugação, porque sua origem é essa: ponere › poer › pôr. TEMPO Os tempos verbais indicam o momento em que se dá o fato expresso pelo verbo. Basicamente são três, sendo dois deles subdivididos: Presente - O fato se dá no momento em que se fala: Vou agora à locadora Pretérito - o fato se dá antes do momento em que se fala: Perfeito - indica um fato concluído: Aluguei dois filmes italianos. Imperfeito - toma o fato em curso, no passado: Durante a infância, fazia desenhos incríveis. Mais-que-perfeito - indica um fato ocorrido no passado, mas anterior a outro fato ocorrido: Quando entramos, o filme já começara. Futuro - o fato se dá depois do momento em que se fala: Do presente - exprime um fato futuro ao presente: Cacá Diegues também filmará esse tema. Do pretérito - indica um fato futuro em relação a um fato passado: é um futuro hipotético. Ele falou aos repórteres que faria o filme. Nos modos verbais, os tempos aparecem assim esquematizados: MODO TEMPO Indicativo Presente: Falo Imperfeito: Falava Pretérito Perfeito: Falei Mais-que-perfeito: Falara Do Presente: Falarei Futuro Do Pretérito: Falaria Subjuntivo Presente: Fale Pretérito Imperfeito: Falasse Futuro: Falar Imperativo Afirmativo: Falemos Negativo: Não Falemos IMPORTANTE! Existem outras variações nos tempos verbais para atender à diversidade de situações comunicativas. Além das subdivisões vistas acima, os tempos verbais assumem significações que pouco têm a ver com seus significados originais. Observe algumas dessas variações: 1. Presente do Indicativo a) Faço minhas lições todas as noites. (exprime uma ação habitual) b) Os corpos são constituídos de átomos. (exprime uma verdade científica) c) Eles viajam depois de amanhã. (exprime futuro próximo e certo) 2. Pretérito Perfeito (composto) Ele tem trabalhado muito nos últimos meses. (a forma composta - verbo auxiliar + verbo principal no particípio - indica uma ação passada que se prolonga até o presente) 3. Futuro do Pretérito a) Gostaria de um cafezinho agora? (exprime gentileza) b) Se meu pai permitisse, viajaria com vocês. (exprime futuro atrelado a uma condição) c) Ele falaria tal coisa (exprime incerteza) MODO Os modos dos verbos são três: indicativo, subjuntivo e imperativo. Eles indicam certeza, dúvida, ordem , pedido, desejo, possibilidade, etc. Indicativo: exprime uma atitude de certeza Comprei os ingressos ontem Subjuntivo: exprime uma atitude de dúvida, de possibilidade: Eles querem que você viaje amanhã. Imperativo: indica uma atitude de mando, conselho ou súplica ou ainda convite. Faça exercícios físicos apropriados. Na frase “Filho, faça boa prova!” o modo é SUBJUNTIVO, não IMPERATIVO,pois não está exprimido um pedido , mas um desejo. FORMAS NOMINAIS Os verbos assumem algumas formas que, por exercerem funções não verbais, são chamados nominais: Infinitivo – termina sempre em R e, em função de ter, ou não, sujeito próprio subdivide-se em: Infinitivo impessoal: quando não se refere a nenhuma pessoal gramatical, isso equivale a dizer: quando não tem sujeito. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 63 www.editoradince.com Ex.: Convém ajudar este rapaz. Infinitivo pessoal: quando tem um sujeito específico, determinado. Gerúndio – é caracterizado pela terminação NDO. Ex.: Vivendo sozinho ele era mais feliz. Particípio – apresenta, em geral a terminação ADO (na 1ª conjugação) e IDO (na 2ª e 3ª conjugações). Ex.: Encontrado o garoto, voltamos para casa. Ex.: Vendido o carro, voltamos para casa. COMPOSIÇÃO DO MODOS VERBAIS Os três modos verbais são constituídos pelos tempos verbais que constam do quadro abaixo. Modo Indicativo Presente Eu volto Pretérito imperfeito Eu voltava Pretérito perfeito simples Eu voltei Pretérito perfeito composto Eu tenho voltado Pretérito mais-que- perfeito simples Eu voltara Pretérito-mais-que- perfeito composto Eu tinha (havia) voltado Futuro do presente simples Eu voltarei Futuro do presente composto Eu terei (haverei) voltado Futuro do pretérito simples Eu voltaria Futuro do pretérito composto Eu teria (haveria) voltado Modo Subjuntivo Presente Que eu volte Pretérito imperfeito Se eu voltasse Pretérito perfeito Que eu tenha voltado Pretérito mais-que- perfeito Se eu tivesse voltado Futuro simples Quando eu voltar Futuro composto Quando eu tiver voltado Modo Imperativo Afirmativo Volta (tu); volte (você) Negativo Não voltes (tu); não volte (você) FORMAS RIZOTÔNICAS E ARRIZOTÔNICAS Toda palavra tem uma sílaba mais forte: a sílaba tônica. No caso das formas verbais, essa sílaba tônica pode estar dentro ou fora do radical do verbo. Para se obter o radical deste, basta tomar seu infinitivo e eliminar dele a terminação AR, ER, IR. Ex.: LOUVAR→Radical→LOUV Dependendo de apresentar a vogal da sílaba tônica dentro ou fora do Radical, uma forma verbal classifica-se em: FORMA RIZOTÔNICA: quando a vogal da sílaba tônica está dentro do radical. ⌐VOGAL DA SÍLABA TÔNICA Ex.: Eu LOUV O meu Deus. └ RADICAL FORMA ARRIZOTÔNICA: quando a vogal da sílaba tônica está fora do radical. ⌐VOGAL DA SÍLABA TÔNICA Ex.: Eu LOUV AVA meu Deus. └ RADICAL CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS QUANTOÀ CLASSIFICAÇÃO UM VERBO PODE SER: a) REGULAR é aquele cujo radical não sofre alteração em nenhum tempo, modo, número ou pessoa. Ex.: Cantar — Vender — Partir — Negociar —Averiguar — Apaziguar IMPORTANTE: Quando a alteração no radical é uma simples adaptação fonética exigida pelo idioma, nesse caso não se considera traço de verbo irregular. Ex.: EU FICO QUE EU FIQUE Ex.: TOCAR, CORRIGIR, b) IRREGULAR é aquele que sofre alteração no radical ou no quadro das desinências. Ex.: FAZ ER → Eu FAÇ O TRAZ ER → Eu TRAG O POL IR → Eu PUL O IMPORTANTE: Normalmente a irregularidade de um verbo se mostra logo na 1ª pessoa do Presente do Indicativo. Exemplos de VERBOS IRREGULARES: aguar, dar, sentir, estar, querer, requerer, passear, cear, bloquear, ansiar, incendiar, mediar odiar, remediar, ver, vir (seguem-no advir, convir, intervir, provir, sobrevir) pôr, mobiliar (apresenta irregularidade na pronúncia), ter, haver, caber, crer, dizer, poder, saber, escrever (irregular no particípio: escrito), moer, perder, valer, ferir (conjugam- se como ferir: aderir, advertir, aferir, assentir, compelir, competir, conferir, conseguir, consentir, convergir, deferir, desferir, desmentir, despir, digerir, discernir, divergir, divertir, expelir, gerir, impelir, ingerir, inserir, interferir, investir, mentir, perseguir, preferir, pressentir, preterir, proferir, prosseguir, referir, refletir, repelir, repetir, ressentir, revestir, seguir, servir, sugerir, transferir e vestir), atribuir (seguem-no possuir, concluir, constituir, destituir, instruir, arguir, etc.), cair (seguem-no abstrair, atrair contrair, decair, distrair, esvair, extrair, recair, retrair, sair, sobressair, trair), construir (seguem-no destruir, reconstruir), rir, mentir, ouvir, pedir (seguem-no desimpedir, despedir, expedir, impedir e medir). c) ANÔMALO é aquele que apresenta profundas alterações na sua conjugação em virtude de possuir mais de um radical. Ex.: SER, IR IMPORTANTE: http://www.editoradince.com/ 64 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com O verbo SER é constituído de três radicais primários: SEDERE, ESSE e IRE. Este último é o radial do verbo IR, razão por que os verbos SER e IR se confundem no pretérito perfeito e seus derivados (mais- que-perfeito, futuro do subjuntivo). d) ABUNDANTE é aquele que apresenta mais de uma possibilidade de conjugação. Em geral, tal fato ocorre no particípio, mas não somente. Muitos são os verbos que, ao lado do particípio regular terminado em –do, possuem outro, irregular. Ex.:HAVER ENTUPIR CONSTRUIR APIEDAR-SE Hei Entupo Construo Apiedo-me ou Apiado-me Hás Entupes ou Entopes Constróis ou Construis Há Entupe ou Entope Hemos ou Havemos Entupimos Heis ou Haveis Entupis Hão Entupem ou Entopem INFINITIVO PARTICÍPIO REGULAR PARTICÍPIO IRREGULAR aceitar aceitado aceito acender acendido aceso anexar anexado anexo benzer benzido bento desenvolver desenvolvido desenvolto despertar despertado desperto dispersar dispersado disperso distinguir distinguido distinto eleger elegido eleito emergir emergido emerso encher enchido cheio entregar entregado entregue envolver envolvido envolto enxugar enxugado enxuto erigir erigido ereto expelir expelido expulso expressar expressado expresso exprimir exprimido expresso expulsar expulsado expulso extinguir extinguido extinto findar findado findo fixar fixado fixo fritar fritado frito ganhar ganhado ganho gastar gastado gasto imergir imergir imerso imprimir imprimido impresso incluir incluído incluso isentar isentado isento juntar juntado junto limpar limpado limpo malquerer malquerido malquisto matar matado morto misturar misturado misto morrer morrido morto murchar murchado murcho ocultar ocultado oculto omitir omitido omisso pagar pagado pago pegar pegado pego prender prendido preso romper rompido roto salvar salvado salvo secar secado seco segurar segurado seguro soltar soltado solto submergir submergido submerso sujeitar sujeitado sujeito suprimir suprimido supresso suspender suspendido suspenso tingir tingido tinto vagar vagado vago Os particípios regulares são usados, em geral, com os auxiliares ter e haver, ou seja, na voz ativa; e os irregulares com o verbo ser, na voz passiva. Ex.: Julieta havia acendido o fogo. Ex.: O fogo foi aceso por Julieta. OBSERVAÇÕES 1ª) Os verbos abrir, cobrir, dizer, escrever, fazer, pôr, ver, vir e seus derivados possuem apenas o particípio irregular: aberto, coberto, dito, escrito, feito, posto, visto, vindo. 2ª) Na língua contemporânea há uma tendência pelo uso dos particípios irregulares, o que justifica o desuso de ganhado, gastado, pagado e pegado. e) DEFECTIVO é aquele que não é conjugado em todos os tempos, modos, números ou pessoas. Ex.: REAVER segue a conjugação do verbo HAVER, na íntegra, mas só possui as formas em que o verbo HAVER apresenta a letra V. REAVER PRESENTE PRETÉRITO PERFEITO Hei HOUVE → REOUVE Hás HOUVESTE → REOUVESTE http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 65 www.editoradince.com Hás HOUVE →REOUVE Havemos → REAVEMOS HOUVEMOS→ REOUVEMOS Haveis → REAVEIS HOUVESTES→ REOUVESTES Hão HOUVERAM → REOUVERAM PRET.-MAIS- QUE-PERFEITO PRETÉRITO IMPERFEITO FUTURO DO PRESENTE FUTURO DO PRETÉRITO REOUVERA REAVIA REAVEREI REAVERIA REOUVERAS REAVIAS REAVERÁS REAVERIAS REOUVERA REAVIA REAVERÁ REAVERIA REOUVÉRAMOS REAVÍAMOS REAVEREMOS REAVERÍAMOS REOUVÉREIS REAVÍEIS REAVEREIS REAVERÍEIS REOUVERAM REAVIAM REAVERÃO REAVERIAM FORMAS NOMINAIS INFINITIVO IMPESSOAL INFINITIVO PESSOAL REAVER REAVER REAVERES REAVER REAVERMOS REAVERDES REAVEREM REAVER SUBJUNTIVO FORMAS NOMINAIS PRESENT E PRETÉRITO IMPERFEITO FUTURO GERÚNDIO REAVENDO — REOUVESSE REOUVER PARTICÍPIO REAVIDO — REOUVESSES REOUVERES — REOUVESSE REOUVER — REOUVÉSSEMOS REOUVERMOS — REOUVÉSSEIS REOUVERDES — REOUVESSEM REOUVEREM IMPERATIVO AFIRMATIVO NEGATIVO — — — — — — REAVEI — — — EX.: Precaver-se, adequar, falir, ressarcir (esses verbos só são conjugados nas formas arrizotônicas); abolir, banir, colorir, demolir, exaurir, explodir, extorquir, fremir, retorquir (não possuem a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo); acontecer, ocorrer, suceder, prazer, doer, constar, urgir, fluir (conjugados apenas na 3ª p. do singular e do plural); chover, nevar, ventar, trovejar, gear, haver (só são conjugados na 3ª p. do singular). PRECAVER: é conjugado apenas nas formas arrizotônicas. As formas inexistentes são substituídas por sinônimos: acautelar-se, precatar-se, prevenir-se. PRECAVER INDICATIVO FORMAS NOMINAIS PRESENTE PRETÉRITO IMPERFEITO PRET. PERFEITO INFINITIVO IMPESSOA L — precavia precavi precaver — precavias precaveste INFINITIVO PESSOAL — precavia precaveu precaver precavemos precavíamos precavemos precaveres precaveis precavíeis precavestes precaver — Precaviam precaveram precavermo s PRET. MAIS- QUE- PERFEITO FUTURO DO PRESENTE FUTURO DO PRETÉRITO precaverdes precavera precaverei precaveria precaverem precaveras precaverás precaverias GERÚNDIO precavera precaverá precaveria precavendo precavêram os precaveremos precaveríam os PARTICÍPIO precavêreis precavereis precaveríeis precavido precaveram precaverão precaveriam SUBJUNTIVO PRESEN TE PRET. IMPERFEITO FUTURO — precavesse precaver — precavesses precaveres — precavesse precaver — precavêssemos precavermos — precavêsseis precaverdes — precavessem precaverem IMPERATIVO AFIRMATIVO NEGATIVO — — — — — — precavei — — — VERBOS AUXILIARES São auxiliares os verbos que entram na formação dos tempos compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. ┌Verbo Principal Ex.: Vou conversar com meus amigos. └Verbo Auxiliar ┌Verbo Principal Ex.: Maria está chegando. └Verbo Auxiliar ┌Verbo Principal Ex.: Esta parede foi pintada por mim. http://www.editoradince.com/ 66 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com └Verbo Auxiliar VERBOS PRONOMINAIS São pronominais os verbos que só se conjugam com os pronomes oblíquos átonos; esses pronomes fazem parte intrínseca do verbo. São essencialmente pronominais os verbos arrepender-se e queixar-se. Ex.: Eu me arrependi do que disse. Ex.: Os fracos se queixam muito da vida. OBSERVAÇÕES: 1ª) Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função sintática. 2ª) Há verbos que também são acompanhados de pronomes oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais, são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito, exercem funções sintáticas. Ex.: Ele se cortou. └ Objeto Direto reflexivo VOZES DO VERBO Quanto à voz, os verbos se apresentam de três formas: a) Voz Ativa - o fato expresso pelo verbo é praticado pelo sujeito: O presidente criticou o novo ministro. └SUJEITO AGENTE b) Voz passiva - o fato expresso pelo verbo é recebido pelo sujeito. Pode ser: Passiva Analítica (verbo no particípio + verbo auxiliar ser) O novo ministro foi criticado pelo presidente. └SUJEITO PACIENTE IMPORTANTE: Observe que da VOZ ATIVA para a PASSIVA passamos de um verbo a dois: se tivéssemos dois na ATIVA, teríamos três na PASSIVA, e vice-versa. Passiva Sintética (verbo na 3ª pessoa + partícula apassivadora se) ┌O D transforma-se em SUJEITO PACIENTE C r i t i c o u –se o n o v o m i n i s t r o. VTD └ P. APASSIVADORA c) Voz Reflexiva - o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo verbo: O novo ministro demitiu-se. └ OBJETO DIRETO REFLEXIVO OBSERVAÇÃO: Quando o verbo está no plural, a voz reflexiva pode indicar reciprocidade da ação. Ex.: Os deputados agrediram-se. └ VOZ REFLEXIVA RECÍPROCA FORMAÇÃO DOS PRINCIPAIS TEMPOS VERBAIS SIMPLES 1ª Etapa: Formação dos Presentes O presente do indicativo é considerado um tempo primitivo e dele deriva-se o presente do subjuntivo, da maneira como mostra o esquema a seguir: Verbo de 1ª conjugação 1ª pessoa singular do presente do indicativo -O → +E 1ª pessoa singular do presente do subjuntivo Ex.: Eu louvo → Que eu louve Presente d Indicativo Presente do Subjuntivo Eu louvo Que eu louve Tu louvas Que tu louves Ele louva Que ele louve Nós louvamos Que nós louvemos Vós louvais Que vós louveis Eles louvam Que eles louvem Note como a desinência modo-temporal E se mantém em todas as pessoas do presente do subjuntivo. Verbos de 2ª e 3ª conjugações. 1ª pessoa singular do presente do indicativo -O → +A 1ª pessoa singular do presente do subjuntivo Ex.: Eu vendo → Que eu venda Presente d Indicativo Presente do Subjuntivo Eu vendo Que eu venda Tu vendes Que tu vendas Ele vende Que ele venda Nós vendemos Que nós vendamos Vós vendeis Que vós vendais Eles vendem Que eles vendam Note como a desinência modo-temporal A se mantém em todas as pessoas do presente do subjuntivo. ATENÇÃO! Essa derivação só é possível quando a 1ª pessoa do singular do presente do indicativo termina em O. Por isso ela não vale para os seguintes verbos: ser (Eu sou — Que eu seja) estar (Eu estou — Que eu esteja) ir (Eu vou — Que eu vá) dar (Eu dou — Que eu dê) haver (Eu hei — Que eu haja) saber (Eu sei — Que eu saiba) 2ª Etapa: FORMAÇÃO DO IMPERATIVO O Imperativo Afirmativo forma-se a partir dos dois presentes (do indicativo e do subjuntivo) Do Presente do Indicativo: usamos as 2ªs pessoas (Tu e Vós), eliminando o S final. Do Presente do Subjuntivo usamos as demais pessoas (Você, Nós, Vocês), sem nenhuma alteração. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 67 www.editoradince.com Veja o esquema Presente do indicativo Imperativo Afirmativo Presente do Subjuntivo Eu canto --------------- Que eu cante Tu cantas → Canta tua música Que tu cantes Ele canta Cante sua música ← Que ele cante Nós cantamos Cantemos nossa música ← Que nós cantemos Vós cantais → Cantai vossas canções Que vós canteis Eles cantam Cantem suas canções ← Que eles cantem O Imperativo Negativo forma-se a partir do presente do subjuntivo, sem nenhuma alteração. Veja o esquema:Imperativo Negativo Presente do Subjuntivo ----------------------- ← Que eu cante Não Cantes tua música ← Que tu cantes Não Cante sua música ← Que ele cante Não Cantemos nossa música ← Que nós cantemos Não Canteis vossas canções ← Que vós canteis Não Cantem suas canções ← Que eles cantem ATENÇÃO! Para o verbo SER essa derivação não é válida. Para esse verbo, temos, na 2ª p. singular e plural, as seguintes formas: Sê tu Sede vós 3ª Etapa: PRETÉRITO PERFEITO E SEUS DERIVADOS O pretérito perfeito é um tempo primitivo e dá origem a três outros tempos verbais, conforme o esquema abaixo: Ex.: verbo louvar Pretérito Perfeito Eu louvei Tu louvaste Ele louvou Nós louvamos Vós louvastes Eles louvaram / / │ │ \ \ -M -AM -RAM+SSE ▼ ▼ ▼ Pretérito Mais-Que- Perfeito Futuro do Subjuntivo Pretérito imperfeito do Subjuntivo Eu louvara Qdo. eu louvar Se eu louvasse Tu louvaras Qdo. tu louvares Se tu louvasses Ele louvara Qdo. ele louvar Se ele louvasse Nós louváramos Qdo. nós louvarmos Se nós louvássemos Vós louváreis Qdo. vós louvardes Se vós louvásseis Eles louvaram Qdo. eles louvarem Se eles louvassem 4ª Etapa: FORMAÇÃO DOS TEMPOS FUTUROS Os dois tempos futuros formam-se pelo acréscimo de determinadas desinências ao infinitivo. FUTURO DO PRESENTE Futuro do Presente ⁄ +ei → Louvarei INFINITIVO ⁄ +ás → Louvarás LOUVAR ─ +á → Louvará \ +emos → Louvaremos \ +eis → Louvareis \ +ão → Louvarão FUTURO DO PRETÉRITO Futuro do Presente ⁄ +ia → Louvaria INFINITIVO ⁄ +ias → Louvarias LOUVAR ─ +ia → Louvaria \ +íamos → Louvaríamos \ +íeis → Louvaríeis \ +iam → Louvariam Correlação entre os tempos verbais Quando se constrói uma determinada frase, os verbos que ela apresenta estabelecem entre si certas correlações, de tal forma que se ajustem convenientemente no que se refere às variadas possibilidades de uso dos tempos e modos verbais. Observe, por exemplo, a frase: Se elas voltassem, eu ficaria feliz Correlação O uso da forma voltassem, que é uma hipótese, uma condição, implica o emprego da forma ficaria, que, no contexto da frase, expressa uma possibilidade dependente da realização - ou não - do fato contido em voltassem. A essa articulação temporal entre duas formas verbais dá-se o nome de correlação verbal. Veja como, na frase acima, a correlação não estaria adequada se, em lugar de ficaria, usássemos, por exemplo, ficarei: Se elas voltassem, eu ficarei feliz http://www.editoradince.com/ 68 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Correlação Inadequada Observe que a forma ficarei estabelece correlação com outra forma do verbo voltar: Se elas voltarem, eu ficarei feliz Correlação Adequada QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS Leia os trechos a seguir para responder a questão. Trecho 1 O usuário só pagará pelo serviço se obter informações sobre o carro roubado. (Trecho de reportagem de jornal.) Trecho 2 Como mostram nossas imagens, o protesto dos funcionários municipais terminou em confusão que causou danos às instalações da subprefeitura, mas a polícia militar não interviu na ação dos manifestantes. (Fala de um repórter que transmitia ao vivo uma notícia em um telejornal). 1. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Ao compararmos os trechos 1 e 2, é CORRETO afirmar que. a) Há, em cada trecho, uma forma verbal que não está adequada à variedade padrão do idioma. b) Apenas o trecho 1 apresenta inadequação da forma verbal. c) Apenas o trecho 2 apresenta inadequação da forma verbal. d) Nos dois trechos as formas verbais foram empregadas corretamente. e) No trecho 1 a falha seria mais compreensível que no trecho 2. 2. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Observando o sentido exigido pelo contexto, marque a opção que completa corretamente as lacunas do período abaixo. Quando tu __________ ao meu escritório, ___________à esquerda, assim que __________ uma igrejinha azul. a) Vieres – vire – ver. b) Vier – vire – vê. c) Vieres – vira – vires. d) Vier – vires – vir. e) Vieres – vires – ver. 3. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) No período “A comissão irá precisar também de 70 mil voluntários...” a locução irá precisar equivale a: a) Precisa. b) Estará precisando. c) Precisará. d) Poderá precisar. e) Precisaria. 4. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Analise o uso correto dos verbos intervir, contrapropor e haver, para completar o período, a seguir: Se o governo federal não tivesse ____________naquele momento e não tivesse____________ soluções para o problema, certamente os empresários ____________ de criticá-lo. Marque a opção CORRETA que completa as lacunas respectivamente. a) Intervindo, contraproposto, haveriam. b) Intervido, contraposto, haviam. c) Intervisto, contraproposto, haviam. d) Intervindo, contraproposto, haviam. e) Intervindo, contraposto, haveriam. GABARITO 1: A; 2: C; 3:C; 4: A QUESTÕES COMENTADAS 01. Noticiando é forma do gerúndio do verbo noticiar; a frase em que a forma verbal destacada pode NÃO estar no gerúndio é: a) As notícias estão chegando da Itália cada vez mais rapidamente; b) Transformando-se o ódio em amor, acabam-se as guerras; c) Vindo o resultado, os clientes começaram a protestar; d) Os jogadores italianos estão reclamando dos estrangeiros; e) O atleta viajou, completando sua missão. COMENTÁRIO: O verbo "vir" faz o particípio e o gerúndio de uma única forma: "vindo". 02. Considerando que a ação de agredir o jogador brasileiro Antônio Carlos ocorreu antes de o Lazio perder o mando do campo, ação também passada, o verbo agredir deveria estar no: a) mais-que-perfeito do indicativo; b) imperfeito do indicativo; c) futuro do pretérito; d) imperfeito do subjuntivo; e) presente do subjuntivo. COMENTÁRIO: O tempo verbal usado para se referir a uma ação no passado que aconteceu antes de outra ação também no passado se chama pretérito-mais-que-perfeito. ┌Pret. Perfeito Quando o árbitro apitou, a bola já entrara. Pret. Mais-Que-Perfeito┘ O tempo MAIS-QUE-PERFEITO como o próprio nome diz: MAIS que o PERFEITO; ou seja, um acontecimento anterior a outro também no passado. A bola havia entrado antes de o árbitro ter apitado; ambas ações já aconteceram. Gabarito: 01/C; 02/A EXERCÍCIOS COMENTADO Verbo: reconhecimento do tempo de modo verbais. 01. ... os nobres enviavam marinheiros mundo afora ... O verbo flexionado nos mesmos tempo e modo que os do grifado acima está na frase: (A) ... todas tratam o colecionismo como algo mais que um simples passatempo de adolescentes. (B) Mas não pense que todo colecionador... (C) Quem passa da adolescência... http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 69 www.editoradince.com (D) Os portos de Roterdã e Amsterdã enchiam-se de coisas maravilhosas e exóticas. (E) Sem elas, até mesmo a paisagem de alguns países seria diferente. COMENTÁRIO ENVI A VA M Radical V. T. DMT* DNP** *Desinência Modo Temporal do Pretérito Imperfeito do Indicativo para os verbos de 1ª conjugação. Em se tratando da 2ª e 3ª conjugações a DMT é IA. ** Desinência Número Pessoal (A) tratam: presente do indicativo. (B) não pense: imperativo negativo. (C) passa: presente do indicativo. (D) enchiam-se: pretérito imperfeito do indicativo. (E) seria: futuro do pretérito. VOZES VERBAIS 02. Ele não é emitido por motores... Transpondo-se a frase acima para a voz ativa, a formapalavras e expressões, ressignificando-as. De maneira geral, é possível encontrarmos o uso da linguagem conotativa nos gêneros discursivos textuais primários, ou seja, nos diálogos informais do cotidiano. Entretanto, são nos textos secundários, ou seja, aqueles mais elaborados, como os literários e publicitários, que a linguagem conotativa aparece com maior expressividade. A utilização da linguagem conotativa nos gêneros discursivos literários e publicitários ocorre para que se possa atribuir mais expressividade às palavras, enunciados e expressões, causando diferentes efeitos de sentido nos leitores/ouvintes. Exemplo: Leia um trecho do poema Amor é fogo que arde sem se ver, de Luiz Vaz de Camões, e observe a maneira como o poeta define a palavra/sentimento 'amor' utilizando linguagem conotativa: Amor é fogo que arde sem se ver Amor é fogo que arde sem se ver; É ferida que dói, e não se sente; É um contentamento descontente; É dor que desatina sem doer. É um não querer mais que bem querer; É um andar solitário entre a gente; É nunca contentar-se de contente; É um cuidar que se ganha em se perder. É querer estar preso por vontade; É servir a quem vence, o vencedor; É ter com quem nos mata, lealdade. Mas como causar pode seu favor Nos corações humanos amizade, Se tão contrário a si é o mesmo Amor? (Luís Vaz de Camões, séc. XVI) QUESTÕES DE CONCURSOS PROVA 01 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO /INSTITUTO BENJAMIM CONSTANTAOCP2014 E AGORA O QUE FAZEMOS? Lya Luft Passaram as festas. Traçados os projetos, dados os abraços, reuniões de família e amigos superadas, boas e alegres ou chatas e fingidas. De repente, cessa o tumulto e estamos sós diante da lista de boas intenções, no papel ou na memória. Ou, se formos mais realistas, apenas com esse desejo real de que as coisas andem direito, que a saúde aguente, que os afetos persistam, que a alegria seja maior do que a angústia, e que alguma coisa afinal se realize. Temos pela frente o chamado ano de eleições: há meses começaram as campanhas várias e variadas, as alianças certas ou bizarras, as mudanças, as traições óbvias ou sorrateiras, nesse relacionamento espúrio da política. Com exceções, procurando bem ainda encontramos em quem confiar, mas a máquina do poder é tão poderosa que é preciso lutar bem, torcer direito, batalhar de peito aberto para que tudo melhore. Lembramos os infelizes massacrados por deslizamentos e enchentes de dois anos atrás, cujas casas continuam destruídas, carros afundados na lama, escolas fechadas, ruas inexistentes, cidadezinha quase fantasmal – tudo repetido ainda agora. E o resto sendo o de todo ano: as mesmas enchentes, os mesmos deslizamentos, parece até que sempre as mesmas mortes, e nada, quase nada, se fez. O dinheiro que havia não foi empregado. Se foi desviado, não sabemos, e é melhor nem saber: há desgostos que se acumulam e turvam nossa visão da vida, parece que nunca mais ninguém terá direito de ser alegre, esperançoso, otimista. http://www.editoradince.com/ https://www.portugues.com.br/redacao/linguagem-persuasao.html https://www.portugues.com.br/redacao/funcao-referencial.html https://www.portugues.com.br/redacao/a-reportagem-seus-aspectos-relevantes-.html https://www.portugues.com.br/redacao/o-editorial-uma-modalidade-que-circunda-no-cotidiano-jornalistico-.html https://www.portugues.com.br/redacao/artigo-opiniao-.html https://www.portugues.com.br/redacao/resenha.html https://www.portugues.com.br/redacao/textos-divulgacao-cientifica-.html https://www.portugues.com.br/redacao/ata---formalizando-registrando-informacoes-.html https://www.portugues.com.br/redacao/a-estruturacao-um-memorando-.html https://www.portugues.com.br/literatura/textosinstrucionais.html https://www.portugues.com.br/literatura/textosinstrucionais.html https://www.portugues.com.br/literatura/textosinstrucionais.html https://www.portugues.com.br/redacao/generos-textuais.html https://www.portugues.com.br/literatura/texto-literario-nao-literario-marcas-linguisticas.html https://www.portugues.com.br/redacao/o-anuncio-publicitario---uma-analise-linguistica-.html LÍNGUA PORTUGUESA 5 www.editoradince.com.br Melhor não ver todos os noticiosos, que são a repetição cruel de acontecimentos cruéis, melhor se alienar? Não sei se isso seria o melhor, mas é preciso, neste novo ano, mais do que nunca, construir uma espécie de escudo para a alma, ou morreremos flechados como um São Sebastião varado de ferros pontudos. A gente precisa continuar acreditando: que vale a pena ser honesto. Que vale a pena estudar. Que vale a pena trabalhar. Que é preciso construir: a vida, o futuro, o caráter, a família, as amizades e os amores. Pois tudo é construção, nós os operários. Construir uma existência que não desmorone com as chuvas, não solte avalanches que vão deslizar e sufocar, aos outros ou a nós mesmos, e arrasar o que foi feito. É difícil? Às vezes é. É tedioso eventualmente, como ter de educar uma criança. Um rapaz que foi pai muito jovem, e era um pai maravilhoso, certa vez se queixou sorrindo: “Todo dia a mesma coisa, levanta a tampa do vaso, escova os dentes, não fala de boca cheia, aquelas coisas”. Mas ainda bem que não é só isso, comentamos, tem também a graça, a ternura, a alegria, o assombro quando a pessoazinha evolui, cresce, se manifesta, se transforma. Tem as risadas, o jogo de bola, ou a boneca nova, ou ensinar a andar de bicicleta, ou ficar abraçados de noite olhando as estrelas. Tem muita coisa boa. Tem o chato também, como em tudo na vida. Então nós nos educamos, neste novo ano já em curso, para fazer tudo direitinho, dentro do possível. Pensar, discernir, escolher, escolher bem, no pessoal e no público. Tem também a Copa, essa eu havia esquecido, com tantos comentários negativos, bilhões para a Copa e tão pouco para a fome, a miséria, a ignorância, a doença. A moradia, casinhas caindo aos pedaços no primeiro dia, ou casa nenhuma, barracos, tendas, papelão e lata. Mas este ano da Copa pode também trazer coisas boas: algum dinheiro, algum turista, algum comentário no exterior que não se limite à pobreza, à violência, ao Carnaval e às nossas mazelas. Que lá fora sejam menos ignorantes, não, não temos onças nas esquinas, e às vezes se consegue sair para estudar ou trabalhar sem ser varado de bala perdida. Sim, aqui temos editoras, e leitores, algumas boas universidades, e excelente medicina em algumas ilhas de excelência. (Temos ilhas de excelência.) E, por que não?, temos uma democracia que tem de funcionar e proporcionar a este povo brasileiro decência, dignidade, alegria, segurança, respeito, seriedade. Que sejamos, com eleições e Copa e toda a balbúrdia, menos alienados e menos fúteis – para sermos menos sofridos. Adaptado de http://veja.abril.com.br/blog/ricardo-setti/politica- cia/lya -luft-e-agora-o-que-fazemos/ ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL QUESTÃO 01 De acordo com o texto, (A) as alianças firmadas no contexto político pré-eleição presidencial são aquelas já previstas e comuns para o cenário. (B) é preciso permanecer acreditando que é válido ser honesto, estudar e trabalhar. (C) as relações estabelecidas no meio político são legítimas, verdadeiras e honestas. (D) os mesmos recursos que estão sendo direcionados para a copa têm sido aplicados na saúde e na educação. (E) a autora afirma que é melhor se alienar e não ver todos os noticiosos, que são a repetição cruel de acontecimentos. ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL QUESTÃO 02 Em “Que lá fora sejam menos ignorantes, não, não temos onças nas esquinas...”, considerando o contexto, nos leva a compreender que (A) em nossas esquinas, há onças imaginárias que perseguem os usuários de drogas. (B) há indivíduos extremamente zangados em nossas esquinas capazes de atacar os turistas. (C) a autora se refere à existência de notas de cinquenta reais em nossas esquinas, notas essas que apresentamverbal correta passa a ser (A) emitia. (B) emitem. (C) tinham emitido. (D) serão emitidos. (E) é para ser emitido. COMENTÁRIO Ele não é emitido por motores... Esta oração está na voz passiva, você deve passá-la para a ativa. Siga os passos: conte os verbos, verifique o tempo e o modo verbal, encontre o sujeito (que será o OBJETO DIRETO, na ATIVA), encontre o agente da passiva (que será o SUJEITO, na ATIVA). É EMITIDO: 2 verbos na passiva, 1 na ativa. Eliminam- se, desse modo, os itens C, D, E. É EMITIDO: verbo no presente do indicativo. A resposta deve trazer o verbo no mesmo tempo e modo. Eliminam- se, portanto, os itens A, C, D. MODO VERBAL 03. Até o fim do século, dizia-se, seria preciso usar máscaras de oxigênio nas cidades... O emprego da forma verbal grifada acima denota, no contexto, (A) prolongamento de um fato que se realiza até o momento presente. (B) declaração real com um limite determinado de tempo. (C) ideia aproximada da realização de um fato atual. (D) possibilidade de realização de um fato a partir de certa condição. (E) afirmação categórica a partir de uma situação anterior. COMENTÁRIO SERIA: RIA é a DMT do Futuro do Pretérito. Este é um futuro que tem um pé no passado. Só chega a se realizar se você tivesse feito algo no passado. É também conhecido como Futuro Condicional, pois está depende de uma condição para se realizar. Mais um pouco... Emprega-se o futuro do pretérito para assinalar: Um fato futuro em relação a outro no passado o "Se eu morresse amanhã, viria ao menos Fechar meus olhos minha triste irmã; Minha mãe de saudades morreria. (Álvares Azevedo, Se Eu Morresse Amanhã). Uma ironia ou um pedido de cortesia: o Daria para fazer silêncio! o Poderia fazer o favor de sair!? Verbo 04. O verbo corretamente flexionado está grifado na frase: (A) As tropas americanas não conteram os ataques da população enfurecida à Biblioteca Nacional. (B) Saqueadores de museus contrabandeiam obras de raro valor arqueológico no mercado internacional. (C) Nazistas se proporam a destruir, em enormes fogueiras, livros considerados perigosos na Alemanha. (D) O problema que sobreviu à invasão americana no Iraque foi a destruição de peças arqueológicas raríssimas. (E) Os invasores do Iraque não antevieram as funestas consequências dos saques, como o contrabando de obras valiosas. COMENTÁRIO (A) conteram: segue o verbo TER: contiveram (B) contrabandeiam: segue os verbos terminados em EAR: passear, frear, arrear, cear, etc. Todos os verbos terminados em -ear têm o acréscimo da letra i, colocada imediatamente antes da terminação verbal (ar), somente nas formas rizotônicas. O verbo passear, então, tem a seguinte conjugação no Presente do Indicativo: Todos os dias eu passeio, tu passeias, ele passeia, nós passeamos, vós passeais, eles passeiam; No Presente do Subjuntivo: espero que eu passeie, que tu passeies, que ele passeie, que nós passeemos, que vós passeeis, que eles passeiem. Nenhuma outra estrutura verbal de nenhum outro tempo tem a letra i. (C) proporam: segue o verbo PÔR: propuseram (D) sobreviu: segue o verbo VIR: sobreveio (E) antevieram: segue o verbo VER: anteviram Modo Verbal 05. Que ele nade bem esses cinquenta ou sessenta metros ... O emprego do verbo grifado indica, no contexto, (A) dúvida provável. (B) certeza absoluta. (C) desejo realizável. (D) ação habitual. (E) surpresa real. COMENTÁRIO Uma oração que comece com que traz o verbo no modo subjuntivo. O mundo subjuntivo expressa DÚVIDA, POSSIBILIDADE, PROBALIDADE, DESEJO. http://www.editoradince.com/ 70 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com 06. Todos os verbos estão corretamente flexionados na frase: (A) Cientistas exporam recentemente resultados de uma pesquisa que busca explicar por que o ser humano se tornou bípede. (B) Muitas condições favoráveis à sobrevivência da espécie humana advieram do fato de que o homem se transformou em bípede. (C) O resultado da pesquisa constitue um avanço nas teorias que tentam esclarecer as condições que facilitaram o processo de evolução do homem. (D) Pesquisadores se deteram em fatos da natureza, como a incidência dos raios solares, para desenvolver suas teorias de como o homem evoluiu. (E) Nos testes realizados em esteiras, os chimpanzés consomiram mais energia, porque suas características físicas não satisfazeram as necessidades da caminhada. COMENTÁRIO (A) Cientistas exporam ... EX + PÔR= No Pretérito Perfeito = Eu pus, tu puseste, ele pôs, nós pusemos, vós pusestes, eles Expuseram. (B) Muitas condições favoráveis à sobrevivência da espécie humana advieram do fato de que o homem se transformou em bípede. AD+ VIR: Pretérito Perfeito = Eu vim, tu vieste, ele veio, nós viemos, vós viestes, eles vieram. (C) O resultado da pesquisa constitue CONSTITUIR: Verbos terminados em UIR, NA 3ª pessoa recebem um I, não um E. Ex.: Isto constitui... (D) Pesquisadores se deteram DE+ TER: no pretérito perfeito: Eu tive, tu tiveste, ele teve, nós tivemos, vós tivestes, eles tiveram. Logo, eu detive, tu detiveste, ele deteve, nós detivemos, vós detivestes, eles detiveram. (E) Nos testes realizados em esteiras, os chimpanzés consomiram ... não satisfazeram ... CONSUMIR: eu consumi, tu consumiste, ele consumiu, nós consumimos, vós consumistes, eles consumiram. SATISFAZER: paradigma de FAZER. Pretérito Perfeito do Indicativo eu satisFIZ, tu satisFIZESTE, ele satisFEZ, nós satisFIZEMOS, vós satisFIZESTES, eles satisFIZERAM. Gabarito: 1.D 2.B 3.D 4.B 5.C 6.B ADVÉRBIO Ele bebeu muito. Adv. Intensidade Na frase acima o advérbio muito está intensificando o sentido do verbo BEBER. A banda chegou hoje. Nessa outra frase o advérbio hoje acrescenta ao verbo CHEGAR uma circunstância de tempo. Gil está muito alegre. O advérbio muito está intensificando o adjetivo alegre. A seleção jogou muito bem. Na frase acima o advérbio muito está intensificando o advérbio de modo BEM. Então, podemos concluir que: Advérbio é uma palavra que modifica o sentido do verbo, do adjetivo e do próprio advérbio. CLASSIFICAÇÃO DO ADVÉRBIO De acordo com as circunstâncias que exprimem o advérbio pode ser classificado: CIRCUNSTÂNCIA ADVÉRBIO Tempo Ontem, hoje, amanhã, breve, logo, antes, depois, agora, já, sempre, nunca, jamais, cedo, tarde, outrora, ainda, antigamente, novamente, brevemente, raramente. Lugar Aqui, ali, aí, cá, lá, acolá, atrás, perto, longe, acima, abaixo, adiante, dentro, fora, além. Modo Bem, mal, assim, depressa, calmamente, suavemente, alegremente. Afirmação Sim, deverás, certamente, realmente, efetivamente. Negação Não, tampouco. Dúvida Talvez, quiçá, acaso, decerto, porventura, provavelmente, possivelmente. Intensidade Muito, pouco, bastante, mais, menos, demais, tão, tanto, meio. DISTINÇÃO ENTRE ADVÉRBIO E PRONOME INDEFINIDO Alguns advérbios podem ser confundidos com pronomes indefinidos; isso porque as palavras muito, bastante, etc., podem aparecer como advérbio e como pronome indefinido. Veja como diferencia-los: Advérbio » modifica um verbo, adjetivo ou o próprio advérbio e não sofre flexão (em gênero e número). Ex.: Ele bebeu muito. Pronome indefinido » relaciona-se com substantivos e sofre flexões. Ex.: As meninas caminharam muitos quilômetros. FLEXÃO DO ADVÉRBIO O advérbio é uma palavra invariável em número e gênero, mas é flexionado em grau. Igualmente aos substantivos o advérbio admite dois graus: comparativo e superlativo. LOCUÇÃO ADVERBIAL São palavras que tem a função de advérbio e são iniciadas por preposição. Ex.: O gol surgiu de repente. Ex.: Tivemos que sair às pressas. Ex.: Há crianças que morrem de fome. As locuções adverbiaisclassificam-se como os advérbios, de acordo com as circunstâncias que exprimem. Abaixo a relação de algumas locuções adverbiais: Às vezes com certeza às cegas À esquerda às claras a distância Ao lado à direita às pressas Ao vivo a pé à toa http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 71 www.editoradince.com De repente por ali por perto Por fora sem dúvida em cima De fome de medo ADVÉRBIOS INTERROGATIVOS São advérbios interrogativos quando, como, onde, por que e se referem às circunstâncias de tempo, de modo, de lugar, e de causa, respectivamente. Podem aparecer tanto nas interrogativas diretas quanto nas interrogativas indiretas. Interrogativa direta interrogativa indireta Quando sairemos? Não sei quando sairemos Como você caiu? Não sei como você caiu. Onde você mora? Não sei onde você mora. Por que você não veio? Não sei por que você não veio. ADJETIVOS ADVERBIALIZADOS Consideramos adjetivos adverbializados aqueles empregados com valor de advérbio. Por isso, são mantidos invariáveis. Ex.: Os bombeiros chegaram rápido ao local do incêndio. (rapidamente) Ex.: A seleção venceu fácil o jogo. (facilmente) PALAVRAS E LOCUÇÕES DENOTATIVAS As palavras e locuções denotativas são classificadas à parte pela NGB (Nomenclatura Gramatical Brasileira) porque não se enquadram em nenhuma das dez classes gramaticais. Antigamente, eram consideradas advérbios, hoje são classificadas de acordo com o significado que elas expressam; por isso chamadas palavras denotativas e exprimem: Adição: ainda, além disso. Ex.: Jogou uma ótima partida e ainda tem fôlego para outra. Afastamento: embora. Ex.: Vamos embora daqui. Afetividade: ainda bem, felizmente, infelizmente. Ex.: Felizmente tudo acabou bem. Ex.: Ainda bem que vencemos o jogo. Designação: eis. Ex.: Eis o candidato que lhe falei. Exclusão: somente, só, exclusive, exceto, senão, apenas, etc. Ex.: Acertamos apenas dois números. Explicação: isto é, por exemplo. Ex.: Mereço um bom presente, por exemplo, um carro. Inclusão: até, ainda, também, inclusive. Ex.: Consegui boas notas nas provas inclusive em matemática. Ex.: Você também não foi trabalhar. Limitação: só, somente, unicamente, apenas. Ex.: Apenas você optou pela carreira acadêmica. Ex.: Só o comercial conseguiu atingir as metas. Retificação: aliás, isto é, ou melhor, ou antes. Ex.: O dia está quente, aliás, muito quente. Ex.: O Brasil jogou bem, ou melhor, deu aula de futebol. http://www.juliobattisti.com.br EXERCÍCIOS 1. Assinale a alternativa em que a expressão grifada exprime uma circunstância, como na oração: Eles assentavam-se para o almoço. A) A vida no interior anda a passo lento. B) Lembro-me do destino do caixeiro viajante. C) O artesão não sobreviveu ao advento da indústria. D) Profissões e vocações são como plantas: florescem. E) Ele foi transformado em operário de segunda classe. 2. Assinale a alternativa em que o termo grifado tem a mesma classe gramatical da palavra destacada, na passagem: Ele se revelaria adiante parente do casal de velhinhos. A) Ele desceu para ajudá-la a saltar. B) Algo de diferente havia acontecido. C) Vagos sorrisos suavizavam seus lábios. D) Outros passageiros comentavam entre si. E) Os gestos delicados são apenas reflexo de formação. 3. Assinale a alternativa em que a locução adverbial destacada tem a mesma classificação que à toa no verso “mas não esquece à toa” (verso 17). A) Não olhei para trás. B) Morrendo por amor. C) Morrendo aos poucos. D) Sou fera ferida, na alma. E) Tive os sonhos rasgados na saída. 4. Na frase “alguns até entrariam em colapso” (texto 1, linhas 07-08), o termo sublinhado expressa ideia de: A) precisão. B) inclusão. C) restrição. D) explicação. E) retificação. 5. A classificação que NÃO corresponde à palavra em destaque é (A) “...até o clarear do dia,” – substantivo (B) “...era serviço de mulher.” – locução adjetiva (C) “...sabiam que não era fácil assim o seu trabalho,”– conjunção (D) “de noite bem dormida,” – adjetivo (E) “diriam do esforço, da resistência contra o frio e o sono.” – preposição Gabarito:1 A 2 E 3 C 4 B 5 D PREPOSIÇÃO Preposição é a palavra que estabelece uma relação entre dois ou mais termos da oração. Essa relação é do tipo subordinativa, ou seja, entre os elementos ligados pela preposição não há sentido dissociado, separado, individualizado; ao contrário, o sentido da expressão é dependente da união de todos os elementos que a preposição vincula. http://www.editoradince.com/ 72 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Exemplos Os amigos de João estranharam o seu modo de vestir. [amigos de João / modo de vestir: elementos ligados por preposição] [de: preposição] Ela esperou com entusiasmo aquele breve passeio. [esperou com entusiasmo: elementos ligados por preposição] [com: preposição] Esse tipo de relação é considerada uma conexão, em que os conectivos cumprem a função de ligar elementos. A preposição é um desses conectivos e se presta a ligar palavras entre si num processo de subordinação denominado regência. Diz-se regência devido ao fato de que, na relação estabelecida pelas preposições, o primeiro elemento – chamado antecedente - é o termo que rege, que impõe um regime; o segundo elemento, por sua vez – chamado consequente – é o temo regido, aquele que cumpre o regime estabelecido pelo antecedente. Exemplos A hora das refeições é sagrada. [hora das refeições: elementos ligados por preposição] [de + as = das: preposição] [hora: termo antecedente = rege a construção "das refeições"] [refeições: termo consequente = é regido pela construção "hora da"] Alguém passou por aqui. [passou por aqui: elementos ligados por preposição] [por: preposição] [passou: termo antecedente = rege a construção "por aqui"] [aqui: termo consequente = é regido pela construção "passou por"] As preposições são palavras invariáveis, pois não sofrem flexão de gênero, número ou variação em grau como os nomes, nem de pessoa, número, tempo, modo, aspecto e voz como os verbos. No entanto em diversas situações as preposições se combinam a outras palavras da língua (fenômeno da contração) e, assim, estabelecem uma relação de concordância em gênero e número com essas palavras às quais se liga. Mesmo assim, não se trata de uma variação própria da preposição, mas sim da palavra com a qual ela se funde (ex.: de + o = do; por + a = pela; em + um = num, etc.). USO DA PREPOSIÇÃO Algumas particularidades no uso das preposições: 1. O sujeito das orações reduzidas de infinitivo não deve vir contraído com uma preposição. Exemplos: A maneira dele estudar não é correta. [Inadequado] A maneira de ele estudar não é correta. [Adequado] 2. A preposição "a" não deve ser utilizada após a preposição "perante". Exemplos: Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou perante a todos. [Inadequado] Quando o resultado das provas foi divulgado, ela chorou perante todos. [Adequado] 3. Do mesmo modo, não podemos utilizar a preposição "a" depois da preposição "após". Exemplos Todos nos reunimos após à reunião. [Inadequado] Todos nos reunimos após a reunião. [Adequado] 4. A preposição "desde" não admite em sua sequência a preposição "de". Exemplos Estamos esperando aqui desde das 12 h. [Inadequado] Estamos esperando aqui desde as 12 h. [Adequado] 5. Em vez de utilizar a preposição "após" antes de verbos no particípio, prefira a locução "depois de". Exemplos: O aluno partiu após difundida a notícia. [Inadequado] O aluno partiu depois de difundida a notícia. [Adequado] OMISSÃODAS PREPOSIÇÕES Antes de alguns advérbios de tempo, modo e lugar, a preposição pode ou não ser omitida. Exemplos: Chegarão domingo. [Adequado] Chegarão no domingo. [Adequado] O filho, cabeça baixa, ouvia a reprimenda. [Adequado] O filho, de cabeça baixa, ouvia a reprimenda. [Adequado] A crase e as preposições A crase não deve ser empregada junto a algumas preposições. Dois casos, no entanto, devem ser observados quanto ao emprego da crase. Trata-se das preposições "a" e "até" empregadas antes de palavra feminina. Essas únicas exceções se devem ao fato de ambas indicarem, além de outras, a noção de movimento. Por isso, com relação à preposição "a" torna-se obrigatório o emprego da crase, já que haverá a fusão entre a preposição "a" e o artigo "a" (ou a simples possibilidade de emprego desse artigo). Já a preposição "até" admitirá a crase somente se a ideia expressa apontar para movimento. Exemplos A entrada será permitida mediante à entrega da passagem. [Inadequado] A entrada será permitida mediante a entrega da passagem. [Adequado] Desde à assembleia os operários clamavam por greve. [Inadequado] Desde a assembleia os operários clamavam por greve. [Adequado] http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 73 www.editoradince.com Os médicos eram chamados a sala de cirurgia. [Inadequado] Os médicos eram chamados à sala de cirurgia. [Adequado] [termo regente: chamar a / "a" = preposição indicativa de movimento] [termo regido: (a) sala / "a" = artigo] [sala: palavra feminina] Os escravos eram levados vagarosamente até a senzala. Os escravos eram levados vagarosamente até à senzala. [termo regente: levar a / "a" = preposição indicativa de movimento] [termo regido: (a) senzala / "a" = artigo] [senzala: palavra feminina] Observe que não foi apontado no exemplo (4) o uso inadequado e adequado das ocorrências de crase. Isso se dá porque atualmente no Brasil o emprego da crase diante da preposição "até" é facultativo. USO DAS LOCUÇÕES PREPOSITIVAS Certas construções da língua portuguesa constituem casos em que determinados termos se combinam de tal forma que não é permitida a variação seja qual for o contexto em que estão inseridas. Normalmente, trata-se de locuções (conjunto de palavras que formam uma unidade expressiva). As locuções prepositivas são elementos que não variam em gênero (feminino ou masculino) e número (singular ou plural). São, por isso, expressões fixas na língua portuguesa. A forma fixa dessas locuções, porém, não se resume à variação de gênero e número. No decorrer da história da língua portuguesa, determinadas formas se consagraram. Muitos gramáticos postulam a adequação de uma forma e não outra para a língua escrita. Por isso, o emprego inadequado dessas construções configura-se um problema de linguagem. Vejamos alguns exemplos frequentes de uso inadequado de locuções prepositivas: Exemplos: A nível de experiência, tudo é válido. [Inadequado] Em nível de experiência, tudo é válido. [Adequado] Eles estavam em vias de cometer uma loucura. [Inadequado] Eles estavam em via de cometer uma loucura. [Adequado] A seguir, alguns exemplos de locuções em uso inadequado: EMPREGO INADEQUADO EMPREGO ADEQUADO a nível de em nível de à medida em que na medida em que ao mesmo tempo que ao mesmo tempo em que apesar que apesar de que de modo a de modo que a longo prazo em longo prazo em vias de em via de ao ponto de a ponto de de vez que uma vez que / portanto Note que o uso corrente das inadequações promove substituição ou supressão das preposições que compõem a expressão. Além disso, é importante ressaltar que, embora estejamos nos referindo apenas às locuções prepositivas, o mesmo princípio pode ser aplicado às locuções conjuncionais ou locuções adverbiais. Vejamos, por exemplo, um caso em que a inadequação recai sobre uma locução adverbial: Os amigos, na surdina, combinavam sobre tua festa. [Inadequado] Os amigos, à surdina, combinavam sobre tua festa. [Adequado] Fonte: www.nilc.icmc.usp.br TIPOS DE PREPOSIÇÕES Essenciais: por, para, perante, a, ante, até, após, de, desde, em, entre, com, contra, sem, sob, sobre, trás As essenciais são as que só desempenham a função de preposição. Acidentais: afora, fora, exceto, salvo, malgrado, durante, mediante, segundo, menos. As acidentais são palavras de outras classes gramaticais que eventualmente são empregadas como preposições. São, também, invariáveis. Locução Prepositiva São duas ou mais palavras, exercendo a função de uma preposição: acerca de, a fim de, apesar de, através de, de acordo com, em vez de, junto de, para com, à procura de, à busca de, à distância de, além de, antes de, depois de, à maneira de, junto de, junto a, a par de... As locuções prepositivas têm sempre como último componente uma preposição. Combinação Junção de algumas preposições com outras palavras, quando não há alteração fonética. Exemplos ao (a + o) aonde (a + onde) Contração Junção de algumas preposições com outras palavras, quando a preposição sofre redução. Exemplos do (de + o) neste (em + este) http://www.editoradince.com/ 74 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com à (a + a) OBSERVAÇÃO: Não se deve contrair a preposição de com o artigo que inicia o sujeito de um verbo, nem com o pronome ele(s), ela(s), quando estes funcionarem como sujeito de um verbo. Ex.: "Isso não depende do professor querer" está errada, pois professor funciona como sujeito do verbo querer. Portanto a frase deve ser "Isso não depende de o professor querer" ou "Isso não depende de ele querer". Circunstâncias: As preposições podem indicar diversas circunstâncias: Lugar = Estivemos em São Paulo. Origem = Essas maçãs vieram da Argentina. Causa = Ele morreu, por cair de um andaime. Assunto = Conversamos bastante sobre você. Meio = Passeei de bicicleta ontem. Posse = Recebeu a herança do avô. Matéria = Comprei roupas de lã. Fonte: www.gramaticaonline.com.br EXERCÍCIOS 1. Numere a segunda coluna, relacionando as locuções prepositivas sinônimas. ( 1 ) devido a ( ) não obstante. ( 2 ) a respeito de ( ) por causa de ( 3 ) apesar de ( ) acerca de ( ) em virtude de A sequência correta é: A) 1, 2, 3, 2. B) 2, 3, 2, 1. C) 3, 1, 2, 1. D) 1, 3, 1, 2. E) 2, 1, 2, 3. FERA FERIDA 01 02 03 04 05 06 07 Não vou mudar Esse caso não tem solução Sou fera ferida No corpo, na alma e no coração Eu andei demais Não olhei pra trás Era solto em meus passos 2. No verso “Era solto em meus passos” (verso 07), a preposição em expressa: A) fim. B) meio. C) lugar. D) tempo. E) causa. 3. Assinale a alternativa em que a locução destacada é prepositiva. A) As mães, hoje, trabalham fora de casa. B) O egoísta tem que ser simpático e extrovertido. C) De fato, se um cai, poderá ser levantado pelo companheiro. D) Ao contrário, observo o completo desenvolvimento emocional. E) É difícil para as crianças brincarem, já que não têm playground. Gabarito: 1. C/ 2.C/ 3. A A CONJUNÇÃO Conceituação: Palavra que tem por função básica ligar duas orações. Classificação das conjunções Dividem-se em dois tipos: coordenativas e subordinativas. Tipos de conjunções coordenativas 1. Aditivas - ligam ideias equivalentes: e, nem, mas também, etc. Não devolvi os jornais nem (devolvi) as revistas.. 2. Adversativas - ligam ideias contrastantes: mas, porém, contudo, todavia, etc. Lemos sobre o assunto, mas não redigimos o trabalho. 3. Alternativas - ligam ideias que se alternam: ou, ou....ou, ora.....ora, etc. Apresento um trabalho malfeito ou peço novo prazo? 4. Conclusivas - dão ideia de dedução, conclusão, de consequência lógica: logo, portanto, pois (após o verbo da 2ª oração), porisso, por conseguinte, etc. Ex.: Ele é uma pessoa acessível; farei, portanto, a proposta. 5. Explicativas - indicam explicação, justificativa: pois, porque, que ( = pois), etc. Pedirei com cautela, pois a falha foi minha. Tipos de conjunções subordinativas 1. Adverbiais - ligam duas orações, sendo a segunda adjunto adverbial da primeira. Subdividem-se em nove tipos, conforme as circunstâncias que expressam: Causais (exprimem motivo) : porque, visto que, porquanto, como, já que, uma vez que, etc. Como todos saíram, fiquei preocupado. Comparativas (indicam comparação): como, (tal).....qual, (menos)...do que, etc. O âncora do jornal é mais jovem (do) que seu antecessor. Concessivas (exprimem concessão): embora, ainda que, por mais que, por menos que, mesmo que, conquanto, não obstante, posto que, sem bem que, a despeito de, apesar de, em que pese a, etc. Ex.: Não posso lhe contar a história, embora tenha alguns motivos para isso. Condicionais (exprimem condição): se, caso, desde que, salvo se, sem que, etc. Se tiver paciência, ouça-me mais um pouquinho. Conformativas (exprimem conformidade): conforme, como, segundo, consoante, etc. Houve cortes nas filmagens, como sugeriu o diretor. Consecutivas (exprimem consequência: (tão)...que, (tal)....que, (tanto)....que, (tamanho)...que, de sorte que, de modo que. Ex.: Fez tanto estardalhaço, que decidimos acatar a decisão. Finais (indicam finalidade): para que, a fim de que, que, etc. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 75 www.editoradince.com Ex.: Fez tudo para que saísse o financiamento. Ex.: Fiz-lhe sinal que voltasse. Proporcionais (indicam proporção): à medida que, à proporção que, quanto mais... mais, quanto menos...menos, enquanto, etc. Ex.: À medida que cai a inflação, aumenta o consumo. Temporais ( indicam tempo) : quando, enquanto, mal, logo que, antes que, depois que, etc. Ex.: Enquanto chovia, organizei minhas coisas. 2. Integrantes - ligam duas orações, sendo a segunda sujeito ou complemento da primeira: que, se. Ex.: É bem possível que nosso plano dê certo. QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Capistrano – Agent Vigil. a saúde – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Nos versos “Quando eu era pequeno” e “Mas eu não dei o braço a torcer”, as palavras quando e mas denotam, respectivamente: a) Condição e finalidade. b) Finalidade e condição. c) Tempo e adversidade. d) Causa e consequência. e) Adversidade e tempo. 2. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) Indique a alternativa CORRETA que traz a ideia de adversidade. a) Ou você resolve o exercício, ou fica sem nota. b) Ele não resolveu o exercício, logo ficou sem nota. c) Resolva o exercício, porque você ficará sem nota. d) Ele preferia ficar sem nota a resolver o exercício. e) Ele ficou sem nota, mas não resolveu o exercício. 3. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) “Mesmo sendo ricos, não quiseram educar os filhos em colégios particulares.” A conjunção mesmo tem o mesmo sentido de: a) Contudo. b) No entanto. c) Enquanto. d) Embora. e) Mas. 4. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Em “Fez tudo porque eu não obtivesse bons resultados”, o valor da conjunção do período é de: a) Causa. b) Condição. c) Conformidade. d) Explicação. e) Finalidade. Gabarito 1 C 2 E 3 D 4 E EXERCÍCIOS 1. Em, “Mas, se tudo isso for o objetivo, perde a graça, deixa de ser brincadeira.” (l. 15-16), o conectivo destacado estabelece, entre a ideia que introduz e a anterior, uma relação de (A) causa. (B) condição. (C) conclusão. (D) conformidade. (E) oposição. 2. Em “As visitas no hospital acontecem em média duas vezes por mês, mas o grupo pretende expandir a periodicidade das visitas.” (l. 33-35), o conectivo destacado só NÃO pode ser substituído, devido a alterar o sentido original, por: (A) não obstante. (B) no entanto. (C) todavia. (D) contudo. (E) porquanto. 3. “Porém aquele que fala, mal ou bem, sempre fala de si mesmo.” (l. 5). Por qual conector a conjunção destacada acima pode ser substituída sem que haja alteração de sentido? (A) Logo. (B) Pois. (C) Entretanto. (D) Porquanto. (E) Quando. 4. Na oração A maior fonte, no entanto, é a queima de combustíveis fósseis, o conectivo oracional indica: A) exclusão. B) conclusão. C) contraste. D) concessão. E) explicação. Gabarito: 1 B 2 E 3 C 4 C ANÁLISE SINTÁTICA 1. ELEMENTOS CONSTITUTIVOS DA ORAÇÃO A oração é constituída de termos essenciais, integrantes e acessórios. Os termos essenciais são as vigas-mestras de estrutura oracional: sujeito e predicado. SUJEITO é o “ser de quem se diz alguma coisa”. Pode ser: 1. SIMPLES: quando tem um só núcleo. Ex1.: O datilógrafo é o bom! Ex2.: As belas moças estudavam. Ex3.: Navegar é preciso. Ex4.: Ninguém compareceu à recepção. Ex5.: Chegaram as férias. Ex6.: Vendem-se lugares no Céu. ATENÇÃO! Chama-se núcleo do sujeito a palavra “base” que representa o sujeito. Ao núcleo do sujeito ajuntam-se palavras secundárias (artigos, adjetivos, preposições…). VEJA! “As águas majestosas do rio banham a planície.” O QUE banha a planície? Resposta: As majestosas do rioáguas núcleo Sujeito QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Releia a segunda estrofe do texto, Águas escuras dos rios que levam a fertilidade ao sertão, e marque a opção CORRETA quanto ao sujeito da oração. a) Sujeito simples – águas. b) Sujeito simples – águas escuras. c) Sujeito composto – águas escuras dos rios. d) Sujeito simples – águas escuras dos rios. e) Sujeito composto – águas escuras. http://www.editoradince.com/ 76 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com GABARITO D 2. COMPOSTO: quando tem mais de um núcleo. Ex1.: Ele e ela são bons. Ex2.: Tibúrcio e Filisbina saíram por aí. Ex3.: Obedeceram ao pai os filhos e as filhas. 3. OCULTO (OU ELÍPTICO/ DESINENCIAL/ SUBENTENDIDO): quando o agente verbal não vem expresso porque a) é facilmente subentendido pela desinência verbal ou b) já figura na oração anterior. Ex1.: Matei. Ex2.: “Choraste em presença da morte.” Ex3.: Brincastes com o fogo. Ex4.: Bonifácio comeu o pepino / e não quis mais nada. 4. INDETERMINADO: quando não sabemos ou não queremos determinar com precisão o sujeito da oração. Temos certeza de que a ação verbal foi praticada por um ser, mas nem por isso desejamos ou podemos apontá-lo. A indeterminação do sujeito pode ocorrer de dois modos: a) Estando o verbo na 3ª PESSOA DO PLURAL, sem se referir a algum agente expresso. Ex1.: Falaram mal de você. Ex2.: Abriram as janela do palácio. b) Estando o verbo na 3ª PESSOA DO SINGULAR, acompanhado da partícula SE e não se referindo a nenhum sujeito expresso: Ex1.: Aqui se trabalha. Ex2.: Hoje, dorme-se no chão. Ex3.: Precisa-se de empregados. Ex4.: Trata-se de casos urgentes. 5. INEXISTENTE Eis os principais casos em que apresenta ORAÇÃO SEM SUJEITO (OU SUJEITO INEXISTENTE): 1. Com verbos que exprimem fenômenos meteorológicos: chover, nevar, garoar, trovejar, amanhecer, etc. Ex1.: Choveu muito em Curitiba. Ex2.: Anoitecera nas campinas. Observação: Tais verbos, ditos impessoais, podem vir a admitir sujeito expresso: Ex1.: O dia amanheceu lindo. Ex2.: Os canhões trovejam. 2. Com o verbo HAVER, no sentido de “existir”. Ex1.: Havia lugares no centro da sala. Ex2.: Para isso, não há explicações. 3. Com o verbo HAVER, no sentido de “Ter decorrido”: Ex1.: Havia dias que ele desaparecera. Ex2.: Há séculos que não se escuta falar nele. 4. Com o verbo FAZER, indicando “fenômeno natural” ou “tempo decorrido”: Ex1.: Fazia calor ali. Ex2.: Faz onze anos que moro aqui. 5. Com o verbo SER, indicando horas, datas, tempos: Ex1.: São dez horas.Ex2.: É 1º de agosto. EXERCÍCIOS PREDICAÇÃO VERBAL Verbo Intransitivo É aquele que tem sentido completo e não necessita de complementos para tornar o processo verbal mais claro: Ex.: O ancião faleceu. No exemplo, o verbo falecer não precisa de complemento para que se compreenda o sentido desse processo verbal. Ex2.: A criança acordou. Ex3.: O bebê dormiu. Verbo Transitivo É aquele em que o sentido precisa ser complementado para que a informação transmitida pelo processo verbal fique clara. Observe: Ex.: Pedro engoliu uma moeda No exemplo, a forma verbal engoliu precisa de um complemento – uma moeda – que conclua e complete o processo do verbo engolir. Os complementos podem ser ligados direta ou indiretamente ao verbo, com o auxílio de preposição ou sem ela. Então, os verbos transitivos podem ser diretos, indiretos ou diretos e indiretos. 1.Verbo Transitivo Direto É aquele cujo sentido é completado por um termo que se junta a ele sem o auxílio de preposição. O complemento do verbo transitivo direto é chamado de objeto direto (OD). Ex1.: Os alunos vencedores receberam troféus. 2. Verbo Transitivo Indireto É aquele cujo sentido é completado por um termo que se junta a ele com o auxílio de preposição. Observe: Ex1.: Se você gosta de flores, São Paulo é o lugar certo. Na frase acima, o verbo em destaque é transitivo indireto, pois necessita de complemento que está ligado a ele indiretamente, por uma preposição. Esse tipo de complemento denomina-se objeto indireto (OI). Ex1.: Todos confiam em suas palavras. 3. Verbo Transitivo Direto e Indireto É aquele que necessita simultaneamente de dois complementos, um sem preposição – o objeto direto – e outro com preposição – o objeto indireto. Observe: Ex1.: Ensinamos gramática a nossos alunos. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 77 www.editoradince.com prep. OD OI VERBO DE LIGAÇÃO Verbo de ligação é o que une simplesmente o predicativo ao sujeito. Assim, não pode existir verbo de ligação se não houver predicativo do sujeito. A seguir, os principais verbos de ligação e os aspectos que exprimem: 1. SER – estado normal habitual (aspecto permansivo): Ex1.: Sônia é minha cunhada. Ex2.: O triângulo é perfeito. 2. ESTAR, ANDAR, ACHAR-SE, etc. – estado adquirido, passageiro (aspecto transitório) Ex1.: Luciana está alegre. Ex2.: Você anda zangado comigo? Ex3.: Ele se acha acamado. 3. FICAR, TORNAR-SE – mudança de estado (aspecto inceptivo): Ex1.: Luciana ficou aborrecida. Ex2.: Marlene tornou-se professora. 4. FICAR, CONTINUAR, PERMANECER – duração ou continuidade de estado (aspecto durativo): Ex1.: Luciana ficou aborrecida. Ex2.: O governador continua carrancudo. Ex3.: Durante a reunião, Antunes permaneceu calado. 5. PARECER – semelhança dúvida de estado (aspecto dubitativo): Ex1.: Manoel só parecia preocupado. Observações: 1. Lembre-se de que a predicação não é fixa. Alguns dos verbos apresentados como de ligação podem vir a ser classificados como intransitivos ou transitivos. Tudo dependerá do sentido. Compare! Ele está feliz. VL PS Predicado Nominal Ele está aqui. VI ADJ.ADV. Predicado Verbal 2. Não confundir predicativo com adjunto adverbial de modo. O predicativo é variável em gênero e número e o advérbio é invariável: Ele está bom. (predicativo do sujeito) Ele está bem. (adjunto adverbial de modo) QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Tabuleiro Norte– mensageiro – Fundamental- 2014 – NEO EXITUS) Analise a frase a seguir: “Assisti a um espetáculo riquíssimo.” Marque a alternativa CORRETA. O verbo assistir é: a) Transitivo direto. b) Transitivo indireto. c) Intransitivo. d) De ligação. e) Transitivo direto e indireto. 2. (Pref. Tabuleiro Norte– mensageiro – Fundamental- 2014 – NEO EXITUS) Considere a oração “Não serei o poeta de um mundo caduco”. Sobre a oração marque a opção CORRETA. a) Há um predicado verbal. b) Há um sujeito indeterminado. c) Há um predicado nominal. d) Há um verbo intransitivo. e) É uma oração sem sujeito. Gabarito: 1 B; 2 C TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO Função sintática Liga-se a Preposição Objeto direto verbo sem preposição Objeto indireto verbo com preposição exigida pelo verbo Agente da passiva verbo com preposição de ou por Complemento nominal adjetivo, advérbio ou substantivo com preposição obrigatória OBSERVAÇÕES: 1. O agente da passiva aparece apenas em orações que estão na voz passiva. 2. Expressões preposicionadas ligadas a um substantivo só poderão ser classificadas como complemento nominal se o substantivo for abstrato e a expressão representar o alvo desse nome. Ex.: medo de baratas. TERMOS INTEGRANTES LIGADOS AO VERBO Complementos verbais Os complementos verbais integram o sentido dos verbos transitivos e ligam-se ao verbo: a. diretamente, sem auxílio de preposição. Nesse caso, são chamados de objeto direto (OD); b. indiretamente, com auxílio de preposição. Nesse caso, são chamados de objeto indireto (IO). Objeto direto (OD) Esse complemento verbal integra o sentido de um verbo transitivo direto (VTD), ao qual se liga diretamente. Normalmente, o núcleo do objeto é representado na oração por um substantivo ou uma expressão substantiva, um numeral, um pronome substantivo, um pronome oblíquo ou uma oração (introduzida por conjunção integrante ou por pronome ou advérbio interrogativo). Veja este exemplo: As crianças receberam troféus. O verbo “receber” pede objeto direto. No caso de “receber”, um substantivo desempenha essa função (troféus); Quando completam o verbo, os pronomes oblíquos o, a os, as exercem sempre a função de objeto direto. http://www.editoradince.com/ 78 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com “Tio Palha felicitou-a.” (Marcos Rey) OD Os pronomes me, te, se, nos, vos podem exercer a função de objeto direto ou indireto, dependendo da transitividade do verbo. “Puxou-me para a escada.” (Marcos Rey) VTD OD “O homem pagou-me e desapareceu. VTI OI Objeto Indireto (OI) É o termo que completa o sentido do verbo transitivo indireto (VTI), ao qual se liga com o auxílio de preposição. Veja: Acreditamos em vidas passadas. O verbo acreditar é transitivo indireto, regendo a preposição em. No caso, o objeto indireto é “em vidas passadas”. Agente da passiva É o termo que, na voz passiva, pratica a ação do verbo. O agente da passiva,, em geral, vem acompanhado da preposição por ou, mais raramente, da preposição de. preposição por + artigo o A carta foi entregue à moça pelo carteiro. voz passiva OI agente da passiva No exemplo, o agente da passiva corresponde, na voz ativa, ao respectivo sujeito da oração. Observe os esquemas de conversão das vozes: Voz passiva: A carta foi entregue à moça pelo carteiro. sujeito paciente agente da passiva Voz ativa: O carteiro entregou a carta à moça. sujeito agente objeto direto Tanto na oração de voz passiva como de voz ativa, o agente e o paciente continuam sendo os mesmos termos. Apenas a função sintática é diferente. Tomando- se um desses exemplos, observe que, na voz passiva, “pelo carteiro” é agente (função sintática: agente da passiva). Já na voz ativa, “o carteiro” também é agente (o que age, atua) com a função sintática de sujeito. MUITO IMPORTANTE!!! O agente da passiva aparece como complemento apenas dos verbos transitivos diretos e transitivos direto e indiretos, que admitem a voz passiva, pois somenteorações na voz ativa com objeto direto podem ser transformadas em orações na passiva. Como consequência, não pode haver agente da passiva junto a verbos transitivos indiretos, intransitivos e de ligação, que não admitem a voz passiva; apenas a ativa. Observe: O menino precisa de amor. VTI O homem saiu apressado. Voz ativa VI Eu sou feliz. VL Tais orações não podem ser transformadas em orações na voz passiva. COMPLEMENTO NOMINAL É o termo que completa o sentido de um nome de significação transitiva. Esse nome pode ser representado por um substantivo abstrato, por um adjetivo ou por um advérbio. Não somente verbos, mas substantivos, adjetivos e advérbios podem também necessitar de complemento. Obs.: O complemento nominal vem sempre ligado por preposição. Ex.: Os conhecimentos são úteis a todos. Adjetivo Comp. Nominal Nós agimos favoravelmente às discussões. Advérbio Comp. Nominal Todo filho tem amor aos pais. Substantivo Comp. Nominal Tenho apenas a certeza do ontem. Substantivo Comp. Nominal TERMOS ACESSÓRIOS DA ORAÇÃO 1. Adjunto Adnominal Adjunto adnominal é o termo acessório da oração que restringe, qualificando ou determinando a significação de um substantivo. Pode ser expresso: a) Por um artigo definido ou indefinido: Ex.: A aluna era linda. Ex.: Ronaldo fez um gol aos 10 minutos de jogo. b) Por um adjetivo: Ex.: O aluno estudioso passa no vestibular. c) Por um pronome adjetivo: Ex1.: Teu lápis é preto? (=possessivo) Ex2.: Aquele livro é bom? (=demonstrativo) Ex3.: Alguns alunos chegaram. (=indefinido) Ex4.: Qual casa compraste? (=interrogativo) Ex5.: Eis a mulher cuja filha é minha esposa. (=relativo) d) Por um numeral adjetivo: Ex.: Pediu duas cartas. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 79 www.editoradince.com e) Por uma locução adjetiva (preposição + substantivo), indicando posse, origem, matéria, semelhança, qualidade. Ex1.: Achei o livro de Pedro (=posse) Ex2.: É boa a água da fonte. (=origem) Ex3.: Ganhou um anel de alumínio. (=matéria) Ex4.: Ele tem cara de macaco. (= semelhança) Ex5.: É um rapaz sem educação. (=qualidade) OBSERVAÇÕES: 1. Os pronomes oblíquos ME, TE, LHE(S), NOS E VOS, quando na função de possessivos, serão classificados como adjuntos adnominais. Ex1.: Roubaram=ME a carteira. (ME = a minha) Ex2.: Quebrei-LHE a cara. (LHE = a sua) Ex3.: Tiraram-NOS a alegria. (NOS = a nossa) 2. Às vezes, o adjunto adnominal expresso por adjetivo se liga ao substantivo por meio da preposição DE; principalmente depois de expressões de sentimento como pobre, triste, feliz, infeliz, etc. Ex1.: O pobre do rapaz ficou perplexo. Ex2.: O bom do padre ajudou os humildes. 3. A preposição EM pode ser empregada, em boa linguagem, em construções como as seguintes: Ex.: ouro em pó Ex.: prata em barra (As expressões em destaque são adjuntos adnominais). ADJUNTO ADVERBIAIS 1.NOÇÃO Se em torno de um núcleo nominal aparece o adjunto adnominal, em torno do núcleo verbal gira o adjunto adverbial. Ex.: Não estudaremos hoje. O adjunto adverbial pode referir-se ainda ao adjetivo: Ex.: José está muito doente. Ou a outro advérbio: Ex.: Pelé jogava muito bem. Assim, adjunto adverbial é o termo que exprime circunstância a um verbo, adjetivo ou outro advérbio. OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: O adjunto adverbial não se flexiona em gênero ou número. Ex.: Ele saiu muito cedo. Ela saiu muito cedo. Eles saíram muito cedo. Elas saíram muito cedo. A única exceção é TODO, usado como advérbio, no sentido de “completamente”. Ex.: Ele molhou-se todo. Ela molhou-se toda. Eles molharam-se todos. Elas molharam-se todas. Aposto e Vocativo Vocativo é a expressão de apelo, chamamento, invocação. Ex.: Ajudai-me, Senhor Deus! Ex.: Josefino, vem cá. Ex.: Você, meu irmão, precisa estudar mais. Ex.: Ó minha amada, que olhos os teus! Ex.: Olá, companheiro, tudo bem? OBSERVAÇÕES: 1. O vocativo sempre será separado por vírgula. Ex.: Ó triste mendigo, dorme teu sono. Dorme, ó triste mendigo, teu sono final. Dorme teu sono final, ó triste mendigo. 2. O vocativo é um termo alheio à estrutura da oração: não pertence nem ao sujeito nem ao predicado. Aposto é a expressão que, referindo-se à outra, explica-a ou resume-a. Há diversos tipos de aposto: 1. APOSTO EXPLICATIVO Ex.: Jânio Quadros, Presidente da República, escreveu um livro de Português. (aposto do sujeito). Ex.: Muito devemos a Gutemberg, o inventor da imprensa. (aposto do objeto indireto). Ex.: Amanhã, segunda-feira, não haverá espetáculo. (aposto do adjunto adverbial de tempo) Ex.: A República foi escrita por Platão, gênio da filosofia grega. (aposto do agente da passiva) Ex.: Yolanda casou-se com João, filho do velho Francisco, banqueiro famoso. (aposto do aposto) 2. APOSTO ENUMERATIVO: Ex.: Apresento-lhe duas grandes amigas: Leila e Maria. Ex.: Foram as duas, a loira e a morena. 3. APOSTO RECAPITULATIVO: Ex.: Reclamações, tristezas, dores nas costas, dificuldades, nada me impedirá de terminar este trabalho. Ex.: De cobras, lagartos, aranhas, de tudo ele tinha medo. Ex.: Marleta, Marly, Augusta, ninguém conseguiu convencê-lo do contrário. 4. APOSTO ESPECIFICATIVO/ RESTRITIVO/ NOMINATIVO: (nome próprio especifica nome comum) Ex.: Comprei esta gravata na loja Dez Irmãos. Ex.: O poeta Castro Alves foi ferido. Ex.: O professor Ricardo programou o curso de Português. Ex.: A cidade de Curitiba cresce assustadoramente. QUESTÕES FUNCEPE E NEO EXITUS 1. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Considere a oração: Ao reino vegetal pertencem os seres com vida. Observa- se que foi empregada a ordem inversa dos termos da oração. Escrita na ordem direta, a oração seria: a) Os seres com vida pertencem ao reino vegetal. b) Os seres com vida ao reino vegetal pertencem. c) Pertencem ao reino vegetal os seres com vida. http://www.editoradince.com/ 80 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com d) Pertencem os seres com vida ao reino vegetal. e) Ao reino vegetal os seres com vida pertencem. Leia o texto III para responder as questões. TEXTO III “Eu queria saber é quem está no aparelho. Ah, sim. No aparelho não está ninguém. Como não está, se você está me respondendo? Eu estou fora do aparelho. Dentro do aparelho não cabe ninguém. Engraçadinho! Então quem está ao aparelho? Agora melhorou. Estou eu, para servi-lo.” ( Carlos Drummond de Andrade ) 2. (Pref. Forquilhas – Agent Endemias – 2013 – Fundamental – NEO EXITUS) Indique a opção CORRETA quanto à análise do termo ninguém, empregado na segunda linha do texto. a) É pronome indefinido e tem a função de sujeito. b) É pronome possessivo e tem a função de objeto direto. c) É pronome indefinido e tem a função de objeto direto. d) É pronome adjetivo e tem a função de complemento nominal. e) É pronome pessoal e tem a função de sujeito. 3. (Pref. Jucás– Agent. Admin. 2014 – NEO EXITUS) Em “A vida é uma peça de teatro”, temos: a) Sujeito simples e predicado verbal. b) Sujeito simples e predicado nominal. c) Sujeito indeterminado e predicado verbo-nominal. d) Sujeito composto e predicado verbal. e) Sujeito oculto e predicado nominal. Leia o Texto II e responda às questões. TEXTO II 4. (Pref. Jucás – agrônomo - 2014 – INST NEO EXITUS) No segundo quadrinho do Texto II há um verbo: a) Transitivo indireto. b) Transitivo direto. c) Intransitivo. d) De ligação. e) Irregular.5. (Pref. Itapajé – Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) No trecho “afirma Clarissa Eckert Baeta Neves, professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), em trabalho apresentado no Congresso da Associação de Estudos Americanos (Lasa).”, o termo entre vírgulas é classificado como: a) Vocativo. b) Adjunto adverbial. c) Oração subordinada adjetiva. d) Aposto. e) Predicativo do sujeito. 6. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Considere o período a seguir: O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou pesquisa feita pelo Ibope. Em relação à afirmativa, marque a opção CORRETA. a) Tem sujeito simples: “o movimento”. b) Tem sujeito simples cujo núcleo é “combate”. c) Apresenta verbo transitivo indireto regido pela preposição “pelo”. d) Apresenta agente da passiva: pelo Ibope. e) Tem o termo “pelo Ibope” como complemento nominal. Leia a tirinha a seguir: e responda as questões. 7. (Pref. Forquilha- Assist. Social - 2013 – I NEO EXITUS) Ainda em relação à tirinha, marque a opção INCORRETA. a) O verbo ter, usado nos quadrinhos, é transitivo direto. b) Em “nosso céu”, a palavra nosso funciona como adjunto adnominal. c) O termo “minha terra” tem a função de sujeito. d) No último quadrinho, temos um predicativo do sujeito. e) O termo “mais” está sempre modificando um adjetivo. Gabarito 1 A 2 A 3 B 4B 5D 6 D 7E SINTAXE A Sintaxe é a parte da língua portuguesa que trabalha com a disposição das palavras em uma frase e a lógica entre elas. Ela é muito importante para compreender a combinação de orações e palavras. Nos estudos gramaticais a sintaxe é estudada por meio da análise sintática para analisar o sujeito, o predicado e os termos acessórios de uma oração. ORAÇÕES COORDENADAS Classificação De acordo com o tipo de conjunção que as introduz, as orações coordenadas sindéticas podem ser: aditivas, adversativas, alternativas, conclusivas ou explicativas. ADITIVAS estabelecem, em relação a outra oração, uma noção de adição: São introduzidas pelas conjunções coordenativas aditivas: e, nem, que, ou pelas locuções não só ...mas (também), como ou quanto (depois de tanto) e análogas. Ex.: Ele comprou passagem e partiu no primeiro trem http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 81 www.editoradince.com Ex.: Chora que chora. Ex.: Tanto é dona de casa como (ou quanto) trabalha fora. ADVERSATIVAS estabelecem, em relação a outra oração, uma ideia de oposição, compensação, ressalva, adversidade, contrariedade, contraste: São introduzidas pelas conjunções coordenativas adversativas: mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto, senão, não obstante. Ex.: Estuda, mas não aprende. Ex.: O nosso time era o favorito, não obstante foi derrotado. ALTERNATIVAS estabelecem, em relação a outra oração, uma ideia de separação ou exclusão ou alternância: São introduzidas pelas conjunções coordenativas alternativas: ou...ou, quer ... quer, seja ... seja, ora ...ora, já ... já. Ex.: Todas as tardes, ia ao cinema ou fazia pequenas compras em lojas da região. Ex.: “Nunca nele a firmeza permanece; se nos dá gosto algum, muda-se logo; já chora, já se ri, já se enfurece.” (Luís V.Camões) CONCLUSIVAS exprimem, em relação a outra oração, uma ideia de conclusão ou de consequência lógica. São introduzidas pelas conjunções coordenativas conclusivas: logo, pois (posposto ao verbo), portanto, de modo que, por isso, por conseguinte, etc. Ex.: Seu amigo está triste e decepcionado; deve, portanto, confortá-lo nesse momento difícil. EXPLICATIVAS explicam o motivo da declaração contida na oração anterior: São introduzidas pelas conjunções coordenativas explicativas: porque, pois (anteposto ao verbo), que, porquanto, etc. Ex.: Volte logo, porque eu preciso de você. DISTINÇÃO ENTRE ORAÇÕES COORDENADAS EXPLICATIVAS E ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS CAUSAIS Choveu, porque a rua está molhada. Or. C. Assind. Or. Coord. Sindética Explicativa Choveu porque houve muita evaporação Or. Principal Or. Subordinada Adverbial Causal As orações coordenadas explicativas são empregadas com frequência depois de orações imperativas e optativas: Ex.: Não zombe dele, que está apaixonado. Ex.: Que Deus te ajude, porque ousado és. ORAÇÃO INTERCALADA Dá-se o nome de oração intercalada ou interferente à oração que se insere em outra, com a finalidade de se fazer um esclarecimento, uma ressalva, uma advertência, um desabafo. Esse tipo de oração é sintaticamente independente e normalmente aparece entre vírgulas, travessões ou parênteses: Ex.: “Tive (por que não direi tudo?), tive remorsos”. (M. de Assis) Às vezes, não é apenas uma oração que se insere numa frase, mas um período composto: E ela – não existe quem possa provar o contrário – foi acusada de ladra. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAIS Classificação Causal indica a causa do efeito expresso na oração regente: É introduzida pelas conjunções causais: porque, visto que, que, como(sempre anteposto à oração à oração principal), posto que (seguido de verbo no indicativo), uma vez que, já que. Ex.: Não veio porque estava doente. Comparativa estabelece uma relação de comparação relativamente a um elemento da outra oração: É introduzida pelas conjunções subordinativas comparativas: como, que, do que, assim como, (tanto) quanto, etc. Ex.: Trabalha como um escravo. Concessiva indica uma concessão, uma exceção, um caso particular, relativamente à outra oração: É introduzida pelas conjunções subordinativas concessivas: embora, conquanto, que, ainda que, mesmo que, por mais que, se bem que, etc. Ex.: Não percebeu nada embora estivesse atento. Condicional expressa uma condição para que ocorra o fato expresso na outra oração: É introduzida pelas conjunções subordinativas condicionais: se, caso, contanto que, desde que, salvo se, a menos que, sem que, etc. Ex.: Irei à fazenda, se não chover. Conformativa estabelece uma ideia de conformidade em relação ao fato da outra oração: É introduzida pelas conjunções subordinativas conformativas: como, conforme, segundo, consoante. Ex.: Conforme prometeu, pagará a dívida amanhã. Consecutiva expressa uma consequência, um efeito do fato mencionado na outra oração: É introduzida pelas conjunções subordinativas consecutivas: que (precedida de tal, tão, tanto, tamanho), de sorte que, de modo que, etc. Ex.: Trabalhou tanto que adoeceu. Nas orações comparativas, o verbo costuma ser o mesmo nas duas orações e frequentemente aparece subentendido. http://www.editoradince.com/ 82 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Final apresenta uma finalidade para o fato expresso na outra oração: É introduzida pelas conjunções subordinativas finais: para que, a fim de que, que. Ex.: Fiz de tudo para que ele aprendesse bons modos. Proporcional indica uma proporção em relação a outro fato: É introduzida pelas conjunções subordinativas proporcionais: à proporção que, à medida que, ao passo que, quanto mais ... (mais), etc. Ex.: À medida que se aproximava a hora, a tensão aumentava. Temporal indica o momento, a época de ocorrência de um fato: É introduzida pelas conjunções subordinativas temporais: quando, enquanto, mal, logo que, assim que, etc. Ex.: Houve protestos depois que o diretor saiu da reunião. ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVAS Dá-se o nome de oração subordinada substantiva à oração que tem valor de substantivo e exerce, em relação à principal, a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou aposto. ATENÇÃO: As orações subordinadas substantivas são normalmente introduzidas pelasconjunções subordinativas integrantes que ou se e por pronome indefinido, pronome ou advérbio interrogativo ou exclamativo. Observe: quanto quem por que Não sabemos comprou como quando onde CLASSIFICAÇÃO Subjetiva exerce a função de sujeito da oração de que depende ou em que se insere: Ex.: É claro que eu não tenho medo de escuro Ex.: Convém que você volte logo. Neste exemplo o reconhecimento do verbo convir como unipessoal facilita a classificação. Verbos unipessoais são aqueles utilizados na 3ª pessoa do singular; fazem parte de uma oração principal que tem como subordinada uma substantiva subjetiva. Os mais usados são: convir, constar, parecer, cumprir, acontecer, suceder, importar. Ex.: Parece que o tempo melhorou. V. Unip. Or. Sub. Subst. Subjetiva Ex.: Ainda não se sabe se Pedro voltará. CUIDADO! Amigo, nesse exemplo há uma tendência a você classificar como Or. Sub. Substantiva Objetiva Direta; porém há o se (antes do sabe), que se classifica como partícula apassivadora, cujo papel é transformar o objeto direto em sujeito, ou seja, passar da voz ativa para a passiva sintética. Objetiva direta exerce a função de objeto direto do verbo da oração principal: Ex.: “Dizem que os cães vêem coisas.” Objetiva indireta exerce a função de objeto indireto do verbo da oração principal: Ex.: Convenceu-o de que o trabalho era fácil. Predicativa exerce a função de predicativo da oração principal: Ex.: O problema é que o prazo para as inscrições já se esgotou. Completiva Nominal exerce a função de complemento nominal de um substantivo ou adjetivo transitivos da oração principal: Ex.: Estava convicto de que ele era inocente. Apositiva exerce a função de aposto de um nome da oração principal. Frequentemente é precedida por dois pontos e, às vezes, pode vir entre vírgulas: Ex.: Dei-lhe um conselho: (que) não se importasse mais com o caso. ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVAS As orações subordinadas adjetivas são introduzidas pelos pronomes relativos que, quem, onde, o qual (a qual, os quais, as quais), cujo (cuja, cujos, cujas), quanto, etc. CLASSIFICAÇÃO RESTRITIVA delimita o sentido do substantivo (nome ou pronome) antecedente, sendo, por isso, indispensável ao sentido completo do enunciado. Liga-se ao antecedente sem vírgula: Ex.: As árvores que dão frutos são raras no Parque Ecológico do Cocó. Já assisti ao filme que você me indicou. EXPLICATIVA encerra uma simples explicação ou informação adicional ao antecedente, já definido plenamente, podendo, por isso mesmo, ser omitida sem prejuízo para o sentido completo do enunciado. A oração adjetiva explicativa sempre aparece entre vírgulas: Ex.: Deus, que é nosso pai, nos salvará. DISTINÇÃO ENTRE AS ORAÇÕES SUBORDINADAS APOSITIVAS E AS ADJETIVAS EXPLICATIVAS Ele revelou as suas razões, que estava cansado e com fome, e foi embora. Ele revelou as suas razões, que todos já conheciam, e foi embora. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 83 www.editoradince.com Conversando... No primeiro caso, a oração destacada explica (função do aposto) as razões; no segundo caso, a palavra que retoma o termo razões, sendo assim um pronome relativo. O pronome relativo inicia uma oração subordinada adjetiva. ORDEM DIRETA E ORDEM INVERSA DAS PALAVRAS Com o objetivo de compreendermos melhor o assunto a ser discutido, analisaremos primeiramente a oração em destaque: Descontraídos, alegres e peraltas na sala os garotos estão. Houve alguma dificuldade no que se refere à compreensão da mensagem? Ficou meio confuso e você sentiu necessidade de pronunciar pausadamente os termos constituintes desta oração? Naturalmente que sua resposta é positiva, mas por que isso acontece? Justamente porque o emissor da mensagem não usou a Ordem Direta das palavras, que por sua vez, é responsável pelo bom entendimento daquilo que é pronunciado ou escrito no momento da comunicação. É importante sabermos que há certa distinção entre oralidade e escrita, já que nesta há o predomínio da linguagem formal, bem como o uso correto da pontuação, da concordância e da grafia de acordo com a gramática normativa. E naquela, a linguagem já é mais livre de convenções e regras, predominando, portanto, um nível mais coloquial. E por assim dizer, o uso da ordem direta das palavras refere-se mais precisamente à língua escrita. Mas qual seria a ordem direta da oração acima? Os garotos alegres, descontraídos e peraltas estão na sala. Para compreendermos melhor sobre a mesma, basta fazermos a análise sintática: Os garotos - Sujeito Simples Estão na sala- Predicado Nominal Alegres, peraltas e descontraídos - Predicativo do sujeito. Na sala - Adjunto adverbial de lugar. Diante da análise feita, notamos que a oração dispõe de todos os requisitos básicos para que haja uma perfeita compreensão do enunciado linguístico, ou seja, possui: Sujeito + Predicado + Complemento - Eis a grande questão. EXERCÍCIOS 1. Observe a sentença abaixo. É preciso priorizar o transporte coletivo. Caso contrário, as cidades vão parar. Marque a opção em que a reescritura causa ALTERAÇÃO de significado. (A) É preciso priorizar o transporte coletivo, ou então, as cidades vão parar. (B) É preciso priorizar o transporte coletivo, pelo contrário, as cidades vão parar. (C) É preciso priorizar o transporte coletivo, senão as cidades vão parar. (D) Se não se priorizar o transporte coletivo, as cidades vão parar. (E) Caso não se priorize o transporte coletivo, as cidades vão parar. “O boticário fazia as suas poções, e a gente lavava, em água quente, os vidros vazios em que ele iria pôr os seus remédios.” 2. Assinale a alternativa que analisa corretamente as orações do período acima. A) A segunda oração é principal em relação à terceira. B) A terceira oração é uma subordinada substantiva. C) Há uma oração reduzida de infinitivo. D) A primeira oração é principal em relação à segunda. E) As duas primeiras orações são coordenadas assindéticas. 3. A passagem em negrito, no período: A vida quis que Rubem conhecesse uma jovem senhora exerce a função de: A) aposto B) sujeito C) objeto direto D) objeto indireto E) complemento nominal 4. Avalie as afirmações abaixo sobre a passagem: Viram quando ele deu a vez para que ela sentasse à janela. I. Período composto por duas orações. II. A segunda oração expressa ideia de tempo. III. A oração iniciada por para que expressa ideia de proporcionalidade. Assinale a alternativa: A) Apenas I é verdadeira. B) Apenas II é verdadeira. C) Apenas III é verdadeira. D) Apenas I e II são verdadeiras. E) Apenas II e III são verdadeiras. 5. O período Os cientistas admitem que aumentou o teor do gás carbônico, mas lembram que parte desse gás tem origem na concentração de vapor de água, é composto por: A) uma oração principal e três coordenadas. B) uma oração principal e três subordinadas. C) duas orações coordenadas e uma subordinada. D) uma oração principal, uma coordenada e duas subordinadas. E) uma oração principal, duas coordenadas e uma subordinada. 6. No verso “Eu sei que as cicatrizes falam” (verso 37), a oração subordinada é: A) adverbial causal. B) substantiva subjetiva. C) adverbial concessiva. D) substantiva objetiva direta. E) substantiva objetiva indireta. 7. As orações do período “elevadas concentrações de dopamina são associadas não apenas ao aumento da vigilância, mas também fazem com que o indivíduo solitário identifique a falta” (linhas 06-07) se relacionam por uma ideia de: A) adição. B) restrição. C) oposição. D) concessão. E) conclusão. 8. A passagem sublinhada na frase “O interessante é que a ONG faz a campanha num barco a óleo diesel” (texto 2, linhas 03-04) tem função sintáticade: A) aposto. B) sujeito. C) predicativo. D) objeto direto. E) complemento nominal. 9. No período “As maiores vítimas serão os pobres mesmo que não sejam os maiores poluidores” (texto 1, http://www.editoradince.com/ 84 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com linhas 05-06), a oração sublinhada é uma subordinada adverbial: A) final. B) causal. C) temporal. D) concessiva. E) consecutiva. 10. As orações do trecho: ... para gerar tudo aquilo de que necessita classificam-se respectivamente como: A) adverbial final / adjetiva restritiva. B) adverbial consecutiva / predicativa. C) adverbial temporal / completiva nominal. D) adverbial proporcional / adjetiva explicativa. E) adverbial causal / substantiva objetiva indireta. Gabarito 1 A 2 C 3 C 4 B 5 D 6 D 7 A 8 C 9 D 10 A REGÊNCIA NOMINAL E VERBAL REGÊNCIA VERBAL A Regência Verbal se ocupa do estudo da relação entre VERBOS e os termos que os complementam (OBJETO DIRETO ou INDIRETO) ou caracterizam (ADJUNTO ADVERBIAL) A regência de um verbo é determinada pela relação do mesmo com seu complemento. Logo, o verbo é o termo regente e o complemento é o termo regido. Observe: Exemplos: Joana assistiu um paciente no hospital onde trabalha. Joana assistiu ao jogo da seleção brasileira. Observe que na primeira oração o verbo assistir é transitivo direto, ou seja, exige complemento (objeto direto) e tem significado aproximado de “prestar assistência”. Já na segunda oração o verbo “assistir” é transitivo indireto, ou seja, exige complemento, porém precedido de preposição e significa “ver”. Reger é determinar a flexão de um termo, que neste caso é o complemento, já que o verbo é o termo regente. Há uma dependência sintática entre regente (verbo) e termo regido (complemento), uma vez que o último completa o sentido do primeiro. Veja: Joana comprou uma bolsa para Jussara. O verbo “comprou” é transitivo direto e pede um complemento: Joana comprou o que? Uma bolsa (termo regido), para quem? Para Jussara (objeto indireto: precedido da preposição “para”). Os pronomes pessoais oblíquos o, a, os, as e suas variações la, lo, los, las, no, na, nos, nas são objetos diretos. Já os pronomes lhe, lhes são objetos indiretos. Exemplos: Joana disse que iria comprá-la. (Joana disse que iria comprar. Comprar o que? La (algo, um objeto, o qual pode ser uma bolsa, uma blusa, etc.) Joana lhe explicou por que não era para comprar. (Joana explicou. Explicou o que? O motivo pelo qual não era para comprar. Explicou para quem? Lhe (para você: objeto indireto precedido de preposição). VERBO INTRANSITIVO: Não possui objeto direto/ objeto indireto; porém, normalmente, são acompanhados de adjunto adverbial. Exemplos: chegar, ir, sair, morrer, nascer, etc. Ex.: Ronaldo chegou ao Rio de Janeiro. Verbo Intransitivo┘ Adjunto Adverbial de Lugar VERBO TRANSITIVO DIRETO: Verbo que exige objeto direto como complemento. Exemplos: amar, comer, aborrecer, socorrer, ver, admirar, etc. Ex.: Maria socorreu o garoto. Verbo Transitivo Direto┘ Objeto Direto VERBO TRANSITIVO INDIRETO: Verbo que exige objeto por meio de uma preposição, ou seja, o objeto indireto. Exemplos: gostar de, confiar em, precisar de, concordar com, etc. Ex.: Maria precisa de ajuda. Verbo Transitivo Indireto┘ Objeto Direto VERBO TRANSITIVO DIRETO E INDIRETO: Verbo que exige objeto direto e indireto. Exemplos: pagar algo A alguém, ensinar algo A alguém, informar alguém sobre algo, etc. Ex.: Maria Bonita pagou a dívida ao rapaz. Verbo Transitivo Direto e Indireto┘ Objeto Direto Objeto Indireto REGÊNCIA NOMINAL A Regência Nominal trata de algumas palavras que exigem complementos (assim como muitos verbos) por meio de PREPOSIÇÕES; o estudo é para você ficar ciente de quais são as preposições. Exemplo: Junto A/DE: aceita as duas preposições. Ex.: Pedro foi nomeado embaixador junto ao governo italiano. Ex.: Esperei socorro junto do portão. Exemplo: Preferível isto A aquilo Ex.: É preferível trabalhar a vadiar. (Forma correta) CUIDADO! Ex.: É preferível trabalhar do que vadiar. (Forma errada) REGÊNCIA DE ALGUNS VERBOS a) Aspirar = respirar é VTD. Ex.: Ele aspirou o gás = desejar é VTI. Ex.: Ele aspira ao sucesso. IMPORTANTE para todos os verbos doravante estudados Primeiro caso Ex.: A menina aspirou o gás tóxico: nesse sentido, por ser transitivo direto, aspirar admite: Voz Passiva: O gás tóxico foi aspirado pela menina. A substituição do objeto por O. A menina aspirou-o. Ao usar pronome relativo, não há necessidade da preposição. Ex.: O gás tóxico a que a menina aspirou era fortíssima. Segundo caso Ex.: O rapaz aspirava a uma vitória. Nesse sentido, aspirar é verbo transitivo indireto; não aceita, portanto, http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 85 www.editoradince.com voz passiva. Uma vitória era aspirada pelo rapaz é uma frase considerada errada. Esse verbo não admite o pronome LHE: Você aspirava ao diploma? Sim, eu aspirava-lhe. (resposta errada. O lhe refere-se a pessoa) Sim, eu aspirava a ele. (resposta correta) Sim, eu aspirava-a. (resposta errada. Este pronome é obj. direto.) Ao usar pronome relativo, deve-se colocar a preposição diante dele. Ex.: Você desconhece as vantagens a que aspiro. Ex.: Você desconhece as vantagens às quais aspiro. b) Assistir = ver é VTI, exige a preposição A. Ex.: Eu assisti ao filme. = socorrer é VTD. Ex.: Assistimos o rapaz doente = pertencer é VTI. Ex.: Esse direito assiste aos jovens. = residir é V. Intransitivo (com a preposição EM) Ex.: Pelé assistia em Santos c) Antipatizar e simpatizar VTI exige preposição Com Ex.: Eu simpatizo com aquela moça. (forma correta) CUIDADO! Este verbo não é pronominal. Ex.: Eu ME simpatizo com aquela moça. (forma errada) d) Chegar V. Intransitivo; normalmente acompanhado de Adjunto Adverbial de Lugar. Quem chega chega A algum lugar Ex.: A noiva chegou tarde ao cartório. (forma correta) CUIDADO! É incorreto dizer quem chega chega EM algum lugar. Ex.: A noiva chegou tarde no cartório. (forma errada) e) Esquecer e Lembrar Quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD. Ex.: Eu esqueci o problema. Quando acompanhados de pronome oblíquo, são VTI. Ex.: Eu me esqueci do problema. f) Informar É VTDI (exige um objeto direto e um objeto indireto). Admite duas construções: Informar alguma coisa a alguém. Ex.: Ela informou o fato aos alunos. Informar alguém de (sobre) alguma coisa. Ex.: Ela informou os alunos do (sobre) fato. Os verbos avisar, esclarecer, lembrar, prevenir, notificar e cientificar admitem as mesmas construções que o verbo informar g) Namorar É verbo VTD, não há necessidade da preposição COM. Ex.: Maria namora seu ex-cunhado. h) Obedecer e Desobedecer São VTI (exigem preposição a) Ex.: Ele nunca obedece aos regulamentos i) Pagar e Perdoar São VTI quando o objeto refere-se a pessoa. Ex.: O pai sempre perdoa aos filhos São VTD quando o objeto refere-se a coisa Ex.: Nós já pagamos os impostos. CUIDADO! Quem paga (ou perdoa) paga A alguém. Ex.: Maria pagou o pedreiro. (forma errada) Ex.: Maria pagou ao pedreiro. (forma correta) j) Pisar É VTD. Ex.: Não pise o terreno molhado. CUIDADO! Este verbo não exige preposição e nem é verbo intransitivo exigindo Adjunto Adverbial de Lugar. ┌ EM + A (artigo) Ex.: Não pise NA grama. (fora errada) Verbo Intransitivo┘ └Adjunto Adverbial de Lugar Ex.: Não pise a grama. (forma correta) Verbo Transitivo┘ Objeto Direto k) Preferir É VTDI (preferir alguma coisa a outra) Ex.: Ele prefere o futebol ao vôlei. l) Querer = desejar é VTD. Ex.: Todos queriam o prêmio = gostar é VTI. Ex.: As mães querem aos filhos. m) Visar = pretender é VTI. Ex.: Ele visava ao sucesso = mirar é VTD. Ex.: O jogador visou o gol. = assinar é VTD. Ex.: Você já visou o cheque? EXERCÍCIOS COMENTADOS 01. Quanto à regência verbal, marque a opção correta: A) Meu Deus, esqueci da matéria da prova. B) Ainda bem que eu lembrei a matéria da prova. C) Você não obedeceu as ordens do patrão. D) Paulo namora com Maria, minha amiga de escola. E) Há muito ele aspirava o cargo de diretor. COMENTÁRIO: (A) Meu Deus, esqueci da matéria da prova. Esquecer e Lembrar http://www.editoradince.com/ 86 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD. Ex.: Eu esqueci o problema. Quando acompanhados de pronome oblíquo, são VTI. Ex.: Eu me esqueci do problema. A forma correta é Meu Deus, esqueci a matéria da prova. Meu Deus, esqueci-me da matéria da prova (B) Ainda bem que eu lembrei a matéria da prova. Lembrar Quando desacompanhados de pronome oblíquo, são VTD. Ex.: Eu lembrei o problema. Quando acompanhados de pronome oblíquo, são VTI. Ex.: Eu me lembrei do problema. (C) Você não obedeceu ÀS ordens do patrão. Artigo que acompanha o substantivo ordens┐ Quem obedece obedece A1 + AS Preposição exigida pelo VTI obedecer┘ (D) Paulo namora Maria, minha amiga de escola. NAMORAR é verbo transitivo DIRETO: não há necessidade da preposição COM. (E) Há muito ele aspirava Ao cargo de diretor. ASPIRAR é verbo transitivo INDIRETO: há necessidade da preposição A. 02. Considere os itens seguintes: I. Os agentes penitenciários haviam deslocado-se para o presídio. II. Há menas confusão na rua. III. Cada um dos agentes prestarão juramento. IV. Todos os agentes devem assistir ao hasteamento da bandeira. Marque a alternativa verdadeira. A) Em I, está correta a colocação do pronome oblíquo átono. B) Em II, está correta a concordância nominal. C) Em III, está correta a concordância verbal. D) Em IV, está correta a regência verbal. COMENTÁRIO: I. Os agentes penitenciários haviam deslocado-se para o presídio. O pronome oblíquo átono NUNCA pode ser colocado depois do verbo no particípio. A forma correta seria: Os agentes penitenciários haviam se deslocado para o presídio. Ou Os agentes penitenciários haviam-se deslocado para o presídio. II. Há menOs confusão na rua. Não existe a palavra MENAS. III. Cada um dos agentes prestarÁ juramento. Sujeito formado por Cada um dos agentes... Pronome Indefinido no singular + Elemento no plural O verbo concorda com o pronome indefinido no singular, obrigatoriamente. Ou seja, ficará no singular. I V. Todos os agentes devem assistir ao hasteamento da bandeira. Assistir no sentido de ver é VTI, exige a preposição A. Ex.: Eu assisti ao filme. 03. Assinale a alternativa gramaticalmente correta. A) Não o conheço; como se atreve a falar-me? B) Não lhe conheço; como se atreve a falar-me? C) Não lhe conheço; como te atreves a me falar? D) Não o conheço; como atreves-te a me falar? E) Não conheço tu; como atreve a me falar? COMENTÁRIO: (A) Não o conheço; como se atreve a falar-me? Conhecer é VTD aceita o O como complemento. O O é pronome oblíquo átono da 3ª pessoa, e o SE também pertence a 3ª pessoa. Assim, está havendo fidelidade da pessoa gramatical. (B) Não lhe conheço; como se atreve a falar-me? Conhecer é VTD não aceita o LHE como complemento. (C) Não lhe conheço; como te atreves a me falar? Conhecer é VTD não aceita o LHE como complemento. (D) Não o conheço; como atreves-te a me falar? Conhecer é VTD aceita o O como complemento. O O é pronome oblíquo átono da 3ª pessoa, mas o TE pertence a 2ª pessoa. Assim, não está havendo fidelidade da pessoa gramatical. (E) Não conheço tu; como atreve a me falar? Depois do verbo, o pronome a ser usado é o oblíquo (te), não o pessoal (tu). 04. Marque o item em que há erro na regência verbal: A) Costumo obedecer preceitos éticos; B) São essas as atitudes de que discordo; C) É preferível comprar sapato toda semana a abastecer o carro; D) O governo assistiu os desabrigados, dando-lhes comida e água; E) Paguei-lhe o salário do mês. COMENTÁRIO: (A) Costumo obedecer A (os)preceitos éticos; Obedecer é VTI (exige preposição a) Ex.: Ele nunca obedece aos regulamentos (B) São essas as atitudes/ de que discordo; Quem discorda discorda DE Errado estaria se escrevêssemos: São essas as atitudes/ que discordo (C) É preferível comprar sapato toda semana a http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 87 www.editoradince.com abastecer o carro; É preferível isto A aquilo. Errado estaria se escrevêssemos: É preferível comprar sapato toda semana do que abastecer o carro; (D) O governo assistiu os desabrigados, dando- lhes comida e água; Assistir no sentido de socorrer é VTD. Ex.: Assistimos o rapaz doente. Objeto Direto (E) Paguei-lhe o salário do mês. VTDI OI OBJETO DIRETO Pagar e Perdoar São VTI quando o objeto refere-se a pessoa. Ex.: O pai sempre perdoa aos filhos São VTD quando o objeto refere-se a coisa Ex.: Nós já pagamos os impostos. CUIDADO! Quem paga (ou perdoa) paga A alguém. Ex.: Maria pagou o pedreiro. (forma errada) Ex.: Maria pagou ao pedreiro. (forma correta) 05. Marque o item que apresenta erro de regência: A) Cheguei ao cinema meia hora depois dele; B) Simpatizava com a ideia de ser guarda municipal; C) Assistimos à inauguração da piscina; D) O juiz não perdoou o réu pelos delitos e julgou procedente a ação; E) O motorista não respeitava os sinais nem obedecia às normas de trânsito. COMENTÁRIO: A) Cheguei ao cinema meia hora depois dele; B) Simpatizava com a ideia de ser guarda municipal; C) Assistimos à inauguração da piscina; D) O juiz não perdoou o réu pelos delitos e julgou procedente a ação; E) O motorista não respeitava os sinais nem obedecia às normas de trânsito. 06. As sentenças abaixo, exceto uma, apresentam desvios relativos à regência verbal. Assinale a que não apresenta esse desvio: A) Vi e gostei muito do filme; B) Eu não pisei na grama; C) Deve haver professores que preferem negociar do que trabalhar, devido aos vencimentos serem irrisórios; D) Esta é a escola na qual confio; E) A importância que eu preciso é vultuosa. COMENTÁRIO: (A) Vi e gostei muito do filme; VER é VTD e GOSTAR é VTI. Não podemos colocar um único complemento (do filme) a verbos com predicações diferentes. A forma apropriada deveria ser assim: Vi o filme e gostei muito dele. O DIRETO O INDIRETO (B) Eu não pisei a grama; Pisar É VTD. Ex.: Não pise o terreno molhado. CUIDADO!!! Este verbo não exige preposição e nem é verbo intransitivo exigindo Adjunto Adverbial de Lugar. ┌ EM + A (artigo) Ex.: Não pise NA grama. (fora errada) Verbo Intransitivo┘ └Adjunto Adverbial de Lugar Ex.: Não pise a grama. (forma correta) Verbo Transitivo┘ Objeto Direto (C) Deve haver professores que preferem negociar A trabalhar, devido aos vencimentos serem irrisórios; Preferir É VTDI (preferir alguma coisa a outra) ┌Objeto Indireto Ex.: Ele prefere futebol a vôlei. └Objeto Direto Ou Ele prefere o futebol ao vôlei. (D) Esta é a escola/ na qual confio; Quem confia confia EM Errado estaria se escrevêssemos: Esta é a escola/ a qual confio; Lembrando que NA é a aglutinação da Preposição EM + o Artigo A. (E) A importância/ DE que eu preciso/ é vultuosa. Quem precisa precisa DE 07. Marquea figura da onça pintada. (D) no exterior, por falta de conhecimento, as pessoas pensam que há animais ferozes soltos em nossas cidades. (E) as onças das florestas estão invadindo as cidades por causa do desmatamento. ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL X SEMÂNTICA QUESTÃO 03 No excerto citado na questão anterior, o termo “onças” foi usado (A) no sentido denotativo, significando pessoa extremamente zangada. (B) no sentido conotativo, significando pessoa extremamente zangada. (C) no sentido denotativo, significando o animal de grande porte pertencente à classe dos felídeos. (D) no sentido conotativo, significando o animal de grande porte pertencente à classe dos felídeos. (E) nos dois sentidos, conotativo e denotativo, significando tanto pessoa extremamente zangada quanto o animal de grande porte pertencente à classe dos felídeos. Gabarito: 01/B; 02/D; 03/C PROVA 02 COREN –DMINISTRADOR DE REDES/AOCP/ 2013 “NYT” destaca crescimento populacional na Amazônia e preocupação ambientalista 1.§ Reportagem do jornal americano “New York Times” publicada neste domingo revela o surgimento e o crescimento de diversas cidades em meio à Amazônia, dizendo que os cientistas estão alarmados com a chegada de projetos industriais na região. 2.§ O jornal diz que a expansão dessas cidades é evidente em locais como Parauapebas, que, em uma geração, evoluiu de uma pequena colônia marcada por conflitos de mineiros para uma cidade com shopping e concessionária da Chevrolet. 3.§ Embora a ditadura militar tenha construído estradas no intuito de ocupar a Amazônia e defendê-la dos estrangeiros, o desmatamento que o crescimento populacional tem causado na região preocupa cientistas. 4.§ Alguns pesquisadores dizem que o êxodo rural em países tropicais como o Brasil na verdade ajuda a diminuir o desmatamento, já que algumas áreas rurais se conservam por ter uma diminuição populacional, o que ajuda no reflorestamento. 5.§ Porém, a maior parte dos cientistas discorda dessa visão. Eles dizem que a migração aumenta o desmatamento porque dá espaço para que pecuaristas, que já são responsáveis por reduzir em boa parte as áreas florestais, comprem terras de pequenos agricultores e expandam seus negócios. 6.§ Das 19 cidades brasileiras que dobraram seu número de habitantes na última década, dez se encontram na região amazônica, de acordo com o último http://www.editoradince.com.br/ 6 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com censo. Manaus, capital do Estado do Amazonas, cresceu 22% em população entre 2000 e 2010. 7.§ O jornal diz que aproximadamente 25 milhões de pessoas vivem atualmente na Amazônia. Enquanto o Brasil no geral cresceu 12% nos últimos dez anos, na região o salto foi de 23%. 8.§ O “New York Times” diz que o crescimento se deveu ao aumento das famílias e à pobreza local, que leva pessoas a deixarem o campo e se mudar para essas cidades em busca de trabalho. Mas a razão principal é a expansão econômica. 9.§ Incentivos fiscais para a indústria de manufatura promoveram crescimento populacional em Manaus e nas cidades vizinhas. Já cidades como Sinop, no Mato Grosso, cresceram cerca de 50% graças à expansão da soja. Construções de grandes hidrelétricas também impulsionaram os dados habitacionais na Amazônia. http://www1.folha.uol.com.br/mercado/1191018-nyt- QUESTÃO 01 Uma das causas do crescimento populacional em diversas cidades da Amazônia é (A) o desmatamento. (B) a chegada de estrangeiros. (C) a construção de hidrelétricas. (D) o conflito de mineiros. (E) a ditadura militar. Gabarito: 01/ C PROVA 03 PREFEITURA DE ANGRA DOS REIS/AGENTE ADMINISTRATIVO/AOCP/ 2015 Espectadores têm chance de “degustação” das Paralimpíadas. Ingressos estão à venda 07/09/2015 Cadeiras de roda e próteses entre bicicletas, skates e patins: a integração entre atletas paralímpicos e o público na Lagoa Rodrigo de Freitas marcou a celebração da data de um ano para as Paralimpíadas Rio 2016, nesta segunda-feira (7.09). Durante o Festival Paralímpico, que teve dois dias de programação na capital fluminense, os espectadores puderam ter um gostinho de como serão os primeiros Jogos da América do Sul, no ano que vem. O cronômetro que marca o tempo até o dia do evento foi acionado de dentro de uma roda de confraternização que reuniu atletas brasileiros e estrangeiros, o mascote das Paralimpíadas, Tom, autoridades e dirigentes. O ministro do Esporte, George Hilton, esteve presente ao lado do presidente do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, e dos presidentes dos comitês paralímpicos internacional e brasileiro (Phillip Craven e Andrew Parsons). “Quero dizer que neste um ano para os Jogos, os esforços são para que a gente tenha não apenas um grande evento, mas que possamos despertar a cultura desportiva em todo o território nacional. O Rio terá a missão de espalhar por todo o país a chama paralímpica, e nós daremos todo o apoio que for preciso para que o paradesporto no Brasil continue nos orgulhando”, disse George Hilton. Andrew Parsons lembrou que o 7 de setembro também marca o início da venda de ingressos para os Jogos Paralímpicos. “Nossa meta é vender 3,3 milhões de entradas. Se conseguirmos, vai ser o maior número de ingressos vendidos de toda a história da Paralimpíada. Os preços são bem convidativos, tem ingresso a R$ 10, é muito barato. A ideia não é fazer uma grande arrecadação, mas expor o esporte paralímpico ao maior número de pessoas possível”, afirmou. Fonte: http://www.brasil2016.gov.br/pt-br/noticias 01. De acordo com o texto, (A) o dia 7 de setembro foi um dia importante para as Paralimpíadas, que estão relacionadas à Independência do Brasil, comemorada também nessa data. (B) a comemoração das Paralimpíadas teve uma programação que durou o dia todo, dia 07 de setembro de 2015, segunda-feira. (C) as vendas dos ingressos para as Paralimpíadas se iniciaram no dia 7 de setembro. A meta é vender 3,3 milhões de entradas e fazer uma grande arrecadação. (D) com as Paralimpíadas de 2016, o ministro do Esporte pretende despertar a cultura do desporto no território brasileiro. (E) entre atletas, dirigentes e outros participantes do evento, durante uma confraternização e faltando um ano para o início dos Jogos Paralímpicos, inicia-se a contagem do tempo até o início dos jogos em 2016. ASSUNTO: SIGNIFICAÇÃO DE PALAVRAS/ RELAÇÃO DE SINONÍMIA 02. Em “Espectadores têm chance de ‘degustação’ das Paralimpíadas”, a palavra que mais se aproxima do sentido da palavra em destaque utilizada nesse contexto é (A) experimentar. (B) engolir. (C) comer. (D) ingerir. (E) jogar. Como o celular influencia no comportamento das formigas? Por Heverton Paulo Podemos afirmar com toda certeza que, hoje em dia, o celular é para as pessoas o que a água é para uma planta: completamente essencial. O aparelho eletrônico tornou-se quase um “membro” extra de indivíduos de toda e qualquer faixa etária, sexo, ou escolaridade. Para enviar mensagens, fazer ligações, ouvir música e assistir vídeos, acessar a internet, tirar fotos e até se localizar em algum lugar — GPS —, o celular é usado para quase tudo que se possa imaginar. Entretanto, já parou para pensar que esse aparelho, aparentemente inofensivo, também pode afetar a sua saúde? Pois saiba que a radiação (mesmo que mínima) e as ondas magnéticas emitidas por um telefone celular podem alterar o cérebro de uma pessoa. Segundo um estudo norte-americano conduzido pela Doutora Nora Volkow, em 2009, reuniu 47 voluntários que tiveram dois celulares desligados colocados em cada orelha e, logo depois, seus cérebros foram escaneados usando o método PET scan. Depois desse um segundo escaneamento foi feito, mas dessa vez com o celular da orelha direita ligado e com uma chamada ativa durante 50 minutos. Constatou-se que a área perto da antena do celular sofreu um aumento de 7% emo item que apresenta erro de regência nominal: A) Estava seguro de que conseguiria uma vaga no concurso; B) Tínhamos dúvida a cerca da melhor opção de cargo; C) Carlos Alberto, residente a rua Alvorada, Nº 01; D) Éramos quatro em casa; E) Ela está meio triste hoje. COMENTÁRIO: (A) Estava seguro de que conseguiria uma vaga no concurso; (B) Tínhamos dúvida a cerca da melhor opção de cargo; (C) Carlos Alberto, residente a rua Alvorada, Nº 01; A forma residente A é considerada ERRADA. Quem reside/mora reside/ mora EM alguma lugar Carlos Alberto reside na (em+a) rua Alvorada Rural, ... Carlos Alberto mora na (em+a) rua Alvorada Rural, ... Formas derivadas Carlos Alberto, residente na rua Alvorada Rural, ... Carlos Alberto morador na rua Alvorada Rural, http://www.editoradince.com/ 88 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com ... (D) Éramos quatro em casa; Errado estaria se escrevêssemos: Éramos EM quatro em casa; (E) Ela está meio triste hoje. Errado estaria se escrevêssemos: Ela está MEIA triste hoje. Porque meio (advérbio) altera triste (adjetivo); e advérbio é uma classe invariável. 08. Em “Não gosto de morangos”. O verbo gostar exige a preposição de. Assinale o item que está correto em relação à regência verbal: A) Prefiro morango a uva; B) Assiste o jogo pela TV; C) Vou na praia sempre que posso; D) As crianças devem obedecer os professores; E) Desculpe, não lhe convidei para meu aniversário. COMENTÁRIO: (A) Prefiro morango a uva; (B) Assiste Ao jogo pela TV; (C) Vou à praia sempre que posso; IR é verbo intransitivo que exige a preposição A. Vou A1 + A2 praia A1 → Preposição exigida pelo verbo IR. A2 → Artigo que acompanha o substantivo PRAIA. (D) As crianças devem obedecer Aos professores; Obedecer e Desobedecer São VTI (exigem preposição a) Ex.: Ele nunca obedece À sinalização. (E) Desculpe, não O convidei para meu aniversário. OD VTD Convidar é VTD não aceita o LHE como complemento. Pois o LHE assume, entre outras funções) a função de Objeto Indireto. 09. Numa das seguintes frases, há erro no emprego da preposição. Assinale-a: A) Esta é uma decisão de que não deves ter dúvidas. B) Nunca aceites encargos a que não te possas desobrigar. C) Aquela é a pessoa com quem não simpatizas? D) Ele era um professor contra cujas atitudes eu não me revoltava. COMENTÁRIO: (A) Esta é uma decisão/ de que não deves ter dúvidas. Quem tem dúvida tem dúvida DE (B) Nunca aceites encargos/ DE que não te possas desobrigar. Verbo Pronominal: desobrigar-se DE (C) Aquela é a pessoa/ com quem não simpatizas? Quem simpatiza simpatiza COM (D) Ele era um professor/ contra cujas atitudes eu não me revoltava. Revoltar-se contra Ex.: “Condenar os capitalistas, considerando-os inúteis para a sociedade, é revoltar-se irrefletidamente contra os próprios instrumentos de trabalho. Gabarito 01 B 02 D 03 A 04 A 05 D 06 D 07 C 08 A 09 B EMPREGO DO SINAL INDICATIVO DE CRASE CONCEITO Crase é a fusão de a + a(s). Ex.: Ele vai A1 + A2 feira Ele vai à feira. REGRA PRÁTICA Troca-se a palavra feminina por uma masculina correspondente. Se, antes da masculina, aparecer ao(s), coloca-se o sinal da crase no a(s) antes da feminina. Ex: Ele vai à feira (Ele vai ao banco) Ele visitou a exposição (Ele visitou o salão de arte) CASOS EM QUE NÃO OCORRE CRASE A crase é proibida antes das palavras que não apresentam o artigo a(s). a) Antes de masculinos Ex.: Ele foi a pé para casa b) Antes de verbos Ex.: A torcida começou a gritar. c) Antes de pronomes pessoais (inclusive os de tratamento) Ex.: Nada disse a ela nem a Vossa Senhoria. d) Antes dos pronomes esta(s), quem e cuja(s). Ex.: Essa é pessoa a quem pedi ajuda. e) Com a no singular + palavra no plural Ex.: Ele se refere a acusações mentirosas. f) Entre duas palavras repetidas Ex.: Ficamos cara a cara. g) Antes de nomes de cidades sem especificativo Ex.: Ele gosta de ir a Fortaleza. Se o nome da cidade estiver caracterizado por um especificativo, ocorre crase. Ex.: Ele gosta de ir à ensolarada Fortaleza. CASOS EM QUE OCORRE CRASE a) Locuções adverbiais femininas de: Tempo Ex.: Ele chegou à noite e saiu às seis horas. Lugar Ex.: Ninguém chegou à cidade. Modo Ex.: Ele entrou às escondidas no armazém. b) Locuções prepositivas ( à + palavra feminina + de) Ex.: Nós ficamos à espera de ajuda. c) Locuções conjuntivas (à + palavra feminina + que ) Ex.: O tempo esfria, à medida que escurece. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 89 www.editoradince.com CASOS EM QUE A CRASE É FACULTATIVA a) Antes de pronomes possessivos femininos Ex: A vizinha pediu ajuda à minha mãe A vizinha pediu ajuda a minha mãe b) Antes de nomes de mulher Ex: O juiz fez uma advertência à Paula O juiz fez uma advertência a Paula c) Depois da preposição até Ex: Eu andei até à esquina Eu andei até a esquina CRASE COM PRONOMES DEMONSTRATIVOS E RELATIVOS a) Preposição a + pronome demonstrativo a(s) O pronome demonstrativo a(s) aparece seguido de que ou de. Critério prático: Troca-se por um substantivo masculino o feminino que vem antes do a(s). Só ocorre crase se, com o masculino, aparecer ao(s) antes de que ou de. Ex.: Esta casa é igual à que você comprou Este carro é igual ao que você comprou b) Preposição a + aquele(s) Critério prático: Troca-se aquele(s) por este(s). Só ocorre crase se aparecer a antes do este(s). Ex.: Ele se refere àquele fato. Ele se refere a este fato Esse critério prático vale também para os demonstrativos aquela(s) e aquilo. c) Crase antes de qual / quais. Critério prático: Troca-se por um substantivo masculino o feminino anterior ao qual / quais. Só ocorre crase se, com o masculino, aparecer ao qual / aos quais. Ex.: Estas são as crianças às quais me refiro. Estes são os alunos aos quais me refiro CASOS ESPECIAIS DE CRASE pai.meu do casa à cedo Chegamos Ex. crase. com tivoespecifica Com casa. a cedo Chegamos Ex. crase sem tivoespecifica Sem casa )a avós. dos terraà voltou Ele Ex. crase. com planeta e natal terrade sentido Com terra.a voltaramsjangadeiro Os Ex. crase. sem água de ao oposto sentido Com terra)b Emprego de Há e A Em referência a tempo, essas duas formas têm os seguintes usos: Há: é usado na indicação de tempo decorrido, tempo passado. Na prática, pode ser trocado pelo verbo fazer. Exemplo: Os viajantes partiram )( faz há três semanas. A forma há também pode ser usada com outros sentidos. Ex.: Aqui não há nenhuma dificuldade. (existir) Ele há de voltar. (ter) A: é usado na indicação de tempo futuro (em geral, aparece na locução daqui a). Ex.: Os viajantes partirão daqui a três semanas. Daqui a muitos anos, essa região será um deserto. QUANTO A, JUNTO A, DEVIDO A, DADO Vamos tratar do uso da crase com as locuções prepositivas quanto a, junto a, relativamente a, etc. A locução prepositiva é composta de dois ou mais vocábulos, sendo o último deles uma preposição simples (ex.: ao lado de, de acordo com, frente a). Sua função é a mesma da preposição. Só nos interessam agora as locuções que acabam na preposição "a", pois estas exigem o a craseado quando se ligam a um substantivo feminino determinado. Como são relativamente poucas as locuções que se enquadram nesta categoria, pode-se memorizá-las para evitar os condenáveis erros de crase: 1. Graças à competência do médico, o menino se curou completamente. 2. Em atenção à reclamação formulada por sua empresa, revisaremos o produto. 3. Foram abertas inscrições com vistas à renovaçãoconsumo de glicose em relação ao escaneamento anterior, se tornando um pouco mais ativa. Como a ligação era sem áudio, a área do cérebro que apresentou atividade no segundo escaneamento não estava relacionado com o interlocutor pensando ou conversando com uma pessoa do outro lado da linha. Que as ondas do celular podem afetar mesmo que minimamente o cérebro humano, isso já foi comprovado http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 7 www.editoradince.com.br cientificamente. Mas será que o aparelho também pode afetar animais? Bem, as formigas parecem provar que sim, segundo um recente vídeo que está viralizando nas redes sociais. O vídeo mostra um iPhone no chão com uma certa ‘multidão’ de formigas ao redor dele. O comportamento dos insetinhos é aparentemente normal, correndo confusas e desordenadas. Entretanto, assim que o celular recebe uma ligação e começa a tocar, algo incrível acontece: as formigas imediatamente, como que comandadas por um ser invisível, entram em uma formação circular e começam a rodear o celular organizada e metodicamente, de maneira veloz e precisa. Não existe uma explicação 100% concreta de tal fenômeno, mas algumas teorias fazem sentido. Segundo o site Ciência Hoje, as formigas possuem partículas magnéticas em suas antenas, que as fazem seguir caminhos de acordo com a orientação magnética da Terra. O sinal do iPhone teria interferido nesse sistema, confundido os insetos e fazendo com que eles agisse da maneira vista no vídeo. Texto adaptado. Fonte: http://www.ultracurioso.com.br/ 03. De acordo com o texto, (A) o celular tem benefícios, mas pode também causar alguns problemas de saúde. A parte do corpo humano mais afetada são os ouvidos. (B) o uso excessivo do celular tem influenciado o comportamento das formigas e afetado a sua saúde. (C) os maiores problemas surgem quando há do outro lado da linha um interlocutor conversando com a pessoa. (D) quando os celulares estão desligados perto das orelhas, ainda que sejam dois aparelhos, o consumo de glicose é menor do que quando apenas um aparelho está ligado. (E) a mudança de comportamento das formigas é visível somente quando é utilizado o iPhone. Em testes feitos com outros celulares, não se verificou mudança de comportamento das formigas. Gabarito: 01/E; 02/A; 03/D UFC-CCV/Técnico-Administrativos em Educação/2012 As questões de 1 a 11 abordam o texto 1. TEXTO 1 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26 27 28 29 30 31 32 33 34 35 36 37 38 Se trabalho fosse bom, não se chamava trabalho. É o que diz a gracinha que inevitavelmente ouvimos quando estamos pê da vida com o emprego e somos lembrados de que, se o propósito fosse se divertir, o nome da coisa seria outro — diversão — e não precisaríamos ser pagos para fazer. Boa notícia: essa dureza está prestes a acabar. Vamos continuar tendo chefes, escritórios e tarefas a cumprir, mas (...) o trabalho tende a ficar cada vez mais leve e divertido. Uma das principais forças por trás dessas mudanças é a tecnologia. Hoje, você não consegue nem imaginar como seria viver sem internet e celular. E são justamente essas duas ferramentas que permitem que as pessoas possam trabalhar de qualquer lugar — de casa, do cibercafé, da beira da praia tomando açaí. O teletrabalho, em que as pessoas trabalham de um local remoto, via computador, e fazem reuniões via videoconferência, já é uma realidade: nos EUA, são 33,7 milhões de pessoas fazendo isso ao menos uma vez por mês. Com internet e celular, as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar — até mesmo de outros países. É o caso do projeto Mechanical Turk, da Amazon, uma espécie de classificados de pequenos serviços, como legendar fotos ou fazer buscas em sites. Nele, as pessoas de todo o mundo podem se cadastrar, escolher entre as milhares de tarefas disponíveis e serem pagas por cada uma delas. Nem todas as atividades que executamos podem ser delegadas e terceirizadas dessa forma, mas é uma mostra do que dá para fazer quando a banda larga é barata e todos têm acesso a um computador. Permitir que as pessoas trabalhem de casa não é apenas uma maravilha mas também um diferencial poderoso na hora de conservar os funcionários. E essa vantagem vai mesmo ser necessária: pesquisa da Rand Corporation mostra que o crescimento da força de trabalho está diminuindo com os anos, nos EUA. De um aumento de 2,6% ao ano, na década de 1970, esse número caiu para 0,4%, nos anos 2000. Com um número tão pequeno, o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos. Enfim, de todo mundo. Atrair funcionários vai virar um desafio nos próximos anos. Para chegar lá, a palavra-chave é uma só: flexibilidade. Isso não significa apenas trabalhar de casa de vez em quando, mas também poder chegar mais cedo ou mais tarde conforme a conveniência, sair no meio do dia para ver o teatrinho na escola das crianças, ter empregos de meio período ou semanas de 4 dias. Mesmo quem tem um tipo de trabalho presencial, como funcionários de uma fábrica, por exemplo, pode se beneficiar dessas práticas. É o que vai permitir às mulheres subirem cada vez mais alto na carreira sem abrir mão de passar tempo com os filhos e aos jovens da geração Y cuidarem da coisa que mais importa para eles: a vida pessoal. Criados no ambiente coletivo e colaborativo da internet, essa geração até se preocupa com dinheiro, mas é capaz de abrir mão de um emprego que pague bem, mas seja chato, em nome de fazer o que gosta, em uma empresa menor. O impacto dos jovens no mercado de trabalho se faz notar em tudo, inclusive na organização dos escritórios. Quem recebeu por e-mail as fotos das instalações do Google ficou morrendo de inveja: tobogãs, mesa de sinuca, sala para jogar videogame, pufes coloridos, tudo que é divertido está presente para ajudar o pessoal da empresa a criar novos produtos. A sede do Twitter é mais modesta, mas também inspiradora: uma sala grande com TV, pebolim, fliperama — e estacionamento para dezenas de bicicletas. Assim como o home office fez com que o trabalho invadisse a casa das pessoas, o universo dos jovens está invadindo os escritórios. E o ambiente de trabalho de todo mundo vai ficar mais prazeroso por causa disso. CALLEGARI, Jeanne. O fim do trabalho. Disponível em: . Acesso em: 25 fev. 2012. Assunto: Reconhecimento do PROPÓSITO DO AUTOR 01. O objetivo central do texto 1 é: A) criticar as pessoas que enxergam o trabalho como algo desagradável. B) alertar contra o fato de a força de trabalho vir diminuindo desde 1970. http://www.editoradince.com.br/ http://www.ultracurioso.com.br/ 8 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com C) defender o projeto da Amazon que emprega pessoas de todo o mundo. D) descrever o ambiente de trabalho de empresas que lidam com a internet. E) abordar mudanças no mundo do trabalho que podem ser benéficas a todos. Assunto: Reconhecimento de FATO e OPINIÃO 02. Assinale a alternativa cuja frase expressa um fato. A) “Se trabalho fosse bom, não se chamava trabalho” (linha 01). B) “nos EUA, são 33,7 milhões de pessoas fazendo isso ao menos uma vez por mês” (linhas 10-11). C) “Permitir que as pessoas trabalhem de casa não é apenas uma maravilha...” (linha 18). D) “Mesmo quem tem um tipo de trabalho presencial (...) pode se beneficiar dessas práticas” (linhas 26-27). E) “o ambiente de trabalho de todo mundo vai ficar mais prazeroso por causa disso” (linhas 37-38). Assunto: Reconhecimento das INFORMAÇÕES IMPLÍCITAS 03. No trecho “...o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos” (linhas 22-23), depreende-se que os jovens, as mulheres e os idosos: A) constituem classes de trabalhadores mais comprometidos com o trabalho. B) ocupam, hoje, no mercado de trabalho, espaço menor que outras categorias. C) representamcategorias com aversão natural ao trabalho e tendência à diversão. D) são minorias excluídas da vida pública e do mundo do trabalho nas grandes cidades. E) serão um mal necessário diante da falta de bons funcionários no mercado de trabalho. Assunto: Relação COESIVA por REFERÊNCIA 04. O termo “geração Y” (linha 29) refere-se a pessoas: A) nascidas por volta dos anos 90, que foram habituadas desde cedo à tecnologia. B) nascidas por volta dos anos 60, que cultivam os ideais de liberdade e paz social. C) nascidas a partir de 2010, que são viciadas em internet e novidades tecnológicas. D) nascidas após 1980, que buscam, acima de tudo, segurança e estabilidade no emprego. E) nascidas entre os anos 60 e 70, que cresceram jogando videogames e usando computadores. Assunto: Reconhecimento dos efeitos de sentido decorrentes do emprego de recursos expressivos 05. O texto 1 faz referência à mulher em vários trechos. A imagem da mulher que o texto permite construir é a da pessoa que: A) prejudica o ambiente de trabalho devido aos filhos. B) costuma não levar a sério as obrigações do trabalho. C) trabalha em condições de igualdade com os homens. D) prioriza a carreira profissional em toda circunstância. E) coloca sobre si a responsabilidade de cuidar dos filhos. Assunto: Relação de coesão e coerência entre os parágrafos do texto. Mecanismos (estratégias) de Desenvolvimento da Argumentação 06. A ideia central do último parágrafo é desenvolvida por: A) oposição. B) definição. C) comparação. D) exemplificação. E) enumeração de detalhes. Assunto: Reconhecimento dos efeitos de sentido decorrentes do emprego de recursos expressivos 07. Assinale a alternativa em que o trecho grifado apresenta termos ou expressões organizados numa sequência gradativa crescente. A) “Vamos continuar tendo chefes, escritórios e tarefas a cumprir” (linhas 04-05). B) “Hoje, você não consegue nem imaginar como seria viver sem internet e celular” (linhas 06-07). C) “É o caso do projeto Mechanical Turk, da Amazon, uma espécie de classificados de pequenos serviços, como legendar fotos ou fazer buscas em sites (linhas 13-14). D) “Com um número tão pequeno, o mercado vai precisar dos jovens para trabalhar. E das mulheres. E dos idosos. Enfim, de todo mundo” (linhas 21-22). E) “A sede do Twitter é mais modesta, mas também inspiradora: uma sala grande com TV, pebolim, fliperama” (linhas 35-36). Assunto: Fonema: Classificação das Consoantes 08. No trecho “...a gracinha que inevitavelmente ouvimos quando estamos pê da vida com o emprego” (linhas 01-02), a forma grifada reproduz o nome da letra P que, em português, representa fonema: A) palatal. B) sonoro. C) oclusivo. D) vibrante. E) linguodental. Assunto: Pontuação: Vírgula marcando uma Or. Subord. Adv. Condicional ANTECIPADA 09. Assinale a alternativa em que o emprego da vírgula se dá pela mesma razão que em “Se trabalho fosse bom, não se chamava trabalho” (linha 01). A) “Hoje, você não consegue nem imaginar como seria viver sem internet e celular” (linhas 06-07). B) “Com internet e celular, as pessoas podem trabalhar de qualquer lugar...” (linha 12). C) “...sair no meio do dia para ver o teatrinho na escola das crianças, ter empregos de meio período ou semanas de 4 dias...” (linhas 25-26). D) “O impacto dos jovens no mercado de trabalho se faz notar em tudo, inclusive na organização dos escritórios” (linha 32). E) “Assim como o home office fez com que o trabalho invadisse a casa das pessoas, o universo dos jovens está invadindo os escritórios” (linhas 36-37). http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 9 www.editoradince.com.br Assunto: Verbo: Particípios regulares e irregulares 10. Como o particípio de pagar em “e não precisaríamos ser pagos para fazer” (linha 03), está empregada conforme a regra gramatical a forma grifada em: A) A pesquisa sobre o teletrabalho não ficou concluída. B) As pessoas vivem imergidas em atividades diversas. C) Na verdade, nem todos ali estavam isentos de culpa. D) Aquele funcionário disse ter sido aceitado no novo emprego. E) No futuro, o emprego tradicional terá sido extinguido de vez. Assunto: Concordância Verbal com Pronome Relativo 11. No trecho: “E são justamente essas duas ferramentas que permitem que as pessoas possam trabalhar de qualquer lugar” (linhas 07-08), a forma grifada está no plural: A) para haver paralelismo com o verbo da outra oração. B) por concordar com o antecedente do pronome relativo. C) por conta de “pessoas” que está no plural indeterminado. D) por o núcleo do sujeito da oração adjetiva ser “ferramentas”. E) para indicar indeterminação do agente da oração subordinada. As questões 12 a 19 dizem respeito ao texto 2. TEXTO 2 01 02 03 04 05 06 07 08 09 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 O serviço público reproduz velhas estruturas estatais, carcomidas por modos políticos censuráveis. Neste século há que revisar conceitos, abolindo os velhos e criando novos. A vetusta noção de funcionário público deita raízes no modo clientelista e patrimonial, em que o governante usava influência e prestígio para lotear cargos, baseado em critérios de filiação política, lealdade partidária, recompensa pessoal e alguma competência específica, não necessariamente nessa ordem. A Constituição de 1988 quis corrigir as distorções adotando a meritocracia pelo concurso e estabilidade funcional. Contudo, não extirpou o velho modelo de cargos em comissão e acúmulos de vantagens. Opera-se, ainda, uma série de malandragens urdidas sob a égide da lei. Trata-se de concessões legais de duvidosa taxa de moralidade pública e adequação principiológica. Quem disse que o legal é moral e justo? A concessão de benesses pessoais torna difícil a interpretação e a aplicação do direito, com improvável revogação, assentada no nebuloso conceito de “direito adquirido”. Tal direito subsiste em face do “poder constituinte? Subsiste diante do interesse da sociedade? Afinal, a supremacia do interesse público sobre o particular não deveria ser medida de adequação à razoabilidade e à proporcionalidade? Não cabe mais o velho conceito de funcionário público do Direito Administrativo francês do século XVIII com garantias de classe incrustadas na estrutura burocrática. O que se vê é a vocação corporativa das categorias funcionais presas ao conceito de vantagens, esquecendo-se da real razão do serviço público: qualidade e economicidade. A estrutura funcional deve ser simplificada com atribuições e remunerações claras e compatíveis à regra orçamentária. Do que servem ao cidadão contribuinte ascensoristas, motoristas, digitadores e outras meras funções intermediárias com estabilidade e altos salários? A simples aprovação em concurso público não pode ser critério fixo e balizador de vantagens e remunerações absurdas. Há, ainda, que se revisar o conceito de carreiras de Estado. Por que um juiz tem que ganhar muitas vezes o que ganha uma professora? Ao Estado bastam servidores públicos republicanos e democráticos com a eficiência que o modelo capitalista pós-industrial e concorrencial exige, inclusive na esfera pública. RAVA, Ben-Hur. Estrutural estatal. Disponível em: . Acesso em 25 fev. 2012. Assunto: Identificação do significado de palavras recorrendo ao contexto 12. Na linha 3, “vetusta” significa: A) antiga. B) duvidosa. C) complexa. D) irracional. E) inadequada. Assunto: Rescrita de Período, considerando as relações de coesão/ coerência / semântica e normas gramaticais/ a boa técnica da redação. 13. Assinale a alternativa que reescreve o trecho “A concessão de benesses pessoais torna difícil a interpretação e a aplicação do direito” (linha 10), sem alteração de sentido. A) A concessão de benesses pessoais fica difícil por conta da interpretação e aplicação do direito. B) Para a interpretação e a aplicação do direito,torna-se difícil a concessão de benesses pessoais. C) Tal como a concessão de benesses pessoais, a interpretação e a aplicação do direito são difíceis. D) A interpretação e a aplicação do direito ficam difíceis, devido à concessão de benesses pessoais. E) Tanto a interpretação como a aplicação do direito tornam difícil a concessão de benesses pessoais. Assunto: Compreensão Textual 14. Conforme o 4º parágrafo, é correto afirmar que o autor defende que: http://www.editoradince.com.br/ 10 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com A) os interesses coletivos devem suplantar os interesses particulares. B) o interesse público não deve ser medida de adequação aos princípios legais. C) o direito adquirido precisa subsistir em face do poder constituinte democrático. D) a legalidade, como é exata medida de justiça e moralidade, deve ser perseguida. E) a adequação aos princípios democráticos deve ser buscada na primazia do particular. Assunto: Tipologia Textual: descritivo, dissertativo-expositivo, dissertativo-argumentativo, narrativo, injuntivo 15. O texto 2 apresenta natureza: A) descritiva, pois caracteriza o funcionalismo público atual. B) argumentativa, pois critica o modelo do funcionalismo público. C) injuntiva, pois se refere ao ouvinte, através de perguntas diretas. D) expositiva, pois fala do funcionalismo público de forma imparcial. E) narrativa, pois alude a períodos bem delimitados, como o século XVIII. Assunto: Crase 16. Como em “A estrutura funcional deve ser simplificada com atribuições e remunerações claras e compatíveis à regra orçamentária” (linhas 19-20), a crase está bem empregada em: A) A estrutura funcional deve, pouco à pouco, ser simplificada. B) As distorções na interpretação da lei raramente vêm à público. C) O mundo pós-moderno exige funcionários aptos à função pública. D) Concessões legais nem sempre são adequadas à princípios morais. E) Com os concursos, os empregos públicos se tornaram acessíveis à todos. Assunto: Conjugação Verbal: REQUERER, BENEFICIAR, REAVER, LOTEAR, PRECAVER-SE 17. Assinale a alternativa em que o verbo grifado está conjugado corretamente, conforme a norma gramatical. A) Se todos requisessem moralidade, o serviço melhoraria. B) Embora nem sempre se beneficeiem, acabam se calando. C) É necessário que as pessoas reavejam os princípios morais. D) Ainda hoje alguns políticos loteiam os cargos de comissão. E) O funcionário inteligente se precavê contra atitudes ilícitas. Assunto: Morfologia/ Classes de Palavras: Preposição 18. Assinale a alternativa que classifica corretamente a forma destacada em “Opera-se, ainda, uma série de malandragens urdidas sob a égide da lei” (linha 08). A) Advérbio, dando ideia de lugar. B) Conjunção, unindo duas orações. C) Preposição, relacionando dois termos. D) Palavra denotativa, indicando inclusão. E) Marcador discursivo, estabelecendo adição. Assunto: Concordância Verbal 19. Assinale a alternativa cuja concordância verbal se explica pela mesma regra que justifica a concordância do verbo na frase “Ao Estado bastam servidores públicos republicanos e democráticos” (linha 24). A) No serviço público, reproduzem-se velhas estruturas estatais. B) No funcionalismo público, deve haver eficiência e moralidade. C) Trata-se de uma revogação improvável por conta do direito adquirido. D) Eis os princípios que devem ser obedecidos: qualidade e economicidade. E) Cargos em comissão, acúmulo de vantagens, tudo isso são malandragens. A questão 20 aborda os textos 1 e 2 Assunto: Relação intertextual: Exploração de leitura para a compreensão literal, interpretativa e crítica dos diversos tipos de textos. 20. Os textos 1 e 2 se diferenciam, por apenas: A) o texto 1 fazer referência ao passado. B) o texto 2 referir-se a dados concretos. C) o texto 2 aludir à remuneração salarial. D) o texto 1 propor mudanças no trabalho. E) o texto 2 tratar de funcionalismo estatal. Gabarito 01 E 02 B 03 B 04 A 05 E 06 D 07 D 08 C 09 E 10 C 11 B 12 A 13 D 14 A 15 B 16 C 17 D 18 C 19 A 20 E http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 11 www.editoradince.com.br UNILAB/UFC ASSISTENTE ADMINISTRATIVO/2011 ASSUNTO: COMPREENSÃO TEXTUAL 01. No seu discurso (linhas 14-23), a presidenta apela, como mulher, para algumas palavras como carro-chefe, cujos valores: A) têm conotação positiva. B) explicitam feminismo radical. C) são igualitárias quanto à hierarquia. D) evidenciam postura anti-imperalista. E) contrariam a ordem econômica vigente. http://www.editoradince.com.br/ 12 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES DE COERÊNCIA: RELAÇÃO DE COMPARAÇÃO E CONTRASTE 02. Há contradição no seguinte trecho: A) “É a voz da democracia e da igualdade se ampliando nesta tribuna” (linhas 15-16). B) “É com humildade pessoal, mas, com justificado orgulho de mulher...” (linhas 16-17). C) “E são também femininas duas outras palavras muito especiais para mim: coragem e sinceridade” (linhas 21- 22). D) “Mas, com isso não deseja excluir de sua fala o seu semelhante” (linhas 33-34). E) “É uma questão de dinâmica discursiva, prevista nos jogos de linguagem, feitos de consensos e discordâncias” (linhas 37-38). ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DAS RELAÇÕES COESIVAS 03. Assinale a alternativa em que há elipse de termo expresso na frase anterior. A) “que, como eu, nasceram mulher” (linhas 18-19). B) “Caímos na questão das figuras de linguagem” (linhas 25- 26). C) “Quando se fala alegoricamente” (linha 31). D) “Enfaticamente deseja lembrar a figura da mulher” (linhas 32-33). E) “Pode ser, mas muito mais a manifestação do poder retórico da linguagem” (linhas 42-43). ASSUNTO: RECONHECIMENTO DO PROPÓSITO DO AUTOR 04. Por meio do trecho “Dilma pode ser presidenta e presidente” (linha 38), o autor: A) menospreza qualidades retoricamente vazias. B) mostra repúdio no tocante a questões gramaticais. C) mostra o caráter mais gramatical que retórico do gênero. D) indica a prevalência do gênero humano sobre o gênero sexual. E) defende a independência da gramática em relação a assuntos políticos. ASSUNTO: RECONHECIMENTO DO PROPÓSITO DO AUTOR 04. Por meio do trecho “Dilma pode ser presidenta e presidente” (linha 38), o autor: A) menospreza qualidades retoricamente vazias. B) mostra repúdio no tocante a questões gramaticais. C) mostra o caráter mais gramatical que retórico do gênero. D) indica a prevalência do gênero humano sobre o gênero sexual. E) defende a independência da gramática em relação a assuntos políticos. ASSUNTO: RECONHECIMENTO DOS EFEITOS DE SENTIDO DECORRENTES DO EMPREGO DE RECURSOS EXPRESSIVOS. 05. “Lugar de fala” (linhas 13-14) significa: A) o lugar de destaque ganho nas manchetes. B) o assento ocupado pela presidenta na ONU. C) a interação social mantida com as mulheres. D) a vanguarda entre as nações emergentes na ONU. E) o contexto sociodiscursivo representado na ONU. ASSUNTO: Identificação do sentido entre palavras: hiponímia / hiperonímia 06. Assinale a alternativa em que as palavras estão ordenadas do geral para o específico, no texto. A) mulher (linha 06) – mulher (linha 19). B) sentido (linha 28) – sentido (linha 29). C) discurso (linha 31) – discurso (linha 40). D) gênero (linha 02) – gênero (linha 40). E) mulheres (linha 12) – mulheres (linha 32). ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE PALAVRAS RECORRENDO AO CONTEXTO 07. Assinale a alternativa que relaciona corretamente a palavra e seu sentido no texto. A) tenacidade (linha 19) – “firmeza”. B) alegoricamente (linha 31) – “semanticamente”. C) Enfaticamente (linha 32) – “enfadonhamente”. D) diabólica (linha 36) – “maldosa”. E) emancipação (linha 40) – “valorização”. ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE PALAVRAS RECORRENDO AO CONTEXTO. IDENTIFICAÇÃO DO SENTIDO ENTRE PALAVRAS: SINONÍMIA/ ANTONÍMIA / POLISSEMIA; HIPONÍMIA /HIPERONÍMIA; CAMPO SEMÂNTICO.08. Assinale a alternativa em que as palavras pertencem ao mesmo campo semântico no texto. A) marketing (linha 35) – metonímias (linha 28). B) alegorias (linha 30) – metáforas (linha 27). C) linguagem (linha 38) – tribuna (linha 16). D) emoção (linha 18) – voz (linha 15). E) governo (linha 02) – discurso (linha 29). ASSUNTO: IDENTIFICAÇÃO DO SIGNIFICADO DE PALAVRAS RECORRENDO AO CONTEXTO. IDENTIFICAÇÃO DO SENTIDO ENTRE PALAVRAS: SINONÍMIA/ ANTONÍMIA / POLISSEMIA; HIPONÍMIA /HIPERONÍMIA; CAMPO SEMÂNTICO. 09. Assinale a alternativa cuja palavra equivale semanticamente a lulista (linha 11). A) neolulista. B) pós-Lula. C) pró-Lula. D) co-lulista. E) arquilulista. ASSUNTO: reconhecimento dos elementos mórficos das palavras (decomposição dos vocábulos em suas unidades mínimas de significação) 10. Assinale a alternativa que indica corretamente o significado do sufixo –ado, presente na palavra eleitorado (linha 03). A) adesão. B) ideologia. C) conjunto. D) tendência. E) partidarismo. ASSUNTO: FONEMA 11. Existe fonema velar oclusivo surdo na palavra: A) fala. B) figura. C) gênero. D) coragem. E) sinceridade. ASSUNTO: Aplicação das normas estabelecidas no sistema ortográfico adotado no Brasil, considerando- se o que prescreve o Decreto Nº. 6.583, de 29 de setembro de 2008. USO DO HÍFEN 12. O prefixo de interlocução (linha 39) está empregado conforme as regras do Novo Acordo Ortográfico em: A) inter-social. B) inter-ação. http://www.editoradince.com/ LÍNGUA PORTUGUESA 13 www.editoradince.com C) interrelação. D) interhispânico. E) interpartidário. ASSUNTO: CLASSE DE PALAVRAS: SUBSTANTIVOS ABSTRATOS; SUFIXOS 13. Assinale a alternativa em que o nome possui sufixo formador de substantivo abstrato a partir de adjetivo. A) certeza. B) coragem. C) consenso. D) eleitorado. E) interlocução. ASSUNTO: Decomposição dos vocábulos em suas unidades mínimas de significação 14. Assinale a alternativa em que a segmentação do vocábulo em seus elementos mórficos está correta. A) prim–eir–a (linha 14). B) dis–cur–sos (linha 26). C) enfatic–a–mente (linha 32). D) e–mancipa–ção (linha 40). E) goia–no (linha 41). ASSUNTO: FLEXÃO DE PALAVRAS 15. Assinale a palavra cuja variação de gênero é marcada apenas sintaticamente. A) presidenta (linha 01). B) brasileiras (linha 01). C) senador (linha 01). D) representante (linha 11). E) marqueteiro (linha 42). ASSUNTO: Morfologia: identificação, pela função sintática, da classe das palavras 16. Assinale a alternativa em que a palavra destacada está corretamente classificada no contexto. A) “está deixando para um segundo plano” (linhas 02-03) – conjunção conformativa. B) “Pela primeira vez, na história das Nações Unidas...” (linhas 14-15) – advérbio. C) “quer-se chamar a presença do outro” (linha 31) – numeral. D) “ela discursa metafórica e alegoricamente” (linha 41) – adjetivo. E) “que certamente lhe dão maior sabor” (linhas 41-42) – pronome relativo. ASSUNTO: CLASSIFICAÇÃO DOS VERBOS QUANTO À SUA PREDICAÇÃO: VI, VL, VTD, VTI, VTDI (Consultar pág. ) 17. Assinale a alternativa cujo verbo está empregado como transitivo direto. A) “revista que dedicou a ela a sua capa” (linha 10). B) “vivo esse momento histórico” (linha 17). C) “que, como eu, nasceram mulher” (linhas 18-19). D) “quero lhes falar no dia de hoje” (linhas 22-23). E) “Existe também uma visão diabólica” (linha 36). ASSUNTO: SINTAXE DA ORAÇÃO 18. Assinale a alternativa que indica corretamente a função sintática do termo destacado. A) “‘Dilma se bate pelas mulheres’” (linha 10) – objeto direto. B) “E são também femininas duas outras palavras” (linha 21) – predicativo. C) “figuras que dão ao discurso a ideia do outro” (linha 30) – adjunto adnominal. D) “Possui, (...) um discurso afinado com a emancipação” (linhas 39-40) – objeto indireto. E) “Nelson de Sá, articulista da Folha, diz referindo-se aos sites de jornais” (linha 09) – aposto. ASSUNTO: SINTAXE DO PERÍODO COMPOSTO 19. A oração subordinada está corretamente analisada em: A) “de ser mal interpretada” (linhas 07-08) – completiva nominal. B) “de falar para toda a humanidade” (linhas 27-28) – objetiva indireta. C) “em que se ajusta um sentido ao outro” (linhas 28-29) – adverbial conformativa. D) “que luta contra a mesmice do simbólico” (linhas 36-37) – adverbial consecutiva. E) “como clama o senador goiano” (linha 41) – adjetiva restritiva. ASSUNTO: RECONHECIMENTO DO VALOR CONECTIVO DA CONJUNÇÃO 20. Assinale a alternativa que reescreve, mantendo o sentido, segundo a norma padrão, o período “Possui, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina, mas não faz um governo de gênero” (linhas 39- 40). A) Certamente, faz um discurso afinado com a emancipação feminina, se bem que venha fazendo um governo de gênero. B) Mesmo que tenha feito um governo de gênero, possui, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina. C) Embora possua, certamente, um discurso afinado com a emancipação feminina, não faz um governo de gênero. D) Ao possuir um discurso afinado com a emancipação feminina, certamente, ainda assim nunca tem feito um governo de gênero. E) Se possuísse um discurso afinado com a emancipação feminina, certamente faria um governo de gênero. Gabarito 01. A 02. B 03. D 04. D 05. E 06. C 07. A 08. B 09. C 10. C 11. D 12. E 13. A 14. C 15. D 16. E 17. B 18. E 19. A 20. C PARALELISMO Paralelismo é o nome que damos à organização de ideias e expressões de estrutura idêntica. A função do paralelismo é veicular informações novas através de determinada estrutura sintática que se repete, fazendo o texto progredir de forma precisa. Temos dois tipos de paralelismo: o sintático, relacionado aos termos de mesma estrutura sintática dentro de uma frase; o semântico, relacionado às ideias semelhantes dentro de uma frase. Paralelismo Sintático Exemplo de paralelismo sintático A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania, mas também a sobrevivência do planeta. Os termos não só e mas também vem para ligar dois fragmentos gramaticalmente semelhantes. É possível concluir, desta forma, que os conectivos tem papel fundamental no paralelismo sintático. A frase estaria incorreta se fosse colocada desta forma: A preservação do meio ambiente representa não só um dever de cidadania e é para que o planeta sobreviva. http://www.editoradince.com/ 14 LÍNGUA PORTUGUESA www.editoradince.com Paralelismo Semântico Exemplo de paralelismo semântico Marcos gosta de chocolate e de pipoca. Gostar de chocolate e pipoca constituem uma frase com ideais coerentes. A situação, no entanto, fugiria do paralelismo semântico se fosse a seguinte: Marcos gosta de chocolate e de jogar futebol. Apesar de termos o paralelismo sintático, não temos o semântico. Gostar de chocolate e jogar futebol representam duas coisas diferentes, que não caberiam numa sequência semântica lógica. QUESTÕES DE CONCURSOS 01.(TRF) Assinale o segmento do texto em que há erro de paralelismo sintático. a) Estão participando da operação em Barretos cerca de 18 auditores da Receita. Ainda fazem parte da equipe especialistas em programas de computadores para acessar arquivos que possam conter dados importantes nas empresas. b) Quanto aos documentos que forem recolhidos pelos agentes, todos serão analisados. Caso haja indício de sonegação, será instaurado processo no Ministério Público. c) Além da ação judicial, poderão ser feitas autuações nos estabelecimentos em que as irregularidades se comprovarem. O valor das autuações ainda não foi divulgado pelo delegado, mas ele garantiu que a cobrança pode ser retroativa. d) Disse ainda, que o escritório que cuida da contabilidade do clube Os Independentes está acompanhando o caso ao lado da Receita Federal. Ele não acredita que a fiscalização