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10 O público e o Privado: algumas tendências que conduziram à Psicologia Século XVII: O eu como centro do mundo , Essência do homem: racionalidade e consciência, Eu como a totalidade da experiência humana. Não-Eu é loucura, Não era admitido referência a algo que habitasse um espaço fora do eu. Século XVIII: Eu deixa de ser totalidade e se torna uma apresentação social, Uma auto-imagem cultivada e civilizada que encobre algo que habita e constitui as pessoas e que elas procuram manter em segredo (privacidade), Abarca todo um universo de desejos e pensamentos anti-sociais, que devem ser ocultos pela etiqueta e boas maneiras. Deus oniciênte, onipotente e onipresente não faz mais parte da experiência do homem ocidental Século das luzes (desdobramento do racionalismo cartesiano), razão livre de coerção moral ou religiosa. Século do artificio: roupas rebuscadas, adereços e armações (encobrem a forma do corpo). Regras de etiqueta e de conduta: hierarquia entre pessoas História da Vida Privada: distinção do publico e privado em diversos níveis sociais. Asouade: festa popular de execração pública destinada a punição daqueles que deixam vazar sua privacidade Ligações Perigosas - leva ao máximo o distanciamento da imagem social e do universo oculto sob as máscaras. Formato de troca de cartas (diário íntimo): impressão de invasão da intimidade dos personagens. Disfarce do autor para amenizar a ironia com que descreve os jogos de poder e vaidade Donatien-Alphonse-François Sade. Aristocrata francês e escritor de pornografia violenta. Era também ateu, libertário, filósofo e crítico religioso. * Fim da possibilidade de buscar uma fundamentação para a moral apoiando-se na fé ou na crença em Deus. Desmascara-se também aspectos da natureza humana. A filosofia na Alcova: Educação de uma jovem (Eugénie) disposta a percorrer caminhos para a obtenção de prazer. Desconstrução dos conceitos morais. Bem e mal são relativos. Sade: todo principio moral universal é uma quimera (absurda, monstruosa, incongruente) Natureza: única instância a qual se apelar, homem pertence a ela como qualquer outro animal. Morte não importa, pois é algo que não cessa de operar. Felicidade: não pode ser buscada em uma referência externa, mas nos caprichos da imaginação. O corpo pertence apenas a ti Hipocrisia Social: Em publico se joga o jogo social, Na vida privada não existe motivo para abrir mão de qualquer um dos nossos desejos. O pensamento de sade é amoral por desqualificar qualquer tentativa de fundamentar um critério absoluto de moral Depois dele a moral passou a ser fundamentada em valores propriamente ligados a convivência humana Música – Mozart: Obra ampla e variada que pode ilustrar a oposição entre público e privado. Morreu com 30 anos. Desde 5 anos apresentava-se e era considerado como um prodígio. Capaz de tocar com os olhos vendados. trabalhou para a corte e deveria fazer musica para o agrado dessa. * 11 - Romantismo e Crise da Subjetividade (XVIII e XIX) Século XVIII: real é encoberto por um véu (necessidade de revelar o real), Eu como uma máscara que encobre a verdade, Romantismo: Natureza: altamente idealizada (jardim do Éden). Saudosismo de um estado natural perdido. Crítica à modernidade e ao Iluminismo e racionalismo. Recusa do princípio cartesiano (homem como ser pensante) Essência humana esta em sua natureza passional (as vezes violenta). Publico e privado: falso e verdadeiro . Eu puro (não corrompido pelo meio) individualidade absoluta Johann Wolfgang Goethe (1794-1832) Maior escritor da língua alemã. Werther: Formato de troca de cartas, Jovem culto busca refúgio na natureza. Sensibilidade romântica Crítica ao humanismo e a liberdade humana, Impossibilidade impõe uma predisposição, Perda de controle sobre sí, Fragilidade do eu, Paixão como amargura, Fuga da realidade , Fantasia de despersonalização, plano superior e mais puro, Gênio: único - Característica que não pode ser aprendida ou transmitida, mas pertence à essência desse indivíduo. Música – Beethoven elementos românticos, mito do maestro atormentado, autoritário, mergulhado na música diante da orquestra. Perda da audição: trágica, Peças: mudanças bruscas, melancolia. Sofrimento do eu e realização da obra *