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DO CARMO, JOSIANE GOULART. ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO: O LETRAMENTO NA INCLUSÃO SOCIAL, EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DESAFIOS E POSSIBILIDADES: .Trabalho de Conclusão de Curso Pós-graduação em ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO– Belo Horizonte, 2019 jjosygoulart@yahoo.com.br
 Orientador: 
RESUMO
 As dificuldades de aprendizagem na escola são preocupações que fazem parte da pauta das políticas públicas. Pesquisas mostram o quanto às crianças mal alfabetizadas chegam ao 3º ano sem compreenderem nada do que estão lendo ou escrevendo, mostram um quadro bastante desafiador.
 Tendo em vista os desafios da inclusão e da aprendizagem todos os sujeitos podem desenvolver suas habilidades e competências, podem tornar-se sujeitos autônomos, capazes de autogerenciar suas próprias aprendizagens. Com o movimento pela inclusão, diz-se que a Educação Inclusiva toma outros rumos. Ao mesmo tempo em que a inclusão estabelece que conviver na diversidade faz parte da realidade dos seres humanos, afirma que a escola acentua as desigualdades devido às diferenças pessoais, sociais, culturais e políticas, estabelecendo-se assim a necessidade de reformas nos currículos, nas formas de avaliação, na formação de professores e na promoção de uma política educacional de qualidade para todas as crianças. 
 Com o movimento pela inclusão, intensifica-se a ideia de romper com o mito de que convivemos com duas educações: uma regular e a outra, especial. Acrescente-se a isso uma suposta quebra entre os paradigmas de deficiência e inclusão escolar, a construção de novas idéias escolares, a participação das comunidades, familiares e organizações não governamentais nas decisões pedagógicas, a discussão sobre a metodologia e possíveis mudanças no currículo escolar. Acredita-se que, em decorrência da mudança de paradigmas (reducionista organicista para um paradigma interacionista), se amplia o alunado da Educação Especial .
ABSTRACT
This article discusses the importance of inclusion in preschool education institutions. All children have the right to education in regular classes, in schools open to the community, providing a quality educational environment that addresses each child's needs for education and therapy. When following a philosophy of inclusive preschool education, all those involved in the educational process-children, educators, therapists and school- board-must work collaboratively to address the task of teaching and learning, providing meaningful experiences to all children. This article highlights several vital factors for full inclusion of children with Special Educational Needs in preschool education.
Keywords: Special Education. Inclusion. Preschool education. School/Family relations.
INTRODUÇÃO
 Esse artigo tem como intuito a prática pedagógica diante do desafio da inclusão, especificamente, o processo de inclusão de alunos com deficiência na escola regular. A Constituição brasileira de 1988, art. 208, estabelece que a educação é um direito de toda pessoa. No entanto, no Brasil, há enorme distância entre o que está previsto na lei e a realidade. Muitos alunos encontram dificuldades para aprender a ler e escrever, por causa das diversas barreiras e práticas inadequadas para atender às diferenças dos educandos, sendo que a Constituição também garante às pessoas com necessidades educativas especiais, o direito a educação de qualidade no ensino regular em instituições públicas de ensino.
 Ser alfabetizado é um direito e uma necessidade para a inclusão na vida social como um cidadão pleno. A atuação do educador e a organização do espaço educativo são fundamentais para obter êxito e a qualidade da educação. Muitas vezes o desenvolvimento dos pré-requisitos para alfabetização se faz de maneira lúdica e dinâmica onde o prazer na aprendizagem se faz presente de maneira mais constante. 
 Em uma escola inclusiva, as práticas pedagógicas consideram que “os estudantes têm voz e são ouvidos, apóiam os colegas e são apoiados no processo de aprendizagem, realizam tarefas na classe através do trabalho colaborativo e, juntos, compartilham o que aprenderam entre si e entre os membros da comunidade escolar. 
 É preciso que tanto a escola quanto o professor estejam preparados para receber esses alunos e dar-lhes o apoio pedagógico necessário, ou seja, tornar suas aulas mais inclusivas e significativas. Esse tipo de prática significa que o professor, na aprendizagem ativa, deve “estimular ideias e fazer conexões na aprendizagem das crianças enquanto trabalha ao lado delas, por meio de perguntas, fornecendo recursos e fazendo sugestões em resposta às ideias das crianças. 
OBJETO GERAL
 Fazer parte do meio escolar, em especial da primeira etapa do ensino fundamental, deixa muito claro ao educador, independente do seu nível de experiência, a amplitude e complexidade do ato de ler e escrever. Muitas vezes, o'que não se faz claro, independente do tempo de experiência do mesmo professor em questão é que tal processo não implica somente em capacidade intelectual e sim em vários fatores como: social, emocional, físico e psicológico e será a interação desses vários aspectos que fará diferença entre o educando se tornar Alfabetizado ou Alfabetizado e Letrado..
 Letramento é pois, o resultado da ação de ensinar ou de aprender a ler e escrever, bem como o resultado da ação de usar essas habilidades em práticas sociais, é o estado ou condição que adquire um grupo social ou um indivíduo como conseqüência de ter-se apropriado da língua escrita. Um sistema de escrita é uma maneira estruturada e organizada com base em determinados princípios para representação da fala. Há sistemas de escrita que representam o significado das palavras e há aqueles que representam os sons da língua, sua “pauta sonora”.
 É fato que o sistema tem em si responsabilidades sociais e significa que, jovens ou adultos, sejam instruídos para a finalidade básica sobre o ler e escrever, em especial, nos anos iniciais. Com efeito, seu sujeito começa a discernir o mundo a sua volta, desde a infância, sob outras perspectivas de visão, considerado já letrado, antes de chegar à escola, conforme aponta Tfouni (2010). Em outra medida, alfabetização letrada torna todo o processo significado, chamada de construção de sentidos. Assim, o alfabetizado, passa a compreender o que escreve ou o que lê. Percebe aos poucos, que se sente capaz de entender o mundo, como cidadão crítico, e então, se defender de manipulações ideológicas em todas as suas formas de manifestação.
 A alfabetização, aquela que oficialmente começa nos ambientes escolares, prepara o cidadão a adquirir a tecnologia da decodificação da linguagem, adaptando-o, já nos primeiros anos de aprendizagem, à capacidade de ler e escrever. Por sua vez, o letramento, refere-se ao processo de leitura e escrita dito competente, preparando seu sujeito a fazer uso adequado, cada vez mais frequente, encaminhando-o, individual ou em grupo, às práticas sociais, além de ser o complemento indispensável à reorganização da alfabetização funcional, isto é, pessoas alfabetizadas que não reconhecem o uso de sentidos das palavras. Serão incluídas ao fazerem uso deste recurso para além da alfabetização.
DESENVOLVIMENTO
 A pessoa com deficiência, sempre foi considerada como alguém fora dos padrões normais pelo conceito histórico-cultural, que sempre ditou para a sociedade, critérios para a normalidade. Muitos termos foram usados para identificar pessoas com deficiência e atravessaram décadas buscando assumir um sentido de inovação na busca pela superação de preconceitos. O papel da Educação Especial é de grande importância dentro da perspectiva de atender as crescentes exigências de uma sociedade em processo de renovação e de busca incessante da democracia, que só será alcançada quando todas as pessoas tiverem acesso à informação, ao conhecimento e aos meios necessários para a formação de sua cidadania.Para que aconteça realmente uma “educação para todos” é fundamental que seja feita uma verdadeira revolução dos conceitos, uma transformação de mentalidades “cheias” de preconceitos, para que se desencadeia um movimento realmente inclusivo de respeito, dignidade, integração em prol das pessoas com deficiência que só será possível quando acontecer uma mudança de postura de profissionais da educação com programas políticos responsáveis e competentes. 
 É fundamental que professores, alunos considerados “normais” junto o Poder Público, cumpra cada um o seu papel de instância crítica da realidade e a escola de formadora de cidadãos que possam participar da vida em comunidade. Para maximizar a aceitação e a paz social, todas as crianças devem ter a oportunidade de tornarem-se membros regulares da vida educacional e social. Temos o dever de conviver, respeitar, tolerar, acolher e aceitar as diferenças, e para que isto aconteça se faz necessário que seja fomentado em crianças desde a mais nova idade e em todos os níveis do sistema educacional uma atitude de respeito para com os direitos das pessoas com deficiência. Somente dessa maneira, teremos adultos que valorizam e respeitam a igualdade como um direito básico de todo cidadão e não como algo que precisa ser conquistado. 
 ALFABETIZAÇÃO E LETRAMENTO
 O letramento é cultural, por isso muitas crianças já vão para a escola com o conhecimento alcançado de maneira informal absorvido no cotidiano. Ao conhecer a importância do letramento, deixamos de exercitar o aprendizado automático e repetitivo, baseado na descontextualização
 Fazer parte do meio escolar, em especial da primeira etapa do ensino fundamental, deixa muito claro ao educador, independente do seu nível de experiência, a amplitude e complexidade do ato de ler e escrever. Muitas vezes, o'que não se faz claro, independente do tempo de experiência do mesmo professor em questão é que tal processo não implica somente em capacidade intelectual e sim em vários fatores como: social, emocional, físico e psicológico e será a interação desses vários aspectos que fará diferença entre o educando se tornar Alfabetizado ou Alfabetizado e Letrado. 
 Embora distintos alfabetização e letramento são interdependentes indissociáveis: a alfabetização só tem sentido quando desenvolvida no contexto de práticas sociais de leitura e de escrita e por meio dessas práticas, ou seja: em um contexto de letramento e por meio de atividades de letramento; este, por sua vez, só pode desenvolver-se na dependência da e por meio da aprendizagem do sistema de escrita. Distinção, mas indissociabilidade e interdependência. A alfabetização seria o ensino de habilidades para se codificar e decodificar letras e suas junções mediante variados métodos com ênfase em repetições e memorizações. No final do século XIX “aquele que realiza a ação de ler e escrever” seria a resposta de qualquer pessoa diante da pergunta: O que é ser alfabetizado?
 Nesse tempo surgiu o conceito de “analfabetismo funcional”, este se caracterizava por aqueles que tinham pouca escolarização ou conheciam os códigos, os sons, mas não interagiam na leitura nos variados contextos sociais. O analfabeto ou alfabetizado era o individuo que soubesse ou não assinar o próprio nome. A partir das décadas seguintes, alfabetizado era a pessoa que sabia ler e escrever um bilhete simples.
 A partir da década de 90, a alfabetização começou a ser vinculada ao termo letramento, grosso modo, um conceito que se refere à utilização e necessidade da leitura nos diversos contextos sociais. Sabemos então que o termo letramento não substituiu a palavra alfabetização e sim associou-se a ela. De certa forma, veio nomear o sentido da aprendizagem das determinadas técnicas que objetivavam levar o sujeito a ler e escrever. É através desta junção que a alfabetização toma cunho social,interacionista, político e colaborativo.
 Letrar significa colocar a criança no mundo letrado, trabalhando com os distintos usos de escrita na sociedade. Essa inclusão começa muito antes da alfabetização, quando a criança começa a interagir socialmente com as práticas de letramento no seu mundo social.
 Alfabetizar letrando é dar oportunidade aos alunos de aprender a língua escrita através de situações sociais de uso deles, construindo a compreensão acerca do funcionamento do sistema de escrita alfabético, o aprendizado do educando acontece quando as informações são transformadas em suas próprias palavras ou reproduzidas em diferentes formas,como um gráfico, um desenho, uma dramatização ou uma reflexão em turma. 
INTEGRAÇÃO/INCLUSÃO
 O processo de incluir pessoas com deficiência na escola significa uma revolução educacional e é um caminho fundamental para que se atinja também a inclusão social, constitui uma meta cada vez mais firme nos diferentes sistemas e envolve o descortinar de uma escola eficiente, diferente, aberta, comunitária, solidária e democrática onde a diversidade leva-nos a ultrapassar o limite da integração e alcançar o objetivo de uma sociedade que almeja a igualdade para todos. 
 A inclusão é uma possibilidade que se abre para o aperfeiçoamento da educação escolar e para o benefício de todos os alunos com e sem deficiência, depende, contudo, de uma disponibilidade interna para enfrentar as inovações e, essa condição não é comum aos sistemas educacionais e a maioria dos professores. 
 A escola deve atuar como facilitadora da comunicação e da difusão de informações sobre deficiência, visando a estimular a inclusão social, a melhoria da qualidade de vida e o dever da cidadania das pessoas com deficiência.
 O sucesso da inclusão de alunos com deficiência na escola regular decorre, portanto, das possibilidades de se conseguir progressos significativos desses alunos na escolaridade, por meio da adequação das práticas pedagógicas à diversidade dos aprendizes. E só se consegue atingir esse sucesso, quando a escola regular assume que as dificuldades de alguns alunos não são apenas deles, mas resultam em grande parte do modo como o ensino é ministrado, a aprendizagem é concebida e avaliada. As escolas que não estão atendendo alunos com deficiência em suas turmas regulares se justificam, na maioria das vezes pelo despreparo dos seus professores para esse fim. Existem também as que não acreditam nos benefícios que esses alunos poderão tirar da nova situação, especialmente os casos mais graves, pois não teriam condições de acompanhar os avanços dos demais colegas e seriam ainda mais marginalizados e discriminados do que nas classes e escolas especiais. 
 O mérito da escola inclusiva não é apenas proporcionar educação de qualidade a todos. Sua criação constitui passo decisivo para eliminar atitudes de discriminação, onde a comunidade escolar acolhe a todos. Implica, portanto, num processo de mudança que consome tempo para as necessárias adaptações e requer providências indispensáveis para o bom funcionamento do ensino inclusivo. 
 Inclusão, valoriza a individualidade de pessoas com deficiência (pessoas com deficiência podem ou não ser bons funcionários; podem ou não ser carinhosos etc.). 
 Integração, como reflexo de um pensamento integrador podemos citar a tendência a tratar pessoas com deficiência como um bloco homogêneo .
 ALFABETIZAÇÃO DE ALUNOS COM DEFICIÊNCIA INTELECTUAL 
 Assim como qualquer outra criança as com deficiência intelectual podem se alfabetizar. Claro que vão existir diferenças individuais quanto à apropriação do sistema de escrita alfabética, em todas as crianças. Considerando as peculiaridades,as crianças com deficiência intelectual devem ser contempladas na prática pedagógica planejada para a turma da qual fazem parte.
Para a educação da criança com deficiência intelectual é importante
conhecer o modo como ela se desenvolve. Não importa a deficiência
e a insuficiência em si mesmas [...], mas a reação de sua
personalidade em desenvolvimento no enfrentamento das
dificuldades. (VYGOTSKI, 2011, p. 104).
 Acriança com deficiência intelectual pode ser alfabetizada com estratégias de ensino que levem em consideração as práticas sociais em diferentes formas de leitura e de escrita.A escola, ao desenvolver o atendimento educacional especializado, precisa oferecer oportunidades possíveis para que nos espaços educacionais o aluno seja incentivado a se expressar, pesquisar, inventar hipóteses e reinventar o conhecimento, sob a mediação do professor, para que possa amadurecer suas funções psicológicas superiores.
 Alfabetizar uma pessoa com deficiência intelectual não é um fim em si mesmo, mas um meio de possibilitar modificações mais amplas no seu repertório comportamental, contribuindo ao mesmo tempo para que melhore o que se chama a sua “autoestima” e para que o mesmo também possa ter acesso ao conhecimento e consequentemente o desenvolvimento do seu potencial cognitivo. Para isso, é importante entender como se processa a aquisição do conhecimento, e hoje já sabemos que ela se dá por meio das interações do sujeito com o meio e suas experiências anteriores. Portanto, é necessário que essa pessoa traga sua vivência e posicIonamento de forma autônoma e criativa diante do conhecimento. Dessa maneira, poderá questionar e modificar sua atitude diante do “não saber” e se mobiliza para buscar o saber e deixar de ser “repeteco”, o eco do outro e se tornar um ser pensante e desejoso de saber. 
 A escola assume, assim, papel primordial nesse processo, extrapolando o compromisso com a aprendizagem dos estudantes, devendo assumir também responsabilidade na promoção do desenvolvimento de sua capacidade intelectual. Principalmente no que se refere aos alunos com deficiência – particularmente intelectual –, considerando que o foco, na escola, é a aprendizagem.
 Assim, agrupar alunos com deficiência intelectual com outros de idade cronológica inferior ou com o “mesmo nível de desenvolvimento”, ou relegá-los a atividades paralelas “mais simples”, ou, ainda, reduzir o tempo de permanência em sala de aula, sob a alegação de que não são capazes de acompanhar o restante do grupo, é exatamente o oposto do que deveria ser feito.
 A infantilização e a subestimação da pessoa com deficiência intelectual podem ser as principais barreiras a sua inclusão. Ao fazê-lo, não só lhes negamos um direito que é legítimo e assegurado – o acesso à educação –, como também a oportunidade de transformar e expandir seus horizontes e possibilidades através do desenvolvimento de sua capacidade intelectual. 
INCLUSÃO/SISTEMA EDUCACIONAL
 A educação inclusiva não se faz apenas por decretos ou diretrizes. Ela é construída na escola por todos, na confluência de várias lógicas e interesses sendo preciso saber articulá-los. Por ser uma construção coletiva requer mobilização, discussão e ação de toda a comunidade escolar. O número de alunos incluídos na educação inclusiva, nos últimos anos, triplicou, no entanto, o preconceito e a falta de conhecimento das leis que os amparam e beneficiam ainda deixam um grande contingente de pessoas com deficiência fora da rede regular. Os, profissionais da educação, desejamo uma educação realmente inclusiva e de qualidade para todos, mas as formas de atingir esses ideais ainda não são claras em nossa sociedade, isto porque passamos por um momento de mudança, de reorganização e de quebras de referências.
 A educação inclusiva como diretriz para a transformação na estrutura da escola foi definida pelo Ministério da Educação como política pública que assumiu sua disseminação por meio do programa Educação Inclusiva: direito a diversidade, iniciada em 2003. Essa ação conduziu um processo amplo de reflexão nos sistemas educacionais sobre as formas tradicionais do pensamento pedagógico e de ruptura com a concepção determinista da relação entre condições históricas, desvantagens sociais, deficiência e a não aprendizagem. 
A escola não pode mudar tudo e nem pode mudar a si mesma sozinha. Ela
está intimamente ligada à sociedade que a mantém. Ela é, ao mesmo tempo, fator e
produto da sociedade. Como instituição social, ela depende da sociedade e, para se
transformar, depende também da relação que mantém com outras escolas, com as
famílias, aprendendo em rede com elas, estabelecendo alianças com a sociedade,
com a população (GADOTI, 2007, p. 12)
 A concepção e os princípios da educação inclusiva dentro de um contexto mais amplo que dizem respeito à estrutura da sociedade em que vivemos associados aos movimentos de garantia dos direitos exigem a transformação dos sistemas de ensino em relação a fundamentação, a prática pedagógica e aos aspectos cotidianos da escola. Os indicadores de exclusão na escola nos mostram que os sistemas de ensino conhecem pouco sobre a desigualdade e suas consequências sociais, não considerando, muitas vezes, as situações de vulnerabilidade vivenciadas pelos alunos e a necessária adequação do contexto escolar de forma que as desvantagens não traduzam em uma baixa expectativa em relação ao seu processo educacional e se revertam em políticas de superação das dificuldades. 
 A educação inclusiva orientada pelos princípios dos direitos humanos e pela proposta pedagógica de que todos podem aprender passa a contrapor o paradigma tradicional da organização do sistema educacional, que conduzia políticas especiais para pessoas com deficiência definidas no modelo de segregação e de integração, com ênfase na abordagem. Seguindo a lógica de escolas especiais organizadas a partir da identificação da deficiência ou do encaminhamento desses alunos para classes especiais, essas políticas conduziram a espaços segregados, entendidos como seu lugar de destino, que acabam por discriminar e excluir alunos em razão de deficiências, desvantagens, dificuldades e atitudes.
 O período de transição entre a concepção educacional da integração para a inclusão coincide com fatores contemporâneos que colocam a competitividade e a efetividade da escola sob a ótica do domínio de conteúdos e desvalorizam outros saberes, excluindo grande parte dos seus alunos, enquanto deveriam ser construídas estratégias de desenvolvimento das potencialidades dos alunos e experiências democráticas de aprendizagem em todas as escolas. As escolas podem avançar no desenvolvimento de uma pedagogia centrada na criança enfatizando a responsabilidade dos educadores em ensinar as crianças com ou sem deficiência a partir da desconstituição do discurso da deficiência que envolve uma proposta de escola que não é capaz de beneficiar todos os alunos. A ampliação das oportunidades de formação dos profissionais da educação para a inclusão, o uso de novas abordagens pedagógicas, o investimento na educação infantil, o conhecimento do percurso educacional dos alunos e a construção de políticas de atenção às diferenças no ensino regular provocam um impacto significativo sobre a qualidade da educação. 
 Trabalhar com a diferença é compreender que o ensino, o apoio, os recursos didático pedagógicos, a metodologia, a proposta curricular e a avaliação da aprendizagem devem beneficiar a todos em sala de aula e não apenas a alguns, por serem categorizados como “inclusos” tornando-se assim “privilegiados”. 
 Em uma escola inclusiva, o ensinar e o aprender são processos dinâmicos, onde a aprendizagem não fica restrita a conteúdos e ao espaço físico da escola, ela transcende. Na prática pedagógica desenvolvida no Ambiente Informatizado de Aprendizagem onde ocorreu a experiência, utilizamos as ferramentas e softwares que se mostraram mais adequados aos objetivos propostos e com múltiplas interfaces que possibilitasse o desenvolvimento de atividades de letramento através da tecnologia digital. 
 O foco principal da experiência centrou-se na exploração dos recursos da Internet e das ferramentas de comunicação e produção de textos. Para tanto o planejamento das ações foi efetuado por meio das possibilidades de navegação no ciberespaço, utilizando ambientes informatizados de aprendizagem que possibilita a interação, a colaboração e a construçãodo conhecimento. 
AULAS INCLUSIVAS E A APRENDIZAGEM DA LEITURA E DA ESCRITA
 As aulas inclusivas podem e devem ocupar esse espaço, uma vez que, ali, o aluno encontra o tempo e as condições ideais para aprofundar-se na leitura e discussão de textos. Isto porque o estudo se dá em pequenos grupos, o que favorece a criação de um espaço afetivamente seguro para a troca de ideias e a participação de todos; o cronograma é flexível, permitindo que as leituras avancem de acordo com o ritmo do aluno. As contribuições teóricas que se traduzem pelas capacidades de “aprende-se fazendo”, “aprende-se resolvendo problemas” ou “aprende-se interagindo com o mundo”, parece que cria as condições de possibilidade de modificação (cognitiva, social, afetiva) que se opera no indivíduo quando da sua aprendizagem.
 Nessa concepção de que a aprendizagem do aluno é o resultado da sua interação com o mundo, é importante salientar que na prática inclusiva o modo como se organiza o ensino é determinante para que todos os alunos construam aprendizagens significativas e participem ao máximo possível das atividades da sala de aula. Assim, para o processo de aprendizagem é fundamental a maneira como o professor organiza este processo, as metodologias, os materiais, os critérios e os procedimentos de avaliação utilizados por ele.
 Letramento é o estado ou condição de indivíduos ou de grupos sociais de sociedades letradas que exercem efetivamente as práticas sociais de leitura e de escrita e participam de eventos de letramento. Essa mesma autora argumenta que indivíduos ou grupos sociais ao apropriarem-se do uso da leitura e da escrita acabam mantendo com os outros e com o mundo que os cercam formas de interação, atitudes, competências discursivas e cognitivas que lhes conferem um determinado e diferenciado estado de inserção em uma sociedade letrada.
 A alfabetização refere-se à aquisição da escrita enquanto aprendizagem de habilidades para leitura, escrita e as chamadas práticas de linguagem. Isso é levado a efeito, em geral, por meio do processo de escolarização e, portanto, da instrução formal. A alfabetização pertence, assim, ao âmbito do individual. O letramento, por sua vez, focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição da escrita. Entre outros casos, procura estudar e descrever o que ocorre nas sociedades quando adotam um sistema de escritura de maneira restrita ou generalizada; procura ainda saber quais práticas psicossociais substituem as práticas “letradas” em sociedades ágrafas. 
(...), é necessário reconhecer que alfabetização – entendida como a
aquisição do sistema convencional de escrita – distingue-se de
letramento – entendido como o desenvolvimento de comportamentos
e habilidades de uso competente da leitura e da escrita em práticas
sociais: distinguem-se tanto em relação aos objetos de conhecimento
quanto em relação aos processos cognitivos e linguísticos de
aprendizagem e, portanto, também de ensino desses diferentes
objetos. Tal fato explica por que é conveniente a distinção entre os
dois processos.Soares (2004, p.97) 
 Constatamos o que os alunos aprenderam por meio do diálogo e expressaram, oralmente, o que compreenderam sobre a importância dos nomes, não apenas os seus e das pessoas com quem convivem, mas de tudo que existe ao seu redor e no mundo. Os alunos realizaram leituras demonstrando consciência fonológica (letras, palavras e rimas) como também perceberam a pronúncia das palavras e começaram a compreender a forma como as palavras estavam escritas e como deveriam ser lidas.
 Devemos refletir sobre a noção de letramento, enquanto um fato que revela a aquisição do ato de ler, escrever e interpretar os diferentes códigos e situações existentes vinculado às questões sociais. O conceito de letramento sofreu um crescente movimento de difusão na esfera pedagógica, de alguns anos para cá. Surgido nas ciências sociais, justamente com o propósito de separar estudos relacionados ao campo da alfabetização dos estudos que se preocupavam em investigar os impactos sociais da escrita, , o letramento pode ser entendido como conjunto de práticas sociais de uso da escrita uma prática de letramento pode implicar, por exemplo, o envio de um e mail, de uma carta ou a escrita de um blog, de um caderno de perguntas, de um diário ou até mesmo através das mensagens enviadas em redes sociais, enquanto atividades que envolvem a língua escrita e que comportam objetivos determinados em situações determinadas. 
O PAPEL DO PROFESSOR E O CURRÍCULO ESCOLAR 
 A deficiência coloca em prioridade a função primordial da escola comum que é a produção de conhecimento, pois o aluno com deficiência tem uma maneira própria de lidar com o saber que, invariavelmente, não corresponde ao ideal da escola. A escola, em toda a sua trajetória histórica não foi pensada para atender a desigualdade. Toda a estrutura e funcionamento da escola regular é mais confortável ao considerar a semelhança do que com a diferença entre os alunos.
 A Educação Inclusiva tem por objetivo entender as diferenças, mantendo-as ativas,encorajando o seu aparecimento e expressão, enfim tornando-as presentes e utilizáveis para o processo educativo de todos os alunos. Incluir uma criança na escola regular significa proporcionar a todos os alunos o aprendizado de conviver com a diversidade, sem anulá-la. Embora todos sabemos que a inclusão como imaginamos e idealizamos não é a mesma que vemos na prática. 
Incluir não é simplesmente levar uma criança com deficiência a
 frequentar o ensino regular. A inclusão é uma conquista diária para a escola, para a criança e para seus pais. Todo dia é um dia novo na inclusão (FACION, 2009, p.203). 
 Para que a inclusão realmente aconteça são necessárias mudanças sociais, bem como um esforço mútuo de todos os profissionais da educação na busca pelo aprimoramento da prática educativa. A escola não é apenas um espaço social de emancipação ou libertador, mas também é um cenário de socialização de mudança. A prática do currículo é geralmente acentuada na vida dos alunos estando associada às mensagens de natureza afetiva e as atitudes e valores. O'Currículo educativo representa a composição dos conhecimentos e valores que caracterizam um processo social. Ele é proposto pelo trabalho pedagógico nas escolas.
 É importante que o currículo seja organizado sempre de maneira a envolver professor-aluno; escola-comunidade; ensino-aprendizagem. Uma escola inclusiva pode contar com um currículo aberto e mais flexível, e com objetivos bem definidos como uma ferramenta para promover o desenvolvimento, ao contrário do que tínhamos na escola de ensino tradicional em que o currículo era algo acabado, fechado, preservado e transmitido intacto as novas gerações, havendo grandes dificuldades de mudanças. O currículo não está envolvido em um simples processo de transmissão de conhecimentos e conteúdos. Possui um caráter político e histórico e também constitui uma relação social, no sentido de que a produção de conhecimento nele envolvida se realiza por meio de uma relação entre pessoas.
 Podemos constatar é que ao adaptar currículos, selecionar atividades e formular provas diferentes, o professor interfere de fora, submetendo os alunos ao que supõe que eles sejam capazes de aprender, esquecendo com isso que, o aluno com deficiência deve ter oportunidade de crescer junto com o grupo para que realmente haja neste contexto uma inclusão. É importante lembrarmos que, o currículo inclusivo possui um caráter social que deve ser organizado com a participação do aluno levando em consideração o interesse de cada um. 
 É preciso que a escola deixe de ser mero executor de currículos e programas determinados, para se transformar em responsável pela escolha de atividades, conteúdos ou experiências mais adequadas ao desenvolvimento das capacidades fundamentais dos alunos, considerando suas potencialidades e necessidades. Na concepção inclusiva, a adaptação ao conteúdo escolar é realizada pelo próprio aluno e testemunhasua emancipação intelectual. Essa emancipação é consequência do processo de auto-regulação da aprendizagem, em que o aluno assimila o novo conhecimento, de acordo com suas potencialidades de incorporá-lo ao que já conhece. 
Atualmente, o currículo é uma construção social, na acepção de estar inteiramente vinculado a um momento histórico, a determinada sociedade e as relações com o conhecimento. Nesse sentido, a educação e currículo são vistos intimamente envolvidos como processo cultural, como construção de identidades. 
 As adaptações curriculares, segundo o documento do MEC, compõe o conjunto dos Parâmetros Curriculares Nacionais, inserindo-se na concepção de escola integradora defendida pelo MEC.Incluir alunos com deficiência requer ajustes e modificações curriculares, envolvendo objetivos, conteúdos, procedimentos que propiciem o avanço no processo de aprendizagem. Esse processo é concebido como um conjunto de procedimentos que visa oferecer experiências de aprendizagem adequadas aos diferentes níveis de comunicação, de possibilidades motoras, cognitivas, sócio emocionais e de vida diária, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos. É a escola que se modifica para que o aluno obtenha êxito na aprendizagem e adquira conhecimento. 
 O aluno com deficiência muitas vezes apresenta dificuldade de construir conhecimentos como os demais e de demonstrar a sua capacidade cognitiva, principalmente nas escolas que mantêm um modelo conservador de atuação e uma gestão autoritária e centralizadora. Essas escolas apenas acentuam a deficiência e, em consequência, aumentam a inibição, reforçam os sintomas existentes e agravam as dificuldades do aluno. Uma escola inclusiva tem muito a ver com um bom projeto pedagógico. Nada adianta somente ter uma escola com rampas e banheiros adaptados. Envolve um processo de reforma e de reestruturação das escolas como um todo, com o objetivo de assegurar que todos os alunos tenham acesso às oportunidades educacionais e sociais oferecidas pela Instituição de Ensino. Isso inclui o currículo, a avaliação, os registros dos alunos. 
 Nesse contexto, a formação dos profissionais envolvidos com a educação é de fundamental importância, assim como a assistência às famílias, enfim uma sustentação aos que estarão diretamente implicados com as mudanças é condição necessária para que estas não sejam impostas, mas imponham-se como resultado de uma consciência cada vez mais evoluída de educação e de desenvolvimento humano. 
Até um certo ponto, o professor sempre foi visto como a fonte do conhecimento, porém isso não tem mais lugar em nossa sociedade. As mudanças estão acontecendo cada dia mais para se esperar que informações pré-concebidas ou fatos serão suficientes para “satisfazer” os alunos de hoje. É preciso, ainda, que muitos professores tenham oportunidades para refletir sobre as propostas de mudanças que mexem com seus valores, com suas convicções, sua prática profissional e também com seu cotidiano, porque sair do que era durante tanto tempo convencional, nos desestabiliza. A educação de deficientes permite aos professores reverem sua própria formação, os seus referenciais teóricos-metodológicos, os incentivando face ao enfrentamento da diversidade social e das diferenças de seus alunos, a buscar uma formação continuada e, acima de tudo uma transformação da cultura pedagógica. 
Deve ficar claro que bons mediadores de classe são fruto de
aprendizagem, eles não nascem bons. Sempre há aqueles poucos professores que são
mediadores naturais, que tiveram muito pouca capacitação formal, e que
simplesmente parecem saber o que fazer na maioria ou em todas as situações
problemáticas. Entretanto, a maioria dos professores precisam de uma capacitação
adequada para um bom manejo das aulas (STAINBACK, 2008, p. 336). 
 Os professores colocam seu empenho, diante do sistema educacional e social inclusivo, de serem cobrados e avaliados como incapazes ao não conseguir atingir o objetivo de ensinar ou mesmo trabalhar com os alunos com deficiência. A forma como o professor vê o seu aluno acaba muitas vezes por determinar a sua interação com ele, seu desempenho como estudante e de suas possibilidades de aprendizagem. Estas representações são conhecimentos construídos na experiência escolar, mas que não é tão facilmente observável para o professor quanto a absorção dos conteúdos curriculares. 
 Sabemos que não existe um modelo de ensino que dê certo para todos. Portanto, a busca do professor para estabelecer um canal de comunicação e aprendizagem com cada aluno é constante e muito particular às especificidades de cada um. É preciso pensar no que o aluno necessita para sua vida, no que é realmente importante para ele aprender na escola. Não há por que ensinar algo que seja insignificante para o aluno com deficiência, já que ele mais do que ninguém precisa aprender coisas significativas. 
 O professor deve ter a predisposição para enxergar o indivíduo real, com todas as suas potencialidades e possibilidades como qualquer outro ser humano. Todos somosdiferentes, com características particulares e individuais em busca de aceitação, de parceria e de reconhecimento, em um contexto de igualdade de oportunidades e não de reprodução em série de indivíduos iguais, sendo o papel da educação criar condições para que a criança construa conhecimentos e se desenvolva enquanto cidadão conhecendo seus deveres e aprendendo a lutar pelos seus direitos. 
Os professores são centros de estimulação que devem possibilitar mudanças significativas em nossos alunos. A aprendizagem da criança deficiente muitas vezes é lenta e o profissional que com ela trabalha deve ser perseverante e organizado no que se propõe. “A boa relação” entre o professor e o aluno é fundamental, deve estar claro para ambos, os papéis de cada um na escola. O professor é a referência que o aluno precisa. Não somos apenas instrutores, e nossa conduta e nossa formação é de grande importância como formadores de atitudes e valores.
 A inclusão não tem um fim, pois ela representa, em sua essência, mais um processo do que um destino. A inclusão representa, de fato, uma mudança conceitual e nos valores culturais para as escolas e para a sociedade como um todo. E que a escola seja realmente um lugar onde não são observadas diferenças, tais como, cor, credo, raça, potencialidades, limites, etc., é preciso que realmente a escola seja um local de aprendizagem da cidadania. 
CONSIDERAÇÕES FINAIS
 No Brasil, a política de inclusão escolar e social é reconhecida a partir do direito de todos os alunos matricularam-se na rede regular de ensino, de qualquer estado ou município. Essa política determina que as escolas devam estar aptas a trabalhar com as diferenças. No entanto, o que se observa é que a adaptação desses alunos é muito difícil. Principalmente, pela má preparação dos professores e consequentemente, de toda a instituição. A inclusão cresce realmente a cada ano e o desafio de garantir uma educação de qualidade para todos também acompanha esse crescimento. O que se busca é uma escola em que os alunos aprendam a conviver com a diferença e se tornem cidadãos solidários. 
 Daí a importância de que o espaço da sala de aula seja concebido como uma comunidade organizada, colaborativa e cooperativa de aprendizagem. O caráter cooperativo da aprendizagem implica uma interdependência positiva, que diz respeito à capacidade de trabalhar com outros colegas, de trabalhar com maior autonomia. Em outras palavras, está relacionada à ideia de que “não se pode ter sucesso sem os demais” (BRASIL, 2005, p. 210).
 Pensar uma escola inclusiva é pensar uma escola justa e democrática, que inclua a todos, sem discriminação, e a cada um, com suas diferenças, independentemente de sexo, idade, religião, origem étnica, raça, deficiência. Uma sociedade não apenas aberta e acessível a todos os grupos, mas que estimula a participação; uma sociedade que abrigue e aprecie a diversidade humana; uma sociedade cuja meta principal é oferecer oportunidadesiguais para que todos desenvolvam seu potencial.
 A família, é o primeiro grupo que pertence o indivíduo e onde ele tem a oportunidade de aprender através dos conhecimentos adquiridos, seja de forma positiva: afeto, estímulo, apoio, respeito, sentir-se útil; e negativa: frustrações, limites, tristezas, perdas, todas elas são fatores resultantes de singular importância para a formação da personalidade de qualquer criança, com deficiência ou não.Toda família, seja com uma criança com deficiência ou não, tem uma maneira particular de tratá-la. Em geral, quando chegam à escola, mostram-se receosos, preocupados, ansiosos, pois, muitos deles recém irão tomar conhecimento que a criança apresenta alguma deficiência e temem que seus filhos sejam discriminados. 
Nessa perspectiva temos consciência que todas essas reflexões teóricas preconizando a inclusão escolar, não serão concretizadas por um ato, ou legalizações, mas sim em um processo cultural que envolve a sociedade, quebrando preconceitos e se renovando. 
REFERÊNCIAS 
-BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Documento subsidiário à política de inclusão. Brasília: SEESP, 2007. 
-PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS. Adaptações curriculares. Brasília: Ministério da Educação, 1999.
-ZILIOTTO, G. S. Educação especial e educação inclusiva: fundamentos psicológicos e biológicos das necessidades especiais. Curitiba: IBPEX, 2007. 
-INCLUSÃO – REVISTA DA EDUCAÇÃO ESPECIAL. Secretaria da Educação Especial, out. 2005; jan./jul. 2010. 
 -SOARES, Magda Becker. (2003). Letramento. Um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica.
-NOAL, Estela Garcia. Alfabetização e letramento e níveis de leitura e escrita.
Disponível em:<http://www.webartigos.com/artigos/alfabetizacao-e-letramento-eniveis-de-leitura-e-escrita/71313/1313/>.Acesso em: 31 de outubro .2019.
-HAMZE, Amelia. Alfabetização ou Letramento? Disponível em: <http://
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-ALBUQUERQUE, Eliana Borges Correia de. Conceituando Alfabetização e
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-SOARES, Magda. Alfabetização e Letramento: Caminhos e Descaminhos. Revista Pátio: 2004. P. 96 -100. Editora Artmed.
-SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros/Magda Soares-3. ed.-Belo Horizonte: Autêntica Editora,2009.128 p.
-SOARES,Magda. Letramento e alfabetização: as muitas facetas.2004
Disponívelem: <http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf><http://www.scielo.br/pdf/rbedu/n25/n25a01.pdf>. Acesso em: 02 novembro 2019.
-SOARES, Magda. Alfabetização: a ressignificação do conceito. Alfabetização e
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-SECRETARIA MUNICIPAL DE SÃO PAULO. Referencial sobre Avaliação da
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