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1- Qual dos métodos alternativos de resolução de conflitos é chamado de Justiça Privada? A- Arbitragem; B- Mediação; C- Conciliação; D- Negociação; E- Discussão. Alternativa A – Arbitragem. Justificativa: No Brasil, o Centro de Arbitragem mais antigo existe há 35 anos, na Câmara de Comércio Brasil Canadá (CAM-CCBC). Embora seja praticado há mais de três décadas, a arbitragem só se firmou no país após a promulgação da Lei n. 9.307/1996, conhecida como Lei da Arbitragem, que determinou que a sentença arbitral tenha o mesmo efeito da sentença judicial, ou seja, o laudo arbitral resultante do acordo não precisa ser homologado por uma autoridade judicial. 2- Qual foi a primeira Constituição brasileira a prever os métodos alternativos de resolução de conflitos? A- Constituição de 1988; B- Constituição de 1967; C- Constituição de 1824; D- Constituição de 1934; E- Constituição de 1946. Alternativa C – Constituição de 1824. Justificativa: O instituto da mediação surgiu no Brasil como uma possibilidade de solucionar diversos problemas, que a justiça vem enfrentando. Iniciando-se em São Paulo seguido por um modelo oriundo da França, por um lado, e por outro, um modelo advindo dos Estados Unidos, nos anos de 1989 e 1990 respectivamente, a mediação foi introduzida para afunilar o relacionamento entre o povo e o judiciário, e também para dar eficácia aos instrumentos de acesso à justiça, tendo como principal objetivo, acelerar e, sem sombra de dúvida, desafogar o judiciário. Bem antes, na Constituição Imperial de 1824, a figura da mediação já era mencionada. Onde citava relações extrajudiciais nos artigos 160 e 161. Já na atual Constituição, em seu artigo 98, inciso I e II, as técnicas extrajudiciais são mencionadas. Ao ser um dos responsáveis pela implementação das técnicas extrajudiciais de resolução de conflitos, o Ministério do Trabalho foi o pioneiro em procurar tais alternativas para resolver as lides. Assim, fora criada entretanto, a Lei nº 10.101, de 19 de dezembro de 2000. 3- Quando foi o apogeu da arbitragem? A- Em 1919, com o Tratado de Versalhes, com o término da primeira Guerra Mundial; B- Em 1789, com a revolução francesa, teve a Arbitragem o seu apogeu, consolidando-se em decorrência da consagração dos Direitos do Homem, passando a ser obrigatória para solucionar várias questões. Posteriormente, a França substituiu esta forma de Arbitragem forçada pela facultativa; C- Em 1945, com a criação da Organização das Nações Unidas, com o término da segunda Guerra Mundial; D- Em 1948, com a Declaração Universal dos Direitos Humanos; E- Em 1804, com o Código Civil de Napoleão. Alternativa B – Em 1789, com a revolução francesa, teve a Arbitragem o seu apogeu, consolidando-se em decorrência da consagração dos Direitos do Homem, passando a ser obrigatória para solucionar várias questões. Posteriormente, a França substituiu esta forma de Arbitragem forçada pela facultativa. Justificativa: Em 1789, com a revolução francesa, teve a Arbitragem o seu apogeu, consolidando-se em decorrência da consagração dos Direitos do Homem, passando a ser obrigatória para solucionar várias questões. Posteriormente, a França substituiu esta forma de Arbitragem forçada pela facultativa. No período em que o Brasil era colônia de Portugal, a solução amigável dos conflitos esteve presente nas Ordenações Filipinas (Livro 3º, T. 20, § 1º). No Brasil, a Constituição do Império de 1824, já dispunha acerca do juiz de paz, reconciliação, mediação e do Juízo Arbitral, nos seus artigos 160 e 161. 4- No que concerne à negociação coletiva, em caso de impossibilidade de acordo, o que prevê a Constituição de 1988? A- Prevê a possibilidade de entidades sindicais elegerem magistrados para mediar suas questões; B- Não prevê possibilidade de acordo nesta hipótese; C- Prevê somente a possibilidade solução judicial; D- Prevê sobre a obrigatoriedade de solução pela via arbitral; E- Prevê a possibilidade de entidades sindicais elegerem árbitros para mediar suas questões. Alternativa E - Prevê a possibilidade de entidades sindicais elegerem árbitros para mediar suas questões. Justificativa: Em 2015, entrou em vigência a Lei de Mediação (Lei nº 13.140/2015), para dispor sobre a mediação entre particulares como meio de solução de controvérsias e sobre a autocomposição de conflitos no âmbito da administração pública. Nesse mesmo ano, a Lei de Arbitragem (Lei nº 9.307/1996) sofreu atualização por meio da Lei nº 13.129/2015, para ampliar o âmbito de aplicação da arbitragem e dispor sobre a escolha dos árbitros quando as partes recorrem a órgão arbitral, a interrupção da prescrição pela instituição da arbitragem, a concessão de tutelas cautelares e de urgência nos casos de arbitragem, a carta arbitral e a sentença arbitral. 5- No tocante à evolução histórica dos métodos alternativos de resolução de conflitos, assinale a alternativa incorreta: A- A Justiça Privada antecedeu a Estatal; B- Encontramos as raízes do Juízo Arbitral no Direito Romano, que tinham como objetivo dirimir extrajudicialmente conflitos decorrentes de negócios jurídicos realizados entre os cidadãos; C- O Estado Romano se privatizando, o chamado “arbitramento” da época, surgindo o julgamento arbitral realizado pelo Imperador, na figura de um pretor; D- Na Idade Média diversos casos de Arbitragem entre cavaleiros, barões e proprietários feudais; E- Na Idade Média, foi o período em que surgiu a Arbitragem comercial, na medida em que os comerciantes preferiam ter seus litígios resolvidos por árbitros que eles mesmos escolhiam, muito mais rápidos e efeicientes em suas decisões que os Tribunais da época. Alternativa C - O Estado Romano se privatizando, o chamado “arbitramento” da época, surgindo o julgamento arbitral realizado pelo Imperador, na figura de um pretor. Justificativa: A primeira forma de arbitragem que vemos surgir em Roma, que seria a terceira fase na classificação anterior, ocorre na época da Realeza (754 a.C), com o surgimento da cógnito extraordinária sob Diocleciano (século III d.C), quando vemos a figura do pretor (aquele que tinha carreira política na Roma antiga (preparando a ação mediante o enquadramento na ação da lei, sendo assim direcionada a um árbitro, que não integrava o corpo funcional romano, sendo um simples particular idôneo incumbido de julgar. Esse arbitramento clássico veio a perder força na medida em que o Estado romano se publicizava, instaurando a ditadura e depois assumindo, por longos anos, poder absoluto, em nova relação de forças na concentração de poder, que os romanos não mais abandonaram até o fim do império. Nesse novo Estado romano, que seria a quarta fase, passa a atividade de composição da lide a ser completamente estatal, suprimindo assim o árbitro, sendo a controvérsia julgada pelo imperador por intermédio do pretor, assim surgindo a figura do juiz como órgão estatal, e com ela a jurisdição em sua feição clássica de poder-dever de dizer o Direito na solução dos litígios. Com isso vemos que a arbitragem em Roma se mostrava na modalidade obrigatória, antecedendo, assim, à própria solução estatal jurisdicionalizada. 6- Assinalar qual alternativa não corresponde a elementos dos conflitos: A- Diversificação de aspirações de indivíduos e grupos; B- Desconhecimento das pessoas em relação a seus direitos; C- Aumento de complexidade dos afazeres; D- Surgimento de tecnologias que despertam para novas possibilidades; E- Mensagens veiculadas pelos meios de comunicação, incentivando as mudanças. Alternativa B - Desconhecimento das pessoas em relação a seus direitos. Justificativa: São alguns motivos de conflitos, a diversificação de aspirações de indivíduos, aumento de complexidade dos afazeres, surgimento de tecnologias que despertam para novas possibilidades e mensagens veiculadas pelos meios de comunicação, incentivando mudanças. 7- Qual o objetivo da conciliação e mediação? A- São instrumentos de solução de conflitos, pacificação social, prevenção de litígios e redução da excessiva judicialização dos conflitos de interesse;B- São instrumentos de prevenção de litígios, vedação de recursos e celeridade na execução de sentenças; C- São instrumentos que visam a celeridade processual através redução processos judiciais, vedação de recursos processuais e celeridade na execução de sentenças; D- São instrumentos que reduzem o acesso à Justiça, possibilitando tal acesso a apenas aos conflitos de maior complexidade; E- São instrumentos probatórios para a solução de conflitos. Alternativa A - São instrumentos de solução de conflitos, pacificação social, prevenção de litígios e redução da excessiva judicialização dos conflitos de interesse. Justificativa: Mediação e conciliação de conflitos são formas alternativas ao Processo Judicial. A primeira, consiste em uma técnica privada de solução de conflitos onde busca-se solucioná-los através da atuação de um terceiro neutro que somente auxilia as partes. Enquanto a segunda, é utilizada como um sinônimo da mediação. Ela tem sido atrelada principalmente com o procedimento judicial, sendo executada por juízes, togados, leigos ou conciliadores bacharéis em Direito e representa um avanço maior em relação a Mediação. Isto significa que o conciliador intervém auxiliando as partes a chegar a um acordo, também pode aconselhar e tentar mostrar um resultado. 8- No tocante aos métodos alternativos de resolução de conflitos, assinale a alternativa correta: A- São métodos que não envolvem litigância na solução de disputas; B- São métodos que envolvem a litigância na solução de disputas; C- São métodos que devem futuramente envolver litigância na solução de disputas; D- A litigância judicial é elemento essencial para caracterizar os métodos alternativos de resolução de conflitos; E- São métodos de instrução comprobatória dos conflitos a solução. Alternativa A - São métodos que não envolvem litigância na solução de disputas. Justificativa: Os conflitos sociais são fenômenos da própria vida em sociedade. As sociedades coexistem com os conflitos e descobrem técnicas de solução que, teoricamente, podem ser reunidas em três fundamentais, a autodefesa, a autocomposição e heterocomposição. 9- No contexto da terminologia jurídica, quando as partes concorrem pelos mesmos objetivos e metas que podem satisfazer apenas uma delas, temos: A- União de interesses; B- Conflito de interesses; C- Integração de interesses; D- Choque de interesses; E- Troca de interesses. Alternativa B – Conflito de interesses. Justificativa: Conflito é uma situação na qual uma parte se frustra ao cumprir seu interesse por conta de algo ou alguém que impossibilite tal realização. Desta forma, conflito de interesse pode ser definida como a situação em que uma parte não realiza seu interesse devido à outra parte ter cumprido o interesse dela, situação esta que gera frustração. O conflito de interesse também pode ocorrer quando somente uma pessoa tem dois interesses em relação a um mesmo cenário. 10- Assinalar alternativa que corresponda a fator que influencia os conflitos: A- A opinião da sociedade que influencia na percepção da mudança que origina-se na mente de pessoas e repercute nas mentes de outras; B- A resistência à mudança pode ser desejada por uns e rejeitada por outros, provocada por terceiros, de forma inegociável, ou originar-se no próprio sistema; C- A expectativa em relação à mudança sofre influência da percepção de risco ou sofrimento, real ou imaginária, originária da vontade de obtenção de um bem ou coisa ou estado; D- A existência de um direito subjetivo; E- A vontade de vencer a todo custo. Alternativa B - A resistência à mudança pode ser desejada por uns e rejeitada por outros, provocada por terceiros, de forma inegociável, ou originar-se no próprio sistema. Justificativa: O conflito se dá pela incapacidade das partes de solucionarem determinada questão. 11- A intensidade do interesse de uma pessoa por determinado bem se opõe à intensidade do interesse de outra pessoa pelo mesmo bem, donde a atitude de uma tende à exclusão de outra quanto a este, é definição de: A- Autotutela; B- Autocomposição; C- Arbitragem; D- Conciliação; E- Conflitos de interesse. Alternativa E – Conflitos de interesse. Justificativa: Conflito de interesses é um cenário de diversas instâncias no qual um julgamento profissional é indevidamente analisado, com base em interesses que não são os primários. Ocorre quando se dá preferência a um interesse secundário no resultado de determinada ação. 12- A negociação em que cada parte revela seus interesses a partir dos quais busca soluções que sejam capazes de atender a maior quantidade possível de interesses envolvidos. Essa negociação é ideal para encontrar soluções conciliadoras para problemas complexos. Deve ser conduzida em um ambiente colaborativo e emprega largamente os princípios de negociação. Em negociações complexas, como as conduzidas em projetos ou contratos de grande porte, é comum que o negociador necessite utilizar as técnicas necessárias para conduzir os três tipos de negociação, simultaneamente. Trata-se de qual tipo de negociação? A- Negociação integrativa; B- Negociação conservadora; C- Negociação criativa; D- Negociação distributiva; E- Negociação comparativa Alternativa C – Negociação criativa. Justificativa: A Negociação Criativa ocorre em um ambiente necessariamente colaborativo, no qual os negociadores buscam soluções para atender a seus interesses. 13- O moderno negociador, seja de que área for, é um profissional que administra o máximo de informação possível, tanto de dentro, quanto de fora, utilizando-a para o balizamento e exploração de sua posição no evento. Melhor negocia quem melhor gerencia a informação obtida e disponibilizada sobre o motivo do encontro. Não deve-se dar sequência a um processo negocial sem que toda a informação esteja sob seu efetivo controle. Essa afirmação se refere à qual dos elementos fundamentais da Negociação? A- Legitimidade; B- Informação; C- Tempo; D- Poder; E- Expressão. Alternativa B – Informação. Justificativa: Sem informação, o negociador não pode intermediar as partes. Ele precisa saber dos motivos, dos objetivos de cada parte. 14- Qual corresponde a habilidades necessárias a um negociador? A- Desenvolver um espírito negocial de persuasão; B- Insistência nas suas propostas, em vez de trocar as concessões; C- Ser antipático quando não gostar da proposta; D- Visar à satisfação no ganhar alto; E- Ser um bom ouvinte. Alternativa E – Ser um bom ouvinte. Justificativa: O negociador não deve persuadir, mas ouvir. Não deve insistir nas suas propostas, nem ser antipático e muito menos visar qualquer ganho. 15- É chamado de ato ou efeito de ceder algo de sua opinião ou direito à outra parte. Na negociação distributiva as concessões ocorrem por meio da redução nos valores negociados. Na negociação integrativa as concessões ocorrem por meio da troca. Assinalar qual dos principais elementos que estão presentes na Negociação: A- Concessão; B- Abertura; C- Interesse; D- Posição; E- Valor limite. Alternativa A – Concessão. Justificativa: Ato ou efeito de conceder, outorgar entregar alguma coisa a alguém. Também pode estar relacionado com o privilégio que o Governo dá a particulares ou a empresas para exploração de serviços de utilidade pública. No contexto da retórica, concessão também pode ser algo que se admite como hipótese em uma discussão. Consiste em ceder aparentemente perante uma opinião do adversário mas continuando, apesar de tudo, a desenvolver a argumentação, tornando-a até mais convincente. 16- Assinalar a alternativa sobre os principais elementos presentes na negociação. A- Abertura, informação, legitimidade, tempo e poder; B- Abertura, informação, ser um bom ouvinte, tempo e poder; C- Abertura, valor limite, posição, interesse, melhor alternativa e concessão; D- Abertura, liderança, persuasão, tempo e poder; E- Abertura, ser um bom ouvinte e desenvolver um espírito negocial de persuasão. Alternativa C - Abertura, valor limite, posição, interesse, melhor alternativa e concessão. Justificativa:Toda negociação é um evento de busca por um acordo mutuamente satisfatório, onde se objetiva alcançar resultados eficazmente otimizados. 17- No tocante à negociação, assinale a alternativa incorreta abaixo: A- A necessidade de negociação está presente constantemente no ambiente familiar, no trânsito, no trabalho e até mesmo em eventos sociais torna-se cada vez mais necessária; B- A negociação está presente no dia-a-dia, o que torna o desenvolvimento da capacidade negocial absolutamente essencial para todas as esferas de nossas vidas, principalmente no campo profissional; C- Todo profissional que se preze deve por obrigação buscar o desenvolvimento desta técnica, não só para se tornar uma pessoa desenvolvida, como também para saber utilizar isto a seu favor e a favor da organização do qual faça parte; D- O caminho da negociação na construção de relacionamentos é cada vez mais notório, não se fala mais em analisar propostas, fala-se em negociar isto e aquilo com alguém; E- A arte de negociar é um caminho que se usa única e exclusivamente na advocacia, uma vez que ser intransigente não leva ninguém mais a canto nenhum com exceção de para trás. Alternativa E - A arte de negociar é um caminho que se usa única e exclusivamente na advocacia, uma vez que ser intransigente não leva ninguém mais a canto nenhum com exceção de para trás. Justificativa: Negociar não é exclusivo da advocacia, inclusive os negociadores podem ter qualquer profissão. 18- Qual setor não compõe os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs)? A- Área correspondente à administração e supervisão do serviço de conciliadores e mediadores sob a coordenação de um juiz designado; B- Setor de solução de conflitos pré-processuais; C- Setor de solução de conflitos processuais; D- Setor de cidadania;; E- Setor de triagem dos conflitos e cidadania. Alternativa E – Setor de triagem dos conflitos e cidadania. Justificativa: Os CEJUSCs devem, necessariamente, abranger três setores: setor pré-processual, setor processual e setor de cidadania (artigo 10 da Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça). Para funcionarem, os CEJUSCs devem contar, em sua estrutura, com um juiz coordenador e, eventualmente, com um adjunto, devidamente capacitados, aos quais cabe a administração dos três setores e a fiscalização do serviço de conciliadores e mediadores. Devem possuir, também, ao menos um servidor com dedicação exclusiva, capacitado em métodos consensuais de solução de conflitos, para triagem e encaminhamento adequado de casos (artigo 9º da Resolução CNJ n. 125/2010 do CNJ). 19- O Setor de cidadania dos Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs) não presta que tipo de serviço? A- Orientação jurídica; B- Exame pericial de documentos; C- Serviços psicológicos; D- Emissão de documentos; E- Assistência social. Alternativa B – Exame pericial de documentos. Justificativa: Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania - CEJUSC, é uma unidade do Poder Judiciário especializada em atendimento ao público para a solução consensual de conflitos e orientação nas matérias relativas à cidadania. 20- A organização dos serviços de conciliação, mediação e outros métodos consensuais de solução de conflitos deve servir de princípio e base para: A- A criação de Juízos de resolução alternativa de conflitos, sem prejudicar o acesso ao Poder Judiciário; B- A criação de Juízos de resolução alternativa de conflitos, restringindo o acesso ao Poder Judiciário somente àqueles que tentaram a concitação, mas que infrutífera; C- A criação de Câmaras privadas para resolução alternativa de conflitos D- A criação de Juízos de resolução alternativa de conflitos, obrigatórios para o acesso ao Poder Judiciário; E- A criação de Juizados mais céleres na instrução processual e no proferimento de sentenças. Alternativa A - A criação de Juízos de resolução alternativa de conflitos, sem prejudicar o acesso ao Poder Judiciário. Justificativa: O acesso à Justiça é meta do CNJ, e os CEJUSCs auxiliam na resolução mediante conciliação de conflitos, desafogando o judiciário, nunca impedindo o acesso em caso de não haver acordo. 21- Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Poder Judiciário, são compostos por: A- Um bacharel em direito, um juiz leigo, juiz togado e servidores; B- Um estagiário em direito, um bacharel em direito, um juiz togado e servidores; C- Um juiz coordenador, servidores, conciliadores, mediadores e árbitros; D- Um juiz coordenador, servidores, conciliadores e mediadores; E- Um estagiário, um bacharel em direito e um voluntário da sociedade. Alternativa D – Um juiz coordenador, servidores, conciliadores e mediadores. Justificativa: Os CEJUSCs devem, necessariamente, abranger três setores: setor pré-processual, setor processual e setor de cidadania (artigo 10 da Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça). Para funcionarem, os CEJUSCs devem contar, em sua estrutura, com um juiz coordenador e, eventualmente, com um adjunto, devidamente capacitados, aos quais cabe a administração dos três setores e a fiscalização do serviço de conciliadores e mediadores. Devem possuir, também, ao menos um servidor com dedicação exclusiva, capacitado em métodos consensuais de solução de conflitos, para triagem e encaminhamento adequado de casos (artigo 9º da Resolução CNJ n. 125/2010 do CNJ). 22- Os Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejusc) do Poder Judiciário são organizados pelos seguintes setores: A- Um setor de triagem de solução de conflitos pré-processual, um setor judicial de solução de conflitos e um setor dos direito humanos; B- Um setor de solução de conflitos e um setor da cidadania; C- Um setor de conciliação, um setor de mediação e um setor de arbitragem; D- Um setor de triagem, um setor de distribuição por assunto conflitante e um setor de conciliação; E- Um setor de solução de conflitos pré-processual, um setor de solução de conflitos processual e um setor da cidadania. Alternativa E - Um setor de solução de conflitos pré-processual, um setor de solução de conflitos processual e um setor da cidadania. Justificativa: Os CEJUSCs devem, necessariamente, abranger três setores: setor pré-processual, setor processual e setor de cidadania (artigo 10 da Resolução CNJ n. 125/2010 do Conselho Nacional de Justiça). Para funcionarem, os CEJUSCs devem contar, em sua estrutura, com um juiz coordenador e, eventualmente, com um adjunto, devidamente capacitados, aos quais cabe a administração dos três setores e a fiscalização do serviço de conciliadores e mediadores. Devem possuir, também, ao menos um servidor com dedicação exclusiva, capacitado em métodos consensuais de solução de conflitos, para triagem e encaminhamento adequado de casos (artigo 9º da Resolução CNJ n. 125/2010 do CNJ). 23- Qual setor dos Centros de Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania do Poder Judiciário tem competência para receber processos já distribuídos e despachados pelos magistrados, que indicarão o método de solução de conflitos a ser seguido, retornando sempre ao órgão de origem, após a sessão, obtido ou não acordo, para extinção do processo ou prosseguimento dos trâmites processuais normais? A- Setor de solução de conflitos pré-processual; B- Setor de solução de conflitos processual; C- Setor da cidadania; D- Setor de execução; E- Setor de administração e coordenação. Alternativa B – Setor de solução de conflitos processual. Justificativa: Será o momento em que o acordo será homologado pelo Juiz, tornando-se título executivo judicial. 24- Quais são os princípios fundamentais e garantias que regem a conciliação e mediação? A- Confidencialidade, competência, imparcialidade, neutralidade, independência, autonomia, respeito à ordem pública e às leis; B- Imparcialidade, devido processo legal, autonomia de vontade, contraditório e igualdade das partes; C- Tribunal de exceção, autonomia de vontade, imparcialidade e livre convencimento do mediador; D- Informação,confidencialidade, devido processo legal, contraditório e livre convencimento do mediador; E- Confidencialidade, tribunal de exceção, contraditório e livre convencimento do partes. Alternativa A – Confidencialidade, competência, imparcialidade, neutralidade, independência, autonomia, respeito à ordem pública e às leis. Justificativa: Código de Ética de Conciliadores e Mediadores Judiciais - Art. 1º - São princípios fundamentais que regem a atuação de conciliadores e mediadores judiciais: confidencialidade, decisão informada, competência, imparcialidade, independência e autonomia, respeito à ordem pública e às leis vigentes, empoderamento e validação. 25- Quais são as regras que regem o procedimento de conciliação e mediação? A- Informação, autonomia da vontade, obrigação de resultado e desvinculação da profissão de origem; B- Informação, livre iniciativa das partes, ausência de obrigação de resultado e desvinculação da profissão de origem; C- Publicidade, acordo das partes, obrigação de resultado e desvinculação da profissão de origem; D- Informação, autonomia de vontade, ausência de obrigação de resultado e desvinculação da profissão de origem; E- Publicidade, obrigação de resultado, livre iniciativa das partes e desvinculação da profissão de origem. Alternativa D – Informação, autonomia de vontade, ausência de obrigação de resultado e desvinculação da profissão de origem. Justificativa: Código de Ética dos Conciliadores e Mediadores - rt. 2º As regras que regem o procedimento da conciliação/mediação são normas de conduta a serem observadas pelos conciliadores/mediadores para o bom desenvolvimento daquele, permitindo que haja o engajamento dos envolvidos, com vistas à sua pacificação e ao comprometimento com eventual acordo obtido, sendo elas: I- Informação, II- Autonomia da vontade, III- Ausência de obrigação de resultado, IV- Desvinculação da profissão de origem e V- Compreensão quanto à conciliação e à mediação. 26- No que tange à responsabilidade do conciliador e mediador, considere as proposições a seguir e assinale a alternativa correta abaixo: I- O conciliador e mediador estão impedidos de prestar serviços profissionais de qualquer natureza pelo prazo de 3 anos aos envolvidos em processo de conciliação e mediação sob sua condução. II- O conciliador e mediador podem ser considerados impedidos e suspeitos pelos mesmos motivos dos serventuários da justiça. III- Condenação definitiva em processo criminal resultará na exclusão do conciliador e mediador do respectivo cadastro e no impedimento para atuar nesta função em qualquer outro órgão do Poder Judiciário nacional. A- Todas as proposições estão corretas; B- Todas as proposições estão incorretas; C- Apenas a proposição III está correta; D- Apenas as proposições I e II estão corretas; E- Apenas a proposição I está correta. Alternativa C – Apenas a proposição III está correta. Justificativa: Código de Ética do Conciliadores e Mediadores - Art. 8º O descumprimento dos princípios e regras estabelecidos neste Código, bem como a condenação definitiva em processo criminal, resultará na exclusão do conciliador/mediador do respectivo cadastro e no impedimento para atuar nesta função em qualquer outro órgão do Poder Judiciário nacional. 27- Qual é a diferença básica entre conciliação e mediação? A- Ambos são mecanismos de solução de conflitos; B- Na mediação, o conciliador tem por função ser um facilitador, isto é, facilitar o diálogo entre as partes, sem vínculo anterior; C- Na conciliação, a solução do conflito pode ser judicial ou extrajudicial; D- Conciliação e mediação são mecanismos de autocomposição de conflitos; E- Na mediação, há a presença das partes com vínculo anterior, de terceiro, mediador, com função de auxiliar as partes para resolver o conflito. Alternativa E – Na mediação, há a presença das partes com vínculo anterior, de terceiro, mediador, com função de auxiliar as partes para resolver o conflito. Justificativa: Na conciliação, o terceiro facilitador da conversa interfere de forma mais direta no litígio e pode chegar a sugerir opções de solução para o conflito (art. 165, § 2º). Já na mediação, o mediador facilita o diálogo entre as pessoas para que elas mesmas proponham soluções (art. 165, § 3º). 28 – Com relação às responsabilidades e sanções do conciliador e mediador, assinale a alternativa correta abaixo: A- Para exercer as funções de conciliador e mediador perante o Poder Judiciário devem ser bacharéis em Direito; B- Para exercer as funções de conciliador e mediador perante o Poder Judiciário, devem estar capacitados e cadastrados pelos tribunais, que regulamentam o processo de inclusão e exclusão destes; C- Para exercer as funções de conciliador e mediador perante o Poder Judiciário devem estar capacitados e cadastrados perante o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica; D- Para exercer as funções de conciliador e mediador perante o Poder Judiciário devem ter concluído Curso Superior e cadastrar-se para ser voluntário na solução de conflitos; E- Basta cadastra-se como voluntário para atuar como conciliador e mediador perante o Poder Judiciário. Alternativa B – Para exercer as funções de conciliador e mediador perante o Poder Judiciário, devem estar capacitados e cadastrados pelos tribunais, que regulamentam o processo de inclusão e exclusão destes. Justificativa: Apesar de ser uma carreira diretamente relacionada ao Direito, não é necessário que o profissional seja um advogado ou bacharel em direito. É possível atuar sendo graduado em qualquer área e quem almeja a vaga precisa ter, pelo menos, 2 anos de formado por uma instituição reconhecida pelo Ministério da Educação, fazendo seu cadastro perante o Poder Judiciário. 29- Com relação às responsabilidades e sanções do conciliador e mediador, assinale a alternativa correta abaixo: A- Conciliador e mediador devem exercer sua função com interesse na causa; B- Conciliador e mediador deve respeitar os princípios e regras previstos, assinando termo de compromisso somente quando lhe for satisfatório o acordo; C- Conciliador e mediador são impedidos e suspeitos pelos mesmos motivos dos juízes, devendo quando constatados, estes motivos serem informados aos envolvidos, com a interrupção da sessão e sua substituição; D- Em caso de impossibilidade temporária do exercício da função, o conciliador e mediador escolher um outro para substituí-lo, que seja de sua confiança; E- O mediador e todos que assessorarem no procedimento de mediação, quando no exercício de suas funções ou em razão delas, são equiparados a servidor civil, para os efeitos da legislação penal. Alternativa C – Conciliador e mediador são impedidos e suspeitos pelos mesmos motivos dos juízes, devendo quando constatados, estes motivos serem informados aos envolvidos, com a interrupção da sessão e sua substituição. Justificativa: Código de Ética Art. 5º Aplicam-se aos conciliadores/mediadores os motivos de impedimento e suspeição dos juízes, devendo, quando constatados, serem informados aos envolvidos, com a interrupção da sessão e a substituição daqueles. 30- Qual não é perfil do mediador? A- Idade compatível com a das partes; B- Formação de nível superior e domínio da língua portuguesa; C- Conhecimentos e competências a respeito de medição e suas técnicas; D- Conhecimento específico de Direito; E- Sintonia cultural é a competência para imergir no universo do conflito e contatar com a realidade dos mediandos. Alternativa D – Conhecimento específico de Direito. Justificativa: Conhecimento mínimo de direito: é conveniente, não obrigatório, para permitir avaliar a inexistência de decisões versando sobre bens ou direitos indisponíveis ou objetos ilícitos e se os efeitos legais decorrentes da decisão das partes serão factíveis. 31- O que são a escuta ativa, identificação dos conteúdos não verbais da comunicação, ordenação dos pensamentos, orientação da fala das partes, manutenção do roteiro previsto e insistência em argumentos lógicos? A- Perfil do mediador; B- Etapas da mediação; C- Procedimentoda conciliação; D- Procedimento da arbitragem; E- Postura do mediador. Alternativa B – Etapas da mediação. Justificativa: A escuta ativa é uma das técnicas mais utilizadas durante a medição e uma das ferramentas mais importantes na comunicação. Consiste em escutar atentamente o interlocutor, não só com os ouvidos, mas com todos os sentidos em alerta. A comunicação não verbal ocorre por meio de gestos, códigos sonoros, sinais, expressões faciais ou corporais, imagens ou códigos. Ela abrange a expressão corporal e facial, gestos e reações do corpo a estímulos variados. 32- Qual não é o objetivo do mediador? A- Apaziguar: atenuar a confrontação para possibilitar o início e a manutenção da comunicação entre os mediandos; B- Estabelecer a comunicação: que deve ser objetiva, prática e conclusiva, voltada para os aspectos substanciais das questões, e que conduza à compreensão do problema e formulação de alternativas; C- Estabelecer a cooperação: obter dos mediandos a disposição para a recepção e análise, construtiva, das novas ideias e tentativas de solução, e assim, promover a harmonia futura e cumprimento do acordo (o que significa restabelecer a amizade, reatar laços, etc.); D- Equilibrar a mesa de negociação: equilíbrio refere-se à neutralidade, imparcialidade e equidistância do mediador das partes; E- Encerrar a discussão sobre o conflito, insistindo em uma solução do problema. Alternativa E – Encerrar a discussão sobre o conflito, insistindo em uma solução do problema. Justificativa: São os objetivos do mediador, apaziguar: atenuar a confrontação para possibilitar o início e a manutenção da comunicação entre os mediandos. Além de: Estabelecer a comunicação: que deve ser objetiva, prática e conclusiva, voltada para os aspectos substanciais das questões, e que conduza à compreensão do problema e formulação de alternativas. Estabelecer a cooperação: obter dos mediandos a disposição para a recepção e análise, construtiva, das novas ideias e tentativas de solução, e assim, promover a harmonia futura e cumprimento do acordo (o que significa restabelecer a amizade, reatar laços, etc.). Equilibrar a mesa de negociação: equilíbrio refere-se à neutralidade, imparcialidade e equidistância do mediador das partes. 33- Assinalar qual não é função do mediador: A- Estabelecer a sintonia emocional, de modo a aproximar mediador e mediandos; B- Desenvolver soluções de forma individualizada e particularizada, ao atendimento de um dos conflitantes; C- Acolhimento e recepção das partes no local; organizar: todas as providências para a realização de anotações e registros; informar e esclarecer os procedimentos e objetivos da mediação, certificando-se de que todos compreenderam o que foi transmitido; D- Administrar as participações, para obter a efetiva participação de cada mediando, com pleno respeito à integridade física e emocional. Deve proporcionar idêntica oportunidade de manifestação; E- Ampliar a compreensão do problema, de modo a aprofundar e ampliar as ideias que cercam os problemas. Alternativa B – Desenvolver soluções de forma individualizada e particularizada, ao atendimento de um dos conflitantes. Justificativa: As soluções tem que ser de forma coletiva, para satisfação de ambas as partes. 34- Assinalar as etapas da mediação abaixo: A- Estabelecer a sintonia emocional, desenvolver soluções de forma individualizada e particularizada; B- Acolhimento e recepção das partes no local; organizar: todas as providências para a realização de anotações e registros; informar e esclarecer os procedimentos e objetivos da mediação; C- Escuta ativa, identificação dos conteúdos não verbais da comunicação, ordenação dos pensamentos, orientação da fala das partes, manutenção do roteiro previsto, insistência em argumentos lógicos e gratuidade, assegurada aos necessitados; D- Liderança, acolhimento das partes e neutralidade; E- Administrar as participações, para obter a efetiva participação de cada mediando e ampliar a compreensão do problema. Alternativa C - Escuta ativa, identificação dos conteúdos não verbais da comunicação, ordenação dos pensamentos, orientação da fala das partes, manutenção do roteiro previsto, insistência em argumentos lógicos e gratuidade, assegurada aos necessitados. Justificativa: A- Não desenvolver soluções individuais, mas coletivas; B- Acolhimento é função do mediador, não etapa da conciliação; D- É característica, não etapa; E- Ampliar a compreensão do problema é função do conciliador, não etapa. 35- No tocante ao procedimento da mediação judicial, analise as proposições e assinale a alternativa correta abaixo: I- Realizados nos Centros judiciários de solução consensual de conflitos (Cejuscs): criados pelos tribunais, que realizarão sessões e audiências de conciliação e mediação, pré-processual e processuais, e pelo desenvolvimento de programas destinados a auxiliar, orientar e estimular a autocomposição. II- Os mediadores não estão sujeitos à prévia aceitação das partes. III- As partes deverão ser assistidas por advogados ou defensores públicos. IV- As partes que comprovarem insuficiência de recursos, haverá a concessão de benefício da assistência pela defensoria pública. A- Somente as proposições I e IV estão corretas; B- Somente as proposições II e III estão corretas; C- Apenas a proposição II está correta; D- Todas as proposições estão corretas; E- Todas as proposições estão incorretas. Alternativa D – Todas as proposições estão corretas. Justificativa: Regida pelos princípios da independência, da imparcialidade, da autonomia da vontade, da confidencialidade, da oralidade, da informalidade e da decisão informada, a mediação é dividida, para alguns doutrinadores, em cinco etapas: pré-mediação, investigação, “cáucus”, criação de opções e fechamento. 36- No que tange a cláusula arbitral e compromisso arbitral, considere as proposições a seguir e assinale a alternativa correta abaixo: I- A cláusula arbitral refere-se a litígio atual e concreto, enquanto que o compromisso arbitral refere-se a litígio futuro e incerto. II- O compromisso arbitral é judicial quando há processo judicial em tramitação e as partes decidem celebrar o referido compromisso para que tal controvérsia seja julgada por árbitros. III- A cláusula arbitral e o compromisso arbitral devem ser celebrados por escrito. A- Somente as proposições I e II estão corretas; B- Todos as proposições estão incorretas; C- Todos as proposições estão corretas; D- Somente as proposições II e III estão corretas; E- Somente a proposição I está correta. Alternativa D – Somente as proposições II e III estão corretas. Justificativa: I- Errado - A definição está trocada. II- Correta III-0 Para terem valor como documentos a serem cumpridos pelas partes - pressuposto de validade. 37- Dentre as vantagens apontadas na solução de conflitos pela arbitragem, assinalar a desvantagem abaixo: A- Confidencialidade na solução dos conflitos, isto é, o conflito não terá publicidade, evitando a divulgação de documentos e fatos que são de interesse apenas das partes; B- Maior rapidez na solução dos conflitos por arbitragem, que é feito no máximo em 6 meses, sendo que no Poder Judiciário, um processo pode demorar de 1 a 2 anos para ser dirimido na 1ª Instância, 2 anos na 2ª e mais 2 anos na 3ª; C- Não implica nenhum ônus para o Estado; D- Número menor de formalismo e solenidade, resultando na maior rapidez e menos burocracia; E- Custo alto, sendo desaconselhável para solucionar valores de pouca monta, como ocorre com a grande maioria dos processos trabalhistas. Alternativa E – Custo alto, sendo desaconselhável para solucionar valores de pouca monta, como ocorre com a grande maioria dos processos trabalhistas. Justificativa: Não pode ser escolhido o julgador, possibilidade de falta de expertise do julgador, morosidade, burocracia e excesso de custos. 38- No que tange a cláusula arbitral e compromisso arbitral, considere as proposições a seguir e assinale a alternativa correta abaixo: I- O compromisso arbitral é extrajudicial quandonão existe demanda ajuizada e as partes celebram o referido compromisso para solucionar o litígio. II- Cláusula arbitral é convenção através da qual as partes em um contrato comprometem-se a submeter à arbitragem a solução de um litígio eventualmente derivado do contrato. III- Compromisso arbitral é contrato ou cláusula em contrato, cujo conteúdo é a obrigação recíproca de resolver controvérsia mediante arbitragem, renunciando a jurisdição estatal. A- Todas as proposições estão corretas; B- Todas as proposições estão incorretas; C- Apenas a proposição I está correta; D- Somente as proposições II e III estão corretas; E- Somente as proposições I e III estão corretas. Alternativa A – Todas as proposições estão corretas. Justificativa: Lei 9.307/96, arts. 4º e 8º III - O compromisso arbitral é contrato ou cláusula em contrato, cujo conteúdo é a obrigação recíproca de resolver controvérsia mediante arbitragem, ou seja, é convenção bilateral pela qual as partes renunciam à jurisdição estatal e se obrigam a se submeter à decisão de árbitros por elas indicados. 39- Os CPCs de 1939, 1973 e 2015, adotaram a possibilidade de solução de litígios pelo juízo arbitral, sendo que a sentença arbitral interna (nacional): A- A sentença arbitral depende de homologação judicial; B- A sentença arbitral, independe de homologação judicial, para receber a oficialização; C- A sentença arbitral estrangeira pode ser executada no Brasil sem homologação judicial pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). D- A sentença arbitral depende de homologação judicial para ser executada perante o Poder Judiciário; E- A sentença arbitral estrangeira pode ser executada no Brasil sem homologação judicial pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Alternativa B – A sentença arbitral, independe de homologação judicial, para receber a oficialização. Justificativa: A sentença arbitral proferida no Brasil (sentença interna ou nacional), não mais necessita de homologação judicial (homologação pelo juiz), para ser reconhecida e executada, em caso de descumprimento perante o Poder Judiciário. 40- Qual é a natureza jurídica da arbitragem? A- A natureza jurídica da arbitragem é contratual, ante a convenção das partes quanto ao método de solução do conflito; B- A natureza jurídica da arbitragem é mista, contratual e jurisdição; C- O legislador adotou a tese da jurisdicionalidade da arbitragem; D- A natureza jurídica da arbitragem é de obrigação, uma vez convencionada pelas partes tal método de solução de conflito; E- A natureza jurídica da arbitragem é “sui generis”. Alternativa C – O legislador adotou a tese da jurisdicionalidade da arbitragem. Justificativa: É antiga a discussão acerca da natureza jurídica da arbitragem, sendo certo que a doutrina se divide em basicamente três teorias: a privatista/contratual, a publicista/jurisdicional e a mista. O posicionamento dominante é do legislador que adotou a tese da jurisdicionalidade da arbitragem, conferindo força de título executivo judicial à sentença arbitral (NCPC, art. 515, VII).