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CEFALEIA Definição Episódica ou continua, envolvendo ou não estruturas orgânicas. Primárias- tensional, migrânea, salvas. Secundárias; infecciosas, inflamatórias, parasitárias, traumáticas, vasculares, tumorais, metabólicas Diagnóstico Cefaleia em salvas predomina no sexo masculino, resto feminino. Importante: idade de início dos sintomas, distribuição temporal, pródromos, sintomas iniciais, modo de instalação, caráter da dor, localização e irradiação, duração da dor, frequência das crises, horários das crises e periodicidade, sintomas acompanhantes, fatores de melhora ou piora, fatores desencadeantes, influcência hormonal, antecedentes pessoais DIAGNÓSTICO É CLÍNICO. Exames laboratorais quando sugerir alguma disfunção de estrutura ou doença sistêmica. Início abrupto- hemorragias subaracnoidea, parenquimatosa, intratumoral. Neuroimagem e punção lombar Distúrbio da consciência, febre e/ou rigidez de nucca: meningite, meningoencefalite, parasitose, neurotuberculose, doença de Lyme. Punção liquórica, teste no sangue e no LCR Sintomas e/ou sinais neurológicos irritativos ou deficitários: tumores, tromboflebites, AVC, malformações- neuroimagem, LCR, EEG Incremento da intensidade e/ou frequência- tumor, hematoma subdural, hidrocefaleia. Neuroimagem Início após 50 anos: arterite temporal, tumor, hematoma subdural. VHS, leucograma, neuroimagem Distúrbio endócrino e/ou hipertensão arterial: tumor de hipófise, HAS, feocromocitoma- neuroimagem, catecolaminas, dosagens hormonais, US abdome, estado funcional renal Relacionado com tosse ou esfoço físico: lesão expansiva intracraniana, hematoma subdural, cefaleia cardíaca- neuroimgem, avaliação cardiológica Desencadeada por atividade sexual, acompanhada de vômitos- neuroimagem, punção lombar Mudança no padrão da cefaleia- outra doença TENSIONAL Tipo mais frequente, predomina nos sexo feminino- 20/50 anos, estresse promove. Dor de qualidade não pulsátil, em aperto ou opressão, bilateral, intensidade leve a moderada, não piora com atividade física. Sensação de peso ou em faixa. Rara a persença de sintomas premonitórios Cefaleia tensional crônica: >15 dias no mês ou >180 dias no ano. Clorpromazina, analgésicos abolidos TRATAMENTO: Inicial: analgésicos comuns ou AINEs- parecetamol, ibuprofeno Sequencial: paracetamol ou AINEs quando dor, não oferecer opioides, forma crônica- ADT- amitriptilina MIGRÂNEA (ENXAQUECA) Crises repetidas de dor, atinge mais mulheres. Limitação das atividades habituais, náuseas, vômitos, presença de estímulos são capazes de desencadear a crise- alteração do sono, estresse, jejum, ingestão de certos alimentos, privação de cafeína, ruídos altos, odores fortes Sintomas premonitórios: precedem a cefaleia por horas ou dias- irritabilidade, raciocínio e memorização mais lentos, desanimo, avidez por alimento. Aura: complexo de sintomar neurológicos- 5 a 60 min, distúrbio linguagem, escotomas Sintomas associados: náuseas, vômitos, foto ou fonofobia Fase de recuperação: exaustão, necessita de repouso COMPLICAÇÕES: Estado migranoso: cefaleia intensa que dura mais de 72 horas com intervalos inferiores a 12 horas, leva a desidrataçaõ Infarto migranoso: ataque idêntico aos outros episódios, aura persiste por mais de 60 minutos Migrânea crônica: aumento das frequências das crises- 15 dias por mês por mais de 3 meses Migrânea sem aura: unilateral, moderada a forte intensidade, pulsátil Migrânea com aura: falhas campo visual, escotomas, hemiparesia, disfasia TRATAMENTO: Inicial: crise fraca- repouso, afastar luzes, sons, odores fortes, dipiorna, AAS, se houver náuseas- metoclopramida, domperidona Crise moderada: agonistas 5HT1 seletivos- triptanos e não seletivos- ergóticos (pode causar náusea) Crise forte: triptanos, indometacina, clorpromazina, dexametazona ou haloperidol Duração <72 horas- antiemético, dimenidrato, dipirona, cetoprofeno, reavaliar em 1 horas- não melhorou- triptano Duração >72 horas dexametasona, clorpromazina, se mantiver- repete clorpromazina Sequencial: tem mais de 4 crises ao mês merecem profilaxia medicamentosa, ou quando há ocorrência de enxaqueca incomum- hemiplégica, com aura prolongada. BB- propanolo, ADT- amitriptilina. Anticonvulsivantes- topiramato, valproato de sódio. Gabapentina. Continuada por 6 meses, depois reavaliar CEFALEIA EM SALVAS Dor intensa de localização orbitária, supraorbitária ou temporal, unilateral, duração de 15 minutos a 3 horas, podem ocorrer a cada dois dias ou até mesmo oito crises por dia, possuem ritmicidade, ocorrência mais noturna. Referem que exercícios físicos melhoram, sono alterado e bebida pioram. Homens Hiperemia conjuntival, lacrimejamento, congestão nasal, rinorreia, sudorese, miose, ptose, edema palpebral Neuralgia do trigêmeo: desencadeada por mastigação, escovação, fala, feminino, após 50 anos, punhalada ou choque elétrico, duração de poucos segundos TRATAMENTO Inicial: ergotamina, triptano, oxigênio a 7 litros por minuto por 15 minutos. Não oferecer paracetamol, AINEs, opioides Sequencia; verapamil, pode usar corticoide quando é muito frequente Cefaleias secundárias: início abrupto- hemorragia subaracnoidea. Aumento da frequencia ou intensidade, mudança do padrão de dor- processo expansivo. Febre, rigidez de nuca, convulsão- meningite, encefalite. Convulsão, dor hemicraniana sempre do mesmo lado- processo expansivo. Hipertensão intracraniana: opressão, pulsátil, continua. Tumor- dor constante, piroa progressiva, sintomas focais. Meningite- universal, sinais de irratação. SNOOP- S (sinais sistêmicos como toxemia, rigidez de nuca, rash, neoplasia, imunossupressores). N (déficits neurológicos focais, edema de papila, convulsão_. O- após 50 anos. 0- cefaleia de início súbito ou primeira cefaleia. P- mudança do padrão da cefaleia, cefaleia progressiva ou refratária Cefaleia por analgésicos: se continua por 3 meses ou mais com uso desses, cessar abruptamente Cefaleia crônica progressiva- atribuída a disturbio IC não vascular, dor diária, holocraniana, piora ao acordar e durante atividade física ou tosse Cefaleia aguda emergente- com febre- secundária a infecções sistêmicas ou do SNA, sem febre- piora da vida, sinal de alerta para hemorragias, AVCI, hidrocefaleia aguda, trombose venosa cerebral Cefaleia Página 1