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Inspeção ante e post mortem de suínos Profa.: Elizabeth Sampaio de Medeiros Universidade Federal Rural de Pernambuco Departamento de Medicina Veterinária Disciplina: Inspeção de Carne e Produtos derivados Principais defeitos da qualidade na carne suína • PSE (carne pálida, flácida e exsudativa) • DFD (carne escura, firme e seca) Queda pH conseqüências importantes p/ proteínas da carne as quais levam diretamente à formação da cor final A cor carne é determinada pela concentração mioglobina e hemoglobina, conteúdo gordura intramuscular, estado químico e propriedades estruturais músculo dependentes pH. Outras variáveis independentes mas que interagem, podem influenciar cor: manejo animal e regime alimentar empregado induzir animais estresse Ante mortem • Exigir certificados sanitários sanidade; • Examinar estado sanitário suínos e auxiliar dados informativos o exame post mortem; • Certificar condições higiênicas e conservação pocilgas, água bebedouros; • Refugar fêmeas recém paridas e abortadas (prazo 10 ds); • Verificar, qdo for caso,peso, raça, classificação e procedência com vista ordem econômica ou zootécnica; • Conferir n° animais apresentados relação de matança, fornecida empresa à inspeção. Ante mortem • Normas procedimentos: 1. Exame realizado médico veterinário, preferência mesmo post mortem. 2. Realizado mínimo duas vezes p/cada lote:desembarque e antes abate. 3. Constatada suspeita enfermidade infecciosa, parasitária ou inespecífica, veterinário deve separar animais suspeitos pocilga de sequestro – proceder pesquisas semiológicas. 4. Firma encaminhar à inspeção notificação abate(nome proprietário, município origem, n° animais) e certificado sanitário. 5. Constatada febre aftosa e peste suína ex. ante mortem,suspensa entrada suínos até desinfetar pocilgas. 6. Necessidade matança emergência imediata – cerca cuidados higiênico- sanitários. 7. Animais abatidos emergência- ex. post mortem veterinário responsável matança. Ante mortem Matança Mediata Imediata INSPEÇÃO ANTE MORTEM • Claudicação/fraturas • Necrose da cauda por canibalismo • Tosse • Abscessos • Erisipela • Prolapso retal/vulvar INSPEÇÃO POST MORTEM “Consiste na realização de cortes técnicos e avaliações sensoriais das carcaças e respectivas vísceras de todos os animais abatidos na sala de matança.” * 100% dos animais abatidos * Post mortem • Normas procedimentos: • Sistema identificação animais comprometidos sanitariamente, desvio e retirada nória D.I.F. –ex. complementares. • Inspeção linha realizada pessoal qualificado e treinado, mas julgamento e destino final veterinário oficial. • Veterinário determina velocidade nória linha evisceração ou ordem higêncio-sanitária necessária • Realizar fase preparatória • Trabalhos inspeção precedidos individualmente fase preparatória Instalações • Pocilgas – devem ficar 40 m distância frigorífico ✔Chegada e seleção ✔Matança ✔ Observação(sequestro) – próximo chegada mín.3m p. matança ✔ Conjunto sanitário: sala de necropsia matadouro sanitário rampa p/ lavagem e desinfecção veículos • Chuveiro anterior insensibilização Qual a finalidade banho? • Box insensibilização ☞Eletronarcose volt 70 a 110v/3” volt 340 a 400v/3” ☞Túnel de gás carbônico • Matança • Sangria – altura 4m; tempo mínimo 3’ • Escaldagem – tanque 5m/1,5m (100suínos/h) 62°a 72°C/2’ a 5’ • Toalete e depilação – proibido chamuscamento • Chuveiro • Pré-evisceração: - abertura abdominal e torácica - corte sínfise pubiana - retirada verga/útero - oclusão reto - abertura papada – obrigatória antes insp. cabeça, musc.mastigadores e nodos linfáticos - insp. papada e cabeça – cisticercose e tuberculose • Evisceração Retirada vísceras brancas e vermelhas • Desvio de d.i.f. • Retirada cabeça, pés e unto • Toalete carcaça • Carimbagem • Resfriamento ✓capacidade 3 carcaças/m ✓ trilho 1m parede/outro trilhos. Anexos da sala matança • D.I.F. • Câmara de resfriamento para sequestro • Sala desossa para sequestro – aproveitamento condicional (salgados, congelados e estocados) • Túnel de congelamento para sequestro • Seção de cabeças • Seção de míudos internos (fígado, coração, rins,esôfago, pulmões) • Seção miúdos externos (rabos, pés, mascaras) • Triparia –não é permitido contato direto triparia c/ seção miúdo ou sala matança Anexos da sala matança • Seção de banha: digestores; tanques p/lavagem;tanques p/retirada umidade; rolo cristalizaodr; máquina p/ embalagem; sala p/estocagem. • Graxaria • Sala para desossa INSPEÇÃO POST MORTEM LINHAS DE INSPEÇÃO: São pontos padronizados na sala de matança onde se realizam os exames. • IDENTIFICADOS • ILUMINADOS • QUADROS MARCADORES • PIAS E ESTERILIZADORES DE FACA Principais técnicas de exame: • INCISÃO • VISUALIZAÇÃO • PALPAÇÃO A inspeção é precedida por uma “fase preparatória” Linhas de inspeção post mortem A1 – cabeça e linfonodos papada A – útero B – intestino, estômago, baço, pâncreas e bexiga C – coração e língua D – pulmões e fígado E – carcaça F – rins G - cérebro IMPORTÂNCIA DO EXAME DOS LINFONODOS NA INSPEÇÃO SANITÁRIA • Infecções bacterianas – reação ganglionar • Infecções virais – petéquias nos linfonodos • Tamanho, cor e consistência dos gânglios • Exame por cortes longitudinais, únicos ou múltiplos LINHA A1 – CABEÇA E PAPADA • Cabeça: masseteres e pterigóideos • Papada: - linfonodos cervicais, retrofaríngeos, mandibulares e parotídeos • Observar cor das mucosas, gordura, conformação do focinho LINHA A1 – CABEÇA E PAPADA Principais lesões encontradas: • abscessos • contaminações • dermatite / erisipela • adipoxantose / icterícia • adenites • parasitoses LINHA A – ÚTERO • Visualização e palpação • metrites • maceração/mumificação fetal • gestação adiantada LINHA B – VÍSCERAS • Visualização e palpação • Cortes dos linfonodos gástricos e mesentéricos LINHA B – VÍSCERAS Principais lesões encontradas: • Adenites • Esplenite / esplenomegalia • Torção de baço • Adipoxantose/icterícia • Peritonite LINHA B – VÍSCERAS Principais lesões encontradas: • Piloconcrementos • Pneumatose • Contaminação • Parasitoses • Hérnias LINHA C – CORAÇÃO E LÍNGUA • Cortes técnicos • Visualização / acuidade visual • Maior atenção aos reprodutores • Uso de água morna corrente • Abrir da base ao ápice LINHA C – CORAÇÃO E LÍNGUA Principais lesões encontradas: • Pericardite • Glossites / corpos estranhos • Parasitoses • Contaminação LINHA D – PULMÕES E FÍGADO PULMÕES: • Visualização e palpação • Corte dos linfonodos: apical traqueobrônquicos D/E esofágico LINHA D – PULMÕES E FÍGADO PULMÕES Principais lesões encontradas: • Adenites • Enfisema • Hidatidose • Pleurite / Pneumonias • Abscessos • Alterações não patológicas LINHA D – PULMÕES E FÍGADO FÍGADO: • Visualização e palpação • Corte dos dutos biliares e dos linfonodos LINHA D – PULMÕES E FÍGADO FÍGADO Principais lesões encontradas: • Migração larvar • Parasitoses • Congestão • Abscessos LINHA E – CARCAÇA • Exame visual das meias-carcaças • Incisão dos linfonodos retromamários (inguinais) e ilíacos • Pesquisa de parasitoses nos diafragmas de reprodutores LINHA E – CARCAÇA Principais lesões encontradas: • Adenites • Artrites • Magreza / caquexia • Dermatites / erisipela • Adipoxantose / icterícia ADIPOXANTOSE • Alimentação rica em caroteno • Pigmentação restrita à gordura ICTERÍCIA• Processo patológico de causas diversas (parasitoses, intoxicações, infecções), podem haver lesões no fígado / baço * DIFERENCIAÇÃO: seqüestro e testes. LINHA E – CARCAÇA Principais lesões encontradas: • Aderência de pleura • Fraturas • Contaminações biliar / fecal • Abscessos LINHA E – RINS • Palpação e visualização após enucleação • Coloração, volume e consistência • Lesões: - infartos / isquemias - congestão - nefrite - nefrose INSPEÇÃO FINAL • Correspondência carcaça/vísceras • Revisão dos exames feitos nas linhas • Realização de exames complementares, incluindo linfonodos menos acessíveis • Lavar mãos após manipular vísceras e antes de manipular carcaças • Considerar: – Processo crônico / agudo – Geral / localizado – Repercussão sobre a carcaça – Zoonótico ou não – Infeccioso ou não INSPEÇÃO FINAL DESTINOS: • LIBERAÇÃO • APROVEITAMENTO CONDICIONAL • CONDENAÇÃO PARCIAL • CONDENAÇÃO TOTAL (GRAXARIA) INSPEÇÃO FINAL APROVEITAMENTO CONDICIONAL: • CONGELAMENTO • SALSICHARIA • CONSERVA • BANHA • SALGA INSPEÇÃO FINAL APROVEITAMENTO CONDICIONAL: • Marcação das carcaças • Câmaras de seqüestro Critério de julgamento e destino SUÍNOS • Na inspeção de suínos aplicam-se os dispositivos cabíveis estabelecidos para bovinos. Além dos seguintes: • Afecções da pele: – Urticária, "Demodex folliculorum", eritema e esclerodermia - podem ser aproveitados para consumo, depois de removidas e condenadas as partes afetadas e desde que a musculatura se apresente normal. • Cisticercose: aproveitamento de tecidos adiposos procedentes de carcaças com infestações intensas por "Cysticercus Cellulosae", para o fabrico de banha, rejeitando-se as demais partes do animal. • Enfisema cutâneo: • Carcaça - Condenação a sempre que o enfisema cutâneo resulte de doenças orgânicas ou infecciosas. • Casos limitados - condenar das regiões atingidas, inclusive a musculatura adjacente. • Estefanurose – Condenação das partes alteradas. • Hipotricose cística - remoção e condenação da pele. • Peste suína: – Carcaça – condenação – Rins e gânglios linfáticos com lesões duvidosas (lesão característica em outro órgão) – condenação Total – Lesões discretas acompanhadas de caquexia – condenação total – Órgão ou tecido com lesões discretas, inclusive nos rins e gânglios linfáticos - Aproveitamento condicional (esterilização pelo calor) depois de removidas e condenadas as partes atingidas. • No estabelecimento onde não for possível esta providência, as carcaças devem ser condenadas. • Sarcosporidiose – Condenação (infestação intensa) • Triquinose: – Retirar fragmentos dos seguintes músculos: • pilar do diafragma, base da língua e laríngeos, para pesquisa microscópica da "Trinchinella spirallis". CONDENAÇÃO - de carcaça com presença de triquina