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INSPEÇÃO SANITÁRIA DO ABATE DE BOVINOS E SUÍNOS - e a responsabilidade do Médico Veterinário - Simone de Carvalho Balian Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia Universidade de São Paulo PARTE 2 Inspeção post mortem Linhas de inspeção Afecções, critérios de julgamento e destinos ABATE NORMAL • Relativo ao animais nos quais não se identificaram afecções ou situações que impedissem a sequencia do processo de abate, tais como as situações apresentadas anteriormente. • Velocidade do abate; • Insensibilizador de bovinos; • Corrente e tensão elétrica (suínos); • Posicionamento do equipamento; • Respeitar tempos entre as etapas do processo. INSPECIONAR DIARIAMENTE no ANTE MORTEM Estabelecimento sob SIF Deve apresentar ao SIF, anteriormente ao abate: ✓Programação de abate ✓Documentação de identificação, manejo e procedência do lote ✓Demais informações para verificação das condições físicas e sanitárias do lote Art. 88º. RIISPOA, 2017. Exame ante mortem Compreende: Avaliação documental Avaliação do comportamento Avaliação do aspecto do animal Avaliação dos sintomas de doenças de interesse para as áreas de saúde animal e de saúde pública Art. 90º. RIISPOA, 2017. Avaliação documental Avaliação do comportamento e do aspecto do animal INSPEÇÃO ANTE-MORTEM INSPEÇÃO ANTE MORTEM http://www.uel.br/grupo-pesquisa/gpac/pages/arquivos/AULA%20MANEJO%20PRE%20ABATE%20DE%20BOVINOS.pdf Acesso em 21 fev. 2016 Água Hiperclorada 15 ppm INSPEÇÃO ANTE-MORTEM • Seringa • Box de Insensibilização Box Insensibilização - INSPEÇÃO ANTE-MORTEM •Instrução Normativa Federal n° 3/2000 - Regulamento Técnico Abate Humanitário de Animais de Açougue. • Instrução Normativa Federal nº 56/2008 – Recomendações de boas praticas de Bem Estar para animais de produção e de interesse econômico, abrangendo o sistema de produção e transporte. INSPEÇÃO ANTE-MORTEM • Insensibilização ▪ Colapso (queda) ▪ Fase tônica – convulsão cerebral ▪ Flexão em enrijecimento dos membros (10 a 15 seg) ▪ Fase clônica “pedaladas” ▪ Rotação dos olhos ou nistagmo ▪ Olhar fixo “vidrado” ▪ Protusão da língua, relaxamento masséter e mandíbula ▪ Ausência respiração ritmica ▪ Ausência reflexos oculares, corneais e palpebrais ▪ Ausência de reflexo de dor (GREGORY, 2007) NEVES, 2008 INSPEÇÃO ANTE-MORTEM • Insensibilização https://www.lume.ufrgs.br/bitstream/handle/10183/69873/000871408.pdf?sequence=1 Antes de iniciar a Sangria • Abate sem INSENSIBILIZAÇÃO - Abate Kasher ou Kosher: corte das artérias carótidas e veias jugulares rapidamente, proporcionando rápida inconsciência e insensibilização. - Abate Halal: corte deve ser em meia lua, sem separar a cabeça, cortando as duas jugulares, o esôfago e a traqueia, para que o animal não sofra e libere enzimas prejudiciais, na carne, no momento de sua morte. SABER MAIS: ROÇA, R. O. et al. Efeitos dos Métodos de Abate de Bovinos na Eficiência da Sangria. Ciênc. Tecn. Alim., Campinas, 21(2): 244-248, maio-ago. 2001. ROÇA, R. O. Abate Humanitário de Bovinos. In.: I conferência Virtual Global sobre Produção Orgânica de Bovinos de Corte, 2 de set. à 15 de out. de 2002. http://www.sulvalle.com.br/noticia/25/abate-suino-com-insensibilizacao-por-co2-garante-qualidade-da-carneACESSO28FEV2013 Insensibilização de suínos CO2 N2 Argônio Voltagem 240V Freq: 60 a 350Hz 1,3A - 1 seg 2,0A - 3 seg Posicionamento dos eletrodos nas fossas temporais INSPEÇÃO POST-MORTEM - Sangria Inspeção Visual ABATE: morte por sangria, executada tecnicamente. Animais que não são abatidos não podem ser utilizados para a alimentação humana! INSPEÇÃO POST MORTEM Art. 125 – Médico-veterinário pode ser assistido por Agentes e Auxiliares de Inspeção, devidamente capacitados. Art. 126 - consiste no exame: - carcaça - partes da carcaça - das cavidades - dos órgãos - dos tecidos e dos linfonodos por palpação, olfação e incisão, quando necessário e demais procedimentos definidos em normas complementares específicas de cada espécie. INSPEÇÃO POST MORTEM Fonte: Akashi, (2006) Procedimentos POST-MORTEM Fonte: Akashi, (2006) Procedimentos POST-MORTEM Esfola aérea Fonte: Akashi, (2006) Área Limpa ESCALDAGEM E DEPILAÇÃO • Limpeza Externa: • Flambagem: • Liberação da máscara e orelhas: Área Suja e Área Limpa http://www.dbdanbred.com.br/site/views/noticias/noticia.php?id=354acesso1mar2013 Bovinos e Suínos Banho de Aspersão pré-abate Insensibilização Sangria Bovinos Serragem dos chifres Esfola Suínos Escaldagem 62 a 72ºC máx. 5 min Escaldagem e Depilação Colocação no trilho Banho de Aspersão Zona Limpa - Separar áreas de maior e menor grau de contaminação ambiental - Evita contaminação cruzada Zona Suja Bovinos - Desarticulação e numeração da cabeça - Abertura cavidade abdominal e torácica - Corte da sínfise pubiana - Oclusão de esôfago e reto - Evisceração - Linhas de Inspeção Suínos - Abertura da cavidade abdominal e torácica - Corte da sínfise pubiana - Oclusão do reto - Abertura da ‘papada’ - Inspeção da cabeça e ‘papada’ - Evisceração - Linhas de Inspeção - Divisão Longitudinal da carcaça - Inspeção de carcaça e rins - Desvio da entrada e saída para o D.I.F. - Lavagem final das meias carcaças inspeção do cérebro retirada do ‘unto’ Zona Limpa • Oclusão do reto: PROCEDIMENTOS PRÉ-EVISCERAÇÃO • Abertura abdominal: • Evisceração Procedimentos POST-MORTEM oclusão do reto Evitar contaminar a carcaça com fezes! Procedimentos POST- MORTEM cabeça e identificação igual à da carcaça - garantir rastreabilidade - Fonte: Akashi, (2006) Procedimentos POST-MORTEM evisceração evitar contaminação com fezes, conteúdos estomacais, bile Fonte: Akashi, (2006) Sincronicidade e Velocidade permitindo identificação dos animais e rastrear procedimentos no abate http://www.correiodoestado.com.br/noticias/frigorificos-abertos-detem-35-dos-abates_10765/acesso1mar2013 INSPEÇÃO POST MORTEM •Art. 125. Nos procedimentos de inspeção post mortem, o Auditor Fiscal Federal Agropecuário com formação em Medicina Veterinária ou o médico veterinário integrante da equipe do serviço de inspeção federal poderão ser assistidos por Agentes de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal ou por auxiliares de inspeção devidamente capacitados. (“Caput” do artigo com redação dada pelo Decreto nº 10.419, de 7/7/2020) •Parágrafo único. A equipe de inspeção deve ser suficiente para a execução das atividades, conforme estabelecido em normas complementares. https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2020/decreto-10419-7-julho-2020-790397-publicacaooriginal-161017-pe.html INSPEÇÃO POST-MORTEM Linhas de Inspeção Fonte: Akashi, (2006) - O que são? - Para quê servem? - Quem realiza? Inspeção de Carnes – Padronização das técnicas, instalações e equipamentos I-Bovinos MA-DIPOA – DICAR – 1971 Linha A – Exame dos pés (exportação) Linha B – Cabeça e língua Linha C – Cronologia dentária(facultativo) Linha D – Sistema digestório, baço, pâncreas, vesícula urinária e útero Linha E – Fígado Linha F – Pulmão e coração Linha G – Rins Linha H – Lado externo e interno parte caudal da carcaça e linfonodos Linha I – Lados externo e interno parte cranial da carcaça e linfonodos Linha J – Carimbagem (identificação) Portaria MAPA Nº 711/1995 Normas técnicas de instalações e equipamentos para o abate e industrialização de Suínos Linha A1 – Inspeção da cabeça e linfonodos da papada (retrofaringeo, sublingual e submaxilar) Linha A – Inspeção do útero (realizada junto com a linha B) Linha B – Inspeção de intestinos e linfonodos mesentérios, estômago, baço, pâncreas e bexiga Linha C – Inspeção do coração e língua Linha D – Inspeção do fígado e pulmão Linha E – Inspeção da carcaça Linha F – Inspeção dos rins Linha G – Inspeção do cérebro D.I.F. – Médico Veterinário departamento de inspeção final – exclusivo do Médico-veterinárioTrês trilhos para desvio: - Doenças parasitárias - D. infecciosas - Contusões Um trilho comum para os produtos que convergem depois da inspeção Abate de emergência deve passar pelo D.I.F. Remoção de gordura cavitária após passar pelo D.I.F. Carimbo N.E. (não exportável) Fonte: Akashi, (2006) Nas LINHAS DE INSPEÇÃO devem ser inspecionados os linfonodos superficiais da carcaça e de vísceras. No DIF o MV pode inspecionar e seccionar todos os linfonodos que julgar necessários, sejam eles superficiais ou profundos Linfonodos superficiais do bovino Bovinos Linha 1 ou A: Exame dos Pés Visualização das patas: Superfícies periungeais; Espaços interdigitais; Assegurar identificação Lesões vesiculares e pododermites – encaminhar partes acometidas à Graxaria Carcaça – DIF Linha A1: Cabeça e Linfonodos retrofaríngeos, sublingual e submaxilar Linha A: Inspeção do útero (realizada com a Linha B) INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 2 ou B: Cabeça e Língua INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 2ou B: Cabeça e Língua A – corte de língua para inspeção veterinária B – corte de músculo masseter com cisto calcificado (seta) Direitos autorais foto: Joana Marchesini Palma, 2013 Linha B: Inspeção dos intestinos, linfonodos mesentéricos, estomago, pâncreas, baço e bexiga INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 3 ou C: Cronologia Dentária até 1 ano e ½ Incisivos deiscentes 2 anos – pinças 3 anos –1os. médios 4 anos – 2os. médios aos 5 anos – dentição completa Linha C: Inspeção do coração e língua INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 3 ou C: Cronologia Dentária até 1 ano e ½ Incisivos deiscentes 2 anos – pinças INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 4 ou D: Trato Gastrintestinal Fonte: Akashi, (2006) Linha D: Inspeção do fígado e pulmão INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 5 ou E: Fígado e vesícula biliar Inspeção Visual e Palpação Linha E: Inspeção da Carcaça INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 5 ou E: Fígado e vesícula biliar Denominado pelo RIISPOA/2017 “Infecção Intensa” Foto cedida por: Renato Pauleto SIF 1758 em abril 2020 INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 6 ou F: Coração, pulmão e traquéia Inspeção Visual e Palpação Linha F: Inspeção dos rins INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 7 ou G: Rins Inspeção Visual e Cortes 1 - Linfonodo renal 2 - Rim 3 - Suprarenal Linha G: Inspeção do cérebro Diafragma Diafragma: Inspeção Visual e Palpação Circular Ministerial n 054/88 (19/5/88) 1 - Porção Tendínea 2 - Porção Muscular PESQUISA de CISTICERCOS Fonte: Akashi, (2006) INSPEÇÃO POST-MORTEM Linha 8 ou H: exame das laterais interna e externa das meias carcaças porção caudal Linha 9 ou I: exame das laterais interna e externa das meias carcaças porção cranial Fonte: Akashi, (2006) Inspeção de Carnes – Padronização das técnicas, instalações e equipamentos I-Bovinos MA-DIPOA – DICAR – 1971 Linha A – Exame dos pés (exportação) Linha B – Cabeça e língua Linha C – Cronologia dentária(facultativo) Linha D – Sistema digestório, baço, pâncreas, vesícula urinária e útero Linha E – Fígado Linha F – Pulmão e coração Linha G – Rins Linha H – Lado externo e interno parte caudal da carcaça e linfonodos Linha I – Lados externo e interno parte cranial da carcaça e linfonodos Linha J – Carimbagem (identificação) Portaria MAPA Nº 711/1995 Normas técnicas de instalações e equipamentos para o abate e industrialização de Suínos Linha A1 – Inspeção da cabeça e linfonodos retrofaringeo, sublingual e submaxilar Linha A – Inspeção do útero O útero deverá ser retirado na pré-evisceração Linha B – Inspeção de intestinos e linfonodos mesentérios, estômago, baço, pâncreas e bexiga Linha C – Inspeção do coração e língua Linha D – Inspeção do fígado e pulmão Linha E – Inspeção da carcaça Linha F – Inspeção dos rins Linha G – Inspeção do cérebro Lavagem das meias carcaças Fonte: doação de Akashi, 2006 • Transformação do músculo em carne Resfriamento: 18 a 24h 0 a 4ºC Expedição: max. 7ºC Maturação: - Comercial: ±1ºC por 7 a 21 dias; - Sanitária: carne sem osso a Tº > 2ºC/mín. 24h desde que pH < 6,0 longissimus dorsi IN nº 44, de 02 out. 2007 - MAPA Entendendo a Inspeção Sanitária • Critério: base teórica para julgamento => Decreto 9.013/2017 - RIISPOA - Art. 85 até => conhecimento científico • Julgamento: decisão => “aceitação” ------ gradientes ------ “rejeição” • Destinação: o fim determinado => Recursos técnicos e tecnológicos INSPEÇÃO POST MORTEM Art. 128 – Carcaças, partes das carcaças e os órgãos que apresentem afecções que não comprometem a carcaça e para os demais órgãos podem ser condenados ou liberados nas linhas de inspeção, observando os dispositivos em normas complementares. Art. 129 - ... Em todas as situações que as anomalias podem ter implicações para a carcaça e para os demais órgãos, devem ser desviados para o D.I.F. (Departamento de Inspeção Final) para que sejam examinados, julgados e tenham a devida destinação. SOMENTE O MÉDICO-VETERINÁRIO ATUA NO D.I.F. FAZENDO AS REINSPEÇÕES, APLICANDO OS CRITÉRIOS DE JULGAMENTO E DANDO AS DESTINAÇÕES AOS ÓRGÃOS E CARCAÇAS INSPEÇÃO POST MORTEM Art. 129 § 1º A avaliação e o destino das carcaças, das partes das carcaças e dos órgãos são atribuições do Auditor Fiscal Federal Agropecuário com formação em Medicina Veterinária, ou do médico veterinário integrante da equipe do serviço de inspeção federal. (Parágrafo com redação dada pelo Decreto nº 10.419, de 7/7/2020) •§ 2º Quando se tratar de doenças infectocontagiosas, o destino dado aos órgãos será similar àquele dado à respectiva carcaça. •§ 3º As carcaças, as partes das carcaças e os órgãos condenados devem ficar retidos pelo SIF e serem removidos do Departamento de Inspeção Final por meio de tubulações específicas, carrinhos especiais ou outros recipientes apropriados e identificados para este fim. Reflita sobre ‘o porquê’ do rigor estabelecido neste artigo!!!! https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2020/decreto-10419-7-julho-2020-790397-publicacaooriginal-161017-pe.html Alguns exemplos de Afecções, Critérios de Julgamento e destinação de vísceras e carcaças bovinas e suínas RIISPOA –Decreto 9.013/2017 e normas complementares Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Art. 171 - Ꞩ 1º Lesões de tuberculose considerada generalizada quando além das lesões do aparelho respiratório, digestório e de seus linfonodos correspondentes, forem encontrados numerosos tubérculos, distribuídos em ambos os pulmões ou encontradas lesões no baço, nos rins, no útero, no ovário, nos testículos, nas cápsulas suprarrenais, no cérebro e na medula espinhal ou nas suas membranas. Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Art. 171 - TUBERCULOSE DESTINO I - Ao exame ante mortem o animal está febril; II – estado de caquexia; III – lesões tuberculósicas nos músculos, ossos, articulações ou nos linfonodos que drenam tais estruturas; IV – lesões caseosas concomitantes em órgãos ou serosas do tórax e do abdômen; V – lesões miliares ou perláceas de parênquimas ou serosas; VI – lesões múltiplas, agudas e ativamente progressivas, identificadas pela inflamação aguda nas proximidades das lesões, necrose de liquefação ou presença de tubérculos jovens; VII – linfonodos hipertróficos, edemaciados, com caseificação de aspecto raiado ou estrelado em mais de um local de eleição; VIII – lesões caseosas ou calcificadas generalizadas, e sempre que houver evidência de entrada do bacilo na circulação sistêmica. CONDENAÇÃO TOTAL Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Art. 171 – TUBERCULOSE DESTINO I – Órgãos apresentam lesões caseosas discretas, localizadas ou encapsuladas, limitadas aos linfonodos do mesmo órgão; II – linfonodos da carcaça ou da cabeça apresentam lesões caseosas discretas, localizadas ou encapsuladas; III – existem lesões concomitantes em linfonodos e em órgãos pertencentes à mesma cavidade. CONDENADAS AS PARTES ATINGIDAS, CARCAÇA PODE SER DESTINADA ÀESTERILIZAÇÃO PELO CALOR Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Art. 171 – TUBERCULOSE DESTINO Ꞩ 3º – Carcaças de animais reagentes positivos a teste diagnóstico para tuberculose ESTERILIZAÇÃO PELO CALOR, desde que não se enquadrem nas condições previstas nos incisos I a VIII Ꞩ 4º - Carcaça que apresenta apenas uma lesão tuberculósica discreta, localizada e completamente calcificada em um único órgão ou linfonodo CONDENADAS AS PARTES ATINGIDAS e o restante da carcaça PODE SER LIBERADA Ꞩ 5º - As partes das carcaças e os órgãos que se contaminarem com material tuberculoso, por contato acidental de qualquer natureza CONDENADAS AS PARTES ATINGIDAS Critérios para Julgamento Inspeção post mortem APROVEITAMENTO CONDICIONAL – Art. 172 RIISPOA/2017 (alterado Decreto 10.468/2020) I – FRIO T ≤ - 10ºC por 10 dias II – SAL Salmoura com no mín. 24ºBe (graus Baumé) em peças de no máx. 3,5 cm de espessura, por no min. 21 dias III – CALOR a) Cozimento a no mín. 76,6ºC por no mín. 30 min. b) Fusão pelo calor a no mín. 121ºC c) Esterilização pelo calor úmido, com valor de F0 ≥ a 3 min. ou a redução de 12 ciclos logarítmicos (12 log10) de Clostridium botulinum, seguido de resfriamento imediato. Ꞩ 1º - A aplicação de quaisquer tratamentos condicionados acima, deve garantir a inativação ou a destruição do agente envolvido. Ꞩ 2º - Podem ser utilizados processos diferentes desde que se atinja ao final as mesmas garantias, com embasamento técnico-científico e aprovação do DIPOA. Ꞩ 3º - Na inexistência de equipamentos ou instalações específicas para a aplicação do tratamento condicional determinado pelo SIF, deve ser adotado sempre um critério mais rigoroso, no próprio estabelecimento ou em outro que possua condições tecnológicas para esse fim, desde que haja efetivo controle de sua rastreabilidade e comprovação da aplicação do tratamento condicional determinado. .... LEMBRE-SE sempre do RIGOR SANITÁRIO na destinação de órgãos e carcaças .... Inspeção post mortem de bovídeos – RIISPOA/2017 Art. 185 – infecção por Cysticercus bovis § 1º Entende-se por infecção intensa quando são encontrados, pelo menos, oito cistos, viáveis ou calcificados, assim distribuídos: I - quatro ou mais cistos em locais de eleição examinados na linha de inspeção (músculos da mastigação, língua, coração, diafragma e seus pilares, esôfago e fígado); e (Inciso com redação dada pelo Decreto nº 10.468, de 18/8/2020) II - quatro ou mais cistos localizados no quarto dianteiro (músculos do pescoço, do peito e da paleta) ou no quarto traseiro (músculos do coxão, da alcatra e do lombo), após pesquisa no DIF, mediante incisões múltiplas e profundas. § 2º Nas infecções leves ou moderadas, caracterizadas pela detecção de cistos viáveis ou calcificados em quantidades que não caracterizem a infecção intensa, considerada a pesquisa em todos os locais de eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente, esta deve ser destinada ao tratamento condicional pelo frio ou pelo calor, após remoção e condenação das áreas atingidas. (Parágrafo com redação dada pelo Decreto nº 10.468, de 18/8/2020) APROVEITAMENTO CONDICIONAL PELO FRIO OU PELO CALOR, APÓS REMOÇÃO E CONDENAÇÃO DAS PARTES ATINGIDAS Ꞩ 3º e 4º revogados (Decreto nº 10.468/2020) https://www2.camara.leg.br/legin/fed/decret/2020/decreto-10468-18-agosto-2020-790551-publicacaooriginal-161325-pe.html Inspeção post mortem de bovídeos RIISPOA/2017 Art. 185 – infecção por Cysticercus bovis CISTICERCOSE BOVINA § 5º O diafragma e seus pilares, o esôfago e o fígado, bem como outras partes passíveis de infecção, devem receber o mesmo destino dado à carcaça. § 6º Os procedimentos para pesquisa de cisticercos nos locais de eleição examinados rotineiramente devem atender ao disposto nas normas complementares. Inspeção post mortem de Suínos RIISPOA/2017 Art. 197 – infecção por Cysticercus cellulosae § 1º Entende-se por infecção intensa a presença de dois ou mais cistos, viáveis ou calcificados, localizados em locais de eleição examinados nas linhas de inspeção, adicionalmente à confirmação da presença de dois ou mais cistos nas massas musculares integrantes da carcaça, após a pesquisa mediante incisões múltiplas e profundas em sua musculatura (paleta, lombo e pernil). Ꞩ 2º - mais de um cisto viável ou calcificado, e menos do que o fixado para infecção intensa, considerando a pesquisa em todos os locais de eleição examinados rotineiramente e na carcaça correspondente; APROVEITAMENTO CONDICIONAL PELO USO DO CALOR, E CONDENAÇÂO ...... Ꞩ 3º - um cisto viável, considerando a pesquisa em todos os locais de eleição examinados na linha de inspeção e na carcaça correspondente; TRATAMENTO CONDICIONAL PELO FRIO OU PELA SALGA, E CONDENAÇÃO ........ Inspeção post mortem de suídeos RIISPOA/2017 Art. 197 – infecção por Cysticercus cellulosae Ꞩ - 4º - um único cisto calcificado, considerando a pesquisa em todos os locais de eleição examinados rotineiramente e na carcaça correspondente; Ꞩ 5º - a língua, o coração, o esôfago e os tecidos adiposos, bem como outras partes passíveis de infecção, devem receber o mesmo destino dado à carcaça. LIBERADA PARA CONSUMO HUMANO DIRETO, E CONDENAÇÃO das PARTES AFETADAS Ꞩ 7º - pode ser permitido o aproveitamento de tecidos adiposos procedentes de carcaças com infecções intensas, para a fabricação de banha, por meio de fusão pelo calor, condicionando-se as demais partes. Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Art. 136 - AFECÇÕES PULMONARES Destino Em processo agudo ou crônico, purulento, necrótico, gangrenoso, fibrinoso, associado ou não a outras complicações e com repercussão no estado geral da carcaça; CONDENAÇÃO TOTAL Em processo agudo ou fase de resolução, abrangendo tecido pulmonar e pleura, com exsudato e com repercussão na cadeia linfática regional, mas sem repercussão no estado geral da carcaça; APROVEITAMENTO CONDICIONAL PELO USO DO CALOR Pulmões apresentam lesões de origem inflamatória, infecciosa, parasitária, traumática ou pré-agônica; CONDENAÇÃO DOS PULMÕES Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Afecções com destino CONDENAÇÃO TOTAL ARTIGO Septicemia, piemia, toxemia ou indícios de viremia, cujo consumo da carne possa causar infecção ou intoxicação alimentar; 137 Infeções agudas da pleura, peritônio, do pericárdio e das meninges; Parágrafo Único - I Gangrena, gastrite e enterite hemorrágica ou crônica; Parágrafo Único - II Metrite; Parágrafo Único - III Poliartrite; Parágrafo Único - IV Febre umbilical; Parágrafo Único - V Hipertrofia de baço; Parágrafo Único - VI Hipertrofia generalizada dos nódulos linfáticos e Parágrafo Único - VII Rubefação difusa do couro; Parágrafo Único - VIII Carcaças e órgãos em estado de caquexia; 139 Carcaças e órgãos acometidos por carbúnculo sintomático; 141 Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Afecções com destino CONDENAÇÃO TOTAL ARTIGO Alterações musculares acentuadas e difusas; Degenerescência do miocárdio; Do fígado; Dos rins ou reação do sistema linfático, acompanhada de alterações musculares; 142 Carnes se apresentam flácidas, edematosas, de coloração pálida, sanguinolenta ou com exsudato; Parágrafo 1º Carcaças e órgãos com aspecto repugnante, congestos, com coloração anormal ou com degenerações; Com processo putrefativo, que exalem odores medicamentosos, urinários, sexuais, excrementícios ou outros considerados anormais. 143 Parágrafo Único Carcaças e órgãos sanguinolentos ou hemorrágicos, em decorrência de doenças ou afecções de carácter sistêmico. 144 A critério do SIF podem ser destinadas à salga, ao tratamento pelo calor ou à condenação as carcaças com alterações por estresse ou fadiga dos animais. Art. 142 Parágrafo 2ª Critérios para Julgamento Inspeção post mortem Art. 138 - BRUCELOSE DESTINO Animais reagentes positivos a testes diagnósticos para brucelose, quando apresentarem estado febril no exameante mortem; CONDENAÇÃO TOTAL Animais reagentes positivos a testes diagnósticos para brucelose, que apresentam lesões localizadas; APROVEITAMENTO CONDICIONAL PELO CALOR, condenados o úbere, trato genital e sangue. Animais reagentes positivos a testes diagnósticos para brucelose, com ausência de lesões indicativas; CARCAÇAS LIBERADAS PARA CONSUMO HUMANO, condenados o úbere, trato genital e sangue. SEQÜÊNCIA PARA DESTINAÇÃO DE PRODUTOS NO POST-MORTEM • LIBERAÇÃO • CONGELAMENTO • SALGA • SALSICHARIA • ESTERILIZAÇÃO • BANHA • INCINERAÇÃO /ENTERRAMENTO (1994) Na falta de equipamentos ou setores para a destinação prevista para a alteração, segue-se o destino imediatamente mais rigoroso Inspeção Sanitária do Abate de Bovinos e Suínos ‘um potencial a ser explorado’ garantindo e assegurando a qualidade ética(*) da carne (*)(Dr. Paul D. Warrs, 2000) !!!!! ATENÇÃO !!!!! ESTA AULA DEVE SER COMPLEMENTADA COM AS VIDEOAULAS SOBRE INSPEÇÃO ANTE E POST MORTEM DE BOVINOS E SUÍNOS veja material disponível no Moodle-USP VPS-3206 Inspeção Sanitária dos Produtos de Origem Animal Profa. Simone de Carvalho Balian * * Referências BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento– Decreto 9.013/2017 – Regulamento da Inspeção Industrial e Sanitária dos Produtos de Origem Animal. Disponível em: www.agricultura.gov.br – SISLEGIS BRASIL. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Portaria MAPA Nº 711, 1/11/1995 Normas técnicas de instalações e equipamentos para o abate e industrialização de Suínos CHEVILLON, P. O bem-estar dos suínos durante o pré-abate e no atordoamento. Conferência Virtual Internacional sobre Qualidade de Carne Suína, 2000. http://abatehumanitario.blogspot.com.br/2009/02/o-manuseio-correto-dos-suinos-nas.html Acesso em: 01 mai. 2013. GRANDIN, T. Maintaining acceptable animal welfare during Kosher or Halal GREGORY, N., LEE, C.J., WIDDICOMBE, J.P. Depth of concussion in cattle shot by penetrating captive bolt. Meat Science, v 77, p. 499–503, 2007. Inspeção de Carnes – Padronização das técnicas, instalações e equipamentos I-Bovinos MA- DIPOA - DICAR – 1971. PALMA, J.M. 2013. “Principais Lesões Em Carcaças e Órgãos de Bovinos Oriundos de Frigoríficos No Distrito Federal E Goiás.” Universidade de Brasília. Disponível em: http://bdm.unb.br/bitstream/10483/6082/1/2013_JoanaMarchesiniPalma.pdf Acesso em: 16 mar. 2015. Referências PORTO, M.R. A. 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