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Foto by Nelson Kon Foto by Nelson Kon Com uma área de 20.950 m², a Biblioteca Brasiliana Foi projetada para abrigar a biblioteca Guita e José Mindlin, o Instituto de Estudos Brasileiros, o Sibi ((Sistema Integrado de Biblio- tecas da Universidade de São Paulo) e uma Biblioteca Central de Obras Raras e Especiais da USP. Foi inspirada nas bibliotecas de outros países, como a Beinecke Rare Book & Manuscript Library (Biblioteca Beinecke de Manuscritos e Livros Raros), da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, e a Biblioteca Saint Geneviève, de Paris, na França. A Library of Congress (Biblioteca do Congresso), de Washington, foi consultada para definir diretrizes de conserva- ção das obras. A área de acervo que possui 4.000m², possui um sistema de arcondicionado e controle de umidade, sistema sprinkler préaction e detecção além de monitoramento através de câmeras e sensores. Uma praça coberta articula uma passagem pública livre com acesso ao auditório para 300 pessoas, à livraria central da Edusp, com uma cafeteria e uma grande sala de exposições. Dá acesso às duas alas da edificação, a Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin em uma e o IEB, Sibi e Biblioteca de Obras Raras da USP em outra. O projeto considerou elementos sustentáveis, a cobertura com lanternin com um grande vidro laminado permite a entrada de luz natural, promovendo com isso economia de energia. Com uma chapa perfurada, protege contra os raios UV além da proteção da luz solar direta. Foi aplicado no projeto conceitos bioclimáticos, de aproveitamento da luz natural e conserva- ção de energia, aumentando a eviciência energética do edifício e assegurando as condições de conforto para os ocupantes e usuários e a guarda adequada de acervos raros. Foi desenvolvido um sistema de energia fotovoltaica na cobertura da biblioteca. Também fo- ram aplicadas técnicas e soluções de conservação dos mateirais, desde os sistemas de imper- meabilização até a grande cobertura e sistema de quebra sóis nas fachadas insoladas. O paisagismo criaá um bosque em torno do edifício, o projeto contará com remanejamento de algumas árvores e o plantio de novas mudas no bairro do Butantã. Localização: Biblioteca Brasiliana, Cidade Universitária, USP, São Paulo. Ano de conclusão de projeto: 2013. Arquitetos: Eduardo de Almeida, Mindlin Loeb e Dotto Arquitetos. Estudo de Caso 1: Biblioteca Brasiliana Implantação Biblioteca Brasiliana USP.PNG http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/13.155/4972 O projeto 7. Saguão IEB 8. Coonsulta 9. Administração 10. Terrço 11. Vazio 1. Praça Coberta 2. Auditório 3. Livraria 4. Atrium Biblioteca 5. Exposições Longa Duração 6. Leitura Planta Térreo Biblioteca Brasiliana USP.PNG http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/13.155/4972 7. Conservação/Restauro/ Digitalização 8.Reserva Técnica Biblioteca 9. Uso Múltiplo 10. Apoio Técnico 11. Trabalho 7. Grandes formatos 8. Pesquisa 9. Acervo Artes Visuais 10. Acervo Biblioteca 11. Acervo Arquivo 12. Pesquisa Planta Embasamento http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/13.155/4972 Planta Primeiro Pavimento http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/13.155/4972 Planta Segundo Pavimento Biblioteca Brasiliana USP.PNG http://www.vitruvius.com.br/revistas/read/projetos/13.155/4972 1. Espelho d’água 2. Área técnica 3. Pátio 4. Galeria técnica/Circulação 5. Exposições 6. Doca 1. Vazio Praça 2. Auditório 3. Café 4. Acervo 5. Vazio 6. Consulta 1. Vazio 2. Acervo Livros Raros 3. Administração 4. Atividades Didáticas 5. Acervo Artes visuais 6. Acervo Biblioteca 7. Acervo Arquivo Croqui <Diversos vínculos em interseção> http://wwwo.metalica.com.br/biblioteca-brasiliana-na-usp Esquema https://sergionobre.wordpress.com/tag/biblioteca/ Biblioteca Brasiliana: Esquema 3d Embasamento Embasamento Térreo 1 Andar 2 Andar Térreo 1 Andar 2 Andar Biblioteca Brasiliana: Fotos Foto by Nelson Kon Foto by Nelson Kon Foto by Nelson Kon Foto by Nelson Kon Foto by Nelson Kon Foto by Nelson Kon O que é projetar biblioteca. Projetar uma biblioteca vai além de só abrigar livros, atualmente com o recurso de tecnologia em mãos, torna-se menos frequente a pesquisa em livros. Pensando nisso, a ideia é projetar além desse espaço, novas atrações, ambientes que integram para chamar a atenção do visitante. Assim, como no projeto desse semestre, integrando área livre urbana a biblioteca, chama a aten- ção do pedestre e o estimula indiretamente a visitar o local. Além da praça urbana foi colocado no programa auditório para eventos, sala informatizada, áreas com acesso à internet. O Parque da Juventude foi projeto para a transformação da área que um dia abrigou o Conplexo Pe- nintenciário do Carandiru. A decisão para a implantação do parque ocorreu após o massacre no dia 1 de outubro de 1992, onde houve a morte de 111 presos divulgados. Após 7 anos do massacre o Governo do Estado de São Paulo lançou um concurso público. Dentre as propostas houve a concebida pela paisagista Rosa Kliass, junto com o escritório Aflalo&Gasperini composto pelos aquitetos Gian Carlo Gasperini, Luís Felipe Aflalo Herman e Roberto Aflalo Filho, que desenvolveu os edifícios, foram vencedores. A proposta foi dividida em três fases, sendo construída em etapas. Estudo de Caso 2: Parque da Juventude Aflalo e Gasparini Arquitetos Com a transferência dos presos e o fechamento do presídio em 2002, parte dos edifícios foram explididos. A primeira etapa foi a construção de uma nova paisa- gem e área destinada á área esportiva com acesso pela Avenida Zaki Narchi, foi inagurada em 2003. A segunda parte da obra, definida como área central, inaugurada em 2004, foi pensada como um espaço de contemplação, onde foram mantidas partes do antigo presídio. Por último, a terceira etapa, foi inaugurada a área institucional em 2007. com um conjunto de edifícios. A nova área abriga o prédio da biblioteca, a praça e a ETEC. Nelson Kon - Aflalo e Gasparini Arquitetos Dois edifícios pré existentes foram mantidos e transformados na escola técnica. A extensa área possui boa localização, com grande fluxo de pessoas diáriamente devido a estação de metrô, há empresas e residências próximas, comércio e dois grandes eixos viários. Além das árvores existentes, a paisagista implantou uma mistura de espécies. Na concepção de Kliass, isso criará uma espécie de teto verde que permitirá maior conforto durante a prática de jogos, esportes e exercícios. Aflalo e Gasparini Arquitetos Nelson Kon - Aflalo e Gasparini Arquitetos O projeto Aflalo & Gasperini Arquitetos e Rosa Grena Kliass Arquitetura Paisagismo. Parque da Juventude, Parque Central. Implantação Aflalo & Gasperini Arquitetos e Rosa Grena Kliass Arquitetura Paisagismo. Parque da Juventude, Parque Esportivo. Implantação Rosa Grena Kliass Arquitetura Paisagismo, Parque da Juventude. Cortes, de cima para baixo: morros; escada; deck geral; ponte pequena fotos Gabriel Ducci Katarina Holanda Nelson Kon - Aflalo e Gasparini Arquitetos Nelson Kon - Aflalo e Gasparini Arquitetos Nelson Kon - Aflalo e Gasparini Arquitetos Matheus Pereira Referências: MARTINS, José. Vitruvius. Biblioteca Brasiliana USP. Disponível em: < http://www.vitruvius.com.br/ revistas/read/projetos/13.155/4972> Acesso em: 08/08/2019 ANÔNIMO. Portal Metalica Construção Civil. Disponível em: < http://www.metalica.com.br/pg_dina- mica/bin/pg_dinamica.php?id_pag=266> Acesso em 08/08/2019. ANÔNIMO. Biblioteca Brasiliana / Eduardo de Almeida + Mindlin Loeb + Dotto Arquitetos” 09 Abr 2013. ArchDaily Brasil. Disponível em: <https://www.archdaily.com.br/107652/biblioteca-brasiliana- -slash-rodrigo-mindlin-loeb-plus-eduardo-de-almeida> Acesso: 08/08/2019. NOBRE, Sergio. Biblioteca JoséMindlin - USP. Disponível em: < https://sergionobre. wordpress.com/tag/biblioteca/> Acesso em: 10/08/2019. Matheus Pereira. “Parque da Juventude: Paisagismo como ressignificador espacial” 04 Out 2017. ArchDaily Brasil. Acessado 6 Out 2019. <https://www.archdaily.com.br/ br/880975/parque-da-juventude-paisagismo-como-ressignificador-espacial> ISSN 0719- 8906 Mauro Calliari. O Parque da Juventude: O poder da ressignificação. 2007. Vitru- vius. Acessado 06 Out 2019. < https://www.vitruvius.com.br/revistas/read/proje- tos/14.162/5213?page=3> Katarina Holanda Portanto, o projeto foi responsável pela requalifi- cação e ressignificação espacial. transformando a triste marca histórica local num local passível de ser frequentado diáriamente.