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Projeto de Urbanismo e Paisagismo: 
o Bairro
AULA 5: Parcelamento do Solo
Escola de Arquitetura, Engenharia & Tecnologia da Informação
Curso de Arquitetura e Urbanismo
Profa. Márcia Reis
1
PENSAMENTO
Pritzker 2016
PRINCÍPIO
A implantação de um loteamento tem direta influência no meio ambiente urbano ou construído, irradiando efeitos sobre a população difusa e coletivamente considerada, pois a inobservância das normas urbanísticas pode gerar problemas que afetam a segurança, a salubridade e o conforto dos citadinos e transeuntes, bem como a funcionalidade e a estética da cidade. 
Segurança
Salubridade
Conforto
Funcionalidade
Estética da cidade
PRINCÍPIO
PRINCÍPIO
PRINCÍPIO
PRINCÍPIO
ETAPAS
De acordo com Freitas (1999) são necessárias pelo menos três etapas distintas para a implementação lícita de um loteamento: 
Administrativa: que se processa perante os órgãos públicos (aprovações e licenças); 
Civil e registraria: caracterizada pelo ingresso do projeto de loteamento e do contrato padrão no ofício predial; 
Urbanística: consistente na execução das obras de infraestrutura. 
LEIS
Lei Federal n° 6766/79 
Lei do Parcelamento do Solo Urbano
Alterada pela Lei Federal n° 9785/99 
Lei 6766/79 e 9785/99
O parcelamento do solo urbano tem por finalidade ordenar o espaço urbano destinado a habitação. 
Para tanto, é necessária sua divisão ou redivisão, dentro dos ditames legais e em parcelas destinadas ao exercício das funções elementares urbanísticas."
.
Assim, o parcelamento, para fins da Lei n.º 6.766/79, consiste na subdivisão de gleba, situada em zonas determinadas do território municipal urbano, em lotes destinados à edificação. 
Lei 6766/79 e 9785/99
São consideradas áreas livres de uso público aquelas destinadas a:
1 - sistema de circulação;
2 - implantação de equipamento urbano (abastecimento de água, serviços de esgotos, energia elétrica, coletas de águas pluviais, rede telefônica e gás canalizado) e
3 – de equipamento comunitário (educação, saúde, lazer e similares e as áreas verdes).
Só o proprietário do imóvel pode parcelá-lo.
 
Lei 6766/79 e 9785/99
Do Loteamento
É a primeira forma prevista na legislação de parcelamento do solo urbano. Dando seqüência às definições, a Lei n.° 6.766/79 esclarece o que entende por loteamento que dá seu conceito no art. 2°, § 1°:
"§ 1° - Considera-se loteamento a subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com abertura de novas vias de circulação, de logradouros públicos ou prolongamento, modificação ou ampliação das vias existentes".
Do Objetivo
O parcelamento do solo urbano tem como objetivo desenvolver as diferentes atividades urbanas, com a concentração equilibrada dessas atividades e de pessoas no Município, estimulando e orientando o desenvolvimento urbano, mediante o controle do uso e aproveitamento do solo.
Morfologia Urbana
LOUOS/2016 (Capitulo 1 – Dos requisitos e parâmetros de parcelamento e urbanização do solo
Deve atender aos requisitos exigidos pelas Leis 6766 e 9785;
Deve ser transferida à municipalidade um percentual de áreas destinadas a circulação, institucional, área verde e de lazer;
Os valores de parâmetros são definidos nos Quadros 02, 03 e 04 do Anexo 1;
A área mínima do lote é de 125m² com frente mínima de 5 mts.
Mapa 01 A - Zoneamento
ZCMe – Zona de Centralidade Metropolitana
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LOUOS 
 Subseção I 
Da Zona Centralidade Linear Metropolitana – ZCLMe 
Art. 26. As Zonas Centralidade Linear Metropolitana – ZCLMe são porções lindeiras às vias estruturais contidas na Macroárea de Integração Metropolitana e na Macroárea de Estruturação Urbana, apresentando características multifuncionais, com atividades comerciais e de prestação de serviços diversificadas, instituições públicas e privadas de educação, saúde, cultura, esporte e lazer, com atendimento metropolitano, municipal e para as áreas que atravessa, admitindo também o uso residencial multifamiliar, constituídas pelas seguintes vias: 
I - BR-324 (Águas Claras / Valéria); 
II - BR-324 (Pirajá); 
III - Avenida 29 de Março; IV - BA-526 (Estrada CIA-Aeroporto) e BA-535 (Via Parafuso). 
Mapa 01 B - ZEIS
ZEIS (93) –Bairro da Paz
Parcelamento: LOUOS/2016
TÍTULO IV 
DO PARCELAMENTO E URBANIZAÇÃO DO SOLO
 Art. 41. A disciplina do parcelamento e urbanização do solo regula a divisão ou redivisão do solo, com ou sem abertura de logradouros públicos, da qual resultam novas unidades imobiliárias, objetivando o equilíbrio entre áreas públicas e privadas e seu adequado aproveitamento urbanístico.
Art. 42. O parcelamento e urbanização do solo no Município de Salvador ocorrem através das seguintes modalidades: 
I - loteamento: 
L1 – loteamento convencional; 
L2 – loteamento de interesse social; 
Parcelamento: LOUOS/2016
CAPÍTULO I 
DOS REQUISITOS E PARÂMETROS DE PARCELAMENTO E URBANIZAÇÃO DO SOLO
Seção I 
Das Áreas Verdes e de Lazer
Seção II 
Das Áreas Institucionais
Seção III 
Do Sistema Viário
CAPÍTULO II 
DAS MODALIDADES DE PARCELAMENTO E URBANIZAÇÃO DO SOLO
 
Seção I 
Dos Loteamentos
Parcelamento: LOUOS/2016
Parcelamento: LOUOS/2016
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Parcelamento: LOUOS/2016
Art. 49. A área mínima de lote no território do Município é de 125m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e a frente mínima é de 5m (cinco metros). 
§ 1º As dimensões mínimas do lote poderão ser superiores às estabelecidas no caput deste artigo, de acordo com a zona de uso em que se situe, conforme o Quadro 03 do Anexo 01 desta Lei. 
§ 2º Nos casos de loteamento de interesse social – L2 e regularização fundiária, admitem-se valores inferiores aos estabelecidos no caput deste artigo. 
§ 3º Nos empreendimentos do tipo EHIS e EHMP admite-se lote mínimo de 125 m2 (cento e vinte e cinco metros quadrados), independentemente da zona de uso em que se situem. 
Parcelamento: LOUOS/2016
Art. 64. O L2 – loteamento de interesse social deverá atender ao estabelecido no Quadro 02 do Anexo 01 desta Lei e às seguintes disposições: 
I - pelo menos 70% (setenta por cento) dos lotes devem possuir área máxima de 125 m² (cento e vinte e cinco metros quadrados) e serem destinados ao uso residencial;
Via Coletora I
Parcelamento: LOUOS/2016
QUADRO 04
Parcelamento: LOUOS/2016
CAPÍTULO I
ÁREAS VERDES E DE LAZER: 1/3 do percentual deve ser definido pela Prefeitura e o restante pelo loteador (inscrita num círculo mínimo de raio igual a 10mts, e pelo menos 50% localizada em terreno com no máximo 30% de declividade ;
ÁREAS INSTITUCIONAIS: testada mínima de 30 mts em via de circulação; ser contigua a espaços abertos de lazer em pelo menos 1/3 da área; 
SISTEMA VIÁRIO: inclinação máxima de 12% e 15% em trechos não superiores a 100 mts de extensão; atender a NBR 9050/2015 nas calçadas, além de dimensionamento previstos na lei.
CONCEITOS INICIAIS
GLEBA: área de terra que ainda não foi objeto de parcelamento
CONCEITOS INICIAIS
QUADRA: área resultante do parcelamento, delimitada por vias de circulação de veículos ou delimitada pelas divisas do próprio parcelamento
CONCEITOS INICIAIS
LOTE: parcela do terreno contida em uma quadra com pelo menos uma divisa lindeira à via de circulação
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
I - LOTEAMENTO:
a) L1 – loteamento convencional
b) L2 – loteamento de interesse social
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
II – RELOTEAMENTO
Modificação total ou parcial de loteamento que implique em alterações no arruamento existente e em nova distribuição das áreas resultantes sob a forma de lotes ou frações ideais. 
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
III – AMEMBRAMENTO
Agrupamento de glebas não parceladas para constituição de nova gleba. 
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
IV – DESMEMBRAMENTO
Subdivisão de gleba em lotes destinados à edificação, com aproveitamento do sistema viário existente, desde que não implique na abertura de novas vias e logradouros públicos, nem no prolongamento, modificação ou ampliação dos jáexistentes
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
V – REMEMBRAMENTO
É o oposto do desmembramento. Consiste na união de duas unidades, criando uma área maior. Assim como o desmembramento, não cria espaço público.
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
VI – DESDOBRO
O desdobro é a repartição do lote, sem necessidade de urbanização ou venda por oferta pública. Não gera alteração no desenho urbano da cidade, nem representa a criação de um novo aglomerado populacional. Difere do desmembramento por incidir apenas sobre o lote e não necessariamente se destinar à edificação. 
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
VII - URBANIZAÇÃO INTEGRADA – URB 1
Processo de reurbanização, intencional e controlado, por meio do qual as primitivas estruturas físicas e urbanísticas de uma área são substituídas por estruturas novas, preservando-se, porém, os valores de natureza sócio-cultural do assentamento
Parcelamento: LOUOS/2016 - LOTEAMENTO
VIII - URBANIZAÇÃO INTEGRADA DE INTERESSE SOCIAL – URB 2
Implantação simultânea do projeto de urbanização e das edificações previstas contemplando assentamentos para população de baixa renda.
Art. 4o .............................................................""I - as áreas destinadas a sistemas de circulação, a implantação de equipamento urbano e comunitário, bem como a espaços livres de uso público, serão proporcionais à densidade de ocupação prevista pelo plano diretor ou aprovada por lei municipal para a zona em que se situem." 
"......................................................................." "§ 1o A legislação municipal definirá, para cada zona em que se divida o território do Município, os usos permitidos e os índices urbanísticos de parcelamento e ocupação do solo, que incluirão, obrigatoriamente, as áreas mínimas e máximas de lotes e os coeficientes máximos de aproveitamento." 
Lei nº 9785/99
Percentuais de Áreas 
		A TERRENO = 42.813,00m²
	LOTES: 50% - 55%	
	INSTITUCIONAL: 20% - 25%	
	ÁREAS VERDES e DE LAZER: 12%	
	COMÉRCIO: 3% - 5%	
	CIRCULAÇÃO (vias e passeios): 12 - 15%	
TOTAL = 100%
Referências
LOUOS (Lei de Ordenamento Uso e Ocupação do Solo – LEI nº 9148/2016
LEI nº 6766/79 - Lei do Parcelamento do Solo Urbano
LEI nº 9785/1999 – Alteração da LEI nº 6766/79 
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