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Assistência de enfermagem na realização de exames laboratoriais – Teste 
de Beta HCG, VDRL, Toxoplasmose, teste de anti-hiv, exame 
parasitológico de fezes 
 
 
BETA HCG: 
 
 Gonadotropina coriônica humana (hCG) é um hormônio de glicoproteína 
produzido na placenta. 
 Pode ser detectado no sangue após 09 dias depois da ovulação se 
ocorrer concepção. 
 O hCG também é produzido por alguns tipos de tumores, sendo o hCG 
um importante marcador tumoral. 
 Valores de referência no sangue: 
 Menos de 4 unidades internacionais/l (varia amplamente 
durante a gravidez). 
 
 
Níveis elevados: 
 Gravidez; 
 Mola hidatiforme e algumas neoplasias. 
 
Níveis diminuídos: 
 Gravidez ectópica ou gravidez de menos de 09 dias. 
 
Finalidades: 
 Detectar a gravidez no início; 
 Detectar a adequação da produção hormonal na gravidez de alto 
risco; 
 Ajudar a estabelecer o diagnóstico de alguns tumores; 
 Monitorar o tratamento para indução da ovulação e concepção. 
 
 Fatores de interferência: 
 Hemólise; 
 Radioisótopos administrados no prazo de 1 semana 
 Anticoagulantes (níveis diminuídos); 
 Anticonvulsivantes, hipnóticos e fármacos usados nos tratamento 
da doença de Parkinson (níveis aumentados). 
 Precauções: 
 Manusear a amostra delicadamente para evitar a hemólise. 
 
 Orientações de Enfermagem: 
 
 Confirmar o nome completo da paciente; 
 Explicar a paciente que esse exame determinará se 
está grávida; 
 Se a detecção da gravidez não for o objetivo, 
oferecer a explicação apropriada; 
 Informar a paciente que não há necessidade de 
restringir o consumo de alimentos e de líquidos para 
o exame; 
 Avisar a paciente que o exame demanda a coleta de 
uma amostra de sangue. 
 Realizar uma punção venosa e coletar a amostra 
em tubo de 5ml com ativador de coágulo(tampa 
roxa); 
 Enviar imediatamente a amostra ao laboratório. 
 
BETA HCG – NA URINA 
 
 Mulheres não grávidas e homens: negativa para hCG; 
 
 Gestantes: resultado positivo para hCG. 
 1º trimestre: até 500.000ui/24h 
 2º trimestre: 10.000 a 25.000ui/24h 
 3º trimestre: 5.000 a 15.000ui/24h 
 
 Níveis diminuídos (durante a gravidez): 
 Ameaça de aborto; 
 Gravidez ectópica. 
 
 Níveis elevados: mulheres não grávidas ou homens: 
 Coriocarcinoma; 
 Tumores ovarianos; 
 Melanoma; 
 Mieloma múltiplo; 
 Câncer gástrico, hepático, pancreático ou mamário 
 
 Fatores de interferência: 
 Proteinúria franca, hematúria ou velocidade de 
hemossedimentação elevada; 
 Gravidez precoce, gravidez ectópica ou ameaça de aborto; 
 Fenotiazina. 
 
 Orientações de Enfermagem: 
 Antes do exame 
 Confirmar o nome completo da paciente; 
 Primeira amostra da manhã; 
 Se urina de 24 h refrigerar 
 Explicar a paciente que esse exame determinará se 
está grávida ou como rastreamento para alguns 
tipos de tumores; 
 Avisar a paciente que não há necessidade de 
restringir o consumo de alimentos, entretanto, deve-
se restringir o consumo LÍQUIDOS durante 8h 
anteriores ao exame; 
 Informar a paciente que o exame demanda a coleta 
de uma amostra da primeira urina da manhã ou uma 
coleta de urina durante 24h, dependendo do teste 
ser qualitativo ou quantitativo; 
 Notificar o laboratório e o médico sobre quaisquer 
medicamentos usados pela paciente que possam 
influenciar no resultado. 
 Durante o exame 
 Para verificar a gravidez (análise qualitativa), coletar 
uma amostra da primeira urina da manhã; 
 Para análise quantitativa, coletar a urina durante um 
período de 24h num recepiente apropriado, 
descartando a primeira urina e incluindo a última 
amostra; 
 Especificar a data da última menstruação da 
paciente na folha de requisição do laboratório (pelo 
menos 05 dias após a menstruação); 
 Refrigerar a amostra de urina de 24h ou mantê-la 
em gelo durante o período da coleta. 
 
VDRL: 
 
 Amplamente solicitado para rastreamento das formas primária e 
secundária da Sífilis. 
 Os anticorpos contra a sífilis começam a surgir no sangue 4 a 6 
semanas após a infecção 
 
 Valores de referência: 
 Ausência de floculação no soro (relatada como não – reativa) 
 Indetectável por 14 a 21 dias depois da infecção. 
 Prova reativa 
 Sífilis primária (50% dos pacientes); 
 Sífilis secundária (quase todos os pacientes); 
 Neurossífilis (em fase de teste, utilizado uma amostra do 
líquor). 
 Reações falso-positivas 
 Mononucleose infecciosa; 
 Malária; 
 Hanseníase; 
 Hepatite; 
 Lúpus eritematoso sistêmico (LES); 
 Artrite reumatóide; 
 Doenças treponêmicasnão sifilíticas. 
 
 Implicações de Enfermagem: 
 
 Se a prova for não reativa ou limítrofe, porém a possibilidade de 
sífilis não foi descartada, instruir o paciente para retornar para um 
exame de acompanhamento; 
 Se a prova for reativa, explicar a importância de um tratamento 
apropriado; 
 Notificar a secretaria municipal de saúde (vigilância 
epidemiológica); 
 Se a prova for reativa, porém o paciente não exibir sinais clínicos 
de sífilis, explicar que muitas pessoas não infectadas apresentam 
reações falso-positivas. 
 
 Finalidades: 
 Rastreamento das formas primária e secundária de sífilis; 
 Confirmar a sífilis primária ou secundária quando existem lesões 
sifilíticas; 
 Monitorar a resposta do paciente ao tratamento. 
 
 
 Fatores de interferência: 
 Consumo de bebidas alcoólicas 24h antes da realização do 
exame; 
 Imunossupressão. 
 
 Precauções: 
 Manusear a amostra cuidadosamente para evitar a hemólise. 
 
 Orientações de Enfermagem: 
 
 Antes do exame 
 Confirmar o nome completo do paciente; 
 Explicar ao paciente que o VDRL detecta a sífilis; 
 Avisar ao paciente que o exame exige uma coleta de 
sangue; 
 Informar ao paciente que não há necessidade de restringir 
o consumo de alimentos e líquidos, nem limitar o uso de 
medicamentos, porém deve abster-se do consumo de 
bebidas alcoólicas nas últimas 24h. 
 
 
TOXOPLASMOSE 
 
 
 É causada pelo parasita esporozoário Toxoplasma gondii e é uma 
doença do SNC, granulomatosa, generalizada, grave. 
 Pode ser congênita ou adquirida e é encontrada em seres humanos, 
animais domésticos (gato) e animais silvestres. 
 Pode ser adquirida por ingestão de carnes mal cozidas ou outro material 
contaminado. 
 É recomendado teste sorológico durante a gravidez. 
 Valores de referência: 
 Normal: 
 <1:16: sem infecção prévia por IFA (anticorpo fluorrescente 
indireto). 
 Negativo por MEIA. 
 Negativo: DNA de T.gondii não detectado por PCR. 
 
 Cuidados de Enfermagem: 
 Confirmar o nome completo do paciente; 
 Explicar o objetivo da coleta ao paciente; 
 Informar sobre o procedimento; 
 Coletar uma amostra de 5ml de sangue em tubo de tampa 
vermelha; 
 Colocar a amostra em embalagem de risco biológico para 
transporte até o laboratório. 
 
EXAME PARASITOLÓGICO DE FEZES 
 
Composição: 
 material inorgânico, principalmente cálcio e fosfato; 
 material não digerível; 
 bile; 
 secreções intestinais; 
 água e eletrólitos; 
 células epiteliais descamadas; grande número de bactérias 
 A eliminação das fezes depende de uma complexa série de processos 
de absorção, secreção e fermentação. 
 São resíduos de material não-digerível dos alimentos consumidos 
durante os quatro dias anteriores; 
 O que resta dos 8 a 10 litros de material líquido digerido que entra no 
trato intestinal diretamente; 
 Além disso, são acrescentados alimentos e líquidos orais, saliva, 
secreções gástricas, suco pancreático e bile para a formação das fezes. 
 Um adulto elimina 100 a 200g de matéria fecal por dia, sendo que até 
75% podem ser água. 
 
 Objetivo: 
Avaliação das funções digestivas; 
 Dosagem da gordura fecal; 
 Pesquisa de sangue oculto; 
 Pesquisa de leucócitos; 
 Pesquisa de ovos de parasitas; 
 Coprocultura. 
 
 Fornecem informações úteis relativas aos problemas de eliminação. 
 A análise do conteúdo fecal pode detectar condições patológicas, como 
tumores, hemorragia e infecção; 
 pesquisa possível presença de sangramento gastrointestinal, distúrbios 
hepáticos e dos ductos biliares e problemas de mal absorção, bem como 
a presença de parasitas e bactérias patogênicas. 
 Engloba as análises macroscópicas, microscópicas e bioquímicas. 
 
Na inspeção devem ser observados: 
 a quantidade, 
 o aspecto, 
 a consistência, 
 o formato, 
 o odor. 
 
 
 
 
 
PROTOPARASITOLÓGI
CO 
COPROLÓGICO 
FUNCIONAL 
PESQUISA DE GORDURA 
FECAL 
PESQUISA DE 
LEUCÓCITOS 
PESQUISA DE SANGUE OCULTO FEZES – pH FECAL 
Sinonímia: 
Parasitológico 
Sinonímia: 
Digestibilidade de 
fezes, prova de 
digestão alimentar 
Sinonímia: Gordura Fecal – 
Determinação (Sudam III), 
qualitativa 
Sinonímia: 
Piócitos – 
Pesquisa e 
Contagem 
Sinonímia: Pesquisa de hemoglobina nas fezes 
Norma de Coleta: 
Sinonímia: Acidez fecal, reação das fezes 
Norma de Coleta: 
Colher fezes em frascos 
com conservantes, 
fornecido pelo 
laboratório. Não usar 
antiparasitários, 
antidiarréicos, laxantes 
oleosos (como Nujol) 
antes da coleta do 
material, ou ainda 
conforme orientação 
médica. 
Norma de Coleta e 
instruções: Instrução 
de Coleta: Fezes 
recentes, colhidas 
depois da dieta. 
O paciente deve seguir 
rigorosamente dieta 
preconizada sem uso 
de laxante. Evitar 
contaminação das fezes 
com urina ou água. 
Norma de Coleta e 
instruções : 
Instrução de Coleta: 
Material – fezes recentes. 
Refrigerar a amostra. Não 
fazer uso de laxantes, óleo 
de rícino e/ou supositórios. 
- dieta com sobrecarga de 
gordura por 3 dias. 
Norma de 
Coleta e 
instruções : 
Instrução de 
Coleta: Fezes 
recentes. 
Refrigerar a 
amostra, sem 
conservantes. 
Enviar 
imediatament
e ao 
laboratório 
mantendo a 
amostra 
refrigerada. 
Norma de Coleta e instruções : 
Instrução de Coleta: Fezes recentes, sem conservantes. 
interferentes: sangramento menstrual, hemorróidas e bebidas 
alcoólicas. 
Informar o recipiente que as fezes devem ser coletadas em frasco 
limpo e seco. 
Norma de Coleta e instruções : 
Instrução de Coleta: As fezes devem ser recentes (máximo de 2 horas). 
Orientar o paciente sobre a maneira correta de coletar o exame. Evitar uso de 
medicação tópica e talcos nas 24 horas antes da coleta; contaminação com 
urina no ato da coleta. 
Valor de Referência: 
Ausência de 
protozoários e de ovos 
e larvas de helmintos. 
Valor de Referência: 
Aspecto: fezes 
formadas 
Resíduos: ausentes 
Reações químicas: 
negativas 
Reação para 
estercobilina: positivo 
Valor de Referência: 
Negativo 
Valor de 
Referência: 
Ausente ou 
negativo 
Valor de Referência: Negativo Valor de Referência: 
Acima de 4 anos: 6,5 a 7,5 
de 1 a 4 anos: 5,6 a 7,5 
Adultos: 5,5 a 8,0 
Lactante em aleitamento materno: 5,0 a 6,0 
Lactante em aleitamento com leite de vaca : 7,2 a 9,0 
Método: 
Enriquecimento de 
Hoffmann 
Método: Inspeção 
macroscópica e 
microscópica das fezes, 
determinação do pH e 
reações químicas. 
Método: Sudam III Método: 
Microscopia 
direta 
Método: Imunocromatográfico Método: Colorimétrico (papel indicador) 
Interpretação Clínica: 
O exame é útil no 
diagnóstico das 
parasitoses intestinais 
por ovos e larvas de 
helmintos e cistos de 
protozoários e na 
triagem das infecções 
intestinais. 
Interpretação Clínica: 
Útil na avaliação de 
distúrbios funcionais e 
orgânicos do processo 
de digestão e absorção 
dos alimentos 
permitindo 
diagnosticar: 
insuficiência gástrica, 
pancreática e biliar, 
desvios da flora 
bacteriana, síndromes 
ileais, colites e outras 
alterações do sistema 
digestivo. 
Interpretação Clínica: 
Auxiliar no diagnóstico das 
esteatorréia devido a 
deficiência da digestão e/ou 
absorção das gorduras, 
doença pancreática crônica, 
doença celíaca, 
enteropatias bacterianas e 
virais. 
Interpretação 
Clínica: 
Confirmar a 
presença de 
infecção 
bacteriana. Na 
confirmação 
de processo 
infeccioso há 
necessidade 
de técnicas de 
isolamento ou 
cultura. 
Interpretação Clínica: Auxiliar no diagnóstico de lesões com 
sangramento da mucosa de porções baixas do trato digestivo, 
especialmente do cólon como: colite, diverticulite, pólipos, 
câncer. 
Interpretação Clínica: O pH das fezes é dependente da dieta alimentar, da 
fermentação de açúcares no intestino e do seu teor de gordura. Se 
predominar a fermentação o pH será ácido e se predominar a putrefação será 
alcalino. 
 Fonte:http://www.endoclinicasp.com.br/exames-que-realizamos 
 
 
Pesquisa de helmintos e protozoários nas fezes: 
 
 
 
 
 
Preparo do paciente 
 
 Evacuar em recipiente limpo e seco e transferir uma porção das fezes 
recém emitidas para o frasco coletor, tendo o cuidado para não 
ultrapassar a metade do frasco. 
 Não utilizar laxantes ou supositório. 
 
Interferentes 
 Contaminação com urina; 
 Contraste radiológico na véspera do exame; 
 Laxantes. 
 
Observações e Comentários 
 Orientar o paciente para evitar misturar fezes com urina ou contaminá-
las com água usada para limpar banheiros, que podem conter 
desinfetantes químicos; 
 3 amostras de fezes é recomendável colher em 3 dias diferentes; 
 Conservar refrigerada; 
 Não congelar; 
 Material deverá ser colhido mesmo apresentando-se diarreico, muco, 
pus ou sangue. 
 A enfermeira é a responsável por assegurar que as amostras sejam 
obtidas de maneira correta, adequadamente rotuladas nos frascos 
apropriados e transportados para o laboratório a tempo. 
 As instituições fornecem frascos especiais para as amostras fecais. 
 Alguns exames exigem que as amostras sejam colocadas em 
conservantes químicos. 
 A técnica asséptica deve ser utilizada durante a coleta das amostras 
fecais. 
 Aproximadamente 25% da parte sólida das fezes são bactérias 
originárias do cólon, por isso a enfermeira deve usar luvas descartáveis 
quando manusear as amostras. 
 Depois de obter a amostra, a enfermeira deve rotular e vedar o frasco, 
complementando os formulários de exame laboratorial; 
 Em seguida deve registrar as coletas das mostras no prontuário clínico 
do paciente. 
 É importante evitar atrasos no envio das amostras para o laboratório. 
 
Fatores que interferem para todos os tipos de coleta: 
 Uso de tetraciclina, antidiarréicos, bário, bismuto, óleo, ferro, 
magnésio; 
 Amostras contaminadas por urinas, água, sangue e produtos; 
 Amostra não representativa de toda a evacuação; 
 Estilo de vida, hábitos pessoais, viagens,ambientais, profissionais e 
domésticos, além de acessibilidade ao banheiro. 
 
 
 
 
 
 
Referências bibliográficas 
 
 POTTER, P. A.; PERRY, A. G. Fundamentos de enfermagem. 5. ed. Rio 
de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2004. 
 FISCHBACH, F. T. Manual de enfermagem: exames laboratoriais e 
diagnósticos. 7. ed. Rio de Janeiro, RJ: Guanabara Koogan, 2005. 
 http://www.prefeitura.sp.gov.br/cidade/secretarias/upload/saude/arquivos
/assistencialaboratorial/Coleta_Laboratorial_Cap3.pdf 
 http://diariodebiologia.com/2010/02/como-decifrar-o-exame-
parasitologico-de-fezes-epf/

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