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<p>ATIVIDADE DE PROJETO ORIENTADO (APO)</p><p>Disciplina: Citologia, Urinálise e Líquidos corporais</p><p>Prof. Eleandro A. Tronchini</p><p>Temática: Exame Parcial de Urina e Infecção de Urina</p><p>1. Objetivos: A presente atividade pretende desenvolver a competência e</p><p>habilidade do acadêmico em:</p><p> Padronizar um processo estruturado para a coleta de amostras de urina.</p><p> Desenvolver uma metodologia para análise macroscópica e microscópica do</p><p>exame parcial de urina.</p><p> Identificar critérios claros e objetivos para a detecção de elementos</p><p>indicativos de infecção urinária.</p><p> Interpretação dos resultados do exame parcial de urina.</p><p>2. Contextualização/Problematização</p><p>O exame de urina, também conhecido como urinálise ou análise de urina, é um</p><p>procedimento laboratorial realizado para avaliar a composição e as características</p><p>físicas, químicas e microscópicas da urina. Esse exame desempenha um papel</p><p>fundamental na detecção e diagnóstico de diversas condições de saúde, incluindo a</p><p>infecção urinária.</p><p>A infecção urinária é uma condição causada pela presença e multiplicação de micro-</p><p>organismos, como bactérias, no sistema urinário. Essas bactérias geralmente</p><p>entram no trato urinário através da uretra e podem se instalar e proliferar na bexiga,</p><p>nos rins, nos ureteres e até mesmo na uretra. A infecção urinária pode afetar</p><p>pessoas de todas as idades e sexos, mas é mais comum em mulheres devido à sua</p><p>anatomia, que facilita a entrada das bactérias pela uretra.</p><p>O exame de urina desempenha um papel importante no diagnóstico da infecção</p><p>urinária, uma vez que pode fornecer informações valiosas sobre a presença de</p><p>bactérias, células inflamatórias e outros elementos indicativos de infecção. Através</p><p>da análise macroscópica e microscópica da urina, é possível identificar sinais e</p><p>sintomas característicos da infecção.</p><p>Na análise macroscópica, são observadas características físicas da urina, como cor,</p><p>odor e transparência. Na presença de uma infecção urinária, a urina pode</p><p>apresentar-se turva, com uma coloração alterada e um odor mais forte do que o</p><p>usual.</p><p>Na análise microscópica, o laboratorista examina a urina em um microscópio para</p><p>identificar a presença de células inflamatórias, como os leucócitos, que são células</p><p>de defesa do organismo. A presença aumentada de leucócitos na urina indica uma</p><p>resposta inflamatória, geralmente associada à infecção. Além disso, a presença de</p><p>bactérias na urina é um forte indicativo de infecção urinária, uma vez que bactérias</p><p>não são normalmente encontradas em uma urina saudável.</p><p>É importante ressaltar que o exame de urina é apenas um dos componentes</p><p>utilizados para diagnosticar uma infecção urinária. O médico também pode solicitar</p><p>outros exames complementares, como a cultura de urina, que permite identificar o</p><p>tipo específico de bactéria causadora da infecção e testes de sensibilidade aos</p><p>antibióticos para determinar o tratamento mais eficaz.</p><p>3. Apresentação da Atividade/ Exercício</p><p>● Atividade será dividida em 4 etapas:</p><p>● Etapa I, perguntas dissertativas referentes ao exame de urina;</p><p>● Etapa II, caso clínico e interpretação;</p><p>● Etapa III, entrevista de um paciente que apresentou infecção urinária;</p><p>● Etapa IV, descrever o seu ponto de vista referente ao caso entrevistado;</p><p>Observações Importantes</p><p>● Lembre-se de apresentar as referências que foram utilizadas para a</p><p>respostas das questões dissertativas.</p><p>● Copia e cola de um conteúdo deve ser realizado na citação direta, caso</p><p>contrário é plágio, então procure ler o texto e reescrevê-lo com suas palavras</p><p>realizando a citação indireta.</p><p>● Imagens que forem incluídas também devem ser demonstradas à fonte.</p><p>ETAPA I – Perguntas Dissertativas Referentes ao Exame de Urina</p><p>Baseado na contextualização descrita no texto acima e nas referências</p><p>bibliográficas que o aluno deve pesquisar, responda:</p><p>1. Descreva o protocolo de coleta de urina, incluindo as instruções detalhadas</p><p>para o paciente.</p><p>O protocolo de coleta de urina é essencial para garantir resultados precisos</p><p>nos exames laboratoriais. Primeiramente, é importante que o paciente siga as</p><p>instruções de higiene pessoal, lavando as mãos e a região genital com água e</p><p>sabão antes da coleta. Para as mulheres, é recomendado limpar de frente</p><p>para trás para evitar contaminação. Durante a coleta, o paciente deve</p><p>desprezar o primeiro jato de urina no vaso sanitário, a fim de eliminar</p><p>possíveis contaminantes da uretra, e em seguida coletar o jato médio em um</p><p>recipiente estéril, tomando cuidado para não tocar na parte interna do frasco</p><p>ou na tampa. Deve-se coletar entre 30 a 50 mL de urina ou conforme</p><p>orientado pelo laboratório e fechar o recipiente imediatamente após a coleta,</p><p>garantindo que esteja bem vedado. Após a coleta, o frasco deve ser</p><p>identificado corretamente com o nome completo do paciente, data e horário da</p><p>coleta, e a amostra deve ser levada ao laboratório o mais rápido possível,</p><p>preferencialmente em até 2 horas. Se não for possível entregar nesse prazo, a</p><p>urina deve ser refrigerada entre 2°C e 8°C para preservar a integridade da</p><p>amostra. Não é necessário jejum, salvo orientação específica, e deve-se evitar</p><p>a ingestão excessiva de líquidos antes da coleta, pois isso pode diluir a urina</p><p>e alterar os resultados. O paciente também deve informar ao médico ou ao</p><p>laboratório sobre o uso de medicamentos, pois alguns podem interferir nos</p><p>resultados dos exames. Seguir essas orientações é crucial para garantir a</p><p>qualidade da amostra de urina e a precisão dos resultados laboratoriais.</p><p>2. Defina as condições adequadas de armazenamento e transporte das</p><p>amostras.</p><p>As condições adequadas de armazenamento e transporte das amostras de</p><p>urina são cruciais para garantir a integridade dos resultados laboratoriais.</p><p>Após a coleta, a urina deve ser mantida em um recipiente estéril e bem</p><p>vedado para evitar contaminação. Se a amostra não puder ser analisada</p><p>imediatamente, ela deve ser armazenada em ambiente refrigerado, com</p><p>temperatura entre 2°C e 8°C, para evitar o crescimento bacteriano e a</p><p>degradação de componentes que poderiam interferir nos resultados. O</p><p>transporte da amostra até o laboratório deve ser realizado o mais rapidamente</p><p>possível, preferencialmente dentro de 2 horas após a coleta. Durante o</p><p>transporte, a amostra deve ser mantida em um ambiente refrigerado para</p><p>garantir que a temperatura se mantenha dentro da faixa adequada. Caso a</p><p>amostra seja mantida em temperatura ambiente por um período prolongado,</p><p>podem ocorrer alterações nas características da urina, como a proliferação</p><p>bacteriana, que comprometeriam a precisão do diagnóstico.</p><p>3. Com relação a análise macroscópica, descreva as características dos</p><p>aspectos macroscópicos relevantes, como cor, transparência e odor da urina.</p><p>A análise macroscópica da urina envolve a avaliação de características</p><p>visíveis a olho nu, como cor, transparência e odor, que podem fornecer</p><p>informações importantes sobre a saúde do paciente. A cor da urina</p><p>normalmente varia de amarelo claro a âmbar, dependendo da concentração</p><p>de pigmentos como o urocromo. A urina mais diluída tende a ser mais clara,</p><p>enquanto a urina mais concentrada é mais escura. Alterações na cor podem</p><p>indicar diversas condições: uma cor amarela escura pode sugerir</p><p>desidratação; urina vermelha ou rosada pode ser um sinal de hematuria,</p><p>consumo de certos alimentos, ou uso de medicamentos; urina marrom pode</p><p>indicar a presença de bilirrubina, associada a doenças hepáticas; e urina</p><p>verde ou azulada pode ser resultado do uso de medicamentos ou corantes</p><p>alimentares.</p><p>A transparência da urina também é um aspecto importante. Idealmente, a</p><p>urina deve ser transparente ou levemente turva. A turvação pode indicar a</p><p>presença de partículas suspensas, como células, bactérias, cristais, ou muco,</p><p>e pode estar associada a infecções do trato urinário, doenças renais, ou</p><p>presença de pus. Urina transparente é geralmente</p><p>normal, enquanto urina</p><p>levemente turva pode ser considerada normal, especialmente após a</p><p>refrigeração. No entanto, urina turva ou opaca pode sugerir infecção urinária,</p><p>presença de cristais, ou excesso de proteínas.</p><p>O odor da urina pode variar conforme a dieta, estado de hidratação, e</p><p>presença de condições patológicas. O odor normal é levemente aromático.</p><p>Um odor forte ou amoniacal pode ocorrer em casos de desidratação ou</p><p>infecção urinária. Um odor doce ou frutado pode indicar cetoacidose diabética,</p><p>uma condição grave associada ao diabetes. Por fim, um odor fétido pode ser</p><p>sinal de infecção ou presença de bactérias.</p><p>4. Identificar possíveis alterações macroscópicas que indiquem infecção urinária,</p><p>como presença de pus ou sangue.</p><p>Alterações macroscópicas na urina podem ser indicativas de infecção urinária</p><p>e outras condições patológicas. A presença de pus na urina, conhecida como</p><p>piúria, pode ser observada quando a urina apresenta um aspecto turvo ou</p><p>opaco e pode conter partículas visíveis que parecem pequenos flocos ou</p><p>nuvens. Esse sinal é comum em infecções urinárias, como cistite ou</p><p>pielonefrite, e geralmente está associado a sintomas como dor ao urinar,</p><p>aumento da frequência urinária e desconforto abdominal. Outra alteração</p><p>significativa é a presença de sangue na urina, ou hematuria. A urina pode ter</p><p>uma coloração vermelha, rosada ou marrom, dependendo da quantidade de</p><p>sangue. Em casos de hematuria macroscópica, a urina pode ser visivelmente</p><p>tingida de vermelho. A presença de sangue pode indicar infecção urinária,</p><p>especialmente se acompanhada de dor e ardência ao urinar, mas também</p><p>pode sinalizar outras condições, como cálculos renais, trauma ou doenças</p><p>mais graves, como câncer do trato urinário. Além disso, a urina com infecção</p><p>urinária frequentemente tem um odor forte e fétido devido à presença de</p><p>bactérias e seus produtos metabólicos. A urina pode também ser turva ou</p><p>opaca, e em alguns casos, pode apresentar uma aparência levemente</p><p>espumosa, o que pode indicar a presença de proteínas e células inflamatórias.</p><p>Essas alterações macroscópicas são sinais importantes que podem sugerir a</p><p>necessidade de exames adicionais para confirmar a infecção urinária e</p><p>investigar a causa subjacente.</p><p>5. Elabore um protocolo para a preparação de lâminas de urina para análise</p><p>microscópica.</p><p>A preparação de lâminas de urina para análise microscópica é um</p><p>procedimento essencial para a avaliação dos elementos celulares e não</p><p>celulares presentes na amostra. O processo começa com a preparação da</p><p>amostra, que pode incluir a centrifugação da urina se ela estiver turva ou se</p><p>for necessário concentrar os sedimentos. A centrifugação deve ser realizada a</p><p>1500-2000 rpm por 5-10 minutos, após o que o sobrenadante é descartado e</p><p>o sedimento é re-suspendido em um pequeno volume de solução salina estéril</p><p>ou solução tamponada.</p><p>Em seguida, é necessário preparar a lâmina de vidro. As lâminas devem estar</p><p>limpas e secas, e qualquer sujeira ou resíduo deve ser removido com papel</p><p>toalha ou lenços descartáveis. Uma gota da amostra de urina (ou do</p><p>sedimento re-suspendido) é colocada no centro da lâmina de vidro. Uma</p><p>lamínula deve ser cuidadosamente posicionada sobre a gota de amostra,</p><p>evitando a formação de bolhas de ar, e deve ser colocada em um ângulo para</p><p>garantir que a amostra seja distribuída uniformemente.</p><p>Se for necessário fixar a amostra, um fixador como álcool ou formalina pode</p><p>ser aplicado ao redor da lâmina. O fixador deve agir por alguns minutos,</p><p>conforme as recomendações específicas para o tipo de análise. Se a análise</p><p>exigir coloração, o corante apropriado deve ser aplicado sobre a lâmina,</p><p>seguindo as instruções do fabricante quanto ao tempo de coloração e técnica</p><p>de aplicação.</p><p>Após a preparação, a lâmina deve ser examinada no microscópio, ajustando o</p><p>foco para visualizar os diferentes elementos presentes na urina, como células</p><p>epiteliais, leucócitos, eritrócitos, bactérias, cristais e outros sedimentos. Caso</p><p>as lâminas não sejam analisadas imediatamente, elas devem ser</p><p>armazenadas em um local seco e limpo para evitar contaminação e</p><p>degradação. Após a análise, as lâminas e lamínulas devem ser limpas com</p><p>água e detergente neutro, enxaguadas bem e deixadas secar para</p><p>reutilização.</p><p>6. Descrever os elementos microscópicos a serem observados na infecção</p><p>urinaria, incluindo células, cristais e bactérias.</p><p>Primeiramente, a presença de leucócitos, ou glóbulos brancos, é um dos</p><p>principais indicadores de infecção urinária. Microscópicamente, os leucócitos</p><p>aparecem como células maiores com um núcleo visível e citoplasma granular.</p><p>Quando presentes em grandes quantidades, eles podem tornar a urina turva e</p><p>são frequentemente encontrados acompanhados de outros sinais de infecção.</p><p>Os eritrócitos, ou glóbulos vermelhos, também podem estar presentes na</p><p>urina, um fenômeno conhecido como hematuria. Esses glóbulos são células</p><p>redondas e biconcavas, sem núcleo, e sua presença pode ocorrer</p><p>isoladamente ou em grupos. A hematuria pode ser causada por infecções,</p><p>cálculos renais ou outras condições urológicas. Além disso, células epiteliais</p><p>do trato urinário podem ser observadas na urina. A presença dessas células</p><p>pode indicar uma leve irritação ou infecção. Elas variam em formato e</p><p>tamanho e são geralmente menos numerosas do que os leucócitos e</p><p>eritrócitos.</p><p>Cristais na urina também são relevantes para o diagnóstico de infecções.</p><p>Cristais de estruvita, frequentemente associados a infecções urinárias por</p><p>bactérias que produzem urease, como Proteus, têm a forma de "caixão de</p><p>defunto" ou prismática. Sua presença pode causar desconforto e dor. Cristais</p><p>de cálcio, como oxalato de cálcio e fosfato de cálcio, podem indicar</p><p>desequilíbrio no pH urinário ou predisposição para formação de cálculos</p><p>renais. Cristais de oxalato de cálcio geralmente aparecem como quadrados ou</p><p>formas de envelope, enquanto cristais de fosfato de cálcio podem ser</p><p>observados como prismas ou grãos.</p><p>A presença de bactérias na urina é um sinal direto de infecção.</p><p>Microscopicamente, as bactérias aparecem como pequenos bastonetes ou</p><p>cocos, dependendo do tipo de bactéria. A identificação precisa pode exigir</p><p>cultura adicional, mas a observação de bactérias em grande quantidade é um</p><p>forte indicativo de infecção aguda, como no caso da Escherichia coli.</p><p>Etapa II – Caso clínico</p><p>Maria, mulher de 45 anos, procurou seu médico com queixa de dor e sensação de</p><p>queimação ao urinar, além de aumento da frequência urinária. Ela relatou também</p><p>que estava se sentindo mais cansada nos últimos dias. Com base nos sintomas e</p><p>suspeita de infecção urinária, o médico solicitou um exame de urina para confirmar</p><p>o diagnóstico.</p><p>RESULTADO DO EXAME PARCIAL DE URINA DE MARIA REVELOU O</p><p>SEGUINTE:</p><p>Aspecto: Turvo</p><p>Cor: Amarelo-escuro</p><p>Densidade: 1.020</p><p>pH: 6.5</p><p>Leucócitos: 20-30 por campo de alta potência (aumento)</p><p>Hemácias: Não detectadas</p><p>Nitrito: Positivo</p><p>Proteína: Negativo</p><p>Glicose: Negativo</p><p>Cetonas: Negativo</p><p>Bilirrubina: Negativo</p><p>Urobilinogênio: Negativo</p><p>Cristais: Não detectados</p><p>Bactérias: Presentes (contagem elevada)</p><p>Células epiteliais: Poucas células epiteliais de transição</p><p>1. Baseado no exame de urina de Maria, faça a interpretação dos resultados</p><p>dos exames.</p><p>O exame de urina de Maria apresenta vários resultados que indicam uma</p><p>infecção urinária. A urina é turva e de cor amarelo-escura, o que sugere a</p><p>presença de partículas suspensas, como leucócitos e bactérias. A densidade</p><p>urinária está em 1.020, o que é considerado normal, indicando uma</p><p>concentração média de solutos. O pH de 6.5 está dentro da faixa normal, o</p><p>que não é particularmente indicativo de infecção urinária por si só. A</p><p>quantidade de leucócitos está elevada, com 20-30 por campo de alta</p><p>potência, o que indica piúria, um sinal clássico de infecção urinária. A</p><p>ausência de</p><p>hemácias é um ponto positivo, pois sugere que não há</p><p>hemorragia significativa no trato urinário. No entanto, a presença de nitrito</p><p>positivo é um forte indicativo de infecção, especialmente por bactérias gram-</p><p>negativas que produzem nitrito a partir de nitrato. A proteína, glicose,</p><p>cetonas, bilirrubina e urobilinogênio estão todos negativos, o que é um bom</p><p>sinal e ajuda a excluir condições como diabetes descontrolado, cetoacidose,</p><p>problemas hepáticos ou metabólicos significativos. A ausência de cristais é</p><p>positiva, indicando que não há formação de cálculos renais. A presença de</p><p>bactérias com contagem elevada confirma a infecção urinária, enquanto as</p><p>poucas células epiteliais de transição são normais e não indicam uma</p><p>infecção específica.</p><p>2. Qual o provável diagnóstico de Maria?</p><p>Com base nos resultados do exame de urina de Maria, o diagnóstico mais</p><p>provável é uma infecção do trato urinário (ITU).</p><p>3. Qual o provável tratamento, o médico indicará para Maria?</p><p>Para tratar a infecção urinária (ITU) de Maria, o médico provavelmente</p><p>recomendará um antibiótico. A escolha do antibiótico dependerá de vários</p><p>fatores, como a gravidade da infecção e as diretrizes clínicas locais. Entre as</p><p>opções comuns, a nitrofurantoína é frequentemente prescrita para infecções</p><p>urinárias não complicadas e é eficaz contra muitas das bactérias</p><p>responsáveis por essas infecções. Outra opção é o trimetoprim-</p><p>sulfametoxazol (TMP-SMX), que também é eficaz para muitas ITUs, mas</p><p>pode não ser a melhor escolha em áreas com alta resistência bacteriana.</p><p>Fosfomicina é uma alternativa que pode ser administrada como uma dose</p><p>única e é útil se a paciente tiver dificuldades com a adesão ao tratamento.</p><p>Em casos mais complicados ou quando outras opções não são eficazes, o</p><p>médico pode optar por fluoroquinolonas, como ciprofloxacino ou</p><p>levofloxacino. Além do antibiótico, o tratamento pode incluir medicamentos</p><p>para aliviar a dor e o desconforto, como analgésicos urinários, e a</p><p>recomendação de aumentar a ingestão de líquidos para ajudar a eliminar as</p><p>bactérias do trato urinário. É essencial que Maria siga as orientações do</p><p>médico e complete todo o curso do antibiótico prescrito, mesmo que os</p><p>sintomas melhorem antes do término do tratamento, para garantir a</p><p>erradicação completa da infecção e reduzir o risco de resistência bacteriana.</p><p>Caso os sintomas persistam ou piorem, Maria deverá retornar ao médico</p><p>para uma avaliação adicional.</p><p>ETAPA III – Entrevista de Paciente que teve infeção urinaria.</p><p>1- Elabore o questionário para entrevista de no mínimo 10 perguntas (o</p><p>questionário deve ser anexado no projeto estruturado);</p><p>2- Escolha uma pessoa conhecida que tem ou já teve infeção urinaria (amigo ou</p><p>parente) para realização da entrevista;</p><p>3- Desenvolva a redação da entrevista para entregar ao tutor;</p><p>4- Segue abaixo sugestões de alguns tópicos a serem abordados na entrevista:</p><p>- Identificação do Paciente.</p><p>- Queixa Atual.</p><p>- Histórico da Infecção Urinária.</p><p>- Duração dos sintomas.</p><p>- Fatores de Risco e Histórico Médico.</p><p>- Estilo de Vida e Hábitos.</p><p>- Pergunte ao paciente se houve episódios anteriores de infecção</p><p>urinária recorrente.</p><p>- Pergunte ao paciente sobre o impacto da infecção urinária em sua</p><p>qualidade de vida</p><p>- Pergunte ao paciente se realizou exames complementares, como</p><p>cultura de urina, ultrassonografia, etc.</p><p>- Questione sobre tratamentos adicionais, como uso de medicamentos</p><p>preventivos ou mudanças no estilo de vida.</p><p>Expectativas e Dúvidas:</p><p>- Permita que o paciente compartilhe suas expectativas, preocupações</p><p>ou dúvidas relacionadas à infecção urinária.</p><p>- Forneça informações adicionais, esclareça dúvidas e explique sobre</p><p>prevenção, tratamento e medidas para evitar recorrências.</p><p>- Agradeça ao paciente por compartilhar seu histórico e informações.</p><p>OBS</p><p>Lembre-se de conduzir a entrevista de forma empática, respeitando a</p><p>privacidade e as preocupações do paciente. Adapte as perguntas de</p><p>acordo com a situação e os protocolos clínicos adotados.</p><p>Questionário</p><p>1. Qual é o seu nome completo, idade e profissão?</p><p>2. Quais foram os principais sintomas que você percebeu quando teve a</p><p>infecção urinária?</p><p>3. Quando você percebeu os primeiros sintomas de infecção urinária? Foi a</p><p>primeira vez que teve esses sintomas?</p><p>4. Quanto tempo duraram os sintomas antes de procurar atendimento médico?</p><p>Os sintomas melhoraram após iniciar o tratamento?</p><p>5. Você tem algum histórico médico relevante, como diabetes, problemas renais</p><p>ou outras condições que possam ter contribuído para a infecção urinária?</p><p>6. Quais são seus hábitos de hidratação e consumo de líquidos? Você tem</p><p>alguma prática de higiene específica que segue regularmente?</p><p>7. Você já teve episódios anteriores de infecção urinária? Se sim, com que</p><p>frequência esses episódios ocorreram?</p><p>8. Como a infecção urinária afetou sua qualidade de vida e atividades diárias</p><p>durante o período de infecção?</p><p>9. Quais exames complementares você realizou para confirmar o diagnóstico?</p><p>(por exemplo, cultura de urina, ultrassonografia)</p><p>10. Que tipo de tratamento você recebeu para a infecção urinária? Você fez</p><p>alguma mudança em seu estilo de vida ou iniciou uso de medicamentos</p><p>preventivos para evitar recorrências?</p><p>11. Quais são suas principais expectativas ou preocupações relacionadas à</p><p>infecção urinária? Há alguma dúvida específica que você gostaria de</p><p>esclarecer sobre prevenção e tratamento?</p><p>Redação da entrevista</p><p>No dia 26 de agosto de 2024, entrevistei Abner Lamarc Diniz Alves, um estudande</p><p>universitário de 21 anos, que recentemente passou por uma infecção urinária. A</p><p>seguir, apresento um resumo detalhado da nossa conversa.</p><p>Identificação do Paciente:</p><p>Abner tem 21 anos e é um estudante universitário do curso de farmácia.</p><p>Queixa Atual:</p><p>Abner começou a sentir dor e uma sensação de queimação ao urinar, além de</p><p>perceber um aumento significativo na frequência urinária. Ele também relatou um</p><p>cansaço incomum nos últimos dias, o que a levou a procurar ajuda médica.</p><p>Histórico da Infecção Urinária:</p><p>Os sintomas se manifestaram há cerca de uma semana, e Abner informou que foi a</p><p>primeira vez que teve esses sintomas com tanta intensidade.</p><p>Duração dos Sintomas:</p><p>Os sintomas persistiram por aproximadamente cinco dias antes de Abner buscar</p><p>atendimento médico. Após iniciar o tratamento com antibióticos, ele notou uma</p><p>melhora significativa nos sintomas em apenas dois dias.</p><p>Fatores de Risco e Histórico Médico:</p><p>Abner não tem histórico de diabetes ou problemas renais. No entanto, ele</p><p>mencionou que costumava beber pouca água e frequentemente segurava a urina</p><p>por longos períodos devido às demandas da faculdade, pois estuda em tempo</p><p>integral.</p><p>Estilo de Vida e Hábitos:</p><p>Antes da infecção, Abner não tinha um hábito regular de hidratação e não prestava</p><p>muita atenção na quantidade de água que bebia diariamente. Seu regime de higiene</p><p>era normal, mas sem medidas específicas para prevenir infecções.</p><p>Episódios Anteriores:</p><p>Esta foi a primeira vez que Abner teve uma infecção urinária. Ele nunca havia</p><p>enfrentado sintomas semelhantes anteriormente.</p><p>Impacto na Qualidade de Vida:</p><p>A infecção urinária teve um impacto considerável na qualidade de vida de Abner. As</p><p>dores e a necessidade frequente de urinar causaram desconforto significativo,</p><p>prejudicando suas atividades diárias e seu desempenho acadêmico.</p><p>Exames Complementares:</p><p>Para confirmar o diagnóstico, Abner realizou uma cultura de urina e uma</p><p>ultrassonografia. A cultura ajudou a identificar a bactéria responsável pela infecção</p><p>e a ultrassonografia foi realizada para avaliar a extensão do problema.</p><p>Tratamentos e Medidas Preventivas:</p><p>O tratamento prescrito incluiu o antibiótico nitrofurantoína, e Abner foi orientado a</p><p>aumentar a ingestão de líquidos. Ele também iniciou mudanças em seus hábitos de</p><p>hidratação e passou a evitar segurar a urina por longos períodos.</p><p>Expectativas e Dúvidas:</p><p>Abner expressou interesse em saber mais sobre como prevenir futuras infecções</p><p>urinárias e sobre medidas adicionais que poderiam ser adotadas para evitar</p><p>recorrências. Ele também ficou preocupado com a possibilidade de a infecção</p><p>retornar, mesmo após o tratamento.</p><p>Agradeci a Abner por compartilhar sua experiência e informações, que são valiosas</p><p>para compreender melhor os desafios enfrentados por pacientes com infecção</p><p>urinária e para identificar medidas preventivas eficazes.</p><p>ETAPA IV – Orientação como profissional frente aos apontamentos negativos</p><p>descritos.</p><p>Com base na entrevista realizada, é importante destacar os apontamentos</p><p>positivos e negativos feitos pelo paciente com infecção urinária. A seguir,</p><p>descreva como um profissional deve orientar um paciente em relação aos</p><p>apontamentos negativos abaixo:</p><p>- Hábitos de higiene inadequados;</p><p>- Baixa ingestão de líquidos;</p><p>- Imunidade comprometida;</p><p>- Recorrência da infecção urinária;</p><p>- Tratamento inadequado;</p><p>- Importância da urocultura no tratamento da infeção urinaria.</p><p>Ao lidar com um paciente que apresenta infecção urinária, é essencial oferecer</p><p>orientações práticas e esclarecedoras para abordar os pontos negativos</p><p>identificados durante a entrevista. A seguir, estão as orientações para cada um dos</p><p>apontamentos negativos:</p><p>Primeiramente, é importante orientar o paciente sobre os hábitos de higiene</p><p>inadequados. Recomenda-se que o paciente adote práticas adequadas de higiene</p><p>para prevenir infecções urinárias. Isso inclui a limpeza da área genital com água e</p><p>sabonete neutro, evitando produtos perfumados que podem irritar a região. Além</p><p>disso, é fundamental limpar-se da frente para trás após usar o banheiro para evitar a</p><p>transferência de bactérias. O uso de roupas íntimas de algodão e a escolha de</p><p>roupas menos apertadas também são recomendados para reduzir a umidade e a</p><p>fricção, fatores que podem aumentar o risco de infecção.</p><p>Em relação à baixa ingestão de líquidos, é crucial incentivar o paciente a aumentar</p><p>o consumo diário de água. Recomenda-se a ingestão de pelo menos 2 litros de</p><p>água por dia, o que ajuda a manter uma boa hidratação e promove a diurese,</p><p>facilitando a eliminação de bactérias. Além disso, o paciente deve ser orientado a</p><p>evitar bebidas que podem irritar a bexiga, como café, álcool e refrigerantes.</p><p>Se o paciente apresentar imunidade comprometida, é importante reforçar medidas</p><p>que ajudem a fortalecer o sistema imunológico. Uma dieta equilibrada, rica em</p><p>frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais, é essencial. A prática regular</p><p>de atividades físicas, conforme a capacidade do paciente, também contribui para</p><p>melhorar a imunidade. Além disso, é fundamental controlar condições médicas</p><p>subjacentes, como diabetes, para evitar que comprometam ainda mais o sistema</p><p>imunológico.</p><p>Para prevenir a recorrência de infecções urinárias, deve-se garantir que o paciente</p><p>compreenda a importância de completar todo o curso do antibiótico prescrito,</p><p>mesmo que os sintomas melhorem antes do término do tratamento. É necessário</p><p>monitorar qualquer sinal de recorrência e buscar atendimento médico imediato se os</p><p>sintomas reaparecerem. Medidas preventivas, como uma hidratação adequada e</p><p>uma higiene correta, devem ser reforçadas.</p><p>Caso o tratamento anterior tenha sido inadequado, é essencial ajustar a abordagem</p><p>terapêutica. Se a infecção não respondeu ao tratamento anterior, pode ser</p><p>necessário mudar o antibiótico com base nos resultados da urocultura e testes de</p><p>sensibilidade. O paciente deve ser informado sobre a importância de seguir</p><p>exatamente as orientações sobre dosagem e duração do tratamento para garantir a</p><p>eficácia.</p><p>A urocultura desempenha um papel fundamental na identificação do patógeno</p><p>responsável pela infecção e na escolha do antibiótico mais eficaz. É crucial que o</p><p>paciente entenda que a realização da urocultura permite personalizar o tratamento e</p><p>aumentar a eficácia, reduzindo o risco de resistência bacteriana. Explicar como os</p><p>resultados da urocultura são utilizados para ajustar o tratamento pode ajudar o</p><p>paciente a compreender melhor a importância desse exame e a necessidade de um</p><p>tratamento adequado.</p><p>Essas orientações visam não apenas tratar a infecção urinária atual, mas também</p><p>prevenir futuras ocorrências e promover a saúde geral do paciente.</p><p>OBS 1: Se na entrevista houve mais algum apontamento negativo relacionado</p><p>à infecção urinária, além dos mencionados anteriormente, é importante</p><p>destacá-los e fornecer orientações adicionais para o paciente.</p><p>OBS 2: Todas as etapas da atividade devem ser submetidas no AVA;</p><p>4. Fontes de Pesquisa</p><p>ESTRIDGE, B. H.; REYNOLDS, A. P. Técnicas básicas de laboratório clínico. 5ª</p><p>Edição, Unidade de Aprendizagem: Urinálise, coleta e processamento de urina:</p><p>SAGAH, 2011.</p><p>LEITE, S. B. Fluidos Biológicos. Unidade de Aprendizagem: Análise microscópica</p><p>da Urina. SAGAH;</p><p>ROBBINS; COTRAN. Patologia: bases patológicas das doenças. 9 Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2021, 1421 p;</p><p>VIEIRA, A. D. C. et al. Bioquímica clínica: líquidos corporais. Porto Alegre:</p><p>SAGAH, 2021.</p><p>Aulas conceituais.</p><p>Materiais de aula.</p><p>5. Referências Bibliográficas</p><p>ESTRIDGE, B. H.; REYNOLDS, A. P. Técnicas básicas de laboratório clínico. 5ª</p><p>Edição, Unidade de Aprendizagem: Urinálise, coleta e processamento de urina:</p><p>SAGAH, 2011.</p><p>LEITE, S. B. Fluidos Biológicos. Unidade de Aprendizagem: Análise microscópica</p><p>da Urina. SAGAH;</p><p>ROBBINS; COTRAN. Patologia: bases patológicas das doenças. 9 Rio de</p><p>Janeiro: Guanabara Koogan, 2021, 1421 p.</p><p>VIEIRA, A. D. C. et al. Bioquímica clínica: líquidos corporais. Porto Alegre:</p><p>SAGAH, 2021.</p>