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QUANTO VALE OU É POR QUILO?
- RESUMO -
Daiana Alexandre Ferreira (Discente do Curso de Direito – 2°Período/Manhã) 
 E-mail: dn.alexa@hotmail.com
Karla Moore (Profª. História do Direito Brasileiro)
Universidade Cândido Mendes / Campus Campo Grande
RIO DE JANEIRO
2019
SINOPSE DO DOCUMENTÁRIO: 
Filme brasileiro de 2005, do gênero drama, dirigido por Sérgio Bianchi. O filme faz uma analogia entre o antigo comércio de escravos e a atual exploração da miséria pelo marketing social, que formam uma solidariedade de fachada.
RESUMO:
	O filme relata e exemplifica a permanência na atualidade de nosso passado escravista, o que evidencia a impossibilidade de observar o presente sem levar em conta nosso passado, e deixa bem claro as desigualdades econômicas, sociais e até mesmo de direito em nosso país.
	O enredo do filme se dá entre um comparativo de como eram os costumes das classes dominantes no período Brasil Colonial e a exploração das classes menos favorecidas em dias atuais.
	As narrativas se concentram na exploração do ser humano entre as classes e dentro de uma mesma classe, onde uns usam essas performances para lucrar em cima de outrem ou até mesmo como forma de sobreviver, visto que é sua realidade.
	Os episódios desse filme foram extraídos dos autos do Arquivo Nacional do Rio de Janeiro e fazem uma crítica à beneficência social e ao conceito de responsabilidade social das empresas. Para o diretor, esses exemplos tipificam a postura politicamente correta representada por uma mão-de-obra barata e da ‘mais valia’.
1ª NARRATIVA HISTÓRICA:
	O episódio ocorre em pleno Brasil Colônia e a história envolve uma negra liberta que teve o seu escravo raptado por um proprietário branco. A ex-escrava Joana decidida a fazer valer seu direito que outrora fora desrespeitado, segue os raptores (capitães-do-mato) de seu escravo que fora legalmente adquirido, pois a ex-escrava portava os documentos que lhe asseguravam. O que por fim, nada lhe rendeu a não ser um julgamento e condenação por invasão de propriedade de um senhor branco. 
NOTA: No período escravocrata, os homens negros escravizados eram fonte de lucro e sua exploração, fonte de riqueza e status.
ANÁLISE DE CENA: INSTRUMENTOS DE TORTURA
	Em uma parte do filme são apresentados alguns instrumentos de tortura usados para castigar os escravos e o objetivo destes na visão de seus senhores.
EX.: A escrava que aparece num troco horizontal demonstra o controle da classe dominante que a todo o momento faz valer seu controle curvando à sua vontade seus dominados e menos favorecidos. Essa escrava surge em outra narrativa dos dias atuais, como uma mulher que luta pelos direitos dos moradores de sua comunidade. A pobreza e a miséria são apresentadas como um produto a ser vendido, onde sua exposição será manipulada perante a sociedade para atender aos anseios de possíveis doadores, como forma de aliviar a mente dos endinheirados.
NOTA: Nessa analogia o que vale é o lucro, não importando se esse é obtido com venda de escravos ou através de projetos sociais com orçamentos superfaturados.
CONCLUSÃO:
	No filme em questão, a exploração da pobreza é disfarçada em atos de solidariedade, demonstrando que o lucro e a liberdade se amparam até mesmo numa pretensa imagem de amizade e solidariedade.
	Um exemplo apresentado no filme que mostra como essa nossa realidade pode ser dura e ambivalente em relação a valores, é a de um jovem desempregado que por falta de oportunidades, vira matador de aluguel para manter sua família e realizar seus desejos de consumo. 
Essas histórias podem por momentos parecerem distantes e fantasiosamente exageradas a nosso ver, porém fazem parte do dia-a-dia de uma grande parte de nossa sociedade.
REFERÊNCIAS:
INTERFILMES. Sinopse: Quanto vale ou é por quilo?. Documentário. Diretor Sérgio Bianchi. 2005.
Disponível em: http://www.interfilmes.com/filme_15155_quanto.vale.ou.e.por.quilo..html
Acesso em: 16/10/2019.
MARTINS, Larissa. Questões relacionadas à cidadania: Análise do filme “quanto vale ou é por quilo?”. Artigo, Princípio da Dignidade da Pessoa Humana. Jus Brasil. 2016.
Disponível em: https://larigmartins.jusbrasil.com.br/artigos/393239447/analise-do-filme-quanto-vale-ou-e-por-quilo
Acesso em: 16/10/2019.
VIANA. Lauren Couto. Quanto vale ou é por quilo?: Quando a solidariedade pode ser comercializada. Assiste Brasil. 2015
Disponível em: http://www.assistebrasil.com.br/2015/11/quanto-vale-ou-e-por-quilo-quando-a-solidariedade-pode-ser-comercializada/
Acesso em 29/10/2019.

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