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COLECISTITE E COLELITÍASE Acadêmicos: Antônio Beserra Iasmin Maia Letícia Tôrres Raila Pereira Ranna Bitencourt Professor: José Gerardo Barreto UNIVERSIDADE PAULISTA-UNIP Instituto de Ciência da Saúde Campus Manaus Manaus- 2019 Colecistite Inframação da vesícula biliar é conhecida como colecistite e pode ser aguda ou crônica. É geralmente causada por cáuculos biliares que obstruem o ducto biliar. Colescitite aguda A colecistite aguda é causada pela inflamação da parede da vesícula à impactação de um cálculo no ducto cístico obstruindo-o. Colescitite crônica É uma inflamação da vesícula biliar durante um longo período. Ela é causada por crises leves e repetidas da colecistite aguda , que levam ao espessamento das paredes da vesícula biliar. Exames complementares Ultrassonografia de abdome Tomografia Computadorizada de abdome Cintilografia Hepatobiliar Hemograma Hepatograma Tratamento Em geral é realizada a cirurgia de remoção da vesícula que pode ser por laparotomia ou laparoscopia. Conduta nutricional Colecistite aguda Jejum na crise aguda; Dieta com controle calórico balanceada; Dieta hipolipídica; Dieta pouco condimentada e poucas hortaliças produtoras de gás; NP: paciente desnutrido ou sem VO por longo tempo; Colecistite crônica Gorduras e calorias controladas à longo prazo; Administrar vitaminas lipossolúveis na forma hidrossolúvel> quando há suspeita de má absorção de gorduras; Colelitíase É a presença de um ou mais cálculos (pedras) dentro da vesícula biliar. Fisiopatologia É definida pela formação de cálculos, biliares SEM infecção da vesícula. Na sua maioria dos casos esses cálculos são assintomático. Eles pode,permanecer na vesícula ou migrar para o colédoco permanecendo nele ou migrar para o duodeno causando ou não sintomas. Existe dois tipos mais comuns de cálculos biliares: calculo de colesterol não pigmentados: São a sua maioria dos casos e são compostos de colesterol + bilirrubina+ sais de cálcio Cálculos pigmentados : São polímeros de bilirrubina ou sais de cálcio. Estão associada à hemólise crônica, pois a hemólise gera bilirrubina. Fatores de risco de a formação de cálculos Incluem sexo feminino, obesidade, idade avançada, algumas etnias (índios americanos), dieta de padrão ocidental, perda de peso rápida e histórico familiar. A maioria das doenças do trato biliar resulta de cálculos. Sexo feminino Gravidez Idade obesidade / distribuição central de gordura Historia familiar Etnia Dieta com alto teor de gordura Perda rápida de peso: cir. Bariátrica, jejum prolongado Drogas: hipolipemiantes, anticoncepcional oral, estrógeno infecção crônica de baixo grau, pois alteram capacidade obstrutiva da mucosa da vesícula Fatores de riscos alimentares Dieta pobre em fibras e com alto teor de gordura (especialmente saturadas) e consumo grande de PTN animal. carboidratos refinados aumentam 60% o risco Tratamento Em realizado a cirurgia de remoção da vesícula (colecistectomia) que pode ser laparostomia ou laparoscopia que é menos invasiva. Outros métodos menos comuns incluem dissolução química, terapia litolitica com acido litotripsia(choque extracorporeo) Foi observado que a colecistectomia é um preditor de cirrose hepática e está associada a elevação de enzimas hepáticas (Krause 2013) Dietas baseadas em vegetais bem como Vitamina C podem reduzir o risco de colelitáse em mulheres ( Krause 2013) Conduta nutricional Dieta deve incluir gordura para manutenção de contração vesiculares evitar estase; Dieta hipogordurosa quando há dor após refeições gordurosas Dieta Rica em fibras e pobre em calorias, quando necessário : vitaminas lipossolúvel na forma hidrossolúvel Referências MAYA, M. C. A. et al. Colecistite aguda: diagnóstico e tratamento. Revista do Hospital Universitário Pedro Ernesto, v. 8, p. 52-60, 2009. KUMAR, V.; ABBAS, A.; FAUSTO, N. Robbins e Cotran – Patologia – Bases Patológicas das Doenças. 8. ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010; MAHAN, K.L.; ESCOTT-STUMP, S. Krause: Alimentos, Nutrição e Dietoterapia. 11ed. São Paulo: Roca, 2005.