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UNIVERSIDADE PAULISTA – UNIP TRABALHO FINAL DE GRADUAÇÃO ARQUITETURA E URBANISMO JENNIFER CAROLINA DA SILVA LAURITO SESC BANDEIRANTES Serviço Social do Comércio em Bandeirantes - Paraná ASSIS 2018 JENNIFER CAROLINA DA SILVA LAURITO SESC BANDEIRANTES Serviço Social do Comércio em Bandeirantes - Paraná Trabalho Final de Graduação para requisito parcial à obtenção do título de Bacharel em Arquitetura e Urbanismo, apresento à Universidade Paulista- UNIP campus Assis. Orientadores: Prof.ª Ana Cristina da Silva Araújo Prof.º João Victor de Souza Lima ASSIS 2019 AGRADECIMENTOS A minha família, principalmente aos meus pais Jair e Jaquelina que sempre acreditaram em mim, me dando apoio e incentivo para que chegasse até o final de mais uma etapa da minha vida. Sou grata aos meus professores e orientadores João Victor Lima e Karen Gabriella Camargo, por todos os ensinamentos e compartilhamento dos seus conhecimentos, que me proporcionaram a melhorar cada dia mais. E a todos os professores que contribuíram para a minha formação. Enfim, a todas as pessoas que de alguma forma me agregou conhecimentos e oportunidades. “Seja otimista! Procure subir, e espere sempre que o melhor lhe aconteça. Embora as aparências sejam contrárias, confie em Deus, que está dentro de você, porque n’Ele existe a solução de todos os seus problemas. Olhe para o lado certo da vida, para a felicidade e o progresso, e não detenha jamais sua subida. Seja otimista e há de vencer! ” (Minutos de Sabedoria - C. Torres Pastorino) INTRODUÇÃO E JUSTIFICATIVA O presente trabalho destina-se a elaboração do projeto do SESC Bandeirantes, com intuito de proporcionar o bem-estar e qualidade de vida com serviços que contribuirão para o desenvolvimento socioeconômico e cultural através de atividades esportivas, culturais, sociais, lazer e educação (SESC, 2018). Atualmente a cidade possui diversos instrumentos para atividades de lazer, cultura, esporte e educação, porém encontram-se em casos de depredação, tanto pelo público quanto pela falta de manutenção frequente. O intuito desse projeto é trazer qualidade em um complexo que irá oferecer todas essas atividades por uma unidade SESC, no qual refere-se à unidade de serviços privados e públicos voltado para o bem-estar social. O projeto de arquitetura possibilitara a visibilidade e interesse para o uso, com segurança, conforto e qualidade. Com o propósito de promover a integração urbana, contribuir para a qualidade de vida da população, unir diferentes grupos sociais, um lugar onde as pessoas poderão compartilhas experiências, interesses e conhecimentos. A cidade de Bandeirantes possui uma deficiência em equipamentos com qualidade espacial que ofereça lazer, esporte, educação, cultura e espaços que estejam ligados a integração social. Atualmente os equipamentos para a prática de esporte são: Privados: Clube AABB (Associação do Banco do Brasil), APCEF (Associação da Caixa Econômica Federal), Guairá, Arena NHS e 4 academias. Públicos: Campo São bento, Campo Humberto Teixeira, quadra poliesportiva em 4 bairros, Ginásio 14 de Novembro (Chinelão), 8 academias para 3° idade e grupo para a prática de lutas. Para o lazer: Privados: Clube AABB (Associação do Banco do Brasil), APCEF (Associação da Caixa Econômica Federal) e Clube Guairá. Públicos: Parque do povo e praças. Para a cultura/educação: Privados: Grupos de danças e música. Público: Praça Brasil Japão, ACAUEM e Projeto Cidadania Pode-se dizer que a cidade possui uma quantidade aceitável de equipamentos que oferece lazer, cultura e principalmente o esporte, que são capazes de suprir as necessidades dos habitantes, porém existe uma grande problemática com relação à baixa utilização da população desses espaços, causada pelo sentimento de insegurança e de abandono do lugar por falta de iluminação, manutenção e limpeza. Por fotos tiradas em um domingo ensolarado, pode ser observado alguns dos lugares que possuem problemáticas. O mapa inserido a seguir serve para localizar os pontos exibidos nas fotos: Figura 01: Mapa de Bandeirantes. Fonte: Prefeitura Municipal. Dados organizados pela autora. Figura 02: 1 - Parque do povo Figura 03: 2 - Pista de bocha e de skate. Fonte: Acervo da autora, 2018. Pista de caminhada e ciclovia sem sinalizações isso dificulta a identificação do ciclista e do pedestre qual via utilizar sem que um atrapalhe o outro. Rampa de skate, falta manutenção. A aparência de abandono, equipamento quebrado, isso não cria incentivo para que a população possa usar. Figura 04, 05 e 06: 3 - ACEB, Associação Cultural, Esportiva de Bandeirantes / quadra de areia e pista de bocha. Fonte: Acervo da autora, 2018. Associação ACEB, é uma instituição particular, usuários precisam adquirir um título. Quadra poliesportiva e pista de bocha, localizam atrás da ACEB, no mesmo bairro, ambos com falta de manutenção, iluminação que causa sensação de insegurança no uso noturno. Figura 07 e 08: 4 - Quadra poliesportiva e equipamentos de ginástica. Fonte: Acervo da autora, 2018. Falta de manutenção em pinturas, e serviço de recolhimento do lixo, consequência da falta de lixeiras, a aparência de abandono não é atrativo. Figura 09 e 10: 5 - Praça com equipamento de ginástica e mesas de jogos. Fonte: Acervo da autora, 2018. Falta de manutenção, mesas quebradas, que foram adaptadas pelos usuários. Figura 11: 6 - Praça Brasil, Japão. Fonte: Google, 2018. Praça se encontra em um bom estado de conservação, porém não há realização de eventos culturais frequentes, geralmente ocorrem de 1 á 4 vezes ao ano em épocas comemorativas. A má conservação, a falta de manutenção e um bom planejamento urbanístico ou arquitetônico, são as causas determinantes para a falta de interesse da população para o uso desses espaços, como Jacobs, (2011) afirma: “O lazer, esporte, cultura e educação são fundamentais na qualidade de vida humana, e estão diretamente ligados não só a saúde física, mas também mental. Com isso o projeto deverá proporcionar um espaço que englobe todas essas atividades citadas, que possa atender toda a população com acessibilidade e segurança para cada indivíduo”. A abordagem de que seja um espaço que ofereça flexibilidade de horário e de atividades deu-se no intuito de poder atender a todos, desde a criança até o idoso. Uma oferta de um espaço público seguro e agradável, com iluminação e arborização, que permita que as pessoas entrem para praticar a caminhada e se deparem com as atividades dispostas por setores dispersos pelo terreno, assim resgatando a identidade cultural, esportiva e recreativa da cidade, onde é possível aprender, desenvolver e descobrir interesses. O projeto SESC é um projeto cultural e educativo de transformação social, destinado a todos os públicos em diferentes faixas etárias e classes sociais. É uma entidade privada que tem como objetivo proporcionar o bem-estar e qualidade de vida. Propagam princípios, humanísticos e universais, oferece serviços que fortalecem o exercício da cidadania e contribuem para o desenvolvimento socioeconômico e cultural (SESC, 2018). Apesar de ser uma entidade privada, mantida pelos empresários do comércio de bens, turismo e serviços, pode ser suprida as necessidades de toda a população, pois também oferece acesso a diversos serviços proporcionando maior qualidade de vida para todas as pessoas em atendimento generalizados e de alto nível (SESC, 2018). OBJETIVOS 1.1.1 Objetivo Geral Desenvolver o projeto de um SESC para a cidade de Bandeirantes no Paraná, com intenção de ter oferta de um espaço de lazer e interação social para toda a população não só da cidademais também podendo atender toda a região, com qualidade espacial, atendimento e da administração. 1.1.2 Objetivos Específicos Compreender a necessidade da população. Compreender e entender os conceitos de lazer, esporte e cultura para as diferentes idades. Definir fluxos que induzam os usuários a todas as atividades presentes. Atender as necessidades de acessibilidade para deficientes físicos e para todos que possuam mobilidade reduzida. Escolher o terreno mais adequado. Analisar o terreno, quanto a curva de níveis, insolação e ventilação. Estruturar diretrizes iniciais para o projeto. METODOLOGIA Elaboração de uma pesquisa de opinião, que será essencial para o levantamento de dados e informações sobre os equipamentos existentes na cidade. Realizada através da ferramenta online que o Google oferece, em forma de questionário, perguntas elaboradas para levantar primeiramente informações e opiniões da população Bandeirantense e posteriormente onde se localizam os equipamentos públicos e privados e qual a sua qualidade espacial. Amostra tirada por 326 habitantes da cidade de Bandeirantes. O método de escolha da amostra é aleatório, pois foi publicado o questionário nas redes sociais onde encontra-se pessoas de diversas idades e com múltiplas opiniões sobre o mesmo espaço. Figura 12: Descrição do formulário Fonte: Google Formulários. Leitura e analise de livros com a temática, lazer, esporte e cultura. Analise de projetos, com ênfase no programa de necessidades e como ele se flui pelo terreno. Recomendações das Acessória Técnica De Planejamento de SESCs. Por meio de mapas, disponibilizados pela Prefeitura Municipal de Bandeirantes. PESQUISA DE OPINIÃO A primeira pergunta da pesquisa foi para levantar a idade das pessoas que colaboraram com a pesquisa, sendo assim: 63,6% das respostas de jovens/adultos com 18 a 30 anos, 30,2% foi dos adultos com 31 a 60 anos, e o restantes dos 6,20% foi dos adolescentes de 13 a 17 anos. Em seguida foi necessário saber onde residem, para conseguir um levantamento de onde estão localizados os equipamentos existentes na cidade. Nos gráficos a seguir podemos observar que a grande maioria são do centro da cidade ou moram ao redor do centro. Gráfico 01: Respostas colhidas dos moradores, que residem: Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. De acordo com o mapa atualizado da cidade, Bandeirantes hoje, possui 36 bairros, 15 deles possuem um equipamento e 21 não possui em nenhum, sendo assim podemos identificar as áreas de déficit, que auxilia na escolha do terreno em um próximo capitulo. Posteriormente, a pergunta era para levantar quais equipamentos estão presentes nesses bairros, e qual é o estado de conservação em que se encontram: Gráfico 02: Os equipamentos encontrados nos bairros: Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. Gráfico 03: Qualidade dos espaços: Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. É preciso saber o quanto essas pessoas frequentam esses espaços, e se não frequentam, por quais motivos: Gráfico 04: Frequência aos espaços: Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. Gráfico 05: Opinião da população Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. Independente se a população frequenta lugares públicos ou privados é preciso saber quais atividades mais praticam e quais elas acham que mais faltam na cidade, podendo assim observar que mais de 80% das pessoas que responderam o questionário praticam esportes, porém as mesmas sentem necessidades de mais espaços de lazer e cultura Gráfico 06: Atividades mais praticadas pela população: Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. Gráfico 07: Opinião sobre a falta de equipamentos: Fonte: Google Formulários. Dados organizados pela autora. A partir dessa necessidade, foram citados pela população Bandeirantes, qualidades que procuram em espaços públicos, sendo as mais mencionadas: Boa iluminação, que impeça a existência de pontos escuros. Agente de segurança pública. Bebedouros e sanitários. Boa arborização, que torna um ambiente mais agradável termicamente. Manutenção frequente de limpeza, poda das árvores, pintura e etc. Bom dimensionamento de ciclovia e pista de caminhada. Placas informativas. Boa administração das atividades oferecidas. Oferecimento do contato com a natureza, com lagos, animais, frutas e etc. ESTUDO DE CASO A partir das pesquisas e levantamentos, percebe-se que a cidade conta com um grande número de equipamentos públicos e privados em vários bairros, porém não é encontrado qualidade de uso. Figura 13: Mapa de Bandeirantes - PR Fonte: Prefeitura Municipal. Dados organizados pela autora. Para a educação: CIDADANIA INFANTIL, é público, organizado por uma assistente social e também não é exigido valores para a o uso, atende crianças e adolescentes, disponibilizando de diversas atividades sociais e aulas educativas. A cidade também contava com o ACAUEM, que tinha finalidade de atender as crianças e adolescentes, com atividades diversas; esporte, cultura e principalmente a educação, infelizmente esse ano será implantado ao prédio outra função comunitária. Para a cultura: A cidade possui apenas dois equipamentos, a Praça Brasil Japão, onde são realizadas palestras, teatros e apresentações públicas e privadas, entretanto, essas atividades são dependentes de alguém ou poder público trazer para a cidade. Ocorre no máximo 1 a 2 eventos ao mês. E a biblioteca pública que está aberta de segunda a sexta, conta com pouco mais de 4 mil livros. Para o lazer e esporte: Clubes particulares: ACEB, Guaíra, Arena NHS, Associação da Caixa e AABB, são lugares que cobram uma taxa de título e mensalidade. Eles possuem, quadras, campos, piscinas, academia e playground. Campos de Futebol (São Bento, Invernada, União); Ginásio de esportes 14 de novembro (Chinelão); Quadras poliesportivas em alguns bairros. Muitos desses locais ainda possuem atividades e outros já estão inativos. A falta de manutenção, iluminação e segurança dificultam o uso adequado, assim o abandono torna o espaço perigoso e frequentado por meliantes e usuários de drogas. Parques: Hoje a cidade conta com o Parque do Povo, que foi inaugurado há pouco tempo, possuindo quadra poliesportiva, quadra de areia, pista de skate, quadra de bocha, pista de caminhada, equipamento de ginástica para o idoso e playground. Infelizmente a população sente a falta de segurança pública e mais iluminação em certos pontos. Outra dificuldade apontada é a falta de sinalização das pistas de caminhada e de ciclismo, pelo fato de não possuírem indicação de uso, dificultando o pedestre e ao mesmo tempo impossibilitando o ciclista a pedalar. Percebe-se que a cidade possui equipamentos para suprir as necessidades esportivas, e possui grande deficiência em cultura e educação pública. Nota-se que a grande dificuldade do uso desses espaços pela comunidade é a inexistência de constante manutenção, gerando a falta de iluminação, acessibilidade e acarretando na insegurança, resultando em uma imagem de abandono e minimizando a apropriação pela população. REFERENCIAL TEÓRICO 4.1 O Lazer Segundo o dicionário Aurélio, a etimologia da palavra lazer vem do latim licer, que significa ser licito, ou seja, compreende aquilo que é justo e permitido. Pode se dizer então que o lazer se dá pela prática de alguma atividade que dá prazer durante um determinado tempo do dia. O lazer pode ser utilizado para resultados diferentes como: o descanso, com atividades que possam diminuir o estresse e o cansaço físico causados pela rotina do trabalho, a diversão para sair do tédio, fazer novas amizades e adquirir novas energias (CAMARGO, 1989). Segundo os conceitos teóricos de Camargo (1989), o lazer pode ser definido como uma atividade não voltada para o profissional e nem para o doméstico, sendo: [...] um conjuntode atividades gratuitas, prazerosas, voluntarias e liberatórias, centradas em interesses culturais, físicos, manuais, intelectuais, artísticos e associativos, realizadas num tempo livre roubado ou conquistado historicamente sobre a jornada de trabalho profissional e domestico e que interferem no desenvolvimento pessoal e social dos indivíduos. (CAMARGO, 1989). Para esse projeto será aplicado 4 tipos diferente de lazer, com base na classificação de Sá e Cabral (1995): Lazer cultural: está relacionado a cultura, espaços que possibilitem que as pessoas se divirtam e ao mesmo tempo obtenham a educação cultural através de cinema, teatro, espaço para leitura, biblioteca, exposições de obras de arte. Lazer aquisitivo: onde pessoas se interagem através dos espaços para refeição e lojas acompanhados das lanchonetes. Lazer recreativo: não se baseia apenas no divertimento, pode ser um tipo de lazer educacional, com atividades em grupo por exemplo, a gincana ou campeonatos de conhecimentos gerais. Lazer esportivo: proporciona o aumento da qualidade de vida, para a saúde física e mental, por meio das quadras, campos, piscinas, pistas para caminhada e ciclismo. Nesse sentindo todos esses tipos de lazer serão aplicados no projeto separadamente, porém interligados pelo lazer esportivo, que é um dos mais procurados pelos bandeirantenses, com objetivo de levar as pessoas para o entorno do complexo por meio da ciclovia e pela pista de caminhada. A Cultura A cultura é um dos fatores mais importantes para o desenvolvimento e evolução social. O Brasil é um país que possui uma grande diversidade de raças, línguas, costumes, tornando a cultura diversificada (FÁBIO, 2011; FERRAZ, 2012). A cultura quando bem oferecida, através de eventos teatrais, filmes, música e leitura pode induzir a ser algo do cotidiano da vida das pessoas, além de ajudar na identificação pessoal, social e comportamental, uma terapia efetiva que pode despertar dons (SOUZA, 2009). O autor afirma que: A cultura é o ambiente do cidadão. Entende-se aqui cultura como os modos de vida, os direitos fundamentais do ser humano, os sistemas de valores e símbolos, as tradições e as crenças, incluindo-se aí a cultura “culta”. Ela é o que dá ao homem capacidade de refletir sobre si mesmo, sobre o grupo do qual faz parte bem como sobre outros grupos, atribuindo dimensões ética aos indivíduos (SOUZA, 2009). Além da população conhecer e apreciar a cultura, ela poderá ter a oportunidade de criar sua própria arte, através de peças de teatros, músicas vocal e instrumental e poesias. A prática da arte é também uma forma de liberação emocional, transformando as emoções em obras (SOUZA, 2009). A união de grupos com o mesmo interesse cultural, permite a realização de obras coletivas, a interação ajuda na liberação do mau-humor, estresse, depressão, superar medos, e por muitas vezes descobrir talentos. Segundo Milanesi (1991) para se alcançar a plenitude da cultura é essencial a junção de três verbos: informar, discutir e criar. Informar: todo conjunto de cultura necessita oferecer ao publico a ter informações. Deve-se informar tudo que for emergencial ou básico, para garantir os direitos e a segurança dos indivíduos. Acervos de documentos ou obras devem ser organizados por temas e códigos imposto pelos bibliotecários, para que seja fácil e rápido o acesso. Para ser acessível a todos, é preciso oferecer informação através da informativa por vídeos e palestras que podem ser mais eficazes em alguns casos, como o analfabetismo. Discutir: refere a especialistas ou conhecedores de um tal assunto que procuram mais informações com mais facilidade. Deve-se abrir espaço reflexões e critica através de seminários e debates. [...] justifica o verbo discutir como fundamental num centro de cultura que proporciona a potencialização da informação. No momento em que as ideias são expostas e os conflitos surgem, a busca de novas informações passa a ser uma necessidade (MILANESI, 1991). Debater as informações é uma atividade essencial para um conjunto cultural, pois da oportunidade de superar dificuldades e desperta interesse a mais informação. Criar: A criação é o objetivo estável de um centro de cultura. Deve ter juntamente com os acervos as oficinas de criatividade, oficinas de artes. A criatividade é um de suma importância para obter cultura, como diz Milanesi (1991, p. 150): “[..] ou há criatividade ou não existe ação cultural [...]” podendo ocorrer de forma espontânea, ou vem por meio da organização dos estímulos, da eliminação de obstáculos à liberdade de expressão. 4.3 O Esporte Segundo dicionário Aurélio o esporte se dá por qualquer exercício físico, que possa desenvolver a agilidade, destreza, força, um desenvolvimento dos músculos e até o divertimento. Para Duarte (2003), o esporte é capaz de socializar indivíduos de diferentes classes sociais, gêneros entre outras diferenças presentes na sociedade. Dentro de uma partida de jogo as pessoas fortalecem amizades e criam vínculos com novas pessoas. [...] O esporte é o grande desafio do ser humano. O esporte pode ajudar a moldar a personalidade e o caráter, dando-lhes mais força. O esporte ensina que não existem super-homens, mas apenas humanos. O esporte é lazer. O esporte é recuperação. O esporte é cultura. (DUARTE, 2003, p.11) O projeto irá aplicar dois tipos de esportes: o esporte para o lazer e para a educação. O esporte para lazer tem um único intuito de trazer prazer pela atividade física. O educacional, tem a finalidade de proporcionar o bem-estar e o interesse pela atividade (LISTELLO, 1979). O esporte terá o objetivo de influenciar o bem social, a saúde física e mental, através da reflexão sobre a prática de esporte, seja como lazer ou como educação. Esse setor tem principais diretrizes: Por ser o setor mais procurado pela população, deve ser implantado de forma estratégica para servir de indução às áreas culturais, que não são de maior interesse. A implantação também deve ser distante de espaços que não poderão receber altos níveis de ruídos, como a biblioteca e o teatro. Disponibilizar de áreas externas para atividades recreativas fixas ou temporárias. Junto com as quadras e campo devem ter arquibancada para o mínimo de 150 pessoas sentadas. 4.4 O SESC O Serviço Social do Comércio (SESC) é uma entidade privada que tem como objetivo proporcionar o bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e suas famílias. Estando presente em todos os estados brasileiros, o SESC promove e desenvolve ações no campo da educação, saúde, cultura, lazer e assistência, que disseminam princípios humanísticos e universais. Seus serviços fortalecem o exercício da cidadania e favorecem o desenvolvimento socioeconômico e cultural das regiões em que se instalam (SESC, 2018). História Criado em setembro de 1946, pelo Decreto-Lei nº 9.853, originalmente concebido para apaziguar as relações entre trabalhadores e empregados, em uma época em que as tensões eram constantes devido a expansão da industrialização e urbanização no pós-guerra teve sua relevância social aumentada a partir da inauguração de sua primeira unidade do Rio de Janeiro, em 03 de outubro de 1946, no bairro Engenho de Dentro, com o êxito de suas principais áreas de atendimento que eram voltadas para assistência à maternidade, infância e combate á tuberculose, e assim contribuindo para a diminuição dos índices de mortalidade na época. Com o passar do tempo o SESC foi adaptando-se aos vários momentos políticos e sociais do país, sempre realizando diagnósticos sociais através de seus programas tentando suprir as carências e dar solução as problemáticas de cada época, seja na esfera da educação, saúde lazer e cultura (SESC, 2018). Dentre as atividades do SESC, destaca-se entre outros, o trabalho social com idosos, que através da criação de grupos de convivência, desenvolvem diversas atividades interativas entre idosos, e também entre idosos e pessoas de todas as idades, esteprojeto foi implantado há mais de 40 anos, no SESC-Carmo em São Paulo e depois adotado em varias outras unidades, procurando valorizar a inclusão social, atendendo anualmente 60 mil pessoas. Além de resgatar o valor social dos idosos, as ações do SESC buscam, também, a transformação social e o implemento da cidadania através da educação, estando esta inserida em todas as suas ações, sejam por meio de projetos adaptados ás diferentes culturas das regiões, ou atividades variadas, mas sempre com o objetivo de orientar, educar e instruir de forma completa abrangendo as diferentes áreas do conhecimento, sempre incentivando a autonomia e acreditando na capacidade de cada pessoa, abordando a educação de forma dinâmica e transformadora, seja nas salas de aulas de suas escolas, nos cursos profissionalizantes ou de valorização social, nas bibliotecas ou em seus centros de atividades, atendendo todas as faixas etárias, da alfabetização á atualização profissional (SESC, 2018). Os programas em educação e saúde, implantados desde a sua fundação, na década de 1940, frutos de uma época em que o país sofria com a infraestrutura precária em diversas áreas e que priorizaram as atuações nas atividades de educação, nutrição e odontologia, ainda permanecem nos dias atuais como referência, principalmente em cidades interioranas (SESC, 2018). No decorrer da década de 1970, uma das demandas populacionais dos grandes centros era por lazer, as necessidades básicas consumiam toda a renda da família, e os investimentos do SESC, cuja politica é fundamentada no acesso dos trabalhadores do comercio as opções de lazer, como veiculo de educação social, foram focados na criação de Centros de Atividades e Centro de Turismo e Lazer, tornando-se referencia no segmento ate os dias atuais, com seus ginásios, piscinas e quadra esportivas. De norte a sul, surgiram também hotéis e estancias, voltadas a lazer e recreação (SESC, 2018). Após o foco no desenvolvimento e implantação de projetos em turismo e lazer, na década de 1970 marcou a mudança politica e social do país. Foram durante os anos de 1980 que o SESC iniciou vários investimentos em ações e projetos culturais, antes reprimidos pelo regime militar. Foram implantados vários projetos dedicados as Artes Plásticas, Cinema, Musica e Literatura. A cultura no SESC assumiu a responsabilidade de utilizar as diversas linguagens como instrumento de transformação social, mas também de preservação de tradições regionais. Foram referencias da época os programas Arte SESC, o Brincando nas Férias e o SESC Ciência. Já a partir dos anos de 1990, o SESC iniciou uma grande ampliação de sua rede e serviços, investindo cada vez mais em educação para crianças e na cultura e recreação para idosos (Plano de Ação Nacional), com metas de ampliação da rede pelo interior do pais e o estabelecimento de convênios que passaram a permitir a extensão de seus serviços para mais brasileiros, onde os campos da Cultura e Saúde passaram a ser tratados como prioritários, porem sem que os outros perdessem foco. Foi preciso trabalhar de forma a reduzir os preços dos serviços sem a perda de qualidade, uma vez que foram escolhidas as regiões mais carentes do país para a implantação de novas unidades (SESC, 2018). Dentre outras unidades e novos programas do SES, ganham destaque, a Estancia Ecologia SESC Pantanal, atuando com comunidades indígenas, pesquisadores de universidades, institutos de pesquisa e organizações não governamentais, constituindo-se na maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Pais (106.000 hectares) e o programa OdontoSesc, que proporcionou atendimento odontológico, de forma itinerante, hoje contando com uma frota de 53 unidades, percorrendo centenas de municípios e dando atendimento aos brasileiros que não tem acessos aos consultórios dentários. (SESC,2018). A partir do inicio dos anos de 2000, com a implantação governamental de ações de combate a fome, o SESC também resgata e amplia uma de seus projetos criados na década de 1990, chamado Mesa Brasil SES, uma rede nacional de combate á fome e ao desperdício, passando a ser presente em todos os estados, estabelecendo parcerias com o comercio e a indústria alimentícia. As doações são distribuídas para entidades assistências, complementando a refeição de milhares de brasileiros (SESC, 2018). Na área da educação, dentre os grandes avanços dos programas do SESC, são excelências de qualidade o programa BiblioSesc (programa itinerante que carrega cerca de 3 mil exemplares de livros a todos os cantos do pais), e a construção da Escola Sesc de Ensino Médio, atendendo jovens e moradores vindo de diferentes estados do pais, com idades entre 13 a 16 anos, oferendo escola-residência com ensino médio e criando assim, uma experiencia inovadora no Brasil. (SESC, 2018). Em 13 de setembro de 2012, o SESC comemorou 66 anos de sua fundação adotando a transformação como tema e sempre respeitando o principio do acolhimento e ação propositiva, sendo estas as marcas de sua história (SESC, 2018). Analisando as informações encontradas no Portal do SESC, apesar de ser mantido pelos empresários do comercio de bens, turismo e serviço, sendo uma entidade privada tendo como objetivo proporcionar o bem-estar e qualidade de vida aos trabalhadores deste setor e suas famílias, também oferece acesso a diversos serviços para o publico que não pertence a esta categoria, em varias de suas unidades dividindo-se em unidades voltadas ao lazer e ao esporte, cultura, saúde e educação e também unidades completas que oferecem todos os serviços. REFERENCIAL PROJETUAL SESC 24 de Maio Tabela 1: Nome SESC 24 de Maio Localização São Paulo – SP Metragem 27.865m² Ano conclusão da obra: 2017 Arquitetos responsáveis Marta Moreira, Paulo Mendes da Rocha, Fernando Mello Franco e Milton Braga Programa Piscina, dança, escalada, lutas, academia, dança, cafetaria, área de convivência, praça de alimentação consultórios odontológicos, oficinas, espaço para exposições, biblioteca, espaço para leitura e teatro. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. O SESC 24 de maio, foi instalado no antigo prédio da sede Mesbla que foi fechado em 1998, localizado em uma área histórica, aos redores prédios antigos como o Teatro Municipal, Praça da República. Implantar o SESC naquela área foi com intenção de resgatar a área, aumentar a vitalidade e gerar novos eventos naquela região, mesmo sem grandes alterações na planta já existente (ARCHDAILY, 2018). O antigo prédio portava uma planta em “U” com propósito de adquirir iluminação e ventilação natural, porém o projeto para SESC altera essa lógica, e passa a ser o inverso, vedando o vão ao centro e abrindo todo o seu perímetro para o entorno (Diagrama 01). Assim suas esquadrias espelhadas refletem os prédios ao redor, ocasionando um projeto não impactante, e ainda assim tornando ele parte do contexto existente na região (ARCHDAILY, 2018). Figura 14: Diagrama do conforto térmico do SESC. Fonte: Elaborado pela autora. Figura 15: SESC Jundiaí - Externa Figura 16: SESC Jundiaí - Interna Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. O projeto concebeu uma volumetria tipo “caixa/bloco”, com vãos por meio a fachada por conta dos pavimentos, praça, café/restaurante e jardim. A ideia foi que o prédio fosse aproveitado como parte do entorno, que pertencesse e chamasse a população para um espaço de interação social e descanso, então como forma de convite o térreo abriga uma praça que se estende à rua, fazendo com que as pessoas cortem a esquina por dentro do prédio e encontrem uma rampa que leva aos demais andares. (ARCHDAILY, 2018) Figura 17: Perspectiva Fonte: Elaborado pela autora Para melhor enfatizar a ideia de revitalização daquela região, outro conceito foi “um ponto azul no centro da cidade”, podendo assim o prédio ser identificado por sua grande piscina na cobertura (Foto 03): (ARCHDAILY, 2018) Os materiaisbase usados na obra foram: concreto, vidro e ferro. Com indicação de novo e velho, com os pilares já existentes pintados de um “rosa antigo” e os novos de branco. (ARCHDAILY, 2018) Figura 18: SESC Jundiaí – Cobertura Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Neste projeto a sua setorização foi realizada por andares, cada andar com uma finalidade, de forma estratégica para que os visitantes se esbarrem com as atividades e sintam interesse em praticá-las, concluindo assim áreas de convivência em 3 pontos da edificação (ARCHDAILY, 2018). Figura 19: Setorização por cores. Fonte: Elaborado pela autora. Conforme a figura anterior (19), de acordo com cada cor especificada para cada setor as plantas correspondem a essa simbologia, para que fossem analisadas de baixo pra cima, do subsolo até a cobertura. Peças gráficas: SESC 24 de Maio Figura 20: Planta subsolo – Setor Cultural Legenda: 1: Foyer / 2: Café / 3: Sala de reprodução / 4: Teatro /5: Serviço segurança / 6: Circulação vertical privada (escadaria e elevadores) / 7: Guarda volume / 8:Sanitários / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 21: Teatro Fonte: Archdaily, 2018. Figura 22: Planta térreo – Setor Social Legenda: 1: Deposito ML / 2: Almoxarifado / 3: Acessos principais / 4: Deposito / 5: Praça / 6: Atendimento ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 23: Planta 1º pavimento – Setor Administrativo Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Atendimento / 4: Administração / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 24: Planta segundo pavimento – Setor Social Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Cozinha industrial / 4: Praça de alimentação / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 25: Planta terceiro pavimento – Setor Social Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Reservatório de água / 4: Área de convivência / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 26: Planta quarto pavimento – Setor Cultural Legenda: 1: Sanitários, Lavabos / 2: Depósito ML / 3: Acervos / 4: Leitura em grupo / 5: Atendimento / 6: Leitura / 7 e 8: Acervos / 9: Brinquedoteca / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. O 5º pavimento possui um layout de planta livre, flexível, podendo ser dividida e redividida de várias formas, dependendo da necessidade ou eventos: Figura 27: Planta quinto pavimento – Setor Cultural Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Exposições / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 28: Planta sexto pavimento – Setor Cultural Legenda: 1: Almoxarifado / 2: Depósito ML / 3: Mezanino / 4: Atendimento para inscrições / 5: Depósitos / 6: Oficinas / 7: Lavadores / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 29: Planta sétimo pavimento – Setor Saúde Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Atendimento e sala de espera / 4: Consultórios / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. No 8º pavimento encontra-se um esporte pouco conhecido que é o Escalada, uma parede ao centro para praticar ou conhecer: Figura 30: Parede de escalar Fonte: Archdaily, 2018. Figura 31: Planta oitavo pavimento – Setor Esportivo Legenda: 1: Depósito / 2: Depósito ML / 3: Dança / 4: Parede para escalar / 5: Luta / ₒ Circulação vertical Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 32: Planta nono pavimento – Setor Esportivo Legenda: 1: Técnico / 2: Depósito ML / 3: Vestiários / 4: Academia / ₒ Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 33: Planta décimo pavimento – Setor Esportivo Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Apresentações / 4: Dança / ₒ Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. No pavimento 11º os visitantes têm a oportunidade de vivencias sensações, por meio de um longo espelho d’água, que é livre para quem quiser molhar os pés para se distrair e relaxar: Figura 34: Planta décimo primeiro pavimento – Setor Lazer Legenda: 1: Sanitários / 2: Depósito ML / 3: Café e Cozinha / 4: Espelho d’água / 5: Armários / ₒ Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 35: Espelho d’água Fonte: Archdaily, 2018. Figura 36: Planta décimo segunda pavimento – Setor Lazer Legenda: 1: Sanitários de serviço / 2: Depósito ML / 3: Vestiários PNE / 4: Vestiários / 5: Chuveiros / ₒ Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 37: Planta cobertura – Setor Lazer Legenda: 1: Casa de maquinas / 2: Depósito ML / 3: Piscina / 4: Solário / ₒ Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 38: Corte AA Figura 39: Corte BB Fonte: Archdaily, 2018. Ao analisar essa obra, pode-se ser selecionado 4 pontos que os arquitetos tiveram como objetivos a serem alcançados, como: Menor impacto visual a arquitetura do entorno. Valorizar o prédio, sem demolições e construções. Relacionar o externo com o interno. Trazer “vida” ao bairro. Concretiza-se que o projeto teve boa solução de setorização, fazendo com que as pessoas passem por áreas de baixo interesse, e desfrutem de todas as atividades oferecida. A solução de ventilação e insolação bem resolvida por meio de fachadas com vidraças. Um ponto negativo é a dificuldade do acesso aos sanitários, pois nem todos os pavimentos disponibilizam, sendo assim o usuário deve se locomover para outro pavimento. SESC Jundiaí Tabela 2: Nome SESC Jundiaí Localização Jundiaí – SP Metragem 19.753m² Ano conclusão da obra 2014 Arquitetas responsáveis Christina de Castro Mello e Rita Vaz Programa Área convivência, espaço brincar, sala multiuso, comedoria, solário, cozinha, teatro, biblioteca, ginastica, tecnologia e artes, piscinas, quadra poliesportiva, minicampo de futebol e consultórios odontológicos. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. O SESC foi realizado pelas arquitetas Christina de Castro Mello e Rita Vaz, sócias do escritório paulista Teuba Arquitetura e Urbanismo. O projeto dispõe-se de uma arquitetura sustentável, com finalidade de trazer para a cidade Jundiaí atividades de lazer, cultura, esporte e saúde, para os habitantes em geral e em particular para os trabalhadores do comercio e serviço (ARCHDAILY, 2018). A área disponível para a implantação do projeto era um amplo e estreito terreno, livre e em aclive, perto do Rio Jundiai, Jardim Botânico e ao lado de uma área com preservação da mata (ARCHDAILY, 2018). Partindo de um regaste da arquitetura moderna brasileira: leveza, transparência e integração dos espaços internos e externos. Então o edifício se formou por dois volumes (figura 19), uma na horizontal que “abraça” o outro em forma de cilindro na vertical, com transparências integrando o interno com o externo (ARCHDAILY, 2018). A cobertura do bloco horizontal foi concebida por um terraço e jardins, como área de lazer, exposições, ginasticas e jogos, com uma bela visão do jardim botânico. A cobertura do cilindro com 44 metros de diâmetro é composta por telhas metálicas com isolantes térmicos (ARCHDAILY, 2018). Figura 40: Formação do SESC por 2 volumes. Fonte: Elaborado pela autora. Por busca de valorização do entorno e com a intenção do prédio ser visualizado pelo externo e vise versa, a solução foi através da implantação de jardins e passarelas ao longo da cobertura, podendo os usuários desfrutar das vistas e os que passam por perto observa-lo (ARCHDAILY, 2018). Visando os termos desse projeto: sustentabilidade e integração com o meio ambiente, foram aplicados com excelência,com vidros que permitem melhor aproveitamento da luz natural, diminuindo o consumo de energia, esquema das esquadrias para a ventilação cruzada, estilo “chaminé” (MELLO; VAZ, 2008). Figura 41: Ventilação e iluminação natural Fonte: Elaborado pela autora. Para garantir a ventilação cruzada com renovação do ar a todo momento sem necessidade de equipamentos foram projetadas aberturas no pavimento térreo e superior junto à cobertura provocando a saída de ar quente (ARCHDAILY, 2018). Figura 42: SESC Jundiaí 1: Jardins / 2: Terraço / 3: Cilindro azul (vertical) / 4: Bloco na horizontal / 5: Área de preservação / 6: Jardim Botânico / 7: Acesso principal pedestres / 8: Acesso ao estacionamento no subsolo e privado / 9: Estacionamento privado. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 43: Subsolo Legenda: 1: Acesso estacionamento / 2: estacionamento / 3: Porão do palco do teatro / 4: reservatório de água / 5: Acesso casa de maquinas / 6: Central de água gelada / 7 e 8: Poço / 9: Reservatório / 10: Serviço (vestuário e depósitos) : Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 44: Térreo Legenda: 1: Acesso estacionamento / 2: Armazenamento lixo / 3: Segurança / 4: Acesso subsolo / 5: Camarins / 6: Depósito de cenários / 7: Cabine / 8: Teatro / 9: Áudio e vídeo / 10: Sanitários / 11: Foyer / 12: Entrada principal / 13: Área de Convivência / 14: Brinquedoteca / 15: Consultórios / 16: Ginastica /17: Hall /18: Biblioteca /19: Oficinas /20: Vestuários /21: Sala da família /22: Vestuários /23: Comedoria e Secretária de eventos / 24: Rampa saída de emergência / 25: Primeiros socorros / 26: Técnico do esporte / 27: Depósito / 28 e 29 : Sala multiuso / 30: Recreação / 31: Quadra poliesportiva / 32: Mini Campo de Futebol / 33: Arquibancada : Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 45: Térreo (setorização) Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 46: Quadra Poliesportiva Figura 47: Acesso a Biblioteca Fonte: Archdaily, 2018 Figura 48: 1º Pavimento Legenda: 1: Administração / 2 e 3: Copa e vestuários / 4: Ar condicionado / 5: Teatro / 6: Sanitários / 7: Exposição / 8: Convivência / 9: Sala multiuso / 10: vestuários / 11: Sanitários / 12: Dança / 13: Quadra poliesportiva / 14: Refeitório / 15: Atendimento / 16: Cozinha / 17: Sanitários / 18: Fonte / 19: Piscina / 20: Piscina infantil / 21: Piscina semiolímpica (coberta) / 22: Piscina infantil (coberta) / 23: Solário : Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 49: 1º Pavimento (setorização) Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 50: Mezanino Legenda: 1: Varanda/palco / 2: Administração / 3: Anel técnico / 4: Marquise / 5 e 6: Cozinhas : Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 51: Terraço Legenda: 1: Terraço coberto / 2: Espelho d’água / 3: Arquibancada / 4: Cobertura do vão central/ 5: Espelho d’água / 6: Terraço coberto / 7: Sanitários / 8: Placas Solar / 9: Terraço descoberto : Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 52: Corte AA – Setorização Fonte: Archdaily, 2018. Figura 53: Corte BB – Setorização Fonte: Archdaily, 2018. Dispõe-se de um programa voltado para a cultura e educação, que são de suma importância para uma cidade podem transformar vidas e descobrir artistas concretizando essa ideia com a de Richard Rogers (2013) que diz: “... a cultura é fundamentalmente participativa e ela se manifesta em atividades que ocorrem apenas nos ambientes densos e interativos das cidades. Estas atividades variam das mais comuns as intelectuais, das cotidianas as excepcionais, das divertidas as profundas, das acaloradas discussões nos cafés a completa atenção durante um concerto. Tais atividades definem o caráter de uma cidade especifica, dão identidade a sociedade urbana, capturam a essência de seu povo e unem a comunidade.” O SESC possui uma arquitetura inovadora que gera grande atenção ao entorno, fazendo com que o prédio seja um marco para a cidade, além de ser implantado em um ponto estratégico que facilitou o acesso do transporte particular e publico por meio de uma via ampla de fluxo rápido. SESC Pompéia Nome SESC Pompéia Localização São Paulo capital Metragem 22.026,00m² Ano de conclusão da obra 1986 Arquiteta responsável Lina Bo Bardi Programa Área de convivência, bar/café, deck, restaurante, exposição, ginásio, oficinas, piscina, teatro e sala de atividade corporais. O projeto foi instalado em uma antiga fábrica de tambores, praticamente todo a obra traz o conceito de preservação, pois Lina Bo Bardi quis manter os antigos galpões, não para apenas manter o que é belo, mas sim valorizar a forma da fábrica e consequentemente preservar a história da cidade (ARCHDAILY, 2018). Figura 54: Prédio da antiga fábrica de tambores. Fonte 1: Archdaily, 2018. Com objetivo geral de garantir mais interação e recreação entre diferentes tipos de público, por meio da união de programas oferecidos, com um projeto que integrasse todos esses espaços como se fosse um conjunto apenas (FERRAZ, 2008). A fábrica foi comprada pela rede SESC em 1971, o SESC foi inaugurado 1982, mas a sua obra só concluiu em a1986 (SITE AARQUITETA, 2018). O SESC foi destaque por seu design, tornou um dos marcos da arquitetura brasileira, uma referência turística e de arquitetura não só nacional, mas também internacional. (Aarquiteta, 2018) Três grandes blocos em forma de primas de concreto aparentem foram implantados para preencher o fundo do terreno, que são destinadas as atividades esportivas do SESC (ARCHDAILY, 2018). 1° bloco: retangular de 14x16m de base e 50m de altura, 12 pavimentos com 4 metros de pé direito cada andar, posicionado a 33° horário referente ao bloco 2. 2° bloco: 30x40m de base, com 45 metros de altura, 5 pavimentos com mais de 8m de pé direito cada andar, paredes com 35cm de espessura sem necessidade de mais nenhuma estrutura interna complementar. Figura 55: Prédios implantados por Bardi. Figura 56: Galpões da antiga fábrica. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Ambos possuem lajes nervuradas com 1m de espessura, janelas nas menores fachadas (lestes e oeste), feitas com molde de isopor embutidos durante a concretagem. Eles são interligados por 4 passarelas também de concreto aparente, com 2 metro de largura, cada uma possui um formato diferente elas apenas seguem uma regra em comum: partirem do 1° bloco pela mesma abertura e se ramificarem levando para 2 aberturas do 2° bloco. Figura 57: Passarelas ramificadas. Fonte: Prédio da antiga fábrica de tambores. 3° bloco: um cilindro de 8 metros de diâmetro e 70m de altura. O 1° bloco compõe juntos com o cilindro por meio de uma passarela em metal. É utilizado para armazenamento de água, realizado por concretagem sistemática de setenta anéis. Os espaços de cultura e socialização, foram implantados nos barracões da fábrica, já existente, juntamente com o setor de serviço e administrativo. (Aarquiteta, 2018) Figura 58: Restaurante. Figura 59: Área de convivência. Fonte: São Paulo para iniciantes, 2018. Dados organizados pela autora. Figura 60: Planta Baixa SESC Pompéia. 1: Lanchonete, vestuários, dança e ginastica / 2: Piscina e quadras poliesportivas / 3: Caixa d’água / 4: Solário / 5: Almoxarifado e manutenção / 6: Sanitários / 7: Atendimento / 8: Refeitório e choperia / 9: Cozinha / 10: Vestuário, sanitário e copa dos funcionários / 11: Acesso principal / 12: Administração / 13: Biblioteca e sala de leitura / 14: Área de convivência / 15: Lojas / 16: Teatro / 17: Oficinas / 18: Laboratórios/: Circulação vertical. Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. Pode-se analisar quea setorização foi elaborada de tal forma que o setor social se comunicasse e integrasse com o cultural, sendo assim implantado áreas de socialização ao meio da biblioteca e do teatro e oficinas: Figura 61: Térreo (setorização) Fonte: Archdaily, 2018. Dados organizados pela autora. ESCOLHA E JUSTIFICATIVA DO TERRENO A intenção é que o projeto está em um terreno sem utilização, em uma localização fácil de ser encontrado, fácil acesso. Um terreno onde as pessoas já praticavam algum esporte ou caminha por perto. Para a escolha do terreno foi realizado uma tabela com certas especificações necessárias com base na ATP (Acessória Técnica e de Planejamento do Sesc), e nos estudos de correlatos apresentados por suas devidas pontuações. Figura 62: Mapa de Bandeirantes PR Fonte: Prefeitura Municipal, dados organizados pela autora. O ATP é destinado para direcionar a escolha do terreno, com algumas adaptações de exigências básicas de acordo com a cidade que será implantado, as exigências para o terreno são: Adequação excelente: 5 pontos. Adequação boa: 4 pontos. Adequação regular: 3 pontos Adequação ruim: 0 pontos A topografia: Plana e regular: 5 pontos. Plana e parcialmente acidentada: 3 pontos. Acidentada/irregular: 1 ponto. E a situação geomorfológica do terreno: Situado em platô elevado: 5 pontos. No mesmo nível da região do entorno: 5 pontos. Situado em região de fundo de vale ou de baixada, sem dificuldades construtivas: 3 pontos. Situado em fundo de vale ou de baixada, com dificuldades construtivas: 1 ponto. E para o entorno: A localização do centro comercial, instituições educacionais, esportiva, lazer, cultura e áreas de proteção ambiental: Próximo ou na região: 5 pontos. A meia distância: 3 pontos. Distante: 1 ponto. Transporte coletivo e privado, e fluxo de pedestres: Regular e frequente: 5 pontos. Regular e pouco frequente: 3 pontos. Sem transporte regular: 1 ponto. Uso do solo no entorno: Área comercial e/ou de serviços: 5 pontos. Área preponderantemente residencial: 4 pontos. Área industrial: 2 pontos. Área rural/agrícola/margem de estrada: 1 ponto. Urbanização: Totalmente urbanizada: 5 pontos. Parcialmente urbanizada: 3 pontos. Pouco urbanizada: 1 ponto. Evolução: Expansão/transformação rápidas: 5 pontos. Expansão/transformação moderadas: 3 pontos. Estagnada ou em decadência: 1 ponto. Serviço público e saneamento básico: Água: 1 ponto. Esgoto: 2 pontos. Eletricidade: 1 ponto. Asfalto: 2 pontos. Iluminação pública: 2 pontos. Praças públicas próximas: 2 pontos. Sistema telefônico: 2 pontos. Agências de serviços públicos: 2 pontos. Órgãos públicos e empresas: Órgãos públicos: 2 pontos para cada instituição. Empresas privadas: 5 pontos para cada grande empreendimento. Instituições socioculturais: 5 pontos para cada grande equipamento. TERRENOS 1 2 3 4 5 6 7 8 Área comercial (centro) 1 3 3 1 3 1 1 1 Ocupação do solo do entorno (somatória dos pontos para cada tipo de ocupação) 6 10 12 3 5 12 9 9 Proteção ambiental 3 1 3 3 5 5 1 1 Instituição Educacional 3 3 5 5 3 5 3 3 Inst. para esporte 1 3 5 5 3 3 3 3 Inst. para lazer 1 3 3 1 1 1 1 1 Inst. para cultura 1 1 1 1 3 1 1 1 Fluxo de pedestres 3 5 5 1 3 3 5 5 Transporte particular 3 5 5 1 5 5 5 5 Transporte publico 1 5 5 1 5 5 5 5 Urbanização 3 3 3 1 3 3 3 3 Serv. público e saneamento: (somatória dos pontos para cada tipo de ocupação) 8 14 10 6 8 8 8 10 Evolução do entorno 1 3 3 3 5 5 3 3 Órgãos público, instituições socioculturais, empresas privadas (somatória) 5 7 5 0 5 5 0 0 Situação Geomorfológica 5 5 5 5 5 3 5 3 Topografia 3 5 3 1 3 1 1 3 Terreno de 25.000m² até 55.000m² 4 3 5 5 5 3 3 4 TOTAL DE PONTOS 52 79 81 43 70 69 57 60 Depois de pontuar, foi escolhido um terreno com a maior pontuação que se encontra na vila Maria Alice, onde maior parte dos habitantes são estudantes, pelo fato de ser perto da instituição de ensino UENP, além também de estar próximo de industrias e comércios de empresas grandes. Localizado em uma via de fluxo de médio pra alto, a BR 369 que cruza a cidade, a via tem grande frequência de fluxo de pedestres e veículos de pequeno á alto porte, como caminhões. Portando a via dará visibilidade ao projeto e consequentemente gerando mais visitantes. 6.1 Análise do terreno Terreno maior de 50.000m² para que possa ser feito a dispersão dos blocos e ao meio deles ser implantado a ciclovia e a pista de caminhada. Apresenta topografia parcialmente acidentada aos fundos, e na fachada nível equivalente ao do entorno. Localiza-se próximo de áreas esportiva, instituições de ensino, área de proteção ambiental e praças ou parques. Ao redor encontra-se residências, comercio, industrias privadas e agropecuária. O terreno está longe de equipamentos públicos, como postos de saúde, correio, prefeitura e etc. Área parcialmente urbanizada com predominância de jovens estudantes. Evolução, transformação e expansão do entorno são moderadas, oque mais surgem são moradias. O serviço público e saneamento básico é excelente na região pois há presença de água, esgoto, eletricidade, asfalto e iluminação. Possui uma boa localização em uma via arterial que facilita o acesso e percurso de pedestres e transporte. Essas informações podem ser esclarecidas com as próximas figuras: Figura 63: Terreno escolhido Fonte: Acervo da autora, 2018. Figura 64: Terreno Fonte: arquivo da autora, 2018. Presença de múltiplos usos ao redor do terreno, sendo assim um ponto positivo, agregando vários tipos de usuários para o SESC. Figura 65: Via e edificações do lado oposto do terreno. Fonte: arquivo da autora, 2018. Os ventos são de orientação Este-Sudeste e Leste: Figura 66: Planta do terreno. Fonte: Prefeitura Municipal e Clima Tempo, dados organizados pela autora, 2018. As curvas de níveis atualmente (cotadas de 5 em 5 metro): Figura 67: Planta da situação. Fonte: Prefeitura Municipal, dados organizados pela autora, 2018. O PROJETO 7.1 Conceito Como conceito para este trabalho, procurou-se algo que remetesse à integração, característica essa que o projeto visa enfatizar. Neste sentido, foi escolhido, de forma metafórica, o que é capaz de entrelaçar, criar vínculo, ligação: O nó. O nó, é definido no dicionário AURÉLIO, como “Enlaçamento de fios, de linhas, de cordas, de cordões, fazendo com que suas extremidades passem uma pela outra, amarrando-as.” Figura 68: nó. Fonte: Site do pioneirismo, 2019 Existe uma grande diversidade de tipos de nó, cada um com seu tipo de amarração e adequação para cada situação, porém, sempre com a mesma função: ligar. Um ponto importante a ser considerado neste conceito, é que ele deriva de uma linha / fio / cordão onde o nó gera um ponto de convergência. 7.2 Partido O conceito “Nó”, materializa-se no partido, através da conexão interna e externa da edificação, garantida pela organização espacial de seus setores, bem como a facilidade de acesso com seu entorno, expressando sua capacidade de integração. Essa conexão, se expressa através de vias principais (que seriam como se fossem o fio / linha / cordão no qual é dado o nó), na qual possuem Nós (pontos de ligação), que serão definidos por áreas de convivência, que serão ambientes onde as relações sociais acontecem e favorecem tal integração. A ideia principal consiste em permitir com que qualquer pessoa tenha acesso aos Nós - vias internas do SESC (áreas de convivência, ciclovias e pista de caminhada), porém resguardando o uso desuas dependências privadas apenas à seus associados. Mais uma vez, remetendo ao conceito, o projeto, também visa utilizar de artifícios projetuais que “prendam” a atenção de seus usuários, através da qualidade de seus espaços. Em relação aos materiais a serem aplicados, o vidro será o mais relevante, para garantir a permeabilidade visual do projeto e entorno, o que valoriza o aspecto de integração. 7.3 Programa de necessidade Setor Esportivo AMBIENTES DESCRIÇÃO QTD ÁREA (M²) Campo Minis Campos, 2 deles com cobertura. 02 650,00 Depósito Armazenar equipamentos esportivos 02 9,00 Depósito Matérias de limpeza 01 3,00 Quadra Quadras poliesportivas com 3 níveis de arquibancada cada. 02 800,00 Piscina Semiolímpica com raias 01 650,00 Piscina Infantil 01 70,00 Pista de caminhada Em torno de todo o complexo 01 4km Pista para bicicleta e outros Em torno de todo o complexo 01 4km Praça recreativa Com bancos, vegetação 02 60,00 e 100,00 Primeiros socorros Sala com enfermeiro 01 40,00 Solário Área descoberta com insolação e ventilação natural, para o banho de sol 01 400,00 Vestiários Masculinos e femininos e PNE 03 90,00 Sanitários Masculinos e femininos e PNE 03 50,00 Setor Social AMBIENTES DESCRIÇÃO QTD ÁREA (M²) Área de convivência Área coberta, com bancos/sofás e vegetações 01 250,00 Comedoria Com mesas 01 400,00 Sanitário Masculinos e femininos e PNE 01 70,00 Depósito Materiais de limpeza 01 3,00 Setor Cultural AMBIENTES DESCRIÇÃO QTD ÁREA (M²) Biblioteca Com área de leitura 01 150,00 Brinquedoteca Para as crianças e família 01 150,00 Salas de dança Para a prática de danças 02 100,00 Sala Multiuso Para artes ou exposições temporárias. 02 120,00 Sanitários Masculinos e femininos e PNE 50,00 Teatro Com foyer, bilheteria, guarda volume, camarins e sala de maquinas. 01 2.100,00 Vestiários Masculinos e femininos e PNE 01 70,00 Depósitos Materiais, dança, arte. 01 45,00 Depósito Materiais de limpeza 01 3,00 Setor Administrativo AMBIENTES DESCRIÇÃO QTD ÁREA (M²) Arquivo Acervo de documentos 01 10,00 Atendimento Para informações 01 10,00 Diretoria Sala para o diretor 01 10,00 Sala de reunião Para pequenas reuniões 01 25,00 Secretaria Atendimento ao público 01 15,00 Tesouraria Finanças do prédio 01 25,00 Setor do Serviço AMBIENTES DESCRIÇÃO QTD ÁREA (M²) Almoxarifado Para guardar estoques de comida 01 10,00 Depósito De matérias de limpeza 01 3,00 Copa Para a refeição dos funcionários 01 15,00 Cozinha Para o preparo da comida do público 01 50,00 Cozinha Para o preparo da comida dos funcionários 01 15,00 Sanitários Para os funcionários – Masc. Fem. E PNE 01 10,00 Vestiários Para os funcionários - Masc. Fem. E PNE 01 15,00 7.4 Organograma Com em estudos e análises a setorização será realizada como foi enfatizada nos Sesc 24 de maio e o Pompeia, de forma que desperte interesse nas pessoas e que induza elas á todos as atividades oferecidas pelo SESC. Figura 74: Organograma. Fonte: Elaborado pela autora. 7.5 Fluxograma O setor de lazer, que é um dos elementos mais procurados e praticado pelos habitantes, ele será o condutor para que os usuários passem por todo o complexo se deparando com atividades recreativas, shows e as atividades culturais. Outro componente que ajudara nessa ideia é a implantação da pista de caminhada e ciclovia de acesso livre, pois a área do de implantação é altamente frequentada por pedestres e ciclistas, sendo eles serão desviados para dentro do complexo, e assim também se deparando as atrações. Figura 75: Macrozoneamento Fonte: Elaborado pela autora. Figura 76: Fluxograma Fonte: Elaborado pela autora. 8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS AARQUITETA, Blog de estudo da arquitetura. SESC Pompeia. Disponível em: https://www.aarquiteta.com.br/blog/estudo-de-caso-de-arquitetura/sesc-pompeia-curiosidades-historia-e-etc/ Acesso em: 01 de maio de 2018. ARCHDAILY, Projetos arquitetônicos e urbanísticos. SESC 24 de Maio. Disponível em: https://www.archdaily.com.br/br/889788/sesc-24-de-maio-paulo-mendes-da-rocha-plus-mmbb-arquitetos Acesso em: 01 de maio de 2018. ARCHDAILY, Projetos arquitetônicos e urbanísticos. SESC Pompeia. Disponível em:https://www.archdaily.com.br/br/01-153205/classicos-da-arquitetura-sesc-pompeia-slash-lina-bo-bardi Acesso em: 01 de maio de 2018. AURÉLIO, dicionário. Brasileiro. Disponível em: https://www.dicio.com.br/aurelio-2/ Acesso em: 29 de abril de 2018. CAMARGO, Luiz O. Lima. O que é Lazer. 3ª Edição. São Paulo. Editora Brasiliense, 1992 CLIMA TEMPO, site de informações climáticas. 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